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 Plantas Tóxicas no Brasil
Copiado de:
Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas - SINITOX
 
 
Você sabia que 60% dos casos de intoxicação por plantas tóxicas no Brasil ocorrem com crianças menores de nove anos, e que 80% deles são acidentais? Para ajudar na prevenção desses acidentes o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas, o SINITOX, em parceria com os centros de Belém, Salvador, Cuiabá, Campinas, São Paulo e Porto Alegre, criou, em junho de 1998, o Programa Nacional de Informações sobre Plantas Tóxicas. A elaboração e distribuição de material educativo, de prevenção e tratamento, são as principais metas do programa. O primeiro trabalho é a divulgação das 16 plantas que mais causam intoxicação em nosso país. Além disso, estão sendo elaborados um manual de tratamento das intoxicações por plantas; um vídeo; uma base de dados com a codificação das plantas tóxicas brasileiras; e um atlas. Conheça agora algumas plantas tóxicas e previna-se contra acidentes.
             
 
Tinhorão
TINHORÃO 

Nome científico: Caladium bicolor Vent. 
Nome popular: tajá, taiá, caládio. 
 
Sintomas: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea. 

Princípio ativo: oxalato de cálcio. 
 



 
Taioba-Brava (clique sobre a foto e veja detalhes)
TAIOBA-BRAVA 

Nome científico: Colocasia antiquorum Schott. 
Nome popular: cocó, taió, tajá. 
 
Sintomas: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea. 

Princípio ativo: oxalato de cálcio. 
 



 
Saia-Branca 
  SAIA-BRANCA 

  Nome científico: Datura suaveolens L. 
  Nome popular: trombeta, trombeta-de- 
  anjo, trombeteira, cartucheira, 
  zabumba. 
 
Parte tóxica: todas as partes da planta. 

Sintomas: a ingestão pode provocar boca seca, pele seca, taquicardia, dilatação das pupilas, rubor da face, estado de agitação, alucinação, hipertermia; nos casos mais graves pode levar a morte. 

Princípio ativo: alcalóides beladonados (atropina, escopolamina e hioscina). 
 



 
Aroeira (clique sobre a foto e veja detalhes) 
AROEIRA 

Nome científico: Lithraea brasiliens March. 
Nome popular: pau-de-bugre, coração-de-bugre,    aroeirinha preta, aroeira-do-mato, aroeira- brava. 
 



 
Urtiga
URTIGA 

Família: Urticaceae. 
Nome científico: Fleurya aestuans L. 
Nome popular: urtiga-brava, urtigão, cansanção. 

Parte tóxica: pêlos do caule e folhas. 

Sintomas: o contato causa dor imediata devido ao efeito irritativo, com inflamação, vermelhidão cutânea, bolhas e coceira. 

Princípio ativo: histamina, acetilcolina, serotonina. 
 



 
Espirradeira
 ESPIRRADEIRA 

Família: Apocynaceae. 
Nome científico: Nerium oleander L. 
Nome popular: oleandro, louro rosa. 

Parte tóxica: todas as partes da planta. 

Sintomas: a ingestão ou o contato com o látex podem causar dor em queimação na boca, salivação, náuseas, vômitos intensos, cólicas abdominais, diarréia, tonturas e distúrbios cardíacos que podem levar a morte. 

Princípio ativo: glicosídeos cardiotóxicos 
 



 
Cinamomo (clique sobre a foto e veja detalhes) 
  CINAMOMO 

  Nome científico: Melia azedarach L. 
  Nome popular: jasmim-de-caiena, jasmim-de-cachorro, 
  jasmim-de-soldado, árvore-santa, loureiro-grego, lírio-da-índia, 
  Santa Bárbara. 
 
Parte tóxica: frutos e chá das folhas. 

Sintomas: a ingestão pode causar aumento da salivação, náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia intensa; em casos graves pode ocorrer depressão do sistema nervoso central. 

Princípio ativo: saponinas e alcalóides neurotóxicos (azaridina). 
 


 
Mandioca-Brava
MANDIOCA-BRAVA

Família: Euphorbiaceae. 
Nome científico: Manihot utilissima Pohl. (Manihot esculenta ranz). 
Nome popular: mandioca, maniva. 

Parte tóxica: raiz e folhas. 

Sintomas: a ingestão causa cansaço, falta de ar, fraqueza, taquicardia, taquipnéia, acidose metabólica, agitação, confusão mental, convulsão, coma e morte. 

Princípio ativo: glicosídeos cianogênicos.

Comigo-Ninguém-Pode (clique sobre a foto e veja detalhes) 
COMIGO-NINGUÉM-PODE 

Nome científico: Dieffenbachia picta Schott. 
Nome popular: aninga-do-Pará. 
 
Sintomas: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea. 

Princípio ativo: oxalato de cálcio, saponinas 
 


Copo-de-Leite (clique sobre a foto e veja detalhes) 
 COPO-DE-LEITE 

Nome científico: Zantedeschia aethiopica Spreng. 
Nome popular: copo-de-leite. 
 

Parte tóxica: todas as partes da planta 

Sintomatologia: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea. 

Princípio ativo: oxalato de cálcio. 



 
Bico-de-Papagaio 
  BICO-DE-PAPAGAIO 

Família: Euphorbiaceae. 
Nome científico: Euphorbia pulcherrima Willd. 
Nome popular: rabo-de-arara, papagaio. 

Parte tóxica: todas as partes da planta. 

Sintomas: a seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, dor em queimação e coceira; o contato com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema das pálpebras e dificuldade de visão; 
a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarréia. 

Princípio ativo: látex irritante. 
 



 
Coroa-de-Cristo COROA-DE-CRISTO 

Família: Euphorbiaceae. 
Nome científico: Euphorbia milii L. 
Nome popular: coroa-de-cristo. 

Parte tóxica: todas as partes da planta. 

Sintomas: a seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, dor em queimação e coceira; o contato com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema das pálpebras e dificuldade de visão; a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarréia. 

Princípio ativo: látex irritante. 



  
Avelós 
AVELÓS 

Família: Euphorbiaceae. 
Nome científico: Euphorbia tirucalli L. 
Nome popular: graveto-do-cão, figueira-do-diabo, dedo-do-diabo, pau-pelado, árvore de São Sebastião. 

Parte tóxica: todas as partes da planta. 

Sintomas: a seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios,boca e língua, dor em queimação e coceira; o contato com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema das pálpebras e dificuldade de visão; a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarréia. 

Princípio ativo: látex irritante. 
 



 
Chapéu-de-Napoleão
CHAPÉU-DE-NAPOLEÃO 

Família: Apocynaceae. 
Nome científico: Thevetia peruviana Schum. 
Nome popular: jorro-jorro, bolsa-de-pastor. 

Parte tóxica: todas as partes da planta. 

Sintomas: a ingestão ou o contato com o látex pode causar dor em queimação na boca, salivação, náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia, tonturas e distúrbios cardíacos que podem levar a morte. 

Princípio ativo: glicosídeos cardiotóxicos. 
 


 
PINHÃO-ROXO 

Família: Euphorbiaceae. 
Nome científico: Jatropha curcas L. 
Nome popular: pinhão-de-purga, pinhão-paraguaio, pinhão-bravo, pinhão, pião, pião-roxo, mamoninho, purgante-de-cavalo. 

Parte tóxica: folhas e frutos. 

Sintomas: a ingestão do fruto causa náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia mucosa e até sanguinolenta, dispnéia, arritmia e parada cardíaca. 

Princípio ativo: toxalbumina (curcina). 
 


Mamona 
MAMONA 

Família: Euphorbiaceae. 
Nome científico: Ricinus communis L. 
Nome popular: carrapateira, rícino, mamoeira, palma-de-cristo, carrapato. 

Parte tóxica: sementes. 

Sintomas: a ingestão das sementes mastigadas causa náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia mucosa e até sanguinolenta; nos casos mais graves podem ocorrer convulsões, coma e óbito. 

Princípio ativo: toxalbumina (ricina). 

 
             
 
 Para adquirir o cartaz ou o folder das Plantas Tóxicas no Brasil, mande um e-mail para mailto:sintitox@cict.fiocruz.br
"Existem outras plantas tóxicas no Brasil além das listadas nesta página"
0800.780.200 CIT/RS - Porto Alegre 
0800.410.148 CIT/PR - Curitiba 
0800.148.110 CEATOX/SP - São Paulo 
0800.284.4343 CIAVE/BA - Salvador 
0800.643.5252 CIT/SC - Florianópolis 
0800.771.3733 CCI/SP - São Paulo 
 

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