A BÍBLIA VIVA Publicado pela Associação Religiosa Editora Mundo Cristão GÊNESIS CAPITULO 1 1, 2 - NO COMEÇO, quando Deus criou os céus e a terra, a terra era vazia e sem forma definida. O Espírito de Deus estava em cima das águas. 3, 4, e 5 - Disse Deus: "Haja luz". E a luz apareceu. Deus ficou satisfeito, e separou a luz da escuridão. Assim, Ele deixou a luz brilhar um pouco, e depois escureceu de novo. Deus chamou "dia" à luz, e à escuridão chamou "noite". O dia e a noite juntos formaram o primeiro dia. 6, 7 e 8 - Disse Deus: "Que as águas se separem para formar a expansão do céu em cima e os oceanos embaixo". Deste modo, Deus fez o céu, separando as águas de cima das águas de baixo. Tudo isso aconteceu no segundo dia. 9, 10, 11, 12 e 13 - E disse Deus: "Que as águas que estão embaixo do céu se juntem e formem os oceanos, de modo que apareça a parte seca". E foi assim. Deus deu o nome de "terra" à parte seca e de "mares" às águas. Deus ficou satisfeito, e disse: "Que a terra faça brotar toda espécie de ervas e de plantas que dão semente, e também árvores frutíferas que têm sementes nas frutas que elas dão. Isso para que as sementes façam nascer as espécies de plantas e de frutas que tinham produzido essas sementes. E foi assim, e Deus ficou satisfeito. Tudo isso aconteceu no terceiro dia. 14 e 15 - Disse Deus: "Haja luzeiros na expansão do céu para iluminarem a terra e para fazerem diferença entre o dia e a noite. Eles servirão para dirigir as estações e para marcar os dias e anos". E foi assim. 16, 17, 18 e 19 - Deus fez dois enormes luzeiros para iluminarem a terra. O maior, que é o sol, para dirigir o dia, e o menor, que é a lua, é para dirigir a noite. Fez também as estrelas. Deus colocou os luzeiros na expansão do céu para iluminarem a terra e para fazerem separação entre a luz e a escuridão. E Deus ficou satisfeito. Tudo isso aconteceu no quarto dia. 20, 21, 22 e 23 - Então disse Deus: "Que as águas fiquem cheias de peixes e de outras formas de vida, e que os céus fiquem cheios de aves de toda espécie". Assim Deus criou os grandes animais marinhos e toda espécie de peixes e de aves. Deus ficou satisfeito e abençoou essas criaturas que fez."Multipliquem, enchendo as águas dos mares, " falou. E às aves disse: "Sejam cada vez mais numerosas. Encham a terra!" Com isso o quinto dia terminou. 24, 25 - Disse Deus: "Que a terra produza os animais. Animais domésticos, répteis e animais do mato". E assim foi. Deus fez os animais, cada um de uma espécie. Os animais que vivem nas selvas e nos campos, incluindo os répteis, e os animais domésticos. E Deus ficou satisfeito com o que fez. 26 - Depois disse Deus: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Tenha ele domínio sobre os animais marinhos, sobre as aves, sobre os animais domésticos e sobre os répteis. Domine a terra toda! 27 - Assim Deus criou o homem à imagem do seu Criador. Deus fez o homem conforme a semelhança dele. Deus criou o homem e a mulher. 28, 29, 30 e 31 - Deus abençoou os dois e disse: "Multipliquem, encham a terra e tenham domínio sobre a terra. Vocês são os senhores dos peixes, das aves e de todos os animais. Olhem! Eu dou a vocês todas as plantas que dão sementes, e todas as árvores frutíferas para alimento. E dou todo capim e toda erva aos animais e às aves para alimento deles." Então Deus olhou tudo que tinha feito. Era excelente em todos os aspectos! Assim terminou o sexto dia. CAPITULO 2 1, 2 e 3 - AFINAL FICOU completa com sucesso a obra de criação dos céus e da terra, com tudo o que existe neles. Assim, foi no sétimo dia que Deus terminou o seu trabalho. Por isso, Deus abençoou o sétimo dia, descansou, e declarou santo esse dia. Porque nele Deus, o Criador, terminou a obra da criação. 4 - Deus criou os céus e a terra. Agora vem um resumo dos detalhes produzidos por Deus através dos céus e da terra. 5 e 6 - Não existia nenhuma planta. Nenhuma semente havia brotado na terra; pois o Senhor Deus ainda não tinha feito cair chuva. E também não havia ninguém para fazer lavoura. Mas um vapor subia da terra e molhava o solo em toda parte. 7 - Então Deus formou o corpo humano usando para isso o pó da terra. Depois soprou nele o sopro da vida, e ele veio a ser alma vivente. 8, 9 e 10 - O Senhor Deus plantou um jardim no Éden, para os lados do leste, e colocou no jardim o homem que Ele tinha formado. O Senhor Deus fez crescer no jardim todas as espécies de lindas árvores, árvores que produziam frutas boas como alimento. No meio do jardim Deus fez crescer a Árvore da Vida e a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Da região do Éden saía um rio que banhava o jardim. Dali se dividia em quatro braços. 11, 12, 13 e 14 - Um deles é o Pisom. Ele rodeia a terra de Havilá, onde existe ouro de boa qualidade, finas pérolas, e a pedra de ônix. O segundo tem o nome de Giom, e atravessa toda a extensão da terra de Cuxe. O terceiro é o rio Tigre, que flui ao leste da Assíria. O quarto é o Eufrates. 15, 16 e 17 - O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivar a terra. Mas o Senhor Deus avisou o homem: "Você pode comer qualquer fruta do jardim, menos a fruta da Árvore do Conhecimento do bem e do mal. Isso porque essa fruta abrirá os seus olhos e você ficará com a consciência despertada para o certo e o errado, para o bem e para o mal. Se comer essa fruta, você estará condenado a morrer". 18, 19, 20, 21 e 22 - Depois disse o Senhor Deus: "Não é bom que o homem fique sozinho. Vou fazer uma companheira para ele, uma auxiliadora à altura dele". O Senhor Deus formou da terra todas as espécies de animais e de aves, e trouxe todos eles ao homem para ver que nome daria a eles. O homem deu os nomes que quis, e com esses nomes ficaram. O homem deu nome a todos os animais domésticos, às aves e aos animais que vivem nas matas e nos campos. Mas o homem não tinha nenhuma auxiliadora à altura dele. Então o Senhor Deus fez o homem cair em sono profundo. Tirou uma das costelas dele e fechou o lugar da costela tirada. Da costela fez uma mulher, que trouxe ao homem. 23, 24 e 25 - "Isto sim!", exclamou Adão."Ela é parte dos meus ossos e da minha carne! Pode-se dizer que ela é varoa, porque foi tirada do varão." Esta é a razão por que o homem deixa de viver junto com seu pai e sua mãe e se une à mulher dele. E de tal maneira se unem os dois, que se tornam uma só pessoa! Pois bem, embora o homem e a mulher não estivessem usando roupa nenhuma, não ficavam envergonhados. CAPÍTULO 3 1 - DE TODOS OS ANIMAIS que Deus criou, o mais astuto era a serpente. A serpente aproximou-se então perguntou à mulher: "Será verdade?! Nenhuma fruta do jardim?! Deus disse que vocês não podem comer nem uma só fruta?!" 2 e 3 - "Claro que podemos!", respondeu a mulher."Só a fruta da árvore que está no meio do jardim é que não podemos comer. Deus disse que não podemos comer fruta daquela árvore, e que não podemos nem pôr as mãos nela porque se não, morreremos”. 4 e 5 - "É mentira!", contestou a serpente."Vocês não morrem não! Deus sabe muito bem que se vocês comerem essa fruta, no mesmo instante vocês ficarão como Ele, pois os seus olhos se abrirão. Vocês vão ficar sabendo distinguir entre o bem e o mal!" 6 e 7 - A mulher acreditou nisso. Então achou que a fruta era boa para comer. Agora a árvore parecia tão bonita! E parecia boa até para dar sabedoria! Pensando assim, ela apanhou uma fruta e comeu. Deu ao marido, e ele comeu também. Mal acabaram de comer, ficaram conscientes da nudez em que estavam, e se encheram de vergonha. Então juntaram folhas de figueira e fizeram aventais para se cobrir. 8 e 9 - Na tarde desse mesmo dia, ouviram o som produzido pelo Senhor Deus que passeava no jardim no frescor do dia. Os dois ficaram escondidos entre as árvores. O Senhor Deus chamou Adão: "Por que você se escondeu?" 10 - Adão respondeu: "Percebi que o Senhor vinha vindo e não queria que me visse nu. Por isso me escondi." 11 - "Quem disse que você estava nu?", perguntou o Senhor Deus."Vai ver que comeu a fruta da árvore que proibi!" 12 - "É, comi, " admitiu Adão, "mas foi a mulher que o Senhor me deu que me ofereceu a fruta, e eu comi." 13 - Então o Senhor Deus perguntou à mulher: "Como é que você foi fazer uma coisa dessas?!" "A serpente me enganou, " replicou ela. 14 e 15 - O Senhor Deus disse à serpente: "Eis o seu castigo: Você será maldita e ficará isolada não só de todos os animais domésticos como também dos bichos do mato. Vai sofrer verdadeira maldição. Vai passar a vida inteira rastejando sobre o seu ventre e comendo pó. De agora em diante, você e a mulher serão inimigas, uma da outra. Também a sua descendência será inimiga do descendente da mulher. Ele ferirá você na cabeça, ao passo que você ferirá o calcanhar dele". 16 - Depois Deus disse à mulher: "Você vai ter muitas dores e sofrimentos, quando estiver para ser mãe e quando tiver filhos. Todavia, apesar disso, você receberá bem o seu marido, e ele terá domínio sobre você." 17, 18 e 19 - E a Adão disse Deus: "Você deu ouvidos à sua mulher e comeu aquela fruta que Eu disse para não comer. Por isso, lanço maldição sobre a terra. A vida toda você terá de lutar para conseguir o ganha-pão. Ela produzirá também espinheiros e ervas daninhas, e você comerá verduras. A vida inteira você vai suar para dominar a terra, até o dia da sua morte. Depois você voltará ao pó de onde veio. Pois você foi feito da terra e vai voltar para a terra. 20 e 21 - O homem deu o nome de Eva à mulher, sendo que "Eva" é sinônimo de "vida". Pois disse ele: "Ela será a mãe da humanidade toda." O Senhor Deus vestiu Adão e sua mulher com roupas feitas de peles de animais. 22, 23 e 24 - Disse o Senhor: "Agora que o homem é como nós, conhecendo o bem e o mal, vejamos que ele não venha a comer fruta da Árvore da Vida e passe a viver eternamente!" Assim o Senhor Deus mandou o homem embora do jardim do Éden, para que fosse cuidar da terra da qual tinha sido formado. Depois Deus colocou poderosos seres angélicos a leste do jardim do Éden. Colocou também uma brilhante espada que não parava de se mover para vigiar o caminho que levava à Árvore da Vida. CAPÍTULO 4 1 - ADÃO DEITOU-SE COM EVA e ela concebeu e deu à luz um filho a quem deu o nome de Caim, que significa: "Forjado" ou "Adquirido". Pois, como disse ela: "Consegui um filho homem com o auxilio do Senhor Deus." 2 - Depois nasceu Abel, irmão de Caim. Abel veio a ser pastor de ovelhas, enquanto Caim se dedicou à agricultura. 3, 4 e 5 - Passado algum tempo, Caim juntou alguns produtos da terra e com eles fez uma oferta a Deus. Abel também fez uma oferta a Deus. O que Abel apresentou a Deus foram as primeiras crias do rebanho dele. Feito o sacrifício, ofereceu ao Senhor Deus as melhores porções. Deus aceitou a pessoa e a oferta de Abel. Mas rejeitou a pessoa de Caim e a oferta dele. Caim ficou cheio de raiva e seu rosto mostrava ódio. 6, 7 - "Por que você está com raiva?", perguntou o Senhor."Por que está com o rosto mau? Se andar direito, é claro que vou aceitar você! Mas se fica praticando o mal, então veja lá! O pecado está escondido, pronto para atacar e destruir. Mas bem que você pode dominar o pecado! 8 - Certo dia Caim convidou Abel para um passeio ao campo. Quando estavam por lá, Caim atacou e matou o irmão. 9 - Depois o Senhor perguntou a Caim: "Que é do seu irmão? Onde está Abel?" "Como posso saber?" retrucou Caim. E acrescentou: "Por acaso tenho de ficar tomando conta do meu irmão?!" 10, 11 e 12 - Disse, porém, o Senhor: "O sangue do seu irmão está clamando da terra a mim. O que foi que você fez? Você atraiu maldição sobre a sua vida na terra que manchou com o sangue do seu irmão. Quando você fizer plantio, a terra não dará nada. E você vai passar a vida inteira como fugitivo, vagando de lugar a lugar. 13 e 14 - Caim então disse ao Senhor: "O castigo que devo receber é grande demais para mim! Não vou agüentar isso! Pois o Senhor faz que eu seja rejeitado pela terra, e vou estar sempre querendo me esconder da sua presença! Vou vagar por toda parte, e toda gente vai querer acabar comigo! " 15 e 16 - O Senhor respondeu: "Ninguém matará você, pois darei castigo sete vezes pior do que o seu a quem fizer isso". Então o Senhor pôs certa marca de identificação em Caim, para não ser morto por quem quer que se encontrasse com ele. Caim foi para longe da presença do Senhor. Passou a morar na região de Node, a leste do Éden. 17 - A mulher de Caim- concebeu e deu à luz um filho, que recebeu o nome de Enoque. Quando Caim fundou uma cidade, ele lhe deu o nome de Enoque. 18 – Enoque foi o pai de Irade. Irade foi o pai de Meujael. Meujael foi o pai de Metusael. Metusael foi o pai de Lameque. 19, 20, 21 e 22 - Lameque casou com duas mulheres: Ada e Zilá. Ada teve um filho chamado Jabal. Ele foi o primeiro criador de gado e o primeiro daqueles que moram em tendas. O irmão dele, Jubal, foi o primeiro músico. Foi ele que inventou a harpa e a flauta. Zilá, a outra esposa de Lameque, deu à luz a Tubalcaim e Naamá. Tubalcaim foi o primeiro a fazer obra de fundição, forjando instrumentos de bronze e de ferro. 23 e 24 - Um dia Lameque disse às esposas dele: "Ada e Zilá, escutem: Matei um homem porque me machucou, e um rapaz só porque me pisou. Se aquele que matar Caim vai receber castigo sete vezes pior do que o dele, aquele que quiser vingar o que fiz sofrerá castigo setenta e sete vezes pior! " 25, 26 - Eva, mulher de Adão, tornou a conceber. Deu à luz um filho a quem deu o nome de Sete, que quer dizer "Designado". Pois, nas palavras de Eva: "Deus me concedeu outro filho para ocupar o lugar de Abel, que Caim matou". Sete veio a ser o pai de Enos. Foi depois que nasceu Enos que começaram a invocar o nome do Senhor. CAPÍTULO 5 1 - ESTA É UMA lista de descendentes de Adão. Adão foi criado por Deus. a homem foi criado à semelhança de Deus. Deus criou o homem e a mulher, e abençoou os dois. E desde o começo da vida deles, deu a eles o nome de Homem. Eis a lista: 3, 4 e 5 - Adão: Quando Adão estava com 130 anos de idade, nasceu Sete, filho dele. Sete era a imagem e semelhança do pai. Depois que Sete nasceu, Adão viveu mais 800 anos. Teve filhos e filhas. Tinha 930 anos de idade quando morreu. 6, 7 e 8 - Sete: Sete estava com 105 anos de idade quando nasceu Enos, filho dele. Depois viveu mais 807 anos, tendo filhos e filhas. Morreu com a idade de 912 anos. 9, 10 e11 - Enos: Enos tinha 90 anos de idade quando nasceu o filho dele, Cainã. Depois do nascimento de Cainã, Enos viveu mais 815 anos. Morreu com a idade de 905 anos, deixando filhos e filhas. 12, 13 e 14 - Cainã: Cainã estava com 70 anos quando nasceu Maalaleel, filho dele. Depois disso, viveu mais 840 anos. Teve filhos e filhas. Morreu com 910 anos de idade. 15, 16 e 17 - Maalaleel: Maalaleel tinha 65 anos quando nasceu Jerede, filho dele. Depois que Jerede nasceu, Maalaleel viveu 830 anos, tendo filhos e filhas. Quando morreu, estava com 895 anos. 18, 19 e 20 - Jerede: Quando Jerede estava com 162 anos, nasceu Enoque, filho dele. Depois do nascimento de Enoque, Jerede viveu mais 800 anos, tendo filhos e filhas. Morreu quando tinha 962 anos. 21, 22, 23 e 24 - Enoque: Enoque estava com 65 anos, quando Matusalém, filho dele, nasceu. Depois viveu mais 300 anos - como amigo de Deus. Teve filhos e filhas. Viveu ao todo 365 anos, sempre em comunhão com Deus. E então Enoque desapareceu da terra! Porque Deus levou Enoque para Ele! 25, 26 e 27 - Matusalém: Quando Matusalém tinha 187 anos, nasceu Lameque, filho dele. Depois do nascimento de Lameque, Matusalém viveu mais 782 anos, tendo filhos e filhas. Tinha 969 anos quando morreu. 28, 29, 30 e 31 - Lameque: Lameque tinha 182 anos de idade, quando nasceu Noé, filho dele."Noé" quer dizer "Descanso". Lameque deu esse nome ao filho, dizendo: "Ele nos dará consolo dos nossos duros trabalhos, e do cansaço que sentimos nesta terra que Deus amaldiçoou". Depois do nascimento de Noé, Lameque viveu mais 595 anos. Teve filhos e filhas. Morreu com 777 anos. 32 - Noé: Quando Noé estava com 500 anos, tinha três filhos: Sem, Cão e Jafé. CAPÍTULO 6 1 - NESSA ÉPOCA HOUVE rápido crescimento da população mundial. 2 - Aconteceu então que os filhos de Deus foram atraídos pela beleza das filhas dos homens. Eles casaram com as mulheres que escolheram, ao gosto deles. 3 - Disse então o Senhor: "Meu Espírito não permanecerá sempre no homem. A natureza dele está sempre inclinada para o mal. Vou limitar a vida do homem a 120 anos". 4 - Naquele tempo existiam gigantes na terra. E também depois, quando da mistura dos filhos de Deus com as filhas dos homens. Pois dessas uniões nasceram filhos que foram homens valentes. Vieram a ser grandes e famosos heróis dos tempos antigos. 5 e 6 - O Senhor viu como o homem foi ficando cada vez pior, e que tudo que pensava e queria era sempre mau. O Senhor ficou triste por ter criado o homem. Isto cortou o coração dEle! 7 - Disse o Senhor: "Vou fazer desaparecer da terra a humanidade que criei. Vou destruir os homens, os animais, os répteis e as aves. Foram criados por mim - e isso me entristece!" 8 - Mas Noé dava alegria ao Senhor. 9 e 10 - Esta é a história dele: Noé era o único homem reto, de todos os que viviam naquele tempo. Ele procurava viver sempre de acordo com a vontade de Deus. Sem, Cão e Jafé eram os três filhos de Noé. 11 - A violência dominava a terra. Aos olhos de Deus, a terra estava completamente corrompida. 12 e 13 - Vendo Deus como estava ruim a situação, e que os homens estavam cheios de vícios e depravados, disse a Noé: "Resolvi destruir todas as criaturas da terra, porque o mundo está cheio de crimes, por culpa dos homens. Vou destruir a humanidade toda, juntamente com as demais criaturas da terra. 14 - "Faça um navio de tábuas de cipreste, tapando bem as frestas com piche, por dentro e por fora. Faça diversas divisões no navio”. 15 - "Estas são as medidas do barco que você vai construir: 150 metros de comprimento, 25 de largura e 15 de altura”. 16 - "Pouco abaixo do teto, faça uma abertura de meio metro de altura, em toda a volta do navio, para ventilação e iluminação. Num dos lados faça uma porta. E construa três andares no navio - um embaixo, outro no meio e um terceiro em cima. 17 - Faça isso, pois logo vou derramar águas em verdadeiro dilúvio sobre a terra. Todos os seres vivos da terra morrerão afogados! Vou destruir tudo que tem fôlego de vida debaixo dos céus!” 18 - "Mas prometo conservar com vida você, a sua mulher, os seus filhos e as mulheres deles”. 19 e 20 - "De todos os animais, leve um casal para dentro do navio. Um casal de cada espécie de animais, incluindo os répteis e as aves. Assim vamos conservar em vida as espécies todas. Os animais e as aves mesmos virão até você!” 21 - "Guarde no barco uma grande provisão de alimento para você, para a sua família e para os animais e aves." 22 - Noé fez tudo que Deus mandou. CAPÍTULO 7 1 - CHEGOU POR FIM O DIA em que o Senhor disse a Noé: "Entre no navio, você e sua família. Só você vive retamente no meio de todo o povo da terra! 2 e 3 - "Leve para dentro do barco, como já disse, um casal de cada espécie de animais impróprios para comer. Mas dos animais próprios para os sacrifícios e para alimento, leve sete casais de cada um deles. Das aves também, sete casais de cada espécie. Assim todas as espécies se reproduzirão, e poderão sobreviver ao dilúvio. 4 - "Daqui a uma semana vou fazer cair chuva durante quarenta dias e quarenta noites, sem parar. E todos os homens, animais, répteis e aves que fiz, morrerão." 5 - Noé obedeceu. Fez tudo o que Deus mandou. 6 - Quando as águas do dilúvio cobriram a terra, Noé tinha seiscentos anos de idade. 7 - Ele, a mulher dele, os filhos e as noras embarcaram no navio para escapar da inundação. 8 e 9 - Entraram também todas as espécies de animais. Os limpos, isto é, próprios para sacrificar e comer, e os impuros, isto é, impróprios para alimento e para os sacrifícios. Também todas as espécies de répteis e de aves. Foram atrás de Noé, entrando no navio de dois em dois - macho e fêmea. Tudo como Deus tinha mandado. 10, 11 e 12 - Uma semana mais tarde, quando Noé estava com 600 anos; no dia 17 do segundo mês, começaram a cair as grossas chuvas do dilúvio. Rebentaram as fontes subterrâneas, e os céus despejaram grande volume de água sobre a terra. Caiu forte chuva durante 40 dias e 40 noites. 13 - Mas no dia em que as chuvas começaram a cair, Noé entrou no navio. Ele, a mulher, as noras e os filhos dele, Sem, Cão e Jafé. 14, 15 e 16 - Entraram também no barco casais de todas as espécies de animais domésticos, bichos do mato, répteis, aves e pássaros. Não faltou espécie nenhuma de todos os seres vivos da terra. Entraram de dois em dois no navio - o macho e a fêmea de cada espécie. Tudo como Deus tinha mandado. Depois o Senhor fechou a porta. 17 - As chuvas caíram em dilúvio durante quarenta dias. E as águas cresceram e levantaram o navio de sobre a terra. 18, 19 e 20 - O nível das águas foi subindo mais e mais, cobrindo a terra. Mas o navio flutuava na superfície das águas. As águas aumentaram tanto, que encobriram até os mais altos montes existentes debaixo do céu, chegando até sete ou oito metros acima dos picos dos mais altos montes! 21 e 22 - Todos os seres vivos existentes na terra morreram. As aves, os animais domésticos, os animais das matas, todo tipo de criaturas que enchem a terra, e os homens - morreram todos! Tudo que respirava e vivia na terra seca morreu! 23 - Assim foram destruídos todos os seres vivos que existiam na terra. A humanidade inteira, os animais, os répteis e as aves foram destruídos. Só continuaram vivos Noé e os que estavam com ele no barco. 24 - E as águas cobriram a terra durante cento e cinqüenta dias. CAPÍTULO 8 1 - DEUS NÃO ESQUECEU Noé e os animais que estavam com ele no barco. Ventos mandados por Ele sopraram sobre a terra e, com isso; foi baixando o nível das águas. 2 - As fontes subterrâneas foram fechadas. Pararam de lançar água para cima da terra. Também os céus pararam de despejar chuvas na terra. 3 e 4 - As águas foram escorrendo e foram esvaziando a terra, Depois de cento e cinqüenta dias de inundação total, no dia 17 do sétimo mês, o navio ficou parado no alto das montanhas de Ararate. 5 - As águas continuaram baixando. Três meses depois, apareceram os cumes dos montes. 6 e 7 - Quarenta dias mais tarde, Noé abriu uma janela que tinha feito, e soltou um corvo. O corvo ficou a voar, indo e voltando até a terra ficar inteiramente seca. 8 - Logo depois de ter soltado o corvo, Noé soltou uma pomba, para, ver se ela poderia encontrar algum terreno seco; 9 - Não achando lugar onde pisar, a pomba voltou a Noé. As águas ainda cobriam a terra. Noé estendeu a mão para fora e recolheu a pomba. 10 - Sete dias mais tarde, Noé soltou a pomba de novo. 11 - Desta vez ela só voltou de tarde ao navio. Trazia no bico uma folha nova de oliveira. Assim Noé ficou sabendo que restava pouca água da grande inundação. 12 - Noé deixou passar mais uma semana, e tornou a soltar a pomba. Ela não voltou mais. 13 - Vinte e nove dias depois disso, no dia em que Noé fez 601 anos, a terra ficou seca. Noé fez uma abertura no barco, olhou, e viu que a terra já não estava com sinais de águas. 14 - Perto de oito semanas mais se passaram. Exatamente no dia 27 do segundo mês do ano 601 de Noé, a terra estava seca. 15 - Então Deus disse a Noé: 16 - "Saia do navio, com a sua mulher, os seus filhos e as suas noras. 17 - "Faça sair também os animais de toda espécie que estão com você. Os animais, as aves e os répteis. Que saiam todos, para se reproduzirem, multiplicarem e encherem a terra." 18 - Assim Noé, seus filhos, sua mulher e suas noras saíram do navio. 19 - Também saíram todos os animais, todos os répteis, todas as aves e todos os seres vivos que estavam no barco. Saíram aos pares e aos grupos, segundo as diferentes espécies. 20 - Noé construiu um altar e sacrificou nele animais e aves aceitáveis a Deus. Apresentou as ofertas queimadas. 21 - O Senhor gostou das ofertas, e disse consigo mesmo: "Nunca mais vou lançar maldição sobre a terra, e nunca mais vou destruir os seres vivos como fiz, por causa do homem. O homem é assim mesmo. Desde moço está sempre inclinado para o mal. 22 - "Enquanto a terra durar, haverá sementeira e colheita, frio e calor, inverno e verão, dia e noite." CAPÍTULO 9 1 - DEUS ABENÇOOU NOÉ e os filhos dele. E disse a eles: "Tenham muitos filhos e restabeleçam a população da terra. 2 e 3 - "Todos os animais e aves terão medo de vocês", disse Deus."Entreguei ao domínio dos homens todos os seres vivos da terra e das águas. Servirão de alimento, além dos produtos vegetais. 4 - "Mas só poderão comer carne depois de tirado o sangue. Porque o sangue é vida. 5 e 6 - "E ninguém tem direito de tirar a vida de nenhum ser humano. O animal que matar um homem terá de ser morto. E a pessoa que matar algum ser humano terá de ser morta. Porque matar um ser humano é matar um ser que foi criado segundo a imagem de Deus. 7 - "Mas volto a dizer a vocês: Tenham muitos filhos. Povoem a terra e exerçam domínio sobre ela." 8 - Deus disse mais estas coisas a Noé e aos filhos dele: 9, 10 e 11 - "Faço agora uma séria promessa, um verdadeiro contrato com vocês e com os seus descendentes. O contrato é com vocês e com os animais que trouxeram aves, animais domésticos, animais do mato. Prometo que nunca mais os seres vivos da terra serão destruídos pelas águas. Prometo que nunca mais haverá dilúvio para destruir a terra. 12 - "E o sinal e selo desta aliança é o seguinte para todo o tempo e para todos os seres vivos. 13 - "Ponho nas nuvens o meu arco, como sinal da minha promessa para os homens e para a terra toda. 14 e 15 - "Quando Eu mandar nuvens sobre a terra e aparecer o arco-íris, lembrarei minha promessa. Cumprirei, então, a promessa que fiz a vocês e a todos os seres vivos. E nunca mais mandarei águas em dilúvio para destruir todos os homens e animais. 16 e 17 - "Verei o arco-íris e lembrarei a aliança eterna que Eu, como Deus, fiz com os seres vivos de toda espécie que existem na terra."Digo e repito: O sinal e selo desta promessa é o arco-íris." 18 e 19 - Os nomes dos três filhos de Noé são: Sem, Cão e Jafé. Deles vieram todas as nações da terra. É bom notar que os cananeus são descendentes de Canaã, filho de Cão. 20 e 21 - Noé se pôs a trabalhar como agricultor. Fez uma plantação de uvas e fabricou vinho. Um dia ficou bêbado, e ficou nu dentro da tenda dele. 22 - Cão, pai de Canaã, viu Noé sem roupa. Foi contar o que viu aos dois irmãos dele. 23 - Sem e Jafé puseram uma capa nos ombros, andaram de costas e assim entraram na tenda do pai. Com a capa cobriram o corpo do pai, tomando cuidado de olhar para outro lado. Não viram, pois, a nudez do pai. 24 - Quando passou o efeito da bebida, Noé acordou e soube o que o filho mais novo tinha feito. 25 - Então Noé amaldiçoou os descendentes de Cão, pelo ramo de Canaã, dizendo: "Malditos sejam os cananeus. Sejam escravos dos descendentes de Sem e Jafé. E escravos da mais baixa espécie!" 26 e 27 - Disse mais: "Bendito seja o Senhor, Deus de Sem. Canaã seja escravo de Sem."Deus abençoe e fortaleça Jafé. Participe Jafé da prosperidade de Sem."E Canaã seja escravo de Jafé." 28 e 29 - Depois do dilúvio, Noé viveu mais 350 anos. Morreu com 950 anos de idade. CAPÍTULO 10 1 - SÃO ESTAS AS FAMÍLIAS de Sem, Cão e Jafé, filhos de Noé. Tiveram filhos depois do dilúvio. Eis a lista: 2 - Os filhos de Jafé são: Gômer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tiras. 3 - Filhos de Gômer: Asquenaz, Rifá e Togarma. 4 - Filhos de Javâ: Elisá, Társis, Quitim e Dodanim. 5 - Os descendentes das famílias anotadas acima ficaram com os territórios marítimos, como ilhas e peninsulas. Formaram nações, cada uma com sua língua diferente. 6 - Os filhos de Cão são estes: Cuxe, Mizraim, Pute e Canaã, 7 - Filhos de Cuxe: Sebá, Havilá, Sabtá, Raamá e Sabtecá. Filhos de Raamá: Sabá e Dedã. 8 e 9 - Ninrode foi um dos descendentes de Cuxe. Foi o primeiro rei da história da humanidade. Era poderoso caçador, abençoado por Deus. Veio a ser como um provérbio. Dai o costume de dizer: "Como Ninrode - poderoso caçador, abençoado por Deus." 10 - No começo, o reino dele era composto pelas cidades e territórios de Babel, Ereque, Acade e Calné, na terra de Sinear. 11, 12 Dali, estendeu o território do reino dele até a Assíria. Construiu as cidades de Nínive, Reobote-lr e Calá. Também fundou Rezém, entre Nínive e Calá. Rezém foi a principal cidade do reino de Ninrode. 13 e 14 - Estes são os filhos de Mizraim: Ludim, Anamim, Leabim, Naftuim, Patrusim, Caslium (de quem vieram os filisteus), e Caftorim. 15 - O primeiro filho de Canaã foi Sidom, e o segundo, Hete. 16, 17 e 18 - Também estes povos são descendentes de Canaã: Os jebuseus, os amorreus, os girgaseus, os heveus, os arqueus, os sineus, os arvadeus, os zemareus e os hamateus. Os cananeus se espalharam por diferentes partes. 19 - Vários foram os territórios ocupados pelos diferentes grupos de famílias dos cananeus. Os limites deles iam de Sidom, em direção a Gerar, até Gaza. E iam na direção de Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim, até Lasa. 20 - Aí está, pois, a lista dos descendentes de Cão, espalhados em muitas nações, com línguas diferentes. 21 - Héber, que deu origem a numeroso povo, foi descendente de Sem, irmão mais velho de Jafé. 22 - Outros descendentes de Sem: Elão, Assur, Arfaxade, Lude e Arã. 23 - Filhos de Arã: Uz, Hul, Géter e Más. 24 - Salá foi filho de Arfaxade. Héber foi filho de Salá. 25 - Estes são os filhos de Héber: Pelegue e Joctã. Pelegue significa "Divisão". Ele recebeu este nome porque durante a vida dele foi feita divisão da terra entre as nações. 26, 27, 28, 29 e 30 - Joctão foi o pai de: Almodá, Salefe, Hazarmavé, Jerá, Hadorão, Uzal, Dicla, Obal, Abimael, Sabá, Ofir, Havilá e Jobabe. Todos eles foram filhos de Joctão. E habitaram na região que vai desde Messa até à região montanhosa de Sefar, no leste. 31 - Aí está, pois, a lista dos descendentes de Sem. Estão classificados de acordo com os agrupamentos nacionais, as diferentes línguas, e a localização geográfica. 32 - Todos os homens e povos anotados nas listas dadas aqui, são descendentes de Noé. São muitos ramos de descendentes, formando diferentes povos. E formaram muitas nações, por toda parte. Todas essas nações se formaram depois do dilúvio. CAPÍTULO 11 1 - NOS PRIMEIROS TEMPOS, depois do dilúvio, a humanidade toda falava a mesma língua. Todos se entendiam. 2 - A população avançou para o leste. Achou uma planície na terra de Sinear, na Babilônia, e se estabeleceu ali. 3 e 4 - Eles começaram a pensar em construir uma grande cidade e uma torre que chegasse até os céus. O desejo era construir um monumento para fama deles e para que ficassem juntos para sempre. "Assim nada nos espalhará pelo mundo.", disseram. Para isso se lançaram à fabricação de tijolos queimados para servirem de pedras. E juntaram muito piche para usar como reboco. 5 e 6 - Mas o Senhor desceu para ver a cidade e a torre que os homens estavam construindo, e disse: "Vede! Eles formam um só povo e falam a mesma língua. Por isso já se animam a fazer essas coisas grandiosas! "Que não farão mais tarde?! Nada será capaz de parar essa gente! 7 - "Vinde! Desçamos lá e atrapalhemos a linguagem deles. Façamos isso para que não se entendam mais, uns aos outros!" 8 - Fazendo assim, o Senhor espalhou os homens pela face da terra. E eles pararam de construir a cidade. 9 - Por esse motivo aquele lugar recebeu o nome de Babel, que quer dizer "Confusão". Porque ali o Senhor deu muitas línguas aos homens, o que produziu confusão entre eles. E eles se espalharam por todas as partes da terra. 10 e 11 - Retomemos as informações sobre os descendentes de Sem. Quando tinha cem anos de idade, nasceu Arfaxade, filho dele. Isso aconteceu dois anos depois do dilúvio. Depois do nascimento de Arfaxade, Sem viveu mais quinhentos anos. Teve filhos e filhas. 12, 13 - Arfaxade tinha trinta e cinco anos quando nasceu Salá, filho dele, Depois que Salá nasceu, o pai dele viveu mais 403 anos. E deixou filhos e filhas. 14 e 15 - Quando Salá estava com trinta anos de idade, nasceu Héber, filho dele. Depois disso, Salá viveu mais 403 anos. Teve filhos e filhas. 16 e 17 - Héber tinha trinta e quatro anos, quando seu filho Pelegue nasceu. Depois desse nascimento, Héber viveu mais 430 anos. Teve filhos e filhas. 18 e19 - Pelegue tinha trinta anos, quando nasceu o filho dele, Reú. Depois que Reú nasceu, Pelegue viveu 209 anos. Deixou filhos e filhas. 20 e 21 - Reú estava com trinta e dois anos quando seu filho Serugue nasceu. Depois disso, Reú viveu mais 207 anos, e teve filhos e filhas. 22 e 23 - Quando Serugue estava com trinta anos, nasceu Naor, filho dele. Depois que Naor nasceu, Serugue viveu mais 200 anos. Teve filhos e filhas. 24 e 25 - Quando Naor tinha vinte e nove anos de idade, nasceu Terá, filho dele. Depois do nascimento de Terá, Naor viveu mais 119 anos. Deixou filhos e filhas. 26 - Aos setenta anos de idade, Terá era pai de três filhos: Abrão, Naor e Harã. 27 - Harã tinha um filho chamado Ló. 28 - Mas Harã morreu cedo. Morreu em Ur dos Caldeus, onde tinha nascido. Terá, o pai dele, ainda vivia quando Harã morreu. 29 - Nesse meio tempo, Abrão e Naor casaram. Abrão casou com uma moça chamada Sarai. Naor casou com Milca, filha de Harã e irmã de Iscá. 30 - Sarai era estéril. Não tinha filhos. 31 - Terá resolveu partir para a terra de Canaã. Levou com ele seu filho Abraão, seu neto Ló - filho do finado Harã - e sua nora Sarai. Saíram de Ur dos Caldeus para ir a Canaã, mas pararam em Harã, e lá ficaram. 32 - Ali morreu Terá, com 205 anos de idade. CAPÍTULO 12 1 - DEPOIS DA MORTE de Terá, Deus disse a Abrão: "Deixe a sua terra e os seus parentes. Vá para uma terra que eu mesmo vou mostrar. 2 - "Faça isso, e eu farei de você o pai de uma grande nação. Abençoarei você e farei que o seu nome fique famoso. E você será uma bênção para outros. 3 - "Abençoarei aqueles que abençoarem você. Amaldiçoarei aqueles que amaldiçoarem você."O mundo inteiro será abençoado por sua causa!" 4 - Abrão obedeceu ao Senhor, e partiu. Estava com setenta e cinco anos quando começou a viagem. Ló foi com ele. 5 - Abrão levou Sarai, sua mulher, Ló, seu sobrinho, e todos os bens e escravos que tinha conseguido em Harã. Partiram para Canaã e chegaram lá. 6 - Abrão percorreu a terra de Canaã até o carvalho de Moré, perto de Siquém. Acampou ali. Nesse tempo os cananeus viviam naquele território. 7 - O Senhor apareceu a Abrão, e disse: "Vou dar esta terra aos seus descendentes." Abrão construiu um altar ali, para comemorar o aparecimento do Senhor. 8 - Depois saiu daquele lugar. Viajou para o sul, até à região montanhosa situada entre Betel, a oeste, e Ai, a leste. Acampou ali, fez um altar e orou ao Senhor. 9 - Mais tarde Abrão saiu dali. Seguiu viagem, indo sempre em direção ao Neguebe. 10 - Naquela época houve terrível fome na região toda. Abrão desceu ao Egito, para sobreviver. 11, 12 e 13 - Quando estava chegando no Egito, Abrão disse a Sarai, mulher dele: "Você é muito bonita. Quando os egípcios virem você, vão dizer: 'Esta é a mulher dele. Vamos matar o marido e ficar com a mulher!' Mas se você disser que é minha irmã, eles me tratarão bem por sua causa, e me deixarão com vida. 14 - Foi dito e feito! Mal chegaram no Egito, os egípcios repararam na grande beleza de Sarai. 15 - Os oficiais do palácio real viram Sarai. Falaram da beleza dela a Faraó. A mulher de Abrão foi levada para a casa de Faraó! 16 - Faraó tratou bem de Abrão, por causa de Sarai. Com isso Abrão progrediu muito. Logo era dono de muitas ovelhas, bois, jumentos, escravos e escravas, e camelos. 17 - Mas o Senhor mandou grandes pragas a Faraó e à casa dele, por causa de Sarai. 18 e 19 - Faraó mandou chamar Abrão."Que foi que você me fez?" perguntou ele."Por que não disse que ela era sua mulher? Por que disse que era sua irmã? Por isso tomei Sarai para ser minha mulher. Agora, aqui está a sua mulher. Vá embora com ela! 20 - Faraó mandou Abrão sair do Egito. E deu ordens para que fosse levado para fora do país por um grupo armado. Assim saíram Abrão, sua mulher e tudo que possuía. CAPÍTULO 13 1 - SAÍRAM DO EGITO e foram para o norte, para o Neguebe. E Ló ia junto. 2 - Abrão estava muito rico. Tinha muito gado, prata e ouro. 3 - Continuaram na direção norte, indo para o lugar onde tinham acampado antes, entre Betel e Ai. 4 - Chegaram ao lugar onde Abrão tinha construído um altar. E ali de novo prestou culto ao Senhor. 5 - Ló também estava rico. Possuía muitas ovelhas, muito gado e muita gente a serviço dele. 6 - Mas a terra ficou sendo pequena para os dois. Não dava para sustentar as pessoas e os rebanhos. Não podiam continuar vivendo juntos. 7 - Por isso começaram as brigas entre os pastores de Abrão e de Ló, apesar do perigo em que estavam, pois os cananeus e os ferezeus viviam naquelas terras! 8 e 9 - Vendo a situação, Abrão disse a Ló: "Não devemos estar brigando. Nem os meus pastores com os seus. Somos parentes chegados! Veja o que devemos fazer. A terra se estende para todos os lados. Escolha a parte que você quiser, e ficaremos separados. Se você escolher as terras do lado leste, eu ficarei aqui, no oeste. Se você preferir ficar no oeste, eu irei para as terras do leste. 10 - Ló olhou a fértil planície do rio Jordão, bem regada em toda a extensão. É bom lembrar que isto aconteceu antes de Sodoma e Gomorra serem destruídas. Aquela região era uma beleza! Fazia a gente pensar no jardim que o Senhor plantou no Éden! Era comparável à bela região do Egito, situada a meio caminho de Zoar! 11 - Então Ló escolheu aquela parte: toda a baixada banhada pelo rio Jordão. E partiu para lá, para o leste. 12 - Abrão continuou onde estava, na terra de Canaã. Vivendo na planície, Ló usava as cidades daquela região como praças de comércio. E foi avançando, armando as suas tendas cada vez mais adiante, até Sodoma. 13 - Os homens daquelas cidades eram muito maus. Viviam pecando horrivelmente contra o Senhor. 14 e 15 - Depois que Ló partiu, o Senhor disse a Abrão: 'Olhe até onde sua vista alcançar. Olhe para o norte, para o sul, para o leste e para o oeste. Toda essa terra eu vou dar a você e aos seus descendentes! E para sempre! 16 - "Darei a você muitos descendentes. Tantos, que não dará para contar. Só poderia contar o número deles quem fosse capaz de contar os grãos do pó da terra! 17 - "Agora, vá e ande por toda essa terra. Examine o território em todo o comprimento e largura dele. Porque é como digo: Eu darei a você toda essa terra!" 18 - Abrão mudou as tendas para o arvoredo de Manre - dono de um bosque de carvalhos. Esse lugar ficava perto de Hebrom. Ali Abrão construiu um altar ao Senhor. CAPÍTULO 14 1 - NÃO DEMOROU, e começou uma guerra entre vários reis. De um lado estavam: Anrafel, rei de Sinear, Arioque, rei de Elasar, QuedorIaomer, rei de Elão e Tidal, rei de Goim. Lutaram contra os seguintes reis: Bera, rei de Sodoma, Birsa, rei de Gomorra, Sinabe, rei de Admá, Semeber, rei de Zeboim, e o rei de Belá, cidade depois conhecida pelo nome de Zoar. 2 - Os reis de Sodoma, Gomorra, Admá, Zeboim e Belá juntaram os exércitos no vale de Sidim - depois coberto pelo mar Salgado. 4 - Durante doze anos, foram dominados pelo rei Quedorlaomer. Mas no décimo terceiro ano se rebelaram. 5 e 6 - Um ano depois da revolta', Quedor­laomer pôs em marcha os exércitos dele e dos seus aliados. E começaram a matança. Pois derrotaram os seguintes povos: os refains, em Asterote-Carnaim, os zuzins, em Hã, os emins, em Savé-Quiriataim, e os horeus, no monte Seir. Estes foram atacados e derrotados até EI­Parã, que fica na beira do deserto. 7 - Na volta, passaram por En-Mispate - mais tarde chamada Cades. Destruíram todos os amalequitas e amorreus que viviam em Hazazom-Tamar. 8 e 9 - Nisso os exércitos dos reis de Sodoma, Gomorra, Admá, Zeboim e Belá (isto é, Zoar), atacaram as forças de Quedor­laomer, Tidal, Amafel e Arioque. Eram quatro reis contra cinco. Mas os cinco fracassaram e fugiram. 10 - A batalha foí no vale de Sidim – isto é, no futuro Mar Salgado. Esse vale estava cheio de poços de piche. Dos que fugiram, alguns caíram nos poços de piche. Os restantes conseguiram escapar para as montanhas. 11 - Então os vencedores saquearam as cidades de Sodoma e Gomorra, levando embora todas as riquezas e todas as mercadorias que encontraram. 12 - Ló, sobrinho de Abrão, estava morando em Sodoma. Ele e os bens que possuía foram levados também. 13 - Um homem que conseguiu escapar contou a Abrão, o hebreu, o que tínha acontecido. Abrão estava morando no bosque de carvalhos de Manre, o amorreu. Manre era irmão de Escol e de Aner. Os três irmãos eram aliados de Abrão. 14 - Quando Abrão ouviu que seu sobrinho Ló estava preso, não perdeu tempo! Reuniu 318 homens, nascidos nas propriedades dele. Eram os homens mais capazes dos que estavam a serviço dele. Com eles perseguiu o exército de Quedor­laomer até Dã. 15 - De noite mesmo, Abrão chefiou os seus homens num ataque bem sucedido. Os inimigos fugiram, e foram perseguidos até Hobá, ao norte de Damasco. 16 - Abrão recuperou e levou de volta todos os bens que tinham sido saqueados. Libertou o seu sobrinho Ló, os bens dele, e ainda as mulheres e os demais prisioneiros. 17 - Abrão voltou vitorioso da luta contra Quedorlaomer e seus aliados. No vale de Savé - mais tarde chamado vale do Rei - o rei de Sodoma foi ao encontro de Abrão. 18 - Melquisedeque, rei de Salém - futura Jerusalém - também foi ao encontro dele, levando pão e vinho. Melquisedeque era sacerdote do Deus dos mais altos céus. 19 e 20 - Ele abençoou Abrão"dizendo: "A bênção do Deus supremo, Senhor dos céus e da terra, seja sobre você, Abrão. E bendito seja o Deus supremo, que entregou os seus inimigos a você." Naquela hora Abrão deu a Melquisedeque a décima parte de tudo que tinha. 21 - O rei de Sodoma disse a Abrão: "Dê­me as pessoas que você libertou dos inimigos. Pode ficar com todos os bens que eles saquearam e que você recuperou." 22 e 23 - Mas Abrão respondeu: "Afirmo diante do Deus supremo, o Senhor dos céus e da terra, que não ficará com nada do que pertence a você. Não ficarei nem com uma linha, nem com um cordão de sapato. Assim você nunca poderá dizer: 'Abrão é rico porque eu dei a ele tais e tais coisas. ' 24 - "Nada quero para mim. A única coisa que aceito é a comida que os meus rapazes comeram. "Agora, você pode dar uma parte dos seus bens aos meus aliados, Aner, EscoL e Manre. Eles poderão receber a parte deles, se quiserem." CAPÍTULO 15 1 - DEPOIS DESSES ACONTECIMENTOS, o Senhor falou com Abrão por meio de uma visão. Disse: "Abrão, não tenha medo. Eu defenderei você. E lhe darei muitas bênçãos." 2 e 3 - Abrão respondeu: "á Senhor Deus, de que bênçãos estás falando? Pois não tenho nenhum filho, e o meu herdeiro é o meu mordomo Eliezer. Ele, que não é da minha família, e que é estrangeiro, de Damasco! Não tendo descendente, ou ele ou algum criado nascido em minha casa herdará as riquezas que me dás! 4 - Disse, porém, o Senhor: "Não, não! Seu herdeiro não será Eliezer. Nem outro qualquer que não seja seu filho. Você ainda será pai, e o seu filho herdará tudo que é seu". 5 - Então Deus levou Abrão para fora, em plena noite, e disse: "Olhe para os céus e conte as estrelas, se puder. Assim serão os seus descendentes. Tão numerosos que não poderão ser contados!" 6 - Abrão creu no Senhor. E Deus considerou Abrão justo, por causa dessa fé. 7 - Deus continuou falando com Abrão: "Eu sou o Senhor, que tirei você da cidade de Ur dos Caldeus. E fiz isso para lhe dar esta terra para sempre". 8 - Abrão perguntou: "Senhor Deus, como posso ter certeza que esta terra vai ser minha?" 9 - Respondeu o Senhor: "Traga aqui uma novilha, uma cabra e um cordeiro. Cada animal deverá ter três anos. Traga também uma rola e um pombinho". 10 - Abrão obedeceu. Cortou pela metade os três animais, mas as aves não. Colocou as metades em ordem, cada uma em frente da outra. 11 - Vinham abutres sobre os cadáveres, mas Abrão os espantava. 12 - De tarde, quando o sol ia descendo no horizonte, Abrão sentiu sono muito forte, e ele se viu no meio de pavorosa escuridão! 13 - Nessa hora o Senhor disse a Abrão: "Saiba que os seus descendentes terão de viver numa terra estrangeira. Lá eles serão tratados como escravos, e terão muitos sofrimentos, por 400 anos. 14 - "Mas também eu castigarei a nação que vai fazer essas coisas. E por fim, Abrão, os seus descendentes vão sair daquele país carregados de riquezas. 15 - "Quanto a você, sossegue! Morrerá em paz, depois de uma velhice feliz. 16 - "Depois de quatro gerações, os seus descendentes voltarão para cá. Porque será naquela ocasião que a maldade dos povos amorreus que vivem aqui vai estar pronta para o castigo total! Por enquanto, a maldade deles é tolerável." 17 - Finalmente, o sol se pôs de uma vez, e a escuridão normal da noite chegou. Aí Abrão viu um fogareiro lançando fumaça, e uma tocha de fogo que passou entre os pedaços de carne dos animais sacrificados. 18 - Naquele mesmo dia, o Senhor fez este trato com Abrão: "Já dei este território aos seus descendentes. Os limites destas terras vão desde o ribeiro do Egito até o grande rio Eufrates. 19, 20 e 21 - "Dei a eles estes povos: os queneus, os quenezeus, os cadmoneus, os heteus, os ferezeus, os refains, os amorreus, os cananeus, os girgaseus e os jebuseus." CAPÍTULO 16 1, 2 e 3 - POIS BEM, SARAl e Abrão não tinham filhos. Sarai entregou sua criada - a egípcia Hagar - a Abrão, como segunda esposa dele."Visto que o Senhor não me deu filhos", Sarai disse a Abrão, "você poderá ter filhos de Hagar. E os filhos dela serão meus". Abrão concordou. Esse arranjo foi feito quando já fazia dez anos que eles moravam na terra de Canaã. 4 - Mas desde o momento em que Hagar viu que estava grávida, ficou orgulhosa e começou a ter desprezo pela patroa dela. 5 - Sarai falou com Abrão: "Você é que devia passar a vergonha que eu estou passando! Entreguei a minha criada a você. Dei a ela a honra de ser sua mulher. E veja agora o que aconteceu. Ela me despreza! O Senhor julgue este caso entre nós. 6 - "Você pode castigar a criada egípcia como quiser", disse Abrão. Sarai castigou Hagar de modo humilhante, e ela fugiu. 7 - O Anjo do Senhor encontrou Hagar perto de uma fonte no deserto, ao lado da estrada de Sur. 8 - Disse o Anjo: "Hagar, criada de Sarai, de onde você vem e para onde está querendo ir?" Respondeu Hagar: "Estou fugindo da minha patroa." 9, 10, 11 e 12 - Disse o Anjo: "Volte para a sua patroa. Humilhe-se. Faça o que digo, pois vou fazer de você uma grande nação. Será tão numerosa que ninguém poderá contar o povo. Você está grávida e vai ter um filho. Dê a ele o nome de Ismael - que quer dizer 'Deus ouve'. Porque o Senhor deu ouvidos às suas dores e queixas. O seu filho será um tipo livre e indomável como um jumento selvagem! Ele estará sempre contra todo mundo, e todo mundo contra ele. E viverá perto de todos os povos descendentes do pai dele." 13 - Hagar orou ao Senhor - pois o Senhor é que tinha falado com ela. Orou dizendo: "Tu és Deus que vê." Depois ela dizia às pessoas: "Ali eu olhei para Aquele que me vê!" 14 - Por isso aquela fonte passou a ser chamada Beer-Laai-Roi, que significa "Fonte do Ser Vivo que Me vê". Está situada entre Cades e Berede. 15 - Assim Hagar deu um filho a Abrão. Abrão deu ao menino o nome de Ismael - confirmando o nome dado pela mãe. 16 - Abrão tinha oitenta e seis anos quando Ismael nasceu. CAPÍTULO 17 1 - QUANDO ABRÃO ESTA VA com noventa e nove anos de idade, o Senhor apareceu a ele, e disse: "Eu sou o Deus Todo-poderoso. Seja obediente a mim, e viva como Eu mandar. 2 - "Farei um contrato com você, garantindo que farei dos seus descendentes um povo grande e numeroso." 3 - Vendo que Deus falava com ele, Abrão se lançou ao chão, rosto em terra. Disse Deus: 4 - "O contrato que faço é garantia para você. Farei com que você seja pai de muitas nações. 5 - "Por isso mudo o seu nome de Abrão para Abraão. Em vez de Abrão, que quer dizer 'Pai Elevado', você se chamará Abraão, que significa 'Pai de Nações'. Porque é isso que você vai ser. Sou eu que digo isto! 6 - "Darei a você milhões de descendentes, que formarão muitas nações. Entre os seus descendentes haverá reis. 7 e 8 - "Este acordo que proponho será com você e com os seus descendentes, geração após geração. É contrato que vale para sempre. E o trato é que serei o seu Deus e o Deus dos seus descendentes. E darei a eles esta terra de Canaã, que você já conhece bem. Será deles para sempre. E eu serei o Deus deles. 9 e 10 - "Agora veja a sua parte no contrato, " disse Deus a Abraão. Você terá de obedecer aos regulamentos do contrato. O primeiro ponto é que você mesmo e todos os seus descendentes, do sexo masculino, têm de ser circuncidados. 11 - "A circuncisão será o sinal do nosso contrato. É prova de que você e os seus descendentes aceitam o meu contrato. 12, 13 e 14 - "A circuncisão será feita quando o menino tiver oito dias. E todas as pessoas do sexo masculino terão de ser circuncidadas. Isto vale também para os escravos. Tanto para os nascidos em casa, como para os comprados de fora. Este regulamento é permanente para todos os seus descendentes. Quem não obedecer, será cortado do povo dele. Porque desobedeceu aos termos do meu contrato. Quebrou a minha aliança!" 15 - Deus continuou falando: "Sarai também vai mudar de nome. Ela se chamará Sara, que quer dizer 'Princesa'. 16 - "Abençoarei Sara e darei a você um filho dela. Sim, abençoarei Sara e farei que ela seja mãe de nações! Muitos reis estarão entre os descendentes dela." 17 - Então Abraão se lançou ao chão, em atitude de adoração. Mas estava rindo por dentro, sem poder acreditar! "Eu, pai?!", pensava ele."Eu, com cem anos de idade, vou ser pai?! E Sara, com noventa anos, vai ter criança?!" 18 - Abraão disse a Deus: "Ah sim, decerto vais abençoar Ismael!" 19 - "Não é isso não!" disse Deus."O que prometo é que Sara mesmo - a sua mulher - vai ter um filho. E você deverá dar a ele o nome de Isaque, nome que significa 'Ele Riu'. E firmarei o meu contrato com ele e com os descendentes dele, para sempre. 20 - "Não quer dizer que vou esquecer Ismael. Como você pediu, eu abençoarei Ismael e farei que ele tenha muitos descendentes. Doze príncipes estarão entre os descendentes dele. Ismael será o pai de uma grande nação. 21 - "Mas o meu contrato é outra coisa! A minha aliança será com Isaque. E ele vai nascer daqui a um ano." 22 - Terminada essa conversação, Deus se retirou. 23 - Imediatamente Abraão tratou de obedecer ao que Deus tinha mandado. Naquele mesmo dia fez com que todos os meninos e homens da casa dele fossem circuncidados. Foram operados Ismael e todos os escravos - os nascidos em casa e os comprados de fora. Como Deus tinha mandado. 24, 25, 26 e 27 - Nessa ocasião, Abraão tinha noventa e nove anos, e Ismael tinha treze. Os dois foram circuncidados no mesmo dia. Como também todos os meninos e homens da casa de Abraão, incluindo os escravos todos - os nascidos em casa e os comprados doutra gente. CAPÍTULO 18 1 - ABRAÃO MORAVA NO bosque de carvalhos de Manre. Um dia o Senhor apareceu de novo a ele. Foi assim: Na hora mais quente do dia, Abraão estava sentado junto da entrada da tenda. De repente viu três homens de pé, ali perto. Depressa correu até onde estavam, e deu as boas-vindas a eles. 3, 4 e 5 - "Senhores", disse Abraão, "tenham a bondade de ficar aqui e descansar um pouco. Vou mandar trazer água para que se refresquem. Descansem à sombra desta árvore. Vou preparar uma refeição, para que ganhem novas forças para a viagem." "Está bem, " disseram eles."Aceitamos. Pode fazer o que disse." 6 - Abraão correu à tenda e disse a Sara: "Faça depressa uns pães para várias pessoas. Use a nossa melhor farinha!" 7 - Depois ele mesmo foi ao pasto, escolheu um belo novilho, e mandou um criado preparar carne para o almoço dos três hóspedes. 8 - Tudo pronto, Abraão levou a comida aos homens. Serviu também coalhada e leite. E ficou ali debaixo da árvore, fazendo companhia a eles enquanto comiam. 9 - "Onde está Sara, sua mulher?" perguntaram eles."Está ali na tenda, " respondeu Abraão. 10 - Um deles disse: "Daqui a um ano tornarei, a visitar vocês. Então Sara terá um filho." Sara estava na entrada da tenda, atrás dele, e escutou o que disse. 11 - Abraão e Sara eram muito velhos. As condições físicas de Sara já não permitiam que ela tivesse filhos. 12 - Por isso, Sara riu por dentro, pensando: "Uma velha como eu, ainda vai ter a alegria de ter um bebê?! E com um marido mais velho ainda?!' 13 e 14 - O Senhor disse a Abraão: "Por que Sara riu? Por que pensou ela: 'Como pode uma velha como eu ter filho?' Por acaso existe alguma coisa difícil demais para Deus? Pois torno a dizer: No ano que vem voltarei aqui, e Sara vai ter um filho." 15 - Ao ouvir isso, Sara ficou com medo. Mentiu, dizendo: "Eu não ri, não." Mas o Senhor disse a ela: "Não diga isso. Você bem sabe que riu." 16 - Enfim os homens foram embora. Tomaram a direção de Sodoma. Abraão foi com eles até uma certa distância. 17 - "Será que vou esconder o meu plano a Abraão?" perguntou o Senhor. 18 - "Pois Abraão virá a ser uma grande nação. Além disso, ele vai ser instrumento de bênção para todas as nações da terra! 19 - E fui eu mesmo que escolhi Abraão, para que tenha família e descendentes fiéis a mim. Gente que seja justa e bondosa - para que eu faça por Abraão tudo o que prometi." 20 - Por isso disse o Senhor a Abraão: "Chegou até mim uma grande queixa contra Sodoma e Gomorra. A queixa de que aquelas cidades estão cheias de pecado e corrupção. 21 - "Vou descer até lá para ver se é assim. Vou saber pessoalmente se é ou não." 22 e 23 - Dois daqueles homens foram para Sodoma. Mas o Senhor ficou mais um pouco com Abraão. Abraão chegou perto dEle, e disse: "O Senhor seria capaz de matar os bons juntamente com os maus? 24 e 25 - "Se encontrar na cidade, digamos, cinqüenta pessoas que respeitem o Senhor, vai destruir a cidade? Não deixará viver o povo por amor daqueles cinqüenta bons cidadãos? Não seria justo! Certamente que o Senhor não fará uma coisa dessas. Matar os que O amam junto com os que O desprezam! Fazendo assim, estaria igualando os justos aos injustos, os bons aos maus! Claro que não fará isto! Não é justo o Juiz de toda a terra?" 26 - O Senhor respondeu: "Se eu achar dentro da cidade de Sodoma cinqüenta justos, não destruirei a cidade, por amor a eles". 27 e 28 - Abraão falou de novo: "Sei que sou pó e cinza. Mas comecei a falar ao Senhor e devo continuar: "Se aos cinqüenta de que falei, faltarem cinco? Por causa destes cinco que faltarem, o Senhor destruirá toda a cidade?" Disse Deus: "Não destruirei a cidade, se achar nela quarenta e cinco justos". 29 - Abraão tornou a falar: "E se achar ali quarenta justos?" Respondeu o Senhor: "A cidade não será destruída, por causa dos quarenta". 30 - Abraão insistiu: "Peço que tenha paciência, Senhor. Se forem trinta os justos ?" O Senhor respondeu: "Não destruirei a cidade, em atenção aos trinta". 31 - Abraão não parou. Disse ainda: "Sei que estou abusando, mas, por favor: Se achar vinte justos?" O Senhor respondeu: "Não destruirei a cidade, por amor aos vinte." 32 - Disse por fim Abraão: "Tenha paciência o Senhor. Vou falar só mais esta vez. Se encontrar só dez justos ?" O Senhor respondeu: "Não destruirei a cidade por amor aos dez". 33 - Quando acabaram esta conversação, o Senhor se retirou. E Abraão foi para casa. CAPÍTULO 19 1 - QUANDO ESTAVA ANOITECENDO, naquele mesmo dia, os dois homens chegaram à entrada de Sodoma. Ló estava sentado por ali. Quando viu os dois chegando, Ló se levantou e correu dar as boas-vindas a eles. 2 - Disse Ló: "Senhores, venham à minha casa. Serão meus hóspedes. Amanhã cedo poderão seguir viagem." "Não, obrigado, " disseram eles."Vamos conhecer a cidade. Passaremos a noite na praça pública." 3 - Mas Ló insistiu muito. Eles acabaram aceitando o convite. Ló ofereceu a eles um grande banquete. Não faltaram uns pães sem fermento, que tinham acabado de sair do forno. 4 e 5 - Quando estavam se preparando para dormir, aconteceu uma coisa horrível! Todos os homens da cidade cercaram a casa. Moços e velhos sodomitas, gritaram a Ló: "Traga para fora os homens que estão aí! Queremos usá-los como mulher! 6, 7 e 8 - Ló saiu depressa, fechou a porta atrás dele, e disse aos homens: "Por favor, meus irmãos! Peço que não façam essa maldade! Escutem! Tenho duas filhas virgens; eu entrego as duas a vocês, para que façam o que quiserem! Deixem os meus hóspedes em paz. Eles contam com a minha proteção." 9 - "Saia da frente!" gritaram os sodomitas."Quem você pensa que é? Ora, deixamos este sujeito morar em nossa cidade, e agora quer ser nosso juiz! Pois vamos fazer com você coisa pior do que com eles!" E avançaram contra Ló, dispostos a arrombar a porta e invadir a casa. 10 e 11 - Mas os hóspedes fizeram Ló entrar depressa em casa e fecharam a porta. Depois deixaram cegos os homens que estavam na rua - todos, do mais jovem ao mais velho. Ficaram na maior confusão, tentando em vão achar a porta. 12 e 13 - "Que parentes você tem nesta cidade?" perguntaram os hóspedes a Ló."Leve todos embora daqui - genros, filhos, filhas, e quem mais houver. Pois vamos destruir a cidade completamente. A Queixa contra ela cresceu muito e chegou ao céu. Por isso O Senhor nos mandou destruir a cidade." 14 - Ló correu falar com os noivos das suas filhas."Tratem de sair já da cidade, " disse ele."Ela vai ser destruída pelo Senhor." Mas os moços acharam que ele estava brincando, e não deram ouvidos. 15 - No dia seguinte, bem cedo, os anjos mostraram pressa."Rápido!" disseram a Ló."Pegue sua mulher e suas duas filhas que estão aqui, e saiam enquanto podem! Estão correndo o risco de morrer com a destruição da cidade!" 16 - Mas Ló não se apressou. Então os anjos tomaram as mãos dele, da mulher e das filhas, e puxaram os quatro para fora da cidade. A esse ponto o Senhor teve misericórdia deles! 17 - Quando já estavam fora da cidade, um dos anjos disse: "Fujam! Corram sem parar, e sem olhar para trás. Não fiquem no vale. Vão para as montanhas e só parem quando chegarem lá. Só assim escaparão com vida!" 18, 19 e 20 - "Oh, não!" exclamou Ló. Para as montanhas não, por favor! Desde que foram tão bondosos comigo, salvando minha vida, mostrando piedade, deixem que eu vá para aquela cidade pequenina. É tão pequena que não faz mal que não seja destruída. Eu bem podia fugir para lá e ficar a salvo." 21 e 22 - "Está bem, " disse o anjo."Aceito sua proposta, e não destruirei aquela cidade. Mas vá depressa. Não posso fazer nada, enquanto você não chegar lá." Daí em diante aquela povoação passou a ser chamada Zoar, que quer dizer "Cidadezinha". 23 - O sol estava aparecendo no horizonte, quando Ló entrou em Zoar. 24 e 25 - Então o Senhor fez chover fogo e enxofre em Sodoma e Gomorra. Destruiu completamente Sodoma, Gomorra e as demais cidades da planície. Destruiu todas as formas de vida de região - gente, plantas e animais. 26 - Nisso a mulher de Ló olhou para trás e virou uma estátua de sal! 27 - Naquela manhã Abraão madrugou, e foi até o lugar onde tinha ficado diante do Senhor. 28 - Dali olhou a campina, para Sodoma e Gomorra. E viu colunas de fumaça subindo da região toda. Era fumaça como de uma grande fornalha! 29 - Assim Deus, pensando em Abraão, tirou Ló daquela região, antes de destruir tudo lá. 30 - Estranho é que Ló depois ficou com medo de morar em Zoar, e foi para as montanhas. Ficou morando numa caverna, junto com as duas filhas. 31 e 32 - Foi quando a mais velha disse à irmã: "Em todo esse território não existe homem nenhum para casar conosco. Nosso pai está velho, e logo não poderá ter filhos. Vamos dar vinho a ele. Ficando embriagado, cada uma de nós se deitará com ele. Assim teremos descendentes e a nossa família não desaparecerá". 33 - Naquela mesma noite, embebedaram o pai, e a filha mais velha se deitou com ele. Tiveram relação sexual, mas ele estava tão bêbedo que nem percebeu o que houve. Não viu quando ela se deitou, nem quando se levantou. 34 - No dia seguinte, a mais velha contou à irmã o que tinha feito, e disse: "Vamos fazer a mesma coisa hoje. Vamos dar vinho ao nosso pai, e depois você se deita com ele. É preciso fazer isso para garantir que a nossa família não desapareça." 35 - Embebedaram o pai de novo naquela noite. A filha mais nova se deitou com ele. E como da vez anterior, ele nem percebeu o que aconteceu. 36 - Desse modo, as duas irmãs ficaram grávidas do próprio pai. 37 - O filho da mais velha se chamou Moabe. Os descendentes dele são os moabitas. 38 - O filho da mais nova recebeu o nome de Ben-Ami. Os descendentes dele são os amonitas. CAPÍTULO 20 1 - NESSE MEIO TEMPO, Abraão mudou para o Neguebe ao sul. Ocupou terras entre Cades e Sur, e morou em Gerar. 2 - Abraão fez saber ao povo que Sara era sua irmã. Por isso Abimeleque, rei de Gerar, mandou buscar Sara para ele. 3 - Certa noite, Deus veio a Abimeleque por meio de sonhos, e disse: "Você vai ser castigado com a morte, porque a mulher que mandou trazer é casada." 4 e 5 - Mas Abimeleque não tinha tocado em Sara. Por isso disse: "Senhor, o Senhor seria capaz de matar inocentes? Pois foi Abraão mesmo que me disse: 'Ela é minha irmã. ' E ela confirmou, dizendo: 'ele é meu irmão'. Em tudo isso estou sendo sincero. Não tive nenhuma intenção má." 6 - Ainda em sonhos, disse Deus: "Sim, Eu sei. Por isso mesmo não deixei você tocar nela. E assim impedi você de pecar contra mim. 7 - Agora, trate de devolver Sara ao marido dela. Ele orará em seu favor - pois é profeta. Assim você poderá continuar vivo. Mas saiba que se você não devolver a mulher a Abraão, você e todos os seus morrerão. ' 8 - Ainda estava escuro quando Abimelque se levantou e reuniu todo o pessoal em serviço no palácio. Ouvindo dele o que tinha acontecido, todos ficaram cheios de medo. 9 e 10 - Depois o rei mandou chamar Abraão."O que você está querendo fazer com a gente?" perguntou."O que eu fiz contra você, para que me levasse a tamanho pecado? Esse pecado seria uma desgraça para mim e para o meu reino! Você agiu mal! Quem podia desconfiar que você ia fazer uma coisa dessas? Que você esperava ganhar, fazendo isso?" 11, 12 e 13 - "Bem, " respondeu Abraão, "o caso é que tive medo de ser morto por causa dela. Pensei comigo: 'Decerto este povo não respeita a Deus. Os homens vão querer minha mulher e me matarão por ela'. Além disso ela é de fato minha irmã. Quer dizer, meia-irmã. Ela e eu temos o mesmo pai. Por parte de pai somos irmãos. E nos casamos. Quando Deus me mandou sair de casa para terras estrangeiras, eu disse a Sara: 'Em todo lugar aonde formos, faça o favor de dizer que é minha irmã'. 14 e 15 - Então o rei Abimeleque devolveu Sara e deu de presente a Abraão ovelhas, bois, criados e criadas. Além disso, deu toda a liberdade a Abraão para morar onde quisesse. Disse o rei: "O meu território está à sua disposição. Escolha o lugar que quiser, para viver". 16 - Depois disse a Sara: "Lamento a vergonha pela qual você passou. Para compensar isso, dou mil moedas de prata a Abraão. Dou isso a ele na qualidade de irmão seu. Esta minha atitude significa que você é declarada sem culpa, diante de todos". 17 e 18 - Abraão orou, pois, a Deus. E Deus curou o rei, a rainha e as criadas do palácio, podendo elas ter filhos. Porque o Senhor tinha tornado estéreis todas as mulheres da casa do rei. Esse foi o castigo dado pelo Senhor a Abimeleque por causa de Sara, mulher de Abraão. CAPÍTULO 21 1 e 2 - O SENHOR FEZ o que tinha prometido, e Sara deu um filho a Abraão, em plena velhice. E foi no prazo indicado por Deus. 3 e 4 - Abraão deu ao menino o nome de Isaque, como Deus tinha mandado. E oito dias depois do nascimento, circuncidou Isaque, conforme a ordem recebida de Deus. 5 - Abraão tinha cem anos de idade, quando nasceu Isaque. 6 e 7 - Sara disse na ocasião: "Deus me fez rir. E todos os que souberem disto vão rir comigo. Pois nem em sonhos alguém poderia pensar que eu ainda ia ter um filho! E aí está: dei um filho a Abraão, na velhice dele!" 8, 9 e 10 - Passou o tempo e o menino cresceu. Quando Isaque foi desmamado, Abraão fez uma grande festa. Mas Sara viu o filho de Hagar caçoando de Isaque. Sara pediu a Abraão: "Mande embora de casa a escrava Hagar e o filho dela. Ismael não há de ser herdeiro junto com o meu filho Isaque! " 11 - Abraão ficou muito aborrecido, porque, afinal, Ismael era filho dele. 12 e 13 - Mas Deus disse a Abraão: "Não se preocupe com o rapaz, nem com a escrava. Atenda ao que Sara diz, pois por meio de Isaque é que vou cumprir as promessas que fiz a você. Mas dos descendentes do filho da escrava vou fazer uma grande nação. Isto porque ele também é seu filho." 14 - No dia seguinte, Abraão se levantou bem cedo. Pôs um bornal com alimentos e um cantil de água nos ombros de Hagar, e mandou embora a mãe e o filho. Ela ficou vagando pelo deserto de Berseba, sem saber aonde ir. 15 e 16 - Quando acabou a água do cantil, Hagar colocou o menino debaixo de uma moita. Depois se afastou e se sentou a mais de duzentos metros de distância. Fez isso, pensando: "Não quero assistir à morte do menino". E ali ficou ela, chorando amargamente. 17 e 18 - Mas Deus ouviu a voz do menino e, do céu, o anjo de Deus chamou Hagar. Disse ele: "Hagar, que aconteceu? Não tenha medo! Deus ouviu a voz do menino, dali onde ele está. Vamos! Levante-se! Vá lá e trate de animar o rapaz. Pois vou fazer uma grande nação dos descendentes dele". 19 - Deus abriu os olhos de Hagar, e ela viu um poço de água. Foi lá, encheu o cantil, e deu água ao filho. 20 e 21 - Deus abençoou o rapaz. Ele cresceu, vivendo no deserto de Parã, e veio a ser flecheiro. Hagar arranjou casamento para ele, com uma jovem egípcia. 22 e 23 - Mais ou menos nesse tempo, o rei Abimeleque e Ficol, comandante do exército do rei, vieram a Abraão e disseram: "Vemos claramente que Deus ajuda você em tudo que faz. Façamos um trato sério. Prometa que não enganará nem a mim, nem ao meu filho, nem ao meu neto. Prometa que tratará o meu país com a mesma bondade com que tratei você". 24 - Abraão respondeu: "Prometo." 25 - Mas Abraão não deixou de apresentar uma reclamação. E era que os homens do rei tinham tomado à força um poço, atacando os homens de Abraão. 26 - "Só agora estou sabendo disto!" exclamou Abimeleque."Não tenho idéia de quem seja o culpado. Por que não me contou antes?" 27 - Diante disso, Abraão deu ovelhas e bois a Abimeleque, para selar o acordo de paz. 28 e 29 - Mas quando Abraão separou sete cordeiras do rebanho, Abimeleque perguntou: "Por que você separou estas sete cordeiras?', 30 - Abraão respondeu: "Dou estas sete cordeiras a você, como declaração pública de que este poço é meu." 31 - Por isso aquele poço tomou o nome de Berseba, que quer dizer 'Poço do Juramento'. Pois foi ali que eles fizeram o solene trato de amizade. 32 - Depois que foi feito o acordo, os filisteus Abimeleque e Ficol voltaram para casa. 33 - Dando importância ao acontecimento, Abraão plantou uma tamargueira perto do poço de Berseba, Depois orou ao Senhor, pedindo a presença do Deus eterno. 34 - Abraão morou muito tempo no território dos filisteus. CAPÍTULO 22 1 - DEPOIS DE ALGUM tempo, Deus pôs à prova a fé e obediência de Abraão."Abraão!", chamou Deus."Aqui estou, Senhor, " respondeu Abraão. 2 - Disse Deus: "Tome o seu filho - sim, o seu filho único, Isaque - a quem você tanto ama. Vá com ele à terra de Moriá. Lá mostrarei um dos montes. Nesse monte, sacrifique o seu filho Isaque, como oferta queimada." 3 - Na manhã seguinte, Abraão levantou cedo da cama. Rachou lenha para o fogo do sacrifício, preparou o jumento, chamou dois criados e Isaque, e foi com eles para onde Deus tinha dito que fosse. 4 - Depois de três dias de caminhada, Abraão viu de longe o lugar. 5 - "Fiquem aqui com o jumento, " disse ele aos criados."Eu e o rapaz vamos um pouco mais adiante. Vamos oferecer culto a Deus, e logo voltaremos para cá." 6 - Abraão colocou a lenha nos ombros de Isaque. E foram juntos. Isaque carregava a lenha, e Abraão levava um facão e uma tocha de fogo. 7 e 8 - Andaram um pouco, e Isaque falou: "Pai! " "Que é, meu filho?", respondeu Abraão. O filho perguntou: "Temos lenha e fogo, mas onde está o cordeiro para o sacrifício?" "Deus proverá o cordeiro, meu filho, " respondeu Abraão. E continuaram andando juntos. 9 e 10 - Finalmente chegaram ao lugar indicado por Deus. Abraão construiu um altar, arrumou a lenha, amarrou seu filho Isaque e o colocou em cima da lenha, no altar. Depois pegou o facão para matar o filho. 11 - Nesse momento o Anjo do Senhor gritou do céu: "Abraão! Abraão!" "Aqui estou, Senhor!" respondeu ele. 12 - "Deixe o rapaz viver, " disse o Anjo."Não lhe faça nada. Bem sei que Deus está acima de tudo em sua vida. Pois você não me negou nem mesmo o seu amado filho, o seu único filho!" 13 - Nisso Abraão viu um carneiro preso pelos chifres numas moitas. Pronto! Ali estava, o animal para o sacrifício. Abraão ofereceu o carneiro como oferta queimada ao Senhor, em lugar de Isaque. 14 - Abraão deu ao lugar o nome de “Deus Proverá". E por esse nome é conhecido até hoje. 15, 16, 17 e 18 - Então, pela segunda vez, o Anjo do Senhor gritou do céu a Abraão. Disse: "Dou a minha palavra diz o Senhor: Como você me obedeceu e não me negou o seu filho único, abençoarei você com muitas bênçãos. Multiplicarei os seus descendentes, de modo que serão muitos milhões. Serão incontáveis, como as estrelas dos céus e como, a areia das praias. Os seus descendentes dominarão os inimigos deles. E serão uma bênção para todas as nações de terra. Sim, pois você me obedeceu." 19 - Assim, pai e filho voltaram aos criados, e viajaram para Berseba, onde moravam. 20, 21, 22 e 23 - Depois desses acontecimentos, chegou a informação de que Milca, mulher de Naor, irmão de Abraão, tinha dado ao marido estes oito filhos: Uz, o mais velho, Buz, o segundo em idade, Quemuel, pai de Arã, Quésede, Hazo, Pildas, Jidlafe e Betuel, pai de Rebeca. 24 - A notícia dizia também que Naor tinha de sua concubina Reumá estes quatro filhos: Tebá, Gaã, Taás e Maaca. CAPÍTULO 23 1 e 2 - QUANDO SARA ESTAVA com 127 anos, morreu em Quiriate-Arba, isto é, Hebrom, na terra de Canaã. Abraão chorou por ela. 3 - Depois, de pé ao lado do corpo, disse aos homens de Hete: 4 - "Sou estrangeiro, mas moro com vocês, na mesma terra. Vendam-me" por favor, um terreno próprio para enterrar minha mulher." 5 e 6 - "Decerto que sim!" respondeu eles."Você é um nobre príncipe de Deus entre nós. É um privilégio ceder a melhor sepultura. A escolha é sua." 7, 8 e 9 - Abraão se inclinou diante deles e disse: "Como estão sendo tão amáveis, falem por mim com Efrom, filho de Zoar. Peçam a ele que me venda por justo preço a caverna de Macpela, nos últimos limites da fazenda dele. Se ele concordar, ali será o cemitério da minha família. 10 - Efrom estava sentado entre os heteus ali reunidos. Ao ouvir isso, tomou a palavra e respondeu a Abraão na presença de todos. Deste modo, sua resposta foi uma declaração pública, diante dos cidadãos da cidade. 11 - "Senhor, " disse ele a Abraão, "por favor, me escute. Dou a você a caverna e o campo onde ela está. Em público, na presença do meu povo, dou esse presente a você. Bode providenciar já o enterro." 12 e 13 - Abraão se inclinou de novo diante do povo, e disse a Efrom, na presença dos heteus reunidos."Que bom que você concorda em ceder o terreno'. Mas eu quero pagar o preço dele. Depois de pagar, vou fazer o enterro da minha mulher." 14 e 15 - "Bem, o terreno custa 400 moedas de prata, " disse Efrom."Mas que é isso para nós, que somos amigos? Não pense nisso. Vá fazer o enterro da sua morta." 16 - Ouvindo isso, Abraão concordou com o preço. Contou 400 moedas de prata e pagou esse preço a Efrom, na presença do povo heteu. O pagamento foi feito na moeda corrente entre os comerciantes. 17 e 18 - Esta foi a propriedade comprada: O campo de Efrom, em Macpela, perto de Mame. O campo, abrangendo a caverna e as árvores. O acordo foi feito em público, na presença de todos os homens de Hete que moravam na cidade. Assim aquela propriedade passou a pertencer a Abraão, com direito permanente sobre ela. 19 e 20 - Assim Abraão enterrou sua mulher Sara na caverna do campo de Macpela, perto de Manre. O terreno foi cedido pelos heteus a Abraão para ser usado como pequeno cemitério particular. CAPÍTULO 24 1 - ABRAÃO ERA UM homem muito idoso. O Senhor tinha abençoado a ele em tudo. 2, 3 e 4 - Um dia Abraão falou com o mordomo da sua casa - seu criado mais antigo. Disse: "Pense na seriedade do que vou falar. Quero que você prometa diante de Deus que não deixará meu filho casar com moça nenhuma deste país. Com nenhuma filha de cananeus. Prometa que irá à minha terra natal, procurar mulher para Isaque, entre os meus parentes de lá." 5 - "Mas, e se a moça que eu achar não quiser vir para cá?" perguntou o mordomo."Neste caso, deverei levar Isaque lá, para morar com os seus parentes?" 6, 7 e 8 - "Cuidado!", disse Abraão. Não faça isso de jeito nenhum! O Senhor, Deus do céu, me mandou sair de lá e deixar o meu povo. E prometeu dar esta terra a mim e aos meus descendentes. Ele mandará o Seu anjo adiante de você. Providenciará que você encontre ali uma jovem para ser mulher do meu filho. Se a mulher não quiser vir, você está livre do seu compromisso comigo. Mas torno a dizer: Não leve meu filho para lá." 9 - Assim o criado fez o gesto costumeiro de garantia da palavra dada, e prometeu seguir as ordens de Abraão. 10 - Escolheu dez camelos de Abraão, carregou todos eles com partes das melhores coisas do seu patrão, e viajou para a Mesopotâmia, b para a cidade de Naor. 11 - Quando chegou perto da cidade, fez os camelos ajoelharem perto de um poço de água. Foi no entardecer, hora em que as moças iam buscar água. 12, 13 e 14 - "Ó Senhor, Deus do meu senhor Abraão, " orou ele em silêncio."Mostre bondade para com meu patrão, e ajude-me a fazer o que ele me pediu. O Senhor vê que estou perto desta fonte. As moças da cidade vêm vindo tirar água. Peço isto: Quando eu pedir a uma delas água para beber, que a resposta mostre se é ela ou não a que procuro. Se ela "disser logo: 'sim, beba à vontade. E vou dar de beber aos seus camelos também', essa será a mulher que o Senhor escolheu para casar com Isaque. E assim saberei que o Senhor já mostrou a Sua bondade para com o meu patrão neste assunto." 15 e 16 - Ainda não tinha terminado a oração, quando chegou uma bela moça virgem chamada Rebeca. Trazia um jarro nos ombros. Desceu à fonte, encheu de água o jarro, e tornou a subir. O pai de Rebeca era Betuel, filho de Naor e de Milca. 17 - O mordomo de Abraão foi ao encontro dela e disse: "Dê-me um pouco de água do seu jarro para beber." 18 e 19 - "Pois não, senhor, " disse ela. E abaixou logo o jarro para ele poder beber. Depois disse: "Vou tirar água para os seus camelos também. Para todos eles." 20 - Disse e fez. Despejou depressa a água do jarro no bebedouro dos animais e correu ao poço para tirar mais água. E fez isso até todos os camelos terem bebido o bastante. 21 - Enquanto isso o homem ficou ali observando em silêncio. Queria ver se o Senhor já tinha levado a sua viagem a bom fim, ou não. Aquela jovem completaria o trabalho? 22 - Finalmente os camelos acabaram de beber. Então o homem deu à moça um pendente de ouro pesando dez gramas, e duas pulseiras de ouro pesando quase cento e cinqüenta gramas. 23 - "Moça, quem é seu pai?" perguntou ele."Será que seu pai poderia alojar a mim e aos que me acompanham?" 24 e 25 - Ela respondeu."Meu pai é Betuel, filho de Milca e de Naor. Decerto que ele pode hospedar vocês. Temos palha e muito pasto para os animais, e quartos para hóspedes." 26 - O homem se inclinou e adorou ao Senhor. 27 - "Graças dou, Senhor Deus do meu senhor Abraão, " orou ele."Bendito seja o Seu nome! Agradeço porque o Senhor tem sido bondoso e verdadeiro para com ele. E me trouxe à casa dos parentes do meu senhor!" 28 - A jovem correu para casa e contou à família tudo o que tinha acontecido. 29 e 30 - Labão, irmão de Rebeca, ao ver o pendente e as pulseiras nas mãos da irmã, mal ouviu o que ela contou. Correu para a fonte. O homem estava parado lá, perto dos camelos, ao lado da fonte. 31 - Disse Labão: "Venha para dentro da cidade e da nossa casa, bendito do Senhor. Por que ficar aí fora? Temos alojamentos para você e seus homens, e lugar para os camelos - tudo pronto!" 32 - O homem foi com ele para casa. Lá descarregaram os animais e deram pasto a eles. Deram água, ao hóspede e aos ajudantes dele, para lavarem os pés. 33 - Quando serviram comida ao homem, ele disse: "Não posso comer, enquanto não disser porque estou aqui." "Está certo, " respondeu Labão."Conte o motivo da sua viagem." 34, 35 - "Sou criado de Abraão, " começou ele."O Senhor abençoou muito o meu patrão, e ele veio a ser um grande homem no país onde mora. Deus deu a ele muitas ovelhas e bois. Deu também grande fortuna em prata e ouro, além de camelos e jumentos. 36 - "Sara, mulher de Abraão, era muito idosa quando deu um filho a ele. Meu patrão deu ao filho tudo quanto tem. 37 e 38 - Abraão me fez prometer que não deixaria sair casamento entre Isaque, filho dele, e mulher nenhuma da terra de Canaã. E me mandou procurar esposa para o filho entre os parentes dele. 39 - Mas, e se a moça não quiser vir comigo para cá?' perguntei. 40 e 41 'Ela virá, ' disse ele, 'pois o meu Senhor, na presença de quem eu ando, vai providenciar tudo. Ele vai mandar o Seu anjo junto, e você terá sucesso. Sim, você vai encontrar esposa para Isaque entre os meus parentes, na família do meu irmão. Não deixe de cumprir esta promessa. Mas, se não deixarem a moça vir, então você estará livre deste compromisso. ' 42, 43 e 44 - "Pois bem, hoje cheguei à fonte e orei ao Senhor. 'Ó Senhor, Deus do meu senhor Abraão, ' disse eu, 'se o Seu plano é que eu tenha sucesso nesta missão, guie­me agora. Aqui estou ao lado desta fonte. Vou pedir a alguma jovem que venha buscar água: "Por favor, deixe que eu beba um pouco de água." Se ela responder: "Claro! E vou dar de beber aos seus camelos também!" Seja essa a moça que o Senhor escolheu para casar com o filho do meu senhor. ' 45 - "Pois eu estava falando ainda, quando Rebeca foi chegando com o seu jarro nos ombros. Ela desceu à fonte, tirou água e encheu o jarro. Aí eu disse a ela: 'Por favor, dê-me um pouco de água. ' 46 - "Ela depressa baixou o jarro para eu beber. E disse: 'Pois não! Beba à vontade. E vou dar de beber aos seus camelos também!' E foi o que fez. 47 e 48 - "Daí perguntei: 'Quem são seus pais?' Ela respondeu: 'Sou filha de Betuel, filho de Naor e de Milca. ' Então dei a ela o pendente e as pulseiras. E me inclinei, adorando e bendizendo o Senhor, Deus do meu senhor Abraão, porque me guiou na direção certa para levar uma parenta dele para o filho dele. 49 - "Agora digam sim ou não, por favor. Vão ser bondosos com o meu patrão e fazer o que é certo? Conforme a resposta que derem, saberei o que fazer e para onde ir." 50 e 51 - Labão e Betuel responderam: "Está mais que claro que o Senhor mandou você aqui. Sendo assim, que podemos dizer? Pode levar Rebeca. Sim, que ela seja esposa do filho de Abraão, pois a isso o Senhor encaminhou as coisas." 52 - Ouvindo essas palavras, o mordomo de Abraão caiu de joelhos diante do Senhor. 53 - Depois deu vestidos e jóias trabalhadas em ouro e prata a Rebeca. Deu também ricos presentes ao irmão e à mãe dela. 54 - Então jantaram. E o mordomo com seus ajudantes passaram a noite naquela casa. Mas no dia seguinte, bem cedo, o mordomo de Abraão se levantou, se aprontou e disse: "Deixem que eu volte ao meu patrão". 55 - "Mas queremos que Rebeca fique pelo menos uns dez dias conosco, " disseram o irmão e a irmã dela."Depois irá com você." 56 - Mas o homem insistiu: "Não me segurem aqui, por favor! O Senhor fez com que eu tivesse sucesso na minha missão. Deixem que eu volte ao meu patrão!" 57 - "Bem, " disseram eles."Vamos chamar a moça e ver o que ela acha disso." 58 - Chamaram Rebeca e perguntaram a ela: "Você quer ir com este homem?" Ela respondeu: "Sim, eu vou com ele." 59 - Então se despediram de Rebeca. Mandaram junto a criada que sempre tinha cuidado dela. E se despediram do mordomo de Abraão e dos seus companheiros de viagem. 60 - Na despedida, disseram esta palavra de bênção a Rebeca: "Nossa irmã, que você venha a ser mãe de muitos milhões! E que os seus descendentes dominem os inimigos deles!" 61 - Rebeca e suas criadas montaram nos camelos e foram embora com o mordomo de Abraão. 62 - Isaque morava no Neguebe. Nesse meio tempo ele vinha voltando de Beer. Laai-Roi, um pouco ao sul de Berseba. 63 - Ele tinha saído para meditar no campo, à tardezinha. Em certo momento, levantou os olhos e viu os camelos que vinham vindo. 64 - Assim que Rebeca enxergou o moço, desceu do camelo. 65 - "Quem é aquele homem que vem pelo campo ao nosso encontro?" perguntou ela ao mordomo. Ele respondeu: "É o meu senhor Isaque." Então ela cobriu o rosto com o véu. 66 - O velho criado contou a Isaque tudo o que tinha feito. 67 - Isaque levou a moça para a tenda de sua mãe Sara. E Rebeca veio a ser esposa dele. Foi grande o amor de Isaque por Rebeca, e ela serviu de grande consolo para Isaque, quando ele perdeu a mãe. CAPÍTULO 25 1 e 2 - ABRAÃO CASOU OUTRA vez. Quetura, sua segunda mulher, deu a ele vários filhos. São: Zimá, Jocsã, Medã, Midiã, Jisbaque e Sua. 3 - Os dois filhos de Jocsã foram Sabá e Dedã. Os filhos de Dedã foram Assurim, Letusim e Leumim. 4 - Os filhos de Midiã foram Efá, Efer, Enoque, Abida e Elda. 5 e 6 - Abraão deu tudo que tinha a Isaque. Mas deu presentes aos filhos que teve com suas concubinas. Antes de morrer, separou de Isaque os outros filhos, e mandou que fossem viver na região leste. 7 e 8 - Abraão morreu com 175 anos. Morreu depois de ter tido uma velhice longa e feliz. E foi reunido ao povo dele, depois da morte. 9 e 10 - Isaque e Ismael enterraram o pai na caverna de Macpela, perto de Manre. O campo e a caverna Abraão tinha comprado do heteu Efrom, filho de Zoar, Ali tinha sido enterrada Sara, mulher de Abraão. 11 - Depois que Abraão morreu, Deus derramou ricas bênçãos sobre o filho dele, Isaque. Isaque morava agora perto de BeerLaai-Roi. 12-15 - Aqui vai a relação dos descendentes de Ismael, filho de Abraão e de Hagar, a escrava egípcia. A relação é por ordem de nascimento, nome por nome: Nebaiote, Quedar, Adbeel, Mibsão, Misma, Dumá, Massá, Hadade, Tema, Jetur, Nafis e Quedemá. 16 - Estes doze filhos vieram a ser fundadores das doze tribos que levam os nomes deles. 17 - Ismael morreu com 137 anos de idade, e foi reunido à gente dele. 18 - Os descendentes de Ismael se espalharam por toda a região que vai desde Havilá até Sur. Sur fica perto da fronteira nordeste do Egito, na direção da Assíria. Os ismaelitas ficaram morando bem perto dos outros descendentes de Abraão. 19 - Voltemos agora a atenção para Isaque, filho de Abraão, e para os filhos de Isaque. 20 - Isaque tinha quarenta anos quando se casou com Rebeca. Ela era filha de Betuel, o arameu de Padã-Arã, e irmã de Labão. 21 - Isaque pediu ao Senhor que desse um filho a Rebeca, pois ela não podia ter filhos. O Senhor atendeu às orações de Isaque, e a mulher ficou grávida - cerca de vinte anos depois do casamento. 22 - Rebeca sentia verdadeira briga de duas crianças dentro dela! "Como posso suportar isto?!", exclamou ela. E consultou ao Senhor sobre o que estava acontecendo. 23 - O Senhor respondeu: "Os filhos que estão no seu ventre serão dois povos rivais. Um será mais forte do que o outro, e o mais velho trabalhará para o mais novo." 24 - E o certo é que ela teve gêmeos. 25 - No nascimento, o primeiro veio todo coberto de pelos e cabelos ruivos. Deram a ele o nome de Esaú (que lembra a palavra hebraica para "cabelo"). 26 - Em seguida veio o irmão, segurando o calcanhar de Esaú! Por isso deram a ele o nome de Jacó, que quer dizer "Suplantador". Isaque estava com sessenta anos quando nasceram os gêmeos. 27 - Os meninos cresceram. Esaú veio a ser um ótimo caçador! Jacó, entretanto, era um tipo sossegado, que gostava de ficar em casa. 28 - O favorito de Isaque era Esaú, por causa das saborosas caças que trazia. O favorito de Rebeca era Jacó. 29 - Um dia, Jacó tinha acabado de fazer uma panelada de lentilhas cozidas, quando Esaú chegou da caça. Estava exausto! 30 - Disse Esaú: "Rapaz, estou que não agüento! Dê-me um pouco desse cozinhado vermelho!" Por isso Esaú recebeu o apelido de "Edom", que quer dizer "Vermelho". 31 - Disse Jacó: "Certo, eu dou, mas em troca quero os direitos que você tem por nascer primeiro." 32 - Disse Esaú: "Se estou morrendo de fome, que adiantam esses direitos?" 33 - Disse Jacó: "É, mas você tem de dar a sua palavra diante de Deus." Esaú deu a palavra, vendendo os seus direitos de filho mais velho ao irmão mais novo. 34 - Depois de feito o negócio, Jacó deu pão e cozinhado de lentilhas a Esaú. Ele comeu, bebeu e foi embora. Assim Esaú jogou fora os seus direitos de filho mais velho, e não deu a menor importância a isso! CAPÍTULO 26 1 - NESSE TEMPO A FOME dominou aquela região. Tinha acontecido a mesma coisa durante a vida de Abraão. Por causa da situação de fome, Isaque foi para Gerar, onde vivia Abimeleque, rei dos filisteus. 2, 3, 4 e 5 - O Senhor apareceu a Isaque e disse: "Não vá para o Egito. Fique neste território. Faça o que digo, e eu estarei ao seu lado, abençoando você. Darei todas estas terras a você e aos seus descendentes, cumprindo a promessa que fiz a seu pai Abraão. Farei que os seus descendentes sejam numerosos como as estrelas! E eles serão uma bênção para todas as nações da terra. Farei isso porque Abraão obedeceu às minhas Leis e mandamentos. 6 - Em face disso, Isaque ficou em Gerar. 7 - Quando os homens dali faziam perguntas sobre Rebeca, Isaque dizia: "É minha irmã." Fazia isso porque tinha medo. Achava que por causa dela ele poderia ser morto, pois Rebeca era muito bonita. 8 - Mas depois de algum tempo, Abimeleque, rei dos filisteus, viu por uma janela lsaque fazendo carinhos a Rebeca. . 9 - O rei mandou chamar lsaque e disse: "Ora, ela é sua mulher! Por que disse que é sua irmã?" "Porque fiquei com medo de ser morto" respondeu lsaque."Achei que alguém podia me matar para ficar com ela." 10 - Disse Abimeleque: "Como pôde fazer uma coisa. dessas conosco?! Era bem fácil acontecer que alguém abusasse dela, e nós é que seríamos condenados por sua causa!" 11 - E o rei fez anunciar esta ordem a todo o povo: "Ninguém toque neste homem, e nesta mulher! Quem mexer com ele ou com ela será morto!" 12 - Nesse mesmo ano lsaque teve colheitas abundantes. Cada semente rendeu cem vezes mais! Porque foi abençoado pelo Senhor. 13, 14 e 15 - Logo ficou dono de grandes riquezas, ficando cada vez mais rico. Tinha muitos bois e ovelhas, e muitos criados. Com isso os filisteus foram ficando com inveja dele. Por isso encheram de terra os poços que os criados de Abraão tinham cavado. 16 - O rei Abimeleque pediu que Isaque saísse do pais."Vá para outro lugar, " disse ele."Você ficou mais rico e mais poderoso do que nós!" 17, 18 e 19 - Isaque atendeu. Foi para o Vale de Gerar e ficou morando lá. E mandou cavar de novo os poços de Abraão. Os filisteus tinham enchido de terra aqueles poços, depois da morte de Abraão. E Isaque deu a eles os mesmos nomes que seu pai tinha dado. Além disso, os pastores de Isaque cavaram um novo poço no Vale de Gerar, e viram brotar ali uma fonte de águas de correntes subterrâneas. 20 - Mas os pastores de Gerar brigaram com os pastores de Isaque."Esta água é nossa!" disseram. Por isso Isaque deu ao poço o nome de Eseque, ou seja, "Poço da Discussão". 21 - Então os homens de Isaque abriram outro poço. De novo houve briga por causa dele. Por isso recebeu o nome de Sitna, que quer dizer "Inimizade". 22 - Saindo dali, Isaque mandou cavar outro poço. Como ninguém reclamou Isaque deu a ele o nome de Reobote, que significa "Lugares Amplos". E disse: "Agora o Senhor nos deu um lugar, e vamos progredir." 23 e 24 - Um dia Isaque foi até Berseba. Na mesma noite em que lá chegou, o Senhor apareceu a ele, e disse: "Eu SOU o Deus de Abraão, seu pai. Não tenha medo! Estou a seu lado e vou abençoar, você. Vou fazer que os seus descendentes sejam muito numerosos. E isso porque o meu servo Abraão foi obediente a mim." 25 - Isaque construiu um altar, e ofereceu culto ao Senhor. Fixou residência ali, e os criados dele cavaram um poço. 26 - Certo dia Isaque recebeu visitas de Gerar. Eram o rei Abimeleque, o conselheiro real Ausate, e também Ficol, o comandante do exército de Abimeleque. 27 – Isaque logo perguntou: "Por que vieram aqui? Decerto que não estão vindo com boa intenção, pois você me expulsaram! 28 - "É, " disseram eles, "mas nós vimos bem que o Senhor está abençoando você. Então resolvemos propor um, tratado entre nós. 29 - "Prometa que não nos prejudicará, assim como nós não prejudicamos você. Na verdade, nós tratamos bem de você e deixamos que saisse em paz. E vemos que você é o abençoado do Senhor!" 30 - Então Isaque ofereceu um banquete a eles, a comeram e beberam. 31 - De manhã bem cedo, logo que se levantaram, fizeram juramento solene de parte a parte. Com isso ficou selado o tratado de paz entre eles. Depois Isaque fez as despedidas, e eles se foram contentes. 32, 33 - Naquele mesmo dia, os criados chegaram."Achamos água, " disseram. Era água de um poço que tinham cavado. Por ser dia do tratado de paz, Isaque deu ao poço o nome de Seba, que quer dizer "Juramento". E a cidade que se formou ali é chamada Berseba, "Poço do Juramento", até o dia de hoje. 34 - Quando Esaú estava com quarenta anos, casou com Judite, filha do heteu Beeri. Casou também com Basemate, filha do heteu Elom. 35 - Isaque e Rebeca passaram a viver com o espírito amargurado por causa dessas duas noras. CAPÍTULO 27 1 - ISAQUE ENVELHECEU E ficou meio cego. Um dia, chamou o seu filho mais velho, Esaú. Disse Isaque: "Meu filho!" Disse Esaú: "Sim, pai. Estou aqui." 2, 3 e 4 - Disse Isaque: "Estou velho e, mais dia menos dia, morrerei. Agora, pegue o seu arco e as suas flechas e vá atrás de alguma caça. Depois prepare para mim uma comida do meu gosto - bem saborosa - e traga para eu comer. Então darei as bênçãos a você, como filho mais velho que é. É preciso fazer isso logo, antes que eu morra." 5, 6 e 7 - Rebeca ouviu a conversa do pai com o filho. Assim, quando Esaú foi ao campo em busca de caça, ela chamou Jacó. E contou que Isaque tinha dito a Esaú para lhe trazer caça e receber a bênção paterna. 8, 9 e 10 - Disse Rebeca: "Agora faça o que digo. Vá ao rebanho e traga dois bons cabritos. Vou fazer uma comida saborosa para o seu pai, como ele gosta. Depois de comer, ele abençoará você, antes de morrer." 11 e 12 - Disse Jacó: "Mas mãe! Lembre que Esaú é cabeludo, e eu tenho pele lisa. Se o pai me apalpar, vai perceber na hora que está sendo enganado! Aí ele vai achar que estou zombando dele, e em vez de bênção receberei maldição! " 13 - Disse Rebeca: "Que venha sobre mim essa maldição, filho querido! Faça o que digo, e pronto. Agora vá buscar os cabritos." 14 - Jacó foi. Com os cabritos Rebeca preparou a comida gostosa, como tinha dito. 15 - Depois fez Jacó vestir a melhor roupa de Esaú. 16 - Da pele dos cabritos, fez umas luvas e as colocou nas mãos de Jacó. Também colocou um pedaço na pele lisa do pescoço do filho. 17 - Depois de todos esses cuidados, mandou Jacó levar a comida a Isaque. 18 - Jacó foi, e entrou no quarto em que Isaque estava. Disse Jacó: "Pai?" Disse Isaque: "Sim, filho. Quem é você? Esaú ou Jacó?" 19 - Disse Jacó: "Sou Esaú, seu filho mais velho. Fiz o que o senhor mandou. Aqui está a comida que preparei. Venha sentar-se aqui e comer. Depois poderá me abençoar." 20 - Disse Isaque: "Como foi que você achou caça tão depressa, meu filho?" Disse Jacó: "É que o Senhor seu Deus colocou a caça no meu caminho!" 21 - Disse Isaque: "Venha cá. Quero apalpar para ver se é mesmo o meu filho Esaú." 22 - Jacó foi para perto do pai, que o apalpou. Disse Isaque: "A voz é de Jacó, mas as mãos são de Esaú! 23 - Isaque ficou achando que devia ser Esaú, porque as mãos estavam peludas como as dele. E Isaque se dispôs a abençoar Jacó. 24 - Disse Isaque: "Você é Esaú mesmo?" Disse Jacó: "Sou sim!" 25 - Disse Isaque: "Então traga aqui a comida, para que eu coma e depois abençoe você." Jacó lhe deu a comida e o vinho. O pai comeu e bebeu. 26 - Disse Isaque: "Venha cá e me dê um beijo, meu filho!" 27, 28 e 29 - Jacó se aproximou e beijou o pai. Isaque sentiu o cheiro da roupa do rapaz, e se decidiu finalmente a dar a bênção a ele. Disse Isaque: "O cheiro do meu filho é o bom cheiro da terra e dos campos que o Senhor abençoou. Que Deus lhe dê sempre a chuva necessária, terra produtiva, grandes colheitas de cereais e muito vinho novo. Que muitos povos sejam seus escravos. Que você domine os seus irmãos. Que os seus parentes se inclinem diante de você. Maldito todo aquele que amaldiçoar você, e abençoado seja todo aquele que abençoar você." 30 - Logo que Isaque abençoou Jacó, e pouco depois que Jacó saiu, chegou Esaú da caçada. 31 - Ele também preparou o prato preferido do pai e levou a comida para ele. Disse Esaú: "Pai, venha sentar aqui e comer a caça que preparei. Depois o senhor me abençoará com as suas melhores bênçãos." 32 - Disse lsaque: "Quem é você?" Disse Esaú: "Ora, pai! Sou eu, Esaú, o seu filho mais velho!" 33 - Foi um choque para Isaque. Ele ficou abalado e tremendo a olhos vistos! Disse Isaque: 'Então quem foi que agora há pouco me trouxe comida? Comi tudo, e abençoei aquele outro! E a bênção que dei ninguém tira mais! 34 - Ouvindo isso, Esaú se pôs a soluçar e a clamar. Disse Esaú: "Ó pai, abençoe a mim também!" 35 - Disse Isaque: "Seu irmão me enganou e levou a bênção que era de você!" 36 - Disse Esaú: "Não admira que o nome dele significa "enganador"!- Pois já me enganou duas vezes! Tirou meus direitos de filho mais velho, e agora tira a minha bênção! Oh! Será possível, pai, que o senhor não tenha nem uma só bênção para mim?" 37 - Disse Isaque: "Fiz dele seu senhor! E dei a Jacó todos os seus parentes, como criados dele! e ainda garanti que Jacó terá fartura de cereais e de vinho. que posso fazer, meu filho?" 38 - Disse Esaú: "Será que o senhor só tem uma bênção? á meu pai, abençoe a mim também!" E Esaú chorou amargamente. 39 e 40 - Disse Isaque: "Sua vida não será fácil. Morará em terras áridas, onde falta até o orvalho. Você terá de ganhar a vida com a sua espada, e terá de servir a Jacó, seu irmão. Mas chegará o dia em que você conseguirá escapar das correntes e ficar livre." 41 - Esaú ficou com ódio de Jacó pelo que ele tinha feito. Esaú disse a si mesmo: "Meu pai não pode durar muito tempo. Depois que ele morrer eu mato Jacó." 42 - De algum modo Rebeca ficou sabendo disso. Mandou chamar Jacó e disse: "Esaú acha que só poderá descansar depois de matar você. 43, 44 e 45 - "Veja o que tem de fazer, " disse ela."Fuja para Harã, e fique na casa do seu tio Labão. Fique lá por algum tempo, até passar a fúria do seu irmão. Com o tempo Esaú esquecerá o que você fez a ele. Depois eu mandarei buscar você. Faça isso! Por que vou perder os dois filhos no mesmo dia?" 46 - Disse, pois, Rebeca a Isaque: "Já chegam estas duas noras que os heteus nos deram! Já me aborrecem demais! Que será de mim se Jacó vier a casar com uma jovem daqui? Prefiro morrer a ver isso! " CAPÍTULO 28 1, 2, 3 e 4 - ISAQUE MANDOU chamar Jacó. Abençoou o filho e disse: "Não se case com moça nenhuma do povo cananeu. Em vez disso, vá para a casa do seu avô Betuel, em Padã-Arã. Escolha uma esposa ali. Que o Todo-poderoso Deus abençoe você e lhe dê muitos filhos. Queira Deus que os seus descendentes formem muitos povos! E que Deus passe para você e para os seus descendentes as bênçãos que prometeu a Abraão. Assim você e os seus descendentes serão donos destas terras, onde estamos agora como estrangeiros. Assim será, pois Deus deu estas terras a Abraão". 5 - Deste modo, Jacó se despediu de Isaque, e foi a Padã-Arã. Foi â casa do seu tio Labão, irmão de Rebeca, filho de Betuel, o arameu. 6, 7, 8 e 9 - Esaú percebeu que os pais dele não viam com bons olhos as moças do lugar em que viviam. Só tinha que entender isso, porque viu que eles tinham mandado Jacó a Padã-Arã - com a bênção de Isaque - para arranjar casamento lá. Tinha escutado o pai dar esta ordem a Jacó: "Não case com nenhuma mulher deste povo cananeu". E tinha visto Jacó obedecer aos pais e sair para Padã-Arã. Pensando nessas coisas todas, Esaú visitou a família do seu tio Ismael e casou com uma filha dele. Assim, além das duas mulheres cananéias que tinha, Esaú casou com Maalate, irmã de Nebaiote, filha de Ismael, filho de Abraão. 10 - Agora vejam o que aconteceu durante a viagem que Jacó fez de Berseba a Padã-Arã. 11, 12 - Na primeira noite da viagem, parou num lugar qualquer para dormir; Usou uma pedra como travesseiro, e dormiu. E sonhou que tinham posto uma escada ali mesmo - uma escada que ia da terra aos céus. Jacó viu, no sonho, os anjos de Deus, subindo e descendo na escada. 13, 14 e 15 - No sonho o Senhor apareceu a Jacó e disse: "Eu sou o Senhor, o Deus de Abraão e de Isaque, seu pai. Vou dar a você essa terra na qual está deitado. Será sua e dos seus descendentes. Os seus descendentes serão tantos que serão como o pó da terra! Eles cobrirão o território todo, de norte a sul e de leste a oeste. Todas as nações da terra serão abençoadas por meio de você e dos seus descendentes. E o que vale mais é que eu estou com você. Pode contar com a minha proteção, aonde quer que for. E esteja certo de que eu trarei você de volta a esta terra, são e salvo. Porque estarei sempre com você, até cumprir tudo que estou prometendo." 16 Então Jacó acordou e exclamou: "O Senhor vive neste lugar - e eu não sabia! " 17 E cheio de medo disse: "Que lugar terrível é este! É a casa de Deus! É a porta dos céus!" 18 e 19 - Logo que amanheceu, Jacó fincou a pedra que tinha usado como travesseiro, fazendo dela um monumento. Depois derramou azeite no alto do monumento. E deu ao lugar o nome de Betel, que quer dizer "Casa de Deus". Antes o nome da cidade perto da qual Jacó estava era Luz. 20, 21 e 22 - Depois de derramar óleo no monumento, Jacó fez uma promessa a Deus. Disse ele: "Ah, se Deus me guiar me proteger e me der alimento e roupa nesta viagem! E se me deixar voltar em paz para a casa do meu pai! Então escolherei o Senhor para ser o meu Deus. Este monumento será um lugar de culto - como casa de Deus." Jacó terminou a promessa, dizendo: "E, ó Senhor, eu devolverei a décima parte de tudo que me der!" CAPÍTULO 29 1 - JACÓ CONTINUOU a viagem e chegou nas terras do Leste. 2 - Quando ia chegando, viu ao longe três rebanhos de ovelhas deitados perto de um poço, no campo. Daquele poço davam de beber às ovelhas. Mas uma grande pedra estava tapando a boca do poço. 3 - O costume era esperar que todos os rebanhos estivessem reunidos. Ai os pastores tiravam a pedra e davam água aos animais. Depois tapavam o poço com a pedra outra vez. 4 – Jacó chegou até onde os pastores estavam, e perguntou de onde eram."De Harã, " eles responderam. 5 - Disse Jacó "Vocês conhecem Labão, filho de Naor?" Disseram os pastores: "Claro que sim!" 6 - Disse Jacó: "Como vai ele?" Disseram eles: "Ele vai bem. Olhe, ali vem a filha dele, Raquel, com as ovelhas." 7 - Disse Jacó: “Por que vocês não dão água logo aos rebanhos? Assim as ovelhas poderão continuar pastando. Pois ainda é dia, não é hora de recolher os animais. 8 - Disseram os pastores: "Não podemos tirar a pedra enquanto não estiverem reunidos todos os rebanhos." 9 - No meio dessa conversa, chegou Raquel com as ovelhas do pai dela. Porque ela era pastora. 10 - Vendo a prima Raquel - filha do irmão da mãe dele - e vendo as ovelhas do pai dela, Jacó agiu logo. Rolou a pedra da boca do poço e deu água às ovelhas do seu tio Labão. 11 - Depois desse serviço, Jacó beijou Raquel e se pôs a chorar. 12 e 13 - Contou que era seu primo, por parte do pai dela. Disse que era filho de Rebeca, tia de Raquel. Então ela correu e contou tudo ao pai. Assim que Labão ouviu essa notícia, correu ao encontro de Jacó. Chegando aonde ele estava, Labão lhe deu as boas-vindas e o beijou. Foram para a casa de Labão, e Jacó contou tudo o que tinha acontecido durante a viagem. 14 e 15 - "Ora vejam!" exclamou Labão."Ele é mesmo da minha carne e do meu sangue!" Já fazia um mês que Jacó estava naquela casa, quando Labão lhe disse: "Não é porque você é meu parente, que vai ficar trabalhando de graça para mim. Quanto você quer ganhar?" 16 - Ora, Labão tinha duas filhas, Lia, a mais velha, e Raquel, a mais nova. 17 - Lia tinha olhos fracos, mas Raquel era formosa, não só de rosto, mas em tudo. 18 - Pois Jacó ficou enamorado de Raquel. Amava tanto Raquel que disse a Labão: "Trabalharei sete anos para você para poder casar com Raquel, sua filha mais nova." 19 - "Feito!" respondeu Labão."É melhor dar Raquel a você do que a alguém de fora da família." 20 - Assim Jacó trabalhou sete anos para Labão, para poder casar com Raquel. E a amava tanto que os sete anos pareceram poucos dias a Jacó! 21 - Finalmente acabou o prazo."Cumpri minha parte do trato, " disse Jacó a Labão."Agora deixe que eu me case com Raquel." 22 - Labão deu uma grande festa, convidando todos os homens do povoado. 23 - De noite Labão entregou Lia a Jacó. E os dois passarem a noite juntos. 24 – Labão deu sua criada Zilpa, para ser criada de Lia. 25 - Quando amanheceu, Jacó viu que estava com Lia, e não com Raquel! "Que trapaça foi essa", Jacó perguntou a Labão. Ele estava furioso! "Trabalhei sete anos por Raquel, e você me faz isso! Por que me enganou?" 26 e 27 - "Aqui não é costume casar a filha mais nova antes da mais velha, " respondeu Labão."Logo depois da lua de mel com Lia, darei Raquel a você em casamento. Claro, desde que você prometa trabalhar mais sete anos para mim." 28 - Jacó aceitou. Uma semana depois, casou com Raquel. 29 - Labão deu sua criada Bila a Raquel. 30 - Jacó e Raquel tiveram sua lua de mel. Jacó amava mais Raquel do que Lia. E trabalhou mais sete anos para Labão. 31 - Como Lia era menosprezada, o Senhor deixou que tivesse um filho. Raquel, porém, era estéril. 32 - Lia ficou grávida e teve um filho, a quem deu o nome de Rúben, que quer dizer "Deus viu minha aflição". Disse Lia: "O Senhor viu minha aflição - e agora o meu marido me amará." 33 - Teve outro filho, e disse: "O Senhor ouviu que eu era deixada para trás, e me deu outro filho". Por isso deu ao menino o nome de Simeão, que significa "Ele ouviu". 34 - Lia tornou a engravidar, e teve um terceiro filho. Deu a ele o nome de Levi, que quer dizer" Apego". Disse Lia: "Desta vez o meu marido vai ficar bem unido a mim, porque lhe dei três filhos." 35 - Teve ainda um quarto filho, e disse: "Agora louvarei ao Senhor." Por isso deu ao quarto filho o nome de Judá, que significa "Objeto de Louvor". Então parou de ter filhos. CAPÍTULO 30 1 - PERCEBENDO RAQUEL que era estéril, ficou com inveja da irmã."Ou você me dá filhos, ou eu morro!" exclamou ela a Jacó. 2 - Jacó ficou indignado."Por acaso sou Deus?" disse ele a Raquel."Ele é que não deixa você ter filhos!" 3 - Disse Raquel: "Pois tome a minha criada Bila, e tenha filhos com ela. E eu criarei as crianças como se fossem meus próprios filhos." 4, 5 - Assim Raquel deu Bila a Jacó. Dessa união, Bila deu um filho a Jacó. 6 - Raquel deu a ele o nome de Dã, que quer dizer "Juiz". E disse: "Deus me fez justiça, escutou a minha queixa e me deu um filho." 7 - Bila, a criada de Raquel, ficou grávida outra vez e deu outro filho a Jacó. 8 - "É grande a minha luta com minha irmã, " disse. Raquel, "e consegui vencer!" Por isso deu ao menino o nome de Naftali, que quer dizer "Venço na luta". 9, 10 e 11 - Enquanto isso, Lia percebeu que não estava podendo ter filhos. Então deu Zilpa, criada dela, a Jacó, para ser mulher dele. E logo, Zilpa deu um filho a Jacó. Lia exclamou: "A minha sorte voltou!" E deu ao filho o nome de Gade, que significa" Boa sorte". 12 e 13 - Zilpa teve outro filho com Jacó. Lia deu a ele o nome de Aser, que quer dizer "Feliz". E disse Lia: "Como estou contente! As outras mulheres vão achar que eu sou mesma feliz!" 14 - Era o tempo da colheita de trigo. Um dia, Rúben achou mandrágoras que cresciam nos campos. Rúben levou mandrágoras à sua mãe Lia. Raquel pediu mandrágoras a Lia. 15 - "Além de você ficar com o meu marido, " respondeu Lia, "vai querer agora ficar com as mandrágoras do meu filho? " "Se você me der mandrágoras, " disse Raquel, "deixarei que Jacó fique com você esta noite." 16 - Naquela tarde, quando Jacó vinha voltando do campo, Lia foi ao encontro dele."Vamos passar a noite juntos, " disse ela."É que eu aluguei você pelas mandrágoras que o meu filho me deu." E Jacó passou aquela noite com Lia. 17 - Deus respondeu às orações de Lia, e ela concebeu e teve o quinto filho. 18 - Disse Lia: "Deus me recompensou porque dei minha criada ao meu marido." E pôs no menino o nome de Issacar, que quer dizer "Salário". 19 e 20 - Lia tornou a engravidar, e teve o sexto filho. Ela deu ao filho o nome de Zebulom, que significa "Presentes". Deu esse nome dizendo: "Deus me deu excelentes presentes, para eu dar ao meu marido! Seis filhos! Com isso ele me honrará e ficará comigo!" 21 - Depois Lia teve uma filha, que recebeu o nome de Diná. 22, 23 e 24 - Deus se lembrou de Raquel e respondeu às orações dela - pois ela queria filhos dela mesma; engravidou então e teve um filho. Raquel exclamou: "Até que enfim Deus tirou a mancha do meu nome!" E deu ao menino o nome de José, que quer dizer "Que Ele acrescente". Deu esse nome dizendo: "Queira o Senhor me dar outro filho." 25 e 26 - Logo que nasceu José, Jacó disse a Labão que queria voltar para a casa dele."Deixe que eu vá para casa, " disse ele."Deixe que eu vá e leve comigo as minhas mulheres e os meus filhos. Você sabe muito bem que eu trabalhei - e como! - para que fossem meus." 27 e 28 - "Peço que não vá embora, " disse Labão. Desde que você chegou aqui, o Senhor me tem abençoado. Só pode ser por causa de você! Fique comigo! É só dizer quanto quer receber de ordenado, e eu pago!" 29 e 30 - Disse Jacó: "Você bem sabe como trabalhei para você e como cuidei do seu gado. Basta lembrar como eram pequenos os seus rebanhos, e como são grandes agora. Isso porque o Senhor abençoou você por meio do meu trabalho."Agora, pense bem. Quando é que vou trabalhar para a minha família?" 31, 32 e 33 - "Quanto você quer ganhar?" perguntou de novo Labão. Jacó respondeu: "Para que eu continue trabalhando para você, basta que me faça uma coisa. Basta que me autorize a separar para mim todas as cabras que tenham pintas ou listas na pele, e todas as ovelhas pretas dos seus rebanhos. Assim será fácil verificar se eu estou tirando mais do que tratamos como salário. Depois, se você encontrar entre as minhas cabras alguma que não for listada ou pintada, e entre as ovelhas alguma que não for preta, poderá dizer que roubei de você." 34 - "Está certo, " disse Labão."Está feito o trato." 35 e 36 - Mas naquele mesmo dia, Labão separou e deu aos filhos dele todos os bodes e cabras que tinham pintas ou listas na pele, e todos os carneiros e ovelhas pretos. Deu todos esses animais aos filhos dele. Depois mandou os filhos levarem as cabras pintadas e listadas e as ovelhas pretas para bem longe - a três dias de distância. E Jacó ficou tomando conta dos rebanhos restantes de Labão. 37 - Então Jacó pegou varas verdes de vários tipos de árvores - álamo, aveleira e plátano. De cada vara tirou fitas da casca, fazendo aparecer a brancura da madeira. Assim as varas ficaram cheias de listas claras. 38 - Jacó pôs as varas perto das águas, nos lugares onde os animais costumavam beber. Colocou de modo que, ao beber água, os animais pudessem ver as varas. Jacó fez isso porque os animais se cruzavam ali. 39 - E aconteceu isso mesmo. Os animais se cruzaram vendo as varas, e os filhotes nascerem pintados ou listados. 40 - Jacó foi separando os animais a que tinha direito. Não deixou que se misturassem com os de Labão. Mas dirigiu as coisas de modo que as fêmeas do rebanho dele fossem cobertas pelos machos pretos de Labão. 41 e 42 - Jacó não ficou nisso! Ele só colocava as varas listadas quando as fêmeas eram fortes! Quando eram fracas, não colocava. Resultado: os animais fortes eram de Jacó, e os fracos eram de Labão! 43 - Assim os rebanhos de Jacó cresceram depressa. O homem ficou rico, possuindo rebanhos enormes, e muitos criados, criadas, camelos e jumentos. CAPÍTULO 31 1 - JACÓ SOUBE QUE os filhos de Labão andavam murmurando contra ele. Diziam eles: "Ora vejam! Jacó deve ao nosso pai tudo o que tem. Toda a riqueza dele foi ajuntada às custas do nosso pai!" 2 - Outra coisa: Jacó notou que agora era tratado com frieza por Labão. 3 - Foi quando o Senhor disse a Jacó: "Volte para a casa dos seus pais, para a companhia dos seus parentes de lá. E estarei com você." 4 - Por isso Jacó mandou chamar Raquel e Lia, para conversar com elas no campo, lá onde ele estava cuidando dos rebanhos. 5, 6, 7 e 8 - "Seu pai se virou contra mim, " disse Jacó às duas."Mas o Deus de meus pais está comigo. Vocês bem sabem como trabalhei com afinco para o seu pai. E ele só me engana. Vive rompendo os tratos feitos comigo! Mas Deus não deixou que ele me causasse prejuízo nenhum. Pois se ele dizia que os animais com pintas na pele seriam meus, só nasciam animais assim. Se ele mudava e dizia que os listados seriam o meu salário, então só nasciam animais listados nos rebanhos. 9 - "Foi assim que Deus fez que eu ficasse rico, às custas de Labão. 10 - "Pois na época do cruzamento dos animais, sonhei e vi que os machos que cobriam as fêmeas dos rebanhos tinham listas ou pintas ou manchas. 11 e 12 - "No sonho o Anjo de Deus me chamou a atenção para isso, e logo entendi o que devia fazer para receber a bênção sobre o meu trabalho. E o Anjo de Deus me disse em sonho o motivo por que estava dando aquela instrução: 'Porque vejo o que Labão está fazendo com você, ' disse Ele. 13 - 'Eu sou o Deus que você encontrou em Betel, ' continuou o Anjo. 'Lá você derramou azeite num monumento e fez promessa de me servir. Pois bem, saia agora desta terra, e volte para a sua terra natal. ' 14, 15 e 16 - Em resposta, Raquel e Lia disseram: "Que podemos esperar do nosso pai? Pois ele nos tratou como se fôssemos estrangeiras! Além de nos vender, acabou com os bens que poderíamos receber! E agora, a riqueza que devia ser nossa por herança, Deus tirou do nosso pai e deu a você. Essa riqueza é nossa e dos nossos filhos! Portanto, faça tudo o que Deus mandou." 17, 18, 19, 20 e 21 - Aproveitando que Labão estava fora de casa, dirigindo o trabalho de tosquiar ovelhas, Jacó fugiu. Fez as mulheres e os filhos montarem em camelos e fugiu com eles. Levou todos os rebanhos e todas as riquezas que tinha conseguido ajuntar em Padã-Arã. E saiu para a terra de Canaã, para a casa de Isaque, pai dele. Raquel roubou os ídolos do lar, e levou todos eles com ela. Assim foi que Jacó fugiu de Labão às escondidas, levando tudo que tinha. Atravessou o rio Eufrates e avançou em direção ao território montanhoso de Gileade. 22 - Só três dias depois Labão ficou sabendo que Jacó ia fugindo. 23 - Reuniu vários homens e com eles saiu logo em perseguição a Jacó. Depois de sete dias de viagem, alcançou Jacó no monte Gileade. 24 - Mas na noite em que ia chegando perto de onde Jacó estava, Deus veio ao arameu Labão em sonhos, e disse: "Cuidado com o que vai fazer a Jacó! Nada de bênção nem maldição!" 25 - Finalmente Labão alcançou os fugitivos. Jacó estava acampado no monte Gileade. Labão armou o seu acampamento no mesmo monte. 26, 27 e 28 - "O que você fez?" perguntou Labão."Por acaso minhas filhas são prisioneiras de guerra, para você fugir com elas deste jeito? Por que me enganou e saiu às escondidas? Por que não me contou seu plano? Pois eu bem que gostaria de dar uma grande festa de despedida, com canções, e orquestra, e harpa! Você nem me deu oportunidade para beijar meus netos e netas! Que estranho modo de agir, o seu! 29 - "Tenho forças suficientes para destruir vocês todos, " continuou Labão."Mas o Deus do seu pai Isaque me apareceu ontem à noite. Ele me proibiu de maltratar você. 30 - "Muito bem. Está certo que tenha saudade de casa e queira voltar para lá. Mas por que roubou os meus ídolos?" 31 - "Eu fugi assim, " respondeu Jacó, "porque fiquei com medo. Pensei comigo: 'Bem pode ser que Labão não me deixe levar as filhas dele. ' 32 - "Mas quanto aos seus ídolos, será morto aquele que estiver com eles. Pode revistar tudo neste acampamento. Se você achar alguma coisa sua, pode levar de volta." Jacó não sabia que Raquel estava com os ídolos. 33 - Labão vasculhou as tendas de Jacó, de Lia, de Raquel e das duas criadas, e não achou os ídolos. 34 e 35 - Quando Labão entrou na tenda de Raquel, ela estava sentada na sela de um camelo. Acontece que Raquel tinha posto os ídolos na sela e estava sentada em cima deles. Por isso disse a Labão: "Peço desculpa, meu pai, por não me levantar. É que estou no difícil período mensal das mulheres." Assim Labão procurou, apalpando a tenda inteira, e não achou os ídolos. 36 e 37 - Então foi a vez de Jacó ficar zangado com Labão."Que encontrou?" perguntou ele."Qual é o meu crime? Você veio atrás de mim como caçador de criminosos, e revirou tudo o que tenho. Achou alguma coisa da sua casa? Vamos! Ponha o que encontrou aqui, na frente dos meus homens e dos parentes. Eles vão decidir qual de nós dois está errado. 38 e 39 "Estive com você vinte anos, cuidando dos seus rebanhos. Durante esse tempo todo, as suas ovelhas e cabras produziram crias sadias. Também nunca me servi dos seus carneiros para alimento. E quando algum animal dos seus rebanhos era morto e despedaçado pelas feras, alguma vez pedi que você descontasse isso na contagem? Não! Eu sempre sofri o prejuízo! Você descontava tudo do meu salário, incluindo os animais roubados. E isso, ainda que o roubo fosse feito em ocasião que estava fora da minha responsabilidade! 40 - "Trabalhei para você nas horas quentes do dia, e sofrendo a geada da noite, ficando noites e noites sem dormir. 41 - "Foram vinte longos anos! Catorze anos trabalhei para casar com as suas duas filhas, e seis anos trabalhei para formar o meu rebanho."E para me prejudicar, você mudou dez vezes o salário combinado! 42 - "Ah, se não fosse o Deus do meu avô Abraão, o temível Deus do meu pai Isaque! A estas horas você me estaria mandando embora sem nada. Mas Deus viu a sua maldade, e o trabalho duro que fiz. Por isso Ele preveniu você ontem à noite." 43 - Labão respondeu: "Estas mulheres são minhas filhas, e estas crianças são minhas. A mesma coisa posso dizer destes rebanhos e de tudo o que você tem - tudo é meu. Daí, como posso prejudicar as minhas filhas e os meus netos? 44 - "Portanto, venha cá! Façamos um trato de amizade, e deixemos aqui alguma coisa que sirva para lembrar isso." 45 e 46 - Jacó pôs mãos à obra. Pegou uma pedra e fez dela um monumento. Depois mandou os seus homens juntarem ali uma pilha de pedras. Feito isso, Jacó e Labão comeram juntos, ao lado das pedras empilhadas. 47 e 48 - Os dois deram à pilha de pedras o nome de "Pilha do Testemunho" "Jegar-Saaduta", na língua de Labão, e "Galeede", na língua de Jacó."Esta pilha de pedras será testemunha contra nós, " disse Labão, "se não cumprirmos o trato que fizemos." 49 - Também recebeu o nome de Mispa - que quer dizer "Torre de Vigia", pois, como disse Labão; "Que o Senhor vigie cada um de nós, quando estivermos separados, quanto ao cumprimento do contrato. 50 - "Se você maltratar as minhas filhas, ou tomar outras mulheres - eu estarei longe, mas Deus estará vendo. 51 e 52 - "Este monumento, " continuou Labão, está entre nós como testemunho, do nosso compromisso de não cruzarmos esta línha para atacar um ao outro. Você não me atacará, nem eu a você. 53 - "Que o Deus de Abraão, de Naor e do pai deles destrua aquele de nós que fizer isso." Assim Jacó fez juramento diante do temível Deus do seu pai Isaque. Prometeu respeitar o limite combinado. 54 - Então Jacó, ali no topo do monte, ofereceu um sacrifício a Deus. Convidou todos para a festa, e passaram a noite juntos, no monte. 55 - Na manhã seguinte, Labão se levantou cedo, beijou e abençoou as filhas e os netos, e foi para casa. CAPÍTULO 32 1 - JACÓ CONTINUOU a viagem. Pouco depois, certo número de anjos de Deus foi ao encontro dele. 2 - Quando Jacó viu os anjos, disse: "Deus está acampado aqui!" Por isso deu ao lugar o nome de Maanaim, que significa "Exércitos Celestiais". 3, 4 e 5 - Depois Jacó mandou mensageiros na frente, ao encontro de Esaú, irmão dele. Foram eles para a terra de Seir, território de Edom. Levaram esta mensagem: "Jacó, seu servidor, manda dizer isto: Morei com o tio Labão até agora. Estou voltando de lá dono de bois, jumentos, ovelhas, criados e criadas. Mandei estes mensageiros para avisar você que estou chegando. Espero que me favoreça com Uma recepção amigável." 6 - Os mensageiros voltaram dizendo que Esaú vinha vindo encontrar Jacó, e que vinha com quatrocentos homens. 7 - Jacó ficou apavorado. Dividiu em dois grupos as pessoas, os rebanhos, os bois e os camelos. 8 - Fez isso porque, segundo as palavras dele: "Se Esaú atacar um grupo, talvez o outro consiga escapar." 9 e 10 - E Jacó fez esta oração: "ó Deus do meu avô Abraão e do meu pai lsaque! Ó Senhor, que me mandou voltar para a casa do meu pai e dos meus familiares, que disse que me faria bem! Não mereço nenhuma das suas bondades para comigo. Não sou digno da maneira fiel como o Senhor tem cumprido a sua palavra a meu favor. Pois sai de casa e atravessei o rio Jordão trazendo só um cajado, e agora volto com duas caravanas completas! 11 - "Não permita que eu seja destruído por meu irmão Esaú. Estou com medo de que ele venha me matar, e mate estas mães e os meus filhos. 12 - "Mas o Senhor prometeu me fazer bem. E disse que os meus descendentes seriam como as areias do mar - tão numerosos que ninguém poderia contar." 13, 14 e 15 - Jacó ficou ali aquela noite, e preparou um presente para dar a Esaú. Vejam só que presente! 200 cabras, 20 bodes, 200 ovelhas, 20 carneiros, 30 camelas de leite, com as crias, 40 vacas, 10 touros, 20 jumentas e 10 jumentos. 16 - Ele confiou os rebanhos do presente aos criados e explicou bem a eles o que fazer. Eles deviam ir na frente com aqueles rebanhos. Mas deviam deixar cada rebanho separado, com um bom espaço entre um e outro. 17, 18 - Jacó instruiu o criado que devia ir na frente de todos, conduzindo o primeiro rebanho do presente. Disse ele: "Quando o meu irmão Esaú encontrar você e perguntar: 'Para quem você trabalha? Para onde vai? Quem é o dono destes animais?' - veja como vai responder. Diga: 'O dono é Jacó, seu servidor. É presente que ele manda ao meu senhor Esaú. Ele vem vindo logo atrás de nós. ''' 19 - Jacó deu a mesma instrução a cada um dos guias dos rebanhos separados para o presente. 20 - Com este recurso, Jacó esperava acalmar Esaú, antes de enfrentá-lo face a face."Talvez, " pensou Jacó, "Esaú me aceite amigavelmente." 21 - Assim o presente foi enviado na frente, e Jacó passou aquela noite no acampamento. 22, 23 e 24 - Durante a noite se levantou e acordou as duas mulheres, as duas criadas e os onze filhos. Fez com que eles saíssem e atravessassem o rio Jordão, na passagem chamada Jaboque. Jacó ficou sozinho. E um Homem ficou lutando com ele até o amanhecer. 25 - Quando o Homem viu que não podia ganhar a luta, tocou na articulação da coxa de Jacó. Bastou isso para que ficasse destroncada a coxa de Jacó. 26 - Disse o Homem: "Deixe que eu vá embora, pois já é dia." Mas Jacó respondeu: "Não vou deixar que vá embora, enquanto não me abençoar." 27 - "Qual é o seu nome?", perguntou o Homem."Jacó", foi a resposta. 28 - "Não será mais!", disse o Homem."Você se chamará Israel - que significa 'Aquele que Luta com Deus'. Sim, porque você lutou com Deus e com homens, e venceu." 29 - "Qual é o seu nome?", perguntou Jacó."Você não deve perguntar pelo meu nome, " disse o Homem. E abençoou Jacó ali. 30 - Jacó deu aquele local o nome de Peniel, que quer dizer "O Rosto de Deus". Deu esse nome dizendo: "Eu vi Deus face a face, e não morri!" 31 - O sol ia nascendo quando Jacó se pôs a andar através de Peniel. E mancava, por causa da junta da coxa destroncada. 32 - Aí está a razão pela qual os israelitas até hoje não comem o nervo do quadril, que faz a articulação da coxa. Dos animais de que se alimentam, deixam de lado essa parte. Porque o Homem com quem lutou desarticulou a coxa de Jacó, tocando no nervo do quadril dele. CAPÍTULO 33 1 - DE LONGE JACÓ viu que Esaú vinha vindo ao encontro dele. Com Esaú vinham quatrocentos homens. Então Jacó fez com que os filhos dele ficassem com as mães. 2 - Organizou o grupo todo, colocando na frente as criadas com os filhos delas. Logo em seguida colocou Lia e os filhos dela. Por último, Raquel e José. 3 - Depois, ele mesmo foi na frente. Conforme foi chegando perto do irmão, Jacó se inclinou sete vezes diante dele. 4 - Mas Esaú correu e abraçou fortemente Jacó, e o beijou. E os dois se puseram a chorar. 5 - Dai Esaú viu as mulheres e as crianças, e perguntou: "Quem são estes aí?" "São os filhos que Deus bondosamente deu a este seu servidor, " respondeu Jacó. 6 - Nesse meio tempo, chegaram as criadas e seus filhos, e se inclinaram diante de Esaú. 7 - Chegaram também Lia e seus filhos, e se inclinaram. Finalmente chegaram Raquel e José, e se inclinaram. 8 - "Com que intenção você mandou esses rebanhos todos que encontrei?" perguntou Esaú. Jacó respondeu: "São presentes que lhe mandei, para que você me recebesse bem! " 9 - Disse Esaú: "Ora, eu tenho muitas riquezas, meu irmão. Guarde o que é seu." 10 - "Não, " respondeu Jacó."Queira aceitar o meu presente. Você não imagina o bem que me faz ver você me recebendo assim! Pois eu estava vindo ao seu encontro como se estivesse enfrentando o próprio Deus! 11 - "Por favor, aceite o presente que eu lhe trouxe. Pois Deus tem sido muito generoso para comigo. O que tenho é mais que suficiente para mim." E insistiu tanto, que Esaú acabou aceitando. 12 - "Bem, " disse Esaú."Vamos embora. Eu e os meus homens vamos junto com vocês." 13 e 14 - "Não convém, " disse Jacó."Você vê que as crianças que trago são pequenas. Além disso, tenho na caravana ovelhas e vacas de leite, com crias muito novas. Se tiverem que seguir marcha rápida, morrerão. Portanto, é melhor que você vá na frente. Nós iremos mais devagar, acompanhando o passo natural do gado, e o passo das crianças. Chegando em Seir, procuraremos você." 15 - "Está bem, " disse Esaú."Mas pelo menos permita que eu deixe alguns dos meus homens para ajudar a sua gente." "Não é preciso, " falou Jacó."O fato de você me receber bem já é o bastante para mim." 16 - Assim Esaú começou a viagem de volta para Seir. 17 - Enquanto isso, Jacó rumou para Sucote. Ali Jacó construiu alojamentos para ele e barracas para os animais. Por isso aquele lugar recebeu o nome de Sucote, que quer dizer "Barracas". 18 - Completando a viagem de volta de Padã-Harã, Jacó chegou são e salvo à cidade de Siquém, em Canaã. Chegando lá, Jacó acampou perto da cidade. 19 - Ele comprou o terreno em que montou o acampamento. Era propriedade da família de Hamor, pai de Siquém. Pagou cem peças de prata pelo terreno. 20 - Jacó construiu ali um altar, ao qual deu o nome de "El-Elohe-lsrael" - que significa" A Deus, o Deus de Israel". CAPÍTULO 34 1 - UM DIA, DINÁ filha de Lia, saiu para conhecer as moças da cidade. 2 - Quando Siquém, filho do rei heveu Hamor, viu Diná, forçou a moça e a humilhou. 3 - Mas ele ficou apaixonado por Diná, e procurou conquistar o afeto dela. 4 - Siquém disse a Hamor, pai dele: "Veja se me consegue a mão dessa moça. Quero casar com ela." 5 - Jacó ficou sabendo o que tinha acontecido com sua filha Diná. Os filhos dele não souberam, porque estavam cuidando do gado, no campo. Jacó ficou quieto sobre o assunto, até à volta dos filhos. 6 - Nesse intervalo, Hamor, o pai de Siquém, foi falar com Jacó. 7 - Quando Hamor estava lá, chegaram os filhos de Jacó. Ao saberem o que tinha acontecido, ficaram furiosos. O motivo da raiva deles era grave, porque Siquém tinha praticado uma loucura contra a família de Israel, violentando Diná. 8 - Disse Hamor: "Meu filho Siquém está de fato muito enamorado da moça. Ele quer casar com ela. Por favor, deixem que se casem. 9 e 10 - "Aliás vai ser bom que fiquemos aparentados. As suas filhas poderão casar com os filhos do meu povo. E as filhas do meu povo poderão casar com os seus filhos. Moraremos juntos. Nossa cidade está à disposição de vocês. Podem se estabelecer aqui, negociar e adquirir propriedades." 11 e 12 - O próprio Siquém falou ao pai e aos irmãos de Diná."Peço que sejam bondosos para comigo, " disse ele. Deixem que eu case com a moça. Estou disposto a pagar com o dote que vocês quiserem. Só peço que me concedam Diná em casamento! " 13, 14, 15, 16 e I7 - Os irmãos de Diná responderam com traição a Hamor e a Siquém, por causa do mal que o rapaz tinha praticado. Disseram: "Não é possível isso. Vocês são incircuncisos. Seria uma vergonha para ela e para nós, casar com um homem não circuncidado. Só com uma condição podemos permitir o casamento. É que todos os homens do seu povo sejam circuncidados. Assim ficarão como nós. Dai sim, poderemos dar nossas filhas a vocês em casamento, poderemos casar com suas filhas, e viveremos juntos como um só povo. Se não concordarem, levaremos Diná e iremos embora daqui." 18 - Hamor e Siquém gostaram da idéia. 19 - Siquém tratou de levar logo adiante o plano, porque ele estava muito apaixonado pela filha de Jacó. Seria fácil convencer o povo, porque Siquém era o mais respeitado membro da família real. 20 - Hamor e Siquém convocaram os cidadãos para uma assembléia no lugar de costume - à porta da cidade. 21 - "Aqueles homens são nossos amigos, " disseram eles."É bom que eles morem em nossa terra e façam aqui os seus negócios. Nosso território é grande. Não será problema o sustento deles. As filhas deles poderão casar com os nossos filhos, e as nossas filhas com os filhos deles. 22 - "Eles só impõem uma condição para conviverem conosco. E é que todos os homens da nossa cidade sejam circuncidados, como eles são. 23 - "Mas, pensem nisto: se concordarmos, tudo o que eles têm será nosso. Tratemos de concordar com eles, e se estabelecerão aqui." 24 - Os cidadãos concordaram. Começando por Hamor e Siquém, todos os homens foram circuncidados. 25 - Mas três dias depois, quando as feridas da operação estavam mais doloridas, aconteceu o que não esperavam. Dois dos irmãos de Diná - Simeão e Levi - tomaram espadas, entraram na cidade e mataram todos os homens! 26 - Hamor e Siquém também foram mortos. Os dois irmãos tiraram Diná da casa de Siquém e foram embora com ela. 27 - Depois todos os filhos de Jacó saquearam a cidade - porque a irmã deles tinha sido violentada. 28 - Levaram com eles os rebanhos, as boiadas, as tropas de jumentos. Levaram tudo que encontraram dentro da cidade e nos campos ao redor. 29 - Não levaram só os bens, mas também as crianças e as mulheres como prisioneiras. Não deixaram nada! 30 - Então disse Jacó a Simeão e Levi: "Quanta aflição vocês me causaram! Agora vou ser odiado pelos que moram nesta terra - pelos cananeus e ferezeus. Somos muito poucos. Será fácil para eles acabar conosco de uma vez! Eu e a minha família seremos destruídos!" 31 - "Ora'', responderam."E devíamos deixar que ele tratasse nossa irmã como se ela fosse uma prostituta?!" CAPÍTULO 35 1 - "MUDE PARA BETEL e fixe residência lá, " disse Deus a Jacó."Chegando lá, faça um altar. É para prestar culto ao Deus que lhe apareceu quando você estava fugindo do seu irmão Esaú." 2 - Jacó mandou toda a gente dele destruir os ídolos que ainda conservava. Mandou que todos se lavassem e vestissem roupas limpas. 3 - "Pois vamos para Betel, " disse ele."Lá vamos construir um altar ao Deus que atendeu às minhas orações no dia do meu sofrimento. Sim, ao Deus que esteve comigo em todo o caminho por onde andei." 4 - Eles obedeceram. Deram a Jacó todos os ídolos e os brincos que tinham. Jacó enterrou tudo aquilo debaixo do pé de carvalho que fica perto de Siquém. 5 - Então partiram. E o terror de Deus dominou todas as cidades perto das quais passaram, e ninguém atacou a caravana de Israel. 6 - Jacó e sua gente chegaram sãos e salvos em Luz - também chamada Betel cidade situada no território de Canaã. 7 - Jacó construiu ali um altar. Deu ao altar o nome de El-Betel, que significa "Deus de Betel". Porque foi em Betel que Deus apareceu a Jacó, quando estava fugindo de Esaú. 8 - Depois destes acontecimentos, morreu Débora, a ama de Rebeca. Foi enterrada debaixo de um pé de carvalho, perto de Betel. Essa árvore se chama AlomBacute, que quer dizer "Carvalho das Lágrimas". 9 - Tendo voltado de Padã-Arã, Deus apareceu de novo a Jacó e o abençoou. 10 - Disse Deus a ele: "Você não se chamará mais Jacó - isto é, "Suplantador". O seu nome será Israel - que quer dizer, “Aquele que luta com Deus”. 11 e 12 - "Eu sou o Deus Todo-poderoso, " disse o Senhor."Farei com que você tenha muitos descendentes que hão de se multiplicar muito, formando uma grande nação. Mais que isso: os seus descendentes darão muitas nações e muitos reis. E passarei para você, e depois para os seus descendentes, a terra que dei a Abraão e a Isaque." 13 - Acabando de falar estas palavras, Deus se retirou do lugar em que tinha falado com Jacó. 14 e 15 - Jacó fez um pilar de pedra no lugar onde Deus tinha falado com ele. Depois derramou vinho e azeite de oliveira no pilar. E deu ao lugar o nome de Betel - ou seja, "Casa de Deus". 16 - Jacó e a família saíram de Betel e foram a Efrata - que é Belém. Quando faltava pouco para chegarem, Raquel deu à luz um filho. Sofreu muito durante o nascimento dele. 17 - A parteira procurou animar Raquel, dizendo: "Coragem! Nasceu o menino!" 18 - Raquel estava morrendo, mas conseguiu dar nome ao filho. E o nome que lhe deu foi Benoni, que significa "Filho da minha tristeza". Em seguida, saiu a alma de Raquel. Jacó deu ao menino o nome de Benjamim, que quer dizer "Filho da minha mão direita". 19 - Assim morreu Raquel. Foi enterrada ao lado da estrada de Efrata - também chamada Belém. 20 - Jacó fez um monumento de pedras sobre o túmulo de Raquel. E lá está até hoje. 21 - Feito isso, Israel continuou viagem, e acampou para lá da torre de Éder. 22 - Enquanto estava morando ali, Rúben se deitou com Bila, concubina do pai dele. E Israel ficou sabendo disso. Esta é a lista dos nomes dos doze filhos de Jacó: 23 - Filhos de Lia: Rúben, o filho mais velho de Jacó, Simeão, Levi, Judá, Issacar e Zebulom. 24 - Filhos de Raquel: José e Benjamin. 25 - Filhos de Bila, criada de Raquel: Dã e Naftali. 26 - Filhos de Zilpa, criada de Lia: Gade e Aser. Estes são os filhos de Jacó, nascidos em Padã-Arã. ' 27 - Finalmente Jacó chegou à casa de seu pai Isaque, em Manre, distrito de Quiriate-Arba - atual Hebrom. Abraão também tinha morado lá. 28 e 29 - Não demorou e Isaque morreu. Alcançou a bela idade de 180 anos! Isaque morreu e foi reunido ao povo dele. Esaú e Jacó fizeram o enterro do pai. CAPÍTULO 36 1, 2 e 3 - ESTA É A LISTA dos descendentes de Esaú - também chamado Edom. Ele casou com três mulheres em Canaã. Uma delas foi Ada, filha do heveu Bom, Outra foi Oolibama, filha de Aná e neta do heveu Zibeão, e a terceira foi sua prima Basemate, filha de Ismael, irmã de Nebaiote. 4 - Esaú e Ada tiveram um filho chamado Elifaz. Esaú e Basemate tiveram um filho chamado Reuel. 5 - Esaú e Oolibama tiveram filhos chamados Jeús, Jalão e Coré. Todos estes filhos de Esaú nasceram em Canaã. 6, 7 e 8 - Esaú reuniu as mulheres, os filhos, as filhas, toda a gente a seu serviço, o gado, o rebanho - tudo o que tinha – e mudou de Canaã. Mudou para outra terra, porque era tanto o gado dele e o de Jacó, que a terra não dava. Esaú passou a morar no monte Seir. 9 - Estes são os nomes dos edumeus, descendentes de Esaú, moradores do monte Seir: 10, 11, 12 e 13 - Descendentes de Ada, nascidos a Elifaz, filho dela: Temã, Ornar, Zefõ, Gaetã, Quenaz e Amaleque. Amaleque é filho de Elifaz e sua concubina Timna. Descendentes de Basemate, nascidos a Reuel, filho dela: Naate, Zerã, Samã e Mizã. 14 - É bom lembrar que Esaú e Oolibama tiveram estes filhos: Jeús, Jalão e Coré. 15 e 16 - Esses netos e filhos de Esaú vieram a ser chefes de grupos de famílias. São eles, pois, os grupos de famílias de Temã, de Ornar, de Zefô, de Quenaz, de Coré, de Gaetã e de Amaleque. Todos os grupos de famílias dessa lista são descendentes de Elifaz, o filho mais velho de Esaú e da Ada. 17 - Agora vem a lista dos grupos de famílias descendentes de Reuel, filho de Esaú e de Basemate quando moravam em Canaã. São os grupos de famílias de Naate, de Zerã, de Samã e de Mizá. 18 - Os seguintes grupos de famílias são chamados pelos nomes dos filhos de Esaú e de Oolibama, filha de Aná. São os grupos de famílias de Jeús, de Jalão e de Coré. 19 - Aí estão, pois, os filhos e netos de Esaú, chefes dos grupos de famílias dos edumeus. Esaú e Edom são a mesma pessoa. 20 e 21 - Uma das famílias naturais da terra de Seir foi a do homem que deu nome ao território - Seir, o horeu. Aqui vão os nomes das tribos que descenderam de Seir: a tribo de Lotã, a tribo de Sobal, a tribo de Zibeão, a tribo de Aná, a tribo de Disom, a tribo de Eser e a tribo de Disã. 22 - Os filhos de Lotã - filho de Seir são Hori e Homã. Lotã tinha uma irmã chamada Timna. 23 - Filhos de Sobal: Alvã, Manaate, Ebal, Sefô e Onã. 24 - Filhos de Zibeão: Aiá e Aná. Foi Aná que descobriu, as fontes de águas quentes em pleno deserto. Fez a descoberta quando estava pastoreando os jumentos do pai dele. 25 - Filhos de Aná: Disom e Oolibama - filha. 26 - Filhos de Disom: Hendã, Esbã, Itrã e Querã. 27 - Filhos de Eser: Bilã, Zaavã e Acã. 28 - Filhos de Disã: Uz e Arã. 29, 30 - Aí estão, pois, os nomes dos chefes das tribos dos horeus: Lotã, Sobal, Zibeão, Aná, Disom, Eser e Disã. Cada tribo teve seu território próprio na terra de Seir. 31, 32, 33, 34, 35, 36, 37, 38 e 39 - Vem agora a lista dos reis de Edom. Eles reinaram antes de Israel ter tido o seu primeiro rei. Por ordem de sucessão - sucessão acontecida depois da morte de cada um deles - são: o rei Belá, filho de Beor, da cidade de Dinabá, em Edom. O rei Jobabe, filho de Zerá, da cidade de Bozra. O rei Husão, da terra dos temanitas. O rei Hadade, filho de Bedade, da cidade de Avite. Foi Hadade que comandou as forças que derrotaram os midianitas, quando invadiram o território de Moabe. O rei Samlá, da cidade de Masreca. O rei Saul, da cidade de Reobote, à margem do rio Eufrates. O rei Baal-Hanã, filho de Acbor. E o rei Hadar, da cidade de Pau. A mulher de Hadar era Meetabel, filha de Matrede e neta de Mezaabe. 40, 41, 42 e 43 - Aqui está a lista das tribos menores - ou grupos de famílias - descendentes de Esaú. Viviam nas cidades que levavam os nomes delas. São os grupos de famílias de Timna, de Alva, de Jetete, de Oolibama, de Elá, de Pinom, de Quenaz, de Temã, de Mibzar, de Magdiel e de Irã. São estes, pois, os grupos de famílias - ou tribos menores - descendentes de Edom. Cada um dava o seu nome ao território que ocupava. Todos os membros desses grupos eram edumeus, ou seja, descendentes de Esaú. CAPÍTULO 37 1 - ASSIM JACÓ tornou a fixar residência na terra de Canaã, onde o pai dele tinha morado. 2 - Veja agora as coisas que aconteceram a Jacó: José estava com dezessete anos. O trabalho dele era pastorear os rebanhos com os irmãos dele. Como era muito jovem, ia junto com os filhos de Bila e de Zilpa, mulheres de Jacó. Quando voltava do campo, José contava ao pai as coisas más que eles faziam. 3 - Ora, José era o filho preferido de Israel, porque nasceu quando o pai já era muito idoso. Certo dia José ganhou do pai um fino traje, com belos bordados. 4 - Os irmãos ficaram odiando José, porque notaram que Jacó dedicava mais amor a ele. Já não conseguiam falar amigavelmente com José. 5 - Uma noite José teve um sonho, que contou aos irmãos. Eles ficaram com mais raiva dele ainda. 6 - Nas palavras de José, o sonho foi assim: 7 - "Vejam só!, Sonhei que nós estávamos colhendo trigo. Quando estávamos amarrando os feixes, o meu feixe ficou parado em pé. E não foi só isso. Os seus feixes rodearam o meu e se inclinaram diante dele!" 8 - Os irmãos responderam: "Você está querendo dizer que vai ser nosso rei? ou que vai mandar em nós?" Esse foi um dos estranhos sonhos de José. Os irmãos foram ficando cada vez com mais ódio dele, por causa dos sonhos e das palavras dele. 9 - José contou aos irmãos outro sonho que teve. Disse ele: "Sabem? Sonhei que o sol, a lua e onze estrelas se inclinaram diante de mim." 10 - O pai estava junto e ouviu o sonho. Repreendeu José por isso, dizendo: "Ora, que significa isso? Que sonho é esse? Então você acha que eu, a sua mãe e os seus Irmãos vamos ter de nos Inclinar na sua frente?!" 11 - Os irmãos ficaram com inveja de José. Jacó não esqueceu esse acontecimento. Guardou o caso no coração, e ficava meditando nele. 12 - Um dia os irmãos de José levaram o rebanho do pai a Siquém, para dar pasto aos animais. 13 e 14 - Enquanto estavam por lá, Israel chamou José e disse: "Os seus irmãos estão em Siquém, dando pasto ao rebanho. Vã lã ver como estão eles e o rebanho. Depois venha cá me dar as notícias de como vão." José obedeceu e partiu do vale de Hebrom para Siquém. 15 - Quando estava procurando os irmãos pelos campos, um homem apareceu por ali."Que é que você está procurando?" perguntou ele a José. 16 - "Procuro meus irmãos e o rebanho que estão pastoreando, respondeu José."Você sabe onde eles estão?" 17 - "Sei, " disse o homem."Já não estão aqui. Ouvi quando falavam que iam para Dotã." José foi para lá e encontrou os irmãos. 18 - Mas quando ia chegando perto de onde estavam, eles viram que vinha vindo e decidiram acabar com ele! 19 e 20 - "Lá vem o sonhador!" exclamaram."Vamos dar cabo dele e deixar o corpo num desses poços. Depois diremos ao pai que José foi morto por, um animal selvagem. Então veremos em que vão dar os sonhos dele!" 21 e 22 - Quando Rúben ouviu o plano dos irmãos, pensou num modo de salvar a vida de José: Disse ele: "Não vamos matar nosso irmão com nossas próprias mãos! Olhem. Vamos colocar o rapaz neste poço seco." Rúben disse isso com a intenção de libertar José mais tarde. 23 e 24 - Quando José chegou, os irmãos tiraram a capa colorida dele, e lançaram o moço no poço seco. 25 - Mais tarde, quando estavam jantando, viram de longe uma caravana de ismaelitas. Ela vinha de Gileade e ia para o Egito. Os camelos estavam carregados de perfumes, temperos finos e goma. 26 e 27 - "Vejam!" disse Judá."Que vantagem teremos em matar o nosso irmão? Além de ficarmos com a culpa, não teremos lucro nenhum. Tratemos de vender José aqueles ismaelitas." Os irmãos concordaram. 28 - Assim, quando os negociantes passaram por ali, José foi vendido a eles por seus próprios irmãos! Vinte moedas de prata foi o preço. Feito o negócio, os israelitas continuaram a viagem para o Egito, levando José com eles. 29 - Rúben não estava junto com os irmãos quando os ismaelitas passaram. Mais tarde ele voltou lá para tirar José do poço. Quando viu que o rapaz não estava mais no poço, rasgou as roupas, cheio de aflição! 30 - "José desapareceu! E para onde vou eu agora?!" disse ele. 31 - Então os irmãos mataram um bode, e molharam o traje de José no sangue do animal. 32 - Depois mandaram a roupa cheia de sangue ao pai, com este recado: "Achamos isto no campo. Veja se é o traje de José ou não." 33 - Jacó reconheceu logo o traje."Sim, " disse ele."É do meu filho. Vai ver que um animal feroz devorou o pobre José! Decerto ele foi despedaçado!" 34 - E Jacó rasgou as roupas, e se vestiu com pano grosseiro, chorando por muitos dias o filho morto. 35 - Todos os membros da família tentaram consolar Jacó, mas em vão. Ele não aceitou as palavras de consolo."Vou chorar a morte do meu filho até morrer, " disse ele. E continuou lamentando muito a perda de José. 36 - Enquanto isso, chegando ao Egito, os negociantes de Midiã venderam José a Potifar, oficial do Faraó - rei do Egito. Potifar era o comandante da guarda real. CAPÍTULO 38 1 - POR ESSE tempo, Judá saiu de casa, mudando para Adulã. Lá ficou morando na casa de um homem chamado Rira. 2 - Logo ficou conhecendo a filha do cananeu Sua. Casou com ela. 3, 4 e 5 - O casal teve três filhos: Er, Onã e Selá. Quando nasceu Selá, a família estava morando em Quezibe. O nome de Er foi escolhido pelo pai, e os outros dois, pela mãe. 6 e 7 - Quando Er, o filho mais velho, cresceu, Judá arranjou casamento para ele com uma jovem chamada Tamar. Como, porém, Er levava uma vida perversa aos olhos do Senhor, o Senhor mesmo o matou. 8 - Então Judá disse a Onã, irmão de Er: "Case com Tamar, conforme" as nossas leis. Assim, os filhos que você e ela tiverem serão herdeiros e sucessores de Er". 9 - Onã, porém, não queria ter filhos que não tivessem o nome dele. Por isso, cada vez que se deitava com Tamar, não completava a relação. Deixava cair no chão ou na cama o líquido seminal. Fazia isso para não dar descendentes ao finado irmão dele. 10 - Deus reprovou essa atitude, e matou Onã também. 11 - Disse Judá ã sua nora Tamar que não se casasse com ninguém."Vá para a casa dos seus pais, e espere que Selá, meu filho, cresça", disse ele."Então ele se casará com você." Mas a intenção de Judá era evitar que acontecesse com o caçula o que tinha acontecido com os dois irmãos dele. Tamar voltou, pois, para a casa dos pais dela. 12 e 13 - Passou o tempo, e a mulher de Judá morreu. Depois que terminou o período costumeiro de luto, Judá viajou. Ele e seu amigo Rira, o adulamita, foram a Timna, para tosquiar as ovelhas. Alguém contou a Tamar: "Sabe? O seu sogro vai a Timna, para tosquiar ovelhas." 14 - Tamar andava desanimada, porque Selá já era homem, e nem ele nem o pai dele falavam em casamento. Então ela trocou de roupa, deixando de se vestir como viúva. Cobriu o rosto com um véu e se disfarçou bem. Depois ficou sentada ã beira da estrada de Timna, perto da entrada da cidade de Enaim. Quem ia para Tinma passava por ali. 15 - Quando Judá chegou naquele ponto, viu a mulher, e pensou que fosse uma prostituta - porque ela estava com o rosto coberto pelo véu. 16 - Judá propôs a Tamar que passasse a noite com ele. Não sabia que era a nora dele."Quanto você me pagará?'' Perguntou ela. 17 - "Mandarei a você um cabrito do meu rebanho, " respondeu ele."Que garantia me dá de que mandará o pagamento?", perguntou Tamar. 18 - "Bem, que você quer como garantia?" indagou ele."Quero o seu selo de identificação com o cordão, e o seu cajado, " respondeu ela. Ele deu a ela essas coisas, e os dois dormiram juntos. O resultado foi que ela ficou grávida. 19 - Passadas estas coisas, Tamar voltou a se vestir como viúva. 20 - Judá encarregou o amigo adulamita de entregar àquela mulher o cabrito prometido. Também encarregou Hira de conseguir de volta as coisas que tinha deixado com ela como garantia. Mas ele não encontrou a mulher. 21 - Perguntou aos homens daquele lugar: "Onde posso encontrar aquela prostituta que ficava se oferecendo à beira da estrada, perto de Enaim?" "Nunca vimos qualquer prostituta ali, " respondiam todos. 22 - Voltando para Timna, Hira disse a Judá que não tinha achado a mulher, e lhe contou o que os homens do lugar tinham dito. 23 - "Pois bem, que ela fique com as minhas coisas, " disse Judá."Fizemos o que podíamos. Se insistirmos nisso, só vão rir de nós." 24 - Quase três meses mais tarde, contaram a Judá que Tamar, a nora dele, devia ter caído em adultério, porque estava grávida."Tragam Tamar para fora, para que morra queimada, " gritou Judá. 25 - Quando estavam fazendo isso, ela mandou um recado ao sogro. O recado dizia: "O dono deste selo, deste cordão e deste cajado, é o responsável por minha gravidez. Você reconhece essas coisas?" 26 - Judá admitiu que eram dele, e disse: "Ela é mais correta do que eu. Sim, por que não cumpri minha promessa de fazer o casamento dela com meu filho Selá." Nunca mais Judá se deitou com Tamar. 27 e 28 - Chegou o tempo do nascimento. Nasceram gêmeos. Quando apareceu a mão de um dos bebês, a parteira amarrou Um barbante vermelho no pulso dele, para marcar quem nasceu primeiro. 29 - Mas o bebê recolheu a mão, e o outro acabou nascendo primeiro."Como foi que você conseguiu sair?!" exclamou ela. Por essa razão deram a ele o nome de Perez, que quer dizer "Brecha". 30 - Logo depois nasceu o outro - o que estava com o barbante no pulso. Deram a ele o nome de Zera, que quer dizer "Luz Nascente". CAPÍTULO 39 1 - QUANDO JOSÉ foi levado para o Egito, foi vendido pelos ismaelitas a Potifar, oficial do Faraó, rei do Egito. Potifar era o comandante da guarda. 2 - O Senhor abençoou José, de modo que tinha sucesso em tudo o que fazia, ao prestar serviços na casa do seu dono Potifar. 3 - Potifar notou isso. Entendeu que o Senhor estava com José de maneira muito especial, dando bons resultados a tudo quanto fazia. 4 - Assim José foi favorecido por ele. Pouco tempo depois, já estava na posição de administrador da casa de Potifar, o egípcio, e de todos os bens que ele tinha. 5 - Desde a hora em que José foi nomeado administrador, Deus abençoou Potifar por amor a José. E tudo foi correndo bem, tanto nos negócios da casa como nas plantações e rebanhos. 6 - Potifar passou a confiar tanto em José, que deixou tudo por conta dele. A tal ponto, que Potifar não tomava conhecimento de nada. A única coisa que resolvia pessoalmente, era o que levaria à boca para comer! Tudo mais José dirigia e resolvia! José era também um belo rapaz. 7 - Passado algum tempo, a mulher de Potifar começou a olhar José com interesse carnal. Chegou mesmo a propor a ele que se deitasse com ela! 8 e 9 - Mas José não caiu na tentação. Disse à mulher: "O meu senhor confiou a mim tudo o que é dele. Ele nem sabe o que existe na casa, porque deixou comigo a responsabilidade total. Tanto assim que ele não é mais do que eu nesta casa. E não me proibiu coisa alguma! É claro que a única coisa que não posso tocar é você, pois é mulher dele. Como poderia fazer essa maldade? Seria um grande pecado contra Deus!" 10 - A mulher não desistiu. Todos os dias falava com José, querendo a companhia dele. 11 e 12 - Um dia José foi até à casa para cuidar de uns negócios. A mulher estava sozinha. Ninguém estava por perto. Então ela segurou José pela roupa, dizendo: "Venha deitar comigo!" Mas José fugiu para fora da casa, e a roupa dele ficou nas mãos da mulher. 13, 14 e 15 - Quando a mulher viu que ele tinha fugido, e que estava com uma peça de roupa dele, pôs-se a gritar. Os outros homens que trabalhavam na casa chegaram, atendendo aos gritos dela. Disse a mulher: "Vejam só! O meu marido trouxe para casa esse hebreu, só para ofender a gente! Pois não é que ele quis me forçar a dormir com ele?! Mas eu gritei o mais alto que pude. Quando ele viu que eu gritava sem parar, fugiu, esquecendo a roupa dele aqui." 16 - Ela guardou a roupa de José, até quando Potifar voltou para casa. 17 e 18 - Então contou ao marido a mesma história. Disse ela: "Esse escravo hebreu que você trouxe para casa, veio me ofender. Mas como eu gritei, ele fugiu para fora, deixando a roupa dele ao meu lado." 19 e 20 - Ouvindo isso, Potifar ficou furioso. Mandou prender José na cadeia usada para os prisioneiros do rei. 21 - Mas o Senhor estava com José, e derramou Sua bondade sobre ele. O Senhor fez com que o carcereiro simpatizasse com José. 22 - Assim, o carcereiro encarregou José de cuidar de todos os presos que estavam naquela prisão. E José fazia tudo o que era preciso fazer ali. 23 - O carcereiro deixou de ter preocupação com o que acontecia na cadeia, porque José cuidava de tudo. O Senhor estava com ele. Por isso, tudo o que fazia dava certo, e as coisas corriam bem. CAPÍTULO 40 1 - ALGUM TEMPO depois, o chefe dos garçons e o padeiro-chefe do palácio real ofenderam o rei do Egito. 2 - Foram parar na cadeia, por isso. 3 - Faraó mandou prender os dois na casa do comandante da guarda. Quer dizer que ficaram na mesma prisão onde estava José. 4 - Ficaram lá presos por algum tempo. O comandante da guarda encarregou José de cuidar deles. 5 - Aconteceu que, certa noite, os dois prisioneiros sonharam. O chefe dos garçons e o chefe dos padeiros perceberam que cada sonho tinha um sentido diferente. Eram sonhos que precisavam de interpretação. 6 e 7 - Na manhã do dia seguinte, José notou que eles estavam preocupados."Que aconteceu?" perguntou José."Por que vocês estão tristes?" 8 - Eles responderam: "Nós dois tivemos sonhos essa noite, mas ninguém aqui é capaz de dizer o que eles significam." "Ora, interpretar sonhos é coisa que pertence a Deus, " disse José."Que foi que vocês sonharam?" 9, 10 e 11 - O chefe dos garçons contou a José o sonho que tinha tido. Disse ele: "Sonhei que na minha frente estava um pé de uvas, com três galhos. E vi que a planta estava produzindo flores e frutas. Os cachos já davam uvas maduras. O copo do rei estava comigo. Então espremi as uvas no copo e o entreguei nas próprias mãos do Faraó." 12 e 13 - "Eu sei o sentido do sonho, " disse José."Os três galhos simbolizam três dias. Dentro de três dias, Faraó vai mandar soltar você. E você tornará a trabalhar como chefe dos garçons do palácio. 14 e 15 - "Agora, escute. Quando sair daqui, faça o favor de falar bem de mim ao rei, para que me mande soltar. Porque o certo é que fui seqüestrado e trazido para longe do povo hebreu - ao qual pertenço. E não fiz nada para merecer esta prisão." 16 e 17 - O chefe dos padeiros ficou entusiasmado, quando ouviu a boa interpretação. Por isso contou o sonho dele a José."No meu sonho, " disse ele, "vi três cestas de pão branco empilhados em cima da minha cabeça. A cesta de cima estava cheia daquelas coisas gostosas que o rei costuma comer. Mas as aves vieram e comeram tudo." 18 e 19 - "As três cestas significam três dias, " disse José."Dentro de três dias Faraó vai mandar cortar a sua cabeça. Depois vai mandar pendurar você num poste, e as aves vão comer a sua carne!" 20 - Três dias depois se comemorava o aniversário do nascimento de Faraó. Ele deu uma grande festa a todos os oficiais e a todo o pessoal de serviço no palácio. No meio da festa, o rei declarou que perdoava o chefe dos garçons, e condenou à morte o chefe dos padeiros. 21 - Assim o chefe dos garçons voltou ao seu trabalho, voltou a servir pessoalmente a Faraó. 22 - Mas o chefe dos padeiros foi morto no alto de um poste - como José tinha dito. 23 - Entretanto, o chefe dos garçons esqueceu José depressa. Não pensou mais nele! CAPÍTULO 41 1 - DEPOIS DE DOIS anos completos, Faraó teve um sonho. No sonho ele se viu de pé, na margem do rio Nilo. 2 - E viu sair das águas sete lindas vacas gordas. E elas ficaram pastando no capinzal. 3 e 4 - Viu também sete vacas feias e magras saindo do rio. Foram atrás das gordas e ficaram paradas perto delas, na beira do rio. Depois as vacas magras comeram as gordas! Nesse ponto, Faraó acordou. 5 e 6 - Depois dormiu de novo e teve outro sonho. Sonhou que num só talo nasciam sete espigas cheias e boas. E em seguida nasceram mais sete espigas no mesmo talo, Mas estas não eram bem desenvolvidas, e estavam queimadas pelo vento leste. 7 - E as espigas feias devoraram as espigas boas. Nisso Faraó acordou, e viu que não passava de um sonho. 8 - De manhã Faraó ficou preocupado com os sonhos que tinha tido. Mandou chamar todos os mágicos e todos os sábios do Egito. Contou a eles os sonhos, mas ninguém pôde dizer o sentido deles. 9 - Só então o chefe dos garçons se lembrou de falar de José a Faraó. Disse ele: "Lembro agora o meu pecado! 10 - "Já faz tempo, Vossa Majestade ficou irritado comigo e com um colega meu de serviço, o chefe dos padeiros. Nós dois ficamos presos na cadeia da casa do comandante da guarda. 11 - "Uma noite, nós dois sonhamos, e contamos os nossos sonhos a um jovem hebreu escravo do chefe da guarda que estava lá, e ele interpretou os dois. 13 - "Pois bem, aconteceu tudo o que ele disse! Eu voltei para para o meu cargo, e o outro foi enforcado - como aquele moço tinha dito. 14 - Faraó mandou buscar José. Foram logo tirar o preso da cela. José fez a barba, trocou de roupa, e se apresentou a Faraó. 15 - Disse o rei: "Tive um sonho, e ninguém consegue dizer o que significa. Ouvi dizer que você é capaz de interpretar sonhos." 16 - "Eu mesmo não posso fazer isso, " disse José."Mas Deus dirá ao rei o sentido do sonho." 17, 18, 19, 20 e 21 - Então Faraó contou o sonho a José."Sonhei que estava de pé, na beira do rio Nilo. De repente vi que sete vacas belas e gordas saíram do rio e ficaram pastando no capinzal da margem. Logo depois saíram outras vacas - mas estas eram fracas, feias e magras. Nunca vi outras vacas tão feias como essas, em todo o território do Egito! E as vacas magras comeram as gordas! E para meu espanto, notei que as vacas continuaram magras, depois de terem comido as outras! Então acordei. 22, 23 e 24 - "Mas a coisa não parou aí, " disse o Faraó."Tornei a dormir e tive outro sonho. Sonhei que de um só talo saíam sete espigas boas e cheias de grãos. Depois nasceram no mesmo talo sete espigas feias, secas, queimadas pelo vento leste. Aconteceu que as sete espigas feias devoraram as sete espigas boas. Contei os sonhos aos mágicos, mas ninguém foi capaz de dizer o sentido deles." 25 - "Os dois sonhos são um só, " disse José."Pelo sonho Deus quis contar a Faraó o que Ele vai fazer. 26 e 27 - "As sete vacas boas simbolizam sete anos. A mesma coisa as espigas boas, porque o sonho é só um. Também as sete vacas magras que apareceram depois das vacas gordas simbolizam sete anos de fome. As espigas feias que apareceram depois das espigas, boas simbolizam também sete anos de miséria. 28 - "Justamente o que acabo de dizer a Faraó é o que Deus vai fazer, e revelou ao rei. 29, 30 e 31 - "Vamos ter de agora em diante sete anos de muita fartura em todo o território egípcio. Depois vamos ter sete anos de fome. A miséria será tanta que ninguém vai nem lembrar a fartura anterior. E a terra ficará morta e sem frutos. A crise será terrível, e a miséria será grande demais! 32 - "O sonho foi duplo para mostrar que essas coisas foram determinadas por Deus, e que Ele vai fazer isso logo. 33, 34, 35 e 36 – “Agora dou, esta sugestão a Faraó: "Faraó deve escolher um homem sensato e inteligente. Ele deverá ter autoridade sobre o país inteiro. O rei deve nomear também administradores em todas as regiões da nação. Os administradores cobrarão o imposto especial de um quinto de toda a produção, durante os sete anos de fartura. Toda a mercadoria recebida será guardada em armazéns e depósitos - como propriedade do rei, Assim o povo poderá ser sustentado com as provisões de Faraó, durante os sete anos de fome que virão. E a nação sobreviverá à crise." 37 - Faraó e os seus oficiais gostaram do conselho dado por José. 38 - Mostrando sua apreciação, Faraó disse aos oficiais: "Onde poderíamos achar outro homem como este? Logo se vê que o Espírito de Deus está nele!" 39 - Depois o rei disse a José: "Como Deus fez você ficar sabendo tudo isto, é claro que não existe ninguém que seja tão sensato e inteligente como você. 40 e 41 - "Por isso, você será o administrador da minha casa e do meu povo. Todo o meu povo obedecerá as suas ordens, como se você fosse eu mesmo. Só no trono real eu serei maior do que você. Digo e repito: Dou autoridade a você sobre todo o território do Egito." 42 e 43 - E para demonstrar bem isso, Faraó passou das palavras à ação. Tirou do dedo o anel com o timbre do selo real e pôs o anel no dedo de José. Mandou dar a ele finas roupas de linho, e colocou no pescoço dele um colar de ouro - como era costume entre os homens poderosos daquele tempo. Faraó saiu com o séqüito real, e fez com que José ocupasse a segunda carruagem: primeiro o rei e logo depois José! Além disso, o rei mandou gente na- frente, gritando, a todos: "Prestem homenagem a José! Fiquem inclinados diante dele!" Foi desse jeito que Faraó deu posse a José, como autoridade superior sobre toda a nação! 44 - Quando parecia que não restava mais nada a Faraó fazer, ele disse a José: "Eu sou Faraó., Mas ninguém vai mover a mão ou o pé sem a sua ordem. Quer dizer que, em todo o Egito, ninguém poderá tomar nenhuma iniciativa sem a sua expressa autorização." 45 - Faraó deu a José o título de Zafenate-Panéia, que quer dizer "Aquele que sustenta a vida" - título apropriado para o Administrador Geral da nação. E para completar as honrarias, Faraó deu Azenate em casamento a José. Ela era filha de Potífera, sacerdote de Om. José não perdeu tempo: tratou de percorrer logo todo o território do Egito. 46 - Nessa ocasião ele estava com trinta anos de idade. 47 - Começaram os sete anos de fartura, e a terra teve enorme produção. 48 - José foi juntando todo o mantimento que pôde, em todo o território do Egito. Isso durante os sete anos. O mantimento foi guardado nas cidades egípcias, tirado dos campos em derredor. José fez com que em cada cidade fossem armazenadas as produções das lavouras que ficavam perto dela. 49 - Assim, foi enorme a quantidade de mantimento que José conseguiu armazenar. Como a areia do mar! Foi tanto mantimento, que já não podiam contar! Foi além de todas as medidas! 50 - Antes de chegar o período de fome, Azenate, mulher de José, teve dois filhos. 51 - Ao primeiro José, deu o nome de Manassés, que quer dizer "Que Faz Esquecer". Ao dar esse nome, José disse: "Deus fez com que eu esquecesse a casa do meu pai, e todos os sofrimentos que tive." 52 - Ao segundo filho José deu o nome de Efraim, que quer dizer "Fruto em Dobro". Disse José na ocasião: "Deus me fez progredir na terra onde passei por aflições." 53 e 54 - Depois dos sete anos de fartura no Egito, começaram os sete anos de fome, como José tinha dito. Aconteceu, pois, que todos os países tiveram grande miséria. Só no Egito o povo tinha com que se alimentar. 55 - Porque, quando o povo egípcio começou a passar necessidades, clamou a Faraó. E a todos os egípcios que pediam socorro a Faraó, ele dizia: "Procurem José, e façam o que ele disser." 56 - Atendendo à crise geral, José mandou abrir todos os depósitos e começou a vender mantimento aos egípcios. 57 - Além disso, gente dos outros países vinha ao Egito e comprova provisões de José. Porque não foi só no Egito, nem só por perto do Egito, que a fome dominou. A fome dominou o mundo inteiro! CAPÍTULO 42 1 - JACÓ FICOU sabendo que no Egito não havia falta de mantimento. Então disse aos filhos dele: "Vocês acham que adianta ficar olhando uns para os outros, sem fazer nada? 2 - "Ouvi dizer, " continuou Jacó, "que o Egito tem cereais armazenados. Vão lá comprar mantimento, se não, acabaremos morrendo de fome." 3 - Dez irmãos de José foram comprar cereal no Egito. 4 - Jacó não deixou ir Benjamim, o filho menor, irmão de José por parte de pai e de mãe. Jacó reteve Benjamim, dizendo: "Convém que ele fique, pois poderia acontecer algum desastre a ele." 5 - Iam caravanas de Canaã para o Egito, para resolver o problema da fome. E lá foram também os filhos de Israel. 6 - José era o governador do Egito. Era ele que fazia as vendas, e os irmãos de José foram então à sua presença quando chegaram, e se inclinaram diante dele! 7 - José logo reconheceu os irmãos, mas não disse nada quanto a isso. Falou secamente com eles, perguntando por meio de intérprete: "De onde vocês vêm?" Eles responderam: "Da terra de Canaã. Viemos comprar mantimento." 8 - José reconheceu os irmãos dele, mas eles não reconheceram José. 9 - José lembrou os sonhos que tinha tido sobre eles. Disse aos irmãos: "Vocês são espiões. Estão querendo descobrir os pontos fracos do Egito." 10 - "Não, senhor!" responderam eles."Estes seus servidores vieram aqui para comprar mantimento, e só. 11 - "Somos todos irmãos, por parte de pai. Somos gente honesta. Não somos espiões." 12 - José insistiu: "Nada disso! O que vieram fazer é outra coisa. Vocês querem conhecer os pontos fracos do pais." 13 - "Nós, que somos seus servidores, " disseram eles, "somos de uma família de doze irmãos, todos filhos de um homem que mora em Canaã. Estamos dez aqui. O mais novo de todos ficou com o pai. O outro não existe mais." 14 - Não adiantou. José continuou dizendo: "Não. Vocês não mudarão o que penso. Vocês são espiões. 15 - "Bem, " prosseguiu ele, "Há um jeito de provar o que dizem. Mas garanto pela vida de Faraó - que vocês não sairão daqui enquanto não apresentarem a prova. E a prova é esta: Tragam aqui o seu irmão mais novo. 16 - "Um de vocês vai buscar o rapaz. Enquanto isso vocês vão ficar detidos aqui. Assim ficará provado se vocês disseram a verdade. E se não - pela vida de Faraó - terei certeza de que são espiões." 17 - Dizendo isso, mandou prender todos eles numa cadeia. 18 - Três dias depois, José tornou a falar com eles. Disse: "Vou dar oportunidade a vocês para salvarem a vida - pois eu tenho temor de Deus, façam isto: 19 - "Se vocês são honestos, deixem um aqui na prisão, enquanto os outros vão levar mantimento para saciar a fome dos seus familiares. 20 - "Depois voltarão para cá, trazendo o irmão mais novo. Assim vocês provarão o que estão dizendo, e não serão mortos." Eles concordaram. 21 - Naquela hora os irmãos de José lembraram o mal que tinham feito."Bem merecemos o que está acontecendo, " disseram."Pesa sobre nós a culpa do que fizemos ao nosso irmão. Vimos quanto ele sofreu! Ele suplicava tanto que tivéssemos dó, e nós não fizemos caso! Agora estamos pagando tudo. Agora passamos por esta angústia!" 22 - "Vocês decerto lembram o que falei na ocasião, " disse Rúben."Eu disse que não pecassem contra o rapaz. Mas vocês não quiseram escutar. Pois agora vejam! Temos de pagar pelo sangue dele!" 23 - Eles nem desconfiaram que José estava entendendo tudo o que falavam. Não desconfiaram porque, quando José falava com eles, usava intérprete, como se não soubesse a língua dos hebreus. 24 - José saiu um pouco, e chorou. Depois voltou para falar com os irmãos, e algemou Simeão na frente deles. 25 - José deu ordens para que enchessem de cereal os sacos que os irmãos dele tinha trazido para as compras. Mandou devolver o pagamento deles, colocando o dinheiro dentro dos sacos de mantimento. Além disso, mandou preparar alimento para a viagem deles. Os criados fizeram tudo o que José mandou. 26 - Os filhos de Jacó puseram os sacos de mantimento nos lombos dos jumentos, e foram embora. 27 - Quando estavam alojados numa hospedaria da estrada, um dos irmãos foi alimentar o jumento dele. Ao abrir um saco para tirar cereal, achou o dinheiro na boca do saco. 28 - "Vejam só!", disse ele."Devolveram o meu dinheiro! Encontrei na boca do saco de mantimento." Os outros quase desmaiaram. Ficaram olhando uns para os outros, cheios de medo. E disseram: "Que será que Deus quer fazer conosco?" 29 - Continuaram a viagem para a terra de Canaã. Chegando em casa, contaram ao pai tudo o que tinha acontecido. 30 - "O governador do Egito foi duro conosco, " disseram eles a Jacó."Ele ficou dizendo que estávamos lá como espiões! 31 e 32 - "Nós dissemos: 'Somos gente honesta. Não somos espiões! Somos doze irmãos por parte de pai. Um não existe mais, e o menor está em casa, na terra de Canaã. ' 33, 34 - "Mas aquele homem, que é a maior autoridade do Egito, respondeu: 'Só vejo um modo de vocês provarem que são honestos. Um de vocês fica detido aqui. Os outros podem ir para casa, levando mantimento para socorrer as famílias de cada um. Depois vocês vão ter de voltar para cá, trazendo o irmão mais novo. Se fizerem isso, ficará provado que estão sendo sinceros. Aí soltarei o seu irmão, e vocês poderão negociar à vontade no Egito. '" 35 - Depois de contarem a história toda, despejaram os sacos de mantimento no depósito. Aí viram o dinheiro de todos eles, amarrado em pequenos pacotes. O pai e os filhos ficaram cheios de medo. 36 - Então Jacó: "Vocês me deixaram sem dois filhos. José não existe mais, e Simeão está longe. E agora querem levar Benjamim! Como posso agüentar todas estas coisas?!" 37 - Foi quando Rúben falou ao pai: "Pode deixar que eu levo Benjamim, e o trago de volta. Se eu não cumprir minha palavra, pode matar os meus dois filhos!" 38 - "O meu filho não sairá daqui com vocês, " respondeu Jacó."Morreu o irmão dele, e ele ficou sozinho. É o que me resta. Se ele for e acontecer algum desastre com ele na viagem, vocês me farão morrer cheio de tristeza!" CAPÍTULO 43 1 - A FOME continuava, e cada vez mais grave! 2 - Depois de algum tempo, acabou a provisão que os filhos de Israel tinham trazido do Egito. Disse Jacó a eles: "Vocês precisam ir lá de novo, para comprar mais mantimento." 3, 4 e 5 - Disse Judá: "Não dá, pai! O governador falou de um jeito que não deixa dúvidas. Ele afirmou: 'Não adianta nem querer falar comigo, se o seu irmão menor não vier Junto."Por isso, se o senhor resolver deixar Benjamim ir conosco, nós vamos. Se não, não. Pois, como já disse, o governador afirmou que não nos receberá, se o nosso irmão mais novo não for conosco." 6 - "Por que vocês tinham que falar a ele de Benjamim?", disse Jacó."Por que me feriram deste jeito?" 7 - "E que o homem ficou perguntando e perguntando, " disseram eles."Quis saber tudo sobre nós e os nossos parentes. Ele perguntou: 'Seu pai é vivo? Vocês têm outro irmão? E assim por diante. Só respondemos às perguntas dele. Como podíamos adivinhar que ele ia sair com esta exigência: 'Tragam o seu irmão'?" 8, 9 e 10 - Judá tornou a falar com seu pai Israel. Disse ele: "Deixe o rapaz aos meus cuidados. Sairemos logo para trazer alimento - para que não morramos de fome, nem nós, nem o senhor, nem as nossas crianças. Eu fico responsável por ele. O senhor me fará prestar contas. Se eu não trouxer de volta Benjamim são e salvo, pode lançar sobre mim a culpa toda. E poderá me tratar como culpado para sempre. Mas não nos faça demorar mais! Se tivéssemos ido, já estaríamos de volta a estas horas!" 11, 12, 13 e 14 - "Parece que não tenho escolha, " disse Israel."Como tem de ser assim, assim será. Mas tratem de levar os melhores presentes possíveis para aquele homem. Levem dos produtos mais preciosos deste território. Levem mel, perfumes finos, ervas e sementes aromáticas, goma e amêndoas. Não se esqueçam de levar dinheiro em dobro. Assim poderão devolver o pagamento da primeira compra e garantir bem a compra que agora vão fazer. Pode ser que o dinheiro que veio nos sacos tenha sido posto lá por engano. Levem dinheiro suficiente. E levem Benjamim. Preparem tudo depressa, e comecem logo a viagem para o Egito. Que o Todo-poderoso Deus derrame graça e misericórdia sobre vocês, ao encontrarem aquele homem. Para que ele liberte Simeão e deixe Benjamim voltar com vocês. Aqui fico eu esperando. E se tiver de perder meus filhos, que perca!" 15 - Os homens pegaram os presentes e o dinheiro em dobro. Depois dos preparativos, saíram para o Egito. E Benjamim foí também. Logo que chegaram, foram falar com o governador José. 16 - Quando José viu que Benjamim estava entre eles, deu ordens ao mordomo da casa dele. Disse: "Leve estes homens para casa e prepare um grande almoço. Mande matar umas cabeças de gado para isso. Prepare bem tudo, porque estes homens vão almoçar comigo hoje, ao meio-dia." 17 - O mordomo obedeceu, e levou os homens para a casa de José. 18 - Os filhos de Israel ficaram com medo, quando viram que estavam na casa do governador geral do Egito. Diziam uns aos outros: "Estamos aqui por causa do dinheiro que voltou conosco nos sacos de mantimento. Decerto ele vai fazer acusação contra nós, vai transformar a gente em escravos, e vai confiscar os nossos jumentos." 19 - Resolveram falar com o mordomo sobre isso, ali mesmo, à entrada da casa. 20, 21 e 22 - Disseram: "Ah, senhor! Uma vez, viemos comprar mantimento. Compramos, pagamos e fomos embora. Quando paramos numa hospedaria, encontramos todo o dinheiro nos sacos de mantimento. Agora estamos aqui de novo, e trouxemos de volta aquele dinheiro. Isso, além do dinheiro para comprar mais mantimento. Não sabemos quem colocou o dinheiro nos sacos." 23 - Mas o mordomo disse: "Fiquem tranqüilos. Não tenham medo. O Deus de vocês e dos seus pais é que deu o precioso presente que vocês acharam nos sacos de cereais. O pagamento que vocês fizeram chegou às minhas mãos. As contas estão em ordem." Dizendo isto, o mordomo soltou Simeão e o levou à presença deles. 24 - Depois, fez os homens entrarem na casa de José. Ofereceu água para se lavarem, e deu ração aos jumentos. 25 - Os filhos de Jacó se lavaram, e prepararam o presente para dar ao governador, quando ele chegasse em casa. Porque tinham ficado sabendo que José viria ao meio-dia para almoçar com eles. 26 - Quando o dono da casa chegou, eles deram a ele o presente, e ficaram inclinados diante dele, com os rostos em terra. 27 - José quis saber como estavam eles, e em seguida perguntou: "Vocês me falaram do seu velho pai. Como vai ele? Ainda vive?" 28 - "O seu servidor, nosso pai, vive ainda, e vai bem, " responderam eles. E tornaram a baixar a cabeça, continuando inclinados. 29 - José dirigiu a atenção para Benjamim, irmão dele por parte de pai e de mãe. Perguntou aos outros: "Vocês me falaram também do seu irmão mais novo. É este?" E sem esperar resposta, disse a Benjamim: "Deus o abençoe, meu filho, e lhe dê a graça divina." 30 - Nesse ponto, José não agüentava mais a emoção. Saiu às pressas, procurando um lugar para chorar. Estava tremendo por dentro! Correu para um quarto, e chorou. 31 - Depois se lavou e saiu. Conseguiu dominar as emoções, e mandou servir o almoço. 32 - Embora estivessem à mesma mesa, foram servidos separadamente. Primeiro José, depois os irmãos dele, e depois os egípcios que estavam almoçando ali. Porque os egípcios não podiam comer junto com hebreus. Seria uma verdadeira mancha na vida deles, se fizessem isso! 33 - José determinou os melhores lugares - na frente dele - para o irmão mais velho e para o mais novo. Isto causou certo espanto aos filhos de Israel. 34 - Na hora da distribuição das porções, notaram que a porção dada a Benjamin era cinco vezes mais do que a dos outros. O almoço foi alegre. Os irmãos de José comeram e beberam bem, e passaram bons momentos com ele. CAPÍTULO 44 1 e 2 - MAIS TARDE José deu novas ordens ao mordomo. Disse ele: "Dê a estes homens o máximo de mantimento que eles puderem levar. Ponha o dinheiro deles na boca de cada saco de cereal. Agora preste atenção! Ponha o meu copo de prata na boca do saco de mantimento do rapaz mais novo, junto com o dinheiro do pagamento. E foi feito tudo o que José mandou. 3 - Os irmãos saíram de manhã de volta para casa, levando os jumentos carregados de provisões. 4 e 5 - Ainda não estavam muito longe da cidade, quando José disse ao mordomo: Vá atrás daqueles homens. Quando os alcançar, diga: "Por que vocês agiram mal assim? O meu senhor foí tão generoso com vocês! Por que roubaram coisas dele? Até o copo que ele usa para as adivinhações! Vocês agiram mal mesmo!" 6 - O mordomo foi e fez o que José mandou. 7, 8 e 9 - "O que você quer dizer com tudo isso?" disseram os homens."Que espécie de gente você pensa que somos, para nos acusar desse jeito? Não devolvemos o dinheiro que achamos nos sacos de mantimento? Então, por que haveríamos de roubar prata ou ouro da casa do seu senhor? Pois bem, se você achar o tal copo com algum de nós, que morra o culpado! E os restantes serão escravos do seu senhor para sempre!" 10 - "Toda essa proposta está bem, " disse o homem, "menos uma coisa: só o ladrão ficará como escravo. Os outros poderão ir embora livremente." 11 - Trataram de baixar logo os sacos ao chão, abrindo um por um. 12 - O mordomo examinou as cargas, começando da carga do mais velho e indo até à do mais novo. E para espanto geral, encontrou o copo no saco de mantimento de Benjamim! 13 - Os filhos de Israel rasgaram as roupas, de desespero, carregaram os jumentos e voltaram para a cidade. 14 - José ainda estava em casa quando chegaram Judá e os irmãos dele. E os hebreus se lançaram ao chão, diante dele. 15 - "O que vocês estavam querendo fazer?", perguntou José."Vocês não sabiam que eu sou capaz de adivinhar o que aconteceu? " 16 - Disse Judá: "Nem sabemos o que responder ao meu senhor! Que poderíamos falar? Como poderíamos provar que somos inocentes? Deus nos está castigando por nossos pecados. Senhor, aqui estamos. Somos seus escravos, nos todos, incluindo aquele que estava com o copo de prata." 17 - "De modo nenhum!" disse José."Não seria justo. O homem que roubou o copo ficará como meu escravo. Os outros estão livres, e poderão ir para casa, para o seu pai." 18 - Então Judá chegou mais perto dele e disse: "Ah, meu senhor! Deixe-me dizer uma palavra. Bem sei que me pode destruir num instante, como se fosse o próprio Faraó! 19 - "O meu senhor perguntou se tínhamos pai ou irmão, e nós dissemos que sim. 20 - "Dissemos: 'Nosso pai já é bem idoso. E com ele ficou o filho mais novo que nasceu quando o pai já tinha bastante idade. Eram dois irmãos, por parte de pai e de mãe. Só ficou ele, porque o outro morreu. E o pai gosta demais dele!' 21 - "Mas o senhor disse a estes seus servos: 'Tragam o rapaz, para que eu o veja. ' 22 - "Nós dissemos: 'Senhor, o moço não pode sair de perto do pai, se não, ele morre!' 23 - "Mas o senhor nos disse: 'Se o seu irmão mais novo não vier, nunca mais receberei vocês. ' 24 - "Assim, voltamos para casa e transmitimos as suas palavras ao nosso pai. 25 e 26 - "Quando ele nos mandou comprar mais mantimento no Egito, nós dissemos: 'Não podemos ir sem o nosso irmão mais novo. Só iremos se ele for também. Porque o governador afirmou que não nos receberia, se fôssemos sem o rapaz. ' 27, 28 e 29 - "A isso nosso pai nos disse: 'Vocês sabem que minha mulher me deu dois filhos. Um deles desapareceu. Acabei achando que ele foi despedaçado por algum animal selvagem. Se levarem este outro embora, e se acontecer algum desastre a ele, morrerei com o coração cheio de tristeza. ' 30 e 31 - "Ah, senhor, " - continuou Judá - "se eu voltar sem o rapaz! Quando o nosso pai perceber que Benjamim não está conosco, morrerá certamente. Porque está muito apegado ao rapaz. E por nossa culpa os cabelos brancos do nosso pai irão com tristeza para o túmulo! 32 - "Senhor, eu me ofereci a meu pai para tomar conta de Benjamim. Disse eu: 'Se eu não trouxer o moço de volta, carregarei a culpa para sempre. ' 33 e 34 - "Agora, o que peço, senhor, é isto: Deixe que eu fique aqui como escravo, no lugar do rapaz, e deixe que ele volte para casa com os outros irmãos. Pois, como eu poderei encarar o meu pai, se Benjamim não for comigo? Eu não suportaria ver o sofrimento do meu pai!" CAPÍTULO 45 1 e 2 - JOSÉ NÃO podia mais agüentar tudo aquilo."Saiam todos vocês, " ordenou ele a todos os que estavam ali. E ficaram somente José e os irmãos dele. Então José chorou. E as exclamações e os soluços eram tão altos, que podiam ser ouvidos pelos egípcios que estavam nas outras partes da casa. Até do palácio de Faraó podiam ouvir José chorando! 3 - "Eu sou José, " disse ele aos irmãos."Meu pai ainda está vivo?" Mas os irmãos nem puderam responder, tal foi o espanto. 4 - "Cheguem mais perto, " disse José. Eles chegaram. José continuou: "Eu sou José, o irmão que vocês venderam ao Egito. 5 - "Agora, nada de tristeza! E não fiquem com raiva de vocês mesmos, por me terem vendido. Deus me mandou na frente de vocês para conservar a vida, por meu intermédio. 6 - "Porque o mundo já passou por dois anos de fome, e a fome vai durar mais cinco anos. Durante este período de tempo, ninguém terá plantações nem colheitas. 7 - "Deus me mandou primeiro que vocês. Fez isso para continuar a sua linhagem e os seus descendentes, e para manter a vida de vocês por meio de um grande livramento. 8 - "Assim se vê que não foram vocês que me mandaram para cá mas, sim, Deus. E Deus fez de mim um verdadeiro pai para Faraó, senhor da casa dele e governador de todo o território egípcio. 9, 10 e 11 - "Agora, não percamos tempo! Vão depressa para casa e digam ao meu pai que José, o filho dele, mandou este recado: Deus fez de mim o senhor de todo o território do Egito. Venha para cá o quanto antes. Uma região boa para o senhor morar é a terra de Gósen. Assim o senhor estará sempre perto de mim. Não só o senhor, mas também os seus filhos, os seus netos, os seus rebanhos, o seu gado - enfim, tudo que o senhor tem. Vindo para cá, será fácil providenciar o seu sustento. Porque vamos ter ainda cinco anos de fome universal. Faça o que estou dizendo, para que não caia a pobreza sobre o senhor, a sua família e tudo o que é seu. ' 12 - "Vocês - que são filhos de Israel como eu - podem ver com os seus próprios olhos que eu sou mesmo José. E Benjamim - que é filho de Raquel como eu também vê com os seus próprios olhos que é verdade o que estou dizendo. 13 - "Descrevam ao meu pai a brilhante posição em que estou no Egito. Contem a ele tudo o que vocês viram. Mas não se demorem. Vão logo buscar o meu pai!" 14 - Acabando de falar estas coisas, José se lançou ao pescoço de Benjamim, e chorou. Ali ficaram os dois abraçados e chorando. 15 - Depois José, chorando ainda, beijou todos os irmãos dele. Só então eles puderam falar com José. 16 - A notícia correu e chegou ao palácio real."Estão aqui os irmãos de José, " comentavam. Faraó gostou da notícia. 17 e 18 - Disse ele a José: "Diga a seus irmãos: Carreguem os seus animais e voltem à terra de Canaã. Chamem o seu pai e as suas famílias, e tragam todos eles para cá. Venham falar comigo, e eu darei a vocês terras do melhor tipo. E vocês terão sustento com fartura." 19 - Não parou aí a boa vontade de Faraó. Disse ele ainda José: "Diga a seus irmãos que levem carruagens para a viagem das crianças e das mulheres. 20 - "Diga também que não fiquem preocupados com a questão de propriedades e bens, porque o que há de melhor no Egito será deles." 21 - Os filhos de Jacó seguiram as instruções que receberam. José deu carruagens a eles - como Faraó tinha mandado - e provisão para a viagem. 22 - Além disso, deu a cada irmão trajes próprios para festas. Mas a Benjamim deu trezentas moedas de prata e cinco trajes próprios para ocasiões festivas. 23 - José mandou para o pai dele dez jumentos carregados dos melhores produtos do Egito, e dez jumentos carregados de cereais e pães. Isto fora a provisão que mandou para a viagem de Jacó para o Egito. 24 - Feito isto, José despediu os irmãos. Quando iam saindo, disse: "Olhem lá! Não briguem durante a viagem!" 25 - Assim os filhos de Israel saíram do Egito e foram para casa. 26 - Lá chegando, disseram a Jacó: "Veja só, pai! José está vivo! Ele é o governador de todo o território do Egito!" O coração de Jacó quase parou. Ele nem podia acreditar no que estava ouvindo! 27 - Mas teve de acabar acreditando. Sim, porque os filhos foram repetindo tudo o que José tinha falado. Além disso, ali estavam as carruagens que José tinha mandado para transportar a família. Quando Jacó viu que era verdade mesmo, como que renasceu. O espírito dele ganhou nova vida. 28 - Disse Israel: "Não precisam falar mais nada! Meu filho ainda vive! Vou logo para lá, pois quero ver José antes de morrer. ' CAPÍTULO 46 1 - PASSANDO DAS palavras à ação, Israel partiu com tudo o que tinha. Parou primeiro em Berseba. Ali apresentou ofertas queimadas ao Deus do seu pai Isaque. 2 - Ainda em Berseba, Deus falou de noite com Israel, por meio de visões. Disse Deus: "Jacó! Jacó!" Ele respondeu: "Eis-me aqui." 3 e 4 - Disse Deus: "Eu sou Deus, o Deus do seu pai. Não tenha medo de ir para o Egito, porque lá mesmo eu vou fazer de você uma grande nação. Estarei com você na viagem de ida e na viagem de volta, porque chegará o dia em que farei os seus descendentes saírem de lá. E você vai ter este consolo: A mão de José fechará os seus olhos." 5, 6 e 7 - Então Jacó deixou Berseba. E os filhos de Israel levaram o pai, os filhos e as mulheres deles, nas carruagens mandadas por Faraó. Não ficou nada, nem ninguém, da família de Jacó em Canaã. Foram todos os membros da família para o Egito. E também o gado e todos os bens que Israel tinha conseguido em Canaã. 8 - Aqui está a lista dos filhos de Israel que foram para o Egito. Inclui os filhos e os netos de Jacó: Rubén, o filho mais velho; 9 - Filhos de Rúben: Enoque, Palu, Hezrom e Carmi. 10 - Simeão e seus filhos: Jemuel, Jamim, Oade, Jaquim, Zoar e Saul, sendo que Saul era filho de uma mulher cananéia. 11 - Levi e seus filhos: Gérson, Coate e Merari. 12 - Judá e seus filhos: Er, Onã, Selá, Perez e Zera. Só que Er e Onã morreram na terra de Canaã. Filhos de Perez: Hezrom e HamuI. 13 - Issacar e seus filhos: Tola, Puva, Jó e Sinrom. 14 - Zebulom e seus filhos: Serede, Elom e JaleeI. 15 - São estes os filhos de Jacó e de Lia, nascidos em Padã-Arã. Diná também era filha dela. No total, os filhos e filhas, netos e netas de Lia eram trinta e três pessoas. 16 - Gade e seus filhos: Zifiom, Hagi, Suni, Esbom, Eri, Arodi e Areli. 17 Aser e seus filhos: Imna, Isvá, Isvi, Berias e a irmã deles, Sera. Filhos de Berias: Héber e MalquieI. 18 - São estes os filhos de Zilpa, que Labão deu a Lia para ser criada dela. Ao todo, os filhos e filhas, netos e netas de Zilpa eram dezesseis pessoas. 19 - Filhos de Raquel, a mulher de Jacó por escolha dele: José e Benjamim. 20 - No Egito nasceram estes filhos de José e de Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om: Manassés e Efraim. 21 Filhos de Benjamim: Bela, Bequer, Asbel, Gera, Naamã, Eí, Rôs, Mupim, Hupim e Arde. 22 - São estes os filhos de Jacó e de Raquel. Ao todo, eram catorze pessoas. 23 - Dã e seu filho: Husim. 24 - Naftali e seus filhos: Jazeel, Guni, Jezer e Silém. 25 - São estes os filhos de Bila, que Labão deu para ser criada de Raquel. Ao todo contando filhos e filhas - eram sete pessoas. 26 - Quer dizer que os descendentes de Jacó, que foram com ele para o Egito, somavam sessenta e seis pessoas. Isto sem contar as mulheres dos filhos e dos netos de Jacó. 27 - Os filhos de José, que nasceram no Egito, eram dois. Assim, somando todas as pessoas da família de Jacó, que foram para o Egito, eram setenta. 28 - Jacó mandou Judá na frente, para avisar que estavam a caminho para Gósen. Assim Judá pôde guiar a caravana para Gósen, e lá chegaram eles são e salvos. 29 - José mandou preparar uma carruagem, e foi visitar o pai em Gósen. Quando se encontraram, José se lançou ao pescoço de Israel, e chorou. E ficou muito tempo assim, abraçado ao pai e chorando. 30 - Israel disse a José: "Agora posso morrer tranqüilo, pois vi você! Encontrei vivo o meu filho!" 31 e 32 - José falou com os irmãos e com toda a família de Israel. Disse ele: "Vou falar com Faraó. Vou dizer isto a ele: 'Os meus irmãos e toda a família do meu pai vieram de Canaã para cá. Eles trabalham como pastores e criadores de gado. Trouxeram para o Egito os rebanhos, o gado e tudo quanto têm. 33 e 34 - "Agora, atenção! Quando Faraó perguntar qual é a profissão de vocês, respondam assim: Estes seus servidores trabalham como vaqueiros desde pequenos. Esse era o trabalho dos nossos antepassados, e continua sendo o nosso."Falando isso, Faraó deixará vocês morarem na região de Gósen - terra própria para o gado, e um tanto isolada da população do Egito."Porque o serviço de vaqueiro e de pastor causa vergonha e desprezo aos egípcios." CAPÍTULO 47 1 - JOSÉ CUMPRIU o que tinha prometido, pois procurou logo falar com Faraó. Levou com ele cinco dos seus irmãos. Disse José a Faraó: "Meu pai e meus irmãos chegaram da terra de Canaã. Trouxeram os rebanhos, o gado e tudo o que têm. Estão na região de Gósen." 2 - Depois de dizer isso, José fez entrar os cinco irmãos, e os apresentou ao rei. 3 e 4 - "Em que vocês trabalham?" perguntou Faraó."Estes seus criados são pastores. Os nossos antepassados trabalhavam nisso, e nós continuamos na mesma profissão. Viemos para este pais, "responderam eles", porque onde morávamos desapareceram os pastos. A miséria é grande demais na terra de Canaã. Os animais não encontram o que comer. Por isso, pedimos respeitosamente a Vossa Majestade permissão para morar na região de Gósen." 5 e 6 - "São os seus pais e os seus irmãos que vieram ao seu encontro", disse Faraó a José."Todo o território do Egito está à sua disposição. Escolha a melhor parte do território para dar ao seu pai e aos seus irmãos. Se a região de Gósen é satisfatória para eles, ótimo! Podem morar lá."Outra coisa, " disse Faraó."Se você acha que os seus irmãos são bons mesmo para esse trabalho, quero que trabalhem para mim também. Contrate alguns deles para cuidarem do meu gado." 7 - José levou Jacó ao palácio real e apresentou seu pai a Faraó. Jacó saudou Faraó pedindo a bênção de Deus para ele. 8 - Faraó perguntou a Jacó: "Qual é a sua idade?" 9 - Jacó respondeu: "Tenho 130 anos. Minha vida não é muito longa. Meus pais tiveram vida mais longa. Mas as minhas andanças me deixaram dolorosas marcas e recordações! 10 - Ao se despedir, Jacó tornou a pedir a Deus que abençoasse o rei. Então saiu. 11 - José deu todo apoio ao pai e aos irmãos para se estabelecerem no Egito. E como Faraó tinha mandado, deu a eles escritura de posse da melhor parte da região de Gósen - também chamada "Terra de Ramessés". 12 - José garantiu o sustento de Jacó e de toda a família dele. Não descuidou de nenhum dos filhos e netos de Israel. 13 - A situação de fome continuava. Tanto o povo do Egito como o povo de Canaã já não tinha o que comer. 14 - Como tinham de comprar cereal de José, todo o dinheiro do Egito e de Canaã foi parar nos cofres de Faraó. 15 - Assim se acabou o dinheiro dos egípcios e dos cananeus. Então os egípcios foram a José em busca de mantimento. Disseram a ele: "Se você não nos fornecer mantimento, morreremos de fome na sua presença. Porque não temos mais dinheiro." 16 - Disse José: "Bem, se vocês não têm dinheiro, podem pagar com o seu gado. Em troca do gado, darei mantimento a vocês." 17 - Fizeram o que José disse. Assim José deu mantimento a eles em troca de gado, de cavalos, de rebanhos e de jumentos. Desse modo, conseguiram passar aquele ano. 18 e 19 - No começo do ano seguinte, foram de novo falar com José. Disseram a ele: "Não podemos deixar de mostrar a nossa triste situação. Não foi só o nosso dinheiro que se acabou. Nem animais nós temos - porque o senhor ficou sendo dono deles. Não temos nada mais Só nos restam os nossos corpos e as nossas terras! Só vemos uma solução, para não morrermos – nós e a nação. Compre as nossas pessoas e as nossas terras, em troca de alimento. Nós e as nossas terras ficaremos escravos de Faraó. Estamos dispostos a isso. Basta que nos forneça cereal, para não morrermos, e para que a terra não fique deserta". 20 - Assim José comprou todo o território do Egito para Faraó. Porque a miséria era tanta, que os egípcios venderam os terrenos que tinham em troca de alimento. 21 - Toda a população egípcia ficou escrava de Faraó - de uma ponta à outra do país. 22 - Só os sacerdotes continuaram livres. Porque eles tinham direito ao sustento dado diretamente por Faraó. Por isso não precisaram vender as terras deles. 23 e 24 - José disse ao povo: "Acabo de comprar vocês todos e suas terras para Faraó. Em troca, dou estas sementes para semear a terra. Do que colherem, terão de dar a quinta parte ao Faraó. As outras quatro partes serão para semear as terras e para alimentar vocês e toda a sua gente, com atenção especial às crianças." 25 - "Você devolveu as nossas vidas!" responderam os egípcios."Seremos escravos de Faraó. Só queremos contar com a sua bondade para conosco." 26 - José decretou a lei de que a quinta parte das colheitas era de Faraó. Essa lei vigora até o dia de hoje. Essa lei não se aplica aos sacerdotes, porque eles não precisaram vender as terras deles a Faraó. 27 - Em meio a essa situação toda, Israel morou no Egito, na região de Gósen. Ele e os filhos dele ficaram sendo donos de terras ali, e os descendentes deles foram muito numerosos. 28 - Depois de chegar ao Egito, Jacó viveu mais dezessete anos. Quer dizer que ele viveu 147 anos, ao todo. 29 e 30 - Quando percebeu que ia chegando o dia de sua morte, Israel mandou chamar seu filho José. Disse Israel a ele: "Espero que você seja bondoso para mim. Ponha a mão debaixo da minha coxa - como é costume fazer na hora das promessas. Agora, seja bondoso e leal para comigo, e faça o que peço: não me enterre no Egito. Leve os meus restos para Canaã. Quero que me enterre no mesmo lugar em que foram enterrados os meus pais"."Pode estar certo que faço isso, " respondeu José."Vou fazer o que está pedindo". 31 - Disse Jacó: "Dê sua palavra!" José deu sua palavra ao pai. Então Israel ficou mais tranqüilo e se recostou na cabeceira da cama. CAPÍTULO 48 1 - NÃO MUITO tempo depois, disseram a José que o pai dele estava doente. José foi com seus dois filhos, Manassés e Efraim, visitar o pai. 2 - Avisaram Jacó: "O seu filho José está aí. Ele quer ver você." Com muito esforço, Jacó pôde ficar sentado na cama, para receber melhor o filho. 3 e 4 - Depois das saudações, Jacó disse a José: "O Deus Todo-poderoso apareceu a mim na região da cidade de Luz - que é Betel - na terra de Canaã. Ele me abençoou e disse: "Farei com que você tenha muitos filhos, e que os seus descendentes se multipliquem. Farei com que eles venham a formar muitos povos. Além disso, vou fazer com que os seus descendentes fiquem sendo os legitimas donos deste território, e para sempre!' 5 e 6 - "Agora, escute bem, José. Os dois filhos seus, Manassés e Efraim, que nasceram neste país, passam a ser meus. Tão meus como Rúben, Simeão e qualquer dos outros! Eles serão conhecidos como filhos de Israel. Os outros filhos que você tiver serão seus. Algum deles dará nome ao povo que descender de você. 7 - "Quanto sofri quando Raquel morreu!" continuou Jacó."Vínhamos vindo de Padã para Efrata - que é Belém quando morreu. Faltava pouco para chegarmos a Efrata. Tive de enterrar sua mãe. Raquel ali mesmo, à beira da estrada de Belém." 8 - No meio dessas recordações, Jacó notou de repente a presença dos filhos de José. Perguntou quem eram. 9 - "São os filhos que Deus me deu neste país, " respondeu José."Traga os dois aqui, perto de mim, " disse Israel."Quero abençoar os seus filhos." 10 - Jacó estava quase cego, por causa da velhice. Enxergava muito mal. José fez os filhos ficarem bem perto do avô deles. Israel beijou e abraçou os netos. 11 - Disse Jacó a José: "Eu não tinha mais esperança de ver você, e veja isto! Deus me fez ver você e os seus filhos! 12 - Depois José afastou de Israel os dois filhos, e ficou inclinado diante do pai, com o rosto em terra. 13 - Depois deu a mão direita a Efraim e a esquerda a Manassés. Os três ficaram de frente para Israel, e bem perto dele. Manassés estava à direita e Efraim à esquerda do avô. 14 - Mas Israel pôs a mão direita sobre a cabeça de Efraim, e a mão esquerda sobre a cabeça de Manassés. Para fazer isso, precisou cruzar os braços. Assim, Israel deu a Efraim - mais novo - a bênção que normalmente caberia a Manassés mais velho. 15 e 16 - Israel abençoou José, nas pessoas dos filhos dele. Disse ele: "Deus - o Deus diante de quem andaram os meus pais Abraão e Isaque. Sim, o Deus que me sustentou durante a vida inteira, até hoje - o Anjo que me tem livrado de todo mal - abençoe estes rapazes. Que eles sejam chamados pelo meu nome, e pelo nome dos meus pais Abraão e Isaque. E que os descendentes deles venham a ser uma verdadeira multidão na terra." 17 - José viu o pai colocar a mão direita sobre a cabeça de Efraim, e não gostou. Pegou a mão do pai, querendo mudá-la para a cabeça de Manassés. 18 - Enquanto fazia isso, disse José: "Assim não, pai. O filho mais velho é este. Ponha a mão direita sobre a cabeça dele." 19 - Mas Israel não aceitou isto. Disse ele: "Eu sei, meu filho, eu sei. Os descendentes de Manassés formarão um grande povo. Mas os de Efraim formarão um povo maior ainda. Muitas nações serão formadas por eles." 20 - Continuando a pronunciar a bênção, disse Jacó: "Vocês servirão de modelo para a bênção que darei a outros. Pensando em vocês, o povo de Israel abençoará outros dizendo: 'Deus faça a você o que fez a Efraim e a Manassés. '' Ainda aí Jacó pôs o nome de Efraim na frente do nome de Manassés. 21 - "Vou morrer logo, " disse Israel a José."Mas Deus estará com vocês e os levará de volta à terra dos seus pais. 22 - "As terras de Canaã serão repartidas aos meus filhos. Mas você receberá uma parte especial - mais do que seus irmãos. Porque desde já eu dou a você uma encosta de montanha que conquistei dos amorreus com a minha espada e com o meu arco." CAPÍTULO 49 1 - DEPOIS JACÓ mandou chamar os outros filhos, e disse: "Fiquem todos juntos, e eu direi a vocês coisas que vão acontecer no futuro: 2 - "Ouçam todos juntos, filhos de Jacó. Escutem as palavras de seu pai: 3 e 4 - "Rúben, você é o meu primeiro filho. Você é a expressão da minha força, o primeiro fruto da minha vitalidade. Você é o melhor, não só na aparência altiva, mas também na força. Você é arrojado como correntes de águas. Entretanto, não será o melhor de todos, porque usou em pecado a cama do seu pai! Você manchou a cama do seu pai! 5, 6 e 7 - "Simeão e Levi são irmãos por parte de pai e mãe. Usam a espada para a violência. Não faço parte dos planos deles, e não permito que eles gozem da minha fama. Porque não controlaram a fúria, e saíram matando homens e aleijando bois. Coração maldoso é o que eles têm! Pois lanço maldição sobre a tremenda fúria deles, e sobre o duro rancor que demonstraram. Dentro do próprio povo de Israel dividirei as forças e os homens de Simeão e Levi! 8, 9, 10, 11 e 12 - "Com Judá é diferente! Judá, os seus irmãos lhe farão elogios e mostrarão grande respeito por você. A sua mão esmagará os seus inimigos! Judá é como um leão novo. Meu filho, você pegou a sua presa e depois subiu vitorioso. Agora fica inclinado e deitado como leão, ou como leoa. Será que alguém tem coragem de acordar Judá?! Ninguém tirará dele o trono real, até chegar Siló, aquele que é o verdadeiro dono dele. Os povos lhe obedecerão. Terá tão grandes plantações de uvas, que amarrará o jumento dele num pé de uvas. Usará mesmo a melhor parreira para amarrar o animal de carga! Produzirá tanto vinho, que lavará roupa nele! Sim, lavará a capa dele com suco de uva! Sempre dispõe de vinho para beber. Não estão sempre brilhantes os olhos dele? E nunca falta leite em sua casa. Vejam os dentes dele! Estão sempre brancos, por causa do leite que bebe. 13 - "Zebulom vai morar na zona das praias do mar. No território dele estarão os portos. As terras de Zebulom chegarão até Sidom. 14 e 15 - "Issacar é como um jumento de fortes ossos. Vive deitado entre os rebanhos de ovelhas. Viu que era bom ficar descansando e gozando as delícias da boa terra. Para continuar assim, aceitou carga dos outros, e concordou em trabalhar como escravo. 16 e 17 - "Dã será juiz do povo, como se fosse uma só tribo. Dã será como uma serpente ao lado da estrada, como uma cobra na beira do caminho. Será como a cobra que morde o calcanhar do cavalo, ele empina, e o cavaleiro cai para trás. 18 - "Senhor, confio em que me salve! 19 - "Gade será atacado por guerrilheiros. Mas depois ele irá atrás deles e os atacará. 20 "Aser terá fartura de mantimento. Produzirá coisas deliciosas, dignas de reis. 21 "Naftali é leve e elegante como uma gazela solta nos campos. E como fala bonito! 22, 23, 24, 25 e 26 - "José é como um ramo cheio de frutas, como um ramo frutifero junto de uma fonte. Os galhos desse ramo passam para o outro lado do muro. Guerreiros amargam a vida dele. Atiram flechas nele e o aborrecem. Mas o arco de José continua firme. As mãos do Poderoso de Jacó, sim, as mãos do Pastor e Rocha de Israel dão energia aos braços de José para a ação. É o Deus do seu pai que o ajudará, José. O Todo-poderoso vai abençoar você com bênçãos dos altos céus, com bênçãos dos lugares profundos, e com as bênçãos da maternidade fecunda e cheia de saúde! As bênçãos deste seu pai são muito mais e maiores do que as bênçãos de meus pais. São tantas e tão grandes que é como se chegassem ao topo dos montes eternos. Que estas bênçãos venham sobre a cabeça de José. Sim, pois ele é mais notável do que todos os seus irmãos! 27 - "Benjamim é como um lobo. De manhã devora a presa, e de tarde reparte o que sobrou." 28 - Aí estão citadas as doze tribos de Israel. E aí está registrado o que o pai delas falou. Deu a cada um a bênção própria. 29 - Depois Israel deu aos filhos estas instruções; "Vou morrer logo - e vou ficar junto com o meu povo, que foi antes de mim. Vocês devem enterrar os meus restos mortais na caverna do campo do heteu Efrom. Lã onde foram enterrados os meus pais. 30 - "Estou falando na caverna que fica no campo de Macpela, que faz fronteira com Manre, na terra de Canaã. Abraão comprou aquele campo e a caverna de Efrom, e recebeu a escritura de posse da propriedade. Fez a compra para usar a caverna como cemitério particular. 31 e 32 - "Ali foram enterrados os dois casais: Abraão e Sara, e Isaque e Rebeca. Ali enterrei Lia, minha mulher. Todos eles estão enterrados na caverna e no campo comprados dos heteus." 33 - Logo depois de ter dado essas ordens e instruções aos filhos, Jacó morreu. Simplesmente encolheu os pés na cama, e morreu. E se juntou ao povo dele. CAPÍTULO 50 1 - JOSÉ SE LANÇOU sobre o pai, beijou o rosto dele, e ali ficou chorando. 2 - Ele tinha criados que eram médicos. Mandou embalsamar o corpo de Israel. Os médicos obedeceram. 3 - O processo de embalsamamento durou quarenta dias - que era o prazo normal para isso. Os egípcios fizeram luto de setenta dias. 4 e 5 - Depois que terminou o período de luto, José teve uma entrevista com pessoas da casa de Faraó. Disse ele: "Por favor, peço que falem por mim a Faraó. Digam a ele que falei isto: Meu pai me fez prometer uma coisa séria. Disse ele: Vou morrer logo. Na terra de Canaã preparei um túmulo para mim. Prometa que me enterrará naquele túmulo. Desejo ir para lã e fazer o enterro do meu pai. Depois eu volto. '' 6 - "Faça isso, " respondeu Faraó."Cumpra a promessa que fez a seu pai." 7, 8 - José foi - e não foi sozinho. Foram com ele todos os oficiais do rei, os membros mais importantes da família do rei, e todas as pessoas mais importantes da nação egípcia. Isto sem contar a família de José, os irmãos dele e os demais membros da família de Jacó. Dos parentes de Jacó residentes no Egito, só ficaram lá as crianças. Naturalmente deixaram no Egito os rebanhos e o gado. 9 - Foi organizada também uma grande caravana de carros e cavaleiros. Deste modo, o acompanhamento do enterro foi enorme. 10 - Chegaram no terreiro de secagem de Atade - a oeste do rio Jordão. Ali choraram muito a morte de Jacó. José chorou o pai durante sete dias. 11 - Os cananeus que moravam naquela região viram o luto no terreiro. Ficaram admirados com as demonstrações de tristeza, e diziam: "Mas como estão chorando esses egípcios!" Por isso aquele lugar - que fica para lá do Jordão - tomou o nome de Abelmizraim, que quer dizer "Choro dos Egípcios" 12 e 13 - Os filhos de Israel fizeram o que o pai deles tinha mandado. Foram à terra de Canaã e enterraram o corpo na caverna do campo de Macpela, na fronteira de Manre. Essa caverna e esse campo é que Abraão tinha comprado do heteu Efrom. Abraão recebeu escritura de posse, com direito de usar a propriedade como cemitério da família. 14 - Depois José, seus irmãos e todos os que foram com eles ao enterro, voltaram para o Egito. 15 - Com Jacó morto, os irmãos de José ficaram com medo. Disseram uns aos outros: "Agora decerto José vai perseguir a gente. Decerto vai querer tirar desforra do mal que fizemos a ele". 16 e 17 - Por isso mandaram este recado a José: "Antes de morrer, o seu pai deixou uma mensagem a você. A mensagem é esta: Perdoe as maldades dos seus irmãos. Perdoe o pecado que cometeram, com o mal que fizeram a você. Agora lhe pedimos que perdoe o mal que fizemos. Pecamos, é certo, mas somos servos de Deus." Enquanto estavam transmitindo o recado dos irmãos dele, José ficou chorando. 18 - Depois os irmãos foram falar pessoalmente com ele. Ficaram inclinados diante de José, e então dirigiram a palavra a ele. Disseram: Aqui estamos, prontos para servi-lo como seus escravos. 19 - "Não tenham medo, " respondeu José."Por acaso estou no lugar de Deus? 20 - "É bem verdade que vocês planejaram o mal para mim. Mas Deus transformou o mal em bem, para fazer aquilo que agora vocês estão vendo. Porque por este meio Deus está salvando a vida de muita gente. 21 - "Daí, não tenham medo. Vou garantir o sustento de vocês e dos seus filhos." As palavras de José tocaram o coração dos irmãos. Eles ficaram entusiasmados! 22 - José e toda a família de Jacó ficaram morando no Egito. José viveu 110 anos. 23 - Chegou a ver os filhos e os netos de Efraim. Viu também os filhos de Maquir, filho de Manassés. José teve a alegria de tomar os netos nos joelhos. 24 - No fim da vida, José disse aos irmãos dele: "Está chegando o dia da minha morte. Mas tenho absoluta certeza de que Deus virá ao encontro de vocês no tempo certo. Ele fará com que vocês saiam do Egito e voltem para Canaã. Porque Se prometeu dar aquela terra a Abraão, a lsaque e a Jacó." 25 - Então José pediu que os irmãos dele fizessem uma promessa. Disse José: "Como é certo que Deus fará o que acabo de dizer, prometam que levarão os meus ossos com vocês quando voltarem para Canaã." 26 - José morreu com 110 anos. O corpo foi embalsamado e posto num caixão, no Egito. ÊXODO CAPÍTULO 1 1, 2, 3 e 4 - ESTA É A LISTA dos filhos de Jacó, que foram com ele e com as famílias deles para o Egito: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Issacar, Zebulom, Benjamin, Dã, Naftati, Gade e Aser. 5 - O número total de descendentes de Jacó que foram com ele era 70 - sem contar José, que já estava no Egito. 6 - Passou o tempo, e morreram José, os irmãos dele e todos os da geração deles. 7 - Mas os descendentes deles eram muito férteis, e aumentaram muito em número e em poder. Aconteceu uma verdadeira explosão da população israelita! Tanto que logo eles encheram o território de Gósen! 8 - Nesse meio tempo, a um novo rei subiu ao trono do Egito. Ele não tinha nenhuma ligação com José. 9 - O novo rei disse ao povo: "Estes israelitas estão ficando perigosos. Eles são mais numerosos e mais fortes do que nós! 10 - "Precisamos ser inteligentes, e arranjar um meio de enfraquecer essa gente. Se não, vai acontecer que, quando guerrearmos, os israelitas ajudarão os nossos inimigos, e fugirão do país." 11 - Então os israelitas foram obrigados a trabalhar como escravos. Foram eles que construíram as cidades-celeiros de Pitom e Ramessés. Enquanto trabalhavam, eram vigiados e maltratados por mestres de obras que punham pesadas cargas sobre eles. 12, 13 e 14 - Mas quanto mais maltratavam a eles, mais cresciam e multiplicavam no país! Os egípcios foram ficando cada vez mais assustados, com o crescimento dos israelitas. Então pioraram o tratamento dado a eles. Os israelitas sofreram escravidão mais dura ainda. Tinham de trabalhar com tijolos e reboco nas construções, e tinham de fazer os serviços do campo. 15, 16 e 17 - Faraó, o rei do Egito, deu ordens às parteiras hebréias. Eram duas, e se chamavam Sifrá e Puá. Mandou que elas matassem todos os meninos hebreus, assim que nascessem. Só deviam deixar viver as meninas. Mas as parteiras temiam a Deus, e não obedeceram ao rei. Deixaram viver os meninos também. 18 - O rei mandou chamar as duas e perguntou: "Por que me desobedeceram? Por que deixaram viver os meninos?" 19 - "Senhor, " disseram elas, "as mulheres hebréias têm muita saúde. As crianças nascem facilmente. Assim, quando chegamos, as crianças já nasceram! São diferentes das mulheres egípcias." 20 e 21 - Senhor abençoou as parteiras e às famílias delas, porque tiveram temor de Deus. 22 - Aí o Faraó deu uma ordem terrível a todos os egípcios. A ordem foi esta: "Vocês têm de jogar no rio Nilo todos os meninos, hebreus que nascerem. Só deixem viver as meninas." CAPITULO 2 1 - UM RAPAZ E uma jovem da família de Levi casaram e formaram um lar. 2 - Depois da ordem assassina de Faraó, nasceu um menino naquela casa. A mãe viu que o menino era muito bonito, e por isso, escondeu o filho durante três meses. 3 - Daí já não era possível manter o bebê escondido. Então ela fez uma cesta para servir de barco. Fez a cesta com fibras de papiro - vegetação comum nas margens do Nilo. Tapou bem as frestas com piche, e pôs o menino nela. Depois largou a cesta no meio das plantas que cresciam na beira do rio. 4 - Mas não ficou nisso. A irmã do menino ficou vigiando de longe, para ver o que acontecia. 5 - Pois bem, o que aconteceu foi isto: uma princesa - filha de Faraó - foi tomar banho no rio, acompanhada pelas suas criadas, e elas ficaram passeando pela margem do rio. A princesa logo viu a cesta enroscada nas plantas. Mandou uma das criadas buscar aquilo. 6 - Quando abriu a cesta, viu lá dentro uma criança! O bebê estava chorando. A princesa ficou com dó."Deve ser um menino hebreu!", disse ela. 7 - Ao ver isso, a irmã da criança correu para onde estava a princesa. Perguntou a menina: "A senhora quer que eu arranje uma ama hebréia para criar o bebê?" 8 - "Sim, faça isso, " respondeu a filha do rei. A menina correu para casa e chamou a mãe dela! 9 - "Leve para sua casa este menino e cuide dele para mim, " disse a princesa à mãe da criança."Pagarei pelo seu trabalho." A mulher levou o menino e o criou. 10 - Passou o tempo. Quando o menino já estava grande, a mãe levou o rapaz à princesa, que o adotou. Assim ele passou a ser filho da filha de Faraó. A princesa deu a ele o nome de Moisés, que quer dizer "Tirado para Fora". Ao dar esse nome, ela disse: "Porque eu o tirei das águas". 11 e 12 - Anos mais tarde, quando Moisés já era homem feito, foi visitar os hebreus, que eram o povo dele. Viu quanto eles estavam sofrendo! Durante a visita, viu um egípcio espancar um hebreu. Moisés olhou para um lado e para outro. Como não viu ninguém, matou o egípcio e escondeu o corpo dele na areia. 13 - No dia seguinte, saiu de novo para continuar a visita ao povo hebreu. Dessa vez ele viu dois hebreus brigando."Por que você está dando no seu irmão deste jeito?", perguntou ao hebreu que estava sem razão naquele caso. 14 - "Ora, quem é você? Vai ver que você pensa que é nosso príncipe e juiz! Está querendo me matar como matou o egípcio ontem? Quando Moisés viu que já sabiam o que tinha feito, ficou com medo. 15 - E o fato é que Faraó ficou sabendo do caso, e decretou a morte de Moisés. Mas ele fugiu em tempo, e foi para a terra de Midiã. Quando chegou lá, sentou na beira de um poço, e ali ficou. 16 - De repente, vieram sete moças tirar água. Eram filhas do sacerdote de Midiã. Elas tiraram água, e encheram os bebedouros para dar de beber ao rebanho do pai delas. 17 - Chegaram os pastores daqueIa região e expulsaram as moças. Moisés se apressou a defender as jovens, e depois deu água ao rebanho delas. 18 - Quando voltaram para casa, Reuel, o pai delas, ficou admirado."Como foi que puderam chegar mais cedo hoje?", perguntou ele. 19 - "Um egípcio nos defendeu dos pastores", responderam elas."Além disso, tirou água e deu de beber ao rebanho." 20 - "Foi assim? Onde está esse egípcio?" perguntou o pai."Por que o deixaram lá? Convidem o homem para jantar conosco. 21 - Moisés acabou aceitando o convite de Reuel para morar na casa dele. Mais tarde, ele se casou com Zípora, uma das moças da casa. 22 - O casal teve um filho, que recebeu o nome de Gérson, que quer dizer "Estrangeiro". Moisés deu esse nome ao filho, dizendo: "Sou forasteiro em terra estranha". 23 - Depois de muito tempo, morreu o rei do Egito. Os israelitas estavam gemendo de angústia, na terrível escravidão. Clamaram a Deus. 24 - Deus ouviu o gemido deles, e lembrou a promessa que tinha feito a Abraão, a Isaque e a Jacó. Lembrou o trato feito com eles, de que daria aos descendentes deles a terra de Canaã. 25 - Deus deu atenção aos sofrimentos dos israelitas no Egito. CAPITULO 3 1 - MOISÉS ESTAVA apascentando o rebanho do seu sogro Reuel, também chamado Jetro, sacerdote de Midiã. Nesse serviço, levou o rebanho para o lado leste do deserto, e chegou perto de Horebe, o monte de Deus. 2 - De repente apareceu o Anjo do Senhor no meio de uma pequena árvore que estava pegando fogo. Moisés olhou para lá e viu que a moita de sarça estava em chamas, mas o fogo não queimava a planta! 3 - "Vou lá ver de perto essa coisa espantosa!" disse Moisés."O fogo não queima aquela moita!" 4 - Mas quando ia indo para lá, o Senhor chamou Moisés pelo nome: "Moisés! Moisés!" "Eis-me aqui! ", respondeu Moisés. 5 e 6 - "Não chegue aqui perto, " disse Deus."Tire os sapatos, pois você está pisando em terra santa. Eu sou o Deus dos seus pais. Sou o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó." Moisés cobriu o rosto com as mãos, com medo de olhar para Deus. 7, 8 e 9 - "Vi as terríveis aflições do meu povo no Egito, " disse Deus."E ouvi o meu povo clamando por liberdade, por causa dos duros mestres de obras que o maltratam. Conheço bem os sofrimentos de meu povo! Vim aqui para libertar os israelitas das garras dos egípcios. E vou levar o meu povo do Egito para uma terra grande e boa - terra que é fonte de leite e mel. É o território onde vivem os cananeus, os heteus, os amorreus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus. Sim, porque os gritos de dor do povo de Israel chegaram aos meus ouvidos. E bem sei como os egípcios perseguem os hebreus! 10 - "Agora vou mandar você a Faraó, para tirar o meu povo do Egito. 11 - "Mas eu não sou pessoa certa para um trabalho como esse!" disse Moisés. 12 - "Eu estarei com você, " disse Deus."E a prova de que está sendo enviado por mim é esta: Quando você sair com os israelitas do Egito, virão dar culto a mim neste monte." 13 - Disse Moisés: "Suponhamos que eu vá falar com o povo de Israel e que diga: 'O Deus dos seus pais me mandou falar com vocês. ' Se eles perguntarem: "Que Deus é esse? Qual é o nome dele?" "Que é que eu digo?" 14 e 15 - Disse Deus: "Eu Sou o que Sou. Quer dizer que nenhum nome é grande demais para Mim. Você pode dizer simplesmente a eles: 'Eu Sou me mandou aqui!' Sim, diga que o Senhor - o Deus dos seus pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó - mandou você a eles. Este é o meu nome eterno, nome pelo qual serei chamado através de todas as gerações. 16, 17 e 18 - "Agora vá, " continuou Deus."Reúna os líderes de Israel e conte a eles o que aconteceu. Diga: 'O Senhor, o Deus dos seus pais - o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó - me apareceu! Ele me disse: "Visitei o meu povo e vi o que está acontecendo com ele no Egito. Prometi que haveria de levar o meu povo para o território onde vivem os cananeus, os heteus, os amorreus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus. Aquela terra é uma fonte de leite e mel." Os líderes de Israel aceitarão a sua palavra. Depois eles terão de ir junto com você à presença do rei do Egito. Você dirá a Faraó: 'O Senhor, o Deus dos hebreus, se encontrou conosco. Agora queremos licença para ir ao deserto para oferecer sacrifício a Deus. Queremos ir a uma distância de três dias de viagem. 19 - "Bem sei que o rei do Egito não deixará que saiam, a não ser que, sofra uma pressão muito forte. 20 - "Eu mesmo farei essa pressão ! Vou destruir o Egito com meus milagres, e só depois o rei acabará cedendo. 21 - "Quando acontecer isso, vou fazer com que os egípcios fiquem gostando dos israelitas e lhes dêem muitos presentes. Assim vocês não sairão de mãos vazias. 22 - "Cada mulher israelita pedirá jóias, prata, ouro e as melhores roupas à mulher do patrão egípcio e às vizinhas. Vocês vestirão e enfeitarão os seus filhos e as suas filhas com as melhores coisas do Egito. CAPITULO 4 1 - MAS DISSE MOISÉS: "Eles não vão acreditar em mim! Não vão querer fazer o que eu disser. Eles vão dizer: 'Que nada! O Senhor nunca apareceu a você!" 2 - "Que é que você tem na mão?" perguntou o Senhor. Moisés respondeu: "Uma vara de pastor". 3 - Disse Deus: "Jogue a vara no chão". Ele jogou. A vara virou cobra, e Moisés fugiu dela! 4 - Disse o Senhor: "Pegue a cobra pelo rabo." Ele pegou, e ela virou vara na hora! 5 - "Com isso eles vão acreditar que o Senhor, o Deus dos seus pais - o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó apareceu a você. 6 - Disse o Senhor: "Ponha a mão no peito." Ele obedeceu. Quando tirou a mão, viu que ela estava branca de lepra. 7 - "Ponha de novo a mão no peito." disse o Senhor. Moisés fez isso e, quando tirou, viu que estava inteiramente sã - como o restante do corpo! 8 e 9 - Disse Deus: "Se eles não acreditarem ao verem o primeiro milagre, acreditarão quando virem o segundo. E se por acaso não aceitarem você - depois destes dois sinais, farei outro. Você despejará na terra seca água tirada do rio Nilo. Essa água virará sangue!" 10 - Moisés continuou teimando. Disse ele: "Ah! Senhor! Nunca fui bom para falar. Nem antes, nem depois que o Senhor falou comigo; pois sou lerdo para falar." 11 e 12 - "Quem faz a boca dos homens?", disse o Senhor."Quem faz com que o homem fale ou não fale', veja ou não veja, escute ou não escute? Não sou Eu - o Senhor? Agora vá. Eu farei com que você fale bem, e direi o que você terá de falar." 13 - Mas Moisés disse: "Ah! Senhor! Mande outro no meu lugar!" 14, 15 e 16 - Então inflamou-se a ira do Senhor."Está bem, " disse Ele."Arão, o levita, seu irmão, vem aí. Ele vai ficar contente por ver você. Eu sei que ele tem facilidade para falar. Você dirá a ele as palavras, e ele falará no seu lugar. Eu ajudarei vocês dois a falarem, e direi aos dois o que devem fazer. Ele será intermediário entre você e o povo. Você falará por meio dele. Será como Deus para ele. 17 - "Mais uma coisa: Não esqueça a vara. Com ela você vai fazer os milagres:" 18 - Moisés voltou para casa e disse ao seu sogro Jetro: "Peço licença para ir até o Egito. Quero ver como estão os meus parentes, pois não sei nem se eles ainda estão vivos!" Disse Jetro: "Pode ir. Desejo que viaje em paz." 19 - Nesse meio tempo, o Senhor falou com Moisés em Midiã. Disse Ele: "pode voltar tranqüilo para o Egito. Digo isto porque todos aqueles que estavam querendo matar você já morreram." 20 - Moisés começou a viagem para o Egito. A família dele foi junto: A mulher e os filhos foram montados em um jumento. Moisés levou a "vara de Deus". 21, 22 e 23 - O Senhor disse a Moisés: "Quando chegar de volta ao Egito, trate de fazer na frente de Faraó todos os milagres que mostrei. Mas Eu vou fazer com que ele fique de coração duro e não deixe o povo sair. Você deverá dizer a Faraó: 'Disse o Senhor: "Israel é o meu filho mais velho. Sou eu que estou mandando você deixar o meu filho sair para me prestar culto. Se você não deixar, vou matar o seu filho mais velho!"" 24, 25 e 26 - Durante a viagem, Moisés parou para passar a noite numa pensão. Ali o Senhor apareceu e ameaçou matar Moisés. Então Zípora circuncidou o filho e lançou a pele cortada aos pés de Moisés. Fez isso e disse: "Que marido sanguinário você ficou!" - Disse isto por causa da circuncisão. Aí o Senhor deixou Moisés. 27 - Depois o Senhor disse a Arão: "Vá se encontrar com Moisés no deserto." Arão foi e encontrou Moisés no monte Horebe, o monte de Deus. Os dois irmãos se abraçaram. 28 - Moisés contou a Arão tudo o que Deus tinha dito, e falou dos milagres que deviam fazer na frente de Faraó. 29 e 30 - Moisés e Arão foram para o Egito e convocaram uma assembléia de todos os líderes de Israel. Arão disse tudo o que o Senhor tinha falado a Moisés, e fez os milagres na frente deles. 31 - Assim o povo de Israel acreditou que Deus tinha mandado Moisés e Arão. E quando os ouviram dizer que o Senhor tinha visitado os israelitas, tinha visto os sofrimentos deles e estava disposto a libertar o povo de Israel, inclinaram as cabeças e prestaram culto a Deus. CAPITULO 5 1 - DEPOIS MOI SÉS e Arão foram falar com Faraó. Disseram: "Viemos trazer uma mensagem da parte do Senhor, o Deus de Israel. Disse Deus: 'Deixe o meu povo ir ao deserto para fazer uma festa religiosa e para me dar culto:'" 2 - "Ora!", respondeu o rei."Quem é o Senhor para que eu lhe obedeça e deixe Israel sair do país? Não sei quem é o Senhor, e não deixo Israel ir." 3 - Moisés e Arão insistiram: "O Deus dos hebreus se encontrou conosco, " disseram eles."Precisamos ir para o deserto, a uma distância de três dias de viagem. Lá vamos oferecer sacrifícios ao nosso Deus. Se não obedecermos ao Senhor nosso Deus, Ele nos castigará com peste ou com espada!" 4 e 5 - "O que vocês estão querendo fazer?", disse o rei do Egito."Por que fazem o povo parar de trabalhar? Voltem para os seus trabalhos! O povo já cresceu demais, e vocês ficam aí querendo afastar todo mundo do trabalho!" 6, 7, 8 e 9 - No mesmo dia, Faraó deu novas ordens aos mestres de obras e aos oficiais nomeados para mandar os israelitas. As ordens foram estas: "De agora em diante, vocês não podem mais dar palha aos israelitas para fazer tijolos, como antes. Eles mesmos é que terão de buscar palha para isso. Mas não diminuam a tarefa deles. Terão de produzir a mesma quantidade de tijolos. Decerto está sobrando tempo para eles! Se não, não estariam querendo sair do país para oferecer sacrifícios ao Deus deles. Aumentem a carga deles, porque assim terão de pensar só no serviço. Não sobrará tempo, nem terão forças para dar ouvidos às mentiras de homens como Moisés e Arão!" 10 e 11 - Os mestres de obras e os oficiais transmitiram logo as ordens do rei aos israelitas."Escutem a nova ordem de Faraó, " disseram eles."Vocês não receberão mais palha. Terão de procurar e ajuntar palha onde puderem. E terão de fazer as mesmas tarefas, como quando recebiam palha!" 12 - Por isso, os israelitas saíam para todos os lados do território em busca de palha. Acabavam juntando ciscos em vez de palha! 13 - Os mestres de obras davam em cima deles."Tratem de acabar o serviço!", diziam."Tratem de fazer a mesma quantidade de tijolos que faziam quando recebiam palha!" 14 - E batiam nos oficiais israelitas que tinham sido nomeados para dirigir os grupos de trabalho."Por que não acabaram a tarefa de ontem e de hoje?", gritavam."Por que não fazem tijolos como antes?" 15 e 16 - Os oficiais foram falar com Faraó."Majestade, " clamaram eles ao rei, "não trate assim os seus servos! Não nos dão palha e exigem a mesma produção de antes! E como isso não é possível, somos açoitados. Mas os mestres de obras é que merecem apanhar, pois exigem coisa absurda!". 17 e 18 - Mas Faraó respondeu: "vocês estão com pouco trabalho. Por isso ficam dizendo: 'Vamos oferecer sacrifícios ao Senhor: Voltem ao trabalho! Não receberão palha nenhuma, e terão de fazer a mesma quantidade de tijolos que faziam antes! " 19 - Então os oficiais israelitas se viram em má situação porque, como poderiam fazer cumprir essas ordens?! 20 - Quando saíram do palácio, deram com Moisés e Arão, que estavam ali à espera deles. 21 - Os oficiais disseram aos dois irmãos: "Deus seja o juiz de vocês. Pois deram motivo ao rei e ao povo dele para nos odiarem e nos matarem!', 22 e 23 - Moisés clamou ao Senhor: "Ó Senhor, " disse ele, "por que trata o seu povo deste jeito? Por que me mandou? Para isso?! Pois desde que transmiti a Sua mensagem a Faraó, ele piorou o tratamento dado ao Seu povo. E a verdade é que o Senhor não libertou o Seu povo!" CAPITULO 6 1 - AGORA VOCÊ vai ver o que vou fazer com Faraó!" disse o Senhor a Moisés."Pois, ele tem de ser forçado a deixar o meu povo' sair. Mas ele não só vai deixar o povo sair - vai mandar que o povo saia! A minha forte mão fará isto!". 2 e 3 - Disse ainda Deus a Moisés: "Eu sou o Senhor. Eu me apresentei a Abraão, a Isaque e a Jacó, mas com o nome de Deus Todo-Poderoso. Não revelei a eles todo o significado do meu nome propriamente dito, que é O Senhor. 4 - "Fiz um sério contrato com eles. Nesse contrato, prometi dar a eles e aos descendentes deles a terra de Canaã - onde eles moraram como imigrantes. 5 - "Agora que ouvi o gemido dos israelitas escravizados no Egito, vou cumprir a promessa que fiz. 6 - "Portanto, diga a Israel que eu sou o Senhor. Diga que vou libertar o povo de Israel das cargas e da escravidão do Egito. Diga que vou fazer essa ação de livramento com meu grande poder, e com milagrosas demonstrações do meu julgamento, condenando o Egito. 7 - "Diga mais isto: Que eu vou fazer com que os israelitas sejam o meu povo, e eu serei o Deus deles. E saberão que eu sou o Senhor, o Deus de Israel, e que serão livres, porque eu vou tirar o meu povo do Egito. E meu povo estará livre dos abusos dos egípcios. 8 - "Eu mesmo levarei o povo de Israel àquela terra que prometi dar a Abraão, a Isaque e a Jacó - e aos descendentes deles. O meu povo será dono daquela terra!" 9 - Moisés falou isso tudo aos israelitas, mas eles não acreditaram nele. Isso porque estavam muito desanimados, e porque a escravidão era dura demais. 10 e 11 - O Senhor tornou a falar a Moisés."Vá falar com Faraó, o rei do Egito, " disse Deus."Diga a ele que deixe os israelitas saírem do país." 12 - "Mas Senhor!" disse Moisés."Se nem o meu povo me dá mais ouvidos! Como esperar que o rei me escute?! Além disso, não sou bom na arte de falar." 13 - Então o Senhor mandou Arão junto com Moisés. Disse que fossem falar com os israelitas e com Faraó, o rei do Egito, para que deixasse o povo de Israel sair do Egito. 14 - Registra-se aqui a lista de nomes dos chefes dos grupos de famílias, das várias tribos de Israel. É a seguinte: Filhos de Rúben, o filho mais velho de Israel: Enoque, Palu, Hezrom e Carmi. 15 - OS Filhos de Simeão: Jemuel, Jamim, Oade, Jaquim, Zoar e Saul - sendo que a mãe de Saul era uma mulher cananéia. 16 - Filhos de Levi, por ordem de idade: Gérson, Coate e Merari. Levi viveu 137 anos. 17 - Filhos de Gérson: Libni e Simei, cada um com o seu grupo de famílias. 18 - Filhos de Coate: Anrão, Jizar, Hebrom e Uzie!. Coate viveu 133 anos. 19 - Filhos de Merari: Mali e Musi. Esta lista dos nomes dos chefes dos grupos de famílias de Levi segue a ordem de idade. 20 - Anrão casou com Joquebede, tia dele pelo lado paterno. Arão e Moisés eram filhos desse casal. Anrão viveu 137 anos. 21 - Filhos de Jizar: Corá, Nefegue e Zicri. 22 - Filhos de Uziel: Misael, Eizafã e Sitri. 23 - Arão casou com Eliseba, filha de Aminadabe e irmã de Naassom. O casal teve estes filhos: Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. 24 - Filhos de Corá: Assir, Elcana e Abiasafe. São estas as famílias pertencentes ao grupo de famílias de Corá. 25 - Eleazar, filho de Arão, casou com uma filha de Putiel. Finéias era filho desse casal. Esses são os nomes dos chefes dos grupos de famílias dos levitas, e das famílias que formavam esses grupos. 26 - Arão e Moisés, incluídos nessa lista, são os mesmos Arão e Moisés aos quais o Senhor disse: "Tirem todo o povo de Israel da terra do Egito." 27 - E foram enviados a Faraó, rei do Egito. Foram pedir licença para levar o povo para fora do Egito. 28 e 29 - Foi a estes Arão e Moisés que o Senhor disse: "Eu sou o Senhor. Vão entregar a Faraó a mensagem que dei a vocês". 30 - Foi este Moisés que respondeu ao Senhor, dizendo."Não posso fazer esse trabalho! Eu não sou bom para falar! Como posso esperar que Faraó me escute?" CAPÍTULO 7 1 -DISSE O SENHOR a Moisés: "Veja! Eu nomeei você meu representante junto de Faraó - como se Eu mesmo estivesse falando com ele! E o seu irmão Arão falará por você - como os meus profetas falam em meu nome. 2 - "Diga a Arão tudo o que Eu mandar. E o seu irmão falará com Faraó, para que deixe os israelitas saírem do Egito. 3 - "Mas vou fazer com que Faraó fique teimando em não deixar sair o povo. E vou multiplicar os meus milagres no Egito, como sinais do meu poder. 4 - "Mesmo assim, Faraó não dará ouvidos a vocês. Então farei pesar minha mão no Egito e condenarei essa nação, com terríveis manifestações do meu poder. Assim tirarei todo o meu povo - todos os israelitas da terra do Egito. 5 - "Aí os egípcios vão saber de uma vez que eu sou o Senhor. Sim, verão que eu sou Deus, quando eu mostrar o meu poder sobre o Egito e tirar de lá o povo de Israel!" 6 - Moisés e Arão fizeram o que o Senhor mandou. 7 - Moisés tinha 80 anos, e Arão tinha 83, quando os dois falaram com Faraó. 8 e 9 - O Senhor disse a Moisés e a Arão: "Faraó vai pedir que façam algum milagre para provar que Eu enviei vocês. Quando ele pedir isso, você, Moisés, dirá a Arão que jogue no chão a vara dele, na frente de Faraó. A vara se transformará em cobra." 10 - Moisés e Arão foram ver Faraó, e fizeram o que o Senhor tinha mandado. Na hora certa, Arão jogou a vara no chão, na frente de Faraó e dos oficiais do rei. De fato, ela virou cobra! 11 e 12 - Mas Faraó mandou chamar os sábios e mágicos do Egito. Eles aplicaram as suas artes mágicas, e fizeram a mesma coisa que Arão tinha feito. Pois cada um jogou a sua vara, e as varas viraram cobras. Só que a cobra de Arão devorou as cobras deles! 13 - Apesar disto, o coração de Faraó continuou duro. Assim ele não atendeu a Moisés e a Arão - como o Senhor tinha dito. 14 - O Senhor disse a Moisés: "Faraó continua de coração duro, e teima em não deixar sair o povo. 15 - "Mas faça isto: Vá ao encontro de Faraó amanhã cedo. A essa hora, ele irá até o rio. Fique lá, à espera dele, na beira do rio. Leve na mão a mesma vara que virou cobra. 16 - "Quando o rei chegar, diga: O Senhor, o Deus dos hebreus, me mandou dizer: "Deixe que o meu povo vá me prestar culto no deserto." Mas até agora Vossa Majestade não deu atenção. 17 e 18 - Agora o Senhor diz: "Por meio do meu servo Moisés, vou fazer uma coisa que convencerá você de que Eu sou o Senhor." É o seguinte: Com esta vara que trago comigo, vou bater nas águas do rio, e elas se transformarão em sangue. Os peixes do rio morrerão e o rio ficará com terrível mau cheiro. Os egípcios vão ficar com nojo de beber água do rio." 19 - Disse ainda o Senhor a Moisés: "Mande Arão estender a vara dele sobre as águas do Egito. Sobre os rios, sobre os canais, sobre as lagoas e sobre todas as vasilhas e reservatórios de água, para que a água vire sangue. E todo o território do Egito vai estar cheio de sangue! Até mesmo as vasilhas de madeira e os tanques de pedra! 20 - Moisés e Arão fizeram o que o Senhor mandou. Arão levantou a vara e bateu com ela nas águas do rio, - Faraó estava vendo tudo. E a água virou sangue! 21- Os peixes morreram, o rio ficou cheirando mal, e os egípcios não podiam beber água do rio. Isto não aconteceu somente ali, mas no Egito inteiro! 22 - Mas os mágicos egípcios fizeram a mesma coisa. Com práticas de magia, transformaram água em sangue. Por isso o coração de Faraó continuou endurecido, e ele não deu atenção a Moisés e a Arão. O Senhor tinha prevenido que ia ser assim. 23 - Nem este grande milagre fez Faraó pensar seriamente. Ele simplesmente virou as costas e foi para casa! 24 e 25 - Para achar água potável, os egípcios tiveram de cavar poços perto do rio. Porque das águas do rio não podiam beber, pois o Senhor feriu o rio. Isso durou sete dias. CAPITULO 8 1, 2, 3 e 4 - DEPOIS DESSA semana sangrenta o Senhor disse a Moisés : "Vá ver Faraó outra vez, e diga que o Senhor mandou dizer isto: 'Deixe o meu povo ir fazer um culto para me servir. Se você não deixar, vou encher todos os cantos do território egípcio de rãs. O rio transbordará delas. As rãs sairão do rio, avançarão pela terra e entrarão nas casas. Nem nos quartos de dormir vocês terão descanso, pois as rãs entrarão neles e subirão nas camas. E isso não vai acontecer só com o povo comum. Elas entrarão no seu palácio, nas casas dos seus oficiais e avançarão sobre o povo. Entrarão nas bacias de amassar pão e nos fornos. Nem você, nem os nobres, nem o povo terão sossego!'" 5 - O Senhor continuou falando com Moisés. Disse Ele: "Mande Arão apontar a vara para os rios, canais e lagoas, para fazer brotar rãs em toda a terra do Egito." 6 - Arão obedeceu, e apareceram rãs que cobriram o território egípcio. 7 - Mas os mágicos do Egito fizeram a mesma coisa, com as artes secretas deles. Fizeram aparecer rãs na terra. 8 - Naquela situação crítica, Faraó mandou chamar Moisés e Arão. O rei do Egito disse aos dois irmãos: "Peçam ao Senhor que tire as rãs. E eu deixarei o povo ir oferecer sacrifícios ao Senhor." 9 - "Tenha a bondade de dizer quando devo orar em seu favor, dos seus oficiais e do seu povo, para que sumam as rãs da terra e só fiquem no rio." 10 e 11 - Faraó respondeu: "Que seja amanhã". Disse Moisés: "Está bem. Perguntei isso para ficar claro que é o Senhor quem está agindo. Vossa Majestade saberá que não existe ninguém como o Senhor nosso Deus. Serão mortas todas as rãs das casas egípcias. Ficarão somente as que estão no rio." 12, 13 e 14 - Assim Moisés e Arão saíram da presença de Faraó. Depois Moisés orou ao Senhor por causa das rãs, como tinha prometido a Faraó. E o Senhor atendeu ao pedido de Moisés. Deste modo, morreram todas as rãs que estavam nas casas, nos quintais e nos campos. Foram feitos montões e montões de rãs mortas, espalhando um terrível mau cheiro pelo país todo. 15 - Mas quando Faraó viu que o país estava livre das rãs, endureceu o coração e não deixou o povo ir. Isto aconteceu como o Senhor tinha dito que ia acontecer. 16 - Então o Senhor disse a Moisés: "Mande Arão bater com a vara no pó da terra. Ao fazer isso, o pó vai-se transformar em piolhos em todo o território do Egito". 17 - Moisés e Arão fizeram o que Deus mandou. Assim que o pó da terra foi ferido pela vara deverão, toda a nação ficou infestada de piolhos. Os homens, o gado e a terra ficaram forrados de piolhos! 18 - Agora vejam! Os mágicos do Egito fizeram o que puderam com as artes secretas deles, mas não conseguiram produzir piolhos! 19 - "Isto é o dedo de Deus!", disseram eles a Faraó. Mas o coração de Faraó continuou endurecido. Ele teimou em não dar ouvidos a Moisés e a Arão. O Senhor tinha prevenido que seria assim mesmo. 20 e 21 - Em seguida o Senhor disse a Moisés: "Levante cedo amanhã e vá encontrar Faraó na beira do rio. Ele irá banhar-se lá. Diga ao rei: O Senhor mandou dizer: "Deixe o meu povo ir prestar culto a mim." Senão deixar, vou mandar enxames e mais enxames de moscas ao seu país. Os enxames de moscas estarão em cima de você, dos seus oficiais e do seu povo. As suas casas, as casas do seu povo e todo o território em que vivem os egípcios estarão cheios de moscas. 22 e 23 - "Mas note bem! Farei com que no território de Gósen não aconteça isso. As moscas não amolarão os israelitas lá. Assim você terá de reconhecer que Eu sou o Senhor de toda a terra. Para ficar bem claro isso, vou fazer separação; entre o meu povo e o seu povo. E vou mostrar este sinal do meu poder amanhã!" 24 - E o Senhor fez o que disse, de modo que o palácio e todas as casas dos egípcios ficaram cheios de moscas. Foi um estrago no país! 25 - Faraó mandou chamar depressa Moisés e Arão, e disse: "Está bem! Podem oferecer sacrifícios ao seu Deus. Mas façam isso aqui mesmo, no Egito". 26, 27 - "Isso não!", respondeu Moisés."Os nossos sacrifícios são uma abominação para os egípcios. Se fizermos isso aqui, na frente deles, certamente seremos mortos! Temos de ir ao deserto, a uma distância de três dias de viagem. Lá ofereceremos sacrifícios ao Senhor nosso Deus, como Ele mandou." 28 - "Está bem, podem ir, " disse Faraó."Mas não vão muito longe. E façam oração em meu favor." 29 - "Sim, " disse Moisés, "assim que eu sair daqui, vou orar ao Senhor a seu favor. Pode estar certo que amanhã os enxames de moscas desaparecerão. Mas não queira enganar a gente de novo! Não vá mudar de opinião outra vez, e 'Proibir o povo de Israel de sair para adorar o Senhor! " 30 - Logo depois que Moisés se despediu de Faraó, fez oração ao Senhor. 31 - 0 Senhor atendeu o pedido de Moisés e fez desaparecerem as moscas do palácio e de todas as casas. Não ficou nem uma só mosca! 32 - Mas Faraó endureceu o coração de novo, e não deixou o povo ir! CAPITULO 9 1 - VOLTE A FARAÓ, "ordenou o Senhor a Moisés". Diga que o Senhor, o Deus dos hebreus, mandou deixar o povo ir prestar culto a Ele. Se não deixar, se insistir em segurar o povo, o poder de Deus destruirá todo o seu rebanho que está no campo. Morrerão os cavalos, os jumentos, os camelos, os bois, as ovelhas. Porque Deus mandará uma praga mortal a todos os animais. 4 - "Mas a praga só atingirá os animais do Egito. Todos os animais de Israel não sofrerão nada!" 5 - O Senhor avisou que a praga ia começar no dia seguinte. 6 - E foi mesmo! No dia seguinte, todo o gado dos egípcios morreu. Mas do gado de Israel, nenhum animal ficou sequer doente. 7 - Faraó mandou verificar e viu que, de fato, nenhum animal dos israelitas tinha morrido. Apesar disso, continuou de coração duro. Não mudou de opinião. Não deixou o povo de Israel sair. 8 e 9 - Disse o Senhor a Moisés e a Arão: "Encham as mãos de cinza do forno. Depois você, Moisés, jogue cinza para o ar, na frente de Faraó. A cinza vai virar pó fino sobre toda a terra do Egito. E o pó vai produzir tumores que farão rebentar feridas nos homens e nos animais, no Egito inteiro!" 10 - Eles pegaram cinza no forno e foram ver Faraó. Moisés jogou para o ar a cinza, e ela produziu tumores que fizeram rebentar feridas nos homens e nos animais. 11 - Os mágicos nem podiam parar de pé, diante de Moisés. Sim, porque eles e todos os egípcios estavam cheios de tumores. 12 - Mas o Senhor endureceu o coração do teimoso rei. Assim, ele não deu ouvidos a Moisés e a Arão. O Senhor tinha prevenido que aconteceria isto. 13 - Depois o Senhor disse a Moisés: "Levante cedo amanhã, e vá falar com Faraó. Diga a ele: O Senhor, o Deus dos hebreus, diz: "Deixe o meu povo sair do Egito para me servir. 14 - "Desta vez vou mandar uma praga que vai mexer com você, com os seus oficiais e com o seu povo. Esta praga vai provar a você que não existe Deus além de Mim e toda a terra. 15 - "Bem que Eu já podia ter destruído você e o seu povo com peste mortal! 16 - "Mas conservei sua vida para mostrar o meu poder, e para anunciar o meu nome a toda a terra. 17 - Vai querer continuar desafiando o meu poder? Vai continuar proibindo o meu povo de ir fazer o que mandei? 18 - "Pois bem. Amanhã a estas horas vou fazer cair uma chuva de pedras sobre o Egito. E vai ser terrível! Nunca, em toda a história do Egito - desde que foi fundado - caiu chuva tão terrível como a que vai cair amanhã! 19 - "Agora, trate de mandar recolher o seu gado e tudo o que estiver ao ar livre. Porque os homens e os animais que não estiverem abrigados, morrerão por causa da chuva de pedras." 20 - Alguns oficiais de Faraó temeram a palavra do Senhor, e cuidaram de recolher os criados e os animais. 21 - Mas os que não se importaram com a palavra do Senhor, deixaram nos campos o gado e os criados. 22 - Disse o Senhor a Moisés: "Levante a mão para o céu, e cairá chuva de pedras em todo o Egito. Cairá sobre os homens, sobre os animais e sobre as plantações." 23 - Assim que Moisés apontou para o céu, o Senhor mandou trovões, e raios, e chuva de pedras em todo o Egito. 24 - Ã chuva de pedras e os relâmpagos foram terríveis! Nunca o Egito tinha sofrido uma tempestade como aquela! 25 - Foi grande a destruição. Os animais e os homens que estavam no campo morreram, as árvores foram esmagadas e as colheitas destruídas. 26 - Só na terra de Gósen onde viviam os israelitas - não caiu chuva de pedras aquele dia. 27 e 28 - Então Faraó mandou chamar Moisés e Arão."Finalmente vejo que pequei!", o rei confessou."O Senhor está certo, mas eu e o meu povo erramos. Orem ao Senhor pedindo que faça parar esses trovões e essa chuva de pedras. Façam isso, que eu deixo vocês irem embora de uma vez!" 29 - "Certo!" respondeu Moisés."Logo depois que eu sair da cidade, vou levantar as mãos ao Senhor. Os trovões e a chuva de pedras vão parar na hora! Isto será mais uma prova de que o Senhor domina a terra inteira. 30 - "Mas quanto a Vossa Majestade e aos seus oficiais, bem sei que não temem o Senhor Deus. 31 e 32 - É bom notar que a tempestade destruiu o linho e a cevada - porque o linho estava em flor, e a cevada já estava nas espigas. Mas o trigo e o centeio não foram destruídos, porque ainda não tinham brotado da terra. 33 - Quando Moisés saiu da cidade, ergueu as mãos para o Senhor. Imediatamente os trovões e a chuva pararam por completo! 34 e 35 - Assim que parou a tempestade, Faraó e os oficiais egípcios tornaram a pecar. Sim, endureceram o coração e não deixaram o povo de Israel sair! O Senhor tinha dito a Moisés que isto ia acontecer. CAPITULO 10 1 e 2 - O SENHOR DISSE a Moisés: "Vá de novo falar com Faraó. Mas Eu mesmo endureci o coração dele e dos oficiais egípcios. Faço isto para mostrar no meio deles os sinais do meu poder. E que histórias maravilhosas você vai poder contar aos seus filhos e netos! Histórias sobre as coisas espantosas que estou fazendo no Egito! Conte a eles como zombei dos egípcios! E como provei a vocês que Eu sou o Senhor." 3, 4, 5 e 6 - Assim Moisés e Arão pediram outra entrevista com o rei, e disseram: "O Senhor, o Deus dos hebreus, manda perguntar: 'Até quando você vai teimar em não se submeter a mim? Deixe o meu povo sair para me prestar culto. Se não, amanhã vou mandar nuvens de gafanhotos ao seu território. Serão tantos, que cobrirão a terra. Não ficará aparecendo nada, fora os gafanhotos! Eles vão devorar tudo que sobrou dos estragos feitos pela chuva de pedras. Nenhuma planta ficará livre do ataque dos gafanhotos! Eles vão invadir o seu palácio, as casas dos seus oficiais e todas as casas dos egípcios. Em toda a história do Egito, nunca se viu praga de gafanhotos como a que vai acontecer amanhã!" E Moisés deu as costas a Faraó, e saiu. 7 - Os oficiais de Faraó se reuniram e falaram com o rei."Até quando vamos ficar nas mãos desse homem?", perguntaram."Será que Vossa Majestade não sabe que o Egito virou ruína completa? Deixe esses homens irem adorar o Senhor, o Deus deles! " 8 - Em face disso, Moisés e Arão foram levados outra vez à presença de Faraó."Podem ir fazer culto ao Senhor seu Deus, " disse o rei."Mas me digam uma coisa: Quem vocês pretendem levar?" 9 - "Temos de ir todos: moços e velhos, pais e filhos, o gado e o rebanho, " respondeu Moisés."Levaremos tudo e todos, pois precisamos estar juntos para a festa religiosa que vamos oferecer ao Senhor." 10 e 11 - "Em nome de Deus, não deixarei as crianças irem!", disse Faraó."É fácil ver a conspiração que estão tramando! Não vão conseguir nunca! Se quiserem, vão só os homens - só os adultos - para servir ao Senhor, pois foi isso que vocês pediram." E os dois foram postos para fora da sala do rei. 12 - Então o Senhor disse a Moisés: "Erga a mão sobre a terra do Egito, para que venham os gafanhotos e cubram o território. Eles vão devorar tudo o que sobrou da chuva de pedras." 13 - Moisés levantou a vara, e o Senhor fez Soprar um vento do leste, o dia inteiro e a noite inteira. Quando amanheceu, o Vento tinha trazido os gafanhotos. 14 - Eles cobriram o território do Egito, de ponta a Ponta. Nunca aconteceu uma praga de gafanhotos como essa, em toda a história do Egito - nem nunca tornará a acontecer! 15 - Pois os gafanhotos cobriram a superfície do território inteiro, a ponto de escurecer a terra. E comeram toda a vegetação que tinha sobrado da chuva de pedras. Não ficou nada verde - nem nas árvores nem nos pastos - em todo o território egípcio. 16 e 17 - Faraó mandou chamar Moisés e Arão às pressas. Disse ele: "Confesso que pequei contra o Senhor seu Deus, e contra vocês. Perdoem só mais esta vez o meu pecado! E peçam ao Senhor seu Deus que me livre desta morte." 18 - Moisés saiu dali e orou ao Senhor. 19 - Ele entendeu, e fez soprar um vento muito forte, vindo do oeste, que lançou os gafanhotos no Mar Vermelho. Não ficou nem um só gafanhoto em todo o território egípcio. 20 - Mas o Senhor endureceu o coração de Faraó, e ele não deixou o povo de Israel sair. 21 - Disse o Senhor a Moisés: "Erga a mão para o alto, e a terra do Egito ficará na escuridão. A escuridão será tanta, que poderá ser apalpada!" 22 - Moisés ergueu a mão para o alto, e o Egito inteiro ficou na maior escuridão! Isso durou três dias. 23 - Durante esses três dias, as pessoas não podiam ver umas às outras, e ninguém pôde sair do seu lugar. Mas nas casas dos israelitas não faltou luz! 24 - Faraó mandou chamar Moisés. Disse o rei: "Podem ir servir ao Senhor, e levem as crianças também. Só quero que fiquem os seus rebanhos e o seu gado." 25 e 26 - Moisés respondeu: "Vossa Majestade deverá deixar-nos levar os sacrifícios e ofertas queimadas que vamos oferecer ao Senhor. Nós vamos levar os nossos animais. Nem uma unha ficará aqui! Temos de levar tudo para o culto ao Senhor. Sim, porque só quando chegarmos lá é que vamos saber o que teremos de oferecer ao Senhor. 27 - Porém o Senhor endureceu o coração de Faraó, e ele não quis deixar Israel ir. 28 - Além disso, o rei disse a Moisés: "Saia da minha presença! E agora, cuidado! Não me apareça mais! Se algum dia me aparecer, nesse mesmo dia você morrerá." 29 - "Numa coisa Vossa Majestade acertou, " disse Moisés."De fato, nunca mais tornarei a ver o seu rosto." CAPITULO 11 1 - DISSE O SENHOR a Moisés: "Falta somente uma praga! Depois desta, Faraó vai deixar o meu povo sair. E não só vai deixar sair: Vai expulsar os israelitas de uma vez! 2 - Agora instrua bem o povo. Diga que cada homem deve pedir ao vizinho. Objetos de prata e de ouro. A mesma coisa com as mulheres. Cada uma, peça essas coisas à vizinha." 3 - Essa orientação foi dada porque o Senhor fez com que os egípcios se tornassem favoráveis aos israelitas. Outra coisa que favoreceu foi a fama de Moisés. Moisés era admirado em todo o Egito - tanto pelos oficiais do rei como por todo o povo. 4 e 5 - Moisés disse a Faraó: "O Senhor mandou dizer: 'Mais ou menos à meia noite, vou passar pelo meio do Egito. E todos os filhos mais velhos vão morrer. Desde o filho mais velho de Faraó que senta no trono, até o filho mais velho da modesta criada que trabalha no moinho, todos vão morrer. Até mesmo as primeiras crias dos animais vão morrer. 6 - E o povo egípcio vai fazer uma tremenda gritaria de desespero. Nunca antes se ouviu gritaria assim no Egito, nem se ouvirá nunca mais! 7 - Mas os israelitas estarão tranqüilos. Entre eles não acontecerá nada - nem com os homens, nem com os animais. Estarão tão tranqüilos, que não se vai ouvir nem um cão rosnar! Isso, para que todo mundo fique sabendo que o Senhor fez diferença entre os egípcios e os israelitas. 8 - Aí os seus oficiais irão correndo atrás de mim, e vão inclinar as cabeças na minha frente. E vão me dizer: "Saiam logo do Egito, você e o seu povo!" Então sairemos mesmo!". Depois de falar estas coisas a Faraó, Moisés saiu furioso. 9 - "Faraó não vai dar atenção ao que você falou", disse o Senhor a Moisés. E vai ser assim para que Eu faça milagres maiores ainda na terra do Egito. 10 - Por isso é que Moisés e Arão fizeram todos aqueles milagres, como sinais do poder de Deus, diante de Faraó, e ele continuou teimando em não deixar Israel sair. Sim, pois o próprio Senhor endureceu o coração de Faraó. CAPITULO 12 1 e 2 - O SENHOR DISSE a Moisés e a Arão no Egito: "Este mês passa a ser o mais importante para Israel. 'Será o primeiro mês do ano, no calendário hebraico. 3 - "Reúna a assembléia de Israel e diga: 'Vejam o que temos que fazer no dia dez deste mês. Cada um vai pegar um cordeiro. Dentro dos grupos de famílias, terá de ser um cordeiro para cada família. 4 - "A menos que a família seja pequena demais para um cordeiro. Neste caso, uma família convidará outra para que as duas famílias comam o cordeiro. É só calcular bem o número das pessoas, e a quantidade que cada pessoa pode comer. Aí é fácil ver para quantas pessoas dá um cordeiro. 5 - 'Agora, o cordeiro não pode ter defeito físico. Em vez de cordeiro, pode ser um cabrito. 6 - 'Cada um guardará o animal até o dia quatorze deste mês. Nesse dia, no fim da tarde, cada cordeiro ou cabrito será morto. 7 - E o seu sangue será colocado no alto e nos lados das portas das casas onde comerem desses animais sacrificados. 8 - Terão de comer a carne assada no fogo, pães sem fermento, e verdura amarga. 9 - 'Que ninguém coma nada cru, nem cozido em água. Tanto a cabeça, como as pernas e os miúdos, terão de ser assados no fogo. 10 - 'Comam tudo o que puderem durante a noite. O que sobrar na manhã seguinte, terá de ser queimado. 11 - 'Agora, atenção! Vejam de que jeito deverão estar enquanto comerem: vestidos, calçados e com o cajado na mão! E comam depressa! Assim vai ser, porque é a páscoa do Senhor. 12 - 'Porque naquela noite vou passar pela terra do Egito e vou matar todos os filhos mais velhos - tanto de homens como de animais. Assim vou cumprir a sentença de condenação que lancei sobre os deuses do Egito. Eu sou o Senhor. 13 - 'O sangue vai servir de sinal nas casas em que vocês estiverem. Quando Eu enxergar sangue nas portas, passarei por alto, sem ferir ninguém ali. Assim, a praga de destruição com a qual vou ferir o Egito, não atingirá vocês. 14 - 'Esse dia será lembrado através da história de Israel a cada ano. E será comemorado com festa solene dedicada ao Senhor. Essa comemoração é Lei permanente, para ser cumprida por todas as gerações israelitas. 15 - 'Durante uma semana, comerão pães sem fermentar. Logo no primeiro dia dessa semana, tratem de jogar fora todo o fermento que tenham em casa. Assim ninguém vai correr perigo de comer coisas fermentada. Porque, quem comer coisa fermentada alguma vez durante essa semana, será cortado do povo de Israel. 16 - 'No primeiro e no último dia da semana, vocês terão assembléia santa. Nesses dias não farão nenhum trabalho de obrigação - a não ser para a alimentação. Este, e somente este, pode ser feito. 17 - 'Comemorem bem a festa dos pães sem fermento, para lembrar que nesse dia Eu tirei todo o povo de Israel do Egito. Essa comemoração terá de ser feita para sempre, por todas as gerações de Israel. 18 - 'Comerão pães sem fermento, desde a tarde do dia 14, do primeiro mês, até a tarde do dia 21 do mesmo mês. 19 - 'Durante os sete dias, que ninguém tenha fermento em casa! Porque, como já disse, aquele que comer pão fermentado, será eliminado da assembléia de Israel. E isto vale tanto para o nascido em terras de Israel, como também para o imigrante ou hóspede estrangeiro. 20 - 'Digo e repito: em todas as casas, não comam coisa alguma fermentada. E quanto aos pães, só comam pães sem fermento." 21 - Moisés convocou todos os líderes de Israel e disse: "Escolham cordeiros suficientes para as suas famílias. Façam com esses animais o sacrifício da páscoa. 22 - "Peguem um feixe de ramos de hissopo. Molhem o hissopo no sangue que estiver na bacia usada para sangrar o animal. Façam umas marcas com o sangue no alto e nos lados da porta. E que ninguém saia de casa até o dia seguinte! 23 - "Porque o Senhor vai passar para atacar os egípcios. Mas quando encontrar sangue no alto e nos dois lados da porta, o Senhor passará adiante, e não deixará o destruidor entrar nas suas casas. Assim vocês não serão atingidos. 24 - "Portanto, tratem de comemorar isto para sempre, como uma Lei permanente para vocês e para os seus descendentes. 25 - "E quando estiverem morando na terra que o Senhor vai dar a vocês, como prometeu, continuem fazendo essa comemoração. 26 e 27 - "Quando os seus filhos perguntarem: 'Que comemoração é esta? respondam: 'É o sacrifício da páscoa do Senhor. Isto faz lembrar que o Senhor passou por cima das casas dos israelitas no Egito. Foi quando Ele fez destruição nas casas dos egípcios, mas não tocou nas casas do nosso povo. '" Ao ouvir essas coisas, o povo se inclinou e prestou culto ao Senhor. 28 - Os israelitas fizeram tudo o que o Senhor tinha mandado por meio de Moisés e Arão. 29 - E à meia-noite, o Senhor destruiu todos os primeiros filhos da terra do Egito. Não escapou nenhum! Desde o filho mais velho de Faraó que sentava no trono, até o filho mais velho do escravo, que estava preso num porão. Também morreram todas as primeiras crias dos animais. 30 - Todo mundo se levantou aflito: Faraó, os oficiais e todos os egípcios. E a gritaria foi enorme no Egito, porque não havia nenhuma casa sem algum morto. 31 e 32 - Na mesma noite, o rei mandou dizer a Moisés e Arão: "Aprontem-se rápido, e saiam já do meio do meu povo, vocês e os demais israelitas. Vão servir ao Senhor, como vocês pediram. E podem levar as suas ovelhas e o seu gado, como queiram. Vão embora de uma vez, e me abençoem também!" 33 - Os egípcios estavam desesperados! Faziam tudo para pôr para fora os israelitas! E gritavam: "Todos nós vamos morrer!" 34, 35 e 36 - Os israelitas amarraram em trouxas as bacias, as formas, a massa de pão sem fermentar e as roupas. Puseram as trouxas nos ombros. Antes de partir, pediram aos egípcios coisas de prata e de ouro, e roupas. Tudo como Moisés tinha dito. O Senhor fez com que os egípcios simpatizassem com os israelitas, e dessem tudo o que pediram. Assim os israelitas deixaram os egípcios sem as coisas de valor que tinham. 37 e 38 - Foi desse jeito que Israel saiu do Egito! O ponto de partida foi Ramessés. Saíram dali para Sucote. Era uma multidão de 600. 000 homens andando a pé - fora mulheres e crianças. Era uma tremenda mistura de gente, ovelhas, gado - um número enorme de animais. 39 - Como as massas que levavam, cozinharam pães e bolos sem fermento. Esse foi o alimento deles, porque saíram às pressas do Egito. Não puderam preparar outras provisões. 40, 41 e 42 - Os israelitas ficaram 430 anos no Egito. No fim desse período, saíram de lá. Nesse dia, todas as turmas do povo do Senhor saíram do Egito. Por isso, a noite desse dia ficou marcada para sempre na história de Israel, porque foi nessa noite que o Senhor tirou Seu povo do Egito. Essa noite não é como qualquer outra: É a noite do Senhor! Deve ser comemorada por todos os israelitas, em todas as gerações. 43 - O Senhor deu mais estas instruções a Moisés. Disse Ele: "Este é o regulamento da páscoa: Nenhum estrangeiro pode comer dela. 44 - "Todo escravo comprado por dinheiro e que foi circuncidado, pode comer. 45 - "O estrangeiro visitante e o empregado não podem. 46 - "O cordeiro da páscoa tem de ser comido numa só casa. Nenhum pedaço poderá sair fora dessa casa."Outra coisa: nenhum osso do cordeiro pode ser quebrado. 47 - "Todos Os membros da assembléia de Israel participarão da páscoa. 48 - "Quando algum estrangeiro estiver morando na casa de um israelita e quiser participar, pode. Mas a condição é esta: todo elemento do sexo masculino terá de ser circuncidado. Aí ele pode participar da páscoa, e será considerado como se fosse cidadão natural de Israel. "Mas notem bem! Nenhum homem não-circuncidado pode participar da páscoa. 49 - "Quer dizer que tanto o cidadão natural de Israel como o estrangeiro que estiver vivendo em terras de Israel, têm de obedecer à mesma Lei." 50 - Os israelitas fizeram tudo o que o Senhor tinha mandado por meio de Moisés e Arão. 51 - Naquele mesmo dia, o Senhor tirou o povo de Israel do Egito - turma por turma. CAPITULO 13 1 - O SENHOR DISSE a Moisés: 2 - "Quero que você separe para mim todos os primeiros filhos. Todo aquele que nascer primeiro é meu. Isto se refere a homens e a animais." 3 - Disse Moisés ao povo: "Lembrem este dia! É o dia em que estamos saindo do Egito, da terra da escravidão. É o Senhor que nos está tirando daqui, com mão forte, com Seu grande poder. Por isso, não comam pão fermentado. 4 - "Este mês é o mês de março em cada ano. 5 - "O Senhor nos vai fazer entrar na Terra Prometida terra que jorra leite e mel. É a terra em que vivem os cananeus, os heteus, os amorreus, os heveus e os jebuseus. Mas Deus prometeu aos nossos pais dar essa terra a nós."Pois bem. Quando entrarmos lá, temos de fazer - esta comemoração neste mês. 6 - "Durante uma semana só poderemos comer pães sem fermento. No último dia da semana, faremos festa solene dedicada ao Senhor. 7 - "Naqueles sete dias ninguém poderá ter, nem pão fermentado, nem fermento em todo o território de Israel. 8 - "Nessa ocasião; cada um contará ao seu filho a história deste livramento. Deverá dizer: 'Esta comemoração é feita pelo quer O Senhor me fez, quando me tirou do Egito'. 9 - "Assim, a páscoa servirá de sinal concreto em nossas mãos, e de comemoração que os nossos olhos podem ver, e como uma lei que estará em nossa boca. Coisa para não esquecer nunca! Pois o Senhor nos tirou do Egito com grandes demonstrações de poder. 10 - "Por isso, devemos obedecer a esse mandamento na data certa, todos os anos. 11 e 12 - "Cada israelita preste atenção! Quando o Senhor fizer você entrar na terra dos cananeus - terra que prometeu aos seus pais e a você - separe para o Senhor todos os primeiros filhos. Todo primeiro filho, do sexo masculino, e toda primeira cria dos animais, que seja macho, pertencem ao Senhor. 13 - "O primeiro macho nascido da jumenta terá de ser resgatado com cordeiro. Isto é, em vez do jumento, será consagrado a mim um cordeiro. Agora, se não for possível resgatar o jumento, ele terá de ser morto."Quanto aos homens, todo primeiro filho terá de ser resgatado. 14 e 15 - "Mais tarde, quando o seu filho perguntar: 'Pai, por que seguimos este costume?', você bem sabe o que responder. 'É que o Senhor nos tirou do Egito com maravilhosas demonstrações de poder, ' você dirá ao seu filho. E continuará contando: 'Aconteceu que o coração de Faraó ficou endurecido. Não havia meio de deixar o nosso povo sair. Então o Senhor matou todos os primeiros filhos do Egito, tanto de homens como de animais. Por isso o nosso povo oferece em sacrifício ao Senhor todo animal que nasce primeiro;' e resgata todo primeiro filho, dos casais israelitas. 16 - "Isto é Lei que servirá de sinal na sua mão e de letreiros entre os seus olhos. Para que lembremos sempre que o Senhor nos tirou do Egito com Sua forte mão." 17 - Assim Faraó deixou finalmente o povo de Israel sair. Deus não levou o povo pela estrada que dava no território dos filisteus. Era o caminho mais curto, mas Deus disse: "Não por lá, porque os filisteus estão em guerra. Ora, pode ser que, quando os israelitas virem a guerra, se arrependam e queiram voltar para o Egito." 18 - Por isso, Deus fez o povo dar volta pela estrada que levava ao deserto, junto do Mar Vermelho. Os israelitas marcharam em grupos Organizados, para sair do território egípcio. 19 - Moisés levou os ossos de José, pois ele tinha feito os israelitas prometerem solenemente isso. Ele tinha dito: "É mais que certo que Deus virá socorrer vocês. Quando acontecer isto, levem daqui os meus ossos". 20 - Os israelitas saíram de Sucote e acamparam em Etã, na entrada do deserto. 21 - O Senhor ia na frente deles, para mostrar o caminho. De dia, o Senhor ia numa coluna de nuvem, e de noite, numa coluna de fogo, para alumiar o caminho. Assim podiam andar de dia e de noite. 22 - A coluna de nuvem, de dia, e a coluna de fogo, de noite, nunca se afastaram do povo de Israel. CAPITULO 14 1 - O SENHOR DISSE a Moisés. 2 - "Mande o povo voltar e acampar em frente de Pi-Hairote, nas praias do mar. Esse lugar fica entre Migdol e o mar, e dá de frente para Baal-Zefom. 3 - "Faraó vai dizer: "Vejam só! Os israelitas se perderam. Estão preso entre o deserto e o mar!" 4 - "Endurecerei o coração de Faraó, e ele perseguirá o meu povo. Isto para promover a honra do meu nome, com o que vou fazer com Faraó e com todo o exército dele. Aí os egípcios vão ver que Eu sou o Senhor." Os israelitas fizeram o, que o Senhor mandou. 5 - Quando disseram ao rei do Egito que os israelitas estavam fugindo, ele e os oficiais mudaram de idéia."Onde estávamos com a cabeça?!", disseram eles."Como fomos deixar que Israel parasse de trabalhar para nós?!" 6 e 7 - Faraó mandou preparar logo o exército de infantaria. Pôs também em ação todos os carros de guerra do Egito - 600 carros ao todo. Cada carro era chefiado por um oficial de grau elevado do exército egípcio. O próprio Faraó mandou preparar o carro de guerra dele, e saiu com o exército. 8 - Ele perseguiu o povo de Israel, porque tinha levado grande parte da riqueza do Egito em seu poder. 9 - Todas as forças armadas do Egito se lançaram à perseguição - os soldados da infantaria, a cavalaria e os carros de guerra. E alcançaram os israelitas em Pi-Hairote, nas praias do mar, em frente de Baal-Zefom, onde estavam acampados. 10 - De repente, os israelitas olharam e viram Faraó chegando com aquele exército formidável! Ficaram cheios de medo e pediram socorro ao Senhor. 11 e 12 - Começaram também a fazer queixa a Moisés. Disseram: "Ora, para morrer assim no deserto, era melhor ter ficado no Egito! Ou você acha que lá não existem túmulos para nós? Por que inventou essa história de nos tirar do Egito? Lembra o que nós dizíamos lá? Pois dizíamos: 'Deixe trabalharmos para os egípcios. ' Pois aí está! Era melhor viver como escravos dos egípcios do que morrer neste deserto! " 13 e 14 - "Não fiquem com medo!", respondeu Moisés."Tenham calma, e vejam a maravilha que o Senhor vai fazer para nos libertar! Vai ser hoje! Porque os egípcios que vocês estão vendo hoje, não verão nunca mais! O Senhor mesmo vai lutar por Israel - e então vocês vão parar de reclamar! " 15 - O Senhor disse a Moisés: "Por que fica aí, pedindo socorro a mim? Mande o povo de Israel marchar! 16 - "Quanto a você, estenda a vara sobre as águas. O mar se dividirá, e abrirá caminho para o povo passar pisando chão seco! 17 - "Vou endurecer o coração dos egípcios, para que queiram atravessar também. E você vai ver como crescerá a Minha fama por causa daquilo que vou fazer com Faraó e com todas as forças armadas dele - infantaria, cavalaria e carros de guerra! 18 - "Todo o Egito vai saber que Eu sou o Senhor!" 19 e 20 - Então o Anjo de Deus, que estava guiando os israelitas, mudou a nuvem para trás deles. E ela ficou entre o povo de Israel e os egípcios. Naquela noite, a coluna de fogo escureceria tudo para os egípcios e alumiava para os israelitas! Assim, os egípcios não podiam encontrar os israelitas! Foi assim a noite inteira. 21 e 22 - Nesse meio tempo, Moisés estendeu a vara sobre o mar, e o Senhor abriu uma passagem no meio do mar, com paredes de água de cada lado; um forte vento leste soprou a noite toda, secando o fundo do mar. Os israelitas puderam então atravessar o mar a seco, pela passagem aberta! 23 - Os egípcios foram atrás deles. Avançaram pelo fundo do mar, entre as paredes de águas. Foram todos os carros, cavalos e cavalaria. 24 e 25 - De madrugada, o Senhor olhou da coluna de fogo e nuvem para as tropas egípcias, e lançou confusão entre eles. Fez as rodas dos carros caírem, e com isso as tropas quase não podiam avançar. "Fujamos daqui!", gritaram os egípcios."O Senhor está a favor deles e contra nós! " 26 - Quando Israel já estava do outro lado, o Senhor disse a Moisés: "Estenda a mão sobre o mar. As águas vão cobrir os egípcios e os carros e a cavalaria deles." 27 - Moisés obedeceu. Estava amanhecendo quando o mar voltou à posição normal. Os egípcios tentaram fugir, mas o Senhor os afogou no mar. 28 - As águas cobriram o caminho, e cobriram os carros, os cavalos, os cavaleiros e todos os soldados egípcios. E foi destruído todo o exército egípcio, que tinha perseguido Israel pelo fundo do mar. Não sobreviveu ninguém! 29 - Com os israelitas foi diferente! Passaram a pé enxuto, por entre as duas paredes de águas! 30 - Assim o Senhor salvou Israel dos egípcios naquele dia, e logo os israelitas viram os cadáveres dos egípcios, que o mar atirou na praia. 31- Israel viu o grande milagre feito pelo Senhor contra os egípcios. O povo temeu então o Senhor, e passou a confiar nEle e em Moisés, Seu servo. CAPITULO 15 1 - MOISÉS E O POVO de Israel cantaram então este hino ao Senhor: Cantarei ao Senhor, porque Ele venceu maravilhosamente. Jogou nas profundezas do mar o cavalo e o cavaleiro. 2 - O Senhor é minha força, minha canção e minha salvação! É o meu Deus! Por isso cantarei louvores a Ele. É o Deus do meu pai! Por isso falarei bem dEle. 3 - O Senhor sabe ser guerreiro! Senhor é o nome dEle. 4 - Jogou no fundo do mar os carros de Faraó, o exército do Egito. Os famosos capitães egípcios morreram afogados no Mar Vermelho. 5 - As ondas cobriram todos eles. - Foram direto para o fundo, como pedra! 6 - Senhor, a Sua mão direita brilha de poder! Senhor, a Sua mão direita despedaça o inimigo! 7 - Na grandeza da Sua majestade, o Senhor derruba os que se levantam contra Ele. Mande o Seu furor, que consumiu os Seus inimigos, como o fogo consome a palha! 8 - Com o simples sopro da Sua respiração, o Senhor dividiu as águas. Formaram grandes montões, e ficaram firmes como duas paredes! 9 - O inimigo dizia: Vou perseguir, alcançar e destruir o povo de Israel. Vou repartir os bens que conseguir tomar. Com minhas armas vou destruí-los. 10 - Mas bastou que o Senhor fizesse soprar o vento, e pronto! O mar cobriu os nossos inimigos! Afundaram: como chumbo nas águas profundas. 11 - Quem mais é como o Senhor, entre os deuses? Quem mais tem santidade tão maravilhosa como o Senhor!? Quem é tão merecedor de respeito como Ele? Quem realiza coisas tão grandiosas como o Senhor? 12 - O Senhor estendeu a Sua mão direita, e só com isso eles foram tragados pela terra. 13 - Guiou com bondade o povo que libertou; Levou com Seu poder o Seu povo ao lugar Santo que escolheu para morar: 14 - OS povos souberam o que aconteceu, e tremeram! O medo encheu de angústia o povo da Filístia. 15 - Os comandantes de Edom estão aflitos. Os heróis de Moabe tremem. Todo o povo de Canaã desmaia de pavor. 16 - Estão dominados pelo espanto e pelo medo. Viram a força do Seu braço, e estão mudos como pedras. E o Seu povo passará livremente pelas terras, deles ó Sim, o povo que o Senhor comprou passará a salvo. 17 - Ele fará com que o Seu povo entre na Terra Prometida, e fique estabelecido no Seu santo monte; Sim, o Seu povo morará no lugar que o Senhor preparou, no Seu lar, no Santuário que o Senhor fez para lhe servir de morada. 18 - O Senhor reinará para todo o sempre! 19 e 21- Os cavalos, os cavaleiros e os carros de Faraó tentaram avançar pelas águas do mar, mas em vão! O Senhor derrubou sobre eles as muralhas de água, mas o povo de Israel passou pelo mar a pé enxuto! Ela saiu tocando um tamborim e dançando. As outras mulheres foram atrás dela, tocando tamborins e dançando. 21 - E Miriã cantava, acompanhada pelas mulheres: Cantem ao Senhor, porque Ele venceu maravilhosamente. O cavalo e o cavaleiro desapareceram nas profundezas do mar! 22 - Depois Moisés fez os israelitas saírem da praia do mar Vermelho. Foram para o deserto de Sur. Ali andaram três dias sem achar água. 23 - Finalmente chegaram em Mara e acharam água lá. Mas não puderam beber a água porque era amarga. Por isso aquele lugar levou o nome de Mara, que quer dizer."Amargor". 24 - Aí o povo resmungou contra Moisés."Vamos ter de morrer de sede?", muitos diziam. 25 e 26 - Moisés pede ajuda ao Senhor, e o Senhor lhe mostrou uma árvore - Moisés jogou a árvore na água, e a água se tornou doce. Em Mara o Senhor quis provar a disposição do povo para com Ele. Para isso, impôs esta condições: "Se vocês derem atenção à voz do Senhor seu Deus - se obedecerem ao que eu disser, fizerem o que eu acho certo, e guardarem os meus mandamentos - contem com a minha bênção. Não deixarei que vocês sofram nenhuma das doenças que mandei aos egípcios. Eu sou o Senhor que dá saúde a vocês." 27 - Depois os israelitas foram embora dali, e chegaram a Elim, onde acamparam. Nesse lugar havia 12 fontes de água e 70 palmeiras. CAPITULO 16 1 - DE ELIM FORAM para o deserto de Sim, que fica entre Elim e o monte Sinai. Chegaram lá no dia 15 do segundo mês, depois da saída do Egito. 2 - Ali também os membros da assembléia de Israel fizeram amargas queixas a Moisés e Arão. 3 - "Que bom se estivéssemos no Egito!" choramingaram."Era melhor que o Senhor nos tivesse matado lá! Pelo menos tínhamos carne e pão com fartura. Mas vocês nos trouxeram a este deserto para matar toda esta gente de fome! " 4 - Nessa situação, o Senhor disse a Moisés: "Olhe, vou fazer chover pão do céu. Cada pessoa deverá sair todas as manhãs para recolher pão suficiente para cada dia. Vou provar meu povo. Quero ver se segue as minhas ordens, ou não. 5 - "Agora, no sexto dia da semana, deverão colher porção dobrada." 6, 7 e 8 - Moisés e Arão convocaram a assembléia do povo de Israel. Disseram aos israelitas reunidos: "De tarde vocês vão ver que foi o Senhor que tirou vocês do Egito, e de manhã terão outra demonstração da glória dele. Porque de tarde nos dará carne, e de manhã pão. Ele ouviu as queixas que vocês fizeram. Suas queixas não são contra nós, pois quem somos nós? Suas queixas são contra o Senhor! 9 - Moisés disse a Arão: "Chame o povo, para que fique diante do Senhor, pois o Senhor ouviu as queixas feitas contra Ele." 10 - Arão chamou o povo. Nisso, alguma coisa chamou a atenção de todos. Olharam para o deserto e viram aparecer na coluna de nuvem a glória do Senhor! 11 e 12 - O Senhor disse a Moisés: "Escutei as queixas que os israelitas fizeram. Diga a eles: 'De tarde vocês vão comer carne, e de manhã vão se encher de pão. Aí saberão que, eu sou o Senhor seu Deus." 13 e 14 - De fato, à tarde chegaram muitas codornizes, e forraram o acampamento. E pela manhã, o deserto em volta do acampamento estava coberto de orvalho. Quando o orvalho evaporou, ficou no chão uma camada fina de uma coisa que parecia escamas ou geada. 15 e 16 - "Que será isso?", perguntaram os israelitas uns aos outros. Não tinham idéia do que era. Disse Moisés: "Isto é o maná, o pão que o Senhor nos está dando. Sobre isso, o Senhor deu estas instruções: Cada um deve recolher todo dia a quantidade suficiente para a sua família, bastando uma tigela por pessoa. 17 e 18 - Assim fizeram. Uns recolhiam mais, outros menos. Mas quando iam repartir com a tigela que servia de medida, dava tudo certo. Ninguém recebia de mais, e ninguém recebia de menos! I 19 - Moisés preveniu a todos, dizendo: "Não deixem nenhuma sobra para o dia seguinte." 20 - Mas não lhe deram ouvidos. Alguns: deixaram um pouco de maná guardado para o dia seguinte. Resultado: deu bichos e ficou cheirando mal. Moisés ficou bravo com eles. 21- Assim se acostumaram a recolher diariamente o maná, em quantidade suficiente para cada dia. E tinham de fazer isto cedo, porque quando o sol subia, derretia o maná. 22 - No sexto dia da semana, recolheram pão em dobro duas tigelas para cada um. Os oficiais dirigentes da assembléia foram perguntar a Moisés por que tinham de fazer isso. 23 - "Mas foi isso que o Senhor mandou, " respondeu Moisés."Disse o Senhor: 'o dia seguinte ao sexto dia, é o dia: de santo descanso, é o dia do Senhor. Assim, preparem o que quiserem comer na véspera - bolo de maná assado no forno, ou maná cozido em água. O que sobrar, podem guardar para a manhã seguinte. 24 - Fizeram isso. E no dia seguinte, o mana não deu bichos, nem ficou cheirando mal. 25 e 26 - Moisés disse: podem comer o pão do céu recolhido ontem. Hoje é o dia de descanso - o dia do Senhor. Não vamos achar maná no terreno do acampamento. Durante seis dias encontraremos pão para recolher, mas no sétimo não. O sétimo dia e o dia de descanso. 27 - Alguns teimaram em procurar maná no dia do Senhor, mas não acharam. 28 e 29 - Disse o Senhor a Moisés: "Até quando vamos ter gente em Israel que não obedece aos meus mandamentos? Eu separei o sétimo dia para descanso do meu povo. Por isso dou maná para dois dias no sexto dia da semana. Assim, cada um trate de ficar no seu lugar no sétimo dia." 30 - Aí o povo aprendeu a guardar o dia do Senhor. 31 - Foi o povo de Israel que deu ao pão do céu o nome de maná, que quer dizer: "Que será isto?" O maná era parecido com semente de coentro e tinha gosto de bolo de mel. 32 - Disse Moisés: "O Senhor mandou separar uma tigela cheia de maná. Esse maná ficará guardado de geração em geração. Para que os seus descendentes vejam o pão com o qual sustentei vocês no deserto, depois que os tirei do Egito, disse o Senhor." 33 - "Pegue um vaso, " disse Moisés a Arão, "e despeje nele uma tigela de maná. Depois coloque o vaso diante do Senhor. Assim ficará guardado para os nossos descendentes, de geração em geração." 34 - Arão obedeceu. Colocou o vaso cheio de maná diante do Senhor - e mais tarde foi guardado na Arca do Testemunho, no Tabernáculo. 35 - Os israelitas comeram maná 40 anos. Até entrarem em terras habitadas, ou seja, até chegarem às fronteiras de Canaã. 36 - A tigela para cada pessoa era de um ômer. Um ômer equivale a um décimo do efa. CAPITULO 17 1 - O povo de Israel continuou a viagem pelo deserto de Sim, fazendo as paradas como o Senhor mandava. Acabaram chegando em Refidim, onde não havia água para beber. 2 - O povo brigou com Moisés, exigindo que ele arranjasse água."Por que estão brigando comigo?", disse Moisés."' Vocês não sabem que com isso estão provocando o Senhor?" 3 - Mas o povo estava com sede, e continuou a reclamar."Por que você fez a gente sair do Egito? Para isto? Para nos matar de sede - a nós, aos nossos filhos e aos nossos rebanhos?" 4 - Moisés pediu socorro ao Senhor."Que faço com este povo?", perguntou em oração."Só falta que me matem a pedradas!" 5 e 6 - "Vá um pouco mais adiante, " disse o Senhor a Moisés."Vá com alguns dos líderes de Israel - e não esqueça a vara que você usou para golpear as águas do rio Nilo. Chegue até o monte Horebe. Eu estarei lá, na rocha do Horebe. Você baterá com a vara na rocha, e brotará água dela. O povo terá água para beber. Moisés fez isso, na frente dos líderes de Israel. 7 - Moisés deu dois nomes àquele lugar. Um deles é Massá, que quer dizer: "Provocação". O outro é Meribá, que quer dizer: "Briga", pois foi ali que o povo se rebelou contra Deus, provocando sua ira, ao dizer: "Afinal, o Senhor vai nos proteger, ou não?" 8 - Israel foi atacado em Refidim pelas forças de Amaleque. 9 - Moisés deu estas ordens a Josué: "Chame os guerreiros e vá com eles enfrentar os amalequitas. Amanhã eu vou ficar no alto de um morro, e vou ficar segurando erguida a vara de Deus." 10 - Josué fez o que Moisés mandou, e enfrentou Amaleque. Enquanto isso, Moisés, Arão e Hur subiram ao morro e ficaram lá. 11 - Enquanto Moisés sustentava a vara estendida, com o braço levantado, Israel levava a melhor na luta. Quando Moisés abaixava o braço, Amaleque levava vantagem. 12 - Moisés sentia as mãos pesadas. Por isso, pegaram uma pedra e Moisés ficou sentado nela. E Arão e Hur ficaram segurando as mãos dele; um de cada lado. Com isso, as mãos dele ficaram erguidas e firmes até o pôr do sol. 13 - O resultado foi que as tropas de Josué acabaram com o exército de Amaleque, ao fio da espada! 14 - Disse o Senhor a Moisés: "Escreva num livro o que vou ditar, para que nunca fique esquecido. E leia para Josué. Vou acabar com a fama de Amaleque em toda a terra!" 15 e 16 - Moisés construiu ali um altar e lhe deu um nome que significa: "O Senhor é a minha bandeira" E disse: "O Senhor garantiu que guerreará contra Amaleque de geração em geração." CAPITULO 18 1 - JETRO, SACERDOTE de Midiã, sogro de Moisés, ficou sabendo tudo o que Deus tinha feito a Moisés e ao povo de Israel. Ficou sabendo como o Senhor tinha tirado Israel do Egito, e como o estava guiando. 2, 3 e 4 - Moisés tinha mandado a mulher e os filhos dele para a casa do sogro. Eram dois os filhos de Moisés. Um se chamava Gérson - que quer dizer: "Estrangeiro". Quando ele nasceu, Moisés disse: "Sou forasteiro em terra estranha". O outro se chamava Eliezer, que quer dizer: "Deus é auxílio". Quando ele nasceu, Moisés disse: "O Deus do meu pai foi minha ajuda, e me livrou da espada de Faraó”. 5 - Jetro, Zípora - mulher de Moisés - Gérson e Eliezer foram ao encontro de Moisés. Chegaram ao acampamento de Israel, junto do monte de Deus. 6 - Quando iam chegando, Jetro mandou este recado a Moisés: "Eu - o seu sogro Jetro - estou vindo a você, junto com a sua mulher e seus filhos." 7 - Moisés saiu logo ao encontro do sogro. Eles se cumprimentaram, se abraçaram, perguntaram um ao outro como estavam, e entraram na tenda de- Moisés. 8 - Moisés contou ao sogro tudo o que o Senhor tinha feito a Faraó e aos egípcios, por amor do povo de Israel. Contou também como os israelitas tinham sofrido no Egito, e como o Senhor os tinha libertado. 9 - Jetro ficou contente com todos os benefícios que Deus tinha feito a Israel, chegando a fazer aquele grande livramento. 9 - Jetro ficou contente com todos os benefícios que Deus tinha feito a Israel, chegando a fazer aquele grande livramento. 10 e 11 - Disse ele: "Bendito seja o Senhor que libertou vocês das mãos dos egípcios e de Faraó! Agora sei que o Senhor é maior do que todos os deuses. Sim, pois libertou este povo da mão dos orgulhosos e cruéis egípcios!' 12 - Jetro ofereceu a Deus ofertas queimadas e outros sacrifícios. Então vieram os líderes de Israel e participaram - a refeição sacrificial, juntamente com Jetro, diante do Senhor. 13 - No dia seguinte, Moisés tomou o assento de juiz. Ficou ali ouvindo e resolvendo os problemas e queixas do povo, desde cedo até o pôr do sol. Era assim que fazia sempre. 14 - Quando Jetro viu aquilo, ficou espantado."Por que você faz tudo isso sozinho? E fica todo mundo de pé o dia inteiro na fila, esperando você resolver os problemas deles!" 15 e 16 - "É o povo que me procura, disse Moisés."Cada vez que uma pessoa tem queixa contra outra, elas me procuram para que eu decida quem tem razão. E vou aplicando a todos os casos as Leis e mandamentos de Deus." 17 e 18 - "É, mas não é bom assim, " disse Jetro."Desse jeito você e o povo vão acabar tendo esgotamento! Esse trabalho é pesado demais. Sozinho você não vai agüentar muito tempo. 19 e 20 - "Escute o meu conselho - e que Deus o abençoe! Você deve trabalhar como representante do povo diante de Deus. Assim você levará a Deus as causas do povo."Além disso, você deve governar o povo. Deve ensinar a todos as Leis de Deus e mostrar como deve ser a conduta e quais são os deveres deles. 21, 22 e 23 - "Mas deve escolher homens que ajudem como juizes e advogados de causas menores. Devem ser homens competentes, tementes a Deus, amantes da verdade, inimigos da avareza. Uns serão responsáveis por grupos de mil pessoas, outros cuidarão de grupos de cem, outros, de grupos de cinqüenta e outros, de grupo de dez pessoas."Eles deverão dar tempo integral a esse trabalho."Quando aparecer algum caso grave, eles o trarão a você. Mas todos os casos simples, eles mesmos resolverão. Com isso a sua carga ficará mais leve. Na verdade: eles estarão ajudando você a levar a carga. Se você aceitar a minha idéia, e Deus a aprovar, você poderá suportar o peso do trabalho. E haverá mais paz e harmonia no acampamento." 24 - Moisés aceitou a opinião do sogro, e seguiu as sugestões que ele deu. 25 - Moisés escolheu homens capazes para chefiarem grupos de mil, de cem, de cinqüenta e de dez pessoas. 26 - Davam todo o tempo a esse serviço. Resolviam os casos simples, e os casos graves levavam a Moisés, para ele decidir. 27 Então Jetro se despediu de Moisés e foi para casa. CAPITULO 19 1 - Os ISRAELITAS chegaram ao deserto do Sinai exatamente três meses depois da noite em que saíram do Egito. 2 - Levantaram o acampamento de Refidim, foram para o Sinai, e acamparam em frente do monte. 3 - Moisés subiu ao monte para falar com Deus. Quando estava em certo ponto, o Senhor chamou Moisés, e disse: "Dê instruções a Israel. Diga ao povo: 4, 5 e 6 - “Vocês viram o que fiz aos egípcios e como trouxe vocês a mim como que sobre asas de águias! Pois bem. Agora, se derem cuidadosa atenção ao que digo, e cumprirem os termos do meu contrato, vejam as bênçãos! Serão minha propriedade particular dentre todos os povos. Toda a terra é minha, mas vocês serão minha propriedade especial. Serão um reino de sacerdotes meus, uma nação santa."Diga estas coisas ao povo de Israel”. 7 - Moisés convocou os líderes de Israel e transmitiu a eles tudo o que o Senhor tinha dito. 8 - O povo respondeu unido: "Vamos fazer tudo o que o Senhor disse." E Moisés levou ao Senhor a resposta do povo. 9 - O Senhor disse a Moisés: "falarei com você do meio de uma grossa nuvem. O povo escutará a minha voz e acreditará sempre em você". 10 e 11 - "Desça e prepare o povo para a minha visita. Tome providências para purificar os israelitas hoje e amanhã." disse o Senhor a Moisés."Que eles lavem a roupa e fiquem prontos para o terceiro dia. Porque no terceiro dia – isto é, depois de amanhã - o Senhor vai aparecer à vista de todo o povo. E o povo todo deve rá juntar-se ao pé do monte Sinai. 12 - "Marque com cuidado limites em volta do monte, e avise ao povo. Diga a todos: 'Cuidado para não subirem no monte. Nem pisem na linha dos limites que marquei. Quem fizer isso terá de morrer. 13 - Enquanto não tocar a buzina, ninguém poderá encostar no monte. A pessoa ou animal que fizer isso terá de ser morto a pedradas, ou a flechadas. Quando a corneta soar com um toque comprido, então o povo poderá subir no monte. 14 - Moisés desceu do monte e fez a dedicação do povo. Todos puseram roupa limpa. 15 - Disse Moisés ao povo: "Fiquem prontos para o terceiro dia. Não tenham relação sexual com suas esposas." 16 - Quando amanheceu o terceiro dia, o povo estremeceu com o que viu e ouviu. Estouraram trovões e relâmpagos, e uma grossa nuvem cobriu o monte. E no meio disso tudo, o povo escutou um forte toque de corneta. 17 - Moisés levou o povo para fora do acampamento, ao pé do monte. 18 Saía fumaça do monte Sinai, porque o Senhor tinha descido lá, no meio de labaredas de fogo. Subia fumaça como se tivessem feito uma tremenda fornalha. E um terremoto sacudia violentamente o monte. 19 - O som da corneta foi aumentando cada vez mais. Moisés falava e Deus respondia por meios de trovões. 20 - O Senhor ficou no topo do monte e mandou Moisés subir até lá. Ele foi. 21 e 22 - Logo o Senhor mandou Moisés descer para prevenir o povo. Disse Ele a Moisés: "Vá lá embaixo avisar o povo que não passe do limite, para me ver. É preciso dar este aviso, para evitar que muitos morram. Mesmo os sacerdotes, que estão acostumados a se apresentar a Mim, precisam de preparo especial. Se não, Eu os destruirei." 23 - "O povo já sabe disso", disse Moisés."Tu já nos avisaste! E mandaste marcar os limites e dedicar o povo. Eles sabem que não podem passar dos limites e subir no monte." 24 - "Faça o que digo", respondeu o Senhor. Desça lá, e diga ao povo e aos sacerdotes que não passem dos limites e não subam no monte para não serem mortos. Depois, suba aqui de novo e traga Arão junto." 25 - Moisés foi, disse tudo isso ao povo, e tornou a subir. CAPITULO 20 1 - DISSE DEUS tudo o que se segue: 2 - "Eu sou o Senhor seu Deus. Eu tirei você da terra do Egito, onde você foi um povo escravo. 3 - "Não creia nem adore nenhum deus - a não ser a Mim. 4, 5 e 6 - "Não faça ídolos. Não preste culto a imagens - nem de animais, nem de aves, nem de peixes, nem de qualquer coisa ou ser existente em cima do céu, nem embaixo na terra, nem nas águas. Não faça gestos de respeito ou de adoração diante de nenhuma imagem, pois Eu sou o Senhor, seu Deus. Sou Deus zeloso, e trarei maldição sobre os pecados de um pai até à terceira e quarta geração dos filhos daqueles que Me odeiam, mas mostrarei bondade até mil gerações àqueles que Me amam e guardam os meus mandamentos. 7 - "Nunca use mal o meu nome. Não tolerarei qualquer abuso neste sentido. 8, 9, 10 e 11 - "Guarde o sétimo dia como dia de santo descanso. É ordem minha. Trabalhe nos outros seis dias, mas o sétimo dia é o dia de descanso do Senhor seu Deus. Nenhum trabalho será feito nesse dia, nem por você, nem por ninguém da sua casa - filhos, filhas, criados, criadas, bois, burros ou qualquer outro animal. Nem mesmo os estrangeiros que estejam morando com você. Todos têm de obedecer a este mandamento. Todos devem descansar nesse dia - sejam empregados ou patrões. Por que você fica obrigado a guardar o dia de descanso? Porque em seis dias o Senhor fez o céu, a terra, o mar, e tudo o que neles há, e descansou no sétimo. Por isso Eu separo o dia de descanso e lhe dou uma bênção toda especial. 12 - “Honre seu pai e sua mãe”. Se obedecer, terá vida longa e próspera na terra, que o Senhor dá a você. 13 - "Não mate. 14 - "Não pratique adultério. 15 - "Não roube. 16 - "Não diga mentiras contra seu próximo. 17 - "Não cobice a mulher do próximo, nem fique com inveja do próximo, querendo a casa, as terras, os criados, os animais, ou qualquer outra coisa que ele possua." 18 - O povo viu os trovões, os relâmpagos, o monte lançando fumaça; e ouviu o toque de corneta. O povo ficou de longe, olhando e tremendo. 19 - Os israelitas disseram a Moisés: "É melhor você falar conosco. Nós o ouviremos. É melhor Deus não falar diretamente conosco, porque, se não, morreremos!" 20 - Moisés disse a todos: "Não tenham medo! O Senhor veio testar vocês. Ele está fazendo estas coisas para que vocês tenham sempre humilde respeito a Ele e não pequem." 21 - O povo ficou de pé, longe do monte. Mas Moisés ficou perto da nuvem escura, onde Deus estava. 22 - Então o Senhor mandou Moisés dizer aos israelitas; "Todos viram que do céu falei com vocês. 23 - "Não façam ídolos de prata ou de ouro para colocarem ao Meu lado como seus deuses. 24 "Façam um altar de terra ou de pedras. Nele vocês Me oferecerão sacrifícios: sacrifícios queimados, ofertas de gratidão, sacrifícios de ovelhas e bois. Seja onde for que Eu mandarei vocês comemorarem a fama do meu nome, Eu estarei presente e abençoarei vocês. 25 - "Agora, notem bem: Se o altar for de pedras, usem pedras brutas. Se usarem ferramenta nas pedras, elas não ficarão santas para Mim. 26 - "Outra coisa: Não subam escada para chegar ao altar, para não mostrar a sua nudez, numa posição indecente." CAPITULO 21 1 - "APRESENTE OS MEUS regulamentos ao povo, " disse o Senhor a Moisés."São estes: 2 - "Se alguém comprar um escravo hebreu, ele trabalhará como escravo durante seis anos. No começo do sétimo ano, será libertado de graça. 3 - "Se o escravo era solteiro, quando foi comprado, sairá livre sozinho. Se era casado a mulher irá com ele. 4 - "Se o dono der mulher a ele, e tiverem filhos, ele sairá livre sozinho. A mulher e os filhos continuam sendo do mesmo dono. 5 - "Pode ser que o escravo diga: 'Eu gosto do meu dono. Além disso, amo a minha mulher e os meus filhos. Não quero sair livre. ' 6 - "Neste caso, o dono levará o escravo ao tribunal, para legalizar a declaração dele. Depois, na porta ou na entrada da casa, o dono furará a orelha do escravo com um furador de sapateiro. Então o homem ficará sendo escravo dele para sempre. 7, 8 e 9 - "Se alguém vender a filha como escrava, ela não sairá livre como os escravos do sexo masculino."Se ela foi comprada para casar com o dono, e o dono achar que ela não serve para esposa, terá de permitir que seja resgatada. Isto é, terá de permitir que paguem pela libertação dela. Mas não poderá vender a escrava a estrangeiros. Se fizesse isto, estaria sendo desleal para com ela. Agora, se o homem comprou a moça para a dar em casamento a um filho dele, ela terá de ser tratada como se fosse filha. 10 - "Caso o dono dê ao filho outra mulher, a primeira continuará com os mesmos direitos que tinha antes. Os mesmos direitos conjugais, a mesma alimentação, e roupas na mesma quantidade e da mesma qualidade. 11 - "Se não forem atendidas estas três condições, ela sairá livre, sem devolver nem pagar nada. 12 - "Quanto às brigas e violências, as regras são estas: Quem ferir mortalmente outro, terá de morrer também. . 13 - "Mas se não planejou isto, e Deus permitiu que o outro caísse nas mãos dele e morresse, o caso é diferente. Para casos assim, vou determinar lugares para onde o assassino involuntário poderá fugir. 14 - "Agora, aquele que tiver má intenção e matar alguém à traição, será morto, mesmo que tenha procurado refúgio no meu altar. 15 - "Quem ferir o pai ou a mãe - seja como for - será morto. 16 - "Aquele que raptar uma pessoa e a vender, ou se a pessoa for achada em poder dele - será morto. 17 - "Quem amaldiçoar o pai ou a mãe, será morto. 18 e 19 - Se dois homens brigarem, e um deles ferir o outro com uma pedra ou com o punho e este cair de cama, não morrer; se o ferido mais tarde puder levantar-se e andar apoiado em sua bengala, o outro estará livre de castigo. 20 e 21 - "Se alguém surrar com vara um seu escravo ou escrava, se o ferido morrer logo, o dono será castigado por lei. Mas se o escravo ou escrava durar um ou dois dias depois da surra, o dono não será condenado. Isso porque escravo é dinheiro do dono. 22 - "Se durante uma briga for atingida uma mulher grávida e por isso ela abortar, depende. Se não acontecer coisa pior do que o aborto, o culpado terá de pagar a indenização que o marido dela cobrar. A forma de pagamento será determinada pelo tribunal. 23, 24 e 25 - "Mas se acontecer outra coisa grave com ela, então o culpado terá de ser condenado a um castigo correspondente ao mal que fez. A regra é: vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, golpe por golpe. 26 - "Se alguém machucar e inutilizar o olho do escravo ou da escrava dele, terá de dar liberdade ao escravo ou escrava. Pagará coma libertação o olho que estragou. 27 - "A mesma coisa se, com violência, fizer cair um dente de um escravo ou escrava. Pagará com a libertação do escravo ou escrava o dente que fez cair. 28 - "Se um boi matar a chifradas um homem ou uma mulher" o boi terá de ser morto a pedradas. Além disso, ninguém poderá comer a carne dele. Mas o dono do boi não receberá nenhuma condenação. 29 - "Agora, se o boi tinha o costume de andar chifrando gente e o dono sabia disso e não prendeu o animal, é diferente. Neste caso, se o boi matar um homem ou uma mulher, o boi será apedrejado e o dono dele terá de ser morto também. 30 e 31 - "Se o acusador preferir receber resgate, o culpado terá de pagar tudo que for pedido, para salvar a própria vida. Este julgamento será aplicado quando a pessoa morta pelo boi for filho ou filha do interessado. 32 - "Se a pessoa morta pelo boi for escravo ou escrava do acusador, o preço do resgate será de 30 moedas de prata. Além disso, o boi será morto a pedradas. 33 e 34 - "Se alguém deixar uma cova aberta, ou se fizer uma cova e não a tapar, e cair nela um boi ou jumento e morrer, a regra é clara. O responsável pela cova pagará o preço do animal ao dono dele, mas ficará com o animal morto. 35 - "No caso de um boi matar outro, o boi vivo será vendido. O dinheiro da venda será repartido em partes iguais, entre o dono do animal vivo e o dono do animal que morreu. E assim farão com o boi morto. 36 - "Mas se o boi era conhecido como matador, e o dono dele não o prendeu, o caso é diferente. Pagará ao dono o preço do boi que morreu, e ficará com o boi morto. CAPITULO 22 1 - "QUEM ROUBAR E matar ou vender bois ou ovelhas, terá de pagar mais do que roubou. Para cada boi pagará cinco, e para cada ovelha pagará quatro. 2, 3 e 4 - "Quem matar um ladrão enquanto ele está roubando a casa, não será condenado. Se isto acontecer durante o dia, será condenado como criminoso. Mas quanto ao roubo, o ladrão tem de devolver tudo o que roubou. Se não puder devolver ou pagar o que roubou, ele mesmo será vendido como escravo. O dinheiro da venda dele servirá para pagar o roubo. Se o ladrão for apanhado no ato de roubar um animal vivo, terá de pagar o dobro. Seja boi, ou jumento, ou ovelha, o animal roubado. 5 - "Se alguém soltar um animal e este entrar na plantação de uvas ou no pasto de outra pessoa, pagará o prejuízo com o melhor que tiver no seu próprio campo e na plantação de uvas. 6 - "Quem acender fogo, e o fogo destruir as colheitas já feitas ou por fazer, ou as pastagens de uma outra pessoa, terá de pagar totalmente o prejuízo. 7 e 8 - "Vejamos este caso: Alguém pede a outra pessoa para guardar dinheiro ou objetos. Mas um ladrão rouba aquilo que foi guardado."Bem, se o ladrão for achado, pagará o dobro do que roubou. Se não acharem o ladrão, será aberto processo para decidir em tribunal se a pessoa foi roubada ou roubou. 9 - "Todo negócio desonesto será decidido em tribunal. Seja de bois, ou jumentos, ou ovelhas - ou seja do que for. As duas partes irão ao tribunal, e o queixoso dirá: 'Aconteceu assim e assim. ' Aquele que for condenado pelo tribunal, pagará o dobro do prejuízo que causou. 10 - "Outro caso: Alguém pede a uma pessoa que guarde para ela, jumento, boi, ovelha, ou outro animal, e este morre, ou fica ferido, ou desaparece sem que ninguém saiba para onde. 11 - "A pessoa deve então fazer solene juramento diante do Senhor de que não roubou o animal. O dono aceitará a palavra, e a pessoa não precisará pagar nada. 12 - "Mas se a pessoa roubou aquilo que estava guardando, terá de pagar o que roubou ao legítimo dono. 13 - "Se foi despedaçado, apresentará o animal despedaçado ao dono, como prova. Não precisará pagar nada, neste caso. 14 - "Outro caso: Alguém pede emprestado um animal, e o animal fica aleijado ou morre, com o dono ausente, terá de pagar então o preço do animal. 15 - "Mas, se o dono estiver presente quando isso acontecer, o outro não precisará pagar o prejuízo. Se o animal era alugado, basta pagar o preço do aluguel. 16 - "Vejamos agora o caso da sedução de virgens. Quem seduzir uma moça não comprometida, pagará o dote exigido e se casará com ela. 17 - "Se o pai da moça proibir o casamento, o sedutor pagará a ele uma quantia proporcional aos dotes das moças virgens. 18 - "As feiticeiras têm de ser mortas. 19 - "Quem tiver relação sexual com animal terá de ser morto. 20 - "Quem oferecer sacrifícios a deuses falsos, e não somente ao Senhor, será destruído. 21 - "Não maltrate nem explore os estrangeiros. Não esqueça que você foi estrangeiro no Egito. 22 - "Não maltrate a nenhuma viúva. Não maltrate nenhum órfão. 23 e 24 - "Se você os maltratar, e eles me pedirem socorro, atenderei o pedido deles. Ficarei irado e matarei você e todos os que fizerem isso. Então, as suas mulheres ficarão viúvas e os seus filhos ficarão órfãos. 25 - "Se você emprestar dinheiro a alguém do meu povo - a algum pobre que esteja com você - cuidado! Não cobre juros dele! 26 e 27 - "Se você segurar a capa de alguém, como garantia, não abuse! Devolva a capa a ele antes do pôr do sol. Sim, porque a capa é o colchão, e o cobertor do pobre! Se você ficar com ela, como ele poderá dormir? Se você fizer uma coisa dessas, e ele Me pedir socorro, Eu atenderei, porque sou misericordioso. 28 - "Não ofenda a Deus."Não lance maldição sobre a autoridade que governa o seu país. 29 e 30 - "Traga sem demora as ofertas dos melhores produtos das roças e das plantações de uvas. E me dê o resgate pelo seu primeiro filho. Assim também com os seus bois e ovelhas. A primeira cria de cada fêmea ficará uma semana com a mãe. Depois, no oitavo dia, traga a cria para mim. 31 - "Israelitas! Vocês têm de ser homens dedicados. Por isso, não comam carne de animal despedaçado no campo. Dêem essa carne aos cães. CAPITULO 23 1 - "NÃO ESPALHE notícias falsas."Não concorde com o mau dando um testemunho falso. 2 - "Não acompanhe a multidão na prática do mal". Quando prestar depoimento numa demanda judicial, não torça o direito para favorecer a maioria. 3 - "Não seja parcial, nem para proteger o pobre. 4 - "Se você encontrar o boi ou o jumento do seu inimigo, veja lá! Leve de volta ao dono o animal extraviado. 5 - "Se vir o jumento de alguém que não lhe quer bem, caído com a carga no lombo, não passe de largo! Vá ajudar o homem a erguer o animal. 6 - "Não falsifique o julgamento para prejudicar a causa do pobre. 7 - "Fuja da acusação falsa". Não mate o inocente, nem o homem correto. Saiba que Eu não desculpo os que vivem para o mal. 8 - "Não aceite presente como suborno. Porque o presente cega até os mais espertos, e corrompe as palavras dos honestos. 9 - "Volto a dizer: Não explore o estrangeiro. Sim, israelitas! Vocês bem sabem o que sente um estrangeiro. Pois vocês foram estrangeiros no Egito! 10 - "Faça plantações em suas terras, e colha o que elas produzirem. 11 - “Mas de sete em sete anos, deixe a terra descansar um ano. O sétimo ano é de descanso da terra. Não faça plantações nem colheita nesse ano. É para que os pobres de Israel achem o que comer. Os animais comerão o que sobrar no campo. Esta Lei é para todas as plantações, incluindo as de uvas e as de oliveiras. 12 - "Repito aqui a Lei do descanso semanal. Faça tudo o que tiver de fazer, nos primeiros seis dias, mas descanse no sétimo: É para o seu boi e o seu jumento descansarem. Também é para o filho da sua criada e o imigrante se reanimarem. 13 -Israelitas! Ponham atenção em tudo o que eu disse."E vejam lá: Nem falem, nem lembrem o nome de outros deuses! 14 - "Façam festa em honra a Mim, três vezes por ano. 15 - "Primeiro, a festa dos pães sem fermentar - chamados "asmos". Durante uma semana, comam pães sem fermentar, como já mandei. Essa festa tem de ser feita no primeiro mês do ano - o mês de Abibe - porque foi nesse mês que vocês saíram do Egito. E ninguém deverá vir à festa sem ofertas para Mim. 16 - "A segunda festa é a da colheita dos primeiros frutos - chamados 'primícias'. Depois do plantio, assim que forem colher os primeiros produtos, façam essa festa. "A terceira festa é a da colheita geral, mais para o fim do ano. 17 - "Por ocasião dessas três festas anuais, todo homem terá de se apresentar diante do Senhor. 18 - "Algumas observações: Ninguém deve me oferecer o sangue do sacrifício junto com pão fermentado. Não deverá ficar gordura nenhuma da Minha festa durante a noite, até o dia seguinte. 19 - Cada um deverá trazer à casa do Senhor os primeiros frutos das suas terras. E que ninguém cozinhe o cabrito no leite da própria mãe dele. . 20 - "Eu mando um Anjo na frente do meu povo, para o guardar e levar ao lugar que preparei para ele. 21 - "Tomem cuidado diante dele! Escutem o que disser! Não desobedeçam a Ele, pois não perdoará os pecados que cometerem contra Ele. O Anjo de que falo tem meu nome! 22 - "Mas se tiverem o cuidado de obedecer ao que Ele disser e de fazer o que Ele mandar, então sim! Serei inimigo dos seus inimigos. Estarei contra os que estiverem contra vocês. 23 - "O meu Anjo vai na frente de vocês. Ele os vai levar aos amorreus, aos heteus, aos ferezeus, aos cananeus, aos heveus e aos jebuseus. E eu vou destruir todos esses povos! 24 - "Não adorem nem respeitem os falsos deuses deles. Não façam o que eles fazem. Ao contrário! Destruam totalmente aqueles ídolos! Despedacem as colunas deles! 25 - "Sirvam ao Senhor - o Deus de vocês. Então o Senhor abençoará o seu pão, a sua água, e a sua saúde. Tirará do meio de vocês as doenças. 26 - "Na sua terra não existirá mulher incapaz de conceber ou de dar à luz filhos. Ninguém morrerá antes do tempo - porque Eu darei vida longa e completa a vocês. 27 - "Mandarei na sua frente o medo de mim. Deste modo, em qualquer nação onde vocês entrarem, o povo ficará em confusão. Farei com que todos os seus inimigos voltem as costas para vocês, e fujam. 28 - "Também mandarei vespas na frente de vocês. Elas expulsarão para longe de Israel os heveus, os cananeus e os heteus. 29 - "Não vou expulsar esses povos todos em um só ano. Não! Se fizer isso, a terra virará um deserto e os animais ferozes se multiplicarão contra vocês – pois Israel é povo muito pequeno. 30 - "Vou mandar embora aqueles povos aos poucos. Enquanto isso, vocês ficarão numerosos e poderão tomar posse efetiva do território - território que já dei a vocês como herança. 31 - "Eu mesmo vou traçar os limites do seu país. Os limites serão estes: do Mar Vermelho até o Mar dos Filisteus, e do deserto até o rio Eufrates."Vou entregar em suas mãos os moradores daquelas terras. Vocês expulsarão todos eles do território. 32 - "Não façam nenhuma aliança com esses povos, nem com os falsos deuses deles! 33 - "Não deixem que eles morem no território de Israel, para que não levem vocês a pecarem contra mim."Se prestarem culto aos ídolos deles, isto será uma armadilha para vocês." CAPITULO 24 1 e 2 - DEUS CONTINUOU falando com Moisés. Disse Ele: "Vá chamar Arão, Nadabe, Abiú e mais setenta líderes de Israel. Venha com eles se apresentar ao Senhor. Mas que eles me prestem culto de longe. Só você deve chegar perto de mim. Os outros ficarão de longe e o povo, então, não deve subir nem um pouco no monte." 3 - Moisés desceu e transmitiu todas as palavras e leis do Senhor a Israel. E o povo todo respondeu unido, dizendo: "Faremos tudo o que o Senhor falou". 4 - Moisés escreveu todas as palavras do Senhor. Depois se levantou bem cedo e fez um altar ao pé do monte. Construiu também ali 12 pilares, um para cada tribo de Israel. 5 - Depois mandou alguns moços israelitas oferecerem novilhos como sacrifícios queimados e ofertas de gratidão ao Senhor. 6 - Moisés despejou a metade do sangue numas bacias. Com a outra metade, borrifou sangue no altar. 7 - Depois Moisés leu o Livro do Contrato de Deus para o povo. Disseram os israelitas: "Seremos obedientes e faremos tudo o que o Senhor falou." 8 - Então Moisés pegou as bacias e borrifou sangue sobre o povo. Disse ele: "Este é o sangue da aliança que o Senhor fez com vocês, nos termos que acabei de ler." 9 - Aí Moisés, Arão, Nadabe, Abiú e mais setenta oficiais de Israel subiram no monte. 10 - Tiveram uma bela visão do Deus de Israel. Deus estava pisando num pavimento de pedras de safira. Parecia o céu num dia claro! 11 - Deus não estendeu a mão para ferir os escolhidos de Israel. Mas eles viram Deus! E ali comeram e beberam. 12 - Disse Deus a Moisés: "Venha ao topo do monte, e fique aqui. Vou dar a você duas tábuas de pedra com a Lei que eu mesmo escrevi. Depois você ensinará a minha Lei ao Povo." 13 - Moisés e seu ajudante Josué se prepararam para subir. 14 - Moisés disse aos oficiais: "Esperem aqui até voltarmos. Arão e Hur ficam com vocês. Quem tiver algum problema, fale com eles." 15, 16 e 17 - Assim que Moisés subiu, uma nuvem cobriu o monte. A glória do Senhor ficou sobre o monte Sinai. A nuvem ficou cobrindo o monte seis dias. No sétimo dia, do meio da nuvem, o Senhor chamou Moisés. Para o povo de Israel, que olhava de longe, a aparência da glória do Senhor era tremenda. Era como um fogo consumidor, no alto do monte! 18 - Moisés atendeu o chamado, e entrou no meio da nuvem, no topo do monte. E lá ficou quarenta dias e quarenta noites! CAPITULO 25 1 - DISSE O SENHOR a Moisés: 2 - "Diga aos israelitas que me tragam ofertas. Mas só receba ofertas daqueles que quiserem ofertar de coração. Todo aquele que quiser, pode trazer. 3 - "As ofertas devem ser destas coisas: Ouro, prata e bronze. 4 - Tecido azul, vermelho-púrpura, vermelho-carmesim, linho fino e pêlos de cabra. 5 - Peles de carneiro tingidas de vermelho, peles de animais marinhos e madeira de acácia. 6 - Azeite para iluminação, especiarias para o óleo para derramar nos atos de unção para dedicação, e especiarias para o incenso aromático. 7 - Pedras de ônix, pedras próprias para fixar na faixa sacerdotal e na peça que vai no peito do sacerdote. 8 - "Deverão construir um Santuário, para Eu morar nele, no meio do meu povo. 9 - "Darei o modelo do Tabernáculo que servirá de Santuário, e o modelo dos móveis. Assim, o Santuário será feito exatamente como quero que seja. 10 - "Façam também uma Arca de madeira de acácia. A arca deverá medir 1, 20 metros de comprimento, 0,75 m de largura, e 0,75 m de altura. 11 - "Terá de ser revestida de ouro puro, por dentro e por fora. Além disso, será feito um bordado de ouro em volta dela. 12 - “Façam quatro cantos da arca, duas para cada lado. 13 - "Façam também varais de madeira de acácia, revestido de ouro. 14 - "Os varais serão postos nas argolas, aos lados da Arca. Servirão para carregar a arca. 15 - "Os varais terão de ficar o tempo todo nas argolas. Ninguém os poderá tirar. 16 - "Dentro da arca você, Moisés, vai colocar o Testemunho - a prova da minha presença e de que dei a Israel a minha Lei. 17 - "Faça uma prancha de ouro puro. Deverá medir 1, 20 m de comprimento por 0,75 m de largura. Como assento da misericórdia, pelos pecados do povo, servirá de propiciatório. 18 e 19 - "Depois faça dois querubins de ouro batido, um em cada ponta do assento da misericórdia. Mas este e os querubins devem ser uma só peça inteiriça. 20 - "Essas duas figuras de anjos estarão olhando uma para a outra e para o assento da misericórdia; cobrindo este com as asas abertas. 21 - "Coloque o propiciatório em cima da arca. Dentro da arca, ponha as tábuas que lhe vou dar - as tábuas do Testemunho do meu contrato. 22 - "Ali me apresentarei a você, no meio dos dois querubins que estão sobre a arca. Na arca estarão as leis que dão testemunho da minha aliança. Ali darei a você os meus mandamentos para o povo de Israel. 23 e 24 - "Faça também uma mesa de madeira de acácia, recoberta de ouro puro, e com um bordo de ouro em volta. A mesa deve medir 1,00m de comprimento, 0,50 m de largura e 0,75 m de altura. 25 - "Faça uma moldura de quatro dedos de largura, circundando a mesa propriamente dita. Faça um enfeite de ouro em volta da moldura. 26 e 27 - “Faça quatro argolas de ouro, uma para cada canto da mesa. Coloque as argolas nas pernas da mesa, pouco abaixo da moldura. Estas argolas servirão para transportar a mesa. 28 - "Faça então os varais para carregar a mesa. Devem ser feitos de madeira de acácia, recobertos de ouro. 29 - "Faça os pratos, os talheres, as vasilhas para incenso, e as jarras para as bebidas sacrificiais. Tudo isso deve ser feito de ouro puro. 30 - "E deixe sempre em cima da mesa, diante de mim, os Pães da Presença, 31 - “Faça um lustre de ouro puro batido. Todas as partes dele deverão formar uma só peça inteiriça - as bases, os braços, os bocais e as flores de enfeite. 32 - "Serão seis braços, três de cada lado da vareta central. 33 - "Cada braço terá três bocais em forma de amêndoas, e será enfeitado com três remates e três flores. 34 e 35 - "Mas a vareta central terá quatro bocais em forma de amêndoas, cada um com seu remate e sua flor."Entre cada par de braços haverá um remate e uma flor, fora os que vão por cima e os que vão por baixo do conjunto de braços. 36 - "Todas essas peças, incluindo as partes de enfeite, serão uma só peça inteiriça de ouro puro batido. 37 - "Depois faça sete lâmpadas. Coloque as lâmpadas de modo que lancem luz para a frente do lustre. 38 - "Os aparadores dos pavios e os apagadores serão de ouro puro. 39 - "Você vai precisar de cerca de 50 quilos de ouro para fabricar o lustre com todas as suas partes. 40 - "Trate de fazer tudo de acordo com o modelo que lhe estou mostrando neste monte." CAPITULO 26 1 - "FAÇA O TABERNÁCULO com dez cortinas. O tecido tem de ser linho fino trançado - azul, vermelho-púrpura e vermelho-carmesim. Mande artistas gravarem desenhos de querubins nas cortinas, 2 - "Cada cortina deve medir quatorze metros de comprimento por dois de largura. 3 - Cada um dos dois lados do Tabernáculo será formado por cinco cortinas ligadas umas às outras. 4, 5 e 6 - "Faça laços de pano azul para unir nos fundos do Tabernáculo os cortinados dos dois lados. Serão cinqüenta laços para cada Cortina. Junte os cinqüenta colchetes de ouro, e prenda os laços com eles. Assim o Tabernáculo - o lugar da morada de Deus - se tornará um conjunto uno. 7 e 8 - "O teto do Tabernáculo será feito com onze cortinas de pêlos de cabra. Cada cortina deve medir quinze metros de comprimento por dois de largura. 9 - "Faça com elas dois cortinados - um com cinco cortinas interligadas, outro com seis. A sexta cortina do cortinado maior é para ser dobrada na frente da tenda sagrada. 10 - "Faça cinqüenta laços para unir os dois cortinados do teto, na parte dos fundos do Tabernáculo. 11 - "Faça cinqüenta colchetes de bronze. Com estes colchetes, prenda os cinqüenta pares de laços. Assim o teto do Tabernáculo se tornará uma peça inteiriça. 12 - "Vai sobrar uma parte equivalente a meia cortina. Esta sobra é para ficar pendida na parte de trás do Tabernáculo. 13 - "No comprimento das cortinas do teto vai sobrar meio metro de cada lado. Estas sobras deverão ficar pendidas dos dois lados - e assim o Tabernáculo ficará bem coberto. 14 - "Para completar a cobertura, faça duas cobertas. Uma de peles de carneiro, tingidas de vermelho, outra de peles de animais marinhos. 15 e 16 - "Para a estrutura do Tabernáculo, prepare tábuas de madeira de acácia. Cada tábua deve medir 5,00 m por 0,75 m. Serão colocadas verticalmente. 17 - "Cada tábua terá encaixes, de modo que todas fiquem encaixadas umas nas outras. 18 e 19 - "Vinte dessas tábuas formarão a ala sul do Tabernáculo. Para cada tábua haverá duas bases de prata - uma para cada junção dos encaixes. 20 e 21 - "Na ala norte, a mesma coisa. Vinte tábuas fixas em quarenta bases de prata. 22, 23, 24 e 25 - "Nos fundos, no lado oeste, serão postas seis tábuas. Além disso; faça duas tábuas duplas para os cantos da parte de trás do Tabernáculo duas para cada canto. Em cada canto, as tábuas duplas ficarão ligadas em cima, peIa primeira argola. Portanto, serão oito tábuas ao todo, na parte de trás do Tabernáculo. Todas estarão fixas em dezesseis bases de prata - duas para cada tábua. 26 e 27 - "Faça ripas de madeira de acácia para servir de travessas. Cinco para cada ala e cinco para a parte traseira da tenda, a oeste. 28 - "A travessa central - na altura do meio das tábuas - deve ligar todas as tábuas, de ponta a ponta do Tabernáculo. 29 - "As tábuas têm de ser revestidas de ouro. Também as argolas por onde vão passar as travessas, e as próprias travessas, serão revestidas de ouro. 30 - "Erga o Tabernáculo de acordo com o modelo que mostrei a você neste monte. 31 - "Para a parte de dentro do Tabernáculo, faça um véu de pano azul, vermelho-púrpura e vermelho-carmesim. Use linho fino trançado. Mande artistas bordarem desenhos de querubins nele. 32 - "O véu deverá pender de quatro postes. Use colchetes de ouro e quatro bases de prata, para prender e fixar o véu. 33 - "Pendure o véu nos colchetes. Atrás do véu, coloque a arca com as tábuas da Lei. O véu servirá para separar o Santo Lugar e o Lugar Mais Santo. 34 - "Coloque o assento da misericórdia - a tampa de ouro da arca - no Lugar Mais Santo. 35 - "A mesa e o lustre devem ficar dentro do salão, mas fora do véu. A mesa ficará na ala norte do Tabernáculo. O lustre ficará em frente da mesa, na ala sul. 36 e 37 - "Para a porta do Tabernáculo faça um cortinado de pano azul, vermelho-púrpura e vermelho-carmesim. Use linho fino trançado, e confie o trabalho a um bom bordador. Para sustentar o cortinado, faça cinco postes de madeira de acácia, recobertos de ouro. Os colchetes para prender o cortinado em cima devem ser de ouro. As cinco bases - uma para cada poste - devem ser de bronze. CAPITULO 27 1 - "FAÇA TAMBÉM o altar de madeira de acácia. Será quadrado, devendo medir dois metros e meio de comprimento, dois e meio de largura, e um metro e meio de altura. 2 - "Faça quatro pontas - como chifres - saindo dos quatro cantos do altar. Mas devem ser feitos de modo que eles e o altar formem uma peça inteiriça. Cubra de bronze o altar. 3 - "Depois faça vasilhas para recolher a cinza. E pás, bacias, garfos e braseiros tudo de bronze. 4 e 5 - "Faça também uma grelha de bronze, em forma de rede, com quatro argolas de metal - uma em cada canto. Coloque a grelha encaixada na boca do altar, de modo que a rede fique pendida para baixo, até o meio do altar. 6 - "Faça ainda varais para carregar o altar. Use madeira de acácia. Os varais devem ser revestidos de bronze. 7 - "Para transportar o altar, os varais serão postos nas argolas, dos dois lados do altar. 8 - "O altar deve ser oco, feito de tábuas. Como o modelo que você viu no monte. 9 e 10 - "Faça um pátio no Tabernáculo, com as divisões formadas por cortinas de linho fino trançado. Para o sul, as cortinas terão cinqüenta metros de comprimento. Estarão presas em vinte postes de bronze, firmados em vinte bases de bronze. As varas para estender as cortinas e os ganchos para prendê-las nos postes serão de prata. 11 - "Para o norte, a mesma coisa. Cortinas de cinqüenta metros de comprimento, fixas em vinte postes e bases de bronzes, e varas e ganchos de prata. 12 - "Para o lado oeste, o pátio - e a cortina - terão vinte e cinco metros, com dez postes e dez bases. 13 - "Para o lado leste, a mesma coisa: vinte e cinco metros. Assim, o pátio medirá 50 m por 25. 14 e 15 - "Em cada lado da entrada, haverá sete metros e meio de cortinas, presas em três postes fixos em três bases. 16 - "A entrada do pátio será protegida por um cortinado de dez metros. O cortinado deve ser feito de pano azul, vermelho-púrpura e vermelho-carmesim. Use linho fino trançado e artisticamente bordado. Quatro postes fixos em quatro bases sustentarão o cortinado. 17 - "Todos os postes em volta do pátio serão ligados por varas de prata. Os ganchos serão todos de prata, e as bases serão de bronze. 18 - "Assim o pátio todo vai medir cinqüenta metros de comprimento, vinte e cinco de largura e dois metros e meio de altura. As paredes serão de cortina feita de linho fino trançado. As bases serão de bronze. 19 - Todas as peças usadas para todo o serviço do Tabernáculo serão de bronze. Os cabides do Tabernáculo e do pátio também serão de bronze. 20 - E Diga aos israelitas que tragam azeite puro de oliveira refinado, para as lâmpadas do lustre. É preciso que as lâmpadas fiquem acesas o tempo todo. 21 - "Arão e os filhos dele cuidarão de manter tudo em ordem e a luz acesa o tempo todo. Farão isso no Lugar Santo, fora, do véu atrás do qual está a arca do Testemunho. E farão isso diante do "Senhor, desde a tarde até de manhã. Este regulamento é permanente, para o povo de Israel, de geração em geração. CAPITULO 28 1 - "CONSAGRE SEU IRMÃO Arão e os filhos dele, Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. Do povo de Israel, eles serão os sacerdotes para me servirem. 2 - Faça roupas especiais para Arão, para indicar que ele foi separado para o meu serviço. Devem ser roupas bonitas e que dignifiquem as funções de Arão. 3 - "Fale com alfaiates - que para esse ofício artístico receberam dons de mim. Eles deverão fazer as roupas que mostram que separei Arão para me servir como sacerdote. Com essas roupas ele deverá ser consagrado. 4 - "O conjunto de roupas será assim: uma peça para o peito - chamada peitoral, uma faixa sacerdotal - chamada éfode, um colete, uma manta, de linho xadrez, um turbante, uma cinta."Essas roupas sacerdotais serão feitas para Arão e para os filhos dele. 5, 6 e 7 - "A faixa sacerdotal deve ser feita com todo o capricho. Será de ouro e de peças de linho fino trançado - azul, vermelho-púrpura e vermelho-carmesim. Será de duas partes - na frente e atrás - unidas nos ombros. 8 - "A cinta, que passará por cima da faixa sacerdotal, deverá ser feita com arte. Será também de ouro e de linho fino trançado, azul, púrpura e carmesim. 9 – "Pegue duas pedras de ônix, e grave nelas os nomes das tribos de Israel. 10 - "Seis nomes em cada pedra, por ordem de nascimento dos filhos de Israel. 11 - “Para gravar os nomes, use a técnica usada para gravar selos. E encaixe as pedras em bases de ouro. 12 - "Fixe as duas pedras na faixa sacerdotal - na parte dos ombros. Servirão para manter viva a lembrança do povo de Israel. Para isso, Arão levará sempre nos ombros os nomes das tribos, diante do Senhor. 13 e 14 - "Faça também encaixes de ouro e duas correntes de ouro puro trançado. Prenda as correntes nos encaixes. 15 - “Depois faça artisticamente o peitoral, que servirá para orientar as decisões, da parte de Deus. Faça com o mesmo material usado para fazer o éfode - a faixa sacerdotal: ouro e linho fino trançado, azul, púrpura e carmesim. 16 - "O peitoral deve ser peça dupla, formando um bolso. Deve ser quadrado, medindo 22 centímetros por 22. 17 - "Coloque nele encaixes de pedras, em quatro filas. Primeira fila: sárdio, topázio e carbúnculo. 18 - "Segunda fila: esmeralda, safira e diamante. 19 - "Terceira- fila: jacinto, ágata e ametista. 20 - "Quarta fila: berilo, ônix e jaspe. Os encaixes serão modelados em ouro. 21 - "Cada pedra representará uma das tribos de Israel. O nome da tribo será gravado nela como um selo. 22, 23 e 24 - “Prenda o peitoral na faixa sacerdotal por meio de duas correntes de ouro puro, trançadas como corda. Uma ponta de cada corda ficará presa a argolas de ouro, colocadas no lado de fora das pontas de cima do peitoral. 25 - “As outras pontas das duas cordas ficarão presas às partes da frente dos dois encaixes de pedras de ônix, nos ombros da faixa sacerdotal. 26 - "Coloque também duas argolas dentro do peitoral. 27 - "Faça ainda duas outras argolas de ouro para os ombros da faixa sacerdotal. na cinta que passa por cima dela. 28 - "Depois ligue o fundo do peitoral às argolas da base da faixa sacerdotal. Faça a ligação por meio de uma fita azul. Isto manterá o peitoral sempre unido à faixa sacerdotal. 29 - "Deste modo, Arão levará os nomes das tribos de Israel no peitoral, sobre o coração, quando entrar no Santo Lugar. É o oráculo de Deus. Assim o Senhor se lembrará sempre das tribos de Israel. 30 e 31 - "Coloque dentro do peitoral o Urim e o Tumim, para serem levados junto ao coração de Arão, quando se apresentar ao Senhor. Assim Arão estará levando sempre o oráculo sobre o coração, toda vez que se apresentar ao Senhor. 32 - "Agora, sobre o colete - todo de tecido azul, faça no meio uma abertura para a cabeça. Essa abertura terá um forro em volta, como se faz na abertura de uma saia de malha, para não se rasgar. 33 e 34 - "O colete será todo enfeitado com desenhos de romãs de pano azul, vermelho-púrpura e vermelho-carmesim, e campainhas de ouro. Serão alternadas: uma campainha de ouro e outra romã, e assim por diante. 35 - "Arão terá de usar esse colete sempre que for fazer o serviço sacerdotal. Isso para que se possa ouvir o toque das campainhas, quando entrar no Santuário para se apresentar ao Senhor, e quando sair de lá. Fará assim para não morrer! 36 - "Faça depois uma chapa de ouro e grave nela - como se faz com os selos esta frase: 'Consagrado ao Senhor'. 37 e 38 - "Esta chapa estará presa por um cordão na parte da frente do turbante. Estará na testa de Arão, para que Arão fique com o peso dos pecados que os israelitas cometerem ao oferecerem e consagrarem suas ofertas ao Senhor. A chapa estará sempre na testa de Arão, para que os israelitas sejam aceitos e perdoados pelo Senhor. 39 - "Faça também a manta de Arão manta de linho xadrez. E faça o turbante de linho fino, e a cinta, trabalhada artisticamente por um bordador. 40 - "Faça para os filhos de Arão as mantas, as cintas e os turbantes. Essas peças devem ser elegantes e inspirar respeito. 41 - "Vista com essas roupas o seu irmão Arão e os filhos dele. Depois dedique e santifique esses homens ao Senhor, para o ministério sacerdotal. Para isso, deverão ser ungidos com azeite de oliveira - derramado sobre a cabeça deles. 42 - "Faça roupas de baixo para eles. Calções de linho que fiquem junto da pele e que vão da cintura até quase aos joelhos. 43 – "Sempre que Arão e seus filhos entrarem no Tabernáculo ou forem até o altar que está no Lugar Santo, deverão usar essas peças. Assim não levarão culpa e não morrerão. Esta regra é permanente para Arão e para os descendentes dele. CAPITULO 29 1, 2 e 3 - “PARA CONSAGRAR ARÃO e seus filhos, veja como fazer. Pegue um novilho e dois carneiros sem defeito físico. Pegue pães e bolos feitos sem fermentar, e com farinha amassada com azeite de oliveira. Pegue também bolachas sem fermento, feitas de farinha de trigo fresca, da melhor qualidade. Ponha os pães, os bolos e as bolachas em cestas. Depois traga as cestas, o novilho e os dois carneiros. 4 - "Mande Arão e os filhos dele chegarem perto da porta do Santuário. Lave todos eles com água. 5 - “Depois vista Arão com as roupas especiais: a manta, o colete, a faixa sacerdotal, o peitoral, e a artística cinta da faixa sacerdotal. 6 - “Ponha o turbante na cabeça dele, e a chapa de ouro - a coroa sagrada. 7 - “Derrame o azeite da unção na cabeça dele. 8 e 9 - “Depois, vista os filhos dele com as roupas sacerdotais. Coloque neles as mantas sacerdotais. Coloque neles as mantas, as cintas e os turbantes. Assim você consagrará Arão e os filhos dele - e serão sacerdotes para sempre. 10 - “Traga o novilho ao Tabernáculo. Arão e seus filhos porão as mãos sobre a cabeça dele. 11 - Você deverá sacrificar o novilho na entrada do Tabernáculo, diante do Senhor. 12 - “Ponha sangue do novilho nos chifres do altar. Espalhe o sangue com o dedo. O que sobrar do sangue, derrame na base do altar. 13 - “Pegue a gordura que cobre os órgãos internos, incluindo os rins e a cobertura do fígado, e queime tudo isso no altar. 14 - “Mas o restante do corpo, incluindo a pele e as tripas, terá de ser queimada fora do acampamento. É oferta pelo pecado. 15 - “Traga depois um dos carneiros. Arão e seus filhos porão as mãos sobre a cabeça dele. 16 - “Sacrifique o carneiro e borrife o sangue dele por todos os lados do altar. 17 - “Corte o carneiro em pedaços. Lave as entranhas e as pernas do animal, e ponha tudo isso em cima dos pedaços cortados e da cabeça dele. 18 - “Queime tudo sobre o altar. É oferta queimada, muito agradável ao Senhor. 19 - "Depois pegue o outro carneiro. Arão e seus filhos porão as mãos sobre a cabeça dele. 20 - “Sacrifique o carneiro. Molhe com o sangue dele a ponta da orelha direita de Arão e dos seus filhos. Molhe também os polegares da mão direita e do pé direito deles. Borrife o restante do sangue por todos os lados do altar. 21 - "Misture um pouco de sangue do altar com um pouco de azeite da unção. Borrife essa mistura em Arão e nas roupas dele, e nos filhos de Arão e nas roupas deles. Com isso, eles e as roupas deles estarão santificados ao Senhor. 22 - "Depois pegue a gordura, a parte gorda da cauda, a gordura que cobre as partes internas, a cobertura do fígado, os rins e sua gordura, e a coxa direita do carneiro. Porque este é o carneiro da consagração de Arão e dos filhos dele. 23 - "Pegue também um pão, um bolo e uma bolacha da cesta de pães não-fermentados colocada diante do Senhor. 24 - "Ponha todas essas coisas nas mãos de Arão e dos filhos dele. Com movimentos solenes - para um lado e para outro - eles apresentarão essas ofertas ao Senhor. 25 - "Pegue tudo de volta e queime essas ofertas sobre o altar. É oferta queimada muito agradável ao Senhor. 26 - "Pegue o peito do carneiro da consagração de Arão. Mova essa parte diante do Senhor, com gestos de oferecimento, e fique com ela. 27 e 28 - "O peito e a coxa do carneiro da consagração devem ser dados a Arão e seus filhos. O povo de Israel terá de dar sempre essas partes dos sacrifícios que fizerem - tanto dos sacrifícios pela paz como dos sacrifícios de gratidão. Essas porções pertencem aos sacerdotes. Deste modo, separando essas partes para os sacerdotes, o povo as está oferecendo a Deus. 29 - "As vestes sagradas de Arão serão guardadas para a consagração do filho que o suceder, para receber com elas o óleo da unção. 30 - "Quem for servir como sacerdote em lugar de Arão, vestirá essas roupas durante sete dias. Isso, toda vez que entrar no Tabernáculo para fazer o trabalho sacerdotal no Santuário. 31, 32 e 33 - "Pegue o carneiro da consagração, e cozinhe a carne dele no Lugar Santo. Arão e os filhos dele comerão a carne deste carneiro e o pão da cesta colocada na entrada do Santuário. Comerão as coisas oferecidas em sacrifício expiatório, para pagar pecados. Ao comerem essas coisas, eles ficarão consagrados e santificados. Só eles podem comer isso. Ninguém mais pode comer essas coisas, porque são santas. 34 - "Se sobrar na manhã seguinte alguma coisa da carne ou do pão usado para os atos de consagração, que se queime o que sobrou. Ninguém pode comer isso, porque é coisa santa. 35 - "Tudo isso tem de ser feito para consagrar Arão e os filhos dele - como mandei. O processo de consagração durará uma semana. 36 - "Cada dia prepare um novilho para ser sacrificado como oferta pelo pecado. É sacrifício expiatório - para pagar pecados. Com a oferta pelo pecado, você purificará o altar. Depois você derramará o azeite da unção sobre o altar, para a consagração dele. 37 - "Faça o sacrifício expiatório pelo altar durante uma semana. Com isso o altar ficará muito santo, e tudo o que encostar nele ficará santo. 38 - "Agora veja as ofertas que você deve apresentar constantemente sobre o altar. Ofereça dois cordeiros de um ano de idade, todos os dias. 39 - "Ofereça um cordeiro de manhã, e o outro ao pôr-do-sol. 40 - "Ofereça com o cordeiro, três litros de farinha fresca e boa, preparada com um litro de azeite refinado. Para a bebida sacrificial, ofereça um litro de vinho. 41 - "Ofereça o outro cordeiro ao pôr-do-sol, junto com uma oferta de cereais e com a bebida sacrificial, como de manhã. Será oferta queimada, de perfume agradável ao Senhor. 42 - "Assim será apresentada constantemente a oferta queimada, através de todas as gerações de Israel. Será oferecida na entrada do Tabernáculo, diante de mim. Ali me encontrarei com você, e falarei com você. 43 - "Ali visitarei os israelitas para serem santificados por minha glória. 44 - "Eu mesmo santificarei o Tabernáculo e o altar. Santificarei Arão e os filhos dele para que Me sirvam como sacerdotes. 45 - "Morarei no meio dos israelitas e serei o Deus deles. 46 - "Saberão que eu sou o Senhor, o Deus deles. Eu os tirei da terra do Egito para morar no meio deles."Eu sou o Senhor, o Deus de Israel”. CAPITULO 30 1 - "FAÇA TAMBÉM UM altar para queimar incenso. Use madeira de acácia. 2 - "O altar deve ser quadrado, medindo meio metro por meio metro, e um metro de altura. Os chifres e o altar propriamente dito, devem formar uma só peça inteiriça. 3 - "A parte de cima, as paredes em volta e os chifres devem ser recobertos de ouro puro. Além disso, mande fazer um bordado de ouro em volta dele. 4 - "Mande colocar duas argolas de ouro de cada lado, logo abaixo do bordado. Essas argolas são para os varais, para carregar o altar. 5 - "Os varais serão de madeira de acácia, recobertos de ouro. 6 - "Ponha o altar em frente do véu que está diante da arca do Testemunho. Quer dizer que estará diante do assento da misericórdia, que fica sobre o Testemunho - prova da minha presença. Ali me encontrarei com você. 7 e 8 - "Arão queimará nesse altar o incenso aromático, de manhã e de tarde. De manhã, quando preparar as lâmpadas; e de tarde, quando acender as lâmpadas. O incenso estará sempre diante do Senhor, de geração em geração. 9 - "Nesse altar não ofereça incenso que não seja meu. E não ofereça nele nem oferta queimada, nem oferta de cereais. Como também não derrame bebidas sacrificiais nele. 10 - "Uma vez por ano, Arão fará expiação sobre os chifres do altar, com o sangue da oferta pelo pecado. Isto será feito, através de todas as gerações de Israel, pelo sacerdote em exercício. Mas somente uma vez por ano. Esse altar, é muito santo ao Senhor. 11 - Disse ainda o Senhor a Moisés:. 12 - "Quando fizer recenseamento do povo de Israel, atenção!. Cada israelita pagara o seu próprio resgate ao Senhor. Isto é preciso, para que com o recenseamento não venha praga nenhuma sobre Israel. 13 - "Todo aquele que for anotado no recenseamento pagará uma moeda de prata de meio siclo. O padrão é o siclo do Santuário, que é de vinte geras, isto é, onze gramas. A oferta ao Senhor será então, de uma moeda de meio siclo por pessoa anotada. 14 - "Todo aquele que tiver mais de vinte anos de idade, e que for anotado no recenseamento, dará esta oferta ao Senhor. 15 - "O rico e o pobre darão a mesma, quantia ao Senhor. E assim os israelitas pagarão pelo pecado, em favor das almas deles. 16 - "Aplique o dinheiro dessas ofertas expiatórias no serviço do Tabernáculo. Assim serão sempre lembradas diante do Senhor as ofertas expiatórias feitas pelas almas do meu povo". 17 - O Senhor continuou falando com Moisés; Disse ele: 18 - "Faça uma bacia para servir de lavatório. A bacia e o suporte dela serão de bronze. Ponha a bacia entre o Santuário e o altar. Encha de água. 19 - "Arão e os filhos dele devem lavar as mãos e os pés nela. 20 e 21 - "Toda vez que entrarem no Santuário ou que prestarem serviço junto do altar, para oferecer sacrifícios queimados, terão de se lavar. Terão de lavar com água as mãos e os pés, para não morrerem. Esta regra é para eles e para os descendentes deles, de geração em geração. 22, 23 e 24 - Depois o Senhor mandou Moisés juntar as mais finas especiarias, "Junte três quilos de mirra vaporosa, um quilo e meio de cinamomo cheiroso, um quilo e meio de cálamo aromático, e três quilos de cássia - segundo o padrão de pesos do Santuário. Consiga também cinco litros de azeite de Oliveira. 25 - "Entregue tudo a perfumistas especializados, para prepararem um perfume composto que será o óleo sagrado para a unção. 26, 27 e 28 - “Faça com esse óleo sagrado a unção do Tabernáculo e da arca. Derrame também o óleo da unção na mesa e seus utensílios, no lustre e seus utensílios, no altar do incenso e no altar dos sacrifícios queimados, e seus utensílios na bacia e seu suporte. 29 – "Deste modo você santificará essas coisas, e se tornarão muito santas. Tudo o que encostar nelas ficará santo. 30 - "Use o óleo da unção para derramar em Arão e nos filhos deles. Assim serão santificados para me servirem como sacerdotes. 31, 32 e 33 - "Diga ao povo de Israel: Este azeite é sagrado. Será sempre o óleo da unção, através de toda a história de Israel. É proibido fabricar desse óleo com esta fórmula para qualquer outro uso. Também é proibido derramar desse óleo em qualquer pessoa que não seja sacerdote. Quem desobedecer a uma dessas proibições, será cortado da comunhão com o meu povo. Sim, pois este óleo é santo, e deve ser tratado como santo por todos. 34 e 35 - O Senhor deu ordens a Moisés, a respeito do incenso. Disse Ele: "Junte quantidades iguais destas essências: estoraque, onicha e gálbano. Misture essas coisas com incenso puro, e tempere com sal puro e sagrado. Assim você fará o incenso como quero. 36 - "Moa uma parte dele para fazer incenso em pó. Coloque o incenso em pó em frente da arca do Testemunho, no Tabernáculo, onde encontrarei com você. Todos devem considerar este incenso muito santo. 37 e 38 - "Agora, que ninguém use esta fórmula para fabricar incenso para uso particular. Quem fizer isto, será cortado do meu povo."O incenso que mandei fazer deve ser reservado para o Senhor e deve ser tratado como santo." CAPITULO 31 1 - DISSE TAMBÉM O SENHOR a Moisés: 2, 3, 4 e 5 - "Sabe o que fiz a BezaleI, filho de Uri e neto de Hur, da tribo de Judá? Chamei Bezalél pelo nome e o enchi do Espírito de Deus. Dei a ele estes dons: habilidade, inteligência e conhecimento artístico para desenhar e trabalhar em ouro, em prata, em bronze. Também para preparar jóias, fazer gravações em madeiras e para fazer toda espécie de trabalhos de arte. 6 - "Escolhi um companheiro para BezaleI. É Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã. Além disso, dei a todos os que trabalham nessas coisas, capacidade especial para fazerem tudo o que mandei. 7 - "Farão o Tabernáculo, a arca do Testemunho, o assento da misericórdia - em cima da arca - e todos os utensílios, do Tabernáculo. 8 e 9 - "Farão a mesa e seus utensílios, o lustre de ouro e seus utensílios."Farão o altar do incenso e o altar das ofertas queimadas, e seus utensílios todos. Farão a bacia e o suporte dela. 10 - "Farão as belas roupas sagradas que Arão e os filhos dele usarão para servirem como meus sacerdotes."Farão o óleo da unção e o incenso aromático especial para o Santuário. Agora, eles vão fazer todas essas coisas seguindo as instruções que dei a você. 12 e 13 - O Senhor mandou Moisés dizer ao povo de Israel: "Guardem o dia de descanso. É sinal do contrato entre Mim e vocês, de geração em geração. Servirá para fazer com que se lembrem que Eu sou o Senhor que santifica vocês. 14 e 15 - "Descansem, pois, nesse dia, porque é santo. Quem desobedecer morrerá. Quem fizer qualquer trabalho nesse dia, será morto."Por isso, trabalhem seis dias da semana, e descansem no sétimo dia. 16 - "Esta lei é um contrato permanente para o povo de Israel, de geração em geração. 17 - "É um símbolo permanente da minha aliança com o meu povo. Porque o Senhor fez os céus e a terra em seis dias. No sétimo dia, descansou e tomou alento." 18 - Deus acabou de falar com Moisés no monte Sinai, e lhe deu as tábuas de pedra, como tinha dito. As tábuas do Testemunho, com os mandamentos escritos pelo dedo de Deus! CAPITULO 32 1 - Os Israelitas cansaram de esperar Moisés, e foram falar com Arão. Disseram: "Faça deuses que sirvam de guias para nós. Pois Moisés esse homem que nos tirou do Egito não aparece! Não sabemos o que aconteceu com ele." 2 e 3 - Disse Arão: "Esta bem. Tirem os brincos de ouro das orelhas e me entreguem todos eles. Fizeram isso. Os homens, as mulheres e as moças deram os brincos de ouro a Arão. 4 - "Arão pegou ferramentas próprias, derreteu o ouro, e fez com ele um bezerro fundido. Depois o povo disse: "Israel, este é o deus que tirou você do Egito!" 5 - Ao ver isso, Arão anunciou um feriado religioso. Disse ele: "Amanhã vamos fazer uma festa ao Senhor." 6 - No dia seguinte, todos levantaram cedo. Fizeram sacrifícios queimados e ofertas pela paz ao bezerro de ouro. Depois se puseram a comer e beber, e a se divertir. 7 e 8 - E o Senhor disse a Moisés: "Vá lá para baixo, pois o seu povo, o povo que você tirou do Egito, está corrompido. Saiu depressa do caminho que Eu havia traçado para ele. Pois veja! Fizeram um bezerro fundido e lhe prestam culto, e oferecem sacrifícios a ele! Além disso, dizem: 'Israel, este é o deus que tirou você do Egito!'" 9 e 10 - "Enquanto falava, o Senhor ficou indignado, e disse a Moisés: "Já vi que este povo é rebelde e teimoso. Agora me deixe sozinho. Vou inflamar a minha ira e vou destruir todos eles. Depois farei de você, Moisés, uma grande nação." 11, 12 e 13 - Mas Moisés implorou a Deus que não fizesse isso."Senhor, " disse ele, "por que ficar indignado assim com este povo? Com o povo que o Senhor tirou do Egito com grandiosos milagres? Não quererá que os egípcios falem mal do Senhor, dizendo que levou o povo de Israel para as montanhas para o destruir da face da terra! Volte atrás, eu peço, e apague a fúria da sua indignação. Desista de fazer esse terrível mal ao Seu povo! Lembre a promessa que o Senhor fez aos Seus servos - Abraão, Isaque e Israel. Pois lhes prometeu solenemente: 'Vou multiplicar os seus descendentes, como as estrelas do céu. E vou dar a eles toda esta terra que prometi. E os seus descendentes vão herdar e possuir este território para sempre. 14 - O Senhor desistiu de destruir Israel. 15 e 16 - Então Moisés desceu do monte, e levou com ele as duas tábuas da Lei. Testemunho da vontade do Senhor. Deus mesmo tinha feito as duas tábuas e Deus mesmo tinha escrito nos dois lados das tábuas. 17 - Enquanto desciam - Moisés e seu ajudante - Josué ouviu o barulho que o povo fazia lá embaixo."Parece que o povo está em pé de guerra no acampamento, disse Josué. 18 - "Nada disso!", disse Moisés. Não é nem barulho de vitória, nem de derrota. O que escuto é gente cantando. 19 e 20 - Quando Moisés chegou perto do acampamento, viu o bezerro e as danças. Ficou furioso! Jogou as duas tábuas de pedra - e elas se quebraram ao pé do monte! Depois derreteu o bezerro de ouro e o fez em pó. Pegou o ouro em pó e o despejou na água. E fez o povo beber aquela água. 21 - Moisés perguntou a Arão: "Que foi que esse povo fez a você? A ponto de você trazer esse terrível pecado sobre ele?!" 22, 23 e 24 - Arão respondeu: "Não fique zangado comigo. Você sabe que o povo só pende para o mal. Faça deuses que sirvam de guias para nós, disseram. E continuaram: Pois Moisés - esse homem que nos tirou do Egito - não aparece! Não sabemos o que aconteceu com ele. Então eu disse a eles: Quero que me dêem o ouro que tiverem. Eles me deram. Joguei o ouro no fogo e - veja só! - saiu aquele bezerro. 25 - Moisés viu que o povo estava desenfreado, pois Arão o deixou completamente solto. E viu Moisés que isso só podia deixar o povo de Deus envergonhado diante dos inimigos. 26 - Por isso, ficou de pé na entrada do acampamento e disse: "Quem é do Senhor, venha aqui." Logo foram para perto dele os filhos de Levi. 27 - Disse Moisés aos levitas: "Escutem o que o Senhor, o Deus de Israel, manda. Diz Ele: Cada um pegue a sua espada e vá de porta em porta pelo acampamento - ida e volta. Matem mesmo os irmãos, amigos e vizinhos. 28 - Os levitas obedeceram. Naquele dia foram mortos uns três mil israelitas! 29 - Moisés falou então aos filhos de Levi: "Vocês hoje se separaram para o serviço do Senhor - pois obedeceram mesmo que para isso tivessem de matar filhos e irmãos. Com esta prova de dedicação o Senhor lhes dará agora grande bênção. 30 - No dia seguinte Moisés disse ao povo de Israel: "Vocês cometeram um terrível pecado. Mas vou voltar à presença do Senhor no monte, e talvez consiga obter perdão para vocês. 31 e 32 - Moisés voltou ao Senhor, e disse: "O povo cometeu grande pecado! Fez deuses de ouro! Mas agora Te imploro que perdoe esse pecado. Se não, eu Te peço que me risques do livro que escreveste. 33 - O Senhor respondeu a Moisés: "Riscarei do meu livro aquele que pecar contra mim. 34 - "Agora vá, e leve o povo para onde falei. Esteja certo que o meu Anjo irá na frente. Mas no tempo certo, visitarei o povo e o castigarei por causa do pecado que cometeu." 35 - E foi o que aconteceu. O senhor lançou grande castigo sobre os israelitas, por causa do bezerro que Arão fez. CAPITULO 33 1 - O SENHOR DISSE a Moisés: "Leve este povo que você tirou do Egito, para a terra que prometi a Abraão, a Isaque e a Jacó. Pois eu disse a eles: 'Darei esta terra aos seus descendentes. 2 - "Mandarei na frente o Anjo. Expulsarei do território os cananeus, os amorreus, os heteus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus. 3 - "Aquela terra é fonte de leite e mel."Mas Eu não viajarei no meio do povo de Israel, pois é gente rebelde e teimosa. Assim não serei levado a destruir este povo durante a viagem. 4 - Quando os israelitas ouviram estas duras palavras, choraram e deixaram de usar jóias e outros luxos. 5 - Pois o Senhor tinha mandado Moisés falar ao povo: "Vocês são um povo desobediente e teimoso. Se Eu for junto com vocês um pouco que seja, os destruirei. Agora, tirem as jóias e enfeites que estão usando, até Eu decidir o que faço com vocês". 6 - Daí por diante, o povo deixou de usar jóias e enfeites - desde Horebe. 7 - Moisés costumava armar uma tenda longe do acampamento. Ele a chamava de "Tenda do Encontro com Deus". Quem queria consultar o Senhor, saía do acampamento e ia para lá. 8 - Sempre que Moisés ia para a tenda sagrada, todo mundo ficava de pé nas portas das tendas. Os israelitas ficavam olhando Moisés, até ele entrar na tenda. 9 - Depois que entrava, a coluna de nuvem descia e ficava junto da porta. E o Senhor falava com Moisés. 10 - O povo olhava, lá do acampamento. Das tendas, os israelitas prestavam culto ao Senhor, ficando inclinados para a coluna de nuvem. 11 - O Senhor falava com Moisés face a face, como um homem a seu amigo. Depois Moisés voltava ao acampamento, mas Josué, o jovem ajudante dele, ficava na tenda sagrada. 12 - Em conversa com o Senhor, Moisés disse: "O Senhor me diz: 'Leve este povo à Terra Prometida, mas não diz quem enviará junto comigo. Também o Senhor disse que é meu amigo - que me chama pelo meu nome - e que posso contar com o seu favor. 13 - "Pois bem. Se é assim, peço que me mostre o seu caminho – o caminho que devo seguir. Para que eu conheça melhor o Senhor e ande de maneira agradável a Ele."Também peço que pense bem nisto: Esta nação é o seu povo! " 14 - O Senhor respondeu: "Eu mesmo irei com você e lhe darei sucesso e paz." 15 e 16 - Disse Moisés: "Ah, sim! Porque se não for conosco, não nos mande sair deste lugar! Se não vai conosco, quem poderá saber que eu e o meu povo contamos com o seu favor? Quem poderá saber que somos o seu povo e que somos diferentes de todos os povos da terra?" 17 - O Senhor disse a Moisés: "Sim, vou atender o seu pedido, porque é fato que você conta com o meu favor. Como também é fato que sou seu amigo." 18 - Disse Moisés: "Deixa que eu veja a sua glória." 19 - O Senhor respondeu: "Vou fazer toda a minha bondade passar na sua frente. Eu, o Senhor, vou fazer com que o meu nome fique bem claro para você. E mostrarei bondade e misericórdia a quem Eu quiser. 20 - "Mas você não poderá ver toda a glória do meu rosto. Não! Porque nenhum homem pode continuar vivo depois de me ver. 21 e 22 - "Contudo, fique nesta pedra, ao meu lado. Quando minha glória passar, colocarei você numa brecha da pedra, e o cobrirei com minha mão, até Eu acabar de passar. 23 - "Depois tirarei a mão, e você me verá pelas costas. Mas o meu rosto não." CAPITULO 34 1 - O SENHOR DISSE a Moisés: "Prepare duas tábuas de pedra como as primeiras. Vou escrever nelas as mesmas palavras que estavam nas tábuas que você quebrou. 2 - "Amanhã cedo esteja pronto para subir no monte Sinai e se apresentar a mim no topo. 3 - "Que ninguém vá com você, e que ninguém pise em lugar nenhum do monte. Não deixe nem os animais pastarem perto do monte." 4 - Moisés obedeceu. Preparou duas tábuas de pedra como as primeiras, e subiu com elas no monte Sinai, de manhã cedo. 5, 6 e 7 - O Senhor desceu na coluna de nuvem e se pôs perto de Moisés. Depois passou em frente dele e declarou o sentido completo do Seu nome."Eu sou o Senhor, o Deus misericordioso e cheio de graça, " disse Ele."Demoro para ficar irado, mas o meu amor é grande, verdadeiro e constante. Eu, o Senhor, mostro meu fiel amor até mil gerações de descendentes, perdoando as maldades e os pecados deles. Mas não deixo sem castigo o culpado. Castigo as maldades dos pais nos filhos, nos netos e até nos bisnetos." 8 - Moisés se curvou depressa até ao chão e prestou culto a Deus. 9 - Disse Moisés: "Senhor, se achei mesmo favor à sua vista, venha junto conosco para a Terra Prometida. Está certo que o meu povo é rebelde e teimoso. Mas peço: perdoe a nossa maldade e o nosso pecado. Aceite-nos como Teu povo!" 10 - Então o Senhor disse: "Faço um trato. Da minha parte, prometo fazer grandes milagres na frente do seu povo. Serão coisas maravilhosas, que nunca foram feitas em nenhum país do mundo inteiro. Assim todo o povo - com o qual você está - vai ver os meus atos poderosos. Porque Eu, o Senhor, farei coisas tremendas com você. 11 - "Agora veja a sua parte no contrato. Obedeça ao que estou mandando hoje. Obedeça, porque Eu vou cumprir minha parte. Na sua presença, vou mandar para longe os amorreus, os cananeus, os heteus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus. 12 - "Não faça nenhum trato com os moradores da terra para onde vai. Assim você não cairá na armadilha deles. 13 - "Em vez de trato, o que os israelitas terão de fazer é destruir os altares, as colunas e os postes-ídolos deles. 14 - Porque aqui está um ponto sério: Que Israel não preste culto a nenhum outro deus. Pois se há um bom título para o nome do Senhor é este: Zeloso. Sim, Ele é Deus zeloso! 15 e 16 - "Por isso, nada de fazer trato com os habitantes daquela terra. Se for feito trato, veja o que pode acontecer. Quando eles forem fazer os seus cultos imorais e os sacrifícios aos falsos deuses, alguém poderá convidar os israelitas. E lá vão eles comer dos sacrifícios oferecidos aos ídolos! Daí não demora outro passo. Os moços de Israel casarão com as moças daqueles povos, e os moços de lá casarão com as filhas dos israelitas. Resultado: os moços e as moças de Israel serão infiéis para comigo. Misturarão o meu nome com os ídolos. E a infidelidade deles passará para os filhos. Aprenderão em casa a prestar cultos aos deuses falsos! 17 - "Por isso, ó Israel, veja lá! Não fabrique deuses! 18 - "Não deixe de fazer a festa dos pães sem fermento. Lembre o que mandei: durante uma semana coma pães sem fermentar. Faça isso na data certa - no mês de março. Porque nesse mês você saiu do Egito. 19 - "Todos os primeiros filhos são meus. Também são meus todas as primeiras crias de vacas e ovelhas - desde que sejam machos. 20 - "No caso dos jumentos, é diferente. A primeira cria terá de ser resgatada com um cordeiro. Quer dizer, no lugar do jumento, o dono Me dará um cordeiro. Se não for resgatado, terá de ser morto. Israelitas, paguem resgate por todos os seus primeiros filhos. Ninguém apareça diante de mim de mãos vazias, sem ofertas. 21 - "Trabalhem seis dias na semana, e descansem no sétimo. E isto, seja em que época do ano for - tanto na época da semeadura como na época da colheita. 22 - "Não deixem de fazer também as outras duas festas anuais. Façam, pois, a festa dos primeiros produtos colhidos dos trigais - festa chamada 'das primícias' e 'das semanas'. E por último, festejem a colheita geral, no fim do ano. 23 "Resumindo, são três festas por ano. Nessas três vezes, todo homem de Israel se apresentará ao Senhor Deus, Deus de Israel. 24 - "E a razão é boa! Pois vou mandar para longe de sua frente as nações. E vou aumentar muito o território do meu povo. Israelitas! Garanto que podem vir tranqüilos à minha presença, para as três festas anuais. Sim, farei com que ninguém queira tomar as terras de vocês em sua ausência! 25 - "No sacrifício, não me ofereçam sangue junto com pão fermentado. E não deixem nada do sacrifício da páscoa para o dia seguinte. 26 - "Quando fizerem a primeira colheita, cada um traga os primeiros frutos à casa do Senhor seu Deus. E olhem! Não cozinhem o cabrito no leite da mãe dele. 27 - O Senhor disse a Moisés: "Escreva tudo o que acabei de falar. Estes são os termos da minha aliança com você e com Israel. 28 - Moisés ficou quarenta dias e quarenta noites lá no topo do monte, com o Senhor. Durante esse tempo todo não comeu nem bebeu nada! Nessa ocasião, Deus escreveu os Dez Mandamentos nas tábuas de pedra - o Testemunho da aliança. 29 - Depois Moisés desceu, levando as tábuas. Não percebeu que o rosto dele estava com forte brilho, por ter ficado na presença de Deus. 30 - Quando Arão e os outros israelitas viram o rosto de Moisés brilhando assim, tiveram medo de chegar perto dele. 31 - Moisés os chamou. Então vieram Arão e os oficiais de Israel, e Moisés conversou com eles. 32 - Depois chegaram também todos os outros israelitas. Aí Moisés transmitiu todas as ordens que Deus lhe tinha dado no monte Sinai. 33 - Quando Moisés acabou de falar, cobriu o rosto com um véu. 34 e 35 - Cada vez que Moisés entrava na tenda sagrada para falar com o Senhor, tirava o véu. Depois saía e transmitia ao povo tudo o que Deus tinha mandado. Assim o povo via o rosto dele brilhar. Mas, logo depois de transmitir as ordens de Deus, Moisés tornava a cobrir o rosto com o véu, até a próxima vez de falar com Deus. CAPITULO 35 1 - MOISÉS CONVOCOU A assembléia geral de Israel. Disse a todos: "Vocês precisam obedecer a estas Leis do Senhor. 2 e 3 - "Trabalhem seis dias da semana. Agora, o sétimo dia, é dia de solene descanso. É dia santo, para especial dedicação ao Senhor. Quem trabalhar nesse dia, terá de morrer. Olhem! Nem acendam fogo no dia do Senhor." 4 - "Moisés continuou falando à assembléia de Israel. Disse: "O Senhor mandou fazer isto: 5, 6, 7, 8 e 9 - "Todos os que quiserem, todos os que sentirem este desejo no coração, tragam uma oferta ao Senhor. A oferta poderá ser destas coisas: Ouro, prata e bronze. Pano azul, vermelho-púrpura e vermelho-carmesim, de linho fino e de pêlos de cabras. Peles de carneiro tingidas de vermelho. Peles de animais marinhos. Madeira de acácia. Azeite para a iluminação. Substâncias e essências para o óleo da unção e para o incenso aromático especial. Pedras de ônix e outras pedras semipreciosas para prender na faixa sacerdotal e no peitoral das roupas sacerdotais. 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18 e 19 - "Todos os homens habilidosos venham fazer o que o Senhor mandou. Farão estas coisas: O Tabernáculo. A tenda, a cobertura, os ganchos e colchetes, as tábuas, as ripas, os postes e as bases deles. A arca e seus varais. O assento da misericórdia, isto é, o propiciatório, o véu para encobrir o Lugar Santo. A mesa, seus varais e seus utensílios. O pão da Presença divina. O lustre e suas lâmpadas, com o azeite para a iluminação. O altar do incenso e seus varais. O óleo da unção e o incenso aromático especial. O cortinado da porta do Tabernáculo. O altar para as ofertas queimadas. A grelha de bronze, os varais e todos os utensílios do altar. A bacia e seu suporte. As cortinas para as paredes do pátio com os seus postes e bases. O cortado da porta do pátio. Os postes e as cordas para firmar o Tabernáculo e o pátio. As roupas sagradas para os sacerdotes usarem quando estiverem servindo no Santuário. As roupas sagradas do sacerdote Arão e dos filhos dele." 20 - Quando a reunião acabou, cada um foi para a sua tenda. 21 - Todos aqueles que ficaram entusiasmados, trouxeram de boa vontade as suas ofertas ao Senhor. Trouxeram ofertas voluntárias para a construção do Tabernáculo, para os móveis e utensílios, e para as roupas Santas. 22, 23 e 24 - Vieram homens e mulheres - todos os que se sentiam dispostos de coração. As mulheres entregaram fivelas, colares, brincos, anéis, braceletes e outros objetos de ouro. Todos os homens deram também coisas de ouro. Os que tinham pano azul, vermelho-púrpura e vermelho-carmesim, de linha fino ou de pêlos de cabras, ofertaram essas coisas. Como também peles de carneiro tingidas de vermelho e peles de animais marinhos. Outros deram objetos de prata ou de bronze. Outros ofereceram ao Senhor madeira de acácia própria para a construção. 25 e 26 - As mulheres habilidosas trouxeram o que elas mesmas fizeram: tecido de linho fino azul, vermelho-púrpura e vermelho-carmesim. E as que se sentiram animadas com a arte de fazer tecidos de pêlos de cabras, deram isso como oferta ao Senhor. 27 e 28 - Os líderes deram pedras de ônix e outras pedras semipreciosas para a faixa sacerdotal e para o peitoral das roupas sacerdotais. Deram também essências e azeite, para a iluminação, para o óleo da unção e para o preparo do incenso aromático especial. 29 - Assim o povo de Israel trouxe oferta voluntária ao Senhor. Não todos, mas aqueles que sentiram em seu coração o desejo de ajudar em todo o trabalho que, por meio de Moisés, o Senhor mandou fazer. 30 - "Moisés disse ao povo de Israel: "O Senhor nomeou Bezalel para chefiar a obra. Falo de Bezalel, o filho de Uri e neto de Hur, da tribo de Judá. 31, 32 e 33 - "Ele recebeu do Espírito de Deus talento, inteligência e conhecimento em todas as artes e ofícios necessários para a construção. Recebeu capacidade para desenhar as plantas, para trabalhar em ouro, prata, bronze, pedras preciosas e madeira. Enfim, Deus lhe deu capacidade para fazer todo tipo de trabalho que se requer para a construção do Tabernáculo. 34 e 35 - "Além disso, o Espírito de Deus deu a ele e a Aoliabe o dom de ensinar outras pessoas. Este Aoliabe é o filho de Aisamaque, da tribo de Dã. Receberam capacidade extraordinária para os serviços de carpinteiro e de joalheiro. Também para fazer bordados em azul, púrpura e carmesim em panos de linho fino, para trabalhar em tecelagem e para desenhar." CAPITULO 36 1 - DISSE AINDA MOISÉS: "Todo os homens dotados por Deus de capacidade e inteligência, ajudarão Bezalel e Aoliabe em todas as obras de construção do Santuário. Farão tudo como o Senhor mandou." 2 - Assim Moisés mandou Bezalel, Aoliabe e todos os outros que foram chamados por Deus, começarem a obra. 3 - Moisés entregou a eles todos os materiais doados pelo povo para a construção do Santuário. E todas as manhãs o povo trazia mais ofertas voluntárias. 4 e 5 - Logo os construtores encarregados da construção do Santuário procuraram Moisés. Disseram eles: "Já temos muito, mais que o necessário para construir o que Deus mandou!" 6 e 7 - Por isso Moisés mandou fazer correr uma mensagem pelo acampamento. A mensagem dizia: "Ninguém traga mais nenhuma oferta para a construção do Santuário." Assim, foi preciso proibir o povo de dar mais ofertas! Já havia mais do que o suficiente para a obra. 8 - Os peritos que trabalhavam no Santuário fizeram primeiro as cortinas do Tabernáculo. As cortinas eram de tecido de linho fino trançado, azul, vermelho púrpura e vermelho-carmesim. Nelas foram bordados querubins, ou seja, figuras de anjos. Trabalho feito com muita arte. 9 - Cada cortina media quatorze metros de comprimento por dois de largura. 10 - Para cada um dos dois lados do Tabernáculo, ligaram cinco cortinas umas às outras. 11, 12 e 13 - Bezalel fez laços de pano azul para unir no fundo do Tabernáculo os cortinados dos dois lados. Eram cinqüenta laços para cada cortinado. Juntou os cinqüenta pares de laços. Depois fez cinqüenta colchetes de ouro e prendeu os laços com eles. Com isso o Tabernáculo ficou sendo um conjunto uno. 14 e 15 - O teto do Tabernáculo foi feito com onze cortinas de pêlos. Cada cortina media quinze metros de comprimento por dois de largura. 16 - Fez com elas dois cortinados - um com cinco cortinas interligadas, outro com seis. 17 e 18 - Fez cinqüenta laços na beirada da última cortina de cada cortinado. Com cinqüenta colchetes de bronze, prendeu os cinqüenta pares de laços unindo a tenda, para se tornar uma peça inteiriça. 19 - Para completar a cobertura, fez duas cobertas. Uma delas era de peles de carneiro tingidas de vermelho, e a outra era de peles de animais marinhos. 20 e 21 - Para a estrutura do Tabernáculo, foram preparadas tábuas de madeira de acácia, e foram colocadas verticalmente. Cada tábua media cinco metros de comprimento por setenta e cinco centímetros de largura. 22 - Cada tábua tinha dois encaixes, de modo que todas ficaram encaixadas umas nas outras. 23 e 24 - Eram vinte tábuas para formar a ala sul do Tabernáculo. Para cada tábua havia duas bases de prata - uma para cada junção dos encaixes. 25 e 26 - Na ala norte, a mesma coisa: Vinte, tábuas fixas em quarenta bases de prata. 27, 28, 29 e 30 - Nos fundos, no lado oeste, foram postas seis tábuas. Além disso, Bezalel fez quatro tábuas para os cantos da parte de trás do Tabernáculo - duas para cada canto. Em cada canto, as duas tábuas ficaram separadas embaixo, mas foram ligadas em cima, pela primeira argola. Portanto, eram oito tábuas ao todo, na parte de trás do Tabernáculo. Todas estavam fixas em dezesseis bases de prata duas para cada tábua. 31 e 32 - Fez ripas de madeira de acácia para servirem de travessas. Cinco para cada ala e cinco para a parte traseira da tenda, a oeste. 33 - A travessa central - na altura do meio das tábuas - ligou todas as tábuas, de ponta a ponta do Tabernáculo. 34 - As tábuas e as travessas foram revestidas de ouro. As argolas eram de ouro. 35 - Para a parte de dentro do Tabernáculo, fez um véu de pano azul, púrpura e carmesim. O pano usado para isso era de linho fino trançado. Verdadeiros artistas bordaram desenhos de querubins no véu. 36 - O véu ficou pendendo de quatro postes de madeira de acácia recobertos de ouro. Para prender e fixar o véu, foram usados colchetes de ouro e foram feitas quatro bases de prata. 37 e 38 - Para a porta do Tabernáculo, fez um cortinado de pano azul, vermelho púrpura e vermelho-carmesim. O tecido usado foi de linho fino trançado, e o trabalho foi confiado a um bom bordador. Para sustentar o cortinado, fez cinco postes de madeira de acácia e os colchetes necessários. Revestiu de ouro as pontas do alto e as molduras do cortinado, mas as cinco bases dele eram de bronze. CAPITULO 37 1 - BEZALEL FEZ TAMBÉM a arca. Era de madeira de acácia e media um metro e vinte de comprimento por setenta e cinco centímetros de largura e setenta e cinco centímetros de altura. 2 - Revestiu de ouro puro a arca, por dentro e por fora. E mandou fazer um bordado de ouro em volta dela. 3 - Fez quatro argolas de ouro, para os quatro cantos da arca, duas para cada lado. 4 - Fez também varais de madeira de acácia, revestidos de ouro. 5 - Os varais foram postos nas argolas dos lados, para carregar a arca. 6 - Fez uma prancha de ouro puro, medindo um metro e vinte de comprimento por setenta e cinco centímetros e largura. É o propiciatório, ou seja, o assento da misericórdia, pelos pecados do povo. 7 e 8 - Fez também dois querubins de ouro batido, um em cada ponta do propiciatório. Mas o propiciatório e os querubins formavam uma só peça inteiriça. 9 - Essas duas figuras de anjos olhavam uma para a outra, e para o assento da misericórdia. Estavam com as asas abertas, cobrindo o propiciatório. 10 e 11 - Fez uma mesa de madeira de acácia, recoberta de ouro puro, e com um bordado de ouro em volta. A mesa media um metro de comprimento, meio metro de largura e setenta e cinco centímetros de altura. 12 - Fez uma moldura de quatro dedos de largura, circundando a mesa propriamente dita. E fez um enfeite de ouro, como um bordado, em volta da moldura. 13 e 14 - Fez quatro argolas de ouro, uma para cada canto da mesa. Colocou as argolas nas pernas da mesa, pouco abaixo da moldura. Estas argolas eram para a colocação dos varais, para transportar a mesa. 15 - Fez os varais para carregar a mesa. Os varais foram feitos de madeira de acácia, e foram revestidos de ouro. 16 - Fez os pratos, os talheres, as vasilhas para incenso e as jarras para as bebidas sacrificiais. Todos estes utensílios da mesa foram feitos de ouro puro. 17 - Fez também um lustre de ouro batido. Todas as partes dele ficaram formando uma só peça inteiriça - a base, os braços, os bocais e as flores de enfeite. 18 - Eram seis braços, três de cada lado da vareta central. 19 - Cada braço tinha três bocais em forma de amêndoas, e foi enfeitado com três remates e três flores. 20 e 21 - Mas a vareta central tinha quatro bocais em forma de amêndoas, cada um com seu remate e sua flor. Entre cada par de braços havia um remate e uma flor, fora os que iam por cima e os que iam por baixo do conjunto de braços. 22 - Todas essas peças, incluindo as partes de enfeite, formavam uma só peça inteiriça de ouro puro batido. 23 - Depois fez sete lâmpadas. Os aparadores dos pavios e os apagadores eram de ouro puro. 24 - Foram gastos trinta quilos de ouro puro para fazer o lustre com todas as suas partes. 25 - Fez o altar de incenso, de madeira de acácia. Era quadrado, medindo meio metro de comprimento por meio de largura, e 1 metro de altura. Os chifres e o altar propriamente dito formavam uma só peça inteiriça. 26 - A parte de cima, as paredes em volta e os chifres foram recobertos de ouro puro. Além disso, foi feito um bordado de ouro em volta dele. 27 - Bezalel pôs duas argolas de ouro em cada lado do altar, logo abaixo do bordado. Nessas argolas foram postos os varais, para carregar o altar. 28 - Os varais eram de madeira de acácia recoberto de ouro. 29 - Fez ainda o óleo santo da unção, e o incenso aromático especial. Este serviço foi feito por perfumistas especializados. CAPITULO 38 1 - FEZ O ALTAR DAS ofertas queimadas. Para este serviço, empregou madeira de acácia. Era quadrado, pois media dois metros e meio de comprimento por dois e meio de largura, e um metro e meio de altura. 2 - Fez quatro pontas ou chifres que saíam dos quatro cantos do altar. Mas foram feitos de modo que eles e o altar formavam uma só peça inteiriça. O altar foi revestido de bronze. 3 - Depois fez os utensílios do altar. Fez vasilhas para recolher a cinza, pás, bacias, garfos e braseiros - tudo de bronze. 4 e 5 - Fez também uma grelha de bronze, em forma de rede, com quatro argolas de metal - uma em cada canto. Colocou a grelha encaixada na boca do altar, de modo que a rede ficou pendida para baixo, até o meio do altar e por dentro dele. 6 - Fez os varais de madeira de acácia e revestidos de bronze. 7 - Para transportar o altar - que era de tábuas e oco - os varais foram postos nas argolas, dos dois lados. 8 - Fez ainda a bacia para servir de lavatório. A bacia e seu suporte eram de bronze. Bezalel aproveitou para isso o bronze dos espelhos doados pelas mulheres que se reuniam na entrada do Tabernáculo. 9 e 10 - Fez um pátio no Tabernáculo, com as divisões formadas por cortinas de linho fino trançado. Para o sul, as cortinas tinham cinqüenta metros de comprimento. Foram presas a vinte postes de bronze, firmados em vinte bases de bronze. As varas para estender as cortinas e os ganchos para prendê-las nos postes eram de prata. 11 - Para o norte, a mesma coisa. Cortinas de cinqüenta metros de comprimento, fixas em vinte postes e bases de bronze, e varas e ganchos de prata. 12 - Para o lado oeste, cortinas de vinte e cinco metros, com dez postes e dez bases de bronze, e varas e ganchos de prata. 13 - Para o lado leste, a mesma coisa: vinte e cinco metros. 14 e 15 - Em cada lado da entrada, as cortinas tinham sete metros e meio, e estavam presas em três postes fixos em três bases. 16 - Todas as cortinas em volta do pátio eram de linho fino trançado. 17 - As bases dos postes eram de bronze, mas os ganchos e as varas eram de prata. 18 e 19 - O cortinado da porta do pátio foi bordado artisticamente. Era de pano de linho fino trançado, azul, vermelho-púrpura e vermelho-carmesim. Media dez metros de comprimento. Na largura e na altura, acompanhava a medida das cortinas do pátio, que era de dois metros e meio. Os quatro postes e suas bases eram de bronze. Os ganchos, o revestimento das pontas no alto, e as varas para sustentar o cortinado eram de prata. 20 - Todos os pregos usados na construção do Tabernáculo propriamente dito, e do pátio, eram de bronze. 21 - Aqui vai um resumo das coisas feitas para o Tabernáculo para guardar a arca do Testemunho, para que os levitas pudessem continuar o seu ministério. Tudo de acordo com a ordem dada por Moisés, por meio de Itamar, filho do sacerdote Arão. 22 - Bezalel, filho de Uri e neto de Hur, da tribo de Judá, executou tudo o que Deus mandou Moisés fazer. 23 - Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, ajudou Bezalel. Aoliabe também era excelente mestre de obras, e era perito desenhista e bordador em pano de linho fino azul, púrpura e carmesim. 24 - O ouro que o povo deu como oferta, e que foi usado em toda a obra do Santuário, pesava 885 quilos. 25 e 26 - O total da prata empregada foi de 3. 020 quilos. Essa prata foi conseguida com a cobrança da taxa equivalente a meia moeda de prata por pessoa. Cobrança feita a todos os maiores de 20 anos anotados no recenseamento, que somaram 603. 550 homens. 27 - Para fundir as bases da estrutura das paredes do Santuário e as bases dos postes do véu, foram necessários pouco mais de 3. 000 quilos. Cada base levou 30 quilos. 28 - Da prata restante - que dava uns 200 quilos - Bezalel fez os colchetes dos postes e as varas, e revestiu as pontas dos postes. 29 - O povo doou 2. 350 quilos de bronze. 30 e 31 - Com o bronze foram feitas as bases dos postes da entrada do Tabernáculo, o altar de bronze, a grelha e os outros utensílios do altar. Também foram feitas de bronze as bases dos cortinados do pátio e da porta do pátio, e todos os pregos usados no Tabernáculo e no pátio. CAPITULO 39 1 - FORAM FEITAS as roupas sacerdotais para o serviço do Santuário. Para isso, foi feito um belo tecido, azul, púrpura e carmesim. Também foram feitas as roupas sagradas para Arão. Tudo como o Senhor tinha mandado Moisés fazer. 2 - Bezalel fez a faixa sacerdotal. Fez de ouro em pano de linho fino trançado, azul, púrpura e carmesim. 3 - O ouro foi batido até virar lâminas finas. As lâminas foram cortadas em fios. E os fios de ouro foram colocados por entre os panos de linho fino, azul, púrpura e carmesim. Verdadeira obra de arte, feita por desenhista de primeira! 4 - Tinha duas partes – na frente e atrás - unidas nos ombros. 5 - A cinta, que passava por cima da faixa sacerdotal, foi feita com arte. Foi feita de ouro e de linho fino trançado, azul, púrpura e carmesim - como o Senhor tinha mandado Moisés fazer. 6 e 7 - Também foram preparadas as pedras de ônix, encaixadas em bases de ouro. Nelas foram gravados os nomes das tribos de Israel. Para fazer a gravação se usou a técnica empregada para fazer selos. Bezalel prendeu as pedras na faixa sacerdotal, sobre os ombros, para conservar viva a lembrança do povo de Israel. Isso foi feito de acordo com as ordens que Deus deu a Moisés. 8 e 9 - Depois fez artisticamente o peitoral, que serve para orientar as decisões da parte de Deus. Fez com o mesmo material usado para fazer a faixa sacerdotal: ouro, e linho fino trançado, azul, púrpura e carmesim. Foi feito formando peça dupla, como um bolso. Era quadrado, medindo vinte e dois centímetros por vinte e dois. 10, 11, 12 e 13 - Colocaram nele encaixes e pedras em quatro filas. Primeira fila: sárdio, topázio e carbúnculo. Segunda fila: esmeralda, safira e diamante. Terceira fila: jacinto, ágata e ametista. Quarta fila: berilo, ônix e jaspe. Os encaixes foram modelados em ouro. 14 - Cada pedra representava uma das tribos de Israel. Os nomes das tribos foram gravadas nas pedras como se gravam selos. 15, 16, 17, 18, 19, 20 e 21 - Bezalel prendeu o peitoral na faixa sacerdotal por meio de duas correntes de ouro puro, trançadas como corda. Uma ponta de cada corda foi presa a argolas de ouro colocadas no lado de fora das pontas de cima do peitoral. As outras pontas das duas cordas foram presas às partes da frente dos dois encaixes das pedras de ônix, nos ombros da faixa sacerdotal. Bezalel colocou também duas argolas de ouro nas duas partes de baixo, por dentro do peitoral. Fez ainda duas outras argolas de ouro para os ombros da faixa sacerdotal, na cinta que passa por cima dela. Depois ligou o fundo do peitoral às argolas da base da faixa sacerdotal. Fez a ligação por meio de uma fita azul. Com isto o peitoral ficava sempre unido à faixa sacerdotal, como o Senhor tinha mandado Moisés fazer. 22, 23, 24, 25 e 26 - Fez também o colete da faixa sacerdotal. Foi feito de pano especialmente tecido, todo em azul. No meio foi feita uma abertura para a cabeça. Essa abertura tinha um forro em volta, como se faz na abertura de uma saia de malha, para não se rasgar. O colete era todo enfeitado com desenhos de romãs de pano azul, vermelho-púrpura e vermelho-carmesim, e campainhas de ouro. As romãs e as campainhas eram alternadas: uma campainha de ouro e uma romã outra campainha de ouro e outra romã: e assim por diante. As campainhas eram úteis para indicar o começo e o fim de cada serviço sacerdotal feito no Santuário. Tudo feito como o Senhor tinha ordenado a Moisés. 27, 28 e 29 - Bezalel e os seus ajudantes fizeram as mantas especialmente tecidas de linho fino, para Arão e os filhos dele. As mantas, os turbantes e as cintas de linho fino, e os calções de linho fino trançado. Além disso, fizeram a cinta especial, trabalhada artisticamente por um bordador. 30 e 31 - Fizeram ainda uma chapa de ouro. Gravaram nela - com a técnica usada com os selos - esta frase: "Consagrado ao Senhor". E prenderam a chapa com um cordão na parte da frente do turbante. Tudo como o Senhor mandou Moisés fazer. 32 - Assim terminaram o Tabernáculo, construído de acordo com as instruções dadas pelo Senhor. 33, 34, 35, 36, 37, 38, 39 e 40- Depois trouxeram o Tabernáculo inteiro a Moisés: A tenda e suas partes todas, com os colchetes, as tábuas e as ripas. Os postes e suas bases. As coberturas do teto: a cobertura de peles de carneiro tingidas de vermelho, e a de peles de animais marinhos. O véu do cortinado da entrada. A arca com os Dez Mandamentos dentro dela. Os varais da arca. O assento da misericórdia, isto é, o propiciatório. A mesa com todos os seus utensílios. O Pão da Presença. O lustre de ouro puro, com as lâmpadas nos seus lugares, e com todos os seus utensílios, incluindo o óleo para a iluminação. O altar de ouro. O óleo da unção. O incenso aromático especial. O cortinado da porta do Tabernáculo. O altar de bronze. A grelha de bronze. Os varais. Os demais utensílios do altar. A bacia e seu suporte. As cortinas do pátio com seus postes e bases. O cortinado da porta do pátio. As cordas e os pregos. Todos os utensílios para o serviço do Tabernáculo. 41 - Trouxeram também as roupas sacerdotais, tecidas com muita arte, para serem usadas no serviço do Santuário. E as roupas sagradas de Arão e dos filhos dele, para usarem durante a realização das suas funções sacerdotais. 42 - O povo de Israel seguiu todas as ordens dadas pelo Senhor a Moisés, para a construção. 43 - Moisés examinou tudo, e viu que tinha feito o trabalho de acordo com o que o Senhor tinha mandado. e os abençoou. CAPITULO 40 1 - DEPOIS DESTAS coisas, o Senhor disse a Moisés: 2, 3 e 4 - "No primeiro dia do mês, arme o Tabernáculo completo. Coloque nele a arca com os Dez Mandamentos, e instale o véu para encobrir a arca no Lugar mais Santo. Ponha no lugar próprio a mesa, e arrume a mesa com as coisas que devem ficar em cima dela. Instale o lustre e acenda as lâmpadas. 5, 6, 7 e 8 - "Ponha o altar de ouro, para o incenso, em frente da arca do Testemunho. Coloque o cortinado da porta do Tabernáculo. Ponha o altar das ofertas queimadas em frente da entrada do Tabernáculo. Coloque a bacia entre a tenda do Santuário e o altar. Encha de água a bacia. Depois monte o pátio ao redor da tenda e instale o cortinado na entrada do pátio. 9, 10 e 11 - "Derrame óleo da unção no Tabernáculo e em tudo o que faz parte dele. Assim você fará a dedicação do Tabernáculo, com todas as partes dele. E ele se tornará santo. Derrame também óleo da unção no altar dos sacrifícios queimados e em todos os seus utensílios, para fazer a dedicação dele. E se tornará muito santo. Santifique também a bacia e seu suporte, derramando óleo da unção nela. 12, 13, 14 e 15 - "Mande Arão e seus filhos chegarem na entrada do Tabernáculo, e lave todos eles com água. Vista Arão com as roupas santas e derrame sobre ele óleo da unção. Assim ele ficará separado e consagrado para Me servir como sacerdote. Faça a mesma coisa com os filhos dele. Ponha neles as roupas sacerdotais, e derrame óleo da unção sobre eles, para que possam Me servir como sacerdotes. Esta unção para o sacerdócio vale para sempre, de modo que os descendentes deles serão meus sacerdotes através das gerações todas." 16, 17, 18 e 19 - Moisés fez o que o Senhor mandou. No primeiro dia do primeiro mês do segundo ano, o Tabernáculo foi montado. Moisés armou a estrutura, firmou os postes nas bases e pregou as tábuas e ripas. Depois estendeu a tenda sobre a estrutura e pôs a cobertura do teto. Tudo como o Senhor mandou. 20 e 21 - Colocou os Dez Mandamentos na arca - o Testemunho da vontade de Deus revelada. Pôs os varais na arca e o propiciatório em cima dela. Colocou a arca dentro do Tabernáculo, e estendeu o véu para encobrir a arca do Testemunho, como Deus tinha mandado. 22 e 23 - Depois colocou a mesa na ala norte, na sala ao lado do Santuário, fora do véu. Pôs o Pão da Presença em cima da mesa, diante do Senhor - como o Senhor tinha mandado. 24, 25, 26 e 27 - Colocou o lustre em frente da mesa, ao lado do Santuário, na ala sul. Preparou e acendeu as lâmpadas diante do Senhor, conforme as instruções recebidas. Instalou o altar de ouro no Santuário, em frente do véu. Depois acendeu nele o incenso aromático especial. Tudo como o Senhor mandou Moisés fazer. 28 e 29 - Colocou o cortinado na entrada do Tabernáculo. Pôs o altar das ofertas queimadas na entrada, e ofereceu nele um sacrifício queimado e uma oferta de cereais - como o Senhor mandou. 30, 31 e 32 - Depois colocou a bacia entre a tenda e o altar, e a encheu de água. Moisés, Arão e os filhos de Arão lavavam as mãos e os pés nela. Sempre que passavam por ali para entrar no Tabernáculo e chegar no altar, eles se lavavam, como o Senhor tinha ordenado a Moisés. 33 - Fechou o pátio em volta da tenda e do altar e colocou o cortinado da entrada do pátio. Assim Moisés acabou a obra. 34 - Então a nuvem cobriu o Tabernáculo e a glória do Senhor o encheu. 35 – Moisés não conseguia entrar, porque a nuvem lá estava e a glória do Senhor enchia o Tabernáculo. 36 e 37 - Quando a nuvem se levantava e se movia, o povo de Israel recomeçava a viagem, seguindo a nuvem. Mas se a nuvem parava, o povo parava também, até a nuvem sair de novo. 38 - A nuvem ficava por cima do Tabernáculo durante o dia. De noite, havia fogo no Tabernáculo, para que todos pudessem vê-lo. E isso aconteceu em todas as marchas realizadas pelo povo de Israel. LEVÍTICO CAPÍTULO – 1 1 e 2 - O SENHOR CHAMOU Moisés ao Tabernáculo para falar com ele ali Mandou que ele desse as seguintes instruções ao povo de Israel: "Quando vocês oferecerem sacrifício ao Senhor, usem animais da boiada ou dos rebanhos de animais menores que pertencem a vocês. 3 - "Se algum de vocês quiser oferecer um boi, como oferta queimada, deve usar um touro novo sem defeitos físicos. Traga o animal à entrada do Tabernáculo. Ali os sacerdotes aceitarão a sua oferta, diante do Senhor. 4 - "Aquele que estiver fazendo a oferta, porá a mão sobre a cabeça do animal, para que seja aceito no lugar do homem, como se fosse ele. Quer dizer que o animal é sacrificado, sofrendo em lugar do homem o castigo dos pecados dele. E o homem fica livre do castigo desses pecados. 5 - "O homem matará o novilho diante do Senhor. Então os filhos de Arão - os sacerdotes - apresentarão o sacrifício ao Senhor, borrifando o sangue em todos os lados do altar que está na entrada do Tabernáculo. 6 - "Eles deverão tirar a pele do novilho e cortar o animal em pedaços. 7 - Depois, farão fogo sobre o altar, arrumando bem a lenha para o fogo. 8 - "Ajeitarão também os pedaços junto com a cabeça e a gordura, sobre a lenha do fogo sobre o altar. 9 - Os órgãos internos e as pernas serão lavados com água e depois queimados sobre o altar pelos sacerdotes. Então será uma oferta queimada aceitável, que agradará ao Senhor. 10 - Se a oferta for de animal pequeno, ou seja de carneiro ou cabrito terá de ser um macho sem defeito. 11 - O homem que estiver fazendo a oferta, terá de matar o animal diante do Senhor. Fará isso no lado norte do altar. E os filhos de Arão - os sacerdotes borrifarão o sangue sobre o altar, em todos os lados. 12 - "Depois o homem cortará o animal em pedaços. Os sacerdotes colocarão os pedaços, juntamente com a cabeça e a gordura, em cima da lenha, no altar. 13 - "Mas os órgãos internos e as pernas terão de ser primeiro lavados com água. Então os sacerdotes queimarão tudo sobre o altar, como oferta ao Senhor. Pois as ofertas queimadas agradam ao Senhor. 14 - "Se a oferta em sacrifício queimado for de aves, poderá ser de rolinhas ou pombinhas. 15 - "O sacerdote trará a ave ao altar e destroncará o pescoço dela com a mão. Depois queimará tudo sobre o altar, e derramará o sangue, de modo que ele escorra pela parede do altar. 16 - "Então o sacerdote tirará o papo, com as penas, e jogará tudo isso para o lado leste do altar, junto com as cinzas. 17 - "Em seguida, agarrando a ave pelas asas, rasgará o corpo dela, mas sem que fique inteiramente partido. E o sacerdote queimará isso sobre o altar. E o Senhor terá prazer neste sacrifício. CAPITULO 2 1 - "QUEM QUISER FAZER sacrifício de cereais, deverá trazer farinha do melhor tipo, derramando azeite de oliveira e incenso em cima dela. 2 – "Entregará aos filhos de Arão. Um dos sacerdotes pegará um punhado da farinha, com azeite e incenso, e queimará essa parte diante do Senhor. O punhado levado ao fogo representa toda a quantidade do cereal trazido, de modo que o Senhor receberá a oferta com prazer. 3 - "O restante da oferta ficará para Arão e os filhos dele, mas deve ser considerado como coisa santa, porque faz parte das ofertas queimadas ao Senhor. 4 - "Se alguém trouxer oferta de bolo assado no forno, deve usar farinha de boa qualidade, assado com azeite de oliva, mas sem fermento. 5 e 6 - "Se a oferta for de cereais preparados na assadeira, também deve ser feita com massa sem fermento, misturada com azeite. Deve ser cortada em pedaços, e sobre os pedaços deve ser derramado azeite. Não tenham dúvida: é oferta de cereais que o Senhor aceita. 7 - "Se a oferta for preparada em frigideira, também deve ser feita com a melhor farinha, misturada com azeite. 8 - "Seja preparada como for – assada no forno ou na assadeira, ou frita - a oferta de cereais deve ser entregue ao sacerdote. E o sacerdote apresentará o sacrifício ao Senhor, no altar. 9 - "Os sacerdotes devem queimar só uma parte representativa da oferta, mas toda ela será bem recebida pelo Senhor. 10 - "O restante é para uso pessoal dos sacerdotes; mas também é considerada como santa oferta queimada ao Senhor. 11 - "Não ponham fermento na farinha das ofertas de cereal. Nas ofertas queimadas ao Senhor é proibido usar fermento e mel. 12 - "Na ocasião da colheita, quando são apresentadas ofertas de gratidão, com os primeiros frutos colhidos, podem ser usados fermento e mel. Mas não como oferta queimada. 13 - "Todas as ofertas de cereais devem ser temperadas com sal. É uma coisa que não pode faltar! Pois o sal lembra o bom contrato de Deus com nosso povo! 14 - "Se você trouxer oferta dos primeiros produtos colhidos das suas plantações, faça com grãos verdes tirado das espigas. Os grãos das espigas verdes devem ser esmagados e tostados no fogo. Depois apresente a sua oferta ao Senhor. 15 - "Derrame azeite de oliveira e incenso na oferta, pois é oferta de cereais. 16 - "Então os sacerdotes queimarão parte dos grãos esmagados e misturados com azeite, junto com todo o incenso; é parte representativa da oferta queimada ao Senhor. CAPITULO 3 1 - "QUANDO ALGUÉM QUISER dar uma oferta como sacrifício de gratidão ao Senhor, poderá oferecer um novilho ou uma novilha. Mas o animal deve ser sem defeito nenhum. Só assim poderá ser sacrificado como oferta ao Senhor, 2 - "O homem que fizer a oferta porá a mão sobre a cabeça do animal. Depois matará o novilho ou novilha junto da porta de entrada do Tabernáculo. Então os filhos de Arão - os sacerdotes - deverão borrifar o sangue em todos os lados do altar. 3, 4 e 5 - "Queimarão no altar, diante do Senhor, a gordura que cobre as partes internas, os rins, o fígado, bem como a gordura que fica junto dos lombos. É sacrifício feito em ação de graças, oferta queimada agradável ao Senhor. 6 - "Se a oferta para sacrifício de gratidão for de gado de pequeno porte, poderá ser macho ou fêmea, mas sem defeito. 7 e 8 - "Se for um cordeiro, o homem fará a oferta diante do Senhor. Porá a mão sobre ele e matará o animal à entrada do Tabernáculo. Os filhos de Arão borrifarão o sangue em todos os lados do altar, 9, 10 e 11 - "Depois eles deverão queimar no altar a gordura, a cauda toda, cortada próximo da espinha, a gordura que cobre os órgãos internos, os rins, a gordura que está junto dos lombos, e a vesícula. Será oferta queimada ao Senhor, como sacrifício de gratidão. 12 - "Se a oferta for uma cabra, aquele que faz a oferta trará o animal à presença do Senhor. 13 - "Porá a mão sobre a cabeça dela e matará o animal em frente do Tabernáculo. E os sacerdotes borrifarão o sangue no altar, por todos os lados dele. 14 e 15 - E apresentarão como oferta queimada ao Senhor a gordura que cobre as partes internas, os rins, a gordura que está sobre eles e junto aos lombos, e o fígado. 16 e 17 - "O sacerdote queimará tudo sobre o altar. É oferta queimada que agrada ao Senhor. Toda gordura é do Senhor. "Esta é uma lei permanente para todas as partes do nosso território: Os israelitas nunca poderão comer nem gordura nem sangue." CAPITULO 4 1 - ENTÃO O SENHOR deu mais estas instruções a Moisés. 2 - "Diga ao povo de Israel que estas leis são para os casos em que uma pessoa quebra sem querer algum dos meus mandamentos. 3 - "Se um sacerdote - em pleno exercício das funções sacerdotais - pecar sem querer, tornando com isso culpado o povo, deverá proceder assim: "Ele terá de oferecer um boi novo, sem defeito ao Senhor. Fará isso como oferta pelo pecado. 4 - "Trará o novilho até à porta do Tabernáculo, diante do Senhor. Porá a mão sobre a cabeça dele, e matará o animal diante do Senhor. 5 e 6 - "O mesmo sacerdote levará o sangue do novilho para o Tabernáculo. Depois molhará o dedo no sangue e borrifará o sangue sete vezes, diante do Senhor, em frente do véu que tapa o caminho para o Lugar mais Santo. 7 - "Então o sacerdote porá um pouco de sangue nos chifres do altar de incenso, diante do Senhor, no Tabernáculo. O restante do sangue será derramado na base do altar das ofertas queimadas, à entrada do Tabernáculo. 8, 9 e 10 - "Depois ele tirará toda a gordura do novilho - gordura das partes internas, os rins, o fígado e a gordura que cobre esses órgãos, como também a gordura que fica junto dos lombos. Do mesmo jeito como é tirada a gordura de um novilho quando é sacrificado como oferta de gratidão. E tudo aquilo é queimado no altar das ofertas queimadas. 11 e 12 - "Mas o restante do novilho – couro, carne, pernas, cabeça, órgãos internos e intestinos - será levado para um lugar cerimonialmente limpo, fora do acampamento. Para o lugar onde são lançadas as cinzas do altar. Ali será queimado o restante do novilho em fogueira feita de lenha. 13 e 14 - "Se todo o povo de Israel pecar sem saber, fazendo alguma coisa proibida pelo Senhor, todo o povo será culpado. Quando a culpa for exposta, o povo sacrificará um novilho como oferta pelo pecado. E apresentará o animal diante do Tabernáculo. 15 - "Ali os anciãos dirigentes do povo porão as mãos sobre a cabeça do novilho e matarão o animal na presença do Senhor. 16 - "Então o sacerdote em exercício trará o sangue do sacrifício ao Tabernáculo. 17 - "No Tabernáculo, o sacerdote molhará o dedo no sangue e borrifará sete vezes diante do Senhor, em frente do véu. 18 - "Depois ele porá sangue nos chifres do altar, diante do Senhor, no Tabernáculo. Derramará o restante do sangue na base do altar das ofertas queimadas, na entrada do Tabernáculo. 19 - "Toda a gordura do novilho será tirada e queimada sobre o altar. 20 - "Com esse novilho será feita a mesma coisa indicada para a oferta pelo pecado. Fazendo assim, ficará feita a expiação pelos pecados do povo. Quer dizer que com isso ficam cancelados aqueles pecados, e todo o povo é perdoado. 21 - "Depois disso, o sacerdote levará o novilho para fora do acampamento. Lá queimará o animal, como no caso do sacrifício expiatório feito para pagar pecados individuais. Só que no caso presente, os sacrifícios é para a expiação dos pecados do povo todo. 22 e 23 - “Vejam como se deve proceder se um dos oficiais da nação pecar, ficando culpado de desobedecer a alguma coisa ordenada pelo Senhor (fazendo isso sem querer): Assim que alguém chamar a atenção dele para isso, terá de oferecer em sacrifício um bode sem nenhum defeito físico. 24 - "Porá a mão na cabeça dele e matará o animal no lugar onde são sacrificados os animais para as ofertas queimadas. Isto diante do Senhor. Esta é a oferta pelo pecado pessoal do oficial culpado. 25 - "Então o sacerdote pegará um pouco do sangue do sacrifício e, com o dedo, porá sangue nos chifres do altar das ofertas queimadas. Depois derramará o restante do sangue na base do mesmo altar. 26 - "Queimará toda a gordura no altar, do mesmo modo como é queimada a gordura do sacrifício oferecido em ação de graças. Assim o sacerdote fará expiação pelo pecado do oficial de Israel, pagando com isso o pecado dele. E ele estará perdoado. 27 - "Se qualquer pessoa pertencente à nação de Israel pecar sem querer, contrariando algum mandamento do Senhor, será considerada culpada. 28 - "Logo que ficar sabendo disso, trará uma cabra como oferta pelo pecado cometido. Mas que a cabra não tenha nenhum defeito físico! 29 - "O culpado porá a mão sobre a cabeça da cabra e a matará no lugar em que são feitos os sacrifícios queimados. 30 - "O sacerdote pegará do sangue, e com o dedo porá um pouco dele nos chifres do altar das ofertas queimadas. Depois derramará o sangue restante na base do mesmo altar. 31 - "Tirará toda a gordura, como no caso do sacrifício de gratidão. Depois o sacerdote queimará a gordura no altar. Isto vai agradar ao Senhor! Assim o sacerdote fará expiação por aquela pessoa, e ela estará perdoada. 32 - "Caso traga como oferta um cordeiro, que seja fêmea e sem defeito físico. 33 - "O culpado trará o animal. ao lugar onde são mortos os animais para os sacrifícios queimados. Ali porá a mão sobre a cabeça da ovelha e matará o animal, como oferta pelo pecado. 34 - "O sacerdote recolherá sangue do sacrifício, e com o dedo porá um pouco dele nos chifres do altar das ofertas queimadas. O restante será derramado na base desse altar. 35 - "A gordura será usada como no caso do cordeiro sacrificado como oferta de gratidão. Será queimada pelo sacerdote no altar, como qualquer outra das ofertas queimadas ao Senhor. Deste modo, o sacerdote estará fazendo expiação pelo culpado - estará sendo pago o pecado daquela pessoa. E estará perdoada. CAPITULO 5 1 - "QUANDO ALGUÉM NÃO quiser depor como testemunha de um crime que sabe que aconteceu ou que viu ser praticado, levará a culpa desse crime. 2 - "A pessoa que encostar em alguma coisa que a lei declara impura, fica também cerimonialmente impura e terá de ser julgada culpada. Isto se refere ao cadáver de qualquer animal proibido como alimento, seja animal selvagem ou doméstico, incluindo os répteis. A pessoa ficará culpada mesmo que tenha tocado no cadáver sem perceber. 3 - "A mesma coisa acontece se a pessoa encostar em qualquer coisa expelida do corpo humano, coisa cerimonialmente impura. Se acontecer isso sem a pessoa perceber, desde o momento em que perceber será culpada. 4 - "Pode acontecer que alguém faça uma promessa séria como um juramento seja de coisa boa ou ruim, sem perceber que a promessa foi feita precipitadamente e de modo imprudente. Neste caso, assim que perceber isso, será culpado. 5 e 6 - "Em qualquer dos casos citados acima, a pessoa terá de confessar a culpa e fazer oferta ao Senhor pelo pecado. A oferta pode ser de gado de pequeno porte - uma cordeira ou uma cabrita. O sacerdote fará expiação pela pessoa culpada. Então a pessoa ficará livre daquele pecado e não precisa cumprir o juramento. 7 - "Se o culpado for pobre demais para estar oferecendo cabrita ou cordeira, pode trazer duas rolas ou dois pombinhos, como oferta pela culpa do pecado que cometeu. Uma das aves será trazida como oferta pelo pecado; a outra será sacrificada como oferta queimada. 8 e 9 - "O sacerdote oferecerá a ave que lhe for entregue primeiro como oferta pelo pecado. Por isso, destroncará o pescoço dela, mas sem arrancar a cabeça. Depois ele borrifará sangue da ave na parede do altar. O restante do sangue derramará nas bases do altar. Esta é a oferta pelo pecado. 10 - "O sacerdote sacrificará depois a outra ave, como oferta queimada, segundo as instruções já dadas para isso. Deste modo, o sacerdote fará expiação pelo culpado, o qual ficará perdoado e livre daquela culpa. 11 - "Se a pobreza do culpado é tanta que nem aves pode oferecer, então ele trará como oferta pelo pecado a décima parte de um efa, ou seja, cinco litros de farinha fresca, de boa qualidade. Não é para pôr nem azeite, nem incenso na farinha, pois é oferta pelo pecado. 12 - "O culpado entregará a farinha ao sacerdote. O sacerdote pegará um punhado representativo da oferta e queimará essa parte sobre o altar, como as outras ofertas queimadas ao Senhor. Essa oferta é pelo pecado. 13 "Assim o sacerdote fará expiação pelo pecado que aquela pessoa cometeu em alguma das coisas anotadas acima. Quer dizer que com esse sacrifício, fica pago o pecado e a pessoa fica livre dessa culpa: está perdoada. O restante da farinha pertence ao sacerdote, como no casa das ofertas de cereais." 14 - O Senhor continuou falando com Moisés: 15 - "Se alguém pecar profanando e manchando, sem querer, coisas santas, dedicadas ao serviço do Senhor, fará o seguinte: Trará um carneiro do rebanho dele como oferta ao Senhor. Mas o carneiro terá de ser sem defeito físico. Além disso, o valor da oferta deve atender à avaliação feita de acordo com o valor da prata, e de acordo com o padrão de pesos e medidas usado no Tabernáculo. Assim será feita a oferta pelo pecado que cometeu. 16 - O culpado restituirá o que foi profanado, ou reteve das coisas sagradas pagando além do preço, vinte por cento de multa sobre o valor daquelas coisas. Depois de receber isso e o carneiro para o sacrifício, o sacerdote fará expiação pelo culpado, e ele será perdoado. 17 - "Todo aquele que desobedecer a alguma Lei de Deus, mesmo sem perceber que está desobedecendo, é culpado. 18 - "Por isso terá de trazer do rebanho dele um carneiro sem defeito físico, que esteja dentro do preço avaliado por você, Moisés. O carneiro será trazido como oferta pela culpa daquele que pecou. Com ele o sacerdote fará expiação em favor do culpado. Assim, aquele que pecou sem querer estará perdoado e ficará livre daquela culpa. 19 - "O sacrifício tem de ser feito como oferta pela culpa, porque não há dúvida de que ele é culpado diante do Senhor." CAPITULO 6 1 - DISSE O SENHOR a Moisés: 2 e 3 - "Veja como proceder quando alguém cometer qualquer pecado - desses que muita gente costuma praticar, como. Por exemplo: deixar de devolver alguma coisa deixada com ele pelo dono, como penhor ou garantia de pagamento de empréstimo; não querer devolver o que foi confiado a ele, ou o que roubou, ou o que conseguiu explorando o próximo; não querer devolver uma coisa que achou, de outra pessoa, jurando que não achou. Tudo isso ofende ao Senhor. 4 e 5 - "O culpado terá de devolver aquilo que roubou, ou conseguiu com abuso, ou guardou em depósito, ou achou. Terá de devolver tudo aquilo que andou jurando falsamente que não estava com ele. Além de devolver tudo - sem faltar nada - dará ao prejudicado mais vinte por cento sobre o valor do artigo devolvido. No dia em que for declarado culpado fará tudo isto: devolverá o que é do outro; pagará mais vinte por cento a ele; e fará uma oferta ao Senhor pelo pecado que cometeu. 6 - "Como oferta pela culpa, ele trará um carneiro do rebanho dele, carneiro sem defeito físico. O valor do animal deverá estar de acordo com a avaliação feita por você, Moisés. 7 - "O sacerdote receberá o animal e fará expiação pela culpa diante do Senhor. Com a expiação feita, aquele que pecou estará perdoado e livre da culpa do mal que fez." 8 - O Senhor falou mais estas coisas a Moisés: 9 e 10 - "Dê a Arão e aos filhos dele as seguintes instruções sobre as ofertas queimadas: "A oferta queimada terá de ficar a noite inteira na parte central do altar. O fogo terá de ser mantido aceso. Quando o fogo tiver acabado com a oferta no altar, o sacerdote vestirá roupa branca de linho, e as roupas de cima, também de linho. Feito isso, ele juntará e tirará a cinza de cima do altar e porá a cinza ao lado do altar. 11 - "Depois trocará de roupa, e levará a cinza para um lugar cerimonialmente limpo, fora do acampamento. 12 - "Enquanto isso, o fogo do altar tem de continuar aceso. Cada manhã o sacerdote porá lenha no altar, mantendo o fogo aceso. E porá no altar a oferta queimada e queimará nele a gordura dos sacrifícios pacíficos. 13 - "O fogo do altar tem de ficar sempre aceso. Não pode apagar nunca. 14 - "Este é o regulamento da oferta de cereais: "Terá de ser oferecida pelos filhos de Arão, ficando eles na presença do Senhor, diante do altar. 15 - "Um dos sacerdotes. pegará um punhado de farinha fresca e boa da oferta de cereais, misturada com azeite e com todo o incenso da oferta. Então queimará no altar esse punhado, como parte representativa da oferta inteira. E será bem recebida pelo Senhor. 16 - "O restante será para alimento de Arão e os filhos dele. Essa refeição será feita e tomada sem fermento, no local reservado para o culto, no pátio do Tabernáculo. 17 - "É bom repetir que tem de ser cozida sem fermento! "Dei aos sacerdotes parte das ofertas trazidas para mim. "Mas tudo isso é coisa muito santa, tão santa como todo sacrifício pelo pecado e como todo o sacrifício pela culpa. 18 - "Todos os descendentes de Arão, do sexo masculino, poderão comer essa parte das ofertas. Esta lei é permanente, de geração em geração. Somente eles podem comer das ofertas queimadas ao Senhor." 19 - "Disse ainda o Senhor a Moisés: 20 - "No dia em que Arão e os filhos dele forem ungidos e instalados nas funções sacerdotais, farão uma oferta de cereais ao Senhor. A oferta é daquela que é feita regularmente. Será de um décimo de um efa, ou seja, cinco litros de farinha de primeira qualidade. De manhã é apresentada a metade; de tarde, a outra metade. 21 - "Será cozinhada numa assadeira, devendo ser usado azeite. A mistura deverá ser bem feita, e a massa cortada em pedaços. Os pedaços, depois de bem cozidos, deverão ser trazidos ao Senhor. Esta é uma oferta que agrada muito ao Senhor. 22 e 23 - "Toda vez que um descendente de Arão for ungido e introduzido no sacerdócio, terá de fazer a mesma coisa. No dia em que for instalado no ofício sacerdotal, apresentará a oferta de cereais. E a oferta será queimada totalmente. Note bem! Esta regra é permanente: a oferta de cereais feita pelo sacerdote será queimada inteiramente! Não é para comer!" 24 - Disse mais o Senhor a Moisés: 25 - "Diga a Arão e aos filhos dele que estas são as instruções para o sacrifício pelo pecado: "Esta oferta é muito santa. Por isso, o sacrifício desta oferta é feito no mesmo lugar onde são mortos os animais e aves para as ofertas queimadas ao Senhor. 26 - "O sacerdote que fizer esse serviço, comerá a oferta no pátio do Tabernáculo. Isto porque tem de ser comida no lugar consagrado ao Senhor. 27 e 28 - "Somente os sacerdotes - consagrados para o serviço do Senhor - poderão comer essas ofertas. E no lugar sagrado. Tão santa é a oferta feita, que se alguma coisa encostar nela será santa. Por exemplo: se espirrar sangue da carne do sacrifício na roupa de alguém, a roupa terá de ser lavada ali mesmo, no lugar consagrado ao Senhor; e a vasilha de barro usada para cozinhar a carne, terá de ser quebrada - se a vasilha for de bronze, será lavada; terá de ser bem esfregada e bem enxaguada. 29 - "Todos os homens entre os sacerdotes podem comer dessas ofertas. Mas só eles porque é coisa muito santa! 30 - "Entretanto, é diferente o caso das ofertas pelo pecado, em que o sangue do sacrifício é levado ao Lugar Santo do Tabernáculo, para pagar o pecado ali. Ninguém comerá essa oferta. Ela será queimada totalmente diante do Senhor. CAPITULO 7 1 - "ESTE É O REGULAMENTO da oferta pela culpa. Esta oferta é uma das coisas mais santas! 2 - "O animal a ser sacrificado será morto no lugar onde são mortos os animais para as ofertas queimadas. O sangue dele será borrifado em todos os lados do altar. 3 e 4 - "Serão oferecidos sobre o altar a gordura toda, a cauda e a gordura que cobre as partes internas. Também os rins e a gordura deles, do fígado e dos lombos. 5 - "Os sacerdotes queimarão todas essas partes sobre o altar, como oferta ao Senhor. É oferta pela culpa. 6 - "Todos os homens entre os sacerdotes poderão comer do animal sacrificado - e só eles. E a refeição tem de ser tomada no lugar consagrado, junto ao Tabernáculo. Isto porque é coisa muito santa. 7 "O regulamento da oferta pelo pecado serve para a oferta pela culpa. A regra é igual para as duas. O sacerdote encarregado de fazer a expiação para pagar a culpa, tem o direito de usar a oferta como alimento. 8, 9 e 10 - "é bom notar mais estes pontos: O sacerdote encarregado de fazer oferta queimada em favor de alguém, tem o direito de ficar com o couro do animal sacrificado. Os sacerdotes que apresentarem ofertas de cereais têm o direito de ficar com elas, para comer. Esta regra vale tanto para as ofertas levadas ao forno como para as que forem assadas na assadeira ou fritas na frigideira; Todas as ofertas de cereais - tanto as misturadas com azeite como as secas pertencem a todos os filhos e descendentes de Arão. 11 - "Instruções para os sacrifícios feitos ao Senhor como ofertas de paz: 12 - "Se for oferta de gratidão, deve vir acompanhada destas coisas: bolos e bolachas sem fermentos, e bolos feitos de farinha fresca, de primeira qualidade. Tudo bem preparado com azeite. 13 - "Além disso, deve ser trazido pão feito com massa fermentada. Assim deve ser feita a oferta em ação de graças. 14 e 15 - "Da oferta toda, será separado um bolo para o sacerdote que borrifará o sangue da oferta voluntária. Mas a carne do sacrifício dessa oferta voluntária de gratidão, tem de ser comida no dia em que for feita a oferta. Não pode ficar nem um pouco para o dia seguinte. 16, 17 e 18 - "Se alguém trouxer oferta para cumprir promessa, ou se for simples oferta voluntária, o caso é diferente. O sacrifício será comido no dia em que for apresentado, e no dia seguinte. No terceiro dia, se ainda sobrar alguma carne, será queimada. "Atenção! Se alguém comer dessa carne ao terceiro dia, estas serão as conseqüências: aquele que ofereceu o sacrifício não será aceito pelo Senhor; o sacrifício ficará anulado, como se a pessoa não tivesse feito oferta nenhuma; e quem comeu do sacrifício no terceiro dia ficará com toda a culpa! Deus fica aborrecido com uma coisa dessas! 19 e 20 - "Ninguém pode comer carne que encostar numa coisa declarada impura pela Lei. Essa carne tem de ser queimada. E quando a carne do sacrifício puder ser comida, só pode ser comida por quem estiver cerimonialmente limpo. Bastante cuidado aqui! A pessoa que, por algum motivo, estiver cerimonialmente impura - que não coma do sacrifício voluntário que pertence ao Senhor! Se comer, será cortada do seu povo. 21 - "Se alguém encostar em qualquer coisa cerimonialmente impura - seja impureza de homem, de animais domésticos ou de animais selvagens - que não coma da carne do sacrifício oferecido ao Senhor. Se comer, será eliminado do povo dele, pois manchou coisa sagrada." 22 - O Senhor continuou falando com Moisés: 23 - "Diga ao povo de Israel que não coma gordura nunca - nem de boi, nem de carneiro, nem de cabra. 24 - "Quando morrer um animal qualquer, seja porque morreu de morte natural ou doença, seja porque foi atacado por alguma fera, a gordura dele serve para muitas coisas - menos para comer! 25 - "Quem teimar em comer gordura de animal sacrificado ao Senhor como oferta queimada, será posto para fora do seu próprio povo. 26 e 27 - "Que ninguém coma sangue nunca! Nem sangue de animais, nem de aves. Quem fizer isso será expulso do próprio povo. 28 - Disse ainda o Senhor a Moisés: 29, 30 e 31 - "Diga ao povo de Israel que quem quiser oferecer sacrifício voluntário ao Senhor, que faça isso pessoalmente. A pessoa deverá trazer com as próprias mãos as partes das ofertas queimadas. Trará o peito e a gordura do peito, para os movimentos de oferta ao Senhor. O sacerdote queimará a gordura sobre o altar, mas o peito pertence a Arão e aos filhos dele. 32 e 33 - "A parte da coxa direita do animal será para o sacerdote da família de Arão, que apresentar o sangue e a gordura do sacrifício voluntário. 34 - "Isto porque Eu determinei que o peito e a coxa dos animais sacrificados sejam dados pelo povo de Israel aos filhos de Arão, isto é, aos sacerdotes. E esta minha ordem é permanente. 35 - "O pagamento do trabalho deles é esse! Por isso, aquelas partes têm de ser separadas das ofertas queimadas, e têm de ser dadas aos sacerdotes encarregados de fazerem o serviço do sacrifício e da apresentação das ofertas ao Senhor. Pertencem, pois, a Arão e aos filhos e descendentes dele. 36 - "Foi Deus mesmo quem mandou isto, desde o dia em que separou e fez derramar azeite na cabeça deles para o sacerdócio. É mandamento permanente, que o povo de Israel tem de obedecer através de todas as gerações. 37 - Foram estas as instruções a respeito da oferta queimada, da oferta de cereais, da oferta pelo pecado e da oferta pela culpa; como também da oferta de consagração e das ofertas voluntárias. 38 - O Senhor deu estas instruções a Moisés, no monte Sinai, para ensinar ao povo de Israel o modo certo de oferecer sacrifícios ao Senhor, no deserto de Sinai. CAPITULO 8 1 - DISSE AINDA O Senhor a Moisés: 2 e 3 - "Reúna Arão e os filhos dele à entrada do Tabernáculo. Junte as roupas deles, o óleo para ser derramado neles, o novilho para ser sacrificado como oferta pelo pecado, os dois carneiros e a cesta de pães sem fermento. E convoque todo o povo de Israel para uma reunião ali." 4 e 5 - Feito isso tudo, Moisés disse à assembléia geral: "O que estou fazendo foi mandado pelo Senhor". E lavou com água Arão e os filhos dele. 7, 8 e 9 - Depois Moisés vestiu Arão com o manto, preso com uma cinta. Por cima, pôs um colete apropriado, e sobre o colete colocou a faixa sacerdotal. Em torno da cintura de Arão, ajustou o cinturão bem trabalhado da faixa sacerdotal. Depois prendeu no peito dele o "Urim" e o "Tumim", usados para decidir questões por sorteio. Pôs um turbante na cabeça dele e, na parte da frente do turbante, prendeu uma fina chapa de ouro, completando com ela a coroa sagrada, como o Senhor tinha mandado Moisés fazer. 10 - Então Moisés pegou o óleo da unção e com ele ungiu o Tabernáculo e todas as coisas do Tabernáculo - quer dizer, derramou óleo no Tabernáculo e em tudo o que fazia parte dele. Deste modo o Tabernáculo foi consagrado e declarado santo. 11 - Depois derramou óleo sete vezes sobre o altar, ungindo assim o altar e todos os utensílios dele. Fez a mesma coisa com a bacia e com o suporte dela. Fez isso para consagrar todas essas coisas. 12 - Em seguida, para consagrar Arão ao serviço de sacerdote, derramou óleo na cabeça dele. 13 - Então Moisés pôs as vestimentas sacerdotais nos filhos de Arão - os mantos, os cinturões e os turbantes - como o Senhor tinha mandado. 14 - Depois disso, Moisés trouxe para perto deles o novilho da oferta pelo pecado. Arão e os filhos dele puseram as mãos sobre a cabeça do animal. 15 - Moisés sacrificou o novilho. Depois, pegou sangue dele e, com o dedo, molhou com o sangue os quatro chifres do altar. Derramou depois o restante do sangue na base do altar. Deste modo ele santificou o altar, para fazer expiação do pecado por ele. 16 - Então Moisés pegou toda a gordura que envolve os órgãos internos, bem como os dois rins, o fígado e a gordura deles. E Moisés queimou isso tudo no altar. 17 Mas o que sobrou do novilho, incluindo o couro, a carne e as tripas, Moisés queimou fora do acampamento, segundo a ordem que tinha recebido do Senhor. 18 - Depois Moisés fez chegar o carneiro da oferta queimada. Arão e os filhos dele puseram as mãos sobre a cabeça do carneiro. 19 e 20 - Moisés matou o animal e borrifou o sangue dele em volta do altar. Depois cortou o carneiro em pedaços, e queimou os pedaços junto com a gordura do animal sacrificado. 21- Mas lavou com água os órgãos internos e as pernas do carneiro. Em seguida queimou o carneiro todo sobre o altar, como o Senhor tinha dito a ele que fizesse. E o Senhor recebeu com satisfação a oferta queimada. 22 - Então Moisés fez que trouxessem outro carneiro - o carneiro da consagração. Arão e os filhos dele puseram as mãos sobre a cabeça do segundo carneiro. 23 - Moisés sacrificou o animal. Depois molhou com o sangue dele a ponta da orelha direita de Arão e os polegares da mão direita e do pé direito de Arão. 24 - Com os filhos de Arão fez a mesma coisa: com o sangue do carneiro molhou a orelha direita e os polegares direitos do pé e da mão de cada um dos filhos de Arão. Depois Moisés derramou o restante do sangue em todos os lados do altar. 25 e 26 - Em seguida, Moisés pegou a gordura, a cauda, a gordura das partes internas, o fígado e sua gordura, os rins e sua gordura, e a coxa do animal sacrificado. Também pegou a cesta de pães sem fermento, que estava diante do Senhor. Tirou dela um bolo sem fermento, uma forma de pão feito com azeite, uma bolacha, e pôs tudo isso em cima da gordura e da coxa direita do animal sacrificado. 27 - Colocou todas essas coisas nas mãos de Arão e dos filhos dele. Fez delas oferta movida ao Senhor - isto é, apresentou essa oferta ao Senhor com movimentos apropriados. 28 - Depois Moisés pegou aquilo tudo das mãos deles e queimou no altar, em cima da oferta queimada ao Senhor. Essa foi a oferta de consagração. Oferta queimada ao Senhor e que Ele aceitou de bom grado. 29 - Moisés pegou o peito e fez movimento de apresentação dele ao Senhor, como oferta movida. Essa parte do carneiro da consagração pertencia a Moisés, como o Senhor tinha dito a ele. 30 - Moisés pegou também óleo próprio para ungir, e sangue, daquele que estava sobre o altar. Borrifou com isso Arão e as roupas dele, como também os filhos de Arão e as roupas deles. Assim Moisés santificou Arão, os filhos de Arão e as roupas deles todos. Assim foram consagrados para o uso e serviço do Senhor. 31 e 32 - Então Moisés disse a Arão e aos filhos dele: "Cozinhem a carne do sacrifício à entrada do Tabernáculo. Comam ali a carne e o pão que está na cesta dos pães da consagração. Façam exatamente como ensinei a vocês. Mas terão de queimar o que sobrar da carne e do pão. 33 - "Outra coisa: Vocês não poderão sair da entrada do Tabernáculo durante sete dias. Só depois desse prazo é que estará completa a consagração de vocês. Leva sete dias para isso." 34 e 35 - Depois Moisés tornou a dizer que tudo o que tinha feito naquele dia, tinha sido mandado pelo Senhor, para fazer expiação por eles. E repetiu a Arão e aos filhos dele que ficassem à entrada do Tabernáculo dia e noite, durante sete dias. "Se saírem," advertiu Moisés, "vocês morrerão. Foi o que o Senhor disse." 36 Assim Arão e os filhos dele fizeram tudo o que o Senhor tinha dito a Moisés que fizessem. CAPÍTULO – 9 1 - AO OITAVO DIA das cerimônias de consagração, Moisés convocou Arão, os filhos dele, e os anciãos dirigentes de Israel. 2 - Moisés disse a Arão que pegasse um bezerro para oferta pelo pecado, e um carneiro para oferta queimada. Advertiu que os dois animais não deviam ter nenhum defeito físico. 3,4 "E diga ao povo de Israel," falou Moisés, "que escolha um bode para oferta pelo pecado; um bezerro e um cordeiro - os dois de um ano de idade e sem defeito físico - para oferta queimada; um boi e um carneiro como oferta de gratidão, em sacrifício feito diante do Senhor; e ainda uma oferta de cereais, preparada com azeite. Porquanto hoje," disse Moisés, "o Senhor aparecerá ao povo de Israel." 5 - Assim trouxeram todas estas coisas à entrada do Tabernáculo, como Moisés tinha ordenado. O povo inteiro veio e se pôs diante do Senhor. 6 - Moisés disse a todos: "Assim que seguirem as ordens do Senhor, a glória dEle aparecerá a vocês." 7 - Então Moisés disse a Arão que fosse até o altar e oferecesse a oferta pelo pecado e a oferta queimada. Isso para fazer expiação por ele mesmo primeiro, e depois pelo povo. O Senhor tinha mandado fazer isso. 8 - Assim fez Arão. Chegou ao altar e matou o bezerro em sacrifício para pagar pecado do próprio Arão. 9 - Os filhos de Arão pegaram sangue para ele. Arão molhou o dedo no sangue e com ele molhou os chifres do altar. Depois derramou o restante do sangue na base do altar. 10 - Mas ele queimou no altar a gordura, os rins e a gordura do fígado do animal oferecido em sacrifício. Fez tudo de acordo com as ordens dadas por Moisés. 11 - Agora, a carne e o couro ele queimou fora do acampamento. 12 - Feito isso tudo, Arão matou o animal da oferta queimada. Os filhos dele pegaram e trouxeram ao pai o sangue, que ele borrifou em todos os lados do altar. 13 - Também entregaram a Arão o animal cortado em pedaços. Entregaram a ele os pedaços todos, contando a cabeça. E ele queimou todas as partes no altar. 14 - Depois ele lavou as entranhas e as pernas do animal, oferecendo também estas partes como oferta queimada no altar. 15 e 16 - Em seguida fez o sacrifício da oferta do povo. Matou o bode da oferta pelo pecado do povo, e fez tudo do mesmo jeito como tinha feito com a oferta pelo pecado dele mesmo. Assim Arão sacrificou a oferta queimada ao Senhor, de acordo com as instruções dadas por Deus. 17 - Então chegou a vez da oferta de cereais. Arão pegou um punhado dela e queimou essa porção no altar, além da oferta apresentada costumeiramente de manhã. 18, 19 e 20 - Depois ele matou o boi e o carneiro - o sacrifício da oferta de paz feita pelo povo. Os filhos de Arão trouxeram sangue do sacrifício ao pai deles, e ele borrifou sangue por todo o altar. Tomou também a gordura do boi e do carneiro, a cauda, a gordura que cobre os órgãos internos, os rins, e a vesícula biliar. A gordura foi posta sobre o peito dos animais e Arão queimou tudo em cima do altar. 21 - Mas com o peito e a coxa direita dos animais foi diferente. Arão apresentou estas partes ao Senhor, com os movimentos e gestos apropriados, como oferta movida. Foi o que Moisés tinha mandado fazer. 22 - Depois, Arão abençoou o povo, com as mãos erguidas para ele. Concluído o sacrifício todo - a oferta pelo pecado, a oferta queimada e a oferta de gratidão e abençoado o povo, Arão desceu da plataforma do altar. 23 - Moisés e Arão entraram juntos no Tabernáculo e quando saíram, abençoaram o povo. E a glória do Senhor apareceu a toda a assembléia geral de Israel. 24 - Então veio fogo da parte do Senhor e consumiu a oferta queimada e a gordura sobre o altar. Quando o povo viu isso, todos gritaram entusiasmados e caíram com o rosto em terra. CAPITULO 10 1 - ACONTECEU QUE NADABE e Abiú, filhos de Arão, puseram fogo não sagrado nos aparelhos de incenso deles. Puseram incenso nesse fogo impróprio e se apresentaram diante do Senhor com aquele fogo. Fizeram coisa que contrariava as ordens que o Senhor tinha acabado de dar! 2 - O resultado foi que saiu fogo da presença do Senhor e destruiu os dois ali mesmo! 3 - Disse Moisés a Arão: "Aí está o que o Senhor quis dizer quando falou: Eu mesmo terei de ser tratado de modo santo por aqueles que chegam perto de mim, e serei glorificado diante de todo o povo." Arão não disse palavra! 4 Então Moisés chamou Misael e Elzafã, primos de Arão, filhos de Uziel, e disse aos dois: "Levem seus parentes mortos para longe do Tabernáculo, para fora do acampamento." 5 - Obedeceram. Usaram os mantos deles para carregar os cadáveres. 6 - Moisés disse a Arão e aos filhos dele, Eleazar e Itamar: "Não lamentem a morte deles; não desarrumem os cabelos, nem rasguem as suas roupas, como sinal de luto. Se fizerem isso, o Senhor fará que vocês morram também, e ficará irado com todo o povo de Israel. "Agora, o restante do povo poderá chorar a morte de Nadabe e Abiú, e lamentar o terrível incêndio feito pelo Senhor. 7 - "Vocês, não saiam do Tabernáculo para não morrerem. Lembrem que foi derramado sobre vocês o óleo com que foram ungidos pelo Senhor!" Eles fizeram o que Moisés mandou. 8, 9, 10 e 11 - O Senhor deu estas instruções a Arão: "Não beba vinho nem qualquer outra bebida forte quando tiver de entrar no Tabernáculo. Se beber, morrerá. E esta regra vale também para os seus filhos e para os seus descendentes, de geração em geração. É mandamento permanente. Pois vocês têm a obrigação de marcar bem a diferença entre o que é santo e o que é profano - entre o sagrado e o que só interessa a este mundo - e entre o que é impuro e o que é limpo, segundo a Lei. Vocês têm a responsabilidade de ensinar ao povo de Israel todas as leis dadas pelo Senhor por meio de Moisés." 12 e 13 - Então Moisés disse a Arão e aos filhos que restaram a ele - Eleazar e Itamar: "Comam a oferta de cereais, que sobrou das ofertas queimadas ao Senhor. Comam essa oferta sem fermento, e ao lado do altar, pois é coisa muito santa. Por isso tem de ser comido no santuário, num lugar santo, ela pertence a você e aos seus filhos - das ofertas queimadas ao Senhor. Esta foi a ordem que recebi do Senhor. 14 - "Quanto ao peito e à coxa da oferta apresentada ao Senhor com movimentos apropriados, vocês, os seus filhos e as suas filhas poderão comer em lugar cerimonialmente limpo. Estas partes dos sacrifícios feitos como ofertas voluntárias de gratidão do povo pertencem a vocês. 15 - "O povo deve trazer a coxa e o peito oferecidos quando a gordura foi queimada no altar. Aquelas partes serão apresentadas ao Senhor, com os movimentos próprios da oferta movida diante do Senhor. Depois pertencerão a vocês e à sua família. Este direito é permanente, estendendo-se a todos os seus descendentes. Assim o Senhor me ordenou." 16 - Nesse meio tempo, Moisés procurou por toda parte o bode da oferta pelo pecado, e viu que já tinha sido queimado! Isto enraiveceu Moisés contra Eleazar e Itamar, filhos de Arão. 17 e 18 - "Por que vocês não comeram a oferta pelo pecado no lugar santo?", perguntou Moisés. "Pois bem sabem que é coisa muito santa! E o Senhor deu essa oferta a vocês para levarem a maldade e a culpa do povo, e para fazerem expiação pelo povo diante do Senhor! Agora vejam! O sangue desta oferta não foi trazido para dentro do santuário, e era ali que vocês deviam comer as partes pertencentes a vocês, segundo as ordens que receberam de mim." 19 - Mas Arão explicou a Moisés: "Hoje eles ofereceram a oferta pelo pecado deles, e a oferta queimada diante do Senhor. Você viu o que aconteceu! Acha que se eu tivesse comido a oferta pelo pecado num dia como hoje, agradaria ao Senhor?" 20 - Moisés aceitou a explicação. CAPITULO 11 1 - DISSE O SENHOR a Moisés e a Arão: 2 e 3 - "Digam ao povo de Israel que os animais que podem ser usados como alimento são os quadrúpedes ruminantes, de unhas fendidas (dividindo o casco em dois). 4, 5, 6 e 7 - "Quer dizer que os seguintes animais não podem servir de comida: O camelo, o arganaz e a lebre (porque ruminam, mas não têm as unhas fendidas); E o porco (porque tem unhas fendidas - com o casco dividido - mas não rumina). 8 - "Vocês não podem nem comer a carne nem encostar no cadáver desses animais. A Lei declara que são impuros. 9 - "Quanto aos peixes, podem comer todos os peixes de água doce e de água salgada, desde que tenham barbatanas e escamas. 10, 11 e 12 - "Todos os outros seres aquáticos estão proibidos. Vocês têm de considerar como uma coisa horrível e vergonhosa, tanto comer a carne dele como também encostar nos cadáveres deles. Digo e repito: toda e qualquer criatura das águas que não tenha nem barbatanas nem escamas, vocês não podem comer nem tocar! 13, 14, 15, 16, 17, 18 e 19 - Das aves, as que vocês não podem comer são estas: a águia, o quebrantosso, a águia marinha, o milhano e todas as variedades de falcão, o corvo (todas as variedades), o avestruz, a coruja, a gaivota, toda variedade de gavião, o mocho, o corvo marinho, a íbis, a gralha, o pelicano, o abutre, a cegonha, a garça (toda variedade), a poupa e o morcego. 20, 21, 22 e 23 - "Vocês não podem comer os insetos voadores, de quatro pernas - a não ser aqueles insetos saltadores, que têm as pernas traseiras mais compridas do que as pernas dianteiras. Então, podem comer estes insetos: todas as variedades de locusta, todas as variedades de gafanhoto devorador (enfim, todas as variedades de gafanhoto), e todas as variedades de grilo. 24 e 25 - "Mas volto a dizer que proíbo comerem todos os outros insetos que voam e que têm quatro pés. Comer desses insetos ou encostar no cadáver deles faz com que vocês fiquem cerimonialmente impuros até o fim do dia. Quem carregar os cadáveres deles terá de lavar logo as roupas, e ficará cerimonialmente impuro até à entrada da noite. 26 - "Outra coisa que fará com que vocês sejam declarados cerimonialmente impuros é encostar em animais que têm as unhas fendidas, mas sem chegar a dividir em dois o casco. A mesma coisa com os animais que não ruminam. Nos termos da Lei, tanto aqueles animais como estes são impuros. 27 e 28 - "Também são impuros os animais quadrúpedes que, ao andar, pisam com toda a sola das patas. Quem encostar nos cadáveres deles ficará cerimonialmente manchado até o fim do dia. Quem carregar os cadáveres deles, terá que lavar logo as roupas e ficará impuro até a entrada da noite. Esses animais estão proibidos para vocês. 29 e 30 - "Dos pequenos animais que correm e rastejam, e que enchem a terra, estes são proibidos, porque são cerimonialmente impuros: a doninha, o rato, o lagarto (toda variedade), o geco, a toupeira, a lagartixa, o caracol e o camaleão. 31, 32, 33 e 34 - "Essas criaturas são impuras segundo a Lei. E quem tocar nelas, depois de mortas, ficará impuro até o cair da tarde. Qualquer coisa em que cair algum desses animais, depois de morto, fica cerimonialmente impuro - seja peça de madeira, ou de roupa, ou de pele ou de sacaria, ou qualquer instrumento ou ferramenta. O objeto atingido terá de ser posto na água, e estará cerimonialmente contaminado até o fim do dia. Só depois disso poderá ser usado de novo. Se cair numa vasilha de barro, o que estiver na vasilha ficará impuro, e a vasilha terá de ser quebrada. Se tiver sido usada água da vasilha contaminada para preparar algum alimento, esse alimento também estará impuro. Qualquer líquido que se costuma beber, se esteve na vasilha impura, ficará contaminado também. 35 e 36 - "O objeto no qual cair alguma coisa do corpo morto de qualquer desses animais, ficará impuro. Se for um forno ou fogão de barro, terá de ser quebrado. Mas se cair numa fonte ou num poço que tem água, a água não será cerimonialmente contaminada. Contudo, quem pegar naquilo que caiu, ou quem pegar algum animal morto desses, ficará impuro. 37 e 38 - "Se dos cadáveres desses animais cair alguma coisa em cima de sementes que vão ser semeadas, essas sementes não ficarão contaminadas. Mas se as sementes estiverem molhadas, ficarão impuras, caindo nelas alguma coisa dos cadáveres dessas criaturas. 39 e 40 - "Se algum dos animais que vocês podem comer ficar doente e morrer, quem encostar no cadáver dele ficará impuro até o fim do dia. Também aquele que comer dele, ou carregar o corpo dele, terá de lavar as roupas que estiver usando, e ficará impuro até o cair da tarde. 41, 42 e 43 - "É proibido comer qualquer criatura de todas as que rastejam na terra, ou sobre o ventre, ou tendo quatro pernas para andar, ou tendo muitos pés. Não comam! São todas impuras segundo a Lei. Não queiram vocês mesmos ficar impuros e manchados! Portanto, não fiquem contaminados por nenhuma dessas criaturas! 44 - "Eu sou o Senhor, o Deus de vocês. Mantenham suas pessoas e suas vidas limpas quanto a todas essas coisas. Sejam santos, pois Eu sou santo. Portanto, não se contaminem com nenhum desses bichos que rastejam na terra. 45 - "Lembrem! Eu sou o Senhor, que tirei vocês da terra do Egito para que me tenham por Deus. Sejam santos, porque Eu sou santo." 46 e 47 - São estas as leis referentes aos animais, às aves e a todos os seres vivos das águas e da terra. Assim fica feita a diferença entre os que são cerimonialmente limpos, podendo ser comidos, e os que são cerimonial mente impuros, e não podem ser comidos - dentre todos os animais. CAPITULO 12 1 - O SENHOR MANDOU Moisés dar ao povo de Israel estas instruções: 2 - "Quando nascer um menino, a mãe ficará cerimonialmente impura durante sete dias. Estará debaixo das mesmas exigências que a Lei faz às mulheres durante as regras femininas mensais. 3 - No oitavo dia depois do nascimento, o menino terá de ser circuncidado. 4 - "Depois disso, a mãe estará em processo de purificação cerimonial durante trinta e três dias. Durante esse período de tempo, ela não poderá ter contato com nenhuma coisa santa, e não poderá entrar no Tabernáculo. 5 - "Quando nascer uma menina, a impureza cerimonial da mãe durará duas semanas. Nesse período ela terá de obedecer às mesmas proibições dadas às mulheres quando estão com as regras mensais. Depois ficará ainda sessenta e seis dias em processo de purificação cerimonial. 6 - "Terminado o prazo da purificação, seja que tenha tido filho ou filha, a mãe deverá oferecer ao Senhor um cordeiro de um ano de idade e um pombinho ou uma rola. O cordeiro é para oferta queimada; a ave é para oferta pelo pecado. Deverá trazer as ofertas à entrada do Tabernáculo, ao sacerdote. 7 - "O sacerdote apresentará as ofertas ao Senhor, fazendo expiação pela mulher. Então ela estará purificada da impureza cerimonial em que estava por causa da perda de sangue causada pelo nascimento da criança. 8 - "Mas se os recursos da mulher forem poucos, não podendo oferecer um cordeiro, poderá trazer dois pombinhos ou duas rolas. Uma das aves será para oferta queimada; a outra será para a oferta pelo pecado. Deste modo, o sacerdote fará expiação pela mulher, e ela estará cerimonialmente limpa." CAPITULO 13 1 - DISSE O SENHOR a Moisés e a Arão: 2 e 3 - "Quem tiver na pele alguma inchação, ou bolha, ou mancha brilhante, deverá desconfiar de que pode ser lepra. A pessoa será levada ao sacerdote Arão, ou a um dos filhos dele, para ser examinada. "Se os pêlos do lugar da inchação ficarem brancos, e se a mancha parecer mais funda do que a pele normal, é lepra. O sacerdote examinará bem para comprovar a doença. Depois, declarará que a pessoa está leprosa e cerimonialmente impura. 4 - "Mas se a mancha branca não parecer mais funda do que a pele sadia, e os pêlos dali não estiverem brancos, então vejam o que fazer: O sacerdote isolará aquela pessoa durante sete dias. 5 - "Passados os sete dias, o sacerdote examinará a mancha. Se ele achar que a doença na pele parou, e não aumentou, manterá o doente, isolado mais sete dias. 6 - "No fim desses outros sete dias, o sacerdote fará novo exame. Se a mancha ficou embaçada, perdendo o brilho, e não alastrou, então o sacerdote declarará que a pessoa está cerimonialmente limpa. Não é lepra. É apenas uma mancha comum. Basta que a pessoa lave as roupas que estiver usando, e estará cerimonialmente limpa. 7 e 8 - "Mas se depois do primeiro exame feito pelo sacerdote, a mancha alastrar na pele, o sacerdote fará novo exame. Vendo o aumento da inchação, o sacerdote declarará impura a pessoa. É lepra. 9, 10 e 11 - "Quando alguém tomado como leproso for levado ao sacerdote, o sacerdote deverá observar e ver se a pele tem alguma inchação branca, se os pêlos na inchação são brancos e se nela está em formação uma chaga em carne viva. Se encontrar esses sinais, estará provado que é lepra - dessa lepra que vai avançando na pele. Portanto, o sacerdote declarará o doente cerimonialmente impuro. Nem precisará ficar isolado para verificação, porque já está claro que ele está cerimonialmente impuro, por causa da lepra. 12 e13 - "Mas se o sacerdote vê que a lepra tomou conta do corpo todo, da cabeça aos pés, cobrindo a pele toda da pessoa quanto pode ser visto pelo sacerdote então será feito novo exame. Se de fato a lepra cobriu toda a carne do doente, então virou lepra branca. Isto é a mesma coisa que estar curado. Por isso o sacerdote declarará que a pessoa está curada e cerimonialmente limpa. 14 e 15 - "Agora, no dia em que aparecer na pele carne viva, a pessoa estará impura. Ao ver isso, o sacerdote declarará impura a pessoa. A carne viva é impura, nesse caso. É lepra. 16 e 17 - "Se a carne viva tornar a ficar branca, o leproso voltará ao sacerdote para ser examinado outra vez. Se ele verificar que a lepra ficou inteiramente branca, declarará que aquela pessoa está curada e portanto, cerimonialmente limpa. 18,19 - "Quando alguém tiver uma ferida e ela sarar, mas no lugar dela ficar um inchaço branco, ou mancha branca e brilhante, de um branco levemente avermelhado, deve ser apresentado ao sacerdote para exame. 20 - "O sacerdote examinará a mancha. Se ela parece mais funda do que a pele, e os pêlos embranqueceram, o sacerdote dará atestado de que o doente está leproso e impuro, segundo a Lei. É lepra que brotou da ferida. 21, 22 e 23 - "Mas se o sacerdote vê que os pêlos na mancha não estão brancos e que ela não parece mais funda do que a pele, e não é brilhante mas, sim, embaçada, então o sacerdote isolará o doente por sete dias. Se a mancha alastrar na pele, o sacerdote declarará que aquele doente está leproso e cerimonialmente impuro. Mas se a mancha brilhante parar de crescer e não alastrar, o sacerdote dará atestado de que aquela pessoa está cerimonialmente limpa. Aquela doença na pele não passa de uma ferida comum que está cicatrizando. 24, 25, 26, 27 e 28 - "No caso de pele queimada pelo fogo, pode acontecer isto: a carne viva da queimadura pode virar mancha brilhante, meio branca ou meio vermelha. Acontecendo isso, o sacerdote examinará a mancha. Se os pêlos estão brancos e a mancha parece mais funda do que a pele, é lepra que brotou na queimadura. O sacerdote declarará que aquela pessoa está leprosa e cerimonialmente impura. Mas vendo o sacerdote que os pêlos não estão brancos e que a mancha não é brilhante mas embaçada, nem parece mais funda do que a pele, o sacerdote isolará o doente durante sete dias. Depois desse prazo, o sacerdote examinará de novo a mancha. Se ela alastrou na pele, é lepra. O sacerdote declarará impuro o doente. Mas se a mancha brilhante não avançou nem aumentou, tendo também perdido o brilho, foi só uma inchação provocada pela queimadura; ficando a cicatriz. O sacerdote dará atestado de que a pessoa está cerimonialmente limpa. 29 e 30 - "Se um homem (ou mulher) tiver alguma doença na cabeça ou na barba, deverá ser examinado pelo sacerdote. Se a infecção parecer mais funda do que a pele, e se os cabelos no local enfermo forem fracos e amarelos, a doença é lepra da cabeça ou da barba. Portanto, o sacerdote declarará impuro o doente. 31 - "Mas se o exame feito pelo sacerdote mostrar que é apenas mancha superficial da pele, estando os cabelos com sua cor normal na parte enferma, então o doente será posto em isolamento por sete dias. 32 e 33 - "Ao sétimo dia, o sacerdote examinará a doença. Se ela não se tiver alastrado e não parecer mais funda do que a pele, e se os cabelos do local enfermo não tiverem amarelecido, os cabelos serão rapados - mas não no local da infecção. E o sacerdote isolará o doente por mais sete dias. 34 - "No fim dos outros sete dias, o sacerdote voltará a examinar a doença. Se ela não se tiver alastrado e não parecer mais funda do que a pele, o sacerdote dará atestado de que o doente está cerimonialmente limpo - bastando que a pessoa lave as roupas que estiver usando. 35 e 36 - "Mas se, depois de todo esse processo de purificação cerimonial; a doença alastrar muito na pele, o sacerdote fará novo exame. Ficando confirmado o alastramento da doença, o sacerdote nem precisa verificar se os cabelos no local da infecção estão amarelos: é evidente que é lepra. O doente está cerimonialmente impuro. 37 - "Por outro lado, se o sacerdote achar que a doença não avançou, e que nasceram cabelos sadios no local enfermo, é sinal que a lepra sarou. O sacerdote fará declaração de que o doente está limpo, segundo a Lei. 38 e 39 - "Se um homem (ou mulher) tiver manchas brilhantes na pele, estas serão examinadas pelo sacerdote. Se ele vê que também aparecem na pele manchas brancas mas sem brilho, não é nada grave. É impigem branca. A pessoa está cerimonialmente limpa. 40 e 41 - "Se caírem os cabelos de alguém, isso não significa que ele seja leproso. É apenas calva; não é lepra. Se caírem os cabelos só da parte da frente da cabeça, é somente meia-calva. Não é lepra. 42 - "Entretanto, se na calva ou na meia calva aparecer mancha branca, com leves tons vermelhos, é lepra. Surgindo na calva. 43 e 44 - "O sacerdote que verificar isso, declarará que aquela pessoa está leprosa e cerimonialmente impura. 45 e 46 - "O leproso tem de seguir estas regras: andará com as roupas rasgadas de propósito; andará com os cabelos despenteados bem desarrumados; andará com o lábio superior coberto; e por onde andar gritará: 'Sou leproso! Sou leproso!' "Além disso, enquanto durar a doença, será cerimonial mente impuro e morará fora do acampamento. 47, 48, 49 e 50 - "Quando alguém desconfiar que pegou lepra em alguma peça de roupa, de lã ou de linho - seja qual for a técnica de tecer empregada - e também em qualquer roupa ou peça feita de pele, é preciso verificar; se a praga for esverdeada ou avermelhada, é lepra. Terá de ser examinada pelo sacerdote. Ele fará o exame e manterá isolado por sete dias o artigo prejudicado. 51 e 52 - "Terminado esse prazo, o sacerdote examinará de novo a praga. Se ela tiver se alastrado, é lepra contagiosa. O artigo contaminado terá de ser queimado. 53 e 54 - "Mas se o sacerdote vê que a praga não alastrou, o sacerdote dará ordem para que o artigo seja lavado. Depois ficará isolado outros sete dias. 55 - "Depois dos sete dias, a peça é examinada pelo sacerdote, depois de ter sido lavada outra vez. Se a praga não se alastrou, mas não mudou de cor, é lepra que corrói. O artigo contaminado terá de ser queimado. 56 - "Mas se o sacerdote vê que a mancha perdeu a cor e o brilho, depois de ter sido lavada a peça, então ele cortará aquela parte da roupa - de pele, ou de qualquer tecido. 57 - "Se a praga tornar a aparecer na mesma peça, e alastrar, é lepra. A peça terá de ser queimada. 58 - "Mas toda vez que a praga que pegar num artigo desses desaparecer quando ele for lavado, será lavado segunda vez e poderá ser usado de novo. 59 – "São estes os regulamentos a respeito a lepra das roupas ou outros artigos de pele, de linho ou de lã. Seguindo estas regras, os artigos serão declarados limpos ou impuros - quer dizer, serão declarados leprosos ou não." CAPITULO 14 1 - O SENHOR DEU A Moisés o seguinte regulamento para os casos de leprosos curados: 3, 4 e 5 - "O sacerdote sairá do acampamento para examinar a pessoa. Se ele vê que a lepra desapareceu mesmo, exigirá o seguinte, para a cerimônia de purificação: duas aves que a Lei permite ao povo comer; um pedaço de madeira de cedro; um pano de forro vermelho; e uns ramos de hissopo. Mandará matar uma das aves, que deverá ser posta numa vasilha de barro pendurada em cima de água corrente. 6 - "O sacerdote molhará a outra ave, ainda viva, no sangue da ave sacrificada. Molhará junto com ela a madeira, o pano vermelho e os ramos de hissopo. 7 - "Então o sacerdote borrifará daquele sangue sobre a pessoa curada da lepra. Fará isso sete vezes. Só depois disso tudo é que o sacerdote declarará que aquela pessoa está curada. Em seguida, soltará a ave viva, para que viva livremente nos campos. 8 - "Para completar a purificação, o doente curado lavará as roupas que estiver usando, rapará a cabeça, as sobrancelhas e a barba, tomará banho e tornará a morar dentro do acampamento. Só que terá de ficar fora da tenda dele durante sete dias. 9 - "Ao sétimo dia, rapará de novo a cabeça, a barba e as sobrancelhas, lavará a roupa dele e tomará banho. Então será declarado totalmente curado da lepra e cerimonialmente limpo. 10 - "No dia seguinte - no oitavo dia irá ao sacerdote levando dois cordeiros sem defeito, uma cordeira de um ano de idade, também sem defeito, e quinze litros de farinha fresca da melhor qualidade para oferta de cereal preparado com azeite; fora meio litro de azeite de oliveira, que será levado separadamente. 11- "O sacerdote encarregado de fazer a purificação apresentará ao Senhor a pessoa e as ofertas que trouxe, na entrada do Tabernáculo. 12 - "O sacerdote oferecerá ao Senhor um dos cordeiros e o meio litro de azeite, como oferta pela culpa. Fará os movimentos próprios de oferecimento ao Senhor, pois é oferta movida diante do Senhor. 13 - "Então matará o cordeiro no lugar em que é costume matar os animais das ofertas pelo pecado e das ofertas queimadas, lugar consagrado para este fim, junto ao Tabernáculo. Isto porque a oferta pela culpa é para o sacerdote usar como alimento - como no caso da oferta pelo pecado. É oferta muito santa. 14 - "O sacerdote usará o sangue da oferta pela culpa para pôr um pouco na ponta da orelha direita e nos polegares direitos do pé e da mão daquele que está em processo de purificação cerimonial. 15 e 16 - "Depois o sacerdote derramará o azeite trazido separado, na palma da mão esquerda dele mesmo. Molhará o dedo direito dele e, com o dedo, borrifará sete vezes azeite diante do Senhor. 17 - "Da sobra do azeite que está na mão esquerda, o sacerdote porá um pouco na ponta da orelha direita e nos polegares direitos do pé e da mão do candidato à purificação - como tinha feito com o sangue da oferta pela culpa. 18 - "O restante do azeite será derramado na cabeça daquela pessoa. "Assim o sacerdote fará expiação pela culpa - ou seja, ficará paga a culpa daquela pessoa diante do Senhor. 19 e 20 - "Depois o sacerdote apresentará a oferta pelo pecado, e fará a cerimônia de expiação por aquele que está sendo purificado da impureza da lepra. Feito isso, o sacerdote matará o animal dado para a oferta queimada. Apresentará essa oferta junto com a oferta de cereais, sobre o altar. Assim o sacerdote fará expiação por aquela pessoa que, afinal, será declarada limpa. 21 - "Se a pessoa for pobre, não tendo recursos suficientes para trazer tudo aquilo, poderá trazer somente um cordeiro para a oferta pela culpa, para ser apresentado ao Senhor, na cerimônia de expiação feita com os movimentos próprios pelo sacerdote diante do altar. Além do cordeiro, basta trazer cinco litros de farinha fresca e boa, preparada com azeite, para a oferta de cereais, e meio litro de azeite de oliveira. 22 - Deverá trazer também duas rolas ou dois pombinhos, o que lhe for possível, e usar um deles para oferta pelo pecado e o outro como oferta queimada. 23 - "Estas coisas serão trazidas ao sacerdote, à entrada do Tabernáculo, ao oitavo dia, para a cerimônia de purificação diante do Senhor. 24 e 25 - 'O sacerdote deverá pegar o cordeiro para oferta pela culpa e o azeite trazido em separado, e mover as suas ofertas diante do altar, como gesto de oferecimento ao Senhor. Depois, matará o cordeiro e porá sangue dele na ponta da orelha direita e nos polegares direitos do pé e da mão daquele que está sendo purificado. 26 - "Então o sacerdote derramará azeite na palma da sua própria mão esquerda. 27 - "Com o dedo direito, borrifará azeite sete vezes diante do Senhor. 28 – "Depois ele terá de pôr um pouco do azeite – da mão esquerda - na ponta da orelha direita e nos polegares direitos do pé e da mão daquele que está sendo purificado, como tinha feito com o sangue da oferta pela culpa. 29 - "O azeite restante na mão do sacerdote será posto na cabeça daquele que está em processo de purificação, para fazer expiação por ele, diante do Senhor. 30 e 31 - "Depois oferecerá as rolas ou os pombinhos (conforme a pessoa tenha podido trazer). Uma das aves é para oferta pelo pecado; a outra é para oferta queimada - para ser sacrificada junto com a oferta de cereais. E assim o sacerdote fará expiação por aquele que está sendo purificado diante do Senhor." 32 - São estas, pois, as leis para aqueles que, estando limpos da lepra, não têm recursos para oferecer os sacrifícios normalmente exigidos para a cerimônia da purificação. 33 - Disse ainda o Senhor a Moisés e a Arão: 34 e 35 - "Quando entrarem na terra de Canaã - terra que darei a vocês - e eu puser lepra em alguma casa de lá, o dono da casa comunicará o fato ao sacerdote, dizendo: 'Parece que a minha casa pegou lepra!' 36 e 38 - "O sacerdote tomará as seguintes medidas: que a casa seja esvaziada, para que a praga não contamine os móveis e os objetos domésticos; depois, ele mesmo irá até lá e examinará a casa. "Se encontrar nas paredes da casa manchas esverdeadas ou avermelhadas, parecendo mais fundas do que a parede, o sacerdote sairá e trancará a casa, ficando interditada por sete dias. 39 e 40 - "Sete dias depois, o sacerdote fará novo exame. Se vê que a praga se alastrou nas paredes da casa, ordenará que as pedras atingidas peIa praga sejam arrancadas e lançadas fora da cidade, num lugar declarado impuro. 41 - "Além disso, fará raspar a casa inteira. O pó que juntarem da raspagem será lançado fora da cidade, num lugar impuro. 42 - "Serão colocadas outras pedras no lugar das que foram arrancadas, e a casa será rebocada com novo reboco. 43 e 44 - "Se depois de feitas essas coisas todas, a praga tornar a brotar na casa, será examinada outra vez pelo sacerdote. Se a praga se tiver alastrado na casa, é lepra maligna. A casa está contaminada. 45 - "Por isso, a casa será demolida totalmente, dê modo que não fique nada de pé: nem pedras, nem revestimento, nem madeira. E tudo será levado para fora da cidade, para um lugar impuro. 46 - "Quem entrar na casa enquanto ela estiver interditada, ficará cerimonialmente impuro até o anoitecer. 47 - "Quem descansar ou comer naquela casa, terá de lavar a roupa usada na ocasião. 48 - "Mas se quando o sacerdote voltar para novo exame, verificar que as manchas não reapareceram nas paredes reformadas, ele dará atestado de que a lepra está curada e que a casa está limpa. 49 - "Para completar a purificação da casa, pegará duas aves, um pedaço de madeira de cedro, um pano vermelho e uns ramos de hissopo. 50 - "Matará uma das aves numa vasilha de barro pendurada em cima de água corrente. 51 e 52 - "Depois molhará a madeira, o hissopo, o pano vermelho e a ave viva no sangue da ave sacrificada, e borrifará o sangue na casa sete vezes. Deste modo a casa será purificada. 53 - "Então o sacerdote soltará a ave fora da cidade, para que viva livremente nos campos. Assim ficará feita a expiação pela casa, e ela estará cerimonialmente limpa. 54, 55, 56 e 57 - São estes, pois, os regulamentos para os vários lugares e coisas que podem pegar lepra. Tanto servem para resolver a questão quando aparecem pragas em roupas e em casas, como também aparecem na pele humana manchas lustrosas, inchaços e feridas vivas nas queimaduras. Assim fica fácil verificar se uma coisa é limpa ou impura; isto é, se uma coisa está com lepra ou não. Aí está, pois, a lei da lepra. CAPITULO 15 1, 2, e 3 - O SENHOR MANDOU Moisés e Arão darem mais estas instruções ao povo de Israel: "O homem que tem derramamento anormal de líquido seminal, está cerimonialmente contaminado. E isso, mesmo quando pára o derramamento. 4 - "A cama dele e todos os lugares onde ele sentar, estarão também contaminados. 5 - "Quem encostar na cama dele terá de lavar a roupa que estiver usando, terá de tomar banho, e estará cerimonialmente impuro até o fim do dia. 6 - "Quem sentar no mesmo lugar em que tiver sentado naquele que está com o derramamento, a mesma coisa: terá de lavar a roupa que estiver usando na ocasião, terá de tomar banho e estará cerimonialmente contaminado até o anoitecer. 7 - "O mesmo acontece com a pessoa que encostar nele. 8 - "Se ele cuspir em alguém que está cerimonialmente limpo, esta pessoa também ficará impura até o fim do dia, e terá de lavar a roupa e o corpo. 9 - "A sela em que andar montado ficará impura. 10 - “Quem encostar em alguma coisa que esteve debaixo dele ficará impuro até o fim do dia, e quem carregar aquilo terá de lavar a própria roupa e tomar banho, além de ficar cerimonialmente impuro até o anoitecer. 11 - "Se aquele homem tocar numa pessoa sem ter lavado as mãos, esta pessoa ficará impura até o fim do dia, e terá de lavar a roupa e tomar banho. 12 - "Se aquele homem pegar numa vasilha de barro, deverá ser quebrada. Se for de madeira, basta que seja lavada. 13 - "Quando parar o derramamento seminal, o homem começará um processo de purificação cerimonial que durará sete dias. Para isso ele terá de lavar as suas roupas e tomar banho em água corrente. 14 - "Ao oitavo dia, deverá trazer duas rolas ou dois pombinhos ao sacerdote, à entrada do Tabernáculo. 15 - "O sacerdote apresentará uma ave como oferta pelo pecado, e a outra como oferta queimada. Assim fará expiação pelo homem, por causa daquele derramamento. 16 - "Sempre que um homem expelir líquido seminal, banhará em água o corpo e ficará cerimonialmente impuro até o anoitecer. 17 - "Toda a pele e todas as peças de roupa molhadas pelo líquido terão de ser lavadas, e ficarão cerimonialmente contaminadas até o fim do dia. 18 - "Depois das relações sexuais, tanto o homem como a mulher terão de banhar-se, e estarão impuros até o entardecer. 19 - "Durante as regras femininas normais, a mulher está cerimonialmente contaminada durante sete dias. Durante esse período, quem tocar nela ficará contaminado até o anoitecer. 20 - "Todos os objetos e todos os lugares em que ela sentar ou se deitar durante as regras mensais, estarão impuros também. 21 - "Quem encostar na cama dela terá de lavar a roupa que estiver vestindo, terá de tomar banho, e ficará impuro até o anoitecer. 22 - "A mesma coisa acontece com quem encostar em alguma coisa na qual ela tiver sentado. 23 - "Até mesmo quem encostar em alguma coisa que estiver na cama dela ou sobre aquilo em que ela esteve sentada, ficará impuro até à entrada da noite. 24 - "Se um homem tiver relação sexual com ela durante aqueles dias ficará cerimonialmente impuro por sete dias, e contaminará toda cama em que se deitar. 25 - "Quando as regras femininas durarem mais tempo do que o normal, ou acontecerem fora do tempo certo, são aplicados os mesmos regulamentos dados para o caso de regras normais. 26 e 27 "Assim, tudo aquilo em que ela se deitar ou sentar ficará cerimonial mente impuro. E aquele que tiver contato com essas coisas também estará contaminado até o anoitecer. Além disso, terá de lavar a roupa e o corpo. 28 - "Sete dias depois que pararem as regras, a mulher estará cerimonialmente limpa. 29 - "Ao oitavo dia, trará duas rolas ou dois pombinhos ao sacerdote, à entrada do Tabernáculo. 30 - "O sacerdote apresentará uma das aves como oferta pelo pecado, e a outra como oferta pelo pecado, e a outra como oferta queimada. Assim fará expiação por ela, na presença do Senhor, por causa daquela impureza cerimonial. 31 - "Deste modo vocês cuidarão de manter isoladas as coisas e pessoas impuras, dos cidadãos de Israel. Não tendo este cuidado, aquelas pessoas morreriam ao contaminar o meu Tabernáculo, que está entre eles." 32 e 33 - Esta é, pois, a lei que regulamenta as emissões genitais, incluindo as emissões doentias, contaminando o homem e tudo que ele tocar. Esta lei também regulamenta os problemas de contaminação resultante das regras femininas, das hemorragias ou derramamentos anormais, masculinos ou femininos, e da relação sexual com mulher cerimonialmente impura. CAPITULO 16 1 - DEPOIS QUE MORRERAM os dois filhos de Arão - porque se apresentaram erradamente diante do Senhor - o Senhor falou com Moisés: 2 - Disse Ele: "Previna o seu irmão Arão que não entre a qualquer hora, sem necessidade, no Lugar Santo, atrás do véu. Ali estão a Arca e o assento da misericórdia - chamada 'propiciatório'. Entrar ali é morte certa. Pois eu mesmo aparecerei ali na nuvem, acima do assento da misericórdia. 3, 4 e 5 - "Para poder entrar ali, Arão terá de preencher estas condições: trará um novilho para oferta pelo pecado, e um carneiro para sacrifício queimado; entrará vestido com o manto sagrado, de linho, e com as demais peças sagradas, também de linho: a roupa branca, a cinta e o turbante. (Só vestirá essa roupa sagrada depois de banhar-se); do povo de Israel, trará dois bodes para a oferta pelo pecado e um carneiro para oferta queimada, em favor do povo. 6 - "Primeiro Arão apresentará ao Senhor o novilho como oferta pelo pecado dele mesmo, para fazer expiação por ele e pela família dele. 7 e 8 - "Depois trará os dois bodes à presença do Senhor, à entrada do Tabernáculo. Ali fará sorteio para decidir qual o bode que deverá ser oferecido ao Senhor e qual deverá ser mandado embora - razão por que é chamado 'bode emissário'. 9 - "O bode escolhido para o Senhor será sacrificado, como oferta pelo pecado. 10 - O outro bode será apresentado vivo diante do Senhor. Sobre o bode emissário será feita a cerimônia de expiação, e depois será mandado embora para o deserto, levando com ele o pecado pago por meio dele. 11 - "Depois Arão sacrificará o novilho da oferta pelo pecado - para fazer expiação por ele e pela família dele. 12 - "Pegará o aparelho de queimar incenso, cheio de brasas vivas, de sobre o altar, diante do Senhor. Pegará também dois punhados de incenso aromático bem moído, feito pó, e irá com isso para dentro do véu. 13 - "Ali, diante do Senhor, ele porá o incenso sobre as brasas vivas, de modo que uma nuvem formada pelo incenso cubra o assento da misericórdia – o propiciatório - em cima da Arca que contém as tábuas de pedra com os Dez Mandamentos, como testemunhas do contrato do Senhor. Fazendo isso Arão não morrerá. 14 - "Ele trará ali um pouco de sangue do novilho sacrificado e, com o dedo, borrifará sangue na parte dianteira superior do propiciatório, e borrifará sangue sete vezes em frente dele. 15 - "Depois sairá para matar o bode da oferta pelo pecado em favor do povo. Tendo sacrificado o animal, entrará de novo, trazendo o sangue dele para dentro do véu. Ali borrifará sangue na sede da misericórdia e em frente dela – como tinha feito com o sangue do novilho. 16 - "Assim fará expiação pelo Lugar Santo, para apagar a contaminação feita pelos pecados do povo de Israel. A expiação será também pelo Tabernáculo. Pois o Tabernáculo fica no meio dos israelitas e está rodeado pelas impurezas deles. 17 - "Enquanto Arão estiver no Lugar Santo fazendo o necessário para cobrir os pecados do povo, ninguém ficará dentro do Tabernáculo. Isto só poderá acontecer depois que ele completar a expiação, apagando os pecados dele, da família dele e do povo de Israel. 18 e 19 - "Completada a cerimônia no Lugar Santo, ele sairá e irá ao altar que está diante do Senhor. Ali fará expiação pelo altar. Para isso, molhará os chifres de todos os lados do altar com o sangue do novilho e do bode. Além disso, borrifará sangue sete vezes sobre o altar, com o dedo. Assim o altar ficará purificado dos pecados do povo de Israel. E o altar será santo depois disso. 20 - "Tendo feito a expiação pelo Lugar Santo, pelo Tabernáculo inteiro e pelo altar, ele trará o bode vivo. 21 - "Arão porá as duas mãos sobre a cabeça dele. Nesta posição confessará as maldades, as transgressões - todos os pecados do povo de Israel. Deste modo ele colocará sobre a cabeça do bode os pecados do povo. Depois um homem encarregado deste serviço levará o animal para o deserto. 22 - "Assim o bode levará embora todos os pecados do povo, para uma terra em que ninguém viva ali, nesse lugar deserto, o homem soltará o bode. 23 - "Em seguida Arão voltará para dentro do Tabernáculo. Ali tirará e deixará as roupas de linho que usou para entrar no Lugar Santo, atrás do véu. 24 - "Tomará banho num lugar santo e tornará a vestir aquelas roupas. Então sairá para oferecer sacrifício queimado por ele e outro pelo povo, fazendo expiação para apagar os pecados dele e do povo de Israel. 25 - "Queimará também no altar a gordura da oferta pelo pecado. 26 - "Aquele que tiver levado o bode emissário ao deserto, terá de lavar em água a roupa e o corpo. Só depois que tiver feito isso poderá entrar no acampamento. 27 - "O novilho e o bode sacrificados como oferta pelo pecado serão levados para fora do acampamento. As peles, a carne e os intestinos deles serão queimados. - O sangue deles tinha sido levado ao Lugar Santo por Arão, para a cerimônia de expiação. 28 - "A pessoa encarregada de queimar os restos dos animais sacrificados, terá de lavar a roupa e tomar banho, antes de voltar para o acampamento. 29, 30 e 31 - "A seguinte lei tem valor permanente, para ser cumprida no dia dez do sétimo mês.: ninguém trabalhará nesse dia – nem os israelitas, nem os estrangeiros que estejam nas terras de Israel; cada um tratará de fazer exame de consciência, exame sério e com espírito humilde; o repouso e o humilde exame de consciência servem de preparação para as cerimônias feitas para apagar pecados e para purificar, fazendo com que vocês fiquem espiritualmente limpos aos olhos de Deus. Portanto, atenção! Esse dia é dia de respeitoso descanso. É dia que passarão em silenciosa humildade. Esta lei é permanente! 32 e 33 - "Nas gerações futuras, esta cerimônia será dirigida por aquele que for consagrado como Sumo Sacerdote, no lugar de Arão, antepassado dele. Será consagrado com azeite derramado sobre ele, com o que ele fica ungido. O sacerdote ungido usará as roupas sagradas, de linho, para as cerimônias de expiação. Assim preparado, ele fará expiação, apagando as impurezas e as contaminações do pecado. A expiação aqui referida é pelo Lugar Santo - o santuário propriamente dito, pelo Tabernáculo em geral, pelo altar, pelos sacerdotes e pelo povo de Deus. 34 - "Esta lei vale para sempre para vocês. É para fazer expiação para cobrir os pecados do povo de Israel. E isso uma vez por ano." 35 - Arão seguiu todas estas instruções, ordenadas pelo Senhor a Moisés. CAPITULO 17 1 e 2 - DISSE O SENHOR a Moisés: "Transmita mais estas ordens a Arão, aos filhos dele e a todo o povo de Israel: 3 e 4 - "Qualquer israelita que sacrificar um boi, um cordeiro ou uma cabra em qualquer lugar fora do Tabernáculo, estará pecando. Fazer isso é cometer crime de morte. Tal pessoa será posta fora do povo. 5 e 6 - "A finalidade desta lei é fazer com que ninguém fique oferecendo sacrifícios por conta própria ao ar livre. Todos os sacrifícios devem ser trazidos ao sacerdote, à entrada do Tabernáculo. Ali serão oferecidos como ofertas de gratidão. O sacerdote borrifará o sangue sobre o altar do Senhor e queimará a gordura. O Senhor receberá com prazer a oferta feita assim. 7 - "Ficam, pois, terminantemente proibidos os sacrifícios oferecidos aos demônios nos campos. "Esta ordem é para ser obedecida sempre, por todas as gerações. 8 e 9 - "Digo e repito: As ofertas queimadas e todo tipo de sacrifício devem ser trazidos à entrada do Tabernáculo, para serem oferecidos ao Senhor. "Quem fizer oferta queimada e qualquer outro sacrifício noutro lugar, será expulso do povo. "E esta ordem é para os israelitas e para os estrangeiros que morem nas terras de Israel. 10 - "Também estarei contra todo aquele que comer qualquer espécie de sangue. Expulsarei o culpado do povo dele, seja ele israelita ou imigrante vivendo em Israel. 11 - "Porque a vida da carne está no sangue. Por isso mesmo eu dei o sangue para ser derramado no altar, para apagar pecados, em favor das almas de vocês. É o sangue que serve para fazer expiação do pecado e da culpa, porque sangue é vida. 12 - "Por esta razão ordeno aos israelitas, e aos estrangeiros que vivem entre eles, que não comam sangue. Ninguém! 13 e 14 - "Quem caçar animal ou ave que a Lei permite comer, derrame o sangue na terra e despeje pó em cima dele. Tanto os israelitas como os estrangeiros que estejam em Israel estão obrigados a fazer isso. Pois o sangue é a vida. Por isso mandei que o povo de Israel não coma sangue nunca. A vida de todo animal ou ave é o sangue dele. Quem comer sangue será expulso do povo. 15 - "Qualquer israelita, ou estrangeiro em Israel, que comer carne de animal que sofreu morte natural, ou que foi destroçado por alguma fera, estará cerimonialmente impuro. Terá de lavar as roupas que estiver vestindo na ocasião, e terá de banhar-se. Assim mesmo, estará impuro até o anoitecer. Depois estará purificado. 16 - "Se não lavar a roupa e o corpo, sofrerá as conseqüências do pecado dele." CAPITULO 18 1 e 2 - O SENHOR MANDOU Moisés dizer mais estas coisas ao povo de Israel: "Eu sou o Senhor, o Deus de vocês. 3 - "Por isso, não imitem o povo do Egito, onde vocês moraram, nem o povo de Canaã, para onde estou levando vocês. Não Sigam as leis deles. 4 e 5 - "Terão de obedecer somente às minhas leis e regras - em todos os pontos. Pois eu sou o Senhor, o Deus de Israel. Obedecendo fielmente às minhas leis e regras vocês viverão. 6 - "Parentes chegados não podem se casar. Lembrem! Eu sou o Senhor. 7 e 8 - "Moça nenhuma pode casar com o próprio pai dela. E nenhum homem pode casar com a própria mãe. Também não pode casar com nenhuma mulher que tenha sido esposa do pai dele. 9 - "Ninguém pode casar com a própria irmã. Nem que seja irmã só por parte de pai ou de mãe, e seja nascida na mesma casa ou noutro lugar. 10 - "Você não pode casar com sua neta - seja filha do seu filho ou da sua filha. Ela é parenta chegada. Pertence ao seu sangue. 11, 12, 13 e 14 - "Você não pode casar com sua meia-irmã - filha da mulher do seu pai. Também não pode casar com a sua tia - irmã do seu pai - pois ela é parenta chegada do seu pai. Nem com a sua tia que é irmã da sua mãe, porque é parenta chegada dela. Nem ainda com a sua tia que é mulher do irmão do seu pai. 15 - "Você não pode casar com a sua nora - mulher do seu filho. 16 - "Também não pode casar com a sua cunhada, mulher do seu irmão. 17 - "Você não pode casar com mãe e filha ou mãe e neta. Isso é uma terrível maldade. Elas são parentas chegadas. 18 - "Não case com duas irmãs. Duas mulheres ao mesmo tempo são duas rivais em casa. E por que fazer com que uma irmã fique rival da outra?! Somente se a sua mulher morrer, poderá casar com a irmã dela. 19 - "Não tenha relação sexual com a mulher quando está no seu período de menstruação. 20 - "Não tenha relação sexual com a mulher de outro homem, para que você e ela não fique impuros. 21 - "Não dedique nem sacrifique nenhum dos seus filhos a Moloque. Não manche o nome do seu Deus, pois eu sou o Senhor. 22 - "As práticas homossexuais são terminantemente proibidas! O homossexualismo é um pecado terrível! 23 - "Nem homem ou mulher terá relação sexual com qualquer animal. Fazer isso é cair na impureza! E é uma terrível perversão! 24 - "Israelitas, não se manchem com nenhuma dessas coisas. Os povos de Canaã praticam essas coisas. Mas é por isso mesmo que eu vou destruir estas nações para dar a vocês a terra delas! 25 - "Estes territórios estão manchados por esses maus costumes. Por isso estou castigando os povos que vivem neles. Por isso vão ser expulsos. 26 - "Vocês terão de obedecer rigorosamente a todas as minhas leis e regulamentos. Não poderão praticar nada daquelas coisas horríveis, verdadeiras abominações! E o que estou mandando é para todos os israelitas e para todos os estrangeiros que estejam dentro do território de Israel. 27 - "É isso mesmo! O povo que vive na terra para onde vou levando vocês, está sempre cometendo aqueles pecados horríveis. E qual foi o resultado? A terra ficou impura e manchada! 28 - "Cuidado, pois! Não imitem essa gente. Se não, vocês também mancharão a terra, e serão igualmente expulsos. 29 - "Quem fizer alguma dessas coisas horríveis, será expulso desta nação. 30 - "Portanto, tratem todos de obedecer às minhas leis. Que ninguém caia no erro de seguir aqueles maus costumes! Não se manchem praticando os pecados horríveis que o povo dessas terras costuma praticar. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês." CAPITULO 19 1 e 2 - O SENHOR CONTINUOU falando com Moisés, que dissesse ao povo de Israel: "Vocês têm de ser santos, porque Eu, o Senhor Deus de Israel, sou santo. 3 - "Cada um trate de respeitar a mãe e o pai, e de obedecer às leis do santo descanso, pois eu sou o Senhor, o Deus de vocês. 4 - "Israelitas! Não façam ídolos. Nem sequer olhem para eles! Vocês têm o seu Deus. Eu sou o Senhor, o Deus de Israel. 5 - "Quando oferecerem sacrifício ao Senhor, mesmo quando fizerem ofertas de gratidão, façam direito! Para que sejam aceitos. 6 - "Comam das ofertas no dia em que forem apresentadas ao Senhor. Sobrando alguma coisa, podem comer no dia seguinte. Mas o que restar no terceiro dia, terá de ser queimado. 7 - "Se alguma coisa do sacrifício for comida no terceiro dia; ficarei com nojo. A oferta não será aceita. 8 - "Se alguém comer da oferta no terceiro dia, será culpado. E a acusação é que essa pessoa manchou coisa santa, profanou o santo nome do Senhor! Por isso será expulsa do meu povo. 9 e 10 - "Quando você fizer colheita nas suas plantações, deixe de colher nos cantos dos terrenos cultivados. E deixe no chão as espigas que caírem. A mesma coisa quando estiver colhendo os cachos de uva: não tire do pé até o último cacho, e deixe no chão as uvas que caírem. São para os pobres e para os viajantes doutras terras que passem por ali. Eu sou o Senhor seu Deus. 11 - "Não roube, não minta e não faça tratos desonestos. 12 - "Nunca faça juramento falso, jurando pelo meu nome. Fazer isso é manchar o meu nome, nome daquele que é o seu Deus. Eu sou o Senhor! 13 - "Não roube e não explore os outros. Pague pontualmente o salário do trabalhador que você contratou. Não passe a noite com o dinheiro devido ao trabalhador pago por dia de trabalho. 14 - "Não lance maldições sobre o surdo, nem faça tropeçar o cego. Tenha temor do seu Deus. Eu sou o Senhor! 15 - "Quando estiver servindo de juiz, ou estiver participando num julgamento, não seja injusto. Não altere o julgamento de uma pessoa porque é rica ou porque é pobre. Seja justo para com todos. 16 - "Não fique falando mal de todo mundo. Não faça acusações falsas. Eu sou o Senhor! 17 - "Não odeie o seu irmão. Fale francamente com alguém que você sabe que pecou. Não permita que escape da censura, ou você será igualmente culpado. 18 - "Não procure vingança. Não guarde rancor contra ninguém. Ame o seu próximo como a você mesmo. Lembre-se, Eu sou o Senhor! 19 - "Obedeça às minhas leis. Não cruze animais de espécies diferentes. Não semeie sementes de duas espécies diferentes nas suas terras. Não use roupa feita com tecidos misturados. 20, 21 e 22 - "Se um homem cometer adultério com uma escrava noiva de outro homem, os dois serão punidos. Não serão mortos porque ela não é livre: é escrava. Mas o homem que pecou terá de trazer um carneiro como oferta pela culpa à entrada do Tabernáculo, ao Senhor. Com o carneiro, o sacerdote fará expiação pelo pecado cometido por aquele homem, apagando a culpa dele. E ele estará perdoado. 23-25 "Quando vocês entrarem na Terra Prometida e plantarem lá árvores frutíferas de toda espécie, não comam o fruto delas nos três primeiros anos de produção. As frutas produzidas dentro desse prazo são cerimonialmente impuras. A produção do quarto ano será dedicada ao Senhor. Será oferta para glorificar ao Senhor. Finalmente, no quinto ano vocês poderão comer as frutas dessas árvores. E farei aumentar a produção. Eu sou o Senhor, o Deus de Israel! 26 - "Não comam carne juntamente com o sangue. Não se ponham a ler a sorte, nem a praticar adivinhações como feiticeiros. 27 - "Não façam corte arredondado do cabelo, nem aparem as pontas da barba. 28 - "Não façam nenhum corte, nem marca nenhuma no corpo, como sinal de luto. Eu sou o Senhor. 29 - "Não entregue a sua filha ao comércio imoral da prostituição. Se você fizer isso, tanto ela como a terra estarão manchadas. E a maldade dominará o país. 30 "Obedeçam às minhas leis sobre o descanso. Respeitem o meu Tabernáculo. Eu sou o Senhor. 31 - "Não se tornem impuros procurando os que consultam os mortos e os adivinhadores, pois Eu sou o Senhor, o Deus de vocês. 32 - "Dêem a devida honra e respeito às pessoas idosas. Tenham respeitoso temor de Deus. Eu sou o Senhor! 33 e 34 - "Não explorem os estrangeiros que vivam nas terras de Israel. Não abusem deles. Devem ser tratados como se fossem israelitas. Amem os estrangeiros como a vocês mesmos. Lembrem que vocês também foram estrangeiros na terra do Egito. Eu sou o Senhor, o Deus de Israel. 35 e 36 - "Nos julgamentos sejam justos. Usem pesos certos e medidas certas, com toda a honestidade. Tanto para as coisas pequenas, como para as coisas grandes, usem pesos e medidas exatos. Sou eu que mando. E eu sou o Senhor seu Deus, que tirei vocês da terra do Egito. 37 - "Obedeçam rigorosamente a todas as minhas leis e mandamentos. Não esqueçam nem uma só das minhas ordens. Eu sou o Senhor! CAPITULO 20 1 e 2 - O SENHOR DEU mais estas instruções ao povo de Israel, por meio de Moisés: "Qualquer de vocês - israelita ou imigrante - que sacrificar algum dos seus filhos como oferta queimada a Moloque, será morto. Será apedrejado pelo povo do lugar. 3 - "E Eu mesmo me voltarei contra aquele homem e farei que seja expulso do povo dele. Porque deu o filho dele a Moloque. Com isso, ele manchou e tornou indigno o meu Tabernáculo, e ofendeu o meu santo nome. 4 e 5 - "E se o povo fingir que não sabe o que aquele homem fez, e deixar que continue vivendo, Eu mesmo me voltarei contra ele e contra a família dele. Destruirei aquele homem e todos os que me deixarem e seguirem outros deuses, além de Mim. 6 - "Virarei o meu rosto contra quem consultar médiuns e feiticeiros, em vez de me consultar. Expulsarei tal pessoa do povo dela. 7 - "Portanto, santifiquem as suas vidas e sejam santos, pois Eu sou o Senhor, o Deus de vocês. 8 – "Obedeçam, mas obedeçam mesmo! - a todos os meus mandamentos. Eu sou o Senhor que faço de vocês um povo santo. 9 - "Todo aquele que lançar maldição sobre o pai ou a mãe será condenado à morte. Quem faz uma coisa assim, está amaldiçoando a sua própria carne e o seu próprio sangue. 10 - "Se um homem praticar adultério com uma mulher casada, o adúltero e a adúltera serão mortos. 11 - "Se um homem se deitar com a mulher do pai dele, estará manchando o próprio pai. Os dois adúlteros - o homem e a mulher do pai dele serão mortos. 12 - "Se um homem tiver relação sexual com a nora dele, ele e ela terão de ser mortos. Corromperam um ao outro. 13 - "Quem praticar o homossexualismo será condenado à morte. Só a morte deles faz justiça a eles. 14 - "É grande maldade um homem ter relação sexual com uma mulher e com a mãe dela. O homem e as duas mulheres terão de morrer queimados, para acabar com essa maldade entre o povo. 15 - "Se um homem tiver relação sexual com um animal, os dois serão mortos. 16 - "A mesma coisa se uma mulher tiver relação sexual com um animal. Os dois serão mortos. 17 - "Um homem ter relação sexual com a própria irmã - ainda que seja irmã só por parte de pai ou só por parte de mãe é coisa mais que vergonhosa! O homem e a mulher serão eliminados do povo de Israel. E o castigo será dado em público. 18 - "Se um homem tiver relação sexual com uma mulher durante seu período menstrual, os dois serão expulsos do povo. 19 e 20 - "Não tenha relação sexual com a sua tia solteira - seja paterna ou materna, pois são parentes próximos. Quando a tia for parenta por afinidade - viúva do irmão do seu pai ou da sua mãe, também é proibido, pois neste caso estará ofendendo o marido dela, seu tio. Se fizer isso, você e a mulher não escaparão das conseqüências do pecado cometido. Morrerão sem filhos. 21 - "É impureza um homem casar com a viúva do irmão dele. Ficarão sem filhos. 22 - "Israelitas! Obedeçam fielmente a todas as minhas leis e mandamentos! Se não, expulsarei vocês da terra que vão receber de mim. 23 - "Não sigam os costumes dos povos que estou expulsando na frente de vocês. Porque é por causa desses costumes que fiquei irado com eles. 24 - "Quanto a vocês, prometi que haveriam de receber a terra deles. E é terra maravilhosa, 'terra que é fonte de leite e mel'. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês. E faço diferença entre vocês e os outros povos. 25 - "Portanto, façam diferença entre os animais e aves que permiti que sirvam de alimento para vocês, e os outros animais e aves, não permitidos. Não fiquem manchados comendo dos animais e aves que declarei impuros e proibidos, apesar da terra estar cheia deles. 26 - "Sejam santos para mim, porque Eu, o Senhor, sou santo. E eu separei vocês dos outros povos, para serem meus. 27 - "Os médiuns - que consultam os mortos - e os feiticeiros terão de ser castigados com a morte. Sejam eles homens ou mulheres. Serão apedrejados até que morram. Não poderão escapar das conseqüências desse pecado." CAPITULO 21 1, 2 e 3 - DISSE O SENHOR a Moisés: "Diga isto aos sacerdotes: Não fiquem impuros pelo contato com defunto. Somente no seguinte caso esse contato será permitido a vocês: quando o morto for parente chegado. Portanto, no caso da morte da mãe, do pai, do filho, da filha, do irmão e da irmã solteira por quem o sacerdote tenha ficado como responsável. 4 - "O sacerdote exerce funções de grande importância entre o povo. Por isso não pode ficar cerimonialmente impuro como qualquer um. 5 - "Os sacerdotes não farão tonsura - quer dizer, não raparão o cabelo para deixar uma parte calva na cabeça. Também não poderão aparar as pontas da barba. Nem farão cortes na sua própria carne. 6 - "Serão santos ao Deus deles. Não mancharão o nome de Deus. Pois são eles que apresentam as ofertas queimadas ao Senhor. Para estas funções, eles têm de ser santos. 7 - "O sacerdote não pode casar com prostituta ou mundana, nem com mulher divorciada - pois ele é um santo homem de Deus. 8 - "O sacerdote deverá ser consagrado e separado para oferecer sacrifícios ao Deus de Israel. Ele é santo, porque é santificado por mim. E eu, que santifico vocês, sou santo. 9 - "A filha de qualquer sacerdote que cair na prostituição, estará manchando a honra do pai dela, que é santo ao Senhor. Ela terá de morrer queimada. 10 e 11 - "O Sumo Sacerdote é o sacerdote ungido com o óleo especialmente derramado nele para ungir. É só ele que usa as roupas sagradas especiais. Portanto, não pode andar com o cabelo desalinhado e com as roupas rasgadas em sinal de luto. E não chegará perto de nenhum defunto - nem mesmo do pai ou da mãe dele. 12 - "Ele não poderá sair do santuário, enquanto estiver cumprindo os seus deveres especiais. Não fará nada que sirva para profanar o meu Tabernáculo. Pois foi derramado o azeite da unção especial sobre ele. Eu sou o Senhor. 13 - "O sacerdote deverá casar com uma virgem. 14 e 15 - "Não poderá casar com viúva, nem com mulher- divorciada, nem com mulher mundana. Também não poderá casar com mulher doutra tribo. Isso para que os descendentes dele não tenham sangue misturado, manchando a pureza da tribo dos sacerdotes. Eu sou o Senhor, que separo vocês para serem santos." 16 - "Disse ainda o Senhor a Moisés: 17 - "Diga a Arão, que qualquer descendente dele - por todas as gerações que tiver algum defeito físico, não poderá oferecer sacrifícios a mim. 18, 19 e 20 – "Por exemplo, quem for cego, ou aleijado, ou tiver o rosto deformado, ou tiver o corpo fora de proporção. Ou alguém que tenha pé quebrado ou mão quebrada. Ou que seja corcunda, ou anão. Ou que tenha os olhos doentes. Ou que sofra de sarna ou micose. Ou que tenha os testículos defeituosos. 21 - "Não adianta ser descendente de Arão. Se tiver algum defeito físico, não poderá apresentar ofertas queimadas - não poderá servir à mesa do Senhor. 22 e 23 - "Ele pode comer a comida pertencente aos sacerdotes, das ofertas ao Senhor. Isso pode. Tanto das ofertas santas como das mais santas. Mas não poderá ir atrás do véu, nem chegar perto do altar, por causa do defeito físico que tem. Fazer isso mancharia o meu santuário. Eu sou o Senhor que santifica vocês para que sejam santos." 24 - "Assim Moisés deu estas instruções a Arão, aos filhos dele, e a todo o povo de Israel. CAPITULO 22 1 - O SENHOR CONTINUOU falando com Moisés, e disse: 2 - "Diga a Arão e aos filhos dele que tomem todo o cuidado para não mancharem as coisas sagradas dedicadas a mim. Que tenham o cuidado de não profanar o meu santo nome. Eu sou o Senhor. 3 - "Diga a eles isto: Dos seus descendentes todos, quem estiver impuro e oferecer os sacrifícios dados a mim pelo povo, será eliminado da tribo sacerdotal. Não será mais sacerdote. Eu sou o Senhor. 4, 5, 6 e 7 - "Dos descendentes de Arão, nenhum leproso, ou que tenha qualquer vazamento no corpo, poderá comer dos sacrifícios santos, enquanto não estiver curado. A mesma coisa com aquele que estiver cerimonialmente impuro, por ter tido contacto com defunto. Também aquele que tenha expelido líquido seminal, ou que tenha encostado num réptil ou em alguma pessoa cerimonialmente impura, por qualquer motivo - ficando também impuro o sacerdote. Esse sacerdote ficará cerimonialmente impuro até o anoitecer. E só depois disso, e depois de tomar banho, poderá comer dos alimentos santos. Ele depende desses alimentos sagrados para viver. 8 - "O sacerdote não pode comer carne de qualquer animal que sofreu morte natural ou que foi destroçado por alguma fera. Se comer, ficará cerimonialmente impuro. Eu sou o Senhor. 9 - "Os sacerdotes terão de obedecer cuidadosamente a estas ordens. Se desobedecerem, estarão manchando o nome do Senhor. Serão declarados culpados e condenados à morte. Eu sou o Senhor que faço que eles sejam santos. 10 e 11 - "Só os sacerdotes podem comer das ofertas sagradas. Ninguém mais. Nem o hóspede de um sacerdote, nem o trabalhador contratado por ele. Há somente uma exceção: o escravo comprado pessoalmente pelo sacerdote, e os filhos do escravo nascidos na casa do sacerdote. Esses poderão comer dos alimentos santos. 12 - "Se a filha de um sacerdote casar Com um estrangeiro, ou com alguém doutra tribo, não poderá mais comer das ofertas sagradas. 13 - "Mas se ela ficar viúva, ou divorciada e, não tendo filhos, voltar para a casa do pai, poderá comer os alimentos do pai. Fique claro, porém! Ninguém que não pertença às famílias sacerdotais poderá comer dessa comida. 14 - "Pode ser que alguém coma das ofertas sagradas, sem perceber o que está fazendo. Neste caso, essa pessoa terá que dar ao sacerdote uma porção igual àquela que comeu, e mais vinte por cento. 15 - "Os sacrifícios santos trazidos pelo povo de Israel não podem ser manchados. Não podem ser profanados. E serão manchados toda vez que forem comidos por quem não tem direito. Pois são sacrifícios oferecidos ao Senhor. 16 - Quem desobedecer a esta lei levará culpa de grande pecado, comendo das coisas sagradas. Pois eu sou o Senhor que santifico os sacerdotes e a ofertas." 17 - Disse ainda o Senhor a Moisés: 18, 19 e 20 - "Diga o seguinte a Arão, aos filhos dele, e a todo o povo de Israel: "Quem quiser apresentar oferta ao Senhor - seja para cumprir promessa, ou seja oferta feita por livre vontade – terá de oferecer um macho sem defeito físico. Seja boi, ou carneiro ou bode. Se não for assim, a oferta não será aceita. Animal com defeito físico não será aceito, e não produzirá benefício nenhum a vocês. Bestas ordens são para todos os israelitas, e para todos os estrangeiros que estejam nas terras de Israel. 21 - "Quem quiser oferecer sacrifício em ação de graças, trazendo novilho ou animal menor, terá de oferecer animal sem defeito físico. Seja oferta cumprindo promessa, ou oferta feita de livre vontade, é a mesma coisa: o animal oferecido tem de ser fisicamente perfeito. Se não, não será aceito. 22 - "Um animal cego, ou aleijado, ou com falta de alguma parte do corpo, ou com ferida, sarna ou micose, não serve para ser sacrificado ao Senhor. Não pode ser apresentado como oferta queimada no altar do Senhor. 23 - "Um novilho ou cordeiro não bem formado de corpo pode ser sacrificado como oferta de livre vontade. Mas para cumprir promessa, não. 24 - "Animal castrado ou com os testículos machucados, não serve para sacrifício oferecido ao Senhor. Nunca pensem em oferecer a Deus um animal nessas condições. Que não aconteça isso nas terras de Israel! 25 - "Estas proibições não são só para os israelitas. São também para os estrangeiros que tragam animais para serem oferecidos ao Senhor. Animais com defeito físico são impuros e imprestáveis para os sacrifícios. Não serão aceitos. Esses sacrifícios não trarão benefício nenhum a vocês." 26 - O Senhor continuou falando com Moisés: 27 - "Quando nascer um bezerro, ou um cordeiro, ou um cabrito, ficará sete dias junto com a mãe. Do oitavo dia em diante, poderá ser sacrificado como oferta queimada ao Senhor. 28 - "Não mate no mesmo dia uma fêmea e sua cria, seja vaca ou ovelha. 29 e 30 - "Quando oferecerem sacrifício em ação de graças para glorificar o Senhor, façam isso direito. Comam o animal sacrificado no mesmo dia em que for morto. Não deixem nada para o dia seguinte. Eu sou o Senhor. 31 - "Obedeçam rigorosamente aos meus mandamentos, pois eu sou o Senhor. 32 e 33 - "Não ofendam o meu santo nome. Dêem a mim o lugar central e único que devo ocupar no meio do povo de Israel. Pois eu, o Senhor, separei vocês para que sejam santos para mim. Eu libertei vocês do Egito, para que me aceitem como o seu Deus. Eu sou o Senhor!" CAPITULO 23 1 - DISSE O SENHOR a Moisés: 2 - "Diga ao povo de Israel: "Façam algumas festas do Senhor, todo os anos. Para essas festas, a assembléia do povo será convocada. E o povo prestará culto a Mim. 3 - "Isto, além do santo descanso. O sétimo dia de todas as semanas é dia de respeitoso descanso em todas as casas. Nesse dia a assembléia do povo prestará culto a Deus. E ninguém fará os trabalhos costumeiros dos outros dias. 4 - "São estas as festas santas anuais, ordenadas pelo Senhor, cada uma no tempo certo: 5 - A Páscoa do Senhor: Deve ser feita na tarde do dia catorze do primeiro mês do calendário hebraico. 6, 7 e 8 - A Festa dos Pães Sem Fermento: No dia seguinte ao dia da Páscoa. Durante sete dias vocês comerão pães sem fermento. No primeiro e no último dia da festa, o povo se reunirá para o culto, e ninguém fará os trabalhos que pertençam as obrigações normais dos outros dias. Em cada um dos sete dias da festa, vocês oferecerão sacrifícios queimados ao Senhor. 9, 10, 11, 12, 13 e 14 - A Festa dos Primeiros Frutos: É para quando chegarem na terra que darei a Israel, e fizerem as colheitas. Trarão um feixe da primeira colheita ao sacerdote. Um dia depois do descanso semanal, o sacerdote apresentará a oferta ao Senhor, fazendo os movimentos solenes apropriados, para que vocês sejam aceitos. No mesmo dia do movimento da oferta, deverá ser oferecido um cordeiro sem defeito físico, como oferta queimada ao Senhor. Além disso, será feita uma oferta de cereais. Para esta oferta é preciso trazer dez litros de farinha fresca de boa qualidade, preparada com azeite de oliveira. É para oferta queimada ao Senhor, que Ele aceita com prazer. É preciso oferecer também uma bebida. Um litro de vinho é suficiente. Enquanto não for trazida a oferta, não comam nada daquela colheita. Nem cereais verdes ou torrados, nem pão. Esta lei tem valor permanente para todas as casas do país. 15 e 16 - A Festa do Pentecoste: Cinqüenta dias depois, tragam ao Senhor nova oferta de cereais, das últimas colheitas. Será então no dia seguinte ao sétimo dia de descanso semanal, passadas sete semanas completas, a contar do dia da oferta movida, na Festa dos Primeiros Frutos. 17 - "Cada família trará de casa dois pães, para serem solenemente movidos diante do Senhor. Estes pães serão feitos com dez litros de farinha fresca da melhor qualidade. Levarão fermento. É oferta feita ao Senhor, lembrando ainda os primeiros frutos. 18 - "Junto com o pão e o vinho, oferecerão sete cordeiros sem defeito físico, de um ano de idade, um novilho e dois carneiros. Serão apresentados como oferta queimada ao Senhor. É a oferta que o Senhor aceita com grande prazer. 19 - "Além disso, oferecerão um bode como oferta pelo pecado, e dois carneiros de um ano de idade como oferta de gratidão. 20 - "Os sacerdotes moverão estas ofertas diante do Senhor, junto com os pães que representam os primeiros frutos das colheitas. São coisas santas - consagradas ao Senhor - e serão dadas aos sacerdotes para alimentação deles. 21 - "Aquele dia será anunciado como um dia de santa convocação de todo o povo. Ninguém trabalhará nesse dia. Esta lei é permanente. Deverá ser obedecida por todas as famílias de geração em geração. 22 – "Lembrem. Quando fizerem colheita, não colham os produtos que estiverem nos cantos dos terrenos cultivados. E as espigas que caírem, terão de ser deixadas no chão. São para os pobres e para os estrangeiros que estejam nas terras de Israel, e que não têm propriedades. Eu sou o Senhor, o Deus de Israel. 23 - O Senhor continuou dando instruções a Moisés sobre as festas anuais: 24 e 25 - "A Festa das Trombetas: Será realizada no primeiro dia do sétimo mês. Nesse dia o povo terá respeitoso descanso. Mas é dia de comemoração de fatos passados. O povo se reunirá para cultuar a Deus. A festa será feita ao som de trombetas. Ninguém trabalhará nas obrigações costumeiras dos outros dias. Mas é preciso apresentar ofertas queimadas ao Senhor." 26 - O Senhor falou a Moisés da seguinte festa solene: 27 - "O Dia da Expiação. É o dia dez do sétimo mês. Isto é, nove dias depois da Festa das Trombetas. O povo terá santa assembléia diante do Senhor. Pensará com tristeza nos pecados cometidos e apresentará oferta queimada ao Senhor. 28 - "Nesse dia ninguém trabalhará. É dia especial para fazer expiação, para apagar os pecados do povo, diante do Senhor, o Deus de Israel. 29 - "Quem não passar esse dia em arrependimento e tristeza pelo pecado, será expulso do povo. 30 e 31 - "E será morto aquele que fizer algum trabalho nesse dia. Esta lei é permanente em todos os lares e através de todas as gerações de Israel. 32 - "Pois esse dia é dia de respeitoso descanso. Nele vocês terão de humilhar as suas almas. É o Dia da Expiação. O santo descanso começa na tarde do dia anterior e vai até a tarde do dia seguinte." 33 e 34 - O Senhor mandou Moisés falar ao povo sobre outra festa: HA Festa das Tendas. É no dia quinze do sétimo mês hebraico. Quer dizer que a festa é realizada cinco dias depois do Dia da Expiação - no último dia de setembro. A Festa das Tendas deve durar sete dias. 35 - "No primeiro dia, o povo se reunirá em assembléia sagrada. Ninguém trabalhara nesse dia. 36 - "Em cada um dos sete dias, serão apresentadas ofertas queimadas ao Senhor. No oitavo dia será realizada outra assembléia santa, com o oferecimento de sacrifícios queimados ao Senhor. É dia de reunião solene. Fica proibido todo trabalho. 37 - "São estas, pois, as festas do Senhor. Festas que devem ser realizadas regularmente, todos os anos. São ocasiões de santo descanso, em que o povo é convocado para assembléia sagrada, para apresentar ao Senhor ofertas queimadas. As ofertas são de cereais, de animais sacrificados e de bebidas. Cada coisa no tempo certo. 38 - "Todas estas realizações serão feitas além dos dias de descanso semanal. E os sacrifícios oferecidos naquelas festas serão feitos além das ofertas normais feitas nos outros dias, tanto as ofertas de livre vontade como as que são feitas para cumprir promessas ou em obediência à Lei. "No dia quinze do sétimo mês, ao terminar a colheita, vocês começarão os sete dias de festa. E tanto no primeiro dia como no oitavo, terão santo descanso. 40 - "No primeiro dia da festa, peguem galhos carregados de frutas, folhas de palmeiras, galhos de árvores de muita folhagem e ramos de chorão. Façam tendas com os galhos e passem sete dias cheios de alegria na presença do Senhor. 41 - "Esta festa anual de sete dias é obrigatória para todas as gerações. Por lei será celebrada no sétimo mês. 42 e 43 - "Durante aqueles sete dias, todos os que tiverem nascido nas terras de Israel terão de morar em tendas. Para que nunca esqueçam, de geração em geração, que Eu fiz os israelitas viverem em tendas. Isso depois que forem libertos do Egito por mim. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês." 44 - Assim Moisés anunciou ao povo as festas anuais do Senhor. CAPITULO 24 1 - O SENHOR DISSE a Moisés: 2 - "Mande o povo de Israel trazer azeite puro de oliveira para o castiçal. É para manter a luz acesa o tempo todo. 3 e 4 - "Essa luz é a do lampião de ouro puro que fica fora do véu, no Tabernáculo. Arão cuidará para que tudo esteja em ordem, examinando as coisas todas as manhãs e todas as tardes. Para que o fogo não se apague nunca diante do Senhor. Esta lei é permanente, devendo ser obedecida por todas gerações de Israel. 5, 6, 7, 8 e 9 - "Em cada dia de descanso semanal o sacerdote colocará doze pães em duas fileiras sobre a mesa de ouro que está diante do Senhor. Estes pães serão feitos com farinha fresca, de primeira qualidade. Cada pão levará dez litros da farinha. Porá incenso puro sobre as duas fileiras. Será uma oferta em comemoração. É oferta queimada ao Senhor, lembrando o contrato permanente - a aliança eterna - de Deus com o povo de Israel. Arão e os filhos dele comerão os pães num lugar santo, separado para este fim. Pois são ofertas queimadas ao Senhor, feitas de acordo com a lei permanente de Deus. E são coisas muito santas." 10 e 11 - Um dia um rapaz e um homem brigaram no acampamento. A mãe do rapaz era israelita, e o pai era egípcio. No meio da briga, o moço ofendeu o nome de Deus e lançou maldição sobre Ele. Por isso foi levado à presença de Moisés para ser julgado. O nome da mãe dele era Selomite, filha de Dibri, da tribo de Dã. 12 - O rapaz foi levado para a cadeia e lá ficou, até que o Senhor revelasse o que fazer com ele. 13 - Disse o Senhor a Moisés: 14 - "Tire o rapaz do acampamento. Diga a todos que escutaram o que ele disse contra mim que ponham as mãos sobre a cabeça dele. Depois todo o povo deverá apedrejar o moço até que ele morra. 15 e 16 - "E diga ao povo de Israel: Aquele que amaldiçoar a Deus sofrerá o castigo que esse pecado merece. Terá de morrer. Toda a congregação apedrejará o culpado. Esta lei não é só para os israelitas. É também para o estrangeiro. Quem blasfemar, ofendendo assim o nome do Senhor, será morto sem falta! 17 - "Todos os assassinos sofrerão também pena de morte. 18 - "Agora, quem matar um animal pertencente a outra pessoa, terá de devolver outro igual ao dono. 19 e 20 - "Quem ferir alguém, fazendo com que fique com algum defeito, receberá castigo correspondente ao mal que fez. Terá de ser ferido do mesmo modo. A regra é esta: fratura por fratura, olho por olho, dente por dente. O que um homem fizer a outro, isso mesmo será feito a ele. 21 - "Notem bem! Quem matar um animal, devolverá outro igual ao dono. Mas quem matar um ser humano, terá de morrer. 22 - "A lei será a mesma para os cidadãos de Israel. Tanto para os nascidos no país, como para os estrangeiros que estejam no território de Israel. Pois Eu sou o Senhor, o Deus de Israel" 23 - Então Moisés mandou levar para fora do acampamento o moço que tinha blasfemado. E deu ordem para que fosse apedrejado. O povo de Israel obedeceu à ordem dada pelo Senhor a Moisés. CAPITULO 25 1 e 2 - ENQUANTO MOISÉS estava no alto do monte Sinai, Deus deu a ele estas instruções para o povo de Israel: "Quando Israel entrar na terra que receberá de mim, dê um ano de descanso diante do Senhor - à terra, de sete em sete anos. 3 - "Seis anos você poderá cultivar os seus campos - semeando, podando as plantações de uvas e colhendo os produtos da terra. 4 - "Mas o sétimo ano será um ano de respeitoso descanso para a terra. Descanso dedicado ao Senhor. Não semeie os seus campos, nem pode as plantações de uvas. 5 - "Nem mesmo colha o que nascer sozinho nas suas lavouras, e as uvas que as suas plantações derem sem os cuidados do cultivo. A terra descansará o ano inteiro. É descanso solene determinado pelo Senhor. 6 e 7 - "Os produtos dos terrenos deixados em descanso - sem cultivar - servirão de alimento para todos. Tanto para os amos como para os escravos, tanto aos patrões como para os empregados. Também para os imigrantes. O gado e todos o animais das terras de Israel comerão também daqueles produtos. 8 - "Contem sete semanas de anos. Quer dizer: quarenta e nove anos. 9 - "Depois, marque o dia dez do sétimo mês hebraico - em fins de setembro. É o Dia da Expiação. Nesse dia façam tocar trombeta no país inteiro. 10 - "Pois o ano cinqüenta será santo. Será tempo de proclamar liberdade no país a todos os devedores escravizados. E todas as dívidas públicas e particulares serão canceladas. Nesse ano todas as propriedades familiares vendidas serão devolvidas aos primeiros proprietários ou aos herdeiros deles. 11 e 12 - "Ano feliz! Razão do seu nome: Ano de Jubileu. Nesse ano vocês não poderão fazer semeadura. E não poderão colher nada que nasça nas roças, nem as uvas produzidas apesar da falta de trato. Pois é ano santo para vocês. Vocês se alimentarão dos produtos silvestres. 13 - "Vejam! No Ano de Jubileu, cada um voltará à propriedade da sua família. Caso tenha sido vendida, será recuperada! 14, 15 e 16 - "Esta lei exige que vocês sejam justos e corretos quando venderem ou comprarem terras. O preço deverá ser calculado conforme o que falte para o Ano de Jubileu. Se faltar muito tempo, o preço deve ser alto. Se faltar pouco tempo, o preço deve ser baixo. Porque quem compra as terras, faz a compra pelo número de colheitas que espera ter. 17 - "Que ninguém explore o próximo! Antes, cada um tenha respeitoso temor de Deus. Pois eu sou o Senhor! 18 - "Obedeçam às minhas leis, se é que desejam morar com segurança na terra. 19 - "Obedecendo, a terra produzirá em abundância, e vocês terão fartura. E viverão em segurança. 20 - "Se perguntarem: 'Que vamos comer no sétimo ano? - pois não poderemos semear nem colher nada!' 21 e 22 - "A resposta é simples. Eu abençoarei tanto vocês no sexto ano, que colherão produtos suficientes para três anos. Deste modo, vocês terão o que comer no sétimo, no oitavo e em parte do nono ano. Por que, no oitavo ano voltarão a semear e a tratar das plantações. Mas só colherão delas em meados do nono ano. 23 - "E lembrem que a terra é minha. Portanto, nenhuma venda de terras é permanente. Vocês são simples viajantes na minha terra, encarregados de cuidar dela. 24 - "Todo contrato de venda terá de ter um artigo que dá direito ao vendedor de recuperar a terra vendida mediante pagamento de resgate. 25 - "Se alguém ficar pobre e vender alguma parte das terras que possui, o parente mais chegado dele pagará o resgate pela propriedade vendida. 26 e 27 - "Pode acontecer que ninguém possa fazer esse pagamento. Neste caso, assim que melhorar a situação financeira do vendedor, ele poderá recuperar a propriedade. O preço será calculado de acordo com o número de colheitas que falta fazer até o Ano de Jubileu. Aquele que tinha comprado a propriedade é obrigado a aceitar o negócio. Assim o primeiro dono poderá voltar às terras dele. 28 - "Mas se o primeiro dono não melhorar de situação, esperará o Ano de Jubileu. Até esse ano, a propriedade é do novo proprietário, mas então voltará a ser do primeiro dono. 29 e 30 - "Se a propriedade vendida for uma casa situada dentro de uma cidade murada, o caso é diferente. O vendedor só poderá comprar de novo a casa dentro de um ano, a contar do dia da venda. Se não for resgatada dentro desse prazo, a casa ficará para sempre com o novo proprietário e com os descendentes dele. Nem no Ano de Jubileu voltará ao primeiro dono. 31 - "Agora, as casas das vilas que não tiverem muros em volta, serão negociadas com as terras. Tanto poderão ser compradas de novo pelo primeiro dono, como terão de ser devolvidas a ele no Ano de Jubileu, se não tiverem sido resgatadas antes. 32, 33 e 34 - "Atenção para este ponto da Lei! “Os levitas sempre terão direito de recuperar o que venderam. Mesmo que sejam casas de cidades muradas. E quando um levita não puder resgatar a casa que vendeu, será devolvida a ele no Ano de Jubileu. Os levitas têm direito de possuir as casas das cidades dadas a eles. Mas os levitas não poderão vender os terrenos que ficam junto das cidades deles. São propriedades deles para sempre. Não poderão pertencer a mais ninguém. 35 - "Se o seu irmão ficar pobre, você é responsável pelo sustento dele. Faça convite a ele para que viva na sua casa como hóspede - como você faria com um estrangeiro recém-chegado ou viajando pelo país. 36 - "Não receba dele nem juros, nem pagamento nenhum. Dê hospedagem de graça a ele. Tenha respeito para com o seu Deus. 37 - "Note bem! Não queira tirar proveito dele! Nada de cobrar juros, se você emprestar dinheiro a ele! E não cobre nada dele pela alimentação. 38 - "Israelitas! Eu sou o Senhor seu Deus. Fui Eu que tirei vocês do Egito para dar a vocês a terra de Canaã e para ser o seu Deus! 39, 40 e 41 - "Outra coisa. Se o seu concidadão israelita, estando em sua companhia, ficar tão pobre que se venda a você, veja lá! Não faça dele um escravo! Ele prestará serviços a você como trabalhador contratado, ou como hóspede. Fará isso até o Ano de Jubileu. Nessa ocasião, ele e os filhos dele poderão sair da sua casa e voltar para a família dele, e para a propriedade herdada dos pais dele. 42 - "Eu tirei os israelitas do Egito. São meus servos. Não serão vendidos como escravos! 43 - "Portanto, não maltrate os seus concidadãos, nem queira ser dono deles. Tenham temor do seu Deus! 44, 45 e 46 – “Você poderá comprar escravos e escravas das outras nações, vizinhas de Israel. Também poderá comprar escravos dentre os filhos dos estrangeiros que estejam de passagem; e das famílias estrangeiras estabeleci das em Israel. Mesmo os nascidos no território israelita. Eles serão seus escravos para sempre, e dos seus descendentes, depois que você morrer. Mas os israelitas não serão tratados assim, uns pelos outros! 47, 48 e 49 - "Se um estrangeiro estabelecido em Israel ficar rico, e ou ele ou a família dele comprar um israelita empobrecido, poderá ser resgatado. O resgate poderá ser pago por qualquer parente chegado dele. Poderá ser um irmão, um tio, um sobrinho, ou outro parente próximo. Além disso, se conseguir dinheiro, ele mesmo poderá comprar a sua liberdade. 50 - "Para o preço do resgate, o cálculo deve ter base no número de anos que faltam para o Ano de Jubileu, e no salário de um trabalhador contratado por dia de serviço. 51 e 52 - "Portanto, o preço será maior ou menor, dependendo do número de anos que faltam para o Ano de Jubileu. 53 - "Mas enquanto estiver vendido ao estrangeiro, este não poderá tratar o israelita como se fosse um escravo qualquer. Será dado a ele o tratamento que se dá a um empregado fiel que, embora sendo pago por dia, fica com o mesmo patrão anos e anos. 54 - "Se não for resgatado, sairá livre no Ano de Jubileu. Ele e os filhos dele. 55 - "Tem de ser assim porque os israelitas são meus servos. Foi por mim que eles foram trazidos do Egito. E Eu, o Senhor, sou o Deus deles! CAPITULO 26 1 - "NÃO FABRIQUEM ídolos. Não façam imagens lavradas, nem construam colunas ou monumentos religiosos, nem ponham pedras modeladas em nenhum lugar do território de Israel. E não adorem nada disso! E não façam nenhum gesto de respeito diante dessas coisas! 2 - "Obedeçam às minhas leis sobre o descanso. E respeitem o meu Tabernáculo. Eu sou o Senhor! 3 – “Vejam que coisa boa, se vocês forem obedientes de verdade às minhas leis e mandamentos: 4 - "Darei chuvas a vocês no tempo certo. A terra e as árvores produzirão com fartura. 5 - "Mal estão acabando de debulhar as espigas nos celeiros, e já estarão colhendo uvas! E tantas serão, que estarão ainda colhendo uvas, ao chegar o tempo de novas sementeiras! Terão comida com fartura, e viverão em segurança. 6 - "Darei paz a vocês. Poderão dormir tranqüilos, sem medo nem susto. "Acabarei com os animais nocivos, e com o derramamento de sangue no país inteiro. 7 - "OS inimigos que queiram combater Israel estarão perdidos. As espadas israelitas derrubarão todos eles! 8 - "Cinco de vocês farão correr cem inimigos. Cem de vocês serão capazes de perseguir dez mil. Os seus inimigos cairão vencidos na sua frente! 9 - "Cuidarei de vocês e farei com que se multipliquem muito. Confirmarei o meu contrato com vocês. 10 - "As suas colheitas serão tão grandes que, ao chegarem novas colheitas, os celeiros ainda terão muita provisão guardada. E vocês terão de tirar fora os produtos velhos, para guardar ,e aproveitar os novos! 11 - "Morarei no meio de vocês. Minha alma não deixará de se apegar a vocês. 12 - "Andarei entre vocês, serei o seu Deus e vocês serão o meu povo. 13 - "Pois Eu sou o Senhor seu Deus. Tirei vocês do Egito para não serem mais escravos. Quebrei as correntes com as quais estavam presos e fiz vocês andarem de cabeça erguida. 14, 15 e 16 - "Porém, ah!, se não derem ouvidos a mim e não obedecerem fielmente a todos estes mandamentos! Ah!, se deixarem de amar as minhas leis e rejeitarem as minhas ordens, rompendo os termos do meu contrato! Se acontecer isto, vejam que coisa terrível eu farei! Castigarei vocês com terrores, com tuberculose e com febre abrasadora. Os seus olhos ficarão amortecidos e a vida se esgotará de vocês! Semearão sementes em vão, porque os inimigos é que vão comer as colheitas. 17 - "Virarei meu rosto contra vocês e serão perseguidos e derrotados pelos seus inimigos. Vocês serão dominados por gente que não gosta de Israel. E vocês ficarão tão apavorados que fugirão sem mesmo serem perseguidos. 18 - "Se, apesar de todos estes castigos, vocês não derem ouvidos a mim, receberão castigos sete vezes piores, por causa dos seus pecados. 19 - "Arrasarei o seu orgulhoso poder. E farei que os céus sejam Como ferro, e a terra como bronze. 20 - "Gastarão as suas forças de tanto trabalhar, e não adiantará nada. Pois a terra não produzirá nada de bom, e as árvores não darão frutos! 21 - "E se mesmo assim continuarem rebeldes, e surdos ao que digo, trarei pragas sobre vocês - sete vezes mais! 22 - "Mandarei animais ferozes contra vocês. Eles matarão crianças e muito gado. E vocês irão ficando cada vez mais reduzidos. As estradas do território de Israel ficarão desertas. 23 e 24 - "Se ainda com estas coisas vocês não se corrigirem e não voltarem para mim, continuando a andar contra o que ordeno, eu marcharei contra vocês. Eu pessoalmente castigarei vocês sete vezes mais, por causa dos seus pecados! 25 - "Vingarei o rompimento do meu contrato, trazendo guerra contra vocês. "Quando se ajuntarem nas cidades, procurando refúgio, mandarei peste ali, sobre vocês. E serão dominados pelos inimigos. 26 - "Destruirei as suas provisões de alimentos. A situação será tão ruim, que um forno será suficiente para dez famílias! O pão custará caro, e vocês, depois de gastar muito para comprar comida, continuarão com fome! 27 e 28 - "Se ainda não me ouvirem, e continuarem desobedecendo às minhas ordens, voltarei a minha grande ira contra vocês, com castigos sete vezes maiores por seus pecados! 29 - "Vocês chegarão a comer a carne dos seus filhos e das suas filhas! 30 - "Destruirei os altares nos morros, onde vocês adoram ídolos. Destruirei as imagens do deus sol. Depois jogarei os cadáveres de vocês em cima dos cadáveres dos seus deuses. E minha alma não terá mais prazer em vocês. 31 - "Transformarei as suas cidades em deserto. Destruirei os seus lugares de culto. Não aceitarei as suas ofertas apresentadas com o perfume de incenso. 32 - "Farei que as suas terras fiquem destruídas e desertas. A tal ponto que causará espanto aos inimigos invasores, que passarem a viver nelas. 33 - "Espalharei vocês entre as nações, e a guerra perseguirá vocês aonde forem. A sua terra virará deserto, e as suas cidades serão destruídas. 34 e 35 - "Afinal, a sua terra poderá gozar descanso. Enquanto estiver abandonada e deserta, e enquanto vocês estiverem espalhados entre as nações dos seus inimigos, a terra que dei a vocês poderá guardar os anos de descanso. Só então ela descansará. porque quando vocês moravam lá, não deram descanso a ela. Não obedeceram às minhas leis sobre o descanso da terra. 36 – “Os poucos que não morrerem não terão sossego nas terras dos inimigos. Encherei o coração deles de tal preocupação e medo, que fugirão assustados com o simples movimento de uma folha. Fugirão como se fossem perseguidos por homens armados. E cairão, sem que estejam sendo atacados por ninguém. 37 - "Sem que ninguém persiga esses israelitas, eles cairão, tropeçando uns nos outros. E caídos uns sobre os outros, serão facilmente apanhados e destruídos pelos inimigos. 38 - "Sim, israelitas! Vocês morrerão entre as nações! A terra dos seus inimigos acabará com vocês! 39 - "Os que sobreviverem nas terras inimigas, finalmente serão destruídos pelos pecados deles e dos pais deles. 40, 41 e 42 - "Mas quando confessarem os pecados deles e dos pais deles, reconhecendo como foram infiéis a mim, haverá esperança! Reconhecerão que foram contra mim e que por isso fui contra eles. Que por isso fiz com que eles fossem levados para nações inimigas. Quando, então, se humilharem e acharem que foi bom o castigo que receberam de mim pelos pecados deles, lembrarei minhas antigas promessas! Lembrarei o contrato que fiz com Abraão, Isaque e Jacó. E pensarei na terra de Israel. 43 - "Enquanto isso, a terra aproveitará a desolação para descansar. Terá folga nos anos de descanso. "Ao mesmo tempo, os restantes de Israel entenderão o bem que fez o castigo recebido pelos pecados que cometeram. Pois tinham desprezado as minhas leis e os meus regulamentos. 44 - "Apesar dos erros deles, não serão destruídos completamente. Não me aborrecerei totalmente com eles. Nem destruirei minha aliança com eles. Pois eu sou o Senhor, o Deus deles. 45 - "Por amor deles lembrarei o contrato que fiz com os antepassados deles. Com aqueles que Eu tirei do Egito, à vista das nações. E que tirei de lá para ser o Deus deles. Eu sou o Senhor. " 46 - Estas foram as leis, ordens e instruções que Deus deu ao povo de Israel. A comunicação foi em termos de contrato entre o Senhor e o povo de Israel. E Deus deu todas estas leis ao povo, por meio de Moisés, no alto do monte Sinai. CAPITULO 27 1 - DISSE O SENHOR a Moisés: 2 - "Diga ao povo de Israel: Quando alguém fizer voto ou promessa de dar a sua própria pessoa ao Senhor, serão feitos pagamentos em lugar da pessoa. Deve ser feita cuidadosa avaliação. 3 - "Um homem que tenha entre vinte e sessenta anos de idade pagará meio quilo de prata, tomando como base o padrão de pesos do Tabernáculo. 4 - "Uma mulher que tenha entre vinte e sessenta anos pagará trezentas gramas de prata. 5 - "Um rapaz de cinco a vinte anos pagará duzentas gramas de prata. Uma menina, cem gramas. 6 - "Um menino de um mês a cinco anos de idade pagará cinqüenta gramas de prata. Uma menina, pagará trinta gramas. 7 - "Um homem de mais de sessenta anos de idade pagará cento e cinqüenta gramas de prata. Uma mulher dessa idade pagará cem gramas. 8 - "Mas se a pessoa for pobre, não podendo pagar o preço estabelecido, procurará o sacerdote e conversará com ele. O sacerdote decidirá a quantia a cobrar, de acordo com as posses daquela pessoa. 9 e 10 - "Se a promessa for de dedicar um animal ao Senhor, será dado. O voto não poderá ser alterado. O doador não poderá mudar de opinião, nem trocar o animal por outro. Não poderá trocar um bom animal por outro ruim, nem um ruim por outro bom. Se, porém, trocar, os dois animais serão consagrados, pertencendo ao Senhor. 11 e 12 - "Pode ser que o animal seja daqueles que a Lei declara que não servem para o sacrifício. Neste caso, o dono levará o animal ao sacerdote para avaliação. O preço dado pelo sacerdote é final. Esse preço será pago em lugar do animal. 13 - "No caso de animal aceitável, mas que o dono queira resgatar, ele pagará o preço estabelecido e mais vinte por cento. 14 e 15 - "Se alguém dedicar a sua casa ao Senhor, poderá querer pagar o resgate dela. Para isso, o sacerdote avaliará a casa e estabelecerá o preço. Para resgatar essa propriedade, o dono pagará o preço e mais vinte por cento. E a casa será dele outra vez. 16 - "Se alguém dedicar ao Senhor uma parte das terras que possui, veja o que fazer: o preço dessas terras será calculado de acordo com a semeadura que puder ser feita nelas. Será verificado quanta semente é necessária para semear nesse terreno. E a base é esta: o resgate de um terreno que precisa de trinta e cinco litros de semente de cevada, custa meio quilo de prata. 17 e 18 - "Se o terreno for dedicado no Ano de Jubileu, valerá o preço total da avaliação feita. Se, porém, for dedicado depois do Ano de Jubileu, o sacerdote fará o cálculo, de acordo com os anos que faltam para o Ano de Jubileu seguinte. 19 - "Caso queira resgatar as terras que dedicou, o dono pagará o preço estabelecido e mais vinte por cento sobre o dinheiro a pagar. 20 - "Mas se ele não quiser resgatar o terreno, ou se tiver vendido a terra a outro, e transferido ao Senhor seus direitos a ela até o Ano de Jubileu, não a terá nunca mais de volta. 21 - "Quando o terreno ficar liberado, no Ano do Jubileu, pertencerá ao Senhor, como terreno dedicado a Ele. Portanto, os sacerdotes tomarão posse dele. 22 e 23 - "Veja agora o caso de alguém dedicar ao Senhor um terreno que comprou. Terreno que não é dele como propriedade de família. O sacerdote calculará o preço. tomando por base os anos que faltam para o Ano de Jubileu. No mesmo dia, o homem dedicará ao Senhor o dinheiro de preço estabelecido. 24 - "No Ano de Jubileu, a propriedade voltará não ao que fez dedicação dela, mas ao primeiro dono. Aquele de quem as terras tinham sido compradas. 25 - "Note que todas as avaliações serão feitas de acordo com o peso básico de prata do Tabernáculo. Esse é o padrão para os cálculos. 26 - "Ninguém vá dedicar a primeira cria de um animal. Pois já pertence ao Senhor. Seja boi ou animal de menor tamanho. 27 - "Agora, no caso de animal impuro - proibido para o sacrifício - é diferente. Será resgatado pelo preço estabelecido pelo sacerdote, mais vinte por cento. Ou se não, será vendido por esse mesmo preço. 28 - "Entretanto, atenção! Quando alguma coisa for dedicada ao Senhor de modo definitivo, sem reserva nenhuma, não poderá ser resgatada, nem vendida. Seja homem, ou animal, ou terras herdadas. Pois tudo aquilo que for consagrado dessa maneira, será muito santo ao Senhor. 29 - "Se alguém for condenado à morte, segundo as leis do Senhor, não poderá ser resgatado. Será morto. 30 e 31 - "Os dízimos dos produtos da terra são do Senhor. É a décima parte dos produtos das lavouras e das frutas. Essa parte é santa ao Senhor. Se alguém quiser comprar de volta alguma parte dos dízimos, pagará o preço dela, mais vinte por cento. 32 - "Também de todos os animais criados pelo homem - gado, rebanhos, animais domésticos - o dízimo pertence ao Senhor. De cada dez animais, um é do Senhor. 33 - "Não importa se os animais dedicados como dízimos são bons ou ruins. Não se fará troca. Se algum animal consagrado como dizimo for trocado por outro, os dois ficarão pertencendo ao Senhor. Serão santos. Não poderão ser comprados de volta. 34 - O Senhor deu estes mandamentos a Moisés, no monte Sinai, para o povo de Israel. NÚMEROS CAPITULO 1 1 - FOI NO DIA 15 de abril a ao segundo ano depois que os israelitas deixaram o Egito que o Senhor deu as seguintes ordens para Moisés. Moisés estava então no Tabernáculo no acampamento de Israel, na península do Sinai. 2 a 15 - "Conte o número de todos os homens com vinte anos de idade ou mais, e que podem ir à guerra. Não se esqueça de indicar a tribo e a família de cada homem. Você e Arão vão dirigir esta tarefa e os líderes de cada tribo vão ajudar." Tribo Líder Ruben Elizur (filho de Sedeur) Simeão Selumiel (filho de Zurisadai) Judá Naassom (filho de Aminadabe) Issacar Natanael (filho de Zuar) Zebulom Eliabe (filho de Helom) Efraim Elisama (filho de Amiúde) Manassés Gamaliel (filho de Pedazur) Benjamim Abidã (filho de Gideoni) Dã Aieser (filho de Amisadai) Aser Pagiel (filho de Ocrã) Gade Elisafe (filho de Deuel) Naftali Aira (filho de Enã)16 - Esses foram os líderes que cada tribo escolheu. 17, 18 e 19 - No mesmo dia Moisés, Arão e os líderes escolhidos reuniram todos os homens de Israel que tinham vinte anos de idade ou mais para saber quantos eram e de que tribo e família eles vinham. Fizeram como o Senhor tinha ordenado a Moisés. 20 a 46 - Este é o resultado final da contagem: Tribo Total Rúben (o filho mais velho de Jacó) 46.500 Simeão 59.300 Gade 45.650 Judá 74.600 Issacar 54.400 Zebulom 57.400 José: Efraim (filho de José) 40.500 José: Manassés (filho de José) 32.200 Benjamim 35.400 Dã 62.700 Aser 41.500 Naftali 53.400 Total geral 603.55047, 48 e 49 - Este total não incluiu os levitas porque o Senhor disse a Moisés: "Você não deve fazer a contagem da tribo de Levi, nem deve incluir o número de levitas no total geral. 50 - Mas diga aos levitas que devem cuidar e fazer o transporte do Tabernáculo. Os levitas devem morar junto ao Tabernáculo. 51 - Quando o Tabernáculo mudar de lugar, só os levitas é que vão desmontar e montar o Tabernáculo. Qualquer outra pessoa que encostar no Tabernáculo vai morrer. 52 - Cada tribo de Israel terá um lugar separado para acampar, e nesse lugar ficará a bandeira da tribo. 53 - As barracas dos levitas vão ficar em volta do Tabernáculo e serão uma espécie de muro entre o povo de Israel e a ira de Deus. Isto é para proteger os filhos de Israel da ira que Deus tem do pecado do povo." 54 - Então os filhos de Israel obedeceram a tudo isto que o Senhor ordenou através de Moisés. CAPITULO 2 1 - E O SENHOR deu mais ordens para Moisés e Arão: 2 - "Cada tribo deve ter um lugar próprio para acampar, onde colocarão a bandeira da tribo e os símbolos de cada família. E no centro da área de acampamento ficará o Tabernáculo." 3 a 31 - Aqui estão as posições das tribos: Tribo Líder Posição Censo Judá Naassom Lado leste do Tabernáculo 74.600 Issacar Natanael (filho de Zuar) Judá 54.400 Zebulom Eliabe (filho de helom) Vizinha de Issacar 57.400 Assim o total de todos os que ficavam ao lado de Judá no acampamento era 186.400. Estas três tribos marchavam na frente sempre que Israel mudava de lugar. Rúben Elizur (filho de Sedeur) Lado sul do Tabernáculo 46.500 Simeão Selumiel (filho de Zurisadai) Vizinha de Rúben 59.300 Gade Elisafe (filho de Deuel) Vizinha de Simeão 45.650 O total daqueles que ficavam do lado de Rúben no acampamento era 151.450. Sempre que os israelitas viajavam, estas três tribos iam em seguida na ordem das tribos. Depois marchavam os levitas levando o Tabernáculo. Durante as viagens, cada tribo ficava reunida junto da sua bandeira, do mesmo modo que no acampamento uma ficava separada da outra. Efraim Elisama (filha de Amiúde) Lado oeste do Tabernáculo 40.500 Manassés Gamaliel (filho de Pedazur) Vizinha de Efraim 32,200 Benjamim Abidã (filho de Gideoni) Vizinha de Manassés 35.400 Desta maneira, o total dos que ficavam do lado de Efraim no acampamento era 108.100, e eles iam logo depois dos levitas quando estavam viajando. Dã Aieser (filho de Amisadai) Lado norte do Tabernáculo 62.700 Aser Pagiel (filho de Ocrã) Vizinha de Dã 41.500 Naftali Aira (filho de Enã) de Aser 53.400 Assim o total daqueles que ficavam do lado de Dã no acampamento era 157.600. Sempre que Israel viajava, eles marchavam em último lugar. 32 e 33 - Resumindo, os exércitos de Israel reuniram um total de 603.550 homens, sem contar os levitas, Porque o Senhor mandou que Moisés não contasse os levitas. 34 - E o povo de Israel acampava nos lugares que o Senhor mostrava para Moisés, e cada tribo com suas famílias ficava perto da sua bandeira. CAPITULO 3 1 e 2 - QUANDO O SENHOR falou a Moisés no monte Sinai, Arão tinha estes filhos: Nadabe, o filho mais velho, Abiú, Eleazar e Itamar. 3 - Todos tinham sido ordenados como sacerdotes e separados para trabalhar no Tabernáculo. 4 - Mas Nadabe e Abiú morreram na presença do Senhor, quando estavam usando fogo proibido pelo próprio Senhor. Tanto Nadabe quanto Abiú não tiveram filhos. E Arão trabalhava como sacerdote no Tabernáculo, com a ajuda dos filhos Eleazar e Itamar. 5 - Então o Senhor disse a Moisés: 6 - "Reúna a tribo de Levi e diga a Arão que os levitas ajudarão no trabalho do Tabernáculo. 7, 8 e 9 - Os levitas devem obedecer às ordens de Arão e cumprir bem os deveres que cada um tem no Tabernáculo. Farão isso no lugar do povo de Israel. Trabalhem para Arão e seus dois filhos. A tribo de Levi será como um presente dos filhos de Israel para Arão e seus dois filhos, pois os levitas vão trabalhar para Arão e tomar conta dos utensílios para deixar sempre em ordem o Tabernáculo. 10 - Mas só Arão com os filhos podem fazer o trabalho de sacerdotes. Qualquer outra pessoa que quiser fazer este trabalho morrerá. 11, 12 e 13 - E o Senhor disse a Moisés: "Todo primeiro filho que nasce em cada lar do povo de Israel deve ser meu, mas aceitei os levitas em troca do primeiro filho que nasce em cada lar. Os levitas são meus, porque todo o primeiro filho que nasce em cada lar é meu. Desde aquele dia em que matei todos os primeiros filhos de cada família no Egito, separei para mim todos os primeiros filhos de cada família de Israel, inclusive a primeira cria de cada animal. Eu sou o Senhor." 14 - E o Senhor falou com Moisés no deserto de Sinai: 15 - "Faça a contagem de todos os homens levitas que tenham mais de um mês de idade. Indique também a família de cada homem." 16 a 24 - E Moisés fez como o Senhor mandou: Filho de Levi: Gerson; Netos: Libni e Simei; Número de Homens: 7.500; Líder: Elisafe; Posição no acampamento: Lado oeste do Tabernáculo. 25 a 30 – Responsabilidades: A responsabilidade destas duas famílias de levitas será cuidar do Tabernáculo: do teto, das cortinas da porta de entrada, das cortinas que cobrem as cercas em volta do pátio, das cortinas da porta do pátio que fica em volta do Tabernáculo, do altar, e de todas as cordas usadas para montar o Tabernáculo. Filho de Levi : Coate; Netos: Amrã, Jizar, Hebrom, Uziel; Número de Homens: 8.600; Líder e Posição: Elisafã (filho de Uziel); Posição no acampamento: Lado sul do Tabernáculo. 31 a 35 – Responsabilidades: A responsabilidade destas quatro famílias de levitas será tomar conta da Arca, da mesa, do castiçal, dos vários objetos usados no Tabernáculo, e do véu. Devem também consertar qualquer uma destas coisas. Eleazar, filho de Arão, vai ser responsável por estas quatro famílias que vão tomar conta do Santuário. Filho de Merari – Netos: Maeli e Musi – Lider: Zuriel (filho de Abiail) – Posição no acampamento: Lado norte do Tabernáculo. 36-37 Responsabilidades: A responsabilidade destas duas famílias será tomar conta dos objetos de madeira do Tabernáculo: as estacas, as bases para as estacas, todo o material necessário para este trabalho; as estacas que ficam em volta do pátio, e as bases, estacas menores e cordas usadas neste trabalho. 38 - As barracas de Moisés, de Arão e dos filhos de Arão ficarão na área leste do Tabernáculo. Eles são as principais pessoas a tomar conta do Tabernáculo e trabalharão como sacerdotes em favor do povo de Israel. Qualquer um que não for sacerdote nem levita e chegar perto do Tabernáculo morrerá. 39 - A contagem dos levitas que Moisés e Arão fizeram por ordem do Senhor deu um total de 22.000 homens, que tinham um mês de idade para cima. 40 - Então o Senhor disse a Moisés: "Agora faça a contagem de todos os filhos que nasceram primeiro em cada família em Israel e que tenham de um mês de idade para cima. Registre o nome de cada um. 41 - Trocarei o filho mais velho de cada família em Israel pelos levitas, e a primeira cria de todos os animais que existem em Israel pelos animais dos levitas. Os levitas serão meus, Eu sou o Senhor." 42 - Então Moisés fez uma contagem de todo o filho mais velho das famílias do povo de Israel, de acordo com o que o Senhor tinha mandado. 43 - O número total de filhos mais velhos, com um mês de idade para cima, foi de 22.273. 44 - O Senhor disse então a Moisés: 45 e 46 - "Quero os levitas em lugar dos filhos mais velhos do povo de Israel, e me entregue os animais dos levitas em troca da primeira cria dos animais do povo de Israel. Os levitas serão meus, Eu sou o Senhor. Para pagar o resgate dos 273 filhos mais velhos que sobraram do número dos levitas, 47 e 48 - pague para Arão e os dois filhos dele, 5 siclos para cada." 49 - Moisés então recebeu o dinheiro do resgate dos 273 filhos mais velhos das famílias do povo de Israel. Esses 273 filhos sobraram em relação ao número dos levitas. 50 - O dinheiro ajuntado deu um total de 1.365 siclos. 51 - Como o Senhor mandou, Moisés deu esse dinheiro para Arão e os dois filhos. CAPITULO 4 1 - ENTÃO O SENHOR disse a Moisés e a Arão: 2 - "Faça uma contagem dos coatitas que são uma divisão da tribo de Levi. 3 e 4 - Você deve fazer a contagem de todos os homens que têm entre trinta e cinqüenta anos de idade, capazes de fazer as seguintes tarefas sagradas no Tabernáculo: 5 - "Quando o povo de Israel for viajar, Arão e os seus filhos entrarão em primeiro lugar no Tabernáculo, apanharão o véu e cobrirão a Arca com o véu. 6 - Então eles cobrirão o véu com couro de cabra, cobrirão o couro de cabra com um pano azul e colocarão as varas de carregar nas argolas da Arca. 7 - "A seguir, devem colocar um pano azul sobre a mesa onde fica o Pão da Presença e pôr os pratos, os vasos com incenso, os copos, os vasos menores com azeite de oliva e o Pão sobre esse pano. 8 - Depois colocarão sobre tudo isso um pano bem vermelho, e finalmente devem pôr uma coberta de couro de cabra sobre o pano vermelho e colocar as varas de carregar nas argolas da mesa. 9 - "Em seguida, devem pôr um pano azul sobre o castiçal, as lâmpadas, os espevitadores, as bandejas e os vasos de azeite de oliva. 10 - Então cobrirão tudo isto com couro de cabra e colocarão estes objetos sobre as varas de carregar. 11 - "Arão e seus filhos cobrirão o altar de ouro com um pano azul, o pano azul com couro de cabra e colocarão as varas de carregar nas argolas do altar. 12 - Devem embrulhar todos os outros objetos de culto do Tabernáculo num pano azul, cobrir esse pano azul com couro de cabra, colocando isto sobre as varas de carregar. 13 - "Depois de tirarem as cinzas do altar, colocarão um pano vermelho em cima. 14 - Todos os objetos do altar devem ficar em cima do pano - os fogareiros, os garfos, as pás, as bacias e os outros objetos. E uma coberta de couro de cabra vai em cima de tudo isto. Então colocarão as varas de carregar nas argolas do altar. 15 - Na hora que Arão e seus filhos terminarem de desmontar o santuário e os objetos do santuário, a família de Coate deve apanhar e carregar estes objetos durante a viagem. Mas os coatitas não podem encostar nas coisas sagradas. Se eles encostarem, morrerão. Portanto, este é o trabalho sagrado dos filhos de Coate. 16 - Eleazar, que é filho do sacerdote Arão, deve tomar conta do óleo para as lâmpadas, do incenso agradável, da oferta diária de cereais e do óleo para ungir. Ele terá a responsabilidade de tomar conta de todo o Tabernáculo, e tudo que ele contém. 17, 18 e 19 - Então o Senhor disse a Moisés e a Arão: "Não deixem que as famílias dos coatitas desapareçam! Vocês devem fazer o seguinte para que os coatitas não morram quando forem carregar as coisas sagradas: Arão e os seus filhos mostrarão o que cada coatita deve carregar. 20 - E os coatitas nunca devem entrar no Santuário, nem mesmo por um segundo podem ver as coisas sagradas. Se eles desobedecerem morrerão. 21, 22 e 23 - E o Senhor disse a Moisés: "Faça uma contagem dos gersonitas que são uma divisão da tribo de Levi. Você deve contar todos os homens que têm entre trinta e cinqüenta anos de idade, e que são capazes de fazer o trabalho sagrado do Tabernáculo. 24 - Os deveres dos gersonitas serão os seguintes: 25 - "Devem carregar as cortinas do Tabernáculo, o próprio Tabernáculo com as cobertas, o teto de couro de cabra, e a cortina para a entrada do Tabernáculo. 26 - Devem carregar também as cortinas que cobrem a cerca do pátio e a cortina que está na entrada do pátio que fica em volta do altar e do Tabernáculo. Também devem carregar o altar, as cordas e todo o equipamento. A responsabilidade dos gersonitas será transportar estas coisas. 27 - Arão e os filhos darão as ordens aos gersonitas para carregar essas coisas, 28 - mas Itamar, filho do sacerdote Arão, será responsável por estes carregadores. 29 - "Depois faça uma contagem dos meraritas, que são uma divisão da tribo de Levi. Conte todos os homens que têm entre trinta e cinqüenta anos de idade e que são capazes de fazer algum trabalho no Tabernáculo. 30, 31 e 32 - Quando o Tabernáculo tiver de mudar de lugar, os meraritas devem carregar o madeiramento do Tabernáculo, as colunas, as bases, o madeiramento da cerca do pátio junto com as bases, pequenas estacas, cordas e todas as outras coisas usadas para montar o Tabernáculo e para consertar essas peças. "Diga a cada um o que deve carregar. 33 - Itamar, filho do sacerdote Arão, também vai ser responsável pelos meraritas." 34 e 35 - Então Moisés, Arão e os líderes fizeram a contagem dos coatitas, de todos os homens que tinham entre trinta e cinqüenta anos de idade e que fossem capazes de fazer algum trabalho no Tabernáculo. 36 - O total dos coatitas foi 2.750. 37 - Fizeram a contagem para obedecer às ordens que o Senhor deu a Moisés. 38 a 41 - A contagem dos gersonitas, conforme as instruções do Senhor, deu um resultado de 2.630 homens, que tinham entre trinta e cinqüenta anos de idade e que eram capazes de fazer o trabalho sagrado do Tabernáculo. 42 a 45 - E os filhos de Merari, que eram capazes de fazer algum trabalho no Tabernáculo e que tinham entre trinta e cinqüenta anos de idade somaram um total de 3.200. Moisés e Arão fizeram a contagem dos meraritas conforme o Senhor tinha mandado. 46 a 48 - Com isto Moisés, Arão e os líderes de Israel chegaram à contagem final dos levitas, divididos em famílias, que tinham entre trinta e cinqüenta anos de idade, e que eram capazes de fazer o trabalho e o transporte do Tabernáculo: 8.580 homens. 49 - Fizeram esta contagem e distribuição de deveres de acordo com as ordens que o Senhor deu a Moisés. CAPITULO 5 1 - E O SENHOR deu mais ordens a Moisés: 2 - "Diga aos filhos de Israel que eles devem tirar todos os leprosos do acampamento, todos os que tiverem hemorragia e todo o impuro que tiver tocado em defunto. 3 - Isto serve tanto para homens como para mulheres. Tire essas pessoas do acampamento para que elas não contaminem o acampamento onde Eu moro." 4 - E o povo de Israel obedeceu estas instruções do Senhor. 5 e 6 - Falou ainda o Senhor Moisés: "Diga ao povo de Israel que quando alguém, homem ou mulher, ofender o Senhor, não devolvendo um depósito que lhe foi confiado, nisso está pecando. 7 - Tal pessoa deve confessar o pecado e indenizar totalmente a pessoa prejudicada, pagando mais 20% do prejuízo. 8 - Mas se a pessoa prejudicada morrer e não tiver nenhum parente para receber a indenização, essa indenização deve ser dada ao sacerdote, junto com um carneiro para pagar o pecado mediante sacrifício. 9 e 10 - Sempre que os filhos de Israel trazem um presente para o Senhor, tal presente deve ficar com o sacerdote. 11, 12, 13 e 14 - E o Senhor disse a Moisés: "Diga também ao povo de Israel que se a esposa de um homem comete adultério, mas esconde do marido e não há testemunha para provar, e o marido fica ciumento e desconfiado por causa disso, 15 - ele deve trazer a esposa ao sacerdote junto com uma oferta. Essa oferta deve ser de 2,2 litros de farinha de cevada sem nada misturado porque é uma oferta de ciúmes para revelar a verdade. I 16 e 17 - "O sacerdote deve trazer a mulher na frente do Senhor, colocar água santa num jarro de barro, apanhar um pouco da terra do chão do Tabernáculo e misturar na água. 18 - Ele deve soltar o penteado da mulher e colocar a oferta de suspeita nas mãos dela para descobrir se a desconfiança do marido é certa ou não. O sacerdote deve ficar na frente da mulher segurando o jarro de água amarga que traz maldição. 19 - O sacerdote deve pedir à mulher que jure que é inocente, e então dizer a ela, Se nenhum homem dormiu com você, a não ser seu marido, fique livre dos resultados desta água amarga que traz maldição. 20 a 22 - Mas se você cometeu adultério, então o Senhor faça com que você seja uma maldição no meio do povo, porque Ele vai fazer o seu corpo inchar e a sua coxa ficar mole. E a mulher deve dizer, 'Assim seja.' 23 - Depois o sacerdote deve escrever estas maldições num livro e usar a água amarga para apagar tais maldições. 24 - Pedirá então à mulher que beba a água amarga. Quando beber, a água ficará amarga dentro dela, se ela for culpada. 25 - "Então o sacerdote deve tomar a oferta de suspeita da mão da mulher, apresentar com um gesto de mão a oferta ao Senhor e trazer essa oferta para o altar. 26 - Tomará um pouco da oferta com a mão e queimará esse punhado sobre o altar. Depois dará a água para a mulher beber. 27 - Se ela cometeu adultério contra o marido, a água se tornará amarga dentro dela, o corpo inchará, a coxa ficará mole e ela será uma maldição no meio do povo. 28 - Mas se a mulher não cometeu adultério, estará livre e logo ficará grávida. 29 e 30 - "Esta é, portanto, a lei sobre a esposa infiel - ou sobre a suspeita de um marido contra a mulher para descobrir se ela foi infiel. Ele deve trazer a mulher na presença do Senhor e o sacerdote cuidará da situação de acordo com esta lei. 31 - E não condenarão o marido por trazer sobre ela uma doença horrível, porque ela é responsável. CAPITULO 6 1 - E O SENHOR deu a Moisés mais estas ordens para o povo de Israel: 2 e 4 - "Quando um homem ou uma mulher fizer o voto especial de um Nazireu, isto é, dedicar-se ao Senhor de uma maneira especial, depois de fazer o voto, essa pessoa não deve tomar bebida alcoólica, nem mesmo suco de uva, nem comer uva fresca ou seca. Isto deve obedecer durante todo o tempo de dedicação especial ao Senhor. Não pode comer nada que se faz de uvas, nem das sementes, nem da casca. 5 - "Durante todo esse tempo não deve nunca cortar o cabelo, porque essa pessoa é santa e separada para o Senhor. Por isso deve deixar crescer o seu cabelo. 6 e 7 - "Essa pessoa não pode se aproximar de qualquer defunto durante todo o tempo do voto, mesmo que seja o corpo do pai, da mãe, do irmão ou da irmã, pois este voto de dedicação não pode ser quebrado, 8 - e essa pessoa está separada para o Senhor durante todo esse tempo. 9 - Se alguém morrer do lado dele e encostar na pessoa que fez o voto, então sete dias depois, deve rapar a cabeça porque foi contaminado. Então será limpo da contaminação de encostar em defunto. 10 - No dia seguinte, que é o oitavo dia, deve trazer duas rolinhas ou dois filhotes de pombo ao sacerdote na entrada do Tabernáculo. 11 - O sacerdote deve oferecer uma das aves pelo pecado, e a outra para ser queimada. A morte dessas aves servirá para apagar o pecado de contaminação. Nesse mesmo dia, essa pessoa deve fazer de novo os votos e deixar o cabelo crescer novamente. 12 - Os dias que passaram desde o primeiro voto não têm mais valor, e deve recomeçar tudo com novo voto e trazer um carneiro de um ano de idade como oferta pela culpa. 13 e 14 - "No final do tempo do voto de separação para o Senhor, deve ir à entrada do Tabernáculo e oferecer um carneiro como oferta queimada. O carneiro deve ser sem defeito e ter um ano de idade. Também deve oferecer uma ovelha sem defeito e de um ano de idade como oferta pelo pecado, um carneiro sem defeito como oferta pacífica, 15 - uma cesta de pão sem fermento, bolinhos de flor de farinha amassados com azeite de oliva, massa sem fermento e com azeite de oliva, e também as ofertas de cereais e de bebidas. 16 e 17 - O sacerdote deve apresentar estas ofertas para o Senhor na seguinte ordem: primeiro a oferta pelo pecado e a oferta queimada: depois o carneiro como oferta pacífica, junto com a cesta de pão sem fermento; e finalmente a oferta de cereais junto com a oferta de bebidas. 18 - "Então o Nazireu deve rapar sua longa cabeleireira, que é o sinal do voto de separação. Ele deve fazer isto na entrada do Tabernáculo, apanhar o cabelo e pôr sobre o fogo que fica debaixo do sacrifício da oferta pacífica. 19 - Depois disto, o sacerdote deve apanhar o ombro cozido do carneiro, um dos bolinhos, feitos sem fermento e uma das massas, também feita sem fermento, e colocar tudo nas mãos do homem. 20 - O sacerdote então moverá a oferta para frente e para trás na presença do Senhor, num gesto de apresentação. Tudo isto é sagrado e pertence ao sacerdote, junto com o peito e com a coxa da oferta que foram apresentadas ao Senhor. Depois disso o Nazireu pode beber vinho, porque ele está livre do voto. 21 - "Esta é a lei sobre o Nazireu e sobre os sacrifícios no final do tempo de dedicação especial. Além destes sacrifícios, deve trazer qualquer outra oferta que ele prometeu, quando fez o voto para ser Nazireu. " 22 e 23 - Disse o Senhor a Moisés: "Diga a Arão e aos filhos de Arão que eles devem abençoar os filhos de Israel da seguinte maneira: 24 a 26 - Que o Senhor os abençoe e proteja; que o rosto do Senhor brilhe de alegria por causa de vocês; que Ele tenha piedade de vocês; lhes conceda o seu favor e a sua paz. 27 - Esta é a maneira como Arão e seus filhos pedirão para que Eu abençoe os filhos de Israel, e Eu mesmo responderei abençoando o povo." CAPITULO 7 1 - NO DIA EM que Moisés terminou de montar o Tabernáculo, derramou óleo sobre cada parte do Tabernáculo e santificou cada uma dessas partes, inclusive o altar e os objetos do altar. 2 - Então os líderes de Israel - os chefes das tribos, os homens que fizeram as contagens trouxeram cada qual uma oferta. 3 - Eles trouxeram seis carroças cheias, e cada carroça era puxada por dois bois. Ou seja, havia uma carroça para cada dois líderes, e um boi para cada um. E eles deram tudo isso de presente para o Senhor, em frente do Tabernáculo. 4 e 5 - "Aceite esses presentes," disse o Senhor a Moisés, "e use essas carroças para o trabalho do Tabernáculo. Dê as carroças para os levitas, para que eles usem no que for preciso." 6 - Desse modo, Moisés deu as carroças e os bois de presente aos levitas. 7 – Duas carroças e quatro bois ficaram com os gersonitas para ajudar no trabalho deles, 8 - e quatro carroças e oito bois ficaram para os meraritas. Itamar, filho de Arão, era o responsável para tomar conta dos gersonitas e meraritas. 9 - Mas os coatitas não ganharam nada, porque o trabalho deles era carregar nos ombros a parte principal do Tabernáculo. 10 - No dia em que Moisés derramou óleo sobre o altar, os líderes também deram presentes de dedicação e colocaram esses presentes na frente do altar. 11 - O Senhor. disse a Moisés: “Cada um dos líderes deve trazer a oferta para dedicação do altar num dia diferente”. 12 - Então no primeiro dia veio Naassom, filho de Aminadabe, o qual pertencia à tribo de Judá, com um presente. 13 - Esse presente consistia em um prato de prata de um quilo e trezentas gramas de peso, e de uma bacia também de prata com setecentas gramas de peso. Esses presentes vieram cheios, com ofertas de cereais de farinha misturada com azeite. 14 a 16 - Trouxe também uma taça de ouro que pesava cerca de cem gramas, e cheia de incenso, um bezerro, um carneiro com um ano de idade, e mais outro carneiro. Os animais deviam ser sacrificados como ofertas queimadas. 17 - Trouxe um bode como presente pelo pecado, e para sacrifício pacífico trouxe dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco carneiros de um ano deidade. 18 a 23 - No dia seguinte, Natanael, filho de Zuar e líder de Issacar, trouxe presentes e ofertas. Tudo o que Naassom tinha trazido no dia anterior ele trouxe igual. 24 a 29 - No terceiro dia chegou Eliabe, filho de Helom e líder da tribo de Zebulom, para trazer presentes e ofertas, que eram iguais. às que trouxeram antes dele. 30 a 35 - Elizur, filho de Sedeure líder de Ruben, veio no quarto dia trazendo presentes e ofertas iguais às que trouxeram os outros líderes. 36 a 41 - Da tribo de Simeão veio Selumiel, filho de Zurisadai e líder da tribo, no quinto dia. Ele também deu ofertas e presentes iguais aos dos outros líderes. 42 a 47 - No dia seguinte, sexto dia, chegou Eliasafe, filho de Deuel e líder da tribo de Gade, também trazendo presentes e ofertas iguais. 48 a 53 - Elisama, líder da tribo de Efraim e filho de Amiúde, veio com presentes e ofertas no sétimo dia. Os presentes e as ofertas eram iguais aos dos outros líderes das tribos. 54 a 59 - No oitavo dia veio o líder da tribo de Manassés, Gamaliel, filho de Pedazur, com presentes e ofertas iguais àquelas que os outros líderes trouxeram. 60 a 65 - No nono dia foi a vez de Abidã, filho de Gideoni e líder da tribo de Benjamim, trazer ofertas e presentes iguais aos dos demais líderes das tribos. 66 a 71 - Aieser, filho de Amisadai, chegou no décimo dia com presentes. Ele era líder da tribo de Dã e os presentes que ele trouxe também eram iguais aos outros. 72 a 77 - No dia seguinte, ou seja, no décimo primeiro dia, chegou Pagiel, líder da tribo de Aser e filho de Ocrã, com presentes e ofertas iguais àquelas que os outros líderes trouxeram. 78 a 83 - E no último dia, no décimo segundo dia, veio Aira com presentes e ofertas iguais às dos outros líderes das tribos de Israel. Aira era líder da tribo de Naftali e filho de Enã. 84 a 86 - Ou seja, começando com o dia em que Moisés derramou óleo sobre o altar, o total de presentes dos líderes das tribos de Israel para a dedicação do altar foi: 12 pratos de prata (cada um com o peso aproximado de 1,3 kg); 12 bacias de prata (cada uma pesando cerca de 700 gramas; o que significa que o total de toda a prata foi mais ou menos de 24 quilos); 12 taças de ouro (cada taça pesando uns 100 gramas; ou seja, um total aproximado de 1,2 kg de ouro). 87 - Para as ofertas queimadas eles trouxeram: 12 bezerros, 12 carneiros, e 12 carneiros com um ano de idade (junto com as ofertas de cereais que acompanhavam). Como presentes pelo pecado eles trouxeram: 12 bodes. 88 - E para os sacrifícios pacíficos eles trouxeram: 24 bezerros, 60 carneiros, 60 bodes, e 60 carneiros de um ano de idade. 89 - Sempre que Moisés entrava no Tabernáculo para falar com o Senhor, ele ouvia a Voz que falava com ele. A Voz falava de cima do assento da misericórdia, que fica sobre a Arca e entre as duas figuras de anjo que são feitas de madeira. CAPITULO 8 1 - O SENHOR DISSE a Moisés: 2 - "Diga a Arão que quando ele acender as sete lâmpadas do castiçal, ele deve colocar as lâmpadas numa posição que iluminem bastante." 3 - E assim fez Arão. 4 - Todo o castiçal, desde a base até os detalhes de flores nos braços, era feito de ouro batido. Moisés fez o castiçal de acordo com o desenho que o Senhor tinha mostrado. 5 - E o Senhor disse a Moisés: 6 a 8 - "Tire os levitas do meio dos filhos de Israel. E você deve purificar os levitas da seguinte maneira: você jogará água da purificação sobre eles, e eles cortarão todo o pêlo do corpo, lavarão a roupa e tomarão banho, e também trarão um bezerro e uma oferta de cereais de flor de farinha amassada com azeite de oliva, juntamente com um outro bezerro para oferecer pelo pecado. 9 - Traga então os levitas até a porta do Tabernáculo para que todo povo reunidos os veja. 10 - Em seguida os líderes das tribos devem pôr as mãos sobre as cabeças dos levitas, 11 - e Arão fará um gesto como quem está dando um presente ao Senhor. Este será um presente dos filhos de Israel para o Senhor, pois os levitas trabalharão para Deus. 12 - Depois disto, os levitas colocarão as mãos sobre as cabeças dos dois bezerros e oferecerão os bezerros ao Senhor. Devem matar um bezerro como oferta a Deus pelo pecado, e matar e queimar o outro também como sacrifício queimado. Estes sacrifícios são pelos pecados dos levitas. 13 Então os levitas serão um presente a Arão e aos filhos de Arão, pois qualquer presente para o Senhor deve ser dos sacerdotes! 14 - Deste modo você separará os levitas do resto dos filhos de Israel, e, assim, os levitas serão meus. 15 - Depois disto eles estarão prontos para trabalhar no Tabernáculo. 16 - "Os levitas são um presente do povo de Israel para mim, que eu aceitei no lugar de todo o filho mais velho de cada família de Israel. 17 - Porque todo o filho mais velho de cada família do povo de Israel e de cada família dos animais do povo de Israel é meu, desde aquele dia em que matei os filhos mais velhos de cada família do povo do Egito. 18 - E como aceitei os levitas em lugar dos filhos mais velhos de cada família do povo de Israel, 19 - darei os levitas de presente para Arão e seus dois filhos. Como os filhos de Israel morrerão se fizerem sacrifícios para que eu perdoe o pecado que eles têm, então os levitas é que trabalharão no Tabernáculo e farão os sacrifícios." 20 - Dessa maneira Moisés, Arão e todo o povo de Israel dedicaram os levitas de acordo com as ordens que o Senhor deu a Moisés. 21 - Os levitas se purificaram e lavaram as roupas. E Arão apresentou os levitas ao Senhor e fez os sacrifícios para tirar o pecado. 22 - Depois disso os levitas foram ao Tabernáculo ajudar Arão e os dois filhos. Fizeram tudo como o Senhor tinha mandado. 23 - O Senhor também disse a Moisés: 24 e 26 - "Só podem trabalhar no Tabernáculo os levitas que tiverem entre vinte e cinco e cinqüenta anos de idade. Depois dos cinqüenta anos, podem ajudar seus colegas no trabalho do Tabernáculo, mas não terão responsabilidades permanentes. " CAPITULO 9 1 - NO PRIMEIRO MÊS do segundo ano depois da saída do Egito, o Senhor deu as seguintes instruções para Moisés, quando o povo de Israel estava no deserto do Sinai: 2 e 3 - O povo de Israel deve festejar a Páscoa de acordo com as minhas ordens. Devem fazer isto todos os anos no primeiro dia de abril no fim da tarde. 4 - Então Moisés ordenou ao povo de Israel que festejasse a Páscoa. 5 - E os israelitas festejaram a Páscoa no fim da tarde do dia primeiro de abril, de acordo com as instruções que o Senhor tinha dado a Moisés. 6 - Mas aconteceu que alguns homens tinham encostado no corpo morto de uma pessoa e, por isso, não podiam festejar a Páscoa naquele dia. Então eles procuraram Moisés e Arão para contar o problema: "Encostamos no corpo morto de um homem e, por isso, estamos contaminados. Mas por que não podemos apresentar nosso sacrifício ao Senhor conforme Ele ordenou?" 8 - Então Moisés disse, "Esperem aqui, porque eu vou perguntar ao Senhor". 9 - E esta foi a resposta do Senhor: 10 e 11 - "Se qualquer israelita não puder festejar a Páscoa por ter encostado em algum morto, ou por estar viajando, deve ainda festejar um mês depois, ou seja, no dia quatorze do segundo mês, no fim da tarde. Devem comer o carneiro naquela hora, junto com pão sem fermento e verduras amargas. 12 - Não deverão deixar nada para a manhã seguinte, nem poderão quebrar qualquer osso do carneiro, pois devem obedecer a todas as ordens que eu dei sobre a Páscoa. 13 - "Mas qualquer um que não estiver contaminado, nem estiver viajando, e ainda assim não quiser festejar a Páscoa no dia certo, será expulso do povo de Israel porque não quis fazer sacrifício ao Senhor no dia certo. Essa pessoa vai carregar a culpa desse pecado. 14 - E se um estrangeiro estiver vivendo entre o povo e quiser festejar a Páscoa, deve obedecer a estas mesmas instruções, porque existe uma só lei para todos. " 15 - No dia em que montaram o Tabernáculo, a Nuvem ficou em cima dele, e à noite a Nuvem parecia fogo e ainda ficava sobre o Tabernáculo. 16 - E era sempre assim - de dia ficava a Nuvem sobre o Tabernáculo, de noite ficava aquela espécie de fogo. 17 - Os filhos de Israel se preparavam para marchar sempre que a Nuvem se levantava, e viajavam até que a Nuvem parasse, e então acampavam. 18 - Dessa maneira sabiam quando o Senhor queria que viajassem, e quando queria que acampassem. 19 - Se a Nuvem ficava muito tempo em cima do Tabernáculo, o povo de Israel ficava acampado muito tempo; se a Nuvem ficava pouco tempo, eles ficavam pouco tempo acampados. 20 e 21 - Às vezes a Nuvem ficava só à noite e andava no dia seguinte. Tanto de dia, quanto de noite, o povo mudava o acampamento quando a Nuvem andava. 22 - O tempo que a Nuvem ficava sobre o Tabernáculo - dois dias; um mês ou um ano - era o tempo que o povo de Israel ficava acampado. Mas assim que a Nuvem andava, eles também andavam. 23 - Era dessa maneira que eles acampavam e viajavam, de acordo com a vontade do Senhor. Tudo o que o Senhor dizia a Moisés para fazerem, isso eles faziam. CAPITULO 10 1 - E O SENHOR ORDENOU a Moisés: 2 - "Faça duas trombetas de prata batida. Elas terão duas utilidades: chamar o povo para se reunir e dar ordem para desmontar o acampamento. 3 e 4 - Se os levitas tocarem as duas trombetas, todo o povo deve se reunir na entrada do Tabernáculo, mas se tocar uma só trombeta, então apenas os líderes das tribos é que devem se reunir com você. 5, 6 e 7 - Para distinguir entre o sinal para reunir o povo e o sinal para desmontar o acampamento e partir, serão necessários toques diferentes de trombeta. Quando tocar o sinal para viajar, as tribos que ficam acampadas no lado leste do Tabernáculo devem partir primeiro; depois, com o segundo sinal, as tribos do lado sul partirão. 8 - Só os sacerdotes poderão tocar as trombetas. Esta é uma lei permanente, para ser passada de pai para filho. 9 - "Quando vocês chegarem à terra prometida e forem lutar contra os inimigos, o Senhor ouvirá e libertará vocês dos inimigos na hora em que vocês tocarem a trombeta em sinal de alarme. 10 - Também toquem as trombetas nas horas de alegria, isto é, durante os sacrifícios, das festas anuais e no começo de cada mês. Isto servirá para lembrar Deus da aliança que Ele fez com vocês; Eu sou o Senhor, Deus de vocês. " 11 - No dia 5 de maio mais ou menos a Nuvem se levantou de cima do Tabernáculo, 12 - e os israelitas viajaram vários dias pelo deserto de Sinai, até que a Nuvem parou no deserto de Parã. 13 - Esta foi a primeira viagem que eles fizeram depois de receberem as ordens sobre as viagens, conforme o Senhor tinha dito a Moisés. 14 - Primeiro partiu a bandeira de Judá com o exército da tribo logo atrás. O líder do exército era Naassom, filho de Aminadabe. 15 - Natanael, filho de Zuar, era o líder do exército de Issacar. 16 - Era comandante do exército de Zebulom, Eliabe, filho de Helom. 17 - Então os gersonitas e os meraritas desmontaram o Tabernáculo e partiram. 18 - Depois partiu a bandeira de Ruben com o exército da tribo logo atrás. O comandante do exército de Ruben era Elizur, filho de Sedeur. 19 e 20 - O comandante do exército de Simeão era Serumiel, filho de Zurisadai, e do exército de Gade, era Elisafe, filho de Deuel. 21 - A seguir partiram os coatitas carregando os objetos sagrados do Tabernáculo. O Tabernáculo já estava montado no novo acampamento quando os coatitas chegavam com os objetos sagrados. 22 - Depois vinha a bandeira da tribo de Efraim, com o exército logo atrás. Elisama, filho de Amiúde, era comandante desse exército; 23 - Gamaliel, filho de Pedazur, comandante do exército de Manassés; 24 - e Abidã, filho de Gideoni, do exército de Benjamim. 25 - À frente das últimas três tribos vinha a bandeira de Dã, cujo exército era comandado por Aiser , filho de Amisadai. 26 e 27 - Pagiel, filho de Ocrã, era comandante do exército de Aser, e Aira, filho de Enã, do exército de Naftali. 28 - Esta era a ordem que os filhos de Israel seguiam quando estavam viajando. 29 - Um dia Moisés disse a seu cunhado Hobabe: "Finalmente estamos viajando para a Terra Prometida. Venha conosco e seremos bons com você, pois o Senhor tem feito promessas maravilhosas a Israel!" 30 - Mas Hobabe respondeu, "Não posso, porque preciso voltar para a minha terra e para meus parentes." 31 e 32 - Mas Moisés insistiu: "Fique conosco, porque você conhece as estradas do deserto e será de bastante ajuda para nós. Se você vier, participará de todos os benefícios que nos forem concedidos pelo Senhor. 33 - Eles partiram do Monte Sinai e viajaram durante três dias. E a Arca ia na frente deles para preparar um lugar para o povo descansar. 34 - A Nuvem do Senhor ficava sobre eles enquanto viajavam. 35 - E Moisés exclamou Quando a Arca era levada: "Levante, ó Senhor, espalhe os seus inimigos e faça com que eles fujam da sua presença." 36 - E quando a Arca parou ele disse: "Volte, ó Senhor, para os milhares dos filhos de Israel." CAPITULO 11 1 - MAS LOGO O POVO começou a se queixar dos sofrimentos e o Senhor ouviu essa queixa. O Senhor ficou irado e essa ira virou fogo, que ia queimando as pontas do acampamento. 2 - O povo então pediu socorro a Moisés; e quando Moisés orou ao Senhor, o fogo se apagou. 3 - Por isso aquele lugar se chama "Lugar da Queimada", porque o fogo do Senhor queimou muitos israelitas. 4, 5 e 6 - Então os egípcios que tinham vindo com eles começaram a querer as boas coisas do Egito. Isto trouxe insatisfação ao povo de Israel, e eles reclamavam: "No Egito é que era bom. Lá tínhamos carne, peixes, pepinos, melões, alhos e cebolas. Mas agora não temos mais força, e todos os dias temos de comer este maná." 7 - O maná era do tamanho da semente de coentro e se parecia com gotinhas de resina da casca de uma árvore. 8 - Para apanhar o maná, o povo se espalhava pelo acampamento e apanhava o maná do chão, usava moinhos e pilões para fazer farinha do maná, cozinhava e fazia bolos. O gosto do maná parecia com bolinhos amassados com azeite de oliva. 9 - O maná caía junto com o orvalho durante a noite. 10 - Cada família estava em volta da sua tenda chorando, e Moisés ouviu o choro. A ira do Senhor cresceu bastante e Moisés também estava descontente. 11 - Moisés perguntou ao Senhor: "Por que o Senhor me faz sofrer e não me ajuda, dando-me essa carga tão pesada de dirigir esse povo? 12 - Por acaso eles são meus filhos? Por acaso sou pai deles? Por acaso tenho de carregar o povo no colo até à terra prometida, tal como uma enfermeira faz com a criancinha recém-nascida para levá-la até à mãe? 13 - Onde é que eu vou conseguir carne para todo esse povo? Pois eles ficam me pedindo, 'Queremos carne!' 14 - Sozinho não consigo dirigir este povo, pois é tarefa pesada demais para mim. 15 - Por isso, se o Senhor vai continuar a me tratar assim, será um favor o Senhor me matar, ou então tire-me desta situação! " 16 - Então o Senhor disse a Moisés, "Reúna diante de mim setenta dos líderes de Israel, porque eles ficarão com você na frente do Tabernáculo ajudando a dirigir o povo. 17 - Virei ali, conversarei com você, e tirarei o Espírito que está sobre você para colocar também sobre eles. Para que você não carregue sozinho a carga que é dirigir o povo, os setenta ajudarão. 18 a 20 - "E diga ao povo que se purifique, porque amanhã terão carne para comer. Diga a eles, 'O Senhor ouviu o choro de vocês, reclamando pela carne que existia no Egito, e ele trará carne para vocês. Vocês comerão carne mais que um, dois, dez ou mesmo vinte dias! Comerão carne durante um mês inteiro, até que essa carne lhes saia pelo nariz, e isto vai acontecer porque rejeitaram o Senhor, que está no meio de vocês, ao ficarem se lembrando do Egito!" 21 - Mas Moisés disse: "São 600.000 homens, fora as mulheres e crianças, e ainda assim o Senhor promete carne por um mês inteiro! 22 - Se matarmos todos os nossos rebanhos de ovelhas e gado, ainda vai faltar carne! Precisaríamos pescar todo o peixe que existe no mar para que isso acontecesse!" 23 - Então o Senhor disse a Moisés: "Será que perdi o meu poder? Agora mesmo você vai ver se a minha palavra se cumpre ou não!" 24 - E Moisés saiu do Tabernáculo, contou ao povo as palavras do Senhor, e reuniu os setenta líderes do povo em volta do Tabernáculo. 25 - E o Senhor desceu na Nuvem e conversou com Moisés, e tirando do Espírito que estava sobre Moisés, colocou-o sobre os setenta líderes. E quando o Espírito pousou sobre os líderes, eles profetizaram durante algum tempo. 26 a 28 - Mas dois dos setenta - Eldade e Medade - ainda estavam no acampamento quando o Espírito desceu sobre eles e profetizaram. 26 - Então um moço correu para contar a Moisés, "Eldade e Medade estão profetizando no acampamento." E Josué, filho de Num, que era um dos ajudantes de Moisés, disse, "Moisés, proíba os dois de profetizarem!" 29 - Mas Moisés respondeu, "Você está com ciúmes por causa de mim? Eu até que gostaria que todo o povo do Senhor fosse profeta e que o Senhor colocasse o Espírito de Deus sobre eles!" 30 - Então Moisés voltou ao acampamento junto com os líderes de Israel. 31 - E o Senhor mandou um vento que trouxe codornas do mar e elas caíram em volta do acampamento. Um homem que saísse do acampamento e andasse durante um dia, ainda veria codornas voando a um metro do chão! 32 - Então o povo começou a apanhar e a matar as codornas durante todo aquele dia, e à noite e no dia seguinte também! A pessoa que apanhou menos codornas, tinha codornas para encher 2.200 latas de um litro! E o povo espalhou as codornas em volta do acampamento para defumar. 33 – Mas quando eles começaram a comer a carne, a ira do Senhor apareceu e ele matou muitos com uma praga. 34 - Por isso chamaram aquele lugar de "O Lugar dos túmulos causados pelo desejo", porque eles enterraram lá o povo que tinha desejado carne. 35 - E daquele lugar eles viajaram para Hazerote, onde ficaram por algum tempo. CAPITULO 12 1 e 2 - UM DIA MIRIÃ e Arão criticaram Moisés porque ele tinha se casado com uma mulher cusita, e disseram, "Será que o Senhor só fala através de Moisés, e não fala através de nós dois também?" E o Senhor ouviu isto. 3 e 4 - Imediatamente reuniu Moisés, Arão e Miriã no Tabernáculo, pois tinha dito: "Venham vocês três aqui". Por isso eles ficaram diante do Senhor. E Moisés era o homem mais humilde que existia na terra. 5 - O Senhor desceu na Nuvem e ficou na entrada do Tabernáculo. E disse, "Arão e Miriã, cheguem mais perto," e eles obedeceram. 6 - Então o Senhor disse a eles: "Mesmo com um profeta eu falaria por visões e sonhos, mas com Moisés eu falo de modo diferente, pois ele é fiel na minha casa. Eu falo frente a frente com ele, pois ele até mesmo verá a forma de Deus. Por que é que então vocês não tiveram medo de criticar Moisés?" 9 - E ira do Senhor se acendeu contra eles, e Ele foi embora. 10 - Enquanto a Nuvem saía de cima do Tabernáculo, Miriã de repente ficou com lepra e com a pele toda branca. Quando Arão viu o que tinha acontecido, gritou para Moisés: "Por favor, não nos castigue por causa deste pecado. De fato nós fomos tolos e pecamos. 11 e 12 - Não deixe que ela seja como alguém morto, que na hora do nascimento não tem metade da carne." 13 - E Moisés pediu ao Senhor: "á Deus, cure-a, por favor!" 14 - E o Senhor respondeu: "Se o seu pai tivesse cuspido no rosto dela, ela estaria contaminada durante sete dias. Então coloque Miriã fora do acampamento durante uma semana e depois ela pode voltar. " 15 - Dessa forma, puseram Miriã fora do acampamento por uma semana, e o povo teve de esperar que ela voltasse ao acampamento para poderem viajar. 16 - Depois disto o povo saiu de Hazerote e foi para o deserto de Parã, onde acamparam. CAPITULO 13 1 - QUANDO ELES ESTAVAM no deserto de Parã, o Senhor deu as seguintes instruções a Moisés: "Envie espiões para a terra de Canaã, que é a terra que estou dando para Israel. Você deve enviar um líder de cada tribo". 3 a 15 - Moisés fez conforme a ordem do Senhor, e enviou estes doze líderes das tribos: Samua, filho de Zacur, da tribo de Ruben; Safete, filho de Hori, da tribo de Simeão; Calebe, filho de Jefoné, da tribo de Judá; Jigeal, filho de José, da tribo de Issacar; Oséias, filho de Num, da tribo de Efraim; Palti, filho de Rafu, da tribo de Benjamim; Gadiel, filho de Sodi, da tribo de Zebulom; Gadi, filho de Susi, da tribo de José, através da tribo de Manassés; Amiel, filho de Gemali, da tribo de Dã; Setur, filho de Micael, da tribo de Aser; Nabi, filho de Vofsi, da tribo de Naftali; e Güel, filho de Nabi, da tribo de Gade. 16 - Foi nesta época que Moisés mudou o nome de Oséias, filho de Num, para Josué. 17 a 19 - Moisés enviou os espiões com as seguintes instruções: "Vão para o norte até Neguebe e atravessem as montanhas, voltando com informações sobre a terra. Vejam também como é o povo que mora lá, se é forte ou fraco, se são muitos ou poucos. Vejam também se a terra é fértil, que tipos de cidades existem, e se as cidades têm muros em volta; 20 - se a terra é rica ou pobre, e se há muitas árvores. Não tenham medo e tragam algumas frutas. Naquele dia começava a colheita das uvas. 21 - E eles espiaram toda a terra desde o deserto de Zim até Reobe, que fica perto de Hamate. 22 - A caminho do norte, passaram pelo Neguebe e chegaram a Hebrom, onde viram as famílias de Aimã, Sesai e Talmai, que eram descendentes de Enaque. A propósito, Hebrom era muito antiga e foi fundada sete anos antes que Zoã no Egito. 23 - Depois vieram para o vale de Escol, onde apanharam um cacho de uvas tão grande que foram necessários dois homens para carregar. Trouxeram também romãs e figos. 24 - Os israelitas chamaram esse lugar de vale de Escol, por causa do cacho de uvas que eles cortaram. 25 e 26 - Depois de 40 dias, voltaram e fizeram um relatório a Moisés, a Arão e a todo o povo de Israel que estava no deserto de Parã, em Cades e mostraram os frutos que trouxeram da terra. 27 - Este foi o relatório que fizeram a Moisés: "Fomos à terra a que você nos enviou, e é de fato um lugar maravilhoso, uma terra que dá leite e mel. Aqui estão alguns frutos. 28 - Mas o povo de lá é poderoso e as cidades são grandes e têm muros em volta. Vimos também lá os gigantes descendentes de Enaque. 29 - Os amalequitas vivem no sul, na terra do Neguebe, enquanto que os heteus, os jebuseus e os amorreus vivem na zona montanhosa, e os cananeus moram no litoral e no vale do rio Jordão. 30 - Mas Calebe pediu ao povo que estava ali na frente de Moisés que ficasse quieto, e disse: "Vamos partir e tomar a terra, porque é certo que vamos conquistá-la!" 31 - Mas os outros espiões responderam, "Não podemos lutar contra o povo da terra, porque é mais forte do que nós!" 32 - E a maior parte do relatório dos espiões foi negativa: "A terra que acabamos de ver está cheia de guerreiros, e lá todos os homens são fortes. 33 - Vimos também alguns da família de Enaque, que são descendentes da antiga raça de gigantes, e eram tão altos que nós parecíamos gafanhotos ao lado deles!" CAPITULO 14 1 - ENTÃO TODO O POVO começou a chorar em voz alta, e choraram a noite inteira. 2 - Todos os filhos de Israel se queixaram contra Moisés e contra Arão, e disseram: "Seria melhor morrer no Egito, ou mesmo aqui no deserto, 3 - do que ir para essa terra. O Senhor vai nos matar lá, e as nossas mulheres e os nossos filhos serão escravos. Vamos sair daqui e voltar para o Egito!" 4 - E um dizia para o outro: "Vamos escolher um líder para nos levar de volta ao Egito!" 5 - Então Moisés e Arão caíram ao chão com o rosto sobre a terra perante o povo de Israel. 6 e 7 - E dois dos espiões, Josué, o filho de Num, e Calebe, o filho de Jefoné, rasgaram as roupas e disseram a todo o povo: "A terra que nós espiamos é muito boa. 8 - Se o Senhor quiser, nos dará essa terra, que é uma terra que produz muito leite e mel. 9 - Apenas não sejam rebeldes contra o Senhor e não tenham medo do povo que mora lá, porque eles são como pão para comermos. O Senhor está conosco e tirou a proteção deles, por isso não tenham medo deles!" 10 e 11 - Mas a única reação do povo foi falar em apedrejar os dois. Então a glória do Senhor apareceu a todos os filhos de Israel, e o Senhor disse a Moisés, "Até quando este povo me provocará? E quando crerão em mim, com todos estes sinais que fiz no meio deles? 12 - Ferirei este povo com pragas, e não serão mais meus herdeiros, e de você farei um povo maior e mais forte do que este!" 13 - E Moisés respondeu ao Senhor, "O que os egípcios pensarão quando ouvirem isto? Eles bem conhecem o poder que o Senhor mostrou ao salvar o Seu povo. Também contaram isto aos habitantes desta terra, que sabem que o Senhor está com Israel e conversa face a face com o Seu povo. Eles vêem que o Senhor vai adiante deles numa coluna de nuvem de dia, e numa coluna de fogo de noite. 15 - Agora, se matar de vez todo Seu povo, as nações que ouviram falar da Sua fama dirão: 16 - 'O Senhor não conseguiu levar seu povo até a terra que prometeu com juramento, e por isso matou toda essa gente no deserto. ' 17 e 18 - "Ó, por favor, mostre o grande poder da sua misericórdia, perdoando os nossos pecados e mostrando a firmeza do seu amor. Perdoe, apesar de ter dito que não permitiria que o pecado ficasse sem castigo, e que o Senhor pune o pecado dos pais nos filhos até à terceira e quarta gerações. 19 - Peço então que, por causa do seu maravilhoso amor, o Senhor perdoe os pecados deste povo, da mesma maneira como vem perdoando desde a terra do Egito até agora. 20 e 21 - Então o Senhor disse: "Está bem, vou perdoar este povo como você pediu. Mas prometo pelo meu próprio nome que, como é tão certo que toda terra será cheia de minha glória, também é certo que estes homens que viram a minha glória, os sinais que fiz no Egito e no deserto, e dez vezes se recusaram a confiar em mim e obedecer à minha voz, não verão a terra que prometi aos pais deles. Nenhum desses que Me desprezou verá a terra. 24 - Mas o meu servo Calebe é um tipo diferente de homem - ele Me obedeceu totalmente. Ele entrará na terra que espiou, e seus descendentes possuirão essa terra. 25 - Mas como o povo de Israel está com tanto medo dos amalequitas e cananeus que habitam no vale, amanhã vocês devem voltar para o deserto em direção ao Mar Vermelho." 26 e 27 - Depois o Senhor disse a Moisés e a Arão: "Até quando este povo se queixará de Mim? Tenho ouvido as queixas que fazem contra Mim. 28 - Diga a eles: 'O Senhor fará justamente aquilo de que vocês têm medo: 29 - Todos vocês morrerão neste deserto. Nenhum de vocês, que tem mais de vinte anos de idade, que se queixou contra mim, entrará na Terra Prometida. Só Calebe, filho de Jefuné e Josué, filho de Num, poderão entrar. 31 - "Vocês disseram que seus filhos se tornariam escravos do povo da terra. Mas eu os levarei com toda segurança até à terra, e possuirão o que vocês desprezaram. 32 - Mas vocês não. Os cadáveres de vocês cairão no deserto. 33 - Andarão sem rumo pelo deserto durante quarenta anos, até o último de vocês morrer, como castigo de sua infidelidade. 34 e 35 - "E como os espiões estiveram na terra durante quarenta dias, vocês andarão sem rumo no deserto durante quarenta anos - um ano para cada dia, carregando o peso dos pecados. Eu ensinarei a vocês o que significa rejeitar a Mim. Eu, o Senhor, falei. Cada um de vocês que conspirou contra Mim, morrerá neste deserto." 36 a 38 - Os dez homens que espiaram a terra e puseram medo no coração do povo, fazendo com que se queixasse contra Moisés, morreram de praga na frente do Senhor. De todos os espiões só Josué e Calebe continuaram vivos. 39 - E uma grande tristeza tornou conta de todo acampamento, quando Moisés contou ao povo as palavras de Deus. 40 - No dia seguinte o povo se levantou de manhã e partiu em direção à Terra Prometida. "Aqui estamos!" disseram. "Reconhecemos que pecamos, mas agora estamos prontos para ir para a terra que ó Senhor nos prometeu." 41 - Mas Moisés respondeu: "É tarde demais. Agora vocês estão desobedecendo às ordens do Senhor de voltar para o deserto. 42 - Não continuem com esse plano ou os inimigos destruirão vocês, porque o Senhor não está com vocês. 43 - Não se lembram? Os amalequitas e os cananeus estão aí na frente! Vocês abandonaram o Senhor, e agora ele abandonará vocês." 44 - Mas eles foram em frente, em direção às regiões montanhosas, mesmo tendo Moisés e a Arca ficado no acampamento. 45 - Então os amalequitas e os cananeus que viviam nas montanhas desceram e atacaram os israelitas, e derrotaram o povo de Israel até Hormá. CAPITULO 15 1 e 2 - O SENHOR DISSE para Moisés dar estas instruções ao povo de Israel: "Quando os filhos de vocês finalmente viverem na terra que eu der para eles, 3 a 5 - e quiserem agradar o Senhor com uma oferta queimada ou qualquer outra oferta pelo fogo, o sacrifício deles deve ser de um animal tirado do rebanho de gado ou de ovelhas. Uma oferta de cereais deve acompanhar cada sacrifício - seja sacrifício ordinário, para cumprir voto, oferta voluntária, ou sacrifício especial em qualquer das festas anuais. Se um cordeiro é sacrificado deve trazer 2,2 litros a de flor de farinha misturados com 0,9 litros de azeite, junto com 0,9 litros de vinho como oferta de bebida. 6 - "Se o sacrifício é um carneiro traga 4,4 litros de flor de farinha misturados com 1,2 litro de azeite, 7 - e mais 1,2 litros de vinho como oferta de bebida. Isto será um sacrifício que é um perfume agradável para o Senhor. 8 a 10 - "Se o sacrifício é um novilho, então a oferta de cereais que acompanha o sacrifício deve ser de 6,6 litros de flor de farinha misturados com 1,8 litros de azeite, além de 1,8 litros de vinho para a oferta de bebida. Deve-se queimar e oferecer isto ao Senhor, como perfume agradável a ele. 11 e 12 - Estas são as instruções daquilo que deve acompanhar cada sacrifício de novilhos, carneiros, cordeiros e bodes. 13 e 14 - Estas instruções servem tanto para os israelitas de nascimento, quanto para os estrangeiros que querem agradar o Senhor com sacrifícios queimados. 15 e 16 - Porque existe a mesma lei para todos, israelitas de nascimento ou estrangeiros que moram entre vocês, e isto será verdadeiro para sempre, de geração em geração, pois todos são iguais perante o Senhor. Sim, uma só lei para todos! " 17 e 18 - O Senhor também disse a Moisés, "Diga ao povo de Israel que quando chegarem à terra que darei para eles, 19 a 21 - devem apresentar ao Senhor uma das amostras das novas colheitas de cada ano, preparando um bolo feito com farinha grossa da primeira colheita. Dessa farinha vocês devem apresentar oferta ao Senhor de geração em geração. 22 - "Se vocês ou as gerações futuras falharem em cumprir estes regulamentos que o Senhor tem dado a vocês através de Moisés, 23 e 24 - então quando o povo perceber o seu erro, deve oferecer um novilho como oferta queimada. Isso será um perfume agradável para o Senhor. As ofertas comuns de cereais e de bebida, e um bode como oferta pelo pecado devem acompanhar esse sacrifício. 25 - E o sacerdote apagará os pecados de todo o povo de Israel pelo sacrifício, e Deus perdoará. Porque foi um erro e eles corrigiram isso com o sacrifício pelo fogo na frente do Senhor, e pela oferta pelo pecado. 26 - Deus perdoará todo o povo, inclusive os estrangeiros que viverem entre eles, porque esse erro e perdão envolvem toda população. 27 - "Se um único indivíduo errar, então ele oferecerá uma cabra de um ano de idade, 28 - o sacerdote fará sacrifício por ele perante o Senhor, e ele receberá perdão. 29 - Esta mesma lei se aplica tanto aos israelitas de nascimento como aos estrangeiros que vivem entre vocês. 30 - "Mas qualquer que pecar por vontade própria, seja ele israelita de nascimento ou estrangeiro, blasfema contra o Senhor, e por isso morrerá. 31 - Porque desprezou o mandamento do Senhor e por vontade própria deixou de obedecer à lei, essa pessoa morrerá no seu pecado. " 32 - Certo dia, enquanto o povo de Israel estava no deserto, encontraram um israelita apanhando madeira no dia de sábado. 33 - Prenderam e trouxeram esse homem até Moisés, Arão e todo o povo. 34 - E ele ficou preso até saberem o que o Senhor queria que fizessem com o homem. 35 - Então o Senhor disse para Moisés: "O homem deve morrer. Todo povo apedrejará esse homem fora do acampamento, até que morra." 36 - Eles o levaram então para fora do acampamento e lá mataram o homem, conforme o Senhor mandou. 37 e 38 - O Senhor ordenou a Moisés: "Diga ao povo de Israel para fazer borlas pelas suas gerações para os cantos de suas roupas (este é um mandamento permanente de geração a geração) e para prender as borlas com um cordão azul. 39 - O propósito disto é lembrar a vocês, sempre que olharem para as borlas, os mandamentos do Senhor, e que devem obedecer às leis que Ele deu, em vez de seguir os seus próprios desejos e caminhos, como costumavam fazer ao servir outros deuses. 40 - Isso fará lembrar a vocês de que devem obedecer e ser santos perante Deus. 41 - Porque Eu sou o Senhor Deus que tirou vocês da terra do Egito. Sim, eu sou o Senhor, Deus de vocês." CAPITULO 16 1 - CERTO DIA CORÉ, filho de Jizar, neto de Coate, descendente de Levi, conspirou com Datã e Abirã, os filhos de Eliabe, e com Om, o filho de Pelete, todos os três da tribo de Ruben, 2 - para levantar uma rebelião contra Moisés. Duzentos e cinqüenta líderes do povo se envolveram. 3 - Foram até Moisés e Arão e disseram: "Chega! Todo povo é santo e cada um é santo, e o Senhor está entre eles. Por que é que vocês se colocam sobre nós e mandam em nós?" 4,5 Quando Moisés ouviu isto, caiu no chão com o rosto na terra e disse: "Amanhã de manhã o Senhor mostrará quem é dEle, quem é santo e quem ele escolheu como sacerdote. 6 e 7 - Façam isto: Você, Coré, e todos que estão com você, apanhem e acendam incensários amanhã, e coloquem incenso sobre eles perante o Senhor, e descobriremos quem o Senhor escolheu. Chega, filhos de Levi." 8 e 9 - Então Moisés falou novamente a Coré: "Parece, para você, sem valor o fato de Deus ter escolhido a vocês dentre todo povo de Israel para estar perto dele, quando trabalham no Tabernáculo do Senhor, e ficam de pé perante o povo para servir? 10 - Será que é pouca coisa ele ter dado esta tarefa só para vocês levitas? E agora querem ser também sacerdotes? 11 - É esse o verdadeiro motivo da sua rebelião contra o Senhor. E que fez Arão para se queixarem dele? 12 - Moisés então chamou Datã e Abirã, filhos de Eliabe, mas estes responderam: "Não iremos." 13 - "Será que foi pouca coisa você nos tirar de um lugar tão bom quanto o Egito para morrermos neste deserto e agora querer ainda ser o nosso rei?" replicaram eles. 14 - "Além disso, você não cumpriu a promessa de nos levar a uma terra que produz muito leite e mel, nem recebemos campo, nem vinhas. Quem você quer enganar? Nós não iremos até você." 15 - Moisés ficou muito irado e disse ao Senhor, "Não aceite os sacrifícios deles, pois não roubei um só jumento deles, nem fiz mal a qualquer um deles." 16 - E Moisés disse a Coré: "Venha aqui amanhã perante o Senhor com todos seus amigos e Arão também estará aqui. 17 - Cada um deve trazer um incensário com incenso dentro, ao todo serão 250 incensários, e Arão também trará um incensário." 18 - Então cada um apanhou o incensário, acendeu e colocou incenso dentro, e foram todos até à porta do Tabernáculo, junto com Moisés e Arão. 19 - Coré fez todo o povo ficar contra Moisés e Arão, e o povo veio até à porta do Tabernáculo. Então a glória do Senhor apareceu a todo o povo. 20 - E o Senhor disse a Moisés e a Arão: "Afastem-se deste povo, porque vou matá-los num segundo." 22 - Mas Moisés e Arão abaixaram as cabeças até o chão e disseram: "á Deus, que cria e conserva toda vida, será que por causa do pecado de um só homem, o Senhor matará todo o povo?" 23 - E o Senhor respondeu a Moisés: "Então diga a todo o povo para ficar longe das tendas de Coré, Datã e Abirã. " 25 - Então Moisés foi até às tendas de Datã e Abirã, e os 250 líderes foram atrás. 26 - E Moisés disse ao povo, "Fiquem longe das tendas destes homens maus, e não encostem em nada que é deles, para vocês não morrerem por causa do pecado deles." 27 - Assim o povo se afastou das tendas de Coré, Datã e Abirã. E Datã e Abirã ficaram em frente de suas tendas, junto com as famílias. 28 - E Moisés disse, "Com o que vai acontecer agora, vocês saberão que foi o Senhor que me enviou para fazer todas estas coisas que fiz, porque eu não as fiz sozinho. 29 - Se estes homens morrerem naturalmente, ou devido a um acidente ou doença, então o Senhor não me enviou. 30 - Mas se acontecer alguma coisa diferente, se a terra se abrir engolir a eles e tudo que lhes pertence, e caírem vivos no abismo, então vocês saberão que esses homens desprezaram o Senhor." 31 - E quando Moisés acabou de dizer isto a terra se abriu, 32 - e engoliu Coré, Datã, Abirã e todas as suas famílias e todos os seus bens. 33 - Eles e todos os parentes caíram vivos no abismo, a terra se fechou e eles morreram. 34 - Todo o povo de Israel, quando ouviu os gritos daqueles que morreram, fugiu com medo que acontecesse o mesmo. 35 - Então o Senhor mandou um fogo que matou os 250 homens que ofereciam incenso. 36 - E o Senhor disse a Moisés, 37 - "Fale a Eleazar, filho do sacerdote Arão, para apanhar os incensários do meio do fogo, porque eles são santos. 38 - A respeito dos incensários daqueles que pecaram e morreram, deve bater o metal em uma placa de bronze para cobrir o altar. Esses incensários também são santos, porque foram usados perante o Senhor, e a placa do altar servirá de lembrança para os filhos de Israel." 39 - Então o sacerdote Eleazar apanhou os incensários daqueles que morreram queimados e fez folhas de bronze para cobrir o altar, 40 - para lembrar a todo o povo de Israel que somente os sacerdotes podem acender incenso perante o Senhor, para não acontecer como aconteceu com Coré e aqueles outros homens, conforme o Senhor mandou através de Moisés. 41 - Mas no dia seguinte, todo o povo de Israel se queixou de Moisés e de Arão dizendo, "Vocês mataram o povo do Senhor". 42 - E quando o povo se reunia contra Moisés e Arão e olhava para o Tabernáculo, a Nuvem cobriu o Tabernáculo e a Glória do Senhor apareceu. 43 - Moisés e Arão vieram até ao Tabernáculo. 44 - E o Senhor disse a Moisés: 45 - "Fiquem longe destas pessoas, porque eu matarei este povo num segundo." E Moisés e Arão se abaixaram até o chão. 46 - Moisés disse então para Arão, "Apanhe o incensário, coloque fogo do altar e incenso nele, corra pelo meio do povo e apague os pecados deles, pois o Senhor está muito irado e a praga já começou. 47 - Arão fez como Moisés mandou, correu até ao meio do povo - a praga já havia começado - colocou incenso e apagou os pecados do povo. 48 - Ficou então de pé entre os vivos e os mortos, e a praga parou. 49 - E os que morreram por causa da praga foram 14.700 pessoas, sem contar aqueles que morreram por causa de Coré. 50 - Então Arão voltou até Moisés na porta do Tabernáculo, e assim a praga parou. CAPITULO 17 1 - O SENHOR DISSE a Moisés, 2 - "Diga ao povo de Israel que cada líder das tribos deve trazer uma vara de madeira com o nome da tribo escrito nela. 3 - Mas o nome de Arão ficará na vara da tribo de Levi. 4 - Coloque estas varas no Tabernáculo perante a Arca do testemunho, onde Eu me encontro com você. 5 - A vara do homem que eu escolher dará flores, para que o povo pare de se queixar de vocês." 6 - Então Moisés falou isto ao povo de Israel, e todos os líderes trouxeram as varas. Ao todo foram doze varas de acordo com o número das tribos, inclusive a vara com o nome de Arão. 7 - Moisés colocou as varas perante o Senhor, no lugar em que ficava a Arca do testemunho, 8 - e no dia seguinte, quando Moisés voltou ao Tabernáculo, descobriu que a vara de Arão, representante da tribo de Levi, estava com brotos, flores e amêndoas. 9 - Então Moisés apanhou todas as varas para o povo de Israel ver, e cada tribo apanhar a sua vara. 10 - E o Senhor disse a Moisés, "Põe a vara de Arão de volta perante a Arca do testemunho, para isso servir de sinal para aqueles que são rebeldes, para que parem de se queixar contra Mim e não morram." 11 - E Moisés fez de acordo com as ordens do Senhor. 12 e 13 - Então os filhos de Israel disseram a Moisés, "É como se já estivéssemos todos mortos, porque todo aquele que chegar perto do Tabernáculo do Senhor morrerá. Vamos então todos morrer?" CAPITULO 18 1 - O SENHOR FALOU a seguir com Arão: "Você, seus filhos e sua família, serão responsáveis pelo bom andamento do trabalho no Tabernáculo, e responderão por qualquer falha no seu serviço como sacerdotes. 2 - Todas as pessoas da tribo de Levi serão ajudantes no Tabernáculo, mas só você e seus filhos podem trabalhar como sacerdotes. 3 - Os levitas ajudarão, mas para vocês e eles não morrerem, não encostarão nos objetos sagrados do Santuário nem no Altar. 4 - Ajudarão no serviço do Tabernáculo, mas aquele que não for levita não chegará perto. 5 - Para que Eu não Me ire outra vez contra o povo de Israel, vocês farão o serviço do Santuário e do Altar. 6 - Por isso Eu separei os levitas do meio do povo de Israel como presente dedicado a Mim, para ajudar vocês no serviço do Tabernáculo. 7 - E você e seus filhos trabalharão como sacerdotes, isto é, com as coisas do Altar e com aquilo que está para dentro da cortina; pois o sacerdócio é o presente especial de serviço que dou a vocês. Mas aquele que não for sacerdote e chegar perto morrerá. 8 - E o Senhor deu mais instruções a Arão, "Uma parte das ofertas que Eu receber dos israelitas dou para você. Elas pertencem a você e a seus filhos para sempre. 9 - As ofertas santas que não forem queimadas, isto é, as ofertas de cereais, as ofertas pelo pecado e as ofertas pela culpa que eu receber serão separadas para você e seus filhos. 10 - Você e todo sacerdote devem comer essa comida no lugar mais santo do Tabernáculo. 11 - Dou também para você, seus filhos e filhas, para sempre, as ofertas que são apresentadas a Mim com gestos da mão. Toda pessoa da sua família que estiver purificada deve comer. 12 - "Os presentes que Eu receber, isto é, o melhor azeite, o melhor vinho e o melhor das colheitas de cereais, Eu dou para você. 13 - Os primeiros frutos de todas as plantações que trouxerem para Mim serão de você. Toda pessoa de sua família que estiver limpa deve comer. 14 - Então tudo que derem para Mim será de vocês. 15 - E o primeiro filho de cada família e a primeira cria de cada animal será de vocês, 16 - mas deve haver um pagamento de 5 siclos de prata para salvar a criança que seja o primeiro filho de cada família, é para salvar a primeira cria de cada animal impuro. 17 - "E a primeira cria do gado, das abelhas e das cabras não pode ser resgatada, pois, será sacrificada para o Senhor. Você derramará o sangue de cada primeira cria sobre o altar e queimará a gordura como oferta. Isso agrada ao Senhor. 18 - A carne desses animais será de você, até mesmo o peito e a coxa direita, que são apresentados ao Senhor. 19 - Todas essas ofertas que Eu receber são de você e dos seus filhos para sempre. Isto é um contrato permanente entre o Senhor, você e seus descendentes. " 20 - E o Senhor também disse a Arão, "Você não terá propriedades nem renda própria na terra do povo de Israel, porque Eu sou a propriedade e a renda própria de vocês. 21 - Todos os dízimos que Eu recebo do povo de Israel, dou aos levitas por causa do trabalho que fazem no Tabernáculo. 22 - "E de agora em diante, o povo de Israel nunca mais chegará perto do Tabernáculo, senão serão culpados e morrerão. 23 - Apenas os levitas trabalharão no Tabernáculo e serão responsáveis pelo que fizerem. Isto eu ordeno para sempre. Os levitas não terão qualquer propriedade em Israel. 24 - Porque o dízimo que o povo de Israel dá para Mim, como oferta apresentada com gestos de mão Eu dou como herança para os levitas, porque Eu disse que eles não terão qualquer propriedade." 25 - E o Senhor disse a Moisés, 26 - Você deve falar aos levitas sobre o dízimo. Quando eles receberem os dízimos do povo de Israel, devem fazer uma oferta a Mim com o dízimo dos dízimos. 27 - O Senhor considerará isto como se fosse o melhor da colheita e do vinho. 28 - Por isso os levitas devem fazer uma oferta ao Senhor de todos os dízimos que receberem do povo de Israel. Darão essa oferta do Senhor ao sacerdote Arão. 29 - Os levitas devem separar o melhor dos dízimos que receberem e dar ao Senhor. 30 - Você também deve dizer que o que sobrar dos dízimos será deles como se fosse produto de suas propriedades. 31 - Todos os levitas podem comer isso em qualquer lugar que é o prêmio do trabalho no Tabernáculo. 32 - Os levitas não serão culpados de ficar com os dízimos se entregarem o melhor ao Senhor. Mas se eles não tiverem respeito com os dízimos separados para o Senhor pelo povo de Israel, então morrerão. CAPITULO 19 1 - E O SENHOR DISSE ainda mais a Moisés e Arão. 2 - "Aqui está uma outra lei: "Diga ao povo de Israel para trazer uma novilha vermelha sem qualquer defeito e que não tenha ainda levado jugo. 3 - O povo deve entregar a novilha ao sacerdote Eleazar, que levará a novilha para fora do acampamento e alguém a matará diante dele. 4 - O sacerdote Eleazar molhará o dedo com o sangue e borrifará na direção do Tabernáculo sete vezes. 5 - Então alguém queimará a novilha na frente dele. Queimará tudo: o couro a carne, o sangue e o esterco. 6 - E o sacerdote deve apanhar pau de cedro, hissopo e pano vermelho vivo, lançando tudo no meio do fogo que queima a novilha. 7 - "O sacerdote depois lavará as roupas e tomará banho voltando a seguir ao acampamento e estará contaminado até à tarde. 8 - E o homem que queimou a novilha lavará as roupas e tomará banho, e estará contaminado até à tarde. 9 - Então um homem que não esteja cerimonialmente impuro apanhará a cinza da novilha e a colocará fora do acampamento num lugar limpo. E guardarão a cinza para o povo de Israel, para preparar uma água purificadora que serve como oferta pelo pecado. 10 - O homem que apanhou a cinza lavará as roupas e estará contaminado até à tarde. 11 - "Toda pessoa que encostar em algum homem morto ficará contaminado durante sete dias. 12 - Para se purificar essa pessoa deve lavar-se com a água purificadora no terceiro e no sétimo dia. Se não fizer assim não ficará limpa. 13 - Toda pessoa que encosta em algum homem morto e não se purifica, contamina o Tabernáculo do Senhor. Por isso, essa pessoa será expulsa de Israel, porque a água purificadora não foi borrifada sobre ele, e a impureza continua. 14 - "A lei é esta: quando alguém morrer em alguma tenda, toda pessoa que entrar ou estiver na tenda estará contaminado por sete dias. 15 - E todo vaso sem tampa ficará contaminado. 16 - "Toda pessoa que for ao campo e encostar em alguém que foi assassinado, em algum outro homem morto, nos ossos de algum homem, ou em algum túmulo, ficará cerimonial mente impuro durante sete dias. 17 - Para a pessoa se purificar, deve se apanhar a cinza da oferta queimada pelo pecado e colocar num vaso, e depois colocar água limpa nesse vaso. 18 - Então um homem não contaminado apanhará hissopo para colocar na água e borrifará essa água sobre aquela tenda, sobre todos os objetos da tenda e sobre as pessoas que estiverem lá dentro. Borrifará também essa água sobre a pessoa que encostar nos ossos de alguém, no corpo de alguém que foi assassinado, de alguém que morreu naturalmente, ou em algum túmulo. 19 - A pessoa não contaminada borrifará o cerimonialmente impuro no terceiro e no sétimo dias. E a pessoa que estava contaminada lavará as roupas, tomará banho e ficará limpa de tarde. 20 - "Mas quem estiver contaminado e não se purificar, será expulso do povo de Israel, porque contaminou o Tabernáculo do Senhor. Continua contaminado porque não borrifaram água purificadora nele. 21- Esta é uma lei para sempre: Quem borrifar a água purificadora deve lavar as roupas, e quem encostar na água purificadora ficará contaminado até de tarde. 22 - E tudo o que tocar será impuro até à tarde." CAPITULO 20 1 - O povo DE ISRAEL chegou ao deserto de Zim em Abril, e acampou em Cades, onde Miriã morreu e foi sepultada. 2 a 5 - E como não havia água, o povo se reuniu contra Moisés e Arão. Discutiram com Moisés e disseram: "Seria melhor que tivéssemos morrido junto com nossos irmãos que o Senhor matou! Por que vocês trouxeram o povo do Senhor para este deserto? Foi para nós e os nossos animais morrermos aqui? E por que nos trouxeram do Egito para este lugar ruim, que não produz cereais, nem figos, nem uvas, nem romãs, nem tem água para beber?" 6 - Então Moisés e Arão foram até à porta do Tabernáculo e se abaixaram até o chão, e a Glória do Senhor apareceu. 7 - E o Senhor disse a Moisés', 8 - "Apanhe a vara de Arão e reúna todo o povo. Então fale à rocha na frente de todo o povo para dar água. E a água que você tirar será suficiente para todo o povo e também para os animais do povo. " 9 e 10 - E Moisés fez conforme a ordem do Senhor. Ele apanhou a vara que estava no Santuário. E então Moisés e Arão reuniram o povo em frente da rocha e disseram, "Rebeldes, prestem atenção! Será que tiraremos água desta rocha para vocês? " 11 - Então Moisés bateu duas vezes na rocha com a vara, e surgiu muita água. E todo o povo e os animais beberam desta água. 12 - Mas o Senhor disse a Moisés e a Arão, "Como vocês não creram em Mim e não Me santificaram diante do povo de Israel, vocês não vão levar os filhos de Israel até à terra que prometi." 13 - O nome deste lugar se chamou Meribá, que significa "Águas Rebeldes", porque o povo de Israel rebelou-se contra o Senhor, e o Senhor mostrou ao povo que Ele é Santo. 14 - E enquanto Moisés estava em Cades, enviou mensageiros ao rei de Edom para dizerem: "Somos descendentes do seu irmão Israel. 15 e 16 - Você conhece a nossa triste história. Nossos pais foram até o Egito e nós moramos lá muito tempo. Então os egípcios maltrataram nosso povo e pedimos ajuda ao Senhor. O Senhor ouviu nosso pedido, enviou o Anjo e tirou o povo do Egito. Agora estamos em Cades, que é uma cidade na fronteira do seu país. 17 - Nós queremos autorização para passar pelo seu país. Não passaremos pelas plantações, nem beberemos a água dos poços. Andaremos só pela estrada principal, até chegarmos do outro lado da fronteira. 18 - Mas o rei de Edom respondeu: "Não deixarei vocês passarem pelo meu país. Se fizerem isso irei ao seu encontro com os meus homens" . 19 - E os mensageiros de Israel disseram ao rei: "Andaremos apenas pela estrada. Se nós e os animais bebermos a água de vocês, pagaremos o preço dela. Nós só queremos passar pelo país. " 20 - Mas o rei insistiu: "Não deixarei vocês passarem." E o rei convocou o exército para não deixar o povo de Israel cruzar a fronteira. 21 e 22 - E como Edom não deixou Israel passar pelo país, O povo voltou e de Cades foi para o monte Hor. 23 - No monte Hor, que também fica na fronteira de Edom, o Senhor disse a Moisés e a Arão, 24 - "Arão morrerá sem entrar na terra que prometi ao povo, porque vocês dois foram rebeldes quando dei minhas instruções sobre as águas de Meribá. 25 - Moisés, leve Arão junto com o filho Eleazar até o monte Hor. 26 - Então tire as roupas de sacerdote que Arão veste e coloque essas roupas no filho de Arão, Eleazar. Você deve fazer isto porque Arão morrerá." 27 - Moisés agiu de acordo com a vontade do Senhor. Todo o povo viu os três subindo ao monte Hor. 28 - Então Moisés tirou as roupas de sacerdote que Arão vestia e colocou essas roupas em Eleazar, filho de Arão. E Arão morreu ali no alto da montanha. Moisés e Eleazar desceram, 29 - e quando o povo soube da morte de Arão, todos choraram essa morte durante trinta dias. CAPITULO 21 1 - QUANDO O CANANEU rei de Arade, que morava no Neguebe, ouviu que o povo de Israel vinha pela estrada de Atarim, lutou contra ele e prendeu alguns israelitas. 2 - Então Israel fez uma promessa ao Senhor, "Se o Senhor realmente permitir que derrotemos este povo, então destruiremos todas as suas cidades." 3 - E o Senhor ouviu esta promessa e permitiu a derrota dos cananeus. O povo de Israel destruiu totalmente o povo e as cidades. E deram o nome de Hormá a esse lugar, que significa “Totalmente destruído”. 4 - E o povo partiu do monte Hor pela estrada do Mar Vermelho, dando a volta pelo país de Edom, mas os israelitas perderam a paciência no meio do caminho, 5 - e se queixaram de Deus e de Moisés, "Por que nos tirou do Egito? Foi por acaso para morrermos neste deserto que não tem pão nem água? Nós já estamos cansados deste pão sem gosto." 6 - Então o Senhor mandou cobras venenosas que picavam o povo e morreram muitas pessoas de Israel. 7 - O povo falou com Moisés: "Nós pecamos porque nos queixamos do Senhor e de você. Peça a ele para tirar as cobras do meio do povo." E Moisés pediu ao Senhor pelo povo. 8 - O Senhor respondeu a Moisés: "Faça uma cobra de bronze e coloque no alto de um poste. Quando uma cobra morder uma pessoa e essa pessoa olhar para a cobra no alto do poste, escapará com vida." 9 - Moisés fez uma cobra de bronze e colocou no alto de um poste. Toda pessoa que fosse picada e olhasse para a cobra de bronze sarava. 10 - Israel viajou então para Obote, onde eles acamparam. 11 - Depois viajaram para Ijé-Abarim, onde acamparam. Este lugar fica no deserto perto da fronteira oriental de Moabe. 12 - Saíram daí e foram acampar no vale de Zerede. 13 - Depois se mudaram para a outra margem do rio Amom, perto da fronteira dos amorreus. O rio Arnom serve de fronteira entre Moabe e os amorreus. 14 e 15 - Aliás, O Livro das Guerras do Senhor fala sobre isto quando diz que o vale do Rio Arnom e a cidade de Vaebe ficam entre os amorreus e o povo de Moabe. 16 - Então Israel viajou para Beer, que significa "um poço". Sobre este poço o Senhor disse a Moisés, "Reúna o povo para eu dar água a ele." 17 e 18 - E o povo cantou esta música: "Comece a dar água, ó poço! Cantemos a respeito dele! Este é um poço que os líderes cavaram. E os mais importantes do povo abriram Com as pás e com as varas." E saíram do deserto e foram para Mataná, 19 - para Naaliel e para Bamote. 20 - Saíram então de Bamote e foram para o vale que está nas terras de Moabe, de onde se pode ver o deserto e o monte Pisga ao longe. 21 - E Israel enviou embaixadores ao rei Seom dos amorreus para pedirem: 22 - "Nós queremos autorização para passar pelo seu país. Não andaremos pelas plantações nem beberemos água dos poços de vocês. Andaremos apenas pela estrada principal até atravessar o seu país. " 23 - Mas Seom não deixou Israel atravessar o país e convocou o exército para lutar contra Israel. Vieram até o deserto e lutaram contra Israel em Jaaz. 24 - E Israel derrotou os amorreus e tomou a terra, desde o rio Arnom até o rio Jaboque, até a fronteira de Amom, que era bem protegida. 25 - Israel tomou todas as cidades dos amorreus e morou nelas. 26 - Morou até mesmo em Hesbom, que era capital do país, onde vivia o rei Seom. 27 a 30 - Os poetas antigos fazem referência ao rei Seom neste poema: "Venham até Hesbom! Que seja edificada Capital do rei Seom, Porque saiu fogo de Hesbom que destruiu a cidade de Ar em Moabe, nos altos do vale de Arnom. Coitada de Moabe! Você está perdido, povo de Camos: Seus filhos fugiram e suas filhas foram levadas cativas, Por Seom, rei dos amorreus. Ele destruiu a todos eles, crianças, homens e mulheres, até Dibom, Nofá e Medeba. 31 - E Israel morou na terra dos amorreus. 32 - Então Moisés mandou espiar Jaezer, e o povo tomou as cidades pequenas de Jaezer e expulsou os amorreus que moravam ali. 33 - Então voltaram e foram para a estrada que leva para a cidade de Basã. Mas Ogue, o rei de Basã, convocou o exército para lutar contra Israel e foram lutar em Edrei. 34 - E o Senhor disse a Moisés: "Não fique com medo, porque entrego na sua mão o povo e a terra de Basã. Vai acontecer com ele, o mesmo que fez com Seom, rei dos amorreus e que morava em Hesbom." 35 - Israel teve assim a vitória, matando o rei Ogue, seus filhos e seu povo. Ninguém escapou com vida. Então tomaram a terra. CAPITULO 22 1 - E O POVO DE ISRAEL partiu e acampou nas terras de Moabe no lado oriental do rio Jordão, do lado oposto de Jericó. 2 e 3 - Então o rei Balaque de Moabe, filho de Zipor, quando soube tudo o que Israel fez aos amorreus, e viu como o povo era numeroso, teve muito medo de Israel. O rei ficou muito preocupado com Israel 4 - e foi consultar os líderes de Midiã, dizendo: "Esta multidão vai nos devorar, da mesma forma que o boi come a grama." E o rei Balaque de Moabe, filho de Zipor, 5 - mandou mensageiros até Balaão, filho de Beor, que morava com seu povo em Petor, cidade nas margens do rio Eufrates, para dizerem: "Um povo enorme que cobre toda a terra saiu do Egito e está vindo em minha direção. 6 - Venha então agora para lançar maldição sobre este povo, pois é muito mais forte do que eu. Quero derrotar este povo e sei que se você abençoar alguém, essa pessoa será abençoada, e quem você amaldiçoar, será amaldiçoado. " 7 - Os líderes de Moabe e de Midiã foram assim até Balaão, levando dinheiro para pagar pelo trabalho, e transmitiram a mensagem de Balaque. 8 - "Fiquem aqui esta noite e amanhã cedo trarei a resposta do Senhor", respondeu Balaão. Então os líderes de Moabe ficaram com Balaão. 9 - Aquela noite o Senhor apareceu a Balaão e perguntou: "Quem são essas pessoas?" 10 - E Balaão respondeu: "Balaque, rei de Moabe e filho de Zipor, enviou esses homens para me dizerem que o povo que saiu do Egito é enorme. Ele quer então que eu amaldiçoe esse povo, para poder combater com ele e derrotá-lo." 12 - Mas Deus disse a Balaão: "Você não irá com eles, nem amaldiçoará esse povo, porque é um povo abençoado." 13 - Balaão se levantou de manhã e disse aos príncipes de Balaque: "Voltem ao seu país, porque o Senhor não quer que eu vá com vocês." 14 - Então os líderes de Moabe partiram, foram até Balaque e disseram: "Balaão não quis vir conosco." 15 e 16 - Novamente Balaque enviou líderes do povo a Balaão. E desta vez o número de líderes e de presentes foi maior do que da primeira vez. E os líderes disseram a Balaão: "Balaque, filho de Zipor, quer que você venha logo. 17 - Ele promete muitas honras a você e diz que fará tudo o que você mandar. Ele quer que você vá logo amaldiçoar aquele povo. " 18 - Mas Balaão respondeu: "Balaque pode me oferecer o tesouro do país, mas se o Senhor meu Deus não me autorizar a fazer qualquer coisa não aceitarei. 19 - Por isso convido vocês a ficarem aqui esta noite, para que eu possa saber qual é a palavra do Senhor." 20 - Aquela noite o Senhor apareceu a Balaão e disse: "Se aqueles homens vierem chamar você, vá com eles, mas faça apenas o que Eu mandar." 21 - Na manhã seguinte Balaão se levantou, preparou a jumenta e partiu com os líderes de Moabe. 22 e 23 - E Deus ficou irado com a partida de Balaão. E então o Anjo do Senhor ficou como inimigo na estrada que Balaão ia passar. Balaão caminhava montado na jumenta, e dois empregados iam com ele, quando a jumenta viu o anjo do Senhor, parado na estrada, segurando uma espada na mão. O animal saiu então da estrada, indo pelo campo, e Balaão espancou-o para que voltasse para a estrada. 24 - E de novo o Anjo do Senhor ficou no meio da estrada, quando esta passava por uma plantação de uvas, e onde havia muros dos dois lados. 25 - Quando a jumenta viu o Anjo do Senhor se espremeu contra o muro, apertando o pé de Balaão. Por isso Balaão espancou de novo a jumenta. 26 - Então o Anjo do Senhor foi mais adiante na estrada, onde era bastante estreito, e sem lugar para se desviar. 27 - Quando a jumenta viu o Anjo do Senhor, deixou-se cair na estrada. Balaão raivoso espancou a jumenta com a vara. 28 - O Senhor fez falar então a jumenta, que disse a Balaão: "O que é que eu fiz para você me bater já três vezes? 29 - E Balaão respondeu à jumenta: "Porque você riu de mim, eu gostaria de ter uma espada agora comigo para te matar. " 30 - Replicou a jumenta: "Não fui sempre a sua jumenta? Não fui sempre eu que carreguei você? Será que alguma vez antes fiz isso com você?" E Balaão respondeu: "Não." 31 - Então o Senhor abriu os olhos de Balaão, que viu o Anjo do Senhor na estrada, segurando uma espada na mão, pelo que se abaixou até o chão. 32 - O Anjo do Senhor perguntou: "Por que você espancou a jumenta três vezes? Eu vim para detê-lo porque você está caminhando para a destruição. 33 - A jumenta me viu três vezes e se desviou de mim. Se não fosse isso eu teria certamente matado você e deixado a jumenta com vida." 34 - Então Balaão disse ao Anjo do Senhor, "Pequei, porque não sabia que o Senhor estava nesta estrada para me impedir de ir a Moabe. E se quiser que eu volte, voltarei." 35 - Mas o Anjo do Senhor disse a Balaão, "Vá com esses homens, mas você só pode dizer aquilo que eu mandar." E Balaão continuou a viagem com os líderes de Moabe. 36 - Quando o rei Balaque ouviu que Balaão estava chegando, foi até à cidade de Moabe, que fica no rio Arnom, na fronteira do país, para encontrar com Balaão. 37 - E Balaque perguntou a Balaão: "Por que você se atrasou tanto? Não acreditou em mim, quando eu disse que daria grandes honras a você?" 38 - Mas Balaão respondeu: "Estou aqui, mas não posso dizer qualquer coisa que o Senhor não colocar em minha boca. O que o Senhor puser em minha boca, eu falarei." 39 - E Balaão foi com Balaque até Quiriate-Huzote. 40 - Então Balaque mandou bois e ovelhas sacrificados para Balaão e os líderes que estavam com ele. 41 – E na manhã seguinte Balaque levou Balaão até Bamote Baal, de onde podia ver a parte do povo de Israel que estava mais perto . CAPITULO 23 1 - BALAÃO DISSE A Balaque: "Construa aqui sete altares e prepare sete novilhos e sete carneiros para sacrifício. " 2 - Balaque atendeu o pedido dele. Balaque e Balaão ofereceram um novilho e um carneiro sobre cada altar. 3 e 4 - Balaão disse ainda mais ao rei: "Fique aqui com suas ofertas queimadas, e eu irei e talvez o Senhor apareça a mim. Direi então a você o que ele me disser." Assim Balaão subiu a um morro descampado, e Deus se encontrou ali com ele. Balaão disse a Deus: "Preparei sete altares, e em cada altar ofereci um novilho e um carneiro." 5 - E o Senhor deu a Balaão uma mensagem para levar ao rei Balaque. 6 - O rei e todos os príncipes estavam junto dos altares quando Balaão voltou. 7 a 10 - E Balaão entregou a mensagem do Senhor a Balaque: "O rei Balaque, rei de Moabe, me trouxe da terra de Arã, das montanhas do oriente. Ele me disse: 'Venha amaldiçoar Jacó e desejar o mal a Israel.' Como posso amaldiçoar, se Deus não amaldiçoou? Como posso desejar mal, se o Senhor não desejou mal? Vejo Israel do alto das montanhas, E também observo de cima das colinas. Eles vivem sozinhos e querem continuar assim. Quem já contou a população de Jacó? Quem conseguiu contar a quarta parte do povo? O meu desejo é morrer feliz como um israelita, É morrer como eles!" 11 - Então Balaque perguntou a Balaão: "Que é que fez? Pedi para você amaldiçoar os meus inimigos e você os abençoou!" 12 - Mas Balaão respondeu: "Será que eu iria falar alguma coisa que o Senhor não disse? " 13 - Então o rei lhe falou: "Venha comigo para um outro lugar de onde você verá só a parte mais próxima de Israel. Quero que você amaldiçoe dali só essa parte." 14 - E o rei Balaque levou Balaão até o campo de Zofim, no alto do monte Pisga, construiu sete altares e ofereceu um novilho e um carneiro sobre cada altar. 15 - E Balaão disse ao rei: "Fique aqui junto das ofertas queimadas enquanto me encontro com o Senhor." 16 - E o Senhor se encontrou com Balaão e entregou uma mensagem para Balaque. 17 - Balaque e os líderes de Moabe estavam reunidos junto das ofertas queimadas quando Balaão voltou. E Balaque perguntou, "O que o Senhor disse?" 18 a 24 - E Balaão respondeu: "Levante-se, Balaque, e escute. Preste atenção, você, filho de Zipor: Deus não é homem, pois não mente, nem se arrepende como todo ser humano. Ele faz o que promete, e cumpre o que diz. Ele me mandou abençoar; Não posso anular o que Ele abençoou. Ele não encontrou pecado em Jacó Nem viu qualquer erro em Israel. O Senhor é Deus de Israel e abençoa esse povo. E Israel sabe que o Senhor é o Rei. Deus tirou Israel do Egito, com Deus, Israel tem a força do boi selvagem. Ninguém é capaz de amaldiçoar Israel, nem de prever algum mal. Na verdade todos podem dizer, 'Deus está realmente do lado de Israel!' Esse povo é como um leão que se levanta e não se deita até devorar o animal que capturou e beber o sangue daqueles que morrerem." 25 - Então o rei Balaque disse a Balaão, "Se você não vai amaldiçoar esse povo, também não quero que o abençoe." 26 - Mas Balaão respondeu, "Eu já não disse que faria tudo o que o Senhor mandasse?" 27 - Então Balaque disse, "Venha comigo a um outro lugar. Talvez Deus concorde em deixar que você amaldiçoe o povo dali." 28 - E o rei Balaque levou Balaão até o alto do monte Peor, de onde podia ver o deserto. 29 - E Balaão disse para Balaque: "Construa aqui sete altares e prepare sete novilhos e sete carneiros para mim." 30 - E Balaque obedeceu as ordens de Balaão, oferecendo um novilho e um carneiro sobre cada altar. CAPITULO 24 1 - BALAÃO TINHA percebido então que o Senhor queria abençoar Israel, por isso não foi ao encontro do Senhor como das vezes anteriores, mas olhou para o deserto. 2 - E quando ele viu Israel acampado de acordo com a divisão das tribos, o Espírito de Deus veio sobre ele. 3 a 9 - E a mensagem que recebeu foi esta: "Esta é a mensagem que eu, Balaão, filho de Beor, recebi. Tenho a mensagem Porque presto atenção no que Deus mostra. Também tenho a mensagem Porque presto atenção no que Ele diz, porque posso ver o Deus que é capaz de fazer qualquer coisa, porque me abaixo em sinal de respeito, mas sem deixar de prestar atenção naquilo que vejo. As tendas de Israel são excelentes e muitas. Parecem enormes vales, jardins ao lado dos rios, árvores que o Senhor mesmo plantou, que produzem delicioso perfume, E também grandes árvores junto das águas. Não faltará água para o povo, nem mesmo para as plantações. O rei deles será mais importante do que Agague e esse reino receberá muitas honras. Deus tirou Israel do Egito. Israel, que é forte como o boi selvagem, destruirá os países, os inimigos, quebrará os osso deles e as flechas de Israel furarão os inimigos. Israel parece um leão deitado. Quem tem coragem de acordar esse leão? Todos os que abençoam Israel serão abençoados, e todos os que amaldiçoam serão amaldiçoados." 10 - E Balaque ficou com muita raiva de Balaão, bateu palmas de ódio e lhe disse: "Chamei você para amaldiçoar os meus inimigos, mas você já abençoou Israel três vezes. 11 - Vá embora para sua casa. Quis dar muitos presentes para você, mas o Senhor não deixou." 12 - E Balaão respondeu: "Você não sabe que eu disse aos líderes do povo que foram me buscar, 'Balaque pode me oferecer o tesouro do país, mas se o Senhor não me autorizar, não posso fazer nada. Farei só o que o Senhor mandar'? Voltarei para o meu povo, mas antes quero que você saiba o que Israel fará a Edom." 15 a 19 - Balaão fez então esta profecia: "Esta é a mensagem que eu, Balaão, filho de Beor, recebi. Tenho a mensagem Porque presto atenção no que Deus mostra. Também tenho a mensagem Porque presto atenção no que Ele diz, porque conheço a sabedoria do Deus Altíssimo, porque posso ver o Deus que é capaz de fazer qualquer coisa, porque me abaixo em sinal de respeito, mas sem deixar de prestar atenção naquilo que vejo. 'Vejo o futuro e observo daqui a algum tempo, que aparecerá uma estrela de Israel, será um governante que, matará o povo de Moabe, e também todos os filhos de Sete, dominará Edom e Seir, que são países inimigos. Israel será muito poderoso, dominará e destruirá muitas cidades." 20 - Então Balaão olhou para onde os amalequitas viviam e profetizou, "Amaleque é um dos principais países, mas será destruído." 21 e 22 - E Balaão olhou para onde os quenitas moravam e profetizou, "As casas de vocês estão em lugares firmes; Vocês construíram cidades em montes altos, mas vocês desaparecerão. E vocês não sabem quando isso acontecerá. O rei da Assíria virá e prenderá vocês." 23 e 24 - Balaão profetizou mais ainda: "Quem conseguirá escapar quando Deus fizer estas coisas? Virão navios de Chipre para lutar contra a Assíria e contra Heber, mas eles mesmos morrerão." 25 - Balaão voltou para o seu país e Balaque voltou para casa. CAPITULO 25 1 - ENQUANTO ISRAEL estava morando em Sitim, alguns jovens começaram a se misturar com as moças de Moabe. 2 - E estas moças os convidaram para fazer sacrifícios aos deuses dos moabitas. E logo esses homens estavam não só participando das festas dos moabitas como também adorando os seus deuses. 3 - Dentro de pouco tempo todo o povo estava adorando Baal-Peor, o deus dos moabitas. E o Senhor ficou muito irado Contra Israel. 4 - O Senhor deu a seguinte ordem a Moisés, "Você deve reunir os líderes das tribos de Israel e eles devem morrer enforcados ao ar livre na minha frente, e assim a minha forte ira acabará.' 5 - Então Moisés mandou os juizes de Israel matarem os homens que adoraram Baal-Peor. 6 - Mas um israelita chegou ao ponto de trazer uma moça midianita ao acampamento. Moisés e todo o povo viram isto, enquanto choravam na porta do Tabernáculo. 7 - E quando Finéias, filho de Eleazar e neto de Arão, viu isto, saiu do meio do povo, apanhou uma lança, 8 - foi atrás do israelita até dentro da tenda e matou o israelita e a midianita com a lança. Então a praga que havia começado parou, 9 - e morreram 24.000 pessoas por causa da praga. 10 - Então o Senhor disse a Moisés, 11 - "Finéias, filho de Eleazar e neto do sacerdote Arão, acabou com a minha ira, pois também estava irado como Eu. Por isso não matei os israelitas. 12 - Por isso você deve dizer para ele, em meu nome, 13 - 'Prometo que você e seus descendentes serão sacerdotes para sempre, porque você se preocupou com Deus e fez sacrifício em favor do povo de Israel.'" 14 - O nome do israelita que Finéias matou era Zimri, filho de SaIu, um líder da tribo de Simeão. 15 - E o nome da midianita era Cosbi, filha de Zur, um dos líderes dos midianitas. 16 - Então o Senhor disse a Moisés: 17 - "Destrua os midianitas, 18 - porque eles estão destruindo vocês com seus enganos. Fazendo com que adorem Baal, e desviando vocês, como acabaram de ver com a morte de Cosbi, a midianita. CAPITULO 26 1 - DEPOIS QUE TERMINOU a praga, o Senhor disse a Moisés e a Eleazar, filho do sacerdote Arão: 2 - "Contem o número dos homens de Israel de vinte anos de idade para cima e que são capazes de ir à guerra. Faça essa contagem de acordo com cada tribo." 3 - Israel estava acampado nas campinas de Moabe ao lado do rio Jordão, do outro lado de Jericó, quando Moisés e o sacerdote Eleazar disseram aos líderes das tribos de Israel 4 - para fazerem a contagem, e o resultado é este: 5 a 11 - A tribo de Ruben: 43.730. Ruben foi o filho mais velho de Israel. Nesta tribo havia as seguintes famílias, que tinham o nome dos filhos de Ruben: Os enoquitas, que tinham esse nome por causa de Enoque, os paluítas, que tinham esse nome por causa de Palu, (As famílias de Nemuel, Datã e Abirã eram descendentes de Eliabe, filho de Palu. Datã e Abirã foram os dois líderes que se reuniram com Coré para fazer o povo se revoltar contra Moisés e Arão, e contra o próprio Deus! Mas a terra se abriu e engoliu os três, e também o fogo queimou 250 homens. Isso serviu de advertência para todo o povo. Mas os filhos de Coré não morreram.) Os hezronitas, que tinham esse nome por causa de Hezrom. Os carmitas, que tinham esse nome por causa de Carmi. 12 a 14 A tribo de Simeão: 22.200. Nesta tribo havia as seguintes famílias fundadas pelos filhos de Simeão: Os nemuelitas, que tinham esse nome por causa de Nemuel. Os jaminitas, que tinham esse nome por causa de Jamim. Os jaquinitas, que tinham esse nome por causa de Jaquim. Os zeraítas, que tinham esse nome por causa de Zerá. Os saulitas, que tinham esse nome por causa de Saul. 15 a 18 - A tribo de Gade: 40.500. Nesta tribo havia as seguintes famílias fundadas pelos filhos de Gade: Os zefonitas, que tinham esse nome por causa de Zefom. Os hagitas, que tinham esse nome por causa de Hagi. Os sunitas, que tinham esse nome por causa de Suni. Os oznitas, que tinham esse nome por causa de Ozni. Os eeritas, que tinham esse nome por causa de Eeri. Os aroditas, que tinham esse nome por causa de Arodi. Os arelitas, que tinham esse nome por causa de Areli. 19 a 22 - A tribo de Judá: 76.500. Nesta tribo havia as seguintes famílias fundadas pelos filhos de Judá, sem contar Er e Onã, que morreram na terra de Canaã: Os selanitas, que tinham esse nome por causa de Selá. Os perezitas, que tinham esse nome por causa de Perez. Os zeraítas, que tinham esse nome por causa de Zerá. A contagem também incluiu os filhos de Perez: Os hezronitas, que tinham esse nome por causa de Hezrom. Os hamulitas, que tinham esse nome por causa de Hamu! 23 a 25 - A tribo de Issacar: 64.300. Nesta tribo havia as seguintes famílias fundadas pelos filhos de Issacar: Os tolaítas, que tinham esse nome por causa de Tola. Os puvitas, que tinham esse nome por causa de Puva. Os jasubitas, que tinham esse nome por causa de Jasube. Os sinronitas, que tinham esse nome por causa de Sinrom. 26 e 27 - A tribo de Zebu/om: 60.500. Nesta tribo havia as seguintes famílias fundadas pelos filhos de Zebulom: Os sereditas, que tinham esse nome por causa de Serede. Os elonitas, que tinham esse nome por causa de Elom. Os jaleelitas, que tinham esse nome por causa de Jaleel. 28 a 37 - A tribo de José: 32.500 na divisão de Efraim e 52.700 na divisão de Manassés. Na divisão de Manassés havia a família dos maquiritas, que tinham esse nome por causa de Maquir, filho de Manassés. Maquir teve um filho chamado Gileade, e Gileade teve muitos filhos que deram nomes para muitas famílias. As tribos dos gileaditas são: Os jezeritas, que tinham esse nome por causa de Jezer. Os helequitas, que tinham esse nome por causa de Heleque. Os asrielitas, que tinham esse nome por causa de Asriel. Os siquemitas, que tinham esse nome por causa de Siquem. Os semidaítas, que tinham esse nome por causa de Semida. Os heferitas, que tinham esse nome por causa de Hefer. Mas Zelofeade, filho de Hefer, não teve filhos, apenas filhas, que foram: Maalá, Noa, Hogla, Milca e Tirza. Na divisão de Efraim havia as seguintes famílias fundadas pelos filhos de Efraim: Os sutelaítas, que tinham esse nome por causa de Sutela. Os bequeritas, que tinham esse nome por causa de Bequer. Os taanitas, que tinham esse nome por causa de Taã. A família dos eramitas surgiu de Erã, filho de Sutela. 38 a 41 - A tribo de Benjamim: 45.600. Nesta tribo havia as seguintes famílias fundadas pelos filhos de Benjamim: Os belaítas, que tinham esse nome por causa de Bela. Os asbelitas, que tinham esse nome por causa de Asbel. Os airamitas, que tinham esse nome por causa de Airã. Os sufamitas, que tinham esse nome por causa de Sufã. Os hufamitas, que tinham esse nome por causa de Hufã. Surgiram duas famílias a partir dos filhos de Bela: os arditas que tinham esse nome por causa de Arde, e os naamitas, que tinham esse nome por causa de Naamã. 42 e 43 - A tribo de Dã: 64.400. Nesta tribo havia a família dos suamitas, que tinham esse nome por causa de Suã, filho de Dã. 44 a 47 - A tribo de Aser: 53.400. Nesta tribo havia as seguintes famílias fundadas pelos filhos de Aser: Os imnaítas, que tinham esse nome por causa de Imna. Os isvitas, que tinham esse nome por causa de Isvi. Os beriitas, que tinham esse nome por causa de Berias. Surgiram duas famílias a partir dos filhos de Berias: os heberitas, que tinham esse nome por causa de Héber, e os malquielitas, que tinham esse nome por causa de Malquiel. Aser teve também uma filha chamada Sera. 48 a 50 - A tribo de Naftali: 45.400. Nesta tribo havia as seguintes famílias fundadas pelos filhos de Naftali: Os jazeelitas, que tinham esse nome por causa de Jazeel. Os gunitas, que tinham esse nome por causa de Guni. Os jezeritas, que tinham esse nome por causa de Jezer. Os silemitas, que tinham esse nome por causa de Silém. 51 - O número total de homens para a guerra em Israel era então 601.730. 52 e 53 - Então o Senhor disse para Moisés, "Para dividir a terra que dou para vocês entre as tribos, vocês devem usar a contagem feita. 54 - A tribo com maior população deve receber um pedaço de terra maior, e a tribo com menor população deve receber um pedaço de terra menor. 55 e 56 - "Os líderes das tribos maiores devem se reunir para sortear os pedaços maiores de terra entre si. E os líderes das tribos menores devem se reunir para sortear os pedaços de terra menores entre si. " 57 - E estas são as famílias dos levitas que aparecem na contagem: Os gersonitas, que tinham esse nome por causa de Gérson. Os coatitas, que tinham esse nome por causa de Coate. Os meraritas, que tinham esse nome por causa de Merari. 58 e 59 - E também havia as seguintes famílias entre os levitas: os libnitas, os hebronitas, os malitas, os musitas e os coreítas. Quando Levi estava no Egito teve uma filha chamada Joquebede que se casou com Anrão, filho de Coate. E os filhos de Anrão e Joquebede foram Moisés, Arão e Miriã. 60 - E os filhos de Arão foram Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar, 61 - mas Nadabe e Abiú morreram quando ofereceram ao Senhor fogo que não era santo. 62 - O número total dos levitas na contagem foi de 23.000 homens de um mês de idade para cima. Mas o número dos levitas não está no total da contagem dos israelitas, porque os levitas não receberam qualquer propriedade na divisão da terra entre as tribos. 63 - Moisés e o sacerdote Eleazar contaram o povo nas campinas de Moabe ao lado do rio Jordão, do outro lado de Jericó. 64 e 65 - Mas não contaram as mesmas pessoas que Moisés e o sacerdote Arão contaram no deserto do Sinai, porque o Senhor havia dito que todos morreriam no deserto. Somente Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num, sobreviveram. CAPITULO 27 1 - MAALÁ, NOA, HOGLA, Milca e Tirza eram filhas de Zelofeade, netas de Hefer, bisnetas de Gileade e tetranetas de Maquir, que era filho de Manassés e neto de José. 2 - Elas foram até Moisés, o sacerdote Eleazar, os líderes do povo e todo o povo e disseram: 3 - "Nosso pai morreu no deserto de morte natural, sem ter filhos. Ele não participou da revolta de Coré. 4 - Então por que o nome de nosso pai deveria desaparecer? Achamos que deveríamos ganhar uma propriedade, junto com os irmãos de nosso pai." 5 - Então Moisés levou o caso até o Senhor. 6 - E o Senhor respondeu a Moisés, 7 - "As filhas de Zelofeade estão certas. Você deve dar a elas uma propriedade junto com os tios. 8 - Aqui fica então uma lei para todos: Quando um homem morrer e não tiver filhos, a herança pertencerá às filhas. 9 - Se não tiver filha, pertencerá aos irmãos, 10 - mas se não tiver irmãos, pertencerá aos tios. 11 - E se o pai não tiver irmãos, pertencerá ao parente mais próximo dele." 12 - Depois o Senhor disse a Moisés, "Vá até o alto do monte Abarim e olhe a terra que dei ao povo de Israel. 13 - Depois de ver a terra, você morrerá como seu irmão Arão, 14 - porque vocês dois foram rebeldes na briga do povo, lá nas águas de Meribá de Cades, no deserto de Zim. Vocês não Me obedeceram nem Me trataram como Santo. 15 - Então Moisés disse ao Senhor, 16 - "á Senhor, que cria e conserva toda vida, escolha alguém para liderar este povo, 17 - alguém que guie o povo e vá com ele à guerra, para que o povo de Israel não seja como uma ovelha sem pastor. " 18 - E o Senhor disse a Moisés, "Chame Josué, filho de Num que tem o Espírito, e põe a mão sobre ele. 19 - Então mostre Josué ao sacerdote Eleazar e a todo o povo e transmita as ordens a ele, na frente de todos. 20 - Dê a ele a autoridade que você tem, para que todo o povo obedeça ao novo líder. 21 - Para Josué conhecer a vontade do Senhor, deve ir até o sacerdote Eleazar. O Senhor vai mostrar a sua vontade a Eleazar através do Urim, e Eleazar contará a vontade do Senhor a Josué e ao povo. É assim que o Senhor continuará a guiar o povo." 22 - Moisés fez de acordo com a vontade do Senhor, porque chamou Josué e mostrou ao sacerdote Eleazar e a todo povo, 23 - colocou as mãos sobre ele, e transmitiu as ordens, de acordo com o que o Senhor disse a Moisés. CAPITULO 28 1 - E O SENHOR DISSE a Moisés, 2 - "Diga ao povo para não se esquecer de Me trazer nos dias certos as ofertas que são comida para Mim, isto é, as ofertas queimadas que têm para Mim um cheiro agradável. 3 - "Diariamente vocês devem oferecer como oferta queimada dois cordeiros sem defeito e com um ano de idade. 4 - Vocês devem oferecer um cordeiro de manhã e o outro no fim da tarde. 5 - E junto com essa oferta queimada devem fazer uma oferta de alimentos que terá 2,2 litros de flor de farinha misturada com 0,9 litros de azeite. 6 - Sempre devem fazer esta oferta queimada, conforme as ordens dadas no monte Sinai, pois têm um cheiro agradável ao Senhor. 7 - Junto destas ofertas deve haver oferta de bebida de 0,9 litros de vinho forte para cada cordeiro. Você deve fazer esta oferta de bebida para mim no Santuário. No fim da tarde você deve oferecer o outro cordeiro, junto com as mesmas ofertas de alimento e de bebida. Essa oferta queimada também tem cheiro agradável para o Senhor. 9 e 10 - "Todo sábado você deve oferecer dois carneiros de um ano, sem defeito como oferta queimada, além dos dois outros oferecidos diariamente. Deve fazer também uma oferta de alimento de 4,4 litros de flor de farinha misturada com azeite e ainda a oferta de bebida. 11 - "No início de cada mês vocês devem oferecer ao Senhor como oferta queimada dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros de um ano. Esses animais não devem ter defeito. 12 - Devem também oferecer como oferta de alimento 6,6 litros de flor de farinha misturada com azeite para cada novilho, 4,4 litros de flor de farinha misturada com azeite para o carneiro 13 - e 2,2 litros de flor de farinha misturada com azeite para cada cordeiro. Esta oferta queimada tem um cheiro agradável para o Senhor. 14 - E junto com cada sacrifício deve haver ofertas de bebidas: 1,8 litros de vinho para cada novilho, 1,2 litros de vinho para o carneiro e 0,9 litros de vinho para cada cordeiro. Esta será a oferta queimada mensal. 15 - "Também no primeiro dia de cada mês devem trazer um bode como oferta pelo pecado ao Senhor, além da oferta queimada diária e da oferta de bebida. 16 - "No dia quatorze do primeiro mês de cada ano vocês devem festejar a Páscoa do Senhor. 17 - No dia seguinte começará uma festa de sete dias de duração, mas vocês não poderão comer pão com fermento nesses dias. 18 - No primeiro dia da festa todo povo se reunirá e ninguém fará trabalho pesado, 19 - mas o povo apresentará uma oferta queimada para o Senhor de dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros. Esses animais não podem ter defeito. 20 - A oferta de alimento deve ser de flor de farinha misturada com azeite: 6,6 litros para cada novilho, 4,4 litros para o carneiro 21 - e 2,2 litros para cada cordeiro. 22 - Vocês também devem oferecer um bode como oferta pelo pecado, para vocês serem perdoados. 23 - Vocês devem fazer estas ofertas além da oferta queimada de cada manhã. 24 - Por isso, além da oferta diária oferecida junto com a oferta de bebida, vocês devem fazer essa oferta em cada um dos sete dias da festa. 25 - No sétimo dia da festa todo povo se reunirá e ninguém fará trabalho pesado. 26 - "O povo também deve se reunir no dia dos primeiros frutos para trazer ao Senhor uma oferta com os primeiros frutos da colheita que começa, na Festa das Semanas. Nesse dia ninguém deve fazer trabalho pesado. 27 - Vocês devem então oferecer ao Senhor dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros de um ano de idade como oferta queimada, que tem cheiro agradável ao Senhor. 28 - Devem também fazer ao Senhor oferta de alimentos de flor de farinha misturada com azeite: 6,6 litros para cada novilho, 4,4 litros para o carneiro 29 - e 2,2 litros para cada cordeiro. 30 - Devem também oferecer um bode como oferta pelo pecado, para vocês serem perdoados. 31 - Vocês devem fazer essas ofertas além das ofertas queimadas diárias e das ofertas de alimento e de bebida. Lembrem-se que os animais oferecidos devem ser sem defeito. CAPITULO 29 1 - "NO DIA PRIMEIRO do sétimo mês de cada ano vocês devem se reunir e ninguém deve fazer qualquer trabalho pesado. Esse será o dia da festa das trombetas. 2 - Nesse dia vocês devem oferecer como oferta queimada ao Senhor, e que tem um cheiro agradável para ele, um novilho, um carneiro e sete cordeiros de um ano. Todos esses animais não devem ter defeito. 3 e 4 - A oferta de alimentos deve ser de flor de farinha misturada com azeite: 6,6 litros para o novilho, 4,4 litros para o carneiro e 2,2 litros para cada cordeiro. 5 - Devem também oferecer um bode como oferta pelo pecado, para vocês serem perdoados. 6 - Vocês devem fazer essas ofertas além das ofertas queimadas mensais e diárias, que vêm acompanhadas de ofertas de alimento e de bebida. Vocês devem fazer todas essas ofertas de acordo com as ordens do Senhor, pois as ofertas queimadas têm um cheiro agradável para Ele. 7 - "E dez dias depois vocês se reunirão de novo. Esse será um dia de grande humildade perante o Senhor. Ninguém deve trabalhar nesse dia, 8 - mas o povo deve oferecer ao Senhor como oferta queimada um novilho, um carneiro e sete cordeiros de um ano de idade. Todos esses animais não devem ter qualquer defeito. 9 – A oferta de alimento deve ser de flor de farinha misturada com azeite: 6,6 litros para o novilho, 4,4 litros para o carneiro 10 - e 2,2 litros para cada cordeiro. 11 - Também devem oferecer um bode como oferta pelo pecado, além da oferta pelo pecado para perdão e da oferta queimada diária, junto com as ofertas de alimento e de bebida. 12 - "Cinco dias depois vocês se reunirão, e ninguém fará trabalho pesado. Nesse dia começará uma festa de sete dias de duração. 13 - Vocês devem oferecer treze novilhos, dois carneiros e quatorze cordeiros de um ano de idade, como oferta queimada que tem cheiro agradável para o Senhor. Todos esses animais não devem ter defeito. 14 - A oferta de alimento deve ser de flor de farinha misturada com azeite: 6,6 litros para cada novilho, 4,4 litros para cada carneiro 15 - e 2,2 litros para cada cordeiro. 16 - Também devem oferecer um bode pelo pecado, além da oferta queimada diária, junto com as ofertas de alimento e de bebida. 17 – "No segundo dia da festa vocês devem oferecer doze novilhos, dois carneiros e quatorze cordeiros de um ano de idade. 18 - As ofertas de alimento e de bebida devem ser de acordo com o número de animais e de acordo com as instruções. 19 - Também devem oferecer um bode como oferta pelo pecado, além da oferta queimada diária, junto com as ofertas de alimento e de bebida. 20 - "No terceiro dia da festa vocês devem oferecer onze novilhos, dois carneiros e quatorze cordeiros de um ano de idade. 21 - As ofertas de alimento e bebida devem ser de acordo com o número de animais e de acordo com as instruções. 22 - Também devem oferecer um bode como oferta pelo pecado, além da oferta queimada diária, junto com as ofertas de alimento e de bebida. 23 - "No quarto dia da festa vocês devem oferecer dez novilhos, dois carneiros e quatorze cordeiros de um ano de idade. 24 - Ás ofertas de alimento e de bebida devem ser de acordo com o número de animais e de acordo com. as instruções. 25 - Também devem oferecer um bode como oferta pelo pecado, além da oferta queimada diária junto com as ofertas de alimento e de bebida. 26 - "No quinto dia da festa vocês devem oferecer nove novilhos, dois carneiros e quatorze cordeiros de um ano de idade. 27 - As ofertas de alimento e de bebida devem ser de acordo com o número de animais e de acordo com as instruções. 28 - Também devem oferecer um bode como oferta pelo pecado, além da oferta queimada diária junto com as ofertas de alimento e de bebida. 29 - "No sexto dia da festa vocês devem oferecer oito novilhos, dois carneiros e quatorze cordeiros de um ano de idade. 30 - As ofertas de alimento e de bebida devem ser de acordo com o número de animais e de acordo com as instruções. 31 - Também devem oferecer um bode como oferta pelo pecado, além da oferta queimada diária, junto com as ofertas de alimento e de bebida. 32 - "No sétimo dia da festa vocês devem oferecer sete novilhos, dois carneiros e quatorze cordeiros de um ano de idade. 33 - As ofertas de alimento e de bebida devem ser de acordo com o número de animais e de acordo com as instruções. 34 - Também devem oferecer um bode como oferta pelo pecado, além da oferta queimada diária, junto com as ofertas de alimento e de bebida. 35 - "No oitavo dia da festa, todo povo se reunirá e ninguém fará trabalho pesado. 36 - Vocês devem fazer uma oferta queimada que tem cheiro agradável ao Senhor. Essa oferta será de um novilho, um carneiro e sete cordeiros de um ano de idade, e os animais não poderão ter defeito. 37 - As ofertas de alimento e de bebida devem ser de acordo com o número de animais e de acordo com as instruções. 38 - Também devem oferecer, um bode como oferta pelo pecado, além da oferta queimada diária, junto com as ofertas de alimento e de bebida. 39 - "Estas são as ofertas que vocês devem fazer ao Senhor nas festas anuais e mensais, além das ofertas de promessas que vocês fizeram ao Senhor, das ofertas feitas por vontade própria. Todas essas ofertas podem ser ofertas queimadas, ou de alimento, ou de bebida, ou ainda oferta pacífica." 40 - E Moisés falou ao povo todas estas coisas que o Senhor mandou. CAPITULO 30 1 - E MOISÉS REUNIU os líderes das tribos de Israel e disse a eles: "O Senhor ordenou que, 2 - quando um homem fizer uma promessa a Ele, seja promessa para fazer ou deixar de fazer alguma coisa, não deve quebrar a palavra, mas fazer tudo o que prometeu. 3 - "Quando uma moça morar com os pais e fizer ao Senhor alguma promessa para fazer ou deixar de fazer alguma coisa 4 - e o pai souber da promessa e ficar quieto, então a moça terá de manter a palavra e cumprir tudo o que prometeu. 5 - Mas se o pai da moça no dia em que souber da promessa não concordar, então a moça não precisará manter a palavra. O próprio Senhor perdoará a moça porque o pai dela não concordou com a promessa. 6 - "Mas se ela se casar depois que fizer uma promessa, mesmo que seja promessa feita sem pensar nas conseqüências, 7 - e o marido ficar quieto quando souber da promessa, deverá manter a palavra e cumprir o que prometeu. 8 - Mas se o marido não concordar com a promessa no dia em que souber, então ela não terá mais a obrigação de manter a palavra, porque o Senhor perdoará. 9 - "Mas se a mulher é viúva ou divorciada, então deve cumprir a palavra. 10 - "E se ela fizer uma promessa para fazer ou deixar de fazer alguma coisa depois do casamento 11 - e se o marido souber e ficar quieto, então ela deve cumprir tudo que prometeu. 12 - Mas se o marido no dia em que souber da promessa não concordar, então ela não precisa mais cumprir a promessa, e o Senhor perdoará. 13 - Por isso, seu marido pode confirmar ou anular a promessa. 14 - Quando o marido sabe da promessa e fica quieto, por um dia, então ele mostra que concorda com essa promessa, 15 - mas se ele depois disto discordar da promessa, então todos os castigos que a mulher aceitou quando fez a promessa cairão sobre ele, pois ele será o responsável. " 16 - Estas são as ordens que o Senhor deu para Moisés a respeito da relação entre marido e mulher, e entre a moça e o pai, enquanto ela mora com a família. CAPITULO 31 1 - E O SENHOR DISSE a Moisés: 2 - "Você deve liderar a vingança do povo de Israel contra os midianitas, e depois disso você morrerá." 3 - Então Moisés disse ao povo, "Alguns de vocês devem se preparar para lutar e fazer a vingança do Senhor contra os midianitas. 4 - Vocês devem enviar à guerra 1.000 homens de cada tribo de Israel." 5 - E então dentre os milhares de habitantes de Israel, separaram 1.000 homens de cada tribo. O total de homens armados para a luta foi de 12.000. 6 - E Moisés mandou esses homens à guerra junto com Finéias, filho do sacerdote Eleazar, que levava as trombetas sagradas para dar o toque de atacar. 7 - E lutaram contra os midianitas, de acordo com as ordens que o Senhor deu a Moisés, matando todos os homens adultos. Mataram até mesmo os cinco reis dos midianitas: Evi, Requém, Zur, Hur e Reba. Também mataram Balaão, filho de Beor. 9 a 11 - E capturaram as mulheres, os filhos, os animais e as posses dos midianitas, queimando todas as cidades e os acampamentos dos midianitas. 12 - Então trouxeram os prisioneiros e também os bens dos midianitas até Moisés, o sacerdote Eleazar e todo o povo, que estavam nas campinas de Moabe, junto do rio Jordão e do outro lado de Jericó. 13 – Moisés, o sacerdote Eleazar e todos os líderes do povo saíram e foram receber o exército fora do acampamento. 14 - Mas Moisés ficou irado com os oficiais do exército, os comandantes de batalhão e de companhia. 15 - E ele perguntou, "Por que vocês deixaram viver todas estas mulheres? 16 - Foram elas que seguiram o conselho de Balaão e levaram o povo de Israel a adorar ídolos no Monte Peor, quando veio uma praga para castigar o povo do Senhor. 17 - Vocês devem então matar todas as crianças do sexo masculino e também todas as mulheres que já tiveram relação sexual com algum homem. 18 - Mas vocês devem deixar viver todas as meninas, e também todas as moças que não tiverem relação sexual. Essas moças e meninas serão de vocês. 19 - Vocês devem ficar uma semana fora do acampamento. Qualquer pessoa que matou alguém ou que encostou em algum morto deve se purificar no terceiro e no sétimo dia. Isto se aplica também aos prisioneiros. 20 - Vocês também devem purificar toda roupa de pano, de couro e de pêlo de cabra, e também todo objeto de madeira." 21 - Então o sacerdote Eleazar disse aos homens do exército que foram à guerra: "Estas são as ordens que o Senhor deu a Moisés: 22 e 23 - 'Vocês devem purificar com fogo o ouro, a prata, o bronze, o ferro, o estanho e o chumbo. Vocês devem purificar esses metais também com a água purificadora. Mas vocês devem purificar com água tudo aquilo que se queima. 24 - Vocês também devem lavar as roupas no sétimo dia para ficarem limpos e poderem entrar no acampamento." 25 - E o Senhor também disse a Moisés, 26 - "Você, o sacerdote Eleazar e os líderes do povo devem contar as pessoas e os animais capturados pelo exército. 27 - Divida então as pessoas e os animais em duas partes iguais. Uma parte será dos que foram à guerra, e a outra parte será de todo o povo. 28 - Da parte dos que foram à guerra, de cada 500 cabeças de pessoas, bois, jumentos e ovelhas, uma pertence ao Senhor. 29 - Dê então o que é meu ao sacerdote Eleazar, para que ele Me apresente perante o altar, num gesto de oferta. 30 - E da parte que pertence ao povo, de cada 50 cabeças de pessoas, bois, jumentos e ovelhas, uma pertence ao Senhor. Dê essa parte aos levitas que devem cuidar do Tabernáculo do Senhor." 31 - Então Moisés e o sacerdote Eleazar fizeram como o Senhor tinha mandado. 32 a 35 - O total de pessoas e animais capturados; além de jóias, roupas e outros objetos que os homens guardaram para si, foi: 675.000 ovelhas, 72.000 bois, 61.000 jumentos e 32.000 moças que não haviam tido relação sexual. 36 a 40 - Então a parte dos que foram à guerra foi: 337.500 ovelhas; 36.000 bois; 30.500 jumentos; e 16.000 moças; Separaram para o Senhor 675 ovelhas, 72 bois, 61 jumentos e 32 moças. 41 - Moisés entregou ao sacerdote Eleazar essa parte, de acordo com as ordens do Senhor. 42 a 46 - A parte do povo que Moisés separou da parte dos homens que foram à guerra foi: 337.500 ovelhas; 36.000 bois; 30.500 jumentos; e 16.000 moças. 47 - E Moisés obedeceu às ordens do Senhor e separou uma de cada 50 cabeças tanto das moças quanto dos animais, e entregou aos levitas, cujo trabalho era cuidar do Tabernáculo do Senhor. 48 - Então os oficiais do exército, os comandantes de batalhão e de companhia 49 - disseram para Moisés: "Nós fizemos contagem dos que foram até à guerra e descobrimos que não faltou ninguém. 50 - Por isso nós trouxemos ao Senhor, como oferta de agradecimento, tudo o que achamos: jóias de ouro, braceletes, pulseiras, anéis, brincos e colares. Esta oferta é para pagamento de nosso pecado perante o Senhor. 51 - E Moisés e o sacerdote Eleazar receberam esses objetos de ouro. E todos os objetos eram muito bem feitos. 52 - O total do ouro da oferta que os comandantes de batalhão e de companhia trouxeram foi mais de 16.750 siclos. 53 - Cada homem que foi à guerra apanhou coisas desse tipo para si. 54 - E Moisés e o sacerdote Eleazar apanharam o ouro entregue pelos comandantes de batalhão e de companhia e levaram até ao Tabernáculo, perante o Senhor, para servir de lembrança permanente para o povo. CAPITULO 32 1 - QUANDO O POVO de Israel chegou às terras de Jaezer e Gileade, as tribos de Ruben e Gade, que possuíam grandes rebanhos de gado, viram que o lugar era muito bom para a criação de animais. 2 Então eles vieram até Moisés, o sacerdote Eleazar e outros líderes do povo e disseram: 3 e 4 - "Esta terra - Atarote, Dibom, Jaezer, Nimra, Hesbom, Eleal, Sebã, Nebo e Beom - que o Senhor nos entregou para conquistar é terra excelente para a criação de nossos animais. 5 - Por isso pedimos para ficar com esta terra, em vez de cruzar o rio Jordão. " 6 - Mas Moisés respondeu às tribos de Ruben e Gade, "Será que as outras tribos participarão da luta para conquistar a terra e vocês ficarão aqui? 7 - O que vocês estão fazendo é desanimar o povo de Israel para não tomar a terra que o Senhor nos deu. 8 - Aliás, os pais de vocês fizeram a mesma coisa, quando estávamos em Cades-Barnéia, quando enviei alguns espiões para espiar esta terra. 9 - Quando chegaram até ao vale de Escol e viram a terra, desanimaram o povo para não conquistar a terra que o Senhor nos deu. 10 - E naquele mesmo dia o Senhor ficou irado e prometeu 11 - que todos os homens que saíram do Egito com mais de 20 anos de idade não veriam a terra que ele prometeu a Abraão, Isaque e Jacó. A razão disto foi a falta de confiança em seguir ao Senhor. 12 - Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num, foram os únicos que tiveram confiança nEle. 13 - "Por isso o Senhor ficou irado e fez o povo andar sem destino durante quarenta anos pelo deserto, até morrerem todos aqueles que se queixaram. 14 - Mas agora vocês fazem as mesmas coisas que seus pais fizeram, vocês pecam, para deixar o Senhor mais irado ainda. 15 - Se vocês não quiserem obedecer ao Senhor, Ele deixará todo o povo de novo no deserto, e vocês serão culpados pela desgraça do povo. " 16 e 17 - Então as tribos de Ruben e Gade disseram para Moisés: "Construiremos currais para os nossos animais e cidades para os nossos filhos, mas nós nos prepararemos para a guerra, e iremos na frente do povo até que ele chegue à terra que o Senhor deu para eles. Nós apenas precisamos construir cidades bem feitas para proteger nossas famílias dos ataques dos habitantes da vizinhança. 18 - E não voltaremos para os nossos lares até que todo o povo conquiste toda a terra que o Senhor deu. 19 - Nós não queremos a terra que fica do outro lado do rio Jordão, pois preferimos ficar aqui, no lado leste do rio." 20 - Então Moisés disse: "Está certo. Se vocês se prepararem para lutar pelo Senhor, 21 - se atravessarem o rio Jordão até o Senhor expulsar os inimigos 22 - e tomarem toda a terra para o Senhor, então vocês poderão voltar para cá, e não terão mais deveres para com o Senhor e o povo. E o Senhor dará esta terra a vocês. 23 - Mas se vocês não fizerem como prometem, então pecam contra o Senhor, e vocês sofrerão por causa disso. 24 - Por isso construam cidades para as crianças e currais para as ovelhas, e façam tudo o que prometeram." 25 - E as tribos de Ruben e Gade responderam a Moisés: "Obedeceremos às ordens que você nos deu. 26 - Nossos filhos, nossas esposas, nossos rebanhos e todos os nossos animais ficarão nas cidades de Gileade, 27 - e nós nos prepararemos para a guerra e lutaremos pelo Senhor, de acordo com o que você disse." 28 - Então Moisés deu a seguinte ordem ao sacerdote Eleazar, a Josué, filho de Num, e aos líderes das tribos: 29 - "Se os homens das tribos de Gade e de Ruben se prepararem para a guerra, atravessarem com vocês o rio Jordão para lutar pelo Senhor, e vocês todos tomarem a terra, então vocês devem dar a eles a terra de Gileade. 30 - Mas se eles não se prepararem para a guerra e não atravessarem com vocês o rio Jordão, então terão de morar com vocês na terra de Canaã. " 31 - E as tribos de Gade e de Ruben responderam: "Faremos o que o Senhor nos disse. 32 - Nós nos prepararemos para a guerra e iremos até à terra de Canaã lutar pelo Senhor. Depois tomaremos conta da nossa terra deste lado do rio Jordão." 33 - Moisés deu às tribos de Gade e de Ruben, e à metade da tribo de Manassés os reinos de Seom, rei dos amorreus, e de Ogue, rei de Basã. Moisés deu a eles todo o território, com todas as cidades. 34 a 36 - A tribo de Gade construiu cidades bem protegidas com currais de ovelhas. As cidades que Gade construiu foram: Dibom, Atarote, Aroer, Atarote-Sofã, Jaezer, Jogbeá, Bete-Nimra e Bete-Harã. 37 e 38 - E a tribo de Ruben construiu as seguintes cidades: Hesbom, Eleal, Quiriataim, Nebo, Baal-Meom e Sibma. Os israelitas mais tarde mudaram os nomes das cidades que reconstruíram. 39 - A família de Maquir, filho de Manassés, foi para Gileade, tomou a cidade e expulsou os amorreus que moravam lá. 40 - Então Moisés deu Gileade à família de Maquir, filho de Manassés, e essa família morou lá. 41 - E a família de Jair, filho de Manassés, conquistou muitas cidades pequenas de Gileade e mudou o nome da região para Havote-Jair. 42 - E um homem chamado Noba liderou um exército, tomou a cidade de Quenate e as pequenas cidades da região, mudando o nome da cidade para Noba, que era o seu próprio nome. CAPITULO 33 1 - ESTE É O CAMINHO que o povo de Israel percorreu debaixo das ordens de Moisés e Arão desde que saiu do Egito. 2 - E Moisés escreveu as viagens do povo segundo os pontos de partida, de acordo com as ordens do Senhor. 3 - O povo partiu de Ramessés no dia quinze do primeiro mês, isto é, um dia depois da páscoa. O povo partiu com bastante coragem, enquanto todos os egípcios viam a partida 4 - e cada família enterrava o filho mais velho morto pelo Senhor. Com certeza o Senhor derrotou todos os deuses deles naquela noite! 5 - Depois de partir de Ramessés, ficaram em Sucote. 6 - Saíram de Sucote e foram para Etã, que fica no fim do deserto. 7 - Saíram de Etã e voltaram a Pi-Hairote, que fica perto de Baal-Zefom, e acamparam perto do monte Migdol. 8 - Saíram de Hairote, atravessaram o Mar Vermelho, andaram durante três dias no deserto de Etã e acamparam em Mara. 9 - E saíram de Mara e acamparam em Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras. 10 - Partiram de Elim e acamparam ao lado do Mar Vermelho, 11 - e depois acamparam no deserto de Sim. 12 - Então saíram do deserto de Sim e acamparam em Dofca, 13 - e saindo de Dofca acamparam em Alus. 14 - E partiram de Alus e acamparam em Refidim, onde não havia água para o povo beber. 15 a 37 - De Refidim foram para o deserto de Sinai; do deserto de Sinai para Quibrote-Taavá; De Quibrote-Taavá para Hazerote; De Hazerote para Ritmá; De Ritmá para Rimon-Perez; De Rimom-Perez para Libna; De Libmi para Rissa; De Rissa para Queelata; De Queelata para o monte Séfer; Do monte Séfer para Harada; De Harada para Maquelote; De Maquelote para Taate; De Taate para Tara; De Tara para Mitca; De Mitca para Hasmona; De Hasmona para Moserote; De Moserote para Bene-Jaacã; De Bene-Jaacã para Hor-Gidgade; De Hor-Gidgade para Jotbata; De Jotbata para Abrona; De Abrona para Eziom-Geber; De Eziom-Geber para Cades, que fica no deserto de Zim; De Cades para o Monte Hor, que fica na fronteira de Edom. 38 e 39 - Então o sacerdote Arão subiu ao monte Hor, de acordo com a vontade do Senhor e morreu naquele lugar com 123 anos de idade, no dia primeiro do quinto mês, quarenta anos depois dos israelitas saírem do Egito. 40 - Então o rei de Harade, que era cananeu e morava ao sul da terra de Canaã, soube que os israelitas estavam chegando. 41 a 48 - E do monte Hor foram para Zalmona; De Zalmona para Punom; De Punom para Obote; De Obote para Ijé-Abarim, que fica na fronteira de Moabe; De ijé-Abarim para Dibom-Gade; De Dibom-Gade para Almon Diblataim; De Almom-Diblataim para as montanhas de Abarim, perto do mote Nebo; Das montanhas de Abarim para as campinas de Moabe, do lado do rio Jordão, do outro lado de Jericó. 49 - Nas campinas de Moabe do lado do rio Jordão acamparam desde Bete-Jesimote até Abel-Sitim. 50 - Nesse lugar ; 0 Senhor disse a Moisés: 51 - "Diga para o povo que quando ele atravessar o rio Jordão para o lado da terra de Canaã, 52 - vocês devem expulsar os habitantes da terra e destruir todos os ídolos deles, tanto os ídolos de pedra, quanto os ídolos de metal fundido, e também os templos dos deuses. 53 - O Senhor deu esta terra para vocês; por isso vocês a devem tomar e habitar nela, 54 - e a divisão da terra será de acordo com a população de cada tribo. As tribos maiores dividirão os pedaços maiores de terra entre si, e as tribos menores os pedaços menores. 55 - Mas se vocês não expulsarem os habitantes da terra, eles serão como espinho nos olhos e pontas de ferro na cintura de vocês. 56 - E o que o Senhor pensou fazer com eles, fará com vocês. CAPITULO 34 1 - E O SENHOR TAMBÉM disse a Moisés: 2 - "Dê a seguinte ordem ao povo: Quando o povo entrar na terra de Canaã, terão direito a toda a terra, de acordo com os seguintes limites: 3 - A parte sul será de vocês, desde o deserto de Zim até a fronteira de Edom. A fronteira da parte sul começará no lado leste do Mar Morto 4 e 5 - e irá até o Mar Mediterrâneo, passando pela subida de Acrabim, Zim, Cades-Barnéia, que será o ponto mais ao sul, Hazar-Adar, Azmom, e riacho do Egito. 6 - "A fronteira do lado oeste de vocês será o Mar Mediterrâneo. 7, 8 e 9 - "A fronteira do lado norte começará no Mar Mediterrâneo e irá até Hazar-Enã, passando pelo monte Hor, entrada de Hamate, Zedade e Zifrom. 10 a 12 - "A fronteira do lado leste começará em Hazar-Enã e irá até o Mar Morto, e passará por Sefã, Ribla, o lado leste de Aim, o lado leste do Mar da Galiléia e pelo rio Jordão." 13 - Moisés disse ao povo o seguinte: "Este é o território que o Senhor mandou distribuir por sorteio às nove tribos e meia. 14 - São nove tribos e meia porque as tribos de Ruben e de Gade, e meia tribo de Manassés, já receberam a sua parte 15 - do lado de cá do rio Jordão, isto é, do lado leste do rio, do outro lado de Jericó. " 16 - E o Senhor também disse a Moisés: 17 - "As pessoas responsáveis para dividir a terra entre as tribos serão: o sacerdote Eleazar, Josué, filho de Num, 18 - e um líder de cada tribo. 19 a 28 - Os líderes então serão: Tribo e Líder. Judá, Calebe, filho de Jefoné; Samuel, filho de Amiúde; Benjamim, Elidade, filho de Quislom; Dã, Buqui, filho de Jogli, Manassés, Haniel, filho de Éfode; Efraim, Quemuel, filho de Siftã; Zebulom, Elizafã, filho de Parna; Issacar, Paltiel, filho de Azã; Aser, Aiúde, filho de Selomi; Naftali, Pedael, Amiúde. 29 - O Senhor mandou que estas pessoas repartissem a terra de Canaã entre as tribos de filho de Israel. CAPITULO 35 1 - E O SENHOR DISSE a Moisés, nas campinas de Moabe, junto do rio Jordão, do outro lado de Jericó: 2 - "Diga ao povo que das cidades que receber, deve dar algumas aos levitas para eles morarem. Também devem dar algum campo em volta das cidades para os animais dos levitas. 3 - Eles morarão nessas cidades, e os animais deles ficarão no campo em volta das cidades. 4 - Os limites das cidades dos levitas se estenderão por 460 metros para cada um dos lados dessas cidades, 5 - por isso haverá 920 metros entre os limites, ficando a cidade no centro. 6 - "Vocês darão quarenta e oito cidades aos levitas. Seis delas serão Cidades de Refúgio para onde irão aqueles que matarem alguém. 7 - Vocês devem então dar quarenta e oito cidades aos levitas, junto com o campo em volta. 8 - Estas cidades estarão em vários lugares do país. E as tribos que tiverem muitas cidades, darão mais cidades aos levitas do que aquelas que tiverem poucas." 9 - E o Senhor disse a Moisés: 10 - "Diga ao povo, que quando atravessar o rio Jordão, indo para a terra de Canaã, 11 - deve escolher quais serão as Cidades de Refúgio, para onde irá a pessoa que matar alguém sem querer. 12 - Estas cidades servirão para proteger a pessoa que matou alguém sem querer dos parentes do morto que quiserem se vingar, até que o povo julgue se o assassino é culpado. 13 - As Cidades de Refúgio serão seis, 14 - sendo que três ficarão do lado de cá do rio Jordão e três na terra de Canaã. 15 - Estas cidades servirão para proteger os israelitas, os estrangeiros que morarem entre o povo, e os estrangeiros que estiverem de viagem pelo país e matarem alguém sem querer. 16 - "Mas se alguém bater nalguma pessoa com um pedaço de ferro e esta pessoa morrer, é com certeza um assassino, e o assassino morrerá. 17 - Ou se bater em alguma pessoa com alguma pedra e a pessoa morrer, é com certeza um assassino, e o assassino morrerá. 18 - Ou então se bater em alguma pessoa com um pedaço de pau, é com certeza um assassino, e o assassino morrerá. 19 - O vingador do morto matará o assassino quando encontrar essa pessoa. 20 e 21 - E se alguém empurrar uma pessoa com ódio, jogar alguma coisa contra essa pessoa com más intenções ou ainda matar a pessoa com as próprias mãos, essa pessoa é assassina, e o vingador do morto matará o assassino quando encontrar essa pessoa. 22 - "Mas se empurrar a pessoa sem ódio, jogar alguma coisa contra ela sem más intenções, 23 - ou ainda deixar cair sem querer alguma pedra sobre ela, e a pessoa morrer, isso é um acidente, pois não houve ódio, nem intenção de fazer o mal. 24 - Então o povo julgará entre o matador e o vingador do morto, de acordo com estas leis, 25 - e livrará o assassino do vingador, deixando o assassino continuar na Cidade de Refúgio até que morra o sumo sacerdote. 26 - "Mas se o matador sair por alguma razão dos limites da Cidade de Refúgio 27 - e o vingador se encontrar com ele fora da cidade, então pode matar o assassino, e o vingador não será culpado, 28 – porque o matador deve ficar na Cidade de Refúgio até a morte do sumo sacerdote. Mas depois da morte do sumo sacerdote, o matador voltará para sua casa. 29 - Estas leis são permanentes para todo o povo de Israel. 30 - "Todos os assassinos devem morrer, mas apenas se houver mais de uma testemunha. Nenhuma pessoa pode morrer se houver apenas uma testemunha contra ela. 31 - Vocês não devem aceitar dinheiro para proteger a vida da pessoa que é culpada da morte de alguém, pois essa pessoa deve morrer. 32 - Também não devem aceitar dinheiro daquele que mora na Cidade de Refúgio para voltar à sua casa antes da morte do sumo sacerdote. 33 - Se vocês agirem de acordo com a lei, não amaldiçoarão a terra, porque o assassínio amaldiçoa a terra, e a única coisa que pode pagar o assassínio de alguém é a morte do culpado. 34 - Por isso, vocês não devem contaminar a terra onde vocês e Eu, o Senhor, habitamos." CAPITULO 36 1 - ENTÃO VIERAM OS líderes da família de Gileade, filho de Maquir, neto de Manassés e bisneto de José, e fizeram o seguinte pedido a Moisés e aos líderes das tribos: 2 - "O Senhor disse para você dividir esta terra entre o povo de Israel por meio de um sorteio, e para dar a parte de nosso irmão Zelofeade às filhas dele. 3 - Mas se elas se casarem com pessoas de outras tribos, as propriedades delas deixarão de pertencer à nossa tribo, e serão da tribo dos maridos. E desse modo a nossa parte que recebemos por sorteio diminuirá, 4 - e não voltará para nós no ano do Jubileu." 5 - Então Moisés disse ao povo qual era a vontade do Senhor sobre isso: "Os homens da tribo de José estão certos, 6 - e por isso o Senhor quer que as filhas de Zelofeade se casem com qualquer pessoa que quiserem, mas que seja da mesma tribo. 7 - Desse modo as propriedades das tribos não ficarão passando de uma tribo para outra, porque as propriedades das tribos devem permanecer sempre as mesmas. 8 - Por isso, as moças que possuírem alguma propriedade, só podem se casar com alguém da própria tribo, para que a tribo não fique com menos terra. 9 - Então as propriedades não ficarão passando de uma tribo para outra." 10 e 11 - E Maalá, Tirza, Hogla, Milca e Noa, filhas de Zelofeade, obedeceram à ordem que o Senhor deu a Moisés, e se casaram com primos por parte de pai, 12 – isto é, casaram com homens da tribo de Manassés, filho de José, e então as suas propriedades permaneceram na tribo delas. 13 - Estes são os mandamentos e as ordens que o Senhor ordenou ao povo através de Moisés nas campinas de Moabe, ao lado do rio Jordão e do outro lado de Jericó. DEUTERONÔMIO CAPITULO 1 1 - ESTE LIVRO CONTÉM o discurso de Moisés a Israel, quando o povo estava acampado no vale do Arabá, no deserto de Moabe, a leste do rio Jordão. O acampamento estava entre as cidades da região de Sufe, Parã, Tefel, Labã, Hazerote e Di-Zaabe. O discurso foi pronunciado a 15 de fevereiro aproximadamente a quarenta anos depois que Israel saiu do monte Horebe. E olhe! A viagem a pé, do monte Horebe até Cades-Barnéia, cruzando a montanha de Seir, toma somente onze dias! Na ocasião em que foi feito este discurso, Israel tinha derrotado Seom, rei dos amorreus, em Hesbom, e Ogue, rei de Basã, em Astarote, junto a Edrei. Ali, pois, na terra de Moabe, a leste do Jordão, Moisés dirigiu a palavra a Israel, explicando todas as leis conforme Deus tinha ordenado. Eis o discurso: 6, 7 e 8 - "Faz quarenta anos, o Senhor nosso Deus falou conosco, quanto estávamos no Horebe. Vão agora, e tratem de ocupar a região montanhosa dos amorreus, o vale do Arabá, o deserto do Neguebe, toda a terra de Canaã; e o Líbano - todas as terras que vão da costa do Mediterrâneo até o rio Eufrates. Estou dando esse território inteiro a vocês. Tratem de entrar e tomar posse dessas terras - pois são as terras que eu, o Senhor, prometi aos seus antepassados Abraão, Isaque e Jacó, e aos descendentes deles. 9 a 13 - "Na mesma ocasião, eu disse a vocês: 'Preciso de ajuda! Vocês são uma carga pesada demais para eu levar sozinho! Pois Deus fez com que aumentassem tanto, que hoje formam uma multidão numerosa como as estrelas! - Que o Senhor abençoe e multiplique vocês mil vezes mais, como prometeu! Mas como pode um só homem suportar o peso, as questões e os problemas de um povo tão numeroso? Assim, escolham de cada tribo alguns homens inteligentes, experimentados e compreensivos para serem nomeados por mim como chefes. 14 a 16 - "Vocês concordaram, e escolheram alguns homens de cada tribo. Eles foram então nomeados assistentes administrativos. Deviam cuidar de grupos de mil, de cem, de cinqüenta e de dez para decidir as questões surgidas, e para dar todo tipo de assistência a eles. Dei instruções para que eles agissem como juízes justos e retos em todas as questões que aparecessem entre vocês, mesmo quando estivesse envolvido algum estrangeiro. 17 e 18 - 'Quando tiverem de tomar alguma decisão,' eu disse a eles, "não favoreçam ninguém por isto ou aquilo: dêem a mesma atenção ao grande e ao pequeno, ao poderoso e ao fraco. Não tenham medo de ninguém, porque estarão exercendo a função de juízes em nome de Deus! Contudo, os casos que acharem difíceis deverão trazer a mim, para que eu estude e resolva.' Assim dei estas e outras instruções, naquela ocasião. 19 a 21 - "Então saímos ao monte Horebe e caminhamos por todo aquele grande e terrível deserto - vocês lembram! Finalmente chegamos às montanhas habitadas pelos amorreus, para onde o Senhor nos mandara ir. Estávamos, pois, em Cades-Barnéia ao lado da Terra Prometida, e eu disse: 'O Senhor nosso Deus nos dá esta terra dos amorreus. Avante, pois! Tomem posse dela, pois Deus é que mandou fazer isso! Nada de medo, nem de vacilação!' 22 - "Mas vocês disseram: 'Primeiro vamos enviar espiões para examinarem o território, para verem qual o melhor caminho para nós, e que cidades devemos conquistar primeiro.' 23 - "Achei boa idéia. Por isso, mandei aqueles doze espiões, um de cada tribo. 24 e 25 - "Eles foram, entraram pela região montanhosa, chegaram ao vale de Escol, examinaram a terra - e quando voltaram, trouxeram produtos da terra como amostras. E vieram relatando: 'A terra que o Senhor nos dá é boa mesmo!' 26 - "Mas vocês não quiseram ir lá, rebeldes à ordem do Senhor nosso Deus. 27 e 28 - "Vocês ficaram murmurando nas tendas, e disseram: 'Decerto que o Senhor nos odeia, pois fez com que saíssemos do Egito para cairmos nas mãos dos amorreus e para destruir a gente! Como é que vamos poder avançar?! Os nossos irmãos, que foram espionar a terra, trouxeram desânimo ao nosso coração, pois disseram: 'Os habitantes de lá são altos e fortes! As cidades são fortificadas, com muros que vão até os céus, de tão altos!' E viram gigantes lá - os descendentes dos enaquins! ' 29 a 31 "Mas eu disse: 'Não tenham medo! Nada de susto! O Senhor nosso Deus vai à nossa frente comandando! Ele pelejará por nós, como fez no Egito – como vocês sabem muito bem! E como fez também no deserto - onde nos conduziu como um pai conduz o filho por todo o caminho em que andamos, até chegarmos a este lugar!' 32 e 33 - "Não adiantou! Vocês não confiaram no Senhor. Vocês não confiaram no Senhor, embora tenham sido guiados por Ele pelo caminho todo - escolhendo Ele os melhores lugares para acampamento, e usando uma coluna de fogo durante a noite e uma coluna de nuvem durante o dia para indicar o rumo. 34 a 36 - "Pois vejam! O Senhor ouviu as queixas e ficou irado. Ele jurou que de toda essa geração ninguém veria a boa terra prometida aos nossos antepassados. A única exceção seria Calebe, filho de Jefoné, porque serviu ao Senhor com perseverança. Ele e os descendentes dele receberiam como herança do Senhor uma parte das terras por onde Calebe tinha andado como espião. 37 a 40 - "Vocês fizeram com que o Senhor ficasse irado comigo também. Ele me disse: 'Você não entrará na Terra Prometida! Josué, filho de Num, seu assistente, é que vai dirigir o povo para lá. Você deverá dar ânimo e coragem a ele. E sabe quem vai receber a terra? Sabe quem Eu vou. deixar entrar na Terra Prometida? Justamente aquelas crianças que o povo dizia que ia morrer no deserto! Mas, os adultos não! Vão voltar e atravessar o deserto em direção ao Mar Vermelho.' 41 - "Então vocês confessaram: 'Pecamos contra o Senhor! Agora vamos lá e lutemos, como o Senhor mandou!" Cada um pegou suas armas e todos foram para a região montanhosa - quando já era tarde demais! 42 - "Mas o Senhor me disse: 'Diga a eles que não façam isso, porque não contarão comigo! Se teimarem, serão derrotados pelos inimigos.' 43 - "Eu avisei, mas não deram ouvidos. Em vez disso, desobedeceram outra vez ao Senhor. Orgulhosos! Contra as ordens dele, subiram à região montanhosa para lutar. 44 - "Entretanto, os amorreus que viviam lá, vieram dispostos para a luta. Como abelhas, perseguiram e derrotaram vocês, desde Seir até Hormá! 45 - "Então vocês voltaram, e ficaram chorando diante do Senhor - mas Ele não deu ouvidos. Não atendeu mesmo! 46 - " Assim ficaram muito tempo em Cades. CAPITULO 2 2 "DEPOIS VOLTAMOS PELO deserto, rumo ao Mar Vermelho pois essa foi a instrução dada por Deus. Durante muitos anos, ficamos dando voltas na região da montanha de Seir. 2 - "Finalmente o Senhor falou comigo: 3 a 7 - 'Já faz muito tempo que estão nesta região. Agora, sigam para o norte. Diga ao povo que terá de passar pelas terras dos edomitas - descendentes de Esaú, irmão de Israel. Vivem em Seir. Eles vão ficar preocupados. Portanto, muito cuidado! Não provoquem luta! Dei a eles toda a região montanhosa de Seir - com direito de propriedade permanente. Não darei a vocês nem um palmo daquela terra! Paguem pelo alimento e pela água que usarem. Não esqueçam que o Senhor tem dado toda proteção e sustento a vocês, durante todos estes quarenta anos de idas e vindas neste grande deserto - e não tiveram falta de nada!' 8 - "Por isso, passamos pelas pontas do território de Edom - onde viviam nossos irmãos. Atravessamos a estrada do Arabá - que vai para o sul, em direção a Elate e Eziom-Geber, dobrando depois para o norte, para o deserto de Moabe. 9 - "Então disse o Senhor: 'Não ataquem os moabitas, tampouco. Nada de provocações! Não darei parte nenhuma das terras deles a vocês. Eu dei essas terras que têm Ar como capital - aos descendentes de Ló.' 10 a 12 - "Antes os emins moravam naquela região. Formavam uma tribo numerosa, e eram altos como os enaquins. Tanto eles como os enaquins eram muitas vezes chamados refains, mas os moabitas davam a eles o nome de emins. Em tempos passados, os horeus viviam em Seir, mas foram derrotados e expulsos pelos edomitas, descendentes de Esaú - exatamente como Israel faria com os povos de Canaã, pois a terra deles foi dada pelo Senhor aos israeli tas. 13 - "Atravessem agora o ribeiro de Zerede,' disse o Senhor; e nós atravessamos. 14 e 15 - "Assim levamos trinta e oito anos para sair de Cades-Barnéia e cruzar o ribeiro de Zerede. Pois o Senhor tinha determinado que não terminássemos essa viagem enquanto não morressem todos os homens que, trinta e oito anos antes, já tinham idade para a guerra. Sim, a mão do Senhor foi contra eles, até que finalmente morreram todos. 16 e 17 - "Afinal, depois de acontecerem essas coisas, o Senhor falou comigo: 18 e 19 - 'Hoje Israel deverá. passar pelas fronteiras de Moabe, por perto de Ar, avançando para o território dos amonitas. Mas não mexa com eles! Nada de brigas! Não vou dar a Israel parte nenhuma das terras deles. Essas terras dei aos descendentes de Ló.' 20 a 23 - Essa região também era habitada pelos refains, chamados 'zanzumins' pelos amonitas. Eram uma tribo numerosa e forte, e eram altos como os enaquins. Mas o Senhor destruiu essa tribo de gigantes, e entregou a terra aos amonitas, que passaram a viver ali. O Senhor tinha feito a mesma coisa para ajudar os descendentes de Esaú, destruindo os horeus que viviam em Seir e entregando o território a eles. Os edomitas ocupam a região de Seir até à data em que é feito este registro. Outro fato parecido aconteceu quando o povo de Caftor invadiu e destruiu os aveus, e passou a viver nas terras deles. Os aveus viviam em vilas espalhadas pelo território, até Gaza. 24 e 25 - "Depois disse o Senhor: 'Atravessem agora o rio Arnom e entrem no território de Seom, o amorreu, que reina em Hesbom. Guerreiem contra ele, e tratem de conquistar aquele território. A começar de hoje, eu vou fazer com que os povos da terra toda tremam de medo de vocês, e fiquem cheios de pavor ao saberem que vocês estão por perto! ' 26 - "Então mandei mensageiros a Hesbom, partindo do deserto de Quedemote, com esta proposta de paz ao rei Seom: 27 a 29 - 'Deixe que passemos por seu território. Seguiremos sempre pela estrada principal. Não entraremos nos campos nem de um lado, nem do outro, da estrada. Pagaremos por toda a comida e por toda a água de que precisarmos. Tudo que queremos é permissão para passar. Tanto os edomitas de Seir, como os moabitas que têm a capital em Ar, deram permissão para passarmos pelas terras deles. Precisamos dessa licença para podermos chegar ao nosso destino. Temos de atravessar o rio Jordão e tomar posse da terra que recebemos do Senhor nosso Deus.' 30 - "Mas Seom, rei de Hesbom, não deu licença. Isto porque o Senhor nosso Deus fez com que ele ficasse com o coração duro para destruir Seom pelas mãos de Israel, como de fato aconteceu. 31 - "A isso, o Senhor me disse: 'Comecei a dar a você o território do rei Seom. Tomem posse dele! Quando for tomado, será de Israel para sempre.' 32 a 37 - "O rei Seom declarou guerra a nós e reuniu os exércitos dele em Jaza. Mas o Senhor nosso Deus derrotou as forças inimigas. Daí, conquistamos as cidades e destruímos tudo - até as mulheres e as crianças! Não sobrou ninguém! Só deixamos com vida o gado - que tomamos como presa de guerra, juntamente com outros bens que saqueamos das cidades conquistadas. Dominamos tudo, desde Aroer até Gileade - desde a beira do vale do rio Arnom, incluindo todas as cidades situadas no vale. Nenhuma cidade foi bastante forte para nós, pois o Senhor nosso Deus entregou todas elas às nossas mãos! Contudo, ficamos fora das terras do povo de Amom, e longe do ribeiro de Jaboque, como também das cidades da região montanhosa - isto é, ficamos fora de todos os lugares proibidos por Deus para nós. CAPITULO 3 1 - "EM SEGUIDA, VIRAMOS para os lados do território de Basã, domínios do rei Ogue. Imediatamente ele pôs em marcha o exército dele, para dar combate a nós. E nos atacou em Edrei. Mas o Senhor disse que eu não devia ter medo dele. 'Você terá todo o povo e todo o território dele,' disse o Senhor. 'Você vai fazer com ele a mesma coisa que fez com o rei Seom, em Hesbom.' "Assim contamos com a ajuda do Senhor na luta contra o rei Ogue e o povo dele. Eliminamos todos! Conquistamos as cidades todas, nada menos que sessenta! Quer dizer que conquistamos toda a região de Argobe, o reino de Basã. As cidades eram fortificadas, com altos muros e portas com trancas de ferro. Isto sem contar as muitas cidades não muradas, que também conquistamos. Destruímos completamente o reino de Basã - como tínhamos feito com Seom, rei de Hesbom. Matamos, pois, a população inteira - homens, mulheres e crianças. Mas guardamos como presa de guerra o gado e outros bens das cidades saqueadas. 8, 9 e 10 - "Ficamos, pois, donos das terras dos dois reis dos amorreus, a leste do rio Jordão - todo o território que vai desde o vale do Arnom, até o monte Hermom. É bom esclarecer que os sidônios chamavam 'Siriom' ao monte Hermom, enquanto que os amorreus davam a ele o nome de 'Senir'. Tínhamos conquistado já todas as cidades do planalto, todas as de Gileade e de Basã, incluindo mesmo as cidades de Salcá e Edrei, pertencentes aos domínios de Ogue. 11 - "Ogue, rei de Basã, foi o último dos gigantes refains. A cama de ferro usada por ele está na cidade amonita de Rabá. Mede quatro metros e meio de comprimento por dois de largura! 12 e 13 - "Naquele tempo, dei o território conquistado às tribos de Ruben e Gade e à meia tribo de Manassés. Às tribos de Ruben e Gade, dei o território que começa em Aroer, junto ao rio Arnom, mais a metade da região montanhosa de Gileade, incluindo as cidades situadas na área. A meia tribo de Manassés recebeu o restante de Gileade e todas as terras que formavam o antigo reino de Ogue, rei de Basã - ou seja, toda a região de Argobe. Às vezes, todo o Basã era chamado a terra dos refains'. 14 - O grupo de famílias chefiadas por Jair, da tribo de Manassés, tomou posse de toda a região de Argobe, Basã, até às fronteiras dos gesuritas e dos maacatitas. Jair deu o nome dele à região, a qual passou a ser chamada, até hoje, Havote-Jair que significa 'Cidades de Jair'. 15 - "Depois dei Gileade ao grupo de famílias chefiadas por Maquir. 16 e 17 - "As tribos de Ruben e Gade receberam o território que vai desde o ribeiro de Jaboque, em Gileade fronteira dos amonitas, até à parte central do vale do rio Arnom. Receberam também o Arabá, 'Terra Deserta', limitada a oeste pelo rio Jordão, desde Quinerete até o Mar Salgado, também chamado Mar do Arabá, e até o monte Pisga, para o Leste. 18 - "Nessa mesma ocasião, lembrei às tribos de Ruben e Gade, e à meia tribo de Manassés que, embora já tivessem recebido território do Senhor, não deviam ficar estabelecidas ali enquanto os homens válidos para a guerra não fossem à frente das outras tribos irmãs para além do rio Jordão, para conquistarem a terra que o Senhor estava dando a Israel. 19 e 20 - "'Mas as mulheres e crianças,' disse eu, 'poderão morar aqui, nas cidades que o Senhor deu a vocês. Elas cuidarão do gado e sei que vocês têm muito gado, até vocês voltarem, depois que o Senhor nosso Deus der a vitória às outras tribos também. Quando conquistarem a terra que o Senhor deu a elas, para lá do rio Jordão, vocês poderão voltar para as terras que receberam.' 21 e 22 - "Então eu disse a Josué: 'Você viu o que o Senhor nosso Deus fez àqueles dois reis. A mesma coisa acontecerá com todos os reinos do outro lado do Jordão. Não tenha medo daquelas nações, pois o Senhor nosso Deus pelejará por você.' 23 a 25 - "Foi também naquela ocasião que eu busquei a graça do Senhor, fazendo esta oração: 'Ó Senhor Deus! O Senhor mostrou a este seu servo a sua grandeza, e quanto pode a sua forte mão! Pois, que deus existe nos céus ou na terra que possa fazer as coisas grandiosas que o Senhor fez?! Rogo agora, que me deixe passar o Jordão, que me deixe ver a Terra Prometida - a boa terra, com a bela região montanhosa - e o Líbano!' 26 a 28 - "Porém o Senhor ficou muito indignado contra mim, por causa de vocês - e não atendeu à minha súplica. 'Não fale mais nisso!' ordenou Ele, 'mas suba ao alto do monte Pisga. Dali você poderá olhar para todos os lados e ver de longe a terra. Mas você não atravessará o Jordão. Autorize Josué a tomar o seu lugar na direção do povo. E depois procure dar ânimo e coragem a ele. Porque Josué vai conduzir o povo à conquista da terra que você vai apenas ver do alto do monte.' 29 "Assim ficamos no vale, perto de Bete-Peor." CAPITULO 4 1 a 4 - "AGORA, POIS, CIDADÃOS de Israel, escutem com atenção e obedeçam a estas leis que transmito - se pretendem viver, e se querem entrar e possuir a terra dada a vocês pelo Senhor, Deus dos nossos pais. Não acrescentem nem diminuam nada destas leis; somente obedeçam a elas - pois são mandamentos dados pelo Senhor nosso Deus. Vocês bem viram o que o Senhor fez com vocês em Baal-Peor - quando Ele destruiu muitos do nosso povo por terem prestado culto a ídolos de Baal. Mas como vocês permaneceram fiéis ao Senhor nosso Deus, continuam vivos. 5 - "Estas são as leis às quais vocês deverão obedecer quando passarem a viver na terra que vão conquistar. São mandamentos do Senhor. Ele me deu estas leis para eu transmitir a vocês. 6, 7 e 8 - "Se obedecerem, elas darão a vocês fama de gente sábia e inteligente. Quando as nações vizinhas ouvirem estas leis, vão exclamar: 'Que outra nação é tão sábia e prudente como Israel?!' Pois que outra nação - grande ou pequena - tem um deus tão achegado como o Senhor nosso Deus, que está presente entre nós todas as vezes que invocamos o nome dele? E que nação, por grande que seja, tem leis tão justas e boas como estas que estou apresentando a vocês hoje? 9 - "Mas vejam lá! Tomem muito cuidado de não esquecer o que viram Deus fazendo por vocês. Que os milagres feitos por Ele marquem profundamente os seus corações e produzam permanente efeito nas suas vidas! Contem aos filhos e aos netos os gloriosos milagres que Deus fez. 10 - "Não esqueçam aquele dia em que estiveram diante do Senhor Deus em Horebe," quando o Senhor me disse: 'Reúna o povo na minha presença. Então farei com que todos 'ouçam as minhas palavras, e aprendam a ter reverência para comigo a vida inteira, e possam ensinar as minhas leis aos filhos deles.' 11 "Vocês atenderam à convocação, e ficaram reunidos ao pé do monte. O monte pegou fogo, e as chamas subiram até os céus. Mas em volta imperavam nuvens negras e densa escuridão. 12 e 13 - "Então o Senhor falou com vocês do meio do fogo. Vocês ouviram as palavras de Deus, mas não viram nenhum vulto. Ele proclamou as leis a que vocês devem obedecer, os termos básicos do contrato dEle - os Dez Mandamentos - que Ele escreveu em duas tábuas de pedra. 14 - "Nessa mesma ocasião, o Senhor me mandou ensinar a vocês as leis que deverão ser obedecidas quando estiverem vivendo na Terra Prometida. 15 a 20 - "Mas cuidado! Vocês não viram nenhuma forma do Senhor nosso Deus, quando falou em Horebe, do meio das chamas. Portanto, não caiam em corrupção, tentando fazer alguma imagem de Deus - algum ídolo, seja com a forma de animal, ou de ave, ou de bicho que rasteja na terra, ou de peixe. Nem tampouco fiquem a olhar para os céus, adorando o sol ou a lua ou as estrelas. O Senhor tolera isto em outras nações, mas não em vocês. O Senhor tirou vocês da prisão do Egito para serem povo de propriedade especial dEle, como verdadeira herança do Senhor. E é o que vocês são hoje! 21 e 22 - "Mas o Senhor ficou irado comigo, por causa de vocês, e afirmou que eu não passaria o Jordão e não entraria na boa terra que Ele deu a vocês, como herança. Terei de morrer aqui, deste lado do rio, enquanto que vocês vão tomar posse daquela boa terra! 23 e 24 - "Vigilância, porém! Não quebrem o trato do Senhor nosso Deus! Vocês estarão rompendo a aliança do Senhor, se fizerem algum ídolo, imitando a aparência de qualquer coisa ou ser. O Senhor proibiu isso! E Ele é Deus zeloso; é fogo Que consome! 25 a 28 - "No futuro, quando nascerem os seus filhos e netos, e vocês tiverem passado muitos anos naquela terra, e tiverem cedido à corrupção fazendo ídolos, e o Senhor nosso Deus ficar muito irado por terem pecado contra Ele, o céu e a terra são testemunhas de que vocês serão rapidamente varridos da terra. Dentro de pouco tempo, vocês terão cruzado o rio Jordão, e estarão de posse da terra. Mas, com a desobediência, terão poucos dias de vida: serão destruídos completamente! O Senhor espalhará vocês entre as nações, e restarão poucos entre os povos para onde forem levados pelo Senhor. Lá prestarão culto a ídolos feitos de madeira e de pedra - ídolos que não vêm, não ouvem, não comem, nem cheiram. 29 - "Naquela situação, porém, vocês começarão a buscar de novo o Senhor nosso Deus. E vocês encontrarão o Senhor, quando procurarem por Ele de todo o coração e de toda a alma. 30 a 31 - "Quando chegarem aqueles dias de angústia, quando acontecerem todas estas coisas - nos últimos tempos - vocês voltarão por fim ao Senhor e darão ouvidos ao que Ele diz. E o Senhor nosso Deus não deixará vocês desamparados, pois é Deus amoroso. Ele não destruirá vocês, nem esquecerá a promessa que fez aos nossos pais. 32 - "Agora, pois, examinem toda a história antiga, desde quando Deus criou o homem sobre a terra, e sondem o céu de uma ponta à outra - para ver se podem encontrar coisa parecida com esta: 33 a 36 - "Uma nação inteira ouviu a voz de Deus falando com ela do meio do fogo como aconteceu com vocês - e continuou viva! Onde mais acharão outro caso de um povo ser tirado da escravidão por Deus, por meio de pragas terríveis, milagres, guerra e terror - em espantosa manifestação de poder?! Entretanto, foi isso que o Senhor nosso Deus fez com vocês no Egito - e vocês mesmos viram tudo! Ele fez essas coisas para que vocês compreendessem que o Senhor é Deus, e que não existe nenhum outro além dEle. Ele fez com que ouvissem dos céus a voz dEle, quando deu instruções a vocês. Também fez com que vissem a grande coluna de fogo, que Ele pôs sobre a terra. Até mesmo do centro das chamas de fogo vocês ouviram as palavras do Senhor! 37 - "Ele trouxe pessoalmente vocês do Egito - com grandes demonstrações de poder; e fez isso porque amou os nossos avós e escolheu os descendentes deles – a nós! - para abençoar. 38 - "O Senhor planejou lançar para longe de vocês outras nações maiores e mais poderosas do que Israel, para dar a vocês as terras deles como herança - como vemos hoje. 39 - "Por isso, este é o pensamento que merece reflexão hoje: Só o Senhor é Deus em cima no céu, e embaixo na terra; não há nenhum outro! 40 - "Portanto, é preciso que obedeçam a estas leis que estou transmitindo, para que tudo vá bem com vocês e com seus filhos, e para que vivam para sempre na terra que o Senhor nosso Deus está dando." 41 e 42 - Então Moisés separou três cidades situadas a leste do rio Jordão, para servirem de refúgio a todo aquele que matasse alguém por acidente, ou sem ter havido inimizade ou premeditação. 43 - Foram estas as cidades: Bezer, no planalto do deserto para a tribo de Ruben; Ramote, em Gileade - para a tribo de Gade; e Golã, em Basã - para a tribo de Manassés. 44 a 49 - Seguem abaixo as leis dadas por Moisés ao povo de Israel, ao sair do Egito, quando estava acampado a leste do rio Jordão, perto de Baal-Peor. Esse território era antes ocupado pelos amorreus governados pelo rei Seom, tendo Hesbom como capital. Ele e o povo foram destruídos Pelos israelitas chefiados por Moisés. Israel conquistou esse território e também as terras de Ogue, rei de Basã. Estes dois reis reinavam a leste do rio Jordão. As terras conquistadas por Israel iam desde Aroer, à beira do vale do rio Arnom, até ao monte Hermóm, ou monte Siriom - como às vezes é chamado; abrangiam também todo o Arabá, a leste do Jordão, atingindo o Mar Salgado, Mar do Arabá, abaixo das encostas do monte Pisga. CAPITULO 5 1 - MOISÉS CONTINUOU falando ao povo de Israel, e disse: "Ouçam com atenção todas estas leis ordenadas por Deus. Tratem de aprender e de cumprir todas elas! 2 e 3 - "O Senhor nosso Deus fez um contrato conosco no monte Horebe – não com os nossos antepassados, mas conosco, que estamos hoje vivos aqui. 4 - O Senhor falou face a face conosco, do meio do fogo, no monte. 5 - Eu estava como intermediário entre vocês e o Senhor, porque vocês não subiram ao monte com medo do fogo. Ele falou a mim, e eu transmiti a vocês as leis que ditou. Escutem o que Ele disse: 6 - "'Eu sou o Senhor seu Deus, que livrei você da escravidão do Egito. 7 - Não creia nem adore nenhum deus a não ser a Mim. 8, 9 e 10 - Não faça ídolos; não preste culto a imagens - nem de animais, nem de aves, nem de peixes, nem de qualquer coisa ou ser existente em cima no céu, embaixo na terra, ou nas águas. Não faça gestos de respeito ou de adoração diante de nenhuma imagem, pois eu sou o Senhor seu Deus. Sou Deus zeloso, e trarei maldição dos pecados de um pai até à terceira e quarta geração dos filhos daqueles que me odeiam, mas mostrarei bondade até mil gerações àqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. 11 - Nunca use o meu nome para fazer um juramento que não pensa em cumprir. Não permito isto. 12 a 15 - Guarde o Dia de Descanso como dia de santo repouso. É ordem minha. Trabalhe nos outros seis dias, mas o sétimo dia é o Dia do Descanso do Senhor seu Deus. Nenhum trabalho será feito nesse dia, nem por você, nem por ninguém da sua casa - filhos, filhas, criados, criadas, bois, burros ou qualquer outro animal; mesmo os estrangeiros que estejam morando com você - todos têm de obedecer a este mandamento. Todos devem descansar nesse dia. Por que você fica obrigado a guardar o Dia do Descanso? Porque você foi escravo no Egito, e foi tirado de lá pelo Senhor seu Deus, por meio de grandes milagres. Por isso ordeno que guarde o Dia do Descanso. 16 - Honre seu pai e sua mãe, lembre que este é um mandamento do Senhor, seu Deus. Se obedecer, terá vida longa e próspera na terra que o Senhor dá a você. 17 - Não mate. 18 - Não pratique adultério. 19 - Não roube. 20 - Não diga mentiras: 21 - Não cobice a mulher do próximo, nem fique com inveja do próximo, querendo a casa, as terras, os criados, os animais, ou qualquer outra coisa que ele possua. 22 - Do meio do fogo, rodeado de nuvens e densa escuridão que envolviam o monte Sinai, o Senhor deu estas leis a cada um de vocês. E foram estes os únicos mandamentos dados por Ele naquela ocasião. O Senhor escreveu todos eles em duas tábuas de pedra que depois me entregou. 23 a 27 - Quando vocês ouviram a voz que vinha da escuridão, e viram o terrível fogo no alto do monte, os oficiais das tribos vieram falar comigo, e disseram: 'Hoje o Senhor nosso Deus mostrou a glória e a grandeza dEle. Até mesmo ouvimos o Senhor falando do meio do fogo. Agora sabemos que Deus pode falar com o homem, e o homem pode continuar vivendo. Mas certamente morreremos, se Ele tornar a falar conosco. Este fogo terrível consumirá todos nós! Porque, quem é que pode ouvir - como nós ouvimos Deus falar do meio das chamas, e continuar vivo?! Portanto, fique você encarregado de ir e ouvir tudo o que Deus disser. Depois, venha e transmita a nós as palavras todas - e nós ouviremos e obedeceremos ao que o Senhor nosso Deus mandar. 28 a 31 - O Senhor atendeu ao seu pedido, e disse a mim: 'Ouvi o que o povo disse, e concordo. Oh! quem dera que eles sempre tivessem o coração inclinado para mim, sempre querendo obedecer aos meus mandamentos! Então tudo iria bem com eles, e com os filhos deles, hoje e para sempre-! - Vá dizer a eles que volte cada um para a sua tenda. Depois você volte e fique aqui, junto comigo. Vou dar a você todos os meus mandamentos - que depois você transmitirá ao povo; e o povo terá de obedecer a estes mandamentos na terra que vai receber de mim.'" 32 e 33 - Então Moisés disse a todos os cidadãos de Israel: "Vocês deverão obedecer a todos os mandamentos do Senhor nosso Deus. Seguirão toda a orientação dada por eles, em todos os pontos, seguindo fielmente o caminho que o Senhor estabeleceu para vocês. Somente assim é que terão vida longa e próspera na terra, que por ordem do Senhor, vocês vão conquistar." CAPITULO 6 1 - "O SENHOR NOSSO Deus me mandou dar a vocês todos estes mandamentos e leis, a que deverão obedecer na terra em que vão logo entrar, onde passarão a viver. 2 - A finalidade destas leis é fazer com que vocês - e os seus filhos e netos - mostrem respeito ao Senhor nosso Deus, obedecendo enquanto viverem a todas as instruções dadas por Ele. Se fizerem isso, podem contar com longos e prósperos anos de vida! 3 - Portanto, ó Israel, ouça cada ordem com muita atenção, e tenha o cuidado de ser obediente em tudo. Assim tudo irá bem, e você terá numerosa descendência. Se obedecer a estes mandamentos, você crescerá e será uma grande nação naquela gloriosa terra 'que é fonte de leite e mel,' como o Deus dos seus avós prometeu a você. 4 - Ouça, ó Israel: O Senhor é nosso Deus - o SENHOR SOMENTE! 5 - Você deve amar o Senhor nosso Deus de todo o coração, de toda a alma e com todas as forças. 6 e 7 - E você deve meditar sempre nestes mandamentos que hoje estou ordenando -os quais você deve ensinar aos seus filhos. É preciso que você converse sobre estas leis quando estiver em casa, quando estiver andando por algum caminho, na hora de dormir e logo ao despertar! 8 e 9 - Amarre estes mandamentos nos dedos, como constante lembrete, fixe todos eles na sua testa, bem como nos batentes das portas da sua casa! 10 a 12 - Quando o Senhor nosso Deus tiver introduzido você na terra que Ele prometeu aos nossos antepassados, Abraão, Isaque e Jacó; quando Ele tiver dado a você grandes cidades, repletas de coisas boas - cidades que você não construiu, poços que você não cavou, e pomares que você não plantou - e quando você tiver comido até não poder mais, então, cuidado! Não vá esquecer o Senhor, que tirou você da escravidão do Egito. 13 - Continue tendo respeito para com o Senhor, e servindo somente a Ele. E use somente o nome dEle para dar valor às promessas que você fizer. 14 e 15 - Não preste culto aos deuses das nações vizinhas, porque o Senhor nosso Deus, que está sempre presente entre nós, é Deus zeloso. Depressa a ira dEle pode vir contra você - e você será varrido da face da terra! 16 - Não provoque o Senhor, nem fique provocando a paciência dEle, como aconteceu em Massá. 17 - Seja realmente obediente ao Senhor nosso Deus, em tudo o que Ele ordena, em seus mandamentos e leis. 18 e 19 - Somente se você estiver fazendo o que é reto e bom aos olhos do Senhor, é que tudo irá bem para você. Somente assim você poderá entrar e possuir a boa terra que o Senhor prometeu a nossos avós. Então você poderá expulsar todos os inimigos que vivem naquela terra - porque o Senhor prometeu ajuda. 20 a 25 - No futuro, quando o seu filho fizer esta pergunta: 'Para que são estas leis e mandamentos que o Senhor nosso Deus ordenou!' - você responderá: 'Éramos escravos de Faraó, no Egito, e o Senhor nos tirou de lá com grande poder e com grandiosos milagres, aplicando terríveis golpes ao Egito, a Faraó e a todo o povo daquele país. Nossos olhos viram tudo! O Senhor trouxe o nosso povo do Egito, para dar a ele a terra que tinha prometido aos nossos avós. E o Senhor ordenou que obedeçamos a todas estas leis e sejamos reverentes para com Ele, para o nosso perpétuo bem, porque assim Ele manterá nossa vida - como tem feito até agora. pois tudo correrá bem, enquanto obedecermos a todas as leis do Senhor nosso Deus!' CAPITULO 7 1 - "QUANDO O SENHOR nosso Deus introduzir você na Terra Prometida para tomar posse - o que vai fazer logo - Ele vai destruir as sete nações seguintes, todas maiores e mais poderosas do que Israel: os heteus, os girgaseus, os amorreus, os cananeus, os fereseus, os heveus e os jebuseus. 2 - Quando o Senhor nosso Deus entregar essas nações nas suas mãos, para serem destruídas, faça trabalho completo - não faça nenhum trato com elas, nem fique com pena delas; o que você tem de fazer é destruir completamente essas nações todas! 3 e 4 - Não permita casamentos mistos - entre israelitas e esses povos; nem deixe seus filhos e filhas casarem com os filhos e filhas deles. Isso decerto levaria os jovens de Israel e adorarem os deuses deles; então a ira do Senhor viria contra você - e Ele depressa destruiria Israel! 5 e 6 - Vejam, cidadãos de Israel, o que vocês têm de fazer lá: têm de destruir os altares pagãos, despedaçar os monumentos, cortar os postes-ídolos e queimar as imagens lavradas. Pois vocês formam um povo santo, dedicado ao Senhor nosso Deus. O Senhor escolheu vocês, dentre todos os povos da terra, para serem o povo escolhido dEle - propriedade especial de Deus. 7 - Ele não escolheu Israel, nem dedicou amor a Israel porque fosse a maior nação de todas - pois, na verdade, é a menor! 8 - Escolheu porque amou vocês, e para cumprir a palavra que dera aos nossos avós. Por isso Ele tirou o nosso povo da escravidão do Egito - e com que grandioso poder! e com que espantosos milagres! 9 e 10 - Procurem entender, pois, que o Senhor nosso Deus é Deus - o Deus fiel, que por mil gerações mantém de pé as promessas que faz, e que dedica amor constante àqueles que dedicam amor a Ele, e que obedecem aos mandamentos que ordena. Mas aqueles que odeiam o Senhor serão castigados - de modo direto, rápido, e em público - e serão destruídos. Ele tratará disso pessoalmente! 11 - Portanto, ó Israel, trate de obedecer a todos estes mandamentos e leis, pondo tudo em prática. 12 e 13 - Em face da sua obediência, o Senhor nosso Deus cumprirá a parte dele no contrato que, com grande amor, fez com os nossos avós. E Ele continuará amando e abençoando você – e fará de Israel uma grande nação. Ele fará com que você tenha numerosa e abençoada descendência, e fará com que a sua terra e os seus animais sejam férteis. Deste modo, Israel terá grande produção de cereais, uvas e azeitonas, e terá grandes rebanhos de bois e de ovelhas na terra que o Senhor prometeu aos nossos avós que daria a você. 14 - "Você será mais abençoado do que todos os povos da terra. Entre os israelitas, ninguém será estéril, nem homem, nem mulher. A mesma coisa será com os animais dos rebanhos de Israel. 15 - "E o Senhor afastará para longe de você toda enfermidade, e não deixará que você sofra as doenças do Egito - que você bem lembra como eram! Além disso, Ele dará aquelas doenças a todos os seus inimigos! 16 - Destrua todas as nações que o Senhor nosso Deus entregar a você. Não tenha do delas! E não preste culto aos deuses delas. Cuidado, porque isto será uma armadilha para Israel! 17 a 19 - Talvez você fique pensando: 'Como será possível conquistar essas nações muito mais poderosas do que Israel?' Não tenha medo delas! Basta lembrar o que o Senhor nosso Deus fez com Faraó e com toda a terra do Egito! Lembre as coisas terríveis que o Senhor lançou sobre eles - Israel viu tudo! - os espantosos milagres, a força e o poder que o Senhor Todo-poderoso empregou para tirar você do Egito! Lembra? Pois bem, o Senhor nosso Deus usará o mesmo poder contra os povos que você teme enfrentar. 20 – Além disso, o Senhor nosso Deus mandará vespões para fazer sair os fugitivos dos esconderijos, para que sejam todos eliminados. 21 – Não fique com medo destas nações, porque o Senhor nosso Deus esta no meio do nosso povo – e Ele é Deus grande e temível. 22 – Ele lançara fora estas nações, pouco a pouco. Não fará isso de uma vez , se não, em pouco tempo, cresceria muito o número de animais selvagens, e seria perigoso. 23 – Ele vai fazer isto aos poucos; vai entregando uma a uma a você – e você ira invadindo e destruindo todas elas. 24 – O Senhor também entregará a vocês, os reis daqueles povos, para que Israel apague o nome deles da face da terra. Ninguém poderá oferecer resistência a você. 25 – Queime os ídolos desses povos, e nem sequer pense em ficar com a prata e o ouro de que são feitos. Não peque nada disso – será uma armadilha para você, pois é coisa que o Senhor nosso Deus considera intolerável! 26 – Não leve para casa imagens para adorar, porque estará então condenado. Não queira saber delas pois são amaldiçoadas. CAPITULO 8 1 - “É preciso, ó Israel, que cumpra todos os mandamentos que hoje ordeno. Se fizer isso, você não só continuará vivendo, mas também crescerá muito em número, e entrará e tomará posse da terra prometida pelo Senhor aos nossos avós. 2 – Procure lembrar como o Senhor guiou vocês através do deserto durante quarenta anos – humilhando e provando você, para ver sua reação, e se você obedeceria mesmo a Ele. 3 – Sim, Ele humilhou Israel, deixando que passasse fome e, depois, dando sustento por meio do maná, alimento que nem você, nem os nossos avós conheciam. O Senhor fez isso para levar você a compreender que não só de pão vive o homem, mas, sim, de toda a palavra do Senhor. Isto é, que a comida não é tudo, e que a verdadeira vida resulta da obediência a todo mandamento de Deus. 4 - Durante estes quarenta anos, a roupa que você usava não envelheceu, e os seus pés nem sequer ficaram inchados! 5 - É bom que entenda de uma vez que, assim como um homem castiga o filho dele, assim o Senhor castiga você para o seu bem. 6, 7, 8 e 9 - Obedeça às leis do Senhor nosso Deus. Ande nos caminhos dele. Não deixe de temer o Senhor. Pois Ele está levando você para uma boa terra - terra de ribeiros, de fontes, de abundantes mananciais que regam vales e montanhas; terra de trigo e cevada, de uvas, figos e romãs; terra de azeitonas, azeite e mel; terra onde há muito alimento, onde não falta nada; terra onde o ferro é tão comum como as pedras, onde o cobre é facilmente encontrado nos montes. 10 - Quando você comer até ficar satisfeito, dê graças e louvores ao Senhor nosso Deus pela boa terra que lhe deu. 11 - Mas essa hora é hora de tomar muito cuidado! Vigie para que, ao gozar dessa fartura, não esqueça e não desobedeça ao Senhor nosso Deus, desprezando as leis e mandamentos que Ele está ditando hoje. 12 a 16 - Portanto, quando você estiver satisfeito e próspero, quando tiver construído belas casas para morar, quando o seu gado e os seus rebanhos forem grandes, e quando você tiver muita prata e muito ouro - cuidado! É hora de alertar a mente e o coração, para que você não fique orgulhoso e venha a esquecer o Senhor nosso Deus, que libertou você da escravidão do Egito! Cuidado para não esquecer o Senhor, que guiou você através daquele grande e terrível deserto cheio de perigosas cobras e escorpiões, onde fazia tanto calor e faltava água! E você bebeu das águas que Deus tirou da pedra! Em pleno deserto, Ele alimentou você com maná, espécie de pão que ninguém conhecia antes - de modo que você ficasse humilde, confiasse mais nele, e Ele fizesse maior benefício a você. 17 - O Senhor agiu assim, para que você nunca viesse a pensar: 'Consegui estas riquezas com a minha força, e com o poder do meu braço.' 18 - Trate de lembrar sempre que é Senhor nosso Deus que dá a você capacidade para enriquecer, e que Ele faz. isso para cumprir a promessa feita aos nossos avós. 19 e 20 - Mas se você esquecer o Senhor nosso Deus, e andar atrás doutros deuses, adorando ídolos - seguindo o mau caminho da desobediência ao Senhor – hoje afirmo que você perecerá. Você perecerá mesmo, como o Senhor fez com as nações que Ele destruiu diante de Israel! Você terá o mesmo destino delas, se não obedecer à palavra do Senhor nosso Deus. CAPITULO 9 1 a 3 - "OUÇA, ó ISRAEL! Hoje você vai atravessar o rio Jordão, e vai começar a expulsar as nações do lado de lá. Aquelas nações são muito maiores e muito mais poderosas do que você! Vivem em grandes cidades protegidas por altos muros. Nelas existem os enaquins - gigantes famosos. Você já ouviu a fama deles. Você já ouviu a expressão de espanto: 'Quem pode resistir aos filhos de Enaque?!' Mas o Senhor nosso Deus vai na frente de Israel - vai como fogo que consome! E eles serão destruídos! Assim você poderá vencer e expulsar todos eles rapidamente, conforme a promessa do Senhor. 4 a 6 - Então, quando o Senhor nosso Deus tiver feito isso, não vá ficar pensando: 'O Senhor nos ajudou porque somos bons! E como os povos dessas terras não prestam, eles são expulsos e destruídos, e nós ficamos com os territórios deles!' Não é por sua bondade ou virtude que você vai receber a terra deles. É por causa da maldade daquelas nações, e por sua causa das promessas que o Senhor fez aos nossos avós - Abraão, Isaque e Jacó. Digo e repito: Saiba que o Senhor nosso Deus não está dando esta boa terra porque você é bom, pois você não é! - Você é um povo mau e teimoso! 7 - Israelitas! Vocês lembram, nunca esqueçam isso!, como a cada passo vocês estavam provocando a ira do Senhor nosso Deus no deserto, desde o dia em que saíram do Egito até agora? Durante esse tempo todo vocês foram rebeldes contra Ele. 8 e 9 - Vocês lembram como fizeram com que Ele ficasse irado em Horebe? Ele estava a ponto de acabar com vocês! Na ocasião, eu estava no alto do monte, recebendo o contrato que o Senhor tinha feito com vocês - as duas tábuas de pedra com as leis escritas nelas. Fazia quarenta dias e quarenta noites que eu estava lá e durante esse tempo todo não comi nem bebi nada. 10 a 12 - Ao fim daqueles quarenta dias e quarenta noites, o Senhor me deu o contrato, as tábuas em que Ele mesmo tinha escrito os mandamentos que Ele havia ditado, falando do alto do monte envolto em chamas, enquanto o povo estava reunido embaixo. O Senhor mandou que eu descesse logo, porque o povo que eu tinha conduzido para fora do Egito caíra em corrupção; depressa havia desviado os passos das leis do Senhor, e tinha feito um ídolo com metal fundido! 13 e 14 - 'Deixe-me! Vou destruir este povo rebelde e teimoso!,' disse a mim o Senhor. 'Vou apagar o nome dele de debaixo dos céus, e farei de você uma nação mais forte e mais numerosa do que esta.' 15 - Então desci correndo do monte que ardia em fogo; levava nas mãos as duas tábuas dos termos do contrato do Senhor. 16 - Logo que cheguei embaixo, pude ver o bezerro que vocês tinham feito, cometendo grave pecado contra o Senhor nosso Deus. Como vocês saíram depressa do caminho dado pelo Senhor! 17 - Vendo aquilo, atirei ao chão as duas tábuas, e ali ficaram quebradas, diante dos olhos de vocês! 18 - Depois fiquei diante do Senhor mais quarenta dias e quarenta noites, sem comer nem beber - porque estava abatido com o pecado que vocês haviam cometido, fazendo o que para Ele é intolerável, e provocando a ira do Senhor. 19 – Quanto temor senti por amor a vocês! - pois o Senhor estava zangado e disposto a destruir o nosso povo. Porém ainda dessa vez o Senhor atendeu a minha petição. 20 - Arão corria perigo ainda maior, porque o Senhor estava muito irado com ele. Mas orei por Arão também, e fui atendido. 21 - Peguei o objeto do pecado que vocês cometeram - o bezerro que tinham feito - queimei e moí o ídolo, de modo que virou pó; e o pó lancei nas águas do ribeiro que descia do monte. 22 - Também em três outras ocasiões e lugares, vocês provocaram muita ira do Senhor: em Taberá, em Massá e em Quibrote-Taavá. 23 - Além disso, em Cades-Barnéia, quando o Senhor mandou que avançassem e conquistassem a terra que Ele tinha dado a vocês, foram rebeldes ao Senhor - não acreditaram que Ele estaria ajudando vocês, e não obedeceram à palavra de ordem do Senhor nosso Deus. 24 - Sim, vocês têm sido rebeldes contra o Senhor, desde o dia em que conheci vocês! 25 - "Fiquei, pois, diante do Senhor, clamando e jejuando quarenta dias e quarenta noites; porque o Senhor tinha dito que queria destruir vocês. 26 a 29 - Orei ao Senhor: 'Ó Senhor Deus, não destrua o seu povo. Ele é a sua herança, que o Senhor salvou do Egito com grande poder e com gloriosa demonstração de força. Não dê atenção à rebelião, ao pecado, e à teimosia deste povo; em vez disso, lembre das promessas que fez aos seus servos Abraão, Isaque e Jacó. Ó Senhor, não faça caso da maldade e do terrível pecado deste povo! Pois se destruir Israel, os egípcios vão dizer: "É porque o Senhor não foi capaz de fazer esse povo chegar à terra prometida por Ele." Ou dirão: "Ele destruiu esse povo porque tinha ódio dele. Trouxe toda essa gente ao deserto para dar cabo dela." Contudo, este é o seu povo e sua herança que o Senhor mesmo livrou do Egito com sua grande força e com seu poderoso braço! CAPITULO 10 1 - "NAQUELA OCASIÃO o Senhor me mandou cortar outras duas tábuas de pedra, iguais às primeiras, fazer uma Arca de madeira e depois voltar à presença dele, no alto do monte. 2 - Disse que ia escrever nas duas novas tábuas os mesmos mandamentos que tinha escrito nas que eu quebrei. Disse também que as tábuas escritas deveriam ser colocadas na Arca. 3 - Assim fiz uma Arca de madeira de acácia, preparei duas tábuas de pedra, como as primeiras, e subi ao monte, levando nas mãos as duas tábuas. 4 a 5 - Então o Senhor escreveu os Dez Mandamentos, e depois entregou as tábuas a mim. Eram os mesmos mandamentos que Ele tinha dado a vocês, falando do meio do fogo, no monte, enquanto vocês estavam embaixo, observando. Desci do monte e coloquei as duas tábuas na Arca que eu tinha feito, de acordo com a ordem de Deus. E na Arca estão até o dia de hoje. 6 - Os israelitas partiram, então, de Beerote-Bene-Jacã, e chegaram a Moserá. Ali Arão morreu e foi enterrado. Eleazar, filho de Arão, foi o sucessor dele no sacerdócio. 7 8, e 9 - Depois viajaram para Gudgodá, e dali para Jotbá, terra de ribeiros de águas. Foi ali que o Senhor separou a tribo de Levi para estas funções: levar a Arca com os Dez Mandamentos - termos básicos da aliança do Senhor; estar diante do Senhor para fazer o serviço dele; e comunicar bênção; ou seja, para abençoar o povo em nome do Senhor. A tribo de Levi ficou encarregada destas funções em caráter permanente. Tanto é, que ainda continua fazendo isso. Esta é a razão por que a tribo de Levi - diferentemente das outras tribos irmãs - não recebeu território na Terra Prometida. Porém, como o Senhor prometeu, - Ele mesmo é a herança dos levitas! . 10 - Eu, como já disse, fiquei no alto do monte outros quarenta dias e quarenta noites. Ainda dessa vez o Senhor atendeu à minha oração, e não destruiu vocês. 11 - Entretanto, o Senhor me disse: 'Levante-se e leve o povo para a terra que prometi aos seus avós. É tempo de tomar posse dela!' 12 e 13 - E agora, ó Israel, que é que o Senhor requer de você? Somente isto: que você respeite e ame ao Senhor nosso Deus - andando pelos caminhos que Ele indica, servindo ao Senhor nosso Deus de todo o coração e de toda a alma, e guardando os mandamentos que em nome dele ordeno hoje - para o bem de vocês. 14 e 15 - Pense nisto: Toda a terra e o mais alto céu pertencem ao Senhor nosso Deus. Contudo, o Senhor amou tanto os nossos pais e teve tanta afeição por eles que dentre todos os povos - escolheu vocês, filhos deles, como é evidente hoje! 16 - Portanto, cada um trate de limpar o seu coração pecador e deixe a sua teimosia! 17 a 19 - O Senhor nosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores. Ele é o Deus grande, poderoso e terrível, que não é parcial e não se vende a ninguém! Ele faz justiça aos órfãos e às viúvas. Ele ama os estrangeiros e dá alimento e roupa a eles. Amem também os estrangeiros, pois vocês foram estrangeiros na terra do Egito. 20 - Ó Israel! Você deve temer o Senhor nosso Deus, dar culto a Ele, ficar apegado a Ele, e só usar o nome dele para dar peso e valor às promessas que você fizer. 21 - Ele é a sua canção de louvor e o seu Deus. Foi Ele que fez os gloriosos e impressionantes milagres que você tem visto. 22 - Quando os nossos avós desceram ao Egito, eram apenas setenta pessoas; mas agora o Senhor nosso Deus fez com que virassem multidão, tantos como as estrelas do céu! CAPITULO 11 1 - "VOCÊ PRECISA AMAR o Senhor nosso Deus, e obedecer a cada um dos mandamentos e leis ordenados por Ele. 2 a 6 - Ouça! Não estou falando com os nossos filhos, que não experimentaram ainda os castigos do Senhor, nem viram as manifestações do poder e da grandeza dEle. Eles não estavam no Egito para ver os milagres que Ele fez ali, contra Faraó e toda a terra dele. Eles não viram o que o Senhor fez aos carros e cavalos - a todos os exércitos do Egito - fazendo com que fossem tragados pelas águas do Mar Vermelho, quando estavam perseguindo vocês; e como anulou as forças deles, até hoje. Também os nossos filhos não viram como o Senhor cuidou de vocês, durante o longo tempo em que estiveram vagando pelo deserto, até chegarem aqui. Nem estavam presentes quando Datã e Abirã filhos de Eliabe, descendentes de Ruben, cometeram grave pecado, e a terra abriu a boca e tragou a eles - tragando também as famílias, as tendas e tudo que tinham. Todo Israel viu isso! 7 - Mas vocês viram todos esses grandes milagres feitos pelo Senhor! 8 - Com que cuidado, então, vocês devem obedecer a estes mandamentos que hoje estou transmitindo. Assim poderão ter forças para ir avante e conquistar a terra para onde estou conduzindo vocês. 9 - Se obedecerem aos mandamentos, terão vida longa e abençoada na terra que o Senhor prometeu dar aos nossos avós e aos descendentes deles - a nós! - terra que mana leite e mel! 10 a 12 - Porque a terra que vocês vão conquistar não é como a terra do Egito, donde saímos. Lá vocês tinham que semear com arte e cuidado, e tinham que regar as plantações todas - como quem rega uma horta. Mas a terra para onde vão, é terra de vales e montes, onde chove bastante. É terra da qual o Senhor toma conta pessoalmente! Os olhos do Senhor nosso Deus estão sempre sobre ela, desde o começo até ao fim do ano! 13 a 15 - E se vocês obedecerem com cuidado a todos os mandamentos que estou transmitindo hoje, e se amarem e servirem ao Senhor nosso Deus de todo o coração e de toda a alma, e O adorarem, então Ele dará chuvas sempre no tempo certo - as primeiras e as últimas de cada ano - para que vocês possam ter grandes colheitas de cereais e frutas, e produzam muito vinho e azeite. Ele dará ricas pastagens para o gado - e vocês terão grande fartura e viverão contentes! 16 - Tenham cuidado, porém! Não vá acontecer que os seus corações sigam afeição enganosa, e vocês caiam no erro de servir e adorar outros deuses. 17 - Cuidado, porque isso provocará a ira do Senhor, e Ele fechará os céus, vocês não terão chuvas nem colheitas, e logo morrerão na boa terra que receberam do Senhor. 18 - Portanto, gravem estas leis nas suas mentes e nos seus corações. Amarrem todas elas nos dedos das mãos, como constantes lembretes - para que vocês lembrem que devem obedecer a elas. Fixem estes mandamentos nas suas testas, entre os seus olhos! 19 - Ensinem estas leis aos seus filhos. Conversem sobre elas sempre - em casa, na rua, na estrada, à hora de dormir e de manhã, ao despertar. 20 e 21 - Escrevam estes mandamentos nas entradas e nas portas das suas casas. Fazendo assim, vocês e os seus filhos terão uma existência feliz na terra que o Senhor prometeu aos nossos avós - existência feliz e longa, que durará enquanto houver céus acima da terra! 22 e 23 - Se obedecerem com cuidado a todos os mandamentos que estou dando a vocês - amando o Senhor nosso Deus, andando nos caminhos traçados por Ele, e não se afastando dEle - então o Senhor arrancará as nações, entregando todas elas nas mãos de vocês - por maiores e mais fortes que sejam, comparadas a Israel! 24 e 25 - Todo terreno em que pisarem será de vocês. As fronteiras irão desde o deserto do Neguebe, no sul, até o Líbano; e desde o rio Eufrates, no leste, até o Mar Mediterrâneo. Ninguém poderá oferecer resistência a vocês, por que o Senhor nosso Deus fará com que os povos fiquem aterrorizados e cheios de medo de vocês - como Ele já prometeu. 26 a 28 - Hoje estou propondo a vocês que escolham a bênção ou a maldição de Deus! Bênção, se obedecerem aos mandamentos do Senhor nosso Deus, os quais estou dando hoje a vocês; maldição, se desobedecerem e adorarem deuses das outras nações. 29 a 32 - Quando o Senhor nosso Deus introduzir vocês na terra que será sua, então deverá ser proclamada bênção no monte Gerizim, e maldição no monte Ebal. Gerizim e Ebal são montes situados a oeste do rio Jordão, nas terras áridas do Arabá, perto de Gilgal, junto aos carvalhais de Moré; ali vivem os cananeus. Pois vocês terão de atravessar o Jordão e viver na terra que vão receber do Senhor. Mas, atenção! Vocês têm de obedecer a todas as leis e mandamentos que estou comunicando. CAPITULO 12 1 - "ESTES SÃO OS mandamentos e as leis a que vocês deverão obedecer quando chegarem na terra que o Senhor, o Deus de nossos pais, deu a vocês para sempre: 2 e 3 - Destruam por completo todos os altares onde foram adorados ídolos, em todo e qualquer lugar em que forem achados - nas altas montanhas, no alto dos morros, e debaixo das árvores. Destruam os altares pagãos, despedacem os monumentos, queimem as imagens lavradas e ponham abaixo os postes-ídolos. Não deixem nenhum rastro dessas coisas! 4, 5, 6, e 7 - Não imitem os sacrifícios deles no culto que vocês ofereçam ao Senhor nosso Deus, usando qualquer lugar para isso. Ao contrário, procurem o lugar próprio, indicado pelo Senhor nosso Deus, no território de uma das tribos de Israel. Ali edificarão o santuário - casa dedicada ao nome do Senhor. Ali vocês farão reuniões e apresentarão ao Senhor ofertas queimadas e outros sacrifícios - dízimos, ofertas apresentadas com gestos de mão, ofertas de cumprimento de votos feitos, ofertas voluntárias, e ofertas das primeiras crias das vacas e das ovelhas. Ali, vocês e suas famílias farão ofertas diante do Senhor nosso Deus, e mostrarão alegria por tudo que Ele tem feito por vocês. 8 e 9 - Lá naquela terra vocês não vão continuar fazendo o que bem entendem como fazem aqui; pois estas leis vão ser postas em execução depois que vocês chegarem no lugar de descanso que vão receber como herança do Senhor nosso Deus. 10 e 11 - Mas quando atravessarem o rio Jordão e estiverem vivendo na Terra Prometida, e o Senhor der a vocês segurança e descanso de todos os seus inimigos, então levem os sacrifícios queimados e todas as demais ofertas ao santuário do Senhor nosso Deus, no local que Ele escolher para morar. A esse lugar vocês levarão ou mandarão tudo o que é exigido pelo Senhor. 12 - Ali também vocês mostrarão regozijo diante do Senhor - vocês e os seus filhos e filhas, criados e criadas. E convidem os levitas para participarem da festa com vocês - pois eles não têm território propriamente deles, e moram nas cidades das outras tribos. 13 e 14 - Olhem! Não caiam no erro de apresentar ofertas queimadas em qualquer lugar; façam isto somente no lugar que o Senhor escolher. Ele vai separar para este fim um local no território de uma das tribos de Israel. Ali vocês oferecerão os sacrifícios queimados e farão tudo que o Senhor ordena. 15 e 16 - Contudo, a carne que vocês quiserem comer, poderão preparar e comer nas cidades em que moram, como estão acostumados a fazer com cabritos selvagens e veados. Comam quanto quiserem, e quanto conseguirem obter, pois o Senhor deu prosperidade a vocês. Mesmo os que estiverem cerimonialmente impuros podem comer também. A única proibição é que vocês não podem comer o sangue - derramem na terra como água. 17 - Mas nenhuma das ofertas pode ser comida em casa. Nem o dizimo do cereal, do vinho, do azeite; nem as primeiras crias das vacas e ovelhas; nem coisa nenhuma daquilo que tenham prometido dar ao Senhor; nem das ofertas voluntárias; nem das contribuições pessoais. 18 e 19 - Todas estas têm de ser levadas ao local escolhido pelo Senhor. Ali, na presença do Senhor, comerão destas ofertas - você e os seus filhos e filhas, criados e criadas, como também os levitas. Tenham alegria diante do Senhor nosso Deus, em tudo o que fizerem. Mas tenham o cuidado de não deixar de lado os levitas. Partilhem tudo com eles enquanto viverem. 20 a 22 - Se, quando o Senhor alargar as fronteiras do território, como prometeu, o altar estiver muito longe de vocês, poderão preparar em casa toda a carne de vaca e de ovelha que quiserem comer – como fazem com os cabritos selvagens e com os veados. Todos poderão comer, incluindo os que estiverem cerimonialmente impuros. 23 - Mas, cuidado! Não comam o sangue - pois o sangue é a vida. Portanto, não comam a vida com a carne. 24 e 25 - O que terão de fazer é derramar o sangue na terra, como água. Se obedecerem, tudo correrá bem para vocês e para os seus filhos. 26 e 27 - Somente os presentes que dedicarem ao Senhor, as ofertas que prometerem nos votos feitos, e as ofertas queimadas, precisam ser apresentados ao Senhor no altar do local escolhido por Ele. Terão de ser sacrificados sobre o altar do Senhor nosso Deus. O sangue será derramado no altar, e a carne vocês poderão comer. 28 - Procurem obedecer rigorosamente a todos estes mandamentos. Se fizerem o que é reto aos olhos do Senhor nosso Deus, tudo correrá bem para vocês e para os seus filhos, para sempre. 29 e 30 - Quando o Senhor nosso Deus eliminar as nações das terras em que vocês vão morar, não imitem os cultos idólatras delas. Nem sequer perguntem: 'Como é que estes povos adoram os deuses deles?' - para depois praticar os mesmos cultos. 31 - Não insultem ao Senhor nosso Deus desta maneira! Essas nações têm feito muitas coisas horríveis, que Ele não tolera - e tudo em nome da religião delas. Até seus filhos e filhas costumam queimar, em sacrifício aos deuses! 32 - Obedeçam a todos os mandamentos que o Senhor ordena através de mim. Não acrescentem, nem tirem nada deles! CAPITULO 13 1 a 3 - "SE APARECER ENTRE vocês algum profeta, ou alguém que diga que é capaz de fazer previsões por meio de sonhos, e as coisas que ele previr acontecerem, mas disser: 'Venham! Vamos adorar e servir os deuses das outras nações, não dêem ouvidos a ele! Pois o Senhor nosso Deus estará provando vocês para ver se de fato amam a Ele de todo o coração e de toda a alma. 4 - Nunca prestem culto a nenhum deus - senão ao Senhor somente. Guardem os mandamentos dEle e dêem ouvidos somente ao que Ele diz; Sirvam somente ao Senhor, e não se afastem dEle. 5 - O profeta que queira fazer com que vocês deixem os caminhos do Senhor terá de ser morto, pois pregou rebelião contra o Senhor nosso Deus - que livrou Israel da escravidão do Egito. Com a execução do culpado, será eliminado o mal do meio de vocês. 6 a 11 - Ouça, cidadão de Israel! Se o seu parente mais chegado, ou o seu amigo íntimo, se até mesmo um irmão, ou filho, ou a bem-amada esposa lhe falar em segredo, sugerindo que preste culto aos deuses de povos vizinhos ou de povos distantes e não ao Deus de vocês e dos seus pais - não pare para ouvir, e não tenha pena: Não poupe a vida desse indivíduo, nem esconda a sua sugestão. Mate o infiel! Você deve ser o primeiro a levantar a mão contra ele. Depois, todo o povo fará isso. Terá de ser apedrejado até morrer, porque tentou afastar você do Senhor nosso Deus - que tirou Israel da terra do Egito, daquele lugar de escravidão. E todo o Israel tomará conhecimento do pecado cometido, temerá, e ninguém repetirá essa maldade. 12 a 15 - Se alguma vez você ouvir dizer que em alguma das cidades recebidas do Senhor, homens malignos fizeram sugestões pecaminosas aos conterrâneos, para que servissem a outros deuses - veja como proceder: Primeiro, investigue para ver se é verdade, com um inquérito cuidadoso. Se for verdade que essa coisa horrível aconteceu numa das cidades dadas pelo Senhor, Israel sem falta declarará guerra àquela cidade. Toda ela será destruída; todos os moradores terão de ser mortos - até os animais! 16 - Depois, todo o despojo dela será juntado no meio da praça principal, onde será queimado. A cidade toda será incendiada - como oferta queimada ao Senhor, permanecendo em ruínas para sempre; e nunca mais voltará a ser edificada! 17 - Além disso, ninguém guardará nada do despojo! Assim o Senhor abrandará a ira e tratará Israel com bondade e compaixão. E fará do nosso povo uma grande nação, como prometeu aos nossos pais. 18 - É claro que o Senhor nosso Deus só será bondoso se Israel for obediente a Ele e aos mandamentos que está ordenando hoje, e estiver fazendo o que é reto aos olhos do Senhor. CAPITULO 14 1 - "COMO VOCÊS SÃO o povo do Senhor, não golpeiem os próprios corpos, como os pagãos fazem quando adoram os ídolos deles; nem rapem o cabelo acima da testa, como sinal de luto. 2 - Vocês pertencem de modo exclusivo ao Senhor nosso Deus. Dentre todos os povos que existem sobre a face da terra, o Senhor escolheu vocês para serem propriedade particular dEle. 3, 4 e 5 - Não comam carne de nenhum dos animais que eu declarei cerimonialmente impuros. Os animais que podem comer são estes: o boi, a ovelha, a cabra, o veado, a gazela, a corça, a cabra montês, o antílope, a ovelha montês e o gamo. 6 a 8 - Podem comer todo animal ruminante que tenha unhas fendidas, com o casco dividido em dois. Mas os animais que ruminam, e não têm unhas fendidas, e os que têm unhas fendidas, mas não ruminam - estão proibidos. Daí, então não podem comer: camelo, lebre e preá, porque ruminam, mas não têm unha fendida. Também não podem comer porco, porque tem unha fendida, mas não rumina. Estes animais são cerimonialmente impuros. Vocês não podem nem tocar no cadáver deles. 9 e 10 - Dos animais que vivem na água, podem comer só aqueles que têm barbatanas e escamas. Todos os demais são cerimonialmente impuros. 11 a 18 - Das aves vocês podem comer tudo o que quiserem, menos estas: a águia, o xofrango, a águia marinha, o açor, o falcão (toda variedade), o corvo (toda variedade), o avestruz, a coruja, a gaivota, o gavião (toda variedade), o mocho, a íbis, a gralha, o pelicano, o abutre, o corvo marinho, a cegonha, a garça (toda variedade), a poupa e o morcego. 19 - Com certas exceções os insetos que voam são impuros, e não podem ser comidos. 20 - É evidente que vocês podem comer toda ave cerimonialmente limpa. 21 - Não usem como alimento nada que tenha sofrido morte natural. Contudo, o estrangeiro que vive entre vocês pode comer isso. Podem dar ou vender a ele o animal morto. Mas vocês mesmos não comam tal coisa, porquanto são povo santo ao Senhor nosso Deus. Outra coisa: Não cozinhem o cabrito no leite da mãe dele. 22 e 23 - Dêem o dízimo de todas as colheitas, todos os anos. Levem os dízimos para comer na presença do Senhor nosso Deus, no lugar que Ele escolher para santuário. Esta determinação é aplicável aos dízimos dos cereais, do vinho, do azeite e das primeiras crias das vacas e das ovelhas. A finalidade dos dízimos é ensinar vocês a temerem sempre o Senhor, dando sempre a Deus o primeiro lugar nas suas vidas. 24 a 26 - Se o local que o Senhor escolher corno santuário ficar longe demais, tornando muito difícil ir para lá com os dízimos, vocês poderão vender a parte das colheitas e rebanhos correspondentes ao dízimo e levar o dinheiro ao santuário do Senhor. Chegando lá usem o dinheiro para comprar qualquer coisa que quiserem saborear - vacas, ovelhas, vinho ou alguma bebida forte - para comer festivamente na presença do Senhor, e para que você; junto com todos os de sua casa, fiquem cheios de alegria. 27 - Não esqueçam que devem partilhar com os levitas de suas cidades os rendimentos que vocês tiverem. A razão - vocês bem sabem! é que eles não receberam propriedades nem colheitas como herança do Senhor. 28 a 29 - De três em três anos, os dízimos totais do terceiro ano serão empregados em programas de assistência local. Serão dados aos levitas, que não receberam herança como as outras tribos, aos estrangeiros, aos órfãos e às viúvas que residam nas cidades em que vocês moram. Assim eles poderão comer com fartura, e ficarão satisfeitos. Então o Senhor nosso Deus abençoará vocês e o seu trabalho. CAPITULO 15 1 - "AO FIM DE CADA sete anos, serão canceladas todas as dívidas! 2 a 6 - Assim, será feito isto: Todo credor dará ao devedor um documento de quitação da conta, como se tivesse recebido o pagamento. Não exigirá do próximo ou do irmão pagamento nenhum. O Senhor é quem determina essa forma de resgate. Isto não é aplicável aos estrangeiros, de modo que deles vocês poderão continuar cobrando. As dívidas do seu irmão ou do seu patrício terão de ser perdoadas e quitadas como se tivessem sido pagas. Fazendo assim, ninguém vai ficar pobre, pois o Senhor nosso Deus derramará abundantes bênçãos sobre vocês, na terra que dele vão receber. A condição para que sejam abençoados ricamente é que obedeçam, ponto por ponto, a todos os mandamentos que o Senhor nosso Deus ordena, e que eu estou comunicando hoje a vocês. Então Ele abençoará vocês, como prometeu. Assim Israel emprestará dinheiro a muitas nações, mas nunca precisará tomar emprestado! Dominará sobre muitas nações, mas elas não terão domínio sobre Israel! 7 e 8 - Entretanto, se quando estiverem vivendo na terra que o Senhor está dando a vocês, houver algum pobre, não fechem nem o coração nem as mãos para ele! Ao contrário, abram as mãos e emprestem ao Pobre tudo o que falta a ele, de modo que sejam atendidas todas as necessidades dele. 9 - Muita atenção! Não negue empréstimo ao pobre só porque está perto o ano do cancelamento das dívidas! É vil essa atitude! Se fizer isso, o necessitado clamará ao Senhor, e aquela recusa pesará na conta dos seus pecados! 10 - É preciso que empreste ao pobre, e que, ao emprestar, não fique reclamando por isso! Pois o Senhor dará sucesso a você no serviço e em tudo quanto programar, em atenção àquela beneficência! 11 - Pois nunca deixará de haver pobres na terra; daí a necessidade deste mandamento. Empreste, pois, generosamente aos irmãos pobres e necessitados! 12 a 15 - Quando você comprar um escravo hebreu - homem ou mulher - ele ficará a seu serviço por seis anos. No final do sexto ano, você deixará que ele saia livre. E quando for embora, não deixe que vá de mãos vazias! Dê a ele generosa provisão - de animais do seu rebanho, de vinho, e de suas colheitas. Compartilhe com ele tudo quanto você recebeu do Senhor nosso Deus. Lembre que Israel foi escravo no Egito, e que foi resgatado pelo Senhor nosso Deus. Por isso, Ele ordena este mandamento. 16 a 17 - Mas se o escravo hebreu não quiser sair de sua casa - se afirmar que gosta de você e da sua casa, e que se sente bem ali - então pegue um furador, fure a orelha dele, usando a porta como ponto de apoio, e daí por diante ele será seu escravo para sempre. A mesma coisa com as escravas. 18 - Quando, porém, você libertar um escravo (ou escrava), não ache ruim. Basta lembrar que por seis anos prestou serviços a você, custando o sustento dele a metade do salário de um empregado braçal pago por dia de trabalho! E obedecendo assim, de coração, o Senhor abençoará você em tudo que fizer. 19 e 20 - Das primeiras crias do gado e das ovelhas, todo macho você deverá consagrar ao Senhor nosso Deus. Não use a primeira cria do seu gado para os trabalhos no campo, e não aproveite a lã da primeira cria das suas ovelhas. Em vez disso, você e sua família comerão esses animais, todos os anos, na presença do Senhor nosso Deus, no santuário determinado por Ele. 21 a 23 - Contudo, se o animal tiver algum defeito - por exemplo, se for coxo, ou cego, eu tiver qualquer defeito desse tipo - não servirá para ser oferecido a Deus em sacrifício. Ao invés disso, você e sua família poderão comer o animal defeituoso em casa. Todos poderão comer dele, mesmo os que estejam cerimonialmente impuros - como estão acostumados a fazer com o cabrito montês e com o veado. Mas o sangue não deve ser comido; deve ser derramado na terra, como água. CAPITULO 16 1 - "CELEBRE A PÁSCOA no mês de abril, pois foi numa noite de abril que o Senhor nosso Deus tirou Israel do Egito. 2 - O sacrifício da Páscoa será de um cordeiro ou de um novilho, oferecido ao Senhor nosso Deus, no santuário edificado no lugar que Ele escolher. 3 - "A carne do sacrifício deve ser comida com pão sem fermentar. Use pão sem fermentar, todos os sete dias seguidos, para lembrar como era o pão que você comeu quando fugiu do Egito. Você recordará que quando saiu do Egito foi com tanta pressa que não houve tempo para esperar a massa do pão subir, por efeito do fermento. Lembre aquele dia o resto da sua vida! 4 - Durante os sete dias, nem sinal de fermento deve ser achado em casa! E da carne do cordeiro pascal, não deverá sobrar nem um pedaço para a manhã do dia seguinte. 5 e 6 - O sacrifício da Páscoa não pode ser feito em casa - em nenhuma das cidades de Israel. Só pode ser feito no lugar que o Senhor nosso Deus tiver escolhido para santuário. E isto por ocasião do aniversário da saída do Egito, ao pôr-do-sol. 7 e 8 - Seguindo essa orientação, você poderá cozinhar e comer a carne do sacrifício no santuário, e depois, na manhã seguinte, cada um voltará para sua casa. Nos seis dias seguintes, ninguém comerá pão com fermento. No sétimo dia, será feita uma solene assembléia do povo diante do Senhor nosso Deus, em cada cidade. Nesse dia ninguém trabalhará. 9 e 10 - Quando começar a colheita, conte sete semanas, e outro festival será celebrado ao Senhor nosso Deus - a chamada Festa das Semanas ou Pentecostes. Para essa celebração, compareça ao santuário levando pessoalmente ofertas voluntárias, proporcionais às bênçãos recebidas - tomando como base para a avaliação o montante das suas colheitas. 11 e 12 - Nessa ocasião, você terá alegria diante do Senhor - você, os seus filhos, as suas filhas, os seus criados e criadas, bem como os levitas, os estrangeiros, os órfãos e as viúvas da sua cidade. Todo esse festejo será no lugar que o Senhor tiver escolhido para ser o local da morada especial dEle. Obedeça fielmente a estes mandamentos. Lembre bem: você foi escravo no Egito! 13 e 14 - Outra celebração - a Festa dos Tabernáculos - será feita durante sete dias, no fim das colheitas, depois que os cereais tenham sido recolhidos nos celeiros e que as uvas tenham sido espremidas para a fabricação de vinho. Será alegre ocasião em que você e todos os de sua casa - incluindo os criados, e também os levitas, os estrangeiros, as viúvas e os órfãos de sua cidade - festejarão juntos. 15 - Esta festa será realizada no santuário edificado no local que o Senhor escolher. Esses sete dias festivos serão de alegria e de ação de graças pelas bênçãos de Deus derramadas sobre Israel - dando colheitas abundantes e permitindo sucesso em todos os empreendimentos. Será ocasião de imensa alegria! 16 e 17 - Três vezes por ano, todo homem de Israel deverá comparecer ao santuário, diante do Senhor nosso Deus, para as seguintes festas: a Festa dos Pães sem Fermento (ou Pães Asmos); a Festa das Semanas (ou Pentecostes); a Festa dos Tabernáculos (ou das Tendas de Ramos). Nas três ocasiões, levará uma oferta ao Senhor. Cada um dará o que puder, de acordo com as bênçãos recebidas. Mas ninguém irá à presença do Senhor nosso Deus de mãos vazias. 18 - Israel deverá colocar juízes e oficiais administrativos em todas as cidades recebidas do Senhor. Eles terão de administrar com justiça todas as partes do território. 19 e 20 - Não torça a justiça; não favoreça injustamente ao rico por ser rico, nem ao pobre por ser pobre; nunca aceite suborno. Os presentes cegam os olhos dos sábios e destroem a causa dos justos. Siga a reta justiça e somente a justiça! Só assim você terá sucesso na terra que vai receber do Senhor nosso Deus. 21 e 22 - Olhe! Haja o que houver, nunca levante imagens junto ao altar do Senhor, que Israel irá edificar. Nem sequer finque postes-ídolos. E não construa ali nenhum monumento. O Senhor proíbe terminantemente essas coisas! CAPITULO 17 1 - "NÃO SACRIFIQUE ao Senhor nosso Deus nenhum novilho ou ovelha que tenha qualquer defeito. Oferta defeituosa ofende a Deus! 2 a 5 - Se algum homem ou mulher, em qualquer das cidades de todo o território que o Senhor nosso Deus vai dar a Israel, desrespeitar os termos da aliança do Senhor, adorando outros deuses, ou o sol, ou a lua, ou as estrelas - práticas que não foram ordenadas por Ele e que são proibidas - investigue bem, primeiro, para ver se é verdade. Se for fato mesmo - não restando nenhuma dúvida - o homem ou mulher será levado para fora da cidade e apedrejado até morrer. 6 - Contudo, nunca decrete a morte de uma pessoa com base no depoimento de uma testemunha só; são necessárias ao menos duas ou três testemunhas. 7 - As testemunhas terão de atirar as primeiras pedras, e depois todo o povo fará a mesma coisa. Deste modo será eliminado o mal do meio de Israel. 8 - Pode ser que apareça um problema difícil demais. Por exemplo: quando alguém for acusado de homicídio, e não existir evidência suficiente; ou se alguém violou direitos do próximo, e for difícil provar isso; ou se ocorreu violenta briga entre pessoas ou grupos. Acontecendo isso, leve o caso ao santuário que terá sido construído no lugar indicado por Deus. 9 - Os sacerdotes, os levitas, e o juiz que estiver em exercício, vão ouvir e resolver o caso, e depois declararão a sentença. 10 e 11 - "O que eles mandarem fazer - estando reunidos no Santuário - terá de ser feito. Da decisão deles não poderá haver nem reclamação, nem recurso, nem negligência. Terá de ser cumprida rigorosamente! Que ninguém torça a decisão! 12 e 13 - Quem não quiser aceitar a decisão daquelas autoridades, sacerdotes, levitas e juiz - será condenado à morte. O arrogante pecador será morto, e assim fica eliminado o mal. Com isso, todo o povo de Israel ficará sabendo o que acontece com aquele que rejeita o veredito de Deus, sentirá temor e não terá a arrogância de desprezar o julgamento do tribunal presidido pelo Senhor nosso Deus! 14 e 15 - Quando Israel tiver chegado na terra dada pelo Senhor nosso Deus e tiver conquistado aquele território, estando já a viver nele, e pensar: 'Bem que poderíamos ter um rei, como as outras nações que estão ao redor de nós! - tenha o cuidado de proclamar rei aquele que o Senhor nosso Deus escolher. O rei de Israel terá de ser um israelita; nunca um estrangeiro. 16 - Aquele que for coroado rei, que não pense em aumentar muito o número dos cavalos reais. Muito menos pense em mandar gente para conseguir mais cavalos no Egito - pois o Senhor disse: 'Nunca mais voltem ao Egito!' 17 - Nem mulheres o rei deverá ter muitas - para que não diminua o amor ao Senhor. Outra coisa: Não deverá ser muito rico. 18 - Quando for coroado e sentar no trono como rei, terá de fazer uma cópia destas leis, do livro guardado pelos levitas sacerdotes. 19 - Essa cópia das leis estará sempre junto dele. O rei precisará ler esse livro todos os dias da sua vida, para aprender a respeitar ao Senhor nosso Deus, obedecendo a todos os mandamentos ordenados por Ele. 20 - A leitura constante das leis de Deus impedirá que o rei ache que é superior aos demais cidadãos da pátria. Também impedirá que ele abandone os mandamentos, mesmo nos menores pontos da Lei. Garantirá, ainda, que ele tenha um reinado longo e feliz. E os filhos do rei serão sucessores dele no reino. CAPITULO 18 1 - "LEMBREM QUE OS sacerdotes e todos os outros membros da tribo dos levitas não receberão propriedade territorial como as demais tribos de Israel. Por isso, os sacerdotes e levitas terão, para alimento, partes das ofertas queimadas oferecidas ao Senhor. 2 - O fato de não receberem propriedade territorial não fará falta, porque o Senhor é a herança deles! Esta é a promessa do Senhor! 3 - De cada sacrifício oferecido ao Senhor - de bois ou de ovelhas - estas são as partes que deverão ser reservadas para os sacerdotes: a espádua, as queixadas e o bucho. 4 - Além disso, receberão as primeiras cargas das colheitas de cereal, e da produção de vinho, de azeite e de lã. 5 - Porque, dentre todas as tribos, o Senhor nosso Deus escolheu a tribo de Levi para o ministério do Senhor, geração após geração. 6 a 8 - Todo e qualquer levita, não importa em que parte do território de Israel viva, tem direito de exercer ofício ministerial no santuário em nome do Senhor, em qualquer época, da mesma forma que os levitas que ali trabalham regularmente. E fazendo o serviço do santuário, terá de receber a sua parte dos sacrifícios e ofertas como um direito seu, e não apenas se estiver necessitado. 9 - Quando chegarem na Terra Prometida, tomem cuidado! Não vão ficar corrompidos pelos horríveis costumes dos povos que vivem atualmente lá! 10 e 11 - Por exemplo: não viverá o israelita que entregar filho ou filha para ser queimado em sacrifício aos deuses. Também nenhum israelita poderá dar-se a nenhuma destas práticas: adivinhar o futuro e coisas secretas; ler a sorte das pessoas - seja por que meio for; invocar espíritos para pedir a ajuda deles; encantar ou hipnotizar bichos e pessoas; fazer trabalho de médium; fazer magia ou todo e qualquer tipo de feitiçaria; consultar os mortos. 12 - Aquele que faz coisas desse tipo causa horror ao Senhor! Foi justamente por praticarem coisas assim, que Ele está expulsando estas nações das terras delas. 13 - Vocês devem andar com retidão diante do Senhor nosso Deus. 14 - Estas nações que Israel irá dominar e destruir, dão ouvidos a todo tipo de adivinhadores e de gente que lê a sorte: cartomantes, quiromantes, necromantes, astrólogos, médiuns e outros semelhantes. Mas Deus não permite coisas como estas a vocês! 15 e 16 - Em vez disso, o Senhor nosso Deus vai levantar entre vocês um Profeta como eu - um israelita. A ele sim deverão ouvir e obedecer! Não foi isso que vocês pediram em Horebe ao Senhor? Vocês disseram: 'Não ficaremos mais aqui vendo este grande fogo e ouvindo a voz do Senhor nosso Deus, porque se não morreremos. 17 a 20 - Muito bem, disse o Senhor: 'vou atender o pedido deles. Levantarei no meio deles um Profeta como você, um israelita. Direi a ele o que ele deverá dizer. Ele será intermediário entre Mim e o meu povo. E Eu mesmo, pessoalmente pedirei contas a todo aquele que não der ouvidos às minhas palavras que o Profeta falar em meu nome! Mas, ai do profeta que afirmar falsamente que fala em meu nome, ou o que falar em nome de outros deuses! Esse falso profeta terá de ser morto! 21 e 22 - Caso vocês perguntem: 'Como podemos saber se a profecia vem do Senhor ou não?t Aqui está a resposta: Se aquilo que o profeta anunciou não acontecer, não foi o Senhor que enviou a mensagem. O falso profeta inventou a tal mensagem. Não tenham medo dele! CAPITULO 19 1 a 3 - "QUANDO O SENHOR nosso Deus tiver destruído e expulsado as nações que está para entregar ao nosso povo, e quando vocês estiverem morando nas cidades e casas dessas nações, separem três Cidades de Refúgio - para abrigo de todo aquele que acidentalmente matar alguém. Dividam o pais em três distritos, de modo que cada um contenha uma Cidades de Refúgio. E mantenham em bom estado as estradas que dão acesso em cada uma das três cidades - para que o homicida possa chegar lá com segurança. 4 a 7 - Eis um exemplo concreto da finalidade destas cidades: Um homem vai com o vizinho às matas cortar lenha. Enquanto trabalham, de repente o ferro do machado salta do cabo e mata o vizinho. Aquele homem pode fugir para uma das Cidades de Refúgio e viver em segurança; quem quiser vingar a morte do acidentado, não poderá matar o homicida. As Cidades de Refúgio devem ser escolhidas de modo que não fiquem muito longe de ninguém; para que as distâncias a percorrer não sejam muito longas, o que poderia ajudar o vingador a alcançar facilmente o homicida que matou sem querer e, portanto, não deveria ser morto. Não deixem, pois, de cumprir a ordem: separem três Cidades de Refúgio. 8 a 10 - Se o Senhor nosso Deus alargar as fronteiras de Israel, como prometeu aos nossos avós, coisa que Ele fará, se vocês forem obedientes a todos estes mandamentos que hoje estou ensinando, amando ao Senhor nosso Deus e andando sempre nos caminhos traçados por Ele, então vocês terão de separar mais três Cidades de Refúgio. Desta maneira, vocês evitarão a morte de pessoas inocentes, e não serão responsabilizados por injusto derramamento de sangue. 11 a 13 - Mas se uma pessoa odeia alguém e, por meio de emboscadas ou outros recursos traiçoeiros, ataca e mata aquele de quem não gosta, fugindo depois para uma Cidade de Refúgio - vejam lá o que fazer: Os oficiais da cidade onde aconteceu o crime mandarão buscar o assassino e deixarão que seja morto pelo vingador da morte da vítima. Não fiquem com dó do criminoso! Eliminem de Israel os assassinos! Só assim vocês poderão ter sucesso e progredir. 14 - Quando chegarem à terra que o Senhor vai dar a Israel, lembrem isto sempre: Não roubem terreno de ninguém, mudando os marcos dos limites das terras. 15 - Nunca declarem culpada uma pessoa, Com base no depoimento de uma testemunha só. E isso para qualquer tipo de crime ou pecado. É preciso ouvir depoimento de, pelo menos duas ou três testemunhas. 16 a 21 - Se alguém der falso testemunho, afirmando que viu alguém praticar alguma transgressão - quando não viu - a instrução a seguir é esta: Os dois serão levados aos sacerdotes e juizes que estiverem exercendo as respectivas funções diante do Senhor. Os juizes farão cuidadoso interrogatório. Se a conclusão for que a testemunha é falsa, e que mentiu quando acusou o réu, receberá o mesmo castigo que pensava que o outro ia receber. Fazendo assim, vocês eliminam o mal entre o povo. Então, os demais vão sentir medo, e não vão repetir esta coisa horrível - dizer mentiras para prejudicar o próximo! Não tenham pena de uma testemunha falsa! A regra é esta: vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé! CAPITULO 20 1 - "QUANDO VOCÊS SAÍREM para a guerra e virem grande número de cavalos e de carros, e um exército muito maior do que o de Israel, não fiquem com medo! Vocês contam com o Senhor nosso Deus - o mesmo Deus que tirou vocês do Egito! 2 - Antes do começo da batalha, um sacerdote irá para a frente do exército de Israel e dirá: 3 e 4 - 'Homens de Israel, ouçam! Não tenham medo de enfrentar a luta hoje! Nada de pânico! O Senhor nosso Deus está com vocês. Ele estará lutando por vocês contra os inimigos, e dará a vitória a Israel!' 5 a 8 - Depois, os oficiais do exército falarão aos soldados o seguinte: 'Algum de vocês construiu casa nova, e não fez a dedicação dela? Se existe alguém nestas condições, volte para casa! Pois poderá morrer em combate, e outra pessoa iria consagrar a casa! 'Alguém aqui fez plantação de uvas e ainda não comeu dos frutos dela? Pois vá para casa! Poderá vir a morrer durante a batalha, e outro irá aproveitar as frutas! 'Algum de vocês está noivo? Volte para casar! Pode ser que morra na luta, e outro homem seja o primeiro a desposar a moça! 'Mais uma coisa: algum soldado está com medo? Que vá embora para casa, antes que o medo e a covardia contagiem os demais!' 9 - Quando os oficiais tiverem acabado de falar, nomearão os capitães que deverão ir à frente dos batalhões. 10 - Quando forem guerrear contra uma cidade, primeiro façam uma proposta de paz. 11 - Se o povo aceitar a proposta e abrir as portas da cidade, todos os habitantes passarão a servir a Israel, realizando trabalho escravo. 12 a 14 - Se, porém, a proposta de paz for rejeitada, então vocês formarão o cerco em torno dela - e Deus fará com que ela caia sob o poder de Israel. Quando cair, vocês matarão todos os habitantes do sexo masculino. Mas as mulheres, as crianças, os animais e o que mais houver na cidade ficarão com vocês. Quer dizer que vocês poderão usar e desfrutar todos os bens saqueados dos inimigos que o Senhor entregar nas mãos de Israel. 15 - Estas instruções são aplicáveis somente a cidades distantes - não às cidades das nações daqui de perto, situadas na Terra Prometida. 16 a 18 - Porquanto, das cidades destas regiões - situadas dentro dos limites da Terra Prometida - vocês destruirão todos os seres vivos! Vocês têm de destruir completamente os heteus, os amorreus, os cananeus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus. Esta ordem vem do Senhor nosso Deus. A razão desta ordem é impedir que os povos destes lugares levem Israel a praticar as coisas que causam horror a Deus - a começar pelo abominável culto aos ídolos! Caindo nestas práticas, vocês estariam pecando gravemente contra o Senhor nosso Deus. 19 e 20 - Quando as forças israelitas cercarem por muito tempo uma cidade, não destruam as árvores frutíferas. É evidente que elas não são inimigas! Por que haveriam de ser destruídas?! Elas vão dar alimento a vocês! Cortem somente as árvores que souberem que não dão frutas comestíveis. Estas podem ser aproveitadas para a fabricação de aparelhos de guerra, para o combate contra a cidade inimiga. CAPITULO 21 1 - "QUANDO ISRAEL ESTIVER vivendo na Terra Prometida e acontecer que for achado no campo o corpo de uma pessoa assassinada - e ninguém souber quem foi o assassino - façam o seguinte: 2 - Os oficiais e juízes medirão a distância entre o lugar onde foi achado o cadáver, e as cidades próximas, para descobrir a mais próxima. 3 - Os oficiais dessa cidade pegarão uma novilha que ainda não tenha sido posta a trabalhar, e na qual ainda não tenha sido posta a canga. 4 - Levarão a novilha a um vale por onde passe água corrente - vale não lavrado nem semeado. Ali quebrarão o pescoço do animal. 5 - Então os sacerdotes, filhos de Levi irão ao local para presidir ao solene ato de comprovação de inocência. Eles presidirão, porque foram escolhidos pelo Senhor nosso Deus para servirem ao Senhor, para abençoarem o povo em nome do Senhor, e para decidirem todas as questões difíceis e todos os casos de violência - sempre de acordo com a palavra de Deus. 6 a 8 - Todos os anciãos da cidade mais próxima lavarão as mãos sobre a novilha desnucada no vale; e dirão: 'Não foram as nossas mãos que derramaram este sangue, e os nossos olhos não viram quem foi. Ó Senhor! Tenha misericórdia de Israel, que o Senhor mesmo salvou! Não ponha sobre o seu povo a culpa do assassinato de uma pessoa inocente! Dê-nos o seu perdão!' E será concedido! 9 - Assim ficará eliminada de Israel a culpa - havendo seguido fielmente as determinações do Senhor. 10 - Quando houver guerra, e o Senhor nosso Deus entregar os inimigos nas mãos de Israel, e eles forem levados como escravos - atenção! 11 - Se você vir entre eles uma mulher formosa, ficar enamorado e quiser casar com ela, siga estas instruções: 12 a 14 - Leve a mulher para casa. Ela terá, então de rapar a cabeça, cortar as unhas e trocar de roupa - despindo as roupas de escrava. Feito isso, ela chorará pelo pai e pela mãe durante um mês. Depois você poderá casar com ela. Contudo, se depois do casamento você não quiser mais continuar com ela como esposa, terá de deixar que ela saia livre - não mais como escrava. Você não poderá vender a mulher, nem tratar dela como se fosse escrava. Isto compensará a humilhação a que ela foi submetida por você. 15 a 17 - Se um homem tem duas esposas e ama uma delas, e a outra não, e as duas têm filhos dele, sendo que o filho mais velho é da esposa não amada - o homem não pode dar parte maior da herança ao filho mais novo, ao filho da mulher que ele ama. O que tem a fazer é dar, como é costume, porção dupla da herança ao filho mais velho. Ele é o princípio da força do pai, e tem os direitos próprios do primeiro filho. O fato de ser filho da esposa não amada não altera os direitos dele. 18 a 20 - Se alguém tiver um filho teimoso e rebelde, que não obedece nem ao pai nem à mãe - nem mesmo depois de ser castigado por eles - o pai e a mãe levarão o filho à presença dos oficiais da cidade. Ali declararão: Este nosso filho é teimoso e rebelde. Não obedece ao que dizemos. É corrupto e beberrão!' 21 - Então os homens da cidade apedrejarão esse filho rebelde, até que ele morra. Deste modo ficará eliminado este mal entre vocês, e todo Israel, ao saber disso, terá temor. 22 e 23 - Se alguém cometer pecado que for considerado crime que deve ser castigado com a morte, e ele for enforcado - o corpo dele não poderá ficar na forca durante a noite. É preciso que ele seja enterrado no mesmo dia, porque todo aquele que for pendurado para morrer, é maldito de Deus! Não contaminem a terra que o Senhor nosso Deus dá a vocês como herança! CAPITULO 22 1 - "SE VOCÊ VÊ o boi ou a ovelha de outra pessoa, sendo que o animal está extraviado - não vá fingir que não viu! Leve o animal de volta ao dono. 2 - Caso você não conheça o dono, recolha o animal em sua propriedade e cuide dele, até que o dono apareça. Então devolva a ele. 3 - Aplique a mesma regra a animais de carga, a roupas - enfim, a qualquer coisa que você achar. Cuide do que achou para depois devolver ao dono. 4 - Quando você vir alguém fazendo força para levantar um boi ou burro caído sob o peso da carga - não vire o rosto para o outro lado! Vá ajudar o homem! 5 - As mulheres não podem usar roupa de homem, e os homens não podem usar roupa de mulher. O Senhor nosso Deus não tolera quem faz essa abominação! 6 e 7 - Se você achar no chão, ou nalguma árvore, um ninho de aves com filhotes ou ovos, e a ave mãe ali, sobre eles - não pegue a mãe com os filhotes! Deixe que a mãe vá embora; pegue somente os filhotes ou os ovos. Agindo assim, o Senhor dará a você vida longa e próspera. 8 - Toda casa nova deve ser guarnecida de parapeito no terraço sobre o teto, para evitar que alguém caia de lá. Assim, se por isso ou por aquilo alguém cair, nem a casa nem o dono dela levam a culpa. 9 - Não semeie na plantação de uvas outras espécies de semente. Se fizer isso, tanto as uvas como as colheitas serão confiscadas pelos sacerdotes. 10 - Não lavre a terra empregando junta mista - de boi e burro. 11 - Não use roupa feita de mistura de tecidos, como lã e linho. 12 - Costure franjas nos quatro cantos do manto com que você cobre o corpo. 13 a 15 - Se um homem casar com uma jovem e, depois de coabitar com ela, sair dizendo que ela não era virgem, os pais da moça apresentarão aos juízes a prova da virgindade da filha. 16 e 17 - O pai da moça dirá aos oficiais: 'Dei minha filha por mulher a este homem, mas agora ele está desprezando a ela. Anda dizendo coisas vergonhosas contra ela, e afirmando que não era virgem quando casou. Entretanto, aqui está a prova da virgindade da minha filha. E estenderão a roupa dela diante dos oficiais da cidade. 18 e 19 - Os juízes farão açoitar o homem e imporão a ele pesada multa de cem siclos de prata. O dinheiro da multa será dado ao pai da moça. Pois c homem acusou falsamente uma virgem de Israel. Ela continuará sendo esposa dele, e ele nunca poderá obter divórcio. 20 e 21 - Porém, se for verdade que não é virgem quando casou, então ela será levada para fora da cidade e será apedrejada pelos homens, até morrer. Ela manchou Israel, agindo como prostituta enquanto morava com os pais! Assim o mal será eliminado de Israel. 22 - Se um homem e uma mulher casada forem apanhados em adultério, os dois morrerão. E assim o mal será eliminado do meio de Israel. 23 e 24 - Se uma noiva for seduzida dentro dos muros da cidade, ela e o sedutor serão levados para fora da cidade, e serão apedrejados até morrerem; a moça porque não gritou por socorro, e o homem porque violou a virgindade da noiva doutro homem. Assim as práticas criminosas serão restringidas em Israel. 25 a 27 - Mas se isso acontecer no campo, somente o homem será apedrejado. Porque a moça foi vítima: o homem atacou a jovem como um homicida ataca o próximo para dar cabo da vida dele. A isto se compara o caso, porque é perfeitamente admissível que quando a moça estava sendo forçada, gritou, mas não havia ninguém por perto que pudesse ir em socorro dela. 28 a 29 - Se um homem seduzir uma jovem virgem, ainda não comprometida, e for apanhado no ato, pagará multa de cinqüenta siclos de prata ao pai da moça, e terá de casar com ela; e nunca poderá conseguir divórcio. 30 - Que nenhum homem possua a própria madrasta, e nunca profane o leito do próprio pai. CAPITULO 23 1 - "SE OS TESTÍCULOS de um homem forem esmagados, ou se for cortado o membro viril dele, não poderá participar da assembléia do Senhor. 2 - Os bastardos - filhos nascidos de união ilícita - não podem fazer parte da assembléia do Senhor; nem os descendentes deles, até a décima geração. 3 a 6 - Nenhum amonita nem moabita pode participar da assembléia do Senhor, nem mesmo a décima geração dele. A razão desta lei é que essas nações não receberam a Israel com alimento e água, quando vocês estavam saindo do Egito. Além disso, pagaram a Balaão - filho de Beor, natural de Petor, na Mesopotâmia - para amaldiçoar o povo de Israel. Porém o Senhor nosso Deus não quis atender Balaão. Em vez disso, transformou a maldição em bênção. Porque o Senhor nosso Deus tinha amor por vocês. Enquanto vocês viverem, nunca pensem em ajudar os amonitas e os moabitas a terem paz e bem estar. 7 e 8 - Já com o edomita e com o egípcio é diferente. O edomita é irmão dos israelitas; e quanto aos egípcios, vocês, sendo estrangeiros, viveram na terra deles. Portanto, não prejudiquem em nada nem a um nem ao outro. E os netos deles já terão direito de fazer parte da assembléia do Senhor. 9 a 11 - Quando Israel estiver em guerra, os homens evitarão tudo que é ruim, nos acampamentos. Todo aquele que ficar cerimonialmente impuro, por ter tido polução noturna, terá de sair e ficar fora do acampamento o dia inteiro; depois tomará banho e voltará, ao pôr-do-sol. 12 e 13 - Como não há sanitários no acampamento, quando tiver necessidade, o homem sairá para fora do acampamento, para uma parte do terreno reservado para isso. Levará uma pá - que cada soldado terá como parte de suas armas. O homem abrirá um buraco no chão e, depois de satisfeita a necessidade, tapará com terra o buraco. 14 - O acampamento de Israel é santo, pois o Senhor nosso Deus anda por ele para dar livramento a vocês e para entregar os inimigos nas mãos de Israel. Portanto, cuidado! Não aconteça que o Senhor veja alguma coisa indecente no acampamento e vá embora! 15 e 16 - Se um escravo fugitivo procurar abrigo entre vocês, não façam com que ele seja devolvido ao dono. Deixem que ele viva em liberdade onde quiser, na cidade que escolher. E ouçam bem: que não façam nenhum tipo de opressão a ele! 17 e 18 - Não serão permitidas prostitutas em Israel - nem homens nem mulheres; muito menos com o pretexto de estarem prestando serviços ao templo. Ninguém deverá apresentar ofertas ao Senhor provenientes dos lucros ganhos por prostitutas e homossexuais. Dinheiro ganho assim não serve para cumprir nenhuma promessa feita. As pessoas que vivem assim são insuportáveis aos olhos do Senhor nosso Deus! 19 e 20 - Não cobre juros do seu irmão israelita, sobre empréstimo feito a ele, nem de dinheiro, nem de alimento, nem de coisa nenhuma das que é costume emprestar a juros. Pode cobrar juros de um estrangeiro, mas de um israelita, nunca! Que ninguém faça isto, para que Israel seja abençoado em todos os empreendimentos que faça na Terra da Promessa. 21 a 23 - Quando você fizer algum voto ou promessa ao Senhor nosso Deus, cumpra sem demora. O Senhor certamente exigirá prestação de contas. Se você não cumprir o que prometeu, estará cometendo pecado. Se você não faz voto ou promessa, não peca por isso. Uma vez que tenha feito voto, trate de cumprir tudo que prometeu, com todo o cuidado! Lembre: foi você que quis fazer a promessa; e foi feita ao Senhor nosso Deus! 24 e 25 - Quando você passar pela plantação de uvas de outra pessoa, pode comer quantas uvas quiser, até ficar satisfeito. Mas não leve uvas em nenhuma cesta ou vasilha. A mesma coisa quanto à roça alheia: coma as espigas que possa colher com as mãos, mas não use a foice. CAPITULO 24 1 - "SE UM HOMEM não gostar de alguma coisa da mulher com quem casou, poderá assinar um documento de divórcio e despedir de casa a mulher. 2 a 4 - Se a mesma mulher casar com outro homem, e se o segundo marido também pedir divórcio, ou morrer, o primeiro marido não poderá tornar a casar com ela, pois foi contaminada. Este casamento tornaria culpada a terra que o Senhor nosso Deus dá por herança a Israel. 5 - O recém-casado não tem de ir à guerra, nem precisa assumir responsabilidades especiais. Durante um ano inteiro poderá ficar em casa para partilhar com a esposa a felicidade do novo estado. 6 - É ilegal tomar em penhor uma das mós do moinho - quanto mais as duas! - pois, o dono do moinho ficaria sem o instrumento pelo qual ganha a vida. 7 - Se alguém seqüestrar um israelita e fizer com que ele trabalhe como escravo, ou vender a pessoa seqüestrada, o seqüestrador terá de ser morto, para que o mal seja eliminado do meio do povo de Israel. 8 e 9 - Siga cuidadosamente as instruções do sacerdote nos casos de lepra. Os sacerdotes receberam orientação e regras às quais você deve obedecer ao pé da letra. Lembre o que o Senhor Deus fez com Miriã, quando Israel vinha vindo do Egito. 10 a 13 - Se você emprestar alguma coisa a alguém, não entre na casa dele para pegar o penhor. Fique do lado de fora! O homem que recebeu o empréstimo é que sairá de casa e entregará a você o penhor. Agora, note bem! Se a pessoa for pobre, não fique de noite com a manta que deu em penhor. Ao pôr-do-sol, leve a ele a manta, para agasalho durante a noite. Com isso ele pedirá a Deus que abençoe você. E o Senhor considerará essa atitude como justiça em seu favor. 14 e 15 - Não aflija o trabalhador pobre, que ganha por dia de trabalho, seja ele israelita ou estrangeiro que mora na mesma cidade em que você mora. Pague pontualmente o salário cada dia que trabalhe, antes do pôr-do-sol. Ele é pobre e depende disso para viver. Doutra forma, ele poderá clamar ao Senhor contra você, e sua negligência será considerada como pecado. 16 - Os pais não serão mortos por causa dos pecados dos filhos, nem os filhos por causa dos pecados dos pais. Quem tiver de sofrer pena de morte, que seja por pecado ou crime que ele mesmo cometeu. 17 e 18 - Não deixe de fazer justiça aos estrangeiros e aos órfãos; e nunca aceite a roupa da viúva em penhor da dívida dela. Não esqueça nunca que Israel foi escravo no Egito, e que foi resgatado pelo Senhor nosso Deus. Esse é o motivo desta ordem. 19 - Quando estiver fazendo colheita nas suas plantações, e esquecer lá um feixe do que colheu, não volte para buscar. Deixe que fique para os estrangeiros, os órfãos e as viúvas. Então você será abençoado por Deus e prosperará em tudo que fizer. 20 a 22 - Quando você sacudir as suas oliveiras para a colheita de azeitonas, não repasse os ramos. O que fica neles será para os estrangeiros, para os órfãos e para as viúvas. A mesma coisa quando estiver colhendo uvas: não fique rebuscando as frutas. Deixe que fiquem algumas para os estrangeiros, os órfãos e as viúvas. Lembre bem: você foi escravo na terra do Egito - por isso o Senhor ordena estas coisas. CAPITULO 25 1 a 3 - "SE NO JULGAMENTO de uma briga entre algumas pessoas, os juizes, aplicando a justiça, absolverem alguns e condenarem um homem a que seja açoitado, assim será o procedimento: O juiz fará com que o culpado se deite e seja açoitado na presença dele. O número de açoites deve ser proporcional à gravidade do crime cometido. Nunca, porém, serão dados mais de quarenta açoites. Isto para evitar que, recebendo açoites demais, você veja o seu irmão ficar desmoralizado. 4 - "Não amarre a boca do boi quando debulha o milho para comer. 5 a 10 Se o irmão de um homem morrer sem deixar o filho, não é preciso que a mulher procure marido fora da família. O irmão do finado marido deverá casar com ela e desempenhar normalmente as funções de marido. O primeiro filho que o casal tiver, deverá receber o nome do irmão do pai, para que não fique esquecido em Israel. Mas se o irmão do falecido não quiser casar com a cunhada viúva, ela irá dizer aos oficiais da cidade: 'O irmão do meu finado marido não quer fazer o que deve para que não desapareça o nome do irmão dele. Não quer casar comigo.' Os oficiais chamarão o homem e falarão com ele. Se insistir em não cumprir o dever de cunhado, a cunhada chegará perto dele, na presença dos oficiais, tirará as sandálias dos pés dele, cuspirá no rosto do cunhado e dirá: 'É isso que acontece com o homem que não quer edificar a casa do irmão dele!' Daí por diante, cada vez que em Israel for feita referência à casa desse homem, dirão: 'A casa do descalçado.' 11 e 12 - Quando dois homens estiverem brigando e a mulher de um deles, querendo ajudar o marido, agarrar os testículos do outro, a mão dela terá de ser cortada sem dó nem piedade. 13 a 16 - Em todas as transações comerciais, use pesos e medidas rigorosamente exatos. Nada de ter dois pesos e duas medidas! Use peso integral e justo, e medida integral e justa. Assim serão prolongados e abençoados os seus dias na terra que o Senhor nosso Deus dá a Israel. Porque o Senhor nosso Deus não tolera quem usa pesos e medidas injustos! 17 e 18 - Não esqueçam nunca o que o povo de Amaleque fez com vocês, quando saíam do Egito. Como veio contra Israel quando já estava cansado, e atacou por trás os que estavam exaustos. Os amalequitas que não tiveram respeito, nem temor de Deus. 19 - Portanto, quando o Senhor nosso Deus tiver dado sossego a Vocês de todos os seus inimigos em redor, na Terra Prometida, vejam o que terão de fazer: apaguem completamente o nome de Amaleque de debaixo do céu. Não esqueçam! CAPITULO 26 1 e 2- "QUANDO VOCÊ CHEGAR na terra recebida como herança do Senhor, e estiver vivendo lá, tome o costume de apresentar todos os anos os primeiros produtos que colher, graças à bênção do Senhor nosso Deus. Deverão ser apresentados no lugar que o Senhor escolher para santuário. 3 e 4 - Quando chegar a ocasião, ponha os produtos numa cesta, leve ao sacerdote em exercício, e diga: 'Esta oferta demonstra que reconheço que graças ao Senhor, o Deus de Israel, estou vivendo na terra que o Senhor tinha prometido dar aos nossos avós.' O sacerdote pegará a cesta das suas mãos e colocará a oferta diante do altar do Senhor. 5 a 11 - Depois você deverá fazer esta declaração diante do Senhor nosso Deus: 'Meus pais eram emigrantes arameus, que foram para o Egito em busca de refúgio. Quando chegaram, eram pouca gente; mas vivendo lá como imigrantes, vieram a ser uma nação grande, forte e numerosa. Entretanto, os egípcios maltrataram nosso povo, impondo dura escravidão a nós. Então clamamos ao Senhor, o Deus dos nossos pais. Ele ouviu o nosso clamor, viu o nosso sofrimento e o duro trabalho que fazíamos - a pesada opressão que padecíamos! E o Senhor tirou do Egito o nosso povo por meio de grandes milagres e com poderosa mão. Ele fez espantosos e terríveis milagres diante dos egípcios, e por Ele fomos trazidos para esta terra, que o mesmo Senhor deu a Israel - "terra que é fonte de leite e mel!" Agora, ó Senhor, vê! Trago como oferta estes primeiros frutos que colhi na terra que Tu me deste.' Coloque, então, a oferta diante do Senhor, e adore o Senhor. Depois festeje com grande alegria todo o bem recebido do Senhor nosso Deus. E partilhe as alegrias da festa com os seus familiares, com todos os que vivem em sua casa - não esquecendo os levitas e os imigrantes residentes em sua cidade. 12 - Todo terceiro ano é ano de dízimos especiais. Nesse ano, você deve dar todos os dízimos das colheitas aos levitas, aos imigrantes, aos órfãos e às viúvas, para que fiquem bem alimentados. 13 a 15 - Depois você declarará ao Senhor nosso Deus: 'Dei todos os dízimos - tudo que é consagrado ao Senhor - aos levitas, aos estrangeiros, aos órfãos e às viúvas, como o Senhor ordenou. Não violei nem esqueci nenhuma das suas regras. Não toquei nos dízimos enquanto estava de luto, nem enquanto estava cerimonialmente impuro por quaisquer outros motivos, nem ofereci deles às casas onde houvesse algum morto. Obedeci ao Senhor meu Deus e fiz tudo o que Ele ordenou. Olhe desde a sua santa habitação no céu, e abençoe o seu povo e a terra que o Senhor deu a Israel, conforme prometeu aos nossos pais; faça dela sempre uma "terra que é fonte de leite e mel. 16 - Vocês têm de obedecer de todo o coração e de toda a alma a todos estes mandamentos e ordenanças que o Senhor nosso Deus está dando a Israel hoje. 17 - Vocês declaram hoje que o Senhor é o Deus de vocês - Ele afirmou que é! - prometeram guardar os mandamentos, leis e ordenanças dados por Ele, andando nos caminhos dEle e dando ouvidos a tudo que Ele disser. 18 - E o Senhor declarou que vocês são o povo de propriedade particular dEle, como prometeu - e vocês disseram sim! - e que devem obedecer a todas as leis dadas por Ele. 19 - Se obedecerem, Ele fará com que Israel venha a ser maior do que qualquer outra nação. Fará com que Israel receba louvor, fama e glória, e que seja povo santo ao Senhor nosso Deus, como prometeu." CAPITULO 27 1 - ENTÃO MOISÉS e os anciãos de Israel deram mais estas instruções, insistindo com o povo que obedecesse a elas: 2, 3 e 4 - "Quando vocês atravessarem o rio Jordão e entrarem na Terra Prometida, terra que é fonte de leite e mel, façam isto: Juntem pedras e levantem um monumento no outro lado, no monte Ebal. Pintem o monumento com cal e escrevam nas pedras caiadas todas as palavras destas leis. 5, 6 e 7 - No mesmo local, façam um altar ao Senhor nosso Deus. O altar deverá ser feito de pedras - pedras brutas, não aparelhadas por nenhuma ferramenta. Sobre esse altar, ofereçam ao Senhor sacrifícios queimados e ofertas de paz. Ali vocês poderão comer juntos em alegre festa diante do Senhor nosso Deus. 8 - Escrevam nas pedras do altar, de maneira bem legível, todos os termos destas leis." 9 e 10 - Moisés, junto com os sacerdotes levitas, continuaram falando ao povo, e disseram: "Ouça em silêncio, ó Israel! Hoje vocês vieram a ser povo do Senhor nosso Deus! Portanto, hoje devem começar a obedecer a todos os mandamentos e leis que ensinei." 11 - Naquele mesmo dia Moisés deu esta ordem ao povo: 12 e 13 - "Quando vocês passarem o Jordão para a Terra Prometida, as tribos de Simeão, Levi, Judá, Issacar, José e Benjamim ficarão no alto do monte Gerizim para proclamar bênção; e as tribos de Ruben, Gade, Aser, Zebulom, Dã e Naftali estarão no monte Ebal para lançar maldição. 14 - Então os levitas gritarão para todo o povo de Israel o seguinte: 15 - Caia a maldição de Deus sobre todo aquele que fizer e adorar algum ídolo, seja de madeira ou de metal fundido, mesmo que faça isso secretamente. Deus não tolera essas coisas!' E todo o povo dirá: 'Amém.' 16 - 'Maldito aquele que desprezar o pai ou a mãe.' E todo o povo dirá: 'Amém.' 17 - 'Maldito aquele que mudar os marcos da divisão das terras dele e do vizinho.' E todo o povo dirá: 'Amém.' 18 - 'Maldito aquele que prejudicar um cego.' E todo o povo dirá: 'Amém.' 19 - 'Maldito aquele que fizer injustiça ao estrangeiro, ao órfão e à viúva.' E todo o povo dirá: 'Amém.' 20 - 'Maldito aquele que cometer adultério com a própria madrasta; pois isto é profanar o leito do próprio pai!' E todo o povo dirá: 'Amém.' 21 - 'Maldito aquele que fizer práticas sexuais com um animal.' E todo o povo dirá: 'Amém.' 22 - 'Maldito aquele que tiver relações sexuais com a própria irmã, ainda que seja irmã só por parte de pai ou só de mãe.' E todo o povo dirá: 'Amém.' 23 - 'Maldito aquele que tiver relações sexuais com a própria sogra.' E todo o povo dirá: 'Amém.' 24 - 'Maldito aquele que matar alguém às escondidas.' E todo o povo dirá: 'Amém.' 25 - 'Maldito aquele que aceitar pagamento para matar pessoa inocente.' E todo o povo dirá: 'Amém.' 26 - 'Maldito aquele que não obedecer a estas leis - mostrando com isso desprezo por elas.' E todo o povo dirá: 'Amém.' CAPITULO 28 1 - "SE OBEDECEREM fielmente a todos estes mandamentos do Senhor nosso Deus - a todas estas leis que estou transmitindo - Deus fará de vocês a maior nação do mundo! 2 a 6 - E vejam as bênçãos que receberão, resultantes da obediência: bênçãos nas cidades, bênçãos nos campos, bênçãos de muitos filhos, de colheitas abundantes, de numeroso gado, de numerosas tropas, de numerosos rebanhos, bênçãos de pomares repletos de frutas, bênçãos de fartura de pão, bênçãos quando entrarem e bênçãos quando saírem. 7 - O Senhor derrotará os inimigos de Israel na presença de vocês. Eles marcharão juntos por um caminho para atacar o nosso povo, mas fugirão de vocês em sete direções! 8 - O Senhor abençoará toda a produção do trabalho que fizerem e dará sucesso a tudo que planejarem - quando estiverem vivendo na terra que o Senhor nosso Deus está para entregar a vocês. 9 a 10 - O Senhor fará de vocês um povo santo, dedicado a Ele. Prometeu fazer isto, desde que vocês obedeçam aos mandamentos dados por Ele e andem nos caminhos traçados por Ele. E todos os povos do mundo verão que Israel pertence ao Senhor, e terão medo de vocês! 11 - O Senhor dará a vocês grande abundância de boas coisas na terra prometida aos nossos avós - muitos filhos, muitos animais e ricas colheitas. 12 - Ele abrirá sobre vocês o maravilhoso tesouro das chuvas dos céus no tempo certo. Ele abençoará tudo que vocês fizerem. Israel emprestará a muitas nações, mas não pedirá emprestado. 13 e 14 - Se você derem ouvidos aos mandamentos do Senhor e guardarem tudo quanto estou ordenando hoje, Ele fará de Israel cabeça, e não cauda; e vocês estarão sempre por cima, e não por baixo. Mas não deixem de lado nenhuma destas leis que estou dando a vocês. E repito: Não prestem culto a outros deuses! 15 a 19 - "Se, porém, não quiserem dar ouvidos ao Senhor nosso Deus, e deixarem de guardar as leis e ordenanças que estou transmitindo hoje, cairão sobre vocês todas estas maldições: maldições nas cidades, maldições nos campos, maldição de pomares sem frutas, maldição de falta de pão, maldição de lares sem filhos, maldição de colheitas pobres, maldição sobre a capacidade de reprodução do gado e dos rebanhos, maldições quando entrarem e maldições quando saírem. 20 a 22 - Pois o próprio Senhor lançará pessoalmente maldição sobre vocês. Vocês ficarão atrapalhados e fracassarão em tudo que quiserem fazer. Por fim, serão totalmente destruídos, por terem pecado, abandonando o Senhor. Ele mandará terríveis epidemias, até que a terra onde vão morar acabe com vocês. Vejam os males que virão por causa do pecado: a tuberculose, vários tipos de febre, inflamações produzidas pelo calor e a seca, geada que torra as plantas e pestes que estragam as colheitas. Claro que tudo isso destruirá Israel de uma vez! 23 e24 - Os céus em cima de vocês serão rijos como bronze, e a terra debaixo dos seus pés será como ferro. Em vez de chuva, vocês receberão tempestades de areia e nuvens de cinza, até serem destruídos. 25 - O Senhor fará com que vocês caiam, vencidos pelos inimigos. Vocês marcharão por um caminho para enfrentar os inimigos, mas fugirão deles por sete caminhos, na maior confusão! E vocês serão mal vistos em todos os países! 26 - Os cadáveres do nosso povo servirão de comida para as aves de rapina e para os animais selvagens - e ninguém impedirá isso! 27 a 29 - O Senhor fará com que vocês padeçam as doenças do Egito - úlceras, tumores, sarna, coceiras em todas as partes do corpo. E não conseguirão curar nada disso! Também fará com que vocês fiquem loucos, cegos e com o espírito perturbado. Em pleno meio-dia, vocês andarão às apalpadelas, como o cego na escuridão em que vive. Vocês não terão sucesso em coisa nenhuma; viverão em constante aperto e serão roubados o tempo todo. E o pior é que ninguém salvará vocês! 30 - Outro homem casará com a mulher de quem você ficar noivo; outros morarão na casa que você construir; outra gente aproveitará as uvas das plantações que você cultivar. 31 - Você verá a matança dos seus bois, e não poderá comer nem um pouco da carne deles. Você verá gente roubando os seus animais de carga, e não conseguirá recuperar nenhum. Ovelhas que pertencem a você serão dadas a gente inimiga. E ninguém dará proteção a você. 32 - Você verá os seus filhos e as suas filhas sendo levados como escravos doutro povo. Ficará morrendo de saudade, sem poder fazer nada por eles! 33 - Um povo estrangeiro e desconhecido de Israel comerá os produtos da terra que vocês tiveram tanto trabalho para conseguir. Você será oprimido e esmagado o tempo todo! 34 - E de tanto ver coisas horríveis, você acabará enlouquecendo! 35 - O Senhor fará com que você fique coberto de chagas malignas e incuráveis, dos pés à cabeça. 36 - Ele levará vocês, o rei que tiverem escolhido a uma nação desconhecida de vocês e dos seus avós. Lá terão de adorar deuses de pau e de pedra! 37 - Todos os povos vão ter horror de vocês, e vão ficar dizendo provérbios zombeteiros contra vocês - pois o Senhor vai deixar Israel entregue a eles. 38 - Vocês semearão muito e colherão pouco, porque os gafanhotos consumirão as colheitas. 39 - Plantarão e cultivarão videiras em abundância, mas não aproveitarão as uvas, nem farão vinho, porque as plantas serão destruídas pelos vermes. 40 - O território estará cheio de oliveiras, por toda parte, mas vocês não terão azeite para untar-se porque as azeitonas cairão dos galhos antes do tempo. 41 - Vocês terão filhos e filhas, mas não contarão com a companhia deles, porque serão levados embora como escravos. 42 - Os gafanhotos consumirão as árvores e tudo que a terra produzir. 43 e 44 - Enquanto os estrangeiros que moram entre vocês vão ficando cada vez mais ricos e mais poderosos, vocês irão ficando cada vez mais pobres e mais fracos. Vocês terão de pedir emprestado a eles; eles não precisarão pedir empréstimo a vocês! Eles serão a cabeça e vocês a cauda! 45 a 48 - Todas estas maldições perseguirão e dominarão vocês até Israel ser destruído. Tudo porque vocês não quiseram dar ouvidos ao Senhor nosso Deus. Vocês desprezaram os mandamentos e ordenanças do Senhor! Estes horrores todos servirão de aviso e advertência para vocês e para os seus descendentes. Porquanto vocês não deram valor às bênçãos recebidas, e não serviram ao Senhor com alegria e bondade de coração. Assim, já que não querem servir ao Senhor, vocês servirão como escravos para os seus inimigos. O Senhor enviará contra vocês os seus inimigos, e vocês passarão fome, sede e nudez, e terão falta de tudo! E colocará no pescoço de vocês uma canga de ferro, até que sejam destruídos de todo. 49 e 50 - O Senhor trará de longe uma nação que voará para cima de vocês como águia, nação que fala uma língua que Israel não entende - nação de gente feroz, que não respeitará os velhos e não terá dó dos moços. 51 - Esses inimigos comerão as provisões de Israel - tanto de animais como de vegetais - até vocês ficarem completamente arrasados. Os cereais, o vinho recém-fabricado, o azeite, as crias das vacas e das ovelhas, desaparecerão. 52 a 55 - Aquela nação cercará todas as cidades israelitas e derrubará os altos muros – os muros que vocês achavam que eram protetores seguros! A situação será tão terrível durante o certo futuro, que vocês comerão a carne dos seus próprios filhos e filhas! O mais terno e amável dos homens será miserável e mesquinho para com o próprio irmão, para a esposa amada e para os filhos que ainda estiverem vivos. Tanto, que não repartirá com eles a carne dos filhos que devorar! Porque já não estará agüentando mais o aperto e a angústia. E isso em todas as cidades de Israel! 56 e 57 - A mais delicada e meiga das mulheres do nosso povo - tão mimosa que seria incapaz de pisar com os pés descalços na terra - também não irá querer partilhar nada com os seus entes queridos: marido, filho e filha. Ela esconderá o nenê que acabou de ter e as coisas que saírem dela junto com o bebê - para comer tudo sozinha! Será desse jeito o tremendo aperto e a dolorosa angústia imposta pelo prolongado cerco do inimigo! 58 a 62 - Se vocês não quiserem obedecer a todas as leis escritas neste livro, negando assim a reverência devida ao glorioso e temível nome do Senhor nosso Deus então Ele mandará sobre vocês e sobre seus filhos pragas que não acabam mais! Serão pragas e doenças graves e intermináveis! Aquelas doenças horríveis do Egito, de que vocês tinham tanto medo, o Senhor fará com que venham sobre vocês! E isso não é tudo! Ele mandará sobre vocês todas as pragas e todas as doenças que existem - mesmos as que não estão registradas neste livro. E acontecerão estas coisas até que Israel seja destruído. Vocês que foram um povo tão numeroso como as estrelas dos céus, ficarão reduzidos a poucos! Isso tudo acontecerá se não derem ouvidos ao Senhor nosso Deus. 63 - Assim como o Senhor tem tido alegria em fazer o bem a vocês, em dar crescimento a Israel, assim Ele terá alegria em levar vocês à ruína e à destruição. E vocês desaparecerão da terra! 64 - O Senhor espalhará os israelitas entre todos os povos, de uma à outra extremidade da terra. Ali vocês servirão a outros deuses - deuses que vocês e os seus antepassados não conheciam nem de nome. Vocês estarão adorando a pedaços de pau e de pedra! 65 a 67 - Naquelas nações vocês não terão sossego, pois o Senhor dará a vocês coração trêmulo, olhos incapazes de ver direito e personalidades dominadas pela tristeza e pelo medo. A vida de cada um de vocês estará vacilando, como que pendurada por um fio. Viverão com medo dia e noite, e a cada momento terão dúvida se continuarão vivendo. De manhã dirão: 'Ah! quem dera que já fosse noite!' E à noitinha dirão: 'Ah! quem dera que já fosse de manhã!' - tal será o pavor do seu coração, e tão terríveis serão os horrores que cercarão Israel! 68 - Então o Senhor fará com que vocês voltem ao Egito em navios. Vejam só! Terão de fazer uma viagem que Eu disse que nunca mais haveriam de fazer! Ali vocês vão querer ser comprados como escravos dos seus inimigos - e ninguém quererá nem mesmo comprar vocês!" CAPITULO 29 1 - FOI NAS PLANÍCIES de Moabe que Moisés confirmou os termos do contrato que o Senhor tinha feito com o povo de Israel em Horebe, acrescentando outras leis. 2 a 6 - Ele convocou o povo todo e disse: "Vocês viram com os seus próprios olhos as terríveis pragas e os grandes milagres que o Senhor fez a Faraó e ao povo dele na terra do Egito. Mas, apesar disso tudo, até hoje o Senhor não deu a vocês coração para entender, nem olhos para ver, nem ouvidos para ouvir! Durante quarenta anos Deus guiou vocês através do deserto. Contudo, as suas roupas não ficaram velhas e os seus sapatos não ficaram estragados. E Ele teve uma boa razão para não deixar que vocês parassem em algum lugar para produzir cereal para o pão, e uvas para o vinho, e bebidas fortes: foi para que compreendessem que o próprio Senhor nosso Deus estava cuidando de vocês. 7 e 8 - Quando chegamos a este lugar, Seom, rei de Hesbom, e Ogue, rei de Basã vieram pelejar contra nós. Mas eles foram destruídos por nós, e demos o território deles às tribos de Ruben e Gade, e à meia tribo de Manassés - como herança do Senhor. 9 - Portanto, obedeçam aos termos deste contrato para terem sucesso em tudo que fizerem. 10 a 15 - Vocês todos estão hoje diante do Senhor nosso Deus - os chefes das tribos, o povo, os juízes e os oficiais administrativos. E não só os homens, mas também as mulheres, as crianças e os estrangeiros que vivem entre vocês, incluindo os lenhadores e os carregadores de água. Estão todos aqui para firmar contrato com o Senhor nosso Deus, contrato que Ele está fazendo com vocês hoje. Ele quer confirmar vocês hoje como povo dEle, e confirmar que Ele é o Deus de vocês - como prometeu aos seus avós, Abraão, Isaque e Jacó. Esta aliança não é só com vocês que estão hoje aqui, na presença do Senhor; é também com todas as futuras gerações de Israel. 16 e 17 - Certamente vocês lembram como vivemos na terra do Egito e como, ao sair de lá, atravessamos a salvo os territórios das nações inimigas. E vocês viram os ídolos daqueles povos pagãos, ídolos feitos de madeira, de pedra, de prata e de ouro. 18 - É bom lembrar estas coisas, para que nenhum de vocês, homem ou mulher, família ou tribo - abandone o Senhor nosso Deus e passe a prestar culto aos deuses daquelas nações. Porque no dia em que alguém fizer isso, estará plantando uma raiz que produzirá fruto amargo e venenoso! 19 - Ninguém caia no erro de, ao ouvir os avisos desta maldição, pensar alegremente: 'Ora, ora! Posso andar por maus caminhos, e mesmo assim terei sucesso e paz.' Pensar ou dizer uma coisa dessas é o mesmo que dizer: 'Como estou com sede, vou beber até ficar caindo de bêbado'! 20 - O Senhor não perdoará! A ira e o zelo do Senhor arderão em chamas contra aquele que fizer isso! Todas as maldições escritas neste livro cairão sobre ele, e o Senhor apagará o nome dele de debaixo do céu. 21 - O Senhor afastará aquela pessoa de todas as tribos de Israel para derramar sobre: ela todas as maldições prescritas pelos termos do contrato registradas neste livro. 22 e 23 - Então os filhos de vocês, as gerações futuras, e os estrangeiros que passarem por perto, vindo de terras distantes, verão a devastação da terra e as doenças enviadas a ela pelo Senhor. Verão toda a terra coberta de sal e enxofre, terra abrasada e imprestável, sem colheitas e sem vegetação nenhuma - justamente como aconteceu com Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim, destruídas pela ira do Senhor. 24 - 'Por que o Senhor fez isso com esta terra?,' perguntarão as nações. 'Qual foi a causa de tamanha ira?' 25 a 28 - E não faltará quem responda a elas: 'Foi porque os moradores desta terra violaram o contrato feito com eles pelo Senhor, o Deus dos antepassados deles, quando tirou Israel da terra do Egito. Pois eles prestaram culto a outros deuses desconhecidos, desobedecendo às claras ordens do Senhor. Foi por isso que ficou tão inflamada a ira do Senhor contra esta terra, de modo que todas as maldições ditadas por Ele, e registradas neste livro, despencaram sobre eles! Com grande ira Ele arrancou os israelitas da sua terra e atirou longe todos eles, a outra terra onde vivem hoje!' 29 - O Senhor nosso Deus tem segredos que não conta a ninguém, mas estas palavras que revelou são para serem conhecidas e obedecidas por nós e por nossos filhos para sempre. CAPITULO 30 1 - QUANDO TODAS ESTAS coisas tiverem acontecido com vocês - as bênçãos e as maldições anunciadas - vocês meditarão nelas, nos países em que estiverem vivendo, para onde foram expulsos pelo Senhor. 2 e 3 - Se nessa ocasião vocês quiserem voltar ao Senhor nosso Deus, e vocês e seus filhos começarem a obedecer a todos os mandamentos que transmito hoje, o Senhor nosso Deus resgatará Israel do cativeiro! Terá misericórdia e reunirá vocês de todas as nações entre as quais Ele havia espalhado o nosso povo. 4 a 6 - Ainda que vocês estejam nos confins da terra, Ele irá, encontrará e trará vocês de volta à terra dos seus antigos pais! Vocês tomarão posse da terra outra vez, e o Senhor fará bem a vocês, e abençoará vocês até mais do que abençoou os seus pais! Ele limpará o coração de vocês, dos seus filhos e dos filhos dos seus filhos, de modo que vocês amarão ao Senhor nosso Deus de todo o coração e de toda a alma - e Israel voltará a viver! 7 e 8 - Se vocês voltarem ao Senhor e obedecerem a todos os mandamentos que hoje ordeno, o Senhor nosso Deus porá todas estas maldições sobre os inimigos de Israel - sobre todos aqueles que odiarem e perseguirem vocês. 9 - O Senhor nosso Deus fará com que vocês tenham sucesso em tudo quanto fizerem, e darão a vocês muitos filhos, muito gado e colheitas esplêndidas; pois o Senhor tornará a ter alegria em vocês, como tinha com os seus pais. 10 - Ah! Se vocês derem ouvidos à voz do Senhor nosso Deus, e guardarem as leis ordenadas por Ele e escritas neste livro da lei! Ah! Se vocês se converterem ao Senhor nosso Deus, de todo o coração e de toda a alma! Então Ele terá alegria! 11 a 14 - Obedecer a estas leis não é coisa que está além das suas forças. Não! Pois estas leis não estão nos céus, distantes demais para que possam ser ouvidas e obedecidas, sem que exista alguém que possa vir com elas para a terra! Também não estão além-mar, de modo que ninguém possa fazer chegar a vocês a mensagem delas. Pois elas estão bem perto - nos seus corações e nos seus lábios - de maneira que vocês podem muito bem obedecer a elas. 15 - Olhem! Hoje proponho a vida ou a morte, o bem ou o mal.' Depende de que estejam dispostos a obedecer ou a desobedecer. 16 - Ordeno hoje que amem ao Senhor nosso Deus, que sigam os caminhos traçados por Ele e que guardem os mandamentos e as leis que Ele ordena. Somente assim poderão viver e chegarão a ser uma grande nação. Somente assim o Senhor nosso Deus abençoará vocês e a terra que estão para conquistar. 17 e 18 - Mas se afastarem o coração e não quiserem ouvir - se forem atraídos e levados a servir a outros deuses - então declaro hoje que vocês certamente morrerão; não terão vida longa na terra que logo vão conquistar. 19 e 20 - Tomo hoje os céus e a terra por testemunhas contra vocês, que hoje eu dei a vocês a oportunidade de escolherem a vida ou a morte, a bênção ou a maldição. Oh! Escolham a vida! Sim, para que vocês e os seus descendentes possam viver. Tomem a decisão de amar o Senhor nosso Deus e de obedecer a Ele - de ficar junto a Ele! Pois só no Senhor vocês poderão ter vida, e vida longa. Então vocês terão condições de viver em segurança na terra que o Senhor prometeu aos seus antigos pais - Abraão, Isaque e Jacó." CAPITULO 31 1 e 2 - DEPOIS DE FALAR todas estas coisas ao povo de Israel, disse Moisés: "Já estou com 120 anos! Não posso mais estar entrando e saindo à frente de vocês. Além disso, o Senhor disse que eu não poderei atravessar o rio Jordão. 3 - O Senhor nosso Deus vai na frente, guiando vocês. Ele destruirá as nações e em seguida Israel tomará posse delas. O novo comandante de Israel é Josué, como o Senhor determinou. 4 - O Senhor destruirá as nações que vivem na Terra Prometida, assim como destruiu Seom e Ogue, reis dos amorreus e o território deles. 5 - O Senhor entregará a vocês aqueles povos, e vocês destruirão todos eles, como ordenei. 6 - Sejam fortes! Tenham coragem! Não tenham medo deles! Pois o Senhor nosso Deus é quem vai com o nosso povo. Ele não vai falhar, nem vai abandonar vocês. " 7 e 8 - Então Moisés chamou Josué e, enquanto todo o Israel observava, disse a ele: "Seja forte! Seja corajoso! Pois você vai levar este povo à terra que o Senhor prometeu aos nossos avós. Você fará com que o nosso povo conquiste aquela terra. Não tenha medo, pois o Senhor irá na frente e estará com você. Ele não vai falhar, nem vai abandonar você." 9 - Então Moisés escreveu as leis que já tinha comunicado ao povo e deu as leis escritas aos sacerdotes, filhos de Levi, que levavam a Arca. É bom lembrar que dentro da Arca estava o Decálogo – os Dez Mandamentos do Senhor. Moisés deu cópias das leis aos anciãos de Israel também. 10 e 11 - Moisés deu estas ordens da parte do Senhor: "Estas leis deverão ser lidas a todo o povo no fim de cada sete anos - justamente no Ano do Resgate por ocasião da Festa das Tendas. Nessa ocasião, todo o Israel comparece à presença do Senhor, no lugar escolhido por Ele para santuário. 12 - Convoquem e reúnam todos - homens, mulheres, crianças e os estrangeiros que estiverem nas cidades de Israel. Todos deverão ouvir e aprender estas leis, para que respeitem o Senhor nosso Deus e obedeçam a todos os mandamentos ordenados por Ele. 13 - Façam isso. Assim, os seus filhos - que não conheceram estas leis - ouvirão e aprenderão a ter respeito pelo Senhor nosso Deus todos os dias de vida que Israel tiver na Terra Prometida." 14 - Então o Senhor disse a Moisés: "Está chegando a hora da sua morte. Chame Josué e venham os dois ao Tabernáculo para Eu dar instruções a ele." Assim Moisés e Josué compareceram ao Tabernáculo, diante do Senhor. 15 a 18 - O Senhor apareceu a eles numa coluna de nuvem, junto da porta do Tabernáculo, e disse a Moisés: "Dentro de pouco tempo você vai morrer e vai ficar junto com os seus avós. Depois este povo vai começar a ser infiel e adorar outros deuses na Terra Prometida. Eu, o Senhor, serei abandonado pelos israelitas; vão romper o contrato que fiz com eles. Então ficarei cheio de ira contra eles. Abandonarei o meu povo Israel e esconderei o meu rosto dele, de modo que será destruído. Tantos males e angústias atingirão os israelitas, que acabarão dizendo: 'Deus não está mais conosco!' Ficarei longe deles, por causa dos pecados que tiverem cometido, adorando outros deuses. 19 a 21 - Agora escrevam as palavras desta canção e ensinem o povo de Israel a cantar esta composição. Ela servirá de aviso meu para prevenir o povo de Israel. Quando eu tiver feito entrar os israelitas na terra que prometi aos avós deles, terra que é fonte de leite e mel' - e quando progredirem e começarem a adorar outros deuses, desprezando a mim e violando o meu contrato, vindo sobre eles grandes e terríveis desastres, então vejam o que esta canção fará. Fará com que lembrem o motivo pelo qual estarão padecendo aquelas aflições. Pois esta canção passará de geração em geração. Antes deste povo ser introduzido na terra que prometi, já sei o que ele pensa e planeja!" 22 - Assim, naquele mesmo dia Moisés escreveu a canção, e ensinou a letra e a música ao povo de Israel. 23 - E o Senhor disse a Josué (filho de Num): "Seja forte e corajoso! Sim, porque você vai introduzir o povo de Israel na terra que prometi a ele. Eu estarei com você." 24 e 25 - Quando Moisés acabou de escrever todas as leis registradas neste livro, deu esta ordem aos levitas que levavam a Arca, com os termos do contrato do Senhor: 26 - "Ponham este livro da Lei ao lado da Arca, para servir de séria advertência ao povo de Israel. 27 - Façam isso, continuou Moisés, porque bem sei como este povo é teimoso e rebelde. Pois se hoje, estando eu aqui, Israel vive provocando o Senhor com rebelião mais rebelião, quanto mais depois que eu morrer! 28 - Convoquem agora todos anciãos e oficiais das tribos para que eu fale com eles - e vou tomar os céus e a terra como testemunhas contra eles! 29 - Porque sei que depois da minha morte, o povo de Israel vai cair na corrupção, e vai andar extraviado, longe dos caminhos e dos mandamentos de Deus. Por isso vai chegar o dia em que o mal cairá sobre ele, por causa do mal que tiver praticado, provocando a ira do Senhor." 30 - Então Moisés recitou todas as estrofes desta canção a toda a assembléia de Israel. CAPITULO 32 1 - "OUÇAM, Ó CÉUS e Ouçam minhas palavras! 2 - Minha doutrina derramo sobre vocês como a chuva; e respingo como orvalho, como chuvisco na relva e gotas na verde ladeira. 3 - Proclamo a grandeza do nome de Deus: glorioso Ele é! 4 - O Senhor é a Rocha! O que faz é perfeito. Traça caminhos retos e julgamentos justos. É Fiel e sem pecado. 5 - Mas Israel é rebelde! Agora os filhos de Deus não são mais filhos; são manchas! Geração perversa e falsa! 6 - Assim você trata o Senhor? Povo louco! Povo ignorante! Ele não é o Pai de Israel? Não foi o Senhor que criou, firmou e fez Israel ser forte? 7 - Lembre bem os dias antigos; sonde as gerações passadas; pergunte a seu pai e aos anciãos: eles vão contar tudo, tudo. 8 - Quando o poderoso Deus partiu a terra entre as nações e separou homens e homens, Ele fixou as fronteiras, baseado no povo de Israel. 9 - Sim, porque Israel é a herança do Senhor! 10 - Ele achou Israel em terra deserta, entre uivos de feras e vendavais. Cuidou bem do povo, com todo carinho, como se ele fosse a menina dos olhos do Senhor! 11 - Abriu as asas sobre os filhos de Israel, como a águia faz com seus filhotes. Como ela carrega os filhotes em cima das asas, o Senhor levou o povo que escolheu. 12 - Assim, Israel foi guiado pelo Senhor, e só por Ele! Nenhum falso deus estava junto! 13 - O Senhor deu a Israel as ricas terras dos montes e lindas lavouras nos campos. Fez escorrer mel das rochas e azeite dos terrenos pedregosos. 14 - Deu coalhada e leite de cabras e de ovelhas; deu também carne macia de cordeiros e a carne gorda de carneiros engordados nas ricas pastagens de Basã. E trigo do melhor! "Você esqueceu o Deus de quem nasceu!" E o sangue das uvas - o suco delicioso! 15 - Mas quando o meu povo amado engordou, agiu como animal selvagem. Quando ficou satisfeito, gordo e cheio de fartura, abandonou Aquele por quem fora criado; desprezou a Rocha da salvação! 16 - Israel começou a seguir outros deuses, provocando a ira do Senhor: Deus ficou com ciúme do Seu povo. 17 - Os filhos de Israel ofereceram sacrifícios aos demônios - não a Deus! A deuses estranhos, que não conheciam, a deuses que mal acabaram de ver; deuses que não receberam o afeto dos nossos pais. 18 - Ó Israel! Você esqueceu a Rocha da qual foi gerado; você esqueceu o Deus de quem nasceu! 19 - Deus viu isso tudo, e passou a desprezar a Israel, pois foi provocado demais por filhos e filhas! 20 - Disse Deus: 'Vou abandonar o meu povo para ver o que acontece! É gente ruim! São filhos desleais! 21 - Pois vejam todos, que rivais o meu povo arranjou, rivais do meu amor: Ídolos! Ídolos que nem são deuses! Agora vou fazer o mesmo com Israel: vou provocar ciúmes nele! Vou dedicar afeição a uma gente que nem povo é; a nações loucas e pagãs! 22 - Porque minha ira pegou fogo, e vai queimar até as profundezas da terra: as colheitas serão devoradas pelas chamas, "Não existe nenhum deus além de MIM!" e as bases dos montes vão virar brasa! 23 - Ajuntarei em cima do meu povo montões de males e desgraças! Usarei todas as minhas flechas contra ele! 24 - Destruirei os filhos de Israel pela fome, e farei com que sejam devorados pela febre e por terríveis pestes; enviarei contra eles animais ferozes, que rasgarão com os dentes as carnes do meu povo; e cobras venenosas, de veneno mortal, rastejando no pó. 25 Fora de casa, a espada inimiga; dentro de casa o medo causarão estragos, enchendo de terror tanto aos rapazes como às moças, tanto aos bebês de colo como aos homens idosos. 26 - Eu tinha resolvido espalhar o povo de Israel por todos os cantos da terra, para fazer desaparecer a lembrança do nome dele. 27 - Mas então pensei: Meus inimigos vão rir de mim, e vão dizer: "Nós é que destruímos Israel! Não foi o Senhor que fez isto!" 28 - Israel não tem inteligência; é um povo sem entendimento. 29 - Ah! se fosse sábio! Então poderia compreender! Ah! se desse atenção ao fim que vai ter! 30 - Como seria possível um só soldado inimigo perseguir mil soldados de Israel, e dois fazerem fugir dez mil, a não ser que o Senhor, a Rocha de Israel, tivesse abandonado, tivesse entregado Israel à destruição?! 31 - Porque a rocha dos nossos inimigos não é como a nossa Rocha. Eles mesmos sabem e dizem isso. 32 - Eles agem como os homens de Sodoma e Gomorra; as uvas das ações que praticam são amargas e venenosas. 33 - O vinho da conduta deles é como o veneno abrasador das cobras, como a mordedura de todos os répteis venenosos! 34 - Diz, porém o Senhor: 'Tenho um segredo bem guardado, selado com os meus tesouros. 35 - A vingança é minha; darei castigo a todos os inimigos do meu povo. Isto vai acontecer na hora certa, quando começarem a tropeçar. E não está longe o dia do desastre deles! O fim que decretei para eles já está perto!' 36 - O Senhor tratará o seu povo com justiça, e terá misericórdia dele, e terá misericórdia dele, quando Israel perder todas as forças - tanto escravos como livres. 37 - Então Deus irá perguntar: 'Onde estão os deuses deles - as rochas nas quais confiavam? 38 - Onde estão os deuses aos quais ofereciam animais e vinho em sacrifício? Que apareçam! Que ajudem os inimigos do meu povo, para que eles achem esconderijo! 39 - Vocês não vêem que EU SOU, somente EU, e que não existe nenhum deus além de MIM? ! Eu mato e faço viver. Eu machuco e faço sarar. Ninguém escapa do meu poder! 40 - Levanto a minha mão aos céus e afirmo: Tão certo como vivo eternamente, 41 - quando eu afiar minha espada brilhante, e quando eu puser em ação meu julgamento, vou tomar vingança contra os meus inimigos! Os que me odeiam vão receber a paga que merecem! 42 - Minhas flechas vão ficar bêbadas de sangue! Minha espada vai devorar a carne e o sangue dos mortos e prisioneiros. As cabeças dos inimigos ficarão cobertas de sangue!' 43 - Ó nações estrangeiras, louvem o povo do Senhor! Porque o Senhor vai vingar o sangue dos servos dele. Vai tomar vingança contra os inimigos deles, e vai purificar o povo e a terra de Israel." 44 a 46 - Depois de Moisés e Josué (filho de Num) terem recitado todas as palavras desta canção ao povo, disse Moisés: "Meditem bem em todas estas leis que estou transmitindo a vocês hoje. Ensinem todos estes mandamentos aos seus filhos. 47 - Vejam bem! Estas leis não são palavras vazias! São a vida de vocês! Obedecendo a elas, vocês terão vida longa e vitoriosa na terra que vão possuir no outro lado do rio Jordão!" 48 - Naquele mesmo dia, o Senhor disse a Moisés: 49 a 52 - "Agora suba ao monte Nebo, nestas montanhas de Abarim. Ele fica no território de Moabe, em frente de Jericó. Lá do alto olhe e veja a terra de Canaã, que vou entregar ao povo de Israel. Logo depois você morrerá, no alto do monte, e vai reunir-se aos seus avós, como Arão morreu no monte Hor e foi reunido a eles. Porque vocês dois pecaram contra mim na presença do meu povo, nas águas de Meribá de Cades, no deserto de Zim. Vocês desonraram o meu nome diante do povo de Israel! Por isso, você vai ver a terra que vou dar ao povo de Israel, mas você não entrará lá!" Moisés abençoa o povo. CAPITULO 33 1 - ANTES DE MORRER, Moisés homem de Deus - deu esta bênção ao povo de Israel: 2 - "O Senhor veio do Sinai, e veio de Seir brilhando como a aurora! Brilhou desde o monte Parã! Veio do meio de milhares e milhares de santas criaturas! Trazia chamas de fogo na mão direita! 3 - De fato o Senhor ama os povos! Aqueles que O amam estão nas Suas mãos. Eles seguem os seus passos e aprendem das palavras que o Senhor diz. 4 - As leis que dei a vocês são uma herança que deixo para o povo de Israel. 5 - O Senhor veio a ser rei do Seu povo amado, rei eleito pela assembléia de Israel, convocada pelos chefes das tribos. 6 - Viva Ruben para sempre! e possa sua tribo aumentar em número!' 7 - Esta foi a bênção que Moisés deu a Judá: "Que o Senhor escute o grito de Judá, e faça união entre ele e Israel. Que o Senhor dê ajuda a ele contra os inimigos!" 8 a 11 - Sobre a tribo de Levi, disse Moisés: "á Deus, e o seu Tumim e o seu Urim ao fiel Levi. O Senhor pôs Levi à prova em Massá e em Meribá, e ele mereceu a sua confiança! Ele obedeceu à sua palavra e cumpriu os termos do seu contrato, mesmo tendo de ir contra o pai, a mãe, os filhos e os irmãos! Os levitas ensinam a sua Lei a Israel. Eles estão sempre servindo ao Senhor junto ao altar, fazendo subir até Ele o perfume do incenso, e das ofertas queimadas. Ó Senhor, abençoe o poder da tribo de Levi! Aceite o serviço dos levitas! Destrua os inimigos deles. O Deus eterno é o Refúgio do nosso povo, os que procuram fazer mal contra eles e os que têm ódio deles. Derrube esses inimigos, de modo que não consigam mais ficar em pé! 12 - Quando à tribo de Benjamim, disse Moisés: "Ele é amado de Deus! Vive em segurança ao lado do Senhor, e nEle tem descanso e paz. 13 - Para a tribo de José, as palavras de Moisés foram estas: "O Senhor abençoe a terra de José, com as mais ricas bênçãos dos céus e com o melhor que a terra pode dar! 14 - Que seja abençoado com os melhores produtos amadurecidos pelo sol, com as melhores produções de cada mês, 15 - e com as mais belas colheitas dos montes, sim, dos montes eternos! 16 - Venha sobre ele a bênção do Senhor com os melhores frutos da terra, com toda a riqueza da terra! Esteja com ele o favor de Deus, que apareceu na sarça ardente. Que todas estas bênçãos venham sobre José, príncipe entre os irmãos! 17 - Ele tem força como um boi novo, primeira cria de um touro vigoroso. Como com poderosos chifres de boi selvagem, afastará os povos todos para os confins da terra! Assim será com as dezenas de milhares de Efraim, e com os milhares de Manassés." 18 - Da tribo de Zebulom, disse Moisés: "Alegre-se, ó Zebulom, povo aventureiro! Alegre-se nas andanças que faz. E você, Issacar, gente caseira, alegre-se nas suas tendas! 19 - Os dois convocarão o povo para, junto com eles, oferecerem a Deus ofertas de verdade, sim, porque eles sugarão as riquezas do mar e os tesouros escondidos na areia." 20 - A bênção que Moisés deu à tribo de Gade foi esta: "Será abençoado aquele que ajudar Gade. Ele é como o leão no modo de descansar e no modo feroz de lutar: o olhar, os braços e a cabeça dele são selvagens! 21 - Ficou com a melhor parte da terra porque tem talento para comandar. Ele marchou na frente do nosso povo e aplicou aos nossos inimigos os castigos decretados por Deus em favor de Israel." 22 - A respeito de Dã, disse Moisés: "Dã é como um leãozinho que salta de Basã." 23 - De Naftali, disse: "Ó Naftali, você está repleto de bênçãos do Senhor! Seu território terá águas, as águas do Jordão e do grande lago e terras férteis para o sul." 24 - Da tribo de Aser, disse Moisés: "Aser é filho favorito! Que seja bem tratado pelos irmãos! Aser banhará os pés em azeite fino! 25 - Que você seja protegido com trancas de ferro e de bronze. E que você conserve as forças até os últimos dias da sua vida! 26 - Ninguém é parecido com o Deus de Israel! Ele desce dos céus cheio de majestade e esplendor para ajudar você! 27 - O Deus eterno é o Refúgio do nosso povo. Ele sustenta Israel com braços eternos. Ele expulsou os inimigos do nosso povo para longe, e disse a nós: 'Destruam esses povos!' 28 - Assim Israel habitará seguro, recebendo das fontes do Senhor. Viverá numa terra cheia de cereais e vinho, regada por mansas chuvas dos céus. 29 - Ó Israel, como você é feliz! Que povo é como você? Você foi salvo pelo Senhor! Ele é escudo que protege você, e espada que lhe dá vitórias gloriosas! Assim os seus inimigos terão de se humilhar diante de você, e você pisará todos os altares dos ídolos, que eles adoram nos lugares altos!" CAPITULO 34 1 - ENTÃO MOI SÉS SUBIU das planícies de Moabe ao pico de Pisga, no alto do monte Nebo, ficando de frente para Jericó. E o Senhor mostrou a ele toda a Terra Prometida, desde Gileade até Dã. 2 e 3 - "Lá está Naftali," disse Deus; "Lá estão Efraim e Manassés; mais para cá, veja as terras de Judá, que vão até o Mar Mediterrâneo. E para aqueles lados estão o Neguebe, o vale do Jordão e Jericó - a cidade das palmeiras - até Zoar." 4 - "Esta é a Terra Prometida," disse Deus a Moisés. "É a terra que eu prometi a Abraão, Isaque e Jacó que haveria de dar aos descendentes deles. Agora você está vendo a terra, mas não vai entrar". 5 e 6 - Assim Moisés, servo do Senhor, morreu ali, na terra dos moabitas, como o Senhor tinha dito. Deus mesmo enterrou o corpo de Moisés num vale que fica perto de Bete-Peor, nas terras de Moabe. Mas ninguém sabe o ponto exato em que está a sepultura dele. 7 - Moisés tinha 120 anos quando morreu. Apesar dessa idade, enxergava perfeitamente e era forte como um rapaz. 8 - Os israelitas choraram a morte de Moisés durante trinta dias, nas planícies de Moabe. 9 - Josué (filho de Num) estava cheio do espírito de sabedoria, porque Moisés tinha posto as mãos sobre ele. Assim os israelitas obedeceram a Josué e seguiram os mandamentos que o Senhor tinha dado a Moisés. 10 a 12 - Nunca mais apareceu nenhum profeta como Moisés - pois o Senhor falava com ele face a face. E obedecendo às ordens do Senhor, Moisés fez espantosos milagres, que mais ninguém fez iguais! Ele fez milagres grandes e terríveis na presença de Faraó, dos oficiais e de todo o povo do Egito; como também diante do povo de Israel, no deserto. JOSUÉ CAPITULO 1 1 - DEPOIS DA MORTE de Moisés, homem que servia ao Senhor, Deus falou ao assistente de Moisés chamado Josué, filho de Num: 2 a 5 - "Agora que o meu servo Moisés está morto, você passa a funcionar como o novo chefe do povo de Israel. Prepare-se e guie este povo, atravessando com ele o rio Jordão e indo à frente dele à terra prometida. O que prometi a Moisés, repito a você: 'Todo o terreno onde vocês pisarem, eu darei aos descendentes de Israel: o território que vai desde o deserto ao sul, até às montanhas do Líbano, ao norte; desde o Mar Mediterrâneo, a oeste, até ao rio Eufrates, a leste; e ainda toda a terra dos heteus. São estes os limites da nação.' Ninguém será capaz de impedir a sua marcha enquanto você viver, pois Eu estarei ao seu lado, assim como estive com Moisés: não o abandonarei nem deixarei de ajudar você. 6 a 9 - "Seja forte e corajoso! Você terá sucesso como chefe do meu povo e vai conquistar a terra que prometi. Veja lá! Basta que você seja forte e valente e tenha o cuidado de obedecer a todas as leis que Moisés ordenou. Se você quer ter sucesso em tudo o que vai fazer, seja obediente a todos os pontos da Lei, sem nenhum desvio para cá ou para lá. Não se canse de lembrar ao povo as leis deste Livro, e você mesmo trate de meditar nelas todos os dias e todas as noites, para ter certeza de que está sendo obediente em tudo que está escrito. Só assim você poderá ter sucesso. Digo e repito: Seja forte e corajoso! Nada de desânimo! Não fique com medo! Lembre-se bem: o Senhor seu Deus está com você, esteja onde estiver!" 10 e 11 - Então Josué deu instruções aos oficiais de Israel a fim de suprirem e equiparem o povo para a travessia do rio Jordão. Disse Josué: "Daqui a três dias nós vamos atravessar o rio, vamos conquistar a terra que Deus prometeu e lá viveremos!" 12 a 15 - Depois ele convocou os chefes das tribos de Ruben, de Gade e da meia tribo de Manassés e fez com que eles lembrassem o seguinte acordo feito com Moisés: "O Senhor deu a vocês descanso e esta terra deste lado do Jordão. Portanto, as mulheres, as crianças e o gado podem ficar aqui. Mas as suas tropas bem armadas e sem faltar nenhum dos guerreiros têm de ir na frente das outras tribos, atravessando o Jordão e ajudando a conquistar o território, no outro lado do rio. Fiquem lá até que conquistem tudo o que têm de conquistar. Só depois disto é que vocês poderão voltar e ocupar o seu território aqui a leste do Jordão." 16 - Eles concordaram com isso tudo e prometeram obedecer a Josué como comandante deles. 17 e 18 - "Obedeceremos às suas ordens como obedecemos a Moisés", afirmaram eles. Que o Senhor Deus esteja com você, como esteve com Moisés, Se algum dos nossos homens - seja quem for - se rebelar contra as suas ordens, morrerá! Olhe! Só queremos que você continue com ânimo e com coragem! " CAPITULO 2 1, 2 e 3 - DO ACAMPAMENTO de Sitim, Josué enviou dois espiões ao outro lado do Jordão, para examinarem a situação, principalmente em Jericó. Eles foram para lá e ficaram na pensão da prostituta Raabe. Mas durante a noite alguém informou ao rei de Jericó que espiões israelitas estavam na cidade. Ele mandou soldados à casa de Raabe, exigindo que ela entregasse os homens, porque eram espiões. Disseram a Raabe, obedecendo ao rei: "Esses homens foram enviados pelos chefes dos israelitas para verem o melhor modo de atacar a nossa cidade." 4 e 5 - Raabe, porém, tinha escondido os israelitas. Por isso ela disse ao oficial encarregado: "Os homens estiveram aqui mais cedo, mas eu não sabia que eram espiões. Eles saíram ao anoitecer, quase na hora de fechar as portas da cidade. Não sei para onde foram. Se vocês andarem depressa, pode ser que alcancem os dois!" 6 a 8 - Mas o fato era que ele havia escondido os homens entre as fibras de linho postas a secar no terraço do teto. Então os soldados saíram em busca dos espiões, até chegarem à parte rasa do rio Jordão. Enquanto isso, as portas de Jericó ficaram fechadas. Antes que os espiões dormissem no terraço, Raabe foi falar com eles. 9 a 13 - "Sei muito bem que o Senhor Deus que vocês adoram vai entregar o meu país a Israel", disse ela. "Nós todos estamos morrendo de medo! Todos os habitantes de Jericó estão apavorados! Isso porque já chegou aqui a notícia de como o Senhor abriu caminho através do Mar Vermelho, quando vocês saíram do Egito! Sabemos também o que vocês fizeram a Seom e a Ogue, reis dos amorreus, no outro lado do Jordão; como devastaram as terras e destruíram aqueles povos. Não é de admirar que estejamos com tanto medo! Depois de ouvir essas informações, ninguém mais teve coragem, pois o Deus do povo de Israel não é um deus qualquer: é o supremo Deus do céu e da terra. Agora só peço uma coisa: Jurem pelo Senhor Deus que vão ter misericórdia da minha família como tive de vocês; e quando Jericó for atacada, vocês darão um sinal bem claro para proteger meus pais e irmãos e salvar as nossas vidas." 14 e 15 - Os homens concordaram. "Se você não denunciar a nossa presença, tomaremos providências para que você e a sua família não corram perigo," prometeram eles. "Damos nossa palavra de que arriscaremos a vida para salvar vocês. Faremos isso com misericórdia e fidelidade." A casa de Raabe ficava sobre o muro da cidade. Então ela arranjou uma corda e amarrou numa janela; assim os espiões desceram. 16 - "Fujam para as montanhas," disse ainda a mulher. "Fiquem escondidos por lá uns três dias. Nesse meio tempo, os soldados que saíram à procura de vocês já estarão aqui de volta. Então vocês poderão ir embora tranqüilos." 17 a 20 - Mas antes de sair eles tinham dito a Raabe: "Não seremos responsáveis pelo que acontecer, se esta corda de fios vermelhos não estiver pendendo desta janela e também se todos os seus parentes, pai, mãe, irmãos e outros - não estiverem dentro desta casa. Não seremos responsáveis pela vida de ninguém que saia para a rua. Mas isto juramos pela nossa vida: Quem estiver dentro desta casa não será morto nem ferido. Contudo, se você denunciar esta nossa missão não teremos obrigação de cumprir o que prometemos." 21 a 23 - "Trato feito!", replicou ela. E deixou amarrada a corda vermelha na janela. Os espiões foram para as montanhas e ficaram lá três dias. Enquanto isso os perseguidores desistiram da busca e voltaram para Jericó. Então os dois espiões desceram do monte em que estavam escondidos atravessaram o rio e contaram a Josué tudo o que tinha acontecido. 24 - Disseram a Josué: "Com toda a certeza o Senhor vai entregar nas nossas mãos a terra! Pois aquela gente está morrendo de medo de nós!" CAPITULO 3 1 - NO DIA SEGUINTE, bem cedo, Josué e todo o povo de Israel levantaram o Acampamento de Sitim e partiram para o Jordão. Chegaram às margens do rio e acamparam ali por uns dias antes de atravessar. 2 a 4 - Três dias depois os oficiais andaram pelo acampamento dando ao povo estas instruções: "Quando vocês virem os sacerdotes carregando a Arca de Deus, vão atrás deles. Vocês nunca estiveram no lugar para onde vamos; por isso eles vão na frente como guias. Mas é preciso que vocês fiquem mais ou menos um quilômetro atrás deles, mantendo um espaço livre entre vocês e a Arca. Cuidado! Não cheguem perto dela!" 5 - Então Josué disse ao povo que fizesse a cerimônia própria para purificar. "Pois amanhã," disse ele, "o Senhor vai fazer um grande milagre!" 6 - Também deu ordens aos sacerdotes: "Peguem a Arca do Senhor e atravessem o rio adiante de nós!" Eles obedeceram. 7 e 8 - Disse o Senhor a Josué: "Hoje vou começar a honrar você na presença de todos. Vou fazer isso para que todo o Israel fique sabendo que Eu estou com você, assim como estive com Moisés. Diga aos sacerdotes que estão levando a Arca que parem na beira do rio." 9 a 11 - Depois Josué convocou o povo e disse: "Venham todos ouvir o que o Senhor Deus disse. Hoje vocês vão ver que o Deus vivo está no meio de nós e que Ele vai expulsar da terra prometida todos os povos que estão morando nela - os cananeus, os heteus, os heveus, os fereseus, os girgaseus, os amorreus e os jebuseus. Vejam só! A Arca de Deus, do Deus vivo, o Senhor do mundo inteiro, vai atravessar o rio na frente de vocês! 12 - "Escolham agora doze homens, um de cada tribo, para uma tarefa especial. 13 - "Olhem o que vai acontecer! Quando os sacerdotes que vão levando a Arca do Senhor do mundo inteiro puserem os pés na água, as águas que vêm do lado de cima vão parar de correr e vão ficar amontoadas, como se houvesse uma represa ali!" 14 a 16 - Pois bem, era tempo de colheita. Nesse período do ano o rio ficava transbordando de tão cheio! Entretanto, quando o povo desarmou as tendas para partir e quando os sacerdotes que levavam a Arca molharam os pés no Jordão, as águas que vinham do lado de cima pararam de repente! Desde o lugar em que está situada a cidade de Adã, perto de Sartã, as águas foram formando um montão, como se houvesse uma barreira de represa. E as águas que corriam para baixo, para o Mar Salgado, deixaram seco o chão. Então o povo atravessou o rio num lugar que dava de frente para a cidade de Jericó. 17 - Mas os sacerdotes que levavam a Arca do Senhor ficaram parados no meio do rio Jordão; e todo o povo de Israel passou por eles e atravessou o rio com os pés enxutos. CAPITULO 4 1 - QUANDO TODO O povo estava a salvo no outro lado do Jordão, o Senhor disse a Josué: 2 e 3 - "Chame os doze homens que foram escolhidos para uma tarefa especial, um de cada tribo, e diga-lhes que apanhem doze pedras, uma cada um, do meio do rio, do lugar em que os sacerdotes ficaram parados. Levem as pedras e façam com elas um monumento no lugar em que Israel acampar esta noite." 4 a 7 - Assim Josué reuniu os doze homens, dizendo a eles: "Vocês vão ter de entrar no Jordão e ir até onde está a Arca. Cada um de vocês deverá pôr uma pedra nos ombros - doze pedras ao todo, uma para cada tribo. Com elas vamos construir um monumento, de modo que no futuro, quando as crianças e os jovens de Israel perguntarem: 'Para que são estas pedras?', vocês dirão: 'É para lembrar que as águas do Jordão pararam de correr quando estávamos atravessando o rio com a Arca de Deus!' O monumento vai servir para fazer o povo lembrar sempre deste espantoso milagre." 8 a 11 - Os homens fizeram o serviço: pegaram doze pedras no meio do rio Jordão - uma para cada tribo conforme a ordem dada pelo Senhor a Josué. Levaram as pedras para o lugar onde o povo estava acampado. Com elas construíram um monumento. Além disso, Josué mandou fazer outro monumento de doze pedras no meio do rio, no lugar em que estavam parados os sacerdotes. Este monumento lá está, até o dia de hoje. Os sacerdotes que levavam a Arca ficaram parados no meio do rio, e dali não saíram enquanto não foram cumpridas as ordens dadas por Deus a Josué, por meio de Moisés. Enquanto isso o povo atravessou o leito seco do rio. Depois que todos passaram para o outro lado, o povo ficou vendo passar os sacerdotes com a Arca. 12 e 13 - As tropas das tribos de Ruben, de Gade e da meia tribo de Manassés - uns quarenta mil guerreiros bem armados foram na frente das outras tribos, como forças avançadas do exército do Senhor, marchando para os campos de Jericó. 14 e 16 - Foi um dia marcante para Josué! O Senhor Deus fez com que o povo reconhecesse o valor de Josué. E o povo passou a respeitar Josué como tinha respeitado Moisés, e não só naquele dia, mas durante toda a vida dele! Pois foi a Josué que o Senhor ordenou: "Mande os sacerdotes levarem a Arca." E a Josué, mesmo, o Senhor disse depois: "Mande os sacerdotes saírem do Jordão." 17 a 20 - Josué deu a ordem. E assim que os sacerdotes saíram do leito do rio as águas começaram a correr de novo e transbordaram como antes! Este milagre aconteceu no dia 25 de março. Nesse dia, todo o povo cruzou o rio Jordão e acampou em Gilgal, no lado oeste da cidade de Jericó; e ali as doze pedras foram empilhadas como um monumento. 21 a 24 - Então Josué tornou a explicar a finalidade das pedras: "No futuro", disse ele, "quando as crianças e os jovens de Israel perguntarem por que estas pedras estão aqui vocês poderão dizer que elas estão aqui para fazer lembrar este grande milagre - que o povo de Israel cruzou o rio Jordão pisando em terra seca! Contem como o Senhor nosso Deus secou o rio bem diante dos nossos olhos e manteve seco o leito do rio, até que todos tivéssemos passado! A mesma coisa que o Senhor fez quarenta anos antes no Mar Vermelho! Ele fez isso para que todas as nações da terra vejam que o Senhor é o poderoso Deus e para que seja a este poderoso Deus que vocês sirvam e respeitem sempre. " CAPITULO 5 1 - NO LADO OESTE do rio Jordão viviam os amorreus, bem como os cananeus que moravam à beira do Mar Mediterrâneo. Quando os reis desses povos ficaram sabendo que o Senhor tinha feito secar o rio Jordão para o povo de Israel passar, isso tirou a coragem deles e ficaram paralisados de medo! 2 e 3 - O Senhor mandou Josué separar um dia para fazer circuncidar todos os israelitas do sexo masculino, pela segunda vez na história de Israel. O Senhor mandou fazer facas de pedra para esse fim. O lugar em que foi realizada a circuncisão ficou conhecido como a "Colina dos Prepúcios”. 4 e 5 - E por que foram circuncidados todos pela segunda vez? Porque os que tinham sido circuncidados quando Israel saiu do Egito estavam mortos; e dos meninos que nasceram durante as viagens no deserto, nenhum tinha sido circuncidado. 6 e 7 - É bom lembrar que o povo de Israel tinha ficado marchando para cá e para lá durante quarenta anos no deserto, e os que já tinham idade para guerrear quando saíram do Egito morreram nesse período de tempo. E ficaram esse tempo todo vagando pelo deserto porque Israel tinha desobedecido ao Senhor. Por isso o Senhor tinha dado a palavra de que eles não haveriam de entrar na terra prometida - "terra que mana leite e mel." Assim, Josué fez circuncidar os que nasceram e cresceram durante a longa viagem - os quais tocaram o lugar dos pais nas promessas de Deus. 8 e 9 - Disse o Senhor a Josué: "Hoje removi a vergonha que vocês sentiam por não estarem circuncidados.' Daí o nome do lugar em que isso foi feito: "Gilgal" , que significa "remover". Ainda hoje o nome é esse. Depois da cerimônia, toda a nação ficou repousando no acampamento até que os que tinham sido operados sarassem. 10 a 12 - Enquanto os israelitas estavam acampados em Gilgal, nas planícies de Jericó, comemoraram a Páscoa. Isso foi no dia quatorze do mês, ao anoitecer. No dia seguinte começaram a preparar as suas refeições com os produtos do território que estavam invadindo. Nesse dia comeram pães feitos sem fermento de cereais tostados no fogo. Como já contavam com mantimentos da terra, do dia seguinte em diante o maná não caiu mais! Daí por diante passaram a alimentar-se com os frutos de Canaã. 13 - Numa hora em que Josué estava observando a cidade de Jericó, apareceu um homem empunhando uma espada. Josué aproximou-se rapidamente dele, perguntando: "Amigo ou inimigo?!" 14 - "Nenhum dos dois. Sou o Comandante dos Exércitos do Senhor," respondeu ele. Josué ajoelhou, pôs o rosto em terra, adorou, e disse: "Estou pronto para receber ordens!" 15 - "Tire os sapatos," disse o Comandante, "porque o lugar que você está pisando é santo." Josué obedeceu. CAPITULO 6 1 - AS PORTAS DE Jericó estavam muito bem trancadas porque o povo tinha medo dos israelitas. Ninguém podia entrar nem sair. 2 a 5 - Disse o Senhor a Josué: "Jericó, o rei e todos os soldados já estão derrotados porque Eu entreguei todos eles a vocês! 3 e 4 - Agora preste atenção: Todo o exército de Israel deve marchar em volta da cidade, uma vez por dia, durante seis dias. Sete sacerdotes acompanharão as tropas, cada um deles levando uma corneta feita de chifre de carneiro. No sétimo dia, as tropas marcharão em volta da cidade sete vezes, com os sacerdotes tocando as cornetas. E quando os sacerdotes derem um forte e longo toque de corneta, todo o exército gritará a plenos pulmões. Resultado: o muro da cidade irá abaixo! Então o exército invadirá a cidade cada um avançando do ponto em que estiver quando o muro cair." 6 a 9 - Josué convocou os sacerdotes e deu as instruções: os guerreiros armados deviam ir na frente; depois, sete sacerdotes tocando corneta sem parar; depois, os sacerdotes levando a Arca; e por último, um batalhão de retaguarda. 10 - "Temos de fazer o mais completo silêncio, fora o som das cornetas," disse Josué; e ordenou: "Não quero ouvir nem uma palavra de ninguém, enquanto eu não disser que gritem. Aí sim, gritem mesmo!" 11 - Já nesse dia a Arca foi carregada ao redor do muro da cidade, dando uma volta completa. Depois, todos se reuniram no acampamento e passaram a noite ali. 12 a 14 - Na manhã seguinte, madrugada ainda, deram volta na cidade outra vez, e voltaram para o acampamento. Fizeram isso seis dias. 15 e 16 - Na manhã do sétimo dia bem cedo, saíram de novo, só que desta vez rodearam a cidade sete vezes. Depois da sétima volta quando os sacerdotes deram um forte e longo toque de corneta Josué falou às tropas: "Gritem! O Senhor entregou a cidade em nossas mãos!" 17 a 19 - Antes ele já havia orientado a todos: "Todos os habitantes terão de ser mortos, menos a prostituta Raabe e todos os que estiverem na casa dela. Isso porque ela protegeu os nossos espiões. Vejam bem: Não peguem coisa nenhuma da cidade! Tudo tem de ser destruído! Obedeçam, porque se não fizerem isso cairá uma terrível desgraça sobre todo o povo de Israel! Agora notem bem; Todo o ouro e prata, bem como todos os utensílios de bronze e de ferro, deverão ser recolhidos - mas para serem dedicados ao Senhor, e irão para o tesouro sagrado. 20 e 21 - Assim quando os israelitas escutaram o toque das cornetas gritaram o mais alto que puderam! E de repente os muros da cidade rebentaram e caíram! Os invasores israelitas então penetraram por todos os lados na cidade, cada qual avançando direto do ponto em que estava quando os muros caíram. Destruíram tudo que havia lá dentro - os homens, as mulheres, as crianças, os velhos, os bois, as ovelhas, os jumentos - tudo! 22 - Mas Josué falou aos dois espiões: "Tratem de cumprir o que prometeram! Vão libertar Raabe e todos os que estiverem com ela!" 23,24 - Os jovens espiões obedeceram e tiraram da cidade a Raabe com os pais, os irmãos e outros parentes dela - como também os bens deles. Eles ficaram alojados fora do acampamento de Israel. Os israelitas incendiaram então a cidade, queimando tudo que nela havia - menos o ouro, a prata e os utensílios de bronze e de ferro, que foram guardados na tesouraria da casa do Senhor. 25 - Assim Josué salvou a prostituta Raabe e os parentes que estavam com ela na sua casa. Eles vivem até hoje entre os israelitas. Isso foi feito porque Raabe protegeu os espiões que Josué tinha enviado a Jericó. 26 - Depois Josué fez o povo lançar terrível maldição sobre quem reconstruísse a cidade de Jericó. Preveniu que quando fosse feito o alicerce, o filho mais velho do reconstrutor morreria, e quando fossem colocadas as portas da cidade, morreria o filho mais moço. 27 - Assim o Senhor estava com Josué, e ele foi ficando cada vez mais famoso em toda parte! CAPITULO 7 1 - MAS ALGUÉM HAVIA cometido pecado entre os israelitas. Foi Acã, filho de Carmi, neto de Zabdi, e bisneto de Zera, da tribo de Judá. Pois Acã desobedeceu à ordem de destruir tudo, menos o que devia ser reservado para a obra do Senhor! Ele pegou para si mesmo uma parte de tais coisas. A indignação de Deus estendeu-se a todo o povo de Israel por causa disso. 2 - Pouco depois da destruição de Jericó Josué mandou alguns homens à cidade de Ai, perto de Bete-Áven, a leste de Betel. Foram lá para espiar a cidade. 3 - Quando voltaram, prestaram este relatório a Josué: "Viva! A cidade tem tão poucos defensores que basta mandar uns dois ou três mil homens para acabar com ela! Para que mandar o exército inteiro?! " 4 a 6 - Assim, foram enviados apenas uns três mil homens para atacar a cidade de Ai - e eles foram completamente derrotados! Trinta e seis israelitas foram mortos durante o ataque, e os restantes foram perseguidos desde a porta da cidade até às pedreiras, e foram dominados! O povo de Israel ficou apavorado! Josué e os líderes, como sinal de desespero, rasgaram as roupas, lançaram-se ao chão, rosto em terra, e jogaram poeira sobre as cabeças - isso diante da Arca do Senhor, até o começo da noite. 7-9 Josué clamou a Deus: '''Ó Senhor! Por que o Senhor fez o seu povo passar o rio Jordão, se era para deixar os amorreus acabarem conosco?! Por que não ficamos do outro lado do rio? Bem que podíamos ter ficado satisfeitos com o que já tínhamos conseguido! Ó, Senhor! Que hei de fazer agora que Israel fugiu dos inimigos? Pois quando os cananeus e as outras nações desta região souberem o que aconteceu, vão cercar, atacar e apagar da terra o povo de Israel. E então, que será da honra do seu grandioso nome?!" 10 a 12 - Mas o Senhor disse a Josué: "Vamos, é inútil ficar curvado aí! Israel pecou, pois, desobedecendo às minhas ordens, tomou coisas proibidas que eu tinha dito que não tomasse! E quem fez isso, não só pegou aquelas coisas, mas também foi falso e escondeu o que roubou no meio da bagagem dele. Por isso o povo de Israel está sendo derrotado. Por isso os guerreiros israelitas estão fugindo dos inimigos. A nação desobediente está condenada!a Não estarei mais com vocês enquanto não acabarem com esse pecado! 13 a 15 - "Ponha-se de pé! Diga ao povo: 'Cada um vai ter de se consagrar, preparando-se para amanhã, pois o Senhor, Deus de Israel revelou que um de vocês pegou coisas proibidas, e que não poderemos vencer os inimigos enquanto esse pecado não for enfrentado e resolvido. Portanto, amanhã cedo vocês virão, tribo por tribo, e o Senhor vai mostrar a tribo à qual pertence o culpado. Depois, a tribo indicada vai ser examinada, tomando cada um dos grupos de famílias. O Senhor Deus mostrará a qual deles pertence o culpado. Esse grupo de famílias terá de comparecer, família por família, e cada membro da família terá de vir um por um. E quem roubou aquilo que pertence ao Senhor será lançado no fogo - ele e tudo que é dele! Pois rompeu o contrato do Senhor com Israel, e trouxe desgraça sobre toda a nação.'" 16 a 18 - Assim, no dia seguinte, bem cedo, Josué reuniu as tribos de Israel diante do Senhor. A tribo indicada foi a de Judá. Depois reuniu os grupos de famílias dessa tribo, e o Senhor indicou o grupo de famílias chefiados por Zera. Então as famílias desse grupo foram postas diante do Senhor, e a família de Zabdi foi indicada. Essa família teve de comparecer pessoa por pessoa, e o culpado foi revelado. Era Acã, neto de Zabdi. 19 - Josué disse a Acã: "Meu filho, louve e glorifique ao Deus de Israel, e confesse tudo que fez. Não esconda nada." 20 e 21 - Acã respondeu: "Pequei realmente contra o Senhor, o Deus de Israel. É que eu vi uma bela capa importada da Babilônia, umas peças de prata e uma barra de ouro, valendo uns cinqüenta siclos. Não resisti. Peguei tudo aquilo, fiz um buraco no chão da minha tenda, coloquei a prata por baixo e por cima o ouro e a capa." 22 e 23 - Com isso Josué mandou uns homens procurarem aquelas coisas. Eles correram até à tenda e acharam tudo enterrado Já como Acã tinha dito - a prata por baixo e o restante por cima. Levaram os objetos a Josué, que estava reunido com o povo na presença do Senhor. 24 - Então Josué e os israelitas pegaram Acã, a prata, a capa, o ouro, os filhos, as filhas, os bois, os jumentos, as ovelhas, a tenda, e tudo o que ele tinha, e levaram ao vale de Acor. 25 e 26 - Josué disse a Acã: "Por que você trouxe desgraça ao nosso povo? Agora o Senhor Deus vai trazer desgraça a você!" O povo de Israel apedrejou os condenados, queimou os corpos e tudo mais. Depois levantou sobre os destroços um montão de pedras que continua lá. Por isso aquele lugar é chamado "Vale de Acor" até hoje. Assim apagou-se o furor da ira do Senhor. CAPITULO 8 1 e 2 - E O SENHOR disse a Josué: "Não fique com medo, nem perca a coragem! Reúna o exército inteiro e vá atacar Ai, pois agora você vai conquistar aquela cidade. Olhe! Eu já entreguei a você o rei, o povo, a cidade e todo o território de Ai. Você vai fazer com a cidade e com o rei a mesma coisa que fez com Jericó e o rei de lá. Só que desta vez os bens poderão ser tomados para uso dos israelitas. Antes de mais nada, ponha emboscadas por detrás da cidade." 3 e 4 - Antes de enviar o grosso das tropas, Josué mandou de noite, na frente, trinta mil homens valentes, para ficarem de emboscada atrás da cidade, bem perto dela, prontos para entrar em ação. 5 a 8 - "Este é o plano," explicou Josué: "Quando o nosso exército atacar, os homens de Ai sairão da cidade para enfrentar as nossas tropas, como da outra vez. E nós fugiremos. Vamos deixar que eles venham em nossa perseguição até que todos estejam fora da cidade, pois vão dizer: 'Vejam! Os israelitas estão fugindo como na primeira vez!' Então vocês saem da emboscada e invadem a cidade - pois ela vai ser entregue a vocês pelo Senhor. Ponham fogo na cidade, pois foi o que o Senhor ordenou." 9 - Assim, eles saíram para cumprir as ordens. Ficaram emboscados entre Betel e o lado ocidental de Ai. Mas as tropas restantes passaram a noite no acampamento, e Josué ficou junto com elas. 10 a 13 - Na manha seguinte, bem cedo, Josué preparou os homens, e partiram em direção a Ai. Os líderes foram também. Pararam na beira de um vale, ficando eles ao norte de Ai. Naquela noite Josué mandou outros cinco mil homens para juntar-se aos que estavam emboscados a oeste da cidade. Ele porém, passou a noite neste vale que ficava entre o exército de Josué e a cidade de Ai. 14 - Vendo o rei de Ai os israelitas do outro lado do vale, e ignorando a existência da emboscada por trás, dirigiu os seus homens numa batalha a campo aberto, já bem cedo de manhã. 15 a 17 - Josué e todo o exército de Israel fingiram que estavam vencidos e fugiram na direção do deserto. Todos os soldados da cidade foram chamados para perseguir os israelitas. Nenhum soldado ficou em Ai e Betel. As cidades ficaram sem nenhuma defesa e com as portas abertas. 18 e 19 - Então o Senhor disse a Josué: "Aponte a lança na direção de Ai, pois vou entregar essa cidade a você." Josué obedeceu. E quando os homens emboscados viram o sinal dado por Josué, saíram da emboscada, invadiram a cidade e puseram fogo nela. 20 a 23 - Olhando para trás, os homens de Ai viram a fumaça que subia da cidade incendiada, e não tinham para onde ir! Quando Josué e as tropas que estavam com ele viram a fumaça, entenderam que os homens da emboscada já tinham tomado a cidade; voltaram, pois, e se puseram a destruir os perseguidores deles. E não ficou nisso! Os israelitas que estavam na cidade, saíram e atacaram os inimigos pela retaguarda. Assim, os homens de Ai caíram na armadilha e morreram todos! Não houve nenhum sobrevivente, fora o rei de Ai. Ele foi capturado e entregue a Josué. 24 a 26 - Depois que os israelitas mataram todos os soldados inimigos pelos campos e até ao deserto, foram à cidade e mataram todos os habitantes. Morreu naquele dia toda a população de Ai - doze mil pessoas ao todo - pois Josué ficou com a lança apontada para lá até cair morta a última pessoa. 27 - Mas o gado e os bens da cidade não foram destruídos. O Senhor tinha dito a Josué que os israelitas podiam ficar com tudo. 28 - Então Ai foi reduzida a um montão de ruínas; e assim ficou até hoje. 29 - Josué mandou enforcar o rei de Ai numa árvore, mas mandou retirar o corpo de lá ao pôr-do-sol. Depois, por ordem de Josué, lançaram o cadáver em frente da porta da cidade e jogaram sobre ele um montão de pedras que lá está ainda hoje. 30 a 32 - Então Josué construiu um altar ao Senhor Deus de Israel no Monte Ebal, como Moisés tinha ordenado no Livro da Lei escrito por ele: "Façam um altar de pedras brutas, não partidas nem lavradas com ferramentas." Os sacerdotes ofereceram sacrifícios queimados e ofertas de paz sobre o altar. E ali, aos olhos do povo de Israel, Josué gravou nas pedras uma cópia das leis escritas por Moisés. 33 a 35 - Então todo o povo de Israel - contando os líderes, os oficiais, os juizes e os estrangeiros que moravam com os israelitas - foram divididos em dois grupos. Metade ficou ao pé do Monte Gerizim e metade ao pé do Monte Ebal. Os sacerdotes que levavam a Arca ficaram entre os dois grupos, prontos para dar a bênção. Tudo foi feito de acordo com as instruções dadas muito antes por Moisés, servo do Senhor. Tudo pronto, Josué leu para eles todas as declarações de bênção e de maldição que Moisés tinha escrito no Livro das Leis de Deus. Todos os mandamentos escritos por Moisés foram lidos sem ficar nenhum deles de fora. E foram lidos diante de todo o povo reunido, incluindo as mulheres, as crianças e os estrangeiros que viviam entre os israelitas. CAPITULO 9 1 - QUANDO OS REIS dos territórios vizinhos ficaram sabendo o que tinha acontecido com Jericó e com Ai, depressa resolveram unir seus exércitos para lutar contra Josué e contra os israelitas. Eram os reis das nações que ficavam a oeste do rio Jordão, estendendo-se pela costa do Mediterrâneo, pelas planícies e até às montanhas do Líbano, bem ao norte os heteus, os amorreus, os cananeus, os fereseus, os hebreus e os jebuseus. 3 a 5 - Os habitantes de Gibeom, porém, agiram doutro modo. Foram esperto. Enviaram embaixadores a Josué, usando roupas velhas - como se a viagem feita fosse muito longa - sapatos velhos, sacos de bagagem velhos e cheios de remendos, sobre os lombos dos burros de carga e vasilhas de couro para o vinho, velhas e remendadas. O pão que levavam estava duro e bolorento. 6 - Chegando ao acampamento de Gilgal, disseram a Josué e aos homens de Israel: "Viemos de uma terra distante para fazer um tratado de paz com vocês" . 7 - Os israelitas responderam a esses heveus de Gibeom: "Como podemos ter a certeza de que vocês não vivem aqui por perto? Pois se for assim não podemos fazer nenhum tratado com vocês." 8 - Eles replicaram: "Estamos dispostos a ser escravos de vocês." "Mas quem são vocês?", perguntou Josué. "De onde vieram? " 9 a 13 - Eles disseram: "Somos de um país distante. Ouvimos falar do grande poder do Senhor Deus de Israel e de tudo que Ele fez no Egito e também aos dois reis dos amorreus - Seom, rei de Hesbom, e Ogue, rei de Basã. Por isso, os nossos líderes e o nosso povo nos deram as seguintes instruções: 'Preparem-se para uma longa viagem; vão ao encontro dos israelitas com uma proposta de paz, declarando que a nossa nação está disposta a ser escrava do povo de Israel.' Estes pães tinham acabado de sair do forno quando partimos, mas agora, vocês vêem, estão duros e bolorentos! Estes sacos de couro eram novos, e vejam como estão agora - velhos e remendados! Nossas roupas e nossos sapatos estão velhos e gastos por causa da nossa longa viagem!' 14 e 15 - Josué e os outros líderes acabaram acreditando neles. Não tiveram o cuidado de consultar o Senhor! Assinaram um tratado de paz, confirmado com juramento pelos líderes da assembléia de Israel. 16 e 17 - Três dias depois, os fatos vieram à luz - aqueles homens e o povo deles viviam ali por perto. Os israelitas encontraram as cidades deles no terceiro dia de busca. Eram as cidades de Gibeom, Quefira, Beerote e Quiriate-Jearim. 18 - Mas as cidades não foram destruídas, por respeito ao juramento feito pelos líderes da assembléia de Israel, diante do Senhor. Então o povo israelita criticou os líderes por terem feito aquele tratado de paz. 19 e 20 - Mas os líderes disseram ao povo reunido: "Nós fizemos juramento diante do Senhor Deus de Israel de que não poríamos as mãos naquele povo - e não vamos pôr mesmo! Vamos deixar que ele viva. Se quebrarmos o juramento, Deus ficará irado com todos nós!" 21 a 23 - Josué chamou os líderes dos gibeonitas, comunicando a sua decisão: "Vocês não serão destruídos. Mas visto que nos enganaram com a história de que vieram de longe quando na verdade são nossos vizinhos - atraíram maldição para cima de vocês! Terão de fazer trabalho escravo a vida toda - como lenhadores e carregadores de água para o serviço religioso ao Deus de Israel." 24 a 25 - Eles responderam a Josué: "Fizemos isso porque soubemos que o Senhor deu ordens a Moisés, servo dEle, para que tomasse posse deste território inteiro e que acabasse com todos os moradores daqui. Informados disto ficamos temendo por nossas vidas. Por isso agimos assim. Mas agora estamos nas mãos de vocês. Façam o que quiserem conosco!" 26 e 27 - Assim Josué não deixou que os israelitas destruíssem aquela gente. Mas desde aquele dia os gibeonitas passaram a fazer o trabalho de lenhadores e carregadores de água, prestando serviço ao povo de Israel e ao altar do Senhor - onde quer que ele fosse construído. E o que eles fazem até o momento em que este livro é escrito. CAPITULO 10 1 e 2 - QUANDO ADONI-ZEDEQUE, rei de Jerusalém, ficou sabendo como Josué tinha tomado e destruído Ai, matando o rei daquela cidade e também Jericó e o seu rei; e que o povo de Gibeom tinha conseguido um tratado de paz com Israel - ficando aliados os dois povos, ficou apavorado! Sim, porque Gibeom era uma grande cidade - tão grande como as capitais de reinos e muito maior do que Ai - e os gibeonitas tinham fama de valentes. 3 - Por isso o rei Adoni-Zedeque de Jerusalém, mandou mensageiros aos seguintes reis: Horão, rei de Hebrom, Pirão, rei de Jarmute, Jafia, rei de Laquis, Debir, rei de Eglom. 4 - “Venham ajudar-me a destruir Gibeom," apelou ele, "porque esse povo fez um tratado de paz com Josué e com o povo de Israel." 5 e 6 - Então estes cinco reis dos amorreus uniram os exércitos para um ataque conjunto a Gibeom. Os homens de Gibeom mandaram logo mensageiros a Josué, acampado em Gilgal. "Venham socorrer os seus servidores," clamaram. "Venham nos livrar depressa! Pois todos os reis dos amorreus que habitam nas montanhas estão com os exércitos deles aqui!" 7 - Josué e o exército israelita saíram de Gilgal e foram socorrer Gibeom. 8 - "Não tenha medo deles," disse o Senhor a Josué, "pois eles já estão vencidos porque Eu entreguei todos aqueles guerreiros a você. Nenhum deles será capaz, de resistir. 9 a 10 - Josué marchou durante a noite desde Gilgal e apanhou de surpresa as forças inimigas. Então o Senhor fez com que estas ficassem em pânico, de modo que o exército de Israel feriu grande número de Gibeom e perseguiu os demais até Bete-Horom, Azeca e Maquedá, destruindo os Amorreus pelo caminho. 11 - Aqueles que conseguiram chegar perto de Bete-Horom, quando iam descendo para lá foram mortos por grandes pedras que Deus fez cair sobre eles até Azeca. De fato, mais gente foi morta pela chuva de pedras do que pelas espadas dos israelitas! 12 - Enquanto os homens de Israel perseguiam e destruíam os amorreus, com o Senhor dando a vitória, Josué orou ao Senhor em alta voz: "Que o sol pare sobre Gibeom, e que a lua fique onde está, sobre o vale de Aijalom!" 13 a 15 - E o sol e a lua ficaram parados, até o exército de Israel terminar a destruição dos inimigos o O Livro dos Justos faz descrição mais detalhada deste fato. Assim o sol parou nos céus e não saiu durante quase vinte e quatro horas. Nunca antes e nunca depois houve um dia como esse! Pois o Senhor fez parar o sol e a lua, atendendo ao pedido de um homem! É que o Senhor estava pelejando por Israel. Depois Josué e o exército de Israel voltaram para o acampamento de Gilgal. 16 a 18 - Durante a batalha, os cinco reis fugiram e se esconderam numa caverna em Maquedá. Quando chegou a Josué a notícia de que os reis tinham sido achados, ele mandou que rolassem grandes pedras à boca da caverna e que alguns ficassem de guarda ali. 19 - Mas Josué ordenou aos demais soldados: "Persigam os inimigos e eliminem os que forem ficando para trás. Não deixem que voltem às cidades deles! Vocês podem contar com o Senhor Deus para a vitória total!” 20 e 21 - Assim Josué e o exército de Israel continuaram a batalha e acabaram com os cinco exércitos, menos alguns sobreviventes que conseguiram entrar nas cidades fortificadas. Então os israelitas voltaram ao acampamento que tinham em Maquedá. Voltaram sem sofrer a perda de nenhum soldado! E ninguém mais por ali quis falar em enfrentar o povo de Israel! 22 e 23 - Depois Josué deu ordens para abrir a boca da caverna e trazer a ele os cinco reis que lá estavam - o rei de Jerusalém, de Hebrom, de Jarmute, de Laquis e de Eglom. 24 e 25 - Feito isso, e reunidos os soldados de Israel, Josué mandou os capitães do exército colocarem os pés sobre o pescoço dos reis prisioneiros. Disse Josué: "Não tenham mais medo nem fiquem mais desanimados. Força e coragem! Pois o Senhor vai fazer isso com todos os inimigos de Israel! " 26 - Então Josué feriu e matou os cinco reis, pendurando os corpos deles em cinco árvores. Ficaram ali pendurados até à tarde. 27 - Ao pôr-do-sol Josué ordenou que os corpos fossem tirados das árvores e lançados na caverna onde tinham estado escondidos, e que se pusesse um montão de pedras à entrada da caverna. Lá está, até hoje, o montão de pedras. 28 a 30 - Naquele mesmo dia, Josué destruiu a cidade de Maquedá, eliminando o rei e todos os habitantes. Não foi deixada com vida nenhuma pessoa da cidade! Depois os israelitas foram a Libna e destruíram a cidade, o rei e todos os habitantes. Não ficou nenhum sobrevivente! E fizeram com o rei a mesma coisa que tinham feito com o rei de Jericó. 31 e 32 - Dali foram atacar Laquis. No segundo dia de luta o Senhor entregou a cidade às forças de Israel. Ai também toda a população foi morta, como em Libna. 33 - Durante o ataque feito a Laquis, Horão, rei de Gezer, levou para lá tropas para ajudar a defender a cidade. Mas os homens de Josué mataram esse rei e todo o exército dele! 34 e 35 - Depois, num só dia, os israelitas atacaram, tomaram a cidade de Eglom. E no mesmo dia eliminaram toda a população como tinham feito com Laquis. 36 e 37 - A seguir, partiram para Hebrom. Tomaram Hebrom, o rei, e todas as povoações do território, e mataram todos os habitantes. Ninguém sobreviveu! 38 e 39 - Depois marcharam de volta, em direção a Debir. Esta cidade e todas as povoações da vizinhança foram tomadas em pouco tempo. Destruíram todos, sem deixar ninguém vivo! Fizeram com Debir e com o rei o que tinham feito com Hebrom, com Libna e com os reis destas cidades. 40 a 42 - Assim Josué e o exército israelita conquistaram a região toda - as nações e os reis da zona montanhosa, o deserto do Neguebe, as terras baixas e as encostas das vertentes das águas. E destruíram todos os habitantes, sem deixar vivo nenhum deles! O Senhor Deus tinha mandado fazer isso. A região assim conquistada ia desde Cades-Barnéia até Gaza, e incluía todo o território de Gósen, até Gibeom. Josué conseguiu conquistar esses reis e terras de uma só vez porque o Senhor Deus de Israel pelejou por seu povo. 43 - Então Josué voltou com o exército para o acampamento de Gilgal. CAPITULO 11 1 a 3 - QUANDO JABIM, REI de Hazor, soube o que tinha acontecido, enviou mensagens urgentes aos seguintes reis: a Joabe, rei de Madom; ao rei de Sinrom; ao rei de Acsafe; a todos os reis da região montanhosa, ao norte; aos reis da região da Arabá, ao sul de Quinerete; aos reis das terras baixas; aos dos territórios montanhosos de Dor, ao oeste; aos reis de Canaã oriental e ocidental; aos reis dos amorreus; aos reis dos heteus; aos reis dos fereseus; aos reis dos jebuseus das terras' montanhosas; aos reis heveus, das cidades situadas nas encostas do monte Hermom, na terra de Mispa. 4 e 5 - Todos esses reis reagiram convocando os exércitos e unindo as forças para esmagarem Israel. Juntavam as tropas, que contavam com muitos carros e cavalos. Eram tantos que nem se podia contar! Eles acamparam junto das Fontes de Merom. 6 - Mas o Senhor disse a Josué: "Não tenha medo deles, pois amanhã, a esta hora, estarão todos mortos diante do exército israelita! Você vai cortar o tendão da perna dos cavalos e queimar os carros deles!" 7 e 8 - Josué não perdeu tempo! Ele e as tropas de Israel chegaram logo às Fontes de Merom e lançaram um ataque de surpresa. E o Senhor entregou todo aquele enorme exército aos israelitas! Estes perseguiram os inimigos até à grande Sidom, até um lugar chamado Poços de Sal, e até ao vale de Mispa, a leste. As tropas foram inteiramente destruídas! 9 - Então Josué e os soldados israelitas obedeceram às ordens do Senhor: cortaram o tendão da perna dos cavalos e queimaram todos os carros de guerra. 10 e 11 - No caminho de volta, Josué conquistou Hazor e matou o rei dessa cidade. Hazor tinha sido a capital daqueles reinos. Todas as pessoas foram mortas, e a cidade foi incendiada. 12 a 15 - Depois Josué atacou e destruiu todas as outras cidades daqueles reis. Todos os habitantes foram mortos, como Moisés, servo do Senhor, tinha ordenado. Todavia, das cidades edificadas nos montes, Josué só destruiu Hazor. As demais não foram destruídas. Todos os bens, incluindo o gado, daquelas cidades ficaram com os israelitas. Mas os habitantes foram todos mortos. Não sobreviveu ninguém! Pois o Senhor tinha ordenado isso a Moisés, seu servo; e Moisés tinha comunicado a Josué estas ordens. Josué obedeceu, e procurou ser fiel cumpridor de todas as ordens dadas pelo Senhor Deus a Moisés. 16 e 17 - Assim Josué conquistou o território todo - a região montanhosa, o deserto do Neguebe, a terra de Gósen, as terras baixas, a região da Arabá e a zona montanhosa, e as planas baixadas de Israel. O território israelita estendia-se agora desde o monte Halaque, perto de Seir, até Baal-Gade, no vale do Líbano, ao pé do monte Hermom. E Josué matou todos os reis daqueles territórios. 18 - Levou vários anos para completar todas estas ações guerreiras. 19 e 20 - Não foi feito tratado de paz com nenhuma das cidades, exceto Gibeom, dos heveus. Todas as outras foram tomadas na guerra. Pois o Senhor tinha feito com que os reis inimigos quisessem combater os israelitas em vez de propor paz e endurecido o coração deles. Assim, eles foram destruídos sem dó nem piedade! Isso o Senhor tinha ordenado a Moisés. 21 e 22 - Durante esse período, Josué acabou com todos os gigantes - chamados "enaquins" - habitantes da região montanhosa de Hebrom, Debir, Anabe, Judá e Israel. Ele destruiu todos esses gigantes e todas as suas cidades. Nem um só sobreviveu em todo o território de Israel, embora tenham ficado alguns deles em Gaza, em Gate e em Asdode. 23 - Assim Josué tomou todo o território, obedecendo às ordens que o Senhor tinha dado a Moisés; e repartiu as terras conquistadas entre as tribos do povo de Israel, como herança de cada uma delas. E por fim a terra descansou da guerra! CAPITULO 12 1 - ESTES SÃO OS reis do lado oriental do rio Jordão, reis das terras tomadas pelos israelitas, a área conquistada estendia-se por todo o caminho que vai do rio Arnom até o monte Hermom, contando as cidades do deserto oriental: 2 e 3 - Seom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom. O reino dele ia desde Aroer, à beira do vale do Arnom, e do meio desse vale até o rio Jaboque, fronteira dos amonitas. Esse território incluía a metade da atual área de Gileade, situada ao norte do rio Jaboque. Seom dominava também a parte norte do vale do rio Jordão, até às costas ocidentais do Lago da Galiléia; e para o sul, até o Mar Morto e as encostas do monte Pisga. 4 e 5 - Ogue, rei de Basã - era o último refaim existente - que habitava em Astarote e em Edrei. O território governado por ele estendia-se desde o monte Hermom, ao norte, até Salcá, no monte Basã, a leste; e para o oeste, ia até à fronteira com os gesureus e com os maacateus. O reino dele estendia-se também para o sul, abrangendo a metade norte do território de Gileade, fazendo fronteira ali com o reino de Seom, rei de Hesbom. 6 – Moisés, servo do Senhor, e o povo de Israel, tinham destruído estas nações, e Moisés tinha dado o território delas às tribos de Ruben e Gade, e à meia tribo de Manassés. 7 a 24 - Vejamos agora a lista dos reis eliminados por Josué e pelos exércitos de Israel no lado ocidental do Jordão. Este território, entre Baal-Gade, no vale do Líbano, e o monte Halaque, a oeste de Seir, foi repartido e dado às outras tribos de Israel. A área incluía a região montanhosa, as baixadas planas, a zona da Araba, as encostas com as vertentes das águas, o deserto da Judéia e o Neguebe. Viviam ali antes os seguintes povos: os heteus, os amorreus, os cananeus, os fereseus, os heveus e os jebuseus. Eis, pois, a lista dos reis: o rei de Jericó; o rei de Ai, junto a Betel; o rei de Jerusalém; o rei de Hebrom; o rei de Jarmute; o rei de Laquis; o rei de Eglom; o rei de Gezer; o rei de Debir; o rei de Geder; o rei de Hormá; o rei de Arade; o rei de Libna; o rei de Adulão; o rei de Maquedá; o rei de Betel; o rei de Tapua; o rei de Hefer; o rei de Afeque; o rei de Lasarom; o rei de Madom; o rei de Hazor; o rei de Sinrom-Merom; o rei de Acsafe; o rei de Taanaque; o rei de Megido; o rei de Quedes; o rei de Jocneão do Carmelo; o rei de Dor, da cidade de Nafate-Dor; o rei das tribos em Gilgal; e o rei de Tirza. Total: trinta e um reis, com as suas cidades, foram destruídos no lado oeste do Jordão. CAPITULO 13 1 - JOSUÊ TINHA envelhecido. "Você está ficando velho," disse o Senhor, "e ainda falta conquistar muitas nações. Veja só a lista dos territórios que falta ocupar: todo o território dos filisteus; todo o território de Gesur; as terras hoje pertencentes aos cananeus, desde o rio que forma divisa com o Egito até à fronteira sul de Ecrom; cinco cidades dos filisteus: Gaza, Asdode, Ascalom, Gate, Ecrom; o território dos aveus, no sul; ao norte, todo o território dos cananeus, incluindo Meara, pertencente aos sidônios, estendendo-se rumo norte até Afeque, na fronteira dos amorreus; as terras dos gibleus, na faixa costeira, abrangendo na direção leste toda a área do monte Líbano, desde Baal-Gade, ao pé do monte Hermom, no sul, até à entrada de Hamá, ao norte; e todo o território montanhoso que vai desde o Líbano até aos Poços de Sal, contando o território dos sidônios. "Estou para lançar esses povos longe da nação de Israel! Portanto, ao repartir o território às nove tribos e à meia tribo de Manassés, de acordo com o que ordenei, inclua esses territórios." 8 a 13 - A outra metade da tribo de Manassés, e as tribos de Ruben e de Gade, já tinham recebido a herança delas a leste do Jordão, pois Moisés havia destinado aquela terra para esses israelitas. O território deles estendia-se desde Aroer, na beira do vale do rio Arnom, contando a cidade situada no vale, e passava pelo planalto de Medeba, até Dibom; incluía também todas as cidades de Seom, rei dos amorreus que reinou em Hesbom, e chegava até às fronteiras de Amom. Incluía: Gileade; o território dos gesuritas; o monte Basã com a cidade de Salcá, edificada nele; e todo o território de Ogue, rei de Basã, que tinha reinado em Astarote e em Edrei. Ele foi o último dos refains que restou, pois Moisés tinha atacado e expulsado aqueles gigantes. Mas o povo de Israel não tinha expulsado os gesuritas nem os maacatitas, os quais vivem entre os israelitas até o dia de hoje. 14 - Distribuição dos Territórios. Território Dado à Tribo de Levi: Moisés não tinha dado nenhum território à tribo de Levi; em vez disso, ficaram tendo direito às ofertas feitas ao Senhor. 15 a 20 - Território Dado à Tribo de Ruben: Moisés tinha dado a seguinte área à tribo de Ruben com suas várias famílias: Desde Aroer, na beira do vale do rio Amom, com a cidade de Amom situada no meio do vale, até além do planalto, perto de Medeba. Incluía Hesbom e outras cidades da planície - Dibom, Bamote-Baal, Bete-Baal-Meom, Jaza, Quedemote, Mefaate, Quiriataim, Sibma, Zerete-Saar no monte que domina o vale, Bete-Peor, Bete-Jesimote e as encostas do monte Pisga. 21 e 22 - As terras de Ruben incluíam também as cidades do planalto e o reino de Seom. Seom era o rei que vivia em Hesbom e que foi morto por Moisés juntamente com os outros chefes de Midiã-Evi, Requém, Zur, Hur e Reba. Os israelitas mataram também o adivinho Balaão, filho de Beor, além de outros. 23 - A fronteira ocidental de Ruben era demarcada pelo rio Jordão. Dentro destes limites as famílias da tribo de Ruben estabeleceram cidades e aldeias. 24 e 25 - Território Dado à Tribo de Gade: A extensão do território destinado por Moisés à tribo de Gade com suas várias famílias foi a seguinte: Jazer, todas as cidades de Gileade, e a metade do território de Amom até Aroer perto de Rabá. 26 - Estendia-se também desde Hesbom até Ramate-Mispa e Betonim, e desde Maanaim até à fronteira de Debir. 27 e 28 - No vale havia Bete-Arã, Bete-Nimra, Sucote, Zafom e o restante dos domínios do rei Seom, de Hesbom. A linha da fronteira ocidental era o rio Jordão, indo até o Lago da Galiléia; ali a fronteira virava para o lado oriental do rio Jordão. 29 e 30 - Território Dado à Meia Tribo de Manassés: Moisés destinou o seguinte território à meia tribo de Manassés com suas várias famílias: O território estendia-se para o norte desde Maanaim. Incluía todo o Basã, reino que fora de Ogue e as sessenta cidades de Jair em Basã. 31 - Metade de Gileade e das capitais reais de Astarote e Edrei foi dada à metade do grupo de famílias chefiadas por Maquir, filho de Manassés. 32 e 33 - Foi assim que Moisés repartiu a terra a leste do rio Jordão nos campos de Moabe quando o povo acampou nas vizinhanças de Jericó. Mas Moisés não deu nenhum território à tribo de Levi pois, como ele explicou, o Senhor Deus era a herança de Levi. O que fosse dedicado a Deus - sacrifícios e outras ofertas - seria usado pela tribo de Levi. CAPITULO 14 1 e 2 - AS TERRAS CONQUISTADAS em Canaã foram repartidas às nove tribos restantes de Israel por sorteio sagrado. O sorteio foi feito pelo sacerdote Eleazar, acompanhado por Josué, filho de Num, e pelos líderes das tribos. Tudo de acordo com as ordens dadas pelo Senhor por meio de Moisés. 3 a 5 - Moisés já tinha dado territórios às duas e meia tribos no lado oriental do Jordão. A tribo de José era formada por duas tribos separadas, a de Manassés e a de Efraim. Por outro lado, os levitas não receberam terra nenhuma, a não ser cidades para morarem e os pastos dos arredores delas para o gado. Assim a distribuição das terras foi feita em rigorosa obediência às instruções dadas pelo Senhor a Moisés. 6 a 9 - Território Dado a Calebe: Um grupo da tribo de Judá, chefiado por Calebe, filho de Jefoné da família de Quenaz, apresentou-se a Josué, em Gilgal. "Lembra o que o Senhor disse a Moisés sobre mim e você quando estávamos em Cades-Barnéia?" perguntou Calebe a Josué. "Eu estava com quarenta anos de idade quando eu e você fomos enviados por Moisés, de Cades-Barnéia a Canaã para espionar; e fiz um relatório sincero. Mas os nossos irmãos, que foram conosco fizeram o povo ficar desanimado e desistir de invadir Canaã. Mas, como fiquei firme em seguir ao Senhor meu Deus, Moisés me disse: 'A parte da terra de Canaã por onde você andou pertencerá a você e aos seus filhos, para sempre.' 10 a 12 - "Agora, como vê, até hoje o Senhor me guardou todos esses quarenta e cinco anos, desde o tempo em que o povo ficou indo para lá e para cá no deserto. Estou agora com oitenta e cinco anos. Sinto-me tão forte agora como quando Moisés nos mandou naquela missão. Posso sair para combater e voltar depois do combate, como naquele tempo! Agora, pois, peço que me dê a região montanhosa que o Senhor prometeu. Você decerto se lembra de que, quando fomos como espiões, vimos que os enaquins viviam lá em grandes cidades fortificadas. Mas, estando o Senhor comigo, expulsarei aqueles homens de grande estatura." 13 a 15 - Assim, Calebe foi abençoado por Josué e recebeu dele o território de Hebrom como herança permanente, porque tinha seguido com firmeza ao Senhor Deus de Israel. Antes disso Hebrom era chamada Quiriate-Arba em homenagem a Arba, o grande herói do enaquins. Em face disso tudo, deixou de haver resistência contra a invasão dos israelitas. E houve paz. CAPITULO 15 1 a 4 - TERRITÓRIO DADO À Tribo de Judá por sorteio sagrado. A fronteira sul de Judá começava no limite norte de Edom, passava pelo deserto de Zim, e terminava na beira norte do deserto do Neguebe. Explicando melhor, esta fronteira começava na baía do sul do Mar Morto. Daí seguia pela estrada que ia para o sul do monte Acrabim, continuando pelo deserto de Zim até Hezrom ao sul de Cades-Barnéia. Subia depois para Adar passando por Carca e Azmon, atingindo por fim o rio que forma a divisa com o Egito e seguindo o percurso desse rio até o Mar Mediterrâneo. 5 e 6 - A fronteira oriental estendia-se ao longo do Mar Morto até à foz do Jordão. A fronteira norte começava na baía em que o rio Jordão despeja as águas do Mar Morto. Daí subia até Bete-Hogla e continuava ao norte de Bete-Arabá, subindo até à pedra de Boã, filho de Ruben. 7 a 9 - A partir desse ponto seguia pelo vale de Acor, rumo a Debir, dobrando ali para noroeste em direção a Gilgal, de frente para as ladeiras de Adumim, ao sul do vale. Daí a fronteira estendia-se até às fontes de En-Semes continuando para En-Rogel. Depois passava pelo vale de Hinom, pelo lado sul do território dos jebuseus onde está situada Jerusalém, tomava rumo oeste até o topo da montanha que domina o vale e subia até o extremo norte do vale dos refains. Dali a fronteira estendia-se desde o topo da montanha até às fontes de Neftoa e até às cidades da região montanhosa de Efrom, girando então para o norte para contornar Baalá, que é outro nome para Quiriate-Jearim. 10 e 11 - A mesma fronteira continuava ainda, dobrando a oeste de Baalá para o monte Seir; passava junto da cidade de Quesalom pelo lado norte do monte Jearim e descia a Bete-Semes. Tornando a virar Rara o norte, continuava pelo sul de Timna, até à encosta do morro ao norte de Ecrom, onde se inclinava para a esquerda, passando ao sul de Sicrom e do monte Baalá. Retornando ao norte, passava por Jabneel e terminava no Mar Mediterrâneo. 12 - A fronteira ocidental era a linha da costa do Mediterrâneo. 13 a 15 - Território Dado a Calebe: O Senhor deu ordem a Josué para que desse parte do território de Judá a Calebe, filho de Jefoné. Por isso ele recebeu a cidade de Arba também chamada Hebrom. Aquele nome era em homenagem ao pai de Enaque. Calebe expulsou dali os descendentes dos três filhos de Enaque: Sesai, Aimã e Talmai. Depois ele pelejou contra o povo que vivia na cidade de Debir, antes chamada Quiriate-Sefer. 16 - Calebe anunciou que daria a filha dele, Acsa, em casamento àquele que conquistasse Quiriate-Sefer. 17 - Otniel, sobrinho de Calebe, da família de Quenaz, foi quem tomou posse da cidade, e casou com Acsa. 18 e 19 - Quando o casal estava saindo, Acsa insistiu com Otniel que pedisse ao pai dela mais um campo como presente de casamento. Ela desceu do burro para falar com o pai sobre isso. "Que foi? Que posso fazer por você? " perguntou ele. Ela respondeu: "Quero outro presente, meu pai! A terra que o senhor me deu é um deserto. Quero uma que tenha fontes de água! Então ele deu as fontes superiores e as fonte inferiores. 20 - Eis, pois, o território dado à tribo de Judá com suas várias famílias: 21 a 32 - As cidades de Judá situadas ao longo das fronteiras do Edom, no Neguebe, ao sul são estas: Cabzeel, Eder, Jagur, Quiná, Dimona, Adada, Quedes, Hazor, Itnã, Zife, Telém, Bealote, Hazor-Hadata, Quiriote-Hezrom (ou Hazor), Amã, Sema, Moladá, Hazar-Gada, Hesmom, Bete-Pelete, Hazar-Sual, Berseba, Biziotiá, Baalá, lim, Azém, Eltolade, Quesil, Hormá, Ziclague, Madmana, Sansana, Lebaote, Silim, Aim e Rimom. Ao todo, vinte e nove cidades e as suas vilas. 33 a 36 - As seguintes cidades situadas nas baixadas também foram dadas a Judá: Estaol, Zorá, Asná, Zanoa, En-Gamim, Tapua, Enã, Jarmute, Adulão, Socó, Azeca, Saaraim, Aditaim, Gederá e Gederotaim. Ao todo, quatorze cidades e suas vilas. 37 a 44 - Estas vinte e cinco outras cidades e as suas vilas: Zenã, Hadasa, Migdal-Gade, Dileã, Mispa, Jocteel, Laquis, Bozcate, Eglom, Cabom, Laamás, Quitlis, Gederote, Bete-Dagom, Naamá, Maquedá, (um grupo de 16) Libna, Eter, Asã, Iftá, Asná, Nezibe, Queila, Aczibe e Maressa (um grupo de 9). 45 a 47 - O território da tribo de Judá abrangia ainda todas as cidades e vilas de Ecrom. De Ecrom a fronteira estendia-se até o mar Mediterrâneo e incluía as cidades e vilas situadas junto das fronteiras de Asdode. Também as cidades de Asdode e Gaza, com as respectivas vilas chegando até ao Mar Mediterrâneo, incluindo ainda toda a costa do Mediterrâneo, até o rio que forma a divisa com o Egito. 48 a 62 - Na região montanhosa Judá recebeu as seguintes quarenta e quatro cidades e suas vilas: Samir, Jatir, Socó, Daná, Quiriate-Sana (ou Debir), Anabe, Estemo, Anim, Gósen, Holom e Giló (um grupo de 11); Arabe, Dumá, Esã, Janim, Bete-Tapua, Afeca, Hunta, Quiriate-Arba (ou Hebrom), Zior (um grupo de 9); Maom, Carmelo, Zife, Jutá, Jezreel, Jocdeão, Zanoa, Caim, Gibeá, Timna (um grupo de 10); Halul, Bete-Zur, Gedor, Maarate, Bete-Anote, Eltecom (um grupo de 6); Quiriate-Baal (também conhecida como Quiriate-Jearim), Rabá (um grupo de 2); Bete-Arabá, Midim, Secacá, Nibsã, Cidade do Sal e En-Gedi, (sendo que estas seis estavam situadas no deserto). 63 - Mas a tribo de Judá não conseguiu expulsar os jebuseus que residiam em Jerusalém. Assim os jebuseus vivem até o momento em que este livro é escrito entre os descendentes de Judá em Jerusalém. CAPITULO 16 1 a 4 - FRONTEIRA SUL das tribos de José, Efraim e a meia tribo de Manassés, por sorteio sagrado. Esta fronteira estendia-se desde o rio Jordão em Jericó, atravessando o deserto e a região montanhosa, até Betel. Depois ia de Betel a Luz, depois a Atarote, no território dos arquitas, descendo rumo oeste até à fronteira de Jafleti, até à fronteira de Bete-Horom Inferior, indo depois até Gezer, terminando no Mediterrâneo. 5 a 8 - Território Dado à Tribo de Efraim: A fronteira oriental começava em Atarote-Adar. Dali ia até Bete-Horom Superior e seguia para o Mar Mediterrâneo. A fronteira norte começava no mesmo mar, seguia a leste de Micmetá, passando depois por Taanate-Siló e Janoa. De Janoa dobrava para o sul até Atarote e Naarate, tocava em Jericó e terminava no rio Jordão. Seguindo para o leste, a fronteira ia de Tapua ao ribeiro de Caná, terminando no Mar Mediterrâneo. 9 - Efraim recebeu também algumas cidades do território pertencente à meia tribo de Manassés. 10 - Os cananeus de Gezer não foram expulsos. Vivem entre os da tribo de Efraim até hoje, só que são obrigados a trabalhar como escravos. CAPITULO 17 1 - TERRITÓRIO DADO À Meia Tribo de Manassés, filho mais velho de José, por sorteio sagrado. O grupo de famílias chefiado por Maquir, filho mais velho de Manassés, e pai de Gileade, já tinha recebido Gileade e Basã a leste do Jordão, porque eram grandes guerreiros. 2 - Agora foi dado território - a oeste do Jordão - aos grupos de famílias chefiados por Abiezer, Heleque, Asriel, Siquém, Semida e Hefer, todos filhos de Manassés. 3 e 4 - Contudo, Zelofeade, filho de Hefer, neto de Gileade, bisneto de Maquir, tataraneto de Manassés, não tinha filhos. Tinha cinco filhas - Maalá, Noa, Hogla, Milca e Tirza. Estas mulheres procuraram o sacerdote Eleazar, Josué e os líderes de Israel e disseram: "O Senhor disse a Moisés que nós haveríamos de receber propriedades iguais às dos homens da nossa tribo. 5 e 6 - Assim, de acordo com as ordens dadas pelo Senhor a Moisés, as cinco mulheres receberam herança como os cinco tios avós delas, num total de dez partes. A tribo de Manassés também tinha o território de Gileade e Basã do outro lado do Jordão. 7 e 8 - A fronteira norte da tribo de Manassés estendia-se para o sul, desde o limite da tribo de Aser até Micmetá, a leste de Siquém. Ainda para o sul, a fronteira ia de Micmetá até à fonte de Tapua. O território de Tapua era de Manassés, mas a cidade de Tapua situada na fronteira das terras de Manassés pertencia à tribo de Efraim. 9 - Da fonte de Tapua, a fronteira de Manassés seguia a margem norte do ribeiro de Caná até o Mar Mediterrâneo. Várias cidades situadas ao sul do ribeiro pertenciam á tribo de Efraim embora localizadas no território de Manassés. 10 - As terras ao sul do ribeiro, estendendo-se para a oeste até o Mar Mediterrâneo, foram dadas a Efraim, e as terras ao norte do ribeiro e a leste do mar foram dadas a Manassés. A fronteira norte de Manassés limitava com o território de Aser e a fronteira leste com o território de Issacar. 11 - A meia tribo de Manassés recebeu também as seguintes cidades situadas nas áreas dadas a Issacar e a Aser: Bete-Seã, Ibleã, Dor, En-Dor, Taanaque e Megido, zona assinalada por três outeiros; as cidades e suas vilas. 12 - Mas os da família de Manassés não conseguiram expulsar os moradores desses lugares, pois os cananeus teimavam em não sair. 13 - Mais tarde, quando os israelitas ficaram mais fortes, obrigaram os cananeus a trabalhar como escravos, sem, porém, os expulsar de lá. 14 - Então as duas tribos de José, Efraim e Manassés, procuraram Josué e perguntaram: "Por que você nos deu só uma parte pequena do território repartido? Veja como o Senhor Deus abençoou e fez crescer a nossa tribo!" 15 - "Se a região montanhosa de Efraim não é suficiente," respondeu Josué "e se vocês acham que dão conta podem derrubar as matas do território dos fereseus e dos refains." 16 a 18 - "Ótima coisa", disseram as tribos de José "mas os cananeus que ocupam as baixadas de Bete-Seã e do vale de Jezreel têm carros de ferro e são muito mais fortes do que nós." "Então vocês ficam com as matas das montanhas," respondeu Josué. "E como vocês formam uma tribo tão grande e forte, decerto que poderão derrubar as matas e viver lá! Tenho certeza de que vão ser capazes de expulsar mais tarde os cananeus dos vales também por mais fortes que sejam e por mais carros de ferro que tenham!" CAPITULO 18 1 e 2 - DEPOIS DE FEITA a conquista, embora sete tribos de Israel ainda não tivessem invadido e conquistado os territórios que Deus tinha dado a elas, toda a assembléia de Israel se reuniu em Silo para armar o Tabernáculo. 3 a 7 - Disse Josué: "Até quando vocês vão ficar parados em vez de avançar e conquistar a terra que o Senhor nosso Deus entrega a Israel?! Escolham três homens de cada tribo para que se preparem, percorram a região e façam um mapa do território prometido às tribos, para que eu faça a divisão das terras para vocês. Os enviados farão um mapa dividindo o território em sete partes, e depois farão sorteio sagrado para decidir qual a parte de cada tribo. É bom lembrar porém que os levitas não devem receber nenhum território; eles são sacerdotes do Senhor – o que é a melhor herança! E é claro, que as tribos de Ruben e de Gade e a meia tribo de Manassés não receberão mais nada, pois já têm território a leste do Jordão, cumprida que foi a promessa de Moisés, servo do Senhor." 8 - Assim os homens escolhidos para isso, partiram a fim de fazer para Josué um mapa do território a conquistar. Depois disso o Senhor ia indicar o território de cada tribo mediante sorteio sagrado. 9 - Os homens foram e fizeram o trabalho pedido: marcaram o território inteiro, dividido em sete partes, e fizeram listas das cidades encontradas em cada parte. Depois voltaram a Josué, ao acampamento em Silo. 10 - No Tabernáculo de Silo o Senhor mostrou a Josué o território de cada tribo. Isso foi feito mediante sorteio sagrado. 11 - Território Dado à Tribo de Benjamim: A parte de terras dada por sorteio sagrado às famílias da tribo de Benjamim fica entre os territórios dados às tribos de Judá e de José. 12 a 14 - A fronteira norte começava no rio Jordão, seguia para o norte de Jericó, dirigia-se depois na direção oeste, através da região montanhosa e do deserto de Bete-Áven. Dali a fronteira ia para o sul até Luz, também chamada Betel, e continuava descendo até Atarote-Adar situada na região montanhosa ao sul de Bete-Horom Inferior. Nesse ponto a fronteira dobrava para o sul, passando sobre a montanha próxima de Bete-Horom e terminando em Quiriate-Baal, que é a mesma Quiriate-Jearim - cidade pertencente à tribo de Judá. Esta era então a fronteira ocidental. 15 a 19 - A fronteira sul ia da borda de Quiriate-Jearim, até à fonte de Neftoa, descendo até à base da montanha que está defronte do vale de Hinom, ao norte do vale dos refains. Dali continuava pelo vale de Hinom, atravessava a parte sul da antiga cidade de Jerusalém, pertencente aos jebuseus, e continuava descendo até En-Rogel. De En-Rogel a fronteira seguia rumo nordeste até En-Semes e até Gelilote que dá de frente para a encosta de Adumim. Depois descia até à pedra de Boã, filho de Ruben, passando pela linha norte da Arabá. A fronteira descia então penetrando na Arabá seguia para o sul, passando por Bete-Hogla e terminava na baía do norte do Mar Morto - no extremo sul do rio Jordão. 20 a 28 - A fronteira oriental era o rio Jordão. Aí está o território dado à tribo de Benjamim, com as suas famílias. Estas são as vinte e seis cidades incluídas no território dado aos da tribo de Benjamim: Jericó, Bete-Hogla, Emeque-Quezis, Bete-Arabá, Zemaraim, Betel, Avim, Pará, Ofra, Quefar-Amonai, Ofni, Geba, (um grupo de 12) Gibeom, Ramá, Beerote, Mispa, Quefira, Moza, Raquém, Irpeel, Tarala, Zela, Elefe, Jebus (ou Jerusalém), Gibeá e Quiriate-Jearim, (um grupo de 14). Todas estas cidades e suas vilas foram dadas à tribo de Benjamim com as suas famílias. CAPITULO 19 1 - TERRITÓRIO DADO À Tribo de Simeão: A tribo de Simeão foi a segunda a receber seu território por sorteio sagrado - ele estava dentro dos limites das terras dadas a Judá. 2 a 7 - A herança de Simeão incluía estas dezessete cidades e suas vilas: Berseba, Seba, Moladá, Hazar-Sual, Balá, Ázen, Eltolade, Betul, Hormá, Ziclague, Bete-Marcabote, Hazar-Susa, Bete-Lebaote, Suarém, (um grupo de 13), Aim, Rimom, Eter e Asã, (um grupo de 4). 8 - As cidades que haviam para o sul, até Baalate-Beer, também conhecida como Ramá do Neguebe, foram dadas também à tribo de Simeão. 9 - Assim a herança da tribo de Simeão veio da herança dada antes a Judá. Isso porque o território da tribo de Judá era grande demais. 10 a 13 - Território Dado à Tribo de Zebulom: A terceira tribo a receber território, por sorteio sagrado, foi Zebulom. A fronteira desse território começava no lado sul de Saride. Dali virava para o oeste chegando perto de Maralá e de Dabesete, indo até ao ribeiro que passa em frente de Jocneão a leste desta cidade. Em outra direção, a linha da fronteira seguia rumo leste até à fronteira de Quislote-Tabor e dali até Daberate e Jafia. Depois continuava a leste de Gate-Hefer, Ete-Cazim e Rimom, virando ali para Neá. 14 - A fronteira norte de Zebulom passava por Hanatom e terminava no vale de Iftá-EI. 15 e 16 - Nestas áreas estavam situadas as seguintes cidades, além das que já foram mencionadas: Catate, Naalal, Sinrom, ldala e Belém. Ao todo, doze cidades e suas vilas. 17 - Território Dado à Tribo de Issacar, por sorteio sagrado: A quarta tribo a receber território foi lssacar. 18 a 23 - Seus limites incluíam as seguintes cidades: Jezreel, Quesolute, Suném, Hafaraim, Siom, Anaarate, Rabite, Quisiom, Ebes, Remete, En-Gamim, En-Hadá, Bete-Pazes, Tabor, Saazima e Bete-Semes. Ao todo, dezesseis cidades e suas vilas. A fronteira de lssacar terminava no rio Jordão. 24 - Território Dado à Tribo de Aser: A quinta tribo a receber território por sorteio sagrado foi Aser. 25 a 31 - As fronteiras do território incluíam as seguintes cidades: Helcate, Hali, Béten, Acsafe, Alameleque, Amade e Misal. Na direção oeste, a fronteira ia desde o Carmelo até Sior-Libnate, virava então para o leste seguindo para Bete-Dagom; seguia até Zebulom, no vale de Iftá-EI, e continuava ao norte de Bete-Emeque e de Neiel. Saía depois a leste das cidades de Cabul, Ebrom, Reobe, Hamom e Caná, atingindo Sidom Maior. Dali a fronteira virava para Ramá, até à cidade fortificada de Tiro e terminava em Hosa, na costa do Mar Mediterrâneo na região de Aczibe. O território incluía também Umá, Afeque e Reobe. Ao todo, eram vinte e duas cidades e suas vilas. 32 - Território Dado a Naftali: A sexta tribo a receber território por sorteio sagrado foi Naftali. 33 e 34 - A fronteira começava em Judá, no carvalho de Zaananim, e se estendia através de Adami-Neguebe, Jabneel e Lacum, terminando no rio Jordão. A fronteira ocidental começava perto de Helefe passando por Aznote-Tabor e dali a Hucoque. Chegava até a fronteira de Zebulom no sul, à de Aser a oeste e ao rio Jordão, a leste. 35 a 39 - As cidades fortificadas, situadas nesse território, eram: Zidim, Zer, Hamate, Racate, Quinerete, Adamá, Ramá, Hazor, Quedes, Edrei, En-Hazor, Irom, Migdal-El, Horém, Bete-Anate e Bete-Semes. Ao todo, havia no território dezenove cidades e suas vilas. 40 - Território Dado à Tribo de Dã: A sétima tribo a receber território por sorteio sagrado foi Dã. 41 a 46 - As seguintes cidades pertenciam a esse território: Zorá, Estaol, Ir-Semes, Saalabim, Aijalom, Itia, Elom, Timna, Ecrom, Elteque, Gibetom, Baalate, Jeúde, Bene-Beraque, Gate-Rimom, Me-Jarcom e Racom, mais o território junto a Jafo. 47 e 48 - O território conseguido pela tribo de Dã era pequeno. Por isso as tropas de Dã atacaram e conquistaram a cidade de Lesém. Os descendentes de Dã habitaram em Lesém, mudando o nome dela para "Dã" em homenagem ao pai deles. 49 a 50 - Assim as terras foram repartidas entre as tribos, com as fronteiras indicadas. O povo de Israel deu a Josué uma parte especial, pois o Senhor havia dito que ele podia ficar com a cidade que quisesse. Ele escolheu Timnate-Sera na região montanhosa de Efraim. Ali reconstruiu a cidade e habitou nela. 51 - O sacerdote Eleazar; Josué, filho de Num; e os líderes das tribos de Israel, dirigiram o sorteio sagrado pelo qual as terras foram repartidas entre as tribos. Isso foi feito na presença do Senhor à entrada do Tabernáculo em Silo. Com estes sete sorteios, completou-se a distribuição entre as doze tribos. CAPITULO 20 1 a 2 - DISSE O SENHOR a Josué: "Diga ao povo de Israel que separe as cidades de refúgio, conforme as instruções que dei a Moisés. 3 - "Se alguém for culpado de matar alguma pessoa sem querer, poderá fugir para uma destas cidades para ficar protegido dos parentes do morto; talvez eles queiram matar o homicida, por vingança. 4 - "Quando aquele que matou sem querer chegar a uma cidade de refúgio, comparecerá diante do conselho que governa a cidade e explicará o que houve. O conselho terá o dever de deixar que ele entre na cidade e more ali. 5 - "Se algum parente do morto chegar ali, perseguindo aquela pessoa, a cidade não entregará o fugitivo; porque a morte foi acidental, sem haver briga entre eles. 6 - "Aquele que causou a morte acidental tem de ficar naquela cidade até ser julgado pelos juizes; e tem de morar ali até à morte do sumo sacerdote que esteja em exercício por ocasião do acidente. Depois terá liberdade para voltar para casa, para a cidade dele." 7 e 8 - As cidades escolhidas como cidades de refúgio foram estas: Quedes, na Galiléia, na região montanhosa de Naftali; Siquém, na região montanhosa de Efraim; Quiriate-Arba (ou seja, Hebrom), na região montanhosa de Judá. Mais três cidades foram escolhidas com a mesma finalidade, no lado oriental do rio Jordão para além de Jericó: Bezer, no deserto do território de Ruben; Ramote de Gileade, nas terras da tribo de Gade; e Galã de Basã, no território da tribo de Manassés. 9 - Estas cidades de refúgio serviam tanto para os israelitas como para os estrangeiros residentes nas terras de Israel. Todo aquele que matasse alguém por acidente, tinha um lugar onde esperava julgamento sem o perigo de ser morto por vingança. CAPITULO 21 1 e 2 - ENTÃO OS LÍDERES da tribo de Levi foram até Silo para falar com o sacerdote Eleazar, Josué, e os líderes das outras tribos. Disseram eles: "O Senhor instruiu Moisés no sentido de que nós levitas devemos receber cidades para morar e pastagens para o nosso gado." 3 - Assim eles receberam algumas das cidades recém-conquistadas, bem como as pastagens nas vizinhanças delas. 4 - Treze delas tinham sido dadas antes às tribos de Judá, Simeão e Benjamim. Estas foram dadas por sorteio sagrado a alguns dos sacerdotes da linhagem de Coate, da tribo de Levi, descendentes de Arão. 5 - As outras famílias de Coate receberam por sorteio sagrado dez cidades dos territórios de Efraim, de Dã e da meia tribo de Manassés. 6 - As famílias de Gérson receberam treze cidades selecionadas mediante sorteio sagrado na área de Basã. Estas cidades foram dadas pelas tribos de Issacar, Aser, Naftali e pela meia tribo de Manassés. 7 - As famílias de Merari receberam por sorteio sagrado doze cidades das tribos de Ruben, Gade e Zebulom. 8 - Assim a ordem que o Senhor tinha dado a Moisés foi obedecida e as cidades e pastagens foram dadas por sorteio sagrado. 9 a 16 - Os primeiros a receber a parte destinada a eles foram os sacerdotes - descendentes de Arão, levitas das famílias de Coate. Receberam das tribos de Judá e Simeão as seguintes nove cidades e as pastagens ao redor: Hebrom, na região montanhosa de Judá, cidade de refúgio, também chamada Quiriate-Arba, em homenagem a Arba, pai de Enaque; mas os campos da cidade e suas vilas foram dados a Calebe, filho de Jefoné; Libna, Jatir, Estemoa, Holom, Debir, Aim, Jutá e Bete-Semes. 17 a 18 - Da tribo de Benjamim receberam estas quatro cidades e as suas pastagens: Gibeom, Geba, Anatote e Almom. 19 - Portanto, foram dadas treze cidades e suas pastagens - aos sacerdotes, descendentes de Arão. 20 a 22 - As outras famílias de Coate receberam da tribo de Efraim estas quatro cidades, com as pastagens: Siquém (cidade de refúgio), Gezer, Quibzaim e Bete-Horom. 23 e 24 - As seguintes quatro cidades e pastagens foram dadas pela tribo de Dã: Elteque, Gibetom, Aijalom e Gate-Rimom. 25 e 26 - A meia tribo de Manassés deu as cidades e pastos de Taanaque e Gate-Rimom. Assim, o total de cidades, com suas pastagens, dadas aos das famílias de Coate foi dez. 27 - Os das famílias de Gérson, formando outra divisão dos levitas, receberam da meia tribo de Manassés duas cidades com as pastagens próximas: Golã de Basã (cidade de refúgio) e Beesterá. 28 e 29 - A tribo de Issacar deu quatro cidades, incluindo as pastagens ao redor: Quisiom, Daberate, Jarmute e En-Ganim. 30 e 31 - A tribo de Aser deu quatro cidades com as pastagens: Misal, Abdom, Helcate e Reobe. 32 - A tribo de Naftali deu: Quedes, na Galiléia (cidade de refúgio), Hamote-Dor e Cartã. 33 - Assim, foram treze as cidades, com suas pastagens, dadas às famílias de Gérson. 34 e 35 - Os levitas restantes - das famílias de Merari - receberam da tribo de Zebulom quatro cidades e suas pastagens: Jocneão, Cartã, Dimna e NaaIaI. 36 e 37 - De Ruben receberam quatro cidades com suas pastagens: Bezer, Jaza, Quedemonte e Mefaate. 38 e 39 - Gade contribuiu com quatro cidades e suas pastagens: Ramote (cidade de refúgio), Maanaim, Hesbom e Jazer. 40 - Deste modo, os levitas pertencentes às famílias de Merari receberam ao todo doze cidades e suas pastagens. 41 e 42 - O número total de cidades - com suas pastagens - dadas aos levitas chegou a quarenta e oito. 43 - Assim foi que o Senhor deu a Israel todas as terras que havia prometido aos primeiros pais. Os israelitas invadiram e conquistaram essas terras e passaram a viver nelas. 44 - E o Senhor deu paz a Israel, como havia prometido. Não havia ninguém que pudesse levantar-se contra a nação israelita! o Senhor deu a Israel a vitória sobre os inimigos. 45 - Realizaram-se todas as boas coisas que o Senhor havia prometido! Ele cumpriu a palavra em tudo! CAPITULO 22 1 a 5 - JOSUÉ CONVOCOU então os soldados das tribos de Ruben e Gade e da meia tribo de Manassés, dizendo o seguinte: "Vocês fizeram tudo o que Moisés, servo do Senhor, mandou e tudo o que eu ordenei - obedeceram a todas as ordens dadas pelo Senhor nosso Deus. Vocês não abandonaram os seus irmãos das outras tribos. Agora o Senhor nosso Deus nos deu sucesso e descanso como havia prometido. Podem voltar para o território que receberam de Moisés, servo do Senhor, do outro lado do rio Jordão. Tenham cuidado porém de obedecer a todos os mandamentos dados por Moisés na Lei. Amem o Senhor e sigam o plano que Ele tem para vocês na vida. Procurem estar sempre perto dEle! Sirvam ao Senhor com todo o coração e alma!" 6 a 8 - Assim Josué abençoou todos eles e os mandou para casa. Moisés tinha dado território em Basã à meia tribo de Manassés, ao passo que a outra metade da tribo tinha recebido território a oeste do Jordão. Quando Josué despediu as tropas, ao dar a bênção disse que eles dividissem com os parentes em casa todas as riquezas que tinham conseguido durante a campanha militar - gado, prata, ouro, bronze, ferro e roupas - tudo em grande abundância! 9 e 10 - Assim as tropas das tribos de Ruben, de Gade e da meia tribo de Manassés deixaram o exército de Israel aquartelado em Silo, em Canaã, e atravessaram o rio Jordão, voltando para as suas terras em Gileade. Mas antes da travessia, enquanto estavam ainda em Canaã, construíram perto do Jordão um altar grande e vistoso. 11 a 15 - Quando o restante de Israel ficou sabendo que as tribos de Ruben, Gade e meia tribo de Manassés tinham edificado um altar, ajuntou um exército em Silo e se preparou para fazer guerra àquelas tribos irmãs. Antes porém mandou uma delegação chefiada por Finéias, filho do sacerdote Eleazar. Faziam parte da delegação dez altos oficiais de Israel - um de cada uma das dez tribos. Todos eles eram chefes de grupos de famílias. Cruzaram o rio, passando para a terra de Gileade, e falaram às tribos de Ruben, Gade e Manassés: 16 a 20 - "Toda a congregação do Senhor quer saber por que vocês estão pecando contra o Deus de Israel, deixando de seguir ao Senhor e construindo um altar de rebelião contra Ele! Será que a culpa do nosso pecado em Peor - da qual não estamos purificados ainda, apesar da praga que nos atormentou - é tão pequena que vocês têm de fazer nova rebelião contra o Senhor?! Vocês bem sabem que se fizerem rebelião hoje, o Senhor ficará irado conosco amanhã! Se vocês acham que precisam de um altar porque o território de vocês é impuro, é melhor que passem para o nosso lado do rio Jordão onde o Senhor se faz presente entre nós no Tabernáculo. Vocês poderão viver junto conosco e nós daremos parte de nossas terras a vocês. Mas nada de rebelião contra o Senhor, para trazer desgraça sobre nós, construindo outro altar! Só um é o altar do Senhor nosso Deus! Não esqueçam a terrível experiência que tivemos com Acã, filho de Zera! Quando Acã pecou contra o Senhor, não foi só ele que sofreu castigo. A nação inteira foi castigada!" 21 - Aqui vai a resposta que o povo de Ruben, de Gade e da meia tribo de Manassés deu aos altos oficiais de Israel: 22 e 23 - "Diante do Senhor, Deus dos deuses declaramos que não construímos o altar em rebelião contra ele. O Poderoso Senhor sabe - e que todo o Israel saiba também - que não construímos o altar para oferecer nele sacrifícios queimados nem ofertas de paz - caia sobre nós a maldição do Senhor, se foi para isso! 24 a 29 - "Construímos o altar porque amamos o Senhor e temos receio de que no futuro os filhos de vocês digam aos nossos: 'Que direito vocês têm de prestar culto ao Senhor Deus de Israel? O Senhor colocou o rio Jordão como barreira entre nós e vocês! Vocês não têm parte no Senhor!' E os filhos de vocês poderão impedir que os nossos filhos adorem e sirvam ao Senhor! Por isso resolvemos construir o altar como símbolo, para mostrar aos nossos filhos e para os de vocês que nós também podemos servir ao Senhor com nossos sacrifícios queimados, ofertas de gratidão e outras ofertas; e para que os filhos de vocês não digam aos nossos: 'Vocês não têm parte no Senhor nosso Deus.' Se eles disserem isso, os nossos filhos poderão responder: 'Olhem a cópia do altar do Senhor, que nossos pais fizeram. Não é pois sacrifícios queimados ou outros sacrifícios. É um símbolo da união que nós e vocês temos com Deus.' Longe de nós, afastar-nos do Senhor, ou nos rebelar contra Ele, construindo altar para sacrifícios queimados, ofertas ou outros sacrifícios. Somente o altar que está em frente do Tabernáculo pode ser usado para isso." 30 - Quando o sacerdote Finéias e os altos oficiais ouviram isso das tribos de Ruben, Gade e Manassés, alegraram-se muito! 31 - Finéias respondeu: "Hoje sabemos que o Senhor está no meio de nós, porque vocês não foram infiéis ao Senhor como tínhamos pensado. Com isso vocês mostraram que estamos livres da destruição pelo castigo do Senhor." 32 e 33 - Então Finéias e os outros representantes enviados voltaram ao povo de Israel - a Canaã - e deram relatório de tudo o que tinha acontecido. Todo o Israel alegrou-se e louvou a Deus! E deixaram de falar em fazer guerra contra Ruben e Gade. 34 - O povo de Ruben e de Gade deram ao monumento o nome de "Altar do Testemunho", dizendo: "É um testemunho entre nós e eles de que o Senhor é nosso Deus também." CAPITULO 23 1 - MUITO TEMPO DEPOIS, havendo o Senhor dado sucesso ao povo de Israel contra os inimigos e sendo Josué já bastante idoso, este convocou os líderes de Israel - os chefes, os juizes e os oficiais - e falou a todos: "Estou velho, e vocês viram tudo o que o Senhor nosso Deus fez por vocês durante a minha existência. O Senhor mesmo lutou contra os inimigos de vocês e deu a vocês as terras deles! Eu reparti entre vocês por sorteio sagrado as terras das nações ainda não conquistadas, como também as terras nas nações que já destruímos. Vocês possuirão todo o território que vai desde o rio Jordão até o Mar Mediterrâneo, pois o Senhor nosso Deus expulsará todos os povos que nele vivem e vocês viverão lá, como Ele prometeu! 6 a 11 - "Mas tenham cuidado de seguir todas as instruções escritas no Livro das Leis de Moisés. Não se desviem delas nem um pouco! Cuidado! Não se misturem com os pagãos que ainda restam no território; nem sequer mencionem os falsos deuses deles, nem jurem pelos nomes deles. Não sirvam nem adorem a esses falsos deuses! Continuem seguindo de perto ao Senhor nosso Deus, como vocês têm feito até aqui. Ele expulsou de diante de vocês grandes e fortes nações; e ninguém pôde derrotar vocês, até hoje. Um só de vocês basta para pôr em fuga mil inimigos, pois o Senhor nosso Deus luta por nós, como prometeu. Portanto esforcem-se para continuar amando ao Senhor nosso Deus! Este amor vai guardar suas almas. 12 e 13 - "Se não permanecerem fiéis a Deus, se houver convivência e casamentos mistos entre vocês e os povos pagãos, então fiquem sabendo que, com toda a certeza, Deus não expulsará mais essas nações da presença de vocês. Em vez disso, elas serão armadilha e rede para vocês, serão como golpes dados no fígado e como espinhos nos olhos de vocês - até que vocês desapareçam desta boa terra que receberam do Senhor nosso Deus. 14 a 16 - "Logo vou seguir pelo caminho de todos os da terra - vou morrer. "Vocês sabem muito bem, de coração e alma, que as promessas do Senhor Deus foram todas cumpridas. Todas as coisas boas que Ele prometeu já são uma realidade" e nada falta. Mas tão certo como o Senhor Deus deu a vocês todas as boas coisas que prometeu, Ele cumprirá as ameaças que fez no caso de desobedecerem. Pois se vocês servirem e adorarem a outros deuses, quebrando o trato com o Senhor, Deus nos varrerá desta boa terra que Ele mesmo deu a todos nós. A ira do Senhor se acenderá contra vocês e logo estarão liquidados no próprio território que Ele mesmo deu!" CAPITULO 24 1 - DEPOIS JOSUÉ CONVOCOU todo o povo de Israel para comparecer diante dele. O povo e todos os lideres, os chefes, os juizes e os oficiais. Eles vieram e se apresentaram diante de Deus. 2 a 4 - Então Josué dirigiu-se a todo o povo dizendo: "O Senhor Deus de Israel diz: 'Os primeiros pais de vocês, incluindo Terá, pai de Abraão e de Naor, viviam a leste do rio Eufrates e serviam a falsos deuses. Mas Eu tomei. Abraão - pai de vocês - daquela terra além do Eufrates, conduzi Abraão à terra de Canaã, a qual ele percorreu toda. Também dei a ele numerosos herdeiros por meio de Isaque, filho dele. Os filhos que dei a Isaque foram Jacó e Esaú. A Esaú dei o território que está ao redor do monte Seir, ao passo que Jacó desceu com os filhos para o Egito. 5 - Então enviei Moisés e Arão e por meio deles lancei pragas terríveis sobre o Egito. Depois fiz com que o meu povo saísse de lá, não como povo de escravos mas de homens livres! 6 - Mas quando iam saindo, guiados por Mim, os egípcios foram atrás, com carros e com cavaleiros até o Mar Vermelho. 7 - Israel clamou a Mim; Eu pus escuridão entre os israelitas e os egípcios e lancei o mar sobre estes últimos e eles foram tragados pelas águas! Vocês viram o que Eu fiz! Então Israel viveu muito tempo no deserto. 8 a 10 - Depois Eu trouxe vocês à terra dos amorreus, no outro lado do Jordão; eles guerrearam contra vocês; mas Eu dei a vocês a vitória: destruí os amorreus e dei a vocês a terra deles. Então Balaque, filho de Zipor, rei de Moabe, fez guerra contra Israel e pediu a Balaão, filho de Beor, que amaldiçoasse vocês. Mas Eu não quis dar ouvidos a Balaão. Em vez disso fiz com que ele abençoasse vocês! Assim livrei Israel das mãos dele. 11 a 13 - Então vocês atravessaram o rio Jordão e vieram a Jericó. Os homens de Jericó lutaram contra vocês e assim fizeram muitos outros - os amorreus, os fereseus, os cananeus, os heteus, os girgaseus, os heveus e os jebuseus. Cada um desses povos teve ocasião de lutar contra vocês, mas eu entreguei todos a vocês! Enviei vespões para expulsarem os amorreus e os dois reis deles. Não foram as espadas e os arcos de vocês que conseguiram a vitória! Dei terras em que vocês não trabalharam e cidades que não foram vocês que construíram - estas cidades nas quais vocês estão morando agora. E vocês se alimentam de uvas, azeite e azeitonas que outros cultivaram! 14 - “Portanto, prestem obediência e serviço ao Senhor de modo sincero e fiel. Joguem fora os ídolos que foram adorados pelos pais de vocês quando eles viviam para lá do rio Eufrates e no Egito. Sirvam somente ao Senhor!" 15 - "Mas se vocês não estão querendo obedecer ao Senhor, escolham hoje a quem querem dar obediência. Será que vão querer servir aos deuses falsos dos seus pais do leste do Eufrates? Ou aos deuses falsos dos amorreus destas terras? Quanto a mim, escutem! "Eu e a minha casa serviremos ao Senhor!" 16 a 18 - O povo respondeu: "Nunca abandonaremos o Senhor! Nunca serviremos a outros deuses! Foi o Senhor nosso Deus que libertou os nossos pais da escravidão do Egito. Foi Ele que fez grandes milagres diante dos olhos de Israel. Foi Ele que nos protegeu durante a nossa viagem pelo deserto e que nos guardou quando passamos pelas terras dos nossos inimigos. Foi o Senhor que expulsou os amorreus e os outros povos que viviam nestas terras. Sim! Nós escolhemos servir ao Senhor! Somente Ele é o nosso Deus!" 19 e 20 - Então Josué disse ao povo: "Vocês não podem servir ao Senhor Deus, pois ele é Deus santo e zeloso. Ele não perdoará a rebelião e os pecados de vocês. Se vocês abandonarem o Senhor e servirem a deuses estranhos, Ele Se voltará e destruirá vocês - apesar de todo bem que fez a Israel!" 21 - Mas o povo respondeu: "Nós escolhemos servir ao Senhor!" 22 - "Ouviram o que vocês mesmos disseram!" disse Josué - "A escolha é de vocês; vocês resolveram obedecer ao Senhor." "Sim", afirmaram eles, "nós somos testemunhas." 23 - "Certo," disse ele. "Então têm de destruir todos os ídolos de vocês, e têm de obedecer de coração ao Senhor Deus de Israel. " 24 - O povo respondeu a Josué: "Sim, nós vamos servir e obedecer somente ao Senhor. " 25 e 26 - Josué fez assim um acordo com o povo naquele dia, em Siquém; levando o povo a assumir um compromisso e a manter um contrato permanente e obrigatório entre ele e Deus. Josué registrou a resposta do povo no Livro das Leis de Deus. Depois fez colocar uma enorme pedra debaixo da árvore que havia ao lado do Tabernáculo do Senhor. 27 - Então Josué disse a todo o povo: "Esta pedra ouviu tudo o que o Senhor disse. Portanto, ela será testemunha para depor contra vocês se não cumprirem a palavra!" 28 - Josué mandou então o povo para casa - cada um para a terra que havia recebido. 29 e 30 - Pouco depois destas coisas Josué morreu - aos cento e dez anos de idade. Foi enterrado na propriedade dele em Timnate-Sera, na região montanhosa de Efraim, no lado norte das montanhas de Gaás, 31 - Israel foi obediente ao Senhor durante toda a vida de Josué e dos homens idosos que tinham sido testemunhas pessoais dos maravilhosos feitos do Senhor em favor de Israel. Estes ainda viveram muito tempo depois da morte de Josué. 32 - Os ossos de José trazidos pelo povo de Israel quando saiu do Egito, foram enterrados no lugar que Jacó tinha comprado dos filhos de Hamor, por cem peças de prata. O terreno estava dentro do território dado às tribos de José. 33 - Morreu também Eleazar, filho de Arão. Ele foi enterrado na região montanhosa de Efraim, em Gibeá, cidade que tinha sido dada a Finéias, filho dele. JUÍZES CAPITULO 1 1 - DEPOIS QUE JOSUÉ morreu, o povo de Israel foi à presença do Senhor para receber instruções. "Qual de nossas tribos deverá ir primeiro guerrear contra os cananeus?," perguntaram os israelitas. 2 - Respondeu o Senhor: "Judá. Já entreguei a ele a terra." 3 - Então, os chefes da tribo de Judá pediram ajuda à tribo de Simeão. "Venham lutar junto conosco contra os cananeus, para tomarmos posse da terra que nos foi dada por sorteio sagrado," disseram. "Depois nós ajudaremos vocês a conquistar o território que receberam por sorteio sagrado." Assim o exército de Simeão foi com o exército de Judá. 4 - E o Senhor deu a eles a vitória sobre os cananeus e fereseus. Mataram dez mil soldados inimigos em Bezeque. 5 e 6 - Enquanto lutavam com os cananeus e com os fereseus em Bezeque, encontraram o rei Adoni-Bezeque e lutaram contra ele. Adoni-Bezeque fugiu. Mas foi perseguido e preso. Daí cortaram os polegares das mãos e dos pés dele. 7 - "Cortei os polegares de setenta reis, e eles comiam as migalhas debaixo da minha mesa!" exclamou Adoni-Bezeque. "Agora Deus me fez pagar do mesmo jeito!" - O rei prisioneiro foi levado para Jerusalém, e morreu lá. 8 a 11 - Judá conquistou Jerusalém, eliminou a população e pôs fogo na cidade. Depois o exército de Judá lutou contra os cananeus da região montanhosa, no Neguebe e nas planícies à beira-mar. Em seguida, marchou contra os cananeus que habitavam em Hebrom, antes da chamada Quiriate-Arba, destruindo as cidades e Sesai, Aimã e Talmai. Dali partiu contra os moradores de Debir, antes Quiriate-Sefer. 12 - "Quem quer dirigir o ataque a Debir?," desafiou Calebe. "Quem conquistar a cidade poderá casar com minha filha Acsa! " 13 - Otniel, sobrinho de Calebe, filho de Quenaz, irmão mais novo de Calebe, foi quem conquistou a cidade, e casou com Acsa. 14 - Quando o casal estava para sair para a sua casa, Acsa insistiu com Otniel que pedisse ao pai dela mais um terreno, como presente de casamento. Ela desceu do burro em que estava montada, para falar com o pai sobre isso. "Que foi? Que posso fazer por você?" perguntou ele. 15 - Ela respondeu: "Quero outro presente, meu pai! A terra que o senhor me deu é um deserto. Quero uma que tenha fontes de água!" Então ele deu a ela as fontes superiores e as fontes inferiores. 16 - Quando a tribo de Judá mudou para o novo território, no deserto do Neguebe, ao sul de Arade, os descendentes do sogro de Moisés - membros da tribo dos queneus - foram junto. Deixaram os lares em Jericó, a "Cidade das Palmeiras," e as duas tribos passaram a viver juntas. 17 - Depois os exércitos de Judá e de Simeão, juntos, lutaram com os cananeus que habitaram em Zefate. Destruíram totalmente a cidade. Por isso a cidade recebeu o nome de Hormá, que significa "lugar devastado". 18 - O exército de Judá conquistou também as cidades de Gaza, Ascalom e Ecrom, e suas aldeias. 19 - O Senhor ajudou a tribo de Judá a eliminar os povos das montanhas. Entretanto, Judá não expulsou os moradores do vale, que tinham carros de ferro. 20 - Calebe recebeu a cidade de Hebrom - como tinha sido prometido. Ele expulsou da cidade os habitantes, descendentes dos três filhos de Enaque. 21 - A tribo de Benjamim não conseguiu expulsar os jebuseus que moravam em Jerusalém. Por isso eles vivem lá, misturados com os israelitas, até a data em que este livro é escrito. 22 a 26 - O exército de José, isto é, das tribos de Efraim e Manassés, por sua vez, atacou a cidade de Betel - antes conhecida pelo nome de Luz. O Senhor ajudou o exército de José. Primeiro foram uns espiões. Eles prenderam um homem que ia saindo da cidade. Fizeram a ele esta proposta: "Se você mostrar a entrada (secreta) da cidade, você não morrerá". Ele mostrou a entrada. Então os israelitas destruíram a cidade, mas deixaram que aquele homem partisse em paz com a família. Ele foi para a terra dos heteus (na Síria) e ali edíficou uma cidade que recebeu também o nome de Luz; e Luz é o nome dela até o dia em que este livro é escrito. 27 e 28 - A tribo de Manassés não pôde expulsar os habitantes das cidades de Bete-Seã, Taanaque, Dor, Ibleã, Megido, e suas respectivas aldeias; assim os cananeus permaneceram nesses lugares. Mas depois que os israelitas ficaram mais fortes, obrigaram os cananeus a trabalhar como escravos. Entretanto, não expulsaram totalmente esse povo do território. 29 - A mesma coisa aconteceu com os cananeus de Gezer: continuaram vivendo ali, junto com os israelitas da tribo de Efraim. 30 - A tribo de Zebulom não expulsou os habitantes de Quitrom e Naalol; os cananeus continuaram vivendo ali, mas fazendo trabalhos forçados. 31e 32 - Aser também não expulsou os habitantes de Aco, Sidom, Alabe, Aczibe, Helba, Afeque e Reobe; daí os israelitas ficaram vivendo nesses lugares junto com os cananeus antigos moradores dessas terras. 33 - A mesma coisa aconteceu com a tribo de Naftali: não expulsou os habitantes de Bete-Semes e Bete-Anate; os cananeus continuaram vivendo ali, junto com os israelitas, mas como escravos. 34 - Quanto à tribo de Dã, foi forçada pelos amorreus a ficar nas montanhas; não conseguiu descer ao vale. 35 - Mas, avançando os amorreus pelas montanhas de Heres, Aijalom e Saalbim, foram derrotados pela tribo de José, e passaram a viver como escravos dos israelitas. 36 - A fronteira dos amorreus começava na ladeira de Acrabim ou "do Escorpião", ia até um ponto chamado Sela, continuando dali para cima. CAPITULO 2 1 a 3 - UM DIA O ANJO do Senhor chegou a Boquim, vindo de Gilgal, e disse ao povo de Israel: "Eu trouxe vocês; do Egito a esta terra que prometi aos seus antepassados, e disse que nunca iria quebrar o meu trato com vocês. Mas isto se você fizessem a sua parte; e não assinassem nenhum tratado de paz com os moradores desta terra. Ordenei que destruíssem os altares deles. Porque vocês não obedeceram? Agora, como vocês romperam o trato, também não vou expulsar estes povos. Eles ficarão aí como espinho nos lombos de vocês, e os deuses deles serão sempre uma tentação para vocês!" 4 e 5 - O povo se pôs a chorar, ao ouvir as palavras do Anjo. Por isso aquele lugar recebeu o nome de "Boquim" (que quer dizer: "onde o povo chorou"). Depois os israelitas ofereceram sacrifícios ao Senhor. 6 - É bom lembrar que Josué tinha dispensado os exércitos de Israel. As tribos tinham ido para os seus novos territórios tomando posse deles. 7 a 9 - Josué, servo do Senhor, morreu com cento e dez anos de idade. Foi enterrado no limite das terras que recebeu como herança do Senhor, em Timnate-Heres, na região montanhosa de Efraim, ao norte do monte Gaás. O povo tinha sido fiel ao Senhor durante toda a vida de Josué, como também enquanto viveram os homens idosos que tinham visto os grandes milagres que Deus tinha feito a favor de Israel. 10 - Finalmente morreram todos os que pertenciam àquela época e foram reunidos aos pais deles. 11 a 14 - Pouco tempo depois, os israelitas deixaram de servir ao Senhor e não deram atenção aos milagres feitos por Ele a favor de Israel. Abandonaram o Senhor que tinha tirado o povo de Israel do Egito! Puseram-se a servir e adorar os ídolos dos povos que viviam ali por perto. Com isso provocaram a irado Senhor! Ele deixou que os inimigos saqueassem os israelitas, porque estes abandonaram o Senhor e estavam servindo aos (falsos deuses) Baal e Astarote. 15 e 16 - Assim, o Senhor era contra os israelitas quando eles saíam para lutar contra os inimigos. Ele tinha feito advertências sobre isso e tinha prometido que agiria assim. Israel estava em grande aperto! Mas o Senhor levantou juízes que livraram Israel dos inimigos. 17 - Contudo, os israelitas não obedeceram aos juízes. Em vez disso, foram infiéis ao Senhor e adoraram outros deuses. Como se desviaram depressa da verdadeira fé que os seus pais tinham! Pois, ao contrário deles, não obedeceram aos mandamentos do Senhor! 18 - Durante toda a vida de cada juiz colocado pelo Senhor sobre o povo, o juiz - com a ajuda do Senhor - livrava o povo de Israel dos inimigos. Isso porque o Senhor tinha compaixão do povo que gemia pelo aperto e pelas opressões que sofria! 19 - Mas quando o juiz morria, o povo voltava aos mesmos erros, e ficava pior do que os seus pais, que já tinham morrido! Seguia, servia e adorava falsos deuses! Teimosamente retomava os maus costumes das nações vizinhas, e não mostrava arrependimento! 20 a 22 - Então Deus ficou de novo irado com Israel. Disse Ele: "Este povo violou o trato que fiz com os pais dele. Por isso não expulsarei os povos que ainda não tinham sido dominados por ocasião da morte de Josué. Em vez disso, usarei essas nações para pôr o meu povo à prova, para ver se obedecerá ou não ao Senhor, como fizeram os pais dele." 23 - Assim o Senhor deixou ficar ali aquelas nações: não expulsou nem permitiu que Israel destruísse nenhuma delas. CAPITULO 3 1 - AQUI VAI A LISTA das nações que o Senhor deixou para provar a nova geração de Israel, que não tinha tomado parte nas guerras de Canaã. Pois o Senhor queria dar oportunidade aos jovens israelitas para aprenderem a crer e a obedecer quando lutassem para eliminar os inimigos. Os filisteus (cinco cidades), os cananeus, os sidônios e os heveus que viviam nas montanhas do Líbano, desde o monte de Baal-Hermon, até a entrada de Hamate. 4 - Estes povos serviram de prova para os israelitas da nova geração - para ver se obedeceriam aos mandamentos do Senhor, dados por meio de Moisés. 5 a 7 - Portanto, Israel viveu entre os cananeus, os heteus, os heveus, os fereseus, os amorreus e os jebuseus. E em vez de destruir esses povos, houve casamentos mistos entre os israelitas e eles. Os rapazes de Israel buscavam esposas entre aqueles povos, e as moças israelitas aceitavam casamento com rapazes deles. E logo os israelitas estavam adorando os falsos deuses deles. Assim o povo de Israel praticou o mal diante do Senhor - fez rebelião contra o Senhor, Deus de Israel, e passou a servir aos Baalins e aos postes-ídolos. 8 - Então O Senhor ficou irado com Israel, e deixou que Israel fosse derrotado por Cusã-Risataim, rei da Mesopotâmia. Os israelitas ficaram oito anos sob o domínio dele. 9 e 10 - Mas quando Israel pediu socorro ao Senhor, Ele mandou um libertador na pessoa do sobrinho de Calabe, Otniel, filho de Quenaz, irmão mais novo de Calebe. O Espírito do Senhor tomou controle total sobre Otniel, e ele exerceu as funções de juiz do povo de Israel, de modo que quando ele comandou as forças de Israel contra o exército do rei Cusã-Risataim, o Senhor ajudou os israelitas, e o rei da Mesopotâmia foi derrotado. 11 a 14 - Então a terra ficou em paz durante quarenta anos. Terminado esse período, Otniel morreu, e o povo de Israel voltou aos velhos erros e pecados. Mas o Senhor deu poder a Eglom, rei de Moabe, para levar Israel à derrota. Os exércitos de Eglom, ajudados por forças amonitas e amalequitas, atacaram Israel e conquistaram Jericó, a "Cidade das Palmeiras". O domínio de Eglom sobre os israelitas durou dezoito anos! 15 - Quando, porém, os israelitas clamaram a Deus por socorro, Deus levantou sobre eles um libertador - Eúde, filho de Gera, benjamita. Eúde era canhoto. Ele foi encarregado de levar à capital moabita o pagamento dos impostos cobrados de Israel por Eglom. 16 - Antes de viajar para lá, Eúde fez um punhal de dois gumes, de quase meio metro de comprimento; prendeu a arma debaixo da roupa, do lado direito da coxa. 17 a 20 - Depois de entregar o dinheiro ao rei, que por sinal era muito gordo, saiu de volta junto com os companheiros de viagem. Mas quando chegaram ao ponto onde estavam as pedras esculpidas, perto de Gilgal, Eúde voltou sozinho para falar com o rei. "Tenho uma mensagem secreta para Vossa Majestade," disse. Eglom, pedindo silêncio, fez sair todos os que estavam com ele. O rei estava sentado numa sala agradável para os dias de calor, de uso exclusivo dele. Eúde foi para perto dele e disse: "A mensagem que trago é da parte de Deus." Eglom ficou de pé. 21 a 23 - Então Eúde com a mão esquerda tirou o punhal do lado direito, e cravou tão fundo a arma no ventre do rei, que ela afundou até o cabo! Como Eúde não retirou o punhal, este ficou encoberto pela gordura de Eglom. Eúde trancou as portas e fugiu por uma janelinha. 24 e 25 - Depois chegaram os criados do rei, encontraram fechadas as portas, e comentaram: "Decerto ele está dormindo na sala de verão." Mas as portas continuaram trancadas muito tempo. Os criados, cansados de esperar e preocupados, conseguiram uma chave e, abrindo a porta da sala, viram estendido no chão o corpo do rei. Estava morto. 26 - Aproveitando essa demora toda, Eúde fugiu - passou pelo local das pedras esculpidas, e foi para Seirá. 27 - Chegando na região montanhosa de Efraim, tocou uma corneta, convocando os israelitas e formando um exército com eles. 28 - "Sigam-me," disse ele, "pois o Senhor já deu a Israel a vitória sobre os moabitas!" Lá foi o exército e dominou os pontos de travessia do rio Jordão, perto de Moabe. E nenhum moabita conseguia passar por ali. 29 - Depois as forças de Israel atacaram os moabitas, matando uns dez mil soldados, todos fortes e capazes. Nem um só escapou. 30 - Assim Israel dominou Moabe naquele dia. E a terra ficou em paz durante oitenta anos. 31 - Imediatamente depois de Eúde, o juiz foi Sangar, filho de Anate. Ele matou de uma só vez seiscentos filisteus - e a arma que usou foi um chuço de boiadeiro. Assim Sangar também foi um libertador de Israel. CAPITULO 4 1 a 3 - DEPOIS QUE EÚDE morreu, o povo de Israel tornou a pecar contra o Senhor. Por isso o Senhor deixou que Israel fosse dominado por Jabim, rei de Hazor, em Canaã. Sísera, comandante do exército de Jabim, vivia em Harosete-Hagoim. Ele tinha novecentos carros de ferro e já fazia vinte anos que dominava - e com que dureza! - o povo de Israel. Finalmente os israelitas pediram socorro ao Senhor . 4 e 5 - Nesse tempo, quem exercia as funções de juiz era a profetisa Débora, mulher de Lapitote. Ela fazia funcionar o tribunal no lugar que veio a ter o nome de "Palmeira de Débora," entre Ramá e Betel, na região montanhosa de Efraim. Ali os israelitas procuravam Débora para resolver as demandas. 6 e 7 - Certo dia ela mandou chamar Baraque, filho de Abinoão, que morava em Quedes, no território de Naftali, e disse: "O Senhor, o Deus de Israel, mandou você reunir dez mil homens das tribos de Naftali e de Zebulom. Leve esses exército ao monte Tabor para enfrentar o poderoso exército de Jabim, com todos os carros que ele tem, estando no comando o general Sísera. Disse o Senhor: "Eu farei que o exército de Jabim vá para o ribeiro Quisom. Ali você derrotará as forças inimigas." 8 - "Eu só vou se você for comigo," disse Baraque a Débora. "Do contrário, não." 9 - "Está bem," respondeu ela, "vou com você; mas fique sabendo que quem vai ficar com a honra de vencer Sísera é uma mulher, e não você. Porque o Senhor a entregará a uma mulher." E Débora foi com Baraque a Quedes. 10 a 13 - Então Baraque convocou os homens de Naftali e de Zebulom em Quedes. Dez mil homens foram reunidos e marcharam com ele. Débora também foi com ele. Héber, o queneu - os queneus eram descendentes de Hobabe, sogro de Moisés - tinha deixado o restante do grupo de famílias a que pertencia, e tinha estabelecido as moradias dele e da parentela em diversos lugares, alcançando até ao carvalho de Zaanim, junto a Quedes. Quando contaram ao general Sísera que o exército comandado por Baraque estava acampado no monte Tabor, ele reuniu todo o exército, contando os novecentos carros de ferro, e marchou de Harosete-Hagoim para o ribeiro Quisom. 14 - Disse, pois, Débora a Baraque: "Chegou a hora de entrar em ação! O Senhor vai na frente! Ele já entregou Sísera a você!" Então Baraque e os dez mil soldados de Israel desceram do monte Tabor para a batalha. 15 a 17 - O Senhor derrotou totalmente as forças chefiadas por Sísera, pondo em confusão os soldados e os carros, diante de Baraque. Vendo isso, Sísera saltou do carro e fugiu a pé. Baraque e os seus soldados perseguiram os homens e os carros inimigos até Harosete-Hagoim, e destruíram o exército inteiro ao fio da espada. Não escapou nem um homem sequer! Enquanto isso, Sísera fugiu para a tenda de Jael, mulher do queneu Héber, pois Jabim, rei de Hazor, e o grupo de famílias chefiadas por Héber estavam em paz. 18 - Jael saiu ao encontro de Sísera, e disse: "Venha para a minha tenda. Ali o senhor estará a salvo. Não tenha medo." Ele aceitou. Foi para a tenda de Jael e ela cobriu Sísera com uma coberta. 19 - "Estou com muita sede!," disse ele. '''Por favor, dê-me um pouco de água." Ela abriu uma vasilha de leite e o deu a Sísera e tornou a estender a coberta sobre ele. 20 - Ele disse a Jael: "Fique à porta da tenda; se chegar alguma pessoa e perguntar se há alguém aqui, diga que não." 21 - Então a mulher de Héber pegou uma estaca e um martelo e foi pisando levemente até o lugar em que Sísera dormia sono profundo - porque estava exausto. E Jael enfiou a estaca nas têmporas de Sísera, martelando firme. A estaca atravessou a cabeça dele e ficou fincada no chão. Assim morreu Sísera! 22 - Baraque vinha perseguindo Sísera. Jael foi ao encontro dele e disse: "Venha ver o homem que você está procurando!" Ele foi, e viu Sísera morto, com a estaca espetada na cabeça. 23 e 24 - Assim, naquele dia Deus usou Israel para derrotar Jabim, rei de Canaã. E o povo de Israel foi ficando cada vez mais forte, conseguindo mais e mais vitórias sobre Jabim, até que ele e o povo dele foram destruídos. CAPITULO 5 1 - ENTÃO DÉBORA e Baraque cantaram esta canção de louvor, celebrando a grande vitória: 2 - "Os chefes de Israel foram na frente; e o povo foi atrás alegremente! Bendigam o Senhor! 3 - Ouçam, príncipes e reis, eu cantarei ao Senhor, ao Senhor, Deus de Israel. 4 - Quando nos conduziu de Seir, marchando pelos campos, desde Edom, a terra tremeu, os céus gotejaram, sim, as nuvens despejaram gotas de água, 5 - e os montes vacilaram diante do Senhor. Até o monte Sinai estremeceu diante do Senhor, Deus de Israel! 6 - Nos dias de Sangar e de Jael, cessou o movimento nas estradas e os viajantes tomavam rumos tortos. 7 - As aldeias de Israel ficaram desertas e adormecidas, até que surgiu Débora em Israel, mãe que foi da nação! 8 - Quando Israel escolheu novos deuses, esse desvio favoreceu a guerra, mas em quarenta mil israelitas não havia nem uma lança, nem escudo! 9 - Quanto me alegro com os capitães de Israel que foram voluntários valorosos! Louvem o Senhor! 10 - Falem todos destas coisas: vocês que montam jumentas brancas; vocês que sentam em ricos tapetes, e vocês que andam a pé. 11 - Ao som da música daqueles que cuidam das águas das pastagens, falem dos atos justos do Senhor em favor das aldeias de Israel permitindo então ao povo do Senhor voltar feliz aos seus lares! 12 - Desperte, Débora, desperte! Desperte! Acorde e entoe uma canção; levante-se, Baraque, e leve presos aqueles que queriam prender você, ó filho de Abinoão! 13 e 14 - Do monte Tabor, pelas vertentes, desceu o restante dos valentes. O povo do Senhor em meu auxílio marchou contra inimigos poderosos: Da antiga região de Amaleque desceram os guerreiros de Efraim; e seguindo os passos de Débora marcharam multidões de Benjamim; desde Maquir desceram comandantes - os hábeis capitães de Zebulom. 15 e 16 - Foram com Débora também os príncipes de Issacar. Issacar seguiu a Baraque; com ele chegou ao vale. Mas vários grupos de Ruben discutiram fortemente: "Por que ficaram em casa ouvindo ou tocando flauta?! Ouçam! Na tribo de Ruben houve grande discussão! 17 - Gileade não saiu do outro lado do Jordão; e por que Dã ficou lá parado nos seus navios?! E por que Aser, sossegado, ficou na praia sentado, descansando nas baías?! 18 - Mas a tribo de Zebulom e os homens de Naftali arriscaram a própria vida nos campos de batalha! 19 - Os reis de Canaã pelejaram em Taanaque, junto às fontes de Megido, mas nada conseguiram e nada levaram! 20 - As próprias estrelas do céu, lá nas suas órbitas, contra Sísera lutaram! 21 - Quisom arrastou o inimigo, Quisom, o ribeiro das batalhas! Avante, ó minha alma, firme! 22 - Os cascos dos cavalos galopando, socavam o chão; os cavalos dos guerreiros galopando. 23 - Mas o Anjo do Senhor amaldiçoou Meroz. "Amaldiçoem duramente," disse Ele, "os moradores de Meroz, porque não vieram combater com o Senhor, combater ao lado do Senhor e Seus heróis! 24 - Dentre todas as mulheres, seja bendita Jael, mulher de Héber, queneu. Sim, dentre todas as mulheres que habitam tendas de Israel, seja bendita Jael! 25 - Água ele pediu; leite ela deu; em taça principesca a nata ofereceu! 26 - Com a esquerda a estaca pegou, com a direita o martelo, e a Sísera golpeou. Furou, rachou, e traspassou a cabeça do general! 27 - Aos pés de Jael foi caindo e ficou lá estirado; aos pés dela dobrou o corpo e ali mesmo caiu morto! 28 - A mãe de Sísera olhava pela janela, e exclamava, grudada na grade: 'Por que demora o carro dele?! Por que não ouço o ruído do trotar dos cavalos?! 29 - Mas suas damas de companhia - e ela mesma – respondiam: 30 - "Decerto há despojos abundantes, que demora repartir; uma ou duas moças para cada homem, e para Sísera, tecidos de várias cores; tecidos coloridos e bordados; e uma ou duas estolas finalmente bordadas para a esposa distante!' 31 - Morram assim, Ó Senhor, todos os seus inimigos, como Sísera morreu! Mas os que amam o Senhor brilhem como brilha o sol no matutino arrebol! 32 - Depois dessas coisas, a terra ficou em paz durante quarenta anos. CAPITULO 6 1 - ENTÃO O povo de Israel voltou a pecar contra o Senhor como antes, e de novo o Senhor permitiu que ele fosse dominado por inimigos. Dessa vez o domínio foi dado ao povo de Midiã, e durou sete anos. 2 - Os midianitas foram tão cruéis que os israelitas tiveram de abrir covas e cavernas e construir fortificações nas montanhas, para proteger as colheitas. 3 e 5 - Isso porque depois de cada sementeira feita pelos israelitas, vinham bandos de Midiã, de Amaleque, e doutros povos vizinhos, acampavam nos territórios de Israel e consumiam os produtos da terra até perto de Gaza. E quando iam embora, não deixavam provisão nenhuma - nem mesmo ovelhas, bois e animais de carga! Pois esses bandos atacavam como nuvens de gafanhotos. Vinham em multidão tão grande que não dava para contar nem os homens nem os camelos! E devastavam tudo! 6 - Assim os midianitas deixaram o povo de Israel na maior miséria e fraqueza. Então os israelitas clamaram ao Senhor por socorro. Pedindo Israel socorro ao Senhor. 8 a 10 - Ele respondeu por meio de um profeta, que disse: "Assim diz o Senhor Deus de Israel: 'Fui eu que libertei vocês da escravidão do Egito. Fui eu que trouxe vocês para estas terras. Livrei vocês não só do Egito, mas de todos os povos que oprimiam vocês - expulsei todos estes povos, e dei a vocês as terras deles. Então eu disse: Eu sou o Senhor, o Deus de vocês. Não sirvam aos deuses dos amorreus que estão ao redor de vocês. Mas vocês não deram ouvidos!'" 11 - Contudo, um dia o Anjo do Senhor veio e sentou debaixo do carvalho da fazenda de Joás, da família de Abiezra, em Ofra. Gideão, filho de Joás, estava batendo trigo. Fazia isso no lagar - local onde as uvas eram espremidas para a fabricação do vinho - para esconder dos midianitas o produto. 12 - O Anjo do Senhor apareceu a Gideão e disse: "Homem valente, o Senhor está com você!" 13 - Gideão respondeu: "Ora, meu Senhor, se o Senhor está conosco, por que aconteceu com o meu povo tudo isto? E onde foram parar todos os milagres que os nossos pais contaram - como os que aconteceram quando o Senhor libertou Israel do Egito? Porém, agora o Senhor deixou o meu povo desamparado e entregue ao domínio destruidor dos midianitas!" 14 - Então disse o Senhor: "Com essa força que você tem, vá avante! Livre Israel do poder dos midianitas! Veja! Sou Eu quem dá a você esta missão. 15 - Gideão respondeu, porém: "Meu Senhor, com que vou livrar Israel?! Pois a minha família é a mais pobre da tribo de Manassés, e na minha família eu sou o mais insignificante!" 16 - A isso respondeu o Senhor: "Mas eu, EU sou estarei com você! Por isso você vai destruir rapidamente os bandos midianitas!" 17 e 18 - Respondeu Gideão: "Se é certo que vai me ajudar desse jeito, e se é certo que estou mesmo falando com o Senhor, faça algum milagre para provar isso. Peço, porém, que espere aqui; vou buscar um presente para oferecer ao Senhor." Respondeu o Senhor: "Esperarei até você voltar. " 19 - Gideão foi para casa e preparou um cabrito e bolos sem fermento, usando para isso mais de vinte quilos de farinha! Colocou a carne em uma cesta, o caldo numa panela, e levou tudo aonde estava Ele, à sombra do carvalho. E lhe ofereceu tudo o que tinha preparado. 20 - Mas o Anjo de Deus disse: "Coloque a carne e os bolos nessa pedra, e derrame por cima o caldo". Ele obedeceu. 21 - Então o Anjo do Senhor encostou na carne e nos bolos a vara que trazia. Imediatamente subiu fogo da rocha e consumiu tudo! E de repente o Anjo do Senhor desapareceu de vista! 22 - Quando Gideão viu que era de fato ó Anjo do Senhor, exclamou: "Ai de mim, Senhor Deus, pois vi face a face o Anjo do Senhor! 23 - "Está tudo bem," disse o Senhor. "Não tenha medo! Você não vai morrer por causa disto!" 24 - Gideão construiu um altar ali, e deu a ele o nome de "Altar do Senhor que é paz." Esse altar ainda está lá em Ofra, no território da família de Abiezra. 25 - Naquela noite o Senhor disse a Gideão que tomasse um dos bois do pai dele - o boi de sete anos, o segundo em idade. Disse também que derrubasse o altar de Baal, pertencente ao pai dele, e cortasse o poste-ídolo fincado junto ao altar. 26 - Continuando as instruções, disse o Senhor: "Construa depois um altar dedicado ao Senhor seu Deus, no alto do morro. Depois sacrifique o boi como oferta queimada ao Senhor. Para o fogo, use como lenha o poste-ídolo que vai cortar. 27 - Gideão reuniu dez dos seus criados e fez tudo o que o Senhor mandou. Mas teve o cuidado de fazer tudo de noite, com medo dos parentes, e com medo dos homens da cidade. 28 - De manhã cedo, quando a cidade estava despertando, viram o que tinha acontecido: o altar de Baal tinha sido derrubado, o poste-ídolo fora cortado, e num novo altar alguém tinha sacrificado um dos bois do pai de Gideão. 29 - Toda gente quis saber quem tinha feito aquilo. Pergunta daqui e dali, a verdade apareceu: "Foi Gideão, o filho de Joás." 30 - "Traga para fora o seu filho!" gritaram os cidadãos. "Ele terá de morrer, pois derrubou o altar de Baal, e cortou o poste-ídolo!" 31 - Porém Joás disse a todos os que estavam contra Gideão: "Ora, ora! Vocês vão comprar a briga de Baal?! Será que o deus Baal precisa disso? Quem fizer isso é que deverá morrer, pois estará insultando Baal! Se Baal é deus, ele que cuide disto e mate aquele que destruiu o altar!" 32 - Desse dia em diante, Gideão foi chamado "Jerubaal" - apelido que significa isto: "Baal que cuide dele mesmo." 33 - Pouco depois, os exércitos de Midiã, de Amaleque e doutros povos vizinhos fizeram um tratado, planejando atacar juntos o povo de Israel. Atravessaram o Jordão e acamparam no vale de Jezreel. 34 e 35 - Então o Espírito do Senhor tomou controle de Gideão, e ele ordenou toque de reunir. Os homens de Abiezer foram ter com ele. Gideão mandou mensageiros às tribos de Manassés, Azer, Zebulom e Naftali - e os homens atenderam à convocação. 36 e 37 - Então disse Gideão a Deus: "Se de fato o Senhor vai usar a mim para salvar Israel, como prometeu, dê-me uma prova desta maneira: Vou deixar um pouco de lã no pátio: se só a lã estiver molhada do orvalho, e a terra em volta estiver seca, então terei certeza de que o Senhor vai libertar Israel por meu intermédio, como disse." 38 - E foi justamente isso que aconteceu! Pois no dia seguinte bem cedo, Gideão foi lá, espremeu a lã, e colheu uma tigela de água! 39 - Disse ainda Gideão ao Senhor: "Não fique irado comigo, mas eu peço que me deixe fazer só mais uma prova com a lã: que desta vez só a lã fique seca, e a terra em volta dela fique molhada do sereno. 40 - E Deus fez o que ele pediu naquela noite. Gideão viu que a lã estava seca, e que a terra em volta dela estava molhada! CAPITULO 7 1 - JERUBAAL, ISTO É, Gideão, e o exército israelita partiram de madrugada e acamparam junto da fonte de Harode. Os exércitos de Midiã estavam acampados ao norte deles, no vale, ao lado da colina de Moré. 2 e 3 - Disse o Senhor a Gideão: "Você está com gente demais! Não posso deixar tantos homens lutarem contra os midianitas porque, se não, o povo de Israel vai gabar-se diante de Mim, de que conseguiu sozinho a vitória! Mande para casa os medrosos e os que já estão apavorados. Então voltaram vinte e dois mil homens, e ficaram dez mil. 4 - Mas o Senhor disse a Gideão: "Ainda há muita gente. Leve os soldados até às águas da fonte. Ali vou mostrar quem deve ir com você, e quem deve voltar para casa. 5 e 6 - Gideão obedeceu. Então disse o Senhor: "Separe os homens em dois grupos, conforme a maneira como beberem água. Num deles, ponha os que bebem água nas mãos, lambendo como fazem os cães; no outro grupo, ponha os homens que ajoelham e põem a boca nas águas, para beber." Só trezentos beberam levando as mãos à boca; todos os outros beberam baixando a boca às águas. 7 - "Derrotarei os midianitas e livrarei o meu povo com os trezentos homens que beberam levando as mãos à boca," disse o Senhor a Gideão, "Mande embora todos os outros!" 8 - Gideão recolheu as vasilhas de barro e as cornetas do exército, e depois mandou para casa os homens, só ficando com os trezentos. 9 a 11 - Naquela mesma noite, estando os midianitas acampados abaixo, no vale, o Senhor disse a Gideão: "Levante-se! Ataque o acampamento, porque farei que você tenha completa vitória! Mas se você receia lançar o ataque agora, desça até lá primeiro, você e Pura, o seu assistente. Você ouvirá o que dizem os midianitas. E o que ouvir vai encher você de coragem e de ânimo para atacar o inimigo!" Gideão e Pura desceram então até os postos mais avançados do acampamento inimigo. 12 - Os numerosos exércitos de Midiã, de Amaleque e doutros povos do oriente estavam reunidos formando multidão enorme, cobrindo o vale como nuvens de gafanhotos - sim, como a areia da praia do mar - e os camelos eram tantos que não dava para contar! 13 - Gideão chegou perto, justamente na hora em que um homem estava contando um sonho ao companheiro. "Veja o sonho que tive!" disse ele. "Vi um grande pão de cevada que vinha rodando contra o nosso acampamento, e bateu na tenda do comandante. A tenda virou de cima para baixo, e ficou achatada!" 14 - Disse o outro soldado: "O seu sonho só pode significar uma coisa: É a espada de Gideão que vem sobre nós! - Gideão, o israelita, filho de Joás. Deus já garantiu a vitória dele sobre todos nós - midianitas e aliados!" 15 - Quando Gideão ouviu o sonho e a interpretação, adorou a Deus. Depois voltou ao acampamento israelita, e bradou: "Todos de pé! Porque Deus vai usar vocês para dominar e destruir o acampamento dos midianitas!" 16 a 18 - Gideão dividiu os trezentos homens em três batalhões, e deu a cada soldado uma corneta, um vaso de barro e uma tocha dentro do vaso. Depois explicou o plano: "Fiquem olhando para mim, e façam o que eu fizer. Quando estivermos chegando perto do acampamento, façam exatamente o que eu fizer. Logo que eu e os homens do meu batalhão tocarmos as cornetas, toquem vocês também as cornetas por todos os lados do acampamento, gritem: 'Pelo Senhor e por Gideão!'" 19 e 20 - Foi logo depois da meia noite, e da mudança da guarda inimiga, que Gideão e os cem soldados que estavam com ele chegaram perto do acampamento em Midiã. De repente, tocaram as cornetas e quebraram os vasos, de modo que as tochas brilharam na escuridão da noite. Então os outros duzentos homens fizeram o mesmo, segurando as tochas com a mão esquerda, e com a direita as cornetas que tocavam. Depois gritaram: "Pelo Senhor e por Gideão!" 21 e 22 - Feito isso, pararam e ficaram nos seus lugares, observando a confusão dos inimigos - todos a correr, a gritar e a fugir! Porque, quando soaram as trezentas cornetas, o Senhor fez Com que os inimigos virassem uns contra os outros, de tal maneira que houve tremenda matança entre eles, de uma ponta à outra do acampamento! E os inimigos de Israel fugiram em direção a Zererá, chegando até Bete-Sita e até os limites de Abel-Meloá, acima de Tabate. 23 e 24 - Então foram convocados os homens das tribos de Naftali, de Aser e de Manassés para perseguirem os fugitivos. Além disso, Gideão mandou mensageiros à região montanhosa de Efraim, convocando as tropas com estas ordens: "Desçam ao encontro dos midianitas e cortem as passagens pelas águas do Jordão, até Bete-Bara, de modo que eles não possam escapar." 25 - Orebe e Zeebe, dois generais de Midiã, foram capturados. Orebe foi morto na rocha agora conhecida pelo nome dele, e Zeebe foi morto na prensa de vinho que passou a ter o nome de "Lagar de Zeebe." Depois de perseguirem os midianitas, os homens de Efraim voltaram e atravessaram o Jordão levando as cabeças de Orebe e Zeebe. CAPITULO 8 1 - MAS OS OFICIAIS de Efraim ficaram zangados com Gideão. "Por que você não mandou chamar as nossas tropas quando lançou o primeiro ataque aos midianitas?," reclamaram eles. 2 e 3 - Gideão respondeu, porém: "Ora, Deus deixou que vocês prendessem Orebe e Zeebe, os generais do exército de Midiã! Que fiz eu, em comparação com isso?! Seus atos no final do combate foram mais importantes do que os nossos no início. Com estas palavras eles ficaram mais calmos. 4 - Gideão e os trezentos, cansados como estavam, atravessaram o Jordão e continuaram perseguindo os inimigos. 5 – Passando por Sucote, pediram alimentos aos moradores do lugar. "Estamos cansados," explicaram, "porque estamos perseguindo Zeba e Salmuna, reis dos midianitas. " 6 - Mas os homens de Sucote disseram a Gideão: "Por acaso você já capturou Zeba e Salmuna? E quem garante que vai conseguir isso? Só assim é que daremos alimentos ao seu exército!" 7 - Então disse Gideão: "Pois saibam que quando o Senhor entregar ao meu poder os reis Zeba e Salmuna, vou picar as carnes de vocês com espinhos e cactos do deserto! " 8 e 9 - Foram a Penuel e pediram comida lá. Receberam a mesma resposta negativa. Gideão disse também aos moradores de Penuel: "Quando terminar este conflito e eu voltar, derrubarei esta torre!" 10 - Enquanto isso, os reis Zeba e Salmuna estavam em Carcor. Estavam com eles uns quinze mil homens - tudo que restou dos exércitos de todos os aliados do leste. Restaram poucos, pois os que tinham morrido eram cento e vinte mil soldados! 11 e 12 - Gideão seguiu a rota das caravanas, a leste de Noba e Jogbeá, e atacou de surpresa os midianitas, que estavam descuidados. Os reis Zeba e Salmuna fugiram, mas Gideão perseguiu e capturou os dois, e pôs em fuga todo o exército deles! 13 e 14 - Mais tarde Gideão começou a marcha de volta, subindo pela passagem de Heres. Em certo ponto, Gideão fez parar um jovem morador: de Sucote. Fez perguntas ao rapaz, e exigiu que ele fizesse por escrito uma lista dos chefes políticos e religiosos da cidade. Ele anotou setenta e sete nomes. 15 - Depois Gideão entrou em Sucote e disse aos homens de lá: "Vocês estão vendo aqui os reis. Zeba e Salmuna! Vocês zombaram de mim, afirmando que eu nunca ia conseguir apanhar os dois reis. E negaram comida quando estávamos cansados e com fome! 16 - Dizendo isso, Gideão prendeu os chefes da cidade e deu terrível lição a eles, com espinhos e cactos do deserto, como tinha dito! 17 - Em seguida, foi a Penuel, derrubou a torre e matou os homens da cidade! 18 - Depois disso Gideão perguntou a Zeba e a Salmuna: "como eram os homens que vocês mataram em Tabor?" Eles responderam: "Eram assim como você; pareciam filhos de reis." 19 - "Só podem ser meus irmãos!" exclamou Gideão. E acrescentou: "Diante do Senhor, o Deus vivo e verdadeiro, eu digo que não mataria vocês, se não tivessem matado os meus irmãos!" 20 - Gideão encarregou Jeter, seu filho mais velho, de matar os dois reis. Mas o rapaz era muito jovem e não teve coragem. 21 - Então disseram Zeba e Salmuna a Gideão: "Faça isso você mesmo! Mostre que é homem!" Gideão matou, pois, Zeba e Salmuna, e tirou os enfeites em forma de meia-lua, que adornavam os pescoços dos camelos deles. 22 - Passadas estas coisas, os homens de Israel foram ter com Gideão e disseram: "Seja nosso rei! Você, os seus filhos e os seus descendentes reinarão sobre nós pois você salvou Israel do domínio de Midiã! " 23 e 24 - Mas Gideão respondeu: "Nem eu nem meu filho seremos reis sobre vocês; o Senhor é o nosso Rei! Só uma coisa peço: que me dêem as argolas de ouro que vocês tomaram dos inimigos que tombaram" - pois os soldados de Midiã, sendo ismaelitas, usavam argolas de ouro como brincos. 25 e 26 - "Com todo o prazer!" responderam. Estenderam uma capa no chão para juntar nela as argolas. As argolas reunidas deram um total de 170 quilos de ouro. Isto sem contar os pendentes, os enfeites em forma de meia-lua e as finas vestes dos reis capturados, e sem contar os enfeites dos pescoços dos camelos! 27 - Desse ouro todo, Gideão mandou fazer uma faixa sacerdotal que colocou em Ofra, cidade dele. Mas logo todo o povo de Israel - infiel a Deus - começou a adorar a faixa! Ela veio a ser armadilha e tentação para Gideão e para a família dele. 28 - Termina aqui a fiel narrativa de como Israel derrotou e dominou os midianitas. Midiã nunca mais conseguiu a recuperação, e a terra gozou paz durante quarenta anos - ou seja, enquanto viveu Gideão. 29 a 31 - Gideão, que é Jerubaal, filho de Joás voltou a morar na antiga casa dele. Como Gideão casou com muitas mulheres, chegou a ter setenta filhos. Além disso, teve um filho da mulher que tinha em Siquém. Este filho recebeu do pai o nome de Abimeleque. 32 - Gideão morreu com idade bem avançada, e foi enterrado no túmulo do pai dele, em Ofra, no território da família de Abiezra. 33 - Depois da morte de Gideão, os israelitas - infiéis ao Senhor - voltaram a adorar os Baalins, e adotaram Baal-Berite como deus! 34 - Depressa esqueceram que o Senhor era o Deus deles, e que Ele tinha livrado o povo de Israel de todos os inimigos que o rodeavam. 35 - Os israelitas nem sequer foram bondosos para com a família de Gideão, não dando atenção a todo o bem que ele fizera a Israel! CAPITULO 9 1 - CERTO DIA ABIMELEQUE, filho de Gideão, visitou os tios – irmãos da mãe dele - em Siquém. Conversou com a família inteira. 2 - "Vão falar com os chefes de Siquém," pediu ele. "Perguntem se preferem ser governados por setenta reis – os setenta filhos de Gideão - ou por um só homem. Neste caso, é bom lembrar que também sou da mesma carne e do mesmo sangue de vocês." 3 - Os tios de Abimeleque procuraram os oficiais da cidade e apresentaram a proposta dele. Os cidadãos de Siquém concordaram em aceitar a chefia de Abimeleque, e concluíram: "Afinal, ele é nosso irmão!" 4 e 5 - Para isso, deram a ele setenta peças de prata, retiradas do templo - as ofertas feitas ao deus Baal-Berite. Com esse dinheiro ele alugou uns homens sem caráter e atrevidos, que concordaram em fazer o que ele dissesse. Abimeleque foi com eles a Ofra, à casa do pai dele, e sobre uma rocha matou todos os seus irmãos - os setenta filhos de Jerubaal, menos o mais novo deles, Jotão. Este conseguiu fugir e ficar escondido. 6 - Então foi feita uma assembléia de todos os cidadãos de Siquém e de Bete-Milo. Resolveram proclamar rei a Abimeleque - o que fizeram junto do carvalho-monumento, perto de Siquém. 7 - Quando Jotão ficou sabendo disso, subiu ao topo do monte Gerizim, e dali gritou em alta voz: "Cidadãos de Siquém! Se vocês querem a bênção de Deus, escutem o que vou dizer! 8 e 9 - "Certa vez as árvores resolveram eleger um rei. Primeiro escolheram a oliveira, mas ela não quis. 'Vocês acham que eu iria deixar de produzir o óleo que agrada a Deus e aos homens, só para ficar me agitando por cima das outras árvores?', disse ela. 10 - "Então disseram à figueira: 'Seja nossa rainha!' 11 - "Mas a figueira também recusou o cargo. 'Vocês acham que eu iria deixar de produzir minha doçura e meus frutos, só para ficar com a cabeça acima das outras árvores?,' disse ela. 12 - "Então falaram com a videira: 'Você reinará sobre nós!' 13 - "Mas a videira respondeu: 'Vocês acham que eu iria deixar de produzir o vinho, que agrada a Deus e aos homens, só para ficar mais poderosa do que todas as outras árvores?' 14 - "Então todas as árvores disseram ao espinheiro: 'Seja você o nosso rei!' 15 - "O espinheiro respondeu: 'Se querem mesmo que eu seja o rei, venham procurar abrigo debaixo da minha sombra! Se não, saia fogo de mim e queime os grandes cedros do Líbano!' 16 a 20 - " Agora, pois, vejam bem se estão tomando a decisão certa, fazendo de AbimeIeque rei sobre vocês, e se estão sendo justos para com Jerubaal e a família dele; vejam se o que estão fazendo é o que ele merece, lembrando os feitos dele. Pois meu pai lutou por vocês, arriscou a vida e livrou vocês dos midianitas. Apesar disso, vocês fizeram rebelião contra ele, e mataram os setenta filhos dele sobre uma pedra. E agora vocês acabam de escolher Abimeleque - filho de uma escrava de Gideão - para ser o rei, só porque ele é parente de vocês! Se vocês têm toda a certeza de que estão sendo corretos para com Jerubaal e a família dele, muito bem; sejam felizes, vocês e Abimeleque! Se não, que Abimeleque elimine os cidadãos de Siquém e de Bete-Milo; e que os cidadãos de Siquém e de Bete-Milo eliminem Abimeleque!" 21 - Logo depois disso, Jotão fugiu e ficou morando em Beer, porque tinha medo de Abimeleque, irmão dele. 22 a 24 - Depois de três anos de reinado de Abimeleque, Deus fez surgir um espírito mau entre ele e os cidadãos de Siquém. Com isso, a população fez revolta contra o rei. Com tudo o que passou a acontecer, tanto Abimeleque como os habitantes de Siquém foram castigados, por causa da cruel matança dos setenta filhos de Gideão; porque os moradores de Siquém colaboraram com Abimeleque no assassinato dos próprios irmãos dele! 25 - Os cidadãos de Siquém mandaram uns homens armarem emboscadas nas "trilhas das montanhas. Mas, enquanto esperavam ocasião para pegar Abimeleque, os homens assaltavam qualquer pessoa que passasse por perto. Abimeleque, porém, ficou sabendo disso. 26 - Nesse meio tempo, Gaal, filho de Ebede, mudou com os irmãos dele para Siquém. Todos confiavam nele! 27 - Naquele ano, durante a festa das colheitas realizada em Siquém, no templo do deus local, o vinho correu abundante. Logo todos estavam amaldiçoando Abimeleque. 28 e 29 - Gaal levantou a voz e disse: "Quem é Abimeleque? Por que há de ser ele o nosso rei? Por que nós, cidadãos de Siquém, temos de servir a ele? É filho de Jerubaal, Zebul é o seu braço direito. É gente de fora. Melhor seria que Hamor, pai de Siquém, fosse o nosso rei! Abaixo Abimeleque! Ah! se vocês me aceitassem como líder! Logo veriam o que eu ia fazer com Abimeleque! Eu diria a ele: 'Trate de preparar bem o seu exército, e venha contra mim!'" 30 a 33 - Zebul era o governador da cidade. Quando soube o que Gaal andava dizendo, ficou furioso! Mandou mensageiros a Arumá, onde estava morando o rei, com a seguinte mensagem para Abimeleque: "Gaal e os outros filhos de Ebede estão morando em Siquém, e estão levando a cidade à rebelião contra você. Venha, pois, com um exército, de noite, e fique com ele escondido nos campos. De manhã, ao nascer do sol, ataque a cidade de surpresa. E se tiver de enfrentar Gaal e a gente dele, faça o que quiser com eles!" 34 - Assim Abimeleque e os homens que estavam com ele saíram de noite, formaram quatro grupos e ficaram escondidos em volta de Siquém. 35 - Na manhã seguinte, enquanto Gaal e outros oficiais tratavam de vários assuntos, junto da porta da cidade, as tropas de Abimeleque deixaram os esconderijos e marcharam contra a cidade. 36 - Quando Gaal viu que vinham, exclamou a Zebul. "Olhe para o alto daqueles montes! Vem gente lá!" Zebul respondeu, porém: "Não é não; você está confundindo as sombras com homens!" 37 - "Não, olhe para lá," disse Gaal. "Tenho certeza que vem vindo gente para cá. E olhe! Lá vêm outros, pela estrada do carvalho de Moenenim!" 38 - Então falou Zebul: "Onde foi parar toda a sua conversa?! Não foi você que disse: 'Quem é Abimeleque? E por que há de ser nosso rei?' Não foi desses homens que vêm aí que você zombou? Pois vá lá, e lute contra eles.!" 39 e 40 - Gaal, pois, chefiou os homens de Siquém, e enfrentou Abimeleque, mas foi derrotado. Abimeleque perseguiu os vencidos, e muitos cidadãos de Siquém caíram feridos pelo caminho, até à entrada da porta da cidade. 41 - Abimeleque continuou morando em Arumá; e Zebul expulsou Gaal e os irmãos dele, proibindo que voltassem a morar em Siquém. 42 a 45 - No dia seguinte, os homens de Siquém saíram para pelejar de novo. Sabedor do plano, Abimeleque tinha deixado três grupos de soldados escondidos por perto, nos campos. Quando viu os homens saírem da cidade, Abimeleque atacou. O grupo chefiado por Abimeleque fez um rápido ataque de surpresa, e tomou posição junto da porta da cidade. Enquanto isso, os outros dois grupos destruíram os homens de Siquém nos campos. A batalha durou o dia inteiro. Por fim, Abimeleque tomou a cidade, matou a população e fez de Siquém um aterro coberto de sal! 46 - Quando o povo da vizinha cidade de Migdol-Siquém viu o que tinha acontecido, procurou refúgio na fortaleza subterrânea que ficava junto ao templo de EI-Berite. 47 a 49 - Quando Abimeleque soube disso, levou as tropas ao monte Salmom. Ali Abimeleque pegou. um machado, cortou lenha e pôs nos ombros. "Façam o que eu fiz," disse ele aos soldados. Assim, cada um deles cortou depressa um feixe de lenha e com ele aos ombros, seguiu Abimeleque até à fortaleza subterrânea. Ali empilharam a lenha em cima da fortaleza e puseram fogo. Assim todos os que estavam dentro morreram queimados ou sufocados! Os que morreram foram uns mil homens e mulheres. 50 a 53 - Depois Abimeleque atacou e conquistou a cidade de Tebes. Contudo, havia uma fortaleza no meio da cidade. Toda a população fugiu para lá, trancou as portas e subiu ao terraço. Abimeleque chegou perto da fortaleza, fez tentativas de ataque e foi queimar a porta. Nisso, uma mulher que estava no terraço, em cima, jogou uma pedra de moinho na cabeça de Abimeleque, e quebrou o crânio dele. 54 - "Mate-me!" ordenou ele ao ajudante de armas. "Que ninguém possa dizer que uma mulher matou Abimeleque!" O jovem soldado obedeceu e matou o rei. 55 - Quando os israelitas comandados por Abimeleque viram que ele estava morto, debandaram e voltaram para casa. 56 e 57 - Deste modo Deus castigou tanto Abimeleque como os homens de Siquém pelo assassinato dos setenta filhos de Gideão. Assim foi cumprida a maldição de Jotão, filho de Jerubaal. CAPITULO 10 1 - DEPOIS DA MORTE de Abimeleque, surgiu um juiz e libertador de Israel chamado Tola, filho de Pua, neto de Dodo. Era da tribo de Issacar, mas vivia na cidade de Samir, na região montanhosa de Efraim. 2 a 3 - Exerceu as funções de juiz durante vinte e três anos. Quando morreu, foi sepultado em Samir, e a vaga foi ocupada por Jair, de Gileade. Os serviços de Jair como juiz de Israel duraram vinte e dois anos. 4 - Jair tinha trinta filhos, que costumavam montar trinta burros, e que possuíam trinta cidades, na região de Gileade. Essas trinta cidades eram chamadas "Havote-Jair" - nome que conservavam até a data em que este livro é escrito. 5 - Quando Jair morreu, foi enterrado em Camom. 6 - Então o povo de Israel abandonou de novo o Senhor, e voltou a adorar os Baalins, Astarote, os deuses da Síria, de Sidom, de Moabe, de Amom e da Filístia; e deixaram de uma vez de seguir e servir ao Senhor. 7 - Isto levou o Senhor a ficar irado com o Seu povo, e Ele permitiu que Israel fosse atormentado pelos filisteus e pelos amonitas. 8 - Estes povos começaram nesse mesmo ano a maltratar os israelitas. Durante dezoito anos foram oprimidos os israelitas que ocupavam territórios a leste do rio Jordão, na terra dos amorreus, isto é, em Gileade. 9 - Não demorou e as tribos de Judá, Benjamim e Efraim começaram a sofrer as mesmas coisas. Isso porque eram atacados pelos amonitas que, para isso, atravessavam o Jordão. Assim Israel foi ficando cada vez mais angustiado! 10 - Finalmente os israelitas clamaram ao Senhor: "Socorro, Senhor! Salve o seu povo! Pecamos contra o Senhor, pois deixamos de servir ao nosso Deus para servir deuses falsos!" 11 a 14 - Mas o Senhor respondeu: "Eu não livrei vocês dos egípcios, dos amorreus, dos amonitas, dos filisteus, dos sidônios, dos amalequitas e dos amonitas? Houve alguma vez que clamassem a Mim, que Eu não livrasse vocês? Apesar disso, vocês Me deixaram para servir a outros deuses. Por esta razão, não libertarei mais vocês! Vão pedir socorro aos deuses que escolheram! Eles que tirem vocês dos apuros! " 15 - Mas os israelitas disseram ao Senhor: "Nós pecamos. Faça conosco tudo o que quiser, mas livre só mais esta vez o seu povo!" 16 - Então eles destruíram os deuses dos estrangeiros e serviram só ao Senhor – e o Senhor já não conteve a sua compaixão pela desgraça de Israel! 17 - Os exércitos de Amom tinham sido convocados. Acampados em Gileade, faziam preparativos para atacar o exército israelita acampado em Mispa. 18 - Em certo momento, o povo, ou melhor, os oficiais de Gileade, lançaram um desafio: "Quem irá à frente das nossas forças, para o primeiro ataque aos amonitas? Quem fizer isso governará sobre nós!" CAPITULO 11 1 e 2 - ORA, JEFTÉ ERA valente guerreiro nascido nas terras de Gileade, mas a mãe dele era prostituta. O pai dele, que tinha o nome de Gileade, tinha vários outros filhos, da legítima esposa. Quando estes cresceram, expulsaram Jefté e disseram: "Você é filho doutra mulher, e não há de ser herdeiro em nossa casa!" 3 - Assim Jefté fugiu de casa, e ficou morando na terra de Tobe. Logo ele passou a chefiar um bando de marginais, e juntos viviam como bandidos. 4 - Passado algum tempo, os amonitas atacaram o povo de Israel. 5 e 6 - No meio da luta, os oficiais de Gileade foram chamar Jefté, querendo que ele fosse comandar os israelitas na guerra contra Amom. 7 - Disse, porém, Jefté: "Ora, vocês não mostraram ódio para comigo, e não me mandaram embora da casa do meu pai? Por que me chamam agora, que estão em aperto?" 8 - "Porque precisamos de você," foi a resposta. "Se você comandar as nossas tropas contra os amonitas, ficará sendo o governador de Gileade." 9 - Disse Jefté: "Vocês garantem que se eu dirigir Israel nos combates contra os amonitas, e se o Senhor me fizer vitorioso, eu governarei a terra de Gileade?" 10 - "Prometemos isto diante do Senhor," responderam os oficiais de Gileade. "Deus é nossa testemunha! Se não cumprirmos o compromisso, Ele trará castigo sobre nós!" 11 - Assim Jefté aceitou a missão e ficou sendo o comandante do exército e o governador do povo de Gileade. Jefté ditou os termos do acordo numa assembléia do povo realizada em Mispa, diante do Senhor. 12 e 13 - Logo depois, Jefté mandou mensageiros ao rei de Amom, exigindo que ele dissesse porque Israel estava sendo atacado. Os mensageiros voltaram com esta resposta do rei: "É porque, quando vocês saíram do Egito, vieram para cá e roubaram as minhas terras desde o rio Arnom até o Jaboque, e até o Jordão. Devolvam pacificamente o território!" 14 a 17 - Jefté não se abalou; ao contrário, mandou mensageiros outra vez ao rei dos amonitas com esta mensagem: "Israel não roubou terra de ninguém. O que aconteceu foi isto: Quando o povo de Israel chegou a Cades - depois de cruzar o Mar Vermelho, vindo do Egito - mandou mensagem ao rei de Edom pedindo licença para passar pelas terras dele. Mas o pedido não foi atendido. Depois fez igual pedido ao rei de Moabe. Ele também disse não. Por isso Israel ficou parado em Cades. 18 - "Mais tarde os israelitas saíram pelo deserto, rodearam as terras dos edomitas e dos moabitas, e acamparam a leste dessas terras, fora dos limites de Moabe, perto do rio Amom. 19 a 22 - "Então Israel mandou mensageiros a Seom, rei dos amorreus, que vivia em Hesbom, pedindo licença para passar pelas terras dele, direto ao destino visado. Ele negou permissão. Em vez disso, ajuntou as tropas, acampou com elas em Jaza, e pelejou contra Israel. Mas o Senhor, o Deus de Israel, fez com que Israel vencesse o rei Seom e todo o exército dele. Foi por isso que Israel tomou as terras ocupadas pelos amorreus, do rio Arnom ao Jaboque, e do deserto ao rio Jordão. 23 e 24 - "Como você vê, foi o Senhor, o Deus de Israel, quem tirou estas terras dos amorreus. Israel recebeu o território das mãos de Deus! Por que haveria de ser devolvido a você? Você costuma considerar sua propriedade tudo o que recebe do seu deus Camos. Assim também nós temos direito de tomar posse do território de todos aqueles que Deus expulsou da nossa frente! 25 - "Além disso, quem você pensa que é? Você acha que é melhor do que Balaque, filho de Zipor, rei de Moabe? Acaso tentou ele recuperar o território, depois que foi derrotado por Israel? Claro que não! 26 - "Entretanto, agora, passados trezentos anos, você levanta esta questão! Todo esse tempo Israel viveu aqui, ocupando terras que vão de Hesbom até Areor, e que margeiam todo o rio Arnom. Por que os amonitas não tentaram recuperar essas terras antes? 27 - "Não fui eu quem pecou contra você. Você é que erra, fazendo guerra contra mim. Mas o Senhor, o Juiz, logo mostrará qual de nós está certo - Israel ou Amom." 28 - Porém o rei dos amonitas não deu atenção à mensagem de Jefté. 29 - Então o Espírito do Senhor impulsionou Jefté, e ele foi com as tropas através da terra de Gileade e de Manassés, passou por Mispa, de Gileade, e atacou o exército de Amom. 30 e 31 - Nesse meio tempo, Jefté havia feito voto ao Senhor nestes termos: Se Deus ajudasse Israel a vencer os amonitas, o primeiro que saísse de casa ao encontro dele, quando voltasse para casa em paz, seria dedicado ao Senhor e oferecido como sacrifício queimado! 32 e 33 - Jefté dirigiu, pois, o exército contra os amonitas, e o Senhor deu a Israel a vitória total! Os inimigos foram destruídos desde Aroer até perto de Minite, incluindo vinte cidades, e chegando até Abel-Queramim. Foi uma terrível derrota! Assim os amonitas foram dominados pelo povo de Israel. 34 - Jefté não tinha filhos, mas somente uma filha. Quando ia voltando para casa, a filha dele - a filha única! - correu para ele, tocando pandeiro e dançando de alegria. 35 - Quando Jefté viu a moça, rasgou as próprias roupas, cheio de angústia. "Ah! filha minha!," exclamou ele. "Você me faz cair ao pó, e traz ao meu coração a maior angústia! Porque fiz voto ao Senhor, e não posso desistir!" 36 e 37 - Disse ela: "Meu pai, faça tudo que prometeu ao Senhor, pois Ele deu a você grande vitória sobre os amonitas, inimigos de Israel. Só peço uma coisa: Deixe que eu ande pelos montes dois meses, junto com minhas amigas - para chorar porque não casarei nunca." 38 a 40 - "Faça isso, minha filha; vá," disse Jefté. Ela foi, acompanhada das amigas, e ficou dois meses vagando, a chorar porque nunca seria esposa e mãe. Depois voltou para casa, e o pai cumpriu o voto feito. Assim ela nunca chegou a casar. Daí nasceu em Israel o costume de saírem as moças todos os anos, por quatro dias, para celebrar a memória da filha de Jefté. CAPITULO 12 1- ENTÃO A TRIBO de Efraim convocou os soldados. Reunido o exército, foi para Zafom e mandou esta mensagem a Jefté: "Por que você não chamou os nossos homens para ajudarem na luta contra Amom? Pois agora vamos queimar sua casa, com você dentro!" 2 e 3 - "Eu convoquei vocês, e vocês não atenderam'," disse Jefté. "Na hora em que precisávamos, vocês falharam. Assim arrisquei a vida e enfrentei os amonitas e o Senhor permitiu que eu vencesse. Por que vocês vêm agora contra mim?" 4 - Então os soldados de Gileade pelejaram contra os de Efraim. E mais furiosos ficaram os homens de Gileade, porque os de Efraim diziam: "Vocês, gileaditas, moram entre Efraim e Manassés como parasitas, e fogem de medo de Efraim." 5 e 6 - Jefté tomou os pontos de travessia do Jordão, nos caminhos para Efraim. Quando algum fugitivo de Efraim aparecia querendo atravessar o rio, os guardas de Gileade perguntavam: "Você é membro da tribo de Efraim?" Se o fugitivo dizia que não, os guardas exigiam que ele pronunciasse a palavra "Chibolete". Se ele não fosse capaz de dizer bem a palavra, e pronunciasse "Sibolete" em vez de "Chibolete", ficava claro que estava mentindo. Neste caso, era morto. Em toda aquela luta morreram quarenta e duas mil pessoas de Efraim! 7 - Jefté foi juiz de Israel por seis anos; depois disso morreu, e foi enterrado numa das cidades de Gileade. 8 a 10 - O sucessor dele como juiz foi Ibsã, que vivia em Belém. Ele tinha trinta filhos e trinta filhas. Casou as filhas com rapazes de fora do grupo de famílias que ele chefiava; e trouxe de fora trinta moças para casarem com os filhos dele. Julgou a Israel sete anos, quando então morreu, e foi enterrado em Belém. 11 e 12 - Elom, da tribo de Zebulom, foi juiz de Israel depois de Ibsã. Havendo julgado a Israel durante dez anos, morreu, e foi sepultado em Aijalom, no território de Zebulom. 13 - Depois dele, o juiz foi Abdom, filho de HileI. Abdom era de Piratom. 14 - Tinha ele quarenta filhos e trinta netos, acostumados a cavalgar setenta burros. Foi juiz de Israel oito anos. 15 - Então morreu, e foi enterrado em Piratom, no território de Efraim, na região montanhosa dos amalequitas. CAPITULO 13 1 - O povo de Israel tornou a pecar contra o Senhor. Por isso o Senhor deixou que ele fosse dominado pelos filisteus - domínio que durou quarenta anos. 2 a 5 - Então apareceu um dia o Anjo do Senhor à mulher de Manoá, da tribo de Dã. Morava na cidade de Zorá, e não tinha filhos. Mas o Anjo disse a ela: "Até agora você não pôde ter filhos, mas agora vai conceber e dar à luz um filho. Cuidado, porém, não beba vinho nem qualquer bebida alcoólica, e não coma comida declarada impura pela lei. O cabelo do filho que você vai ter nunca poderá ser cortado, pois ele será nazireu - servo de Deus especialmente consagrado desde o nascimento; e ele começará a livrar Israel do domínio dos filisteus. 6 e 7 - A mulher foi correndo contar ao marido: "Apareceu a mim um homem de Deus que parecia o Anjo de Deus! A aparência, dele era quase gloriosa demais para se olhar! Não perguntei donde era, e ele não me disse o nome dele. Mas escute o que disse: 'Você vai ter um menino!' E disse que eu não devo beber vinho e nenhuma bebida alcoólica, e que não devo comer nada do que a Lei declara impuro, pois o menino será nazireu - será dedicado a Deus desde o momento em que nascer até o momento em que morrer." 8 - Então Manoá fez esta oração ao Senhor: "Ó Senhor, peço que mande aqui outra vez o homem de Deus que apareceu à minha mulher! Sim, para recebermos instruções sobre o que devemos fazer ao menino que vai nascer!" 9 e 10 - O Senhor atendeu à oração, e o Anjo de Deus apareceu outra vez à mulher, quando ela estava sentada sozinha no campo. Ela saiu correndo e foi chamar o marido: "Venha, Manoá," disse ela. "Apareceu de novo aquele homem que esteve aqui outro dia!" 11 - Manoá correu junto com a mulher, e logo perguntou ao homem: "Foi o senhor que falou com minha mulher outro dia?" Ele respondeu que sim, 12 - Então disse Manoá: "Gostaríamos de receber toda instrução possível, para que possamos criar bem o menino que vai nascer - para que ele fique bem preparado para a vida e a vocação dele." 13 e 14 - O Anjo do Senhor respondeu: "Cuide que sua mulher siga as instruções que dei. Ela não poderá comer coisa nenhuma que venha das plantações de uvas; não poderá tomar vinho, nem qualquer outra bebida forte; e não poderá comer nenhum alimento declarado impuro pela Lei. Ela deverá obedecer rigorosamente ao que digo." 15 - "Espere um pouco aqui, por favor," disse Manoá ao anjo de Deus, "Vamos preparar um cabrito para o Senhor comer." 16 - Porém o Anjo do Senhor disse a Manoá: "Posso ficar, mas não para comer. Contudo, se você quer preparar alguma coisa, traga uma oferta para sacrificar ao Senhor. "Manoá ainda não tinha percebido que era o Anjo do Senhor. 17 - Então Manoá perguntou o nome dele. "Quando acontecer tudo isso, e nascer a criança," disse ele ao Anjo, "queremos manifestar a nossa gratidão." 18 - "Nem sequer pergunte pelo meu nome," replicou o Anjo, "pois é maravilhoso." 19 a 21 - Manoá tomou um cabrito e uma oferta de cereais, e ofereceu tudo como sacrifício ao Senhor. Então o Anjo fez uma coisa fora do comum, verdadeiramente maravilhosa! Manoá e a mulher estavam observando. Viram que, quando as chamas do altar foram subindo para o céu, o Anjo do Senhor subiu nelas! Vendo isso, Manoá e a mulher dele caíram com o rosto em terra. E essa foi a última coisa que o casal viu do Anjo do Senhor. Só então Manoá ficou sabendo que tinha visto o Anjo do Senhor. 22 - "Na certa que vamos morrer," disse Manoá à mulher, "pois vimos Deus!" 23 - Mas a mulher disse: "Se o Senhor quisesse dar fim às nossas vidas, não teria aceitado o nosso sacrifício queimado e a nossa oferta. Também não teria aparecido a nós e não teria contado nem mostrado todas estas coisas maravilhosas!" 24 - Quando o filho dela nasceu, recebeu o nome de Sansão. O menino foi abençoado por Deus, e cresceu. 25 - O Espírito do Senhor agia com vigor no rapaz sempre que ele ia a Maané-Dã, entre as cidades de Zorá e Estaol. CAPITULO 14 1 - UM DIA SANSÃO foi a Timna e viu ali certa jovem filistéia que chamou a atenção dele. 2 - Voltando para casa, disse aos pais que queria casar com aquela moça. 3 - Eles fizeram forte oposição: "Por que não casa com uma jovem do nosso povo?", perguntaram. "Por que você tem de arranjar esposa entre aqueles filisteus, que não obedecem ao Senhor? Acaso não existe em Israel moça nenhuma que sirva para casar com você?!" Porém Sansão disse ao pai: "Aquela é a que eu quero. Peça a moça em casamento para mim!" 4 - O pai e a mãe de Sansão não perceberam que o Senhor estava por trás daquele pedido. Com isso, Deus estava preparando uma ação contra os filisteus - que nesse tempo dominavam sobre o povo de Israel. 5 - Quando Sansão estava indo com os pais a Timna, já nas vizinhanças da cidade, foi atacado por um leão novo, nas plantações de uva ali existentes. 6 - Então o Espírito do Senhor tomou posse de Sansão de tal maneira, que ele rasgou o animal como se fosse um cabrito - e fez isso com as mãos, pois não estava carregando nenhuma arma! Mas os pais dele não ficaram sabendo desse acontecimento. 7 - Em Timna, conversou com a jovem, e confirmou que queria casar com ela. 8 - Quando voltou a Timna para o casamento, saiu da estrada para ver o corpo do animal. Viu nele um enxame de abelhas com mel. 9 - Pegou o favo de mel, e foi embora, andando e comendo. Chegando ao pai e à mãe, deu mel a eles, e comeram. Mas não ficaram sabendo que o mel tinha sido tirado da carcaça do leão. 10 e 11 - Ao chegar à cidade, o pai foi fazer os arranjos finais para as bodas. Seguindo o costume, Sansão ofereceu uma festa, convidando para ela trinta rapazes de Timna. 12 e 13 - Em certo momento, Sansão desafiou os moços a decifrarem uma charada. "Se vocês conseguirem decifrar o enigma durante os sete dias da celebração do casamento," disse ele, darei a vocês trinta camisas finas e trinta trajes próprios para festas. Se não conseguirem, vocês me darão as trinta camisas e os trinta trajes!" Eles concordaram, e disseram: "Diga logo o tal enigma!" 14 - A charada que Sansão apresentou aos moços foi esta: "Do comedor saiu comida, e do forte saiu doçura." Três dias depois, eles ainda não tinham conseguido dar a interpretação. 15 - No quarto dia, os moços disseram à mulher de Sansão: "Se você não quer morrer queimada, e não quer que ponhamos fogo na casa do seu pai, trate de convencer Sansão e revelar a solução da charada. Fomos convidados para esta festa para sermos despojados do que temos?!" 16 - Ora, a mulher vinha insistindo com Sansão para que contasse a ela o segredo; chorava e dizia: "Você me despreza! Você não me ama! Pois você deu uma charada à minha gente, e até agora você não me disse a solução!" E Sansão dizia a ela: "Se nem ao meu pai e à minha mãe eu revelei qual é a solução, por que haveria de contar a você?!" 17 - E durante os sete dias da festa, ela chorava diante dele. E no sétimo dia ainda mais, pela ameaça dos rapazes. E tanto fez, e tanto importunou Sansão, que ele revelou a solução do enigma a ela. E a mulher contou à gente dela como era. 18 - Então, no sétimo dia da festa, antes do pôr-do-sol, eles disseram a Sansão: "Que coisa existe mais doce do que o mel? e mais forte que o leão?" Sansão respondeu, aplicando um ditado: "Se vocês não tivessem lavrado com a minha novilha, nunca teriam conseguido decifrar o enigma!" 19 - Então o Espírito do Senhor assumiu controle sobre Sansão de tal maneira, que ele foi à cidade de Ascalom, matou trinta homens de lá, e tirou os trajes de festa que vestiam. Depois entregou os trajes aos que tinham dado resposta ao enigma. Enfurecido, porém, deixou a mulher e voltou para casa dos pais. 20 - E a mulher foi dada em casamento ao homem que tinha sido o padrinho de casamento de Sansão. CAPITULO 15 1 - ALGUM TEMPO depois, durante a colheita do trigo, Sansão pegou um cabrito para dar de presente à mulher dele. Fez isso com a intenção de passar a noite com ela. Mas o pai dela não deixou que ele entrasse em casa. 2 - "O fato é que eu pensei que você tinha ficado cheio de ódio dela," explicou ele, "de modo que fiz com que se casasse com o melhor amigo que você tem aqui. Mas olhe, a irmã dela é mais nova e mais bonita. Case com ela! " 3 - Sansão ficou furioso, e disse: "Agora ninguém poderá reclamar quando eu causar algum dano aos filisteus!" 4 e 5 - Saindo dali, prendeu trezentas raposas. Depois amarrou as raposas, aos pares, pelas caudas - cauda com cauda. Para cada par de raposas, arranjou uma tocha, e amarrou a tocha nos rabos presos de cada par. Feito isto, tocou fogo nas tochas, e pôs as raposas a correr pelas lavouras dos filisteus. Com o fogo assim espalhado, Sansão queimou e destruiu os feixes de cereal colhido, o cereal ainda por colher; as plantações de uvas e as oliveiras. 6 - "Quem foi que fez isto?!" perguntaram os filisteus. "Sansão," responderam, "porque o sogro fez com que o amigo dele casasse com a mulher que tinha desposado." Então os filisteus queimaram o pai e filha vivos! 7 e 8 - "Ah! Se é isso que querem, vou fazer vingança completa!" disse Sansão. Assim, ele saiu, atacou os filisteus com fúria terrível, e matou uma porção deles. Depois ficou morando numa fenda da rocha de Etã. 9 - Então os filisteus foram atacar a tribo de Judá, e ficaram acampados em volta da cidade de Lei. 10 - "Por que vieram aqui?," perguntaram os homens de Judá. Responderam os filisteus: "Viemos aqui para prender Sansão e fazer com ele o que ele tem feito conosco". 11 - Por isso três mil homens de Judá foram até à fenda da rocha de Etã para prender Sansão. "O que você está querendo fazer conosco?" perguntaram a ele. Você não sabe que os filisteus dominam sobre nós?" Sansão retrucou: "Eu só devolvi a eles o que me fizeram." 12 e 13 - "Nós estamos aqui para prender e entregar você aos filisteus," disseram os homens de Judá. "Está bem," disse Sansão, "mas prometam que vocês mesmos não me matarão." "Não," responderam eles, "não faremos isso! Só vamos entregar você amarrado." E levaram Sansão amarrado com duas cordas novas. 14 - Quando Sansão chegou a Lei, os filisteus correram para ele com gritos de alegria. Mas o Espírito do Senhor deu poderosa força a Sansão, de modo que ele arrebentou as amarras como se fossem barbantes chamuscados! 15 - Pegou então uma queixada de burro que achou ali por perto, e com ela matou mil filisteus! 16 e 17 - Acabada a matança, jogou fora o osso, e exclamou: "Pilha e mais pilha de gente, com uma queixada de burro! Com uma queixada de burro matei mil valentes!" O lugar recebeu daí por diante o nome de "Ramate-Lei" ou "Colina da Queixada" . 18 - Sansão sentiu muita sede e rogou a Deus: "O Senhor deu hoje grande libertação a Israel por meu intermédio. Agora estou morrendo de sede ! Vou cair nas mãos destes homens que não temem o seu nome?!" 19 - Então o Senhor fez brotar água de um buraco na terra de Lei. Sansão bebeu e recobrou as forças e o ânimo. Aquela fonte ficou sendo chamada "En-Hacoré" "Fonte de quem clama", até o dia em que estas coisas são escritas neste livro. 20 - Sansão foi o juiz de Israel nos vinte anos seguintes. Mas os filisteus continuavam dominando o país. CAPITULO 16 1 e 2 - CERTO DIA SANSÃO foi à cidade filistéia de Gaza e passou a noite com uma prostituta. Correu a notícia de que ele tinha sido visto na cidade. Os homens formaram cerco perto do portão da cidade, e ficaram esperando, prontos para matar Sansão quando nascesse o dia. "Quando aclarar o dia, vamos dar cabo dele!," combinaram os filisteus. 3 - Sansão ficou deitado até à meia-noite. Então, saiu da casa, arrancou as folhas da porta da cidade, com as ombreiras e a tranca. Pôs tudo nos ombros e levou para o alto do monte que dá de frente para Hebrom! 4 - Mais tarde, ele ficou apaixonado por Dalila - moça que morava no vale de Soreque. 5 - Os oficiais filisteus foram pessoalmente pedir a Dalila que procurasse descobrir o segredo da grande força de Sansão. "Faça isso," disseram, "para podermos dominar e prender aquele homem. E você receberá como recompensa uns seis quilos e meio de moedas de prata - de cada um de nós. 6 - Assim Dalila pediu a Sansão que contasse o segredo. "Diga-me, Sansão, por que você é tão forte," rogou ela. "Não acredito que exista meio de prender e dominar você, não é? Ou existe?" 7 - "Bem," respondeu Sansão, "se eu for amarrado com sete cordéis feitos de couro de animais, cordéis ainda não secos, ficarei fraco e serei como outro qualquer." 8 e 9 - Eles deram sete cordéis desse tipo a Dalila, e ela amarrou Sansão enquanto ele dormia, Alguns homens estavam escondidos noutro quarto. Assim que amarrou Sansão, ela exclamou: "Sansão! Os filisteus estão aqui!" Então ele rebentou os cordéis como se fossem fios de estopa meio queimados. E continuou guardado o segredo da força dele. 10 - Mais tarde Dalila disse a Sansão: "Você anda zombando de mim! Você mentiu para mim! Diga, por favor, como é que você poderia ficar preso!" 11 - "Pois bem," disse ele, "se eu for amarrado com cordas novas, que não tenham sido usadas, ficarei fraco, igual aos outros homens." 12 - Dalila conseguiu cordas novas e amarrou Sansão, quando ele estava dormindo. Como da outra vez, alguns homens estavam escondidos na casa. Amarrado Sansão, Dalila gritou: "Sansão! Os filisteus vêm aí!" Ele rebentou as cordas como se fossem fios de teia de aranha! 13 - "Até agora você só zombou de mim, dizendo mentiras!," disse Dalila a Sansão. "Você não me vai dizer agora como é que você pode ser amarrado de uma vez?" "Está bem," disse ele, "vou contar. Se você prender os meus cabelos como se faz com o tecido no tear, e com o pino do tear, então ficarei fraco." Enquanto Sansão dormia, Dalila fez como ele dissera. 14 - Depois de prender bem o cabelo com o pino do tear, ela gritou: "Os filisteus estão aqui, Sansão!" Então ele acordou e soltou o cabelo, arrancando o pino do tear. 15 - "Você fala que me ama. Como pode ser isso, se você não confia em mim?" choramingou ela. "Já é a terceira vez que você zomba de mim, e ainda não contou o segredo da sua grande força!" 16 e 17 - E ela foi amolando Sansão todos os dias, até que ele já não pôde agüentar mais, e acabou contando tudo o que tinha no coração. "Meu cabelo nunca foi cortado," disse ele, "pois eu sou nazireu - especialmente dedicado a Deus desde antes de nascer. Se cortarem o meu cabelo, perderei a força e ficarei tão fraco como qualquer outro homem." 18 - Dalila viu que dessa vez Sansão tinha dito a verdade. Assim, mandou aos oficiais filisteus este recado: "Venham cá mais esta vez, pois agora sei que ele abriu o coração para mim." Os oficiais foram à casa dela, levando o dinheiro prometido. 19 - Então Dalila fez Sansão dormir nos joelhos dela. Depois mandou alguém cortar o cabelo dele. Dalila percebeu que já podia ter domínio sobre Sansão, que ele já não tinha aquela força extraordinária. 20 - Disse a mulher: "Sansão! Os filisteus estão aqui para prender você!" Ele acordou e pensou: "Vou fazer como das outras vezes! Vou ficar livre num instante!" Mas não percebeu que o Senhor já não estava com ele. 21 - Os filisteus prenderam Sansão, furaram os olhos dele e o levaram para Gaza. Lá Sansão foi amarrado com duas correntes de bronze, e teve de ficar movendo um moinho na prisão. 22 - Não demorou muito, o cabelo dele começou a crescer de novo. 23 e 24 - Os oficiais filisteus realizaram uma grande festa para comemorar a captura de Sansão. O povo ofereceu grande sacrifício a Dagom, deu dos filisteus, e ficou cheio de alegria. Vendo Sansão acorrentado na prisão, o povo louvava [aquele falso] deus, exclamando: "O nosso deus entregou às nossas mãos o inimigo Sansão! Aquele que era destruidor da nossa terra, e que matou muitos dos nossos homens - aí está agora, em nosso poder!" 25 - Quando estavam bem alegres, em plena festa, os filisteus pediram: "Tragam Sansão para cá! Queremos fazer algumas brincadeiras com ele!" Assim tiraram Sansão da cadeia, e ele foi levado para o centro do templo, entre as duas colunas que seguravam o teto – e o povo se divertia às custas dele! 26 - Entretanto, Sansão disse ao rapaz que servia de guia para ele: "Coloque as minhas mãos nas duas colunas; quero ficar encostado nelas. " 27 - O templo estava repleto de gente, homens e mulheres do povo, e todos os oficiais dos filisteus. Além disso, em cima, no terraço sobre o teto, estavam umas três mil pessoas, olhando as brincadeiras que faziam com Sansão. 28 - Em certo momento, Sansão orou a Deus e suplicou: "Ó Senhor, Deus de Israel! Rogo que se lembre de mim - e que só mais esta vez me dê força para que eu possa fazer os filisteus pagarem pela perda de pelo menos um dos meus olhos!" 29 - Então ele forçou quanto pôde as duas colunas, uma com a direita, outra com a esquerda, e disse: 30 - "Que eu morra com os filisteus!" Pôs toda a força, e o templo caiu sobre os oficiais e sobre todo o povo! Aconteceu, assim que Sansão matou muito mais gente quando morreu do que durante todo o tempo em que viveu! Depois, os irmãos e demais membros da família foram buscar o corpo dele. Sansão foi enterrado entre as cidades de Zorá e Estaol, no túmulo de Manoá, seu pai. Ele foi juiz de Israel durante vinte anos. CAPITULO 17 1 - NA REGIÃO montanhosa de Efraim, vivia um homem chamado Mica. 2 - Um dia ele disse à mãe: "Aqueles mil e cem siclos de prata que roubaram da senhora - pelo que a senhora andava lançando maldições - quem roubou fui eu!" "Que Deus abençoe você," disse a mãe, "por confessar e reparar o erro." 3 - Assim ele devolveu o dinheiro. Então a mãe dele disse: "Agora dedico este dinheiro ao Senhor, em favor do meu filho. Vou mandar fazer um ídolo revestido de prata, com essas moedas fundidas." 4 a 6 - Ela deu, pois, duzentos siclos de prata ao fabricante de estátuas, e ele fez o ídolo encomendado. Essa imagem foi colocada na casa de Mica. Este homem fez uma capelinha para os seus deuses. Depois, de certo tempo, Mica fez uma faixa sacerdotal, fez ídolos representando os deuses do lar, e consagrou um dos filhos, fazendo dele um sacerdote. (Naqueles dias o povo de Israel não tinha rei, de modo que cada um fazia o que queria, agindo de acordo com o que achava certo.) 7 e 8 - Um jovem membro da tribo de Levi, tribo consagrada ao Serviço do Senhor, vivia em Belém, no território de Judá. Um dia, ele saiu da cidade de Belém, e foi andando sem destino certo, conforme o impulso que sentia. Acabou indo parar na casa de Mica, na região montanhosa de Efraim. 9 - Mica perguntou ao recém-chegado: "Donde você vem?" O jovem disse que era levita,' de Belém de Judá, acrescentando: "Estou procurando um lugar que me agrade, para morar." 10 e 11 - "Pois fique aqui comigo," convidou Mica, "e você será meu guia espiritual e sacerdote. Pagarei a você dez siclos de prata por ano, além da roupa, quarto e comida." O moço aceitou, e veio a ser como um dos filhos de Mica. 12 - Mica fez a consagração do jovem, e este ficou sendo seu sacerdote pessoal, morando na casa dele. 13 - "Agora tenho certeza que o Senhor vai abençoar a minha vida," exclamou Mica, "porque tenho um sacerdote de verdade - um levita - trabalhando para mim! " CAPITULO 18 1 - COMO JÁ FOI dito, Israel não tinha rei naquele tempo. A tribo de Dã estava procurando um lugar onde morar, porque essa tribo não tinha conseguido ainda tomar posse do território que recebera por sorteio sagrado. 2 - Por isso os homens de Dã escolheram cinco heróis de guerra, das cidades de Zorá e Estaol. Eles foram mandados como espiões, A missão deles era espiar e examinar o território que Dã planejava conquistar. Os espiões chegaram à região montanhosa de Efraim, e passaram a noite na casa de Mica. 3 - Notando o sotaque do jovem levita, falaram com ele: "O que Você está fazendo aqui? Por que veio para cá?," perguntaram. 4 - Ele falou do trato que tinha feito com Mica, e que trabalhava como sacerdote pessoal dele. 5 - "Muito bem," disseram os espiões, "neste caso, pergunte a Deus se nós vamos ter sucesso nesta missão, ou se vamos fracassar." 6 - "Vocês podem ir tranqüilos," disse o sacerdote, "tudo correrá bem, porque o Senhor cuida de vocês." 7 - Assim os cinco homens foram para a cidade de Laís, e viram como o povo dali vivia despreocupado como se estivesse em segurança. Tinha os mesmos costumes dos fenícios de Sidom. E o povo não tinha falta de nada. Não sofria opressão de ninguém, não tinha contato com Sidom e não mantinha relações políticas ou comerciais com nenhum outro povo. 8 - Então os espiões voltaram a Zorá e a Estaol. E ali pediram que eles contassem o que tinham visto. 9 e 10 - Disseram eles: "Não percamos tempo! Vamos ao ataque! Examinamos a terra e vimos que é excelente! Vamos depressa conquistar aquele território! Quando chegarmos lá, vocês verão um povo despreocupado e uma terra vasta, fértil e maravilhosa - um lugar em que não há falta de nada! Vamos, que Deus já entregou aquela terra a nós!" 11 e 13 - Assim seiscentos homens bem armados saíram de Zorá e Estaol, e acamparam em Quiriate-Jearim, no território de Judá - lugar que ficou depois conhecido pelo nome de Maané-Dã (que quer dizer "Acampamento de Dã), Dali subiram à região montanhosa de Efraim, e chegaram perto da casa de Mica. 14 - Os homens que tinham feito o trabalho de espiões, disseram aos companheiros: "Saibam que nessa casa existem ídolos dos deuses do lar, um ídolo lavrado e revestido de prata, e uma faixa sacerdotal. Vocês já sabem o que devem fazer!" 15 e 17 - Foram para lá. Os cinco foram na frente, chegaram até o alojamento do jovem levita - na casa de Mica - e perguntaram a ele como estava passando, Mas os seiscentos homens armados ficaram do lado de fora da porta. Então os cinco espiões entraram na capelinha e pegaram os ídolos do lar, a faixa sacerdotal e a imagem esculpida e revestida de prata. Enquanto faziam isso, o sacerdote ficou parado junto da entrada da porta, perto dos seiscentos soldados. 18 - "O que vocês estão fazendo?," perguntou o levita, quando viu que carregavam todas aquelas coisas. 19 - "Fique quieto e venha conosco!," disseram. "Seja o nosso sacerdote. Ser sacerdote de uma tribo inteira não é melhor do que ser sacerdote de um homem só numa casa particular?" 20 - O jovem sacerdote ficou muito contente com isso. Pegou a faixa sacerdotal, os ídolos do lar e a imagem modelada com prata fundida, e partiu com eles. 21 - Os homens de Dã colocaram as crianças, o gado e os demais bens na frente do povo, e se foram. 22 e 23 - Quando já estavam longe da casa de Mica, ele e os vizinhos dele se reuniram e saíram em perseguição dos danitas. Chegando ao alcance deles, gritaram que parassem. "O que vocês querem, perseguindo a gente desse jeito?!" perguntaram os homens de Dã. 24 - "Ora, que pergunta! Que será que queremos?!" retorquiu Mica, Que será que significa isto?! Pois se vocês fogem, levando os meus deuses - que eu mesmo fiz - e o meu sacerdote! Não deixaram nada!" 25 - "Cuidado com a língua!," responderam os homens de Dã. "Aqui temos gente que por pouca coisa pode ficar com raiva e matar vocês todos!" 26 - Assim os homens de Dã continuaram a viagem. Quando Mica viu que eles eram muitos mais numerosos e mais fortes, desistiu e voltou para casa. 27 - Então os homens de Dã prosseguiram - levando os ídolos e o sacerdote de Mica - e chegaram a Laís. A cidade estava desprotegida, e o povo vivia na maior despreocupação! Com facilidade, pois, os invasores entraram, mataram todos os moradores e incendiaram a cidade. 28 e 29 - Não havia ninguém que ajudasse o povo de Laís; primeiro, porque estava muito longe dos sidônios - irmãos de raça; segundo, porque não tinha trato com nenhum outro povo. A cidade estava localizada no vale de Bete-Reobe. A tribo de Dã reconstruiu a cidade, que recebeu daí por diante o nome de Dã, em homenagem ao pai da tribo, filho de Israel. Mas o nome anterior era Laís. 30 - A tribo de Dã instalou os ídolos que pertenceram a Mica, e nomeou Jônatas, filho de Gérson e neto de Manassés, sacerdote - ele e os filhos dele. Deste modo, eles foram sacerdotes dos danitas até à data em que foram levados para o cativeiro. 31 - Assim os ídolos que tinham sido de Mica foram adotados pela tribo de Dã durante todo o tempo em que o Tabernáculo esteve em Silo. CAPITULO 19 1 - NAQUELE TEMPO em que Israel ainda não tinha rei, um homem da tribo de Levi morava aqui e ali, na região montanhosa de Efraim. Um dia ele levou para viver com ele como esposa uma jovem de Belém, do território de Judá. 2 - Mas a mulher foi infiel e acabou voltando para Belém, para a casa dos pais dela. E ficou lá uns quatro meses. 3 e 4 - O marido partiu para lá, levando um criado e dois burros. Foi com a intenção de reconquistar o afeto dela, querendo que voltasse com ele. Quando chegou, a mulher fez que ele entrasse em casa. Apresentado ao pai dela, este mostrou satisfação, e insistiu com ele que se hospedasse ali por algum tempo. Ele aceitou. Passaram juntos três dias. 5 a 8 - No quarto dia, já estavam de pé bem cedo, e prontos para partir. Mas o pai da moça insistiu em que tomassem o café da manhã primeiro. O genro cedeu, e ali ficaram a comer juntos. Depois o sogro pediu que ficassem mais aquela noite. Foi preciso insistir muito, mas o levita acabou ficando, No dia seguinte, tornaram a levantar de madrugada, para a viagem. Más o sogro tornou a insistir, agora dizendo que seria melhor que saíssem à tardinha. Outra vez a viagem foi adiada, e eles comeram juntos. 9 - Mais tarde, o hóspede começou os preparativos finais para partir com a mulher e o criado, mas o hospedeiro tornou a pedir que ficassem, dizendo: "Olhe aí; o dia já vai descambando para o fim. Passe aqui a noite, para que o seu coração se alegre! Amanhã de madrugada vocês poderão ir para casa. 10 - Mas dessa vez o homem estava mesmo decidido a partir sem passar mais uma noite ali - e foi o que fez. Ele, a mulher, o criado e os dois animais de carga aparelhados conseguiram chegar perto da cidade de Jerusalém (também chamada Jebus) antes de escurecer. 11 - Disse o criado: "É muito tarde para continuar viajando. É bom passar a noite ali, na cidade dos jebuseus." 12 e 13 - "Não," disse o amo, "não vamos ficar numa cidade como essa, O povo dali não pertence a Israel. Vamos continuar. Passaremos a noite em Gibeá ou em Ramá. 14 - Continuaram, pois. Ao pôr-do-sol eles estavam chegando em Gibeá, cidade pertencente à tribo de Benjamim. 15 - Como ninguém ofereceu hospedagem, ficaram na praça da cidade, para pernoita! ali. 16 - Quando já estava anoitecendo, chegou à cidade um homem idoso que vinha do trabalho do campo. Ele era da região montanhosa de Efraim, mas estava morando no território de Benjamim. 17 - Passando pela praça, e vendo aquelas pessoas alojadas ali, perguntou donde vinham, para onde iam. 18 e 19 – "Vamos indo de Belém de Judá para a nossa casa," respondeu o levita "Moramos na distante região montanhosa de Efraim, perto de Silo, onde está e Tabernáculo. Para lá vamos. Aqui ninguém ofereceu alojamento para nós. E olhe! Temos suprimentos para nós e para os animais. Não temos falta de nada." 20 - "Estejam tranqüilos," disse o homem, "vocês vão ser meus hóspedes. Terão tudo que for preciso. Mas ficar aqui na praça, não!" 21 - E se bem falou, melhor fez: levou todos para a casa dele, deu pasto aos animais, enquanto os hóspedes se lavavam descansavam. Depois jantaram juntos. 22 - Justamente quando estavam no melhor da refeição e da prosa, um bando de gente perversa rodeou a casa, batendo à porta gritando ao velho dono da propriedade "Traga para fora o homem que está ai! Queremos abusar dele!" 23 e 24 - O dono da casa saiu e falou com eles: "Meus irmãos, não façam essa loucura," suplicou. "Aquele homem é meu hóspede! Eu trago aqui a minha filha virgem, e a mulher dele, e vocês poderão abusar delas como quiserem. Mas não façam essa loucura com o meu hóspede!" 25 e 26 - Porém eles não deram ouvidos. Então ele entregou a mulher do levita àqueles homens. Abusaram dela a noite inteira. Aos primeiros sinais do novo dia, eles foram embora, e deixaram a mulher caída junto da porta da casa. Ali ficou largada, até que clareou o dia. 27 e 28 - Quando o marido se levantou de manhã e abriu a porta, deu com ela ali com as mãos na soleira da porta. Falou com a mulher, querendo ir embora da quele lugar, mas não teve resposta: Estava morta! Então o levita ajeitou o corpo dela sobre um dos burros, e recomeçou a viagem para a casa dele. 29 - Chegando em casa, pegou um facão e cortou o corpo da mulher em doze partes. Depois mandou uma parte para cada tribo de Israel. 30 - Os israelitas ficaram revoltados, quando souberam o que tinha acontecido. Toda nação de Israel reagiu fortemente contra o crime horroroso praticado por aqueles homens de Benjamim. "Nunca se viu coisa tão horrível, desde que Israel saiu do Egito!" toda gente exclamava. "Temos de fazer alguma coisa!" CAPITULO 20 1 a 3 - A NAÇÃO DE Israel inteira mandou então reunir em assembléia oficiais e tropas num total de quatrocentos mil soldados - que todos estivessem com um só pensamento, na presença do Senhor, em Mispa. Mesmo de lugares distantes como as terras de Dã e Berseba, como também de Gileade, do outro lado Jordão, foram homens a Mispa. A notícia de convocação dos soldados israelitas chegou logo ao conhecimento da tribo de Benjamim. Os oficiais de Israel chamaram o marido da mulher que fora morto e perguntaram a ele o que tinha acontecido. 4 a 7 - "Eu e minha mulher chegamos uma noite em Gibeá, cidade situada no território de Benjamim," começou ele. "Naquela mesma noite os homens de Gibeá rodearam a casa em que estávamos. Queriam matar-me. Eles abusaram minha mulher, e de tal modo que ela morreu! Então, cortei o corpo dela em doze partes, e mandei as partes a todos os territórios de Israel - pois foi terrível o crime praticado por aqueles homens! Agora, filhos de Israel, peço que me aconselhem! " 8 a 10 - Como um só homem responderam todos: "Nenhum de nós vai voltar para casa, enquanto não castigarmos a cidade de Gibeá! Separaremos por sorteio a décima parte do exército, para ficar encarregada da alimentação das tropas, e os restantes irão destruir Gibeá pela coisa horrível que fez!" 11 - Assim toda a nação ficou unida para esta ação contra aquela cidade. 12 a 16 - Mensageiros foram enviados a seguir à tribo de Benjamim, com este recado: "Vocês têm idéia da coisa horrível que gente da sua tribo fez? Agora, entreguem a nós aqueles homens perversos de Gibeá, para que sejam mortos. Assim Israel ficará livre da mancha daquele terrível mal!" Mas o povo de Benjamim não quis dar ouvidos aos demais israelitas, irmãos dele. Em vez disso, mandou a Gibeá vinte e seis mil soldados, reunidos das várias cidades do território. Eles reforçaram a defesa da cidade de Gibeá, juntando forças com os setecentos melhores soldados daquela cidade. E ficaram prontos para combater o restante de Israel. Entre eles existiam setecentos homens muito hábeis, e eram canhotos, e conseguiam atirar com a funda e acertar num fio de cabelo, sem errar nem uma só vez! 17 - O exército formado pelas outras tribos de Israel somava quatrocentos mil soldados. 18 - Antes de atacar, os israelitas foram a Betel, para pedir conselho a Deus. "Que tribo irá na frente para lutar contra Benjamim? - perguntaram. E o Senhor respondeu: "Judá irá primeiro". 19 a 21 - Assim o exército de Israel saiu bem cedo no dia seguinte, para atacar os homens de Benjamim. Mas os homens que defendiam a cidade reagiram, saíram a campo, e mataram vinte e dois mil israelitas naquele dia. 22 e 24 - Então os israelitas choraram diante do Senhor até o escurecer, e perguntaram: "Senhor, devemos continuar lutando contra nosso irmão Benjamim?" O Senhor respondeu que sim. Com isso os homens de Israel ficaram cheios de coragem e no dia seguinte voltaram a enfrentar os benjamitas, no mesmo lugar da batalha anterior. 25 - Pois também dessa vez saíram a campo os homens de Benjamim, e mataram mais dezoito mil homens, todos experimentados na guerra! 26 a 28 - Todo Israel foi então a Betel e ficou chorando e jejuando na presença do Senhor, até à tarde; e apresentaram ao Senhor sacrifícios queimados e ofertas de paz. A Arca do contrato do Senhor estava em Betel naqueles dias. O sacerdote em exercício era Finéias, filho de Eleazar e neto de Arão. Os homens de Israel perguntaram ao Senhor: "Devemos sair de novo a pelejar contra o nosso irmão Benjamim, ou devemos desistir?" E disse o Senhor: "Vão lutar amanhã. Eu farei com que vocês vençam". 29 e 30 - O exército de Israel pôs emboscadas em redor de Gibeá. Ao terceiro dia, atacaram usando a mesma formação empregada nas outras vezes. 31 - Quando o exército de Benjamim saiu da cidade para o combate, os outros israelitas bateram em retirada, perseguidos pelos benjamitas - que assim foram sendo levados para longe da cidade. Nessa perseguição, os homens de Benjamim mataram uns trinta soldados de Israel, ao longo da estrada que liga Betel a Gibeá, 32 - Então os soldados de Benjamim gritaram: "Vejam! Eles estão sendo derrotados como das outras vezes!" Mas os exércitos de Israel combinaram continuar fugindo, para atrair os adversários para bem longe da cidade. 33 e 34 - Quando as forças de Israel chegaram a Baal-Tamar, voltaram e atacaram os perseguidores. Ao mesmo tempo, os dez mil homens que estavam escondidos perto da cidade, saíram da emboscada, e também atacaram os defensores de Gibeá. A luta foi violenta. Entretanto, os benjamitas não perceberam que estavam prestes a sofrer desgraça total. 35 a 39 - Então o Senhor deu mão forte a Israel, e os exércitos de Israel mataram naquele dia vinte e cinco mil e cem soldados de Benjamim, restando uns poucos apenas. Eis uma narração resumida da batalha: O exército de Israel fez retirada, fugindo dos homens de Benjamim, para dar mais campo às manobras dos soldados emboscados. Ao matarem uns trinta israelitas, os homens de Benjamim ficaram confiantes - certos de que iriam repetir as proezas anteriores, derrotando os adversários. Mas aconteceu que os homens que estavam emboscados, correram para Gibeá, mataram os moradores todos, e puseram fogo na cidade. A grande coluna de fumaça que subiu ao céu foi o sinal previamente combinado, para Israel voltar e atacar o exército de Benjamim. 40 - Quando os benjamitas viram os perseguidos voltando para fazer o ataque, olharam para trás e viram a nuvem de fumo, da cidade incendiada. 41 - Aí entenderam que a calamidade vinha sobre eles. Aflitos, sofrendo muitas perdas, correram para o deserto. 42 - Mas os israelitas foram em cerrada perseguição deles. Além disso, os homens que tinham estado na emboscada, voltaram da cidade destruída, e foram atacando e matando os fugitivos pelo outro lado. 43 - Cercaram os homens de Benjamim, a leste de Gibeá. Quando eles pararam para descansar, os israelitas chegaram e mataram a maior parte deles. 44 - Morreram na batalha daquele dia dezoito mil soldados de Benjamim. 45 - Os restantes fugiram para o deserto, em direção à rocha de Rimom. Mas durante a fuga, foram mortos uns cinco mil homens e, continuando a perseguição, ainda foram mortos mais dois mil homens, perto de Gidom. 46 e 47 - Dos homens de Benjamim, morreram aquele dia vinte e cinco mil valentes soldados. Escaparam somente seiscentos homens. Eles conseguiram chegar à rocha de Rimom, e viveram ali quatro meses. 48 - Então o exército de Israel voltou ao território de Benjamim e matou todos os que restavam - os homens, e as mulheres e o gado - e lançaram fogo a todas as cidades e vilas que encontraram! CAPITULO 21 1 e 2 - OS HOMENS DE Israel tinham feito solene promessa em Mispa, de que nunca haveriam de deixar as filhas casarem com homens da tribo de Benjamim. E agora ali estavam eles em Betel, e ficaram reunidos na presença de Deus até a tarde. E choraram amargamente. 3 - "Ó Senhor, Deus de Israel," clamaram eles, "por que aconteceu isto em Israel, que agora ficou sem uma das tribos?!" 4 - Na manhã seguinte, levantaram cedo, construíram um altar, e nele ofereceram sacrifícios queimados e ofertas de paz. 5 - E começaram a dizer uns aos outros: "Será que alguma povoação - de todas as tribos de Israel - deixou de mandar representantes à assembléia realizada na presença do Senhor, em Mispa?" Pois, naquela ocasião tinham tomado solene compromisso de que seria morto quem não atendesse à convocação. 6 e 7 - Todos os israelitas estavam profundamente tristes pelo que acontecera aos benjamitas. "Eliminada!" - diziam para si mesmos. "Uma tribo inteira foi varrida, foi eliminada! E como poderemos conseguir esposas para os poucos homens de Benjamim, que sobreviveram? Pois tomamos o Senhor por testemunha de que não deixaríamos nossas filhas casarem com eles! " 8 e 9 - Depois tornaram a pensar na promessa feita, de que seriam mortos os que não tivessem atendido à convocação para reunião feita diante do Senhor, em Mispa. E verificaram que da cidade de Jabes-Gileade, ninguém tinha comparecido à assembléia. 10 e 11 - Assim mandaram para lá doze mil soldados, dos melhores que tinham. Eles foram com a ordem de matar todos os moradores de Jabes-Gileade, homens, mulheres e crianças - menos as moças virgens, em idade própria para o casamento. 12 - Executada a ordem, os soldados encontraram entre os moradores de Jabes-Gileade quatrocentas moças virgens. Elas foram levadas para o acampamento em Silo. 13 - Então Israel mandou mensageiros aos homens de Benjamim que estavam na rocha de Rimom. Cumprindo a missão, os mensageiros proclamaram paz aos sobreviventes. 14 e 15 - Os homens de Benjamim voltaram imediatamente junto com os mensageiros. Quatrocentos deles casaram com as jovens trazidas de Jabes-Gileade. Mas o número delas não foi suficiente para todos os benjamitas. Isto despertou outra vez a grande tristeza dos israelitas porque, diziam, o Senhor tinha aberto uma brecha nas tribos de Israel. 16 a 18 - "Que havemos de fazer," perguntaram os oficiais de Israel, "para conseguir esposas para os outros? Pois todas as mulheres da tribo de Benjamim foram mortas! Temos de arranjar um jeito de resolver isto, para evitar que uma tribo inteira desapareça para sempre! Uma coisa não podemos fazer: deixar que nossas filhas casem com eles. Não, porque prometemos isto solenemente, na presença do Senhor. Assim, quem romper a promessa estará debaixo da maldição de Deus!" 19 - Nisso alguém lembrou aos demais a festa religiosa anual, realizada nos campos de Silo, entre Lebona e Betel, ao longo da margem leste da estrada que vai de Betel a Siquém. 20 e 22 - Então deram a seguinte autorização aos homens de Benjamim: "Vocês podem ficar de emboscada nas plantações de uvas. Fiquem atentos. Quando as moças de Silo saírem formando as rodas de danças, saiam vocês dos esconderijos e levem as moças para as terras de Benjamim - uma para cada um - para serem suas esposas! E quando os pais e irmãos delas vierem apresentar queixa, nós diremos a eles: "Por favor, sejam compreensivos! Na guerra contra Jabes-Gileade não conseguimos mulheres suficientes para eles; e vocês não puderam dar as suas filhas em casamento, a eles - porque, se fizessem isso, estariam condenados!'" 23 – Os homens seguiram a orientação dada e raptaram as moças que estavam tomando parte na festa, e fugiram com elas para as terras de Benjamim. Ali reedificaram as cidades e moraram nelas. 24 - Então os israelitas voltaram para casa - cada um para a sua tribo e família e propriedade. 25 - Naquele tempo Israel não tinha rei. Cada um fazia o que achava que estava certo. RUTE CAPITULO 1 1 e 2 - HÁ MUITO TEMPO, quando Israel era dirigido pelos juizes, um homem chamado Elimeleque, que morava em Belém, em Judá, abandonou o pais por causa da fome, indo morar na terra de Moabe. Levou consigo a esposa, Noemi, e seus dois filhos, Malom e Quiliom. 3 - Enquanto moravam em Moabe, Elimeleque morreu e Noemi ficou sozinha com seus dois filhos. 4 e 5 - Os dois rapazes, Malom e Quiliom, casaram-se com moças de Moabe, chamadas Rute e Orfa e ficaram juntos por mais ou menos dez anos. Depois disto, os dois rapazes também morreram e Noemi ficou completamente só, sem o marido e sem os filhos. 6 e 7 - Ela decidiu voltar para Israel, deixando o território de Moabe, pois tinha ouvido que o Senhor havia abençoado o povo judeu com boas colheitas! As noras foram junto com ela. 8 - Porém, quando já estavam caminhando de volta a Israel, Noemi disse às suas noras: "Por que vocês não voltam para as casas de seus pais, em vez de irem embora comigo? Eu desejo sinceramente que Deus recompense vocês duas por terem sido fiéis a seus maridos e a mim, 9 - e também dê a vocês outro casamento muito feliz." Noemi beijou suas noras e as três começaram a chorar, cheias de tristeza. 10 - Mas as duas jovens disseram: "Não! Queremos ir com a senhora, viver junto com o seu povo." 11 a 13 - Noemi respondeu: "Para vocês vale mais a pena voltar para seu povo. Eu não tenho filhos mais novos, que poderiam vir a ser seus maridos no futuro. Não, minhas filhas; voltem para suas casas, pois eu já sou velha demais para ter marido. E mesmo se eu tivesse marido, e estivesse esperando filhos, vocês iriam esperar até que eles crescessem? Não, é claro que não, minhas filhas; ah, como o meu coração dói porque o Senhor me castigou de tal maneira que também feriu vocês!" 14 - Choraram juntas mais uma vez e Orfa se despediu da sogra com um beijo, voltando para a casa de sua família; Rute, porém, insistiu em ficar junto com Noemi. 15 - "Pense bem", disse Noemi a ela, "sua cunhada voltou ao seu povo e aos seus deuses; você devia fazer a mesma coisa." 16 - Mas Rute respondeu: "Não insista para que eu a abandone, pois quero ir aonde a senhora for, e viver onde a senhora viver. Seu povo será o meu povo e o seu Deus será o meu Deus. 17 - Eu quero morrer onde a senhora morrer e aí desejo ser enterrada. Deus pode fazer o que quiser comigo se eu deixar que alguma coisa menor que a morte me separe da senhora." 18 - Quando Noemi viu que Rute estava decidida e que não havia jeito de convencê-la a não ir para Israel, deixou de insistir. 19 - E partiram. Quando chegaram a Belém, toda a vila ficou agitada. "Será que é Noemi mesmo?", perguntavam as mulheres. 20 - Noemi, porém, lhes dizia: "Não me chamem Noemi. Chamem-me Mara," (Noemi significa agradável; Mara significa amarga) "porque o Deus Todo-Poderoso me trouxe amargura. 21 - Eu parti cheia de alegria, mas o Senhor me trouxe de volta completamente vazia; por que então vocês me chamam Noemi, quando Deus me voltou as costas e causou tanta desgraça? " 22 - Quando Noemi e Rute voltaram de Moabe e chegaram a Belém, a colheita de cevada estava começando. CAPITULO 2 1 - HAVIA EM BELÉM um homem muito rico, parente de Elimeleque. O nome desse homem era Boaz. 2 - Certo dia, Rute disse a Noemi: "Talvez eu possa ir colher as espigas que sobram, no campo de alguma pessoa bondosa. Noemi concordou: "Está bem, minha filha. Pode ir." 3 - Rute foi colher as espigas que sobravam e aconteceu entrar no campo que pertencia a Boaz, parente de Elimeleque, o marido de Noemi. 4 e 5 - Boaz chegou da cidade enquanto Rute estava em sua propriedade. Depois de cumprimentar os trabalhadores, perguntou ao capataz: "Quem é aquela moça?" 6 - "É a moça que veio de Moabe, junto com Noemi", respondeu o capataz. 7 - "Hoje de manhã ela me pediu para apanhar as espigas que os trabalhadores deixam cair e não parou de trabalhar, a não ser para um pequeno descanso ali na palhoça. 8 e 9 - Boaz foi até onde estava Rute e lhe disse: "Olhe, minha filha, fique aqui para colher conosco; nem pense em ir para outro campo. Siga atrás das mulheres que trabalham para mim; eu já avisei meus empregados para não aborrecerem você; quando tiver sede, venha até onde estão as vasilhas e beba à vontade." 10 e 11 - Muito emocionada, ela agradeceu a Boaz. "Por que o senhor é tão bom para mim?" perguntou. "O senhor deve saber que eu não passo de uma estrangeira." "Sim, eu sei," respondeu Boaz, "e também sei de todo o amor e bondade que você demonstrou à sua sogra, desde a morte de Malom, seu marido. Sei que você deixou seu pai e sua mãe, o seu país, e veio viver entre estrangeiros. 12 - Eu desejo que o Senhor Deus de Israel, sob cuja proteção você veio se colocar, a recompense por tudo que você fez." 13 - "Muito obrigada, senhor", respondeu ela. "O senhor foi tão bom comigo, e eu nem sou sua empregada! Sua bondade toca o meu coração!" 14 - Na hora do almoço, Boaz chamou Rute e disse: "Venha e coma conosco." Assim, ela se sentou junto aos trabalhadores e Boaz lhe deu o alimento, muito mais do que ela podia comer. 15 - Quando ela voltou ao trabalho, Boaz ordenou aos seus empregados que deixassem Rute colher à vontade, sem incomodá-la, 16 - e que deixassem cair algumas espigas de cevada para Rute colher, sem fazer comentários. 17 - Assim, Rute trabalhou o dia inteiro; à noite, depois de debulhar a cevada que colhera, havia quase vinte quilos! 18 - Ela levou sua colheita à cidade e a entregou à sua sogra, junto com o que havia sobrado de seu almoço. 19 - "Quanta coisa!" exclamou Noemi. "Onde foi que você colheu hoje? Graças a Deus por essa pessoa que foi tão boa para você, seja ela quem for!" Então Rute contou à sua sogra tudo o que tinha acontecido e disse que o dono do campo era Boaz. 20 - "Deus o abençoe! O Senhor continua a ser bondoso para nós como também foi para nossos maridos!" exclamou Noemi emocionada. "Sabe, esse homem, Boaz, é um de nossos parentes mais chegados, um nosso redentor!" 21 - "Bem", disse Rute, "ele me disse para voltar e colher junto com os seus empregados até que terminem toda a colheita." 22 - "Mas isso é maravilhoso!" exclamou Noemi. "Faça o que ele disse. Fique junto com as suas empregadas durante toda a colheita; lá você estará muito mais segura que em qualquer outro campo!" 23 - Rute fez o que Noemi sugeriu, colhendo no campo de Boaz até o fim da colheita de cevada e de trigo. E durante todo esse tempo, ficou com sua sogra. CAPITULO 3 1 - CERTO DIA, NOEMI disse a Rute: "Minha filha, acho que está na hora de eu conseguir um marido e um casamento feliz para você. 2 - Sabe em quem estou pensando? Boaz! Ele tem sido tão bom para nós, e é um parente chegado. Fiquei sabendo que hoje à noite ele estará peneirando a cevada no terreiro. 3 - Faça o que vou lhe dizer: tome banho, perfume-se e vista a sua melhor roupa. Depois vá até o terreiro mas não deixe que Boaz a veja antes de terminar a refeição. 4 - Preste atenção ao lugar em que ele vai se deitar; aproxime-se, descubra os pés de Boaz e deite-se. Ele lhe dirá o que precisa acontecer antes do casamento. 5 - Rute respondeu: "Está bem. Vou fazer tudo o que a senhora me disse." 6 e 7 - E assim, naquela noite, Rute foi até o terreiro, seguindo à risca as instruções de sua sogra. Depois de uma ótima refeição, Boaz foi se deitar, muito satisfeito, junto a um monte de grãos. Caminhando silenciosamente, Rute se aproximou, descobriu seus pés e se deitou. 8 - De repente, lá pela meia-noite, Boaz acordou e sentou-se, espantado. Havia uma mulher deitada junto a seus pés! 9 - "Quem é você?", perguntou ele, assustado! "Sou eu, senhor. Rute." Respondeu ela. "Case-se comigo, como manda a Lei de Deus, pois o senhor é meu parente chegado." 10 - "Deus a abençoe, minha filha!" exclamou Boaz. "Agora você está sendo mais bondosa para Noemi do que foi antes. Naturalmente, você deveria preferir um homem mais jovem, mesmo que ele fosse pobre. Apesar disso, você deixou de lado os seus desejos pessoais (para dar um herdeiro a Noemi, casando-se comigo). 11 - Não se preocupe com nada. Eu vou cuidar de todos os detalhes para o casamento, pois toda a cidade sabe que você é uma jovem maravilhosa. 12 - Existe um problema, porém. Eu sou seu parente redentor, mas há outro redentor que é ainda mais chegado do que eu. 13 - Fique aqui durante a noite; hoje pela manhã eu vou procurá-lo e conversar com ele. Se ele quiser se casar com você, está bem; que se case. Mas, se ele não quiser, eu juro pelo Senhor que me casarei com você. Agora deite-se e durma até o amanhecer. 14 - Assim, ela ficou deitada aos pés de Boaz até pela manhã, levantando-se antes do sol nascer, pois Boaz lhe havia dito: "Ninguém deve saber que uma mulher veio ao terreiro." 15 e 16 - "Dê-me a sua capa", disse Boaz a Rute. E Boaz colocou na capa quase vinte e cinco quilos de cevada, como presente para Noemi, e a colocou às costas de Rute, que voltou à cidade. 17 - Quando ela chegou em casa, Noemi lhe perguntou: "Conte, minha filha, o que foi que aconteceu?". E Rute disse a Noemi tudo o que aconteceu e lhe deu a cevada, contando que Boaz não quis que ela voltasse para casa sem um presente. 18 - Noemi, então, disse a Rute: "Espere um pouco, até ficarmos sabendo o que vai acontecer, porque Boaz não vai descansar antes de resolver esse caso. E vai resolver ainda hoje." CAPITULO 4 1 - NAQUELA MANHÃ, BOAZ foi até o mercado e lá encontrou o parente redentor de quem havia falado a Rute. "ó fulano, vem cá", chamou, "preciso conversar com você". E se sentaram para conversar. 2 - Boaz chamou dez homens importantes da cidade e pediu a eles que servissem como testemunhas. 3 - Depois, disse ao seu parente: "Você Conhece Noemi, que voltou da terra de Moabe. Ela pôs à venda a propriedade de Elimeleque, nosso irmão. 4 - Achei que devia falar com você sobre isso, para você comprar a terra, tendo como testemunhas esses senhores dignos de confiança. Se você quiser, diga-me logo porque se não comprar, eu comprarei. O direito de comprar a terra pertence a você, e depois a mim". O homem respondeu: "Está certo. Eu comprarei a propriedade." 5 - Então Boaz lhe disse: "A compra dessa propriedade exige também o seu casamento com Rute, a moabita, para que ela tenha filhos que recebam o nome de seu falecido marido e herdem a terra." 6 - "Se é assim, eu não posso comprá-la", respondeu o homem. "O filho dela acabaria herdando a minha terra também, você pode comprá-la." 7 - Naquela época, quando alguém transferia o direito de compra, era costume tirar o sapato e entregá-lo à outra pessoa; assim o negócio era confirmado publicamente. 8 - Assim, ao dizer a Boaz, "Você pode comprá-la", o homem tirou a sandália. 9 - Boaz disse às testemunhas e ao povo que se tinha juntado à sua volta: "Como todos viram, eu comprei de Noemi toda a propriedade de Elimeleque, Quiliom e Malom 10 - e também adquiri o direito de me casar com Rute, a moabita, viúva de Malom, para que ela tenha um filho que leve o nome da família de seu falecido marido". 11 - Todas as pessoas ali reunidas e as dez testemunhas confirmaram: "Somos testemunhas. Que o Senhor faça essa mulher, que hoje se torna parte de sua família, tão fértil quanto Raquel e Lia, das quais descendeu toda a nação de Israel! E que você seja um grande homem, muito famoso em Belém. 12 - Desejamos que através de seu casamento com Rute, o Senhor lhe dê uma família tão grande e ilustre quanto a de nosso antepassado Perez, o filho de Judá e Tamar". 13 - Assim, Boaz e Rute se casaram; e depois de algum tempo, o Senhor permitiu que ela tivesse um filho. 14 - As mulheres de Belém disseram a Noemi: "Louvado seja Deus, pois Ele deu um netinho a você. Desejamos que ele seja famoso em Israel, 15 - que devolva a você a juventude e que cuide de você quando chegar à sua velhice: ele é o filho de sua nora, que a ama muito, que foi melhor para você do que sete filhos!" 16 e 17 - Noemi ficou tomando conta do menino, e as vizinhas disseram: "Depois de tanto tempo, Noemi tem outro filho!" E deram a ele o nome de Obede. Este foi o pai de Jessé e avô de Davi. 18 a 22 - Estes são os parentes mais importantes de Boaz, começando com seu antepassado Perez: Perez, Esrom, Rão, Aminadabe, Naasom, Salmom, Boaz, Obede, Jessé, Davi. 1º SAMUEL CAPITULO 1 1 - HAVIA UM HOMEM chamado Elcana, da tribo de Efraim; Elcana morava em Ramataim-Zofim, na região das montanhas de Efraim. Elcana era filho de Jerorão; Jerorão era filho de Eliú, Eliú era filho de Toú, Toú era filho do efraimita Zufe. 2 - Elcana tinha duas mulheres: uma se chamava Ana; o nome da outra era Penina; Penina tinha filhos, mas Ana não tinha nenhum. 3 - Todos os anos Elcana e suas famílias faziam uma viagem até ao Tabernáculo, em Silo, a fim de adorar ao Senhor dos céus, e oferecer sacrifícios a Ele. (Os sacerdotes que estavam de serviço nesse tempo eram os dois filhos de Eli - Hofni e Finéias.) 4 - No dia em que Elcana oferecia o seu sacrifício, ele comemorava o acontecimento feliz, dando presentes a Penina; além disso, dava presentes também aos filhos dela; 5 - embora ele amasse muito a Ana, ele só podia dar a ela um presente, porque o Senhor fez com que Ana não tivesse filhos. 6 - Acontece que Penina piorava a situação, porque fazia muita coisa para deixar Ana irritada pelo fato de o Senhor não lhe permitir ter filhos. 7 - E todos os anos era a mesma coisa - Penina caçoava de Ana, e a provocava quando iam a Silo; por isso Ana chorava muito, e não tinha nem vontade de comer. 8 - "Que está acontecendo com você, Ana?" perguntou o marido. "Por que não come? Por que você fica tão triste pelo fato de não ter filhos? Ter a mim como marido não é melhor do que ter dez filhos?" 9 - Certo dia, após a refeição da tarde, quando ainda estavam em Silo, Ana foi ao Tabernáculo. O sacerdote Eli estava assentado no seu lugar de costume, ao lado da entrada. 10 - Ela estava sentindo uma profunda angústia e chorava amargamente, enquanto fazia sua oração ao Senhor. 11 - Ana fez este voto: "Senhor dos céus, se olhar para o meu sofrimento e responder à minha oração dando-me um filho, então eu darei esse filho de volta ao Senhor; ele será seu por todos os dias da sua vida, e os seus cabelos nunca serão cortados." 12 e 13 - Eli percebeu que a boca de Ana se mexia enquanto ela orava em silêncio, do fundo do coração, porém não ouvia som algum; então ele pensou que Ana estivesse embriagada. 14 - "Era preciso vir aqui embriagada?" perguntou Eli. "Afaste-se desse vício." 15 e 16 - "Por favor, senhor!" respondeu ela, "não estou embriagada! Estou muito triste, isso sim, e estava abrindo meu coração diante do Senhor. Por favor, não pense que sou apenas uma mulher embriagada! Oro assim por sofrer grande preocupação e aflição." 17 - "Nesse caso", disse Eli, "tenha bom ânimo! Levante-se, vá em paz, e que o Senhor de Israel conceda o que você pede, seja lá o que for!" 18 - "Oh, senhor, muito obrigada!" Ana exclamou. Voltou feliz, e começou a se alimentar de novo. A tristeza desapareceu do seu rosto! 19 e 20 - A família inteira se levantou bem cedinho na manhã seguinte, e foi ao Tabernáculo adorar o Senhor uma vez mais. Depois voltaram para casa, em Ramá. Quando Elcana deitou-se com Ana, o Senhor se lembrou dela; e, passado o devido tempo, ela teve um filho, e deu a ele o nome de Samuel (que significa "pedido a Deus") porque, conforme ela disse: "Eu o pedi ao Senhor." 21 e 22 - No ano seguinte, Elcana, Penina e os filhos dela fizeram a viagem anual ao Tabernáculo; desta vez, sem a companhia de Ana, pois ela disse ao marido: "Vamos esperar até que o menino esteja desmamado, e então eu o levarei ao Tabernáculo e o deixarei lá para sempre". 23 - "Está bem, faça como achar melhor", concordou Elcana. "Seja feita a vontade do Senhor." E assim ela ficou em casa, até que o menino desmamou. 24 - Então, apesar do menino ser ainda muito pequeno, ela o levou ao Tabernáculo em Silo; levou também um novilho de três anos para o sacrifício, uns trinta e poucos litros de farinha e um pouco de vinho. 25 - Depois do sacrifício, levaram o menino a Eli. 26 - "Senhor; lembra-se de mim?" perguntou Ana ao sacerdote Eli. "Sou aquela mulher que esteve aqui aquela vez, orando ao Senhor! 27 - Pedi ao Senhor que me desse este filho, e Ele atendeu ao meu pedido. 28 - Agora eu o trago, como se o estivesse devolvendo ao Senhor, por todos os dias em que ele viver." Assim ela deixou o menino ali no Tabernáculo, para servir ao Senhor. CAPITULO 2 1 - ESTA FOI A oração que Ana fez: "Quanto me regozijo no Senhor! Quanta força e bênção Ele me tem dado! Agora tenho uma resposta para os meus inimigos. Porque o Senhor me salvou do meu problema. Quanto me regozijo! 2 - Ninguém é tão santo quanto o Senhor! Não há outro Deus, Nem há Rocha alguma como o nosso Deus. 3 - Deixem de ser tão orgulhosos e arrogantes! O Senhor sabe tudo, inclusive o que vocês fizeram, E Ele julgará suas ações. 4 - Aqueles que eram poderosos, já não são mais poderosos! Os que eram fracos, agora são fortes. 5 - Os que estavam bem de vida, agora estão passando fome; Os que passavam fome, agora têm alimento. A mulher que não tinha filhos, agora tem sete; Aquela que tinha muitos filhos agora não tem mais! 6 - O Senhor mata, O Senhor dá a vida. 7 - Alguns Ele faz pobres, E outros Ele faz ricos. A um Ele faz cair. E a outro Ele levanta. 8 - Do pó Ele levanta o pobre, sim, de um monte de cinzas. E trata a esse pobre como príncipe, Que se assenta nos lugares de honra. Porque toda a terra é do Senhor, e Ele põe o mundo em ordem. 9 - O Senhor protegerá os homens piedosos, porém os maus ficam em silêncio na escuridão. Ninguém será vitorioso somente pela sua própria força. 10 - Os que lutam contra o Senhor serão humilhados; Do céu o Senhor troveja contra eles. Ele julga a terra de ponta a ponta. Ele dá grande força ao seu Rei, e dá grande glória ao seu ungido." 11 - Então eles voltaram para casa, em Ramá, sem o menino Samuel; e Samuel se tornou ajudante do Senhor, porque ele auxiliava o sacerdote Eli. 12 - Ora, os filhos de Eli eram homens maus, que não amavam ao Senhor. 13 e 14 - Estavam acostumados a mandar um empregado ficar ali por perto quando alguém oferecia sacrifício, e enquanto a carne do animal sacrificado era cozida, o empregado espetava um garfo grande, de três dentes, na carne que estava dentro da panela, e exigia que tudo quanto o garfo tirava fosse entregue aos filhos de Eli. Era assim que eles tratavam todos os israelitas que vinham a Silo a fim de adorar. 15 - Às vezes o empregado vinha antes mesmo de terminada a cerimônia de queimar a gordura sobre o altar, e exigia a carne crua, antes de ser cozida, de maneira que ela pudesse ser preparada à vontade dos sacerdotes. 16 - Se o homem que oferecia o sacrifício respondesse: "Leve quanto quiser, mas primeiro é preciso queimar a gordura" (conforme a Lei manda), então o empregado dizia: "Não; ou você me dá a carne agora, ou eu a tomo à força." 17 - Assim, aos olhos do Senhor, o pecado desses moços era muito grande; pois tratavam com pouco caso as ofertas que o povo trazia ao Senhor. 18 - Embora ainda fosse uma criança, Samuel era o auxiliar do Senhor, e usava um pequeno manto de linho igual ao manto do sacerdote. 19 - Cada ano a mãe de Samuel fazia para ele uma túnica e lhe dava quando vinha com o marido para oferecer sacrifício. 20 - Antes de voltarem para casa, Eli abençoava a Elcana e Ana, e pedia a Deus que desse a esse casal outros filhos que tomassem o lugar deste que eles haviam dado ao Senhor. 21 - E o Senhor concedeu a Ana três filhos e duas filhas. Enquanto isso, Samuel crescia, prestando serviço ao Senhor. 22 - Eli já estava muito velho, mas ele sabia muito bem o que se passava ao seu redor. Sabia, por exemplo, que seus filhos eram dados a conquistar as moças que prestavam serviço à entrada do Tabernáculo. 23 a 25 - "Tenho ouvido o povo do Senhor falar coisas terríveis a respeito do que vocês fazem", Eli disse aos seus filhos. "É uma coisa horrível fazer o povo do Senhor pecar. O pecado comum recebe castigo pesado; e quanto mais pesado será o castigo, por este pecado que vocês cometem contra o Senhor?" Porém eles não deram atenção ao que o pai lhes dizia, porque o Senhor tinha planos de matá-los. 26 - O pequeno Samuel ia crescendo em dois sentidos - estava ficando cada vez mais alto, e tornava-se o predileto de toda gente (e do Senhor também!) 27 - Um dia veio a Eli um homem de Deus com este recado da parte do Senhor: "Não manifestei Eu o meu poder quando o povo de Israel era escravo no Egito? 28 - Não escolhi Eu a seu pai Levi, dentre todos os irmãos dele, para ser meu sacerdote, e sacrificar sobre o meu altar, queimar incenso, e usar um manto de sacerdote quando estivesse prestando serviço diante de Mim? E não dei a vocês, os sacerdotes, as ofertas queimadas, ofertas essas trazidas pelo povo? 29 - Por que, então, vocês são tão gananciosos e querem todas as ofertas que são trazidas a Mim? Por que você, Eli, tem honrado mais aos seus filhos do que a Mim? Pois você e eles engordaram comendo o melhor das ofertas do meu povo! 30 - "Portanto, Eu, o Senhor Deus de Israel, declaro que embora tenha prometido que a sua família, da tribo de Levi, sempre seria a família dos meus sacerdotes, agora vejo que é impossível permitir que continuem a fazer o que fazem. Honrarei somente aqueles que Me honram, e desprezarei aqueles que Me desprezam. 31 - Acabarei com a sua família, de modo que ela não Me prestará mais serviço como sacerdotes. Cada membro da sua família morrerá antes do tempo. Ninguém chegará a envelhecer. 32 - Você terá inveja da prosperidade que darei ao meu povo. Mas você e sua família estarão em aflição e necessidade. Nenhum da sua casa vai ficar velho. 33 - Os que sobreviverem, viverão em tristeza e angústia; e seus filhos morrerão na guerra. 34 - E para provar que aquilo que Eu disse vai acontecer, farei com que seus dois filhos, Hofni e Finéias, morram no mesmo dia! 35 - "Então farei surgir um sacerdote fiel que estará a meu serviço, e fará tudo quanto Eu mandar fazer. Abençoarei os filhos dele, e a sua família servirá aos meus reis para sempre, como sacerdotes. 36 - Então, todos os seus filhos se curvarão diante dele, mendigando dinheiro e alimento. 'Por favor', eles dirão, 'arranje-me um trabalho entre os sacerdotes, de maneira que eu tenha pelo menos o que comer. CAPITULO 3 1 - ENQUANTO ISSO, o pequeno Samuel servia ao Senhor como assistente de EIi. Naqueles dias eram muito raras as mensagens e visões que vinham do Senhor. 2 e 3 - Porém uma noite, depois que Eli tinha ido deitar-se (com a idade que tinha agora, Eli estava quase cego), e Samuel dormia no Templo, perto da Arca," 4 e 5 - o Senhor chamou o menino: "Samuel! Samuel!" "Pronto!" respondeu Samuel. "O que foi?" Ele levantou-se e correu ao quarto de Eli, "Aqui estou. Que é que o senhor deseja?" perguntou Samuel. "Não chamei você", disse Eli. "Volte para a cama." E ele voltou. 6 - Então o Senhor chamou novamente: "Samuel!" E de novo Samuel se levantou e correu ao quarto de Eli. "Pronto!" disse o menino. "Que é que o senhor quer?" "Não, eu não chamei você, meu filho", disse Eli. "Pode deitar-se novamente." 7 - (Antes disso, Samuel nunca tinha recebido uma mensagem do Senhor; portanto, não conhecia ainda a voz de Deus.) 8 - E o Senhor chamou o menino pela terceira vez, e mais uma vez Samuel se levantou e foi ao quarto de Eli. "Chamou, senhor?" perguntou Samuel. "O que deseja?" Então Eli entendeu que era o Senhor que tinha falado ao menino. 9 - Por isso ele disse a Samuel: "Vá deitar-se; e se alguém o chamar novamente, responda: 'Pronto, pode falar, Senhor, que estou ouvindo'." E Samuel voltou a deitar-se. 10 - E o Senhor veio e chamou, como das outras vezes: "Samuel! Samuel!" E Samuel respondeu: "Pronto, estou ouvindo." 11 - Então o Senhor disse a Samuel: "Vou fazer uma coisa em Israel, que vai deixar toda gente alarmada. 12 - Vou cumprir o que disse a Eli que Eu faria; são coisas terríveis a respeito das quais já preveni a Eli. 13 - Não é de hoje que venho ameaçando castigar Eli e toda a sua família, porque seus filhos não respeitam a Deus, e Eli não os repreende. 14 - Portanto resolvi que os pecados de Eli e dos seus filhos nunca serão perdoados por meio de sacrifícios e ofertas." 15 - Samuel ficou deitado até que amanheceu o dia, e depois ele abriu as portas do Templo, como de costume, porém estava com medo de contar a Eli o que o Senhor lhe havia dito. 16 a 17 - Mas Eli chamou Samuel e lhe perguntou: "Meu filho, que foi que o Senhor disse a você? Conte-me tudo. E que o Senhor lhe dê castigo, se você esconder alguma coisa de mim!" 18 - Então Samuel contou a Eli o que o Senhor tinha falado. "É a vontade do Senhor", respondeu Eli; "que Ele faça segundo a vontade dEle." 19 - À medida que Samuel crescia, o Senhor estava com ele e o povo atendia com todo o cuidado os conselhos que Samuel dava. 20 - E todo o Israel, desde Dã até Berseba, soube que Samuel ia ser profeta do Senhor. 21 - Então o Senhor continuava a dar mensagens a Samuel revelando-se no Tabernáculo em Silo, e Samuel transmitia tais mensagens do povo de Israel. CAPITULO 4 1 - NAQUELE TEMPO ISRAEL estava em guerra com os filisteus. O exército israelita estava acampado perto de Ebenézer; os filisteus se acamparam em Afeque, 2 - e, avançando em formação de batalha, derrotaram a Israel, matando quatro mil soldados israelitas. 3 - Terminada a batalha, o exército de Israel voltou ao seu acampamento, e os seus dirigentes discutiram sobre quais os motivos por que o Senhor permitiu que fossem derrotados. Vamos trazer para cá a Arca que está em Silo", disseram. "Se ela estiver conosco no campo de batalha, o Senhor estará em nosso meio e, por certo, Ele nos salvará dos nossos inimigos." 4 - E assim mandaram buscar a Arca do Senhor dos céus, que está assentado num trono acima dos anjos. Hofni e Finéias, filhos de Eli, acompanharam a Arca ao campo de batalha. 5 - Quando os israelitas viram a Arca chegando, soltaram gritos de alegria tão altos, que quase fizeram o chão tremer! 6 - "Que é que está acontecendo por lá?" perguntaram os filisteus. "Que é que significa toda essa gritaria no acampamento dos hebreus?" Quando disseram que era porque Arca do Senhor tinha chegado, 7 - eles ficaram apavorados. "Deus veio ao acampamento deles!" clamaram os filisteus. "Ai de nós, pois nunca tivemos de enfrentar uma coisa assim antes! 8 - Quem pode salvar-nos desses deuses poderosos de Israel? São os mesmos deuses que destruíram os egípcios com pragas, quando Israel estava no deserto. 9 - Lutem como nunca lutaram antes, ó filisteus, ou então nos tornaremos escravos deles, assim como eles se tornaram nossos escravos." 10 - Assim os filisteus lutaram como nunca, e Israel sofreu nova derrota. Trinta mil homens de Israel morreram naquele dia, e os restantes fugiram para suas tendas. 11 - A Arca de Deus foi tomada e Hofni e Finéias foram mortos. 12 - Um homem da tribo de Benjamim saiu correndo do campo de batalha e chegou a Silo no mesmo dia, com as roupas rasgadas e pó sobre a cabeça. 13 - Eli estava à beira da estrada, esperando para ouvir as notícias da batalha, pois o coração dele tremia pela segurança da Arca de Deus. Quando chegou o mensageiro da frente de batalha e contou o que havia acontecido, toda a cidade soltou um grande grito. 14 - "Que barulheira é essa? perguntou Eli. E o mensageiro correu para onde Eli estava e lhe contou o que havia acontecido. 15 (Eli estava com noventa e oito anos de idade, e era cego.) 16 - "Acabo de chegar do campo de batalha - eu estava lá hoje", disse a Eli, 17 - "e Israel foi derrotado e milhares de soldados israelitas estão mortos no campo da luta. Hofni e Firiéias também morreram, e a Arca foi tomada." 18 - Quando o mensageiro mencionou o que tinha acontecido à Arca, Eli caiu da cadeira para trás, ao lado do portão, e com a queda quebrou o pescoço e morreu, (pois Eli era muito velho e gordo). Durante quarenta anos ele havia sido juiz em Israel. 19 - A nora de Eli, mulher de Finéias, estava grávida. Quando ela ouviu dizer que os filisteus tinham tomado a Arca e que seu marido e seu sogro estavam mortos, imediatamente começou a sentir dores de parto. 20 - Um pouquinho antes de morrer, as mulheres que a atendiam disseram a ela que tudo estava bem e que o bebê era um menino. Porém ela não o respondeu, nem deu sinal de vida. 21 e 22 - Mas logo em seguida, falando com muita dificuldade, em voz muito baixinha, disse: "Chamem o menino de 'Icabode', pois a glória de Israel acabou." (Icabode significa "não há glória". Ela deu ao menino esse nome porque a Arca de Deus tinha sido tomada, e porque seu marido e seu sogro estavam mortos.) CAPITULO 5 1 e 2 - OS FILISTEUS PEGARAM a Arca de Deus que haviam tomado no campo de batalha em Ebenézer, e levaram para o templo da imagem de Dagom, na cidade de Asdode. 3 - Mas quando os moradores de Asdode foram ver a Arca na manhã seguinte, a imagem de Dagom estava caída, com o rosto voltado para o chão, diante da Arca de Deus! Então levantaram a imagem e a puseram em pé no seu lugar, 4 - mas na manhã seguinte havia acontecido a mesma coisa - a imagem estava caída diante da Arca- do Senhor. Desta vez a cabeça e as mãos da imagem estavam separadas do corpo, caídas junto à porta de entrada; só ficou inteiro o corpo da imagem. 5 - (É por esse motivo que até hoje, nem os sacerdotes de Dagom nem os seus adoradores pisam no batente da porta do templo da Dagom, em Asdode.) 6 - Então o Senhor começou a destruir o povo de Asdode e das vilas vizinhas com uma praga de tumores. 7 - Quando o povo viu o que estava acontecendo, exclamou: "Não podemos mais ter aqui a Arca do Deus de Israel, Ele vai fazer perecer a nós todos juntamente com nosso deus Dagom”. 8 - Então convocaram uma reunião dos prefeitos das cinco cidades dos filisteus, para decidirem como se livrariam da Arca. E acharam que a coisa mais certa a fazer seria levar a Arca para Gate. 9 - Mas quando a Arca chegou lá, o Senhor começou a destruir sua população, jovens e velhos, com a praga dos tumores, e o povo ficou em completo desespero. 10 - Por isso mandaram a Arca para Ecrom, mas quando o povo de Ecrom viu que ela se aproximava, foi aquela gritaria: "Estão trazendo a Arca do Deus de Israel aqui, para nos matar também!" 11 - Assim reuniram de novo os prefeitos, e imploraram a eles que enviassem a Arca de volta ao seu próprio país, para que o povo filisteu não morresse todo, pois muitas pessoas já estavam com a praga, e a cidade inteira estava morrendo de medo. 12 - As pessoas que não morriam estavam gravemente enfermas, e havia choro e lamentação por toda parte. CAPITULO 6 1 - A ARCA DO Senhor esteve durante sete meses na terra dos filisteus. 2 - Então os filisteus chamaram seus sacerdotes e adivinhadores, para perguntar: "O que vamos fazer com a 'Arca de Deus? Que espécie de presente devemos mandar com ela, quando a devolvermos à sua própria terra?" 3 - "Sim, mandem a Arca do Deus de Israel de volta com um presente", disseram ao povo. "Mandem uma oferta pela culpa, de maneira que acabe essa praga. Depois disso, se a praga não acabar, saberão que não foi o Deus de Israel que mandou a praga sobre vocês." 4 e 5 - "Qual a oferta pela culpa que devemos mandar?" o povo perguntou. E os sacerdotes e adivinhadores disseram: "Mandem cinco modelos de ouro dos tumores causados pela praga, e cinco modelos de ouro dos ratos que têm arruinado toda a terra - tanto as cidades principais como as vilas. Se enviarem esses presentes e renderem louvores ao Deus de Israel, talvez Ele pare de castigar vocês e o deus que vocês adoram. 6 - Não sejam teimosos e rebeldes como Faraó e os egípcios. Eles não quiseram permitir que Israel saísse, até que Deus os destruiu com pragas horrorosas. 7 - Agora construam um carro novo e prendam a ele - vacas que nunca antes puxaram carro; os bezerrinhos vocês levem para casa e prendam no curral. 8 - Coloquem a Arca de Deus no carro ao lado de um cofre com as ofertas pela culpa, os modelos de ouro dos ratos e dos tumores, e deixem que as vacas sigam pelo caminho que quiserem. 9 - Se elas cruzarem a fronteira de nossa terra e se dirigirem para Bete-Semes, então saibam que foi o Deus de Israel que trouxe este grande castigo sobre nós. Se não seguirem e voltarem a seus bezerros então saberemos que a praga foi simples coincidência, e de maneira alguma foi enviada por Deus". 10 - Assim o povo fez conforme as instruções recebidas. Duas vacas com bezerrinhos novos foram presas ao carro, seus bezerros ficaram presos no curral. 11 - Depois colocaram no carro a Arca do Senhor, e o cofre com as imitações de Ouro dos ratos e dos tumores. 12 - E de fato as vacas seguiram diretamente pela estrada que vai para Bete-Semes, e iam berrando enquanto puxavam o carro. Os prefeitos filisteus foram atrás delas até às fronteiras de Bete-Semes. 13 - Os moradores de Bete-Semes estavam colhendo trigo no vale, e quando viram a Arca, gritaram de tanta alegria! 14 - O carro entrou no campo de um homem chamado Josué, e parou ao lado de uma grande pedra. Então o povo quebrou em pedaços a madeira do carro para fazer fogo, e matou as vacas que foram oferecidas ao Senhor, como sacrifício queimado. 15 - Diversos homens da tribo de Levi retiraram a Arca e o cofre do carro e os colocaram sobre a pedra. Os homens de Bete-Semes ofereceram sacrifícios queimados, e outros sacrifícios ao Senhor naquele dia. 16 - Depois que os cinco prefeitos filisteus viram tudo aquilo, voltaram a Ecrom naquele mesmo dia. 17 - Os cinco modelos de ouro dos tumores, enviados pelos filisteus como oferta ao Senhor pela culpa, eram presentes dos prefeitos das principais cidades de Asdode, Gaza, Ascalom, Gate e Ecrom. 18 - Os ratos de ouro eram para oferta a Deus pela culpa das outras cidades dos filisteus, tanto as cidades fortificadas como as vilas do interior, controladas pelas cinco cidades principais. (A propósito, a grande rocha sobre a qual puseram a Arca de Deus, ainda pode ser vista em Bete-Semes, no campo de Josué.) 19 - Porém o Senhor matou setenta homens de Bete-Semes porque eles olharam para dentro da Arca. E o povo chorou por causa das muitas pessoas que foram mortas pelo Senhor. 20 - "Quem pode estar perante o Senhor, este Deus santo?" clamaram. "Para onde enviaremos a Arca daqui?" 21 - Assim, mandaram mensageiros ao povo de Quiriate-Jearim e lhes contaram que os filisteus tinham trazido de volta a Arca do Senhor. "Venham buscar a Arca para vocês!" eles imploraram. CAPITULO 7 1 - ENTÃO VIERAM OS homens de Quiriate-Jearim e levaram a Arca do Senhor para a casa de Abinadabe, que fica numa colina; depois consagraram a seu filho Eleazar para tomar conta dela. 2 - A Arca permaneceu ali durante vinte anos, e durante esse tempo o povo todo de Israel vivia em grande tristeza porque parecia que o Senhor tinha abandonado ao seu povo. 3 - Nessa ocasião Samuel disse ao povo: "Se, na verdade, vocês desejam voltar ao Senhor, joguem fora os seus deuses estrangeiros e as suas imagens de Astarote. Tomem a decisão de obedecer somente ao Senhor; então Ele livrará vocês das mãos dos filisteus". 4 - Por isso os filhos de Israel destruíram suas imagens de Baal e de Astarote, e adoraram somente ao Senhor. 5 - Samuel disse mais a eles: "Venham todos a Mispa, e orarei ao Senhor a favor de vocês". 6 - Então eles se reuniram ali e, numa grande cerimônia, tiraram água do poço e a derramaram perante o Senhor. Também jejuaram o dia todo como sinal de arrependimento por causa dos seus pecados contra o Senhor. Assim, foi em Mispa que Samuel se tornou juiz de Israel. 7 - Quando os chefes filisteus souberam que havia tanta gente em Mispa, chamaram os seus soldados e avançaram. Os israelitas ficaram com muito medo quando souberam que os filisteus se aproximavam. 8 - "Insista com Deus para nos salvar dos filisteus!" imploravam a Samuel. 9 - Então Samuel pegou um cordeirinho que ainda mamava e o ofereceu como sacrifício queimado ao Senhor, e orou a Deus para que ajudasse Israel. E o Senhor atendeu. 10 - No momento em que Samuel oferecia o sacrifício queimado, os filisteus chegaram para guerrear, mas o Senhor falou com uma poderosa voz de trovão que vinha do céu; eles ficaram numa tremenda confusão e medo, e com isso os israelitas os derrotaram. 11 - Foram atrás deles desde Mispa, até perto de Bete-Car, matando todos ao longo do caminho. 12 - Então Samuel pegou uma pedra e a colocou entre Mispa e Sem, e deu a essa pedra o nome de Ebenézer (que significa "Pedra de Ajuda"), porque ele disse: "Até este ponto o Senhor nos ajudou!" 13 - Assim os filisteus foram dominados e não invadiram mais Israel durante o tempo em que Samuel viveu, porque o Senhor estava contra eles. 14 - As cidades israelitas situadas entre Ecrom e Gate, que foram conquistadas pelos filisteus, agora foram devolvidas a Israel, pois o exército israelita as livrou das mãos dos filisteus. E havia paz entre Israel e os amorreus naqueles tempos. 15 - Samuel continuou como juiz de Israel pelo restante de sua vida. 16 - De ano em ano viajava pelo pais, e estabelecia seu tribunal, primeiro em Betel, depois em Gilgal e depois em Mispa. Dos territórios vizinhos dessas cidades traziam a ele os casos que precisavam de julgamento. 17 - Depois ele voltava a Ramá, pois ali é que estava a sua casa, e ali também Samuel julgava os casos que lhe eram apresentados. Em Ramá ele edificou um altar ao Senhor. CAPITULO 8 1 - AO FICAR VELHO, Samuel se aposentou e nomeou seus filhos como juizes em seu lugar. 2 - Joel e Abias, seus filhos mais velhos, foram juizes em Berseba; 3 - porém não eram como seu pai, pois tinham muita cobiça por dinheiro. Aceitavam dinheiro para favorecer a uns e prejudicar a outros, e eram muito corruptos para fazer justiça. 4 a 5 - Por fim, os chefes de Israel se reuniram em Ramá, a fim de discutir o problema com Samuel. Disseram a Samuel que desde que ele se aposentou as coisas tinham mudado muito, pois seus filhos não eram homens de bem. "Escolha um rei para nós; veja que todas as outras nações têm seu rei", disseram os chefes de Israel. 6 - Samuel não ficou contente com esse pedido de um rei, e orou ao Senhor pedindo conselho. 7 - "Faça o que eles pedem", respondeu o Senhor, "pois é a Mim que rejeitam, e não a você - eles não querem mais que Eu seja o Rei deles. 8 - Desde quando os tirei do Egito, continuamente Me abandonaram e seguiram a outros deuses. E agora tratam a você da mesma maneira. 9 - Faça conforme eles pedem, mas também não deixe de avisar a eles, com toda seriedade o que é ter um rei!" 10 - Assim, Samuel contou ao povo o que o Senhor tinha dito: 11 - "Se vocês insistem em ter um rei, ele vai convocar os seus filhos, e esses rapazes terão de correr na frente dos carros do rei; 12 - alguns serão obrigados a chefiar os soldados do rei na guerra, enquanto outros trabalharão como escravos; serão forçados a cultivar os campos do rei, e fazer as colheitas, sem receber pagamento; terão de fabricar armas para os soldados e equipamento para os carros de combate. 13 - Ele vai tomar suas filhas e obrigará essas moças a cozinharem para ele, fabricar pão e perfumes. 14 - Tomará de vocês o melhor dos seus campos e das suas plantações de uvas e de oliveiras e dará essas propriedades aos amigos dele. 15 - Tomará a décima parte das colheitas de vocês, e dará aos seus amigos prediletos. 16 - O rei exigirá os escravos que vocês possuem e também os jovens mais excelentes, e usará os seus animais para obter lucros. 17 - Vocês terão de entregar a ele a décima parte dos seus rebanhos, e serão escravos do rei. 18 - Vocês vão chorar lágrimas amargas por causa deste rei que estão exigindo, mas o Senhor não virá ajudar vocês." 19 - Porém o povo não quis atender ao aviso de Samuel. "Mesmo assim, ainda queremos um rei", eles disseram, 20 - "porque desejamos ser iguais às nações ao nosso redor. Ele nos governará, e nos conduzirá à guerra." 21 - Samuel contou ao Senhor o que o povo havia dito, 22 - e o Senhor respondeu novamente: "Então faça conforme eles pedem, e dê a eles um rei." Assim Samuel concordou, e mandou que os homens voltassem para casa. CAPITULO 9 1 - QUIS ERA UM homem rico e de grande influência; ele era da tribo de Benjamim. Quis era filho de Abiel, neto de Zeror, bisneto de Becorate e trineto de Afia. 2 - Ele tinha um filho por nome Saul, o moço mais vistoso em Israel. Dos ombros para cima, era mais alto do que qualquer outro homem naquele pais! 3 - Um dia, os jumentos de Quis se perderam, e então ele mandou Saul e um empregado à procura dos animais. 4 - Estes andaram por toda a região das montanhas de Efraim, pela terra de Salisa, depois foram à região de Saalim, percorreram toda a terra de Benjamim, e não encontraram os animais em parte alguma. 5 - Finalmente, depois de procurar na terra de Zufe, Saul disse ao empregado: "Vamos voltar para casa; a estas horas meu pai estará mais preocupado com nós dois do que com os jumentos!" 6 - Porém o empregado disse: "Acabo de pensar numa coisa! Nesta cidade mora um profeta; todo o povo daqui tem muita consideração por ele, porque tudo quanto ele diz acontece; vamos ver se o encontramos, e talvez ele nos diga onde estão os animais que procuramos." 7 - "Mas não temos nada com que pagar esse homem", respondeu Saul. "Até mesmo o nosso alimento se acabou, e não temos nada para dar a ele." 8 - "Bem", disse o criado, "eu tenho aqui alguma prata. Pelo menos podemos oferecer esse dinheiro a ele, e ver se ele nos mostra o caminho!" 9 a 11 - "Está bem", concordou Saul, "vamos tentar!" E assim foram para a cidade onde morava o profeta. Quando subiam uma colina em direção à cidade, viram algumas moças que saíam para tirar água. Então perguntaram a elas se sabiam se o vidente estava na cidade. (Naqueles dias os profetas eram chamados videntes. "Vamos perguntar ao vidente", diziam as pessoas, em vez de dizerem "Vamos perguntar ao profeta", como agora se diz.) 12 e 13 - "Sim", responderam as moças; "continuem por esta estrada. Ele mora logo depois que se entra na cidade. E acaba de voltar de uma viagem, para tomar parte num sacrifício público no alto da montanha. Por isso andem ligeiro, pois é provável que esteja de saída, quando vocês chegarem lá; os convidados não podem comer, enquanto o vidente não chega e abençoa o alimento." 14 - E assim foram eles para a cidade, e quando entravam pela porta, viram Samuel que saía na direção deles e se dirigia para o lugar do culto. 15 - No dia anterior, o Senhor tinha dito a Samuel: 16 - "A manhã, a estas horas, vou enviar a você um homem da terra de Benjamim. Você deve derramar óleo sobre a cabeça dele, como sinal de que ele dirigirá o meu povo. Esse homem livrará o meu povo das mãos dos filisteus, pois estou cuidando do meu povo, e vou atender ao seu clamor." 17 - Quando Samuel viu a Saul, o Senhor disse: "Esse é o homem sobre o qual lhe falei! Ele governará o meu povo." 18 - Nesse instante, Saul se aproximou de Samuel e perguntou: "pode me dizer, por favor, onde é a casa do vidente?" 19 - "Eu sou o vidente!" respondeu Samuel. "Suba até ao lugar de culto adiante de mim e comeremos juntos; pela manhã eu lhe direi o que você deseja saber, e indicarei o caminho a seguir. 20 - E não se preocupe com os jumentos que se perderam há três dias, porque já foram encontrados. De qualquer maneira, você agora possui toda a riqueza de Israel!" 21 - "Mas, senhor", respondeu Saul. "Sou da tribo de Benjamim, a menor das tribos de Israel, e minha família é a menos importante de todas as famílias da tribo! O senhor deve estar enganado a meu respeito!" 22 - Então Samuel levou a Saul e seu empregado para a grande sala e os fez assentar à cabeceira da mesa, dando-lhes lugar de honra, acima dos trinta convidados especiais. 23 - Samuel ordenou ao cozinheiro-chefe, que trouxesse a Saul o melhor pedaço de carne, aquele pedaço que tinha sido preparado para o convidado de honra. 24 - Então o cozinheiro-chefe trouxe o pedaço de carne e o colocou diante de Saul. "Vamos, coma", disse Samuel, "pois eu estava guardando esse pedaço para você, antes mesmo de haver convidado esses outros!' Assim Saul comeu na companhia de Samuel. 25 - Terminada a festa, voltaram para a cidade; Samuel levou Saul para uma varanda construída sobre o teto da casa, e ali conversaram por algum tempo. 26 e 27 - Ao amanhecer do dia seguinte, Samuel chamou Saul: "Levante-se; já é hora de você partir!" Saul levantou-se e Samuel o acompanhou até à saída da cidade. Ao chegarem aos muros da cidade, Samuel disse a Saul que mandasse o seu empregado passar na frente, e então disse a Saul: "Recebi do Senhor um recado especial para você". CAPITULO 10 1 - SAMUEL PEGOU ENTÃO um vaso de azeite e o derramou sobre a cabeça de Saul, e o beijou na face e disse: "Faço isto porque o Senhor escolheu você para ser o rei do seu povo, Israel! 2 - Quando você me deixar, vai ver dois homens ao lado do túmulo de Raquel, em Zelza, na terra de Benjamim; eles lhe dirão que já foram encontrados os jumentos e que seu pai está preocupado com a sua demora, e pergunta: 'Que hei de fazer para achar meu filho?' 3 - E quando você chegar ao carvalho de Tabor, verá três homens que vêm em sua direção; eles estão a caminho de Betel, aonde vão a fim de adorar a Deus no altar que existe ali. Um deles leva três cabritos, outro leva três pães, e o terceiro leva uma garrafa de vinho. 4 - Eles vão cumprimentar você e lhe oferecer dois dos pães; aceite os pães que lhe oferecem. 5 - Depois disso você irá a Gibeá-Eloim, também conhecido como "Monte de Deus", onde está a tropa dos filisteus que guarda a cidade. Ao chegar lá, você encontrará um grupo de profetas descendo do monte; eles vêm tocando saltérios, tambores, flautas e harpas, e também profetizam. 6 - "Nesse momento o Espírito do Senhor virá poderosamente sobre você, e você profetizará com eles e se sentirá uma pessoa diferente, e agirá como se fosse uma pessoa diferente. 7 - Desse momento em diante, as decisões que você tomar devem estar sempre de acordo com o que pareça melhor segundo as circunstâncias, pois o Senhor guiará você. 8 - Vá a Gilgal e espere ali por mim durante sete dias, pois eu irei a fim de oferecer os sacrifícios queimados e os sacrifícios de paz. Quando chegar, eu lhe darei outras instruções." 9 - Quando Saul se despediu, pronto para ir embora, Deus lhe deu uma nova atitude, e todos os sinais profetizados por Samuel se realizaram naquele dia. 10 - No momento em que Saul e o empregado chegaram ao Monte de Deus, viram os profetas que vinham ao encontro deles, e o Espírito de Deus veio sobre Saul, e ele também começou a profetizar. 11 - Seus amigos souberam disso e exclamaram: "Que é isso? Saul, agora é profeta?" 12 - E um dos vizinhos acrescentou: "Com um pai como o dele?" Essa é, pois, a origem do provérbio: "Também Saul é profeta?" 13 - Tendo Saul acabado de profetizar, subiu ao monte onde está o altar. 14 - "Por onde andaram vocês?" o tio de Saul perguntou a ele. E Saul respondeu: "Saímos para procurar os jumentos, mas não conseguimos encontrá-los; então fomos ao profeta Samuel perguntar a ele onde estavam os animais." 15 - "Ah, é? E que foi que ele disse?" perguntou o tio. 16 - "Disse que os jumentos já tinham sido encontrados", respondeu Saul. (Porém ele não contou ao tio que tinha sido ungido rei!) 17 - Samuel mandou que todo o Israel se reunisse em Mispa, 18 e 19 - e deu ao povo este recado da parte do Senhor Deus: "Eu tirei vocês do Egito e os livrei dos egípcios e de todas as nações que maltrataram vocês. Mas apesar de ter feito tanta coisa em favor de vocês, ainda assim Me rejeitaram e disseram: 'Preferimos ter um rei!' Está bem; apresentem-se, pois, diante do Senhor, por tribos e famílias". 20 - Assim Samuel chamou os chefes de tribos para que se reunissem diante do Senhor, e a tribo de Benjamim foi escolhida por sorteio. 21 - Então Samuel trouxe cada família da tribo de Benjamim perante o Senhor, e foi escolhida a família de Matri. E, finalmente, foi sorteado Saul, filho de Quis. Mas quando o procuraram, não conseguiram achá-lo! 22 - Por isso perguntaram ao Senhor: "Onde está Saul? Está aqui entre nós?" E o Senhor respondeu: "Saul está escondido no meio da bagagem". 23 - De fato o encontraram e o trouxeram para fora, e ele era o mais alto de todos ali; dos ombros para cima, ninguém tinha a altura dele. 24 - Então Samuel disse a todo o povo: "Este é o homem que o Senhor escolheu como rei de Israel. Não há outro igual a ele em todo o povo!" E o povo gritou: "Viva o rei!" 25 - Samuel repetiu então ao povo quais eram os direitos e as obrigações de um rei; escreveu-os num livro e colocou esse livro num lugar especial perante o Senhor. Depois Samuel mandou que todos voltassem para casa. 26 - Quando Saul voltou para sua casa em Gibeá, Deus tocou o coração de um grupo de homens que se tornaram companheiros de Saul em todos os momentos. 27 - Havia, porém, alguns vadios que exclamavam: "Como é que este homem pode salvar-nos?" E desprezaram a Saul e não lhe trouxeram presentes. Porém Saul não deu a mínima importância. CAPITULO 11 1 - NESSE TEMPO NAÁS levou o exército dos amonitas contra a cidade israelita de Jabes-Gileade. Porém os moradores de Jabes pediram paz. "Deixe-nos em paz, e nós seremos seus servidores", eles pediram. 2 - "Está bem", disse Naás, "mas somente sob uma condição: eu arrancarei o olho direito de todos vocês, como vergonha sobre todo o Israel!" 3 - "Dê-nos sete dias para ver se conseguimos algum auxílio mandando recados para o restante de Israel," responderam as autoridades de Jabes. "Se nenhum dos nossos irmãos vier salvar-nos, nós aceitaremos suas condições." 4 - Chegando um mensageiro a Gibeá, a cidade onde Saul morava, contou ao povo a respeito da situação em que se encontravam os de Jabes. E todos começaram a chorar. 5 - Saul estava arando a terra no campo, e quando voltou à cidade, perguntou: "O que aconteceu? Por que toda a gente está chorando? " Então contaram a ele a respeito da mensagem que veio de Jabes. 6 - E o Espírito de Deus tomou conta de Saul, e ele ficou muito zangado. 7 - Pegou dois bois e os cortou em pedaços e mandou mensageiros levarem os pedaços por todo o território de Israel. "Isto é o que vai acontecer aos bois de todo aquele que não quiser seguir a Saul e Samuel na batalha!" anunciou Saul. E Deus fez com que o povo tivesse medo da ira de Saul, e todos vieram a ele como um só homem. 8 - Saul contou os homens em Bezeque e viu que havia trezentos mil deles, além de trinta mil homens de Judá. 9 - Em vista disso, mandou os mensageiros de volta a Jabes-Gileade, com este recado: "Nós iremos salvar vocês amanhã, antes do meio-dia!" Foi enorme a alegria do povo quando os mensageiros chegaram com a notícia! 10 - Então os homens de Jabes disseram aos seus inimigos: "Vamos render-nos. Amanhã nos entregaremos a vocês, e vocês podem fazer conosco o que desejarem". 11 - Mas bem cedo, na manhã seguinte, Saul chegou. Ele dividiu o seu exército em três companhias, e atacou de surpresa os amonitas e os matou durante a manhã toda. O restante do exército amonita se espalhou de tal maneira, que não ficaram dois juntos. 12 - Então o povo disse a Samuel: "Onde estão aqueles que diziam que Saul não seria nosso rei? Tragam esses homens aqui e vamos matá-los!" 13 - Porém Saul respondeu: "Ninguém será morto hoje; porque hoje o Senhor salvou a Israel!" 14 - Então Samuel disse ao povo: "Venham, vamos todos a Gilgal, e confirmemos a Saul novamente como nosso rei." 15 - Assim foram a Gilgal, e numa bonita cerimônia diante do Senhor eles puseram a coroa sobre a cabeça de Saul. Depois apresentaram ofertas de paz ao Senhor, e Saul e todo o Israel estavam muito felizes. CAPITULO 12 1 - SAMUEL FALOU novamente ao povo: "Vejam," disse ele, "fiz conforme vocês pediram. Dei-lhes um rei. 2 - Escolhi esse homem, passando para trás meus próprios filhos, e agora aqui estou, velho e de cabelos brancos; sou homem que estive a serviço do público, desde meus tempos de rapaz. 3 - Agora me digam, enquanto estou diante do Senhor e diante do rei ungido de Deus - De quem furtei um boi ou um jumento? Alguma vez dei prejuízo a alguém? Alguma vez oprimi alguém? De quem recebi dinheiro para fazer o que não era certo? Digam-me, e corrigirei qualquer erro que eu tenha cometido." 4 - "Não", responderam eles, "você nunca deu prejuízo a nenhum de nós, nem nos oprimiu de qualquer maneira, e nunca recebeu dinheiro algum para favorecer uma pessoa e prejudicar outra." 5 - "O Senhor e o rei ungido de Deus são minhas testemunhas", declarou Samuel, "de que vocês não podem me acusar de qualquer roubo." "Sim, é a pura verdade," responderam. 6 - Testemunha disso é o Senhor, que escolheu a Moisés e Aarão," continuou Samuel. "Foi Ele quem tirou os seus pais da terra do Egito. 7 - "Agora fiquem aqui em silêncio perante o Senhor, enquanto vou lembrar todas as boas coisas que Ele fez para defender a causa de vocês e de seus pais. 8 - "Quando os israelitas estavam no Egito e clamaram ao Senhor, Ele enviou Moisés e Aarão para os trazerem a esta terra. 9 - Mas logo eles se esqueceram do Senhor seu Deus, e assim Ele permitiu que fossem conquistados por Sísera, comandante do exército do rei Hazor, pelos filisteus e pelo rei de Moabe. 10 - "Eles então clamaram novamente ao Senhor e confessaram que haviam pecado quando se apartaram dEle e adoraram as imagens de Baal e de Astarote. E prometeram: 'Adoraremos ao Senhor e ao Senhor somente, se nos livrar dos nossos inimigos'. 11 - Então o Senhor enviou a Gideão, a Baraque, a Jefté e a Samuel para livrar vocês, e vocês viverem em segurança. 12 - "Mas quando vocês ficaram com medo de Naás, rei de Amom, aí me procuraram e disseram que desejavam um rei para reinar sobre vocês. Porém o Senhor já era Rei de vocês, pois Ele sempre foi o seu Rei. 13 - Pois bem, aqui está o rei que vocês escolheram. Olhem bem para ele. Vocês o pediram, e o Senhor respondeu ao pedido que fizeram. 14 - "Se vocês respeitarem e adorarem ao Senhor e obedecerem aos seus mandamentos e não se rebelaram contra o Senhor, e se tanto vocês como o seu rei seguirem ao Senhor seu Deus, então tudo irá bem. 15 - Mas se vocês se rebelarem contra os mandamentos do Senhor e não quiserem atender ao que Ele diz, então a mão do Senhor será tão pesada sobre vocês, como foi sobre seus pais. 16 - "Agora vejam enquanto o Senhor faz grandes milagres. 17 - Vocês sabem que não chove nesta época do ano, durante a colheita do trigo; vou orar para que o Senhor envie trovões e chuva hoje, de maneira que vocês reconheçam até que ponto chegou a maldade de vocês ao pedirem um rei!" 18 - Então Samuel pediu ao Senhor, e o Senhor mandou trovões e chuva; e todo o povo ficou com muito medo do Senhor, e de Samuel. 19 - "Ore a nosso favor para que não morramos!" eles clamaram a Samuel. "Porque agora acrescentamos a todos os nossos pecados, mais este de pedir para nós um rei." 20 - "Não fiquem amedrontados", disse Samuel ao povo. "Certamente vocês erraram, mas agora adorem ao Senhor com verdadeiro entusiasmo, e nunca mais virem as costas para Ele. 21 - Os outros deuses não podem ajudar vocês; não têm nenhum valor. 22 - O Senhor não abandonará o seu povo escolhido, pois isso seria uma desonra para o seu poderoso nome. Ele fez de vocês uma nação especial para Ele - simplesmente porque Ele quis! 23 - "Quanto a mim, longe de mim esteja que eu cometa pecado contra o Senhor, deixando de orar em favor de vocês; continuarei a ensinar a vocês tudo quanto for bom e direito. 24 - "Confiem no Senhor, e adorem a Ele com sinceridade; pensem nas grandes coisas que Ele fez por vocês. 25 - Mas se continuarem a pecar, vocês e o seu rei serão destruídos." CAPITULO 13 1 - FAZIA UM ANO que Saul era rei. No segundo ano do seu reinado, 2 - escolheu três mil soldados especiais e levou consigo dois mil desses homens a Micmás e ao Monte Betel, enquanto os outros mil ficaram com Jônatas, filho de Saul, em Gibeá, na terra de Benjamim. Mandou o restante do exército para casa. 3 e 4 - Jônatas atacou e destruiu a guarnição dos filisteus localizada em Geba. A notícia se espalhou rapidamente por toda a terra dos filisteus, e Saul mandou tocar a trombeta por toda a terra de Israel, anunciando que havia destruído a guarnição dos filisteus, e ao mesmo tempo avisava as tropas israelitas que elas eram odiadas pelos filisteus. Assim, todo o exército de Israel pegou em armas novamente e se reuniu em Gilgal. 5 - Os filisteus formaram um poderoso exército de três mil carros de guerra, seis mil cavaleiros e tantos soldados como a areia da praia, e se acamparam em Micmás, que fica ao leste de Bete-Aven. 6 - Quando os homens de Israel viram aquela enorme quantidade de soldados inimigos, perderam a coragem por completo e procuraram esconder-se nas cavernas, nas moitas, nos esconderijos, entre as rochas, e mesmo nos túmulos e nos poços. 7 - Alguns deles atravessaram o rio Jordão e fugiram para a terra de Gade e Gileade. Enquanto isto, Saul ficou em Gilgal, e os que estavam com ele tremiam de medo. 8 - Samuel havia dito a Saul que esperasse a sua chegada durante sete dias, mas como Samuel não tinha vindo, os soldados começaram a debandar rapidamente. 9 - Em vista disso, o próprio Saul resolveu apresentar o sacrifício queimado e as ofertas de paz. 10 – Mas, justamente quando ele terminava, Samuel chegou. Saul saiu para encontrá-lo e receber a sua bênção, 11 - porém Samuel perguntou: "Que é isto que você fez?" "Bem", respondeu Saul, ''quando vi que meus homens se iam espalhando daqui, e que você não chegava no prazo marcado, e os filisteus estavam em Micmás, prontos para a batalha, 12 - eu disse para mim mesmo: 'Os filisteus estão prontos para marchar contra nós, e eu não pedi o auxílio do Senhor!' Por isso, contra a minha vontade, ofereci o sacrifício queimado, sem esperar a sua chegada." 13 - "Louco!" exclamou Samuel. "Você desobedeceu ao mandamento do Senhor seu Deus. Ele tinha planos de fazer você e seus filhos reis de Israel para sempre, 14 - mas agora esses planos vão terminar. O Senhor quer um homem que obedeça ao que Ele diz. E Ele descobriu o homem que deseja, e já o indicou como rei sobre o seu povo; pois você não obedeceu ao mandamento do Senhor." 15 - Então Samuel saiu de Gilgal e foi para Gibeá, na terra de Benjamim. Quando Saul contou os soldados que ainda estavam com ele, verificou que haviam ficado somente uns seiscentos homens! 16 - Saul, Jônatas e mais esses seiscentos homens estabeleceram seu acampamento em Geba, na terra de Benjamim; porém os filisteus permaneceram em Micmás. 17 - Três batalhões de atacantes deixaram o acampamento dos filisteus; um deles foi em direção de Ofra, na terra de Saul; 18 - outro foi para Bete-Horom, e o terceiro tomou o caminho da fronteira, acima do vale de Zeboim, próximo ao deserto. 19 - Não havia nenhum ferreiro em toda a terra de Israel naqueles dias, pois os filisteus não permitiam, temendo que eles fabricassem espadas e lanças para os hebreus. 20 - Assim, sempre que os israelitas tinham de afiar as peças de ferro dos seus arados, os machados ou as enxadas, era preciso levar essas ferramentas aos ferreiros filisteus. 21 - As ferramentas dos israelitas estavam todas cegas, não cortavam nada, e não se podia aguçar nem mesmo uma simples ponta de aguilhão. 22 - Por isso não havia uma única espada ou lança em todo o exército de Israel naquele dia; somente Saul e Jônatas é que tinham espadas e lanças. 23 - Nesse meio tempo, o desfiladeiro de Micmás caiu em poder dos filisteus. CAPITULO 14 1 - DEPOIS DE ALGUM tempo, o príncipe Jônatas disse ao seu guarda costas: "Venha comigo, vamos atravessar o vale e chegar à guarnição dos filisteus". Porém não disse nada ao seu pai sobre o que pretendia fazer. 2 – Saul e seus seiscentos homens estavam acampados. na saída de Gibeá, ao redor da árvore de romãs em Migrom. 3 - Dentre os seus homens estava o sacerdote Aías (filho de Aitube, irmão de Icabode; Aitube era neto de Finéias e bisneto de Eli, sacerdote do Senhor em Silo). Ninguém percebeu que Jônatas tinha ido. 4 - Para chegar à guarnição dos filisteus, Jônatas tinha de passar por um desfiladeiro estreito entre duas grandes rochas que ficavam quase em posição vertical; uma delas se chamava Bozez e a outra Sené. 5 - A rocha que ficava ao norte estava em - frente de Micmás, e a que ficava ao sul estava em frente de Geba. 6 - "Sim, vamos chegar até onde estão aqueles homens que não respeitam a Deus", Jônatas disse ao seu guarda-costas. "Talvez o Senhor faça um milagre para nós, porque Ele pode dar a vitória por meio de muitos ou de poucos!". 7 - "Ótimo!" respondeu o moço. "Faça como achar melhor; eu estou à sua inteira disposição, para o que der e vier." 8 - "Pois bem, então é isto que vamos fazer", Jônatas disse ao moço. Chegaremos perto para sermos vistos por eles. 9 - Quando eles nos virem, se disserem: 'Alto lá! Fiquem onde estão ou nós mataremos vocês!' então nós paramos e esperamos por eles. 10 - Se, porém, disserem: 'Venham cá para cima e lutem!' então faremos exatamente isso; pois será sinal de que Deus nos ajudará a derrotá-los!" 11 - Quando os filisteus viram os dois chegando, gritaram: "Olhem só! Os israelitas estão saindo dos seus buracos!" 12 - Então os filisteus gritaram para Jônatas: "Venham cá em cima, e nós lhes mostraremos como é que se luta!" "Vamos, suba logo atrás de mim", disse Jônatas ao seu guarda-costas, "pois o Senhor nos ajudará a derrotá-los!" 13 - Então os dois subiram de gatinhas, com muita dificuldade, e os filisteus recuavam enquanto Jônatas e o moço os matavam a torto e a direito; 14 - morreram cerca de uns vinte homens e seus corpos estavam espalhados num espaço estreito e comprido como o sulco de um arado. 15 - De repente foi aquele pânico geral no meio do exército dos filisteus, inclusive entre os soldados dos batalhões atacantes. E houve nesse momento um tremor de terra, o que veio aumentar ainda mais o terror! 16 - As sentinelas de Saul em Gibeá viram uma coisa estranha - o vasto exército dos filisteus começou a espalhar-se em todas as direções. 17 - "Descubram quem não está aqui", ordenou Saul aos seus oficiais. E quando conferiram a lista de todos os homens, verificaram que Jônatas e seu guarda-costas tinham saído. 18 - "Traga a Arca de Deus", Saul disse a Aíja. (Porque a Arca estava com o exército de Israel naquele tempo.) 19 - Mas enquanto Saul falava com o sacerdote, a gritaria e a desordem no acampamento dos filisteus iam aumentando cada vez mais. "Depressa! O que é que Deus diz?" perguntou Saul. 20 - Então Saul e seus seiscentos homens correram para o campo de batalha e encontraram os filisteus matando-se uns aos outros, e uma terrível confusão por toda parte. 21 - Os hebreus que tinham sido levados para o exército filisteu então se revoltaram e lutavam ao lado dos israelitas. 22 - Finalmente, até os homens que estavam escondidos nas montanhas, saíram correndo atrás dos filisteus quando viram que estes fugiam. 23 - Assim o Senhor salvou a Israel naquele dia, e a batalha continuou além de Bete-Áven. 24 a 26 - Saul tinha declarado: "Caia uma maldição sobre qualquer pessoa que comer alguma coisa antes do anoitecer, antes que eu me vingue por completo dos meus inimigos". Por isso ninguém comeu nada o dia todo, muito embora tivessem encontrado favos de mel no chão da floresta, pois todos temiam a maldição de Saul. 27 - Jônatas, porém, não sabia da ordem do seu pai; por isso ele enfiou uma vara num favo de mel, e depois de comer, se sentiu muito melhor. 28 - Então alguém lhe disse que seu pai tinha lançado uma maldição sobre qualquer pessoa que tomasse alimento aquele dia, e como resultado disso, todos estavam cansados e sem forças. 29 - "Isso é ridículo!" exclamou Jônatas. "Uma ordem dessa só prejudica nosso povo. Vejam como me sinto muito melhor agora que comi um pouco de mel. 30 - Se o povo tivesse permissão para comer à vontade do alimento que encontraram no acampamento dos nossos inimigos, imaginem só quantos mais poderíamos ter matado!" 31 - Apesar de estarem famintos, os israelitas perseguiram e mataram os filisteus o dia todo, desde Micmás até Aijalom; e com isso ficavam cada vez mais esgotados em suas forças. 32 Naquela noite, eles recolheram os despojos da batalha, mataram as ovelhas, os bois e os bezerros, e comeram a carne crua, com sangue. 33 - Alguém foi contar a Saul o que estavam acontecendo, pois o povo pecava contra o Senhor pelo fato de comer sangue. "Isso está muito errado", disse Saul. "Rolem para cá uma grande pedra, 34 - e saiam por entre os soldados, dizendo a eles que tragam os bois e as ovelhas aqui para os matarem e deixar escorrer o sangue, e não pequem contra o Senhor pelo fato de comerem com o sangue." Foi isso que eles fizeram. 35 - Saul construiu um altar para o Senhor - o primeiro que ele construiu. 36 - Depois Saul disse: "Vamos caçar os filisteus a noite toda, e destruir até o último deles." "Ótimo!" responderam os seus homens. "Faça o que achar melhor." Porém o sacerdote disse: "Primeiro vamos perguntar a Deus." 37 - De modo que Saul perguntou a Deus: "Devemos ir atrás dos filisteus? O Senhor nos ajudará a derrotá-los?" Porém passou a noite toda, sem que o Senhor desse resposta. 38 - Saul disse então aos chefes: "Alguma coisa está errada! Devemos descobrir que pecado foi cometido hoje. 39 - Dou minha palavra de honra, pelo nome do Deus que salvou a Israel, que ainda que o culpado seja meu próprio filho Jônatas, certamente ele morrerá!" Mas ninguém teve coragem de dizer ao rei qual era o problema. 40 - E Saul fez esta proposta: "Jônatas e eu ficaremos aqui, e todos vocês ficarão lá." E o povo concordou. 41 - Então Saul disse. "Ó Senhor Deus de Israel, por que não respondeu à minha pergunta? O que é que está errado? Acaso Jônatas e eu somos culpados, ou o pecado está entre os outros? Ó Senhor Deus, mostre-nos quem é o culpado." E Jônatas e Saul foram escolhidos por sorteio como sendo os culpados, e o povo foi declarado inocente. 42 - Então Saul disse: "Agora tirem a sorte entre mim e Jônatas". E Jônatas foi escolhido como o culpado. 43 - "Diga-me o que foi que você fez", Saul ordenou a Jônatas. "Eu provei um pouco de mel", confessou Jônatas. "Foi só um pouquinho na ponta de uma vara; mas agora devo morrer." 44 - "Sim, Jônatas", disse Saul, "você deve morrer; que Deus me castigue se você não for morto por isto." 45 - Mas os soldados não gostaram nada da idéia e disseram: "Jônatas deve morrer, ele que hoje libertou a Israel? Isso não vai acontecer! Damos nossa palavra de honra, que não se tocará nem mesmo num fio de cabelo da sua cabeça, pois Deus o usou para fazer um poderoso milagre hoje". E assim o povo salvou a Jônatas. 46 - Então Saul mandou que o exército voltasse, e os filisteus se foram para suas casas. 47 - E agora, visto que estava firme Como rei de Israel, Saul enviou o exército israelita em todas as direções contra Moabe, Amom, Edom; contra os reis de Zobá e os filisteus. E para onde quer que Saul se dirigia, ele saía vitorioso. 48 - Saul fez grandes coisas e conquistou os amalequitas; também libertou Israel de todos aqueles que tinham sido seus conquistadores. 49 - Saul tinha três filhos: Jônatas, Isvi e Malquisua; e duas filhas: Merabe e Mical. Merabe era a mais velha das duas. 50 e 51 - A mulher de Saul era Ainoã, filha de Aimaás. O general-chefe do seu exército era seu primo Abner, filho de Ner, tio de Saul. (Ner, o pai de Abner, e Quis, o pai de Saul eram irmãos; ambos eram filhos de Abiel.) 52 - Os israelitas viveram em luta constante com os filisteus durante a vida de Saul. E sempre que Saul via qualquer moço corajoso e forte, ele o convocava para o seu exército. CAPITULO 15 1 - UM DIA SAMUEL disse a Saul: "O Senhor me mandou derramar óleo sobre a sua cabeça, com o sinal de que você reinaria sobre o povo de Deus, Israel, e assim eu fiz. Agora trate de obedecer ao Senhor. 2 - Esta é a ordem de Deus para você: 'Resolvi castigar a nação de Amaleque porque não quis permitir que meu povo atravessasse pelo seu território quando Israel veio do Egito. 3 - Agora vá e destrua por completo a nação de Amaleque - homens, mulheres, crianças maiores, e até mesmo crianças que ainda mamam, bois, ovelhas, camelos e jumentos." 4 - Diante disso, Saul reuniu o seu exército em Telaim. Havia duzentos mil soldados de infantaria, além de dez mil homens vindos de Judá. 5 - Os amalequitas estavam acampados no vale. 6 - Saul mandou um recado aos queneus, dizendo a eles que saíssem do meio dos amalequitas, pois se não saíssem, morreriam com eles. "Isto é porque vocês foram bondosos com o povo de Israel quando ele saiu da terra do Egito," Saul explicou. Então os queneus ajuntaram o que possuíam e se retiraram. 7 - Saul matou então os amalequitas desde Havilá até chegar a Sur, ao leste do Egito. 8 - Agague, rei dos amalequitas, foi preso com vida, porém Saul matou a todo o povo. 9 - Contudo, Saul e seus homens não mataram a Agague, nem o que havia de melhor em ovelhas e bois, e os cordeiros mais gordos - tudo, na verdade, que achavam que seria uma pena matar. Destruíram somente o que valia pouca coisa ou era de qualidade inferior. 10 - O Senhor disse então a Samuel: 11 - "Lamento haver feito rei a Saul, pois novamente ele se recusa a obedecer-Me. Ele não faz o que Eu mando!" Samuel ficou tão triste quando ouviu isso que clamou em oração ao Senhor toda a noite. 12 - Levantou-se bem cedinho, na manhã seguinte, e saiu para encontrar Saul. Alguém disse que ele tinha ido ao monte Carmelo levantar um monumento para si próprio, e dali seguiu viagem para Gilgal. 13 - Quando, finalmente, Samuel o encontrou, Saul o cumprimentou com alegria. "Olá, amigo", disse Saul. "Bem cumpri a ordem do Senhor!" 14 - "Então o que significa todo esse berro de ovelhas e o mugido de bois que estou ouvindo?" perguntou Samuel. 15 - "É verdade que o exército não matou o melhor das "ovelhas e dos bois", Saul confessou, "porém esses animais vão ser sacrificados ao Senhor seu Deus; quanto ao restante, destruímos tudo." 16 - Então Samuel disse a Saul: "Espere! Ouça o que o Senhor me disse a noite passada!" "Que foi?" Saul perguntou. 17 - E Samuel lhe disse: "Quando você não valia muito aos seus próprios olhos, Deus fez de você o rei de Israel. 18 - Ele lhe mandou um recado e disse: 'Vá e destrua por completo estes pecadores, os amalequitas, até que morram todos.' 19 - Por que, pois, você não obedeceu ao Senhor? Por que se apressou em tomar o que os amalequitas possuíam, e fez exatamente o que o Senhor disse para não fazer?" 20 - "Ao contrário, eu obedeci ao Senhor", Saul insistiu. "Fiz o que Ele me disse para fazer; trouxe o rei Agague, e matei a todos os outros. 21 - E somente quando meus soldados exigiram, é que lhes dei permissão para conservar o melhor das ovelhas e bois, e o que os amalequitas possuíam, a fim de sacrificá-los ao Senhor." 22 - Samuel respondeu: "Acaso o Senhor tem tanto prazer em suas ofertas queimadas e sacrifícios, como tem em sua obediência? Obedecer é muito melhor do que sacrificar. Deus está muito mais interessado em que você atenda ao que Ele ordena, do que nas ofertas da gordura de carneiros. 23 - Porque a rebelião é tão ruim como o pecado de feitiçaria, e a teimosia é tão ruim como adorar a imagens. E agora, já que você rejeitou a palavra do Senhor, Ele rejeitou a você, para que não seja rei." 24 - Finalmente Saul confessou: "Pequei! Na verdade desobedeci às suas instruções e ao mandamento do Senhor, porque tive medo do povo e fiz o que me pediram. 25 - Por favor, perdoe o meu pecado agora e vá comigo adorar ao Senhor. " 26 - Porém Samuel respondeu: "Não adianta nada! Visto que você rejeitou o mandamento do Senhor, Ele rejeitou você, para que não seja rei de Israel". 27 - Quando Samuel se virou para ir embora, Saul o agarrou, tentando impedi-lo, e com isso rasgou o manto de Samuel. 28 - Então Samuel disse: "Está vendo? Também o Senhor hoje rasgou de você o reino de Israel, e o deu a um dos seus patrícios, que é melhor do que você. E Aquele que é a glória de Israel não mente, nem muda de opinião, porquanto não é homem." 30 - Então Saul insistiu novamente: "Pequei; mas, pelo menos, honre-me diante dos chefes e diante do meu povo, indo comigo adorar o Senhor seu Deus." 31 - Por fim Samuel concordou, e foi com ele para o culto. 32 - Então Samuel disse: "Traga-me o rei Agague." Agague chegou todo sorridente, pois pensava lá consigo mesmo: "Por certo o pior já passou, e não vão me matar!" 33 - Porém Samuel disse: "Assim como a sua espada matou os filhos de muitas mães, agora chegou a vez de sua mãe ficar sem filho". E Samuel cortou a Agague em pedaços perante o Senhor em Gilgal. 34 - Depois disso Samuel foi para sua casa em Ramá, e Saul voltou a Gibeá. 35 - Samuel nunca mais viu Saul, porém ele lamentava sempre pela sorte de Saul; e o Senhor ficou triste porque havia feito Saul reinar sobre Israel. CAPITULO 16 1 - FINALMENTE O SENHOR disse a Samuel: "Você já lamentou o suficiente por Saul, pois Eu o rejeitei como rei de Israel. Agora tome um vaso de azeite, vá a Belém e procure um homem chamado Jessé, porque escolhi um dos seus filhos para ser o novo rei." 2 - Porém Samuel perguntou: "Como posso fazer isso? Se Saul ouvir alguma coisa a esse respeito, ele me matará." "Leve como você uma novilha", respondeu o Senhor, "e diga que você veio a fim de sacrificar ao Senhor. 3 - Depois convide Jessé para o sacrifício, e eu lhe mostrarei sobre qual dos seus filhos você deve derramar o azeite." 4 - Samuel fez conforme o Senhor havia dito. Quando ele chegou a Belém, os homens principais da cidade foram encontrá-lo, tremendo de medo. "Está tudo bem?" perguntaram. "Por que veio?" 5 - Samuel respondeu: "Tudo está bem. Vim para oferecer sacrifício ao Senhor. Tratem de purificar-se, e venham comigo ao sacrifício." E ele realizou a cerimônia de purificação em Jessé e seus filhos, e os convidou também. 6 - Quando chegaram, Samuel olhou para Eliabe e pensou: "Certamente este é o homem que o Senhor escolheu!" 7 - Mas o Senhor disse a Samuel: "Não julgue um homem pelo seu rosto ou sua altura, pois não é este o escolhido. Eu não tomo decisões como você. Os homens julgam pela aparência exterior, mas Eu examino os pensamentos e as intenções do homem”. 8 - Então Jessé disse a seu filho Abinadabe que desse um passo à frente e caminhasse diante de Samuel. Mas o Senhor disse: "Também não é este o homem." 9 - A seguir Jessé chamou a Samá, porém o Senhor disse: "Não, não é este o escolhido." Essa mesma cena se repetiu sete vezes; sete filhos de Jessé foram apresentados e rejeitados. 10 e 11 - "O Senhor não escolheu a nenhum deles," Samuel disse a Jessé. "São estes, todos os seus filhos? Não há mais nenhum?" "Bem, há o mais moço," Jessé respondeu. "Mas ele está fora nos campos, tomando conta das ovelhas." "Mande chamá-lo imediatamente", disse Samuel, "porque não nos assentaremos para comer, enquanto ele não chegar." 12 - Então Jessé mandou chamá-lo. Era um rapaz de bonita aparência, rosto corado, olhos muito vivos. E o Senhor disse: "É este o escolhido; derrame o óleo sobre a cabeça dele." 13 - Assim, enquanto Davi estava entre os seus irmãos, Samuel tomou o azeite que havia trazido e o derramou sobre a cabeça de Davi; e o Espírito do Senhor veio sobre Davi e lhe concedeu grande poder, daquele dia em diante. Depois disso Samuel voltou a Ramá. 14 - Porém o Espírito do Senhor saiu de Saul, e em seu lugar o Senhor mandou um espírito atormentador que deixou Saul deprimido e cheio de medo. 15 e 16 - Alguns dos auxiliares de confiança de Saul sugeriram um remédio. "Vamos encontrar um bom tocador de harpa que toque para você, sempre que o espírito atormentador, que o Senhor enviou como castigo, estiver aborrecendo você", disseram eles. "A música da harpa vai deixá-lo calmo, e logo você se sentirá bem outra vez." 17 - "Está bem", disse Saul. "Encontrem para mim um bom tocador de harpa." 18 - Um deles disse que conhecia um rapaz em Belém, filho de um homem chamado Jessé; esse rapaz não somente era um ótimo tocador de harpa, como também tinha boa aparência e era corajoso e forte. Tinha uma maneira muito boa e firme de julgar as coisas. "Acima de tudo", acrescentou o auxiliar de Saul, "ele vive em comunhão com o Senhor." 19 - Diante disso, Saul mandou mensageiros a Jessé, pedindo que ele mandasse seu filho Davi, o pastor de ovelhas. 20 - Jessé respondeu enviando juntamente com Davi presentes para Saul: um cabrito e um jumento carregado de alimento e vinho. 21 - Desde o instante em que viu a Davi, Saul o amou e teve admiração por ele; e Davi se tornou ajudante de Saul. 22 - Então Saul escreveu a Jessé: "Por favor, deixe que Davi faça parte do meu pessoal, pois gosto muito dele." 23 - E sempre que o espírito atormentador da parte de Deus perturbava a Saul, Davi tocava a harpa e Saul se sentia melhor, e o espírito de castigo se retirava. CAPITULO 17 1 – OS FILISTEUS REUNIRAM seu exército para a guerra e se acamparam entre Socó, em Judá, e Azeca, em Efes-Damim. 2 - Saul respondeu com uma demonstração de forças em ordem de batalha no vale de Elá. 3 - Assim os filisteus e os israelitas se defrontaram em montes opostos, tendo o vale entre eles. 4 a 7 - Então Golias, um campeão filisteu de Gate, saiu das fileiras dos filisteus para enfrentar as forças de Israel. Ele era um gigante de homem; media de altura mais de 2,70 metros. Usava um capacete de bronze, e vestia uma couraça de malha que pesava cerca de noventa quilos; tinha umas caneleiras de bronze, e trazia um dardo de bronze de vários centímetros de espessura, tendo na ponta uma lança de ferro de quase doze quilos; adiante dele caminhava seu carregador de armas com um enorme escudo. 8 - A uma certa altura, ele parou e gritou para os soldados israelitas: "Vocês precisam de um exército inteiro para resolver esta questão? Eu representarei os filisteus; vocês escolham alguém que represente o exército do rei Saul, e vamos resolver isto em um único combate! 9 - Se o seu homem for capaz de matar-me, então nós seremos escravos de vocês. Porém se eu o matar, então vocês devem ser nossos escravos! 10 - Desafio os exércitos de Israel! Mandem um homem que venha lutar comigo!" 11 - Quando Saul e o exército israelita ouviram este desafio, tremeram de medo. 12 - Davi, (filho do velho Jessé, membro da tribo de Judá, que vivia em Belém de Judá) tinha sete irmãos mais velhos do que ele. 13 - Os três primeiros - Eliabe, Abinadabe e Samá já se haviam apresentado como voluntários do exército de Saul para combater os filisteus. 14 e 15 - Davi era o filho mais moço, e trabalhava para Saul, apenas uma parte do tempo. Ele voltava a Belém para ajudar o pai a cuidar das ovelhas. 16 - Durante quarenta dias, duas vezes por dia, pela manhã e à tarde, o gigante filisteu passava com arrogância diante dos exércitos de Israel. 17 - Um dia Jessé disse a Davi: "Leve a seus irmãos esta porção de grãos torrados, e estes dez pães. 18 - Dê estes dez queijos ao comandante deles, veja como vão os rapazes, e traga-nos de volta alguma prova de como passam'" 19 - Saul e o exército de Israel estavam acampados no vale de Elá, para enfrentar os filisteus. 20 - Assim Davi deixou as ovelhas aos cuidados de outro pastor, e partiu bem cedo na manhã seguinte, levando os grãos, os pães e os queijos. Chegou ao acampamento bem na hora em que o exército israelita saía para o campo de batalha, com gritos e brados de guerra. 21 - Dentro em breve as forças de Israel e dos filisteus estavam em frente uma da outra, exército contra exército. 22 - Davi deixou o que ele trazia aos cuidados do guarda da bagagem e correu para encontrar os irmãos. 23 - Enquanto Davi falava com os seus irmãos, viu que o gigante Golias, herói filisteu de Gate, saiu das fileiras dos filisteus e gritava o seu desafio ao exército de Israel. 24 - Assim que viram o gigante, os israelitas começaram a fugir amedrontados. 25 - "Você viu o gigante?" os soldados perguntavam uns aos outros. "Ele insultou todo o exército de Israel. E você ouviu falar do enorme prêmio que o rei ofereceu a quem matar o gigante? O rei também lhe dará uma de suas filhas por esposa, e toda a sua família estará livre de pagar impostos" 26 - Davi falou com alguns outros que estavam ali, para confirmar se era verdade o que diziam. "O que ganhará o homem que matar a este filisteu, e terminar com os insultos que ele faz a Israel?" Davi perguntou a eles. "Quem é, afinal de contas, este filisteu pagão, que tem a ousadia de desafiar os exércitos do Deus vivo?" 27 - E todos lhe davam as mesmas respostas anteriores, lembrando o prêmio para quem matasse Golias. 28 - Mas quando Eliabe, o irmão mais velho de Davi, ouviu-o falando daquela maneira, ficou. furioso: "O que você anda fazendo por aqui?" perguntou Eliabe. "Você não devia estar tomando conta das ovelhas? Quem está cuidando delas? Bem sei que você é um moleque convencido, você quer apenas ver a luta!" 29 - "Que fiz eu agora?" respondeu Davi. "Fiz apenas uma pergunta!" 30 - E ele se dirigiu a alguns outros soldados, fazendo a mesma pergunta a vários deles e recebendo a mesma resposta. 31 - Quando, finalmente, perceberam quais eram as intenções de Davi, alguém falou ao rei Saul, e o rei mandou chamar Davi. 32 - "Não se preocupe com coisa alguma", Davi disse ao rei. "Eu cuidarei deste filisteu!" 33 - Saul respondeu: "Como é que um garoto como você pode lutar com um homem como esse gigante? Você é apenas um menino, e ele está no exército desde os tempos de rapaz!" 34 - Porém Davi não desistia da idéia. "Quando tomo conta das ovelhas de meu pai", disse ele, e um leão ou um urso vem e pega um cordeiro do rebanho, 35 - eu vou atrás dele com meu cajado, e tiro o cordeiro da sua boca. Se ele me ataca, eu o seguro pelo queixo e lhe dou pauladas, até que morra. 36 - Já fiz isto com leões e com ursos, e farei a mesma coisa com este filisteu que não crê em Deus, pois ele desafiou os exércitos do Deus vivo! 37 - O Senhor, que me salvou das garras e dos dentes do leão e do urso, me salvará deste filisteu!" Por fim Saul consentiu. "Está bem, então vá", ele disse, "e que o Senhor seja com você!" 38 e 39 - Saul deu então a Davi sua própria armadura - um capacete de bronze e uma couraça de malha. Davi vestiu a armadura, enfiou a espada na bainha, e deu um passo ou dois para ver como ficava; porque nunca antes havia usado tais coisas. "Mal posso mexer-me!" exclamou Davi, e tirou a armadura. 40 - Apanhou depois cinco pedras lisas de um riacho, colocou-as na sua sacola de pastor e, armado somente com seu cajado de pastor e a funda, começou a aproximar-se de Golias. 41 e 42 - Golias caminhava na direção de Davi, e ia adiante dele o moço que carregava seu escudo; Golias caçoava de Davi e o desprezava, por ser ele ainda muito jovem, de boa aparência e de face rosada! 43 - "Sou eu um cão para que você venha a mim com um pedaço de pau?" gritava o gigante furioso. E amaldiçoou Davi, em nome dos seus deuses. 44 - "Venha cá, e darei sua carne para ser comida pelas aves e pelos animais selvagens," berrava Golias. 45 - Davi gritou em resposta: "Você vem a mim com uma espada e uma lança, mas eu vou a você em nome do Senhor do universo, e Senhor do exército de Israel – o verdadeiro Deus, a quem você dirigiu insultos. 46 - Hoje mesmo o Senhor me dará a vitória sobre você, e eu o matarei e cortarei a sua cabeça. E os seus soldados mortos eu darei às aves do céu e aos animais selvagens, e o mundo inteiro saberá que existe um Deus em Israel! 47 - E Israel ficará sabendo que o Senhor não depende de armas para realizar seus planos - ele trabalha sem levar em conta os recursos humanos! Deus entregará vocês nas nossas mãos!" 48 e 49 - À medida que Golias se aproximava, Davi saiu correndo a encontrá-lo e, enfiando a mão na sua sacola de pastor, tirou uma pedra e arremessou-a com a funda; a pedra acertou bem na testa do filisteu. A pedra entrou na testa, e o gigante caiu com o rosto em terra. 50 e 51 - Assim, Davi venceu o gigante filisteu com uma funda e uma pedra. Visto que Davi não tinha espada, correu para cima de Golias, arrancou a espada da bainha do gigante e o matou com ela, e depois cortou a cabeça dele. Quando os filisteus viram que o campeão deles estava morto, trataram de fugir. 52 - Então os israelitas soltaram um grande grito de triunfo e correram atrás dos filisteus, perseguindo-os até Gate e às portas de Ecrom. E os corpos dos filisteus mortos e feridos estavam espalhados pelo caminho de Saarim, até Gate e Ecrom. 53 - Então os soldados israelitas voltaram e levaram tudo quanto encontraram no acampamento dos filisteus. 54 - Mais tarde, Davi levou a cabeça de Golias para Jerusalém, mas guardou em sua tenda as armas que pertenceram ao gigante. 55 - Quando Saul viu Davi sair para lutar com Golias, perguntou a Abner, o comandante do exército: "Abner, de que família vem este rapaz?" "Na verdade, não sei", disse Abner. 56 - "Então descubra!" o rei ordenou a Abner. 57 - Depois que Davi matou a Golias, Abner levou Davi à presença de Saul, com a cabeça do filisteu ainda em suas mãos. 58 - "Conte-me alguma coisa a respeito de seu pai, meu rapaz", Saul disse. E Davi respondeu: "Meu pai se chama Jessé, e mora em Belém." CAPITULO 18 1 a 4 - DEPOIS QUE O rei Saul e Davi terminaram sua conversa, Davi se encontrou com Jônatas, filho do rei, e houve desde logo um laço de grande amizade entre os dois. Jônatas fez um juramento de que Davi seria como seu próprio irmão, e para provar o que dizia, deu a Davi a sua capa, espada, arco e o cinto. Desde esse dia o rei Saul quis que Davi ficasse em Jerusalém, e não deixou mais que ele voltasse para a casa do seu pai. 5 - Davi era o ajudante especial de Saul, e sempre realizava muito bem qualquer tarefa que lhe era confiada. Por isso Saul colocou a Davi como comandante de seus soldados. Tanto o exército, como o público em geral, gostaram muito dessa nomeação. 6 - Mas aconteceu alguma coisa quando o exército israelita voltava vitorioso para casa, depois que Davi matou o gigante Golias. As mulheres saíram de todas as cidades e estavam à beira do caminho para celebrar a vitória e dar vivas ao rei Saul; cantavam e dançavam de alegria, ao som de tambores e outros instrumentos de música. 7 - Contudo, era isto que elas cantavam: "Saul matou os seus milhares, e Davi matou seus dez milhares!" 8 - Saul não gostou nada do que as mulheres cantavam, e ficou muito zangado. "Que história é essa?" disse ele para si mesmo. "Elas dão a Davi dez mil e a mim somente mil. Daqui a pouco o fazem rei!" 9 - Assim, dessa ocasião em diante o rei Saul começou a ter ciúmes de Davi. 10 - Na verdade, logo no dia seguinte, um espírito atormentador da parte de Deus tomou conta de Saul, e ele começou a ter acessos como um louco. Davi procurou acalmar o rei tocando a harpa, como sempre fazia nessas ocasiões. Porém Saul tinha na mão a sua lança, 11 e 12 - e de repente atirou-a contra Davi, com a intenção de espetá-lo na parede com a lança. Mas Davi saltou para um lado e escapou. Isto aconteceu uma outra vez, pois Saul tinha medo de Davi, e sentia inveja porque o Senhor o havia abandonado e agora estava do lado de Davi. 13 - Finalmente Saul o expulsou da sua presença, e o rebaixou para o posto de capitão. Mas isso só serviu para dar maior publicidade a Davi. 14 - Davi continuava vitorioso em tudo quanto fazia, porque vivia em comunhão com o Senhor. 15 e 16 - Quando o rei Saul viu isto, ficou ainda com maior medo de Davi. Porém todo o povo de Israel e de Judá o amava, porque Davi era um deles. 17 - Certo dia Saul disse a Davi: "Estou pronto a lhe dar minha filha mais velha, Merabe, por esposa. Mas primeiro você deve provar que é um verdadeiro soldado, lutando nas batalhas do Senhor." Porque Saul pensava consigo mesmo: "Eu o mandarei lutar contra os filisteus e deixo que eles o matem em lugar de eu mesmo matá-lo". 18 - "Quem sou eu, para que seja o genro do rei?" exclamou Davi. "A família do meu pai não representa nada!" 19 - Mas quando chegou o tempo do casamento, Saul fez Merabe casar-se com Adriel, um homem de Meolate, e não com Davi. 20 - Nesse meio tempo, Mical, filha de Saul, apaixonou-se por Davi, e Saul ficou contente quando soube. 21 - "Aqui está outra oportunidade de ver Davi morto pelos filisteus!" disse Saul para si mesmo. Mas para Davi ele disse: "Afinal de contas, você ainda pode ser meu genro, pais eu lhe darei minha filha mais moça". 22 - Então Saul deu instruções a seus homens, para dizerem a Davi, em tom muito confidencial, que o rei gostava bastante dele, e que todos o amavam e achavam que ele devia aceitar a proposta do rei, e tornar-se seu genro. 23 - Porém Davi lhes respondeu: "De que jeito um homem pobre como eu, de uma família desconhecida, encontrará dote suficiente para casar-se cama filha de um rei?" 24 - Quando os homens de Saul lhe contaram o que Davi disse, 25 – Saul lhe respondeu: "Digam a Davi que o único dote de que eu preciso, é uma centena de filisteus mortos! Vingança sobre meus inimigas é tudo quanto eu quero." Mas o que Saul tinha em mente era que Davi fosse morto em combate. 26 - Quando recebeu o recado, Davi ficou contente par aceitar a oferta de se casar com a filha do rei. Assim, antes que terminasse o prazo, 27 - ele e seus homens saíram e mataram os duzentos filisteus, e trouxeram a prova ao rei Saul. Então Saul deu Mical por esposa a Davi. 28 - Quando o rei reconheceu o quanto Davi andava em comunhão com o Senhor e como crescia cada vez mais a sua popularidade, 29 - teve ainda maior medo dele. Cada dia que passava, mais Saul o odiava. 30 - Sempre que o exército filisteu atacava, Davi conseguia mais vitórias contra eles, do que o restante dos oficiais de Saul. Assim, o nome de Davi ficou muito famoso por toda parte. CAPITULO 19 1 - ENTÃO SAUL INSISTIU com seus auxiliares de confiança, e com seu filho Jônatas para matarem Davi. Mas Jônatas, devido à sua amizade com Davi, 2 - contou a ele as planos do pai. "Amanhã de manhã", Jônatas preveniu Davi, "você precisa encontrar um esconderijo nos campos. 3 - Pedirei a meu pai que saia comigo ao campo, e falarei com ele a seu respeito; depois lhe cantarei tudo o que eu puder descobrir." 4 - Na manhã seguinte, enquanto Jônatas e seu pai conversavam, ele falou bem de Davi, e implorou ao rei que não fosse contra Davi". "Ele nunca fez nada para prejudicar você", disse Jônatas. "Ele sempre tem ajudado você, de qualquer maneira que pode. 5 - Você se esqueceu de quando ele arriscou a vida para matar o gigante Golias, e como o Senhor deu uma grande vitória a Israel como resultado? Certamente você ficou feliz naquela ocasião. Por que deveria derramar o sangue de um inocente, matando-o? Não há motivo algum para isso!" 6 - Finalmente Saul concordou, e jurou: "Tão certo como o Senhor vive, Davi não será morto". 7 - Depois Jônatas chamou Davi e lhe contou o que tinha acontecido. Então ele levou Davi até Saul, e tudo voltou a ser como antes. 8 - Pouco tempo depois estourou a guerra, e Davi levou seus soldados contra os filisteus, matou muitos deles, e todo o exército filisteu tratou de fugir. 9 e 10 - Porém um dia Saul estava sentado em sua casa, ouvindo Davi tocar harpa, e de repente um espírito atormentador da parte do Senhor o atacou. Saul estava com a lança na mão e atirou-a contra Davi, tentando matá-lo. Mas Davi se desviou, e a lança foi espetar-se na madeira da parede. Então Davi fugiu para sua casa. 11 - Saul mandou soldados para vigiar a casa de Davi, e matá-lo quando ele saísse pela manhã. "Se você não fugir esta noite, pela manhã você vai ser morto," disse-lhe Mical. 12 - De modo que ela ajudou Davi a descer por uma janela, e de lá ele fugiu para longe. 13 - Depois ela pegou uma imagem e a colocou na cama, cobriu a imagem com cobertores e a colocou com a cabeça num travesseiro de pele de cabra. 14 - Quando os soldados chegaram para prender Davi e levá-lo a Saul, ela disse a eles que Davi estava doente e não podia sair da cama. 15 - Então Saul deu ordens para levarem Davi mesmo na cama, de maneira que ele pudesse matá-lo. 16 - Mas quando chegaram para levá-lo embora, viram que era apenas uma imagem disfarçada com roupas e peles. 17 - "Por que você me enganou e deixou que meu inimigo escapasse?" perguntou Saul a Mical. "Fui obrigada a deixá-lo fugir", respondeu Mical. "Ele ameaçou matar-me, se eu não o ajudasse." 18 - Naquele dia Davi fugiu, e foi a Ramá a fim de encontrar-se com Samuel; e Davi contou a Samuel tudo o que Saul lhe havia feito. Então Samuel levou Davi consigo para morar em Naiote, na casa dos profetas. 19 - Quando contaram a Saul que Davi se encontrava com os profetas em Naiote de Ramá, 20 - ele mandou soldados para prenderem Davi. Mas ao chegarem lá, viram Samuel e os outros profetas profetizando, e o Espírito de Deus veio sobre eles e os soldados de Saul também começaram a profetizar. 21 - Quando Saul soube do que aconteceu, mandou outros soldados; mas estes também profetizavam! E a mesma coisa aconteceu ao terceiro grupo que Saul enviou! 22 - Diante disso, o próprio Saul foi a Ramá, e chegou ao grande poço que estava em Secu. "Onde estão Samuel e Davi?", perguntou Saul. Alguém lhe contou que estavam em Naiote. 23 - Porém no caminho para Naiote, o Espírito do Senhor veio sobre Saul, e ele também começou a profetizar! 24 - Saul tirou as roupas de cima, e ficou deitado o dia todo e a noite toda, profetizando com os profetas de Samuel. Os homens de Saul nem podiam acreditar no que viam! "Que é isso?" eles exclamaram. "Saul agora virou profeta?" CAPITULO 20 1 - ENTÃO DAVI FUGIU de Naiote, em Ramá, e encontrou a Jônatas. "Que foi que eu fiz?" exclamou Davi. "Qual é o meu crime? Por que seu pai está sempre querendo matar-me?" 2 - "Isso não é verdade!" Jônatas afirmou "Tenho certeza de que ele não planeja tal coisa, pois ele sempre me conta tudo o que pretende fazer, mesmo as coisas sem importância. Sei que meu pai não deixaria de falar comigo sobre um assunto dessa natureza. Nem pense nisso." 3 - "É claro que você não sabe nada a esse respeito!" disse Davi aborrecido. "Seu pai conhece perfeitamente a nossa amizade; por isso ele disse para si mesmo: 'Não vou contar a Jônatas - para que eu iria deixá-lo magoado?' Mas a verdade é que estou bem perto da morte! Juro pelo Senhor e pela sua própria alma!" 4 - Então Jônatas implorou: "Diga-me o que posso fazer por você." 5 - E Davi respondeu: "Amanhã começa a festa da lua nova. Anteriormente, eu sempre me assentava com seu pai para esta ocasião, mas amanhã eu me esconderei no campo e ficarei ali, até à noitinha do terceiro dia. 6 - Se o seu pai perguntar onde estou, diga a ele que pedi permissão para ir à minha casa, em Belém, porque ia haver uma reunião solene anual da família. 7 - Se ele disser 'Está bem', então saberei que tudo está em paz. Mas se ele ficar zangado, então saberei que ele planeja matar-me. 8 - Faça isto por mim, como irmão, pelo trato que fizemos na presença do Senhor. Ou então você mesmo me mate, se eu cometi alguma falta contra seu pai; mas não me entregue a ele!" 9 - "Claro que eu não iria fazer uma coisa dessas!" exclamou Jônatas. "Então você pensa que eu não diria, se soubesse que meu pai planejava matar você?" 10 - Davi perguntou a Jônatas: "Como é que saberei se o seu pai está ou não zangado?" 11 - "Venha ao campo comigo", respondeu Jônatas. E os dois foram juntos para lá. 12 - Então Jônatas disse a Davi: "Prometo, pelo Senhor Deus de Israel, que amanhã a estas horas, ou o mais tardar no dia seguinte, falarei a meu pai a seu respeito, e imediatamente farei você saber o que ele pensa. 13 - Se ele estiver zangado, e quiser matá-lo, então que o Senhor me mate se eu não contar a você, para que você possa escapar e viver. Que o Senhor seja com você, como ele era com meu pai. 14 - E lembre-se de que você deve demonstrar o amor e a bondade do Senhor não somente enquanto eu viver, 15 - mas também a meus filhos, depois que o Senhor tiver destruído todos os seus inimigos." 16 - De modo que Jônatas fez um contrato com a família de Davi, e Davi jurou cumprir esse contrato, com uma terrível maldição contra si próprio e seus filhos, caso ele fosse infiel à sua promessa. 17 - E Jônatas fez Davi jurar de novo, desta vez pelo amor que Davi lhe dedicava, porque Jônatas amava a Davi, como a si próprio. 18 - Depois Jônatas disse: "Sim, amanhã eles vão notar a sua ausência na festa da lua nova quando o seu lugar à mesa estiver vazio. 19 - Depois de amanhã, todos vão perguntar por você. Por isso fique no esconderijo onde você esteve antes, junto ao monte de pedras, na terceira manhã 20 - eu sairei e atirarei três flechas para os lados do monte, como se atirasse no alvo. 21 - Então mandarei o moço trazer de volta as flechas. Se você me ouvir dizer a ele: 'As flechas estão deste lado', então saberá que tudo está bem, e que não há problema. 22 - Mas se eu disser a ele: 'Vá mais para a frente - as flechas estão adiante de você', então significa que você deve partir imediatamente. 23 - E que o Senhor nos ajude a cumprir as promessas que fizemos um ao outro diante dEle, que está entre nós dois para sempre." 24 e 25 - Davi saiu dali e foi esconder-se no campo. Quando começou a festa da lua nova, o rei assentou-se para comer em seu lugar de costume, encostado à parede. Jônatas assentou-se defronte dele, e Abner estava assentado ao lado de Saul, mas o lugar de Davi estava vazio. 26 - Saul não disse nada, naquele dia, sobre a ausência de Davi, pois ele pensava que havia acontecido alguma coisa, de maneira que Davi não estava em condições de participar da cerimônia por algum motivo especial. 27 - Mas quando o seu lugar ficou vazio também no dia seguinte, Saul perguntou a Jônatas: "Por que motivo Davi não esteve ontem aqui para a refeição, e também não está hoje?" 28 e 29 - "Ele me perguntou se podia ir a Belém tomar parte numa festa religiosa da família", respondeu Jônatas. "O irmão dele exigiu que ele estivesse lá, e Davi me pediu licença para ir, como favor muito especial, de maneira que eu lhe disse que podia ir." 30 - Saul ficou louco da vida. "Você é um tolo, filho de uma mulher perversa e rebelde", disse Saul furioso. "Pensa que eu não sei que você quer que este filho de Jessé seja rei em seu lugar, para vergonha de você mesmo e de sua mãe? 31 - Enquanto ele viver, você nunca será rei. Agora vá buscá-lo para que eu o mate!" 32 - "Mas o que ele fez?" perguntou Jônatas. "Por que deve ele morrer?" 33 - Então Saul atirou sua lança contra Jônatas, tencionando matá-lo; com isso, finalmente, Jônatas reconheceu que seu pai estava, na verdade, falando sério quando disse que Davi devia morrer. 34 - Jônatas saiu da mesa cheio de raiva e durante aquele dia não quis comer nada, pois ficou muito magoado com a atitude vergonhosa de seu pai para com Davi. 35 - Na manhã seguinte, conforme estava combinado, Jônatas foi ao campo e levou um rapaz consigo para apanhar as flechas. 36 - "Comece a correr", disse ele ao moço, "para que você possa encontrar as flechas quando eu as atirar!" Então o rapaz correu e Jônatas atirou uma flecha para além dele. 37 - Quando o rapaz quase alcançou a flecha, Jônatas gritou: "A flecha está adiante de você. 38 - Depressa, corra, não espere." De modo que o rapaz, com toda rapidez, ajuntou as flechas e voltou ao seu senhor. 39 - Naturalmente, o rapaz não entendia o que Jônatas pretendia dizer; só Jônatas e Davi é que sabiam. 40 - Então Jônatas entregou seu arco e as flechas ao moço e mandou que os levasse de volta à cidade. 41 - Assim que o rapaz voltou, Davi saiu de onde estava escondido, perto da margem sul do campo, e ele e Jônatas se abraçaram e choraram muito; Davi não parava de chorar. 42 - Por fim, Jônatas disse a Davi: "Coragem, pois nós confiamos a nós mesmos e a nossos filhos à proteção do Senhor para sempre." 43 - Assim eles se separaram; Davi tomou outro rumo, e Jônatas voltou à cidade. CAPITULO 21 1 - DAVI SE DIRIGIU à cidade de Nobe para encontrar o sacerdote Aimeleque. Aimeleque ficou preocupado quando viu Davi, mas foi ao seu encontro. "Por que está sozinho?" perguntou o sacerdote. "Por que ninguém veio com você? " 2 - "O rei me mandou tratar de um assunto particular", Davi respondeu. "Ele me proibiu de dizer a qualquer pessoa porque estou aqui. Eu disse aos meus homens onde eles podem encontrar-me mais tarde. 3 - Agora, o que tem para comer? Dê-me cinco pães, ou alguma coisa mais que puder." 4 - "Não temos pão comum," respondeu o sacerdote; "temos somente o pão sagrado; acho que você pode levar esses pães, desde que os seus homens não tenham estado com mulheres." 5 - "Fique sossegado", respondeu Davi. ''Eu nunca permito que meus homens façam o que bem entendem quando saem para uma expedição, e uma vez que eles permanecem puros, mesmo em viagens de rotina, quanto mais agora nesta viagem!" 6 - Então, já que não havia outro alimento disponível, o sacerdote deu a Davi o pão sagrado - o chamado Pão da Presença, que era colocado perante o Senhor no Tabernáculo. Por sinal que esses pães tinham sido substituídos naquele dia por pães frescos. 7 - Ora, Doegue, o edomita, chefe dos pastores de Saul, estava ali naquela ocasião, para cumprir uma cerimônia religiosa ordenada na lei. 8 - Davi perguntou a Aimeleque se havia ali uma lança ou espada que ele pudesse usar. "O assunto do rei exigia tanta urgência, que na pressa de sair eu não peguei nenhuma arma!" explicou ele. 9 - "Bem," respondeu o sacerdote, "tenho a espada de Golias, o filisteu - aquele que você matou no vale de Elá. Está embrulhada num pano, atrás do manto do sacerdote. Leve-a, se você quiser, porque não temos nada mais aqui." "Essa mesma é que eu quero", respondeu Davi. "Pode me dar!" 10 - Então Davi saiu depressa, pois tinha medo de Saul; e foi para a casa de Aquis, rei de Gate. 11 - Mas os oficiais de Aquis não gostaram nada da presença de Davi naquela casa. "Não é este o principal chefe de Israel?" perguntaram os oficiais. "Não é este que o povo honrava em suas danças, cantando 'Saul matou seus milhares, e Davi matou seus dez milhares'?" 12 - Davi ouviu esses comentários, e teve medo do que o rei Aquis pudesse fazer-lhe, 13 - de modo que se fingia de doido! Arranhava as portas e deixava a saliva escorrer pela barba. 14 e 15 - O rei Aquis já não agüentava mais ver aquilo; por isso disse aos seus homens: "Era preciso que me trouxessem esse doido? Já temos malucos de sobra por aqui! Devo ter esse homem como hóspede?" CAPITULO 22 1 - DAVI SAIU DE Gate e foi se esconder na caverna de Adulão, onde seus irmãos e outros parentes logo se juntaram a ele. 2 - A seguir começaram a chegar outros - aqueles que estavam em alguma dificuldade; por exemplo, os que tinham dívidas, ou simplesmente estavam descontentes, até que Davi veio a ser o chefe de uns quatrocentos homens. 3 - Mais tarde Davi foi a Mispa, em Moabe, pedir permissão ao rei para que seu pai e sua mãe morassem ali sob a proteção real, até que Davi soubesse o que Deus ia fazer dele. 4 - Ficaram em Moabe durante todo o tempo em que Davi morou na caverna. 5 - Um dia o profeta Gade disse para Davi deixar de se esconder na caverna e voltar para a terra de Judá. Davi foi então para o bosque de Herete. 6 – Saul logo ficou sabendo da chegada de Davi em Judá. Nessa ocasião, Saul estava em Gibeá, sentado sob um carvalho, com a sua lança na mão e cercado por seus oficiais. 7 - "Escutem o que vou dizer a vocês, homens de Benjamim!" exclamou Saul, quando ouviu a notícia. "Davi lhes prometeu terras e plantações de uvas e postos no seu exército, não é verdade? 8 - É por isso que vocês estão contra mim? Pois nenhum de vocês jamais me disse que meu próprio filho está do lado de Davi. Vocês nem mesmo lamentam a minha sorte. Pensem nisso! Meu próprio filho - instigando Davi para me matar!" 9 e 10 - Então Doegue, o edomita, que estava ali com os homens de Saul, disse: "Quando eu estava em Nobe, vi que Davi falava com o sacerdote Aimeleque, filho de Aitube. Também vi Aimeleque consultar ao Senhor para descobrir o que Davi deveria fazer, e depois ele deu a Davi alimento e a espada de Golias, o filisteu." 11 e 12 - Imediatamente o rei Saul mandou chamar o sacerdote Aimeleque, filho de Aitube, e todos os outros sacerdotes que estavam em Nobe, da família dele. Quando chegaram, Saul gritou para eles: "Escute o que vou dizer, filho de Aitube!" "O que há?" perguntou Aimeleque. 13 - "Por que você e Davi conspiraram contra mim?" indagou Saul. "Por que você deu a ele alimento e uma espada, e ainda falou com Deus em favor dele? Por que você deu conselhos a ele, para que se revoltasse contra mim e viesse me atacar?" 14 - "Mas senhor", respondeu Aimeleque, "por acaso há alguém entre os servidores do rei, que seja tão fiel como Davi, seu genro? Ora, ele é o capitão da guarda pessoal do rei, e um membro muito honrado da casa real! 15 - Por certo que esta foi a primeira vez que eu consultei a Deus em favor dele! Não é justo que o rei me acuse e acuse a minha família nesta questão, pois nada sabemos de nenhum plano contra o rei." 16 - "Você deve morrer, Aimeleque, junto com toda a sua família!" gritou o rei. 17 - Saul ordenou aos seus guarda-costas: "Matem esses sacerdotes, pois eles são aliados de Davi, e são traidores; eles sabiam que Davi estava fugindo de mim, porém não me disseram nada!" Mas os soldados não quiseram matar os sacerdotes. 18 - Então o rei disse a Doegue: "Mate-os você." E Doegue se atirou sobre eles, e os matou. Ao todo eram oitenta e cinco sacerdotes, todos eles usando o manto de sacerdote. 19 - Depois Doegue foi a Nobe, a cidade dos sacerdotes, e matou as famílias deles - homens, mulheres, crianças, nenês de colo, e também todos os bois, jumentos e ovelhas. 20 - Somente escapou Abiatar, um dos filhos de Aimeleque, que fugiu para a companhia de Davi. 21 - Quando Abiatar contou o que Saul tinha feito, 22 - Davi exclamou: "Eu sabia disso! Quando vi Doegue ali, sabia que ele contaria a Saul. Agora causei a morte de todos os da família de seu pai. 23 - Fique aqui comigo, e eu protegerei a você, com a minha própria vida. Ninguém fará mal a você, sem primeiro passar por cima do meu cadáver." CAPITULO 23 1 - UM DIA CHEGOU a Davi a notícia de que os filisteus estavam em Queila, roubando os mantimentos guardados nos terreiros para secar. 2 - Davi perguntou ao Senhor: "Devo ir e atacar os filisteus?" "Sim, vá e salve Queila," disse o Senhor a Davi. 3 - Porém os homens de Davi lhe disseram: "Estamos com medo, mesmo aqui em Judá; e por certo, não queremos ir a Queila a fim de lutar contra o exército inteiro dos filisteus!" 4 - Davi perguntou novamente ao Senhor se devia ir, e novamente o Senhor lhe respondeu: "Desça a Queila, pois ajudarei você a vencer os filisteus". 5 - Eles foram a Queila, mataram os filisteus e tomaram o gado deles, e assim o povo de Queila foi salvo. 6 - O sacerdote Abiatar foi a Queila com Davi, e levou consigo seu manto de sacerdote, para receber do Senhor as respostas para Davi. 7 – Saul logo ficou sabendo que Davi estava em Queila. "Ótimo!" exclamou Saul. "Agora nós vamos pegá-lo! Deus o entregou nas minhas mãos, pois ele próprio caiu na armadilha, indo parar numa cidade cercada de muros!" 8 - Diante disso, Saul reuniu todo o seu exército e marchou para Queila, a fim de cercar Davi e seus homens. 9 - Mas Davi soube do plano de Saul e ordenou a Abiatar que trouxesse o manto de sacerdote e perguntasse ao Senhor o que ele deveria fazer. 10 - "Ó Senhor Deus de Israel", disse Davi, "ouvi dizer que Saul planeja vir e destruir Queila porque estou aqui. 11 - Será que os homens de Queila vão me entregar a ele? E Saul realmente virá, conforme ouvi dizer? Ó Senhor Deus de Israel, por favor, diga-me o que devo fazer. E o Senhor lhe disse: "Ele virá." 12 - "E esses homens de Queila vão me trair? Vão me entregar a Saul junto com meus soldados?" E o Senhor respondeu: "Sim, eles vão trair você." 13 - Então Davi e seus homens - agora já eram uns seiscentos - deixaram Queila e começaram a andar sem rumo pelo interior do país. Logo chegou a Saul a notícia de que Davi tinha escapado, por isso Saul desistiu de ir a Queila. 14 e 15 - Davi agora vivia nas cavernas do deserto que havia na região das montanhas de Zife. Um dia, perto de Horesa, Davi recebeu a notícia de que Saul estava a caminho de Zife; vinha procurá-lo e matá-lo. Saul perseguia Davi dia após dia, mas o Senhor não o deixava encontrá-lo. 16 Então o príncipe Jônatas foi procurar Davi; encontrou-o em Horesa, e fortaleceu a confiança que Davi tinha em Deus. 17 - "Não tenha medo," Jônatas lhe assegurou. "Meu pai nunca encontrará você! Você vai ser o rei de Israel, e serei o segundo abaixo de você; meu pai bem sabe disso." 18 - Assim, os dois confirmaram o trato de amizade que haviam feito anteriormente; Davi permaneceu em Horesa, enquanto Jônatas voltou para casa. 19 - Porém os homens de Zife foram procurar Saul em Gibeá, e traíram a Davi. "Sabemos onde ele está escondido," disseram. "Ele está nas cavernas de Horesa, no monte de Haquilá, na parte do sul do deserto. 20 - Agora desça, senhor, e nós o apanharemos para vossa majestade, e seu mais profundo desejo será satisfeito!" 21 - "Bem, louvado seja o Senhor!" disse Saul. "Pelo menos alguém teve dó de mim! 22 - Vão e verifiquem novamente, para ter certeza do lugar onde ele está, e quem o tem visto por ali, pois eu sei que ele é sabido demais. 23 - Descubram os esconderijos dele, e depois voltem, afim de me dar um relatório mais completo. Então irei com vocês. E se ele estiver naquela região, eu o encontrarei, mesmo que seja preciso procurá-lo por todos os cantos daquela terra!" 24 e 25 - E assim os homens de Zife voltaram para casa. Mas quando Davi soube que Saul vinha para Zife, ele e seus homens foram para mais longe ainda; foram para o deserto de Maom, que fica ao sul do deserto. Porém Saul os seguiu até lá. 26 - Ele e Davi agora estavam em lados opostos de uma montanha. Quando Saul e seus homens começaram a chegar mais perto, Davi fez o melhor que pôde para escapar, mas não adiantou nada. 27 - Então, nesse exato momento, chegou um recado a Saul dizendo que os filisteus estavam invadindo Israel novamente, 28 - de maneira que Saul deixou de perseguir Davi e voltou para lutar contra os filisteus. A partir dessa ocasião o lugar onde Davi esteve acampado passou a chamar-se "Pedra de Escape". 29 - Depois disso, Davi foi morar nas cavernas de En-Gedi. CAPITULO 24 1 - DEPOIS QUE SAUL voltou de sua batalha contra os filisteus, disseram a ele que Davi tinha ido para o deserto de En-Gedi; 2 - então Saul reuniu três mil dos melhores soldados, e foi á procura de Davi entre as rochas, onde só viviam cabras selvagens. 3 - No lugar onde a estrada passa por alguns currais de ovelhas, Saul entrou numa caverna para fazer as suas necessidades; mas aconteceu que Davi e seus homens estavam escondidos na caverna! 4 - "Agora chegou a sua vez!" os homens de Davi lhe disseram em voz baixa. "Hoje é o dia a respeito do qual o Senhor falou quando disse: 'Certamente vou entregar Saul nas suas mãos; faça com ele o que você bem entender'!" Então Davi foi bem devagarinho, e com toda a calma cortou a barra do manto de Saul! 5 - Mas depois a sua consciência começou a atormentá-lo. 6 - "Eu não devia ter feito isso", disse ele aos seus homens. “É um grave pecado atacar o rei escolhido de Deus, seja lá como for." 7 e 8 - Essas palavras de Davi convenceram os seus homens a não matarem Saul. Depois que Saul deixou: a caverna e continuou o seu caminho, Davi saiu e gritou para ele, dizendo: 6 - “rei, meu senhor!" E quando Saul olhou em redor, Davi se curvou diante dele. 9 e 10 - Davi disse a Saul: "Por que o rei dá atenção às pessoas que dizem que eu procuro fazer mal ao rei? Hoje mesmo o rei viu que não é verdade. O Senhor colocou o rei nas minhas mãos, lá na caverna, e alguns dos meus homens me disseram para matá-lo, no entanto eu não o matei. Pois disse: 'Nunca farei mal a ele - porque é o rei escolhido do Senhor.' 11 - Vê isto que tenho na mão? É um pedaço da barra do seu manto! Cortei o seu manto, mas não o matei! Isto não o convence de que não procuro fazer-lhe mal, e que não pequei contra a pessoa do rei, muito embora esteja me perseguindo para tirar a vida? 12 - "O Senhor julgará entre nós dois. Talvez ele o mate pelo que procura fazer-me, porém eu nunca farei mal ao rei. 13 - Como diz o antigo provérbio: 'O perverso age como perverso', mas apesar da sua perversidade, não lhe tocarei. 14 - E a quem é que o rei de Israel procura apanhar? Deve ele gastar o seu tempo caçando a alguém que vale tão pouco como um cão morto ou uma pulga? 15 - Que o Senhor julgue qual de nós está certo, e castigue aquele de nós que for culpado. Ele é meu advogado e meu defensor, e Ele me livrará do poder do rei!" 16 - Saul perguntou: "Realmente é você, meu filho Davi?" E começou a chorar. 17 - Então disse a Davi: "Você é um homem melhor do que eu, pois você me pagou com o bem, o mal que eu lhe fiz. 18 - Sim, você hoje foi muito bom para mim, pois quando o Senhor me entregou nas suas mãos, você não me matou. 19 - Que outra pessoa no mundo deixaria seu inimigo escapar, quando o tinha em suas mãos? Que o Senhor lhe dê uma boa recompensa pela bondade com que me tratou hoje. 20 - Agora reconheço que certamente você será rei, e que Israel será o seu reino. 21 - Jure-me pelo Senhor, que quando isso, acontecer, você não matará minha família, nem destruirá meus descendentes!" 22 - Então Davi prometeu que assim seria. Saul voltou para sua casa, mas Davi e seus homens foram para a caverna. CAPITULO 25 1 - POUCO TEMPO DEPOIS Samuel morreu, e todo o Israel se reuniu para as cerimônias de enterro; ele foi sepultado no túmulo de sua família, em Ramá. Nesse meio tempo, Davi desceu ao deserto de Parã. 2 - Um homem rico de Maom possuía uma criação de ovelhas ali, perto da vila do Carmelo. Ele tinha três mil ovelhas e mil cabras, e estava no seu rancho nessa ocasião para cortar a lã das ovelhas. 3 - O nome desse homem era Nabal; sua esposa, uma mulher muito linda e inteligente, chamava-se Abigail. Mas o marido, que era da família de Calebe, era um tipo esquisito, grosseiro, teimoso; era um sujeito difícil de se lidar. 4 - Quando Davi soube que Nabal estava cortando a lã das ovelhas, 5 - enviou dez de seus moços ao Carmelo, a fim de entregar a Nabal este recado: 6 - "Que Deus faça prosperar você e sua família, e aumente muitas vezes tudo o que você possui. 7 - Disseram-me que você está cortando a lã das suas ovelhas e cabras. Enquanto seus pastores estiveram entre nós, nunca fizemos mal a eles, nem tiramos coisa alguma deles, durante todo o tempo em que estiveram no Carmelo. 8 - Pergunte aos seus moços, e eles lhe dirão se isto é verdade ou não. Agora enviei meus homens para pedir que você nos faça uma pequena contribuição, pois chegamos em uma época feliz de festas. Por favor, mande-nos qualquer coisa que tiver à mão." 9 - Os moços deram o recado de Davi a Nabal, e esperaram pela resposta. 10 - "Quem é esse tal de Davi?" perguntou Nabal. "Quem esse filho de Jessé pensa que é? Hoje em dia há tantos empregados que fogem dos seus patrões! 11 - Deveria eu pegar meu pão, minha água e a carne dos animais que matei para os meus trabalhadores, e dar tudo isso a um bando que aparece de repente, sem que a gente saiba de onde vem?" 12 - Então os mensageiros de Davi voltaram, e contaram a ele o que Nabal tinha dito. 13 - "Peguem suas espadas!" foi a resposta de Davi, enquanto ele enfiava a sua espada na bainha. Quatrocentos deles partiram com Davi, e duzentos ficaram para guardar seus equipamentos. 14 - Nesse meio tempo, um dos homens de Nabal foi procurar Abigail, e disse a ela: "Davi enviou homens do deserto para falar com o nosso patrão, mas ele insultou os homens e os expulsou daqui. 15 e 16 - Porém os homens de Davi foram muito bons para nós, e nunca nos fizeram nenhum mal; para dizer a verdade, dia e noite eles foram como um muro de proteção para nós e para as ovelhas, e nada foi tirado de nós durante todo o tempo em que estiveram ao nosso lado. 17 - Seria bom tomar providências o quanto antes, pois vai haver problema para nosso patrão e sua família - nosso patrão é um homem tão teimoso, que ninguém pode conversar com ele!" 18 - Então Abigail tomou depressa duzentos pães, duas vasilhas grandes contendo vinho, cinco ovelhas preparadas, uma boa quantidade de trigo torrado, cem cachos de uva-passa, duzentos bolos de figo, e colocou tudo isso sobre jumentos. 19 - "Vocês seguem na frente", ela disse aos seus moços, "e eu sigo logo atrás." Porém não contou ao marido o que ia fazer. 20 - Quando ela descia a estrada montada no seu animal, viu Davi que já estava a caminho com seus homens, e ela foi se encontrar com ele. 21 - Davi havia dito a si mesmo: "Tivemos bastante trabalho para ajudar esse homem. Protegemos os rebanhos dele no deserto, de tal maneira que nada se perdeu ou foi roubado, no entanto, ele paga com o mal, o bem que lhe fizemos. E ainda por cima nos insulta. 22 - Que Deus me castigue se até amanhã, ao amanhecer, ficar vivo ainda que seja um só dos seus homens!" 23 - Quando Abigail viu Davi, desceu imediatamente do animal e se curvou com o rosto em terra diante dele. 24 - "Eu aceito toda a culpa neste assunto, meu senhor", ela disse. "Por favor, ouça o que tenho a dizer. 25 - Nabal é um homem estupido, de mau gênio; mas, por favor, não dê atenção ao que ele disse. Ele é um louco - é exatamente o que o seu nome Nabal significa. Mas eu não vi os mensageiros que o senhor mandou. 26 - Uma vez que o Senhor Deus o impediu de matar e de vingar-se por suas próprias mãos, imploro por Deus e pela sua própria vida também, que todos os seus inimigos sejam tão amaldiçoados como Nabal. 27 - E agora, aqui está um presente que eu trouxe para o senhor e para os seus moços. 28 - Perdoe-me pela ousadia de vir até aqui. Certamente o Senhor vai recompensá-lo com uma família de reis, que nunca terá fim, pois o senhor está lutando as batalhas de Deus; e o senhor nunca fará coisa errada, todos os dias da sua vida. 29 - Mesmo quando o senhor for perseguido por aqueles que desejam tirar-lhe a vida, estará seguro no Senhor seu Deus, como se estivesse guardado dentro da sua bolsa! Mas a vida dos seus inimigos desaparecerá, como pedras atiradas de uma funda! 30 e 31 - Quando o Senhor tiver feito todas as boas coisas que lhe prometeu, e o senhor já estiver reinando sobre Israel, não vai querer estar com a consciência de um criminoso, que fez justiça com suas próprias mãos! E quando o Senhor tiver feito todas essas grandes coisas para o meu senhor, por favor, lembre-se de mim!" 32 - Davi respondeu a Abigail: "Bendito o Senhor Deus de Israel, que hoje enviou você ao meu encontro! 33 - Graças a Deus pelo bom juízo que você demonstra! Bendita seja você, por me impedir de matar esse homem e de vingar-me por minhas próprias mãos. 34 - Pois juro pelo Senhor, o Deus de Israel, que me impediu de fazer mal a você, que se você não tivesse vindo ao meu encontro, nenhum dos homens de Nabal estaria vivo amanhã pela manhã." 35 - Então Davi aceitou os presentes que ela trouxe e mandou que voltasse para casa sem medo, pois ele não mataria o marido dela. 36 - Quando Abigail chegou em casa, viu que Nabal tinha dado uma grande festa. Como ele estava bêbado, resolveu não contar nada sobre o encontro que teve com Davi, mas esperou até a manhã seguinte. 37 e 38 - Pela manhã, Nabal já não estava mais bêbado, e quando a esposa lhe contou o que havia acontecido, ele sentiu um golpe e ficou paralisado, como se o coração dentro dele se transformasse numa pedra. Passados uns dez dias, ele morreu, porque o Senhor o matou. 39 - Quando Davi ouviu dizer que Nabal estava morto, exclamou: "Louvado seja o Senhor! Deus deu a Nabal o que ele merecia, e me livrou de fazer justiça com minhas próprias mãos. Nabal recebeu o castigo pelo seu pecado". Então Davi não perdeu tempo; mandou logo mensageiros a Abigail, para pedir a ela que se casasse com ele. 40 - Quando os mensageiros chegaram ao Carmelo, e contaram a Abigail por que tinham vindo, 41 - imediatamente ela aceitou o pedido. 42 - Aprontou-se com toda pressa, levou consigo cinco das moças que a ajudavam e, cavalgando o jumento, seguiu os homens que a levaram a Davi. E assim ela se tornou esposa dele, 43 - Davi se casou, também, com Ainoã de JezreeI. 44 - Nesse meio tempo, Saul obrigou sua filha Mical, mulher de Davi, a casar-se com um homem de Galim, por nome Palti (filho de Laís). CAPITULO 26 1 - ENTÃO OS HOMENS de Zife voltaram a Saul, em Gibeá, e contaram a ele que Davi tinha voltado ao deserto, e estava escondido na montanha de Haquilá, 2 - Diante disso, Saul levou três mil dos seus soldados escolhidos e saiu em perseguição a Davi, 3 e 4 - Saul se acampou junto da estrada próxima do deserto onde Davi se escondeu, porém Davi soube da chegada de Saul, e enviou espias para ver o que ele fazia. 5 a 7 - Davi também foi até ao acampamento de Saul certa noite para ver o que se passava por lá. O rei Saul e o general Abner dormiam dentro de um círculo formado por soldados que descansavam deitados no chão. "Alguém quer descer comigo até ao acampamento de Saul?" perguntou Davi a Aimeleque (o heteu) e a Abisai (irmão de Joabe e filho de Zeruia). "Eu desço," respondeu Abisai. Assim Davi e Abisai foram ao acampamento de Saul e o encontraram dormindo, com sua lança fincada no chão, junto á sua cabeça. 8 - "Certamente desta vez Deus colocou o inimigo nas suas mãos," Abisai cochichou para Davi. "Deixe-me ir atravessá-lo com aquela lança. Eu prego Saul no chão com ela - e não preciso de dar dois golpes; um só basta!" 9 - "Não," disse Davi. "Não o mate, pois quem pode permanecer inocente depois de atacar o rei escolhido do Senhor? 10 - Certamente Deus o matará algum dia, ou ele morrerá na batalha, ou então morrerá de velho. 11 - Mas Deus não permita que eu mate o homem que Ele escolheu para ser o rei! Porém uma coisa digo a você - vamos pegar a sua lança e a sua jarra de água, e depois vamos sair daqui!" 12 - Assim Davi tomou a lança e a jarra de água, e saíram sem que ninguém os visse; e ninguém acordou, porque o Senhor fez, com que eles caíssem num sono pesado. 13 - Davi e Abisai subiram a montanha do lado oposto do acampamento, até que chegaram a uma distância que não oferecia perigo. 14 - Então Davi gritou para Abner e Saul: "Acorde, Abner!" "Quem é?" perguntou Abner. 15 - "Olhe, Abner, você é um grande herói, não é mesmo?" Davi zombou. "Onde, em todo o Israel, existe alguém tão maravilhoso? Sendo assim, por que você não protegeu o seu senhor, o rei, quando alguém chegou para matá-lo? 16 - Isso não é nada bom! Juro pelo Senhor, que você deve morrer por sua falta de cuidado com o rei, o ungido do Senhor. Onde estão a lança e a jarra de água do rei, que estavam á cabeceira dele? Olhe aqui!" 17 e 18 - Saul reconheceu a voz de Davi, e disse: "É você, meu filho Davi?" E Davi respondeu: "Sim, senhor, sou eu. Por que está me perseguindo? O que é que fiz? Qual é meu crime? 19 - Se é o Senhor quem atiça o rei contra mim, então que Ele aceite minha oferta. Mas se isto é simplesmente o plano de um homem, então que ele seja amaldiçoado por Deus. Pois o rei me expulsou de minha casa, de maneira que não posso estar com o povo do Senhor, como se eu adorasse deuses falsos. 20 - Devo eu morrer em terra estrangeira, longe da presença do Senhor? Qual a razão pela qual o rei de Israel saiu para perseguir-me como quem persegue uma perdiz nas montanhas?" 21 - Então Saul confessou: "Errei. Volte para casa, meu filho, e não mais procurarei fazer mal a você; pois hoje você me salvou a vida. Tenho sido um louco, e tenho errado muitíssimo". 22 - "Aqui está sua lança, senhor," respondeu Davi. "Deixe que um dos seus moços venha cá buscá-la. 23 - O Senhor dá a sua própria recompensa por fazer o bem e ser leal, e eu me recusei a matá-la, mesmo quando o Senhor o entregou nas minhas mãos. 24 - Agora, que o Senhor salve a minha vida, assim como hoje salvei a sua. Que Ele me livre de todas as minhas dificuldades." 25 - E Saul disse a Davi: "O Senhor abençoe você, meu filho Davi. Você praticará atos heróicos, e será um grande conquistador". Então Davi foi-se embora, e Saul voltou para sua casa. CAPITULO 27 1 - MAS DAVI CONTINUOU a pensar consigo mesmo: "Um dia destes, Saul vai me apanhar. Acho melhor eu me esconder entre os filisteus, até que Saul desista e deixe de me perseguir por toda parte em Israel; assim ficarei livre da sua mão." 2 e 3 - Assim Davi levou os seus seiscentos homens e suas famílias indo viver em Gate, sob a proteção do rei Aquis, filho de Maoque. Davi levou também suas duas esposas - Ainoã de Jezreel e Abigail do Carmelo, viúva de Nabal. 4 - Logo chegou a Saul a notícia de que Davi tinha fugido para Gate, de maneira que deixou de procurá-lo. 5 - Um dia Davi disse a Aquis: "Meu senhor, se tudo está bem para vossa majestade, nós preferimos morar em uma das cidades do interior, em vez de morarmos aqui na cidade real". 6 - Então Aquis deu a ele a cidade de Ziclague que pertence aos reis de Judá até hoje - 7 - e eles viveram ali entre os filisteus durante um ano e quatro meses. 8 - Davi e seus homens passavam o tempo atacando os gesuritas, os gersitas e os amalequitas - povos que viviam perto de Sur, junto à estrada do Egito, desde tempos muito antigos. 9 - Eles não deixavam nenhuma pessoa com vida nas aldeias que atacavam, e ainda tomavam as ovelhas, os bois, os jumentos, os camelos e as roupas, antes de voltarem para suas casas. 10 - "Onde você fez o seu ataque hoje?" perguntava Aquis. E Davi respondia: "Meu ataque hoje foi contra o sul de Judá, contra o povo de Jerameel e contra os queneus." 11 - Davi não deixava ninguém com vida para vir a Gate e contar onde realmente ele tinha estado. Isto aconteceu repetidas vezes, enquanto ele viveu entre os filisteus. 12 - Aquis acreditava em Davi, e pensava que o povo de Israel devia odiá-la muito no momento. "Agora ele terá de ficar aqui e me servir para sempre!" pensava o rei. CAPITULO 28 1 - MAIS OU MENOS nessa ocasião, os filisteus reuniram seus exércitos para outra guerra contra Israel. "Venham e nos ajudem a lutar", disse rei Aquis a Davi e seus homens. 2 - "Ótimo", concordou Davi. "Logo o rei verá como podemos ajudar de verdade." "Se assim for, você será meu guarda-costas enquanto viver," Aquis disse a Davi. 3 - Nessa ocasião, Samuel já tinha morrido, e todo o Israel tinha chorado a sua morte. Samuel foi sepultado em Ramá, que era a sua cidade. O rei Saul havia expulsado do pais todos os médiuns e os adivinhadores. 4 - Os filisteus se acamparam em Suném, e Saul e os exércitos de Israel se acamparam em Gilboa. 5 e 6 - Quando Saul viu o enorme exército dos filisteus, ficou tremendo de medo e perguntou ao Senhor o que deveria fazer. Porém o Senhor não lhe deu resposta, nem por meio de sonhos, nem por Urim, ou por intermédio dos profetas. 7 e 8 - Então Saul deu ordens aos seus auxiliares para que procurassem uma médium, de maneira que ele pudesse perguntar a ela o que fazer; e eles encontraram uma em En-Dor. Saul se disfarçou, usando roupas comuns, em vez de usar suas vestes reais. Ele foi a casa da mulher a noite, acompanhado por dois dos seus homens. "Quero falar com um homem que está morto," pediu Saul. "Pode fazer subir o espírito desse homem?" 9 - "O senhor está procurando que me matem?" perguntou a mulher. "Sabe que Saul mandou matar todos os médiuns e os adivinhadores. O senhor está armando uma cilada para mim." 10 - Porém Saul fez um juramento muito sério de que ele não faria traição contra ela. 11 - Finalmente a mulher concordou, e disse: "Pois bem, a quem o senhor quer que eu faça subir?" "Faça-me subir Samuel," respondeu Saul. 12 - Quando a mulher viu Samuel, ela soltou um grito: "O senhor me enganou! O senhor é Saul!" 13 - "Não tenha medo!" o rei disse a ela. "O que é que você vê?" "Vejo algo como um deus, que sobe da terra," ela disse. 14 - "Como é a aparência dele?" "É um velho envolto em um manto." Saul entendeu que era Samuel, e se curvou perante ele. 15 - "Por que você me perturbou, trazendo-me de volta?" Samuel perguntou a Saul. "Porque estou numa dificuldade enorme", respondeu Saul. "Os filisteus estão guerreando contra nós, e Deus me abandonou e não me responde por profetas, nem por sonhos; por isso chamei o senhor para que me diga o que devo fazer." 16 - Porém Samuel respondeu: "Por que vem perguntar a mim, se é que o Senhor o abandonou e se tornou seu inimigo? 17 - Ele fez conforme disse que faria, e tirou o reino das suas mãos e o deu ao seu rival, Davi. 18 - Tudo isto aconteceu a você, porque não obedeceu às ordens do Senhor, quando Ele estava tão zangado com Amaleque. 19 - E ainda mais isto: o exército de Israel inteirinho será derrotado e destruído pelos filisteus amanhã, e você e seus filhos estarão aqui comigo." 20 - Então Saul caiu estendido ao chão, paralisado de terror por causa das palavras de Samuel. Também ele estava sem forças devido à fome, pois não tinha comido nada naquele dia. 21 - Quando a mulher viu o quanto ele estava perturbado, disse: "Senhor, obedeci às suas ordens, com risco de minha própria vida. 22 - Agora faça o que eu digo, e me permita dar-lhe alguma coisa para comer, de modo que o senhor possa agüentar a viagem de volta." 23 - Porém Saul não aceitou. Os homens que estavam com ele confirmaram o que a mulher havia dito, e por fim ele concordou. Então ele se levantou e se assentou na cama. 24 - A mulher estava engordando um bezerro; assim, ela saiu depressa, matou o bezerro, amassou farinha e assou um pão sem fermento. 25 - Ela trouxe a refeição ao rei e seus homens, e eles comeram. Depois foram embora naquela mesma noite. CAPITULO 29 1 - O EXÉRCITO FILISTEU se reuniu em Afeque, e os israelitas acamparam-se junto às fontes de Jezreel. 2 - Enquanto os capitães filisteus conduziam seus soldados por grupos de cem e de mil, Davi e seus homens marchavam atrás com o rei Aquis. 3 - Porém os comandantes filisteus perguntaram: "O que esses israelitas fazem aqui?" E o rei Aquis lhes disse: "Este é Davi, o homem que fugiu de Saul, rei de Israel. Ele está comigo faz alguns anos, e desde que chegou, até agora, não encontrei nenhuma falta nele." 4 - Mas os chefes filisteus estavam muito zangados. "Mande essa gente de volta!" exigiram. "Eles não vão à batalha com o nosso exército, porque vão lutar contra nós. Existe algum meio melhor para ele fazer as pazes com o seu senhor do que voltar-se contra nós na batalha? 5 - Este é o mesmo homem a respeito do qual as mulheres de Israel cantavam em suas danças: 'Saul matou seus milhares, e Davi matou seus dez milhares!" 6 - Então, finalmente, Aquis chamou Davi e seus homens. "Juro pelo Senhor", Aquis disse a eles, "que vocês são alguns dos homens mais excelentes que já encontrei, e na minha opinião vocês deveriam ir com a gente, mas os meus comandantes não querem. 7 - Por favor, Davi, não deixe esses oficiais irritados; é melhor você voltar em paz." 8 - "O que eu fiz para merecer este tratamento?" perguntou Davi. "Por que não posso lutar contra seus inimigos?" 9 - Mas Aquis insistiu: "Quanto a mim, você é tão perfeito como um anjo de Deus. Porém os meus comandantes têm medo de ter você na companhia deles na batalha. 10 - Levante-se, pois, de madrugada e assim que clarear o dia vá embora." 11 - Assim Davi, voltou à terra dos filisteus enquanto o exército filisteu prosseguiu em sua marcha para Jezreel. CAPITULO 30 1 - TRÊS DIAS DEPOIS, quando Davi e seus homens chegaram à sua cidade de Ziclague, viram que os amalequitas tinham atacado a cidade e a queimaram completamente; 2 - não mataram ninguém, mas levaram embora todas as mulheres e as crianças. 3 - Quando Davi e seus homens olharam para aquelas ruínas e compreenderam o que havia acontecido a suas famílias, 4 - choraram até não terem mais lágrimas. 5 - As duas esposas de Davi, Ainoã e Abigail, estavam entre as mulheres que foram presas. 6 - Davi estava muito preocupado, pois os seus homens, aflitos por causa dos seus filhos, começaram a falar em matá-lo. Mas Davi recebeu forças do Senhor. 7 - Então disse ao sacerdote Abiatar: "Traga-me aqui o manto de sacerdote!" E Abiatar trouxe a Davi. 8 - Davi perguntou ao Senhor: "Devo persegui-los? Eu os apanharei?" E o Senhor disse a ele: "Sim, vá atrás deles; você vai recuperar tudo o que eles tomaram de vocês!" 9 e 10 - Então Davi e seus seiscentos homens foram atrás dos amalequitas. Quando chegaram ao córrego de Besor, duzentos dos homens estavam tão cansados que não agüentaram atravessar o córrego, mas os outros quatrocentos atravessaram, e continuaram a marcha. 11 e 12 - A caminho, encontraram um moço egípcio num campo, e o trouxeram à presença de Davi. Fazia três dias e três noites que esse moço não tinha o que comer, por isso deram a ele um pedaço de bolo de figo, dois cachos de uva-passa e um pouco de água; com isso o rapaz se reanimou. 13 - "Quem é você, e de onde vem?" Davi perguntou a ele. "Sou egípcio - empregado de um amalequita," respondeu ele. "Meu patrão me deixou para trás, há três dias, porque eu estava doente. 14 - Estávamos voltando do nosso ataque aos queretitas no lado sul deles, havíamos atacado o sul de Judá e a terra de Calebe, e pusemos fogo em Ziclague." 15 - "Pode dizer-me para onde eles foram?" perguntou Davi. O moço respondeu: "Se você jurar pelo nome de Deus que não me matará, nem me entregará ao meu patrão, então levarei você a eles". 16 - E o moço os levou ao acampamento dos amalequitas. Eles estavam espalhados pelos campos, comendo, bebendo e dançando com alegria, por causa da enorme quantidade de coisas que tomaram dos filisteus e dos homens de Judá. 17 - Davi e seus homens entraram com violência entre eles, e os mataram toda aquela noite e todo o dia seguinte, até ao anoitecer. Não escapou ninguém, a não ser quatrocentos moços que fugiram montados em camelos. 18 e 19 - Davi conseguiu trazer de volta tudo o que os amalequitas haviam tomado. Os homens recuperaram suas famílias e tudo o que lhes pertencia, e Davi salvou suas duas esposas. 20 - Os soldados de Davi ajuntaram todos os rebanhos, e os levaram adiante do povo. Disseram: "Este é o despojo de Davi". 21 - Quando chegaram ao córrego de Besor, lá estavam os duzentos homens, que não puderam ir junto porque estavam cansados demais. Davi os cumprimentou com alegria. 22 - Mas alguns dos malvados dentre os homens de Davi declararam: "Eles não foram com a gente, por isso não recebem nada. Levem suas mulheres e seus filhos, e vão embora. 23 - Porém Davi disse: "Não, meus irmãos! O Senhor nos guardou e nos ajudou a derrotar o inimigo que tinha nos atacado, 24 - Acaso pensam que alguém vai dar-lhes apoio? Haverá uma parte igual para os de cada grupo - uma parte para os que foram à batalha, e outra para os que tomaram conta do equipamento". 25 - Daquele dia em diante, Davi estabeleceu esse princípio como lei para todo o Israel, e assim é até hoje. 26 - Quando Davi chegou a Ziclague, mandou aos chefes de Judá uma parte do que haviam trazido. "Aqui está um presente para vocês; nós tomamos isso dos inimigos do Senhor, Davi escreveu a eles. 27 a 31 - Os presentes foram enviados aos chefes das seguintes cidades, onde Davi e seus homens estiveram: Betel, Ramote do Sul, Jatir, Aroer, Sifmote, Estemoa, Racal, as cidades dos jerameelitas, as cidades dos queneus, Hormá, Bor-Asã, Atace, Hebrom. CAPITULO 31 1 - NESSE MEIO TEMPO os filisteus começaram a batalha contra Israel, e os israelitas fugiram deles e foram todos mortos no monte Gilboa. 2 - Os filisteus cercaram a Saul por todos os lados, e mataram seus filhos Jônatas, Abinadabe e Malquisua. 3 e 4 - Então os que atiravam flechas com arco viram onde Saul estava, e o feriram mortalmente. Saul disse ao moço que levava suas armas: "Mate-me com a sua espada, antes que esses filisteus adoradores de deuses falsos me prendam e me torturem". Porém o seu moço teve medo de matá-lo. Então Saul tomou sua própria espada, atirou-se sobre a ponta da lâmina, e esta atravessou o seu corpo. 5 - Quando o moço das armas de Saul viu que ele estava morto, também ele se atirou sobre sua espada, e morreu ao lado do rei. 6 - Dessa maneira, Saul, seu moço de armas, seus três filhos e seus soldados morreram naquele mesmo dia. 7 - Quando os israelitas que estavam no outro lado do vale e além do Jordão souberam que seus companheiros tinham fugido e que Saul e seus filhos estavam mortos, abandonaram as suas cidades. E os filisteus vieram morar nelas. 8 - No dia seguinte, quando os filisteus saíram para tirar o que os mortos possuíam, encontraram os corpos de Saul e dos seus três filhos no monte Gilboa. 9 - Cortaram a cabeça de Saul e tiraram as armas que ele possuía, e mandaram a maravilhosa notícia da morte de Saul aos templos das imagens deles, e ao povo da sua terra. 10 - As armas de Saul foram colocadas no templo de Astarote, e o seu corpo foi amarrado ao muro de Bete-Seã. 11 - Mas quando os moradores de Jabes-Gileade ouviram dizer o que os filisteus tinham feito, 12 - os guerreiros dessa cidade viajaram a noite inteira até Bete-Seã; desceram do muro os corpos de Saul e seus filhos, e os trouxeram a Jabes, onde foram queimados. 13 - Depois sepultaram os seus restos debaixo de um carvalho em Jabes, e ficaram sem comer durante sete dias. 2º SAMUEL CAPITULO 1 1 e 2 - SAUL ESTAVA MORTO e Davi tinha voltado a Ziclague depois de matar os amalequitas. Três dias mais tarde veio do exército israelita um homem com as roupas rasgadas e terra sobre a cabeça, como sinal de tristeza. Ele caiu ao chão diante de Davi como prova de muito respeito. 3 - "De onde vem você?" Davi perguntou. "Venho do exército israelita" o homem respondeu. 4 - "Que foi que aconteceu?" Davi perguntou. "Diga-me como foi a batalha." E o homem respondeu: "Nosso exército inteiro fugiu. Milhares de homens estão mortos e feridos no campo, e Saul e seu filho Jônatas foram mortos." 5 - "Como é que você sabe que estão mortos?" 6 - "Porque eu estava no monte Gilboa e vi que Saul estava apoiado sobre sua lança com os carros inimigos cercando-o por todos os lados. 7 - Quando ele me viu, chamou-me para junto dele, e fui atender. 8 - “Quem é você?” ele perguntou. “Um amalequita”, respondi. 9 - “Venha cá e me livre desta miséria”, pediu, “pois estou num terrível sofrimento, mas a minha vida não termina”. 10 - "Então eu o matei, porque sabia que ele não tinha condições de viver depois, tomei a sua coroa e uma das suas pulseiras para trazer aqui ao meu senhor." 11 - Davi e seus homens rasgaram suas vestes em sinal de tristeza quando ouviram a notícia. 12 - Eles lamentaram, choraram e jejuaram o dia todo por Saul e seu filho Jônatas, pelo povo do Senhor, e pelos homens de Israel que morreram naquele dia. 13 - Então Davi perguntou ao moço que havia trazido a notícia: "De onde é você?" E ele respondeu: "Sou filho de um estrangeiro, um amalequita." 14 - "Por que você matou o rei escolhido de Deus?" perguntou Davi. 15 - Então Davi disse a um dos seus moços: "Mate esse homem!" E o moço se atirou com sua espada sobre o amalequita e o matou. 16 - "Você morre por sua própria condenação", disse Davi, "pois você mesmo confessou que matou o rei escolhido de Deus." 17 e 18 - Davi chorou muito e mais tarde escreveu um hino triste para Saul e Jônatas, ordenando que o hino fosse cantado por todo o Israel. Ele é copiado aqui do livro Baladas Heróicas. 19 - Ó Israel, teu orgulho e alegria estão mortos sobre os montes; Heróis poderosos caíram. 20 - Não contes aos filisteus, para que eles não se alegrem. Esconde isso das cidades de Gate e de Ascalom, para que as nações que adoram deuses falsos não se riam em triunfo. 21 - Ó monte Gilboa, não caia orvalho nem chuva sobre ti, não haja plantação de cereais nas tuas encostas. Pois ali o poderoso Saul morreu; Ele não é mais o rei escolhido de Deus. 22 - Tanto Saul como Jônatas matavam a seus mais fortes inimigos, e nunca voltavam das batalhas com as mãos vazias. 23 - Quanto eles eram amados, e quão maravilhosos eram. Tanto Saul como Jônatas! Eles estiveram juntos na vida e na morte. Eram mais velozes do que as águias, mais fortes do que os leões. 24 - Mas agora, ó mulheres de Israel, chorem por Saul; Ele enriqueceu vocês, com finas roupas e ornamentos dourados. 25 - Esses poderosos heróis caíram no meio da batalha. Jônatas foi morto lá nas montanhas. 26 - Como eu choro por você, meu irmão Jônatas; Quanto eu o amava! E o seu amor por mim era mais profundo do que o amor de mulheres! 27 - Os poderosos caíram, despojados de suas armas, e morreram. CAPITULO 2 1 - DEPOIS DISTO DAVI perguntou ao Senhor: "Devo mudar-me para alguma cidade de Judá?" E o Senhor respondeu: "Sim, deve." "Para que cidade então irei?" continuou Davi. "Para Hebrom," respondeu o Senhor. 2 - Então Davi e suas esposas – Ainoã, de Jezreel, e Abigail, a viúva de Nabal, do Carmelo - 3 - e ainda os seus homens com suas famílias, foram todos de mudança para Hebrom. 4 - Ao chegarem ali, Davi foi coroado rei do povo de Judá. Quando Davi foi informado de que os homens de Jabes-Gileade tinham feito o sepultamento de Saul, 5 - mandou este recado a eles: "Deus abençoe vocês por terem sido leais ao seu rei, dando a Saul um sepultamento decente. 6 - Deus seja misericordioso e derrame sobre vocês muitas provas do seu amor! Eu também, de minha parte, serei generoso com vocês pelo bem que praticaram. 7 - E agora, peço a vocês que sejam meus fortes, valentes e leais guerreiros, pois o rei Saul já está morto, e os homens de Judá já me confirmaram como o novo rei." 8 - Porém Abner, o comandante-chefe do exército de Saul, tinha ido a Maanaim para coroar o filho de Saul, Is-Bosete, rei sobre 9 - Gileade, Aser, Jezreel, Efraim, Benjamim e sobre todo o Israel. 10 e 11 - Naquela época ls-Bosete estava com quarenta anos de idade. Reinou em Maanaim por dois anos, enquanto Davi, em Hebrom, reinou sobre Judá por sete anos e meio. 12 - Um dia, o general Abner dirigiu uma parte do exército de Is-Bosete de Maanaim para Gibeom; 13 - e o general Joabe (filho de Zeruia), por sua vez dirigiu as tropas de Davi ao encontro do general Abner. Encontraram-se na represa de Gibeom, onde se defrontaram, ficando o exército de Abner do lado de lá da represa; o exército de Joabe, do lado de cá. 14 - Então Abner fez uma proposta a Joabe: "Deixemos que alguns soldados do seu exército lutem com alguns do meu exército! Vejamos o resultado". Joabe concordou; 15 - assim, foram escolhidos doze homens de cada lado para uma luta de vida ou morte. 16 - Cada qual atacava o seu adversário agarrando-o pelos cabelos e enterrava a espada em seu corpo; a luta foi de tal modo dura, que todos caíram mortos. A esse lugar do combate foi dado o nome de Campo das Espadas. 17 - Então os dois exércitos começaram a lutar um contra o outro; no fim do dia Abner, general do exército de Israel, foi derrotado por Joabe, o comandante do exército de Davi. 18 - Abisai e Asael, irmãos de Joabe, tomaram parte na batalha. Asael, que era ligeiro e corria como uma cabra dos montes, 19 - começou a perseguir Abner. Ele corria sem parar, sempre atrás de Abner. 20 - Abner olhou para trás, e vendo que alguém o perseguia, gritou: "Por acaso você é Asael?" "Sim", respondeu ele: "sou Asael." 21 - "Então persiga a outra pessoa e não a mim!" Abner implorou. "Procure vencer algum soldado comum e capturar suas armas". Porém Asael não deu ouvidos e continuou na sua perseguição. 22 - De novo Abner gritou para ele. "Saia de trás de mim! Como é que poderei enfrentar seu irmão Joabe se eu tiver de matar você, Asael?" 23 – Mas, Asael se recusou a atender. Então Abner o atacou com a parte traseira da lança que atravessou o corpo de Asael. Ele tombou ao chão e morreu. Todos os que ali chegavam paravam ao lado do seu corpo. 24 - Depois disso Joabe e Abisai saíram em perseguição a Abner. Ao pôr-do-sol eles chegaram ao monte Amá, perto de Gia, ao lado do caminho que levava ao deserto de Gibeom. 25 - Os soldados de Abner, da tribo de Benjamim, reuniram-se no alto de uma colina; 26 - então Abner gritou a Joabe: "É justo que nossas espadas continuem a matar uns aos outros? As coisas vão piorar para todos nós. Já não está na hora de mandar seus homens que parem de perseguir a seus irmãos?" 27 - E Joabe respondeu em alta voz: "Deus é testemunha de que mesmo que você não tivesse falado, nossos homens voltariam para casa amanhã cedo." 28 - E fazendo soar sua trombeta, seus homens pararam de perseguir as tropas de Israel. 29 - Nessa noite Ábner e seus homens marcharam pelo vale do Jordão, atravessaram o rio, e marcharam durante a manhã até chegar a Maanaim. 30 - Joabe voltou com seus homens para suas casas, menos dezenove deles que tombaram na peleja, sem contar Asael. 31 - Porém dos homens de Abner, trezentos e sessenta, todos da tribo de Benjamim, foram mortos. 32 - Joabe e seus homens levaram o corpo de Asael para Belém, e o sepultaram ao lado de seu pai. Viajaram de volta a noite toda, chegando a Hebrom quando o dia ia amanhecendo. CAPITULO 3 1 - ESSE FOI O começo de uma longa guerra entre os seguidores de Saul e os de Davi. Entretanto, o reino de Davi ficava cada vez mais forte, enquanto o lado de Saul se tornava cada vez mais fraco. 2 - Enquanto Davi estava em Hebrom nasceram-lhe seis filhos. O primeiro chamava-se Amnom, e era filho de Ainoã, de Jezreel. 3 - Depois vinha Quileabe, filho de Abigail, a viúva de Nabal, do Carmelo; o terceiro era Absalão, filho de Maaca, filha de Talmai, rei de Gesur. 4 - O quarto, Adonias, filho de Hagite; o quinto, Sefatias, filho de Abital; e 5 o sexto era Itreão, filho de Eglá. Todos estes nasceram em Hebrom. 6 - À medida que a guerra continuava, Abner se tornava cada vez mais poderoso como chefe do exército de Saul. 7 - Abner, abusando da sua posição, tomou para si uma jovem chamada Rispa, que era uma das prediletas de Saul. Quando Is-Bosete soube disso, chamou a atenção de Abner. 8 - Abner não gostou e chegou mesmo a ficar furioso com Is-Bosete. "Por acaso sou um cão judeu para ser tratado dessa maneira?" gritou Abner. "Depois de tudo o que fiz por você e por seu pai Saul; depois de eu ter livrado os seus homens das mãos de Davi - é essa a recompensa que recebo? É justo, depois de tudo, que você me chame a atenção por causa de uma mulher? 9 e 10 - Deus é testemunha de que vou fazer tudo para tirar de você o poder, desde Dã até Berseba; entregarei o seu reino a Davi, e assim serão cumpridas as promessas do Senhor, feitas a Davi." 11 - Is-Bosete nada respondeu, pois teve medo das palavras de Abner. 12 - Então Abner mandou mensageiros a Davi propondo um acordo - ele entregaria o reino de Israel a Davi e em troca, ele, Abner, seria nomeado comandante-chefe dos dois exércitos unidos: o de Israel e o de Judá. 13 - "Muito bem", respondeu Davi; "farei o acordo com você, mediante uma condição: quero que me traga minha esposa Mical, filha de Saul" 14 - E Davi mandou este recado para Is-Bosete: "Mande-me de volta minha mulher Mical, pois eu a comprei em troca da vida de cem filisteus." 15 - Então Is-Bosete tirou Mical de seu marido Paltiel, filho de Laís e a enviou a Davi. 16 - Paltiel, chorando, acompanhou a sua mulher até Baurim. Então Abner lhe disse: "Volte para casa agora, Paltiel." E ele voltou. 17 - Abner havia conversado com os chefes de Israel lembrando que por muito tempo eles tinham desejado Davi como rei do seu povo. 18 - "Está na hora!" disse Abner a eles. "Pois estas são as palavras do Senhor: 'Davi é quem vai livrar o meu povo das mãos dos filisteus e de quaisquer outros inimigos." 19 - Abner conversou também com os chefes da tribo de Benjamim; depois foi a Hebrom relatar a Davi a boa vontade que havia conseguido do povo de Israel e de Benjamim. 20 - Havia vinte homens na companhia de Abner; Davi os recebeu com um grande banquete. 21 - Ao despedir-se, Abner disse a Davi: "Prometo que reunirei o povo todo de Israel; e você será feito rei, conforme sempre desejou". E Davi deixou que Abner voltasse em paz. 22 - Logo depois que Abner partiu em paz, Joabe e alguns dos soldados de Davi voltaram de um assalto, trazendo com eles muita coisa que conseguiram tomar do inimigo. 23 - Quando Joabe soube que Abner havia estado com o rei Davi, e que havia voltado em paz, são e salvo, 24 e 25 - procurou imediatamente o rei, e assim lhe falou: "Ó rei Davi! que foi que fez? Que significa deixar Abner ir-se embora em paz? Sabe perfeitamente que ele veio aqui como espião, para nos sondar! É certo que ele vai voltar para nos atacar!" 26 - E Joabe mandou mensageiros atrás de Abner, dizendo a ele para voltar. Os mensageiros alcançaram Abner perto do poço de Sirá e o trouxeram de volta à presença de Joabe sem que Davi soubesse. 27 - Quando Abner chegou a Hebrom, Joabe o chamou para um lado, perto do portão da cidade, como se tivesse um assunto particular a tratar com ele. Assim que se viram a sós, Joabe puxou a espada, e com ela feriu a Abner na barriga matando-o. Joabe agiu dessa forma para vingar a morte de Asael, seu irmão, a quem Abner matou. 28 - Quando Davi soube do acontecido, declarou: "Deus sabe que eu e meu povo não tomamos parte nesse crime praticado contra Abner. 29 - Joabe e sua família são os culpados. Espero que cada um de seus filhos seja castigado com doenças como câncer, lepra, incapacidade de ter filhos, aleijões pelo corpo; e até mortes pela espada e pela fome haverá na família de Joabe!" 30 - Joabe e seu irmão Abisai foram, pois, responsáveis pelo assassinato de Abner. Eles vingaram a morte do irmão Asael na batalha de Gibeom. 31 - Então Davi ordenou a Joabe e a todos os que estavam com ele: "Vão à frente do cortejo fúnebre para o cemitério; chorem e lamentem a morte de Abner". E o rei Davi também acompanhou o enterro até ao cemitério. 32 - Abner foi sepultado em Hebrom. O rei e todos os acompanhantes choraram ao lado da sepultura. 33 e 34 - "Ó Abner! Por que era preciso que você morresse como um perverso, como se fosse um homem mau?" lamentava o rei, "Suas mãos não estavam atadas, Nem seus pés estavam amarrados - Você foi assassinado - Vitima de uma traição." E todo o povo chorou e chorou novamente a morte de Abner. 35 e 36 - No dia do sepultamento, Davi se recusou a comer. Então, depois do enterro insistiram com ele para que tomasse pelo menos um pouco de sopa. Porém Davi não aceitou, pois havia prometido a si mesmo somente comer depois do pôr-do-sol. Todos os que notaram isso, concordaram com ele; aliás, tudo o que o rei fazia parecia certo aos olhos de todos! 37 - As nações de Judá e Israel, pela atitude de Davi, imediatamente entenderam que ele não era em nada responsável pela morte de Abner. 38 - Davi disse ao seu povo: "Um grande chefe, um grande homem tombou hoje em Israel; 39 - e mesmo sendo eu um rei escolhido por Deus, nada posso fazer contra esses dois filhos de Zeruia - Joabe e Abisai. Porém eles estão nas mãos de Deus, que saberá como fazê-las pagar pelo seu crime." CAPITULO 4 1 - QUANDO O REI Is-Bosete soube da morte de Abner em Hebrom, ficou paralisado de medo; seu povo também ficou grandemente assustado. 2 e 3 - O rei Is-Bosete passou o comando das tropas a dois irmãos, Baaná e Recabe, os quais já eram capitães de grupos de assalto do exército. Eram filhos de Rimom, que era de Beerote em Benjamim. O povo de Beerote era considerado como pertencente a Benjamim, mesmo depois de haver fugido para Gitaim, aonde moram agora. 4 - Saul tinha um netinho aleijado, chamado Mefibosete, filho do príncipe Jônatas. Ele estava com cinco anos de idade quando Saul e Jônatas foram mortos na batalha de Jezreel. Ao ouvir a notícia da morte dos dois, a ama de Mefibosete, apavorada, tomou o menino nos braços e fugiu com ele; na corrida, porém, ela caiu e derrubou o menino; em conseqüência do tombo ele ficou aleijado. 5 - Um dia, quando o sol ia alto e o calor era forte, Recabe e Baaná foram ao palácio de Is-Bosete que estava dormindo. 6 e 7 - Entraram na casa como se fossem à despensa em busca de trigo; mas, sem serem percebidos, entraram no quarto de dormir de Is-Bosete e o feriram na barriga, matando-o. Cortaram a sua cabeça e fugiram com ela pelo deserto, e assim escaparam durante a noite. 8 - Levaram a cabeça de Is-Bosete e a apresentaram ao rei Davi em Hebrom. "Veja, ó rei Davi!" exclamaram eles. "Aqui está a cabeça de Is-Bosete, o filho do seu inimigo Saul, aquele que tentou matá-lo. Deus hoje concedeu ao rei vingança sobre Saul e toda a sua família! " 9 - Mas Davi respondeu: "Deus que me livrou dos meus inimigos é testemunha de que 10 - aquele que me trouxe a notícia da morte de Saul pensando que eu ia me alegrar com ela, foi morto por minha ordem; foi essa a recompensa que ele recebeu pela 'alegre notícia'! 11 - Se assim procedi com aquele homem, o que não farei então a estes traiçoeiros que mataram um homem bom em sua própria casa, no seu leito, enquanto dormia! Pedirei a vida deles em troca!" 12 - E Davi deu ordens aos seus homens para que matassem aqueles dois irmãos Recabe e Baaná; e assim foi feito. Cortaram as mãos e os pés deles e penduraram seus corpos ao lado do poço em Hebrom. E sepultaram a cabeça de Is-Bosete no túmulo de Abner em Hebrom. CAPITULO 5 1 - ENTÃO VIERAM A Davi em Hebrom, representantes de todas as tribos de Israel para lhe prometer fidelidade. "Nós somos seus irmãos, pois somos da mesma terra", disseram eles. 2 - "Mesmo quando Saul era nosso rei, você era nosso verdadeiro chefe. Além disto, o Senhor disse que você seria o pastor e guia do seu povo." 3 - Então Davi, diante de Deus, fez um trato com os chefes representantes de Israel, em Hebrom, e ali ele foi coroado rei de Israel. 4 e 5 - Tinha Davi trinta anos quando começou a reinar em Judá, e Hebrom era a capital, e o seu governo ali durou sete anos. Depois reinou trinta e três anos em Jerusalém como rei de Judá e de Israel; portanto, o período total de seu reinado foi de quarenta anos. 6 - Davi dirigiu depois suas tropas para Jerusalém a fim de combater os jebuseus que moravam lá. "Você nunca entrará aqui", disseram os jebuseus. "Até os cegos e os aleijados são capazes de expulsar você daqui!" Eles tinham certeza de que estavam em segurança ali em Jerusalém. 7 - Porém Davi e os seus soldados os derrotaram e tomaram a fortaleza de Sião, que depois se chamou "Cidade de Davi". 8 - Quando aquele recado malcriado por parte dos jebuseus chegou a Davi, ele disse aos seus soldados: "Entrem na cidade pelo canal de água e destruam aqueles 'aleijados' e 'cegos' jebuseus. Como eu os odeio!" (Essa é a origem do ditado: "Mesmo os cegos e os aleijados poderiam conquistar você!") 9 - Então Davi fez da fortaleza de Sião (também chamada Cidade de Davi) o seu quartel general. Começando por Milo, Davi foi construindo e edificando até ao atual centro da cidade. 10 - E Davi se foi tornando cada vez mais forte, porque ele vivia em comunhão com o Senhor, Deus do Universo. 11 - Hirão, rei de Tiro, mandou madeira de cedro, carpinteiros e pedreiros a fim de construírem um palácio para Davi. 12 - Davi compreendeu agora porque o Senhor o havia feito rei e porque havia enchido de bênçãos o seu reinado - era porque Deus queria ajudar a Israel, o seu povo escolhido. 13 - Depois de mudar-se de Hebrom para Jerusalém, Davi se casou com mais outras mulheres e teve muitos filhos e filhas. 14 a 16 - Estes são os filhos que nasceram em Jerusalém: Samua, Sobabe, Natã, Salomão, Ibar, Elisua, Nefegue, Jafia, Elisama, Eliada e Elifelete. 17 - Quando os filisteus souberam que Davi tinha sido coroado rei de Israel, procuraram prendê-lo; porém Davi tendo sabido disso antes, desceu à fortaleza. 18 - Os filisteus chegaram e se espalharam pelo vale de Refaim. 19 - Então Davi consultou a Deus: "Devo ir lutar contra os filisteus? O Senhor me ajudará a derrotá-los?" E Deus lhe respondeu: "Sim, pode prosseguir; a vitória será sua." 20 - E Davi saiu a lutar contra os filisteus em Baal-Perazim, e os derrotou. "O Senhor fez isto!" exclamou Davi. "Ele surgiu no meio dos meus inimigos arrasando tudo como uma inundação violenta." Por isso ele chamou a esse lugar "Rompimento". 21 - Davi e seus homens levaram muitas imagens que foram abandonadas pelos filisteus. 22 - Mas os filisteus voltaram a se espalharem pelo vale de Refaim. 23 - Davi tornou a consultar ao Senhor e este lhe respondeu: "Não suba para atacar de frente; vá por trás deles e ataque pelo lado das amoreiras. 24 - Quando você ouvir um som como de marcha nas copas das amoreiras, pode atacar! Isso quer dizer que o Senhor preparou o caminho para você e você vai destruí-los". 25 - E Davi agiu de acordo com as instruções do Senhor, destruindo os filisteus desde Geba até Gezer. CAPITULO 6 1 a 2 - DAVI REUNIU ENTÃO trinta mil homens do seu exército e os levou até Baalim de Judá, para dali trazer a Arca" do Senhor dos céus, que está assentado num trono muito acima dos querubins. 3 - A Arca foi colocada sobre um carro novo e levada da casa de Abinadabe, que estava situada numa ladeira. Uzá e Aiô, filhos de Abinadabe, guiavam o carro. 4 e 5 - Aiô ia à frente, e logo atrás vinham Davi e os outros chefes de Israel; eles marchavam alegres, agitando ramos de árvores ao som de instrumentos musicais como liras, harpas, tambores, címbalos e outros. 6 - Quando passavam pelas terras de Nacom, os bois que puxavam a Arca tropeçaram e Uzá levou a mão à Arca para protegê-la, com medo que ela caísse. 7 - Deus não gostou dessa atitude, e fez com que Uzá caísse morto ali mesmo ao lado da Arca. Dessa maneira ele foi castigado pela falta de respeito para com a Arca do Senhor. 8 - Davi ficou triste com o que aconteceu a Uzá, e chamou ao lugar "O Lugar da Ira contra Uzá" (esse nome continua até hoje). 9 - Davi agora estava amedrontado diante de Deus, por isso perguntou: "Meu Senhor, como poderei levar a Arca para casa?" 10 - Depois de pensar, resolveu não levar mais a Arca para a cidade de Davi, mas sim para a casa de Obede-Edom, o geteu. 11 - A Arca ficou lá por três meses; e o Senhor abençoou a Obede-Edom e a toda sua família. 12 - Quando Davi soube que o Senhor havia abençoado a casa de Obede-Edom por causa da Arca, ele resolveu mandar trazer a arca para a cidade de Davi, promovendo grandes festejos. 13 - Quando os homens que carregavam a Arca para a cidade de Davi tinham dado seis passos com ela, paravam para sacrificar um boi e um cordeiro. 14 - E Davi, vestido com as roupas de sacerdote, de linho, dançava diante do Senhor mostrando a sua alegria. 15 - Assim Israel transportou a Arca do Senhor para a cidade de Davi com muita alegria, ao som de trombetas. 16 - Aconteceu que, enquanto a procissão entrava na cidade com toda aquela festa, Mical, a filha de Saul, observava o espetáculo da janela onde ela estava. Ao ver o rei Davi dançando e saltando na frente do cortejo, não gostou e o desprezou por isso. 17 - A Arca foi colocada dentro da tenda preparada por Davi para esse fim. E Davi ofereceu sacrifícios queimados e ofertas de paz diante da Arca do Senhor. 18 - Então o rei abençoou o povo em nome do Senhor Deus do Universo 19 - e ofereceu a cada um - homens e mulheres - pão, vinho e bolo de passas. Quando todos foram servidos, retiraram-se para suas casas; 20 - então Davi voltou para abençoar a sua família. Porém Mical saiu para encontrar o rei e exclamou com desgosto: "Como parecia glorioso o rei de Israel hoje! dançando e exibindo-se diante de moças e mulheres ao longo das ruas como se fosse um homem qualquer do povo!" 21 - Davi respondeu: "Eu dançava louvando ao Senhor, que me colocou acima do seu pai Saul e sua família; ao Senhor, que me nomeou para ser o rei de Israel, o povo escolhido do Senhor! Não me importa que aos seus olhos eu não seja bem visto: continuarei dançando, em louvor ao Senhor. 22 - Sim, embora pareça tolo e humilhante, sei que serei respeitado pelas moças e mulheres diante das quais você disse que eu me exibia!" 23 - E Mical, filha de Saul, não teve filhos durante a sua vida toda. CAPITULO 7 1 - QUANDO O SENHOR, finalmente, concedeu paz à terra, e Israel não tinha mais guerras com as nações vizinhas, 2 - Davi disse ao profeta Natã: "Veja! Eu moro num lindo palácio construído com cedro, enquanto a Arca do Senhor está numa simples tenda, do lado de fora!" 3 - "Vamos, faça tudo o que você tem em mente", respondeu Natã; "pois o Senhor está com você." 4 - Naquela noite, porém, o Senhor falou a Natã estas palavras: 5 - "Diga ao meu servo Davi que não faça um templo para Eu morar. 6 - Pois eu nunca fiz a minha morada em um templo. Minha casa tem sido sempre uma tenda, isso desde o tempo em que tirei do Egito o meu povo Israel. 7 - E nunca me queixei aos guias de Israel, aos pastores do meu povo. Nunca pedi que me construíssem um rico templo de cedro!" 8 - E o Senhor continuou: "Vá, Natã, e leve este recado ao meu servo Davi; diga a ele que estas são as palavras do Senhor dos céus: 'Eu escolhi você para ser o guia do meu povo Israel quando você ainda era um simples pastor de ovelhas. 9 - Tenho estado com você, sempre ao seu lado; tenho destruído os seus inimigos. E o seu nome andará de boca em boca, de tal forma que você será contado entre os homens mais famosos do mundo! 10 e 11 - Eu escolhi uma terra para o meu povo, terra de onde nunca precisarão mudar-se. Estarão seguros em suas próprias terras, e jamais serão perturbados por nações inimigas, como acontecia no tempo em que os juizes governavam o meu povo. Não haverá mais guerras contra o seu reino; e os seus filhos, Davi, governarão essa terra por todas as gerações que hão de vir! 12 - Pois quando você morrer, farei subir ao trono um dos seus filhos; e farei do reino dele uma fortaleza. 13 - O seu filho é que me vai construir um templo. O reino dele permanecerá para sempre. 14 - Eu serei para ele Pai, e ele será o meu filho. Se ele pecar, usarei outras nações para castigá-lo; 15 - mas não retirarei dele o meu amor e a minha bondade, como aconteceu com Saul, que foi rei antes de você. 16 – A família de Davi governará o meu povo para sempre. 17 - Assim Natã procurou Davi e contou tudo o que o Senhor havia dito. 18 - Então Davi entrou no Tabernáculo e orou assim: "Ó Senhor Deus! por que derramou suas bênçãos justamente sobre este seu servo de família tão insignificante? 19 - E agora, acima de tudo, ainda me promete uma família que não terá fim? Essa bondade está longe da compreensão humana! Ó Senhor Deus! 20 - Pois o Senhor me conhece, e sabe como sou, e o que posso eu falar? 21 - Tudo isso o Senhor faz porque assim prometeu e porque essa é a sua vontade! 22 - Quão grande é o Senhor Deus! Nunca ouvimos falar de um deus assim! E, realmente, não há mesmo outro deus, senão o Senhor! 23 - Que outra nação sobre a terra tem recebido tantas bênçãos quanto o seu povo Israel? O Senhor livrou o seu povo do Egito e dos deuses deles; livrou-o para que o seu nome seja glorificado! 24 - O Senhor escolheu Israel para ser o seu povo! E ser Ele o nosso Deus. 25 - "E agora, Senhor Deus, confirme a promessa que fez em relação a mim e à minha família. 26 - Toda a honra seja dada ao Senhor por escolher Israel para ser o seu povo e diante de si estabelecer a minha família, o que significa que o meu governo passará de pai para filho. 27 - O Senhor me revelou, ó Deus dos céus, Deus de Israel, que eu sou o primeiro a reinar nesta família, o primeiro a governar o seu povo para sempre; essa revelação de sua parte me levou a fazer esta oração. 28 - Pois o Senhor é Deus, e verdadeiras são as suas palavras; boas são as promessas que me fez; 29 - portanto, sejam cumpridas as suas palavras! Abençoe-me e abençoe a minha família para sempre! Que os meus filhos continuem sempre diante do Senhor, pois assim prometeu o Senhor Deus. CAPITULO 8 1 - DEPOIS DISSO DAVI derrotou os filisteus e conquistou Gate, a maior cidade deles. 2 - Também destruiu a terra de Moabe. Depois da destruição, Davi dividiu os moabitas em diversas fileiras, fez com que eles se deitassem no chão, separando dois terços dos homens de cada fileira para serem mortos. Os homens restantes ficariam para servir a Davi e pagar imposto a ele todos os anos. 3 - Davi destruiu também as forças do rei Hadadezer, filho de Reobe, rei de Zobá, numa batalha ao lado do rio Eufrates, onde Hadadezer tentava restabelecer o seu domínio. 4 - Davi prendeu mil e setecentos homens da cavalaria, e vinte mil homens da infantaria; mandou aleijar todos os cavalos dos carros de guerra, menos os que guardou para si, suficientes para cem carros. 5 - Davi destruiu ainda vinte e dois mil sírios que vieram de Damasco para ajudar o rei Hadadezer. 6 - Davi colocou guardas do seu exército em Damasco; assim os sírios de Damasco se tornaram seus servos e pagavam tributo a ele anualmente. E o Senhor ia concedendo vitórias a Davi por onde quer que ele passasse. 7 - Os escudos de ouro usados pelos oficiais do rei Hadadezer, Davi levou todos para Jerusalém. 8 - Também levou grande quantidade de bronze das cidades de Betá e de Berotai, que pertenciam a Hadadezer. 9 - Toí, rei de Hamate, sabendo das vitórias de Davi contra Hadadezer, ficou muito alegre. 10 - Mandou seu filho Jorão cumprimentar a Davi, dando-lhe os parabéns, pois o rei de Hamate e Hadadezer eram inimigos. Jorão levou a Davi, da parte de Toí, seu pai, presentes de ouro, prata e bronze. 11 e 12 - Davi dedicou esses presentes de prata, ouro e bronze ao Senhor, bem como o ouro e a prata que ele havia tomado da Síria, de Moabe, de Amom, dos filisteus, de Amaleque e de Hadadezer, filho de Reobe rei de Zobá. 13 - E assim Davi se tornou muito famoso. Quando ele estava de volta, feriu os sírios e destruiu dezoito mil homens deles no Vale do Sal. 14 - Em Edom também colocou guardas do seu exército, obrigando assim toda a nação de Edom a pagar imposto a Israel. Aqui está mais uma prova de que o Senhor estava com Davi e fazia dele um homem vitorioso por onde quer que andasse. 15 - Davi foi um rei justo e estimado por todo o povo de Israel. 16 - O comandante do seu exército era Joabe, filho de Zeruia; Josafá, filho de Ailude, era quem registrava os acontecimentos históricos. 17 - Zadoque, filho de Aitube e Aimeleque, filho de Abiatar, eram sacerdotes; Seraías era o secretário particular do rei. 18 - Benaia, filho de Joiada, era o comandante da guarda do rei; e os filhos de Davi eram seus ministros. CAPITULO 9 1 - UM DIA DAVI começou a indagar sobre a existência de pessoas da família de Saul. Ele havia prometido ao príncipe Jônatas ajudar sua família, e queria cumprir sua promessa. 2 - Nas suas indagações, ouviu falar de um homem chamado Ziba, que teria sido servo de Saul; Davi mandou trazerem esse homem à sua presença e lhe perguntou: "Você é Ziba, o servo de Saul?" "Sim, senhor, eu sou", respondeu o homem. 3 - "Vive ainda alguém da família de Saul?" perguntou ao rei. "Se existir alguém, diga-me quem é para que eu use de bondade para com ele, para que eu possa cumprir um voto sagrado." "Sim", respondeu Ziba; "o filho de Jônatas ainda vive; ele é aleijado dos dois pés." 4 - "Onde está ele?" perguntou o rei. "Ele está em Lo-Debar, na casa de Maquir," respondeu Ziba ao rei. 5 e 6 - Então Davi mandou buscar a Mefibosete, o filho de Jônatas e neto de Saul. Mefibosete chegou um pouco assustado, e, humilde, cumprimentou o rei Davi, curvando-se diante dele. 7 - Porém Davi disse: "Por favor, não tenha medo! Mandei buscar você porque desejo ajudá-lo. Quero tratar você bem, por amor a Jônatas, seu pai. Vou devolver a você toda a terra de seu avô Saul; e além disso, vai morar aqui no palácio!" 8 - Mefibosete curvou-se humildemente diante do rei, e disse-lhe: "Como pode um rei mostrar bondade para alguém completamente sem valor como eu? Bem vê que pareço mais um cão morto!" 9 - Então o rei chamou Ziba, o antigo servo de Saul, e disse: "Ziba, devolvi a Mefibosete, neto de Saul, tudo o que pertenceu ao avô dele. 10 e 11 - Você, seus filhos e seus empregados vão cultivar a terra para ele e tirar da terra o alimento para toda a família de Mefibosete; porém Mefibosete ficará morando aqui no palácio comigo." Ziba, que tinha quinze filhos e vinte empregados, respondeu: "Pois não, farei tudo conforme as ordens do rei!" Daquele dia em diante, Mefibosete fazia parte da mesa do rei como se fosse um dos seus filhos. 12 - Tinha Mefibosete um filho pequeno chamado Mica. Todos os que moravam na casa de Ziba se tornaram servos de Mefibosete. 13 - Depois de algum tempo, Mefibosete, se mudou para Jerusalém e foi morar no palácio. Era, conforme Ziba explicara, aleijado dos dois pés. CAPITULO 10 1 - ALGUM TEMPO DEPOIS morreu o rei dos amonitas; seu filho Hanum subiu ao trono em seu lugar. 2 - "Vou usar de bondade para com Hanum," disse Davi: "porque o seu pai Naás sempre me tratou muito bem." E Davi mandou seus representantes levarem palavras de conforto a Hanum, pela morte do seu pai. 3 - Mas os oficiais de Hanum disseram a ele: "Pensa que esses homens de Davi vieram trazer palavras de conforto? Nada disso! Davi mandou esses representantes como espiões, pois ele virá atacar a cidade!" 4 - Então Hanum mandou cortar pela metade a barba de todos os homens de Davi; mandou que cortassem as suas roupas, e fez todos voltarem quase nus para suas casas. 5 - Quando Davi soube o que havia acontecido, mandou que seus homens ficassem em Jericó até que a barba crescesse de novo; pois eles estavam envergonhados, e não tinham coragem de entrar na cidade naquele estado. 6 - Depois disso os amonitas reconheceram que haviam errado, ao provocarem a Davi daquela maneira. E tiveram medo. Por isso mandaram buscar vinte mil homens dos sírios de Bete-Reobe e de Zobá, mil homens de Maaca e doze mil de Tobe, prometendo dinheiro a eles. 7 e 8 - Quando Davi soube que os amonitas estavam assim preparados, mandou contra eles Joabe com o exército de Israel. Os amonitas defendiam os portões da cidade enquanto os sírios de Zoba e de Reobe e os de Tobe e Maaca lutavam nos campos. 9 - Quando Joabe percebeu que o exército amonita estava dividido em duas frentes, isto é, uma parte nos portões da cidade. e a outra parte nos campos, reuniu os melhores guerreiros do seu exército, e sob o seu comando enfrentaram os sírios nos campos. 10 - O restante do exército sob o comando do seu irmão Abisai atacaria a cidade onde os amonitas defendiam os portões. 11 - "Se eu precisar de auxílio contra os sírios nos campos, avisarei e então você irá ajudar-me," disse Joabe a seu irmão. "Se você, por sua vez, achar que os amonitas que defendem a cidade estão muito fortes para você e seus homens, avise-me e virei em seu auxílio. 12 - Coragem! Temos de agir como homens valentes hoje, se quisermos salvar nosso povo e as cidades do nosso Deus. Seja feita a vontade do Senhor! " 13 - E quando Joabe e suas tropas começaram o ataque, os sírios começaram a fugir. 14 - Então, quando os amonitas viram a corrida dos sírios nos campos, fugindo de Joabe, começaram a fugir também de Abisai e se fecharam na cidade. Diante disso, Joabe voltou para Jerusalém. 15 e 16 - Vendo, pois, os sírios que haviam sido derrotados, não se conformaram com a derrota e começaram a se reunir de novo. Juntaram-se a eles mais os soldados sírios que Hadadezer mandara vir do outro lado do rio Eufrates. Esses soldados chegaram a Helã sob o comando de Soboque, comandante-chefe de todos os exércitos de Hadadezer. 17 - Quando a notícia desses acontecimentos chegou aos ouvidos de Davi, ele mesmo reuniu o seu exército e saiu para atacar Helã, onde se realizou o combate contra os sírios. 18 - Novamente, porém, os sírios fugiram diante de Israel; mas desta vez ficaram mortos no campo setecentos sírios dos carros de guerra e quarenta mil sírios da cavalaria, incluindo o comandante Soboque. 19 - Quando os aliados de Hadadezer viram que os sírios foram derrotados, eles se entregaram a Davi, tornando-se seus servos. Dali para a frente os sírios não quiseram mais ajudar aos amonitas. CAPITULO 11 1 - NO ANO SEGUINTE, na época em que os reis se preparavam para as guerras (no tempo da primavera), Davi mandou Joabe e o exército israelita destruir os amonitas e cercar a cidade de Rabá. Mas Davi ficou em Jerusalém. 2 - Uma tarde aconteceu que Davi se deitou para descansar, mas não conseguiu dormir. Então ele se levantou e foi para o terraço do palácio real para distrair-se. Olhando para fora, começou a prestar atenção em uma mulher que tomava o seu banho, e que mesmo de longe parecia de uma beleza fora do comum. 3 - Então chamou um dos seus auxiliares e mandou indagar quem era aquela mulher. Ficou sabendo que ela se chamava Bate-Seba, era filha de Eliã, e esposa de Urias, o heteu. 4 - Davi mandou buscá-la e fez com que ela passasse a noite com ele. No dia seguinte ela voltou para casa, depois de cumpridos os rituais da sua purificação. 5 - Mais tarde, percebendo a mulher que estava grávida, mandou um mensageiro avisar Davi. 6 - Então Davi mandou um recado a Joabe, dizendo: "Mande-me imediatamente Urias, o heteu; preciso falar com ele". 7 - Quando Urias chegou, Davi começou a conversar com ele, perguntando sobre como ia a guerra, sobre o trabalho de Joabe, e indagou, afinal, sobre todo o movimento do campo de batalha. 8 - Depois mandou que ele voltasse para casa a fim de descansar, e mandou um presente para ele em sua casa. 9 - Mas Urias não foi para casa; passou a noite com os auxiliares do rei nos portões do palácio real. 10 - Quando Davi soube que Urias não foi para casa, mandou chamá-lo à sua presença e perguntou: "Que há com você? Por que não foi passar a noite de ontem com sua esposa, depois de haver ficado tanto tempo longe dela?" 11 - Ao que Urias respondeu: "Como poderia eu entrar em minha casa para comer, beber, descansar, e dormir tranqüilo com minha mulher, enquanto sei que a Arca do Senhor e os soldados de Israel se acampam ao ar livre? Para mim seria um crime agir dessa maneira". 12 - "Bem, Urias", continuou o rei, "fique hoje e passe esta noite aqui, amanhã volte para o seu acampamento, para o exército." Assim Urias passou o dia perto do palácio. 13 - À tardinha Davi mandou chamar Urias e o convidou para jantar. Davi fez com que Urias bebesse vinho até se embriagar. Mas mesmo assim ele passou ainda essa noite nos portões do palácio; não foi para sua casa, para a companhia de sua mulher. 14 - No dia seguinte Davi mandou que Urias voltasse para o acampamento e entregasse uma carta que ele havia escrito para Joabe. 15 - Na carta, Davi dava ordens a Joabe para colocar Urias na linha de frente de combate, abandonando-o numa posição bem perigosa, para que logo fosse morto! 16 - Então Joabe, ao cercar a cidade, enviou Urias para uma posição bem perto da cidade cercada, onde ele teria de enfrentar os inimigos mais fortes; 17 - assim, Urias foi morto com outros soldados israelitas. 18 - Então Joabe mandou um mensageiro levar a Davi um relatório sobre o andamento da batalha. 19 a 21 - "Se o rei ficar zangado ao ouvir o relatório," explicou Joabe ao mensageiro; "se ele perguntar por que os soldados cercaram a cidade e ficaram tão perto dos muros; se ele disser que o próprio Abimeleque foi morto por uma pedra atirada dos muros por uma mulher, e que foi um erro tomarmos essa posição," então você responderá: "Urias, o heteu, também foi morto nessa peleja". 22 - O mensageiro chegou, pois a Jerusalém, e apresentou o relatório a Davi. 23 - O relatório era este: "Os inimigos investiram contra nós; enquanto procurávamos fazê-los recuar, 24 - os soldados nos atacaram dos muros; alguns dos nossos homens foram mortos nesse ataque; e Urias, o heteu, foi morto também." 25 - "Bem, diga a Joabe que não desanime", disse Davi ao mensageiro. "A espada fere a qualquer um, sem distinção! Continuem a lutar mais duro ainda e conquistem a cidade! A luta vai indo muito bem!" 26 - Bate-Seba chorou quando soube que seu marido Urias fora morto. 27 - Quando passou o período de luto, Davi mandou buscar Bate-Seba para viver no palácio real e fez dela uma de suas esposas. Ela teve um filho dele. Mas Deus não gostou do procedimento de Davi. CAPITULO 12 1 e 2 - ENTÃO O SENHOR mandou o profeta Natã contar esta história para Davi: "Era uma vez dois homens que moravam em certa cidade. Um deles era um rico, dono de rebanhos de ovelhas e gado; 3 - o outro, porém, era muito pobre; possuía somente uma ovelha que ele comprou quando era bem pequena e criou com muito amor. Essa ovelha era o animalzinho de estimação de seus filhos. Comia com ele no mesmo prato; bebia com ele na mesma xícara. Era tratada com tanto carinho pelo seu dono que vivia nos seus braços como se fosse uma de suas filhinhas. 4 - Um dia chegou uma visita na casa do homem rico. Este, querendo preparar uma boa refeição para o seu visitante, resolveu matar uma ovelha. Mas não quis matar nenhum animal dos seus rebanhos; ao contrário, tomou a ovelha do homem pobre, matou-a e preparou com ela o banquete para ele e seu visitante." 5 - Davi ficou furioso ao ouvir tal história, e disse: "Eu afirmo, em nome de Deus, que o homem que fez isso deve ser morto; esta é a minha opinião. 6 - E por haver roubado a ovelhinha e por ter mostrado um coração duro e insensível, deve restituir quatro ovelhas ao homem pobre." 7 - Então Natã disse a Davi: "Você é o homem rico da história! Diz o Senhor Deus de Israel: 'Eu fiz você reinar sobre Israel e o livrei das mãos de Saul. 8 - O palácio dele agora é seu; as mulheres dele agora são suas; também são seus os reinos de Judá e de Israel. E se não fosse bastante, eu ainda lhe daria mais e mais. 9 - Por que, então, você não respeitou as Leis do Senhor e praticou ação tão horrível? Não vê que foi a mesma coisa que assassinar a Urias? E ainda você roubou a mulher dele! 10 - Por isso, daqui para a frente, a espada estará sempre sobre a sua família, pois você me deixou triste ao tomar a esposa de Urias. 11 - Agora o meu aviso: por causa do seu mau procedimento, farei com que a sua casa se revolte contra você. Darei as suas esposas a outro homem que dormirá com elas em plena luz do dia. 12 - Você fez isso em segredo, mas com você será feito abertamente, à vista de todo o Israel." 13 - "Pequei contra o Senhor", confessou Davi a Natã. Então Natã lhe respondeu: "Sim, realmente você pecou; mas Deus lhe concedeu perdão e você não morrerá por causa desse pecado. 14 - Porém deu um mau exemplo; com o seu procedimento, deu oportunidade aos inimigos do Senhor de desprezarem a Ele e até de dizerem coisas horríveis contra ele. Por isso o filho que você teve com Bate-Seba vai morrer" . 15 - Depois dessa conversa com Davi, Natã voltou para sua casa. E o Senhor permitiu que o nenê de Bate-Seba ficasse mortalmente doente. 16 - Davi sofria com a doença da criança; em desespero ele pedia a Deus que salvasse o seu filho; ficou sem comer e passava a noite ajoelhado diante do Senhor, em oração. 17 - Os dirigentes de Israel fizeram tudo o que podiam para que Davi se animasse e comesse com eles; mas Davi se recusou. 18 - E aconteceu que a criança agüentou a doença durante sete dias; no fim do sétimo dia ela morreu. Os ajudantes de Davi não sabiam como dar a notícia ao rei. "Que vamos fazer?" disseram eles; "nosso rei já estava tão abatido com a doença do filhinho; como ficará ele diante da notícia da sua morte? Poderá ele suportar tanta desgraça?" 19 - Davi, percebendo os cochichos entre os criados, calculou o que havia acontecido. "Morreu a criança?" ele perguntou. "Sim", responderam; "a criança está morta." 20 - Davi se ergueu, lavou-se, penteou-se, mudou as roupas, foi à casa do Senhor e lá adorou a Deus. Depois voltou ao palácio, e comeu. 21 - Seus auxiliares estavam com os olhos arregalados; não podiam compreender o que estava acontecendo! "Não entendemos a sua maneira de proceder, ó rei!" disseram eles. "Enquanto a criança ainda vivia, o senhor chorava e nem mesmo quis tomar alimento; agora que a criança morreu, o senhor parou de chorar e procurou comer!" 22 - Ao que Davi respondeu: "Eu jejuei e chorei enquanto a criança ainda vivia, porque tinha esperança de que o Senhor tivesse misericórdia de mim e não levasse a criança. 23 - Mas agora, de que me adianta jejuar, já que ela está morta? Poderei eu fazê-la viver de novo? Eu, sim, um dia irei para onde ela está; ela, porém, nunca voltará a mim." 24 - E Davi procurou consolar e confortar a Bate-Seba. Logo mais ela ficou grávida outra vez e deu à luz outro filho a Davi. Esse filho chamou-se Salomão. E Deus amou a esse nenê 25 - e mandou o profeta Natã dar os parabéns a Davi. Natã chamou ao menino Jedidias (que significa "Amado do Senhor") por causa do interesse do Senhor pela criança. 26 e 27 - Nessa mesma época, Joabe se colocou à frente do exército israelita e cercou a cidade de Rabá, capital de Amom. E Joabe mandou mensageiros a Davi, dizendo-lhe: "A cidade de Rabá e seu bonito porto estão nas nossas mãos. 28 - Agora traga para cá o restante dos soldados e termine o trabalho, para que no final a vitória seja sua e não minha." 29 e 30 - Então Davi levou os soldados até Rabá e tomou-a. Dessa cidade ele levou para Jerusalém grande quantidade de coisas. Também tomou a coroa real do rei de Rabá e colocou-a sobre a sua própria cabeça. A coroa do rei de Rabá representava um tesouro, pois pesava cerca de trinta quilos, e era feita de ouro puro e enfeitada de pedras preciosas. 31 - Os habitantes da cidade foram feitos escravos de Davi. Ele os obrigou a trabalhar em serviço pesado: com serras, picaretas, machados, e nos fornos de tijolos. Esse foi o tratamento que Davi impôs a todas as cidades dos amonitas. Depois ele e seu exército voltaram para Jerusalém. CAPITULO 13 1 - O PRÍNCIPE ABSALÃO, filho de Davi, tinha uma irmã muito linda, por nome Tamar. O príncipe Amnom, que era irmão dela só por parte do pai, ficou loucamente apaixonado por Tamar. 2 - Essa paixão era tão forte que o deixou doente. Ele não tinha oportunidade nem mesmo de falar com ela, pois os jovens, tanto moços como moças, eram controlados e vigiados. 3 - Mas Amnom tinha um amigo íntimo, que era o seu primo Jonadabe, filho de Siméia, irmão de Davi. 4 - Um dia, Jonadabe percebendo o abatimento de Amnom, perguntou-lhe: "Qual é o problema? O filho de um rei assim triste, a emagrecer dia a dia?" E Amnom disse a Jonadabe: "Sabe o que acontece? Não sei como foi que me apaixonei por Tamar que é minha meia-irmã!" 5 - "Bem," respondeu Jonadabe, "vou dizer-lhe como resolver o problema: Volte para a cama, deite-se como se estivesse muito doente; quando seu pai Davi vier aqui visitá-la, peça a ele que mande Tamar preparar a sua comida. Diga-lhe mais que você se sentirá melhor se for alimentado pelas mãos de sua irmã Tamar." 6 - E assim fez Amnom. Quando o rei veio visitá-la, Amnom lhe disse: "Meu pai, quero só um favor seu: mande minha irmã Tamar à minha presença para preparar-me o alimento". 7 - Davi atendeu a esse pedido e deu ordens para que Tamar fosse à casa de Amnom e lhe preparasse o alimento. 8 - Assim ela fez; foi ao quarto de Amnom, diante dele misturou a farinha, preparou a massa e fez uns pãezinhos especiais para Amnom. 9 - Mas quando ela apresentou o alimento, ele se recusou a comer! "Saiam todos do meu quarto," disse ele aos criados que o serviam. Todos obedeceram. 10 - Então ele disse a Tamar: "Agora você me traga os pãezinhos no meu quarto; quero comer das suas próprias mãos". Tamar obedeceu. 11 - Mas assim que ela tomou os pães e se pôs ao lado da cama de Amnom, este puxou-a e disse: "Venha, querida Tamar, deite-se comigo". 12 - "Oh, Amnom, que é isso?" exclamou Tamar. "Não seja louco! Não faça isso comigo! Isso é crime em Israel! 13 - Que faria eu depois diante de tanta vergonha? E você seria considerado o maior louco em Israel! Por favor, fale com o rei primeiro, e ele lhe dará permissão para casar comigo." 14 - Mas Amnom não atendeu; e como era mais forte, agarrou-a e obrigou-a a deitar-se com ele. 15 - Logo depois, de repente, ele sentiu que não a amava mais. Pelo contrário, aquela grande paixão se transformou em ódio profundo. "Fora daqui!" gritou com ela. 16 - "Não, não, por favor!" respondeu ela. "Mandar-me embora agora é maior crime do que aquele que cometeu obrigando-me a ficar com você." Mas ele não quis saber de ouvi-la. 17 e 18 - Chamou um dos seus empregados e mandou: "Ponha esta mulher para fora e feche a porta atrás dela!" Assim ela foi posta para fora da casa de Amnom. Tamar usava um manto longo, de mangas compridas como se vestiam naqueles dias as virgens filhas do rei. 19 - Em grande desespero, ela rasgou o seu manto e colocou cinzas sobre a sua cabeça em sinal de tristeza; e com as mãos na cabeça, saiu chorando angustiada. 20 - Seu irmão Absalão encontrou-se com ela e perguntou: "É verdade que Amnom se apaixonou por você e é de lá que você vem em tão grande aflição? É melhor você ficar quieta, pois Amnom é seu irmão. Não fique aflita por isso!" Então Tamar, como uma mulher desolada, passou a morar na casa de seu irmão Absalão. 21 a 24 - O rei Davi ficou muito zangado quando soube do que aconteceu entre Tamar e Amnom. Mas Absalão ficou calado e nada disse a Amnom. Entretanto, Absalão guardou em seu coração um ódio muito grande contra Amnom, pelo mal que havia feito à sua irmã Tamar. Então, dois anos mais tarde, quando Absalão cortava a lã das suas ovelhas em Baal-Hazor, que está em Efraim, mandou convidar o rei seu pai, e todos os seus irmãos para uma festa comemorando a época de cortar a lã. 25 - O rei respondeu: "Não meu filho; se formos todos, ficará muito dispendioso para você" . Absalão insistiu muito; Davi se mostrou agradecido, mas não aceitou o convite. 26 - "Bem", continuou Absalão; "se o rei, meu pai, não pode vir, mande em seu lugar meu irmão Amnom." "Por que justamente o Amnom?" perguntou o rei. 27 - "Bem, mande todos os meus irmãos; quero que Amnom não falte." O rei concordou e mandou todos os seus filhos, inclusive Amnom. 28 - E Absalão disse aos seus empregados: "Prestem atenção, no meio da festa, façam o meu irmão Amnom ficar bêbado; quando eu der um sinal, vocês o matam! Não tenham medo, porque são ordens minhas, e quem manda neste lugar sou eu! Não se esqueçam: é uma ordem! Coragem!' , 29 e 30 - Assim eles assassinaram Amnom. Diante disso, os outros irmãos de Absalão montaram nos seus animais e fugiram. Antes de chegarem de volta a Jerusalém, o rei recebeu a notícia de que Absalão havia assassinado todos os seus irmãos, não ficando vivo nenhum deles! 31 - O rei se levantou horrorizado, rasgou a sua roupa e se lançou ao chão com o coração cheio de tristeza e amargura. Os oficiais que estavam ali também ficaram horrorizados. 32 e 33 - Nesse instante chegou Jonadabe, sobrinho de Davi, e vendo o desespero do rei, disse-lhe: "Não, não foi assim que aconteceu. Absalão mandou matar somente a Amnom por haver feito mal à sua irmã Tamar; faz tempo ele já estava disposto a isso; mas os outros irmãos estão todos vivos! Pode ter certeza que os seus filhos estão vivos! Só Amnom foi morto". 34 - Absalão tratou de fugir. O guarda que ficava nos muros da cidade viu então um grupo grande que vinha pela estrada que rodeava a montanha, em direção de Jerusalém. 35 - "Veja!" exclamou Jonadabe ao rei. "Lá vêm eles! Os seus filhos estão chegando! Vê como estão todos vivos?" 36 - E eles chegaram tristes, chorando e soluçando; e o rei e os seus auxiliares choraram com eles. 37 a 39 - Absalão fugiu para Gesur e lá procurou o rei Talmai, filho de Amiur, e ficou com ele três anos. Durante esse período o rei Davi se foi conformando com a morte de Amnom, depois de chorar muito, e conseguiu perdoar a Absalão. Agora ele esperava com ansiedade o dia em que pudesse abraçar de novo o seu filho Absalão. CAPITULO 14 1 - QUANDO O GENERAL Joabe percebeu que o rei Davi sentia saudades de Absalão, 2 e 3 - mandou chamar uma mulher de Tecoa que era muito conhecida por sua sabedoria e inteligência, e encarregou-a de uma missão junto ao rei. Deu a ela estas instruções: "Faça de conta que a senhora é uma mulher sofredora e está em grande angústia. Vista-se de luto, e com os cabelos em desordem finja que está muito triste e em profundo sofrimento por muito tempo. " 4 - A mulher seguiu todas as instruções. Quando se aproximou do rei, ajoelhou-se diante dele, clamando: "Ó rei, ajude-me! Ajude-me!" 5 e 6 - "Qual é o problema, minha senhora?" perguntou ele. "Sou uma pobre viúva", respondeu a mulher; "meus dois filhos estavam no campo e lá se desentenderam; entraram em luta corpo a corpo; a briga foi tão forte que, não havendo ninguém para os separar, um deles acabou matando o outro. 7 - E agora a minha família quer que eu mate também o filho que me restou, por haver ele assassinado o irmão. Se eu fizer isso, não me restará quem continue o nome de meu marido, visto que não temos outros filhos. Que farei eu?" 8 - "Deixe o caso comigo", respondeu o rei; "eu cuidarei para que seu filho seja bem guardado; ninguém tocará nele!" 9 - "Oh, meu Senhor! Obrigada, obrigada!" respondeu ela. "E eu assumo a responsabilidade, caso alguém critique a atitude do rei por procurar ajudar-me." 10 - "Não se impressione com isso", continuou o rei; "se alguém for contra o meu procedimento, traga essa pessoa à minha presença; e eu prometo que tal pessoa não nos aborrecerá outra vez!" 11 - Então ela disse: "Por favor, meu rei; prometa-me, em nome de Deus, que não permitirá que os vingadores do crime matem meu filho, pois não quero que se derrame mais sangue". "Dou a minha palavra diante de Deus," respondeu o rei, "que nem um só cabelo da cabeça do seu filho será tirado!" 12 - "Por favor, quero perguntar uma coisa mais," disse a mulher. "Continue," respondeu o rei. "Pode falar! " 13 - "Por que o rei age diferente contra o povo de Deus? Por que não procede com o povo do mesmo modo como me prometeu com respeito ao meu filho?" perguntou a mulher. "Com suas próprias palavras o rei se condenou, visto que se recusa a trazer de volta para casa o seu próprio filho que está fugido. 14 - Um dia todos teremos de morrer; nossa vida é como a água que depois de derramada na terra não pode mais ser juntada. A vida que se foi não poderá ser devolvida. Mas Deus abençoará ao rei com uma longa vida se descobrir um meio de trazer de volta o seu filho que fugiu. 15 e 16 - Agora, eu vim falar ao rei sobre meu filho porque a minha vida e a vida dele estavam em perigo; e eu pensei comigo mesma: 'talvez o rei escute as minhas palavras e nos livre das mãos daqueles que querem arrancar a nossa vida do meio de Israel. 17 - Sim, a paz de Israel está nas mãos do nosso rei.' Eu sei que o rei é como um anjo de Deus! Por isso sabe distinguir entre o bem e o mal. Deus esteja com o rei!" 18 - "Quero saber uma coisa," disse o rei. "Que é, meu senhor?" perguntou a mulher. 19 - "Foi Joabe quem a mandou aqui, não foi?" "Não posso negar", respondeu a mulher; "sim, Joabe me mandou e me disse o que eu havia de dizer. 20 - Ele me mandou contar essa história para que o rei, meu senhor, pudesse aplicá-la na sua própria vida, enxergando sob uma nova luz o que aconteceu ao rei com respeito ao seu próprio filho. Mas eu sei que o rei é sábio como um anjo de Deus, e sabe o motivo por que tudo acontece!" 21 - Então o rei mandou chamar a Joabe e lhe disse: "Muito bem, vá e traga de volta a Absalão." 22 - Joabe lançou-se aos pés do rei em sinal de gratidão e lhe disse: "Abençoado seja o meu rei! Agora posso afirmar que o rei me quer bem, pois atendeu ao meu pedido!" 23 - E Joabe foi a Gesur e trouxe consigo a Absalão para Jerusalém. 24 - "Absalão deve morar na mesma casa onde morava antes", ordenou o rei; "mas ele não deve vir à minha presença; não quero vê-lo." 25 - Em todo o Israel não havia homem mais bonito e atraente do que Absalão. 26 - Ele cortava o cabelo uma vez por ano; e isso por causa do seu peso (perto de dois quilos); ninguém era mais elogiado do que Absalão. 27 - Ele tinha três filhos e uma filha. A essa filha deu o nome de Tamar; era uma menina formosa. 28 - Fazia dois anos que Absalão estava em Jerusalém e ainda não se havia encontrado com o rei, seu pai. 29 - Então mandou chamar a Joabe a fim de pedir que intercedesse por ele diante do rei; mas Joabe não quis vir. Absalão mandou chamá-lo de novo, e de novo ele se recusou a vir. 30 - Então Absalão disse aos seus empregados: "Joabe tem um campo de trigo pegado ao meu; vocês vão lá e ponham fogo no campo de Joabe". E os empregados assim fizeram. 31 - Joabe ficou zangado e procurou Absalão: "Por que seus empregados puseram fogo no meu campo de trigo?" 32 - Ao que Absalão respondeu: "Porque eu queria que você intercedesse junto ao rei e você se recusou. Quero que você pergunte ao rei por que ele me mandou buscar em Gesur, se não me queria ver. Nesse caso, devia ter-me deixado lá mesmo em Gesur. Agora eu quero falar com o rei; se ele acha que sou assassino, então que me mande matar." 33 - Joabe foi procurar o rei e contou as palavras de Absalão. E Davi, diante disso, perdoou a Absalão, e chamou-o à sua presença. Absalão veio e curvou-se diante do rei; e Davi o beijou em sinal de perdão. CAPITULO 15 1 - ENTÃO ABSALÃO COMPROU um lindo carro de guerra com bonitos cavalos; e reuniu cinqüenta homens para correrem na frente. 2 - Ele se levantava bem cedinho e ia para o portão da cidade. Lá passava o dia esperando aqueles que vinham à procura do rei para julgar qualquer problema. E ele atendia a todos, perguntando o nome, a tribo e os problemas deles, sem, contudo, mandá-l os ao rei. 3 - A cada um dizia: "É, vejo que você está com a razão neste ponto; é pena que o rei não tenha um assistente para ouvir esses problemas. 4 - Gostaria de ser o juiz; e então quem tivesse um caso para resolver viria a mim; e eu saberia fazer justiça!" 5 - E quando alguém se curvava diante dele, Absalão dizia: "Não faça isso; quero só um aperto de mão; isso me basta!" 6 - Dessa maneira Absalão ia conquistando o coração de todo o povo de Israel que vinha ao rei pedindo justiça. 7 e 8 - Passados quatro anos, Absalão disse ao rei: "Deixe-me ir a Hebrom para oferecer sacrifícios a Deus, pois quero cumprir o voto que fiz quando ainda estava em Gesur, de oferecer sacrifícios a Deus, caso eu conseguisse voltar a Jerusalém." 9 - "Está bem", respondeu o rei; "vá e cumpra o seu voto." Assim Absalão foi a Hebrom. 10 – Mas, enquanto estava lá, mandou espias por toda a terra de Israel para provocar rebelião contra o rei Davi. Absalão mandava esta mensagem pelos seus espias: "Quando ouvirem o som das trombetas, podem estar certos de que Absalão está sendo coroado rei em Hebrom". 11 - Absalão levou consigo duzentos homens de Jerusalém como seus convidados; eles ignoravam os planos de Absalão. 12 - Enquanto ele oferecia sacrifícios, mandou chamar a Aitofel, um dos conselheiros de Davi, que morava em Giló. Aitofel se colocou ao lado de Absalão, e com ele muitos outros. Assim a conspiração foi ficando cada vez mais forte. 13 - Nesse meio tempo um mensageiro chegou a Jerusalém e contou ao rei que todo o Israel estava-se unindo a Absalão conspirando contra o rei. 14 - "Então, temos de fugir daqui, antes que seja tarde!" disse Davi aos seus oficiais. "Se conseguirmos sair da cidade antes que Absalão chegue, conseguiremos salvar a nós e à cidade de Jerusalém. Senão, ele vai atacar a cidade." 15 - "Nós estamos a seu lado", responderam seus auxiliares de confiança. "Faça como achar melhor." 16 - Então o rei saiu com todos os da sua família. Somente dez de suas jovens mulheres ficaram no palácio para conservarem a casa em ordem. 17 e 18 - Davi fez uma parada ao lado da cidade para deixar que seus soldados passassem a fim de tomarem a dianteira. Eram seiscentos homens que vieram de Gate, e mais toda a guarda real. 19 e 20 - De repente o rei se voltou para Itai, o capitão dos seiscentos soldados de Gate e disse: "Itai, o que você está fazendo aqui? Volte com seus homens para Jerusalém, para o seu novo rei; você é hóspede em Israel, você é um estrangeiro no exílio. Parece que foi ontem que você chegou, e hoje eu já deveria obrigá-lo a acompanhar-me, quem sabe para onde? Volte com seus soldados e que o Senhor seja misericordioso com você." 21 - Mas Itai respondeu: "Prometo diante de Deus que aonde o rei for eu irei, não importa o que possa acontecer! Estarei a seu lado, seja para viver ou morrer!" 22 - E Davi respondeu: "Muito bem, então vamos". E Itai e seus seiscentos homens com suas famílias acompanharam a Davi. 23 - Havia grande tristeza e choro por onde eles passavam. Atravessaram o córrego do Cedrom e continuaram seguindo para o lado do deserto. 24 - Abiatar, Zadoque e os levitas trouxeram a Arca da Aliança do Senhor e a colocaram ao lado do caminho por onde passavam Davi e seus homens; a Arca ficou ali até que todos passassem. 25 e 26 - Então, conforme as instruções de Davi, Zadoque levou a Arca de volta para a cidade. "Se for da vontade de Deus," disse Davi. "Ele me fará voltar à cidade para ver a Arca e o Tabernáculo de novo. Se Ele não se agradar de mim seja feito como Ele achar melhor." 27 - Então o rei disse a Zadoque: "Escute, este é o meu plano: volte em silêncio à cidade com seu filho Aimaás e Jônatas, filho de Abiatar. 28 - Eu ficarei esperando notícias suas nos lugares onde as águas do rio Jordão são rasas. Quero saber dos acontecimentos em Jerusalém, antes que eu desapareça no deserto. 29 - Assim, Zadoque e Abiatar transportaram a Arca de volta para a cidade e lá eles ficaram. 30 - Davi seguiu o caminho em direção ao monte das Oliveiras, chorando enquanto caminhava. Levava a cabeça coberta e os pés descalços em sinal de tristeza. E os que o acompanhavam, iam também de cabeças cobertas, chorando enquanto subiam a montanha. 31 - Quando alguém contou a Davi que Aitofel, um dos seus conselheiros, estava com Absalão, cooperando com ele na conspiração contra o rei, Davi orou a Deus:."Ó Senhor! confunda os conselhos que Aitofel vai dar a Absalão!" 32 - Quando chegaram ao alto do monte das Oliveiras, no lugar onde o povo adorava a Deus, Davi se encontrou com Husai, o arquita, esperando por ele; Husai estava com as roupas rasgadas e a cabeça coberta com terra, pois era grande o seu estado de aflição e desespero. 33 e 34 - Mas Davi lhe disse: "Husai, se você for comigo, será simplesmente mais um para levar; você me será mais útil se voltar para Jerusalém. Procure Absalão e lhe diga: 'Aqui estou; serei seu conselheiro como fui para seu pai.' Assim, você poderá contrariar os conselhos de Aitofel. 35 e 36 - Os sacerdotes Zadoque e Abiatar estão lá. Eles estão me apoiando, e você deve contar aos dois todos os planos de Absalão contra mim. Então eles mandarão seus filhos Aimaás e Jônatas até onde estou para me darem notícias de tudo que está acontecendo." 37 - Assim, Husai, o amigo de Davi, voltou à cidade de Jerusalém, bem na hora em que Absalão também fazia a sua entrada na cidade. CAPITULO 16 1 - DAVI HAVIA ACABADO de passar pelo topo da montanha quando Ziba, empregado da casa de Mefibosete, veio ao seu encontro. Ele trazia dois jumentos carregados com duzentos pães, cem cachos de passas, cem cachos de uvas e um pequeno barril de vinho. 2 - "Para que tudo isso?" perguntou o rei a Ziba. Ao que Ziba respondeu: "Os jumentos são para a sua gente montar; o pão e as frutas são para os moços comerem; e o vinho será para aqueles que, com a caminhada, se sentirem fracos." 3 - "E onde está o príncipe Mefibosete?" perguntou o rei. "Ficou em Jerusalém", respondeu Ziba. "Ele disse: 'Agora eu serei o rei. Hoje o povo de Israel me dará de volta o reino de meu pai Saul. 4 - "Nesse caso", o rei disse a Ziba, "dou a você tudo o que pertence a ele." "Obrigado, muito obrigado, senhor", respondeu Ziba. 5 - Quando Davi e seus homens passavam por Baurim, um homem saiu ao encontro de Davi amaldiçoando-os. Era Simei, filho de Gera; membro da família de SauI. 6 - Ele não só amaldiçoava como atirava pedras contra o rei, seus auxiliares e todos os que o acompanhavam, apesar de Davi ter seus melhores -guerreiros ao redor dele. 7 e 8 - "Fora daqui, assassino, amaldiçoado!" gritava para Davi. "Você já está recebendo o castigo de Deus pela morte de Saul e sua família; você roubou o trono de Saul e agora seu filho Absalão o toma de você! Finalmente você está experimentando o seu próprio remédio, seu assassino! " 9 - "Por que está este cão morto xingando e amaldiçoando meu senhor, o rei?" exclamou Abisai. "Deixe-me ir cortar fora a sua cabeça; é o que ele merece! " 10 - "Não" , disse o rei. Se o Senhor mandou esse homem para amaldiçoar-me quem sou eu para dizer não? 11 - Meu próprio filho está tentando matar-me, enquanto este benjamita simplesmente me amaldiçoa. Deixe-o em paz; não há dúvida de que ele foi mandado pelo Senhor. 12 - E talvez Deus vendo o quanto estou sofrendo ainda vai transformar esta maldição em bênção." 13 - Assim Davi e seus homens continuaram seu caminho. Simei, porém, os acompanhava de lado xingando, amaldiçoando e atirando pedras e terra contra eles. 14 - O rei e seus companheiros estavam exaustos ao chegarem ao Jordão; por isso permaneceram ali algum tempo a fim de descansar . 15 - Nesse meio tempo Absalão e seus homens chegaram a Jerusalém acompanhados por Aitofel. 16 - Quando Husai, o amigo de Davi, chegou a Jerusalém, foi logo procurar Absalão. "Viva o rei!" exclamou Husai; "Viva o rei! " 17 - "Essa é a maneira de tratar o seu amigo Davi?" perguntou Absalão. "Por que não está com ele?" 18 - "Porque eu trabalho para o homem que é escolhido pelo Senhor e por Israel", respondeu Husai. 19 - "E de qualquer modo, que há de estranho nisso? Ajudei seu pai e agora ficarei a seu serviço!" 20 - Então Absalão se virou para Aitofel e lhe perguntou: "O que devo fazer agora?" 21 - E Aitofel respondeu: "Vá deitar com as mulheres do seu pai, aquelas que ele deixou aqui para conservar a casa em ordem. Então todo o Israel saberá que você insultou seu pai; e o insulto foi tão grande que não haverá esperanças de reconciliação. Com isso se fortalecerão as fileiras a seu favor". 22 - Assim foi armada uma tenda para Absalão no terraço do palácio, bem à vista de todo o povo. Para lá Absalão levou as esposas de Davi a fim de se deitarem com ele. 23 - Absalão seguia os conselhos de Aitofel, exatamente como fazia seu pai Davi; pois as palavras de Aitofel eram cheias de sabedoria, como se viessem diretamente da boca de Deus. CAPITULO 17 1 - "AGORA", DISSE AITOFEL a Absalão, "se eu tiver doze mil homens ao meu dispor, sairei em perseguição de Davi ainda esta noite. 2 e 3 - Eu o apanharei enquanto ele está desanimado e abatido; então ele e seus soldados entrarão em pânico e tratarão de fugir. Irei atrás do rei e o matarei, só a ele; os seus homens, eu os trarei para você." 4 - Absalão e os chefes de Israel aprovaram o plano de Aitofel; 5 - mesmo assim Absalão resolveu ouvir a opinião de Husai, o arquita. 6 - Quando Husai chegou, Absalão contou a ele o plano de Aitofel, e perguntou: "Qual é a sua opinião, Husai? Devemos seguir o conselho de Aitofel? Se você não estiver de acordo, pode falar." 7 - "Bem", respondeu Husai, "desta vez, na minha opinião, Aitofel errou. 8 - Você conhece seu pai e os homens que ele tem; eles são guerreiros e valentes. Além do mais, estão furiosos como uma ursa à qual roubaram os filhotes. É seu pai, velho soldado que é, não irá passar a noite com as tropas dele; 9 - é provável até que ele já se tenha escondido em alguma gruta ou caverna. E quando ele sair do seu esconderijo para atacar, se derrubar alguns dos seus homens, haverá pânico no meio das suas tropas e os seus soldados começarão a gritar que foram derrotados. 10 - Então, mesmo o mais valente dos seus homens, embora tenha a coragem de um leão, ficará paralisado de medo; pois todo o Israel sabe que o seu pai é um homem poderoso e os homens dele são soldados valentes. 11 - "A minha sugestão é que você reúna todo o exército de Israel, convocando desde Dã até Berseba, para que tenha um exército realmente forte. E acho, também, que você mesmo deve ir à frente desse exército. 12 - Então, quando encontrarmos o rei, poderemos destruir todo o exército dele, sem deixar um só soldado vivo. 13 - E no caso de Davi fugir para alguma cidade, lá estarão os soldados de Israel sob o seu comando; e nós tomaremos cordas e arrastaremos os muros da cidade até ao vale mais próximo, e não deixaremos lá uma só pedra sem ser derrubada." 14 - Então Absalão e todos os homens de Israel disseram: "O conselho de Husai é mais sábio do que o de Aitofel." Assim Deus fez com que o conselho de Aitofel, que era melhor, não fosse aceito para que Absalão fosse derrotado! 15 - Então Husai logo contou aos sacerdotes Zadoque e Abiatar o plano de Aitofel, e o que ele, Husai, havia sugerido. 16 - "Depressa!" disse Husai aos sacerdotes. "Encontrem Davi e digam a ele que é importante que saia de perto do rio Jordão esta noite; ele que passe para outra banda e entre pelos bosques; se não fizer assim, será morto com todos os seus soldados. " 17 - Jônatas e Aimás tinham ficado em En-Rogel, pois não podiam ser vistos entrando na cidade e saindo dela. Uma criada ficou de levar até eles as mensagens que tinham de dar ao rei Davi, enviadas pelos sacerdotes; 18 - Mas um menino viu a Jônatas e Aimás saírem de En-Rogel e se encaminharem para o lugar onde estava Davi; correu depressa contar isso a Absalão. Jônatas e Aimaás, percebendo que tinham sido descobertos, fugiram para Baurim, onde um homem os escondeu dentro de um poço no fundo do seu quintal. 19 - A esposa desse homem colocou um pano sobre a boca do poço; sobre o pano ela colocou grãos de cereais para secar ao sol; dessa maneira ninguém suspeitava que alguém estivesse escondido ali. 20 - Os homens de Absalão chegaram a Baurim procurando por Jônatas e Aimaás. Ao perguntarem justamente na casa onde estava o poço coberto com pano se haviam visto esses dois homens, a mulher respondeu que eles haviam atravessado a parte rasa do rio e seguido adiante. Os homens de Absalão procuraram e procuraram Jônatas e seu companheiro; cansados, voltaram para Jerusalém. 21 - Então os dois homens que estavam escondidos, saíram na mesma hora do poço e correram até onde estava o rei Davi. "Depressa!" disseram eles ao rei; "atravesse o Jordão ainda esta noite, e rápido!" E contaram ao rei as palavras de Aitofel, os planos dele para prender e matar o rei. 22 - Diante disso, Davi e seus homens se apressaram em atravessar o Jordão; ao amanhecer, todos já estavam do outro lado do rio. 23 - Quando Aitofel soube que Absalão não quis atender ao seu conselho, ficou sentido e triste. Perdeu até a alegria de viver. Montou num jumento, foi para a sua casa, colocou os seus negócios em ordem, e se enforcou. Dessa maneira morreu Aitofel e foi sepultado ao lado do túmulo de seu pai. 24 - Davi chegou logo a Maanaim. Enquanto isso, Absalão reunia os soldados de Israel e ia à frente deles para o lado do rio Jordão, tencionando atravessá-lo. 25 - Absalão havia nomeado a Amasa como general do exército, em substituição a Joabe. Amasa era primo em segundo grau de Joabe; seu pai era Itra, um ismaelita; sua mãe era Abigail, filha de Naás, que era irmã de Zeruia, a mãe de Joabe. 26 - Absalão e os soldados de Israel acamparam nas terras de Gileade. 27 - Quando Davi chegou a Maanaim, foi recebido com festas por Sobi filho de Naás, de Rabá, em Amom, e por Maquir, filho de Amiel, de Lo-Debar e por Barzilai de Rogelim em Gileade. 28 e 29 - E eles trouxeram a Davi e seus homens tudo o que achavam que eles necessitavam para o repouso e sustento. Assim, trouxeram camas para que pudessem dormir e descansar da grande caminhada que haviam feito. Trouxeram panelas e louças; trigo e farinha, feijão, lentilhas, mel, manteiga e queijo. "Trouxemos estas coisas", disseram eles a Davi, "porque achamos que todos vocês estão cansados e com fome, depois de tão grande caminhada pelo deserto." CAPITULO 18 1 - DAVI ESCOLHEU OS comandantes de cem e de mil de suas tropas distribuindo os homens da seguinte maneira: 2 - Um terço delas ficou com Joabe; outro terço, com Abisai, irmão de Joabe; e outro terço com Itai, de Gate. O plano de Davi era ficar ele mesmo à frente do exército; mas os seus homens se opuseram fortemente. 3 - "O senhor não pode fazer isso", disseram eles, "porque o que eles querem é justamente a sua pessoa. Para eles não fará diferença mesmo se matarem metade de nós. Para eles o senhor vale mais do que mil dos seus soldados; por isso é melhor ficar na cidade e, se for o caso, de lá nos mandar auxílio." 4 - "Bem, vocês têm razão", disse o rei. Assim ele ficou junto à porta da cidade, enquanto por ele passavam os seus soldados. 5 - E o rei recomendou a Joabe, Abisai e Itai: "Por favor, sejam bondosos com o jovem Absalão, façam isso por mim." Toda a tropa ouviu a recomendação do rei aos seus comandantes. 6 - A batalha começou nos bosques de Efraim, 7 - sendo os soldados de Israel derrotados pelos homens de Davi. Naquele dia as tropas de Israel perderam vinte mil homens. 8 - E a batalha foi continuando mais violenta por toda aquela região e entrou pelos bosques, até que os inimigos começaram a fugir, sendo maior o número dos que se perderam ali do que os que foram mortos na batalha. 9 - Durante a batalha, Absalão encontrou alguns dos homens de Davi e tratou de fugir. Na sua fuga, o mulo que ele montava passou correndo por debaixo de um grande carvalho e Absalão ficou enroscado pelos cabelos nos ramos da grande árvore, enquanto o mulo continuou a sua corrida. Lá ficou Absalão pendurado na árvore sem poder livrar-se dela. 10 - Um dos homens de Davi, que presenciou a cena, foi logo contar a Joabe. 11 - "O quê? Você viu isso e não aproveitou a oportunidade para matar Absalão?" perguntou Joabe. "Você seria recompensado e ainda eu o faria subir de posto no exército!" 12 – “Nem que me dessem mil moedas de prata eu faria isso!” respondeu o homem. “Por acaso não ouvimos todos a ordem do rei para que seu filho Absalão fosse tratado com bondade? 13 – Se eu tivesse que matar Absalão à traição (e o rei por certo descobriria), você mesmo seria o primeiro a acusar-me diante do rei”. 14 - “Nada disso faz sentido agora”, disse Joabe. E tomando três dardos, atravessou com eles o coração de Absalão, enquanto ele ainda vivo continuava enroscado nos galhos do carvalho. 15 – Imediatamente dez dos homens de Joabe rodearam Absalão e acabaram com ele de vez. 16 – Então Joabe tocou a trombeta, ordenando a seus homens que parassem a perseguição contra o exército de Israel. 17 – Eles pegaram o corpo de Absalão e o atiraram numa cova; sobre ela colocaram um monte de pedras. O exército de Israel fugiu, indo cada soldado para a sua própria casa. 18 – Quando Absalão ainda vivia, ele construiu para si no Vale do Rei um monumento; e disse: “Não tenho filho para perpetuar o meu nome; por isso este monumento levará o meu nome”. E ele lhe deu o nome de “Monumento de Absalão”, como até hoje é conhecido. 19 – Então Aimaás, filho de Zadoque, disse: “Deixe-me ir correndo contar a Davi a grande nova – que o Senhor salvou o rei das mãos do seu inimigo Absalão”. 20 - “Não”, respondeu Joabe. “A morte de Absalão não será para o rei uma boa notícia! Não é ele o seu filho? Não quero que seja você a levar tal notícia; não faltará oportunidade para você levar alguma boa nova; espere até outra ocasião”. 21 – Então Joabe chamou um homem da Etiópia e disse: “Vá você e conte ao rei o que aconteceu aqui”. O homem se pós a caminho a toda pressa. 22 – Mas Aimaás implorou a Joabe: “Por favor, deixe-me ir também”. “Não, não precisamos do seu serviço agora, meu rapaz”, respondeu Joabe. “Não há outras notícias para mandar”. 23 - “Eu sei; mas de qualquer modo, deixe-me ir, por favor!” continuou ele pedindo. E finalmente, diante de tanta insistência, Joabe disse: “Pois bem, vá”. Aimaás saiu correndo e, escolhendo um caminho mais fácil pela planície, chegou à cidade antes do homem da Etiópia. 24 - Davi estava assentado à porta da cidade. Quando o guarda subiu as escadas para o seu posto no alto do muro, viu um homem que se encaminhava às pressas para os portões da cidade. 25 e 26 - Ele então contou a Davi o que via e Davi respondeu: "Se o homem vem só, é porque traz boas notícias." Enquanto o homem se aproximava da cidade, o guarda avistou um outro homem mais atrás, que também se encaminhava na mesma direção. O guarda falou: "Olhe, lá atrás vem outro homem!" Ao que o rei respondeu: "Se esse também está sozinho, por certo vem trazendo boas notícias". 27 - "O primeiro homem parece que é Aimaás, filho de Zadoque," disse o guarda. "Aimaás é um bom homem," respondeu o rei. "Se for ele, por certo trará boas notícias." 28 - Então Aimaás, chegando, disse: "Tudo vai bem!" e curvando-se até o chão, continuou: "Bendito seja o Senhor seu Deus que destruiu os rebeldes que se levantaram contra o rei, meu senhor!" 29 - "Que notícia me traz do jovem Absalão?" perguntou o rei. "Como está ele? Tudo bem?" "Quando Joabe me mandou para cá, havia um alvoroço por lá; mas não fiquei sabendo o que realmente estava acontecendo", respondeu Aimaás. 30 - "Espere aqui ao lado," disse-lhe o rei. E assim fez Aimaás. 31 - Então o homem da Etiópia se aproximou, dizendo: "Tenho boas notícias para o rei, meu senhor. Hoje o Senhor o livrou das mãos dos que se revoltaram contra o rei. Hoje Ele o livrou das mãos dos seus inimigos". 32 - "E quanto a Absalão, meu filho, que notícias me dá? Ele está bem?" perguntou o rei. E o homem respondeu: "Quem dera que todos os seus inimigos estejam como está o seu filho Absalão!" 33 - O rei entendeu as palavras do mensageiro e desandou a chorar. Saindo das portas da cidade, foi para o seu quarto chorando e clamando: "Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! Se fosse possível eu daria a minha vida pela sua! Ah, Absalão, meu filho! Meu querido filho!" CAPITULO 19 1 - JOABE LOGO FICOU sabendo que o rei chorava e lamentava a morte de Absalão. 2 - Quando o povo ouviu que o rei derramava lágrimas amargas pela morte de Absalão; quando o povo tomou conhecimento do quanto o rei sofria, a alegria da vitória se transformou em profunda tristeza. 3 - O exército inteiro voltou para a cidade, em silêncio, como se estivesse envergonhado com a perda de alguma batalha. 4 - O rei, cobrindo o rosto com as mãos, chorava e se lamentava: "á meu filho Absalão! Absalão, meu filho, meu filho!" 5 - Então Joabe se dirigiu ao quarto do rei e disse: "Hoje nós salvamos a sua vida, a vida dos seus filhos, suas filhas, suas esposas, enfim a vida de toda a sua família; no entanto o Sr. assume uma atitude que nos faz sentir envergonhados como se estivéssemos cometendo uma ação indigna. 6 - Parece que o senhor ama aqueles que o odeiam, e odeia aqueles que o amam. Pelo que vemos, nada representamos para o senhor; naturalmente, se Absalão estivesse vivo, e todos nós mortos, o rei estaria feliz! 7 - Agora, vá lá fora e cumprimente os seus soldados; pois se o rei não fizer isso, dou minha palavra diante do Senhor que nem um só dos seus soldados permanecerá aqui esta noite; então o senhor se sentirá pior do que em qualquer outro tempo de toda a sua vida!" 8 a 10 - Então o rei saiu e se assentou de novo junto à porta da cidade. Quando se espalhou a notícia de que o rei estava fora do seu quarto, o povo todo veio vê-lo. Nesse meio tempo, a nação discutia e argumentava sobre os últimos acontecimentos: "Por que não estamos tratando de trazer o rei de volta para nós?" este era o assunto geral. Outros pensavam e falavam: "Davi nos livrou dos filisteus, nossos inimigos. Absalão, a quem fizemos rei sobre nós, obrigou Davi a fugir para fora do país, mas agora está morto. E se pedíssemos a Davi para voltar e entrar de novo em Jerusalém como nosso rei?" 11 e 12 - Então Davi mandou os sacerdotes Zadoque e Abiatar aos chefes de Judá, dizendo: "Por que motivo seriam vocês os últimos a pedir a volta do rei? Já soubemos do desejo de Israel, que está pronto a receber o rei. Vocês, que são meus próprios irmãos, minha própria tribo, minha própria carne, meu próprio sangue, por que estão demorando? 13 - E Davi mandou que procurassem Amasa e lhe dissessem: "Não é você meu sobrinho? Eu prometo, em nome de Deus, fazer de você o comandante-chefe do meu exército em lugar de Joabe". 14 - Então Amasa tentou convencer os chefes de Judá; e todos concordaram com ele. Diante disso, mandaram este recado a Davi: "Volte para nós juntamente com todos os que aí estão com o senhor". 15 - Assim o rei iniciou a sua volta para Jerusalém. E quando chegou ao rio Jordão, parecia que todos em Judá vieram a Gilgal para encontrá-lo e acompanhá-lo na travessia do rio! 16 - Então Simei (filho de Gera, o benjamita), que era de Baurim, desceu com seus homens para encontrar e saudar o rei Davi. 17 - Acompanhavam Simei mil homens da tribo de Benjamim, incluindo Ziba, o servo de Saul com seus quinze filhos e vinte empregados; eles se apressaram para chegar ao rio Jordão antes do rei. 18 - Assim puderam ajudar o rei e as pessoas de sua família, e também os seus soldados a atravessar o rio Jordão sem mais dificuldades. E tudo o que puderam fazer, eles fizeram para auxiliar o rei Davi. E Simei, enquanto atravessavam o rio, 19 - falava ao rei nestes termos: "Meu senhor e rei, perdoe-me, por favor, e esqueça o mal que lhe causei quando o rei saiu de Jerusalém; 20 - pois eu sei muito bem o quanto errei. Por isso estou aqui hoje, sendo a primeira pessoa da tribo de José a saudar o rei." 21 - E Abisai perguntou: "Não deverá Simei morrer, por haver amaldiçoado o rei escolhido de Deus?" 22 - "Não me fale dessa maneira!" exclamou Davi. O dia de hoje é um dia de festa, um dia de comemorações e não de morte e castigos! Mais uma vez sou o rei de Israel!" 23 - E virando-se para Simei, ele prometeu: "Simei, sua vida está salva!" 24 e 25 - Mefibosete, o neto de Saul, também saiu de Jerusalém para vir ao encontro do rei. Em sinal de tristeza, ele não havia feito a barba, nem cortado o cabelo, nem lavado os seus pés e a sua roupa desde o dia em que o rei saiu de Jerusalém. "Por que você veio comigo, Mefibosete?" perguntou o rei. 26 - "Ó rei, meu senhor!" respondeu ele; "meu empregado Ziba me enganou. Pedi a ele que me preparasse um jumento para me levar até à presença do rei; bem sabe o rei que sou aleijado. 27 - Mas em vez de fazer o que eu pedi, ele correu a mentir ao rei, dizendo que eu me recusava a segui-lo. Mas para mim o rei é como um anjo do céu; portanto, estou agora nas suas mãos; faça comigo como bem lhe parecer. 28 - Eu e minha família só podíamos esperar que fôssemos castigados com a morte; no entanto, o rei nos colocou ao lado daqueles que comem com o rei à sua mesa. Como posso eu reclamar?" 29 - "Está bem", respondeu Davi. "Minha decisão é que você reparta os seus bens com o seu empregado Ziba; e não falemos mais no assunto." 30 - "Pode entregar todos os meus bens a Ziba," replicou Mefibosete; "a mim é suficiente a volta do rei para nós!" 31 e 32 - Barzilai, de Gileade, que havia sustentado o rei e seus soldados durante a sua fuga, chegou de Rogelim para prestar auxílio ao rei na travessia do rio. Barzilai já estava com mais ou menos oitenta anos; portanto estava velho e era muito rico. 33 - "Venha," disse o rei a Barzilai; "venha comigo para Jerusalém, e lá eu cuidarei de você." 34 - "Não", respondeu ele; "já estou muito velho para fazer essa viagem. 35 - Estou com oitenta anos, e a vida para mim não tem mais sentido; não sei fazer diferença entre o bom e o mau. Não sinto mais o sabor do que como e bebo; os prazeres já não me atraem; eu seria simplesmente um peso para o meu rei. 36 - Já me sinto honrado em poder atravessar o rio com o meu rei; isso me basta. 37 - Depois, permita que eu volte para minha cidade, a fim de lá morrer e ser sepultado ao lado de mais pais. Mas pode levar Quimã em meu lugar, e fazer por ele o que deseja fazer por mim." 38 - "Ótimo!" concordou o rei. "Quimã irá comigo, e farei por ele tudo como se estivesse fazendo para você." 39 - Assim, todo o povo atravessou o Jordão com o rei. E Davi depois de beijar e abençoar Barzilai, despediu-o em paz para a sua casa. 40 - Depois o rei foi a Gilgal e levou Quimã consigo. Em Gilgal estavam reunidos muitos de Judá e de Israel para cumprimentar e saudar o rei. 41 - Os homens de Israel se queixaram porque somente os de Judá haviam auxiliado o rei, os seus familiares e o seu exército a atravessar o rio Jordão; eles teriam gostado de tomar parte nisso também. 42 - "O que há de errado nisso?" perguntaram os homens de Judá. "O rei é da nossa própria tribo; por que, pois, essa reclamação? Não exigimos dele nem o nosso sustento e muito menos presentes! Não há razão para aborrecimentos!" 43 - "Mas há dez tribos em Israel," os outros responderam, "portanto temos dez vezes mais direito sobre o rei do que vocês de Judá. Por que, então, vocês não nos convidaram para participar do acompanhamento? E lembrem ainda mais isto: nós fomos os primeiros a sugerir que o rei voltasse para nós." E a discussão continuou durante horas, sendo os homens de Judá mais duros em seus argumentos do que os homens de Israel. CAPITULO 20 1 - ENTÃO UM HOMEM briguento, por nome Seba, filho de Bicri, da tribo de Benjamim, tocou a trombeta e gritou: "Que temos nós a ver com o rei Davi? Venham, homens de Israel, escutem-me: Vamos embora daqui, pois não reconhecemos a Davi como nosso rei!" 2 - Assim todos, com exceção de Judá e Benjamim, se uniram a Seba e abandonaram Davi! Mas os homens de Judá ficaram com seu rei e o acompanharam desde o Jordão até Jerusalém. 3 - Quando chegaram ao palácio em Jerusalém, o rei ordenou que as suas dez mulheres que haviam ficado ali para cuidar da casa, fossem separadas de todos. Elas deveriam continuar a ser sustentadas, porém ficar completamente separadas do rei. Assim permaneceram no palácio como se fossem viúvas, até ao fim da vida. 4 - O rei deu ordens a Amasa para reunir as tropas de Judá e se apresentarem a ele dentro de três dias. 5 - Amasa saiu para convocar os soldados, mas no fim dos três dias não voltou para apresentar-se ao rei. 6 - Então Davi disse a Abisai: "Aquele Seba vai perturbar-nos e prejudicar-nos mais do que fez Absalão. Por isso, leve a minha guarda pessoal e corra em sua perseguição, antes que ele entre numa cidade fortificada, onde não podemos alcançá-lo". 7 - Assim Abisai e Joabe saíram em perseguição a Seba, levando consigo os homens de Joabe e a guarda pessoal do rei. 8 a 10 - Ao chegarem à pedra grande, em Gibeom, encontraram-se face a face com Amasa. Joabe usava seu uniforme e trazia um punhal no cinto. Ao se defrontar com Amasa, ele tirou o punhal da bainha com cuidado. "Muito prazer em ver você, meu irmão," disse Joabe, puxando-o para si com a mão direita, como se fosse beijá-lo, Amasa não percebeu o punhal na mão esquerda dele, e Joabe feriu Amasa na altura do estômago. Não foi preciso ferir duas vezes, pois Amasa morreu ali mesmo. Joabe e seu irmão Abisai deixaram o corpo de Amasa naquele mesmo lugar e saíram a perseguir Seba. 11 - Um dos oficiais de Joabe gritou para os soldados de Amasa: "Quem estiver do lado de Davi, venha e siga a Joabe." 12 - Mas os homens de Amasa não tinham coragem de deixar o corpo dele ali no caminho, no meio de uma poça de sangue; os que chegavam paravam para ver. Então os homens de Joabe arrastaram o corpo de Amasa para o campo e ali o deixaram coberto com um manto. 13 - Com o corpo de Amasa fora do caminho, eles não se demoraram a seguir a Joabe para continuarem a perseguição contra Seba. 14 - Nesse meio tempo, Seba havia percorrido todo o Israel para reunir sua própria família de Bicri na cidade de Abel-Bete-Maaca. 15 - Quando os soldados de Joabe chegaram, cercaram a cidade de Abel-Bete-Maaca, e levantando ao lado do muro um montão de pedras, do alto dele tentavam derrubar o muro. 16 - Porém uma mulher sábia que morava na cidade, gritou a Joabe: "Escute, Joabe. Venha até aqui que eu preciso falar com você". 17 - Assim que ele se aproximou, a mulher perguntou: "Você é Joabe?" "Sim, sou Joabe", respondeu ele. 18 - A mulher continuou: "Há uma frase que se tornou conhecida por ai: 'Se tiver algum problema para resolver, busque conselho em Abel'. E todos sabem que aqui em Abel nós sempre temos sábios conselhos para todos. 19 - Você está procurando destruir uma cidade antiga, onde sempre dominaram o amor e a paz; além do mais, uma cidade que sempre foi leal a Israel. Como pode você, então, destruir o que pertence ao Senhor?" 20 - E Joabe respondeu: "Não é nada disso que queremos fazer. 21 - Tudo o que queremos é um homem chamado Seba, das colinas de Efraim, que se revoltou contra o rei Davi. Se você me entregar esse homem, deixaremos a cidade em paz". "Muito bem", respondeu a mulher. "Prometo que jogaremos a cabeça desse homem para você do outro lado do muro". 22 - Então a mulher procurou o povo e, sabia como era, foi atendida no seu conselho. Cortaram, pois, a cabeça de Seba e a atiraram do outro lado do muro para Joabe. Diante disso, Joabe fez tocar a trombeta, reuniu seus soldados e voltaram para o rei, em Jerusalém. 23 - Joabe era o comandante-chefe do exército; Benaia era o comandante da guarda real. 24 - Adorão cuidava dos que estavam sujeitos a trabalhos forçados; Josafá era o historiador que registrava os acontecimentos. 25 - Seva era o secretário; Zadoque e Abiatar eram os principais sacerdotes. 26 - Ira, o jairita, era o oficial pessoal de Davi. CAPITULO 21 1 - HOUVE UMA GRANDE fome por todo o reino de Davi durante três anos seguidos. Davi orou muito ao Senhor pedindo solução para esse problema. Então o Senhor lhe disse: "O período de fome caiu sobre o seu reino por causa do crime cometido por Saul e sua família. Eles mataram os gibeonitas; houve muito sangue derramado". 2 - Assim Davi convocou os gibeonitas. Eles não faziam parte do povo de Israel, porém era o povo que havia restado da nação dos amorreus. Israel havia feito um acordo para poupar esse povo; Saul, porém, devido a um exagerado zelo patriótico, procurou destruir os gibeonitas. 3 - Davi perguntou aos gibeonitas: "Que farei por vocês para compensar o mal que vocês receberam de Saul? Que faremos para que vocês se juntem a nós e orem também ao Senhor do céu para que nos dê a sua bênção?" 4 - "Bem, dinheiro da família de Saul não nos interessa", disseram os gibeonitas; "e também não nos cabe matar qualquer israelita para que sejamos vingados." "Que farei, então?" perguntou Davi. "Por favor, digam-me; o que vocês me pedirem, eu farei." 5 e 6 - "Bem," responderam eles, "dê-nos sete dos filhos de Saul; queremos os filhos do homem que tudo fez para nos destruir e eliminar de todo o território de Israel. Nós os enforcaremos diante do Senhor, em Gibeá, a cidade do rei Saul." "Muito bem", disse o rei; "farei o que pedem." 7 - Davi poupou a Mefibosete, filho de Jônatas, por causa de um juramento religioso feito entre ele Davi, e Jônatas, filho de Saul. 8 - Porém entregou aos gibeonitas os dois filhos de Rispa, Armoni e Mefibosete (Rispa era filha de Aiá, uma das esposas de Saul; portanto, Armoni e Mefibosete eram netos de Saul). Também entregou mais outros cinco netos de Saul, filhos de sua filha Merabe e seu esposo Adriel. 9 - Os homens de Gibeom levaram os sete netos de Saul para a montanha, e lá, diante do Senhor, foram todos enforcados. Isso se deu justamente no começo da colheita, de cevada. 10 - Rispa, a mãe de dois dos enforcados, forrou uma rocha com pano de saco, e ali se assentou durante a época da colheita para guardar os corpos dos seus filhos, evitando assim que as aves de rapina os devorassem durante o dia, e os animais selvagens durante a noite. 11 - Quando Davi soube da atitude de Rispa, 12 a 14 - providenciou para que os ossos dos enforcados fossem transportados para a sepultura de Quis, pai de Saul. Ao mesmo tempo mandou uma ordem aos homens de Jabes-Gileade para trazerem a ele também os ossos de Saul e de Jônatas, Os homens de Jabes-Gileade haviam roubado os corpos de Saul e de Jônatas da praça pública em Bete-Seã onde os filisteus os expuseram depois de mortos na batalha do monte Gilboa. Seus ossos então foram reunidos na mesma sepultura da sua família por ordem de Davi. E então Deus ouviu e atendeu as orações do seu povo, e o período de fome terminou. 15 - Uma vez quando os filisteus faziam guerra contra Israel, Davi saiu com seus. homens para defender-se deles. A luta era tão intensa que Davi começou a perder as forças, de tão cansado. 16 - Então surgiu diante dele Isbi-Benobe, um gigante que usava um novo tipo de armadura e com uma lança de bronze que só a ponta pesava mais de cinco quilos. Esse gigante atacou a Davi procurando matá-lo. 17 - Mas Abisai, filho de Zeruia, veio em seu auxílio e matou o gigante filisteu. Por isso os homens de Davi disseram a ele: "O senhor não sairá mais conosco para lutar! Não queremos pôr em risco a vida do rei; não queremos que se apague a lâmpada de Israel!" 18 - Mais tarde, houve novamente guerra com os filisteus em Gobe; nessa ocasião Sibecai, o husatita, matou a Safe, outro dos gigantes. 19 - Em outra ocasião, nesse mesmo lugar, Elanã matou a outro gigante, que era irmão de Golias, homem de Gate; este gigante trazia na mão uma lança que tinha um cabo como o eixo de tecelão! 20 e 21 - De outra vez ainda, quando os filisteus e Israel estavam guerreando em Gate, um gigante com seis dedos em cada mão e seis dedos em cada pé desafiou os homens de Israel. Então Jônatas, filho de Siméia, irmão de Davi, matou esse gigante. 22 - Esses quatro gigantes que foram mortos pelos homens do exército de Davi, eram da tribo de gigantes em Gate. CAPITULO 22 1 - ESTE FOI O cântico de louvor a Deus, entoado por Davi depois de ele haver livrado o seu povo das mãos de Saul e de outros inimigos: 2 - "O Senhor é a minha rocha, Minha fortaleza e meu Salvador. 3 - Eu me esconderei em Deus, que é a minha rocha e meu refúgio. Ele é meu escudo e minha salvação, meu refúgio e torre alta. Obrigado, ó meu Salvador, Por me livrar de todos os meus inimigos. 4 - Eu invocarei o Senhor, que é digno de ser louvado; Ele me livrará de todos os meus inimigos. 5 - As ondas da morte me cercaram; Correntes de águas me encobriram; 6 - Armaram-me ciladas, e fui preso Pelo inferno e pela morte. 7 - Mas em minha angústia clamei ao Senhor, E do seu templo ele me ouviu. Meu clamor chegou aos seus ouvidos. 8 - Então a terra se abalou e tremeu; Os fundamentos dos céus se abalaram por causa da sua ira. 9 - Das suas narinas saiu fumaça; fogo saiu de sua boca e consumiu tudo diante dele, espalhando-se o fogo pela terra. 10 - Ele fez baixar os céus e veio à terra; caminhou sobre nuvens escuras. 11 - Ele cavalgou sobre os querubins Sobre as asas do vento. 12 - As trevas o cercaram, e eram densas as nuvens ao seu redor; 13 - A terra estava radiante com o seu brilho. 14 - O Senhor trovejou desde os céus, O Deus acima de todos os deuse elevou a sua voz. 15 - Ele desferiu suas setas de relâmpago, e dispersou seus inimigos. 16 - Pelo sopro de suas narinas o mar foi dividido em dois. Eis que o fundo do mar foi visto. 17 - Do alto, ele me amparou e me salvou das águas; 18 - Livrou-me de inimigos poderosos, daqueles que me odiavam, e daqueles que eram muito mais fortes que eu. 19 - Eles caíram sobre mim no dia da minha calamidade, mas o Senhor foi a minha salvação. 20 - Ele me livrou e me amparou, Pois ele se agradou de mim. 21 - Procurei ser bondoso, e conservar puras as minhas mãos, e o Senhor me recompensou. 22 - De Deus eu não me afastei. 23 - Das suas leis eu tomei conhecimento, e a elas eu prestei obediência. 24 - Fui inteiramente submisso a ele E zeloso no meu proceder. 25 - Por isso o Senhor me abençoou muito, porque ele conhece a pureza do meu coração. 26 - É misericordioso com os misericordiosos; e a sua perfeição atinge aqueles que são perfeitos. 27 - Revela a sua pureza aos que são puros; mas a sua destruição cai sobre o que pratica o mal. 28 - Ele salva e ampara os humildes sofredores, mas derriba os altivos, pois conhece todos os seus movimentos. 29 - O Senhor é a minha luz! Ele ilumina a escuridão da minha vida. 30 - Pelo seu poder vencerei exércitos; E pela sua força transporei muralhas. 31 - O caminho de Deus é perfeito; A palavra do Senhor, verdadeira. Ele protege a todos que nele se escondem. 32 - Somente nosso Senhor é Deus; Não há outro Salvador. 33 - Deus é minha fortaleza e minha força, Ele me traz a salvo. 34 - Ele faz ligeiros os meus pés Como ligeiras são as cabras dos montes sobre as rochas. 35 - Ele me dá agilidade na guerra, e força para dobrar um arco de bronze. 36 - O Senhor me deu o escudo de sua salvação; e a sua bondade me engrandeceu. 37 - Alongou os meus passos para que os meus pés não vacilassem. 38 - Persegui os meus inimigos e os destruí, sem deixar um sequer. 39 - Debaixo dos meus pés derrubei todos os meus inimigos. Nem um só tem possibilidade de levantar -se. 40 - Pois Ele me deu força na batalha e poder para sujeitar os que contra mim se levantarem. 41 - Pôs os meus inimigos a correr; e eu a todos destruí. 42 - Eles clamaram em vão por auxílio; clamaram a Deus, e Deus não atendeu. 43 - Então eu os esmaguei e os transformei em pó; espalhados eles foram como o pó que se espalha pelas ruas. 44 - O Senhor me tem preservado, dos rebeldes do meu povo e como cabeça das nações me colocou! Até mesmo os estranhos me servirão. 45 - Submissos, ao ouvirem a minha voz, ao ouvirem falar do meu poder. 46 - Os estrangeiros saem dos seus esconderijos com o coração cheio de temor. 47 - O Senhor vive. Abençoada seja a minha Rocha. Louvor seja dado a Ele a Rocha da minha salvação. 48 - Louvado seja Deus que destruiu aqueles que são contra mim, 49 - E ao mesmo tempo me livrou dos meus inimigos. Sim, Ele me engrandeceu e me exaltou sobre eles. Me livrou da violência. 50 - Graças dou, ó Senhor! O seu nome seja louvado entre as nações. 51 - O Senhor deu vitórias maravilhosas ao seu rei, e cobriu de misericórdia o seu escolhido Davi e toda a sua casa, Para sempre." CAPITULO 23 1 - SÃO ESTAS AS últimas palavras de Davi: "Fala agora Davi, o filho de Jessé. Davi, o homem a quem Deus permitiu e proporcionou sucessos maravilhosos; Davi, o escolhido do Deus de Jacó; Davi, o doce salmista de Israel: 2 - O Espírito do Senhor falou por mim e a sua palavra estava na minha boca. 3 - Deus, a Rocha de Israel me disse: 'Um virá para governar com justiça, Para reinar no temor de Deus. 4 - Ele será como a luz da manhã; Como um amanhecer claro, sem nuvens, que faz brotar na terra a grama verde e macia, como o sol que brilha depois de uma chuva. 5 - E a minha família foi a escolhida! Sim, Deus fez um trato comigo; o seu acordo é eterno, final e selado. Ele cuidará constantemente da minha segurança e do meu sucesso. 6 - Mas os infiéis são como espinhos que são atirados fora, porque ferem as mãos que neles tocam. 7 - Quem quiser cortá-los precisa proteger-se; Eles devem ser destruídos com fogo." 8 - Estes são os nomes dos Três Maiores - os homens mais valentes do exército de Davi: o primeiro era Josebe-Bassebete, de Taquemoni, conhecido também por Adino, o eznita. Este, uma vez matou oitocentos homens numa batalha. 9 - O segundo era Eleazar, filho de Dodô, e neto de Aoí. Ele era um dos três que, com Davi, destruiu os filisteus, depois que o exército de Israel já se havia dispersado. 10 - Eleazar matou os filisteus até sua mão não agüentar mais empunhar a espada; o Senhor lhe deu uma grande vitória. O restante do exército não voltou, a não ser na hora de recolher o que ficou. 11 e 12 - Depois de Eleazar vem Samá, filho de Agé, de Harar. Uma vez, durante o ataque de uma tropa dos filisteus, quando todos os homens de Davi fugiram, ele se colocou sozinho num campo de lentilhas e derrotou os filisteus. Deus lhe deu uma grande vitória. 13 - Uma vez, quando Davi estava na caverna de Adulão e os invasores filisteus estavam acampados no vale de Refaim, três dos trinta valentes chefes do exército de Israel desceram à caverna para ficar com Davi. 14 - Davi estava na fortaleza nessa ocasião, e os filisteus na cidade vizinha de Belém. 15 - Então Davi disse: "Estou com tanta vontade de tomar daquela água pura do poço da cidade!" O poço ficava perto da porta da cidade. 16 - Os três homens atravessaram com valentia as fileiras dos filisteus, tiraram a água do poço e a trouxeram a Davi. Ele, porém, se recusou a tomá-la! Em vez disso, despejou a água no chão como oferta ao Senhor. 17 - "Não, meu Deus!" ele exclamou; "eu não posso tomar essa água. Ela é como se fosse o sangue destes homens que arriscaram a sua vida por mim, atravessando as fileiras dos filisteus." 18 e 19 - Desses três homens, Abisai, o irmão de Joabe, filho de Zeruia era o mais valente. Uma vez ele com a sua lança feriu e matou trezentos inimigos. Foi com esse ato que ele ganhou lugar entre os mais valentes de Israel. Ele era o principal dos valentes oficiais do exército e era também o chefe deles. Mas não chegou a ser um dos Três Maiores. 20 - Havia também Benaia, filho de Joiada, um heróico soldado de Cabzeel. Benaia matou os dois maiores heróis de Moabe. Numa outra ocasião ele desceu numa cova e, apesar da neve lisa que cobria, o chão, atacou um leão que ali estava e o matou. 21 - De outra feita, com um cajado na mão, matou um guerreiro egípcio que estava armado com uma lança; ele arrancou a lança da mão do egípcio, e com ela o matou. 22 - Estes são alguns dos feitos de Benaia; ficou tão famoso como os Três Maiores. 23 - Ele estava entre os trinta mais valentes, porém não fazia parte do grupo dos Três Maiores. Davi fez de Benaia o chefe da sua guarda pessoal. 24 a 39 - Asael, irmão de Joabe, fazia parte do grupo dos trinta valentes. Os outros eram: El-Hanã (filho de Dedó), de Belém; Samá, de Harode; Elica, de Harode; Helez, de Palti; Ira (filho de Iques), de Tecoa; Abiezer, de Anatote; Mebunai, de Husate; Zalmom, de Aoí; Maarai, de Netofate; Helebe (filho de Baaná), de Netofate; Hitai (filho de Ribai), de Gibeá, da tribo de Benjamim; Benaia, de Piratom; Hidai, do ribeiro de Gaás; Abi-AIbom, de Arbate; Azmavete, de Baurim; Eliaba, de Saalbom; Bené-Jásen; Jônatas; Samá, de Harar; Aião (filho de Sarar), de Harar; Elifelete (filho de Aasbai), de Maaca; Eliã (filho de Aitofel), de Giló; Hezrai, do Carmelo; Paarai, de Arba; Igal (filho de Natã), de Zobá; Bani, de Gade; Zeleque, de Amom; Naarai, de Beerote, era o que trazia as armas de Joabe (filho de Zeruia); Ira, de Itra; Garebe, de Itra; Urias o heteu - trinta e sete ao todo. CAPITULO 24 1 - MAIS UMA VEZ Deus ficou descontente com Israel, porque Davi foi levado a fazer mal mediante a contagem do povo de Israel e de Judá. 2 - Davi disse a Joabe, o comandante-chefe do seu exército: "Faça uma contagem de todo o povo desde uma extremidade da nação à outra, para que eu saiba qual é a população total". 3 - Porém Joabe respondeu: "Deus faça o rei viver até que veja a população do seu reino aumentada de cem vezes o número que tem agora. Mas o rei não tem direito algum de se alegrar na força desse povo." 4 - Contudo, a ordem do rei prevaleceu, e Joabe e seus oficiais saíram para contar o povo de Israel. 5 - Em primeiro lugar eles atravessaram o Jordão e acamparam em Aroer, ao sul da cidade que fica no meio do vale de Gade, perto de Jazer; 6 - depois foram a Gileade, na terra dos heteus e até Dã-Jaã e se viraram para Sidom; 7 - depois foram para a fortaleza de Tiro, e a todas as cidades dos heveus e cananeus; também ao sul de Judá até Berseba. 8 - Tendo eles percorrido toda a terra, completaram sua tarefa em nove meses e vinte dias. 9 - E Joabe relatou ao rei o resultado do recenseamento: oitocentos mil homens inscritos dentro da idade exigida em Israel; e quinhentos mil em Judá. 10 - Depois de mandar fazer o recenseamento, Davi se arrependeu, achando que havia procedido mal; e ele disse ao Senhor: "O que eu fiz estava errado. Por favor, meu Deus, perdoe essa minha fraqueza" . 11 - Na manhã seguinte, Deus falou ao profeta Gade, que era o intermediário entre Davi e Deus. Disse o Senhor a Gade: 12 - "Diga a Davi que darei a ele três escolhas para que aceite uma delas". 13 - Gade procurou Davi e transmitiu a ele as palavras do Senhor; e perguntou: "Qual destas três escolhas você prefere? - sete anos de fome por todo o seu reino; a sua fuga durante três meses diante dos seus inimigos; ou você se submeterá a três dias de praga sobre a sua terra. Pense bem e me dê a resposta, pois o Senhor quer saber qual a sua escolha". 14 - "É uma decisão difícil", respondeu Davi; "mas eu acho que é melhor cair na mão do Senhor - pois sua misericórdia é grande - do que cair nas mãos dos homens. Portanto, fiz minha escolha: que o Senhor mande os três dias de praga." 15 - Assim o Senhor mandou uma peste sobre Israel naquela manhã, e essa peste durou três dias; a peste causou a morte de setenta mil homens em toda a nação. 16 - O anjo da morte preparava-se para destruir Jerusalém; mas o Senhor mandou que parasse. O anjo da morte tinha chegado no terreiro de Araúna, o jebuseu. 17 - Quando Davi viu o anjo que feria a terra, ele disse ao Senhor: "Ó Deus, eu sou o único que pequei contra o Senhor! Por que meu povo, que me segue como rebanho, precisa pagar pelo meu erro? Deixe que o seu castigo caia somente sobre mim e a minha família." 18 - Naquele dia Gade veio a Davi e disse: "Vá e edifique um altar no terreiro de cereais de Araúna, o jebuseu." 19 - E Davi apressou-se em fazer o que o Senhor lhe ordenou. 20 - Quando Araúna viu o rei e seus homens encaminhando-se em sua direção, saiu ao encontro deles e diante deles lançou-se ao chão com o rosto em terra. 21 - "Por que veio até aqui?" Araúna perguntou ao rei. Ao que Davi respondeu: "Vim comprar o seu terreiro de cereais para edificar nele um altar ao Senhor; assim Ele fará cessar a peste que está destruindo o pais." 22 - "Tudo aqui está à sua disposição," disse Araúna ao rei. "Aqui estão os bois para o sacrifício queimado; aqui estão os instrumentos, a madeira e tudo de que o rei precisa para construir o altar, e também aqui está o material necessário para o fogo que será aceso sobre o altar. 23 - Tudo isso é seu, uma oferta minha, e que Deus aceite o seu sacrifício." 24 - Mas o rei disse a Araúna: "Não, não quero nada disto de graça. Quero comprar, pois não desejo oferecer ao Senhor meu Deus sacrifício daquilo que não me custou nada". Assim Davi pagou pelo terreiro e pelos bois. 25 - E Davi edificou ali um altar ao Senhor e ofereceu sacrifícios de paz. E o Senhor ouviu suas orações, e a praga cessou. 1º REIS CAPITULO 1 1 - QUANDO DAVI FICOU muito velho, quase não saía da cama; e por mais que pusessem cobertores sobre ele, ainda assim ele sentia muito frio. 2 - Então os ajudantes do rei lhe disseram: "O remédio para isso é encontrar uma moça virgem que sirva de companheira para o rei e cuide do senhor. Ela se deitará nos seus braços, e assim o senhor se aquecerá". 3 e 4 - Por isso andaram pelo país, por todos os cantos, a fim de encontrarem a moça mais linda de toda a terra. Finalmente encontraram Abisague, uma moça de Sunã, e ela foi escolhida. Trouxeram a moça ao rei, e ela se deitava nos braços dele, para que ele se aquecesse (porém ele não teve relações com ela). 5 - Por esse tempo Adonias, filho de Davi (a mãe de Adonias era Hagite), decidiu colocar a coroa real em sua própria cabeça e reinar em lugar de seu velho pai. De modo que ele alugou carros e homens que dirigissem tais carros, providenciou também cinqüenta homens que corressem pelas ruas adiante dele como se fossem soldados da infantaria real. 6 - Ora, seu pai, o rei Davi, jamais deu castigo ao filho - nem mesmo lhe passou uma simples repreensão! Ele era um homem muito bonito; era o irmão logo abaixo de Absalão. 7 - Adonias conquistou a confiança do general Joabe e do sacerdote Abiatar, e eles concordaram em ajudar o moço a tornar-se rei. 8 - Mas dentre os que permaneceram fiéis ao rei Davi e se recusaram a seguir a Adonias, estavam os sacerdotes Zadoque e Benaia, o profeta Natã, Simei, Rei e os chefes do Exército de Davi. 9 - Adonias foi a En-Rogel, onde ofereceu sacrifícios de ovelhas, bois e cabritos gordos, na Pedra da Serpente. Então chamou todos os seus irmãos - os outros filhos do rei Davi - e todos os oficiais do palácio real de Judá, pedindo a eles que viessem para a sua festa de coroação. 10 - Porém não convidou o profeta Natã, nem Benaia, nem os oficiais leais do exército, e nem mesmo seu irmão Salomão. 11 - Então o profeta Natã foi procurar Bate-Seba, mãe de Salomão, e perguntou a ela: "Você sabe que Adonias, filho de Hagite, agora é o rei, e que nosso senhor Davi não sabe do que se passa? 12 - Se você quiser salvar sua própria vida e a vida de seu filho Salomão - faça exatamente como lhe digo! 13 - Vá depressa ao rei Davi e pergunte a ele: 'Meu senhor, lembra-se da promessa que me fez de que meu filho Salomão seria o próximo rei, e que ele se assentaria no seu trono? Então, como é que Adonias já é rei?' 14 - E enquanto você ainda estiver falando com ele, eu chegarei e direi que é verdade tudo quanto você disse. 15 - Ela entrou então no quarto do rei. Ele já era um homem bem velho, e Abisague cuidava dele. 16 - Bate-Seba se inclinou diante dele. "Que é que você quer?" perguntou o rei. 17 - Ela respondeu: "Meu senhor, o senhor me jurou, pelo Senhor seu Deus, que meu filho Salomão seria o próximo rei, e que ele se assentaria no seu trono. 18 - Mas em lugar disso, Adonias é o novo rei, e o senhor nem mesmo sabe disso. 19 - Ele comemorou a festa de sua coroação oferecendo sacrifícios de bois, cabritos gordos, e muitas ovelhas, e além disso convidou todos os irmãos, o sacerdote Abiatar e o general Joabe. Porém não convidou a Salomão. 20 - E agora, ó rei meu senhor, todo o Israel está esperando sua decisão para saber se Adonias é o escolhido para ficar em seu lugar. 21 - Se o rei não agir depressa, meu filho Salomão e eu seremos presos e assassinados como criminosos, logo depois da sua morte." 22 e 23 - Enquanto ela falava, os ajudantes do rei disseram a ele: "Está aí o profeta Natã, que deseja ver o rei." Natã entrou e se inclinou diante do rei, 24 - e perguntou: "Meu senhor, foi o senhor quem nomeou a Adonias para ser o próximo rei? Foi ele que o rei escolheu para assentar-se no trono real? 25 - Hoje ele comemorou sua coroação oferecendo sacrifícios de bois e cabritos gordos e muitas ovelhas, e convidou os filhos do rei para comparecerem às festas. Também convidou ao general Joabe e ao sacerdote Abiatar. Eles estão comendo e bebendo com ele, e gritando: 'Viva o rei Adonias!' 26 - Porém o sacerdote Zadoque, Benaia, Salomão e eu não fomos convidados. 27 - Ele fez isso com a aprovação do rei? Pois o rei não disse nenhuma palavra com respeito a que filho seu foi escolhido para ser o próximo rei." 28 - "Chamem Bate-Seba," disse Davi. Então ela voltou, e se pôs em pé diante dele. 29 - E o rei jurou: "Assim como vive o Senhor que me livrou de todos os perigos, 30 - declaro que seu filho Salomão será o próximo rei e se assentará no meu trono, exatamente como jurei a você perante o Senhor Deus de Israel. 31 - Então Bate-Seba se inclinou novamente diante do rei e exclamou: "Oh, muito obrigada, senhor. Que meu senhor, o rei, viva para sempre!" 32 - O rei deu a seguinte ordem: "Chamem a Zadoque, o sacerdote, a Natã, o profeta, e a Benaia." Quando chegaram, 33 - o rei disse a eles: "Levem Salomão e meus oficiais a Giom. Salomão deve ir montado na minha mula, 34 - e o sacerdote Zadoque e o profeta Natã devem derramar óleo sobre a cabeça dele, porque é o rei de Israel. Depois toquem as trombetas e gritem: 'Viva o rei Salomão!' 35 - Quando vocês trouxerem Salomão de volta para cá, façam com que ele se assente no meu trono como o novo rei; porque foi ele que eu indiquei para rei de Israel e de Judá." 36 - "Amém! Louvado seja o Senhor!" respondeu Benaia, e disse mais: 37 - "Que o Senhor esteja com Salomão como esteve com meu senhor, o Rei Davi, e que Deus faça o reino de Salomão maior ainda do que o seu!" 38 - Então o sacerdote Zadoque, o profeta Natã, Benaia e o guarda pessoal de Davi levaram Salomão e Giom; Salomão ia montado na mula que pertencia ao rei Davi. 39 - Em Giom, Zadoque pegou um vaso de óleo sagrado trazido do tabernáculo e despejou o óleo sobre Salomão; fizeram tocar as trombetas, e todo o povo gritou: 'Viva o rei Salomão!" 40 - Depois todos eles voltaram com Salomão para Jerusalém, e por todo o caminho vieram fazendo uma festa alegre e barulhenta. 41 - Adonias e os seus convidados ouviram aquela agitação e gritaria, bem na hora em que terminavam o banquete. "O que está acontecendo?" perguntou Joabe. "Por que a cidade está nessa agitação?" 42 - Enquanto ele ainda falava, Jônatas, filho de Abiatar, o sacerdote, chegou correndo. "Entre," Adonias disse a ele, "pois você é um homem bom; você deve ter boas notícias." 43 - "Nosso senhor, o rei Davi, declarou que Salomão é o rei!" Jônatas gritou. 44 e 45 - "O rei mandou que ele fosse a Giom com o sacerdote Zadoque, o profeta Natã e Benaia, protegido pela própria guarda pessoal do rei; e ele ia montado na mula que pertence ao rei. Zadoque e Natã despejaram óleo sobre a cabeça dele, como o novo rei! Eles acabam de voltar, e toda a cidade está comemorando e festejando. Todo esse barulho é por isso. 46 e 47 - Salomão está assentado no trono, e todo o povo está dando parabéns a Davi, dizendo: 'Que Deus abençoe o rei Davi ainda mais por intermédio de Salomão do que abençoou o rei Davi pessoalmente! Que Deus faça o reinado de Salomão maior ainda do que o reinado do rei Davi!' E o rei continua na sua cama, agradecendo as bênçãos. 48 - Ele diz: Bendito seja o Senhor Deus de Israel, que escolheu um de meus filhos para sentar-se hoje no meu trono, enquanto ainda estou vivo e posso ver o que acontece”. 49 e 50 - Então Adonias e seus convidados saíram correndo da mesa do banquete e fugiram de medo; eles trataram de salvar as suas vidas. Adonias correu para o tabernáculo e se agarrou às pontas do altar. 51 - Quando Salomão soube que Adonias estava agarrado ao altar no tabernáculo, pedindo que tivessem pena dele, 52 - Salomão respondeu: "Se ele se comportar bem, não será ferido; mas se não se comportar bem, ele vai morrer." 53 - Então Salomão mandou buscar a Adonias, e os mensageiros fizeram com que ele descesse do altar. Ele veio e se inclinou diante do rei; Salomão simplesmente mandou Adonias embora. "Vá para a sua casa," disse ele. CAPITULO 2 1 - QUANDO DAVI SENTIU que a morte se aproximava, ele deu esta responsabilidade a seu filho Salomão: 2 - "Eu vou para onde devem ir algum dia todos os homens que estão na terra. Espero que você seja um sucessor forte e merecedor de toda a confiança. 3 - Obedeça às leis de Deus, e siga todos os caminhos que Ele manda seguir; guarde todos os mandamentos divinos escritos na lei de Moisés, de modo que você seja bem sucedido em tudo quanto fizer, e por onde quer que vá. 4 - Se fizer isto, então o Senhor vai cumprir a promessa que me fez, de que se os meus filhos e os filhos deles andarem direito e forem fiéis a Deus, sempre haverá um deles como rei de Israel – a minha família nunca terá fim. 5 - "Agora preste atenção às minhas instruções. Você sabe que Joabe assassinou meus dois generais Abner e Amasa. Ele fingiu que isso era um ato de guerra, mas foi feito em tempo de paz. 6 - Você é um homem sábio, e saberá o que deve fazer - não deixe que ele morra em paz. 7 - Porém seja bom para os filhos do gileadita Barzilai. Faça deles hóspedes permanentes do rei, pois cuidaram de mim quando eu fugia do seu irmão Absalão. 8 - Você se lembra de Simei, filho de Gera, o benjamita de Baurim? Ele me amaldiçoou com uma terrível maldição quando eu ia para Maanaim; mas quando ele desceu para se encontrar comigo junto ao rio Jordão, prometi que não o mataria. 9 - Mas essa promessa você não é obrigado a cumprir! Você é um homem sábio, e saberá como arranjar uma morte sangrenta para ele." 10 - Depois Davi morreu e foi sepultado em Jerusalém. 11 - Ele reinou sobre Israel durante quarenta anos, sendo sete anos em Hebrom, e trinta e três anos em Jerusalém. 12 - E Salomão se tornou o novo rei, em lugar de seu pai Davi; e o seu reino foi feliz. 13 - Certo dia Adonias, o filho de Hagite, veio falar com Bate-Seba, mãe de Salomão. "Você veio para criar problemas?" perguntou ela. "Não", ele respondeu; "venho em paz. 14 - Na verdade, tenho um favor a pedir a você." "Que favor é esse?" ela perguntou. 15 - "Tudo ia bem comigo" , ele disse, "e o reino era meu; todos esperavam que eu fosse o próximo rei. Mas a situação se inverteu, e tudo foi para as mãos de meu irmão; porque foi assim que o Senhor quis. 16 - Mas agora tenho um pequeno favor a lhe pedir, e espero que não deixe de me atender”. "Qual é o favor?" ela perguntou. 17 - Ele respondeu: "Fale ao rei Salomão em meu nome (porque eu sei que ele fará qualquer coisa que você pedir), e peça a ele para me dar Abisague, a sunamita, como minha esposa." 18 - "Está bem," respondeu Bate-Seba, "vou pedir a ele." 19 - Então ela foi pedir esse favor a Salomão. Quando ela entrou, o rei se levantou do trono e se inclinou diante dela. Ele mandou que trouxessem um trono para sua mãe, e fosse colocado ao lado do trono dele; assim ela se assentou à direita do rei. 20 - "Tenho um pequeno pedido a lhe fazer," disse ela, "e espero que não negue o que peço." "Qual é o pedido, minha mãe?" ele perguntou. "Você sabe que eu não lhe recuso nada." 21 - "Então dê licença para que seu irmão Adonias se case com Abisague," ela respondeu." 22 - "Para que isso?" ele perguntou a ela. "Se eu desse Abisague a ele, estaria dando a ele o reino também! Pois ele é meu irmão mais velho! Ele e o sacerdote Abiatar e o general Joabe tomariam conta de tudo!" 23 e 24 - Então o rei Salomão fez um grande juramento, dizendo: "Que Deus me dê a morte, se Adonias não morrer hoje mesmo por causa deste plano que ele tramou contra mim! Juro pelo Deus vivo que me deu o trono de meu pai Davi, e este reino que Ele me prometeu." 25 - Assim o rei Salomão enviou Benaia para matar Adonias, e Benaia o matou com uma espada. 26 - Depois o rei disse ao sacerdote Abiatar: "Volte para sua casa em Anatote. Você deveria morrer também, mas não vou matar você agora, porque você carregou a arca do Senhor Deus durante o reinado de meu pai, e sofreu junto com ele em todos os momentos difíceis da vida dele." 27 - Salomão obrigou Abiatar a abandonar o cargo que ele tinha como sacerdote do Senhor, cumprindo dessa maneira a profecia do Senhor em Silo, com referência aos filhos de Eli. 28 - Quando Joabe ouviu falar da morte de Adonias (Joabe havia tomado parte na revolta de Adonias, embora não tivesse participado da revolta de Absalão), correu para o tabernáculo e se agarrou às pontas do altar. 29 - Quando a noticia chegou ao rei Salomão, ele enviou Benaia para matar Joabe. 30 - Benaia foi ao tabernáculo e disse a Joabe: "O rei disse para você sair!" "Não saio", replicou ele. "Vou morrer aqui." Então Benaia voltou à presença do rei para receber novas instruções. 31 - "Faça como ele diz," respondeu o rei. "Mate Joabe ao lado do altar, e faça o enterro dele. Isto retirará de mim e da família do meu pai a culpa dos crimes que Joabe praticou sem motivo. 32 - Então o Senhor fará Joabe pessoalmente responsável pelos assassínios de dois homens que eram melhores do que ele. Pois meu pai não teve parte na morte do general Abner, comandante-chefe do exército de Israel, nem na morte do general Amasa, comandante-chefe do exército de Judá. 33 - Que Joabe, seus filhos e netos sejam para sempre culpados desses crimes, e que o Senhor declare a Davi e seus filhos e netos sem culpa quanto à morte deles. 34 - Assim Benaia voltou ao tabernáculo e matou Joabe; e ele foi sepultado ao lado de sua casa no deserto. 35 - Então o rei nomeou a Benaia como comandante-chefe, e a Zadoque como sacerdote em lugar de Abiatar. 36 e 37 - Depois o rei mandou chamar Simei e lhe disse: "Construa uma casa para você aqui em Jerusalém, e não dê um passo fora da cidade, sob pena de morte. No momento em que você for além do córrego de Cedrom, você morre; e a culpa será toda sua". 38 - Simei respondeu: "O que meu senhor o rei disser está bem." E assim ele morou em Jerusalém durante longo tempo. 39 - Porém três anos mais tarde, dois dos escravos de Simei fugiram e foram para a casa de Aquis, rei de Gate. Quando Simei ouviu dizer que seus escravos estavam em Gate, 40 - pôs os arreios num burro e foi a Gate falar com o rei. Quando encontrou os escravos, ele os levou de volta para Jerusalém. 41 - Salomão soube que Simei havia saído de Jerusalém e foi a Gate e voltou, 42 - mandou então chamá-lo e lhe perguntou: "Não dei ordem a você, em nome de Deus, para ficar em Jerusalém senão morreria! Você respondeu: 'Muito bem, farei como o rei diz.' 43 - Então por que não cumpriu sua palavra e não obedeceu à minha ordem? 44 - E que dizer sobre todas as coisas más que você fez a meu pai, o rei Davi? Que o Senhor faça cair a sua vingança sobre você, 45 - mas que eu receba as ricas bênçãos de Deus, e que um dos filhos de Davi sempre se assente no seu trono." 46 - Então, por ordem do rei, Benaia levou Simei para fora e o matou. Assim ficou garantido o domínio de Salomão sobre o reino. CAPITULO 3 1 - SALOMÃO FEZ UM trato com Faraó, rei do Egito, e se casou com uma das filhas de Faraó. Trouxe a mulher para Jerusalém, a fim de morar na cidade de Davi, até que ele pudesse terminar a construção de seu palácio, a construção da casa do Senhor e do muro ao redor da cidade. 2 - Nesse tempo o povo de Israel oferecia seus sacrifícios sobre altares feitos nas montanhas, porque o templo do Senhor ainda não tinha sido construído. 3 - Salomão amava ao Senhor e seguia todas as instruções de seu pai Davi, fora o fato de que ele continuou a sacrificar nas montanha, e oferecer incenso ali. 4 - O mais famoso dos altares no topo da montanha estava em Gibeom, e então o rei foi para lá e ofereceu como sacrifício mil ofertas queimadas! 5 - Naquela noite o Senhor apareceu a ele num sonho, e disse que podia pedir qualquer coisa que quisesse, e lhe seria dada! 6 - Salomão respondeu: "O Senhor foi maravilhosamente bondoso para com meu pai Davi, porque ele foi honesto, verdadeiro, e fiel ao Senhor, e obedeceu aos seus mandamentos. E o Senhor continuou a mostrar grande amor por ele, dando-lhe um filho para ficar em seu lugar. 7 - Ó Senhor meu Deus, o Senhor agora me fez rei em lugar de meu pai Davi, mas eu sou como uma criança, que não sabe andar sozinha. 8 - E aqui estou eu no meio do Seu povo escolhido, uma nação tão grande, com tanta gente que quase não se pode contar! 9 - Dê-me uma mente compreensiva, de modo que eu possa governar bem o seu povo, e saber a diferença entre o que está certo e o que está errado. Pois quem, é capaz de agüentar sozinho uma responsabilidade tão grande assim?" 10 - O Senhor ficou contente com esta resposta, e ficou alegre porque Salomão pediu sabedoria. 11 - Por isso Ele respondeu: "Já que você pediu sabedoria para governar o meu povo, e não pediu uma vida longa ou riquezas para si, ou a derrota dos seus inimigos - 12 - sim, Eu vou dar o que me pediu! Vou dar uma mente mais sábia e entendida do que a de qualquer outra pessoa nascida antes ou depois de você! 13 - E também vou dar o que você não pediu - riquezas e honra! Ninguém, em todo o mundo, será tão rico e famoso quanto você, pelo restante de sua vida! 14 - E Eu lhe darei uma vida longa se você Me seguir e obedecer às minhas Leis conforme fez o seu pai Davi." 15 - Então Salomão acordou, e viu que tinha sido um sonho. Ele voltou a Jerusalém e foi ao tabernáculo. E quando estava diante da arca do contrato do Senhor, ofereceu sacrifícios de ofertas queimadas e ofertas de paz. Depois convidou todos os seus oficiais para um grande jantar. 16 - Logo depois disso vieram ao rei duas prostitutas para ele resolver uma discussão entre elas. 17 e 18 - "Senhor", começou a falar uma delas, "nós moramos na mesma casa, somente nós duas, e faz pouco tempo eu tive um bebê. Quando ele estava com três dias, nasceu também o bebê desta mulher. 19 - Mas o bebê dela morreu durante a noite quando ela, dormindo, rolou sobre ele, e o bebê morreu sufocado. 20 - Então ela se levantou de noite e tirou o meu filho do meu lado enquanto eu dormia, colocou em meus braços o filho dela que estava morto, e levou o meu para dormir ao lado dela. 21 - De manhã, quando tentei dar de mamar ao meu filho, ele estava morto! Mas quando ficou claro o dia, eu vi que não era meu filho, de maneira nenhuma. 22 - Então a outra mulher entrou no meio da conversa e disse: "Certamente que o filho era dela, e o filho vivo era o meu". "Não," disse a primeira mulher, "o morto era o seu, e o vivo era o meu." E assim elas discutiam diante do rei. 23 - Então disse o rei: "Vamos esclarecer as coisas: as duas reclamam a criança viva, e cada uma diz que a criança morta pertence à outra. 24 - Pois bem, tragam-me uma espada." E assim trouxeram uma espada para o rei. 25 - Ele disse: "Cortem a criança viva ao meio, e dêem a metade para cada uma dessas mulheres!" 26 - A mulher que realmente era a mãe da criança, e que amava muito seu filho, gritou então: "Oh, não, senhor! Dê a ela a criança - mas não matem o menino!" Porém a outra mulher dizia: "Muito bem, ele não será nem seu nem meu; dividam o menino entre nós duas" 27 - Então o rei disse: "Dêem a criança à mulher que deseja que ele viva, pois ela é a mãe!" 28 - A notícia da decisão do rei se espalhou depressa por todo o país, e todas as pessoas ficaram admiradas, quando reconheceram a grande sabedoria que Deus havia dado a Salomão. CAPITULO 4 1 a 6 - AQUI ESTÁ UMA lista dos principais membros do governo do rei Salomão: Azarias (filho de Zadoque) era o sumo sacerdote; Eliorefe e Aías (filhos de Sisa) eram secretários; Josafá (filho de Ailude) era quem escrevia a história dos acontecimentos, e estava encarregado dos arquivos; Benaia (filho de Joiada) era o comandante-chefe do exército; Zadoque e Abiatar eram sacerdotes; Azarias (filho de Natã) cuidava dos negócios do governo; Zabude (filho de Natã) era o sacerdote pessoal do rei e amigo especial; Aisar era o gerente dos negócios do palácio; Adonirão (filho de Abda) era quem dirigia as obras públicas. 7 - Havia também doze oficiais da corte de Salomão - um homem de cada tribo responsáveis por trazer alimento do povo para a casa do rei. Cada um deles fornecia mantimentos para um mês do ano. 8 a 19 - Os nomes desses doze oficiais eram: Ben-Hur; ele estava encarregado da região montanhosa de Efraim; dali é que trazia os mantimentos; Ben-Dequer; a região dele era Macaz, Saalbim, Bete-Semes, Elom e Bete-Hanã; Ben-Hesede; a região dele era Arubote, incluindo Socó e toda a terra de Hefer; Ben-Abinadabe (casado com a princesa Tafate, filha de Salomão); a região dele eram as terras altas de Dor; Baaná (filho de Ailude); a região dele era Taanaque e Megido, e toda Bete-Seã, perto de Zaretã, abaixo de Jezreel, e todo o território desde Bete-Seã até Abel-Meoláe até além de Jocmeão; Ben-Geder; a região dele era Ramote-Gileade, incluindo as vilas de Jair (filho de Manassés), em Gileade; e a região de Argobe, em Basã, incluindo sessenta cidades cercadas de muros com portas de bronze; Ainadabe (filho de Ido); a região dele era Maanaim; Aimaás (casado com a princesa Basemate, outra das filhas de Salomão); a região dele era Naftali; Baaná (filho de Husai); as regiões dele eram Aser e Bealote; Josafá (filho de Parua); a região dele era Issacar; Simei (filho de Elá); a região dele era Benjamim; Geber (filho de Uri); a região dele era Gileade, incluindo os territórios de Seom, rei dos amorreus, e de Ogue, rei de Basã, Havia um gerente geral que tomava conta desses oficiais e do trabalho deles. 20 - Nesse tempo Israel e Judá eram uma nação rica, contente, e com muito povo. 21 - O rei Salomão governava toda a região, desde o rio Eufrates até a terra dos filisteus, e ia até às fronteiras do Egito. Os povos conquistados dessas terras pagavam impostos a Salomão, e continuaram a prestar serviços a ele durante o tempo em que viveu. 22 - Para a alimentação diária do palácio, eram necessários 195 barris de flor de farinha, 390 barris de farinha de cereais, 23 - 10 bois trazidos dos pastos de engordar, 20 bois de pasto comum, 100 ovelhas e, de tempos em tempos, veados, gazelas, corços, e aves postas a engordar. 24 - Salomão dominava sobre todos os reinos a oeste do rio Eufrates, desde Tifsa até Gaza. E havia paz em toda a terra em volta. 25 - Durante a vida de Salomão, toda a terra de Judá e de Israel viveu em paz e segurança; e cada família tinha sua própria casa e seu pomar. 26 - Salomão possuía quarenta mil cavalos para carros e empregava doze mil homens que conduziam os carros. 27 - Cada mês os oficiais do imposto forneciam alimento para o rei Salomão, e o pessoal do palácio; 28 - também forneciam a cevada e a palha para os cavalos do rei, que estavam nos estábulos. 29 - Deus concedeu a Salomão grande sabedoria e entendimento, e uma mente que se interessava por tudo. 30 - Na verdade, a sabedoria dele era muito maior do que a de qualquer sábio do Oriente, inclusive dos sábios do Egito. 31 - Ele era mais sábio do que Etã, o ezraíta, e do que Hemã, Calcol e Darda, filhos de Maol; e ficou famoso entre as nações vizinhas. 32 - Ele foi autor de 3.000 provérbios e escreveu 1.005 canções. 33 - Foi um grande estudioso da natureza, e tinha muito interesse nos animais, nos pássaros, nas serpentes, nos peixes, e nas árvores - desde os grandes cedros do Líbano até à pequenina plantinha de hissopo que cresce nas fendas dos muros. 34 - E os reis de muitas terras enviavam seus representantes a ele, em busca de conselho. CAPITULO 5 1 - HIRÃO, REI DE Tiro, sempre havia sido um grande admirador de Davi; por isso, quando soube que Salomão, filho de Davi, era o novo rei de Israel, mandou representantes para dar a ele os parabéns e votos de felicidade. 2 e 3 - Salomão respondeu com uma proposta a respeito do templo do Senhor que ele pretendia construir. Ele disse a Hirão que Davi não pôde construir o templo por causa das numerosas guerras que enfrentou, e ele ficou esperando que o Senhor desse paz. 4 - "Mas agora," Salomão disse a Hirão, "o Senhor meu Deus deu paz a Israel de todos os lados; não tenho inimigos estrangeiros, nem revoltas dentro do país. 5 - Por isso estou com planos de construir um templo para o Senhor meu Deus, exatamente como Ele havia dito a meu pai que eu deveria fazer. Pois o Senhor disse a ele: 'Seu filho, a quem Eu colocarei no seu trono, me construirá um templo.' 6 - Agora eu lhe peço o favor de me ajudar com este projeto. Mande seus homens às montanhas do Líbano a fim de cortarem madeira de cedro para mim, e mandarei meus homens para trabalharem ao lado deles, e pagarei aos seus homens qualquer salário que você pedir; pois, como você bem sabe, ninguém em Israel corta madeira como vocês, sidônios!" 7 - Hirão ficou muito contente com a mensagem de Salomão, e disse: "Louvado seja Deus, por dar a Davi um filho sábio para ser o rei do grande povo de Israel". 8 - Então ele mandou a seguinte resposta a Salomão: "Recebi seu recado, e vou fazer conforme seu pedido no que se refere à madeira. Posso fornecer madeira de cedro e de cipreste. 9 - Meus homens trarão as toras das montanhas do Líbano até o mar Mediterrâneo, e farão jangadas delas. Essas toras em forma de jangada irão flutuando ao longo da costa até o lugar que você indicar; depois, desmancharemos as jangadas, e lhe faremos a entrega da madeira. Você pode me pagar com alimento para a minha casa." 10 - Assim Hirão cortou para Salomão tanta madeira de cedro e de cipreste quanta ele desejou, 11 - e como pagamento Salomão mandou a ele cada ano 125.000 barris de trigo para sustento de sua casa e 360 litros de azeite puro de oliveira. A 12 - O Senhor deu a Salomão grande sabedoria, exatamente como Ele havia prometido. Hirão e Salomão fizeram um trato de paz. 13 - Então Salomão chamou trinta mil trabalhadores de todo o Israel, 14 - e mandava esses homens ao Líbano, em grupos de dez mil por mês, de modo que cada homem passava um mês no Líbano e dois meses em casa. Adonirão era o chefe geral deste acampamento de trabalho. 15 - Além desses, Salomão ainda tinha setenta mil operários, oitenta mil cortadores de pedra na região das montanhas, 16 - e três mil e trezentos chefes de turmas que vigiavam as obras e fiscalizavam os trabalhadores. 17 - Os cortadores de pedra modelavam enormes blocos de pedra - um trabalho muito caro - para o alicerce do templo. 18 - Homens de Gebal ajudaram os construtores de Salomão e de Hirão no corte da madeira e na fabricação de tábuas; e também no preparo das pedras para o templo. CAPITULO 6 1 - FOI NA PRIMAVERA do quarto ano do reinado de Salomão que ele começou a construção do templo. Isto foi 480 anos depois que o povo de Israel deixou a escravidão do Egito. 2 - O templo media vinte e sete metros e meio de comprimento, nove metros e quinze centímetros de largura, e doze metros e vinte centímetros de altura. 3 - Na frente do templo havia uma entrada especial que media nove metros e quinze centímetros de largura, e quatro metros e meio! dê fundo. 4 - De ponta a ponta havia umas janelas estreitas. 5 - Nos dois lados do templo foram construídos quartos que davam frente para os muros de fora. Cercavam o Santuário e o Lugar mais Santo. 6 - Esses quartos eram de três andares; o andar de baixo media 2,25 metros; o segundo andar media 2,70 metros, e o andar de cima media 3,15 metros. Os quartos estavam ligados às paredes do templo de modo que as vigas não entrassem nas paredes. 7 - As pedras usadas na construção do templo eram preparadas na própria pedreira, de modo que toda a estrutura do templo foi construída, sem que se ouvisse o som de martelo, de machado ou de qualquer outra ferramenta no local da construção. 8 - A entrada no andar de baixo desses cômodos laterais era feito pelo lado direito do templo, e havia escada em forma de caracol que subia para o segundo andar, e outra escada que ia do segundo para o terceiro andar. 9 - Depois de acabada a construção do templo, Salomão revestiu tudo com chapas de madeira de cedro, incluindo as vigas e as colunas. 10 - Havia uma construção anexa em cada lado do edifício, ligada às paredes do templo por madeira de cedro. Cada andar dessa construção anexa media 2,25m de altura. 11 e 12 - Então o Senhor mandou esta mensagem a Salomão com referência ao templo que ele estava construindo: "Se você fizer conforme Eu lhe digo, e seguir todos os meus mandamentos e minhas instruções, farei o que disse a seu pai. Davi que faria: 13 - Morarei entre o povo de Israel, e nunca abandonarei o meu povo" . 14 - Afinal terminou a construção do templo. 15 - Todo o interior, desde o chão até ao teto, estava coberto com chapas de madeira de cedro, e os soalhos eram feitos de tábuas de cipreste. 16 - A sala interior, que media 9,15 metros, situada na extremidade do templo - o Lugar mais Santo - também foi coberta com tábuas de cedro, desde o soalho até o teto. 17 - O restante do templo - fora o Santo dos Santos - media 18,30 metros de comprimento. 18 - Em todo o templo, as chapas de cedro que cobriam totalmente as paredes de pedra estavam gravadas com desenhos de botões de rosa e flores abertas. 19 - A sala interior era onde estava colocada a arca do contrato do Senhor. 20 - Este santuário interior media 9,15 metros de comprimento, por 9,15 metros de largura, e 9,15 metros de altura. As paredes e o teto desse Lugar Santo estavam cobertos de ouro puro, e Salomão fez um altar de madeira de cedro para esta sala. 21 e 22 - Depois ele cobriu com ouro puro o interior do restante do templo - incluindo o altar de cedro; e fez correntes de ouro para proteger a entrada do Lugar mais Santo. 23 a 28 - Dentro do santuário interno – o Lugar mais Santo - Salomão colocou duas estátuas de anjos," feitas de madeira de oliveira, cada uma medindo 4,50 metros" de altura. Elas foram colocadas de modo que as asas abertas atingiam de uma parede à outra, enquanto as asas internas se tocavam no centro da sala; cada asa media 2,25 metros de comprimento; assim, cada anjo media quatro metros e meio da ponta de uma asa à ponta da outra. Os dois anjos tinham as mesmas medidas, e cada um deles estava coberto de ouro. 29 - Figuras de anjos, de palmeiras e de flores abertas foram gravadas em todas as paredes das duas salas do templo, 30 - e o soalho das duas salas era forrado de ouro. 31 - A porta que dava entrada para o santuário interno era uma abertura com cinco lados, 32 - e suas duas portas de madeira de oliveira estavam gravadas com querubins, palmeiras e flores abertas, tudo coberto de ouro. 33 - Depois ele fez os batentes das portas de entrada do templo; fez de madeira de oliveira, em forma quadrada. 34 - Havia duas portas feitas com madeira de cipreste, e cada porta estava presa por dobradiça, de modo que podia abrir dobrando sobre si mesma. 35 - Nessas portas havia figuras de anjos, de palmeiras e de flores abertas gravadas e cuidadosamente cobertas de ouro. 36 - A parede do pátio interno tinha três camadas de pedras cortadas e uma camada de vigas de cedro. 37 - O alicerce do templo foi assentado no mês de maio, no quarto ano do reinado de Salomão, 38 - e a construção toda foi completada em cada detalhe, no mês de novembro do décimo-primeiro ano do seu reinado. Salomão levou sete anos para construir o templo. CAPITULO 7 1 - DEPOIS SALOMÃO construiu o seu próprio palácio, que levou treze anos para construir. 2 e 3 - Uma das salas do palácio tinha o nome de Casa do Bosque do Líbano. Era enorme - media 45,70 metros de comprimento, 23,90 metros de largura e 13,70 metros de altura. As grandes vigas de cedro do teto assentavam sobre quatro fileiras de colunas. 4 - Havia quarenta e cinco janelas no saguão, colocadas em três fileiras, uma fileira acima da outra, sendo cinco janelas por fileira, cada uma em frente da outra, das três paredes. 5 - Cada uma das portas de entrada e das janelas eram quadradas. 6 - Uma outra sala tinha o nome de Salão das Colunas. Media 23,90 metros de comprimento e 13,70 metros de largura, com alpendre na frente coberto por um sobrecéu que era sustentado por colunas. 7 - Havia também a Sala do Trono ou Sala do Julgamento, onde Salomão se assentava para ouvir as questões que deviam ser julgadas; ela estava revestida com chapas de cedro, desde o assoalho até às vigas do teto. 8 - A casa onde ele morava ficava num pátio atrás desta Sala do Trono. As salas tinham todas as paredes cobertas de chapas de cedro. Ele mandou fazer uma residência semelhante, do mesmo tamanho, para a filha de Faraó - uma das suas mulheres. 9 - Esses prédios foram construídos totalmente com pedras enormes, de grande valor, cortadas na medida certa. 10 - As pedras do alicerce mediam 3,60 metros por 4,50 metros. 11 - As enormes pedras colocadas nas paredes também foram cortadas na medida certa, e em cima das pedras colocaram vigas de cedro. 12 - O grande pátio tinha três camadas de pedra cortada em suas paredes, e por cima das pedras uma -camada de vigas de cedro, assim também era o pátio interior do templo, e a porta monumental do palácio. 13 - Então o rei Salomão mandou chamar um homem por nome Hirão, que morava em Tiro, porque era um profissional entendido, que trabalhava muito bem em obras de bronze. 14 - Ele era meio judeu, filho de uma viúva da tribo de Naftali; o pai dele era de Tiro, e trabalhava numa fundição. Por isso ele veio trabalhar para o rei Salomão. 15 - Fez duas colunas ocas de bronze, cada uma com 8,20 metros de altura e 5,40 metros de circunferência, com as paredes de grossura de 1,20 metros. 16 a 22 - No alto das colunas fez dois enfeites em forma de lírios; esses enfeites eram de bronze derretido, e cada um media 2,25 metros de altura, e 1,80 metros de largura. Cada um desses enfeites estava decorado com sete conjuntos de bronze, torcidos em forma de correntes, e quatrocentas romãs em duas fileiras. Hirão colocou essas colunas na entrada do templo. Uma, a que estava ao sul, tinha o nome de Jaquim; e a outra, que estava ao norte, tinha o nome de Boaz. 23 - Depois Hirão fez um tanque redondo de bronze, com 2,25 metros de altura e 4,50 metros de uma beirada à outra; a circunferência media 13,70 metros. 24 - Por baixo da sua borda havia duas fileiras de ornamentos separados uns dos outros uns dois a cinco centímetros; esses ornamentos foram fundidos juntamente com o tanque. 25 - Esse tanque estava colocado sobre doze bois feitos de bronze, sendo que os bois estavam de costas para o centro; três bois tinham a frente virada para o norte, três para o oeste, três para o sul e três para o leste. 26 - A grossura das paredes do tanque era de quatro dedos, e a sua beirada tinha a forma de uma taça; a capacidade do tanque era de quarenta e cinco mil litros. 27 a 30 - Depois ele fez dez suportes móveis de quatro rodas, sendo cada suporte de 1,80 metros de lado, em forma quadrada, e 1,35 metros de altura. Eles foram construídos com uns carrinhos presos por baixo por meio de travessões. Esses travessões estavam enfeitados com figuras de leões, bois e anjos. Acima e abaixo dos leões e dos bois havia adornos com festões. Cada um desses suportes móveis tinha quatro rodas de bronze e eixos de bronze, e em cada canto dos suportes havia postes de apoio feitos de bronze e enfeitados com festões em cada lado. 31 - A pia em cada suporte era uma peça redonda com altura de 45 centímetros; no meio era côncavo como uma taça, e media 67 centímetros de circunferência, enfeitado com festões pelo lado de fora. Seus desenhos de enfeite eram quadrados, não redondos. 32 e 33 - Os suportes andavam sobre quatro rodas que estavam colocadas nos eixos que haviam sido fundidos como parte dos suportes. Cada roda tinha 67 centímetros de altura, e eram parecidas com as rodas dos carros de guerra. Todas as peças dos suportes foram feitas de bronze derretido, incluindo os eixos, os raios das rodas, os aros, e os cubos das rodas. 34 - Havia apoios em cada um dos quatro cantos dos suportes, e esses apoios também foram fundidos com os suportes. 35 - Um aro de 23 centímetros era colocado em volta do topo de cada suporte, atado com orelhas. Tudo isso era fundido como se fosse uma peça única. 36 - Onde havia espaço, foram colocadas figuras de querubins, leões e palmeiras, gravadas nas superfícies dos apoios; essas figuras estavam enfeitadas com festões ao redor. 37 - Os dez suportes tinham todos o mesmo tamanho e foram feitos iguais, pois se usou o mesmo molde para fundir cada um. 38 - Depois ele fez dez pias de bronze, e elas foram colocadas nos suportes. Cada pia media 1,80 metros quadrados e continha 900 litros de água. 39 - Cinco dessas pias foram colocadas do lado esquerdo da sala, e cinco do lado direito. O tanque estava no canto sudeste, ao lado direito da sala. 40 - Hirão também fez os caldeirões necessários, as pás e as bacias, e por fim acabou a obra no templo do Senhor, que o rei Salomão havia determinado a ele para fazer. 41 a 46 - Aqui está uma lista das coisas que ele fez: Duas colunas; Um enfeite para o topo de cada coluna; As torcidas que cobriam as bases dos enfeites de cada coluna; Quatrocentas romãs em duas fileiras sobre as torcidas, para cobrir as bases dos dois enfeites; Dez suportes móveis e as dez pias colocadas sobre eles; Um tanque grande e doze bois por baixo do tanque; Caldeirões, Pás, Bacias. Todos esses objetos foram feitos de bronze polido, e foram fundidos nas planícies do rio Jordão, entre Sucote e Zaretã. 47 - O peso total dessas peças não era conhecido porque elas eram pesadas demais para se colocar em balanças! 48 - Todos os objetos e móveis encomendados por Salomão para o templo foram feitos de ouro. Isto incluía o altar, a mesa onde era colocado o Pão da Presença de Deus, 49 - os suportes das lâmpadas (cinco do lado direito e cinco do lado esquerdo, em frente do Lugar mais Santo), as flores, as lâmpadas, as tenazes, 50 as taças, as tesouras para cortar pavios, as bacias, as colheres, as panelas para colocar brasas, as dobradiças das portas do Lugar mais Santo, e as portas da entrada central do templo. Cada um desses objetos era feito de ouro. 51 - Quando, por fim, terminou a construção do templo, Salomão trouxe para o tesouro do templo a prata, o ouro e todos os vasos dedicados para esse fim pelo seu pai Davi. CAPITULO 8 1 - ENTÃO SALOMÃO mandou chamar a Jerusalém todos os chefes de Israel - os chefes das tribos e príncipes das famílias - a fim de verem a mudança da arca do trato do Senhor, do tabernáculo em Sião, a cidade de Davi, para o templo. 2 - Este acontecimento se deu na ocasião da Festa dos Tabernáculos, no mês de outubro. 3 e 4 - Durante as festas, os sacerdotes levaram a arca e o tabernáculo para o templo, junto com todos os vasos sagrados que antes haviam. estado no tabernáculo. 5 - O rei Salomão e todo o povo se reuniram diante da arca, e ofereceram sacrifícios de ovelhas e de bois; eram tantos os animais que nem puderam ser contados. 6 - Os sacerdotes levaram depois a arca para o santuário interior do templo – o Lugar Mais Santo - e colocaram debaixo das asas dos anjos. 7 - Os anjos foram feitos de tal maneira, que as suas asas abertas cobriam o lugar onde a arca seria colocada. Portanto, agora as asas dos anjos protegiam a arca e os varais que serviam para transportá-la. 8 - Os varais eram tão compridos que passavam além dos anjos e podiam ser vistos do Santuário fora do Lugar mais Santo, mas não podiam ser vistos do pátio exterior; eles estão ali até o dia de hoje. 9 - Nesse templo não havia coisa nenhuma na arca, fora as duas tábuas de pedra que Moisés havia colocado ali, no monte Horebe, na ocasião em que o Senhor fez este trato com o povo de Israel, depois que saíram do Egito. 10 - Olhe! Enquanto os sacerdotes estão voltando do santuário, uma nuvem brilhante enche o templo! 11 - Os sacerdotes são obrigados a sair, porque a glória do Senhor está enchendo todo o edifício! 12 e 13 - Então o rei Salomão fez esta oração: "O Senhor disse que Ele moraria em trevas espessas; Mesmo, assim, eu construí para o Senhor uma linda casa na terra, um lugar para o Senhor morar todo o sempre." 14 - Então o rei se virou e olhou para o povo enquanto todos estavam em pé diante dele, e os abençoou. 15 - E disse: "Bendito seja o Senhor Deus de Israel, que fez hoje o que Ele prometeu a meu pai Davi, 16 - pois Ele disse a meu pai: 'Quando Eu trouxe o meu povo do Egito, não indiquei nenhum lugar para o meu templo, mas indiquei um homem para ser o guia do meu povo.' 17 - Esse homem era Davi, meu pai. Ele desejou construir um templo para o Senhor, Deus de Israel, 18 - porém o Senhor disse a ele para não construir. 'Estou contente porque você desejou fazer isso', disse Ele, 19 – 'porém seu filho é quem construirá meu templo.' 20 - E agora o Senhor fez o que prometeu; porque eu segui a meu pai como rei de Israel, e agora foi construído este templo para o Senhor, Deus de Israel. 21 - E eu preparei um lugar no templo para a arca que contém o trato feito pelo Senhor com nossos pais, na ocasião em que Ele os tirou da terra do Egito." 22 e 23 - Então, enquanto todo o povo observava, Salomão se pôs em pé diante do altar do Senhor, com as mãos ergui das para o céu, e disse: "Ó Senhor Deus de Israel, não há deus igual ao Senhor no céu ou na terra, porque Ele é amável e bondoso, e cumpre as promessas feitas ao seu povo se eles de todo o coração procuram fazer a sua vontade. 24 - O Senhor cumpriu hoje a promessa feita a meu pai Davi, que era seu servo; 25 - e agora, ó Senhor Deus de Israel, cumpra a outra promessa que fez a ele: de que se os filhos dele seguissem os seus caminhos e procurassem fazer a sua vontade como ele fez, sempre haveria um deles sentado no trono de Israel. 26 - Sim, ó Deus de Israel, cumpra esta promessa também, 27 - Mas, é possível que Deus realmente morasse na terra? Pois os céus e os mais altos céus são pequenos para o Senhor caber neles, e muito menor é este templo que eu fiz. 28 - No entanto, ó Senhor meu Deus, o Senhor tem ouvido e respondido à minha oração. 29 - Por favor, cuida deste templo noite e dia - este lugar onde prometeu morar - e quando eu voltar o meu rosto para este templo e orar, seja de noite ou de dia, por favor, ouça e responda aos meus pedidos. 30 - Ouça os pedidos do povo de Israel, sempre que o seu povo voltar o rosto para este lugar e orar; sim, ouça nos céus onde mora, e quando ouvir, perdoe-nos. 31 - "Se um homem for acusado de fazer alguma coisa errada contra outro e depois, estando aqui diante do seu altar, jurar que ele não fez tal coisa, 32 - ouça nos céus esse homem e faça o que for certo; julgue se ele fez ou não fez tal coisa. 33 e 34 - "E quando o seu povo pecar e os inimigos do seu povo o derrotar, ouça dos céus os seus filhos e dê a eles o perdão, se eles se voltarem novamente para o Senhor e confessarem que o Senhor é o Deus deles, faça que eles voltem de novo a esta terra que deu aos pais deles. 35 e 36 - "E quando os céus se fecharem e não houver chuva por causa do pecado do seu povo, ouça dos céus e perdoe o seu povo quando eles orarem voltados para este lugar e confessarem o seu nome, e depois de os haver castigado, ajude os seus filhos a seguirem nos bons caminhos em que deveriam andar, e envie chuva sobre a terra que o Senhor deu ao seu povo. 37 - "Se houver fome na terra causada por peste nas plantas, ou por causa de gafanhotos e lagartas, ou se os inimigos de Israel cercarem uma das suas cidades, ou se o povo for atingido por alguma epidemia ou praga - ou seja qual for o problema, 38 - então, quando o povo reconhecer que pecou e orar voltado para este templo, 39 - ouça do céu e perdoe os seus filhos, respondendo a todos os que fizerem uma confissão sincera; porque o Senhor conhece cada coração. 40 - Deste modo eles sempre aprenderão a reverenciar ao Senhor enquanto continuarem a viver nesta terra que Ele deu aos seus pais. 41 e 42 - "E quando os estrangeiros ouvirem falar do seu grande nome e vierem de terras distantes para adorar ao Senhor (porque eles ouvirão falar do seu grande nome e dos poderosos milagres) e orarem voltados para este templo, 43 - Ouça da sua morada nos céus a essas pessoas e responda às orações que fizerem. E todas as nações da terra vão conhecer e vão respeitar o seu nome, assim como o seu próprio povo Israel conhece e respeita o seu nome; e toda a terra vai ficar sabendo que este é o seu templo, onde o seu Nome é invocado. 44 - "Quando enviar seu povo para a guerra contra os seus inimigos e o seu povo orar ao Senhor, olhando para a cidade de Jerusalém que o Senhor escolheu e para este templo que edifiquei ao seu nome, 45 - ouça as orações e súplicas que eles fizerem, e dê a eles o auxílio de que precisam. 46 - "Se eles pecarem contra o Senhor (e quem não peca?) e o Senhor ficar zangado com eles, deixando que os inimigos os levem como escravos para alguma terra estrangeira, seja perto ou longe, 47 - e eles pensarem bem no que fizeram e se arrependerem e clamarem ao Senhor dizendo: 'Pecamos, fizemos o que era errado'; se eles de todo o coração e toda a alma se converterem ao Senhor e orarem voltados para esta terra que deu aos seus pais e para esta cidade de Jerusalém que o Senhor escolheu, e para este templo que edifiquei ao seu nome, 49 - ouça as orações e as súplicas que eles fizerem; ouça dos céus onde mora, e venha dar a eles o auxílio de que necessitam. 50 - "Perdoe ao seu povo todas as más ações e transgressões que eles cometerem, e faça que aqueles que os prenderem sejam bons, tratando-os com misericórdia; 51 - pois são o seu povo - a sua herança que o Senhor tirou do Egito, que era uma fornalha. 52 - Que os seus olhos estejam abertos, e que os seus ouvidos escutem as súplicas do seu povo. Ó Senhor, ouça e responda aos seus filhos quando eles clamarem ao Senhor, 53 - porque quando tirou nossos pais da terra do Egito, o Senhor disse ao seu servo Moisés que havia escolhido Israel dentre todas as nações da terra para ser o seu próprio povo, de uma maneira especial." 54 e 55 - Salomão estava de joelhos, com as mãos erguidas para os céus. Quando terminou a oração, ele se levantou diante do altar do Senhor e, em alta voz, abençoou todo o povo de Israel, dizendo: 56 - "Bendito seja o Senhor que cumpriu sua promessa e deu descanso ao seu povo Israel; nem uma só palavra falhou de todas as maravilhosas promessas anunciadas por meio do seu servo Moisés. 57 - Que o Senhor nosso Deus esteja com todos nós como Ele esteve com os nossos pais; que Ele nunca nos abandone, 58 - Que Ele nos dê o desejo de fazer a Sua vontade em tudo, e de obedecer a todos os mandamentos, decretos e juízos que Ele deu a nossos pais. 59 - E que estas palavras da minha oração estejam sempre diante do Senhor nosso Deus dia e noite, de modo que Ele me ajude e a todo o Israel, de acordo com as nossas necessidades de cada dia. 60 - Que os povos de toda a terra saibam que o Senhor é Deus, e que absolutamente não há outro deus. 61 - Ó meu povo, quero que vocês vivam vidas boas e perfeitas diante do Senhor nosso Deus; e que vocês sempre obedeçam às Leis e aos mandamentos de Deus, assim como fazem neste dia." 62 e 63 - Então o rei e todo o povo dedicaram o templo oferecendo ao Senhor sacrifício pacífico - um total de vinte e dois mil bois e cento e vinte mil ovelhas e cabritos! 64 - Para atender às necessidades do momento, o rei santificou o centro do pátio em frente do templo para as ofertas queimadas, as ofertas de cereais e a gordura das ofertas de paz: porque o altar de bronze era muito pequeno para tantos sacrifícios. 65 - As festividades duraram quatorze dias, e veio uma grande quantidade de gente de uma extremidade da terra até à outra. 66 - Depois Salomão mandou o povo para casa, feliz e com coração alegre por toda a bondade que o Senhor havia mostrado a seu servo Davi e a seu povo Israel. E eles abençoaram o rei. CAPITULO 9 1 - QUANDO SALOMÃO havia terminado a construção do templo, do palácio e de todos os outros prédios que ele sempre desejou construir, 2.3 - o Senhor apareceu a ele pela segunda vez (a primeira vez tinha sido em Gibeom), e lhe disse: "Ouvi a oração e as súplicas que você fez a Mim. Tornei sagrado este templo que você construiu, e aqui pus o meu nome para sempre. Estarei sempre vigiando este templo e Me alegrando nele. 4 - E se você viver uma vida honesta e verdadeira como viveu seu pai Davi, sempre Me obedecendo, 5 - então farei com que seus filhos sejam reis de Israel para sempre, conforme prometi a seu pai Davi, quando disse a ele: 'Um de seus filhos sempre estará no trono de Israel.' 6 - "Contudo, se você ou seus filhos se afastarem de Mim e adorarem a outros deuses e não obedecerem às minhas Leis, 7 - então tirarei o povo de Israel desta terra que lhe dei. Tirarei o povo deste templo que tornei sagrado para o meu nome, e lançarei essa gente para longe da minha vista; e Israel se tornará em objeto de zombaria para as nações e um exemplo e provérbio de desastre repentino. 8 - Este templo se tornará um montão de ruínas, e todos os que passarem por perto dele vão ficar admirados e vão assobiar de espanto, perguntando: 'Por que o Senhor fez essas coisas a esta terra e este templo?' 9 - E a resposta será: 'O povo de Israel abandonou ao Senhor seu Deus, que os tirou da terra do Egito; e em lugar do Deus verdadeiro, adoraram a outros deuses. É por isso que o Senhor trouxe este mal sobre eles.' 10 - Ao fim dos vinte anos durante os quais Salomão construiu o templo e o palácio, 11 e 12 - ele deu vinte cidades na terra da Galiléia a Hirão, rei de Tiro, como pagamento por toda a madeira de cedro e de cipreste, e pelo ouro que ele havia fornecido para a construção do palácio e do templo. Hirão veio de Tiro para ver as cidades, porém não ficou contente com elas. 13 - "Que espécie de negócio é este, meu irmão?" perguntou; "Estas cidades não valem nada!" (E até hoje elas ainda são conhecidas como "Terra de Refugo".) 14 - Pois o ouro que Hirão havia mandado para Salomão somou 7.200 quilos! 15 - Salomão havia determinado trabalho forçado para a construção do templo, do seu palácio, da Fortaleza Milo, do muro de Jerusalém, e das cidades de Hazor, Megido e Gezer. 16 - Gezer era a cidade que o rei do Egito conquistou e queimou, matando os cananeus que ainda viviam ali, e deu a cidade à sua filha como presente, quando ela se casou com Salomão. 17 e 18 - Assim Salomão construiu de novo a Gezer, juntamente com Bete-Horom Inferior, Baalate, e Tadmor, cidade do deserto naquela região. 19 - Também construiu cidades para depósitos de cereais, cidades para guardar seus carros, cidades para residência dos seus cavaleiros e dos que dirigiam os carros, e cidades de refúgio perto de Jerusalém, nas montanhas do Líbano e por toda a parte do império. 20 e 21 - Salomão obrigou a trabalhos forçados todos aqueles que sobreviveram das raças pagãs no território de Israel – os amorreus, os heteus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus. Porque o povo de Israel não foi capaz de acabar de uma vez com aqueles povos no tempo da invasão e conquista de Israel, e eles continuam como escravos até hoje. 22 - Salomão não obrigou nenhum israelita a trabalhos forçados, muito embora eles se tornassem soldados, membros do governo, oficiais do exército, comandantes de carros e soldados de cavalaria. 23 - E havia 550 homens de Israel que tomavam conta dos operários e fiscalizavam as obras. Notas diversas: 24 - O rei Salomão fez a mudança da filha de Faraó da cidade de Davi - o antigo setor de Jerusalém - para a nova residência que ele havia construído para ela no palácio. Depois ele construiu a Fortaleza Milo. 25 - Depois de acabado o templo, Salomão oferecia ofertas queimadas e ofertas de paz três vezes por ano sobre o altar que ele mandara construir. E também queimava incenso sobre o altar. 26 - O rei Salomão tinha um pátio para construção de navios em Eziom-Geber, que fica perto de Elate, no Mar Vermelho, na terra de Edom, onde construiu uma frota de navios. 27 e 28 - O rei Hirão enviou marinheiros competentes para acompanhar as tripulações dos navios de Salomão. Eles estavam acostumados a viajar para Ofir, e dali trazerem ouro para o rei Salomão, num peso total de mais 25.200 quilos. CAPITULO 10 1 - QUANDO A RAINHA de Sabá ouviu falar da maneira maravilhosa pela qual o Senhor tinha abençoado a Salomão concedendo a ele sabedoria, resolveu provar a Salomão com perguntas difíceis. 2 - Ela chegou a Jerusalém com uma grande caravana de camelos que transportavam perfumes, ervas cheirosas, ouro e jóias; e contou a Salomão todos os problemas que pretendia resolver. 3 - Salomão respondeu a todas as perguntas que ela fez; nada era difícil demais para ele, porque o Senhor lhe dava as respostas certas todas as vezes. 4 - Logo ela reconheceu que tudo quanto tinha ouvido a respeito da grande sabedoria de Salomão era verdade. Ela viu também o lindo palácio que ele tinha construído, 5 - e quando viu os alimentos deliciosos sobre a mesa, o grande número de criados e ajudantes que estavam ali por perto em uniformes de chamar a atenção; quando viu os servidores de vinho e os muitos sacrifícios queimados que ele oferecia ao Senhor - bem, ela ficou muito admirada e quase sem fala. 6 - Depois disse ao rei: "Tudo o que eu ouvi em meu pais a respeito da sua sabedoria e a respeito das coisas maravilhosas que se passam aqui é a pura verdade. 7 - Eu não acreditava no que diziam, até que vim, e vi com os meus próprios olhos! Na verdade, não me disseram nem a metade! Sua sabedoria e sua riqueza são muito maiores do que tudo quanto já ouvi! 8 - Seu povo é feliz, e os ajudantes do seu palácio estão contentes - e nem podia ser de outro modo, porque eles estão aqui dia após dia, ouvindo a sabedoria do rei! 9 - Bendito seja o Senhor seu Deus que escolheu você e o colocou no trono de Israel. Como o Senhor deve amar a Israel - pois Ele deu você a eles como seu rei! E você governa o povo com justiça e bondade!" 10 - Então ela deu ao rei um presente de 7.200 quilos de ouro, junto com uma enorme quantidade de perfumes e pedras preciosas. Na verdade, foi o maior presente de perfumes que o rei Salomão tinha recebido até aquela data. 11 - E quando os navios de Hirão trouxeram a Salomão ouro de Ofir, eles também trouxeram uma grande quantidade de madeira de sândalo e pedras preciosas. 12 - Salomão usou a madeira de sândalo para fazer colunas para o templo e para o palácio, e também para fazer liras e harpas para os músicos. Nunca antes, nem depois se viu tal suprimento de madeira tão linda. 13 - Em troca dos presentes recebidos da rainha de Sabá, Salomão lhe deu tudo quanto ela pediu, além dos presentes que ele já havia planejado dar. Depois ela e os seus ajudantes voltaram à sua terra. 14 e 15 - Cada ano Salomão recebia quase 2.500 quilos de ouro, além dos impostos sobre vendas e lucros do comércio com os reis da Arábia e com os outros territórios vizinhos. 16 e 17 - De uma parte do ouro Salomão fez duzentas peças de armadura (o ouro empregado em cada peça pesava 750 gramas) e trezentos escudos (pesava 225 gramas o ouro de cada escudo). E o rei os guardou em seu palácio, na Casa do Bosque do Líbano. 18 - Também fez um enorme trono de marfim e cobriu com ouro puro. 19 - O trono tinha seis degraus; o encosto era redondo, em cada lado havia um descanso para o braço, dois leões, um de cada lado. 20 - Também havia dois leões em cada degrau - num total de doze. Em todo o mundo não havia outro trono tão lindo como esse. 21 - Todas as taças do rei Salomão eram de ouro maciço, e na Casa do Bosque do Líbano, os talheres e os pratos. eram feitos de ouro maciço. (Não se usava a prata, porque ela não era considerada de muito valor!) 22 - Os navios de carga do rei Salomão trabalhavam de sociedade com os navios de carga do rei Hirão, e uma vez em cada três anos chegava aos portos de Israel um grande carregamento de ouro, prata, marfim, bugios e pavões. 23 - Assim o rei Salomão ficou sendo mais rico e mais sábio do que todos os reis da terra. 24 - Homens importantes de muitos países vinham falar com ele e ouvir a sabedoria que Deus lhe deu. 25 - Eles traziam a ele um imposto anual de objetos de prata e de ouro, tecidos muitos lindos, perfume de mirra, ervas cheirosas, cavalos e mulas, 26 - Salomão construiu um grande estábulo de cavalos com um grande número de carros e cavaleiros – 1.400 carros ao todo, e 12.000 cavaleiros que moravam nas cidades onde estavam os carros, e com o rei em Jerusalém. 27 - Naqueles dias a prata era tão comum como as pedras em Jerusalém, e o cedro não tinha maior valor do que a madeira de sicômoro! 28 - Os cavalos que Salomão possuía vieram do Egito e do sul da Turquia, onde os seus representantes compravam por bom preço, porque as compras eram em grandes quantidades. 29 - Um carro egípcio entregue em Jerusalém custava seiscentos siclos de prata, e os cavalos valiam cinqüenta siclos cada um. Muitos desses cavalos depois eram vendidos aos reis dos heteus e aos reis da Síria. CAPITULO 11 1 - O REI SALOMÃO casou-se com muitas outras moças, além da princesa egípcia. Muitas delas vieram de nações onde se adoravam imagens - de Moabe, de Edom, de Sidom e dos heteus - 2 - muito embora o Senhor tivesse dado ordens perfeitamente claras a seu povo para não se casarem com mulheres dessas nações, porque essas mulheres fariam com que os maridos começassem a adorar os deuses delas. Apesar disso Salomão se casou. 3 - Ele teve setecentas esposas, e além dessas ainda teve outras trezentas mulheres; sem dúvida, elas conseguiram que o rei desviasse o seu coração do Senhor, 4 - especialmente quando ele ficou velho. Elas conseguiram que ele adorasse os deuses delas em vez de se dedicar completamente ao Senhor, conforme seu pai Davi se havia dedicado de todo o coração. 5 - Salomão adorou a Astarote, a deusa dos sidônios, e a Milcom, o terrível deus dos amonitas. 6 - Dessa maneira Salomão fez o que era completamente errado e não quis mais saber de seguir ao Senhor, como seu pai Davi seguiu. 7 - Ele chegou a construir um templo no Monte das Oliveiras, do outro lado do vale de Jerusalém, para o deus Camos, o deus imoral de Moabe, e outro para Moloque, o deus perverso dos amonitas. 8 - Salomão construiu templos para essas esposas estrangeiras, onde elas podiam queimar incenso e oferecer sacrifícios aos deuses delas. 9 e 10 - O Senhor ficou muito aborrecido com Salomão por causa destas coisas, pois agora Salomão não se interessava mais pelo Senhor Deus de Israel, que apareceu a ele duas vezes, a fim de avisá-lo especialmente contra a adoração a outros deuses, Porém ele não quis atender; 11 - por isso o Senhor disse a ele: "Já que você não cumpriu o nosso acordo e não obedeceu às minhas leis, vou dividir o reino; você e sua família vão ficar sem ele, porque Eu o darei a outro homem, 12 e 13 - Contudo, por amor a seu pai Davi, não vou fazer isto enquanto você estiver vivo, Vou tirar o reino das mãos do seu filho. Mas ainda assim vou deixar que ele seja rei de uma tribo, por amor a Davi e por amor a Jerusalém, a cidade que escolhi". 14 - Assim o Senhor fez com que Hadade, o idumeu, ficasse cada vez mais forte. E Salomão ficou preocupado, porque Hadade era membro da família real de Edom. 15 - Alguns anos antes, quando Davi havia estado em Edom na companhia de Joabe para providenciar o enterro de alguns soldados de Israel mortos na batalha, o exército israelita matou quase todos os homens do pais, 16 a 18 - Levou seis meses para fazer isto, mas finalmente eles mataram a todos, menos a Hadade e uns poucos oficiais do rei que o levaram para o Egito (ele era um menino muito pequeno naquele tempo). Eles fugiram de Midiã e foram a Parã, onde outros se juntaram a eles e foram todos para o Egito; Faraó deu a eles casas e terras para morar e também alimento. 19 - Hadade tornou-se um dos amigos mais íntimos de Faraó; tanto assim que Faraó deu a ele uma esposa - a irmã da rainha Tafnes. 20 - A irmã de Tafnes deu a ele um filho, Genubate, que foi criado no palácio de Faraó, entre os próprios filhos do rei. 21 - Quando Hadade, ali no Egito, ouviu dizer que Davi e Joabe haviam morrido, pediu permissão a Faraó para voltar a Edom. 22 - "Por quê?" Faraó perguntou a ele. "O que falta a você aqui? Fizemos alguma coisa que deixou você desapontado?" "Tudo é maravilhoso", ele respondeu, "mas ainda assim eu gostaria de voltar para casa." 23 - Outro dos inimigos de Salomão, ao qual o Senhor deu poder, foi Rezam, um dos oficiais de Hadadezer, rei de Zobá; Rezom havia abandonado o seu posto e fugido do pais. 24 - Ele se tornou o chefe de um grupo de bandidos - homens que fugiram com ele para Damasco (onde mais tarde ele se tornou rei), quando Davi destruiu a Zobá. 25 - Enquanto Salomão viveu, Rezom e Hadade foram seus inimigos, porque eles odiavam a Israel o mais que podiam. 26 - Outro chefe rebelde foi Jeroboão (filho de Nebate), que veio da cidade de Zeredá, em Efraim; a mãe dele era uma viúva por nome Zerua. 27 e 28 - Este é o fato pelo qual ele se revoltou: Salomão estava reconstruindo a Fortaleza Milo, e consertando os muros da cidade que seu pai tinha construído. Jeroboão era um homem de muita capacidade, e quando Salomão viu como ele era inteligente, fez Jeroboão o encarregado das turmas de trabalho da tribo de José. 29 - Certo dia, quando Jeroboão saía de Jerusalém, o profeta Aias, de Siló (que havia vestido uma capa nova para a ocasião), encontrou Jeroboão e o chamou para um lado a fim de falar com ele. Enquanto os dois estavam sozinhos no campo, 30 - Aias rasgou sua capa nova em doze pedaços, 31 - e disse a Jeroboão: "Pegue dez desses pedaços, porque o Senhor Deus de Israel diz: 'Vou dividir o reino da mão de Salomão, e vou dar dez das tribos a você! 32 - Mas vou deixar uma tribo para ele, por amor de meu servo Davi, e por amor de Jerusalém, a cidade que escolhi acima de todas as outras cidades de Israel. 33 - Porque Salomão me abandonou e adora a Astarote, a deusa dos sidônios; e a Camos, o deus de Moabe; e a Milcom, o deus dos amonitas. Ele não tem seguido os meus caminhos, e não tem feito o que Eu considero certo; ele não tem guardado as minhas leis e as minhas ordens, conforme o seu pai Davi guardou. 34 - Contudo, não tirarei o reino dele agora; por amor do meu servo Davi, meu escolhido que obedeceu aos meus mandamentos e estatutos, deixarei que Salomão reine até ao fim de sua vida. 35 - “Mas vou tirar o reino do filho de Salomão, e vou dar a você dez das tribos. 36 - O filho dele ficará com uma, de modo que os filhos de Davi continuem a reinar em Jerusalém, a cidade que escolhi como o lugar onde o meu nome será colocado. 37 - E colocarei você no trono de Israel, e lhe darei poder sem limites. 38 - Se você atender ao que digo, andar no meu caminho e fizer tudo quanto Eu considero certo, obedecendo aos meus mandamentos e estatutos conforme meu servo Davi obedeceu, então Eu abençoarei você; e seus filhos governarão a Israel para sempre. Uma vez fiz esta mesma promessa a Davi. 39 - Mas por causa do pecado de Salomão, vou castigar os filhos de Davi - embora não para sempre. 40 - Salomão tentou matar Jeroboão, mas este fugiu para o Egito, para a casa do rei Sisaque, e ficou lá até à morte de Salomão. 41 - O restante do que Salomão fez e disse está escrito no livro Atos de Salomão. 42 - Ele governou em Jerusalém durante quarenta anos, 43 - e depois morreu, sendo sepultado na cidade de seu pai Davi; e seu filho Roboão reinou em seu lugar. CAPITULO 12 1 - ROBOÃO FOI A Siquém para tomar posse do reino, e todo o Israel compareceu à cerimônia de coroação. 2 a 4 - Jeroboão, que ainda estava no Egito para onde fugiu do rei Salomão, ouviu falar a respeito dos planos por intermédio de alguns amigos. Esses amigos insistiram com ele para que comparecesse. Então ele se juntou à assembléia de Israel em Siquém e foi o principal a conseguir que o povo fizesse certas exigências a Roboão. "Seu pai foi um senhor duro que nos deu trabalhos pesados", disseram a Roboão. "Não queremos você como nosso rei, a não ser que prometa que vai nos tratar melhor do que ele nos tratou." 5 - "Dêem-me três dias para pensar com cuidado a esse respeito," respondeu Roboão. "Depois voltem para saber minha resposta." E assim o povo se foi. 6 - Roboão discutiu o assunto com os homens mais velhos, que tinham dado conselhos a seu pai Salomão. "O que vocês acham que eu deveria responder ao povo?" perguntou a eles. 7 - E eles responderam: "Se você hoje der ao povo uma resposta agradável e concordar em ser bom para eles e servir bem a essa gente, você pode ser o rei deles para sempre." 8 - Mas Roboão rejeitou o conselho dos velhos e mandou chamar os moços com os quais ele havia crescido, e que eram ajudantes dele. 9 - "O que vocês acham que eu deveria fazer?" perguntou a eles. 10 - E os moços responderam: "Diga a eles: 'Se vocês acham que meu pai foi duro com vocês, eu vou ser mais duro ainda! Minha menor exigência será maior do que a maior exigência do meu pai. 11 - Sim, meu pai foi severo, mas eu serei mais severo ainda! Meu pai usou chicotes para castigar vocês, mas eu vou usar escorpiões! 12 - Assim, quando Jeroboão e o povo voltaram três dias depois, 13 e 14 - o novo rei Ihes deu uma resposta áspera. Ele não quis saber do conselho dos velhos, e seguiu o conselho dos moços; 15 - assim o rei" rejeitou o pedido do povo. Mas a mão do Senhor estava nesse acontecimento - Ele levou o novo rei a agir assim, para cumprir Sua promessa a Jeroboão, feita por intermédio do profeta Aias, de Siló. 16 e 17 - Quando o povo percebeu que o rei não ia atendeu ao seu pedido, não começaram a gritar: "Fora com Davi e todos os seus parentes! Vamos para casa! Que Roboão seja rei de sua própria família!" E todos o abandonaram, a não ser a tribo de Judá, que permaneceu fiel e aceitou Roboão como seu rei. 18 - Quando o rei Roboão enviou a Adorão (ele era o encarregado dos operários que faziam trabalho forçado) para trazer trabalhadores das outras tribos, uma grande multidão revoltada o matou a pedradas. Porém o rei Roboão escapou de carro e fugiu para Jerusalém. 19 - E Israel tem rejeitado o governo da família de Davi até hoje. 20 - Quando o povo de Israel soube que Jeroboão tinha voltado do Egito, pediram a ele que comparecesse a uma reunião onde estaria todo o povo; e ali ele foi escolhido como rei de Israel. Somente a tribo de Judá continuou sob o reinado da família de Davi. 21 - Quando o rei Roboão chegou a Jerusalém, reuniu o seu exército - todos os homens fortes de Judá e de Benjamim: 180.000 soldados especiais - para obrigar o restante de Israel a reconhecer que ele era o rei deles. 22 - Porém Deus enviou esta mensagem ao profeta Semaías: 23 e 24 - "Diga a Roboão, filho de Salomão, rei de Judá, e a todo o povo de Judá de Benjamim, que eles não devem lutar contra seus irmãos, o povo de Israel. Diga a eles que devem voltar para casa, pois o que aconteceu a Roboão está de acordo com o Meu desejo." Assim o exército voltou para casa, conforme o Senhor havia mandado. 25 - Jeroboão construiu então a cidade de Siquém na região montanhosa de Efraim, e ela se tornou a capital do reino. Mais tarde ele construiu Penuel. 26 - Jeroboão pensou: "É bem possível que o povo venha a querer um filho de Davi como seu rei. 27 - Quando eles forem a Jerusalém para oferecer sacrifícios no templo, vão fazer amizade com o rei Roboão; depois eles me matarão, e pedirão a ele que seja o rei deles, em meu lugar." 28 - Então, mediante conselho de seus auxiliares, o rei mandou fazer duas imagens de bezerros de ouro, e disse ao povo: "Dá muito trabalho ir a Jerusalém para adorar; de agora em diante esses bezerros de ouro serão os seus deuses - eles é que salvaram vocês da escravidão no Egito!" 29 - Uma dessas imagens de bezerro foi colocada em Betel, e a outra em Dã. 30 - Este foi, sem dúvida, um grande pecado, porque o povo adorou os bezerros. 31 - Também ele construiu capelinhas nas montanhas e fez sacerdotes de homens tirados do meio do povo - até mesmo homens que nem pertenciam à tribo de sacerdotes de Levi. 32 e 33 - Jeroboão também anunciou que a festa anual dos Tabernáculos seria realizada em Betel no primeiro dia de novembro (uma data que ele mesmo escolheu), semelhante à festa anual realizada em Jerusalém; ele próprio ofereceu sacrifícios sobre o altar, aos bezerros, em Betel, e queimou incenso a eles. E foi em Betel que escolheu sacerdotes para as capelinhas nas montanhas. CAPITULO 13 1 - QUANDO JEROBOÃO se aproximava do altar para queimar incenso à imagem do bezerro de ouro, veio de Judá um profeta do Senhor, e caminhou em direção do rei. 2 - Então, por ordem do Senhor, o profeta gritou: "Ó altar, o Senhor diz que um menino chamado Josias nascerá na família de Davi, e ele sacrificará sobre você os sacerdotes das capelinhas que estão nas montanhas, e que vieram aqui para queimar incenso; e ossos de homens serão queimados sobre você" . 3 - Então deu esta prova de que o recado vinha do Senhor: "Este altar se rachará, e as cinzas cinzas que estão sobre ele se espalharão no chão." 4 - O rei ficou muito zangado com o profeta por dizer isto. Ele deu ordens para os seus guardas: "Prendam este homem!" e estendeu a mão contra ele. No mesmo instante o braço do rei ficou paralisado nessa posição, ele não podia puxar o braço para trás! 5 - No mesmo momento apareceu uma grande rachadura no altar, e as cinzas se espalharam, exatamente como o profeta disse que ia acontecer. Porque esta era a prova de que o profeta estava falando em nome de Deus. 6 - "Oh, por favor, ore por mim", clamou o rei ao profeta, "peça ao Senhor seu Deus que meu braço se movimente outra vez." Então ele orou ao Senhor, e o braço do rei ficou bom novamente. 7 - E o rei disse ao profeta: "Venha ao palácio comigo, descanse um pouco e tome algum alimento; eu lhe darei uma recompensa porque você curou o meu braço." 8 - Mas o profeta disse ao rei: "Mesmo que você me desse metade do seu palácio, eu não entraria nele; nem comeria pão ou beberia água neste lugar! 9 - Porque o Senhor me proibiu de comer qualquer coisa ou beber água enquanto estou aqui, e não posso voltar para Judá pelo caminho por onde vim. " 10 - De modo que ele voltou por outro caminho. 11 - Aconteceu que havia um velho profeta que morava em Betel, seus filhos foram para casa e contaram ao pai o que o profeta de Judá havia feito, e o que ele tinha dito ao rei. 12 - "Qual o caminho que ele seguiu?" perguntou o velho profeta. E eles contaram ao pai. 13 - "Depressa, ponham os arreios no jumento," disse o velho. E quando eles puseram os arreios no jumento para o pai, 14 - ele foi atrás do profeta e o encontrou assentado debaixo de um carvalho. "É você o profeta que veio de Judá?" perguntou o homem. "Sim, sou eu," foi a resposta. 15 - Então o velho disse ao profeta: "Venha para casa comigo e coma". 16 e 17 - "Não," ele respondeu, "não posso; porque não tenho licença para comer nada, nem beber água em Betel. O Senhor me fez um aviso muito sério a esse respeito; e também Ele me disse para não voltar pelo mesmo caminho por onde eu vim." 18 - Porém o velho disse: "Eu também sou profeta como você; e um anjo me deu uma mensagem da parte do Senhor. Vou levar você para minha casa, e dar-lhe comida e água." Mas era mentira do velho. 19 - Assim eles voltaram juntos, e o profeta tomou alimento e bebeu água na casa do velho. 20 - Então, de repente, enquanto estavam sentados à mesa, veio uma mensagem do Senhor para o velho, 21 e 22 - e ele disse ao profeta de Judá: "O Senhor diz que porque você foi desobediente à ordem muito clara que Ele lhe deu, e veio para cá e comeu e bebeu água no lugar que Ele disse para não vir, nem comer nem beber, por isso mesmo você não será sepultado no túmulo dos seus pais". 23 - Terminada a refeição, o velho colocou os arreios no jumento em que o profeta ia montar, 24 e 25 e ele partiu de novo. Mas enquanto ia viajando, apareceu um leão e matou o homem. O corpo do profeta ficou ali na estrada, com o jumento e o leão parados ao lado dele. Os que passaram e viram o corpo deitado e o leão parado calmamente ao lado dele; contaram o fato em Betel, onde morava o velho profeta. 26 - Quando ele ouviu contar o que havia acontecido, disse: "É o profeta que desobedeceu à ordem do Senhor; o Senhor cumpriu o que havia avisado, fazendo que o leão matasse o profeta." 27 - Então ele disse aos seus filhos: "Aprontem o meu jumento!" E eles aprontaram. 28 - Ele encontrou o corpo do profeta deitado na estrada; e o jumento e o leão ainda estavam ali ao lado dele, pois o leão não havia comido o corpo, nem atacado o jumento. 29 - Então o profeta colocou o corpo sobre o jumento e o levou de volta à cidade para lamentarem por ele e o enterrarem. 30 - Ele colocou o corpo em seu próprio túmulo, e disse: "Ah! meu irmão!" 31 - Depois disse aos seus filhos: "Quando eu morrer, quero que me enterrem no túmulo onde está enterrado o profeta. Ponham os meus ossos ao lado dos ossos dele. 32 - Porque o Senhor disse a ele para clamar contra o altar que está em Betel, e a maldição que ele trouxe contra as capelinhas das cidades de Samaria certamente se cumprirá." 33 - Apesar do aviso do profeta, Jeroboão não se arrependeu dos seus maus caminhos; ao contrário, ele nomeou mais sacerdotes do que antes dentre o povo comum, para oferecer sacrifícios a imagens nas capelinhas das montanhas. Qualquer homem que quisesse podia ser sacerdote. 34 - Este foi um grande pecado que causou a destruição do reino de Jeroboão, e a morte de toda a sua família. CAPITULO 14 1 - ENTÃO ABIAS, FILHO de Jeroboão, ficou muito doente. 2 - Jeroboão disse à sua mulher: "Arranje um disfarce qualquer para que ninguém reconheça você como rainha, e vá procurar o profeta Aias em Silo. Ele é o homem que me disse que eu seria rei. 3 - Leve para ele um presente de dez pães, alguns bolos de figo e uma garrafa de mel, e pergunte a ele se o menino vai sarar." 4 - Assim a mulher de Jeroboão foi à casa de Aías em Silo. Agora ele já estava velho, e não podia mais ver. 5 - Mas o Senhor contou a ele que a rainha, fingindo ser outra pessoa, viria perguntar a respeito do filho dela que estava muito doente. E o Senhor disse ao profeta o que devia dizer à rainha. 6 - Assim, quando Aias ouviu que ela estava na porta da casa, gritou lá de dentro: "Entre, esposa de Jeroboão! Por que está fingindo ser outra pessoa?" E então falou: "Tenho notícias tristes para você. 7 - Dê a seu marido este recado da parte do Senhor Deus de Israel: 'Tirei você das fileiras do povo comum, e fiz de você rei de Israel. 8 - Arranquei o reino da família de Davi, e dei esse reino a você, porém você não obedeceu aos meus mandamentos, como o meu servo Davi. O desejo do coração de Davi era sempre Me obedecer, e fazer qualquer coisa que Eu queria que ele fizesse. 9 - Mas você foi pior do que todos os outros reis antes de você; e fez outros deuses e Me deixou revoltado com seus bezerros de ouro. E já que você se recusou a reconhecer-Me. 10 - Eu trarei desgraça sobre a sua casa, e destruirei todos os seus filhos - este menino que está doente e todos aqueles que estão bem de saúde." Varrerei a sua família como se varre o esterco de um estábulo. 11 – Dou minha palavra de que os da sua família que morrerem na cidade serão comidos pelos cães, e os que morrerem no campo serão comidos pelas aves.'" 12 - Depois Aías disse à esposa de Jeroboão: "Volte para casa, e quando você puser os pés na cidade, o menino morrerá. 13 - Todo o Israel chorará a morte dele e o sepultará, porém ele é o único membro da sua família que terá um fim tranqüilo. Pois este menino é a única coisa boa que o Senhor Deus de Israel vê em toda a família de Jeroboão. 14 - E o Senhor colocará um rei sobre Israel, que destruirá a família de Jeroboão. 15 - Então o Senhor agitará Israel como uma cana de junco se agita de um lado para outro numa corrente de água; Ele arrancará o povo de Israel desta boa terra que havia dado a seus pais, e espalhará para além do rio Eufrates, porque o povo provocou ao Senhor, adorando imagens. 16 - Ele vai abandonar Israel, porque Jeroboão pecou e fez todo o povo pecar junto com ele." 17 - Então a esposa de Jeroboão voltou para Tirza, e assim que ela entrou em casa o menino morreu. 18 - E houve muito choro por causa da morte do menino naquela terra, conforme o Senhor havia dito por intermédio de seu servo Aias, o profeta. 19 - O restante das atividades de Jeroboão - suas guerras e os outros acontecimentos do seu reinado - está registrado no Livro da História dos Reis de Israel. 20 - Jeroboão reinou vinte e dois anos, e quando morreu, seu filho Nadabe subiu ao trono. 21 - Enquanto isso, Roboão, filho de Salomão, era rei em Judá. Ele estava com quarenta e um anos de idade quando começou a reinar, e ocupou o trono durante dezessete anos em Jerusalém, a cidade que, no meio de todas as tribos de Israel, o Senhor havia escolhido para dedicar ao seu nome. (A mãe de Roboão era Naama, uma amonita.) 22 - Durante o reinado de Roboão o povo de Judá, da mesma maneira que o povo de Israel, fez o que era errado e provocou a ira do Senhor com os pecados que cometeram, pois os seus pecados eram piores do que os pecados dos seus pais. 23 - Eles construíram capelinhas, estátuas e imagens em cada montanha e debaixo de cada árvore verde. 24 - Por toda parte havia homossexuais e o povo de Judá ficou tão corrompido, como as nações que adoravam deuses falsos, aquelas nações que o Senhor expulsou para dar lugar ao seu povo. 25 - No quinto ano do remado de Roboão, Sisaque, rei do Egito, atacou e conquistou Jerusalém. 26 - Ele entrou no templo, no palácio, e roubou tudo o que encontrou, incluindo os escudos de ouro que Salomão havia feito. 27 - Depois Roboão fez escudos de bronze para substituir os que foram roubados, e os guardas do palácio usavam esses de bronze. 28 - Sempre que o rei ia ao templo, os guardas desfilavam diante dele com os escudos e depois levavam de volta para a casa da guarda. 29 - Os demais acontecimentos do reinado de Roboão estão escritos no Livro da História dos Reis de Judá. 30 - Nunca deixou de haver guerra entre Roboão e Jeroboão. 31 - Quando Roboão morreu - a mãe dele era Naamá, a amonita - foi sepultado entre os seus pais, em Jerusalém, e seu filho Abião se tornou o novo rei. CAPITULO 15 1 - ABIAS COMEÇOU O seu reinado de três anos como rei de Judá, em Jerusalém, quando fazia dezoito anos que Jeroboão reinava em Israel. A mãe de Abias era Maaca, filha de Absalão. 3 - Ele foi tão grande pecador como seu pai, e seu coração não era perfeito para com Deus, como era perfeito o coração do rei Davi. 4 - Mas apesar do pecado de Abias, o Senhor Se lembrou do amor de Davi e não acabou com a família real de Davi. 5 - Porque Davi havia obedecido a Deus durante toda a sua vida, menos no caso de Urias, o heteu. 6 - Durante o reinado de Abias sempre houve guerra entre Israel e Judá. O restante da história de Abias está registrado no Livro da História dos Reis de Judá. 8 - Quando ele morreu, foi sepultado em Jerusalém, e seu filho Asa reinou em seu lugar. 9 - Asa se tornou rei de Judá, em Jerusalém, quando já fazia vinte anos que Jeroboão reinava sobre Israel; 10 - e reinou quarenta anos. Sua avó era Maaca, filha de Absalão. 11 - Ele agradou ao Senhor, conforme o rei Davi. 12 - Mandou matar os homens homossexuais e retirou todas as imagens que seu pai havia feito. 13 - Tirou do trono sua avó Maaca que estava como rainha-mãe, porque ela tinha feito uma imagem - e essa imagem ele destruiu e queimou no córrego do Cedrom. 14 - Contudo, as capelinhas das montanhas não foram retiradas, porque Asa não compreendeu que era errado deixá-las. 15 - Trouxe de volta para a Casa do Senhor os escudos de bronze que seu avô havia dedicado, junto com os vasos de prata e de ouro que ele mesmo havia dado. 16 - Entre Asa, rei de Judá, e Baasa, rei de Israel, sempre houve guerra. 17 - O rei Baasa construiu a cidade-fortaleza de Ramá, esperando assim cortar todo o comércio com Jerusalém. 18 - Então Asa pegou toda a prata e todo o ouro deixados no tesouro do templo, e todos os tesouros do palácio, e deu tudo isso aos seus oficiais para levarem a Damasco, para Ben-Hadade, rei da Síria, com esta mensagem: 19 - "Sejamos aliados, assim como nossos pais foram aliados. Estou lhe mandando um presente de ouro e de prata. Agora desmanche o seu acordo de amizade com Baasa, rei de Israel, de maneira que ele se retire de mim." 20 - Ben-Hadade concordou e mandou seus exércitos contra algumas das cidades de Israel; destruiu Ijom, Dã, Abel-Bete-Maaca, toda a região de Quinerete, e todas as cidades da terra de Naftali. 21 - Quando Baasa teve noticia do ataque, parou a construção da cidade de Ramá e voltou para Tirza. 22 - Então o rei Asa fez um aviso a todo Judá, pedindo que todos os homens fortes, sem falta, ajudassem a demolir a cidade de Ramá, e levassem embora as pedras e as madeiras. O rei Asa usou esses materiais para construir a cidade de Geba em Benjamim, e a cidade de Mispa. 23 - O restante da história da vida de Asa - suas conquistas e seus atos, bem como os nomes das cidades que ele construiu, encontra-se registrado no Livro da História dos Reis de Judá. Quando ficou velho, ele tinha uma doença nos pés, 24 - e quando morreu foi sepultado no cemitério real em Jerusalém. Então seu filho Josafá se tornou o novo rei de Judá. 25 - Enquanto isso, em Israel, Nadabe, filho de Jeroboão, começou a reinar. Reinou dois anos, tendo começado no segundo ano do reinado do rei Asa, de Judá. 26 - Porém não foi um bom rei; do mesmo modo que seu pai, ele adorou muitas imagens, e levou todo Israel a pecar. 27 - Então Baasa (filho de Aias, da tribo de Issacar) fez uma trama contra ele e o assassinou, enquanto estava com o exército israelita, cercando a cidade dos filisteus de Gibetom. 28 - Assim Baasa tomou o lugar de Nadabe como rei de Israel em Tirza, durante o terceiro ano do reinado de Asa, rei de Judá. 29 - Logo em seguida Baasa matou todos os filhos do rei Jeroboão, de maneira que não sobrou ninguém da família real, exatamente como o Senhor tinha dito que aconteceria, quando Ele falou por intermédio de Aias, o profeta de Silo. 30 - Isto se deu porque Jeroboão tinha provocado a ira do Senhor Deus de Israel, pecando e levando todo o povo de Israel a cometer pecado. 31 - Outros detalhes do reinado de Baasa estão registrados no Livro da História dos Reis de Israel. 32 e 33 - Houve guerra continua entre Asa, rei de Judá, e Baasa, rei de Israel. Baasa, filho de Aias, reinou durante vinte e quatro anos, a partir do terceiro ano do reinado de Asa em Judá, 34 - mas durante todo o tempo ele desobedeceu ao Senhor, seguindo os maus caminhos de Jeroboão, pois levou o povo de Israel a cometer pecado de adorar imagens. CAPITULO 16 1 - ENTÃO O PROFETA Jeú, filho de Hanani entregou ao rei Baasa uma mensagem de condenação vinda do Senhor. Essa mensagem dizia: 2 - "Levantei você do pó, a fim de fazer de você rei do meu povo Israel; mas você tem andado nos maus caminhos de Jeroboão. Você fez meu povo pecar, e estou zangado! 3 - Por isso, agora vou destruir você e sua família, da mesma maneira que fiz com os filhos de Jeroboão. 4 a 7 - Os da sua família que morrerem na cidade serão comidos pelos cães, e os que morrerem nos campos serão comidos pelas aves." A mensagem foi enviada a Baasa e sua família, porque ele havia provocado o Senhor com todos os seus atos maus. Ele foi tão mau como Jeroboão, apesar do fato do Senhor ter destruído todos os filhos de Jeroboão por causa dos pecados deles. O restante da história da vida de Baasa - suas ações e suas conquistas - está escrito no Livro da História dos Reis de Israel. 8 - Elá, filho de Baasa, começou a reinar quando já fazia vinte e seis anos que Asa era rei de Judá, porém reinou somente dois anos. 9 - Então o general Zinri, que era encarregado da metade das tropas de carros reais, fez uma trama contra ele. Um dia o rei Elá estava bêbado na casa de Arsa, o mordomo do palácio em Tirza, que era a capital. 10 - Zinri entrou, deu um golpe no rei e o matou. Isto se deu no ano vinte e sete do reinado de Asa, rei de Judá. Depois Zinri declarou que ele mesmo era o novo rei de Israel. 11 - Imediatamente depois de tomar o trono, matou toda a família real – não deixando ninguém do sexo masculino. Ele destruiu até os parentes distantes e os amigos. 12 - Esta destruição da família de Baasa estava dentro da palavra que o Senhor havia dito por intermédio do profeta Jeú. 13 - A tragédia aconteceu por causa dos pecados de Baasa, e do seu filho Elá; porque eles tinham levado Israel a adorar imagens e o Senhor Deus de Israel estava muito zangado por isso. 14 - O restante da história do reinado de Elá está escrito no Livro da História dos Reis de Israel. 15 e 16 - Mas o reinado de Zinri durou somente sete dias; pois quando o exército de Israel, que estava atacando a cidade de Gibetom dos filisteus, ouviu dizer que Zinri havia assassinado o rei, eles imediatamente escolheram o general Onri, comandante-chefe do exército, como o novo rei de Israel. 17 - Assim Onri levou o exército que estava em Gibetom e cercou Tirza, a capital de Israel. 18 - Quando Zinri viu que a cidade tinha sido tomada, foi para o palácio e pôs fogo nele; morrendo queimado no incêndio. 19 - Pois ele, também, havia pecado como Jeroboão; tinha adorado imagens e levado o povo de Israel a pecar com ele. 20 - O restante da história de Zinri e de sua traição estão escritos no Livro da História dos Reis de Israel. 21 - Mas agora o reino de Israel estava dividido em dois partidos; metade do povo ficou leal ao general Onri, e a outra metade acompanhou a Tibni, filho de Ginate. 22 - Mas o partido do general Onri venceu e Tibni foi morto; então Onri reinou sem oposição. 23 - Asa, rei de Judá, já estava reinando fazia trinta e um anos quando Onri começou a reinar sobre Israel; esse reinado durou doze anos, sendo seis deles em Tirza. 24 - Então Onri comprou o monte que agora se conhece como Samaria; o monte era de propriedade de Semer, e a compra foi pelo valor de 120 quilos de prata. Nesse monte Onri construiu uma cidade, e deu a ela o nome de Samaria, em homenagem a Semer. 25 - Mas Onri foi pior do que qualquer um dos reis antes dele diante do Senhor; 26 - adorou a imagens como Jeroboão, filho de Nebate, e levou Israel a cometer este mesmo pecado. Por isso Deus ficou muito zangado. 27 - O restante da história de Onri está registrado no Livro da História dos Reis de Israel. 28 - Quando Onri morreu, foi sepultado em Samaria, e seu filho Acabe reinou em seu lugar. 29 - Asa, rei de Judá, estava no trono já fazia trinta e oito anos quando Acabe se tornou rei de Israel; e Acabe reinou em Samaria durante vinte e dois anos. 30 - Porém ele foi ainda mais perverso do que seu pai Onri; ele foi pior do que qualquer outro rei de Israel! 31 - E como se isso não fosse suficiente, ele se casou com Jezabel, filha de Etbaal, rei de Sidom, e começou a adorar e servir a Baal. 32 - Primeiro ele construiu um templo e um altar para o deus Baal, em Samaria. 33 - Depois fez outras imagens, e provocou a ira do Senhor Deus de Israel mais do que qualquer outro dos reis de Israel antes dele. 34 - Foi durante o seu reinado que Hiel, um homem de Betel, reconstruiu Jericó. Quando ele assentava os alicerces, morreu seu filho Abirão; este era o filho mais velho; e quando, afinal, ele terminou a construção e colocava as portas, morreu Segube, seu filho mais moço. Pois esta era a maldição do Senhor sobre Jericó, conforme foi declarado por Josué, filho de Num. CAPITULO 17 1 - ENTÃO ELIAS, profeta da cidade de Tesbi, em Gileade, disse ao rei Acabe; "Tão certo como vive o Senhor Deus de Israel - o Deus a quem adoro e sirvo - não haverá orvalho nem chuva por diversos anos, enquanto eu não der ordem para chover!” 2 e 3 - Depois o Senhor disse a Elias: "Vá para o lado do leste e se esconda junto ao córrego de Querite, perto do rio Jordão. 4 - Beba água do córrego e coma o que os corvos lhe trouxerem, pois Eu dei ordens a eles para trazerem alimento a você." 5 - Ele obedeceu ao Senhor e ficou acampado junto ao córrego Querite perto do Jordão. 6 - Os corvos traziam a ele pão e carne cada manhã e cada tarde, e ele bebia água do córrego. 7 - Mas depois de algum tempo, o córrego secou, porque não caia chuva em parte alguma da terra. 8 e 9 - Então o Senhor disse a ele: "Vá morar na aldeia de Sarepta, perto da cidade de Sidom. Ali mora uma viúva que dará alimento a você. Eu dei a ela as minhas instruções." 10 - Assim Elias foi para Sarepta. Quando chegou ás portas da cidade, viu uma viúva apanhando gravetos e pediu a ela um copo de água. 11 - Enquanto ela ia buscar a água, ele chamou a mulher e disse: "Traga-me, também um pedaço de pão". 12 - Porém ela respondeu: "Tão certo como vive o Senhor Deus, não tenho nenhum pedaço de pão em casa. Tenho somente um punhado de farinha que sobrou, e um pouco de azeite de cozinha no fundo da garrafa. Estava recolhendo um pouco de lenha para cozinhar esta última refeição, e depois meu filho e eu vamos morrer de fome." 13 - Mas Elias disse a ela: "Não tenha medo! Vá e cozinhe esta última refeição', mas primeiro quero que me faça um pequeno pão; e depois ainda haverá alimento suficiente para você e seu filho. 14 – Porque o Senhor Deus de Israel diz que sempre haverá bastante farinha e bastante óleo em suas vasilhas, até á ocasião em que o Senhor enviar chuva e as colheitas crescerem de novo!" 15 - A mulher fez conforme Elias disse a ela, Elias, e o filho dela continuaram comendo do suprimento de farinha e de óleo enquanto foi preciso. 16 - Pois por mais que comessem, sempre havia de sobra nas vasilhas, exatamente como o senhor tinha prometido por intermédio de Elias! 17 - Certo dia, entretanto, o filho da mulher ficou doente e morreu. 18 - Chorando, ela disse a Elias: “Ó homem de Deus, o que você me fez? Veio aqui para castigar meus pecados antigos matando o meu filho?” 19 - "Dê-me o seu filho," respondeu Elias. Ele pegou o menino que estava nos braços dela e subiu com ele para o quarto de hóspedes, onde morava, colocando o menino na cama dele, Elias; 20 - e então clamou ao Senhor, dizendo: "Ó Senhor, meu Deus, por que matou o filho desta viúva, dona da casa onde eu moro?" 21 - E Elias se estendeu sobre a criança três vezes, e clamou ao Senhor, dizendo: "Ó Senhor meu Deus, por favor, permita que o espirito deste menino volte para ele. " 22 - E o Senhor ouviu a oração de Elias; o espirito do menino voltou, e ele viveu de novo! 23 - Então Elias desceu com ele e entregou à sua mãe. "Veja! Ele está vivo!" disse Elias alegremente. 24 - "Agora tenho certeza de que você é um profeta", a mulher disse a Elias, "e que tudo quanto você diz é a palavra que vem do Senhor!" CAPITULO 18 1 - TRÊS ANOS MAIS tarde o Senhor disse a Elias: "Vá dizer ao rei Acabe que logo enviarei chuva outra vez!" 2 - Elias foi apresentar-se a Acabe. Enquanto isso a fome havia se tornado um problema sério em Samaria. 3 e 4 - O mordomo da casa de Acabe era Obadias; este Obadias era um dedicado seguidor do Senhor. Uma vez, quando a rainha Jezabel tentou matar todos os profetas do Senhor, foi Obadias quem escondeu cem deles em duas cavernas - cinqüenta em cada uma - e os alimentou com pão e água. 5 - Naquele mesmo dia, enquanto Elias estava a caminho para falar com o rei Acabe, este disse a Obadias: "Precisamos procurar em cada rio e cada córrego para ver se conseguimos capim suficiente para salvar pelo menos alguns dos meus cavalos e mulos. Você vai por um caminho e eu vou por outro; vamos procurar por toda a terra". 6 - E assim fizeram; cada um foi sozinho para o seu lado. 7 - De repente Obadias viu Elias, que vinha em direção dele! Imediatamente Obadias reconheceu o profeta e se prostrou no chão diante dele. "Realmente é você, meu senhor Elias?" perguntou. 8 - "Sim, sou eu," respondeu Elias. "Agora vá dizer ao rei que estou aqui." 9 - "Oh, senhor", reclamou Obadias, "que mal eu fiz para que me mande ao rei e ele me mate? 10 - Tão certo como vive Deus, o rei tem procurado o Senhor em cada nação e reino, de uma ponta a outra, para ver se o encontra. E cada vez que afirmavam: 'Elias não está aqui,' o rei Acabe obrigava o rei daquele país a jurar que era verdade o que dizia. 11 - E agora o Senhor me fala: 'Vá dizer a ele que Elias está aqui'! 12 - Mas no momento em que eu sair, o Espírito do Senhor leva você embora daqui, não para onde declaras, e quando Acabe vier e não o encontrar, ele me mata. No entanto, toda a minha vida tenho sido um verdadeiro servo do Senhor. 13 - Ninguém contou ao Senhor a respeito do que fiz quando a rainha Jezabel tentava matar os profetas de Deus e eu escondi cem deles em duas cavernas e alimentei a todos com pão e água? 14 - E agora você diz: 'Vá dizer ao rei que Elias está aqui'! Senhor, se eu fizer isso, estou morto!" 15 - Porém Elias disse: "Tão certo como vive o Senhor do Universo, perante quem estou, que eu me apresentarei a Acabe hoje". 16 - Então Obadias foi contar a Acabe que Elias tinha vindo; e Acabe saiu a encontrar-se com Elias. 17 - "Então é você, hein? - o homem que trouxe esta desgraça a Israel!" Essa foi a exclamação de Acabe quando viu Elias. 18 - "Está falando a respeito de sua própria pessoa, respondeu Elias. "Porque o rei e sua família se recusaram a obedecer ao Senhor, e em vez de obedecer a Ele têm adorado a BaaI. 19 - Agora traga todo o povo de Israel ao monte Carmelo, com todos os 450 profetas de Baal e os 400 profetas de Aserá, sustentados por JezabeI." 20 - Assim Acabe reuniu todo o povo e os profetas no monte Carmelo. 21 - E Elias falou com eles. "Por quanto tempo vocês vão ficar entre duas opiniões, sem se decidirem por uma delas?" perguntou ao povo. "Se o Senhor é Deus, sigam a Ele! Porém se Baal é Deus, então sigam Boal!" 22 - Depois Elias tornou a falar: "Dos profetas do Senhor, eu sou o único que restei, mas Baal tem 450 profetas. 23 - Agora tragam dois novilhos. Os profetas de Baal podem escolher qualquer um deles, cortá-lo em pedaços e colocar os pedaços sobre a lenha do altar, mas não coloquem nenhum fogo debaixo da lenha. Eu também preparo o outro novilho e coloco sobre o altar do Senhor, sem nenhum fogo debaixo dele. 24 - Então orem ao seu deus, e eu orarei ao Senhor. O deus que responder enviando fogo para acender a lenha é o verdadeiro Deus!" Todo o povo concordou em fazer esta prova. 25 - Depois Elias disse aos profetas de Baal: "Primeiro vocês, porque são em maior número; escolham um dos novilhos, preparem o animal e invoquem o nome do seu deus; mas não ponham nenhum fogo debaixo da lenha." 26 - Assim eles prepararam um dos novilhos e colocaram sobre o altar. Clamaram a Baal toda a manhã, gritando: "ó Baal, responda-nos!" Porém não havia nenhuma resposta. Depois eles começaram a dançar ao redor do altar. 27 - Lá pelo meio dia Elias começou a caçoar deles. "Vocês precisam gritar mais alto do que isso", ele zombava, "para chamar a atenção do seu Deus! Talvez ele esteja falando com alguém; pode ser que tenha ido ao banheiro; ou, talvez, ele tenha saído de viagem, ou esteja dormindo e tenha de ser acordado! " 28 - Assim eles gritaram mais alto, e como era costume, cortavam-se com facas e espadas, até que o sangue escorria. 29 - Eles soltaram gritos a tarde toda até à hora do sacrifício da tarde, porém não havia resposta, não se ouvia nenhuma voz, ninguém atendia. 30 - Então Elias chamou o povo: "Venham cá". E eles se amontoaram ao redor dele, enquanto consertava o altar do Senhor que havia sido derrubado. 31 - Pegou doze pedras, uma pedra representando cada uma das tribos dos filhos de Jacó, aquele Jacó a quem o Senhor havia dito: "Israel será o seu nome". 32 - Usou as pedras para reconstruir o altar do Senhor. Depois cavou um rego ao redor do altar; era um rego tão grande que dava para semear duas medidas de semente. 33 - Empilhou a lenha sobre o altar, cortou o novilho em pedaços e colocou os pedaços sobre a lenha. "Encham de água quatro vasilhas grandes", disse Elias, "e despejem a água sobre o novilho e sobre a lenha." Depois que fizeram isto, ele disse: "Façam isso de novo". E eles fizeram. "Agora, façam isso mais uma vez!" E eles fizeram; 35 - e a água escorria do altar, e encheu o rego. 36 - Na hora de costume para oferecer o sacrifício da tarde, Elias se pôs em pé ao lado do altar e orou: "Ó Senhor Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, prova hoje que o Senhor é o Deus de Israel e que eu sou seu servo; prova que tudo isto eu fiz foi por sua ordem. 37 - Ó Senhor, responda-me! Responda-me para que este povo saiba que o Senhor é Deus e que atraiu o coração deles de volta para Si." 38 - Então, de repente, desceu fogo do céu e queimou totalmente o novilho, a lenha, as pedras, o pó, e inclusive lambeu toda a água do rego! 39 - Quando o povo viu isso, todos caíram com o rosto voltado para o chão, gritando: "O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!" 40 - Então Elias disse: "Agarrem os profetas de Baal!" "Não deixem escapar nenhum deles". Assim eles agarraram todos eles, e Elias os levou ao córrego de Quisom e os matou ali. 41 - Disse Elias então a Acabe: "Vá e tome uma boa refeição! Porque estou ouvindo que vem uma chuva muito forte. 42 - Enquanto Acabe foi comer e beber, Elias subiu ao topo do monte Carmelo e curvou o corpo para a terra, com o rosto colocado entre os joelhos. 43 - Depois disse ao seu criado: "Vá e olhe para o lado do mar." Ele foi, mas voltou a Elias e dizendo: "Não vi nada." Por sete vezes Elias mandou que voltasse. 44 - Finalmente, na sétima vez, o criado exclamou: "Vejo que sobe do mar uma nuvem pequena, do tamanho da mão de um homem". Então Elias gritou: "Vá depressa dizer a Acabe que pegue o seu carro e desça a montanha, do contrário ele ficará preso pela chuva!" 45 - Dito e feito. O céu logo ficou escuro com nuvens, e um forte vento trouxe uma terrível tempestade. Acabe saiu a toda pressa para Jezreel, 46 - e o Senhor concedeu força especial a Elias, de modo que ele pôde correr adiante do carro de Acabe até à entrada da cidade de Jezreel! CAPITULO 19 1 - QUANDO ACABE CONTOU à rainha Jezabel o que Elias havia feito e que ele tinha matado os profetas de Baal, 2 - ela mandou este recado a Elias: "Você matou meus profetas, e agora eu juro pelos deuses que vou matar você amanhã a esta hora." 3 - Então Elias fugiu para salvar a sua vida; foi para Berseba, uma cidade de Judá, e deixou ali o seu criado. 4 - Depois foi sozinho para o deserto, viajando o dia inteiro, e sentou debaixo de uma moita de zimbro. Ali orou, pedindo a morte. "Agora chega," disse ao Senhor. Tire a minha vida. Tenho de morrer algum dia, e bem pode ser agora, pois não sou melhor do que meus pais." 5 - Então deitou-se debaixo da moita de zimbro e dormiu. Enquanto dormia, um anjo o tocou e disse: "Levante-se e coma!" 6 - Ele olhou em redor e viu um pão que estava assando sobre pedras quentes, e uma garrafa de água! Assim comeu, bebeu e se deitou outra vez. 7 - O anjo do Senhor voltou depois e tocou de novo nele, dizendo: "Levante-se e coma alguma coisa mais, porque você tem uma longa caminhada pela frente" . 8 - Ele se levantou, comeu e bebeu, e o alimento lhe deu força suficiente para viajar quarenta dias e quarenta noites, até ao monte Horebe, a montanha de Deus, 9 - onde ele foi abrigar-se numa caverna. Mas o Senhor perguntou a ele: "Que é que você faz aqui, Elias?" 10 - Ele respondeu: "Tenho trabalhado o mais que posso para o Senhor Deus do Universo; porém o povo de Israel não cumpriu o seu trato com o Senhor, derrubou os seus altares e matou os seus profetas, e só eu fiquei; agora tentam me matar também. " 11 - "Saia daí e ponha-se diante de Mim na montanha", o Senhor disse a ele. Enquanto Elias estava ali, o Senhor passou, e um vento de tempestade atingiu a montanha; era um vento tão terrível, que as pedras saíam do lugar, porém o Senhor não estava no vento. Depois do vento, houve um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto. 12 - E depois do terremoto veio um fogo, mas o Senhor não estava no fogo. Depois do fogo, ouviu-se um som de vento suave. 13 - Quando Elias ouviu o som, cobriu o rosto com o seu manto, saiu e ficou à entrada da caverna. Uma voz lhe perguntou: "Por que você está aqui, Elias?" 14 - De novo ele respondeu: "Tenho trabalhado duramente para o Senhor Deus do Universo; porém o povo de Israel não cumpriu o seu trato com o Senhor e derrubou os seus altares; eles mataram todos os seus profetas, menos eu; e agora tentam me matar também." 15 - Então o Senhor disse a ele: "Volte pela estrada do deserto a Damasco, e quando chegar lá, derrame óleo sobre a cabeça de Hazael, para que ele seja rei da Síria. 16 - Depois derrame óleo sobre a cabeça de Jeú (filho de Ninsi), para que ele seja rei de Israel, e derrame óleo sobre a cabeça de Eliseu (filho de Safate de Abel-Meolá), para que ele tome o seu lugar como meu profeta. 17 - Qualquer um que escapar de Hazael será morto por Jeú, e os que escaparem de Jeú serão mortos por Eliseu! 18 - E fique sabendo que conservei sete mil homens em Israel, que nunca se curvaram diante de Baal nem beijaram esse deus!" 19 - Assim Elias se foi e encontrou a Eliseu que estava arando um campo com outras onze turmas adiante dele; ele estava no fim da linha, com a última turma. Elias foi para o lado de Eliseu, atirou sobre os ombros dele o seu manto e se foi embora. 20 - Eliseu deixou os bois ali e correu atrás de Elias, dizendo: "Primeiro me deixe ir despedir do meu pai e da minha mãe, e depois irei com você!" Elias respondeu: "Volte! Mas veja bem o que fiz com você!" 21 - Então Eliseu voltou aos seus bois; matou seus dois bois, usou a madeira do arado e do jugo para fazer fogo e assar a carne. Distribuiu a carne aos outros trabalhadores e a gente que ali estava, e todos fizeram uma grande festa. Depois se aprontou e foi com Elias, como ajudante dele. CAPITULO 20 1 - EN-HADADE,. REI da Síria, reuniu todo o seu exercito, e Juntamente com trinta e dois reis aliados, com seus carros e cavalos, cercaram a cidade de Samaria, capital de Israel. 2 e 3 - Ele enviou este recado a Acabe, rei de Israel, que estava na cidade: "Sua prata e seu ouro são meus; também suas esposas mais lindas e os melhores dos seus filhos são meus!" 4 - "Está bem, meu senhor," respondeu Acabe. "Tudo o que eu tenho é seu!" 5 e 6 - Logo depois os mensageiros voltaram com outro recado da parte do rei Ben-Hadade: "Você não somente deve me dar sua prata, seu ouro, suas esposas e seus filhos, mas amanhã por estas horas vou enviar meus homens, e eles vão entrar no seu palácio e nas casas do seu povo, e vão tomar tudo o que quiserem!" 7 - Então Acabe reuniu os seus conselheiros e se queixou da situação, dizendo: "Vejam só o que este homem está fazendo. Ele está criando dificuldade, apesar de eu já ter dito que pode levar minhas esposas, meus filhos, a prata e o ouro, conforme ele exigiu." 8 - "Não dê a ele mais nada," aconselharam os homens. 9 - Assim ele respondeu aos mensageiros de Ben-Hadade: "Digam ao rei, meu senhor: 'Darei tudo o que me pediu da primeira vez, mas seus homens entrarem no palácio e nas casas do povo, isso não pode ser'''. E os mensageiros voltaram a Ben-Hadade. 10 - Então o rei da Síria mandou este recado a Acabe: "Que os deuses façam a mim mais do que vou fazer a você, se eu não transformar Samaria em punhados de pó para meus homens levarem!" 11 - O rei de Israel replicou: "Não conte vantagem antes do tempo!" 12 - Esta resposta de Acabe chegou a Ben-Hadade, quando ele e os outros reis bebiam em suas tendas. Preparem-se para atacar," Ben-Hadade ordenou a seus oficiais. E eles tomaram posição na frente da cidade. 13 - Um profeta veio então ver o rei Acabe, e deu a ele este recado, vindo do Senhor: "Está vendo todos esses exércitos inimigos? Hoje mesmo vou entregar todos eles a você. Assim, finalmente, você saberá que Eu sou o Senhor." 14 - Acabe perguntou: "Como é que Ele fará isso?" E o profeta respondeu: "O Senhor diz: 'Pelos soldados que vêm das províncias.'" "Devemos atacar primeiro?" perguntou Acabe. "Sim," respondeu o profeta. 15 - Então ele contou os soldados vindos das províncias; eram duzentos e trinta e dois; depois contou o restante do seu exército de sete mil homens. 16 - Por volta do meio-dia, enquanto Ben-Hadade e os trinta e dois reis aliados ainda bebiam e se embriagavam, os primeiros soldados de Acabe saíram da cidade. 17 - Quando eles se aproximavam, os sentinelas de Ben-Hadade disseram: "Alguns soldados de Samaria se aproximam!" 18 - "Peguem esses homens vivos," foi a ordem de Ben-Hadade, "quer eles venham tratar de paz ou venham fazer guerra." 19 - A estas horas todo o exército de Acabe se havia juntado para o ataque. 20 - Cada um matou um soldado sírio, e de repente todo o exército sírio fugiu de medo. Os soldados israelitas foram atrás deles, mas Ben-Hadade e alguns oficiais escaparam a cavalo. 21 - Todavia, a maior parte dos cavalos e dos carros foram apanhados, e quase todo o exército sírio foi morto. 22 - Então o profeta se aproximou do rei Acabe e disse: "Apronte-se para outro ataque do rei da Síria". 23 - Isso porque depois da derrota, os oficiais de Ben-Hadade disseram a ele: "O Deus israelita é um deus dos montes; por isso é que eles venceram. Mas nós podemos vencê-los se a luta for nas planícies. 24 - Mas desta vez vamos substituir os reis por generais! 25 - Forme outro exército igual ao que você perdeu; consiga o mesmo número de cavalos, de carros e de homens. Vamos lutar de novo contra eles nas planícies, não há dúvida alguma de que os derrotaremos." E o rei Ben-Hadade fez conforme eles sugeriram. 26 - No ano seguinte, chamou o exército sírio e marcharam de novo contra Israel, desta vez em Afeque. 27 - Também Israel reuniu o seu exército, estabeleceu linhas de abastecimento, e se foi para a batalha. Mas o exército de Israel podia ser comparado a dois pequenos rebanhos de cabritinhos, em comparação com as vastas forças dos sírios, que enchiam aquela região! 28 - Então um profeta foi levar ao rei de Israel esta mensagem vinda do Senhor: "Visto como os sírios disseram que 'O Senhor é um Deus dos montes e não das planícies,' Eu vou ajudar você a derrotar este vasto exército, e você ficará sabendo que, na verdade, Eu sou o Senhor." 29 - Os dois exércitos se acamparam um em frente do outro durante sete dias, e no sétimo dia a batalha começou. Os israelitas mataram cem mil soldados sírios no primeiro dia. 30 - O restante fugiu para trás dos muros de Afeque, mas o muro caiu sobre eles e matou outros vinte e sete mil. Ben-Hadade fugiu para a cidade e se escondeu no quarto interior de uma das casas. 31 - Os oficiais de Ben-Hadade lhe disseram: "Senhor, temos ouvido dizer que os reis de Israel são muito bons para tratar as pessoas. Vamos vestir roupa de saco e colocar cordas ao redor de nossas cabeças, e vamos ao rei Acabe ver se ele deixará você viver". 32 - Então eles foram ao rei de Israel, e pediram a ele: "O seu criado Ben-Hadade pede: 'Deixe-me viver!'" "Oh, ele ainda está vivo?" o rei de Israel perguntou. "Ele é meu irmão!" 33 - Os homens se apressaram em aceitar esse raio de esperança, e exclamaram: "Sim, o seu irmão Ben-Hadade!" "Vão buscar o meu irmão," o rei de Israel disse a eles. E quando Ben-Hadade chegou, o rei convidou a subir no seu carro! 34 - Ben-Hadade disse a Acabe: "Vou devolver as cidades que meu pai tomou do seu pai, e você pode estabelecer postos de comércio em Damasco, conforme meu pai fez em Samaria." 35 - Nesse meio tempo, o Senhor deu ordem a um dos profetas para dizer a um outro homem: "Dê-me um golpe com a sua espada!" Porém o homem se recusou a fazer isso. 36 - Então o profeta disse a ele: "Já que você não obedeceu á voz do Senhor, um leão vai matar você logo que sair daqui". Dito e feito: quando ele saiu, um leão o atacou e matou. 37 - Depois o profeta se dirigiu a outro homem e disse: "Fira-me com a sua espada". O homem golpeou o profeta e o feriu. 38 - O profeta esperou pelo rei ao lado da estrada, tendo colocado uma faixa de pano sobre os olhos para disfarçar. 39 - Quando o rei passou por ali, o profeta gritou para ele e disse: "Senhor, eu estava no campo de batalha, e um homem me trouxe um prisioneiro e disse: 'Vigie este homem; se ele escapar, você deve morrer, 40 - ou então me pagará 60 quilos de prata!' Mas enquanto eu estava ocupado fazendo outra coisa, o prisioneiro desapareceu!" "Bem, nesse caso a culpe é sua," respondeu o rei. "Você terá de pagar." 41 - Então o homem arrancou a faixa que cobria os seus olhos, e o rei viu que era um dos profetas. 42 - O profeta falou ao rei: "O Senhor diz: Já que você soltou o homem que Eu mandei que morresse, agora você deve morrer em lugar dele, e o seu povo vai morrer em lugar do povo dele.''' 43 - O rei foi então para casa, em Samaria, zangado e com muita raiva. CAPITULO 21 1 - NABOTE, UM HOMEM de Jezreel, tinha uma plantação de uvas nos arredores da cidade, perto do palácio do rei Acabe. 2 - Um dia o rei falou com ele, mostrando interesse em comprar aquela propriedade. "Desejo a terra para formar uma horta", explicou o rei, "porque é muito conveniente para o palácio." Ele ofereceu pagar em dinheiro ou, se Nabote preferisse, o rei lhe daria um terreno mais valioso em troca. 3 - Porém Nabote respondeu: "De jeito nenhum! Essa terra pertence à minha família já faz muito tempo" 4 - Por isso Acabe voltou ao palácio aborrecido e com muita raiva! Não quis saber de comer; foi deitar-se e virou o rosto para a parede! 5 - "O que está acontecendo com você?" perguntou sua esposa Jezabel. "Por que você não se alimenta? O que deixou você assim tão revoltado?" 6 - "Pedi a Nabote que me vendesse a sua plantação de uvas, ou que trocasse por outra terra, e ele não quis fazer o negócio!" Acabe disse a ela. 7 - "Afinal de contas, você é ou não é o rei de Israel?" Jezabel perguntou. "Levante-se, coma e não se preocupe com isso. Eu vou conseguir a plantação de uvas de Nabote!" 8 - Então ela escreveu algumas cartas em nome de Acabe, selou as cartas com o selo real, e mandou aos homens importantes de Jezreel, onde Nabote morava. 9 - Na carta ela dizia: "Reúnam os moradores da cidade e anunciem um jejum e oração. Depois façam com que Nabote compareça, 10 - e encontrem dois malandros que o acusem de amaldiçoar a Deus e ao rei. Depois o levem Nabote para fora e o matem a pedradas." 11 - OS chefes da cidade fizeram conforme as instruções da rainha. 12 - Fizeram a reunião e puseram Nabote a julgamento. 13 - Então dois homens de mau caráter acusaram Nabote de amaldiçoar a Deus e ao rei; e ele foi arrastado para fora da cidade, e apedrejado até que morreu. 14 - As autoridades mandaram dizer depois a Jezabel que Nabote estava morto. 15 - Quando Jezabel ouviu a notícia, disse a Acabe: "Lembra-se daquela plantação de uvas que Nabote não quis vender a você? Bem, você pode ficar com ela agora! Ele está morto!" 16 - Então Acabe desceu para tomar posse daquela propriedade. 17 - Mas o Senhor disse a Elias: 18 - "Vá até Samaria para se encontrar com o rei Acabe. Ele está na chácara de Nabote, porque foi lá a fim de tomar posse dela. 19 - Dê a ele este Meu recado: 'Já não basta o mal de matar a Nabote? Era preciso que você o roubasse também? Por causa disto, os cães vão lamber o seu sangue fora da cidade, da mesma maneira como lamberam o sangue de Nabote!'" 20 - "Ora, o meu inimigo me encontrou!" Acabe exclamou ao ver Elias. "Sim," respondeu Elias, "eu vim para trazer sobre você a maldição de Deus, porque você se vendeu ao diabo. 21 - O Senhor vai trazer grande mal a você, e vai acabar com você. Ele não vai permitir que sobreviva nenhum dos seus descendentes do sexo masculino! 22 - Vai destruir a sua família, como destruiu a família do rei Jeroboão e a família do rei Baasa, porque você provocou a ira de Deus, e levou todo o Israel a pecar. 23 - O Senhor também me disse que os cães de Jezreel vão despedaçar o corpo de sua esposa Jezabel. 24 - Os membros de sua família que morrerem na cidade serão comidos pelos cães, e os que morrerem no campo serão comidos pelas aves." 25 - Nenhuma outra pessoa se vendeu tão completamente ao diabo como Acabe, pois sua esposa Jezabel conseguiu que ele fizesse toda espécie de mal. 26 - Ele foi muito culpado porque adorou ídolos como os amorreus adoraram - e os amorreus eram um povo que o Senhor expulsou da terra para dar lugar ao povo de Israel. 27 - Quando Acabe ouviu essas profecias, rasgou as roupas, usou roupa feita de pano de saco, jejuou, passou a dormir em cima de panos de saco, e a andar de cabeça baixa. 28 - Então veio outra mensagem a Elias da parte do Senhor: 29 - "Está vendo como Acabe se humilhou diante de mim? Porque ele se humilhou, não vou aplicar o castigo que prometi enquanto ele estiver vivo, mas vou aplicar aos filhos dele; acabarei com a família dele." CAPITULO 22 1 - DURANTE TRÊS ANOS não houve guerra entre a Síria e Israel. 2 - Mas no terceiro ano, enquanto Josafá, rei de Judá, visitava Acabe, rei de Israel, 3 - Acabe disse aos seus auxiliares: "Vocês sabem que os sírios ainda ocupam nossa cidade de Ramote-Gileade? E nós estamos aqui sentados sem fazer nada a esse respeito!" 4 - Então ele se virou para Josafá e perguntou: "Você mandaria o seu exército junto com o meu para tomarmos Ramote-Gileade?" E Josafá, rei de Judá, respondeu: "Mas é claro! Você e eu somos irmãos; meu povo está às suas ordens, e meus cavalos estão ao seu serviço. 5 - "Mas", ele acrescentou, "deveríamos primeiro perguntar ao Senhor, para termos certeza do que Ele quer que façamos." 6 - De modo que Acabe mandou chamar os quatrocentos profetas dos deuses falsos, e perguntou a eles: "Devemos atacar Ramote-Gileade ou não devemos?" E todos eles disseram: "Sim, pode ir, porque Deus vai ajudar você a conquistar a cidade". 7 - Porém Josafá perguntou: "Não há por aqui um profeta do Senhor? Eu gostaria de perguntar a ele também". 8 - "Sim, há um profeta por quem podemos consultar ao Senhor", disse o rei Acabe, "mas tenho ódio dele, porque ele nunca profetiza nada de bom acerca de mim. Ele sempre tem alguma coisa ruim para dizer. O nome dele é Micaías, filho de Inlá." "Não fale dessa maneira!" respondeu Josafá. 9 - Então o rei Acabe chamou um dos seus oficiais, ordenando: "Vá buscar Micaias. Depressa!" 10 - Enquanto isso, todos os profetas continuaram profetizando diante dos dois reis; os reis estavam vestidos com seus mantos reais, sentados em tronos colocados junto à porta de entrada da cidade. 11 - Um dos profetas, Zedequias (filho de Quenaaná), fez uns chifres de ferro e disse: "O Senhor promete que o rei vai atacar os sírios por toda parte com esses chifres, até que eles sejam destruídos." 12 - E todos os outros concordaram. "Vá e ataque a Ramote-Geleade", eles diziam, "porque o Senhor fará com que seja vitorioso!" 13 - O mensageiro que foi buscar Micaias contou a ele o que os outros profetas estavam dizendo, e insistiu com ele para dizer a mesma coisa. 14 - Porém Micaias respondeu: "Tão certo como vive o Senhor, vou dizer somente o que o Senhor me mandar dizer!" 15 - Quando ele chegou, o rei perguntou: "Micaías, devemos atacar Ramote-Gileade ou não devemos?" "Naturalmente que deve! Não perca tempo!" Micaias disse a ele. "O rei terá uma grande vitória, porque o Senhor vai fazer com que ele vença!" 16 - "Quantas vezes preciso dizer a você que fale somente a verdade que o Senhor manda dizer?" perguntou o rei. 17 - Então Micaias disse a ele: "Eu vi todo o Israel espalhado pelos montes, como ovelhas que não têm pastor. E o Senhor disse: 'O rei dessa gente está morto; mande todos para suas casas'". 18 - Virando-se para Josafá, Acabe se queixou, dizendo: "Eu não falei que isto iria acontecer? Ele nunca profetiza nada de bom. Só o que é ruim". 19 - Micaias falou em seguida: "Escute mais esta palavra do Senhor. Vi o Senhor assentado no Seu trono, e os exércitos dos céus estavam ao redor dele. 20 e 21 - "Então o Senhor disse: 'Quem é capaz de enganar a Acabe, para que ele vá e morra em Ramote-Gileade?' "Várias sugestões foram feitas, até que: um espírito se aproximou do Senhor e disse: 'Eu farei isso!" 22 "'De que maneira?' o Senhor perguntou. "E ele respondeu: 'Eu irei como um espírito mentiroso na boca de todos os profetas dele.' "E o Senhor disse: 'Isso dá resultado; você será bem sucedido. Vá.' 23 - "Você não percebe? O Senhor pôs um espírito mentiroso na boca se todos esses profetas, porém o fato importante é que o Senhor determinou desgraça contra você. " 24 - Então Zedequias (filho de Quenaaná) chegou perto de Micaías e lhe deu uma bofetada no rosto. "Quando foi que o Espírito do meu Senhor me deixou e falou a você?" ele perguntou. 25 - Micaías respondeu: "Você receberá a resposta á sua pergunta, quando procurar esconder-se num quarto interior". 26 - Então o rei Acabe deu ordens para prenderem a Micaías. "Levem esse homem a Amom, o prefeito da cidade, e ao meu filho Joás. 27 - Digam a eles: 'O rei manda colocar este homem na cadeia, e dar a ele pão e água apenas o suficiente para conservá-lo vivo - até que eu volte em paz'''. 28 - "Se você voltar em paz," Micaías respondeu, "então é prova de que o Senhor não falou por meu intermédio." Depois ele se virou para as pessoas que estavam ali perto, exclamando: "Tomem nota do que eu disse". 29 - Assim Acabe, rei de Israel, e Josafá, rei de Judá, levaram seus exércitos para Ramote-Gileade. 30 - Acabe disse a Josafá: "Você usa suas roupas reais, mas eu não usarei os meus!" Assim Acabe foi para a batalha disfarçado no uniforme de um soldado comum. 31 - Acontece que o rei da Síria tinha dado ordens aos seus trinta e dois capitães de carros para não lutarem contra ninguém, a não ser com o próprio rei Acabe. 32 e 33 - Quando eles viram o rei Josafá em seus vestidos reais, pensaram: "Esse é o homem que estamos procurando". Então rodearam o carro dele para atacar. Mas quando Josafá gritou, eles viram que não era o rei de Israel, e voltaram! 34 – Todavia, alguém atirou uma flecha por acaso, e ela foi atingir o rei Acabe entre as juntas da sua armadura de proteção. "Levem-me para fora da batalha, pois estou gravemente ferido," disse, gemendo, ao guia do seu carro. 35 - A batalha ia ficando cada vez mais terrível à medida que as horas passavam. O rei Acabe voltou, tentando ficar apoiado no seu carro; o sangue do seu ferimento escorria para o fundo do carro. Afinal, à tardinha, ele morreu. 36 e 37 - Logo ao pôr-do-sol correu este aviso entre os seus soldados: "Tudo está acabado - voltem para casa! O rei está morto!" O seu corpo foi levado para, Samaria e sepultado ali. 38 - Quando o seu carro e a sua armadura eram lavados ao lado do tanque de Samaria, onde as prostitutas tomavam banho, os cães vieram e lamberam o sangue do rei, exatamente como o Senhor havia dito que ia acontecer. 39 - O restante da história de Acabe - incluindo a história do palácio de marfim e das cidades que ele construiu - está escrito no Livro da História dos Reis de Israel. 40 - Assim Acabe foi sepultado entre os seus pais, e seu filho Acazias se tornou o novo rei de Israel. 41 - Enquanto isso, lá em Judá, Josafá, filho de Asa, começou a reinar durante o quarto ano do reinado de Acabe, rei de Israel. 42 - Josafá estava com trinta e cinco anos de idade quando subiu ao trono, e reinou em Jerusalém durante vinte e cinco anos. Sua mãe se chamava Azuba, filha de Sili. 43 - Ele seguiu os passos de seu pai Asa, obedecendo ao Senhor em tudo, menos numa coisa: não destruiu as capelinhas que havia nos montes, de modo que o povo oferecia sacrifícios e queimavam incenso ali. 44 - Ele viveu em paz com Acabe, rei de Israel. 45 - O restante dos atos de Josafá e de suas realizações de heroísmo e de suas guerras está escrito no Livro da História dos Reis de Judá. 46 - Também ele fechou todas as casas de prostituição de homens, pois essas casas continuavam abertas desde os dias de seu pai Asa. 47 - Não havia nenhum rei em Edom naquele tempo; havia apenas um representante do rei. 48 - O rei Josafá construiu grandes navios de transportes para buscar ouro em Ofir; porém eles nunca chegaram lá, porque se quebraram e afundaram em Eziom-Geber. 49 - Acazias, filho e sucessor do rei Acabe, havia proposto a Josafá que seus homens fossem também, mas Josafá não aceitou a proposta. 50 - Quando o rei Josafá morreu, foi sepultado com seus pais em Jerusalém, a cidade de seu pai Davi; e seu filho Jeorão reinou em seu lugar. 51 - Foi durante o ano dezessete do reinado de Josafá, rei de Judá, que Acazias, filho de Acabe, começou a reinar sobre Israel em Samaria; e ele reinou dois anos. 52 e 53 - Porém não foi um bom rei, pois seguiu os passos de seu pai, de sua mãe e de Jeroboão, que havia levado Israel ao pecado de adorar imagens. Assim Acazias fez com que o Senhor Deus de Israel ficasse muito zangado com ele pela sua adoração a Baal. 2º REIS CAPITULO 1 1 - DEPOIS DA MORTE do rei Acabe, os moabitas se revoltaram contra Israel e proclamaram a sua independência. 2 - Acazias, o novo rei de Israel, tinha caído do terraço do andar de cima do seu palácio em Samaria, e ficou muito machucado. Aflito, mandou mensageiros ao templo do deus Baal-Zebube, em Ecrom, para perguntar se ficaria bom depois da queda que tinha sofrido. 3 - Ao mesmo tempo, um anjo do Senhor apareceu diante do profeta Elias e disse: "Elias, vá falar com os mensageiros do rei Acazias que vieram ao templo do deus Baal-Zebube. Diga a eles que o Senhor Deus quer saber se não há Deus em Israel; se há, por que o rei mandou procurar Baal-Zebube, deus de Ecrom, para uma consulta sobre a sua saúde? 4 e 5 - E diga também que, por causa dessa atitude, o Senhor Deus disse que ele não vai sarar, nem se levantará mais daquela cama; ali mesmo vai morrer." Elias obedeceu sem demora à ordem do anjo do Senhor; procurou os mensageiros do rei, e repetiu a eles as palavras do anjo. Os mensageiros voltaram depressa ao palácio. O rei, com a chegada deles, disse admirado: "Que é isso? Vocês vieram tão depressa! " 6 - Um dos homens respondeu: "Ó rei Acazias, aconteceu que um homem veio ao nosso encontro e nos mandou voltar imediatamente. Disse ele: 'Voltem já e digam ao rei que ele não se levantará mais da cama; ele morrerá, porque deixou de consultar o Deus de Israel, para consultar o deus Baal-Zebube de Ecrom'." 7 - "Quem foi esse homem? Como é ele?" perguntou o rei. 8 - "Era um homem coberto de pelos e usava um cinto de couro bem largo na cintura," responderam. "Ah, já sei quem é. Só pode ser o profeta Elias", disse o rei. 9 - Então o rei Acazias mandou buscar cinqüenta soldados, com seu capitão, e deu ordem a eles para trazerem Elias até o palácio. Eles foram e encontraram Elias calmamente sentado no alto de uma colina. O capitão dos soldados então disse a Elias: "Homem de Deus, por ordem do rei, desce e vamos ao palácio! " 10 - Porém Elias respondeu: "Se eu sou um homem de Deus, que desça fogo do céu e destrua você e todos os seus soldados!" Na mesma hora desceu fogo do céu e destruiu os cinqüenta soldados, e seu capitão. 11 - O rei, vendo que os soldados não voltavam, chamou outro capitão com mais outros cinqüenta soldados, e deu a mesma ordem: "Vão depressa buscar Elias para mim". E este capitão disse também a Elias: "Homem de Deus! desce e vamos depressa ao palácio, por ordem do rei!" 12 - "Se eu sou um homem de Deus," respondeu Elias, "que desça fogo do céu para matar você e os seus soldados!" Então, novamente desceu fogo do céu e matou o capitão e os cinqüenta soldados. 13 - Pela terceira vez o rei mandou outro capitão com outros cinqüenta soldados a fim de buscar Elias. O capitão, sabendo do que havia acontecido antes com os seus companheiros, ajoelhou-se aos pés de Elias e, tremendo, disse: "Homem de Deus, o rei mandou buscá-lo; mas, por favor tenha pena de nós! 14 - Não peça fogo do céu para nos destruir! Tenha misericórdia de nós, e não nos destrua como destruiu aqueles outros. Venha, vamos até ao palácio do rei!" 15 - Então o anjo do Senhor falou a Elias: "Não tenha medo; agora você pode ir com eles até ao palácio para falar com o rei". E Elias foi. 16 - Quando chegaram ao palácio, o profeta falou ao rei: "á rei Acazias, vou repetir as palavras do Senhor: 'Não havia Deus em Israel para ser consultado? Foi por isso que você mandou os mensageiros consultarem o deus Baal-Zebube, de Ecrom? Pois por causa dessa atitude, você não vai mais levantar-se dessa cama; ai mesmo vai morrer.'" 17 - Assim, conforme Deus havia falado pela boca do profeta, morreu o rei Acazias. Como ele não tinha filho para reinar em seu lugar, subiu ao trono o seu irmão Jorão. Isto aconteceu no segundo ano do reinado de Jeroão (filho de Josafá), rei de Judá. 18 - O restante da história do reinado de Acazias está registrado na História dos Reis de Israel. CAPITULO 2 1 a 2 - ESTAVA CHEGANDO a hora de Elias ser levado ao céu por meio de um redemoinho. Então ele disse ao seu companheiro Eliseu: "Fique você aqui em Gilgal, porque o Senhor me mandou ir a Betel". Ao que Eliseu respondeu: "Em nome do Senhor Deus, não deixarei você ir só. De qualquer maneira, vou com você". E assim seguiram juntos para Betel. 3 - Ao chegarem lá, os jovens profetas que estudavam no seminário de Betel vieram ao encontro de Eliseu e lhe perguntaram: "Eliseu, você sabia que Deus vai levar hoje o seu companheiro Elias para o céu? Você vai ficar só!" "Eu já sei disso," respondeu Eliseu; "não é preciso falar mais nesse assunto." 4 - Então Elias falou a Eliseu: "Fique aqui em Betel; o Senhor me mandou ir a Jericó." E de novo Eliseu respondeu: "Pelo nome do Senhor Deus, não deixarei você ir só. De qualquer maneira, vou com você." E assim foram juntos até Jericó. 5 - Então, também os estudantes do seminário de Jericó vieram ao encontro de Eliseu, e lhe disseram: "Eliseu, você sabe que hoje o seu companheiro Elias será levado ao céu, e que o Senhor o elevará por cima da sua cabeça?" "É claro que sei," respondeu Eliseu; "não se fala mais nesse assunto!" 6 e 7 - E Elias tornou a falar a Eliseu: "Eliseu, fique aqui em Jericó; o Senhor me mandou ir até o rio Jordão". "Ah, Elias", respondeu Eliseu, "ainda torno a repetir: vou com você; de maneira alguma deixarei você ir só." E assim foram juntos e pararam ao lado do rio Jordão, enquanto cinqüenta dos jovens profetas acompanharam os dois até certa distância, e depois ficaram olhando de longe. 8 - Elias, tomando o seu manto, bateu com ele nas águas do rio Jordão, e elas se separaram, formando um caminho por onde os dois passaram, atravessando o rio Jordão a seco. 9 - Quando chegaram à outra margem do rio, Elias disse a Eliseu: "Que darei a você antes de partir? Diga alguma coisa que você deseja". Eliseu respondeu: "Gostaria de ser profeta. Quero, pois, que fique comigo o dom de profecia que você tem, mas quero em dobro." 10 - "Você me fez um pedido difícil, Eliseu," disse Elias; "entretanto, se você presenciar a minha partida para o céu, o seu desejo será atendido; caso contrário, nada receberá." 11 - Eles continuaram a andar, e iam conversando. Mas, de repente, um carro de fogo, com cavalos de fogo surgiu no meio deles e separou os dois; Eliseu, admirado, viu quando Elias era levado ao céu num redemoinho! 12 - Eliseu vendo isso, gritou: "Meu pai! Meu pai! Carros de Israel e seus cavaleiros!" E olhando para o céu não viu mais nada; tudo havia desaparecido. Rasgou então as suas vestes, 13 e 14 - e tomando o manto de Elias, voltou até à margem do rio. Lá chegando, bateu nas águas com o manto, e gritou: "Onde está o Senhor Deus de Elias?" E de novo as águas se separaram, formando um caminho por onde Eliseu passou em seco para a outra margem! 15 - Quando os jovens profetas de Jericó, que olhavam de longe, viram o que aconteceu, exclamaram: "O espírito de Elias ficou com Eliseu!" e vindo ao encontro de Eliseu, curvaram as cabeças e respeitosamente o cumprimentaram. 16 - Depois disseram: "Eliseu, temos aqui cinqüenta homens valentes. Eles podem procurar Elias nas montanhas e nas florestas. Quem sabe se o Espírito do Senhor o levou e deixou em algum lugar? Esses homens valentes irão à procura dele." "Não", respondeu Eliseu; "não façam isso." 17 - Mas os homens pediram, e tornaram a pedir a Eliseu que os deixasse ir. Eliseu, diante de tanta insistência, não teve outro jeito senão deixar que fossem. E os cinqüenta homens procuraram por Elias durante três dias, sem resultado. 18 - Eliseu ainda estava em Jericó quando os homens voltaram. Então disse: "Eu não falei a vocês que não fossem? Eu sabia!" 19 - Ainda em Jericó um grupo formado das autoridades locais foi procurar Eliseu para que ele resolvesse um problema. "Eliseu," disseram eles, "temos um problema. Nossa cidade, como vê, é bonita e está muito bem localizada; porém suas águas não prestam; as mulheres que bebem dessas águas sempre abortam." 20 - "Bem", respondeu Eliseu, "tragam-me um prato novo cheio de sal." Eles fizeram depressa o que Eliseu mandou. 21 - Eliseu, tomando o prato de sal, foi até ao poço que dava água para a cidade, e ali despejou o sal, dizendo: "O Senhor purificou estas águas; as águas da cidade não mais trarão morte, nem provocarão aborto". 22 - E que maravilha! As águas se tornaram puras, conforme as palavras de Eliseu! E assim ficaram para sempre. 23 - Eliseu saiu de Jericó e foi para Betel. Na estrada encontrou-se com alguns meninos da cidade, que começaram a zombar dele, gritando: "Olha o careca! Olha o careca!" 24 - Eliseu, olhando para trás, amaldiçoou os meninos em nome do Senhor. Imediatamente, duas ursas ferozes saíram do bosque e mataram quarenta e dois desses rapazinhos. 25 - Dali Eliseu foi para o monte Carmelo, e, por fim, voltou para Samaria. CAPITULO 2 1 - FAZIA DEZOITO anos que Josafá era rei de Judá, quando Jorão, filho de Acabe, começou a governar o povo de Israel. O seu governo durou doze anos. A capital de Israel era Samaria. 2 - Jorão foi um homem muito mau, porém seu paí Acabe e também sua mãe foram muito piores do que ele, porque, pelo menos, Jorão derrubou a coluna de Baal que seu pai havia feito. 3 - Apesar disso, ele imitou o grande pecado de Jeroboão (filho de Nebate), que levou o povo de Israel a adorar imagens. 4 - Mesa, rei de Moabe, e seu povo eram criadores de ovelhas. Pagavam a Israel um imposto anual de cem mil cordeiros e a lã de cem mil carneiros; 5 - porém, depois da morte de Acabe, o rei de Moabe se revoltou contra o rei de Israel, e não queria mais pagar o imposto. 6 a 8 - Então Jorão, rei de Israel, diante dessa atitude, preparou o seu exército, que ficou de prontidão para lutar contra Moabe. Mandou um recado para Josafá, rei de Judá, dizendo: "Rei Josafá, o rei de Moabe se revoltou contra mim. Quero saber se posso contar com o seu auxílio na guerra contra Moabe" . Josafá respondeu: "Conte comigo, rei Jorão. Os meus soldados e os meus cavalos estão às suas ordens; estaremos unidos na luta contra Moabe. Quais são, porém, os seus planos de guerra?" E Jorão respondeu: "Subiremos pelo caminho do deserto de Edom, de onde partiremos para o ataque". 9 - Assim, os dois exércitos e mais as tropas de Edom seguiram pelo deserto durante sete dias; mas ali não encontraram água para os seus soldados, nem para os seus mulos. 10 - "E agora, o que vamos fazer?" exclamou o rei de Israel. "Parece que o Senhor nos guiou até aqui para perdermos esta guerra, para cairmos nas mãos de Moabe!" 11 Mas Josafá, rei de Judá, perguntou: "Não há um profeta do Senhor entre nós? Se houver, podemos consultá-lo, e ele falará em nome do Senhor, e nos dirá o que devemos fazer." Então um oficial do exército de Israel respondeu: "Eliseu está aqui, Ele era ajudante do profeta Elias." 12 - "Ótimo", respondeu Josafá; "ai está o homem de que precisamos, porque a palavra do Senhor está com ele." E o rei de Judá, o rei de Israel e o rei de Edom saíram para consultar a Eliseu. 13 - Porém Eliseu não queria saber de conversa com o rei Jorão. Falou então com dureza: "Nada tenho a ver com você, rei de Israel; por que não vai consultar os falsos profetas que o seu pai e a sua mãe consultavam?" E Jorão respondeu: "Não! Porque o Senhor é que nos chamou aqui para sermos destruídos pelo rei de Moabe!" 14 - "Se não fosse porque Josafá, rei de Judá, está aqui presente, garanto que não me incomodaria com você," respondeu Eliseu. 15 - "Chamem um músico para tocar alguma coisa." E enquanto o músico tocava o instrumento, veio a Eliseu a mensagem do Senhor. 16 - E ele profetizou: "O Senhor diz que é para abrir muitas e muitas valetas neste vale seco, para que recebam as águas que Ele vai mandar". 17 - Continuou Eliseu: "Ninguém verá chuva nem vento, e mesmo assim este vale se encherá de água bastante para matar a sede de todos vocês e dos animais! 18 - Isto é apenas o começo, pois o Senhor dará a vitória aos reis de Judá, de Israel e de Edom. O rei de Moabe vai perder a guerra! 19 - Além disso, vocês vão conquistar as melhores cidades de Moabe, mesmo aquelas mais fortificadas. Vocês vão destruir com pedras as boas terras que eles têm, vão cortar as boas árvores e vão tapar as fontes de água." 20 - Dito e feito. No dia seguinte, na hora em que se oferecia o sacrifício da manhã - vejam só! Água! água! Água que descia da direção de Edom! Em poucos instantes havia água com fartura! 21 - Enquanto isso, os moabitas souberam que os três reis vinham contra eles. Então o rei de Moabe convocou todos os homens que podiam lutar, tanto velhos como moços; e formou um exército, que ficou de prontidão nas fronteiras. 22 - Mas bem cedinho, na manhã seguinte, o sol batia nas águas, e estas pareciam vermelhas como sangue. 23 - "Sangue! Sangue!" gritaram os moabitas. "Naturalmente os exércitos de Judá, de Israel e de Edom brigaram entre si, e mataram-se uns aos outros! É o sangue deles que corre pelos caminhos nesta direção! Vamos depressa apanhar o que restou!' 24 - E quando chegaram ao acampamento inimigo, o exército de Israel se levantou e atacou com fúria os moabitas, matando e destruindo a muitos; do exército de Moabe, os que puderam, fugiram. Então os soldados de Israel foram na direção da terra de Moabe, destruindo tudo por onde passavam. 25 - Destruíram as cidades; encheram de pedras os campos; entupiram os poços e as fontes de água; derrubaram as árvores que davam frutas; só não destruíram o forte de Quir-Hasete; mais tarde, porém: essa fortaleza foi conquistada pelos que atiravam com fundas. 26 - Quando o rei de Moabe viu que a batalha estava perdida, reuniu setecentos dos seus homens armados e mandou atacar o rei de Edom. Mas de nada adiantou. Eles foram derrotados. 27 - Então o rei de Moabe, desesperado, pegou o seu filho mais velho - o que mais tarde seria rei em seu lugar - matou-o e o ofereceu em sacrifício, em cima do muro da cidade. Então os exércitos de Israel voltaram aborrecidos para suas terras. CAPITULO 4 1 - CERTO DIA, a esposa de um dos alunos do seminário procurou Eliseu, e contou a ele que seu marido havia morrido. "O senhor sabe que ele era um homem que amava a Deus," disse ela. "Agora ele morreu, e os credores vieram cobrar as dividas dele; se eu não puder pagar, eles vão levar meus dois filhos como escravos." 2 - "E que é que eu posso fazer?" perguntou Eliseu. "Quanto de alimento a senhora tem em casa?" "Não tenho nada, a não ser uma garrafa de azeite," respondeu a mulher. 3 - "Então vá aos vizinhos e amigos, e peça que lhe emprestem muitas vasilhas vazias: garrafas, jarras, potes!" disse o profeta. 4 - "Depois entre em sua casa com seus filhos e feche a porta. E então comece a encher as vasilhas vazias com o azeite que a senhora tem na garrafa, e vá pondo de lado as que estiverem cheias!" 5 - Assim ela fez. Os filhos iam trazendo as vasilhas vazias, uma a uma, e ela ia enchendo e colocando de lado, 6 - Logo todas as vasilhas estavam cheias até à boca! "Tragam mais uma vasilha", disse ela aos filhos. E eles responderam: "Já lhe entregamos todas, mamãe; não há mais nenhuma." Então se acabou o azeite da garrafa! 7 - Ela correu a contar ao profeta Eliseu o que havia acontecido. E ele disse: "Agora vá vender todo o azeite; com o dinheiro a senhora paga as dividas, e ainda sobrará bastante para viver com os seus filhos!" 8 - Certa vez Eliseu passou por Suném, e uma mulher rica e de boa posição na cidade o convidou para almoçar em sua casa. Depois disso, toda vez que Eliseu passava por ali, parava para almoçar ou jantar. 9 - Um dia essa mulher sunamita disse ao marido: "Sabe de uma coisa? Estou certa de que esse homem que vem aqui em casa de quando em quando é um santo profeta. 10 - Vamos fazer um quarto para ele, lá em cima do terraço; colocaremos uma cama, uma mesa, uma cadeira e um lampião. Assim, quando ele passar por aqui, terá um quartinho para descansar. Concorda?" E assim fizeram. 11 e 12 - Uma vez, o profeta passou por ali e subiu ao quarto para descansar. Então chamou o seu criado Geazi e disse: "Geazi, procure a dona da casa e diga-lhe que eu quero falar com ela." Quando ela chegou, 13 - ele disse ao criado Geazi: "Diga-lhe que nós lhe somos gratos; ela tem sido muito bondosa conosco. Pergunte a ela o que podemos fazer em sinal de nossa gratidão. Se precisar de algum favor do rei ou do comandante do exército, pode nos procurar, que tudo faremos por ela". Mas a mulher respondeu que tudo estava bem com ela. 14 - "O que podemos fazer por ela?" perguntou ele a Geazi logo depois. Então Geazi, depois de pensar um pouco, lembrou: "meu senhor, essa mulher não tem filhos, e o marido dela já é velho". 15 e 16 - "Vá chamá-la outra vez," Eliseu disse ao criado. Quando ela chegou, parou à porta do quarto do profeta, enquanto este lhe falava: "Mulher, escute bem; daqui a um ano, mais ou menos por esta época, a senhora vai ter um filho em seus braços!" Ela, não querendo acreditar, exclamou: "Por favor, homem de Deus, não me fale uma mentira dessas!" 17 - Tudo, porém, aconteceu conforme Eliseu havia dito. No ano seguinte, na época anunciada, a mulher sunamita teve um filho. 18 - Um dia, quando o filho já estava mais crescido, ele saiu para visitar o pai, que trabalhava na colheita com outros homens. 19 - Queixou-se que sua cabeça doía, e logo estava gemendo de dor. O pai disse a um dos seus empregados: "Leve-o depressa para casa, à sua mãe". 20 - Ele levou o menino para casa, e a mãe o segurou ao colo; mas o menino piorou, e lá pelo meio-dia estava morto. 21 - A mãe, aflita, levou o corpo do filho para o quarto do profeta, e o deitou na cama; saiu, deixando a porta bem fechada. 22 - Foi depressa procurar o marido e pediu que lhe preparasse logo uma das jumentas, pois tinha de ir procurar o profeta e voltar depressa. 23 - "Mas por que tem de ser hoje?" perguntou o marido; "hoje não é dia de festa religiosa, nem é o dia de descanso." Porém ela respondeu: "Tem de ser hoje; e é muito importante!" 24 - Assim, ela colocou os arreios na jumenta e, montando, saiu depressa. "Não quero parar em lugar algum, nem mesmo para descansar," disse ela ao criado que acompanhava; "vamos parar, ou andar mais devagar, somente quando eu disser." 25 - Quando se aproximava do monte Carmelo, Eliseu que lá estava avistou a mulher que subia, e disse a Geazi: "Veja quem vem lá! A sunamita, a mulher de Suném, aquela que nos dá hospedagem sempre. 26 - Corra, Geazi, e vá encontrá-la; pergunte a ela se aconteceu alguma coisa; veja se o marido e o filho vão bem." Mas a mulher nada contou ao criado; respondeu que tudo ia muito bem, e continuou o caminho até chegar onde estava o profeta. 27 - Então, curvando-se até ao chão, abraçou-se aos pés do profeta, e chorava. Ao ver isso, Geazi quis tirá-la dali, mas Eliseu lhe disse: "Deixe-a, Geazi; esta mulher está sofrendo muito, e o Senhor ainda não me revelou a causa do seu sofrimento". 28 - Ela então falou: "O senhor me falou que eu ia ter um filho, e eu lhe pedi que não mentisse para mim. Agora veja o que me aconteceu." 29 - Eliseu, compreendendo o que havia acontecido, disse a Geazi: "Ande depressa, pegue o meu cajado, e vá sem parar pelo caminho até à casa desta mulher; toque o rosto do menino com o meu cajado". 30 - Porém a mãe do menino exclamou: "Não, meu senhor; prometi diante de Deus que só voltaria para casa levando o profeta. Portanto, daqui não irei sozinha". Então Eliseu acompanhou a mulher. 31 - Geazi, que havia saído antes deles, chegando à casa da sunamita, colocou o cajado de Eliseu sobre o rosto do menino, conforme o profeta havia dito. Mas não adiantou nada. Geazi foi então encontrar-se com Eliseu, e lhe disse: "O menino ainda está morto". 32 – Quando Eliseu subiu ao quarto, viu que o menino, deitado em sua cama, estava realmente morto. 33 - Então, entrando fechou a porta e ficou só com ele e orou ao Senhor. 34 - Depois se colocou de bruços sobre o corpo do menino; colocou sua boca sobre a boca dele, seus olhos sobre os olhos dele; suas mãos sobre as mãos dele, e sentiu que aos poucos o corpo do menino começava a esquentar! 35 - Então o profeta saiu do quarto e começou a andar de lá para cá, e de cá para lá. Voltou de novo ao quarto, tornou a debruçar-se sobre o corpo do menino e repetiu o que havia feito antes. Então o menino espirrou sete vezes e abriu os olhos! 36 - Eliseu chamou Geazi, e mandou que ele trouxesse a mãe do menino. Ao chegar, ele lhe disse: "Eis ai o seu filho!" 37 - E a mãe, ao ver o filho vivo, caiu aos pés do profeta, em sinal de gratidão. Toda feliz, tomou o menino nos braços e saiu do quarto. 38 - Então Eliseu voltou para Gilgal, onde havia muita miséria e muita gente até passando fome. Um dia, enquanto ele dava uma aula aos jovens profetas, chamou Geazi e mandou que ele preparasse uma sopa para todos eles. 39 - Um dos moços foi ao campo apanhar algumas verduras e legumes para a sopa. Ele não conhecia aqueles vegetais; porém cortou as folhas todas e colocou na panela, preparando assim a sopa para o jantar. 40 - Mas ao tomarem os primeiros bocados, os moços sentiram um gosto esquisito, e perceberam que naquela sopa havia uma planta venenosa. "Ó homem de Deus, esta sopa está envenenada!" disseram. 41 - "Tragam-me depressa um pouco de farinha", disse Eliseu. E despejou a farinha na panela de sopa. "Agora podem tomar a sopa", disse o profeta. "Não há mais perigo! Não há mais veneno!" E realmente, todos tomaram da sopa, e nada de mal aconteceu a eles. 42 - Num outro dia, quando estavam reunidos outra vez os jovens profetas, um homem chegou de Baal-Salisa, trazendo de presente para Eliseu vinte pãezinhos feitos em casa, e uma sacola cheia de espigas verdes. Eliseu disse a Geazi: "Para a refeição de hoje temos os pãezinhos e as espigas. Pode começar a repartir." 43 - "De que jeito?" perguntou Geazi. "Como é que com vinte pãezinhos e esse tanto de espigas que temos, vamos alimentar os cem rapazes que estão aqui reunidos? Não é possível!" Mas Eliseu disse: "Pode começar a repartir os pães e as espigas; o Senhor falou comigo que haverá pão para todos, com fartura; e ainda haverá sobra!" 44 - E, realmente, assim aconteceu; todos comeram e se fartaram. E houve sobra de pãezinhos e de espigas, conforme a palavra do Senhor . CAPITULO 5 1 - O REI DA Síria tinha grande admiração por Naamã, o comandante-chefe do seu exército, porque, graças a ele, o seu povo ganhou muitas batalhas. Ele era um grande herói. Porém, sofria de uma doença muito grave; era leproso. 2 - Numa ocasião, as tropas da Síria invadiram a terra de Israel, e trouxeram de lá muitos prisioneiros. No meio deles havia uma menina que foi levada para a casa de Naamã, para ser empregada de sua mulher. 3 - Um dia a menina disse à sua patroa: "Senhora, eu gostaria que o meu patrão procurasse o profeta em Samaria; tenho certeza de que ele ficaria curado da lepra!" 4 - Naamã contou ao rei as palavras da menina, a respeito do poder do profeta em Samaria. 5 - "Vá procurar o profeta," disse o rei a Naamã. "Eu darei a você uma carta de apresentação ao rei de Israel." E assim Naamã partiu, levando a carta e presentes ao rei de Israel. Levou 600 quilos de prata, seis mil siclos de ouro, e dez vestimentas de festa. 6 - Ao chegar lá, entregou a carta ao rei de Israel, que leu: "O portador desta carta é meu servo Naamã; ele é leproso, e vai ai para ser curado dessa doença." 7 - Quando o rei terminou a leitura da carta, ficou desesperado, a ponto de rasgar as suas roupas. E disse gritando: "O rei da Síria me mandou este homem para que eu o cure da lepra! Mas como? Será que ele pensa que sou Deus, com poder de dar ou tirar a vida a alguém? Isto é uma provocação! Ele está procurando um motivo para nos atacar!" 8 - Quando o profeta Eliseu soube que o rei de Israel não sabia como atender à carta do rei da Síria, mandou um mensageiro com este recado: "Ó rei, não é preciso toda essa aflição. Mande Naamã me procurar; ele vai ficar sabendo que em Israel há um verdadeiro profeta de Deus!" 9 - Assim Naamã chegou com seus carros e cavalos, e parou à porta da casa do profeta Eliseu. 10 - E Eliseu mandou um mensageiro falar com Naamã, que ele deveria entrar nas águas do rio Jordão sete vezes para se lavar. E ficaria curado! 11 - Naamã não acreditou nessas palavras; pelo contrário, ficou furioso, e falou com os que ali estavam: "Vejam só, que absurdo! Mandar que eu me lave no rio Jordão! Eu esperava que ele viesse falar comigo; que, pelo menos, movesse as mãos sobre mim, e em nome do seu Deus ordenasse à doença que saísse do meu corpo! 12 - Mas não! Eu, lavar-me no rio Jordão?! Para que isso, se em Damasco há rios muito melhores do que todos os rios de Israel! Temos o rio Abana e o rio Farfar, cujas águas não se comparam com as águas dos rios de Israel. Se é de água de rios que eu preciso, volto para minha terra e me trato lá. E foi embora, revoltado. 13 - Mas os seus oficiais tentaram fazer Naamã mudar de idéia, e lhe disseram: "Senhor, se o profeta mandasse fazer alguma coisa difícil para curar a sua lepra, o senhor faria imediatamente, não é? Mas como ele receitou um remédio tão simples como entrar nas águas do rio Jordão sete vezes, o senhor não acredita?!" 14 - Naamã pensou um pouco e viu que seus oficiais tinham razão. Resolveu obedecer às palavras do profeta. Foi até o rio Jordão e mergulhou nas águas sete vezes; quando saiu da água, depois do sétimo mergulho, viu que a pele do seu corpo estava completamente limpa, sem nenhum sinal de lepra! Finalmente ele estava curado! 15 - Então Naamã, feliz, voltou com os seus companheiros até à casa do profeta e, curvando a cabeça em sinal de respeito, disse: "Agora sei que só em Israel existe o Deus verdadeiro! Estou muito contente e muito agradecido; por isso quero oferecer-lhe um presente." 16 - Mas Eliseu respondeu: "Diante de Deus afirmo que não aceito presente algum." "Por favor", insistiu Naamã, "faço questão de que receba o meu presente!" Mas o profeta continuou: "Já disse e torno a repetir que não aceito presentes". 17 - "Bem," falou Naamã, "que seja assim. Mas, por favor, deixe-me levar de volta duas das minhas mulas carregadas com terra daqui, pois de agora em diante nunca mais oferecerei sacrifícios a outro deus, a não ser o Deus de Israel, o Senhor. 18 - Há, porém, uma coisa que preciso explicar: quando o rei, meu senhor, apoiado em meu braço, entrar no templo do deus Rimom para o seu culto de adoração, e eu também tiver de me curvar, quero que Deus, o Senhor, me perdoe." 19 - "Vá em paz," disse Eliseu. E Naamã começou a sua viagem de volta para casa. 20 - Mas Geazi, o criado de Eliseu, pensou: "Meu senhor, o profeta, não devia deixar ir embora esse homem tão importante, depois de curado, sem receber qualquer coisa em troca! Vou atrás dele e pedirei alguma coisa por minha própria conta" . 21 - E Geazi correu para alcançar Naamã e sua comitiva. Quando Naamã, ao olhar para trás, reconheceu o moço, criado do profeta, parou o seu carro, saltou dele e correu ao encontro de Geazi. "O que aconteceu? Está tudo bem?" perguntou Naamã. 22 - "Sim," respondeu Geazi; "tudo vai bem; mas meu senhor mandou-me dizer-lhe que chegaram dois jovens profetas das colinas de Efraim, e ele gostaria de ter sessenta quilos de prata, e duas vestimentas de festas para oferecera eles." 23 - "Ora, não seja por isso", falou Naamã, contente por poder servir de alguma forma ao profeta; faço questão de mandar cento e vinte quilos de prata, em vez de sessenta. Leve também as duas vestimentas completas." E escolheu, dentre as roupas, as melhores e mais caras. Entregou o dinheiro e as vestes a dois dos seus empregados, para que voltassem com Geazi e entregassem tudo ao profeta. 24 - Mas ao chegarem ao pé da colina onde morava Eliseu, Geazi disse aos empregados de Naamã: "Daqui vocês podem voltar, que eu levo os presentes." Os empregados voltaram. Quando Geazi ficou só, passou na sua casa antes, e escondeu os presentes. 25 - Depois disso, foi até à casa do profeta, que perguntou: "Geazi, onde esteve você? De onde vem você chegando?" "Eu? Não venho de parte alguma, nem estive em lugar algum!" respondeu Geazi. 26 - Mas Eliseu continuou: "Geazi, você não percebe que em pensamento estive com você quando Naamã desceu do carro e foi ao seu encontro? Eu sei de tudo o que você fez. Será que você, numa situação destas, quer receber dinheiro, roupas, terras, plantações de uvas, gado e criados? 27 - Por causa do que você fez, a lepra de Naamã passará para o seu corpo, para o corpo dos seus filhos, netos, bisnetos, e assim por diante." E quando Geazi saiu dali, viu que seu corpo estava coberto de lepra; sua pele se tornou branca como a neve. CAPITULO 6 1 e 2 - UM DIA OS alunos do seminário disseram a Eliseu: "Mestre, como vê, nosso dormitório aqui é muito pequeno; não temos acomodações boas. Que acha de construirmos um bem grande ao lado do rio Jordão? Lá existe bastante madeira." "Está bem," respondeu Eliseu: "podem ir." 3 - "Então venha conosco," sugeriu um deles. "Eu irei," disse ele. 4 - Chegaram ao Jordão e começaram a derrubar as árvores; 5 - num dado momento, um deles, enquanto trabalhava, deixou escapar da mão o machado, que foi cair justamente dentro da água e afundou. "O que faço agora?" perguntou o rapaz. "O machado nem era meu; eu pedi emprestado para trabalhar!" 6 - "Onde ele caiu?" perguntou o profeta. Mostraram-lhe o lugar. Então Eliseu cortou uma vara e jogou na água, no lugar onde o machado havia afundado. E o machado veio para a superfície da água! 7 - "Apanhe-o," disse o profeta. E o rapaz, estendendo a mão, alcançou o machado e o apanhou. 8 - Uma vez, quando o rei da Síria estava em guerra contra Israel, combinou com os seus oficiais e comandantes um certo lugar para reunir os soldados. 9 - Imediatamente o profeta Eliseu avisou o rei de Israel a respeito do lugar onde se acampariam as tropas do rei da Síria. 10 - O rei de Israel mandou soldados para ver se realmente as tropas do rei da Síria estavam no lugar que o profeta tinha indicado. E viram que era verdade. Com isso eles se livraram de uma derrota. E isso aconteceu diversas vezes. 11 - 0 rei da Síria ficou desconfiado. Como é que o exército de Israel podia descobrir o lugar do seu acampamento? Então ele reuniu os seus oficiais e comandantes, e perguntou: "Qual de vocês é o traidor? Quem esteve informando o rei de Israel sobre os meus planos?" 12 - "Não somos nós, senhor!" respondeu um dos oficiais. "Eliseu, o profeta, é quem descobre os seus planos e conta ao rei de Israel, até as palavras ditas em segredo no seu quarto, a portas fechadas! Ele é profeta!" 13 - "Vão descobrir onde ele está," disse o rei, "e mandaremos soldados para prendê-lo. A informação que o rei recebeu foi esta: "Eliseu está em Dotã." 14 - Então uma noite o rei da Síria mandou um grande exército, com muitos carros e cavalos para cercarem a cidade de Dotã. 15 - Quando o moço, criado do profeta, se levantou pela manhã, ao sair, viu que estavam cercados pelas tropas, carros e cavalos. "Ai, meu senhor, o que faremos agora?" clamou o criado a Eliseu. 16 - "Não tenha medo," disse Eliseu. "Nosso exército é muito maior, e muito mais forte do que o do rei da Síria!" 17 - Então Eliseu orou: "Ó Deus! Abre os olhos do meu auxiliar para que ele veja!" E Deus abriu os olhos do moço, e ele viu a montanha coberta de cavalos e carros de fogo! 18 - Enquanto os soldados inimigos avançavam contra a cidade, Eliseu orou: "Ó Deus, fecha os olhos dos soldados inimigos; que todos fiquem cegos". E assim aconteceu. 19 - Então Eliseu saiu da sua casa, foi ao encontro dos soldados inimigos e lhes disse: "Prestem atenção, soldados! Vocês tomaram o caminho errado; e nem é esta a cidade que vocês querem. Venham comigo e eu levarei vocês ao homem que estão procurando." E Eliseu guiou as tropas inimigas até Samaria! 20 - Assim que chegaram a Samaria, Eliseu orou: "Ó Deus, abre agora os olhos de todos os soldados inimigos para que eles vejam." E Deus abriu os olhos de todos, e assim eles descobriram que estavam na cidade de Samaria, a capital de Israel! 21 - Quando o rei de Israel viu que os inimigos estavam em seu poder, perguntou a Eliseu: "Ó profeta, devo matar a todos agora? Devo matá-los? São os inimigos!" 22 - "De maneira alguma," respondeu Eliseu. "Por acaso é costume matar prisioneiros de guerra? Não; pelo contrário, ofereça a eles alimento para matar a fome, e água para matar a sede; depois, deixe que eles voltem para suas casas." 23 - Assim o rei ofereceu aos soldados uma grande festa, onde houve muita comida, um verdadeiro banquete. Depois despediu a todos para as suas terras, para o seu rei. Eles partiram, e não voltaram mais a invadir a terra de Israel. 24 - Mais tarde, contudo, o rei da Síria tornou a provocar Israel. Esse rei se chamava Ben-Hadade. Ele reuniu um grande exército, e mandou cercar a cidade de Samaria. 25 - Com isso, houve uma grande miséria na cidade, e o povo começou a passar fome. Tudo ficou muito caro, especialmente a comida. Vendiam a cabeça de um jumento por oitenta siclos de prata; até o esterco de pombos era vendido a preço muito alto! 26 a 30 - Um dia, quando o rei de Israel andava pelos muros da cidade, uma mulher gritou: "O rei, meu senhor! ajude-me, por favor! Ajude-me!" "Se o Senhor Deus não quer ajudar, como poderei eu? Não tenho comida, não tenho nada para dar a você. Mas afinal, o que aconteceu? Por que está pedindo socorro?" disse o rei. Ela respondeu: "Eu e esta mulher estávamos morrendo de fome; então combinamos matar nossos filhos para comermos, o meu num dia e o dela no outro dia. Assim fizemos. Matamos ontem o meu filho, e comemos a sua carne. Hoje é o dia de comermos o dela. Mas sabe o que ela fez? Escondeu o filho! É justo isso?" Quando o rei ouviu, ficou tão horrorizado que rasgou suas roupas, em sinal de tristeza. O povo que observava esta cena notou que o rei, debaixo das vestes rasgadas, usava uma roupa feita de pano de saco grosseiro sobre a pele. 31 - "Que Deus me mate, se eu não cortar a cabeça de Eliseu hoje!" disse o rei amargurado. 32 - Eliseu estava sentado em sua casa, presidindo a uma reunião com os homens mais velhos de Israel, quando o rei mandou um mensageiro chamá-lo. Antes, porém, do mensageiro chegar, Eliseu disse aos homens: "Aquele assassino está mandando um homem para me matar. Quando ele chegar, fechem a porta e o deixem do lado de fora, pois o seu senhor certamente virá logo atrás" . 33 - Enquanto Eliseu ainda falava, o mensageiro chegou seguido pelo rei. "O Senhor causou todo este mal", disse o rei. "Como, pois, esperar auxílio da parte de Deus?" CAPITULO 7 1 - ENTÃO DISSE ELlSEU: "O Senhor diz que amanhã, a estas horas mais ou menos, no mercado de Samaria se venderão nove litros de flor de farinha ou dezoito litros de cevada por um siclo." 2 - Mas o oficial que estava auxiliando o rei, disse. "Tal coisa não poderia acontecer, nem mesmo se o Senhor fizesse janelas no céu!" Eliseu, porém, respondeu: "Você vai ver isso acontecer, mas não poderá comprar nem um pouquinho!" 3 - Ora, havia quatro homens leprosos assentados do lado de fora das portas da cidade. "Por que vamos ficar sentados aqui até morrermos?" perguntavam uns aos outros. 4 - Morreremos de fome se ficarmos aqui, e morreremos de fome se voltarmos para a cidade; talvez seja melhor sairmos e nos entregarmos ao exército sírio. Se eles nos deixarem viver, tanto melhor; se nos matarem, de qualquer maneira teríamos de morrer." 5 - De modo que, ao anoitecer daquele dia eles se dirigiram ao acampamento dos sírios, mas ao chegarem ali, viram que não havia ninguém! 6 - Porque o Senhor fez com que todo o exército sírio ouvisse o barulho de carros em alta velocidade, o barulho de cavalos correndo a galope, e os sons de um grande exército que se aproximava. "Vai ver que o rei de Israel contratou os heteus e os egípcios para nos atacarem," exclamaram eles. 7 - Assim, tomados de medo, eles fugiram durante a noite, abandonando suas tendas, seus cavalos, jumentos e tudo mais no acampamento. Só queriam salvar suas vidas. 8 - Quando os leprosos chegaram à entrada do acampamento, foram de uma tenda à outra comendo, bebendo vinho ç levando embora a prata e o ouro e as roupas que encontravam, para esconder. 9 - Por fim, disseram uns aos outros: "Isto que estamos fazendo não é certo. Esta notícia é maravilhosa, e nós não estamos contando a ninguém! É possível que se esperarmos até ao amanhecer, caia sobre nós alguma calamidade terrível; vamos sair daqui; vamos voltar e contar ao pessoal do palácio". 10 - Voltaram, pois, à cidade e contaram aos guardas o que havia acontecido que eles tinham ido ao acampamento dos sírios, e não havia ninguém lá! Os cavalos e os jumentos estavam amarrados, e as tendas estavam todas em ordem, mas não havia uma viva alma por ali. 11 - Então os guardas gritaram, anunciando a notícia aos que estavam no palácio. 12 - O rei se levantou e disse aos seus oficiais: "Eu sei o que aconteceu. Os sírios sabem que estamos morrendo de fome; por isso eles saíram do acampamento e se esconderam pelos campos, pensando em atrair-nos para fora da cidade. Depois eles nos atacam, prendem-nos como escravos e entram na cidade". 13 - Um dos seus oficiais respondeu: "Seria melhor que mandássemos uns espias para ver. Eles que peguem cinco dos cavalos restantes - se acontecer alguma coisa, aos animais, não será nada pior do que se eles ficarem aqui e morrerem com o resto de nós!" 14 - Encontraram quatro cavalos e dois homens para guiá-los e o rei os enviou para ver aonde tinham ido os sírios. 15 - Seguiram um rastro de roupas e equipamentos por todo o caminho, até ao rio Jordão; na pressa de fugir, os sírios iam jogando essas roupas e esses equipamentos. Os espias voltaram e contaram ao rei o que viram, 16 - e o povo de Samaria correu para o acampamento dos sírios e pegou tudo o que podia pegar. E assim puderam vender nove litros de flor de farinha e dezoito litros de cevada, naquele dia, pelo preço de um siclo, exatamente como o Senhor havia dito! 17 - O rei tinha nomeado seu principal ajudante para dirigir o movimento no portão de entrada, porém naquela correria de gente, ele foi derrubado, pisado e morto. Eliseu havia predito isso no dia anterior, quando o rei foi prendê-lo, 18 - e o profeta disse ao rei que a flor de farinha e a cevada teriam um preço muito barato no dia seguinte. 19 - O oficial do rei tinha respondido: "Tal coisa não poderia acontecer, nem mesmo se o Senhor fizesse janelas no céu!" E o profeta disse: "Você vai ver isso acontecer, mas não poderá comprar nem um pouquinho!" 20 - E não pôde mesmo, porque o povo o derrubou, tendo sido pisado até morrer junto à porta! CAPITULO 8 1 - ELISEU FALOU àquela mulher cujo filho ele tinha feito reviver: "Pegue a sua família e se mude para algum outro país, porque o Senhor mandou vir a fome sobre Israel, e essa fome vai durar sete anos". 2 - Obedecendo à palavra do homem de Deus, a mulher pegou sua família e foi morar na terra dos filisteus durante sete anos. 3 - Depois que a fome tinha passado, ela voltou à terra de Israel e foi procurar o rei, para ver se conseguia de volta sua casa e sua terra. 4 - No momento em que ela entrou, o rei estava conversando com Geazi, o criado de Eliseu, e dizia: "Conte-me algumas histórias das grandes coisas que Eliseu fez." 5 - E Geazi contava ao rei a respeito da ocasião quando Eliseu fez reviver um menino. Nesse exato momento a mãe do menino entrou, para pedir a devolução da sua casa e do terreno. "Ó, senhor!" exclamou Geazi. "Está aqui agora a mulher, e este é o filho dela - aquele mesmo que Eliseu fez reviver!" 6 - "É verdade isso que ele está contando?" o rei perguntou a ela. E ela lhe disse que era verdade. Então ele deu ordens a um dos seus oficiais para fazer com que tudo quanto ela havia possuído lhe fosse devolvido, e mais o valor de quaisquer colheitas que tivessem colhido durante a ausência dela. 7 - Mais tarde Eliseu foi a Damasco (a capital da Síria), onde o rei Ben-Hadade estava doente, de cama. Alguém disse ao rei que o profeta havia chegado. 8 e 9 - Quando o rei ouviu a notícia, disse a Hazael: "Leve um presente para o homem de Deus, e quando você o encontrar, peça a ele que pergunte ao Senhor se eu vou sarar." De modo que Hazael levou quarenta camelos carregados com os melhores produtos da terra como presente para Eliseu, e disse ao profeta: "Seu filho Ben-Hadade, o rei da Síria, me enviou para perguntar-lhe se ele vai ficar bom". 10 - E Eliseu respondeu: "Pode dizer a ele que certamente vai sarar. Porém o Senhor me mostrou que ele vai morrer, na certa!" 11 - Eliseu olhou firme para Hazael, e olhou tão firme que ele ficou embaraçado, e depois Eliseu começou a chorar. 12 - "O que há com o senhor?" perguntou-lhe Hazael. Eliseu disse: "Eu sei as coisas terríveis que você vai fazer ao povo de Israel: você vai queimar as suas fortalezas, vai matar os jovens, vai esmagar as criancinhas contra as rochas, e vai rasgar os ventres das mulheres que estiverem esperando filhos! " 13 - "Por acaso sou um cão?" perguntou-lhe Hazael. "Eu nunca praticaria essas barbaridades." Porém Eliseu respondeu: "O Senhor me mostrou que você vai ser o rei da Síria". 14 - Quando Hazael voltou, o rei perguntou a ele: "O que o profeta lhe disse?" "Disse que o rei vai sarar," respondeu Hazael. 15 - Mas no dia seguinte, Hazael pegou um cobertor, mergulhou na água e depois o segurou firme sobre o rosto do rei, até que ele morreu sufocado. E Hazael passou a reinar em lugar de Ben-Hadade. 16 - No ano quinto do reinado de Jorão, filho de Acabe, rei de Israel, e sendo Josafá ainda rei em Judá, seu filho Jeorão começou a reinar em Judá. 17 - Jeorão estava com trinta e dois anos de idade quando começou a reinar, e reinou durante oito anos em Jerusalém. 18 - Porém ele era tão perverso quanto Acabe e os outros reis de Israel; até se casou com uma das filhas de Acabe. 19 - Apesar de tudo isso, porque Deus havia prometido a seu servo Davi que vigiaria e guiaria seus filhos Ele não destruiu a Judá. 20 - No reinado de Jeorão, o povo de Edom se revoltou contra Judá e escolheu seu próprio rei. 21 - O rei Jeorão tentou esmagar a revolta, mas não conseguiu. Ele atravessou o rio Jordão e atacou a cidade de Zair, mas foi cercado imediatamente pelo exército de Edom. Protegido pela escuridão da noite, atacou os soldados edomitas, mas seu exército o abandonou e fugiu. 22 - De modo que Edom tem mantido a sua independência até hoje. Libna também se rebelou nessa ocasião. 23 - O restante da história do rei Jeorão está escrito na História dos Reis de Judá. 24 e 25 - Ele morreu e foi sepultado no cemitério real na cidade de Davi - a parte velha de Jerusalém. Então seu filho Acazias se tornou o novo rei; isso aconteceu no ano em que Jorão, filho de Acabe, estava completando doze anos de reinado sobre Israel. 26 - Acazias estava com vinte e dois anos de idade quando começou a reinar, porém só reinou um ano em Jerusalém. Sua mãe era Atalia, neta de Onri, rei de Israel. 27 - Ele foi um rei mau, assim como foram maus todos os filhos do rei Acabe - pois ele era genro de Acabe. 28 - Ele se juntou a Jorão (filho de Acabe), rei de Israel, na guerra que este fazia contra Hazael, rei da Síria, em Ramote-Gileade. O rei Jorão foi ferido na batalha, 29 - por isso ele foi para Jezreel, a fim de descansar e tratar dos ferimentos. Enquanto ele estava lá, Acazias, (filho de Jeorão), rei de Judá, foi visitá-lo. CAPITULO 9 1 - ENQUANTO ISSO, O Profeta Eliseu chamou um dos jovens profetas. "Apronte-se para ir a Ramote-Gileade", disse Eliseu. "Leve consigo este vaso de óleo, 2 - e procure Jeú (filho de Josafá, filho de Ninsi). Chame-o a uma sala em particular, sem a presença dos amigos, 3 - e despeje o óleo sobre a cabeça dele. Diga que o Senhor o escolheu para ser o rei de Israel; depois corra o mais que puder!" 4 - Conforme lhe foi ordenado, assim fez o jovem profeta. Quando chegou a Ramote-Gileade, 5 - encontrou Jeú sentado com os outros oficiais do exército. "Tenho uma mensagem para o senhor ," disse ele. "Para qual de nós?" perguntou Jeú. "Para o senhor," o moço respondeu. 6 - Então Jeú deixou os outros companheiros e entrou na casa, e o moço despejou o óleo sobre a sua cabeça, dizendo: "O Senhor Deus de Israel diz: 'Com este ato você agora é rei de Israel, o povo do Senhor. 7 - Você deve destruir a família de Acabe; vingará o assassinato dos meus profetas e de todos os meus servos que Jezabel matou. 8 - Toda a família de Acabe deve ser liquidada - todos os do sexo masculino, seja lá quem for. 9 - Destruirei a família de Acabe como destruí as famílias de Jeroboão (filho de Nebate) e de Baasa (filho de Aias). 10 - Os cães comerão a Jezabel, esposa de Acabe, em Jezreel, e ninguém a sepultará.''' Depois ele abriu a porta e saiu correndo. 11 - Jeú voltou a estar com os amigos, e um deles lhe perguntou: "O que esse louco queria? Tudo está bem?" "Vocês sabem muito bem quem era ele, e o que queria," respondeu Jeú. 12 - "Não, não sabemos" disseram. "Conte-nos o que aconteceu." Então ele lhes contou o que o homem tinha dito, e que ele tinha sido escolhido por Deus para ser o rei de Israel! 13 - Imediatamente eles tiraram suas capas e forraram os degraus onde ele pisava com elas; tocaram trombeta e gritaram: "Jeú é rei!" 14 - Foi assim que Jeú, filho de Josafá, e neto de Ninsi, se rebelou contra o rei Jorão. O rei Jorão havia estado com o exército em Ramote-Gileade, defendendo Israel contra as forças de Hazael, rei da Síria. 15 - Mas tinha voltado a Jezreel para tratar dos ferimentos que tinha recebido. "Já que vocês me querem como rei," disse Jeú aos homens que estavam com ele, "não deixem que ninguém escape, e vá a Jezreel relatar o que fizemos." 16 - Então Jeú subiu num carro, e ele mesmo foi a Jezreel para encontrar-se com o rei Jorão, que estava ali ferido. Acazias, rei de Judá, também estava lá, pois tinha ido visitar Jorão. 17 - O vigia da Torre de Jezreel viu Jeú e seu grupo que se aproximavam, e gritou: "Alguém está chegando com uma tropa." "Mande um cavaleiro e descubra se é amigo ou inimigo," respondeu Jorão. 18 - Então um soldado saiu a encontrar-se com Jeú. "O rei quer saber se você é amigo ou inimigo," indagou. "Vem em missão de paz?" Jeú respondeu: "O que você sabe a respeito de paz? Passe para trás de mim!" O vigia avisou ao rei que o mensageiro se encontrou com eles, porém não estava voltando. 19 - Então o rei enviou outro cavaleiro. Ele avançou na direção deles e procurou saber, em nome do rei, se as intenções deles eram de paz ou não. Jeú respondeu: "O que você entende de amizade? Passe para trás de mim!" 20 - "Ele também não está voltando!" exclamou o vigia. "Deve ser Jeú, porque está guiando o carro furiosamente." 21 - "Depressa! Apronte-me um carro!" ordenou o rei Jorão. Então ele e Acazias, rei de Judá, saíram para encontrar-se com Jeú, e o encontraram no campo de Nabote. 22 - O rei Jorão lhe perguntou: "Você vem como amigo, Jeú?" Jeú respondeu: "Como pode haver amizade enquanto as maldades praticadas por sua mãe Jezabel nos rodearem?" 23 - Então o rei Jorão puxou as rédeas dos cavalos, deu uma volta no carro e tratou de fugir. E enquanto fugia, gritava para o rei Acazias: "Há traição, Acazias! Traição!" 24 - Jeú esticou o seu arco com toda a força que tinha e atirou contra Jorão; a flecha acertou nas costas, entre os ombros, e atravessou o coração; Jorão caiu morto no seu carro. 25 - Jeú disse a Bidcar, seu ajudante: "Jogue o corpo dele no campo de Nabote, pois uma vez, quando você e eu íamos atrás de Acabe, o pai dele, o Senhor me revelou esta profecia: 26 - 'Eu me vingarei dele aqui no campo de Nabote, por haver assassinado a Nabote e seus filhos.' Por isso, jogue o corpo dele no campo de Nabote, conforme o Senhor disse." 27 - Enquanto isso, Acazias, rei de Judá, havia fugido pela estrada que vai a Bete-Hagã. Jeú foi atrás dele, gritando: "Atirem nele também". E os soldados atiraram nele, em seu carro, no local onde a estrada sobe para Gur, perto de Ibleão. Acazias conseguiu chegar até Megido, porém morreu ali. 28 - Seus oficiais levaram o seu corpo de carro para Jerusalém, onde o sepultaram no cemitério real. 29 - O reinado de Acazias sobre Judá havia começado no ano doze do reinado de Jorão, rei de Israel. 30 - Quando Jezabel soube que Jeú havia chegado a Jezreel, pintou os olhos, penteou os cabelos e se sentou à janela. 31 - Quando Jeú entrou pelo portão do palácio, ela gritou para ele: "Como vai você hoje, seu assassino! Você, é como o filho de Zinri, que assassinou o seu senhor!" 32 - Ele olhou para cima e viu que ela estava na janela, então gritou: "Quem está do meu lado?" E dois ou três homens de confiança no palácio olharam para ele. 33 - "Joguem essa mulher para baixo!" foi a ordem de Jeú. E eles a jogaram pela janela; o sangue de Jezabel esborrifou pela parede e foi manchar também os cavalos; e ela foi pisada pelas patas dos cavalos de Jeú. 34 - Jeú entrou no palácio para almoçar. Depois do almoço ele disse: "Convém que alguém vá sepultar essa maldita mulher, porque ela é filha de rei." 35 - Mas quando saíram para fazer o enterro, só encontraram a caveira, os pés e as mãos. 36 - Então voltaram e contaram a Jeú o que havia acontecido; ao que ele observou: "É exatamente o que o Senhor disse que ia acontecer. Ele disse ao profeta Elias, que os cães comeriam a carne dela, e que seu corpo se espalharia como esterco no campo, de maneira que ninguém poderia dizer de quem era." CAPITULO 10 1 - O ENTÃO JEÚ ESCREVEU uma carta para os administradores e autoridades da cidade de Samaria, e para os responsáveis pelos setenta filhos de Acabe, todos esses filhos moravam ali. 2 e 3 - "Ao receberem esta carta, escolham o melhor dos filhos de Acabe para que reine sobre vocês; preparem-se, também, para lutar pelo trono dele; pois vocês têm carros e cavalos, têm uma cidade fortificada e um depósito de armas e munições." 4 - Mas eles ficaram com grande medo de fazer isso. "Dois reis não foram capazes de resistir a este homem! O que nós podemos fazer?" disseram. 5 - Então, o administrador dos negócios do palácio e o prefeito da cidade, juntamente com as autoridades municipais e os responsáveis pelos filhos de Acabe, mandaram a Jeú esta mensagem: "Jeú, somos seus servos e faremos tudo o que você nos ordenar. Já decidimos que você seja nosso rei em lugar de qualquer um dos filhos de Acabe." 6 - Jeú lhes escreveu outra carta, na qual dizia: "Se vocês estão do meu lado e estão prontos a me obedecer, então me tragam, amanhã a estas horas, as cabeças dos filhos do seu senhor; eu estarei esperando em Jezreel." Esses setenta filhos do rei Acabe moravam nas casas dos principais homens da cidade, onde eles foram criados desde a infância. 7 - Quando receberam a carta, fizeram o que ela ordenava: mataram os setenta filhos de Acabe, puseram as suas cabeças em cestos, e as levaram a Jeú em Jezreel. 8 - Veio um mensageiro e disse a Jeú que as cabeças dos filhos do rei haviam chegado, e ele mandou que fizessem com elas dois montões junto à porta de entrada da cidade, e que ficassem ali até à manhã seguinte. 9 e 10 - Pela manhã Jeú saiu e falou à multidão que se havia reunido em torno das cabeças. "Vocês não têm culpa disso," falou ele ao povo. "Eu conspirei contra meu senhor e o matei, porém não matei os seus filhos! O Senhor fez isso, pois tudo quanto Ele diz, Ele cumpre. O Senhor declarou, por intermédio do seu servo Elias, que isto aconteceria aos filhos de Acabe". 11 - Depois Jeú matou o restante dos membros da família de Acabe que estava em Jezreel; e ainda matou todos os seus oficiais de importância, seus amigos pessoais e os seus sacerdotes particulares. Por fim, não sobrou ninguém dos que tinham sido íntimos do rei Acabe." 12 - Então ele partiu para Samaria, e passou a noite numa estalagem de pastor que havia no caminho. 13 - Enquanto estava ali, encontrou uns parentes de Acazias, rei de Judá. "Quem são vocês?" perguntou Jeú. "Somos parentes do rei Acazias. Vamos a Samaria visitar os filhos do rei Acabe e da rainha-mãe, Jezabel." 14 - "Agarrem esses homens," Jeú ordenou aos seus soldados. Ele os levou para junto do poço, e matou todos os quarenta e dois. 15 - Ao deixar a estalagem, encontrou-se com Jonadabe, filho de Recabe, que vinha a fim de encontrar-se com Jeú. Depois de se cumprimentarem, Jeú lhe perguntou: "Você é leal para comigo como sou leal com você?" Sim," respondeu Jonadabe. "Então me dê a sua mão", disse Jeú, e o ajudou a subir no carro real. 16" - Agora venha comigo," disse-lhe Jeú, "e veja o quanto tenho feito para o Senhor." Então Jonadabe o acompanhou. 17 - Quando chegaram a Samaria, Jeú matou todos os amigos e parentes de Acabe, exatamente como Elias havia anunciado, falando em nome do Senhor. Então Jeú mandou chamar todo o povo da cidade para uma reunião, e disse a eles: "Acabe praticamente não adorou a Baal em comparação com a maneira como eu vou adorá-lo! 18 e 19 - Mandem chamar todos os profetas e sacerdotes de Baal, e reúnam todos os seus adoradores. Vejam que todos eles venham, porque nós, os adoradores de Baal, vamos ter uma grande festa para dar louvores a ele. Qualquer dos adoradores de Baal que não comparecer, será morto." Porém o plano de Jeú era um truque para acabar com todos eles. 20 e 21 - Ele enviou mensageiros por toda a terra de Israel, mandando chamar todos os adoradores de Baal; eles vieram e encheram o templo de Baal, desde uma extremidade até à outra. 22 - Ao encarregado da sala de vestimentas ele deu esta instrução: "Veja bem que todos os adoradores usem uma das vestimentas especiais". E assim foi feito. 23 - Então Jeú e Jonadabe, filho de Recabe, entraram no templo de Baal para falar ao povo que ali estava: "Examinem bem para ter certeza de que estejam aqui somente aqueles que adoram a Baal; não deixem entrar ninguém dos que adoram ao Senhor!" 24 - Quando os sacerdotes de Baal começaram a oferecer sacrifícios e a queimar as ofertas, Jeú cercou o templo com oitenta dos seus homens, e disse a eles: "Se algum de vocês deixar escapar alguém, pode estar certo de que vai pagar com a própria vida por isso". 25 - Assim que acabou de sacrificar as ofertas queimadas, Jeú saiu e disse aos seus oficiais e soldados: "Agora entrem e matem todos eles; não deixem que nenhum escape". Eles então mataram a todos, e arrastaram os seus corpos para fora. E os homens de Jeú entraram na parte mais interior do templo, 26 - arrastaram as colunas usadas para adoração de Baal, e puseram fogo nelas. 27 - Derrubaram o templo e o transformaram em sanitários para uso do público, até ao dia de hoje. 28 - Dessa maneira Jeú não deixou nem vestígio de Baal em Israel. 29 - Contudo, ele não destruiu os bezerros de ouro que estavam em Betel e em Dã - este foi o grande pecado de Jeroboão (filho de Nebate), e o resultado disso foi que todo o Israel pecou. 30 - Mais tarde o Senhor disse a Jeú: "Você fez bem em seguir as minhas instruções para destruir toda a família de Acabe. Por causa disto, farei com que seu filho, seu neto e seu bisneto sejam reis de Israel". 31 - Mas Jeú não seguiu o Senhor Deus de Israel com todo o seu coração, pois ele continuou a adorar os bezerros de ouro de Jeroboão, os quais tinham sido a causa de tão grande pecado em Israel. 32 e 33 - Naquele tempo o Senhor começou a diminuir o território de Israel. O rei Hazael conquistou diversas partes do pais a leste do rio Jordão, e também conquistou toda a região de Gileade, de Gade e de Ruben; também conquistou partes de Manassés desde o rio Aroer, no vale de Amom e toda a região de Gileade e Basã. 34 - O restante das atividades de Jeú está registrado na História dos Reis de Israel. 35 - Morreu Jeú e foi sepultado em Samaria; e seu filho Jeoacaz se tornou o novo rei. 36 - No total, Jeú reinou como rei de Israel, em Samaria, durante 28 anos. CAPITULO 11 1 - QUANDO ATALIA, mãe de Acazias, rei de Judá, soube que seu filho estava morto, matou todos os filhos dele, 2 e 3 - e só não conseguiu matar seu filho Joás, que devia estar com um ano de idade. Joás foi salvo por sua tia Jeoseba, que era irmã do rei Acazias (pois ela era filha do rei Jorão, pai de Acazias). Ela roubou o menino dentre o restante dos filhos do rei que estavam esperando a vez para serem assassinados, e escondeu o menino com sua babá num armazém que havia no templo." Ali ficaram durante seis anos, enquanto Atalia reinava como rainha. 4 - No sétimo ano do reinado da rainha Atalia, o sacerdote Joiada mandou chamar os oficiais da guarda do palácio e os guarda-costas da rainha. Eles se encontraram no templo. Então fez que jurassem guardar segredo, e lhes mostrou o filho do rei. 5 - Depois lhes deu estas instruções: "Uma terça parte dos que entram em serviço no Dia do Descanso devem vigiar o palácio real. 6 a 8 - As outras duas terças partes estarão de guarda no Templo; ficarão junto ao rei, de armas na mão, e matarão todo aquele que tentar romper a defesa, Não saiam de perto do rei, em momento algum". 9 - Assim os oficiais seguiram as instruções de Joiada, Trouxeram á presença de Joiada os homens que iam deixar o serviço do Dia de Descanso, e aqueles que iam entrar de serviço; 10 - ele os armou com lanças e escudos que estavam guardados no depósito do templo; essas armas haviam pertencido ao rei Davi, 11 - Os guardas, de armas na mão, se colocaram de uma ponta até á outra do santuário, e cercavam o altar, para proteger o novo rei. 12 - Joiada trouxe então o jovem príncipe e colocou a coroa na cabeça dele, e lhe deu uma cópia dos Dez Mandamentos. Depois derramou óleo sobre a cabeça dele, na qualidade de rei, Todos bateram palmas e gritaram: "Viva o rei!" 13 e 14 - Quando Atalia ouviu todo esse barulho, correu para o templo e viu o novo rei junto à coluna, como era costume nas cerimônias de coroação, cercado pelos oficiais da guarda, e por muitos tocadores de trombeta; e todos se alegravam e tocavam as trombetas, "Traição! Traição!" gritava a rainha, e começou a rasgar os seus vestidos, como sinal de desespero. 15 - "Tirem essa mulher daqui," Joiada gritou para os oficiais da guarda. "Não a matem aqui dentro do Templo. Matem, porém, todo aquele que tentar salvá-la." 16 - Então eles a arrastaram para os estábulos do palácio, e a mataram ali. 17 - Joiada fez um trato entre o Senhor, o rei e o povo, de que eles seriam o povo do Senhor. Também fez um trato entre o rei e o povo. 18 - Todo o povo se dirigiu para o templo de Baal e o derrubaram. Quebraram os altares, as imagens e mataram o sacerdote de Baal, Matã, em frente do altar. E o sacerdote Joiada pôs guardas no templo do Senhor. 19 - Depois, ele, os oficiais, a guarda e todo o povo conduziram o rei desde o templo, passando pela casa da guarda, e foram para o palácio. E Joás sentou-se no trono do rei. 20 - Todos ficaram felizes por isso, e a cidade voltou à calma, depois da morte de Atalia. 21 - Joás tinha sete anos de idade quando se tornou rei. CAPITULO 12 1 - SETE ANOS DEPOIS que Jeú reinava sobre Israel, Joás começou a reinar sobre Judá. Reinou em Jerusalém durante quarenta anos. Sua mãe se chamava Zibia, e era de Berseba. 2 - Joás fez o que era direito enquanto ele seguia as instruções do sacerdote Joiada. 3 - Mesmo assim, não destruiu as capelinhas de imagens que havia nas colinas - o povo ainda oferecia sacrifícios e queimava incenso ali. 4 e 5 - Um dia o rei Joás disse ao sacerdote Joiada: "O edifício do templo está precisando de alguns consertos. Vamos fazer assim: sempre que alguém trouxer uma contribuição para o Senhor, seja por tributação regular ou donativo especial, o dinheiro será usado para fazer os consertos necessários". 6 - Mas aconteceu que Joás já estava reinando fazia vinte e três anos, e nada de se fazerem os consertos do que estava estragado. 7 - Então Joás chamou Joiada e os outros sacerdotes, e lhes perguntou: "Por que até agora vocês não fizeram nenhum conserto no templo? De agora em diante vocês não podem mais usar dinheiro para suas próprias necessidades; todo o dinheiro que entrar, deve ser gasto para deixar o Templo em boas condições". 8 - Diante disso, os sacerdotes concordaram em formar um fundo especial para consertos, e o dinheiro destinado a esse fundo não passaria pelas mãos deles, para que não fosse aplicado em atender às suas necessidades pessoais. 9 - O sacerdote Joiada fez um buraco na tampa de uma grande caixa, e colocou essa caixa ao lado direito do altar, na entrada do templo. Ali os porteiros colocavam todas as contribuições do povo. 10 - Sempre que se enchia a caixa, o secretário das finanças do rei e o sumo sacerdote contavam o dinheiro e o colocavam em sacos, 11 e 12 - e o entregavam aos dirigentes da construção para pagar os carpinteiros, os construtores, os pedreiros, os cortadores de pedra, os fornecedores de madeira e também para comprar os outros materiais que fossem necessários para consertar o templo do Senhor. 13 e 14 - O dinheiro não era usado para comprar taças de prata, nem tesouras para cortar pavios, nem bacias, nem trombetas, ou qualquer outro artigo desse tipo, mas apenas para consertos da Casa do Senhor. 15 - Também não se pedia que os dirigentes da construção, que pagavam os trabalhadores, prestassem contas das despesas, pois todos eles eram homens honestos e fiéis. 16 - Contudo, o dinheiro de oferta pela culpa, e o dinheiro de oferta pelos pecados eram entregues aos sacerdotes, para o uso pessoal deles. Esse dinheiro não era depositado na caixa do templo. 17 - Mais ou menos nessa ocasião, Hazael, rei da Síria, fez guerra contra Gate e a tomou; depois ele marchou para Jerusalém, a fim de atacar essa cidade. 18 - O rei Joás pegou todos os objetos sagrados que os reis de Judá antes dele - Josafá, Jeorão e Acazias - haviam consagrado ao Senhor, e também tudo o que ele mesmo havia consagrado, todo o ouro que havia nos cofres do templo e do palácio, e mandou tudo isso para Hazael. Diante disso, Hazael retirou-se e não atacou Jerusalém. 19 - O restante da história de Joás está registrado na História dos Reis de Judá. 20 - Mas os seus oficiais tramaram um plano contra ele, e o assassinaram na sua residência real em Milo, na estrada que vai para Sila. 21 - Os assassinos foram Jozacar, filho de Simeate, e Jozabade, filho de Somer; ambos eram homens de confiança do rei. Joás foi sepultado no cemitério real em Jerusalém, e seu filho Amazias reinou em seu lugar. CAPITULO 13 1 - JOÁS, FILHO DE Acazias, estava reinando sobre Judá já fazia vinte e três anos quando Jeocaz (filho de Jeú) começou o seu reinado de dezessete anos sobre Israel, em Samaria. 2 - Mas ele foi um rei mau, e seguiu os caminhos perversos de Jeroboão, que havia feito Israel pecar. 3 - Por isso o Senhor ficou zangado com Israel, e permitiu repetidas vezes que Hazael, rei da Síria, e seu filho Ben-Hadade atacassem e conquistassem o povo de Israel. 4 - Porém Jeocaz orou ao Senhor pedindo o seu auxílio, e o Senhor atendeu às suas orações; porque o Senhor viu que o rei da Síria estava castigando demais o povo de Israel. 5 - Por isso o Senhor preparou alguns chefes dentre os israelitas para libertá-los dos maus tratos dos sírios; e então Israel viveu em segurança outra vez, conforme havia vivido em segurança em outros tempos. 6 - Porém eles continuaram a pecar, seguindo os maus caminhos de Jeroboão; e continuaram a adorar a deusa Aserá em Samaria. 7 - Por fim o Senhor reduziu o exército de Jeoacaz a cinqüenta soldados de cavalaria, dez carros, e dez mil soldados de infantaria; porque o rei da Síria destruiu os outros como se eles fossem pó debaixo dos seus pés. 8 - O restante da história de Jeoacaz está registrado na História dos Reis de Israel. 9 e 10 - Jeoacaz morreu e foi sepultado em Samaria, e seu filho Jeoás reinou em Samaria durante dezesseis anos. Ele chegou ao trono no ano trinta e sete do reinado de Joás, rei de Judá. 11 - Mas foi um homem mau, porque, da mesma maneira que Jeroboão, levou o povo a adorar imagens, e fez o povo pecar. 12 - O restante da história de Jeoás, inclusive suas guerras contra Amazias, rei de Judá, tudo se acha escrito na História dos Reis de Israel. 13 - Jeoás morreu e foi sepultado em Samaria, junto aos reis de Israel; e Jeroboão veio a ser o novo rei. 14 - Quando Eliseu estava doente, passando muito mal, quase às portas da morte, o rei Jeoás foi fazer-lhe uma visita, e chorou ao ver o estado em que o profeta se encontrava. "Meu pai! Meu pai! O senhor é a força de Israel!" disse chorando. 15 - Eliseu disse ao rei: "Pegue um arco e umas flechas," e ele fez isso. 16 e 17 - "Abra a janela que dá para o leste," disse o profeta. Disse ao rei para colocar a mão sobre o arco, e Eliseu colocou as suas sobre as mãos do rei. "Atire!" ordenou Eliseu, e o rei atirou. Eliseu proclamou então: "Esta é a flecha do Senhor, vitoriosa sobre o rei da Síria; pois o rei conquistará completamente os sírios em Afeque. 18 - Agora apanhe as outras flechas e atire-as contra o chão." O rei apanhou as flechas e atirou três vezes contra o chão. 19 - Mas o profeta ficou zangado com ele. "Devia ter atirado contra o chão cinco ou seis vezes," exclamou, "pois então teria ferido os sírios até que eles ficassem completamente destruídos: agora será vitorioso somente três vezes." 20 e 21 - Eliseu morreu a seguir e foi sepultado. Naqueles dias havia uns grupos de bandidos moabitas que costumavam invadir a terra todos os anos, na primavera. Certa vez alguns homens que estavam sepultando um amigo viram esses bandidos; então, mais que depressa, jogaram o defunto no túmulo de Eliseu. E logo que o corpo tocou os ossos de Eliseu, o morto reviveu e se pôs em pé! 22 - Durante todo o reinado de Jeoacaz, Hazael, o rei da Síria, oprimiu o povo de Israel. 23 - Porém o Senhor teve misericórdia do povo de Israel, e eles não foram totalmente destruídos. Além de ter compaixão pelo povo, Deus estava cumprindo o trato que havia feito com Abraão, Isaque e Jacó. E continua cumprindo o seu trato. 24 - Morreu Hazael, rei da Síria, e seu filho Ben-Hadade reinou em seu lugar. 25 - O rei de Israel, Jeoás (filho de Jeoacaz), teve muito êxito nas três ocasiões em que reconquistou cidades que seu pai havia perdido para Ben-Hadade. CAPITULO 14 1 - NO SEGUNDO ANO do reinado de Jeoás, rei de Israel, o rei Amazias começou o seu reinado sobre Judá. 2 - Nesse tempo Amazias estava com vinte e cinco anos de idade, e durante vinte de nove anos reinou em Jerusalém. Sua mãe era Jeoadá, natural de Jerusalém. 3 - Aos olhos de Deus ele foi um bom rei, embora não fosse como seu pai Davi; mas foi um bom rei como seu pai Joás. 4 - Todavia, Amazias não destruiu as capelinhas de imagens nos altos das colinas, por isso o povo ainda sacrificava e queimava incenso ali. 5 - Logo que conseguiu uma posição firme no reino, matou os homens que haviam assassinado o rei, seu pai. 6 - Porém os filhos desses homens ele não matou, pois o Senhor havia determinado pela lei de Moisés que os pais não seriam mortos por causa dos filhos, nem os filhos seriam mortos pelos pecados dos seus pais, cada um deve sofrer o castigo pelos seus próprios pecados. 7 - Uma vez Amazias matou dez mil edomitas no Vale do Sal. Além disso ele conquistou Sela, e mudou o nome desse lugar para Jocteel, como se chama até ao dia de hoje. 8 - Um dia ele mandou um recado ao rei Jeoás, filho de Jeoacaz e neto de Jeú, desafiando aquele rei a reunir o seu exército e vir lutar contra ele. 9 - Mas o rei Jeoás respondeu: "O espinheiro do Líbano exigiu do poderoso cedro: 'Dê a sua filha por esposa ao meu filho'. Mas exatamente nesse momento passava por ali um animal selvagem, pisou no espinheiro e o enterrou no chão! 10 - Você destruiu Edom e está muito orgulhoso por isso; porém o meu conselho é que você se contente com a sua glória e fique em sua casa! Por que provocar desgraça, tanto para você como para Judá?" 11 - Mas Amazias não quis ouvir o conselho, e então o rei Jeoás reuniu o seu exército. A batalha começou em Bete-Semes, uma das cidades de Judá; 12 - Judá foi derrotado e o exército fugiu, indo cada um para sua casa. 13 - O rei Amazias foi preso, e o exército de Israel marchou sobre Jerusalém, derrubaram o muro desde a Porta de Efraim até à Porta da Esquina, uma distância de mais ou menos cento e oitenta metros." 14 - O rei Jeoás prendeu muitas pessoas como reféns; levou todo o ouro e a prata dos cofres do templo e do palácio, e também as taças de ouro. E voltou para Samaria. 15 - O restante da história de Jeoás e de sua guerra com Amazias, rei de Judá, está registrado na História dos Reis de Israel. 16 - Morreu Jeoás e foi sepultado junto aos outros reis de Israel em Samaria. E seu filho Jeroboão reinou em seu lugar. 17 - Amazias viveu quinze anos mais do que Jeoás, 18 - e o restante da história de sua vida está registrado na História dos Reis de Judá. 19 - Em Jerusalém tramaram contra a vida dele, e teve de fugir para Laquis; mas seus inimigos mandaram assassinos atrás dele e o mataram ali. 20 - Seu corpo foi trazido de volta sobre cavalos, e ele foi sepultado no cemitério real, na cidade de Davi, uma parte de Jerusalém. 21 - Então seu filho Azarias, que nessa ocasião estava com dezesseis anos de idade, foi colocado no trono como o novo rei. 22 - Após a morte de seu pai, ele construiu a Elate e a devolveu a Judá. 23 - Enquanto isso, lá em Israel, Jeroboão tinha se tornado rei no ano quinze do reinado de Amazias, rei de Judá. O reinado de Jeroboão durou quarenta e um anos. 24 - Porém ele foi tão mau quanto Jeroboão (filho de Nebate), que fez Israel cometer o pecado da adoração de imagens. 25 - Jeroboão recuperou os territórios que Israel havia perdido entre Hamate e o Mar Morto, exatamente como o Senhor Deus de Israel havia predito por intermédio de Jonas, filho de Amitai, o profeta de Gate-Hefer. 26 Porque o Senhor viu o grande sofrimento de Israel e não havia ninguém para socorrer o povo. 27 - Deus não tinha dito ainda que apagaria o nome de Israel da face da terra, de modo que Ele usou o rei Jeroboão para salvar a nação. 28 - O restante da história de Jeroboão, tudo quanto ele fez, seu grande poder, e suas guerras, e a maneira como recuperou Damasco e Hamate – as quais tinham caído em poder de Judá - isso tudo está registrado na História dos Reis de Israel. 29 - Quando Jeroboão II morreu, foi sepultado junto aos outros reis de Israel, e em seu lugar reinou seu filho Zacarias. CAPITULO 15 1 a 2 - O NOVO REI de Judá: Azarias. Nome do pai: Amazias, o rei anterior. Nome de sua mãe: Jecolias, natural de Jerusalém. Duração do seu reinado: 52 anos, em Jerusalém. Sua idade ao iniciar seu reinado: 16 anos. Rei em Israel nesse tempo: Jeroboão, que já estava reinando havia 27 anos. 3 - Azarias foi um bom rei, e agradou ao Senhor, assim como seu pai Amazias havia agradado. 4 - Mas, da mesma maneira que os reis anteriores, não destruiu as capelinhas de imagens que havia nas colinas onde o povo oferecia sacrifícios e queimava incenso. 5 - Por causa disto o Senhor o feriu com a lepra, e ele ficou com essa doença até o dia da sua morte. Por isso morava sozinho numa casa. E seu filho Jotão agia em lugar do rei. 6 - O restante da história de Azarias está registrado na História dos Reis de Judá. 7 - Quando Azarias morreu, foi sepultado com seus pais na cidade de Davi, e em seu lugar reinou seu filho Jotão. 8 - Novo rei de Israel: Zacarias. Nome do pai: Jeroboão. Duração do reinado: 6 meses. Reinava em Judá nesse tempo: Azarias, que já era rei pelo espaço de 38 anos. 9 - Zacarias foi um rei mau perante o Senhor, do mesmo modo como foram maus os reis anteriores pertencentes à sua família. Como Jeroboão (filho de Nebate), ele estimulou a Israel no pecado de adoração de imagens. 10 - Então Salum (filho de Jabes) tramou contra a vida dele e o assassinou em Ibleão, e tomou a coroa para si. 11 - O restante da história do reinado de Zacarias encontra-se na História dos Reis de Israel. 12 - Assim se cumpriu a declaração que o Senhor havia feito a Jeú, de que seu filho, seu neto e seu bisneto seriam reis de Israel. 13 - Novo rei de Israel: Salum. Nome do pai: Jabes. Duração do reinado: mês, em Samaria. Reinava em Judá nesse tempo: Uzias, no ano 39 de seu reinado. 14 - Um mês depois que Salum começou a reinar, Menaém, filho de Gadi, veio de Tirza a Samaria, assassinou a Salum e se apossou do trono. 15 - Outros pormenores a respeito do rei Salum e da sua trama estão registrados na História dos Reis de Israel. 16 - Menaém destruiu a cidade de Tifsa e os arredores da cidade, porque os seus moradores se recusaram a aceitá-lo como rei. Matou a população inteira, e mandou rasgar o ventre de todas as mulheres que estavam grávidas. 17 - Nome do novo rei de Israel: Menaém, filho de Gadi. Duração do reinado: 10 anos, em Samaria. Rei de Judá: Azarias, no ano 39 de seu reinado. 18 - Menaém foi um mau rei. Ele adorava imagens. Fez a mesma coisa que Jeroboão I havia feito muitos anos antes, e com isso levou o povo de Israel a cometer esse pecado grave. 19 e 20 - Então Pul, rei da Assíria, invadiu a terra. Contudo, Menaém comprou aquele rei com um presente de sessenta mil quilos de prata. Satisfeito com o presente, ele voltou para sua terra. Menaém arrancou esse dinheiro dos ricos e poderosos, obrigando cada um a pagar cinqüenta siclos de prata como um imposto especial. 21 - O restante da história de Menaém está escrito na História dos Reis de Israel. 22 - Morreu Menaém, e o novo rei foi seu filho Pecaías. 23 - Nome do novo rei de Israel: Pecaías. Nome do pai: Rei Menaém. Duração do reinado: 2 anos, em Samaria. Rei de Judá: Azarias, no ano 50 do seu reinado. 24 - Pecaías foi um mau rei, e continuou a adoração de imagens iniciada por Jeroboão I (filho de Nebate), que levou Israel a cair nesse pecado. 25 - Então Peca, filho de Remalias, general que comandava o exército de Pecaías, com o auxilio de cinqüenta homens de Gileade conspirou contra o rei e o assassinou no palácio em Samaria. Argobe e Arié que estavam com o rei também foram assassinados na revolta. E assim Peca se tornou o novo rei. 26 - O restante da história de Pecaías está registrado na História dos Reis de Israel. 27 - Novo rei de Israel: Peca. Nome do seu pai: Remalias. Duração do reinado: 20 anos, em Samaria. Rei de Judá: Azarias, no ano 52 do seu reinado. 28 - Peca, também, foi um mau rei; seguiu o exemplo de Jeroboão I (filho de Nebate) que levou todo o povo de Israel ao pecado de adorar imagens. 29 - Foi durante o reinado de Peca que Tiglate-Pileser ," rei da Assíria, dirigiu um ataque contra Israel. Ele tomou as cidades de Ijom, Abel-Bete-Maaca, Janoa, Quedes, Hazor, Gileade e a Galiléia, e toda a terra de Naftali, levando o povo como escravo para a Assíria. 30 - Então Oséias, filho de Elá, tramou contra a vida de Peca e o assassinou; tomando o trono para si. Novo rei de Israel: Oséias. Em Judá reinava Jotão (filho de Uzias); fazia 20 anos que ele era rei ali. 31 - O restante da história do reinado de Peca está registrado na História dos Reis de Israel. 32 e 33 - Novo rei de Judá: Jotão. Nome do pai: Rei Uzias. Sua idade quando se tornou rei: 25 anos. Duração do reinado: 16 anos, em Jerusalém. Nome da mãe: Jerusa (filha de Zadoque). Reinava em Israel nesse tempo: Peca (filho de Remalias); estava no trono fazia dois anos. 34 e 35 - Falando de um modo geral, Jotão foi um bom rei. Como seu pai Uzias, ele fez o que era reto perante o Senhor. Porém não destruiu as capelinhas de imagens que havia no alto das colinas onde o povo oferecia sacrifícios e queimava incenso. Foi durante o reinado de Jotão que se construiu a porta de cima do Templo do Senhor. 36 - O restante da história de Jotão está escrito na História dos Reis de Judá. 37 - Naqueles dias o Senhor levou Rezim, rei da Síria, e Peca, rei de Israel, a atacarem Judá. 38 - Jotão morreu e foi sepultado junto aos outros reis de Judá no cemitério real, na cidade de Davi, uma parte de Jerusalém. Agora o novo rei era seu filho Acaz". CAPITULO 16 1 - NOVO REI DE Judá: Acaz. Nome do pai: Jotão. Idade: 20 anos. Duração do reinado: 16 anos, em Jerusalém. Aspecto geral do seu reinado: mau. Reinava em Israel nesse tempo: Peca (filho de Remalias), no ano 17 do seu reinado. 2 - Acaz não seguiu ao Senhor conforme seu pai Davi; 3 - Acaz foi tão mau quanto os reis de Israel. Chegou ao ponto de matar seu próprio filho, oferecendo-o como sacrifício queimado aos deuses falsos, seguindo o costume das nações ao redor de Judá - aquelas nações que o Senhor destruiu quando o povo de Israel entrou na terra. 4 - Além disso ele sacrificava e queimava incenso nas capelinhas de imagens que havia nos montes, e nos numerosos altares existentes debaixo das grandes árvores. 5 - Então Rezim, rei da Síria e Peca (filho de Remalias), rei de Israel, declararam guerra a Acaz e cercaram Jerusalém; porém não a conquistaram. 6 - Contudo, naquele tempo, Rezim, rei da Síria retomou a cidade de Elate para a Síria; tirou de lá os judeus e mandou sírios para morar nessa cidade, e até hoje eles moram lá. 7 - O rei Acaz mandou um mensageiro a Tiglate- Pileser, rei da Assíria, pedindo o auxilio desse rei na luta contra os exércitos da Siri a e de IsraeL. 8 - Acaz pegou a prata e o ouro do templo e dos cofres reais, e mandou como pagamento ao rei da Assíria. 9 - Diante disso os assirios atacaram Damasco, a capital da Síria. Levaram embora a população da cidade como escravos para morar em Quir, e mataram Rezim, rei da Síria. 10 - Então o rei Acaz foi a Damasco a fim de encontrar-se com o rei Tiglate-Pileser; enquanto estava ali, viu um altar fora do comum no templo dos deuses daquela cidade. Ele anotou as medidas do altar, fez uma planta e a enviou ao sacerdote Urias com uma descrição detalhada. 11 e 12 - Urias construiu um altar igual àquele de Damasco, seguindo as instruções recebidas. Deixou tudo preparado para o rei. Quando Acaz voltou de Damasco, inaugurou o altar, oferecendo sacrifícios. 13 - O rei apresentou um sacrifício queimado e uma oferta de cereais, despejou sobre ele uma oferta de bebida, e espalhou sobre ele o sangue das ofertas de paz. 14 - Depois retirou o altar de bronze da frente do templo (esse altar estava entre a entrada do templo e o novo altar), e o colocou ao lado norte do novo altar, 15 - Acaz deu instruções ao sacerdote Urias para usar o novo altar para os sacrifícios queimados de manhã, a oferta de cereais da tarde, os sacrifícios queimados e a oferta de cereais do rei, assim como as ofertas do povo, inclusive as ofertas de bebida feitas pelo povo. O sangue dos sacrifícios queimados e dos outros sacrifícios também tinha de ser espalhado sobre o novo altar. Assim, o antigo altar só era usado para os casos de adivinhação. "O altar de bronze", disse o rei, "será apenas para meu uso pessoal." 16 - O sacerdote Urias fez conforme o rei Acaz lhe ordenou. 17 - Depois o rei desmanchou os painéis dos suportes que estavam no templo, retirou as travessas e as pias de água que estavam por cima, retirou o tanque grande que se apoiava nos lombos dos bois de bronze e o colocou num pavimento de pedra. 18 - Em atenção ao rei da Assíria, ele retirou também o corredor para os Dias de Festa que havia construído entre o palácio e o templo. 19 - O restante da história do reinado de Acaz está registrado na História dos Reis de Judá. 20 - Morreu Acaz e foi sepultado no cemitério real, na parte de Jerusalém conhecida como cidade de Davi. E seu filho Ezequias passou a ser o novo rei. CAPITULO 17 1 e 2 - NOVO REI DE Israel: Oséias. Nome do pai: Elá. Duração do reinado: 9 anos, em Samaria. Aspecto geral do reinado: mau porém não foi tão mau como alguns dos demais reis de Israel. Rei de Judá nesse tempo: Acaz, que já reinava pelo espaço de 12 anos. 3 - Salmaneser, rei da Assíria, atacou e derrotou o rei Oséias, de modo que Israel teve de pagar pesados impostos anuais à Assíria. 4 - Porém o rei da Assíria descobriu que Oséias estava armando uma traição contra ele, porque este pediu a Sô, rei do Egito, que viesse ajudá-lo a livrar-se do poder da Assíria. E ao mesmo tempo Oséias se recusava a pagar o imposto anual à Assíria. Por isso o rei assirio mandou colocá-lo na prisão, amarrado em correntes. 5 - Então, durante três anos, a terra de Israel ficou cheia de soldados assírios que cercavam Samaria, a capital de Israel. 6 - Finalmente, no ano nove do reinado de Oséias, a cidade de Samaria caiu em poder dos assírios, e o povo de Israel foi levado como escravo para a Assíria. Eles foram morar em colônias na cidade de Haia e ao longo das margens do rio Habor, em Gozã, entre as cidades dos medos. 7 - Essa desgraça caiu sobre a nação de Israel porque o povo adorava outros deuses, e assim pecava contra o Senhor seu Deus, que os havia trazido em segurança de sua escravidão no Egito. 8 - Eles adotaram os maus costumes das nações que o Senhor havia expulsado de diante deles. 9 - O povo de Israel também havia feito, em segredo, muitas coisas erradas, e haviam construído altares aos outros deuses, em todas as suas cidades. 10 - Ergueram postes-ídolo e imagens no alto de cada montanha e debaixo das grandes árvores. 11 - Além disso, haviam queimado incenso aos deuses das muitas nações que o Senhor havia expulsado da terra quando Israel entrou. Visto como o povo de Israel praticou muitos atos maus, o Senhor estava muito irado. 12 - Na verdade, eles adoravam imagens, apesar dos avisos repetidos e muito claros do Senhor. 13 - O Senhor tinha repetidamente mandado profetas para avisar Israel e Judá que voltassem de seus maus caminhos. Deus tinha avisado esses povos que obedecessem aos mandamentos que Ele havia dado aos seus pais por intermédio dos profetas, 14 - mas Israel não quis atender. O povo era tão teimoso e desobediente como os seus pais, e não quis acreditar no Senhor como seu Deus. 15 - Rejeitaram as leis de Deus e o trato que o Senhor tinha feito com os seus pais, e fizeram pouco caso dos avisos divinos. Na loucura em que viviam, adoravam imagens de deuses falsos, apesar dos severos avisos de Deus para que não fossem atrás dos pagãos. 16 - Desafiaram todos os mandamentos do Senhor seu Deus, e fizeram dois bezerros de ouro fundido. Fizeram imagens detestáveis, vergonhosas, e adoraram a Baal, ao Sol, à Lua e às estrelas. 17 - Chegaram a ponto de queimar seus próprios filhos e filhas como sacrifício nos altares do deus Moloque; Consultaram os adivinhadores, fizeram uso de mágicas, e se venderam à prática do mal. Por isso o Senhor ficou muito zangado. 18 - O Senhor afastou aquela gente da sua presença, e por fim restou somente a tribo de Judá. 19 - Mas também Judá não quis obedecer aos mandamentos do Senhor seu Deus; também eles andaram nos mesmos caminhos maus que Israel havia andado. 20 - Por esse motivo o Senhor rejeitou a todos os filhos de Jacó. Ele castigou o povo entregando-o nas mãos dos seus inimigos, até que foram destruídos, 21 - porque Israel se afastou do reino de Davi e escolheu a Jeroboão I (filho de Nebate) como seu rei. Jeroboão desviou Israel de seguir o Senhor, fazendo o povo cometer um grande pecado; 22 - e o povo de Israel nunca deixou de praticar os atos maus que Jeroboão levou o povo a cometer, 23 - até que o Senhor, finalmente, os afastou da sua presença, conforme todos os seus avisos dados através dos seus servos, os profetas. Assim Israel foi transportado para a terra da Assíria, onde permanece até ao dia de hoje. 24 - O rei da Assíria trouxe gente da Babilônia, de Cuta, de Ava, de Hamate e de Sefarvaim, e pôs essa gente morando nas cidades de Samaria, em lugar do povo de Israel. Estes estrangeiros tomaram posse de tudo. 25 - Mas já que esses habitantes assírios não adoraram ao Senhor assim que chegaram pela primeira vez, o Senhor mandou leões para o meio deles e os leões mataram a alguns dos moradores dali. 26 - Então eles mandaram uma mensagem ao rei da Assíria: "Nós que viemos morar aqui em Israel não conhecemos as leis do Deus da terra, e Ele mandou leões para o nosso meio a fim de nos destruir, porque não adoramos esse Deus." 27 e 28 - Então o rei da Assíria decretou que um dos sacerdotes que foram trazidos de Samaria voltasse para Israel e ensinasse aos novos moradores as leis do Deus da terra. Assim, um deles voltou a Betel e ensinava aos que vieram da Babilônia a maneira de adorar ao Senhor. 29 - Porém esses estrangeiros também adoravam os seus próprios deuses. Eles colocaram seus deuses nas capelinhas de imagens que os israelitas haviam deixado nas colinas de suas cidades. 30 - Os que vieram da Babilônia adoravam as imagens do seu deus Sucote-Benote; os que vieram de Cuta adoravam o seu deus Nergal; e os homens de Hamate adoravam a Asima. 31 - Os deuses Nibaz e Tartaque eram adorados pelo povo de Ava, e a gente que veio de Sefarvaim queimava até seus próprios filhos nos altares dos seus deuses Adrameleque e Anameleque. 32 - Também adoravam ao Senhor, e nomearam dentre eles os sacerdotes que deviam oferecer sacrifícios ao Senhor nos altares do alto das montanhas. 33 - Juntamente com este culto ao Senhor, porém, eles continuaram a adotar os costumes religiosos dos países de onde foram trazidos. 34 - E até hoje continuam assim - seguem suas antigas práticas em vez de adorar verdadeiramente ao Senhor, e obedecer às leis que ele deu aos filhos de Jacó, cujo nome mais tarde foi mudado para Israel. 35 e 36 - Porque o Senhor tinha feito um contrato com eles, e de acordo com esse contrato eles nunca deviam adorar os deuses falsos ou oferecer sacrifícios a esses deuses. Deviam adorar somente ao Senhor que os havia tirado da terra do Egito, com maravilhosos milagres e poder. 37 - Os filhos, netos, bisnetos e todos os que pertenciam à família de Jacó deviam obedecer todas as leis de Deus, e nunca adorar a outros deuses. 38 - Porque Deus tinha dito: "Vocês nunca devem esquecer-se do contrato que fiz com vocês, de nunca adorarem a outros deuses. 39 - Vocês devem adorar somente ao Senhor; assim, Ele salvará vocês de todos os seus inimigos." 40 - Porém Israel não quis atender, e o povo continuou a adorar outros deuses. 41 - Esses homens que vieram da Babilônia adoravam ao Senhor, é verdade, mas também adoravam as suas imagens. E até ao dia de hoje os seus filhos fazem a mesma coisa. CAPITULO 18 1 a 3 - NOVO REI DE Judá: Ezequias. Nome do pai: Acaz. Duração do reinado: 29 anos, em Jerusalém. Sua idade quando começou a reinar: 25 anos. Nome da mãe: Abi (filha de Zacarias). Aspecto geral do reinado: bom (semelhante ao reinado de seu pai Davi). Rei de Israel nesse tempo: Oséias, filho de Elá, no terceiro ano do seu reinado. 4 - Ele retirou as capelinhas de imagens das montanhas, quebrou em pedaços as colunas, derrubou as vergonhosas imagens de Aserá, e despedaçou a serpente de bronze que Moisés tinha feito, porque o povo de Israel vinha adorando essa serpente e queimava incenso a ela. Neustã foi o nome que deram à serpente. 5 - Ezequias tinha uma grande confiança no Senhor Deus de Israel. Na verdade, nenhum dos reis antes ou depois dele andou tão perto de Deus como ele andou. 6 - Porque ele seguia ao Senhor em tudo, e obedecia cuidadosamente aos mandamentos que Deus tinha dado a Moisés. 7 - Por isso o Senhor estava com ele, e o rei alcançava bons resultados em tudo quanto fazia. Ezequias se rebelou depois contra o rei da Assíria e não quis mais pagar impostos a ele. 8 - Além disso Ezequias venceu os filisteus, chegando até Gaza e seus arredores, destruindo cidades grandes e pequenas, inclusive a cidade fortificada. 9 - Foi no quarto ano do reinado de Ezequias (que era o sétimo ano do rei Oséias em Israel), que Salmaneser, rei da Assíria, atacou Israel e começou a cercar a cidade de Samaria. 10 - Três anos depois (no sexto ano do rei Ezequias e nono ano do rei Oséias de Israel), Samaria caiu em poder dos inimigos. 11 - Foi nesse tempo que o rei da Assíria transportou os israelitas para a Assíria, e os fez morar na cidade de Haia, ao longo das margens do rio Habor em Gozã, e nas cidades dos medos. 12 - Porque eles não quiseram atender ao Senhor seu Deus, ou fazer o que Deus queria que eles fizessem. Em vez de atender, eles não cumpriram o trato feito com Deus e desobedeceram às leis que lhes foram dadas por Moisés, o servo do Senhor. 13 - Mais tarde, no ano quatorze do reinado de Ezequias, Senaqueribe, rei da Assíria cercou e tomou todas as cidades fortificadas de Judá. 14 - O rei Ezequias mandou ao rei da Assíria que estava em Laquis, esta mensagem: "Errei. Estou pronto a pagar tudo o que você exigir, contanto que se retire daqui." O rei da Assíria exigiu um pagamento de 18 mil quilos de prata e 1.800 quilos de ouro." 15 - Para ajuntar toda esta quantia, Ezequias usou toda a prata que estava guardada no Templo e nos cofres do palácio. 16 - E teve ainda de arrancar o ouro das portas do Templo, e dos batentes das portas que ele havia coberto com ouro, e entregou tudo ao rei assirio. 17 - Apesar disso, o rei da Assíria mandou de Laquis seu marechal-de-campo, seu principal tesoureiro, e o chefe do seu estado-maior esses três foram com um grande exército e se acamparam ao longo da estrada que fica ao lado do campo onde os lavandeiros punham a roupa para branquear, perto do abastecimento de água do açude superior. 18 - Exigiram que o rei Ezequias fosse falar com eles. Mas em vez de ir, o rei mandou uma comissão formada dos seguintes homens: Eliaquim, gerente dos negócios reais; Sebna, secretário do rei; e Joá, o homem que escrevia a história do reino. 19 - Então o general assírio mandou este recado ao rei Ezequias: "O grande rei da Assíria diz: 'Ninguém pode salvar você do meu poder! 20 e 21 - Você precisa de mais do que simples promessas de auxílio antes de se revoltar contra mim. Qual, porém, dos seus aliados lhe dará alguma coisa mais do que palavras? O Egito? Se você se apoiar no Egito, vai descobrir que ele não passa de uma vara sem resistência, que se quebra sob o peso do seu corpo e ainda penetra na sua mão. O Faraó do Egito não merece a mínima confiança! 22 - E se você disser: 'Confiamos no Senhor para nos livrar' - lembre-se de que foram os altares desse Deus, que estavam nos altos dos montes, que você destruiu. Pois você exige que todos adorem junto ao altar que está em Jerusalém!' 23 - Eu vou lhe dizer o que você deve fazer: Faça uma aposta com o meu senhor, o rei da Assíria! Se você tiver dois mil homens para montar em cavalos, nós lhe daremos os cavalos! 24 - Ora, com um exército assim pequeno, você não é ameaça nem mesmo para o menor tenente que comanda o menor grupo no exército do meu senhor. Mesmo que o Egito lhe forneça carros e cavaleiros, de nada adiantará. 25 - E acaso você pensa que viemos aqui por nossa própria conta? Não! Foi o Senhor quem nos enviou e nos disse: 'Vão e destruam esta nação'. 26 - Então EIiaquim, Sebna e Joá disseram a eles: "Por favor, falem na língua aramaica, porque entendemos essa língua. E não falem em língua hebraica, porque o povo que está sobre os muros pode ouvir o que vocês falam". 27 - Mas o general assírio respondeu: "Por acaso o meu senhor me enviou a falar somente com vocês e com seu senhor? Pois fiquem sabendo isto: ele me mandou falar também ao povo que está sobre os muros. Pois eles também estão condenados com vocês a comer as suas próprias fezes e a beber a sua própria urina!" 28 - Então o chefe do estado-maior assírio gritou em língua hebraica para o povo que estava sobre os muros: "Ouçam o que diz o grande rei da Assíria: 29 - 'Não deixem que o rei Ezequias engane vocês. Ele nunca poderá salvar vocês do meu poder. 30 - Não deixem que engane o povo fazendo vocês confiarem no Senhor para os livrar. 31 e 32 - Não dêem atenção ao rei Ezequias. Rendam-se! Vocês podem viver em paz aqui na sua própria terra, comendo dos seus próprios frutos e bebendo água dos seus próprios poços, até que eu leve vocês para outra terra igual a esta - com abundância de colheitas, cereais, vinho, oliveiras e mel. Tudo isto em vez de morte! Não dêem atenção ao rei Ezequias, quando ele tenta convencer vocês de que o Senhor vai livrar o povo. 33 - Vocês já viram algum dos deuses das outras nações livrá-las do rei da Assíria? 34 - O que aconteceu aos deuses de Hamate, de Arpade, de Sefarvaim, de Hena e de Iva? Acaso eles livraram Samaria? 35 - Qual o deus que alguma vez pôde livrar qualquer nação do meu poder? Diante disso, o que faz vocês pensarem que o Senhor pode salvar Jerusalém?" 36 - Porém o povo que estava sobre os muros ficou em silêncio, porque o rei lhes tinha dado ordens para não falar nada. 37 - Então Eliaquim, filho de Hilquias, gerente dos negócios reais, e Sebna, secretário do rei, e Joá (filho de Asafe), o historiador do reino apresentaram-se ao rei Ezequias, com suas roupas rasgadas, e contaram a ele tudo o que o general assírio tinha dito. CAPITULO 19 1 - QUANDO O REI Ezequias ouviu o relatório desses homens, rasgou as suas roupas e se cobriu com um pano de saco e foi ao templo a fim de orar. 2 - Depois disse a Eliaquim, a Sebna e a alguns dos sacerdotes mais velhos que se cobrissem de pano de saco e fossem à casa do profetas Isaías (filho de Amós), e lhes dessem este recado: 3 - "O rei Ezequias manda dizer: 'Este é um dia de dificuldade, de insulto e de desonra. É como se uma criança estivesse pronta para nascer e a mãe não tivesse forças para dá-la à luz. 4 - Mas pode ser que o Senhor seu Deus tenha ouvido o general assírio desafiando o Deus vivo, e Deus o repreenda. Ó Isaías, ore a Deus em favor dos poucos de nós que restamos.''' 5 e 6 - Isaías respondeu: "Assim diz o Senhor: 'Diga a seu senhor para não ficar preocupado com as zombarias dos assírios contra Mim.' 7 - Porque o rei da Assíria receberá más notícias de casa, e resolverá voltar; e o Senhor tomará providências para que ele seja morto quando chegar lá." 8 - Então o general assírio foi procurar seu rei em Libna, porque recebeu aviso de que o rei tinha saído de Laquis. 9 – Logo depois o rei recebeu notícia de que Tiraca, rei da Etiópia, vinha atacá-lo. Antes de sair para enfrentar o ataque, ele mandou este recado ao rei Ezequias: 10 - "Não se deixe enganar por esse Deus em quem você confia. Não acredite quando ele diz que não vou conquistar Jerusalém. 11 - Você bem sabe o que os reis da Assíria fizeram por onde quer que passaram; destruíram tudo, sem deixar nada. Por que você seria tratado de modo diferente? 12 - Por acaso os deuses das outras nações as livraram? Não sabe o que aconteceu a nações como Gozã, Harã, Rezefe e Éden, na terra de Talassar? Os que foram reis da Assíria antes de mim destruíram todas elas! 13 - O que aconteceu ao rei de Hamote e ao rei de Arpade? E onde estão os reis de Sefarvaim, de Hena e de Iva?" 14 - Ezequias pegou a carta das mãos dos mensageiros, leu-a, e foi ao templo; ali abriu a carta e a colocou diante do Senhor. 15 - Depois fez esta oração: "Ó Senhor Deus de Israel, que está assentado em seu trono muito acima dos anjos; só o Senhor é o Deus de todos os reinos da terra. O Senhor fez os céus e a terra. 16 - Peço-lhe, ó Senhor, que se incline e ouça esta oração. Abra os seus olhos, Senhor, e veja o que está acontecendo. Escute as palavras com as quais Senaqueribe está desafiando o Deus vivo. 17 - Senhor, é verdade que os reis da Assíria destruíram todas aquelas nações, 18 - e queimaram suas imagens. Mas essas imagens não eram deuses de forma alguma. Foram destruídas porque esses deuses eram apenas coisas que os homens fizeram de madeira e de pedra. 19 - Ó Senhor nosso Deus, rogamos que nos salve do poder desse rei; então todos os reinos da terra vão saber que só o Senhor é Deus." 20 - Isaías mandou então este recado a Ezequias: "Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: 'Ouvi o seu pedido a respeito do rei Senaqueribe! 21 - E esta é minha resposta àquele rei: A virgem filha de Sião não tem medo de você! A filha de Jerusalém se ri de você. 22 - A quem você desafiou? E de quem você blasfemou? E a quem você se dirige com tanta arrogância? Tudo isso você faz contra o Santo de Israel! 23 - Você conta vantagem, dizendo: "Meus carros conquistaram as mais altas montanhas; subiram até aos picos do Líbano. Derrubei os cedros mais altos e os ciprestes mais bonitos, e cheguei a conquistar até às mais distantes fronteiras. 24 - Tenho bebido água bem fresquinha dos muitos poços que conquistei, e destruí a força do Egito simplesmente com a minha passagem por ali!" 25 - "'Por que não reconheceu, muito tempo antes de isto acontecer, que Eu, o Senhor, é que decretei que você faria estas coisas? E agora, Eu faço executar minha decisão de que você ia conquistar todas aquelas cidades fortificadas! 26 - Por isso, é claro, as nações que você conquistou não tinham poder contra você! Elas eram como o capim nos campos, que se enruga quando o sol é muito quente, e como o cereal que fica queimado antes de amadurecer. 27 - Eu sei tudo a seu respeito. Conheço todos os seus planos, e sei aonde vai logo em seguida; e também sei das coisas ruins que você falou de Mim. 28 - E por causa da sua raiva e arrogância contra Mim, vou pôr um anzol no seu nariz e freio na sua boca, e vou fazer você voltar pelo mesmo caminho por onde veio. 29 - Esta é a prova de que vou fazer conforme prometi: Este ano o meu povo comerá o trigo que nasce no campo, sem que ninguém o tenha plantado, e usará esse trigo como semente para a colheita de próximo ano; e no terceiro ano vão ter colheita com fartura. 30 - "'Ó meu povo de Judá, aqueles de vocês que escaparam da destruição causada pelo cerco ainda se tornarão numa grande nação; vocês terão raízes profundas no solo, e darão fruto para Deus. 31 - Uma parte restante do meu povo se tornará forte em Jerusalém. O Senhor vai cuidar para que isto aconteça. 32 - "'E minha ordem com referência ao rei da Assíria é que ele não entrará nesta cidade. Ele não a enfrentará com escudo, nem construirá uma rampa para subir nos muros, nem mesmo atirará uma flecha contra ela. 33 - Ele voltará pela mesma estrada por onde veio, sem entrar, 34 - pois Eu defenderei e salvarei esta cidade por amor do meu nome e por amor do meu servo Davi.'" 35 - Naquela mesma noite o anjo do Senhor matou a cento e oitenta e cinco mil soldados assírios, e quando amanheceu o dia, os que não tinham morrido puderam ver os corpos dos companheiros espalhados por toda parte. 36 - Então o rei Senaqueribe foi embora para sempre; voltou para Nínive e ficou ali; 37 - e aconteceu que enquanto ele adorava no templo do seu deus Nisroque, seus filhos Adrameleque e Sarezer o assassinaram. Eles fugiram para a região leste da Turquia - a terra de Ararate - e seu filho Esar-Hadom veio a ser o novo rei. CAPITULO 20 1 - ACONTECEU QUE Ezequias ficou muito doente; sua doença era mortal. O profeta Isaías foi fazer uma visita ao rei, e lhe disse: "Ponha seus negócios em ordem e prepare-se para morrer. O Senhor diz que você não vai sarar dessa doença." 2 - Então Ezequias virou o rosto para a parede e orou, dizendo: 3 - "Ó Senhor, lembra-se de como sempre tentei obedecer às suas ordens e agradá-Lo em tudo o que faço..." Então ele caiu em desespero e chorou. 4 - Assim, antes que Isaías saísse do pátio, o Senhor falou a ele outra vez. 5 - "Volte à presença de Ezequias, o dirigente do meu povo, e diga a ele que o Senhor Deus de seu pai Davi ouviu a sua oração e viu as suas lágrimas. Vou curá-lo, e de hoje a três dias ele sairá da cama e irá à Casa do Senhor! 6 - Vou dar a ele mais quinze anos de vida, e também vou livrar das mãos do rei da Assíria a ele e a esta cidade. E tudo isso será feito para a glória do meu nome e por amor do meu servo Davi." 7 - Então Isaías deu instruções a Ezequias para ferver alguns figos secos, fazer uma pasta com esses figos e depois espalhá-la sobre a ferida. Ele fez isso e sarou! 8 - Enquanto preparavam a pasta, o rei Ezequias disse a Isaías: "Faça um milagre para me provar que o Senhor vai me curar e que eu poderei ir ao templo de hoje a três dias". 9 - 'Está bem, o Senhor vai dar a você uma prova", disse Isaías. "Você quer que a sombra do relógio do sol caminhe dez pontos para a frente ou dez pontos para trás? " 10 - "A sombra sempre caminha para a frente," respondeu Ezequias; "faça-a caminhar para trás." 11 - Então o profeta Isaías pediu ao Senhor que fizesse isto, e ele fez a sombra andar dez pontos para trás, no relógio de sol de Acaz! 12 - Nesse tempo Merodaque-Baladã, filho de Baladã, rei da Babilônia, mandou representantes com saudações e um presente para Ezequias, porque soube da enfermidade do rei. 13 - Ezequias recebeu com agrado esses representantes e lhes mostrou todos os tesouros que ele possuía, a prata, e ouro, as sementes cheirosas, os óleos perfumados, o depósito das armas - tudo, tudo. 14 - Então Isaías foi ver o rei Ezequias e perguntou: "O que esses homens querem? De onde vieram?" "Vieram de longe, da Babilônia," respondeu Ezequias. 15 - "O que eles viram no seu palácio?" perguntou Isaías. E Ezequias respondeu: "Viram tudo ali. Eu lhes mostrei todos os meus tesouros". 16 - Então Isaías disse a Ezequias: "Preste atenção à palavra do Senhor: 17 - Virá o tempo quando tudo o que existe neste palácio será levado para a Babilônia. Todos os tesouros de seus pais serão tomados - não ficará coisa alguma. 18 - Alguns dos seus próprios filhos serão levados embora, e serão transformados em eunucos para servirem ao palácio do rei da Babilônia." 19 - "Está bem," respondeu Ezequias, "se isto é o que o Senhor deseja, é bom." Mas realmente ele pensava: "Pelo menos haverá paz e segurança durante o restante de minha vida!" 20 - Os demais atos da história de Ezequias e de suas grandes realizações - inclusive o açude e a canalização que ele fez, e como trouxe água para a cidade, estão registrados na História dos Reis de Judá. 21 - Morreu Ezequias, e seu filho Manassés reinou em seu lugar. CAPITULO 21 1 - NOVO REI DE Judá: Manassés. Sua idade quando começou a reinar: 12 anos. Duração do reinado: 55 anos, em Jerusalém. Nome da sua mãe: Hefzibá. Aspecto geral do reinado: mau. Ele fez as mesmas coisas que faziam aquelas nações que o Senhor expulsou da terra, para dar lugar ao povo de Israel. 3 a 5 - Ele reconstruiu as capelinhas de imagens nos altos das montanhas que seu pai Ezequias havia destruído. Construiu altares para o deus Baal e fez uma imagem vergonhosa de Aserá, assim como havia feito Acabe, rei de Israel. Os altares do deus Sol, a deusa Lua e aos deuses das estrelas foram colocados no próprio templo do Senhor - naquela mesma cidade e naquele mesmo prédio que o Senhor tinha escolhido para honra do seu próprio nome. 6 - Ele sacrificou a um dos seus filhos como sacrifício queimado sobre um altar de deus falso! Praticou a magia negra e fazia uso da adivinhação; freqüentava os médiuns e os feiticeiros. Por isso o Senhor ficou muito zangado, pois Manassés era um homem mau diante de Deus. 7 - Manassés chegou ao ponto de colocar uma imagem vergonhosa de Aserá dentro do templo - naquele mesmo lugar a respeito do qual o Senhor tinha falado a Davi e Salomão quando disse: "Colocarei o meu nome para sempre neste templo e em Jerusalém - a cidade que escolhi dentre todas as cidades das tribos de Israel. 8 - Se o povo de Israel obedecer às instruções que Eu lhes dei por intermédio de Moisés, nunca mais os expulsarei da terra dos seus pais." 9 - Porém o povo não deu atenção à palavra do Senhor, e Manassés os levou a fazer coisas ainda piores do que as nações vizinhas haviam feito, muito embora o Senhor tivesse destruído aquelas nações por causa da sua maldade quando o povo de Israel entrou na terra. 10 - Então o Senhor falou por intermédio dos profetas: 11 - "Visto que o rei Manassés fez estas coisas más e ele é mais perverso ainda do que os amorreus que estiveram nesta terra há muitos anos, e visto que ele levou o povo de Judá a praticar a adoração de imagens: 12 - vou trazer males tão grandes sobre Jerusalém e Judá, que os ouvidos daqueles que ouvirem a respeito desses males vão tinir de horror. 13 - Farei com que os reis de Israel conquistem Jerusalém, e eliminarei Jerusalém como um homem limpa um prato e depois o vira de boca para baixo, para secar. 14 - E rejeitarei mesmo aqueles poucos que restarem do meu povo, e os entregarei nas mãos de seus inimigos. 15 - Pois eles fizeram perante Mim o que era mau, e provocaram a minha ira desde que tirei os seus pais do Egito". 16 - Além da adoração de imagens, que é uma prática que Deus não tolera e que Manassés levou o povo a cometer, ele assassinou um grande número de pessoas inocentes. E Jerusalém, desde uma ponta até à outra, estava cheia dos corpos das suas vítimas. 17 - O restante da história do reinado cheio de pecados de Manassés está registrado na História dos Reis de Judá. 18 - Ao morrer, ele foi sepultado no jardim do seu palácio em Uzá, e seu filho Amom se tornou o novo rei. 19 e 20 - Nome do novo rei de Judá: Amom. Idade que ele tinha quando começou a reinar: 22 anos. Duração do reinado: 2 anos, em Jerusalém Nome da mãe: Mesulemete (filha de Haruz, de Jotbá). Aspecto geral do reinado: mau. 21 - Ele fez todas as coisas más que seu pai tinha feito: adorou as mesmas imagens, 22 - e virou as costas para o Senhor Deus de seus pais. Não quis saber de ouvir as instruções de Deus. 23 - Mas os seus auxiliares tramaram contra a vida dele e o mataram no palácio. 24 - Então um bando de civis matou todos os assassinos, e colocou no trono a Josias, filho de Amom. 25 - O restante da história da vida de Amom está registrado na História dos Reis de Judá. 26 - Foi enterrado numa sepultura no jardim de Uzá, e em seu lugar reinou seu filho Josias. CAPITULO 22 1 - NOVO REI DE Judá: Josias. Sua idade no início do reinado: 8 anos. Duração do reinado: 31 anos, em Jerusalém. Nome da mãe: Jedida (filha de Adaías, de Bozcate). Aspecto geral do reinado: bom; pois ele seguiu os passos de seu pai Davi, obedecendo ao Senhor em tudo. 3 e 4 - No ano dezoito do seu reinado, o rei Josias mandou seu secretário Safã, filho de Azalias e neto de Mesulão ao templo a fim de dar estas instruções a Hilquias, o sumo sacerdote: "Recolha o dinheiro dado aos sacerdotes à porta do templo quando o povo vem para adorar. 5 e 6 - Dê esse dinheiro aos dirigentes da construção, de maneira que eles possam contratar carpinteiros e pedreiros para fazerem os consertos no templo, e comprar madeira e pedra". 7 - Os dirigentes da construção não eram obrigados a fazer o registro das despesas e prestar contas, porque eram homens honestos. 8 - Um dia o sumo sacerdote Hilquias foi ver Safã, o secretário do rei, e exclamou: "Descobri um livro no templo, e esse livro contém as Leis de Deus!" O livro foi entregue a Safã para ler. 9 e 10 - Quando Safã relatou ao rei acerca do andamento das obras de conserto do templo, ele também mencionou o livro que Hilquias encontrou. Então Safã leu o livro para o rei. 11 - Quando o rei ouviu o que estava escrito no livro, ficou tão apavorado que rasgou as suas roupas. 12 e 13 - Mandou que o sumo sacerdote Hilquias, e Safã, e Asaías, ajudante do rei, e Aicão (filho de Safã), e Acbor (filho de Micaías) perguntassem ao Senhor: "O que devo fazer? Porque não estamos seguindo as instruções deste livro; o Senhor deve estar muito zangado com todos nós, porque nem nós, nem os nossos pais que já morreram temos obedecido às ordens de Deus." 14 - Então o sacerdote Hilquias, e Aicão, e Acbor, e Safã, e Asaías foram ao bairro de Jerusalém conhecido como Cidade Baixa procurar a profetisa Hulda. Ela era mulher de Salum - filho de Ticvá e neto de Harás; - Salum era o encarregado do vestiário. 15 e 16 - Ela deu a eles esta mensagem que veio do Senhor Deus de Israel: "Digam ao homem que enviou vocês a Mim, que vou destruir esta cidade e seu povo, assim como declarei naquele livro que ele leu. 17 - Porque o povo de Judá Me abandonou, adorou a outros deuses e Me deixou muito zangado; e o meu furor contra esse povo não pode parar. 18 e 19 - Mas porque o rei ficou triste, preocupado, e se humilhou perante o Senhor quando leu o livro e as advertências de que esta terra seria amaldiçoada e ficaria desamparada, e porque ele rasgou as suas vestes e chorou diante de Mim, Eu ouvirei a oração que ele fez. 20 - A morte desta nação não virá antes da morte do rei - ele não verá o mal que vou trazer sobre este lugar. " Então levaram a mensagem ao rei. CAPITULO 23 1 e 2 - DIANTE DISSO O rei mandou chamar os homens mais respeitados e outros chefes de Judá e de Jerusalém, para que fossem ao templo com ele. Assim, todos os sacerdotes e profetas e o povo, tanto pequenos como grandes, de Jerusalém e de Judá se reuniram no templo, de modo que o rei pôde ler para eles todo o livro das Leis de Deus, o livro que tinha sido achado no templo. 3 - O rei se colocou em pé junto à coluna diante do povo, e ele e o povo fizeram uma promessa sincera ao Senhor de que obedeceriam a Ele sempre, e fariam tudo quanto o livro mandava. 4 - Então o rei deu ordens ao sumo-sacerdote Hilquias e aos outros sacerdotes, e também aos guardas do templo, para destruírem todos os objetos que eram usados na adoração de Baal, de Aserá, do Sol, da Lua e das estrelas. O rei queimou tudo isso nos campos do vale de Cedrom, fora de Jerusalém, e levou as cinzas para Betel. 5 - Ele matou os sacerdotes dos deuses falsos que os anteriores reis de Judá haviam nomeado, pois esses sacerdotes tinham queimado incenso nas capelinhas de imagens que havia nas montanhas, em toda a terra de Judá e mesmo em Jerusalém. Também os sacerdotes haviam oferecido incenso a Baal, ao Sol, à Lua, às estrelas e aos planetas. 6 - Tirou do templo a imagem vergonhosa de Aserá e a levou para fora de Jerusalém, no córrego Cedrom; ali ele queimou essa imagem, e a reduziu a pó, jogando o pó sobre as sepulturas do povo. 7 - Também derrubou as casas de prostituição de homens localizadas ao redor do templo, onde as mulheres teciam mantos para a imagem de Aserá. 8 - O rei trouxe de volta a Jerusalém os sacerdotes do Senhor que moravam em outras cidades de Judá, e derrubou todas as capelinhas de imagens que havia nas montanhas onde eles haviam queimado incenso. Derrubou, inclusive, aquelas que estão em lugares tão afastados como Geba e Berseba. Além disso ele destruiu as capelinhas de imagens colocadas na entrada do palácio de Josué, o ex-prefeito de Jerusalém. Esse palácio estava localizado à esquerda de quem entra pela porta da cidade. 9 - Contudo, esses sacerdotes que eram conhecidos como sacerdotes dos altos não ofereciam sacrifícios no altar do Senhor em Jerusalém, muito embora comessem com os outros sacerdotes. 10 - Depois o rei destruiu o altar de Tofete, que está no vale dos filhos de Hinom, de maneira que ninguém mais podia usar esse altar para queimar em sacrifício seu filho ou filha ao deus Moloque. 11 - Derrubou as estátuas de cavalos e de carros localizadas perto da entrada do templo. Essa entrada estava próxima do quartel do camareiro Natã-Meleque. Essas estátuas e os carros tinham sido dedicados ao deus Sol, pelos anteriores reis de Judá. 12 - Também o rei derrubou os altares que os reis de Judá haviam construído sobre o terraço do palácio, em cima da sala de Acaz. E destruiu os altares que Manassés tinha construído nos dois pátios do templo. O rei esmigalhou esses altares, e esparramou os pedaços pelo vale do Cedrom. 13 - Em seguida ele retirou as capelinhas de imagens que havia nos montes ao lado leste de Jerusalém, e ao sul do monte da Destruição. Salomão tinha construído essas capelinhas para Astarote, a deusa má dos sidônios; e para Camos, o deus mau dos moabitas; e para Milcom, o deus mau dos amonitas. 14 - O rei esmigalhou as colunas e derrubou as imagens vergonhosas de Aserá; depois ele inutilizou esses lugares, espalhando ossos humanos sobre eles. 15 - Josias também derrubou o altar e a capelinha de Betel que Jeroboão I havia feito quando levou Israel a pecar. As pedras ele reduziu a pó, e queimou a imagem vergonhosa de Aserá. 16 - Quando Josias olhou ao seu redor, notou que havia diversas sepulturas no lado da montanha. Então deu ordens aos seus homens para que tirassem das sepulturas os ossos, e os queimassem sobre o altar de Betel, a fim de deixar impuro esse altar, conforme o profeta do Senhor declarou que aconteceria ao altar de Jeroboão. 17 - "Que monumento é esse ali?" perguntou o rei. E os homens da cidade lhe disseram: "É a sepultura do profeta que veio de Judá, e anunciou que aquilo que o rei acaba de fazer aconteceria aqui ao altar de Betel!" 18 - Então o rei Josias respondeu: "Deixem que fique onde está. Ninguém mexa nos seus ossos". Assim eles não queimaram aqueles ossos, nem os ossos do profeta que veio de Samaria. 19 - Josias demoliu as capelinhas de imagens que havia nas montanhas de toda a região de Samaria. Elas tinham sido construídas pelos diversos reis de Israel, que com isso provocaram a ira do Senhor. Mas agora o rei reduziu a pó todas elas, como havia feito em BeteI. 20 - Ele matou todos os sacerdotes dessas capelinhas, ali mesmo em seus próprios altares, e queimou os ossos humanos sobre os altares, para deixá-los impuros. Depois de tudo isso voltou para Jerusalém. 21 - Então o rei deu ordens para que seu povo realizasse as cerimônias da Páscoa, conforme o Senhor seu Deus ordenou no Livro do Contrato. 22 - Não tinha havido uma celebração da Páscoa como esta desde os dias dos juizes de Israel, e nunca houve outra igual em todos os dias dos reis de Israel e de Judá. 23- Esta Páscoa foi comemorada em Jerusalém, no ano dezoito do reinado do rei Josias. 24 - Josias exterminou também os médiuns e os feiticeiros, e todo tipo de adoração de imagens, tanto em Jerusalém como por toda a terra de Judá, pois queria seguir todas as Leis que estavam escritas no livro que o sacerdote Hilquias encontrou no Templo. 25 - Não houve nenhum outro rei que se voltasse tão completamente para o Senhor e seguisse todas as leis de Moisés; e nenhum rei, desde o tempo de Josias, chegou aos pés dele, em questão de obediência. 26 - Porém o Senhor ainda continuava muito zangado contra Judá, por causa dos maus atos do rei Manassés. 27 - Pois o Senhor tinha dito: "Destruirei a Judá, assim como destruí a Israel; e não aceitarei a cidade de Jerusalém que escolhi, e o templo que Eu disse que seria minha Casa". 28 - O restante da história da vida de Josias está escrito na História dos Reis de Judá. 29 - Naqueles dias Neco, rei do Egito, atacou o rei da Assíria junto ao rio Eufrates. Josias foi contra ele; porém o rei Neco matou a Josias em Megido, quando o viu. 30 - Seus oficiais levaram o seu corpo de volta num carro, de Megido para Jerusalém, e o sepultaram no túmulo que ele havia escolhido. E o povo escolheu a Jeoacaz, filho de Josias, como seu novo rei. 31 e 32 - Novo rei de Judá: Jeoacaz. Sua idade quando subiu ao trono: 23 anos. Duração do reinado: 3 meses, em Jerusalém. Nome da mãe: Hamutal (filha de Jeremias, de Libna). Aspecto geral do seu reinado: mau, como os outros reis que vieram antes dele. 33 - Faraó-Neco mandou prendê-lo na cadeia de Ribla, em Hamate, para não deixar que ele reinasse em Jerusalém, e ainda cobrou um imposto de Judá, no valor de 600 quilos de prata e 60 quilos de ouro. 34 - Então o rei egípcio escolheu a Eliaquim, outro dos filhos de Josias, para reinar em Jerusalém; e trocou o nome dele para Joaquim. Depois ele levou o rei Jeoacaz para o Egito, onde morreu. 35 - Jeoaquim cobrou imposto do povo, para conseguir o dinheiro que Faraó tinha exigido. 36 e 37 - Novo rei de Judá: Jeoaquim. Sua idade quando se tornou rei: 25 anos. Duração do reinado: 11 anos, em Jerusalém. Nome da mãe: Zebida (filha de Pedaías, de Ruma). Aspecto geral do reinado: mau, como os outros reis que vieram antes dele. CAPITULO 24 1 - FOI NO REINADO de Jeoaquim que Nabucodonosor, rei de Babilônia, atacou Jerusalém. Jeoaquim teve de entregar-se e pagar um imposto ao rei da Babilônia durante três anos, mas depois ele se rebelou. 2 - E o Senhor mandou bandos de caldeus, de sírios e de moabitas contra Judá, a fim de destruir a nação, conforme o Senhor havia avisado por intermédio dos profetas que faria. 3 e 4 - Naturalmente essas calamidades aconteceram a Judá, por ordem direta do Senhor. Ele tinha resolvido eliminar Judá da sua presença por causa dos muitos pecados de Manassés, pois este rei havia enchido de sangue as ruas de Jerusalém, e o Senhor não quis perdoar esse pecado. 5 - O restante da história da vida de Jeoaquim está registrado na História dos Reis de Judá. 6 - Depois que ele morreu, o seu filho Joaquim reinou em seu lugar. 7 - O Faraó do Egito nunca mais voltou depois disso, pois o rei da Babilônia ocupou toda a região que o Egito reclamava para si, toda a terra de Judá, desde o Ribeiro do Egito até o rio Eufrates. 8 e 9 - Novo rei de Judá: Joaquim. Sua idade quando começou a reinar: 18 anos. Duração do reinado: 3 meses, em Jerusalém. Nome da mãe: Neusta (filha de Elnatã, cidadão de Jerusalém). 10 - Foi durante o seu reinado que os exércitos de Nabucodonosor, rei de Babilônia, cercaram a cidade de Jerusalém. 11 - O próprio Nabucodonosor chegou durante o cerco da cidade, 12 - e o rei Joaquim, todos os seus oficiais e a rainha mãe se entregaram a Nabucodonosor. A rendição foi aceita, e Joaquim ficou preso na Babilônia. Isto aconteceu no oitavo ano do reinado de Nabucodonosor. 13 - Os babilônios levaram embora todos os tesouros do templo e do palácio real; e cortaram em pedaços todos os vasos de ouro que Salomão, rei de Israel, tinha colocado no templo, por ordem do Senhor. 14 - O rei Nabucodonosor levou de Jerusalém dez mil prisioneiros, inclusive todos os príncipes e os melhores soldados, os melhores trabalhadores em objetos de arte, e ferreiros. Assim, só ficaram na terra as pessoas muito pobres e sem profissão. 15 - Nabucodonosor levou para a Babilônia o rei Joaquim, suas esposas e seus oficiais, e a rainha-mãe. 16 - Além disso, ele levou sete mil dos melhores soldados, e mil trabalhadores em objetos de arte e ferreiros, todos eles homens fortes e preparados para a guerra. 17 - Então o rei de Babilônia nomeou a Matanias, tio-avô do rei Joaquim, para ser o próximo rei, e mudou o nome dele para Zedequias. 18 e 19 - Novo rei de Judá: Zedequias. Sua idade quando começou a reinar: 21 anos. Duração do reinado: 11 anos, em Jerusalém. Nome da mãe: Hamutal (filha de Jeremias, de Libna). Aspecto geral do reinado: mau, como o reinado de Joaquim. 20 - Assim o Senhor, em sua ira, finalmente destruiu o povo de Jerusalém e de Judá. Mas então o rei Zedequias se rebelou contra o rei de Babilônia. CAPITULO 25 1 – O REI Nabucodonosor, da Babilônia, reuniu então todo o seu exército e cercou a cidade de Jerusalém, chegando ali no dia 25 de março do nono ano do reinado de Zedequias, rei de Judá. 2 - O cerco continuou até ao ano onze do seu reinado. 3 - O último alimento que havia na cidade foi comido no dia 24 de julho, 4 e 5 - e naquela noite o rei e seus soldados fizeram um buraco no muro interno e fugiram em direção de Arabá, passando por uma porta que existe entre os muros duplos, perto do jardim do rei. Os soldados babilônios que cercavam a cidade saíram atrás do rei e o prenderam nas planícies de Jericó, e todos os seus homens se espalharam. 6 - Zedequias foi levado para Ribla, onde foi julgado e condenado perante o rei de Babilônia. 7 - Foi também obrigado a ver matarem os seus filhos diante dos seus olhos; depois lhe vazaram os olhos e ele foi amarrado com correntes e levado para Babilônia. 8 - O general Nebuzaradã, chefe da guarda real, chegou a Jerusalém, vindo de Babilônia, no dia 22 de julho no ano dezenove do reinado de Nabucodonosor. 9 - Ele pôs fogo no templo, no palácio e em todas as outras casas que tinham algum valor. 10 - Depois dirigiu os trabalhos dos soldados babilônios, que derrubaram os muros de Jerusalém. 11 - O restante do povo da cidade e os judeus desertores que se declararam fiéis ao rei de Babilônia, todos foram levados presos para Babilônia. 12 - Mas os que eram muito pobres ficaram para cultivar a terra. 13 - Os babilônios cortaram em pedaços as colunas de bronze do templo, e também o tanque de bronze e suas bases, e transportaram todo o bronze para Babilônia. 14 e 15 - Também eles levaram todas as panelas, as pás, os braseiros, as espevitadeiras, e os outros instrumentos de bronze para os sacrifícios. Os vasos de ouro e de prata, com o restante do ouro e da prata foram derretidos e transformados em barras. 16 - Era impossível calcular o peso das duas colunas e do grande tanque e suas bases - tudo feito para o templo pelo rei Salomão - porque eram pesados demais. 17 - Cada coluna tinha mais ou menos oito metros de altura, com uma complicada série de romãs decorando os capitéis de mais ou menos um metro e quarenta centímetros no alto das colunas. 18 - O general levou Seraías, o sumo sacerdote, seu ajudante Sofonias e os três guardas do templo para a Babilônia, como prisioneiros. 19 - Um comandante do exército de Judá, o oficial encarregado da convocação dos soldados, cinco dos conselheiros do rei, e sessenta lavradores, todos descobertos escondidos na cidade, foram levados pelo general Nebuzaradã à presença do rei de Babilônia em Ribla, 21 - onde todos foram mortos à espada. Assim Judá foi levado como escravo para fora de sua terra. 22 - Então o rei Nabucodonosor nomeou a Gedalias, filho de Aicão e neto de Sofã, como governador do povo que ficou em Judá. 23 - Quando os soldados guerrilheiros de Israel souberam que o rei de Babilônia tinha nomeado a Gedalias como governador, alguns desses chefes da resistência e seus homens vieram encontrar-se com ele em Mispa. Dentre eles estavam: Ismael, filho de Netanias; Joanã, filho de Careá; Seraías, filho de Tanumete, o Netofatita; e Jezanias, filho do maacatita, e os seus homens. 24 - Gedalias prometeu a eles que se se entregassem e se submetessem aos babilônios, poderiam morar na terra e não seriam levados para fora do país como escravos. 25 - Contudo, sete meses depois, Ismael, que era membro da família real, foi a Mispa com dez homens, e matou a Gedalias e todos os que estavam com ele, tanto judeus como babilônios. 26 - Nessa ocasião todos os homens de Judá e os chefes guerrilheiros fugiram apavorados para o Egito, porque tinham medo do que os babilônios fariam a eles. 27 - O rei Joaquim foi posto em liberdade no dia vinte e sete do último mês do ano trinta e sete de sua prisão. Isto aconteceu no primeiro ano do reinado de Evil-Merodaque, rei de Babilônia. 28 - Ele tratou Joaquim com bondade, e deu a ele tratamento melhor do que o tratamento dado a todos os outros reis que estavam presos na Babilônia. 29 - Joaquim recebeu roupas novas para substituir as suas roupas de prisioneiro, e enquanto viveu, comia regularmente à mesa do rei. 30 - O rei também deu a ele uma verba diária em dinheiro, durante o restante dos dias de sua vida. 1º CRÔNICAS CAPITULO 1 1 a 4 - ESTAS SÃO AS mais antigas gerações da humanidade: Adão, Sete, Enos, Cainã, Maalalel, Jerede, Enoque, Metusalém, Lameque, Noé, Sem, Cão e Jafé. 5 a 9 - Os filhos de Jafé se chamavam: Gômer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tiras. Os filhos de Gômer: Asquenaz, Difate e Togarma. Os filhos de Javã: Elisá, Társis, Quitim e Rodanim. Os filhos de Cão: Cuxe, Mizraim, Canaã e Pute. Os filhos de Cuxe foram: Sebá, Havilá, Sabtá, Raamá e Sabtecá. Os filhos de Raamá foram Sabá e Dedã. 10 - Outro dos filhos de Cuxe foi Ninrode, que se tornou um grande herói. 11 e 12 - As famílias descendentes dos filhos de Mizraim receberam os nomes de: Ludim, Ananim, Leabim, Naftuim, Patrusim, Caftorim, e Casluim (deste vieram os filisteus). 13 a 16 - Dentre os filhos de Canaã estavam: Sidom (seu primeiro filho), e Hete. Canaã também foi o pai dos jebuseus, dos amorreus, dos girgaseus, dos heveus, dos arqueus, dos sineus, dos arvadeus, dos zemareus e dos hamateus. 17 - Os filhos de Sem: Elão, Assur, Arfaxade, Lude, Arã, Uz, Hul, Géter e Meseque. 18 - O filho de Arfaxade se chamava Salá, e o filho de Salá se chamava Éber. 19 - Éber teve dois filhos: o nome de um foi Pelegue (que significava "Dividido", porque foi durante a sua vida que o povo da terra se dividiu em grupos de linguagem diferente), e o nome do outro foi Joctã. 20 a 23 - Os filhos de Joctã: Almodá, Salefe, Hazarmavé, Jerá, Hadorão, Uzal, Dicla, Ebal, Abimael, Sabá, Ofir, Havilá e Joabe. 24 a 27 - Assim, o filho de Sem foi Arfaxade, o filho de Arfaxade foi Selá, O filho de Selá foi Éber, O filho de Éber foi Pelegue, O filho de Pelegue foi Reú, O filho de Reú foi Serugue, O filho de Serugue foi Nacor, O filho de Nacor foi Terá, O filho de Terá foi Abrão (mais tarde conhecido como Abraão). 28 a 31 - Os filhos de Abraão foram Isaque e Ismael. Os filhos de Ismael: Nebaiote (o mais velho), depois Quedar, Abdeel, Mibsão, Misma, Duma, Massá, Hadade, Tema, Jetur, Nafis e Quedemá. 32 - Abraão também teve filhos com sua outra mulher Quetura, e os seus nomes foram: Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Jisbaque e Suá. Os filhos de Jocsã foram: Sabá e Dedã. 33 - Os filhos de Midiã: Efá, Efer, Enoque, Abida e Elda. Todos estes foram da família de Abraão e Quetura. 34 - Isaque, filho de Abraão, teve dois filhos: Esaú e Israel. 35 - Os filhos de Esaú: Elifaz, Reuel, Jeús, Jalão e Coré. 36 - Os filhos de Elifaz: Temã, Omar, Zefi, Gaetã, Quenaz, Timna e Amaleque. 37 - Os filhos de Reuel: Naate, Zerá, Samá e Mizá. 38 e 39 - Os filhos de Esaú (que também se chama "Seir") tinham os nomes de Lotã, Sobal, Zibeão, Aná, Disom, Ezer e Disã; e a filha de Esaú se chamava Timna. Os filhos de Lotã: Hori e Homã. 40 - Os filhos de Sobal: Aliã, Manaate, Ebal, Sefi e Onã. Os filhos de Zibeão eram Aiá e Aná. 41 - O filho de Aná se chamava Disom. Os filhos de Disom: Hanrão, Esbão, ltrã e Querã. 42 - Os filhos de Eser: Bilã, Zaavã e Jaacã. Os filhos de Disã foram Uz e Arã. 43 - Aqui está uma lista dos nomes dos reis de Edom que reinaram antes de começar o reino de Israel: Bela (filho de Beor), que morava na cidade de Dinabá. 44 - Quando Bela morreu, reinou em seu lugar. Jobabe, filho de Zera, da cidade de Bozra. 45 - Jobabe morreu e, em seu lugar, reinou Husão, da terra dos temanitas. 46 - Quando Husão morreu, em seu lugar reinou Hadade, filho de Bedade; este Bedade foi quem destruiu o exército de Midiã nos campos de Moabe; ele era da cidade de Avite.' 47 - Quando Hadade morreu, reinou em lugar dele Samlá, da cidade de Masreca. 48 - Quando Samlá morreu, o novo rei foi Saul, da vila de Rebote, perto do rio Eufrates. 49 - Quando Saul morreu, o novo rei foi Baal-Hanã, filho de Acbor. 50 - Quando Baal-Hanã morreu, o novo rei foi Hadade e ele morava na cidade de Pai, de onde governava (a mulher dele chamava-se Meetabel, filha de Matrede e neta de Me-Zaabe). 51 a 54 - No tempo da morte de Hadade, os homens principais de Edom eram: O chefe Timna, o chefe Aliá, o chefe Jetete, o chefe Oolibama, o chefe Elá, o chefe Pinom, o chefe Quenaz, o chefe Temã, o chefe Mibazar, o chefe Magdiel, o chefe Irã. CAPITULO 2 1 a 2 - ESTES FORAM OS filhos de Israel: Ruben, Simeão, Levi, Judá, Issacar, Zebulom, Dá, José, Benjamim, Naftali, Gade e Aser. 3 - Judá teve três filhos de Bate-Suá, uma moça de Canaã: Er, Onã e Selá. Mas o filho mais velho, Er, era tão mau, que o Senhor o matou. 4 - Então a viúva de Er, que se chamava Tamar, e seu sogro Judá se tornaram os pais dos filhos gêmeos Perez e Zerá. Assim, Judá teve cinco filhos. 5 - Os filhos de Perez foram Hezrom e Hamul. 6 - Os filhos de Zerá foram estes cinco: Zinri, Etã, Hemã, Calcol e Dara. 7 - Acã, filho de Carmi, foi o homem que roubou coisas dedicadas a Deus e trouxe muitas dificuldades para seu povo. 8 - O filho de Etã foi Azarias. 9 - Os filhos de Hezrom foram Jerameel, Rão e Quelubai. 10 - Rão foi o pai de Aminadabe, e Aminadabe foi o pai de Naassom, líder da família de Judá. 11 - Naassom foi o pai de Salma, e Salma o pai de Boaz. 12 - Boaz foi o pai de Obede, e Obede o pai de Jessé. 13 - O primeiro filho de Jessé foi Eliabe, o segundo Aminadabe, o terceiro Siméis, 14 - o quarto Netanel, o quinto Radai, 15 - o sexto Ozém, e o sétimo foi Davi. 16 - Ele também teve duas filhas (da mesma mulher) e os nomes delas eram Zeruia e Abigail. Os filhos de Zeruia foram Abisai, Joabe e Asael. 17 – Abigail teve um filho por nome Amasa; o marido dela era Jeter, da terra de Ismael. 18 - Calebe (filho de Hezrom) teve duas esposas, e os nomes delas eram Azuba e Jeriote. Estes são os filhos de Azuba: Jeser, Sobabe e Ardom. 19 - Depois da morte de Azuba, Calebe se casou com Efrate, e dela teve um filho, Hur. 20 - O filho de Hur foi Uri, e o filho de Uri foi Bezalel. 21 - Quando Hezrom estava com a idade de sessenta anos, se casou com a filha de Maquir, e ela deu a ele um filho, Segube. Maquir também foi o pai de Gileade. 22 - Segube foi o pai de Jair, que governou" vinte e três cidades na terra de Gileade. 23 - Porém Gesur e Arã tomaram de Jair essas cidades e também tomaram Quenate e suas sessenta aldeias vizinhas, que pertenciam aos parentes de Maquir, pai de Gileade. 24 - Logo depois da morte de seu pai Hezrom, Calebe se casou com Efrata, viúva de seu pai, e ela teve um filho por nome Asur, pai de Tecoa. 25 - Estes são os filhos de Jerameel (o filho mais velho de Hezrom): Rão (o filho mais velho), Buna, Orem, Ozém e Aías. 26 - Atara, a segunda esposa de Jerameel, foi a mãe de Onã. 27 - Os filhos de Rão (primeiro filho de Jerameel) foram: Maaz, Jamim e Equer. 28 - Os filhos de Onã foram Samai e Jada. Os filhos de Samai foram Nadabe e Abisur. 29 - Os filhos de Abisur e de sua mulher Abiail foram Abã e Molide. 30 - Os filhos de Nadabe foram Selede e Apaim. Selede morreu sem filhos, 31 - mas Apaim teve um filho por nome Isi; o filho de Isi chamava-se Sesã, e o filho de Sesã chamava-se Alai. 32 - Jada, irmão de Samai, teve dois filhos, Jeter e Jônatas. Jeter morreu sem filhos, 33 - mas Jônatas teve dois filhos, e os nomes deles eram Pelete e Zaza. Todos estes pertenciam à família de Jerameel. 34 e 35 - Sesã não teve filhos, porém teve diversas filhas. Ele deu uma de suas filhas como esposa a Jará, um egípcio que trabalhava para ele. E eles tiveram um filho ao qual deram o nome de Atai. 36 - O filho de Atai foi Natã; o filho de Natã, Zabade; 37 - o filho de Zabade, Eflal; o filho de Eflal, Obede; 38 - o filho de Obede, Jeú; o filho de Jeú, Azarias; 39 - o filho de Azarias, Helez; o filho de Helez, Eleasá; 40 - o filho de Eleasá, Sismai; o filho de Sismai, Salum; 41 - o filho de Salum, Jecamias; o filho de Jecamias, Elisama. 42 - O filho mais velho de Calebe (irmão de Jerameel), foi Messa; este foi o pai de Zife e Zife o pai de Maressa, que foi o pai de Abi-Hebrom. 43 - Os filhos de Hebrom: Coré, Tapua, Requém e Sema. 44 - Sema foi à pai de Raão, e Raão o pai de Jorqueão. Requém foi o pai de Samai. 45 - O filho de Samai foi Maom; e Maom foi o pai de Bete-Zur. 46 - Efá a outra esposa de Calebe, deu a ele os seguintes filhos: Harã, Moza e Gazez; Harã também teve um filho, com o nome de Gazez. 47 - Os filhos de Jadai: Regém, Jotão, Gesã, Pelete, Efá e Saafe. 48 e 49 - Outra das esposas de Calebe, chamada Maaca, teve com ele os seguintes filhos: Seber, Tiraná, Saafe (o pai de Madmana), e Seva (o pai de Macbena e de Gibeá). Calebe também teve uma filha que se chamava Acsa. 50 - Os filhos de Hur (que era o filho mais velho de Calebe e Efrate) foram Sobal (o pai de Quiriate-Jearim), 51 - Salma (o pai de Belém), e Harefe (o pai de Bete-Gader). 52 - Os filhos de Sobal foram Quiriate-Jearim e Haroé; Haroé foi o pai da meia tribo de Menuote. 53 - As famílias de Quiriate-Jearim foram os itreus, os puteus, os sumateus e os misraeus (dos misraeus nasceram os zorateus e os estaoleus). 54 - As famílias que nasceram de Salma foram Belém, os netofatitas, Atrote-Bete-Joabe, metade dos hamanati, e os zoritas; 55 - também estavam nesse meio as famílias dos escritores que moravam em Jabez, os tiratias, os semiatitas e os sucatitas. Todos esses são os queneus, que vieram de Hamate, o pai da família de Recabe. CAPITULO 3 1 - O FILHO MAIS velho de Davi e sua mulher Ainoã, de Jezreel, chamava-se Amnom. O segundo chamava-se Daniel, e sua mãe era Abigail, do Carmelo. 2 - O terceiro foi Absalão, filho de sua mulher Maaca, que era filha de Talmi, rei de Gesur. O quarto foi Adonias, filho de Hagite. 3 - O quinto foi Sefatias, filho de Abital. O sexto foi ltreão, filho de sua mulher Eglá. 4 - Esses seis filhos de Davi nasceram em Hebrom, onde ele reinou sete anos e seis meses. Depois ele mudou a capital para Jerusalém, onde reinou outros trinta e três anos. 5 - Enquanto ele estava em Jerusalém, sua mulher por nome Bate-Sua (filha de Amiel) teve os seguintes filhos: Siméia, Sobabe, Natã e Salomão. 6 a 8 - Davi também teve outros nove filhos: lbar, Elisama, Elifelete, Nogá, Nefegue, Jafia, Elisama, Eliade e Elifelete. 9 - Esta lista não inclui os filhos das outras esposas de Davi. Davi também teve uma filha por nome Tamar. 10 a 14 - Estes são os descendentes do rei Salomão que reinaram depois dele: Roboão, Abias, Asa, Josafá, Jorão, Acazias, Joás, Amazias, Azarias, Jotão, Acaz, Ezequias, Manassés, Amam, Josias. 15 - Os herdeiros de Josias foram: Joanã, Jeoaquim, Zedequias, Salum. 16 - Os herdeiros de Joaquim: Jeconias e Zedequias. 17 e 18 - O rei Jeconias teve os seguintes filhos, que nasceram durante os anos em que ele esteve preso: Sealtiel, Malquirão, Pedaías, Senazar, Jecamias, Hosama, Nebadias. 19 e 20 - Pedaías foi o pai de Zorobabel e Simei. Os filhos de Zorobabel foram: Mesulão, Hananias, Hsaubá, Oel, Berequias, Hasadias, Jusabe-Hesebe, Selumita (uma filha). 21 e 22 - Os filhos de Hananias foram Pelatias e Jesaías; O filho de Jesaías foi Refaías; o filho de Refaías foi Amã; o filho de Amã foi abadias; o filho de abadias foi Secanias; o filho de Secanias foi Semaías; Semaías teve seis filhos, incluindo Hatus, Igal, Bariá, Nearias, e Safate. 23 - Nearias teve três filhos: Elioenai, Ezequias, Azricão. 24 - Elioenai teve sete filhos: Hodavias, Eliasibe, Pelaías, Acube, Joaná, Delaías e Anani. CAPITULO 4 1 - ESTES SÃO OS filhos de Judá: Perez, Hezrom, Carmi, Hur e Sobal. 2 - Reais, filho de Sobal, foi o pai de Jaate, e Jaate foi o pai de Aumai e Laade. Estes eram conhecidos como as famílias dos zoratitas; 3 a 4 - OS filhos de Etã: Jezreel, Isma, Idbas, Hazelelponi (uma filha), Penuel (pai de Gedor), Ezer (pai de Husá), Estes pertenciam á família de Hur, o filho mais velho de Efrate, que foi o pai de Belém. 5 - Asur, pai de Tecoa, teve duas mulheres - Hela e Naará. 6 - Naará foi a mãe de Auzão, Hefer, Temeni e Haastari; 7 - e os filhos de Hela foram: Zerete, Izar e Etnã. 8 - Coz foi o pai de Anube e Zobeba; também ele foi o pai da família de Aarel, filho de Harum. 9 - Jabez foi mais importante do que qualquer um de seus irmãos. Sua mãe deu a ele o nome de Jabez porque ela sofreu muito na hora dele nascer (Jabez significa "Aflição"). 10 - Foi ele quem orou ao Deus de Israel, dizendo: "Oh, quanto eu desejo que o Senhor me abençoe maravilhosamente e me ajude em meu trabalho; por favor, fique comigo em tudo quanto eu fizer, e guarde-me de todo mal e sofrimento!" E Deus concedeu a ele o que havia pedido. 11 e 12 - As famílias de Reca foram: Quelube (irmão de Suá) foi o pai de Meir, e Meir foi o pai de Estom; Estom foi o pai de Bete-Rafa, Paséia e Teína; Teína foi o pai de lr-Naás. 13 - Os filhos de Quenaz foram Otniel e Seraías. Otniel foi o pai de Hatate e Meonotai; 14 - Meonotai foi o pai de Ofra; Seraías foi o pai de Joabe e este Joabe foi o pai dos moradores do Vale dos Artífices, assim chamado porque ali moravam muitos trabalhadores de diversas profissões. 15 - Os filhos de Calebe (filho de Jefoné) foram: Iru, Elá e Naã. Dentre os filhos de Elá estava Quenaz. 16 - Os filhos de Jealelel foram: Zife, Zifa, Tiria e AsareeI. 17 - Os filhos de Ezra foram: Jeter, Merede, Efer e Jalom. Merede casou-se com Bitia, uma princesa egípcia. Ela foi a mãe de Miriã, Samai e lsbá - o pai de Estemoa. 18 - Estemoa tinha uma esposa judia; ela foi a mãe de Jerede, Heber e Jecutiel; Jerede foi o pai dos gedoritas; Heber o pai dos socoítas e Jecutiel, o pai dos zanoaítas. 19 - A esposa de Hodias era irmã de Naã: Um dos filhos dela foi o pai de Abiqueila, o garmita, e um outro filho foi o pai de Estemoa, o maacatita. 20 - Os filhos de Simão: Amnom, Rina, Bene-Hanã e Tilom. Os filhos de lsi: Zoete e Bene-Zoete. 21 e 22 - Os filhos de Selá (filho de Judá): Er, (pai de Leca), Lada (pai de Maressa), As famílias dos trabalhadores em linho, que trabalhavam em Asbéia, Joquim, As famílias de Cozeba, Joás, Sarafe, que foi governador em Moabe antes de ele voltar para Jasubi-Leém. Todos esses nomes vieram de registros muito antigos. 23 - Essas famílias eram muito conhecidas pelos seus trabalhos em vasos de barro, em jardins e plantações: todas trabalhavam para o rei. 24 - Os filhos de Simeão foram: Nemuel, Jamim, Jaribe, Zerá e Saul. 25 - O filho de Saul foi Salum, e seu neto foi Mibsão; o neto de Salum foi Misma. 26 - Dentre os filhos de Misma estava Hamuel (pai de Zacur e avô de Simei). 27 - Simei teve dezesseis filhos e seis filhas, mas nenhum de seus irmãos teve famílias grandes - todos tiveram poucos filhos, menos do que era comum em Judá. 28 - Eles moravam em Berseba, em Moladá, em Hazar-Sual, 29 - em Bila, em Ezém, em Tolade, 30 - em Betuel, em Hormá, em Ziclague, 31 - em Bete-Marcabote, em Hazar-Susim, em Bete-Biri e em Saaraim. Eles governaram essas cidades até ao tempo do rei Davi. 32 e 33 - Os filhos deles também moravam em Etã, Aim, Rimam, Toquém, e Asã ou perto desses lugares; alguns lugares ficavam tão longe como Baal. Esses fatos estão escritos nos registros de suas famílias. 34 a 39 - Estes são os nomes de alguns dos chefes de famílias numerosas que viajaram para o vale de Gedor, que fica no lado do Oriente; eles foram para lá procurando pastos para os seus rebanhos: Mesobabe, Janleque, Josa (filho de Amazias), Joel, Jeú, (filho de Josibias), Elioenai, Jaacobá, Jesoaías, Asaías, Adiei, Jesimiel, Benaia, Siza (filho de Sifi; Sifi, filho de Alam; Alam, filho de Jedaías; Jedaías filho de Sinri; Sinri, filho de Semaías). 40 e 41 Encontraram pastos bons, e tudo era calmo e estava em paz; mas a terra pertencia aos filhos de Cão. Assim, durante o reinado de Ezequias, rei de Judá, esses chefes entraram na terra, tomaram conta dela, derrubaram as tendas e as casas dos filhos de Cão; mataram os moradores da terra, ficaram com tudo, e lá pastaram os seus rebanhos. 42 - Mais tarde, quinhentos desses homens da tribo de Simeão foram para o monte Seir. Os chefes deles foram Pelatias, Nearias, Refaías e Uziel - todos eles. filhos de Isi. 43 - Ali eles mataram os poucos homens que sobraram da tribo de Amaleque. E moraram no lugar desde esse tempo. CAPITULO 5 1 - O FILHO MAIS velho de Israel era Ruben, mas já que ele havia feito uma ação muito feia contra o pai, deitando-se com uma das esposas de seu pai, o direito que ele tinha por ser o filho mais velho foi dado a José, seu irmão por parte de pai. Por isso o registro da família não traz o nome de Ruben como o filho mais velho. 2 - Embora José tenha recebido o direito de filho mais velho, mesmo assim Judá foi uma tribo poderosa e muito importante em Israel, e de Judá veio um príncipe. 3 - Os filhos de Ruben, primeiro filho de Israel, foram: Enoque, Palu, Hezrom e Carmi. 4 - Os descendentes de Joel foram: seu filho Semaías, seu neto Gogue, e seu bisneto Simei. 5 - O filho de Simei foi Mica; seu neto Reaías, e seu bisneto Baal. 6 - O filho de Baal foi Beera. Ele foi chefe da tribo de Ruben e foi levado preso por Tiglate-Pileser, rei da Assíria. 7 e 8 - Seus parentes foram chefes de grupos de famílias e foram incluídos no registro oficial: Jeiel, Zacarias, Bela (filho de Azaz, neto de Sema, e bisneto de Joel). Esses homens da tribo de Ruben moraram em Aroer, e em lugares que ficavam tão longe como o monte Nebo e Baal-Meom. 9 - Joel foi criador de gado, e levava os animais para pastarem até à entrada do deserto, em direção do Oriente, e até ao rio Eufrates, porque havia muito gado na terra de Gileade. 10 - Durante o reinado do rei Saul, os homens de Ruben derrotaram os hagarenos na guerra e se mudaram para as tendas deles que ficavam na banda do oriente de Gileade. 11 - Em frente deles, na terra de Basã, moraram os filhos de Gade, e eles se espalharam até Salca. 12 - Joel era o mais importante, e depois dele vinha Safã, bem como Janai e Safate. 13 - Os parentes dele, os chefes das sete famílias, foram Micael, Mesulão, Seba, Jorai, Jacã, Zia e Eber. 14 - Os filhos de Buz, na ordem de pai para filho, foram: Jado, Jesisai, Micael, Gileade, Jaroa, Huri, Abiail. 15 - Ai, filho de Abdiel e neto de Guni, foi o chefe da família dele. 16 - A família morou em Gileade e em redor, (na terra de Basã), e em toda a região de pastos de Saram. 17 - Todos estavam incluídos nos registros oficiais no tempo de Jotão, rei de Judá, e nos dias de Jeroboão, rei de Israel. 18 - Havia 44.760 homens armados, preparados para a guerra e valentes, no exército de Ruben, Gade e da meia tribo de Manassés. 19 - Eles fizeram guerra contra os hagarenos, os de Jetur, de Nafis e de Nodabe. 20 - Pediram a Deus para ajudá-las, e Ele os ajudou, porque confiaram em Deus. Assim, os hagarenos e todos os que estavam do lado deles foram derrotados, 21 - e deles foram tirados 50.000 camelos, 250.000 ovelhas, 2.000 jumentos, e 100.000 pessoas que foram presas. 22 - Também morreu na guerra um grande número de inimigos, pois Deus estava lutando contra eles. Assim os membros da tribo de Ruben moraram nas terras dos hagarenos até ao tempo em que foram levados como escravos. 23 - A meia tribo de Manassés espalhou-se por toda a terra desde Basã até Baal-Hermom, Senir e monte Hermom. Havia muita gente. 24 - Os chefes das famílias eram o seguintes: Efer, Isi, Eliel, Azriel, Jeremias, Hodavias e Jadiel. Cada um desses homens era muito respeitado como grande guerreiro e chefe. 25 - Porém eles não foram como seus pais, que eram homens tementes a Deus. Ao contrário, adoravam os ídolos dos povos que Deus tinha destruído. 26 - Por isso Deus fez que Pul, rei da Assíria (também conhecido como Tiglate-Pilneser III) entrasse na terra e levasse como escravos os homens de Ruben, Gade, e a meia tribo de Manassés. Eles foram levados para Haia, Habor, Hara, e para o rio Gozã, onde ficaram até ao dia de hoje. CAPITULO 6 1 - SÃO ESTES OS nomes dos filhos de Levi: Gérson, Coate e Merari. 2 - Os filhos de Coate foram: Anrão, Izar, Hebrom e Uziel. 3 - Os filhos de Anrão: Arão, Moisés e Miriã. Os filhos de Arão foram: Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. 4 a 15 - Os filhos mais velhos das famílias de Arão que nasceram mais tarde foram os seguintes: Eleazar, pai de Finéias; Finéias, pai de Abisua; Abisua, pai de Buqui; Buqui, pai de Uzi; Uzi, pai de Zeraías; Zeraías, pai de Meraiote; Meraiote, pai de Amarias; Amarias, pai de Aitube; Aitube, pai de Zadoque; Zadoque, pai de Aimaás; Aimaás, pai de Azarias; Azarias, pai de Joanã; Joanã, pai de Azarias (este é o que serviu de sacerdote no templo de Salomão, em Jerusalém) foi o pai de Amarias; Amarias, pai de Aitube; Aitube, pai de Zadoque; Zadoque, pai de Salum; Salum, pai de Hilquias; Hilquias, pai de Azarias; Azarias, pai de Seraías; Seraías, pai de Jeozadaque (quando o Senhor mandou o povo de Judá e de Jerusalém como escravo do rei Nabucodonosor, Jeozadaque foi levado junto com o povo). 16 – Conforme foi escrito anteriormente, os filhos de Levi foram: Gérson, Coate e Merari. 17 - Os filhos de Gérson foram: Libni e Simei. 18 - Os filhos de Coate foram: Anrão, Izar, Habrom e Uziel. 19 a 21 - Os filhos de Merari foram: Mali e Musi. Estas foram as famílias dos levitas: Na família de Gérson: Libni, pai de Jaate, pai de Zima, pai de Joá, pai de Ido, pai de Zerá, pai de Jeaterai. 22 a 24 - Na família de Coate: Aminadabe, pai de Coré, pai de Assir, pai de Elcana, pai de Ebiasafe, pai de Assir, pai de Taate, pai de Uriel, pai de Uzias, pai de Saul. 25 a 27 - A família de Elcana depois se dividiu e formou as famílias de seus filhos: Amasai, Aimote e EIcana, pai de Zofai, pai de Naate, pai de Eliabe, pai de Jeroão, pai de EIcana. 28 - As famílias que vieram de Samuel eram chefiadas pelos filhos de Samuel: Joel, o mais velho; Abias, o segundo. 29 e 30 - As famílias de Merari foram chefiadas por seus filhos: Mali, pai de Libni, pai de Simei, pai de Uzá, pai de Siméia, pai de Hagias, pai de Asaias. 31 - Depois que a Arca foi colocada no Tabernáculo, Davi nomeou os dirigentes do canto e grupos de cantores para louvar a Deus. 32 - Mais tarde, quando Salomão construiu o templo em Jerusalém, os grupos de cantores cantavam ali. 33 a 38 - Estes são os nomes dos dirigentes dos cantores e também filhos dos dirigentes: Hemã, o cantor, era da família de Coate. A história de sua família, começando por ele e voltando no tempo, é assim: Joel, Samuel, EIcana IlI, - Jeroão, Eliel, Toá, Zufe, EIcana lI, Maate, Amasai, Elcana I, Joel, Azarias, Sofonias, Taate, Assir, Ebiasafe, Coré, Jizar, Coate, Levi, Israel. 39 a 43 - O ajudante de Hemã era seu companheiro Asafe, e a história da família deste Asafe, começando por ele e voltando no tempo, é assim: Berequias, Siméia, Micael, Baaséias, Malquias, Etni, Zerá, Adaias, Etã, Zima, Simei, Jaate, Gérson, Levi. 44 a 47 - O segundo ajudante de Hemã era Etã, que representava a família de Merari. A história da família de Merari, começando por ele e voltando a seus pais e avós, é assim: Quisi, Abdi, Maluque, Hasabias, Amazias, Hilquias, Anzi, Bani, Semer, Mali, Musi, Merari, Levi. 48 - Os parentes deles - todos eles eram levitas - foram nomeados para diversos trabalhos na Casa de Deus (naquele tempo a Casa de Deus era conhecida como Tabernáculo). 49 - Mas somente Arão e os seus filhos, netos, bisnetos e assim por diante é que podiam ser sacerdotes. As obrigações dos sacerdotes eram queimar as ofertas e o incenso, lidar com todas as tarefas que eram feitas no santuário interior - chamado Lugar Mais Santo - e as tarefas que eram feitas uma vez por ano, no Dia da Expiação por Israel. Os sacerdotes cuidavam para que tudo fosse feito conforme Moisés, o servo de Deus, havia mandado, sem deixar passar nada, por menor que fosse. 50 a 53 - O filho de Arão foi Eleazar; o filho de Eleazar, Finéias; o filho de Finéias, Abisua; o filho de Abisua, Buqui; o filho de Buqui, Uzi; o filho de Uzi, Zeraías; o filho de Zeraías, Meraiote; o filho de Meraiote, Amarias; o filho de Amarias, Aitube; o filho de Aitube, Zadoque; o filho de Zadoque, Aimaás. 54 - Este é um registro das cidades e da terra que, por meio de sorte, foram entregues aos filhos de Arão, todos eles membros da família de Coate: 55 a 57 - Hebroril e as terras de pastos ao redor, em Judá (embora os campos e as cidades vizinhas foram dados a Calebe, filho de Jefoné), 58 e 59 - e as seguintes cidades de refúgio (eram chamadas assim porque as pessoas que fugiam por algum motivo podiam esconder-se nelas e não serem presas), com os pastos ao redor: Libna, latir, Estemoa, Hilém, Debir, Asã e Bete-Semes. 60 - Outras treze cidades com os pastos ao redor - incluindo Geba, Alemete e Anatote - foram dadas aos sacerdotes pela tribo de Benjamim. 61 - Então tiraram sorte para distribuir aos filhos de Coate a terra que sobrou, e eles receberam dez cidades no território da meia tribo de Manassés. 62 - As famílias pertencentes à família de Gérson receberam, por sorteio, treze cidades na terra de Basã, que tinham sido das tribos de Issacar, Aser, Naftali e Manassés. 63 - As famílias de Merari receberam, por sorteio, doze cidades que tinham sido das tribos de Ruben, Gade e Zebulom. 64 e 65 - Também cidades e terras de pastos foram dadas por sorteio aos levitas (depois as cidades receberam novos nomes), cidades das tribos de Judá, Simeão e Benjamim. 66 a 69 - A tribo de Efraim deu estas cidades de refúgio, com as pastagens ao redor, às famílias de Coate: Siquém, no monte Efraim; Gezer; locmeão; Bete-Horom; Aijalom; Gate-Rimom. 70 - As seguintes cidades de refúgio e as terras de pasto foram dadas às famílias dos coatitas pela meia tribo de Manassés: Aner, Bileã. 71 - Foram estas as cidades de refúgio e terras de pasto que a meia tribo de Manassés deu à família de Gérson: Galã, em Basã; e Astarote. 72 - A tribo de Issacar deu aos filhos de Gérson: Quedes, Daberate, 73 - Ramote e Anem, todas com as terras de pastos ao redor. 74 - A tribo de Aser deu a eles Masal, Abdom, 75 - Hucoque e Reobe, com as terras de pastos que ficavam ao redor. 76 - Da tribo de Naftali eles receberam Quedes, na Galiléia, Hamom e Quiriataim, com as terras de pastagens. 77 - A tribo de Zebulom deu Rimono e Tabor à família de Merari, como cidades de refúgio. 78 e 79 - E do outro lado do rio Jordão, em frente de Jericó, a tribo de Ruben deu aos filhos de Merari, Bezer (cidade no deserto), Jaza, Quedemote e Mefaate, e também suas terras de pastos. 80 - A tribo de Gade deu a eles Ramote, em Gileade, Maanaim, 81 - Hesbom e Jazer, cada uma delas com as terras de pastagens ao redor. CAPITULO 7 1 - FORAM ESTES OS filhos de lssacar: Tola, Pua, Jasube, Sinrom. 2 - Os filhos de Tola foram chefes das seguintes famílias: Uzi, Refaías, Jeriel, Jamai, lbsão e Semuel. No tempo do rei Davi, o número total de soldados pertencentes a essas famílias era de 22.600. 3 - O filho de Uzi foi lzraías e este teve os seguintes filhos: Micael, abadias, Joel e lssias; todos esses cinco homens foram chefes de famílias. 4 - No tempo de Davi, os homens destas famílias preparados para a guerra eram 36.000; pois aqueles cinco homens tinham diversas esposas e muitos filhos. 5 - O número total de homens prontos para o serviço militar, pertencentes a todas as famílias da tribo de lssacar era de 87.000 guerreiros valentes, todos incluídos no registro oficial das famílias. 6 - Os filhos de Benjamim foram: Belã, Bequer e Jediael. 7 - Os filhos de Belá: Esbom, Uzí, Uziel, Jerimote, lri. Esses cinco poderosos guerreiros foram chefes de famílias e comandavam 22.034 soldados, todos eles registrados no registro oficial das famílias. 8 - Os filhos de Bequer foram: Zemira, Joás, Eliezer, Elioenai, Onri, Jerimote, Abias, Anatote e Alemete. 9 - No tempo de Davi havia 22.200 poderosos guerreiros entre os filhos dessas famílias. Eram comandados pelos chefes de suas famílias. 10 - O filho de Jediael foi Bilã. Os filhos de Bilã foram: Jeús, Benjamim, Eúde, Quenaaná, Zetã, Társis, Aisaar. 11 - Eles foram os chefes das famílias de Jediael, e dentre os filhos deles havia 17.200 guerreiros no tempo do rei Davi. 12 - Os filhos de Ir foram Supim e Hupim. Husim foi um dos filhos de Aer. 13 - Os filhos de Naftali (netos e bisnetos de Bilha, esposa de Jacó) foram: Jaziel, Guni, Jezer, Salum. 14 - Os filhos de Manassés, nascidos de sua outra mulher síria, foram Asriel e Maquir (este Maquir foi o paí de Gileade). 15 - Foi Maquir quem encontrou esposas para Hupim e Supim. A irmã de Maquir chamava-se Maaca, e o irmão dele era Zelofade. Este Zelofade só teve filhas. 16 - A mulher de Maquir também se chamava Maaca; ela teve um filho e deu a ele o nome de Perez, e ao irmão dele chamou Seres. Ulão e Requém foram os filhos de Perez. 17 - O filho de Ulão foi Bedã. Assim, esses foram os filhos de Gileade, netos de Maquir e bisnetos de Manassés. 18 - Hamolequete, Irmã de Maquir teve estes filhos: Is-Hode, Abiezer e Maalá. 19 - Os filhos de Semida foram: Aiã, Siquém, Liqui e Anião. 20 e 21 - Os filhos de Efraim: Sutela, Berede, Taate, Eleada, Taate, Zabode, Sutela, Ezer e Eleade. Eleade e Ezer tentaram roubar o gado em Gate, mas foram mortos pelos fazendeiros desse lugar. 22 - Efraim, o pai deles, chorou durante muitos dias a morte dos filhos; os irmãos de Efraim vieram passar uns dias com ele para trazer consolo. 23 - Depois a esposa dele teve um filho, ao qual ele deu o nome de Berias (esse nome significa "tragédia") por causa do que havia acontecido. 24 - O nome da filha de Efraim era Seerá. Ela construiu Bete-Horom, a de baixo e a de cima, e também construiu Uzém-Seerá. 25 a 27 - Estas são as famílias dos filhos de Efraim: Refa, pai de Resefe; Resefe, pai de Tela; Tela, pai de Taã; Taã, pai de Ladã; Ladã, pai de Amiúde; Amiúde, pai de Elisama; Elisama, pai de Num; Num, pai de Josué. 28 - Eles moraram numa terra onde, de um lado ficavam Betel e as cidades vizinhas; do lado do oriente estava Naarã, e do lado do ocidente estavam Siquém e as vilas até Azá e seus bairros. 29 - Os filhos de José, filho de Israel, eram da tribo de Manassés. Eles tomaram conta destas cidades e das vilas em redor: Bete-Seã, Taanaque, Megido e Dor. 30 - Os filhos de Aser foram: Imna, Isvá, Isvi, Berias, Sera (irmã deles). 31 - Os filhos de Beria foram: Héber, Malquiel (pai de Birzavite). 32 - Os filhos de Héber foram: Jaflete, Somer, Hotã, Suá (irmã deles). 33 - Os filhos de Jafete foram: Pasaque, Bimal, Asvate. 34 - Os filhos de Semer, irmão de Jaflete, foram: Aí, Roga, Jeubá e Arã. 35 - Os filhos de Helém, irmão de Jaflete: Zofa, Imna, Seles e Amal. 36 e 37 - Os filhos de Zofa foram: Suá, Harnefer, Sual, Beri, Ima, Bezer, Hode, Samá, Silsa, Itrã e Beera. 38 - Os filhos de Jeter foram: Jefoné, Pispa e Ara. 39 - Os filhos de Ula foram: Ará, Haniel e Rizia. 40 - Todos esses filhos, netos e bisnetos de Aser foram chefes de famílias. Também foram homens valentes, bons chefes, e sabiam lutar muito bem. Eles estavam inscritos nos registros de famílias e havia um total de 36.000 soldados. CAPITULO 8 1 e 2 - OS FILHOS DE Benjamim, de acordo com a idade, foram: Belá, o primeiro; Asbel, o segundo; Aará, o terceiro; Noá, o quarto; Rafa, o quinto. 3 a 5 - Os filhos de Belá foram: Adar, Gera, Abiúde, Abisua, Naamã, Aoá, Gera, Sefufá, Hurão. 6 e 7 - Os filhos de Eúde, chefes das famílias que moravam em Geba, foram presos e levados como escravos para Manaate, Foram os seguintes: Naamã, Aias, Gera (também conhecido pelo nome de Heglã), pai de Uzá e Aiúde. 8 a 10 - Saaraim abandonou suas esposas Husim e Baara, porém na terra de Moabe ele arranjou outra esposa, por nome Hodes, e com ela teve estes filhos: Jobabe, Zibia, Mesa, Makã, Jeuz, Saquias e Mirma. Todos esses filhos se tornaram chefes de famílias. 11 - Com a sua esposa Husim ele teve os filhos Abitube e ElpaaI. 12 - Os filhos de Elpaal foram: Eber, Misã, Semede (este Semede construiu Ono e Lode, e as vilas vizinhas). 13 - Os outros filhos que ele teve foram Berias e Sema, chefes das famílias que moravam em Aijalom; eles expulsaram os moradores de Gate. 14 - Também foram filhos de Elpaal: Aiô, Sasaque, Jeremote. 15 e 16 - Os filhos de Berias foram: Zebadias, Arade, Eder, Micael, Ispa e Joa. 17 e 18 - Também estes foram filhos de Elpaal: Zebadias, Mesulão, Hizqui, Héber, Ismerai, IzHas e Jobabe. 19 a 21 - Os filhos de Simei foram: Jaquim, Zicri, Zabdi, Elienai, Ziletai, Eliel, Adaías, Beraías e Sinrate. 22 a 25 - Os filhos de Sasaque foram: Ispã, Eber, Eliel, Abdom, Zicri, Hanã, Hananias, Elão, Antotias, Ifdéias e Penuel. 26 e 27 - Os filhos de Jeroão foram: Sanserai, Searias, Atalias, Jaaresias, Elias e Zicri. 28 - Esses foram os chefes das famílias que moraram em Jerusalém. 29 - Jeiel, pai de Gibeom, morava em Gibeom; o nome da sua mulher era Maaca. 30 a 32 - O filho mais velho dele se chamava Abdom, e depois vinham os seguintes: Zur, Quis, Baal, Nadabe, Gedor, Aiô, Zequer, MicIote; este foi o pai de Siméia. Todas essas famílias moravam perto de Jerusalém. 33 - Ner foi pai de Quis, e Quis foi pai de Saul; os filhos de Saul foram: Jônatas, Malquisua, Abinadabe, EsbaaI. 34 - O filho de Jônatas foi Mefibosete; O filho de Mefibosete foi Mica. 35 - Os filhos de Mica: Pitam, Meleque, Tareá e Acaz. 36 - Acaz foi o pai de Jeoada, e Jeoada foi o pai de: Alemete, Azmavete e Zinri. O filho de Zinri foi Moza. 37 - Moza foi o pai de Bineá; Bineá foi pai de Rafa; Rafa foi pai de Eleazá: Eleasá foi pai de Azel. 38 - Azel teve seis filhos: Azricão, Bocru, Ismael, Searias, Obadias e Hanã. 39 - Ezeque, irmão de Azel, teve três filhos: Ulão, o primeiro; Jeús, o segundo; Elifelete, o terceiro. 40 - Os filhos de Ulão foram guerreiros valentes e sabiam atirar muito bem com o arco. Esses homens tiveram 150 filhos e netos. Todos da lista acima eram da tribo de Benjamim. CAPITULO 9 1 - CADA PESSOA EM Israel tinha o registro de sua família cuidadosamente inscrito na História dos Reis de Israel. Judá foi levado como escravo para a Babilônia porque o povo adorava imagens. 2 - Os primeiros a voltar e morar de novo nas cidades de onde tinham saído foram as famílias das tribos de Israel, e também os sacerdotes, os levitas, e os que trabalhavam no templo. 3 - Depois, algumas famílias das tribos de Judá, Benjamim, Efraim e Manassés chegaram a Jerusalém: 4 - Uma família foi a de Utai (filho de Amiúde; Amiúde, filho de Onri; Onri, filho de Inri; Inri, filho de Bani) da família de Perez (filho de Judá). 5 - Os silonitas foram outra família que voltou; a essa família pertenciam Asaías (o filho mais velho de Silom) e os filhos dele; 6 - também havia os filhos de Zerá, incluindo Jeuel e seus parentes; ao todo, seiscentos e noventa pessoas. 7 e 8 - Dentre os membros da tribo de Benjamim que voltaram estavam estes: Saiu (filho de Mesulão; Mesulão, filho de Hodavias; Hodavias, filho de Hassenua); Ibnéias (filho de Jeroão); Elá (filho de Uzi, e este Uzi era filho de Micri); Mesulão (filho de Sefatias; Sefatias, filho de Reuel; Reuel, filho de Ibnijas). 9 - Todos esses homens eram chefes de famílias. Os homens de Benjamim que voltaram foram novecentos e cinqüenta e seis. 10 e 11 - Os sacerdotes que voltaram foram estes: Jedaías, Jeoiaribe, Jaquim, Azarias (filho de Hilquias; Hilquias, filho de Mesulão; Mesulão, filho de Zadoque; Zadoque, filho de Meraiote; Meraiote, filho de Aitube). Ele era o principal guarda do templo. 12 - Outro dos sacerdotes que voltaram foi Adaías (filho de Jeroão, que era filho de Pasur e este Pasur era filho de Malquias). E outro sacerdote foi Masai (filho de Adiei; Adiei, filho de Jazera; Jazera, filho de Mesulão; Mesulão, filho de Mesilemite; Mesilemite, filho de Imer). 13 - No total, voltaram mil, setecentos e sessenta sacerdotes. 14 - Dentre os levitas que voltaram estava Semaías (filho de Hassube; Hassube, filho de Azricão; Azricão, filho de Hasabias; este era filho de Merari). 15 e 16 - Estes são os nomes de outros levitas que voltaram: Baquebacar, Heres, Galal, Matanias (filho de Mica, que era filho de Zicri e este Zicri era filho de Asafe). Obadias (filho de Semaías, que era filho de Galal e este Galal era filho de Jedutum). Berequias (filho de Asa, filho de Elcana, que morava perto das aldeias dos netofatitas). 17 e 18 - Os guardas da porta eram Salum (o porteiro chefe), Acube, Talmom e Aimã - todos eram levitas. 19 - A família de Salum teve como pais Coré, Ebiasafe e Corá. Ele e seus parentes mais chegados, os coraítas, estavam com a responsabilidade de cuidar dos sacrifícios e de proteger o lugar santo, da mesma maneira como os seus pais no passado eram os vigias e guardas do tabernáculo. 20 - Finéias, filho de Eleazar, foi o primeiro diretor deste grupo de pessoas em tempos passados. E o Senhor estava com ele. 21 - Nesse tempo, Zacarias, filho de Meselemias, era o responsável pela proteção de entrada do tabernáculo. 22 - Havia duzentos e doze porteiros, naquele tempo. Eles eram escolhidos conforme as vilas onde moravam. Essa escolha era feita conforme os registros de famílias, e Davi e Samuel escolheram esses homens porque eles mereciam confiança. 23 - Eles e os filhos deles eram os responsáveis pelo tabernáculo do Senhor. 24 - Vigiavam os quatro lados: leste, oeste, norte e sul. 25 - Os parentes deles, que moravam nas vilas, de tempos em tempos vinham prestar serviço; e cada vez que vinham, trabalhavam sete dias. 26 - Os quatro porteiros-chefes, todos levitas, tinham um trabalho que só era feito por pessoas de grande confiança. Deviam cuidar das salas mais importantes e também dos tesouros da casa de Deus. 27 - Por causa desse trabalho importante de vigia, moravam perto do tabernáculo, e todas as manhãs abriam as portas. 28 - Alguns deles foram nomeados para cuidar dos diversos vasos usados nos sacrifícios e na adoração. Eles conferiam tudo para que nada fosse perdido. 29 - Outros ficaram responsáveis pelos móveis e pelos objetos do lugar santo, e pelos fornecimentos como farinha, vinho, azeite, incenso e perfumes. 30 - Outros sacerdotes preparavam perfumes e o incenso. 31 - E Matitias, que era levita e filho mais velho de Salum, o coraíta, era quem fazia os bolos achatados para as ofertas de cereais. 32 - Alguns dos homens da família de Coate eram responsáveis pelo preparo do pão especial cada Dia do Descanso. 33 e 34 - Os cantores eram todos levitas de grande importância, líderes de famílias. Eles moravam no próprio templo em Jerusalém. Estavam ocupados dia e noite com o serviço que faziam. Por isso estavam livres de outros trabalhos e eram escolhidos de acordo com as famílias a que pertenciam. 35 a 37 - Jeiel (que era casado com uma mulher por nome Maaca); morava em Gibeom. Estes são alguns dos filhos dele: Gibeom, Abdom (o mais velho), Zur, Quis, Baal, Ner, Nadabe, Gedor, Aiô, Zacarias, MicIote. 38 - MicIote morava com o filho Siméia em Jerusalém, perto dos parentes dele. 39 - Ner foi o pai de Quis; Quis foi o pai de Saul; Saul foi o pai de Jônatas, Malquisua, Abinadabe e EsbaaI. 40 - Jônatas foi o pai de Mefibosete; Mefibosete foi o pai de Mica; 41 - Mica foi o pai de Pitom, Meleque, Taréia e Acaz; 42 - Acaz foi o pai de Jaerá; Jaerá foi o pai de Alemete, Azmavete e Zinri; Zinri foi o pai de Moza. 43 - Moza foi o pai de Bineá, Refaías, Eleasá e Azel. 44 - Azel teve seis filhos: Azricão, Bocru, Ismael, Searias, Obadias e Hanã. CAPITULO 10 1 - OS FILISTEUS atacaram e derrotaram os soldados do exército de Israel; esses soldados voltaram e fugiram, mas foram alcançados e mortos no monte de Gilboa. 2 - Os filisteus foram atrás de Saul e de seus três filhos Jônatas, Abinadabe e Malquisua, e mataram a todos. 3 - Saul estava em grande dificuldade, com os inimigos lutando ao seu redor, quando os soldados filisteus atiraram flechas contra ele e o feriram. 4 - O rei gritou então para o seu ajudante: "Depressa, tire a sua espada e me mate com ela, antes que me peguem e me maltratem esses homens que não temem a Deus". Mas o ajudante ficou com medo de cumprir a ordem; Saul pegou então da sua espada e caiu sobre a ponta dela, de modo que a espada atravessou o corpo dele. 5 - Quando o ajudante viu que Saul estava morto, ele também se matou do mesmo modo. 6 - Assim morreram Saul e seus três filhos. Toda a família de Saul morreu no mesmo dia. 7 - Quando os israelitas que estavam no vale lá em baixo da montanha ouviram dizer que os seus soldados tinham fugido e que Saul e os três filhos estavam mortos, abandonaram as cidades e fugiram. Os filisteus vieram e moraram nessas cidades. 8 - Quando os filisteus voltaram no dia seguinte para tirar tudo o que possuíam os homens mortos na luta, e recolher o que havia ficado no campo, encontraram os corpos de Saul e de seus filhos no monte Gilboa. 9 - Então tiraram a armadura de Saul e cortaram a cabeça dele. Depois disso saíram por todo o país mostrando as armas e a cabeça de Saul. E os filisteus festejaram, diante das imagens que eles adoravam, a notícia maravilhosa. 10 - Colocaram as armas de Saul nas paredes do templo dos seus deuses e pregaram a cabeça dele na parede do templo de Dagom. 11 - Mas quando a gente de Jabes de Gileade ouviu dizer o que os filisteus fizeram a Saul, 12 - então os homens valentes foram ao campo de batalha e trouxeram de lá o corpo de Saul e os corpos dos seus três filhos, e sepultaram os corpos debaixo de um carvalho em Jabes; choraram e jejuaram durante sete dias. 13 - Saul morreu por ter desobedecido ao Senhor e porque tinha consultado uma médium, 14 - em vez de pedir a orientação de Deus. Assim o Senhor matou Saul e deu o reino a Davi, filho de Jessé. CAPITULO 11 1 a 2 - DEPOIS DISSO, OS homens mais importantes de Israel foram a Davi em Hebrom e disseram a ele: "Somos do mesmo povo, nós e você, e mesmo quando Saul era rei, era você quem conduzia nossos exércitos na guerra e os trazia de volta, sem que nada acontecesse a eles. E o Senhor seu Deus lhe falou: "Você será o pastor do meu povo Israel. Você será o rei desse povo." 3 - Assim Davi fez um contrato com eles diante do Senhor, e derramaram óleo sobre a cabeça dele como rei de Israel, conforme o Senhor havia falado a Samuel. 4 - Então Davi e os chefes do povo foram a Jerusalém (ou Jebus, como se costumava chamar) onde moravam os jebuseus – os primeiros moradores daquela terra. 5 e 6 - Porém os jebuseus não quiseram dar licença para eles entrarem na cidade. Por isso Davi tomou a fortaleza de Sião, mais tarde chamada Cidade de Davi, e disse aos homens que iam com ele: "O primeiro homem que matar um jebuseu será o comandante do exército!" Joabe, filho de Zeruia, foi o primeiro, e assim ele se tornou chefe do exército de Davi. 7 - Davi morava na fortaleza, e é por isso que aquela parte de Jerusalém se chama Cidade de Davi. 8 - Ele foi construindo a cidade ao redor da fortaleza, enquanto Joabe reconstruiu o restante de Jerusalém. 9 - E Davi se tornou cada vez mais importante e poderoso, pois o Senhor dos céus estava com ele. 10 - Estes são os nomes de alguns dos homens mais valentes de Davi, que também ajudaram os chefes de Israel a fazer de Davi rei do povo, conforme o Senhor tinha dito que ia acontecer: 11 - Jasobeão (filho de um homem de Hacmom) era o chefe dos Três mais importantes - os três maiores heróis dentre os homens de Davi. Uma vez ele matou trezentos homens com a sua lança. 12 - O segundo dos Três mais importantes era Eleazar, filho de Dodô, membro da família de Aô. 13 - Ele estava com Davi na batalha contra os filisteus em Pas-Damim. O exército de Israel estava num campo onde havia uma plantação de cevada e tinha começado a fugir, 14 - mas Eleazar agüentou firme no meio do campo e conseguiu tomar de novo o terreno e matou os filisteus; e o Senhor salvou o exército por meio de uma grande vitória. 15 - De outra vez, três dos Trinta foram encontrar-se com Davi, que se achava escondido na caverna de Adulão. Os filisteus estavam reunidos no vale de Refaim, 16 - e nessa ocasião Davi estava na fortaleza. Um grupo de filisteus que se achava mais adiante havia ocupado Belém. 17 - Davi teve forte vontade de beber água do poço de Belém, que fica ao lado do portão, e quando ele falou sobre isso aos seus homens, 18 e 19 - esses três atravessaram o acampamento dos filisteus, tiraram água do poço, e trouxeram dessa água a Davi. Porém ele não quis beber. Em vez disso, derramou a água como uma oferta ao Senhor, e disse: "Não permita Deus que eu beba dessa água! Ela é o próprio sangue desses homens que arriscaram a vida para ir até lá." 20 - Abisai, irmão de Joabe, era o chefe dos Trinta. Conseguiu o seu lugar entre os Trinta porque numa ocasião matou trezentos homens com a sua lança. 21 - Era o chefe e o mais importante dos Trinta, porém não era tão importante como os Três. 22 - Benaia era filho de um homem valente de Cabzeel chamado Joiada. Ele matou dois conhecidos gigantes de Moabe. Também matou um leão numa cova, num dia de neve. 23 - Uma vez ele matou um egípcio que tinha dois metros e quarenta centímetros de altura. A lança do egípcio era tão grossa como o eixo que os tecelões usam. Mas Benaia enfrentou o egípcio com apenas um cacete de pau. Arrancou dele a lança e com essa mesma lança matou o homem. 24 e 25 - Ele era quase tão importante como Os Três, e era muito respeitado entre Os Trinta. Davi nomeou Benaia como capitão da sua guarda pessoal. 26 a 47 - Outros soldados valentes dentre os que Davi teve eram os seguintes: Asael (irmão de Joabe); Elanã, filho de Dodô, de Belém; Samote, de Harode; Helez, de Pelom; Ira, filho de Iques, de Tecoa; Abiezer, de Anatote; Sibecai, de Husate; lIai, de Aô; Maari, de Netofá; Helede (filho de Aaná), de Netofá; Itaí (filho de Ribai), benjamita de Gibeá; Benaia, de Piratom; Hurai, de perto do córrego de Gaás; Abiel, de Arbate; Azmavete, de Baarum; Eliaba, de Saalbom; Os filhos de Bené-Hasém, de Gizom; Jônatas (filho de Sage), de Harar; Aião (filho de Sacar), de Harar; Elifal (filho de Ur); Efer, de Maquerate: Aias, de Pelom; Hezro, do Carmelo: Naarai (filho de Ezbai); Joel (irmão de Natã); Mibar (filho de Hagri); Zeleque, de Amom; Naarai, de Beerote - era ele quem levava as armas do General Joabe; Ira, de Itra; Garebe, de Itra; Urias, o heteu; Zabade (filho de Alai); Adina (filho de Siza), da tribo de Ruben - ele estava entre os trinta e um chefes da tribo de Ruben; Hanã (filho de Maaca); Josafá, de Mitena; Uzia, de Asterate; Sama e Jeiel (filhos de Hotão), de Aroer; Jediael (filho de Sinri); Joa (irmão de Jediael), de Tiza; Eliel, de Maavi; Jeribai e Josavias (filhos de Elnaão); Itma, de Moabe; Eliel; Obede; Jaasiel, de Zobá. CAPITULO 12 1 - ESTES SÃO OS nomes dos homens valentes na guerra, que se Juntaram a Davi em Ziclague, quando ele fugia de Saul, filho de Quis. 2 - Todos eles atiravam muito bem com o arco e com a funda, e podiam usar tanto a mão esquerda como a direita! Como o rei Saul, todos eles eram da tribo de Benjamim. 3 a 7 - O chefe deles era Aiezer, filho de Semaa, de Gibeá. Os outros eram: Joás, irmão dele; Jeziel e Pelete, filhos de Azmavete; Beraca; Jeú, de Anatote; Ismaias, de Gibeom (soldado valente considerado como importante entre os Trinta, e um chefe deles); Jeremias; Jaaziel; Joanã; Jozabade, de Gederá; Eluzai; Jerimote; Bealias; Semarias; Sefatias, de Harufe; Elcana, Issias, Azareel, Joezer, Jasobeão - todos da família de Corá; Joela e Zebadias (filhos de Jeroão, de Gedor). 8 a 13 - Homens corajosos e importantes da tribo de Gade também se juntaram a Davi no seu refúgio do deserto. Eles sabiam lutar muito bem como escudo ou com lança, e eram homens com cara de leão, e rápidos como veados correndo nas montanhas". Ezer era o chefe; Obadias era o segundo a dar ordens; Eliabe era o terceiro; O quarto em comando era Mismana; Jeremias era o quinto; Atai era o sexto no comando; Eliel era o sétimo; Joanã era o oitavo; Elzabade era o nono; Jeremias era o décimo; Macbanai era o décimo-primeiro no comando. 14 - Esses homens eram oficiais do exército; o menos valente deles valia por cem soldados, e o mais corajoso valia por mil! 15 - Eles atravessaram o rio Jordão na época em que estava cheio e as águas inundando tudo, e conquistaram as terras planas que ficavam a leste e a oeste das margens do rio, pondo em fuga os moradores da região. 16 - Outros se juntaram a Davi, no seu esconderijo; eles eram dos filhos de Benjamim e de Judá. 17 - Davi foi encontrar-se com eles e disse: "Se vocês vieram em paz para me ajudar, somos amigos; mas se vieram pensando em traição, para me entregar aos inimigos quando sou inocente, então que o Deus de nossos pais veja e julgue vocês." 18 - O espírito Santo desceu então sobre Amasai, o chefe dos Trinta, que exclamou: "Nós somos de você, Davi; Estamos a seu lado, filho de Jessé. Paz, paz seja com você, E paz a todos os que ajudam você, Pois o seu Deus está com você." Assim Davi deixou que eles ficassem, e deu a eles o posto de capitães do exército. 19 - Alguns homens de Manassés abandonaram o exército israelita e se uniram a Davi na ocasião em que ele ia com os filisteus fazer guerra contra o rei Saul. Mas aconteceu que os generais dos filisteus não permitiram que Davi e seus homens fossem com eles. Depois de muita discussão, mandaram embora Davi e seus soldados, porque tinham medo de que eles fizessem alguma traição e passassem para o lado do rei Saul. 20 - Aqui está uma lista dos homens de Manassés que se uniram a Davi, quando ele ia para Ziclague: Adna, Jozabade, Jediael, Micael, Jozabade, Eliú, Ziletai. Todos eram oficiais que comandavam tropas de Manassés. 21 - Eram valentes e sabiam lutar muito bem; quando Davi lutou contra Amaleque em Ziclague, eles ajudaram muito, como capitães de exército. 22 - Quase todos os dias vinham mais homens juntar-se a Davi até que ele tinha um exército muito grande - o exército de Deus. 23 - Aqui está o registro das divisões de soldados que se uniram a Davi em Hebrom. Eles estavam com pressa de ver Davi como rei em lugar de Saul, conforme o Senhor disse que ia acontecer. 24 a 37 - De Judá, 6.800 soldados armados com escudos e lanças. Da tribo de Simeão, 7.100 soldados valentes. Dos levitas, 4.600. Dos sacerdotes - filhos de Arão havia 3.700 soldados. Os chefes deles eram Joiada, e Zadoque, um moço de coragem fora do comum. Ele e 22 membros da sua família eram capitães. Da tribo de Benjamim, a mesma tribo de Saul, havia 3.000. (Uma grande parte dessa tribo permaneceu fiel a Saul.) Da tribo de Efraim, 20.800 soldados valentes, cada um deles muito respeitado em sua família. Da meia tribo de Manassés, 18.000 foram enviados com a única finalidade de ajudar Davi a tornar-se rei. Da tribo de lssacar havia 200 chefes - todos eles eram homens que conheciam bem os fatos daquele tempo, e sabiam qual o melhor caminho para Israel seguir - vieram com os membros da tribo sob suas ordens. Da tribo de Zebulom havia 50.000 soldados treinados; eles estavam muito bem preparados para a batalha com qualquer arma, e eram sinceros para com Davi. Da tribo de Naftali havia 1.000 oficiais e 37.000 soldados armados com escudos e lanças. Da tribo de Dã havia 28.600 soldados, todos eles preparados para a guerra. Da tribo de Aser havia 40.000 soldados treinados e prontos para a guerra. Do outro lado do rio Jordão - onde moravam as tribos de Ruben e Gade e a meia tribo de Manassés - havia 120.000 soldados. Esses soldados tinham todos os tipos de armas. 38 - Todos esses homens vieram em ordem de batalha a Hebrom com o único fim de fazer Davi rei de Israel. Na verdade, todo o povo de Israel estava preparado para esta mudança. 39 - Durante três dias eles comeram e beberam com Davi, pois tudo estava preparado esperando a chegada deles. 40 - As pessoas da vizinhança e de lugares distantes como Issacar, Zebulom e Naftali trouxeram alimentos sobre jumentos, sobre camelos, sobre mulos e sobre bois. Trouxeram grandes quantidades de farinha, bolos de figos, uvas secas, vinho, azeite, bois e ovelhas para as festas, pois a alegria se havia espalhado por toda a terra. CAPITULO 13 1 - DEPOIS QUE DAVI havia conversado com todos os oficiais do seu exército, 2 - os homens de Israel se reuniram e Davi falou a eles o seguinte: "Já que vocês acham que eu devo ser o rei de todo o povo de Israel, e já que o Senhor nosso Deus aprovou, vamos enviar mensagens a nossos irmãos por toda a terra de Israel. Vamos incluir os sacerdotes e os levitas, e convidar a todos para que venham das suas cidades unir-se a nós. 3 - E vamos trazer de volta a arca de nosso Deus, porque nós nos esquecemos dela desde que Saul se tornou rei. 4 - Todos acharam bom o que Davi disse e concordaram com ele em fazer assim. 5 - Então Davi convidou o povo de Israel do país inteiro, para que todos estivessem presentes quando a arca de Deus fosse trazida de Quiriate-Jearim. 6 - Depois disto Davi e todo o povo de Israel foram a Baalá (isto é, Quiriate-Jearim) em Judá, a fim de trazerem de lá a arca do Senhor Deus, que está num trono acima dos anjos. 7 - Ela foi levada da casa de Abinadabe num carro novo. Uzá e Aiô guiavam os bois. 8 - Então Davi e todo o povo festejavam perante o Senhor com grande alegria, acompanhados por canto de hinos, e por instrumentos musicais como citaras, harpas, tamborins, címbalos e trombetas. 9 - Mas quando chegaram no terreiro de debulhar trigo de Quidom, os bois tropeçaram e Uzá estendeu a mão para segurar a arca para ela não cair. 10 - Então o Senhor ficou zangado com Uzá e o matou porque ele havia colocado a mão na arca. E assim ele morreu ali diante de Deus. 11 - Davi não gostou do que o Senhor fez a Uzá, e chamou àquele lugar "A Revolta contra Uzá". E até hoje se chama assim. 12 - Davi ficou com medo de Deus e perguntou: "Como posso levar para casa a arca de Deus?" 13 - Por fim ele resolveu levar a arca para a casa de Obede-Edom, o geteu, em vez de levá-la para a cidade de Davi. 14 - A arca ficou ali com a família de Obede-Edom durante três meses. E o Senhor abençoou a Obede-Edom e a família dele. CAPITULO 14 1 - HIRÃO, REI DE Tiro, mandou pedreiros e carpinteiros para ajudarem a construir o palácio de Davi, e também forneceu muita madeira de cedro. 2 - Agora Davi entendia por que o Senhor fez com que ele se tornasse rei e deu a ele um reino tão grande; era por um motivo especial dar alegria ao povo de Deus! 3 - Depois que Davi mudou para Jerusalém, ele se casou com outras mulheres e teve muitos filhos e muitas filhas. 4 a 7 - Estes são os nomes dos filhos de Davi que nasceram em Jerusalém: Samua, Sobabe, Natã, Salomão, Ibar, Elisua, Elpelete, Nogá, Nefegue, Jafia, Elisama, Beeliada e Elifelete. 8 - Quando os filisteus ouviram dizer que Davi era o novo rei de Israel, todos os soldados filisteus se reuniram para prender Davi. Mas Davi ficou sabendo que eles vinham; então reuniu os seus soldados e foi encontrar os filisteus. 9 e 10 - Os filisteus já estavam no vale de Refaim e tinham feito um ataque ali; então Davi perguntou a Deus: "Se eu sair para lutar contra eles, o Senhor me dará a vitória?" E o Senhor respondeu: "Sim, Eu darei vitória a você." 11 - Então Davi atacou os inimigos em Baal-Perazim e venceu a luta. Ele ficou contente e disse: "Deus me usou para acabar com os meus inimigos, como a água que rompe os muros de uma represa!" É por isso que o lugar ficou conhecido como Baal-Perazim (que significa "O Lugar Onde Foram Rompidas as Linhas Inimigas"). 12 - Depois da batalha, os israelitas recoIheram muitos ídolos deixados pelos filisteus, mas Davi mandou queimar tudo. 13 - Mais tarde os filisteus vieram atacar de novo no vale, 14 - e de novo Davi perguntou a Deus o que ele devia fazer. O Senhor respondeu: "Não avance direto contra eles. Dê a volta por trás das amoreiras e dali você ataca os filisteus. 15 - Quando ouvir um som como de gente marchando no alto das amoreiras, esse é o sinal para você atacar; porque Deus irá adiante de você e destruirá o inimigo." 16 - Davi fez conforme o Senhor havia mandado; e acabou com o exército dos filisteus desde Gibeom até Gezer. 17 - O nome de Davi ficou conhecido por toda parte, e o Senhor fez que todas as nações tivessem medo dele. CAPITULO 15 1 - DAVI TAMBÉM construiu diversos palácios para si mesmo em Jerusalém, e também construiu um novo tabernáculo para colocar a arca de Deus; 2 - O rei deu as seguintes ordens: "Quando mudarmos a arca para o seu novo lugar, ninguém pode carregar a arca de Deus, a não ser os levitas; porque Deus escolheu os levitas para fazerem esse trabalho. Eles devem fazer o serviço de Deus para sempre." 3 - Então Davi convidou todo o povo de Israel para se reunir em Jerusalém a fim de festejar a colocação da arca no novo tabernáculo. 4 a 10 - Estes foram os sacerdotes e os levitas que estiveram presentes: 120 da família de Coate; Uriel era o chefe deles; 220 da família de Merari; Asaías era o chefe deles; 130 da família de Gérson; Joel era o chefe deles; 200 da família de Elisafã; Semaías era o chefe deles; 80 da família de Hebrom; Eliel era o chefe deles; 112 da família de Uziel; Aminadabe era o chefe deles. 11 - Davi chamou então os sumos sacerdotes Zadoque e Abiatar, e mais os seguintes chefes levitas: Uriel, Asaías, Joel, Semaías, Eliel e Aminadabe. 12 - E disse a eles: "Vocês são os chefes das famílias dos levitas. Agora vocês se santifiquem e também santifiquem todos os seus irmãos, para que possam trazer a arca do Senhor, o Deus de Israel, ao lugar que preparei para ela. 13 - O Senhor nos feriu antes porque não cuidamos da arca conforme as ordens dEle, pois não foram vocês que levaram a arca." 14 - Então os sacerdotes e os levitas realizaram os atos religiosos de santificação, preparando-se para trazerem a arca do Senhor, o Deus de Israel. 15 - Depois os levitas trouxeram a arca de Deus, carregada nos seus próprios ombros, segurando pelas varas presas na arca, tudo de acordo com as ordens que o Senhor havia dado a Moisés. 16 - Davi também deu ordens aos chefes levitas para organizarem uma orquestra com os cantores, seus parentes, e eles deviam tocar bem alto e com muita alegria os instrumentos como alaúdes, harpas e címbalos. 17 - Hemã (filho de Joel), Asafe (filho de Berequias) e Etã (filho de Cusaias) da família de Merari eram os músicos principais. 18 - Os seguintes homens foram escolhidos como ajudantes deles: Zacarias, Bene, Jaaziel, Semiramote, Jeiel, Uni, Eliabe, Benaia, Maaséias, Matitias, Elifeleu, Micnéias e os porteiros Obede-Edom e Jeiel. 19 - Hemã, Asafe e Etã foram escolhidos para tocar os címbalos de bronze; 20 - Zacarias, Aziel, Semiramote, Jeiel, Uni, Eliabe, Maaséias e Benaia formavam um conjunto de oito cantores acompanhados por harpa. 21 - Matitias, Elifeleu, Micnéias, Obede-Edom, Jeiel e Azazias eram os que tocavam harpa em tom um pouco mais baixo. 22 - O dirigente do canto era Quenaniás, chefe dos levitas músicos; ele foi escolhido porque entendia muito bem de música. 23 - Berequias e Elcana eram guardas da arca. 24 - Sebanias, Josafá, Natanael, Amasai, Zacarias, Benaia e Eliezer - todos eles eram sacerdotes - formavam um grupo tocador de trombetas, que ia adiante da procissão. Obede-Edom e Jeias guardavam a arca. 25 - Então Davi e os principais homens de Israel, juntos com os altos oficiais do exército foram com grande alegria à casa de Obede-Edom a fim de levarem a arca para Jerusalém. 26 - E porque Deus não destruiu os levitas que carregavam a arca, eles ofereceram como sacrifício sete touros e sete carneiros. Davi, os levitas que carregavam a arca, os cantores, e Quenanias, dirigente do canto, estavam todos vestidos com roupas de linho fino; Davi também usava um manto de linho fino. 28 - Assim os chefes de Israel levaram a arca para Jerusalém com gritos de alegria, toque de clarins e trombetas, e o som dos címbalos e harpas e cítaras, todos estes instrumentos tocados bem alto. 29 - Mas quando a arca chegou a Jerusalém, Mical, esposa de Davi e filha do rei Saul, estava olhando pela janela. Ela viu Davi pulando e dançando de alegria, e sentiu por ele grande desprezo. CAPITULO 16 1 - ASSIM A ARCA de Deus foi levada para dentro do tabernáculo. Davi havia feito esse tabernáculo para a arca, e os chefes de Israel ofereceram sacrifícios de ofertas queimadas e ofertas de paz diante de Deus. 2 - No final dessas ofertas, Davi abençoou o povo em nome do Senhor; 3 - depois deu um pão inteiro a cada pessoa presente (tanto homens como mulheres), deu vinho e um bolo de passas. 4 - O rei indicou alguns dos levitas que deviam servir diante da arca e sempre honrar, agradecer e louvar ao Senhor Deus de Israel, e pedir as bênçãos de Deus sobre o seu povo. Estes são os nomes dos homens que deviam fazer esse trabalho: 5 - Asafe, o chefe desta parte, era quem tocava os címbalos, seguido por Zacarias. Os companheiros deles eram Jeiel, Semiramote, Jeiel, Matitias, Eliabe, Benaia, Obede-Edom e Jeiel; eles tocavam as harpas e as liras. 6 - Os sacerdotes Benaia e Jaaziel tocavam trombetas continuamente diante da arca. 7 - Naquele tempo Davi começou o costume de ter coros no tabernáculo para cantar hinos de ações de graça ao Senhor. Asafe era o regente deste grupo de sacerdotes cantores. 8 - "Oh, dêem graças ao Senhor e façam oração a Ele", cantavam eles. "Contem aos povos do mundo a respeito das grandes obras de Deus. 9 - Cantem a Ele; sim, cantem os louvores de Deus e falem das obras maravilhosas que Ele fez. 10 - Gloriem-se no Seu santo nome; Fiquem alegres todos os que buscam o Senhor. 11 - Busquem o Senhor; sim, busquem a força divina e busquem a face do Senhor sem cansar. 12 e 13 - Ó filhos de Abraão, servo de Deus, Ó filhos escolhidos de Jacó, lembrem-se dos poderosos milagres de Deus, de seus feitos maravilhosos, e da autoridade do Senhor: 14 - Ele é o Senhor, nosso Deus! Vemos a autoridade de Deus por toda a terra. 15 - Lembrem-se do trato que Ele fez para sempre. As palavras que Ele deu como mandamento para todas as gerações. 16 - O acordo que Ele fez com Abraão, e o juramento que Ele fez a Isaque, 17 - E que Ele fez de novo a Jacó. Ele fez a Israel uma promessa eterna, dizendo: 18 - 'Darei a vocês a terra de Canaã Como a herança de vocês.' 19 - Quando Israel era pouca gente - oh, eram tão poucos - E não passavam de estrangeiros na Terra Prometida; 20 - Quando este povo andava de um país para outro, De um reino para outro reino. 21 - Deus não deixou que ninguém fizesse mal a eles. Até mesmo foram castigados alguns reis que procuravam maltratar o povo. 22 - 'Não maltratem o meu povo escolhido', disse Deus. 'Esses são meus profetas - não toquem neles.' 23 - Ó terra, cante hinos ao Senhor, Declare todos os dias que Ele é quem salva! 24 - Conte aos outros países a glória de Deus! Fale a todas as pessoas a respeito dos milagres que Ele faz. 25 - Pois o Senhor é grande, e deve ser louvado com todas as honras; É preciso que Deus seja respeitado acima de todos os deuses. 26 - Os outros ídolos que são chamados de deuses, esses são demônios, Mas foi o Senhor quem fez os céus. 27 - Majestade e honra marcham diante de Deus, Força e alegria caminham ao lado do Senhor. 28 - Ó povos de todas as nações da terra, Louvem o nome do Senhor pela sua força e glória! 29 - Sim, agradeçam a Ele pela glória devida ao seu nome! Tragam uma oferta e venham perante Ele; Adorem ao Senhor na beleza de sua santidade! 30 - A terra toda deve reverenciar a Deus! Foi Ele quem a criou de modo firme. 31 - Os céus devem estar contentes, e a terra deve ficar alegre; Digam todas as nações: 'O Senhor reina'. 32 - Que os grandes mares levantem altas ondas, E que se alegre o campo com tudo o que ele tem! 33 - Que as árvores nas florestas cantem de alegria diante do Senhor, Pois Ele vem a julgar a terra. 34 - Oh, dêem graças ao Senhor, porque Ele é bom; O amor e a bondade de Deus não acabam nunca. 35 -(Digam a Ele: 'Salve-nos, ó Deus da nossa salvação; Traz-nos de volta com toda a segurança dentre as nações. Então daremos graças ao seu santo nome, e teremos glória no seu louvor.' 36 - Abençoado seja o Senhor, Deus de Israel, Para todo o sempre." E todo o povo disse em voz alta. "Amém!" e deu louvores ao Senhor. 37 - Davi deixou Asafe e os seus companheiros levitas ali diante da arca do contrato do Senhor, a fim de servirem continuamente no tabernáculo, fazendo cada dia o que precisava ser feito. 38 - Faziam parte deste grupo Obede-Edom (filho de Jedutum), Hosa e sessenta e oito parentes' dele como guardas. 39 - Enquanto isso, o velho tabernáculo do Senhor colocado no monte de Gibeom continuava realizando o seu trabalho. Davi deixou o sacerdote Zadoque e os seus colegas sacerdotes com a responsabilidade de servirem ao Senhor ali. 40 - Todas as manhãs e também todas as tardes eles ofereciam ao Senhor sacrifícios de ofertas queimadas sobre o altar separado para esse fim, tudo de acordo com o que o Senhor havia mandado Israel fazer. 41 - Davi também indicou Hemã, Jedutum e diversos outros que foram escolhidos pelo nome a fim de darem graças ao Senhor por causa do amor e da grande bondade que Ele sempre mostrava. 42 - Eles usavam as trombetas e os címbalos para acompanhar os cantores com hinos de louvor. E os filhos de Jedutum foram indicados como guardas. 43 - Afinal, a festa terminou e o povo voltou para suas casas, e Davi também voltou para abençoar a sua própria família. CAPITULO 17 1 - DEPOIS DE ALGUM tempo que Davi estava morando no seu novo palácio, ele disse ao profeta Natã: "Veja só! Eu moro aqui numa casa com paredes de cedro enquanto a arca do contrato de Deus com o povo de Israel está lá fora numa tenda!" 2 - E Natã respondeu: "Pois realize o seu plano, com todos os detalhes, porque é da vontade do Senhor." 3 - Porém naquela mesma noite Deus disse a Natã: 4 - "Vá e dê ao meu servo Davi este recado: 'Você não deve construir o meu templo! 5 - Tenho andado de tenda em tenda como se fosse minha casa desde o tempo em que tirei Israel do Egito. 6 - Em todo esse tempo nunca sugeri a nenhum dos chefes de Israel - os pastores que indiquei para cuidar do meu povo - que eles deviam construir para Mim um templo com madeira de cedro.' 7 - "Diga ao meu servo Davi: 'O Senhor dos céus diz a você o seguinte: Tirei você do serviço de pastor, e de você fiz rei do meu povo. 8 - Tenho estado com você aonde quer que tenha ido; destruí os seus inimigos e farei que o seu nome seja tão importante como o nome mais importante da terra. 9 - Darei ao meu povo Israel um lugar para toda a vida, e plantarei esse povo na sua própria terra. Ninguém perturbará mais o meu povo. As nações más não vão mais conquistar Israel como conquistaram antes, 10 - quando os juizes governavam. Vencerei todos os seus inimigos. E agora declaro que farei que os filhos de Davi sejam reis de Israel, do mesmo modo que ele é. 11 - Quando chegar o fim de sua vida aqui na terra e você morrer, colocarei um dos seus filhos no trono onde você está. E farei que o reino dele seja forte. 12 - Ele é quem construirá um templo para Mim, e não deixarei que se acabe a família real dele. 13 - Serei o pai dele, e ele será meu filho. Nunca retirarei dele a minha grande bondade e o meu amor, como retirei de Saul. 14 - Farei que ele governe o meu povo e o reino de Israel para sempre - e os filhos e netos dele sempre serão reis. 15 - Assim Natã falou ao rei Davi tudo o que o Senhor havia dito. 16 - Então o rei Davi. foi sentar-se diante do Senhor e disse: "Quem sou eu, ó Senhor Deus, e o que é minha família para que me tenha dado tudo isto? Pois o Senhor já fez grandes coisas por mim, e isto é ainda pouco em comparação com o que o Senhor prometeu fazer no futuro! Porque agora, Deus está falando dos futuros filhos de meus filhos como sendo reis também! O Senhor Deus fala como se eu fosse alguém muito importante. 18 - Que mais posso eu dizer? O Senhor sabe que sou apenas seu humilde servo, no entanto o Senhor resolveu honrar-me! 19 - Ó Senhor, o Senhor me fez essas promessas maravilhosas só porque deseja ser bondoso para comigo, por causa do seu grande coração. 20 - Ó Senhor, não há ninguém como o Senhor - não existe outro Deus. Na verdade, nunca ouvimos falar de algum outro deus como o Senhor! 21 - "E qual outra nação em toda a terra que seja como Israel seu Povo? O Senhor fez dela uma nação como não existe outra e livrou-a do Egito, de modo que o povo pudesse ser seu povo. E o Senhor fez um nome importante para o Senhor mesmo quando realizou grandes milagres afastando as nações de diante do seu povo. 22 - O Senhor declarou que o seu povo Israel Lhe pertence para sempre, e que o Senhor é o Deus deles. 23 e 24 - "E agora, Senhor eu aceito a sua promessa de que eu e meus filhos sempre governaremos esta nação. E que o cumprimento desta promessa possa trazer honra e glória ao seu nome, quando todos reconhecerem que o Senhor sempre faz o que diz. Eles vão dizer: 'Na verdade, o Senhor dos céus é o Deus de Israel!' E Israel sempre será governado por meus filhos e pelos filhos deles! 25 - Agora tenho coragem de orar ao Senhor, porque me contou estas coisas. 26 - O Senhor Deus mesmo me prometeu estas boas coisas! 27 - Que esta bênção esteja sobre meus filhos para sempre, pois quando o Senhor concede uma bênção, ela é uma bênção eterna! " CAPITULO 18 1 - FINALMENTE DAVI derrotou os filisteus e tomou deles Gate e as vilas vizinhas. 2 - Também tomou Moabe e exigiu que o povo desta terra mandasse a ele todos os anos uma grande quantia de dinheiro como sinal de sujeição. 3 - Também derrotou Hadadezer, rei de Zobá (chegando até Hamate) na ocasião em que Hadadezer saiu para tomar de novo as terras que antes ele possuía perto do rio Eufrates. 4 - Davi tomou de Hadadezer mil carros, sete mil cavaleiros e vinte mil soldados. Ele deixou aleijados todos os cavalos dos carros, menos os cavalos para cem dos carros que ele guardou para seu próprio uso. 5 - Quando os sírios chegaram de Damasco para ajudar o rei Hadadezer, Davi matou vinte e dois mil soldados deles. 6 - Depois Davi colocou uma guarda de soldados em Damasco, a capital da Síria. Desse modo, também os sírios foram obrigados a mandar, todos os anos, uma grande quantia de dinheiro a Davi, como sinal de sujeição. E o Senhor dava vitórias a Davi por toda parte aonde ele ia. 7 - Davi trouxe para Jerusalém os escudos de ouro dos oficiais do rei Hadadezer, 8 - e também trouxe uma grande quantidade de bronze das cidades de Tibate e Cum; essas cidades eram do rei Hadadezer. Mais tarde o rei Salomão derreteu o bronze e usou esse metal na construção do templo. Ele fez o tanque de bronze, as colunas e os outros objetos usados nos sacrifícios sobre o altar. 9 - Quando Toú, rei de Hamate, soube que o rei Davi havia destruído o exército de Hadadezer, 10 - mandou o seu filho Hadorão para cumprimentar o rei Davi e dar-lhe os parabéns pelo sucesso. Também mandou a ele muitos presentes de ouro, prata e bronze, procurando fazer amizade. Pois Hadadezer e Toú tinham sido inimigos, e entre os dois tinha havido muitas guerras. 11 - O rei Davi pegou esses presentes e ofereceu todos eles ao Senhor, como ele fez com a prata e o ouro que tomou das nações de Edom, Moabe, Amom, Amaleque e dos filisteus. 12 - Também Abisai (filho de Zeruia) destruiu dezoito mil edomitas no Vale do Sal. Ele colocou guardas em Edom e obrigou os edomitas a pagar grandes quantias de dinheiro a Davi todos os anos. Este é apenas outro exemplo de como o Senhor dava a Davi uma vitória após outra. 14 - Davi reinou sobre todo o povo de Israel e distribuiu justiça e direito para todos. 15 - Joabe, filho de Zeruia, era o comandante-chefe do exército; Josafá (filho de Ailude) era quem escrevia a história do povo; 16 - Zadoque (filho de Aitube) e Abimeleque (filho de Abiatar) eram os principais sacerdotes. Sausa era o secretário do rei; 17 - Benaia, filho de Joiada era o chefe da guarda real - formada pelos queretitas e peletitas - mas os filhos de Davi eram os principais ajudantes do rei. CAPITULO 19 1 - QUANDO MORREU NAÁS, rei de Amom, reinou em lugar dele o seu filho Hanum. 2 e 3 - Então Davi disse: "Vou ser amigo de Hanum porque o pai dele me fez muitas coisas boas." Assim Davi mandou dizer a Hanum que sentia muito a morte do pai dele. Mas quando os mensageiros de Davi chegaram, os auxiliares do rei Hanum deram a ele este conselho: "Não vá se enganar pensando que Davi mandou esses homens para honrar seu pai! Eles estão aqui como espiões, para depois entrarem e conquistarem a terra!" 4 - Então o rei Hanum ofendeu os mensageiros do rei Davi rapando a barba deles e cortando a roupa deles até à metade, para que ficassem com as nádegas de fora; e mandou os homens de volta a Davi, passando vergonha. 5 - Quando Davi soube do que havia acontecido, mandou dizer aos seus mensageiros que ficassem em Jericó até que a barba deles crescesse de novo. 6 - Quando o rei Hanum descobriu o erro que havia cometido, gastou 60 mil quilos de prata para conseguir soldados e alugar carros e cavaleiros da Mesopotâmia, e dos sírios de Maaca e de Zobá. 7 - Alugou trinta e dois mil carros, e também conseguiu que o rei de Maaca e todo o seu exército viessem ajudar. Esses soldados acamparam em Medeba, e a eles se juntaram os soldados que o rei Hanum havia chamado das cidades do seu reino. 8 - Quando Davi soube disto, mandou Joabe e os soldados mais valentes de Israel para combater o inimigo. 9 - O exército de Amom saiu para o encontro e começou a guerra nas portas da cidade de Medeba. Enquanto isso, os soldados estrangeiros que foram alugados ficaram fora, no campo. 10 - Quando Joabe descobriu que ele tinha soldados inimigos pela frente e pelas costas, dividiu o seu exército e mandou um grupo contra os sírios. 11 - O outro grupo, chefiado pelo seu irmão Abisai, foi combater os amonitas. 12 - "Se os sírios forem fortes demais para mim, você vem me ajudar," disse Joabe ao seu irmão; "e se os amonitas forem fortes demais, eu irei ajudar você. 13 - Seja corajoso e vamos lutar como homens para salvar nosso povo e as cidades de nosso Deus. E que o Senhor faça o que achar melhor." 14 - Assim Joabe e os seus soldados atacaram os sírios, e os sírios fugiram da frente deles. 15 - Quando os amonitas, atacados pelos soldados de Abisai, viram que os sírios estavam fugindo, fugiram também para a cidade. Então Joabe voltou a Jerusalém. 16 - Depois que foram derrotados, os sírios trouxeram mais soldados do leste do rio Eufrates, chefiados pessoalmente por Sofaque, comandante do rei Hadadezer. 17 e 18 - Quando estas notícias chegaram a Davi, ele reuniu todo o Israel, atravessaram o rio Jordão, e colocaram-se em ordem de batalha contra os sírios, esperando o ataque. Porém os sírios fugiram outra vez de Davi, e ele matou os homens de sete mil carros e quarenta mil soldados que marchavam a pé. Também matou a Sofaque, comandante do exército sírio. 19 - Então os soldados do rei Hadadezer se entregaram ao rei Davi e agora era Davi quem mandava neles. E nunca mais os sírios ajudaram os amonitas nas guerras que estes faziam. CAPITULO 20 1 - NA PRIMAVERA seguinte, geralmente era na época da primavera que as guerras começavam, Joabe levou o exército israelita em ataques contra as cidades e vilas do povo de Amom. Nesses ataques ele foi vitorioso. Depois de destruir os inimigos, ele cercou a Rabá e destruiu esse lugar. Enquanto isso, Davi tinha ficado em Jerusalém. 2 - Quando Davi entrou na cidade, tirou a coroa da cabeça do rei de Rabá e colocou essa coroa em sua própria cabeça. Ela era feita de ouro, enfeitada com pedras preciosas e pesava trinta e quatro quilos! Davi também levou uma grande quantidade de coisas da cidade. 3 - Tirou o povo da cidade e fez todos trabalharem com serras, picaretas de ferro e machados, como era costume dele fazer com todos os amonitas que conquistava. Depois disso, Davi e todo o seu exército voltaram para Jerusalém. 4 - A guerra seguinte foi, outra vez, contra os filisteus, em Gezer. Porém Sibecai, um homem de Husate, matou a Sipai, um dos filhos dos gigantes, e assim os filisteus se entregaram. 5 - Durante outra guerra com os filisteus, Elanã (filho de Jair) matou a Lami, irmão do gigante Golias. O cabo da lança desse Lami era grande como o eixo que os tecelões usam! 6 e 7 - Ainda houve outra guerra em Gate. Durante essa guerra, um gigante com seis dedos em cada mão e seis dedos em cada pé (o pai dele também era gigante) provocou e zombou de Israel; mas Jônatas matou o gigante. Jônatas era filho de Siméia, irmão de Davi. 8 - Esses gigantes eram filhos dos gigantes de Gate, mas foram mortos por Davi e seus soldados. CAPITULO 21 1 - ENTÃO SATANÃS trouxe desgraça sobre Israel, porque criou em Davi o desejo de fazer um recenseamento, isto é, contar quanta gente havia. 2 - "Façam uma contagem completa no país inteiro (desde Berseba até Dã) e me tragam os totais," disse Davi a Joabe a aos outros chefes. 3 - Mas Joabe não gostou da idéia. "Se o Senhor multiplicasse o número das pessoas por cem, toda essa gente não seria do rei? Então por que nos pede para fazer isto? Por que o rei deve obrigar Israel a pecar?" 4 - Porém a ordem do rei acabou vencendo, e Joabe teve de fazer conforme o rei mandou. Joabe viajou por todo Israel e voltou a Jerusalém. 5 e 6 - O número total da população que ele deu a Davi era de 1.100.000 homens em idade de serviço militar em Israel, e 470.000 nas mesmas condições em Judá. Porém ele não contou as tribos de Levi e de Benjamim porque ficou muito aflito com a ordem do rei. 7 - E Deus também não gostou de Davi mandar contar o povo e castigou a Israel por isso. 8 - Mas Davi disse a Deus: "Fui eu que pequei. Por favor, perdoe-me, pois agora reconheço como estava errado ao fazer tal coisa". 9 - Então o Senhor disse a Gade, o profeta pessoal de Davi. 10 e 11 - "Vá e diga a Davi: 'O Senhor oferece a você três coisas, para você escolher uma delas. Qual a que você escolhe? 12 - Você pode ter três anos de fome, três meses de destruição causada pelos inimigos de Israel, ou três dias de peste que vai matar muita gente quando o anjo do Senhor trouxer destruição à terra. Pense bem sobre o assunto, e depois me dê a resposta que devo levar aquele que me enviou. 13 - "É terrível ter de escolher uma dessas coisas," respondeu Davi, "mas é melhor que eu seja castigado pelas mãos do Senhor do que pelas mãos dos homens, porque Deus é de uma bondade muito grande." 14 - Então o Senhor mandou uma peste sobre Israel e por causa dessa peste morreram setenta mil homens. 15 - Durante a peste Deus mandou um anjo para destruir Jerusalém. Mas depois Ele teve pena de tanta desgraça e disse ao anjo destruidor: "Pare! Agora chega!" Nessa ocasião o anjo do Senhor estava perto do terreiro de debulhar trigo de Ornã, o jebuseu. 16 - Quando Davi viu o anjo do Senhor, que estava entre a terra e o céu, com a espada na mão pronta para destruir Jerusalém, ele e os chefes se vestiram com roupas de pano de saco e se ajoelharam no chão diante do Senhor. 17 - Davi disse a Deus: "Fui eu que pequei e agi muito mal porque mandei contar o povo. Mas estas ovelhas, que é que elas fizeram? Ó Senhor meu Deus, destrua a mim e a minha família, mas não destrua o seu povo." 18 - Então o Anjo do Senhor disse a Gade que falasse com Davi para construir um altar no terreiro de debulhar trigo de Ornã, o jebuseu. 19 e 20 - Assim Davi foi falar com Ornã, que estava debulhando trigo nessa ocasião. Ornã virou-se e viu o anjo; os quatro filhos de Ornã fugiram e se esconderam. 21 - Depois Ornã viu que o rei estava chegando. Por isso ele deixou o terreiro de debulhar trigo e se abaixou até ao chão diante do rei Davi. 22 - Davi disse a Ornã: "Vim comprar de você este terreno e pago o preço que ele vale. Quero construir nele um altar para o Senhor, e a peste vai acabar". 23 - "Fique com ele, meu senhor, e use o terreno como quiser" , disse Ornã a Davi. "Pegue também os bois para ofertas queimadas; use para fazer fogo esses pedaços de madeira com os quais debulho o trigo, e use o trigo como oferta de cereais. Dou tudo isso ao rei." 24 - "Não," respondeu o rei. "Quero comprar pelo preço que vale. Não posso aceitar o que pertence a você, e dar ao Senhor. Não vou oferecer uma oferta que não me custou nada!" 25 - Assim Davi pagou a Ornã quase seiscentos siclos de ouro. 26 - Construiu um altar ao Senhor ali naquele lugar, e sacrificou ofertas queimadas e ofertas de paz sobre o altar. Ele fez uma oração ao Senhor, que respondeu fazendo descer fogo do céu para queimar a oferta no altar. 27 - Depois o Senhor mandou que o anjo guardasse a espada na bainha. 28 - E quando Davi viu que o Senhor respondeu à oração que ele fez, novamente ofereceu sacrifício ao Senhor. 29 - O tabernáculo e o altar para ofertas queimadas que Moisés fez no deserto estavam no monte de Gibeom, 30 - porém Davi não tinha tempo de ir até lá para orar a Deus, pois estava com muito medo da espada do anjo do Senhor. CAPITULO 22 1 - DAVI DISSE ENTÃO: "Bem aqui no terreiro de debulhar trigo de Ornã é o lugar onde vou construir o templo do Senhor e também o altar para a oferta queimada de Israel!" 2 - Davi mandou chamar todos os estrangeiros que moravam em Israel e disse a eles que preparassem blocos quadrados de pedra para o templo. 3 - Também eles fabricaram uma grande quantidade de pregos de ferro que seriam necessários para pregar as portas, e tanto bronze que nem podiam pesar. 4 - Os homens de Tiro e de Sidom trouxeram a Davi grandes barcos carregados de madeira de cedro. 5 - "Meu filho Salomão ainda é muito moço e sem experiência," dizia Davi, "e o templo do Senhor deve ser um edifício maravilhoso, conhecido e glorioso em todo o mundo. Por isso vou começar desde já a preparar tudo para a construção." Assim Davi ajuntou todos os materiais de construção antes dele morrer. 6 - Então chamou o seu filho Salomão e deu ordens a ele para construir um templo ao Senhor Deus de Israel. 7 - "Eu mesmo queria construir o templo," disse Davi ao filho, "mas o Senhor me disse que não fizesse isso. 'Você matou muita gente em grandes guerras,' Ele me disse. 'Você derramou muito sangue, por isso não deve construir o meu templo. 9 - Mas darei a você um filho,' disse-me Ele, 'que será um homem de paz, porque darei a ele paz com os seus inimigos das terras vizinhas. O nome dele será Salomão (que significa "Pacífico"), e darei paz e tranqüilidade a Israel durante o tempo que ele reinar. 10 - Ele construirá meu templo. Será como meu próprio filho e Eu serei Pai dele; e farei que os filhos dele, os netos e bisnetos reinem sempre em Israel." 11 - "Agora, pois, meu filho, o Senhor seja com você e faça você sempre feliz; faça conforme Ele disse acerca de você, e construa o templo do Senhor Deus. 12 - Que o Senhor dê a você sabedoria e inteligência para seguir as leis divinas quando Ele fizer de você rei de Israel. 13 - Pois se obedecer com todo o cuidado às regras e aos regulamentos que Ele deu a Israel por meio de Moisés, você vai ser muito feliz. Seja forte e corajoso. Não tenha medo e tenha sempre entusiasmo para fazer as coisas! 14 - "Com dificuldade consegui ajuntar 600 toneladas em barras de ouro e 1.200 toneladas em prata, e tanto ferro e tanto bronze que nem cheguei a pesar. Também ajuntei madeira e pedra para as paredes. E você pode ir ajuntando mais. 15 - Também você tem muitos homens que sabem preparar as pedras, tem bons carpinteiros e gente que faz muito bem todo tipo de trabalho. 16 - São homens que trabalham muito bem em ouro e prata, em bronze e ferro. Por isso, faça o trabalho, e que o Senhor seja com você!" 17 - Então Davi deu ordens a todos os chefes de Israel para ajudarem seu filho nesta construção. 18 - "O Senhor seu Deus está com vocês," disse Davi. "Ele deu a vocês paz com as nações vizinhas, pois conquistei essas nações em nome do Senhor e para o povo de Deus. 19 - Agora se esforcem o mais que puderem para obedecer ao Senhor seu Deus, e logo vocês vão trazer a arca do contrato e os outros objetos sagrados para o templo do Senhor, que vão construir com bom ânimo para honrar ao seu nome." CAPITULO 23 1 - POR ESSE TEMPO Davi já era bem velho, por isso deixou o trono e nomeou seu filho Salomão como o novo rei de Israel. 2 - Convidou todos os chefes políticos e religiosos de Israel para as festas de coroação. 3 - Nessa ocasião foi feita a contagem dos homens da tribo de Levi que tinham trinta anos ou mais. O total chegou a trinta e oito mil. 4 e 5 - "Vinte e quatro mil deles vão dirigir a construção do templo", disse Davi; seis mil vão ser oficiais de justiça e juizes; quatro mil serão guardas do templo, e quatro mil vão louvar ao Senhor com os instrumentos de música que eu fiz para esse fim. " 6 - Depois Davi dividiu os homens em três grupos principais com os nomes dos filhos de Levi - o grupo Gérson, o grupo Coate e o grupo Merari. 7 - O grupo Gérson foi dividido em outros grupos que receberam os nomes de seus filhos Ladã e Simei. 8 e 9 - Estes novos grupos ainda se dividiram em seis grupos menores, que receberam os nomes dos filhos de Ladã: Jeiel, o chefe; Zetã e Joel, três grupos; e dos filhos de Simeia - Selomote, Haziel e Harã, três grupos. 10 e 11 - As famílias de Simei tinham os nomes de seus quatro filhos: Jaate era o mais importante; Ziza era o segundo; Jeús e Berias formaram uma só família porque nenhum deles teve muitos filhos. 12 - O grupo Coate se dividiu em quatro grupos, que receberam os nomes de seus filhos Anrão, Jizar, Hebrom e Uziel. 13 - Os filhos de Anrão foram Arão e Moisés. Arão e seus filhos foram separados para o serviço santo de queimar sobre o altar as ofertas que o povo trazia ao Senhor. Ele servia ao Senhor todo o tempo e era ele quem dava a bênção em nome do Senhor, todas as vezes. 14 e 15 - Quanto a Moisés, homem de Deus, seus filhos Gérson e Eliezer foram contados com a tribo de Levi. 16 - Os filhos de Gérson eram chefiados por Sebuel, 17 - e Reabias; o único filho de Eliezer era o chefe de sua família, pois teve muitos filhos. 18 - Selomite era o chefe dos filhos de Jizar. 19 - Jerias era o chefe dos filhos de Hebrom. Amarias era o segundo; em terceiro lugar vinha Jaaziel, e Jecameão era o quarto. 20 - Mica era o chefe dos filhos de Uziel; em segundo lugar vinha Issias. 21 - Os filhos de Merari foram Mali e Musi. Os filhos de Musi foram Eleazar e Quis. 22 - Eleazar morreu sem deixar filhos; teve filhas que se casaram com os primos delas, filhos de Quis. 23 - Os filhos de Musi foram Mali, Eder e Jeremote. 24 - Na contagem do povo, todos os homens de Levi que tinham vinte anos ou mais foram colocados sob os nomes dessas famílias. E eles ficaram com a responsabilidade de servir no templo. 25 - Porque Davi disse: "O Senhor Deus de Israel nos deu paz e Ele vai morar em Jerusalém para sempre. 26 - Agora os levitas não precisam mais de levar o tabernáculo e os vasos e tudo quanto está no tabernáculo quando mudarem de um lugar para outro. " 27 - Esta contagem da tribo de Levi foi uma das últimas coisas que Davi fez antes de morrer. 28 - O trabalho dos levitas era ajudar os sacerdotes - os filhos de Arão - nos sacrifícios feitos no templo. Também o trabalho deles era guardar os objetos sagrados e ajudar nos atos religiosos da purificação, e qualquer outro serviço do templo. 29 - Eram eles que providenciavam o pão da presença (também chamado pão da proposição ou pão exposto), a flor de farinha para as ofertas de cereais, e a massa fina de pão sem fermento (frita ou misturada com azeite). Também eles conferiam todos os pesos e todas as medidas. 30 - Todas as manhãs e todas as tardes se apresentavam ao Senhor para cantarem hinos de ações de graça e louvar a Deus. 31 - Ajudavam nos sacrifícios especiais de ofertas queimadas, nos sacrifícios feitos no dia do Senhor, nas festas de lua nova, e em todas as outras festas. Sempre havia tantos levitas presentes quantos fossem necessários na ocasião. 32 - Eles cuidavam do tabernáculo e do templo e ajudavam os sacerdotes em tudo que estes precisavam. CAPITULO 24 1 - QUANTO AOS SACERDOTES (os filhos de Arão), eles foram colocados em dois grupos, que receberam os nomes de Eleazar e Itamar, filhos de Arão. 2 - Nadabe e Abiú também eram filhos de Arão, mas morreram antes do pai deles, e não tinham filhos. Por isso somente Eleazar e Itamar ficaram para fazer o trabalho de sacerdote. 3 - Davi, combinando com Zadoque, que representava a família de Eleazar, e com Aimeleque, que representava a família de Itamar, dividiu os filhos de Arão em muitos grupos, para servir em várias ocasiões. 4 - Os filhos de Eleazar foram divididos em dezesseis grupos e os filhos de Itamar em oito grupos (porque dentre os filhos de Eleazar havia mais homens que podiam chefiar). 5 - Cada grupo recebia a sua tarefa por sorteio, para que não houvesse nenhuma preferência, pois em cada grupo havia muitos homens importantes e oficiais do templo. 6 - Semaías, levita e filho de Natanael, o secretário, registrou os nomes e as tarefas na presença do rei e desses chefes: Zadoque, o sacerdote; Aimeleque, filho de Abiatar; e os chefes dos sacerdotes e dos levitas. Um grupo da família de Eleazar e um grupo da família de Itamar ficavam com a responsabilidade de cada tarefa. 7 a18 - O trabalho foi indicado por sorteio nesta ordem: I°, o grupo chefiado por Jeoiaribe; 2º, o grupo chefiado por Jedatas; 3º, o grupo chefiado por Harim; 4º, o grupo chefiado por Seorim; 5º, o grupo chefiado por Malquias; 6º, o grupo chefiado por Miamim; 7º, o grupo chefiado por Hacoz; 8º, o grupo chefiado por Abias; 9º, o grupo chefiado por Jesua; 10º, o grupo chefiado por Secanias; 11º, o grupo chefiado por Eliasibe; 12º, o grupo chefiado por Jaquim; I3°, o grupo chefiado por Hupa; 14º, o grupo chefiado por Jesebeabe; 15º, o grupo chefiado por Bilga; 16º, o grupo chefiado por Imer; 17º, o grupo chefiado por Hezir; 18º, o grupo chefiado por Hapizez; 19º, o grupo chefiado por Petaías; 20º, o grupo chefiado por Jeezquel; 21º, o grupo chefiado por Jaquim; 22º, o grupo chefiado por Gamul; 23º, o grupo chefiado por Delaías; 24°, o grupo chefiado por Maazias. 19 - Cada grupo fazia as tarefas do templo conforme Deus havia indicado antes por intermédio de Arão, o pai dessas famílias. 20 - Estes foram os outros chefes das famílias de Levi: Anrão, seu filho Subael; e Jedias, filho de Subael; 21 - O grupo de Reabias, chefiado por seu filho mais velho, Issias; 22 - O grupo de Jizar, formado de Selemote e de seu filho Jaate. 23 - O grupo de Hebrom: Jerias, filho mais velho de Hebrom; Amarias, o segundo filho; Jaaziel, o terceiro filho; Jecameão, o quarto filho. 24 e 25 - O grupo de Uziel era chefiado por seu filho Mica, por seus netos Samir e Issias, e por Zacarias, filho de Issias. 26 e 27 - O grupo de Merari era chefiado por seu filho Mica, por seus netos Samir e Issias, e por Zacarias, filho de Issias. O grupo de Jaazias, chefiado por seu filho Beno, incluía seus irmãos Soão, Zacur e Ibri. 28 - Os filhos de Mali foram Eleazar, que não teve filhos, 29 - e Quis; dentro os filhos de Quis estava Jerameel. 30 - Os filhos de Musi foram Mali, Eder e Jerimote. Esses foram os filhos de Levi, de acordo com as várias famílias a que eles pertenciam. 31 - Da mesma maneira que os filhos de Arão, eles receberam as suas tarefas por sorteio, sem ter preferência de idade ou classe. O sorteio foi feito na presença do rei Davi, de Zadoque, Aimeleque, e dos chefes dos sacerdotes e levitas. CAPITULO 25 1 - DEPOIS DAVI, COM o auxílio dos chefes do tabernáculo, indicou os homens para profetizar, com o acompanhamento de liras, harpas e címbalos. Esses homens eram dos grupos de Asafe, de Hemã, e de Jedutum. Aqui está uma lista dos nomes deles e do trabalho que deviam fazer: 2 - Chefiados por Asafe, o profeta particular do rei, estavam seus filhos Zacur, José, Netanias e Asarela. 3 - Chefiados por Jedutum, que dirigia o serviço de profetizar, dar graças e louvar ao Senhor, com acompanhamento de harpa, estavam os seis filhos dele: Gedalias, Zeri, Jesaías, Hasabias, Simei e Matitias. 4 e 5 - Dirigidos por Hemã, o capelão particular do rei, estavam os filhos dele: Buquias, Matanias, Uziel, Sebuel, Jerimote, Hananias, Hanani, Eliata, Gidalti, Romanti-Ezer, Josbecasa, Maloti, Hotir e Maaziote. Pois Deus havia honrado esse homem com quatorze filhos e três filhas. 6 e 7 - O trabalho de música desses homens incluía tocar címbalos, harpas e liras. O pai deles é que dirigia os filhos, quando tocavam no tabernáculo. Asafe, Jedutum e Hemã estavam sob a responsabilidade direta do rei. Eles e suas famílias eram todos treinados para cantar hinos de louvor ao Senhor. Cada um deles - eram 288 no total - era professor de música. 8 - Os cantores eram indicados para o seu tempo de serviço por sorteio, sem levar em conta a idade ou importância. 9 a 31 – O 1º sorteio indicou José, da família de Asafe; O 2°, Gedalias, junto com doze de seus filhos e irmãos; O 3°, Zacur e doze de seus filhos e irmãos; O 4°, Izri e doze de seus filhos e irmãos; O 5º, Netanias e doze de seus filhos e irmãos; O 6º, Buquias e doze de seus filhos e irmãos; O 7º, Jesarela e doze de seus filhos e irmãos; O 8°, Jesaías e doze de seus filhos e irmãos; O 9º, Matanias e doze de seus filhos e irmãos; O 10º, Simei e doze de seus filhos e irmãos; O 11º, AzareI e doze de seus filhos e irmãos; O 12º, Hasabias e doze de seus filhos e irmãos; O 13º, Subael e doze de seus filhos e irmãos; O 14º, Matitias e doze de seus filhos e irmãos; O 15º, Jeremote e doze de seus filhos e irmãos; O 16º, Hananias e doze de seus filhos e irmãos; O 17º, Josbecasa e doze de seus filhos e irmãos; O 18º, Hanani e doze de seus filhos e irmãos; O 19º, Maloti e doze de seus filhos e irmãos; O 20º , Eliata e doze de seus filhos e irmãos; O 21º, Hotir e doze de seus filhos e irmãos; O 22º, Gidalti e doze de seus filhos e irmãos; O 23º, Maaziote e doze de seus filhos e irmãos; O 24º, Romanti-Ezer e doze de seus filhos e irmãos. CAPITULO 26 1 - OS GUARDAS DO templo pertenciam ao grupo de Asafe, da família de Coré. O capitão da guarda era Meselemias, filho de Coré. 2 e 3 - Os assistentes de Meselemias eram seus filhos: Zacarias (o mais velho), Jediael (o segundo), Zebadias (o terceiro), Jatniel (o quarto), Elão (o quinto), Joanã (o sexto), Elioenai (o sétimo), 4 e 5 - Os filhos de Obede-Edom também foram indicados como guardas do templo. Estes são os nomes deles: Semaías (o mais velho), Jeozabade (o segundo), Joá (o terceiro), Sacar (o quarto), Natanael (o quinto), Amiel (o sexto), Issacar (o sétimo), Peuletai (o oitavo). Que bênção Deus deu a ele, com todos esses filhos! 6 e 7 - Os filhos de Semaías eram todos homens importantes, e tinham posições de grande autoridade em suas famílias. Estes eram os seus nomes: Otni, Rafael, Obede, Elzabade. Eliú e Semaquias, ,irmãos deles, também eram homens valentes e muito capazes. 8 - Todos esses filhos e netos de Obede-Edom - num total de sessenta e dois eram homens importantes. Eles estavam muito bem treinados para fazer o trabalho que deviam fazer. 9 - Os dezoito filhos e irmãos de Meselemias também eram chefes de verdade. 10 - Hosa, que era do grupo de Merari, indicou Sinri como chefe dentre os filhos que ele tinha, embora Sinri não fosse o mais velho. 11 - Os nomes de alguns de seus outros filhos eram: Hilquias, o segundo; Tebalias, o terceiro; Zacarias, o quarto. Os filhos e irmãos de Hosa davam um total de treze pessoas. 12 - Os grupos dos guardas do templo tinham os nomes dos seus chefes. Como os outros levitas, eles tinham a responsabilidade de servir no templo. 13 - Receberam a tarefa de guardas das diversas portas, e para isso não se levava em conta a posição da família, pois tudo se fazia por sorteio. 14,15 - A responsabilidade da porta do leste ficou com Selemias e o grupo dele. A porta do norte ficou com o filho dele, Zacarias, que era um homem muito sábio. A porta do sul ficou com Obede-Edom e o grupo dele (os filhos de Obede-Edom tomavam conta dos depósitos), 16 - A porta do oeste e a Porta de Salequete na estrada de cima, ficou com Supim e Hosa, nos dois lugares juntos. 17 - Todos os dias, seis guardas tomavam conta da porta do leste, quatro da porta do norte, quatro da porta do sul e dois guardas para cada uma das casas de depósitos. 18 - Cada dia seis guardas eram indicados para a porta do oeste, quatro para a estrada de cima, e dois para lugares ali perto. 19 - Os guardas do templo eram escolhidos dentre as famílias de Coré e de Merari. 20 a 22 - Outros levitas, chefiados por Aias, cuidavam das ofertas trazidas ao Senhor, colocadas no local onde eram guardadas as riquezas do templo. Esses homens da família de Ladã, que era da família de Gérson, contavam entre eles com Zetã e Joel, filhos de Jeieli. 23 e 24 - Sebuel, filho de Gérson e neto de Moisés, era o oficial-chefe da casa dos tesouros. Ele era o chefe dos grupos de Anrão, de Jizar, de Hebrom e de Uziel. 25 - As famílias de Eliezer eram nesta ordem: Eliezer foi pai de Reabias; Reabias foi pai de Jesaías; Jesaías foi pai de Jorão; Jorão foi pai de Zicri; Zicri foi pai de Selomote. 26 - Selomote e seus irmãos foram indicados para cuidar das ofertas feitas ao Senhor pelo rei Davi e pelos outros chefes do pais, como os oficiais e generais do exército. 27 - Pois esses homens dedicaram as coisas que trouxeram das guerras ao sustento das despesas do templo. 28 - Selomote e seus irmãos também tinham de cuidar das coisas dedicadas ao Senhor por Samuel, o profeta, por Abner, filho de Ner, por Joabe, filho de Zeruia, e por qualquer outra pessoa importante que trouxesse ofertas ao Senhor. 29 - Quenapias e seus irmãos (da família de Jizar) foram nomeados administradores públicos e juizes. 30 - Hasabias e mil e setecentos dos seus parentes vindos de Hebrom, todos eles homens importantes, tinham de cuidar das terras de Isfael que ficavam ao ocidente do rio Jordão. Eles eram responsáveis pelos assuntos religiosos e pela administração pública daquela região. 31 e 32 - Dois mil e setecentos homens importantes da família dos hebronitas, chefiados por Jerias, foram indicados para dirigir os negócios religiosos e públicos das tribos de Ruben, de Gade e da meia tribo de Manassés. Esses homens, todos eles com excelentes qualidades, foram indicados por causa de seus pais e por causa do treinamento que eles tinham. A indicação foi feita em Jazer de Gileade, quando fazia quarenta anos que Davi era rei. CAPITULO 27 1 - O EXÉRCITO ISRAELITA estava dividido em doze regimentos, cada regimento com vinte e quatro mil soldados, incluindo oficiais e o pessoal da administração. Esses regimentos eram chamados para o serviço durante um mês em cada ano. Aqui está uma lista desses regimentos, e os nomes dos comandantes: 2 e 3 - O comandante da Primeira Divisão era Jasobeão (filho de Zabdiel). Ele tinha a responsabilidade de 24.000 soldados que estavam em serviço no primeiro mês de cada ano. 4 - O comandante da Segunda Divisão era Dodai (filho de Aoi). Ele era responsável por 24.000 soldados que estavam em serviço no segundo mês de cada ano. Miclote era oficial imediato de Dodai. 5 e 6 - O comandante da Terceira Divisão era Benaia. Seus 24.000 homens estavam em serviço no terceiro mês de cada ano. Ele era filho de Joiada, o sumo sacerdote, e era o chefe dos trinta oficiais de mais alto posto no exército de Davi. Amizabade, filho de Benaia, ficou no lugar do pai como comandante da divisão. 7 - O comandante da Quarta Divisão era Asael (irmão de Joabe), que mais tarde foi substituído por seu filho Zebadias. Ele tinha 24.000 homens em serviço no quarto mês de cada ano. 8 - O comandante da Quinta Divisão era Samute, de Izrá, com 24.000 homens em serviço no quinto mês de cada ano. 9 - O comandante da Sexta Divisão era Ira, filho de Iques, de Tecoa; ele tinha 24.000 homens em serviço no sexto mês de cada ano. 10 - O comandante da Sétima Divisão era Helez, de Pelona, em Efraim com 24.000 homens em serviço no sétimo mês de cada ano. 11 - O comandante da Oitava Divisão era Sibecai, da família husatita da família de Zera; ele tinha 24.000 homens em serviço no oitavo mês de cada ano. 12 - O comandante da Nona Divisão era Abiezer (de Anatote, na tribo de Benjamim); ele comandava 24.000 homens em serviço durante o nono mês de cada ano. 13 - O comandante da Décima Divisão era Maarai, de Netofa, em Zera, com 24.000 homens em serviço no décimo mês de cada ano. 14 - O comandante da Décima - primeira Divisão era Benaia, de Piratom, em Efraim, com 24.000 homens em serviço durante o décimo - primeiro mês de cada ano. 15 - O comandante da Décima segunda Divisão era Heldai, de Netofa, na região de Otniel; ele tinha 24.000 homens em serviço durante o décimo - segundo mês de cada ano. 16 a 22 - As autoridades políticas mais importantes das tribos de Israel eram as seguintes: Sobre Ruben, Eliezer (filho de Zicri); Sobre Simeão, Sefatias (filho de Maaca); Sobre Levi, Hasabias (filho de Quemuel); Sobre os filhos de Arão, Zadoque; Sobre Judá, Eliú (irmão do rei Davi); Sobre Issacar, Onri (filho de Micael); Sobre Naftali, Jerimote (filho de Obadias); Sobre Naftali, Jerimote (filho de Azriel); Sobre Efram, Oséias (filho de Azazias); Sobre a meia tribo de Manassés, Joel (filho de Pedaias); Sobre a outra metade de Manassés, em Gileade, Ido (filho de Zacarias); Sobre Benjamim, Jaasiel, (filho de Abner); Sobre Dã, Azareel (filho de Jeroão). 23 - Quando Davi fez a contagem do povo, não contou os que tinham vinte anos de idade, ou os que eram mais moços, porque o Senhor havia prometido que a população de Israel seria muito grande, como as estrelas do céu. 24 - Joabe começou a contar o povo, mas nunca terminou de contar, porque Deus ficou muito zangado com Israel. O total final nunca foi registrado na história do rei Davi. 25 - Azmavete (filho de AdieI) era quem dirigia os assuntos de dinheiro do palácio real, e Jônatas (filho de Uzias) era o chefe dos assuntos de dinheiro do rei em todas as cidades, vilas e fortalezas de Israel. 26 - Ezri (filho de Quelube) era quem tomava conta dos que trabalhavam nas propriedades do rei. 27 - E Simei, de Ramate, era responsável pelas plantações de uvas do rei. Zabdi, de Sifma, era responsável pela fabricação do vinho e pelo vinho que era guardado. 28 - Baal-Hanã, de Gedera, era responsável pelas plantações de oliveira e pelos sicômoros que havia nas terras baixas do rei, vizinhas das terras dos filisteus. Porém Joás era responsável pelos depósitos de azeite. 29 - Sitrai, de Sarom, era responsável pelo gado que pastava nos campos de Sarom, e Safate (filho de Adlai) cuidava do gado que pastava nos vales. 30 - Obil, do território de Ismael, cuidava dos camelos; Jedias, de Meronote cuidava dos jumentos. 31 - Quem cuidava das ovelhas era Jaziz, o hagareno. Esses homens eram administradores do rei Davi. 32 - O assistente dos filhos do rei era Jônatas, tio de Davi, conselheiro prudente e homem educado; Jeiel (filho de Hacmoni) era quem ensinava os príncipes. 33 - Aitofel era conselheiro oficial do rei; Husai, o arquita, era amigo e conselheiro pessoal do rei. 34 - Joiada (filho de Benaia) e Abiatar eram ajudantes de Aitofel. Joabe era o comandante-chefe do exército israelita. CAPITULO 28 1 - DAVI REUNIU ENTÃO em Jerusalém todos os seus auxiliares – os chefes políticos, os comandantes das doze divisões do exército, os outros oficiais do exército, os que cuidavam das propriedades e do gado do rei, e todos os outros homens que tinham autoridade no reino. 2 - Ele se levantou, ficou em pé diante deles, e disse a todos as seguintes palavras: "Meus irmãos e meu povo! Era meu desejo construir um templo em que a arca do contrato do Senhor pudesse ficar para sempre - um lugar para nosso Deus morar. Já ajuntei todos os materiais necessários para a construção, 3 - porém Deus me disse: 'Você não deve construir meu templo, porque você é homem de guerra e derramou muito sangue.' 4 - "Apesar disso, o Senhor Deus de Israel me escolheu dentre todos da família de meu pai para começar uma família que sempre desse reis a Israel. Ele escolheu a tribo de Judá, e dentre as famílias de Judá escolheu a família de meu pai; e dentre os filhos de meu pai o Senhor se agradou de mim e me fez rei sobre todo o Israel. 5 - E dentre os meus filhos - o Senhor me deu muitos filhos - Ele escolheu Salomão para ficar em meu lugar, no trono do reino do Senhor sobre Israel. 6 - Ele me disse: 'Seu filho Salomão construirá meu templo; pois a ele escolhi como meu filho e Eu serei Pai dele. 7 - E se ele continuar a obedecer aos meus mandamentos e às minhas ordens como tem obedecido até hoje, farei que o reino dele nunca tenha fim.''' 8 - Davi se voltou depois para Salomão e disse: "Aqui, diante dos chefes de Israel, o povo de Deus, e diante de nosso Deus, aconselho você a obedecer a todos os mandamentos do Senhor, a fim de que possa continuar a governar esta boa terra, para depois deixar a seus filhos e netos. E assim eles vão governar esta terra para sempre. 9 - Salomão, meu filho, procure conhecer o Deus de seu pai. Adore e sirva a esse Deus com um coração limpo e boa vontade de alma, porque o Senhor vê todos os corações e entende e conhece todos os pensamentos. Se você procurar a Deus, você O encontrará; mas se você deixar a Deus, Ele abandonará você para sempre. 10 - Assim, seja muito cuidadoso, porque o Senhor escolheu você para construir este templo santo. Seja forte e faça conforme Ele manda." 11 - Então Davi entregou a Salomão o desenho do templo e de tudo quanto ficava ao redor dele - as salas onde se guardavam o dinheiro e os objetos de muito valor, as salas do andar de cima, as salas de dentro, e o santuário onde seria colocado o assento de misericórdia. 12 - Também entregou a Salomão os planos que fez para o pátio externo, as salas de fora, os espaços para depósitos do templo, e as salas para as ofertas feitas por pessoas de grande importância. 13 - O rei também entregou a Salomão as instruções a respeito do trabalho dos diversos grupos de sacerdotes e levitas. Ele deu os pesos e as medidas de cada coisa que devia ser usada no templo para adoração e sacrifício. 14 - Davi pesou bastante ouro e prata para fazer os diversos vasos, 15 - e também a quantia certa de ouro necessário para os suportes das lâmpadas e das próprias lâmpadas. Ele pesou ainda a prata que era necessária para fabricar os castiçais e as lâmpadas, cada coisa de acordo com o seu uso. 16 - Pesou o ouro para a mesa na qual seria colocado o pão da presença ou pão da proposição, e para as outras mesas de ouro. Pesou também a prata para as mesas de prata. 17 - Depois pesou o ouro para fazer os garfos de ouro usados para lidar com a carne dos sacrifícios oferecidos e para as bacias, os copos e as taças de ouro e prata. 18 - Por fim, pesou o ouro puro para o altar do incenso e para fazer os anjos de ouro. As asas desses anjos se estendiam sobre a arca do contrato do Senhor. 19 - "Cada parte deste desenho," disse Davi a Salomão, "me foi dada em escrito da mão do Senhor." 20 - Depois ele continuou: "Seja forte e corajoso e faça o trabalho. Não fique com medo do tamanho da tarefa, pois o Senhor meu Deus está com você. Ele não vai abandonar você. Ele vai cuidar para que tudo no serviço do seu templo termine bem. 21 - E esses diversos grupos de sacerdotes e levitas servirão no templo. Outros que sabem fazer vários tipos de trabalho se apresentarão como voluntários, e o exército e todo o povo obedecerão às suas ordens." CAPITULO 29 1 - O REI DAVI se voltou então para todos os que estavam reunidos ali e disse: "Meu filho Salomão, a quem Deus escolheu para ser o próximo rei de Israel, ainda é moço e não tem experiência. O trabalho que ele tem pela frente é muito grande, pois o templo que ele vai construir não é apenas um outro prédio – é para o próprio Senhor Deus! 2 - Fazendo tudo o que eu podia fazer, ajuntei o que pude ajuntar para construir o templo ouro, prata, bronze, ferro, madeira em quantidade suficiente e grandes quantidades de ônix, outras pedras preciosas, jóias caras e pedra mármore. 3 - E agora, por causa do meu grande amor ao templo de Deus, vou dar toda a minha riqueza para ajudar na construção. Tudo isto é além dos materiais de construção que já reuni. 4 e 5 - Essas contribuições que eu faço estão assim constituídas: 10.500 quilos em ouro de Ofir e 420 quilos em prata da mais pura qualidade para cobrir as paredes do edifício. Estes metais serão usados para fabricar os artigos de ouro e de prata e para os objetos de enfeite. Quem, agora, quer seguir o meu exemplo? Quem dará a si próprio e tudo quanto possui ao Senhor? 6 e 7 - Então os chefes de famílias, os chefes das tribos, os oficiais do exército e os administradores do rei prometeram dar 18.000 quilos em ouro; dez mil daricos em dinheiro estrangeiro; 600.000 quilos em prata; 1.080,000 quilos de bronze; e 6.000.000 quilos de ferro. 8 - Além disso eles deram: grandes quantidades de jóias que foram guardadas no cofre do templo. Jeiel (da família de Gérson) é quem guardava tudo isso. 9 - Todos estavam alegres e felizes por ter esta oportunidade de servir, e o rei Davi se encheu de grande alegria. 10 - Enquanto ainda se encontrava na presença de todos ali reunidos, Davi louvou ao Senhor com estas palavras: "Ó Senhor Deus de nosso pai Israel, louvado seja o seu nome para sempre! 11 - seu é o grande poder, e a glória, e a vitória e a majestade. Tudo o que existe nos céus e na terra é seu, ó Senhor, e seu é este reino. Nós adoramos a Deus porque Ele dirige todas as coisas. 12 - Riquezas e honra vêm somente do Senhor, e Ele é o Governador de toda a humanidade; sua mão controle força e poder, e é por sua vontade que os homens se tornam importantes e recebem força. 13 - Ó nosso Deus, nós damos graças e louvamos o seu glorioso nome, 14 - mas quem sou eu e quem é o meu povo para que nos seja permitido dar ao Senhor alguma coisa? Tudo o que temos veio de Deus, e nós somente damos ao Senhor o que já é seu! 15 - Porque estamos aqui apenas por um momento. Somos estrangeiros na terra, como nossos pais foram estrangeiros antes de nós. Nossos dias na terra são como sombra, passam tão depressa, sem deixar sinal. 16 - Ó Senhor nosso Deus, todo este material que ajuntamos para construir um templo ao seu nome vem do Senhor! Tudo pertence ao Senhor! 17 - Eu sei, meu Deus, que o Senhor examina os homens para ver se eles são bons; porque o Senhor se agrada dos homens bons. Fiz tudo isto com boas intenções, e tenho visto o seu povo oferecer estes presentes de boa vontade e com grande alegria. 18 - "Ó Senhor Deus de nossos pais Abraão, Isaque e Israel! Faça que o seu povo sempre tenha o desejo de obedecer a Deus, e não permita que mude o amor que o povo tem pelo seu Deus. 19 - Dê a meu filho Salomão coração bondoso que se volte para Deus, de modo que ele tenha o desejo de obedecer à sua vontade, mesmo nas coisas menores, e esteja muito interessado em acabar a construção do seu templo, para o qual eu fiz todos esses preparativos. " 20 - Davi disse a seguir a todo o povo: "Dêem louvor ao Senhor seu Deus!" E o povo fez isso, curvando-se diante do Senhor e do rei. 21 - No dia seguinte trouxeram mil bezerros, mil carneiros e mil cordeiros como ofertas queimadas ao Senhor. Também fizeram ofertas de bebidas e muitos outros sacrifícios em favor de Israel. 22 - Depois eles festejaram e beberam diante do Senhor com grande alegria. E novamente puseram a coroa na cabeça de Salomão, filho do rei Davi, como rei do povo. Derramaram óleo sobre a cabeça dele diante do Senhor, como chefe do povo, e derramaram óleo sobre a cabeça de Zadoque, como sacerdote deles. 23 - Assim Deus indicou Salomão para sentar-se no trono de seu pai Davi: e ele foi muito feliz, e todo o Israel obedecia a ele. 24 - Os chefes do povo, os oficiais do exército, e seus irmãos, todos eles prometeram que seriam fiéis ao rei Salomão. 25 - O Senhor fez que ele ficasse muito bem conhecido de todo o povo de Israel, e ele teve maior riqueza e honra do que seu pai. 26 e 27 - Davi foi rei da terra de Israel durante quarenta anos; sete anos durou o reinado dele em Hebrom e trinta e três anos em Jerusalém. 28 - Ele morreu bem velho, rico e cheio de honras; e seu filho Salomão reinou em seu lugar. 29 - Os atos da vida do rei Davi, do começo ao fim, estão escritos na história do profeta Samuel, na história escrita pelo profeta Natã, e na história escrita pelo profeta Gade. 30 - Essas histórias contam do reino dele, do poder que ele tinha, e de tudo o que aconteceu a ele, a Israel e aos reis das nações vizinhas. 2º CRÔNICAS CAPITULO 1 1 - SALOMÃO, FILHO DO rei Davi, era agora o governador de Israel, e ninguém era mais forte do que ele, porque o Senhor Deus fez dele um rei poderoso. 2 e 3 - O rei mandou que todos os oficiais do exército e juizes se reunissem em Gibeom, e também todos os chefes políticos e religiosos de Israel. Salomão subiu com eles ao monte onde estava o antigo tabernáculo que Moisés construiu. Moisés era o representante de Deus enquanto ele esteve no deserto. 4 - Havia outro tabernáculo em Jerusalém, construído pelo rei Davi para a arca de Deus, quando ele levou essa arca de Quiriate Jearim para lá. 5 e 6 - O altar de bronze feito por Bezalel (filho de Uri; este Uri era filho de Hur) ainda estava ali em frente do antigo tabernáculo do Senhor, e então Salomão e todos os que ele havia convidado se reuniram diante do altar, e sobre ele foram oferecidos ao Senhor mil sacrifícios queimados. 7 - Naquela noite Deus apareceu a Salomão e disse: "Peça o que quiser, e Eu darei o que você pedir!" 8 - Salomão respondeu: "Ó Deus, o Senhor foi tão bondoso para o meu pai Davi, e agora me deu o reino – 9 - isto é tudo o que eu desejo! O Senhor cumpriu a promessa que fez a meu pai Davi, e me fez rei sobre uma nação que está tão cheia de gente como a terra está cheia de pó! 10 - Agora peço que o Senhor me dê sabedoria e conhecimento para governar esse povo como ele deve ser governado, pois quem pode, sozinho, dirigir uma nação tão grande como esta?" 11 - Deus respondeu: "Já que o seu maior desejo é ajudar o seu povo, e você não pediu tesouros, riqueza pessoal, nem honras, nem Me pediu a destruição dos seus inimigos, mas pediu sabedoria e conhecimento para dirigir bem o meu povo sobre quem coloquei você como rei – 12 - sim, Eu vou dar a sabedoria e o conhecimento que você pediu! E também vou dar tantas propriedades, riqueza e honras como nenhum outro rei antes de você já teve! E também não vai haver outro rei tão importante assim depois de você!" 13 - Então Salomão deixou o Tabernáculo, desceu do lugar alto em Gibeom, e voltou a Jerusalém para governar Israel. 14 - Ele formou um exército de 1.400 carros, e convocou 12.000 cavaleiros para guardar as cidades onde foram colocados os carros, embora, é claro, alguns fossem guardados em Jerusalém, perto do rei. 15 - Durante o reinado de Salomão, havia tanta prata e tanto ouro em Jerusalém como pedras na estrada! E se usava a madeira de cedro, que é muito cara, em lugar do sicômoro, que é madeira barata! 16 - Salomão enviou negociantes de cavalos ao Egito para comprarem grandes quantidades de cavalos por bons preços. 17 - Naquele tempo os carros egípcios eram vendidos a seiscentos siclos de prata cada um, e cada cavalo custava cento e cinqüenta siclos de prata, entregues em Jerusalém. Muitos desses carros e desses cavalos depois eram vendidos aos reis dos heteus e aos reis da Síria. CAPITULO 2 1 e 2 - SALOMÃO ACHOU QUE havia chegado o tempo de construir um templo para o Senhor, e um palácio para ele. Para isto ele precisava de setenta mil operários, oitenta mil homens para cortar as pedras nas montanhas, e três mil e seiscentos homens para dirigirem os trabalhos. 3 - Salomão mandou um homem de sua confiança para falar com o rei Hirão, em Tiro, pedindo que ele mandasse madeira de cedro como aquela que tinha fornecido a Davi, quando estava sendo construído o palácio real. 4 - "Estou com planos de construir um templo para o Senhor meu Deus," Salomão disse a Hirão. "Será um lugar onde eu possa queimar incenso de cheiro gostoso e apresentar o pão especial de sacrifício', e oferecer as ofertas queimadas cada manhã e cada tarde, nos Dias de Descanso, nas festas da lua nova e nas outras festas do Senhor nosso Deus. Pois Deus quer que Israel sempre comemore essas datas especiais. 5 - Vai ser um templo maravilhoso, porque Ele é um grande Deus, maior do que qualquer outro. 6 - Mas quem poderia construir para Ele uma casa assim maravilhosa? Nem mesmo os altos céus seriam suficientemente belos! E quem sou eu para que possa construir um templo para Deus? No entanto será um lugar de adoração a Deus, um lugar para se queimar incenso perante Ele. 7 - "Por isso, mande-me bons profissionais - homens que saibam trabalhar em ouro, prata, bronze e ferro. Também quero que me envie homens que façam tecidos de púrpura, de carmesim e de azul; e homens que saibam desenhar em metais e madeira, para trabalharem junto com os profissionais de Judá e de Jerusalém, que meu pai Davi escolheu. 8 - Também quero que me mande madeira de cedros, ciprestes e sândalo das florestas do Líbano, porque os seus homens sabem cortar madeira como nenhum outro, e eu vou mandar meus homens para ajudar os seus. 9 - Será necessária uma grande quantidade de madeira, pois o templo que vou construir será enorme, e de uma beleza sem igual. 10 - Quanto às despesas, pagarei aos seus homens vinte mil sacos de trigo batido, vinte mil barris de cevada, vinte barris de vinho e vinte mil barris de azeite. 11 - O rei Hirão respondeu ao rei Salomão: "É porque o Senhor ama ao seu povo que Ele colocou você como rei desse povo! 12 - Bendito seja o Senhor Deus de Israel, que fez os céus e a terra, e que deu a Davi um filho tão sábio, inteligente e de entendimento para construir o templo de Deus e um palácio real para si próprio. 13 - "Vou mandar-lhe um profissional de grande inteligência - meu famoso Hirão Abi. Ele é homem de muita capacidade, 14 - filho de uma judia de Dã, em Israel; o pai dele é daqui de Tiro. Ele trabalha muito bem em ouro e em prata, e também faz trabalhos muito lindos em bronze e em ferro, e conhece tudo a respeito de trabalho em pedra, carpintaria e tecidos; ele lida muito bem com tinturas de púrpura, tecido de linho azul e carmesim. Além disso, faz desenhos em metais e madeira, e é inventor! Ele vai trabalhar com os seus homens e com os homens indicados pelo meu senhor Davi, seu pai. 15 - Mande, pois, o trigo, a cevada, o azeite e o vinho de que você falou, 16 - e vamos começar a cortar a madeira das montanhas do Líbano, toda a madeira que for necessária, e vamos levar em jangadas através do mar até Jope, e dali você fará o transporte por terra até Jerusalém." 17 - Salomão fez a contagem de todos os estrangeiros que moravam no país, do mesmo modo que seu pai Davi havia feito, e verificou que havia cento e cinqüenta e três mil e seiscentos. 18 - Ele contratou setenta mil deles como operários comuns, oitenta mil para cortarem pedras e montanhas, e três mil e seiscentos como dirigentes dos serviços. CAPITULO 3 1 - AFINAL TEVE INÍCIO a construção do templo. O lugar era em Jerusalém, no alto do Monte Moriá, onde o Senhor havia aparecido ao rei Davi, pai de Salomão, no antigo terreiro de cereais de Ornã, o jebuseu. 2 - A construção começou no dia 17 de abril, no quarto ano do reinado de Salomão. 3 - O alicerce tinha 27,45 metros de comprimento, e 9,15 metros de largura. 4 - Havia um alpendre coberto em toda a largura da casa, de 9,15 metros, com as paredes internas e o teto forrados de ouro! O telhado ficava a quase 55 metros de altura. 5 - A parte central do templo era forrada com madeira de cipreste, coberta com placas de ouro, e nela havia desenhos de palmeiras e de correntes. 6 - Havia lindas jóias fixadas nas paredes, e isso aumentava a beleza. O ouro, da melhor qualidade, era de Parvaim. 7 - Todas as paredes, as vigas de madeira, as portas e os batentes que havia no templo estavam revestidos com placas de ouro, e nas paredes havia figuras de querubins gravados. 8 - Dentro do templo, numa das extremidades, ficava o lugar mais sagrado de todos - o Lugar Mais Santo - em forma quadrada, com dez metros de lado, também este lugar estava coberto de ouro da melhor qualidade, pesando 3.600 quilos. 9 - Os pregos de ouro usados pesavam oito quilos. As salas de cima também eram revestidas com placas de ouro. 10 - Dentro da sala que ficava na parte mais interna, o Lugar Mais Santo, Salomão colocou duas estátuas de querubins, revestidas com placas de ouro. 11 a 13 - Eles estavam em pé, no chão, com a face voltada para a sala de fora, com asas que se estendiam de uma ponta a outra através da sala, de uma parede à outra. 14 - Atravessando a entrada desta sala ele colocou uma cortina de tecido azul e carmesim e linho fino branco enfeitada com figuras de anjos. 15 - Na frente do templo havia duas colunas com a altura de dezesseis metros, e no alto de cada coluna havia um enfeite de dois metros e trinta centímetros que ia até ao telhado. 16 - Ele fez correntes que foram colocadas no alto das colunas, com cem romãs presas nas correntes. 17 - Depois levantou as colunas na frente do templo, uma do lado direito e a outra do lado esquerdo. Deu o nome de Jaquim à coluna direita, e o nome de Boaz à coluna da esquerda. CAPITULO 4 1 e 2 - ELE FEZ TAMBÉM um altar de bronze medindo 9,15 metros de comprimento por 9,15 metros de largura, e 4,60 metros de altura. Depois fez um enorme tanque redondo de metal, com 4,60 metros de uma beirada à outra beirada. A beirada do tanque ficava a 2,30 metros do chão, e media 3,75 metros de circunferência. 3 - O tanque estava colocado sobre as costas de duas fileiras de bois de metal. O tanque e os bois foram fundidos como se fossem uma peça única. 4 - Havia doze desses bois colocados cauda com cauda; três estavam virados para o norte, três para o oeste, três para o sul e três para o leste. 5 - As paredes do tanque tinham uma grossura de doze centímetros, e a borda do tanque se curvava como uma flor de lírio. Nele cabiam três mil barris de água. 6 - Também ele construiu dez pias para água, a fim de lavarem nelas as ofertas; cinco ficavam à direita do enorme tanque, e cinco ficavam à esquerda. Mas para se lavarem, os sacerdotes usavam o tanque e não as pias. 7 - Seguindo com todo cuidado as instruções de Deus, ele fez então dez suportes de ouro para lâmpadas, e colocou no templo, cinco à direita e cinco à esquerda; 8 - também construiu dez mesas que foram colocadas cinco junto a cada parede, à direita e à esquerda. Também fez 100 bacias de ouro puro. 9 - Depois construiu um pátio para os sacerdotes, o pátio público, e cobriu as portas desses pátios com bronze. 10 - O grande tanque ficava no canto leste da sala exterior do templo. 11 – Hirão Abi também fez as panelas necessárias, as pás, e as bacias que seriam usadas nos sacrifícios. Assim, afinal, ele terminou o trabalho que o rei Salomão lhe havia determinado: 12 a 16 - A construção das duas colunas, os dois enfeites salientes nos topos das colunas, os dois conjuntos de correntes nos enfeites, as quatrocentas romãs presas nos dois conjuntos de correntes nos enfeites, as bases para as pias, e as próprias pias, o enorme tanque e os doze bois que ficavam em baixo dele, as panelas, as pás e os garfos. Este profissional competente, Hirão Abi, fez todos esses artigos citados acima para o rei Salomão, usando bronze da melhor qualidade. 17 e 18 - O rei fez a fundição nas terras barrentas do vale do Jordão, entre Sucote e Zeredá. A quantidade de bronze usada era tão grande que nem dava para conferir o peso. 19 - Porém no templo só foi usado ouro. Pois Salomão deu ordens para que todos os objetos, o altar e a mesa para o Pão da Presença fossem feitos de ouro. 20 - Também as lâmpadas e os suportes das lâmpadas, 21 - as decorações de flores, as ferramentas para pegar brasas, 22 - as ferramentas para avivar o fogo, as bacias, as colheres, os vasos para queimar incenso - tudo isso foi feito de ouro puro. Mesmo a entrada do templo, a porta principal e as portas internas para o Lugar Mais Santo eram de ouro. CAPITULO 5 1 - ASSIM O TEMPLO foi, por fim, terminado. Então Salomão trouxe as ofertas que seu pai Davi havia dedicado ao Senhor. Elas foram guardadas em salas especiais no templo. 2 - Salomão reuniu em Jerusalém todos os líderes de Israel - os chefes das tribos e famílias - para a cerimônia da mudança da arca que estava na cidade de Davi, também conhecida como Sião, para o seu novo lugar no templo. 3 - Esta cerimônia se realizou em outubro, na festa anual dos Tabernáculos. 4 e 5 - Enquanto os chefes de Israel olhavam, os levitas levantaram a arca e a levaram do tabernáculo, junto com todos os objetos sagrados do tabernáculo que estavam nela. 6 - O rei Salomão e as pessoas que estavam ali ofereceram sacrifícios de ovelhas e de bois, diante da arca. Era tão grande o número de animais, que nem se podia contar! 7 e 8 - Depois os sacerdotes carregaram a arca para a sala interior do templo – o Lugar Mais Santo - e a colocaram debaixo das asas dos anjos. As asas se estendiam sobre a arca e cobriam até os braços de madeira que serviam para carregá-la. 9 - Esses braços eram tão compridos, que as suas pontas eram vistas desde a sala exterior, mas quem estava do lado de fora do templo não podia ver. A arca ainda se achava lá na ocasião em que estas palavras foram escritas. 10 - Nada havia dentro da arca, a não ser as duas tábuas de pedra que Moisés havia colocado ali, no monte Horebe, quando o Senhor fez um trato com o povo de Israel, na ocasião em que o povo saía do Egito. 11 e 12 - Quando os sacerdotes haviam realizado todos os atos de purificação deles mesmos, todos eles tomaram parte nas cerimônias, sem levar em conta as obrigações pessoais de cada um. E como os levitas davam louvores ao Senhor quando os sacerdotes saíram do Lugar Mais Santo! Os cantores eram Asafe, Hemã, Jedutum e todos os filhos e irmãos deles, vestidos com roupas de linho da melhor qualidade, e todos em pé ao lado leste do altar. O coro era acompanhado por 120 sacerdotes que tocavam trombetas, enquanto outros tocavam os címbalos, as liras e as harpas. 13 e 14 - A banda e o coro se uniram como se fossem um só para louvar e dar graças ao Senhor. Os hinos cantados eram intercalados com toques de trombetas, de címbalos e o som forte de outros instrumentos de música - todos louvando e dando graças ao Senhor. A letra do hino que eles cantavam e tocavam dizia assim: "Ele é bom! E Sua grande bondade dura para sempre!" Naquele momento a glória do Senhor, descendo como uma nuvem brilhante, encheu o templo, de modo que os sacerdotes não puderam continuar o seu trabalho. CAPITULO 6 1 e 2 - ESTA FOI A oração que Salomão fez naquele dia: "O Senhor disse que moraria numa nuvem escura, Mas eu fiz um templo para o Senhor; ele será a sua morada para sempre! " 3 - Então Salomão se virou para a congregação do povo e todos estavam em pé, a fim de receberem a sua bênção, que dizia assim: 4 - "Bendito seja o Senhor Deus de Israel - o Deus que falou pessoalmente a meu pai Davi, e que agora cumpriu a promessa feita a ele. Pois Ele disse a meu pai: 5 e 6 - 'Nunca antes, desde que tirei meu povo da terra do Egito, escolhi uma cidade em nenhum lugar em Israel como o local do meu templo, onde meu nome será glorificado: e nunca antes escolhi um rei para meu povo Israel. Mas agora escolhi Jerusalém como minha cidade, e Davi como rei do meu povo.' 7 - "Meu pai Davi quis construir este templo, 8 - mas o Senhor disse que não. Era bom ter esse desejo, o Senhor disse a ele, 9 - porém não seria ele quem iria construir o templo: seu filho foi escolhido para essa tarefa. 10 - E agora o Senhor fez o que havia prometido, pois eu me tornei rei em lugar de meu pai. Construí o templo ao Nome do Senhor Deus de Israel, 11 - e coloquei a arca no templo. E na arca está a aliança feita entre o Senhor e seu povo Israel. 12 e 13 - Enquanto falava, Salomão estava em pé diante da congregação do povo, num palco que havia no centro do pátio exterior, em frente do altar do Senhor. O palco era feito de bronze e media 2,30 metros de comprimento, 2,30 metros de largura, e 1,40 metros de altura. Agora, enquanto o povo olhava, ele se ajoelhou, levantou os braços para o céu, e fez esta oração: 14 - "Ó Senhor Deus de Israel, não há Deus igual nos céus e na terra. O Senhor é Deus que guarda as boas promessas feitas a todos os que obedecem e que estão ansiosos por fazer a sua vontade. 15 - O Senhor cumpriu a promessa feita ao seu servo Davi, meu pai, como hoje se pode ver. 16 - E agora, ó Deus de Israel, cumpra a outra promessa feita a ele de que seus filhos sempre reinarão sobre Israel, se eles obedecerem às minhas Leis como você tem obedecido. 17 - Sim, ó Senhor Deus de Israel, por favor, cumpra também esta promessa feita ao seu servo Davi. 18 - Mas, na verdade, moraria Deus na terra com os homens? Pois se mesmo o céu e o céu dos céus são pequenos demais para Ele muito menor é este templo que eu construí! 19 - "Quanto desejo que o Senhor escute as minhas orações, ó Deus! Escute a oração que faço neste momento! 20 e 21 - Olhe aqui para baixo, com favor, dia e noite sobre este templo - sobre este lugar onde o Senhor disse que colocaria o seu nome. Que sempre escute e responda às orações que eu fizer ao Senhor quando voltar o meu rosto para este lugar. Escute as minhas orações e as orações do seu povo Israel, quando o povo orar voltado para este templo; sim, escute-nos desde o céu, e quando nos escutar, perdoe. 22 - "Sempre que alguém cometer um crime, e tiver de jurar sua inocência diante deste altar, 23 - então escute desde o céu e castigue esse indivíduo, se ele estiver mentindo, ou então declare que ele é inocente. 24 - "Se o seu povo Israel for derrotado diante dos seus inimigos por haver pecado contra o Senhor, e se eles se voltarem para o Senhor e a si mesmo se chamarem de seu povo, e orarem ao Senhor neste templo, 25 - então escute o seu povo desde os céus e perdoe os pecados deles e devolva a eles esta terra que o Senhor deu aos pais deles. 26 - "Quando os céus se fecharem e não houver chuva por causa de nossos pecados, e então orarmos voltados para este templo e clamarmos ao Senhor como nosso Deus, e nos arrependermos de nossos pecados porque o Senhor nos castigou, 27 - então escute desde os céus e perdoe os pecados do seu povo, ensinando esse povo o que é direito fazer. Envie chuva sobre esta terra que o Senhor deu ao seu povo como propriedade dele, 28 - "Se houver fome na terra, ou pestes; se a colheita se perder porque deu praga, os gafanhotos e lagartas atacarem, ou se os inimigos do seu povo estiverem na terra cercando nossas cidades - qualquer que seja a praga ou enfermidade – 29 - escute a oração de cada pessoa quando se tratar de suas próprias tristezas, assim como todas as orações feitas em público neste templo. 30 - Escute desde os céus onde mora; e perdoe, dando a cada um aquilo que merece, pois o Senhor conhece o coração de todos os homens. 31 - Então eles vão respeitar ao Senhor para sempre, e andarão nos seus cominhos todos os dias que viverem na terra que o Senhor deu a nossos pais. 32 - "E quando os estrangeiros que não pertencem ao seu povo ouvirem falar do seu poder, e vierem de terras distantes para adorar o seu grande nome, e orarem voltados para este templo, 33 - escute-os desde o céu onde mora, e faça o que eles pedem. Então os povos da terra ouvirão falar do seu nome e terão respeito pelo Senhor, do mesmo modo que o seu povo Israel. E eles também vão saber que este templo que eu construí é seu de verdade. 34 - "Se o seu povo sair por sua ordem para combater os inimigos, e orar voltado para esta cidade de Jerusalém que o Senhor escolheu, e para este templo que construí ao seu nome, 35 - então escute desde os céu a oração do seu povo e faça que eles tenham sucesso. 36 - "Se eles pecarem contra o Senhor (e não há homem que não peque) e o Senhor ficar zangado com eles, e deixar que os inimigos deles os derrotem e os levem embora como escravos para alguma nação estrangeira perto ou longe, 37 e 38 - e se nessa terra estranha eles se voltarem outra vez para o Senhor, com o rosto voltado para esta terra que o Senhor deu aos seus pais, e para esta cidade e este seu templo que construí, e de todo o coração pedirem que o Senhor os perdoe, 39 - então escute desde o céu onde mora, e ajude e perdoe o seu povo que pecou contra o Senhor. 40 - "Sim, ó meu Deus, abre bem os seus olhos e os seus ouvidos a todas as orações que forem feitas ao Senhor neste lugar. 41 - E agora, ó Senhor Deus, levante-Se e entre neste seu lugar de descanso, onde foi colocada a arca da sua força. Que os seus sacerdotes, ó Senhor Deus, estejam vestidos de salvação, e que os seus santos se alegrem nos seus atos de bondade. 42 - Ó Senhor Deus, não me rejeite - não vire o seu rosto de mim, o seu escolhido. Oh, lembre-Se do seu amor a Davi e de sua grande bondade para com ele. CAPITULO 7 1 e 2 - QUANDO SALOMÃO terminou a oração, desceu fogo do céu e queimou os sacrifícios! E a glória do Senhor encheu o templo, de maneira que os sacerdotes não podiam entrar! 3 - Todo o povo estava olhando o que acontecia, e todos se curvaram com o rosto em terra, adorando e dando graças ao Senhor. "Como Ele é bom!" diziam eles. "Ele é sempre tão amável e bondoso." 4 e 5 - Então o rei e todo o povo dedicaram o templo, oferecendo sacrifícios queimados ao Senhor. A contribuição que o rei Salomão fez para esta cerimônia foi de vinte e dois mil bois e cento e vinte mil ovelhas. 6 - Os sacerdotes estavam em pé nos seus lugares de serviço, e os levitas tocavam o hino de ações de graça que dizia: "O seu grande amor dura para sempre". Eles usavam os instrumentos de música que o próprio rei Davi havia feito e usado para louvar ao Senhor. Depois, quando os sacerdotes tocaram as trombetas, todo o povo se pôs em pé novamente. 7 - Salomão separou o pátio no interior do templo para usar naquele dia como um lugar de sacrifício, pois os sacrifícios eram tantos que não cabiam no altar de bronze. 8 - Durante os sete dias seguintes eles comemoraram a festa dos Tabernáculos, com grandes multidões que vinham de todas as partes de Israel. Chegavam de lugares tão distantes como o cominho de Hamate, que ficava num extremo do país, até o rio do Egito, que ficava no outro extremo. 9 - No oitavo dia realizou-se uma cerimônia religiosa. 10 - Então no dia 7 de outubro, ele mandou o povo de volta para casa, alegre e feliz porque o Senhor tinha sido tão bom para Davi e Salomão, e para seu povo Israel. 11 - Assim terminou Salomão a construção do templo do Senhor e também o seu próprio palácio. Ele completou o que havia planejado fazer. 12 - Uma noite o Senhor apareceu a Salomão e disse: "Ouvi a sua oração e escolhi este templo como o lugar onde quero que você Me ofereça sacrifício. 13 - Se Eu fechar os céus de modo que não caia a chuva, ou se Eu der ordens aos enxames de gafanhotos para que acabem com todas as suas colheitas, ou se Eu enviar uma doença que pegue em todos vocês como uma peste, 14 - então se o meu povo se humilhar e orar, e Me procurar, e se arrepender e mudar sua maneira errada de viver, Eu ouvirei do céu as orações do povo, perdoarei os seus pecados, e curarei a terra deles. 15 - Estarei com os olhos e ouvidos abertos para atender todas as orações que forem feitas neste lugar. 16 - Pois escolhi este templo, e fiz dele um lugar santo, a fim de ser a minha casa para sempre, meus olhos e meu coração estarão sempre aqui. 17 - "Quanto a você, se Me seguir conforme fez seu pai Davi, 18 - então Eu cuidarei para que você e seus filhos, netos e bisnetos sempre sejam reis de Israel; 19 - mas se você não Me seguir, se você recusar as Leis que lhe dei, e adorar imagens, 20 - então arrancarei meu povo desta minha terra que dei a eles, e este templo será destruído, muito embora Eu o tenha feito um lugar santo para Mim mesmo. Em vez disso, farei dele uma lição pública de moral e um exemplo de castigo. 21 - Em vez de ser um lugar famoso, todos os que passarem por ele, nem vão acreditar no que vêem. E vão perguntar: 'Por que o Senhor fez coisa tão terrível a esta terra e a este templo?' 22 - E a resposta será esta: 'Porque Seu povo abandonou o Senhor Deus de seus pais, o Deus que os tirou da terra do Egito, e em vez de adorarem a Deus, eles adoraram outros deuses. É por isso que Ele fez tudo isto para eles.' CAPITULO 8 1 - JÁ SE PASSARAM vinte anos desde que Salomão se tornou rei, e os grandes projetos de construção do templo do Senhor e do seu próprio palácio foram completados. 2 - Ele reconstruiu então as cidades que Hirão, rei de Tiro, havia dado a ele, e colocou nelas alguns do povo de Israel. 3 - Foi também nesse tempo que ele lutou contra a cidade de Hamate-Zobá e a conquistou. 4 - Ele construiu a Tadmor no deserto, e construiu cidades em Hamate, que serviam como depósitos de cereais, ou centros de abastecimento. 5 - Fortificou as cidades de Bete-Horom de cima e Bete-Horom de baixo, que eram cidades onde se guardavam cereais. Construiu muros e colocou portas e trancas. 6 - Também construiu a Baalate e outras cidades de depósitos de cereais nessa ocasião, e construiu cidades onde se guardavam os carros e os cavalos. Construiu em Jerusalém, no Líbano e por todo o seu reino, tudo o que desejou. 7 e 8 - Foi Salomão que iniciou o costume que continua até hoje de fazer trabalhadores escravos dos heteus, amorreus, ferezeus, heveus e jebuseus - que pertenciam àquelas nações que os israelitas não destruíram totalmente. 9 - Contudo, dos filhos de Israel ele não fez nenhum escravo. Empregou os cidadãos de Israel como soldados, oficiais, guias dos carros e cavaleiros; 10 - também, duzentos e cinqüenta deles foram oficiais do governo que dirigiam as repartições públicas. 11 - Então Salomão fez a sua esposa (ela era filha de Faraó) mudar-se da cidade de Davi, que era parte de Jerusalém, para o novo palácio que ele mandou construir para ela; pois disse: "Ela não deve morar no palácio do rei Davi, porque a arca do Senhor estava lá, e o lugar é santo". 12 - Depois Salomão ofereceu sacrifícios queimados ao Senhor sobre o altar que ele havia construído em frente a entrada do templo. 13 - O número de sacrifícios era diferente de um dia para a outro, de acordo com as ordens que Moisés havia dada. Havia sacrifícios extras nos Dias de Descanso, nas festas da lua nova, e nas três festas realizadas todas os anos – a comemoração da Páscoa, a festa das Semanas, e a festa dos Tabernáculos. 14 - Ao distribuir as tarefas entre os sacerdotes, ele seguia a tabela feita par seu pai Davi. Também deu aos levitas o trabalho de louvar e de ajudar os sacerdotes nas tarefas de cada dia. 15 - Salomão não se desviava de maneira nenhuma das ordens de Davi quanto a esses assuntos, e quanto ao pessoal que tomava conta da tesouraria. 16 - Dessa maneira Salomão completou com sucesso. a construção do templo, desde os alicerces até ao acabamento final. 17 e 18 - Depois ele foi para as cidades de Eziom-Geber e Elote, na terra de Edom. Essas cidades ficavam à beira da mar, e ele foi fazer a lançamento. ao mar de uns navios que o rei Hirão deu de presente a ele. Esses navios, com marinheiros práticos trabalhando junto com os homens de Salomão, foram até Ofir e trouxeram de volta três mil toneladas de oura para ele! CAPITULO 9 1 - QUANDO A RAINHA de Sabá ouviu falar da grande sabedoria de Salomão, veia a Jerusalém para ver se era verdade, e fez umas perguntas bem difíceis a ele. Com ela veia um grupo muito grande de auxiliares e empregados, trazendo camelos carregados de materiais de perfumes, oura e jóias. 2 - Salomão respondeu a todas as perguntas feitas. Não havia a que ele não soubesse. Ele pôde explicar à rainha tudo o que ela quis saber. 3 -Quando ela viu que Salomão era na verdade muito sábio, e como era formidável a beleza do seu palácio, 4 - e coma havia abundância de alimentas nas suas mesas, e quantos ajudantes e empregados ele tinha; quando ela viu os lindos uniformes deles e os mordomos muito bem vestidos, e viu o tamanho dos homens da guarda, ela nem podia acreditar no que estava vendo! 5 - Por fim ela disse ao rei: "Tudo o que ouvi a seu respeito em meu pais é a pura verdade! 6 - Não acreditava, até que cheguei aqui e vi com os meus próprios olhos. A sua sabedoria é muito maior do que eu podia ter imaginado. 7 - Como são felizes esses seus homens, que podem estar aqui e ouvir o rei falar! 8 - Bendito seja o Senhor seu Deus! Como Ele ama Israel para dar a esse povo um rei justo e reto assim! Ele quer que o povo seja grande, que a nação seja forte para sempre." 9 - A rainha de Sabá deu a Salomão um presente que valia mais de sete mil e duzentos quilos de ouro, e grandes quantidades de perfumes da melhor qualidade, e muitas, muitas jóias. 10 - Os marinheiros do rei Hirão e do rei Salomão trouxeram ouro de Ofir, e também madeira de sândalo e pedras preciosas. 11 - O rei usou a madeira de sândalo para fazer degraus de escada em forma de terraço para o templo e para o palácio. E também para construir harpas e liras para o coro. Nunca antes tinha havido instrumentos tão lindos em toda a terra de Judá. 12 - O rei Salomão deu á rainha de Sabá presentes do mesmo valor dos que ela havia trazido para ele, e ainda deu tudo quanto mais ela pediu! Depois ela voltou para a sua própria terra, junto com todo o grupo que havia levado. 13 e 14 - Todos os anos Salomão recebia cerca de quarenta toneladas em ouro dos reis da Arábia, e de muitas outras terras que pagavam uma taxa a ele todos os anos. Além disso, as mercadorias que os seus comerciantes remetiam para os outros países davam lucro. 15 - Ele usou uma parte do ouro para fazer 200 escudos grandes, cada um deles valendo quase 600 sidos de ouro, 16 - e 300 escudos menores, cada um deles valendo quase 300 sidos de ouro. O rei colocou esses escudos na Sala do Bosque do Líbano que havia em seu palácio. 17 - Também ele fez um enorme trono de marfim todo coberto de ouro puro. 18 - O trono tinha seis degraus de ouro e um estrado de ouro para apoiar os pés; também tinha os braços de ouro, e cada braço tinha ao lado um leão feito de ouro. 19 - De cada lado de cada degrau havia um leão de ouro. Em todo o mundo, não havia outro trono igual a esse! 20 - Todos os copos do rei Salomão eram de ouro, como eram de ouro todos os talheres, copos e vasos da Sala do Bosque do Líbano. Naqueles dias a prata valia tão pouco, que ninguém se importava com ela! 21 - De três em três anos o rei mandava seus navios a Társis a fim de trazerem ouro, prata, marfim, macacos e pavões. Nessas viagens ele empregava marinheiros enviados pelo rei Hirão. 22 - Assim o rei Salomão era mais rico e mais sábio do que qualquer outro rei em toda a terra. 23 - Reis de todos os países vinham visitar Salomão, e ouvir a sabedoria que Deus havia colocado no coração dele. 24 - Cada um trazia a ele todos os anos uma taxa em objetos de prata e de ouro, roupas, armaduras, perfumes, cavalos e mulas. 25 - Além disso, Salomão tinha quatro mil estábulos de cavalos e carros, e doze mil cavaleiros estacionados nas cidades para os carros, e também em Jerusalém para proteger o rei. 26 - Ele governava sobre todos os reis e todos os reinos, desde o rio Eufrates até à terra dos filisteus onde formava fronteira com o Egito. 27 - Ele fez que houvesse tanta prata em Jerusalém como havia pedras na estrada! E o cedro era usado como se fosse o sicômoro comum dos vales. 28 - Ele recebia cavalos do Egito e de outros países. 29 - O restante da história da vida de Salomão, do começo ao fim, está escrito na história do profeta Natã e na profecia de Aias, o siloníta, e também nas visões do vidente Ido com referência a Jeroboão, filho de Nebate. 30 - Salomão reinou quarenta anos em Jerusalém sobre todo o Israel. 31 - Depois ele morreu e foi enterrado em Jerusalém, e seu filho Roboão se tornou o novo rei. CAPITULO 10 1 - TODOS OS CHEFES de Israel vieram a Siquém para a coroação de Roboão. 2 e 3 - Nesse meio tempo, amigos de Jeroboão (filho de Nebate) mandaram um aviso a ele a respeito da morte de Salomão. Ele estava no Egito nessa ocasião, para onde tinha ido a fim de fugir do rei Salomão. Mais que depressa ele voltou, e esteve presente à coroação, e chefiou o grupo que foi fazer exigências a Roboão em nome do povo, dizendo: 4 - "Seu pai foi um senhor duro para tratar o povo. Seja menos exigente do que ele, e nós deixaremos que você seja nosso rei!" 5 - Roboão disse a eles que voltassem dentro de três dias para saberem a resposta. 6 - Ele estudou o pedido deles com os homens que haviam sido conselheiros de seu pai Salomão. Esses homens já eram velhos. "O que devo dizer a eles?" perguntou Roboão. 7 - "Se você quiser governar sobre eles, é preciso dar uma resposta favorável e tratá-los com bondade." 8 e 9 - Porém ele rejeitou o conselho dos velhos e pediu a opinião dos moços que cresceram com ele. "O que os meus companheiros acham que eu devo fazer?" perguntou, "devo ser menos exigente com o povo do que foi meu pai?" 10 e 11 - "Nada disso!" responderam os moços. "Diga a eles o seguinte: 'Se vocês acham que meu pai foi duro com vocês, esperem um pouco, e vão ver como eu sou!' Diga-lhes mais isto: 'meu dedo mínimo é mais grosso do que as costas do meu pai! Vou ser duro com vocês, e não menos exigente! Meu pai costumava castigar vocês com o chicote, mas eu vou usar escorpiões!'" 12 - Assim, quando dentro de três dias Jeroboão e o povo voltaram para saber a resposta de Roboão, 13 - o rei lhes deu uma resposta dura; pois recusou o conselho dos velhos, 14 - e seguiu o conselho dos moços. "Meu pai deu a vocês cargas pesadas, mas eu vou dar mais pesadas ainda!" disse a Roboão a eles. "Meu pai castigou vocês com chicote, mas eu vou castigar vocês com escorpiões!" 15 - Dessa maneira o rei não quis atender ao pedido do povo. Deus levou o rei a fazer isso a fim de cumprir o que Ele havia falado a Jeroboão por meio de Aias, o silonita. 16 - Quando o povo percebeu o que o rei estava dizendo, eles o abandonaram. "Vamos esquecer-nos de Davi e dos seus filhos!" gritaram zangados. "Vamos conseguir alguém que seja nosso rei. Que Roboão governe sua própria tribo de Judá! Vamos para casa!" E assim fizeram. 17 - Contudo, o povo da tribo de Judá ficou fiel a Roboão. 18 - Mais tarde, quando o rei Roboão mandou Adorão para exigir trabalho forçado das outras tribos de Israel, o povo o apedrejou e ele morreu. Quando esta notícia chegou ao rei Roboão, ele tomou o seu carro e fugiu para Jerusalém. 19 - E até hoje Israel não quis saber de ser governado por filhos de Davi. CAPITULO 11 1 - DEPOIS DE CHEGAR a Jerusalém, Roboão reuniu os exércitos de Judá e de Benjamim, cento e oitenta mil homens fortes, escolhidos, e declarou guerra contra o restante de Israel, tentando com isso tornar a unir o reino em torno dele. 2 - Porém o Senhor disse ao profeta Semaías: 3 - "Vá e diga ao rei Roboão, filho de Salomão, e ao povo de Judá e de Benjamim: 4 - '''Diz o Senhor: Não lutem contra seus irmãos. Vão para casa, porque Eu é que planejei esta revolta'." Assim eles obedeceram ao Senhor, e se recusaram a lutar contra Jeroboão. 5 a 10 - Roboão ficou em Jerusalém e, para se proteger, construiu muros e portões nas seguintes cidades de Judá e de Benjamim: Belém, Etã, Tecoa, Bete-Zur, Socó, Adulão, Gate, Maressa, Zife, Adoraim, Laquis, Azeca, Zorá, Aijalom e Hebrom. 11 - Também construiu de novo e melhorou as fortalezas, e colocou nelas grupos de soldados com os seus oficiais. Encheu os depósitos com alimento, azeite de oliveira e vinho. 12 - Em cada cidade fez depósitos de escudos e de lanças, para melhor proteção de todos. Porque somente Judá e Benjamim ficaram fiéis a ele. 13 e 14 - Contudo, os sacerdotes e levitas das outras tribos agora abandonaram suas casas e se mudaram para Judá e Jerusalém, pois o rei Jeroboão mandou todos eles embora, dizendo que deixassem de ser sacerdotes do Senhor. 15 - Ele havia indicado outros sacerdotes em lugar daqueles, e os novos sacerdotes fizeram o povo adorar imagens em lugar de Deus, e oferecer sacrifícios a estátuas de bodes e de bezerros que ele havia colocado nos montes." 16 - Também de todo o Israel começaram a mudar-se para Jerusalém os homens que desejavam adorar com toda liberdade ao Senhor Deus de seus pais, e oferecer sacrifícios a Ele. 17 - Isto fez com que o reino de Judá ficasse forte, de modo que o rei Roboão conseguiu governar durante três anos, sem dificuldade. Durante esses três anos houve um sincero desejo de obedecer ao Senhor, como o rei Davi e o rei Salomão obedeceram. 18 - Roboão casou-se com sua prima Maalate. Ela era filha de Jerimote e de Abiail. Jerimote era filho de Davi e Abiail, filha de Eliabe, irmão de Davi. 19 - Desse casamento nasceram três filhos - Jeús, Semarias e Zaã. 20 - Mais tarde ele se casou com Maaca, filha de Absalão. Maaca teve os seguintes filhos: Abias, Atai, Ziza e Selomite. 21 - Roboão amava Maaca mais do que as outras esposas e concubinas. (Ele tinha dezoito esposas e ainda tinha mais sessenta concubinas - com essas mulheres Roboão teve vinte e oito filhos e sessenta filhas). 22 - Abias, filho de Maaca, era o preferido de Roboão, que tencionava fazer dele o próximo rei. 23 - Com muita sabedoria ele espalhou os outros filhos pelas cidades fortificadas da terra de Judá e de Benjamim, e deu a eles muito dinheiro e alimentos, arranjou para que cada um deles tivesse diversas esposas. CAPITULO 12 1 - MAS ASSIM QUE Roboão adquiriu fama e se tornou poderoso, abandonou ao Senhor, e o povo acompanhou o rei neste pecado. 2 - Como resultado, o rei Sisaque, do Egito, atacou Jerusalém no quinto ano do reinado do rei Roboão, 3 - com mil e duzentos carros, sessenta mil cavaleiros e um enorme número de soldados de infantaria - egípcios, líbios, suquitas e etíopes. 4 - Imediatamente ele tomou as cidades fortificadas de Judá, e dentro de pouco tempo chegou a Jerusalém. 5 - Então o profeta Semaías se encontrou com Roboão e com os chefes de Judá de todas as partes do país, pois eles tinham fugido para Jerusalém, porque ali era mais seguro. O profeta Semaías disse a eles: "O Senhor diz: 'Vocês Me deixaram; por isso Eu deixarei vocês, e abandonei vocês nas mãos de Sisaque'." 6 - Então o rei e os chefes de Israel confessaram os seus pecados e disseram: "O Senhor está certo em fazer isto para nós!" 7 - E quando o Senhor viu que eles se humilharam, mandou Semaías dizer: "Já que vocês se humilharam, não vou destruir vocês totalmente; alguns vão escapar. Não vou usar Sisaque para derramar a minha fúria sobre Jerusalém. 8 - Mas vocês devem pagar uma taxa a ele todos os anos. Então vão reconhecer quanto é melhor servir a Mim do que servir a ele!" 9 - Sisaque, rei do Egito, conquistou assim Jerusalém, e levou todos os tesouros do templo e do palácio. Levou também todos os escudos de ouro de Salomão. 10 - O rei Roboão substituiu os escudos de ouro por escudos de bronze, e deixou o capitão da guarda do seu palácio encarregado de cuidar deles. 11 - Sempre que o rei ia ao templo, os guardas levavam os escudos, e depois os levavam de volta para a casa das armas. 12 - Quando o rei se humilhou, o Senhor deixou de lado a sua ira e não mandou destruição total. Na verdade, mesmo depois da invasão de Sisaque, ainda havia muita coisa boa em Judá. 13 - O rei Roboão reinou dezessete anos em Jerusalém, a cidade que Deus havia escolhido para ali manifestar sua presença, depois de examinar todas as outras cidades de Israel. Ele estava com quarenta e um anos de idade, quando começou a reinar. A mãe dele era amonita, e se chamava Naamá. 14 - Porém ele foi um mau rei, pois na verdade nunca procurou de coração agradar ao Senhor. 15 - A história completa da vida de Roboão está registrada nas histórias escritas pelo profeta Semaías e pelo vidente Ido, no Registro de Famílias. Não deixou de haver guerras entre Roboão e Jeroboão. 16 - Quando Roboão morreu, foi enterrado em Jerusalém, e o novo rei foi seu filho Abias. CAPITULO 13 1 - ABIAS TORNOU-SE o novo rei de Judá, em Jerusalém, quando fazia dezoito anos que Jeroboão era rei de Israel. O reinado dele durou três anos. O nome de sua mãe era Micaia (filha de Uriel, de Gibeá). 2 - Logo no começo do seu reinado estourou a guerra entre Judá e Israel. 3 - Judá, sob as ordens do rei Abias, entrou na guerra com quatrocentos mil soldados valentes, bem treinados, para combater oitocentos mil soldados fortes, corajosos, comandados pelo rei Jeroboão. 4 - Quando o exército de Judá chegou ao monte Zemaraim, na região montanhosa de Efraim, o rei Abias gritou para o rei Jeroboão, e o exército israelita: 5 - "Escutem! Será que vocês não sabem que o Senhor Deus de Israel prometeu com trato solene que os filhos de Davi sempre seriam os reis de Israel? 6 - O rei de vocês, Jeroboão, é um simples criado do filho de Davi, e um traidor do seu senhor! 7 - Toda uma quadrilha de desocupados se juntou a ele, desafiando Roboão, filho de Salomão, porque ele era moço, estava com medo e não foi capaz de fazer frente a ele. 8 - Na verdade vocês pensam que podem derrotar o reino do Senhor, quando esse reino é dirigido por um filho de Davi? O seu exército é duas vezes maior que o meu, mas, vocês estão amaldiçoados com esses bezerros de ouro que estão aí, e que Jeroboão fez para vocês - ele chama esses bezerros de deuses de vocês! 9 - Também vocês expulsaram os sacerdotes do Senhor, da família de Arão, e os levitas, e em lugar deles colocaram sacerdotes de outros deuses. Do mesmo modo que os povos de outras terras, vocês aceitam como sacerdote qualquer individuo que se apresente com um novilho e sete carneiros para ser consagrado. Qualquer pessoa pode ser sacerdote desses que não são deuses e que vocês adoram! 10 - "Mas quanto a nós, o Senhor é nosso Deus, e nós não O deixamos. Somente os filhos de Arão são nossos sacerdotes, e só os levitas é que podem ajudar os sacerdotes no seu trabalho. 11 - Eles queimam sacrifícios ao Senhor cada manhã e cada tarde - ofertas queimadas e incenso de perfume agradável; e colocam o Pão da Presença sobre a mesa santa. A lâmpada de ouro é acesa todas as noites, pois nós tomamos todo o cuidado em seguir as instruções do Senhor nosso Deus. Mas vocês abandonaram a Deus. 12 - Assim, vocês podem ver; Deus está do nosso lado; Ele é nosso Guia. Os sacerdotes do Senhor, tocando trombeta enquanto caminham, vão guiar-nos na batalha contra vocês. Ó povo de Israel, não lutem contra o Senhor Deus de seus pais, pois vocês vão sair perdendo!" 13 e 14 - Nesse meio tempo, Jeroboão tinha mandado em segredo uma parte do seu exército a fim de dar uma volta por detrás dos homens de Judá e apanhá-los de surpresa. Assim Judá ficou cercada, com os inimigos por trás e pela frente. Então eles pediram ao Senhor que tivesse pena deles, e os sacerdotes tocaram as trombetas. 15 e 16 - Os homens de Judá começaram a gritar seu brado de guerra. Enquanto eles gritavam, Deus usou o rei Abias e os homens de Judá para virar a batalha contra o rei Jeroboão e o exército de Israel, 17 - e naquele dia eles mataram quinhentos mil dos melhores soldados de Israel. 18 e 19 - E assim Judá, por ter confiado no Senhor Deus de seus pais, derrotou Israel, e foi atrás dos soldados do rei Jeroboão, tomando algumas de suas cidades - Betel, Jesana, Efrom e as vilas vizinhas. 20 - Jeroboão, rei de Israel, nunca mais conseguiu ter de novo o poder enquanto Abias viveu. Por fim o Senhor feriu a Jeroboão, e ele morreu. 21 - Enquanto isso, Abias, rei de Judá, ficou muito forte. Ele se casou com quatorze esposas e teve vinte e dois filhos e dezesseis filhas. 22 - A história completa de sua vida e das suas palavras está registrada na História de Judá escrita pelo profeta Ido. CAPITULO 14 1- O REI ABIAS morreu e foi enterra do em Jerusalém. O seu filho Asa se tornou o novo rei de Judá, e houve paz na terra durante os dez primeiros anos de seu reinado, 2 - pois Asa tomava todo o cuidado em obedecer ao Senhor seu Deus, fazendo o bem. 3 - Ele derrubou os altares dos deuses estranhos que havia nas montanhas, e quebrou as colunas. Cortou em pedaços as vergonhosas imagens de Aserá, 4 - e exigiu que toda a nação obedecesse às leis e aos mandamentos do Senhor Deus de seus pais. 5 - Também retirou das montanhas as imagens do sol, e de cada uma das cidades de Judá ele retirou os altares de incenso. Por isso é que Deus deu paz ao seu reino. 6 - Isto fez que ele pudesse construir cidades protegidas de muros em toda a terra de Judá. Ninguém lutava contra ele, porque Deus o protegia. 7 - "Agora é o tempo para fazer isso, enquanto o Senhor nos está abençoando com paz por causa de nossa obediência a Ele," disse Asa ao seu povo. "Vamos construir e fortificar as cidades agora, com muros, torres, portões e trancas." E assim eles executaram esses projetos e tiveram sucesso. 8 - O exército que o rei Asa tinha em Judá era de trezentos mil homens fortes, armados com escudos leves e lanças. O exército dos benjamitas tinha duzentos e oitenta mil homens, armados com escudos grandes e arcos. Os dois exércitos eram formados por homens corajosos e bem treinados. 9 e 10 - Mas agora ele foi atacado por um exército de um milhão de soldados vindos da Etiópia, com trezentos carros, comandados pelo general Zera. Eles avançaram até à cidade de Maressa, no vale de Zefatá, e o rei Asa mandou os seus soldados para lutar contra eles ali. 11 - Asa pediu socorro ao Senhor seu Deus, e disse: "Ó Senhor, ninguém mais pode ajudar-nos! Aqui estamos nós, fracos, contra este exército poderoso. Ajude-nos, Senhor nosso Deus! Pois confiamos só no Senhor para livrar-nos, e em seu nome atacamos esta enorme multidão. Não permita que simples homens derrotem o Senhor!" 12 - Então o Senhor derrotou os etíopes, e Asa e o exército de Judá saíram vitoriosos, enquanto os etíopes fugiam. Eles foram atrás dos etíopes até Gerar, e todo o exército etíope foi destruído, de maneira que não sobrou nenhum homem. Pois o Senhor e seu exército destruíram todos eles. Então o exército de Judá levou dali uma enorme quantidade de coisas deixadas no campo de batalha. 14 - Enquanto estavam em Gerar, atacaram todas as cidades daquela região, e o terror do Senhor veio sobre todos os moradores. Como resultado, levaram outras enormes quantidades de coisas daquelas cidades também. 15 - Eles não somente tomaram tudo o que as cidades tinham, mas destruíram as tendas de gado e levaram grandes rebanhos de ovelhas e de camelos, antes de voltarem finalmente a Jerusalém. CAPITULO 15 1 - ENTÃO O ESPÍRITO de Deus veio sobre Azarias (filho de Odede), 2 - e ele saiu para encontrar-se com o rei Asa, que estava voltando da guerra. "Ouça-me, Asa! Ouçam-me, exércitos de Judá e de Benjamim!" disse ele. "O Senhor ficará com vocês, enquanto vocês ficarem com Ele! Sempre que vocês procurarem o Senhor, vão encontrá-lO. Mas se vocês deixarem o Senhor, Ele deixará vocês. 3 - Já faz muito tempo que em Israel o povo não tem adorado ao verdadeiro Deus, e não tem tido sacerdotes que o ensinem. O povo tem vivido sem as leis de Deus. 4 - Mas sempre que eles se voltaram novamente para o Senhor Deus de Israel em suas dificuldades, e buscaram ao Senhor, Ele deixou-Se achar e os ajudou. 5 - Nos tempos de revolta do povo contra Deus não houve paz. A nação enfrentava problemas de todos os lados. O crime aumentava em toda parte. 6 - Havia guerras externas, e dentro do pais uma cidade lutava contra outra cidade, pois Deus estava castigando o povo com todo tipo de dificuldades. 7 - Mas vocês, homens de Judá, continuem firmes no bem e não percam a coragem, pois vocês vão receber a recompensa." 8 - Quando o rei Asa ouviu esta mensagem da parte de Deus, criou coragem e destruiu todas as imagens que havia na terra de Judá e de Benjamim, e nas cidades que ele havia tomado na região de montanhas de Efraim, e reconstruiu o altar do Senhor na frente do templo. 9 - Depois ele reuniu todo o povo de Judá e de Benjamim, e também os que haviam saído de Israel, pois muitos tinham vindo dos territórios de Efraim, Manassés e Simeão, em Israel, quando viram que o Senhor estava com o rei Asa. 10 - Todos vieram a Jerusalém, no mês de junho, no ano em que o rei Asa estava completando quinze anos de reinado, e ofereceram sacrifícios ao Senhor, de setecentos bois e sete mil ovelhas - esses animais eram uma parte do que eles haviam tomado no campo de batalha. 12 - Então fizeram um trato de adorar somente ao Senhor Deus de seus pais, de todo o coração e de toda a alma 13 - e concordaram em que qualquer pessoa que deixasse de cumprir esse trato devia morrer - fosse velho ou moço, homem ou mulher. 14 - Em altas vozes, ao som de trombetas e clarins, eles juraram lealdade ao Senhor. 15 - Todos estavam felizes por haverem feito este trato com Deus, pois eles fizeram isso de todo o coração e de livre vontade. Eles desejavam a Deus mais do que tudo, e encontraram o Senhor! E o Senhor deu paz a eles em todo o pais. 16 - O rei Asa chegou mesmo a não permitir mais que sua mãe Maaca continuasse como rainha-mãe, porque ela havia feito uma imagem vergonhosa de Aserá. Ele derrubou a imagem, esmagou-a inteirinha e depois pôs fogo nela, perto do córrego do Cedrom. 17 - Lá em Israel os templos das imagens não foram derrubados. Mas aqui em Judá e Benjamim o coração do rei Asa foi perfeito diante de Deus, durante toda a sua vida. 18 - Ele trouxe de volta para o templo os vasos de prata e de ouro que ele e seu pai haviam dedicado ao Senhor. 19 - Assim não houve mais guerra, até o ano trinta e cinco do reinado de Asa. CAPITULO 16 1 - NO ANO TRINTA e seis do reinado de Asa, o rei de Israel, Baasa, declarou guerra contra Judá e construiu a fortaleza de Ramá, afim de tomar conta da estrada que ia para Judá. 2 - A resposta de Asa foi tirar a prata e o ouro do templo e do palácio, e enviar tudo ao rei Ben-Hadade, da Síria, em Damasco, com este recado: 3 - "Vamos renovar o trato que havia entre o seu pai e o meu pai. De acordo com esse trato, o seu país protegeria o nosso, e o nosso país protegeria o seu, em caso de necessidade. Veja, aqui estão à prata e o ouro; com isso espero que você quebre o trato que fez com Baasa, rei de Israel, de maneira que ele me deixe sossegado". 4 - Ben-Hadade concordou com o pedido do rei Asa e reuniu os oficiais dos seus exércitos para atacar Israel. Eles destruíram as cidades de Ijom, Dã, Abel-Maim e todas as cidades de Naftali que serviam de armazéns. 5 - Logo que Baasa, rei de Israel, ouviu dizer o que estava acontecendo, parou, a construção de Ramá e abandonou o plano que tinha de atacar Judá. 6 - Então o rei Asa e o povo de Judá foram a Ramá e levaram as pedras de construção, as madeiras, e usaram esse material para construir Geba e Mispa. 7 - Naquele tempo o profeta Hanani veio ao rei Asa e disse: "Já que você confiou no rei da Síria em vez de confiar no Senhor seu Deus, o exército do rei da Síria escapou de você. 8 - Você não se lembra do que aconteceu aos etíopes e aos líbios, e o enorme exército que eles tinham, com todos os seus carros e cavaleiros? Mas naquele tempo você confiou no Senhor, e Ele entregou todos nas suas mãos. 9 - Pois os olhos do Senhor passam por toda a terra, para cima e para baixo, procurando pessoas que tenham coração perfeito para com Ele, de maneira que Ele possa mostrar o grande poder que tem em ajudar essas pessoas. Que tolo você tem sido! De agora em diante você terá guerras." 10 - Asa ficou tão zangado ao ouvir essas coisas, que mandou o profeta para a cadeia. E Asa maltratou todo o povo naquela ocasião. 11 - O restante da história da vida de Asa, do começo ao fim, está escrito no Livro dos Reis de Israel e de Judá. 12 - No ano trinta e nove do seu reinado, Asa ficou muito doente dos pés, mas em vez de levar ao Senhor esse problema, ele foi procurar os médicos. 13 e 14 - Assim ele morreu no ano quarenta e um do seu reinado, e foi enterrado no túmuIo que ele mandou abrir para si em Jerusalém; Foi colocado numa coma perfumada com perfumes e óleos especiais, e seu povo queimou grande quantidade de incenso para ele no seu enterro. CAPITULO 17 1 - DEPOIS DE ASA, seu filho Josafá começou a reinar e se preparou para a guerra contra Israel. 2 - Ele colocou grupos de soldados em todas as cidades fortificadas de Judá, em diversos outros lugares em todo o pais, e nas cidades de Efraim que Asa, seu pai, havia conquistado. 3 - O Senhor estava com Josafá porque ele andava nos bons cominhos dos primeiros anos de seu pai, e não adorava a imagens. 4 - Obedecia aos mandamentos do Deus de seu pai, era muito diferente do povo do outro lado da fronteira na terra de Israel. 5 - Assim, o Senhor deu força à posição dele como rei de Judá. Todo o povo de Judá cooperava pagando os impostos, de modo que se tornou muito rico e também muito popular. 6 - Josafá era corajoso em seguir os cominhos de Deus - e ainda derrubou os altares dos deuses estranhos que havia nas montanhas, e destruiu as imagens de Aserim. 7 a 9 - No terceiro ano de seu reinado começou a fazer um trabalho de educação religiosa em todo o país. Enviou importantes oficiais, 90 governo professores para todas as cidades de Judá. Esses homens eram Bene-Hail, Obadias, Zacarias, Natanael e Micaías. Também usou os seguintes, para o mesmo fim: Semaías, Netanias, Zebadias, Asael, Semiramote, Jônatas, Adonias, Tobias e Tobe-Adonias; também os sacerdotes Elisama e Jeorão. Eles levaram cópias do Livro da Lei do Senhor a todas as cidades de Judá, a fim de ensinarem as Escrituras ao POVO. 10 - Então o terror do Senhor caiu sobre todos os reinos vizinhos, de maneira que nenhum deles declarou guerra ao rei Josafá. 11 - Mesmo alguns dos filisteus trouxeram presentes a ele e pagavam uma taxa todos os anos. Os árabes deram sete mil e setecentos carneiros e o mesmo número de bodes. 12 - Dessa maneira Josafá se tornou muito forte, e construiu fortalezas e cidades para depósitos de cereais em toda a terra de Judá. 13 - O programa que o rei fez para as obras públicas era bem grande, e ele tinha um enorme exército estacionado em Jerusalém, sua capital. 14 e 15 - Trezentos mil soldados de Judá estavam ali sob o comando do general Adna. Depois dele em comando estava Joanã, com um exército de duzentos e oitenta mil homens. 16 - Depois vinha Amasias (filho de Zicri), um homem totalmente dedicado a Deus, com duzentos mil soldados. 17 - De Benjamim vieram duzentos mil homens armados com arcos e escudos, sob o comando de Eliada, um grande general. 18 - Depois dele vinha Jozabade, com cento e oitenta mil homens treinados para a guerra. 19 - Esses eram os soldados que estavam em Jerusalém, fora aqueles que o rei colocou nas cidades fortificadas por todo o país. CAPITULO 18 1 - MAS O REI Josafá, rico e muito honrado, fez um contrato de casamento (para seu filho) com (a filha de) Acabe, rei de Israel. 2 - Uns poucos anos mais tarde ele foi a Samaria visitar o rei Acabe, e o rei Acabe deu uma grande festa a ele e aos seus ajudantes. Para essa festa matou um grande número de ovelhas e bois. Depois pediu ao rei Josafá que juntasse os seus soldados com os dele a fim de irem contra Ramote-Gileade. 3 a 5 - "Mas é claro que sim!" respondeu o rei Josafá. "Pode contar comigo. Meus soldados estão sob seu comando! Contudo, é melhor que primeiro consultemos ao Senhor!" Então o rei Acabe reuniu quatrocentos dos seus profetas de deuses falsos e perguntou a eles: "Devemos ir à guerra contra Ramote-Gileade ou não devemos?" E eles responderam: "Podem ir, pois Deus lhe dará uma grande vitória! '". 6 e 7 - Porém Josafá não ficou satisfeito. "Será que não há aqui por perto algum profeta do Senhor também?" perguntou. "Eu gostaria de fazer a ele a mesma pergunta', "Bem", disse-lhe Acabe, "há um profeta por quem podemos consultar ao Senhor, mas não gosto dele, porque nunca profetiza coisas boas para mim, mas só o que é mau! O nome dele é Micaías (filho de Inlá). "Ora, deixe disso, não fale dessa maneira!" disse Josafá. "Vamos ouvir o que ele tem a dizer." 8 - Então o rei de Israel chamou um de seus oficiais. "Depressa! Vá e me traga Micaías (filho de lnlá)," ordenou ele. 9 - Os dois estavam sentados em tronos, com as roupas reais, num lugar perto da porta de Samaria, e todos os "profetas" estavam profetizando diante deles. 10 - Um deles, Zedequias (filho de Quenaaná), fez para essa ocasião uns chifres de ferro, e disse: "O Senhor diz que o rei irá ferir os siros com estes chifres, até que eles morram!" 11 - E todos os outros concordaram. "Sim," disseram eles, "suba a Ramote-Gileade e saia vitorioso, porque o Senhor vai fazer o rei vencer." 12 - O homem que foi buscar Micaías disse a ele o que estava acontecendo, e o que todos os profetas diziam - que a guerra ia terminar com a vitória para o rei. "Espero que você concorde com eles, e dê ao rei uma palavra favorável," foi o conselho que o homem deu. 13 - Porém Micaías respondeu: "Tão certo como vive o Senhor, o que o meu Deus disser, isso falarei". 14 - Quando chegou diante do rei, este perguntou a ele: "Micaías, devemos ir à guerra contra Ramote-Gileade ou não devemos?" E Micaías respondeu: "Com toda a certeza, pode ir! Será uma vitória formidável!" 15 - "Olhe aqui," disse o rei um pouco bravo, "quantas vezes eu tenho de dizer a você que fale somente o que o Senhor diz?" 16 - Então Micaías lhe falou: "Na visão que eu tive, vi Israel espalhado pela montanha, como ovelhas que não têm quem cuide delas. E o Senhor disse: 'O senhor deles foi morto. Mande todos para casa'." 17 - "Eu não lhe disse?" perguntou o rei de Israel a Josafá. "Ele faz isso todas as vezes. Ele nunca profetiza outra coisa, que não seja o mal contra mim." 18 - "Ouça o que mais o Senhor me disse," continuou Micaías. "Eu vi o Senhor sentado no seu trono, cercado por enormes multidões de anjos. 19 e 20 - "E o Senhor falou: 'Quem é capaz de conseguir que o rei Acabe vá à guerra contra Ramote-Gileade e seja morto ali?' "Houve muitas sugestões, mas por fim um espírito se apresentou diante do Senhor, dizendo: 'Eu sou capaz!' "'De que maneira?' o Senhor perguntou a ele. 21 - "Ele respondeu: 'Eu serei um espírito mentiroso na boca de todos os profetas do rei!' '''Isso dá certo,' disse o Senhor; 'vá e faça assim.' 22 - "Como o rei pode ver, o Senhor pôs um espírito mentiroso na boca desses seus profetas, quando na verdade Ele decidiu fazer o contrário do que eles estão dizendo ao rei!" 23 - Então Zedequias (filho de Quenaaná) caminhou até Micaías e lhe deu um tapa no rosto. "Você é um mentiroso," gritou Zedequias. "Quando foi que o Espírito do Senhor saiu de mim e entrou em você?" 24 - "Logo você descobrirá", respondeu Micaías, " – quando você for esconder-se numa sala interior!" 25 - "Peguem este homem e levem de volta ao governador Amom, e ao meu filho Joás" ordenou o rei de Israel. "Digam a eles: 'O rei manda colocar esse homem na prisão, e dar a ele somente pão e água, até que o rei volte salvo da batalha!'" 27 - Micaías respondeu: "Se o rei voltar salvo, o Senhor não falou por meu intermédio". Depois, virando-se para os que estavam ali ao redor, disse: "Tomem nota do que eu falei." 28 - Então o rei de Israel e o rei de Judá levaram seus exércitos a Ramote-Gileade. 29 - O rei de Israel disse a Josafá: "Eu vou me disfarçar de modo que ninguém vai "me reconhecer, mas você vai vestir as suas roupas reais!" E foi o que eles fizeram. 30 - Ora, o rei da Síria havia dado estas instruções aos que dirigiam os carros: "Não dêem atenção a ninguém; só quero o rei de Israel!" 31 - Assim, quando os que dirigiam os carros viram Josafá, rei de Judá, vestido em suas roupas reais, o atacaram, supondo que era o homem que procuravam. Mas Josafá clamou ao Senhor para salvá-lo, e o Senhor fez que os dirigentes dos carros vissem o engano e deixassem o rei. 32 - Logo que eles descobriram que ele não era o rei de Israel, deixaram de o perseguir. 33 - Mas um dos soldados sírios atirou por acaso uma flecha contra os soldados israelitas, e feriu o rei de Israel no ponto onde as armaduras de proteção se juntam. "Tirem-me daqui," disse ele gemendo ao dirigente do seu carro, "pois estou muito ferido." 34 – A batalha tornou-se cada vez mais dura naquele dia, e o rei Acabe voltou, apoiado em seu carro, para combater os sírios, mas assim que o sol se pôs no ocidente, ele morreu. CAPITULO 19 1 - QUANDO JOSAFÁ, REI de Judá voltou para casa, sem estar ferido, 2 - o vidente Jeú (filho de Hanani) saiu ao encontro do rei, e lhe perguntou: “Devia você ajudar ao malvado e amar aqueles que odeiam o Senhor? Por causa disso que você fez, a ira de Deus está sobre você”. 3 – “Mas há algumas coisas boas que você fez; por exemplo, mandou retirar as imagens vergonhosas de Aserá que havia no pais, e procurou ser fiel a Deus.” 4 - Assim, depois disso, Josafá não fez mais viagens a Israel, mas permaneceu sossegado em Jerusalém. Mais tarde ele saiu outra vez entre o povo, viajando desde Berseba até à região das montanhas de Efraim para animar todos a adorarem o Deus de seus pais. 5 - Nomeou juizes, que colocou em todas as grandes cidades, 6 - dando a seguinte ordem: “Tomem cuidado - não fui eu quem nomeou vocês - foi o próprio Deus; e Ele ficará ao lado de vocês, e os ajudará a fazer justiça em cada caso que for apresentado”. 7 – “Tenham muito medo de dar qualquer decisão diferente daquela que Deus lhe disser. Pois não deve haver injustiça entre os juizes de Deus. Não devem torcer a justiça a favor de ninguém, nem devem receber dinheiro para julgar a favor de qualquer pessoa”. 8 - Josafá estabeleceu tribunais em Jerusalém, e colocou alguns levitas, sacerdotes e chefes de famílias como juizes. 9 - Estas foram às instruções dadas a eles: “Vocês devem agir sempre no respeito a Deus, com corações honestos”. 10 - Toda vez que os juizes das cidades do interior mandarem um caso para vocês resolverem, seja um caso de crime ou de desobediência às leis e mandamentos de Deus, esclareçam o assunto para eles e ajudem a decidir com justiça, para que a ira de Deus não venha sobre vocês e sobre eles. Se vocês fizerem isto, estarão livres de culpa." 11 - Então nomeou Amarias, o sumo sacerdote, para dar as decisões finais nos casos de desobediência em assuntos sagrados; e Zebadias (filho de Ismael), governador em Judá, para dar as decisões finais nos casos de desobediência às ordens do rei. Eles contavam com o auxilio dos levitas. "Sejam corajosos em sua posição a favor da verdade e da honestidade. E que Deus possa usar vocês para defender os inocentes," foi à palavra final do rei a eles. CAPITULO 20 1 - MAIS TARDE, OS exércitos dos reis de Moabe, de Amom e dos meunitas declararam guerra a Josafá e ao povo de Judá. 2 - Chegou a Josafá a notícia de que "um enorme exército, vindo de além do mar Morto e da Síria em Hazazom-Tamar" (que também se chama En-Gedi). 3 - Josafá ficou muito perturbado com esta notícia, e resolveu pedir socorro ao Senhor. Assim ele anunciou que todo o povo de Judá devia fazer jejum em atitude de tristeza e de oração diante de Deus. 4 - Gente de todo o país veio a Jerusalém para orar junto com ele. 5 - Josafá se colocou em pé no meio da congregação quando se reuniram no pátio novo do templo e fez esta oração: 6 – “Ó Senhor Deus de nossos pais - o único Deus nos céus, o Governador de to dos os reinos da terra - o Senhor é tão poderoso, tão forte. Quem pode resistir ao Senhor?” 7 – “Ó nosso Deus, porventura o Senhor não expulsou desta terra os homens que aqui moravam - adoradores de outros deuses - quando o seu povo chegou aqui? E não deu esta terra para sempre aos filhos de seu amigo Abraão?” 8 – “Seu povo passou a morar aqui e construiu este templo ao seu nome”, 9 – “crendo de verdade que num tempo como este - toda vez que enfrentarmos qualquer calamidade como a guerra, doença ou fome podemos nos colocar aqui diante deste templo e diante do Senhor - pois está aqui neste templo - e clamar ao Senhor para salvar-nos da angústia; e que Ele nos escutaria e nos salvaria”. 10 – “Agora, pois, veja o que os exércitos de Amom, de Moabe e de Edom estão fazendo. O Senhor não quis deixar que nossos pais invadissem aquelas nações quando Israel saiu do Egito, por isso nos desviamos e não os destruímos”. 11 – “Veja agora como eles nos pagam! Pois eles vieram para tirar-nos da terra, que o Senhor nos deu”. 12 – “Ó nosso Deus, o Senhor não vai fazê-los parar? Não temos jeito de nos proteger contra este exército poderoso. Não sabemos o que fazer, mas estamos olhando para o Senhor”. 13 - Enquanto todo o povo de todas as partes de Judá estava em pé diante do Senhor, com suas crianças, suas esposas e seus filhos, 14 - o Espírito do Senhor veio sobre um dos homens que estavam ali na assembléia - Jaaziel, filho de Zacarias, sendo Zacarias filho de Benaia e Benaia filho de Jeiel; este era filho de Matanias, levita, que era um dos filhos de Asafe. 15 - "Escutem-me, todos vocês, povo de Judá e de Jerusalém, e também o rei Josafá!" exclamou ele. "O Senhor diz: 'Não tenham medo! Não fiquem assustados por causa deste exército poderoso! Pois a batalha não é de vocês, mas de Deus!’” 16 – “‘Amanhã, desçam e ataquem esse exército! Vocês vão encontrá-lo subindo as ladeiras de Ziz, no fim do vale, em frente do deserto de Jeruel’”. 17 – “‘Mas vocês não terão necessidade de lutar! Tomem seus lugares; fiquem tranqüilos, e vejam a incrível operação de salvamento que Deus realizará por vocês, Ó povo de Judá e de Jerusalém! Não tenham medo, nem fiquem desanimados! Vão para lá amanhã, pois o Senhor está com vocês!'" 18 - Então o rei Josafá caiu ao chão com o rosto em terra, e todo o povo de Judá e o povo de Jerusalém fizeram a mesma coisa, adorando ao Senhor. 19 - Depois os levitas da família de Coate e da família de Coré se levantaram para louvar o Senhor Deus de Israel, com hinos de louvor que soavam forte e claro. 20 - Bem cedo, na manhã seguinte, o exército de Judá saiu para o deserto de Tecoa. No cominho, Josafá parou e chamou a atenção deles. "Escutem-me, ó povo de Judá e de Jerusalém," disse ele. "Creiam no Senhor seu Deus, e vocês terão sucesso! Creiam nos profetas de Deus, e tudo sairá bem!" 21 - Depois de consultar os chefes do povo, ele decidiu que haveria um coro para guiar a marcha, e os membros do coro vestidos com vestes sagradas e cantando o hino "Sua Misericórdia é para Sempre" enquanto caminhavam, louvando e dando graças ao Senhor! 22 - E no momento em que eles começaram a cantar e a louvar, o Senhor fez que os exércitos de Amom, de Moabe e de Edom começassem a lutar entre eles mesmos, e eles se destruíram uns aos outros! 23 - Pois os amonitas e os moabitas se revoltaram contra os seus aliados de Edom e mataram todos eles. E quando acabaram com os de Edom, começaram a matarem-se uns aos outros! 24 - Assim, quando os de Judá chegaram num local alto de onde se olha para o deserto, até onde eles podiam ver, o chão estava coberto de corpos mortos - não escapou nem um só dos soldados inimigos. 25 - O rei Josafá e seu povo saíram para tirar dos soldados mortos tudo o que podiam, e voltaram carregados de dinheiro, roupas e jóias - era tanta coisa que eles gastaram três dias para levar tudo! 26 - No quarto dia eles se ajuntaram no Vale da Benção, como se chama hoje esse vale, e como eles louvaram ao Senhor! 27 - Então voltaram para Jerusalém, com Josafá à frente do povo, cheios de alegria porque o Senhor os salvou dos inimigos, de maneira tão maravilhosa! 28 - Entraram marchando em Jerusalém, acompanhados por uma banda de harpas, liras e trombetas, e se dirigiram ao templo. 29 - Conforme havia acontecido antes, quando os reinos vizinhos ouviram falar que o próprio Senhor havia lutado contra os inimigos de Israel, o temor de Deus caiu sobre eles. 30 - Assim, o reino de Josafá teve calma, porque Deus concedeu descanso ao rei. 31 - Aqui vai uma curta descrição da vida do rei Josafá: Ele se tornou rei de Judá quando estava com trinta e cinco anos de idade, e reinou vinte e cinco anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Azuba, filha de Sili. 32 - Ele foi um bom rei, como seu pai Asa tinha sido. Todo o tempo procurou seguir ao Senhor, 33 - menos o fato de que ele não destruiu as imagens colocadas nos montes, nem o povo havia ainda decidido, realmente, seguir de coração ao Deus de seus pais. 34 - Os atos do reino de Josafá, desde os primeiros até aos últimos, estão escritos na história de Jeú, filho de Hanani. Jeú colocou essa história de Josafá como um capítulo na História dos Reis de Israel. 35 - Mas no fim de sua vida, Josafá, rei de Judá, fez sociedade com Acazias, rei de Israel, que era um homem muito mau. 36 - Eles fabricaram navios em Eziom-Geber, para ir a Társis. 37 - Então Eliezer, filho de Dodava, de Maressa, profetizou contra Josafá e lhe disse: "Já que você fez um contrato com o rei Acazias, o Senhor destruiu o que você construiu." Assim, os navios se quebraram e nunca chegaram a Társis. CAPITULO 21 1 - QUANDO JOSAFÁ morreu, foi enterrado no cemitério dos reis em Jerusalém, e seu filho Jeorão se tornou o novo rei de Judá. 2 - Seus irmãos - os outros filhos de Josafá - foram os seguintes: Azarias, Jeiel, Zacarias, Asarias, Micael e Sefatias. 3 e 4 - Seu pai havia dado a cada um deles presentes valiosos em dinheiro e jóias, e também algumas das cidades fortificadas de Judá. Porém ele deu o reino a Jeorão, porque este era o mais velho dos filhos. Mas quando Jeorão ficou forte como rei, matou a todos os seus irmãos, e a muitos outros chefes de Israel. 5 - Ele estava com trinta e dois anos de idade quando começou a reinar, e reinou oito anos em Jerusalém. 6 - Porém foi tão mau quanto os reis que reinaram sobre Israel. Sim, tão mau quanto Acabe, pois Jeorão se casou com uma das filhas de Acabe, e durante a vida inteira ele só fez o que era mau. 7 - Contudo, o Senhor não estava querendo acabar com os reis da família de Davi, pois Ele havia feito um trato com Davi, de sempre haver um dos seus filhos no trono. 8 - Nesse tempo, o povo de Edom se revoltou, declarando sua independência de Judá, e escolhendo um rei. 9 - Jeorão, com todo o exército e todos os seus carros, caminhando durante a noite, foi contra o rei de Edom e o atacou, ferindo os edomitas e seu exército de carros. 10 - Mas até hoje Edom conseguiu ficar livre do poder de Judá. Libna também se revoltou, porque Jeorão havia deixado ao Senhor, Deus de seus pais. 11 - Além disso, Jeorão colocou imagens nas montanhas de Judá, e guiou o povo de Jerusalém na adoração de imagens. Na verdade, ele obrigou o povo à adorar essas imagens, e a ser infiel a Deus. 12 - O profeta Elias mandou então ao rei uma carta que dizia assim: "O Senhor Deus, de seu pai Davi diz que pelo fato de você não ter andado nos bons cominhos de seu pai Josafá, nem nos bons cominhos do rei Asa”, 12 e 13 – “mas ter sido tão mau como os reis de Israel, e ter feito o povo de Jerusalém e de Judá adorar imagens do mesmo modo que nos tempos do rei Acabe, e porque você matou a seus irmãos que eram melhores do que você”, 14 – “agora o Senhor vai castigar sua nação com uma grande praga. Cairá sobre você, seus filhos, suas esposas, e tudo quanto você tem”. 15 – “Você será atacado de uma doença dos intestinos, e os seus intestinos vão apodrecer" . 16 - Depois o Senhor atiçou os filisteus e os árabes que moravam perto dos etíopes para atacar a Jeorão. 17 - Eles marcharam contra Judá, atravessaram a fronteira, e levaram embora tudo o que tinha valor no palácio do rei, inclusive seus filhos e suas esposas. Somente escapou Jeoacaz, filho mais moço. 18 - Foi depois disto que o Senhor feriu o rei com uma doença incurável no intestino. 19 - Os dias foram passando, e ao fim de dois anos seus intestinos saíram, e ele morreu em sofrimento terrível. No funeral do rei não houve aquela cerimônia cheia de pompa como era de costume. 20 - Ele estava com trinta e dois anos de idade quando começou a reinar, e reinou oito anos em Jerusalém. Morreu e não foi lamentada a sua morte. Foi enterrado em Jerusalém, mas não no cemitério real. CAPITULO 22 1 - ENTÃO O POVO de Jerusalém escolheu a Acazias, filho mais moço de Jeorão, como o novo rei, pois os bandos de árabes que vieram para roubar, mataram os filhos mais velhos. 2 - Acazias estava com vinte e dois anos de idade quando começou a reinar, e reinou um ano em Jerusalém. O nome .de sua mãe era Atalia, neta de Onri. 3 - Ele, também, andou nos maus cominhos de Acabe; porque sua mãe o aconselhava a fazer o que era errado. 4 - Sim, ele era tão mau como Acabe, pois a família de Acabe passou a dar conselhos a ele depois da morte de seu pai, e arruinaram a vida dele. 5 - Seguindo o mau conselho deles, Acazias fez um contrato com Jorão (filho de Acabe), rei de Israel. Jorão estava em guerra com Hazael, rei da Síria, em Ramote-Gileade. Acazias levou seu exército para lá a fim de juntar-se na batalha. Jorão, rei de Israel, foi ferido, 6 - e voltou para Jezreel a fim de tratar dos ferimentos. Acazias foi fazer-lhe uma visita, 7 - mas esta visita resultou num engano fatal; pois Deus havia resolvido castigar Acazias por causa do trato que ele fez com Jorão. Foi durante esta visita que Acazias saiu com Jorão para desafiar Jeú (filho de Ninsi), a quem o Senhor havia escolhido para acabar com a família de Acabe. 8 - Enquanto Jeú estava perseguindo e matando a família e os amigos de Acabe, ele se encontrou com os sobrinhos do rei Acazias, príncipes de Judá que serviam no palácio, e os matou. 9 - Quando ele e seus soldados estavam procurando Acazias, descobriram o rei escondido na cidade de Samaria. Ele foi trazido à presença de Jeú, e Jeú o matou. Mesmo assim Acazias teve um enterro real, porque era neto do rei Josafá - homem que serviu ao Senhor de todo o coração. Nenhum de seus filhos, menos Joás, viveu para tornar-se rei em lugar dele, 10 - porque Atalia, avó deles, os matou quando ouviu dizer que seu filho Acazias estava morto. 11 - Jeosabeate, irmã do rei Acazias, foi quem salvou Joás, e o escondeu numa saIa no interior do templo. Ela era filha do rei Jeorão, e esposa do sacerdote Joiada. 12 - Joás ficou escondido no templo durante seis anos, enquanto Atalia reinava como rainha. Quem cuidava de Joás eram sua ama, sua tia e seu tio. CAPITULO 23 1 - NO SÉTIMO ANO do reinado da rainha Atalia, o sacerdote Joiada criou coragem e fez um trato com alguns dos oficiais do exército que eram de sua confiança: Azarias (filho de Jeroão), lsmael (filho de Joanã), Azarias (filho de Obede), Maaséias (filho de Adaías), e Elisafate (filho de Zicri). 2 e 3 - Esses homens viajaram por todo o país, secretamente, para falar com os levitas e os chefes de famílias a respeito de seus planos e para reuní-los em Jerusalém. Ao chegarem, eles juraram que seriam fiéis ao jovem rei, que ainda estava escondido no templo. "Por fim chegou a vez do filho do rei governar!" - exclamou Joiada. "A promessa do Senhor - de que um filho do rei Davi seria nosso rei - vai ser uma realidade. 4 - Nós vamos agir da seguinte maneira: Uma terça parte de vocês, sacerdotes e levitas, que entram em serviço no Dia de Descanso, ficará na entrada como guardas. 5 e 6 - Outra terça parte irá para o palácio, e a outra terça parte ficará na Porta Inferior. O povo deve permanecer nos pátios exteriores do templo, conforme manda a Lei de Deus. Pois somente os sacerdotes e levitas que estão de serviço é que podem entrar no templo, porque eles estão santificados. 7 - Vocês, levitas, formem uma guarda pessoal para o rei, com armas nas mãos, e matem qualquer pessoa que não tenha autorização para entrar no templo. Permaneçam sempre ao lado do rei." 8 - Assim se fizeram todos os arranjos. Cada um dos três chefes dirigia um grupo dos sacerdotes que chegavam para prestar serviço no Dia de Descanso, e aqueles que haviam terminado o trabalho da semana - pois o sumo sacerdote Joiada não deixava os grupos voltarem para casa. 9 - Então Joiada entregou lanças e escudos grandes e pequenos a todos os oficiais do exército. Essas armas haviam pertencido ao rei Davi, e estavam guardadas no templo. 10 - Esses oficiais, completamente armados, formavam uma linha desde um lado até ao outro em frente do templo e ao redor do altar no pátio exterior. 11 - Depois eles trouxeram para fora o pequeno príncipe, colocaram a coroa na cabeça dele e lhe entregaram uma cópia da Lei de Deus; e o proclamaram rei. Soltaram então um grande grito: "Viva o rei!" quando Joiada e seus filhos derramavam azeite sobre a cabeça do rei. 12 e 13 - Quando a rainha Atalia ouviu todo aquele barulho e movimento, e os gritos de louvor ao rei, correu para a Casa do Senhor a fim de ver o que estava acontecendo - e lá estava o rei ao lado da coluna à entrada, com os oficiais do exército e os tocadores de trombeta ao redor dele, e gente de toda a terra com grande alegria, tocando trombetas. Os cantores cantavam acompanhados por uma orquestra que dirigia o povo num grande cântico de louvor. Atalia rasgou os seus vestidos em desespero e gritou: "Traição! Traição!" 14 - O sacerdote Joiada disse aos oficiais do exército: "Tirem daqui a rainha e a matem. Mas não a matem aqui no templo. Matem também qualquer pessoa que tentar ajudá-la." 15 a 17 - Então a multidão abriu cominho para eles passarem e tirarem à rainha para fora e a mataram no estábulo do palácio. Depois Joiada fez um trato de que ele, o rei e o povo seriam todos do Senhor. E todo o povo correu depressa para o templo de Baal, e o derrubaram. Destruíram os altares e derrubaram as imagens, e diante do altar de Baal mataram o sacerdote Matã. 18 - Então Joiada indicou os sacerdotes levitas para os serviços do templo, e para oferecer ao Senhor as ofertas queimadas, conforme mandam as leis de Moisés. Também ele deu as mesmas responsabilidades às famílias dos levitas que o rei Davi tinha dado. Eles cantavam com alegria enquanto trabalhavam. 19 - Os guardas colocados às portas do templo não deixavam entrar nada que não estivesse consagrado, e não entrava nenhuma pessoa sem autorização. 20 - Então os oficiais do exército, os nobres, os governadores e todo o povo acompanharam o rei desde o templo, dirigindo-se da Porta Superior até o palácio, e assentaram o rei no seu trono. 21 - Todo o povo da terra se alegrou, e a cidade ficou tranqüila e em paz, porque a rainha Atalia estava morta. CAPITULO 24 1 - JOÁS ESTAVA COM sete anos de idade quando se tornou rei, e reinou quarenta anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Zibia, de Berseba. 2 - Joás fez o que pôde para agradar ao Senhor durante o tempo do sacerdote Joiada. 3 - Joiada arranjou dois casamentos para o rei, e ele teve filhos e filhas. 4 - Mais tarde, Joás decidiu consertar e reformar a Casa do Senhor. 5 - Reuniu os sacerdotes e os levitas, dando estas instruções: "Vão a todas as cidades de Judá, e peçam ofertas para a construção, de maneira que possamos fazer reformas no templo. Saiam imediatamente. Não demorem!" Porém os levitas não se apressaram. 6 - Então o rei mandou chamar Joiada, o sumo sacerdote, e lhe perguntou: "Por que você não exigiu que os levitas saíssem e trouxessem os impostos que as cidades de Judá e a cidade de Jerusalém devem pagar para a casa do Senhor!? A lei do imposto decretada por Moisés, servo do Senhor, deve ser cumprida, para que o templo possa ser consertado". 7 e 8 - Os seguidores da perversa Atalia tinham arruinado a Casa do Senhor, e tudo quanto era dedicado ao culto de Deus tinha sido levado para o templo dos ídolos de Baal. Por isso o rei deu ordens para que fosse feito um cofre e colocado do lado de fora da porta do templo. 9 - Então foi mandado um aviso a todas as cidades de Judá, e por toda a cidade de Jerusalém, dizendo ao povo que trouxessem ao Senhor o imposto que Moisés, servo de Deus, havia determinado a Israel no deserto. 10 - E todos os chefes e o povo estavam alegres, e trouxeram o dinheiro e o colocaram no cofre até enchê-lo. 11 - Depois os levitas levaram o cofre para o escritório do rei, onde o secretário dos registros e o representante do sumo sacerdote contaram o dinheiro, e levaram o cofre de volta para o templo outra vez. Isto continuou dia após dia, e o dinheiro não parava de entrar. 12 - O rei e Joiada davam o dinheiro aos encarregados da construção, e os encarregados contratavam pedreiros e carpinteiros para consertar o templo; deram dinheiro aos que trabalhavam em ferro e em bronze. 13 - Assim a obra foi para a frente e, finalmente, o templo estava consertado e reforçado, em condições muito melhores do que antes. 14 - Quando tudo foi terminado, o dinheiro que sobrou foi trazido para o rei e para Joiada, e eles concordaram em usar o dinheiro para fabricar as colheres e os vasos de ouro e de prata usados para o incenso, e também para fabricar os instrumentos usados nos sacrifícios e nas ofertas. As ofertas queimadas foram oferecidas durante o tempo em que viveu o sacerdote Joiada. 15 - Ele viveu muito tempo, e afinal morreu quando estava com cento e trinta anos de idade. 16 - Foi enterrado na cidade de Davi, entre os reis, porque tinha feito tanto bem a Israel, e para o serviço de Deus e do templo. 17 a 18 - Mas depois que ele morreu, os chefes de Judá vieram ao rei Joás e conseguiram que ele abandonasse o templo do Deus dos pais deles, e adorasse as imagens vergonhosas de Aserá! Por isso veio de novo a ira de Deus sobre Judá e Jerusalém. 19 - Deus mandou profetas para trazê-los de volta ao Senhor, mas o povo não quis prestar atenção à pregação deles. 20 - Então o Espírito de Deus veio sobre Zacarias, filho do sacerdote Joiada. Ele fez uma reunião com todo o povo. Em pé, diante deles, numa plataforma, falou assim: "Deus quer saber por que vocês estão desobedecendo aos mandamentos que Ele deu. Pois quando vocês desobedecem, tudo o que vocês tentam fazer acaba em fracasso. Vocês abandonaram ao Senhor, e agora Ele abandonou vocês." 21 - Então os chefes fizeram um plano para matar Zacarias, e por fim o próprio rei Joás deu ordens para que Zacarias fosse morto no pátio do templo. 22 - Dessa maneira foi que o rei Joás pagou a Joiada pelo amor e lealdade que ele dedicou ao rei - matando o seu filho. As últimas palavras de Zacarias, ao morrer apedrejado, foram: "Senhor, veja o que eles estão fazendo, castigue-os." 23 - Uns poucos meses depois o exército sírio chegou e conquistou Judá e Jerusalém, matando todos os chefes do país e mandando ao rei de Damasco grandes quantidades de tudo quanto tomaram do povo. 24 - Foi uma grande vitória para o pequeno exército sírio, porém o Senhor deixou que o grande exército de Judá fosse conquistado pelos sírios, porque eles haviam abandonado ao Senhor Deus de seus pais. Desse modo Deus executou o seu juízo sobre Joás. 25 - Quando os sírios se foram embora - deixando Joás muito ferido - seus próprios oficiais decidiram matá-lo por causa do assassinato do filho do sacerdote Joiada. Eles mataram Joás quando este estava deitado na coma, e o enterraram na cidade de Davi, mas não no cemitério dos reis. 26 - Os que planejaram a morte do rei foram: Zabade, cuja mãe era Simeate, uma mulher que veio de Amom; e Jeozabade, cuja mãe era Sinrite, uma mulher que veio de Moabe. 27 - Quanto aos filhos de Joás e as maldições lançados sobre ele, e quanto à reforma do templo, tudo isso está escrito no Livro da História dos Reis. Quando Joás morreu, seu filho Amazias se tornou o novo rei. CAPITULO 25 1 - AMAZIAS ESTAVA COM vinte e cinco anos de idade quando se tornou rei, e reinou vinte e nove anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Jeoadã, e ela era de Jerusalém. 2 - Ele fez o que era certo, mas nem sempre de todo o seu coração! 3 - Quando viu que estava firme em sua posição como novo rei, matou os homens que assassinaram seu pai. 4 - Contudo, não matou os filhos deles, mas seguiu a ordem do Senhor escrita na lei de Moisés. E essa lei dizia que os pais não deviam morrer pelos pecados dos filhos, nem os filhos pelos pecados dos pais. Não, cada um deve pagar pelos seus próprios pecados. 5 e 6 - Outra coisa que Amazias fez foi organizar o exército, nomeando chefes para cada grupo de famílias de Judá e de Benjamim. Depois fez uma contagem do povo, e viu que tinha um exército de trezentos mil homens de vinte anos de idade para cima, todos bem treinados, e que sabiam usar muito bem a lança e a espada. Também mandou contratar em Israel cem mil soldados valentes, e pagou seis mil quilos de prata. 7 - Mas veio da parte de Deus um profeta com esta mensagem: “O rei não deve contratar soldados de Israel, pois o Senhor não está com eles”. 8 – “Se você deixar que eles vão com seus soldados para a batalha, você será derrotado, por mais que lute bem; porque Deus tem poder para ajudar ou para derrotar”. 9 – “Mas e o dinheiro!” lamentou-se Amazias. “Que farei do dinheiro que já gastei?” E o profeta respondeu: “O Senhor pode dar a você muito mais do que isto!” 10 - Assim Amazias mandou os soldados de Israel de volta para Efraim e com isso eles ficaram muito zangados e acharam que foram insultados pelo rei de Judá. 11 - Então Amazias criou coragem e levou seu exército ao Vale do Sal, e ali matou dez mil homens de Edom. 12 - Outros dez mil foram apanhados vivos e levados até um rochedo muito alto e dali atirados para baixo, de modo que foram esmagados contra as pedras lá em baixo. 13 - Nesse meio tempo, o exército de Israel que Amazias tinha mandado para casa atacou diversas cidades de Judá, e nos arredores de Bete-Horom, em direção de Samaria. Eles mataram três mil pessoas, e carregaram grande quantidade de tudo quanto puderam roubar. 14 - Quando o rei Amazias voltou desta matança dos edomitas, trouxe consigo imagens tomadas do povo de Seir, e as colocou como deuses, curvou-se diante delas, e queimou incenso a elas! 15 - Isto deixou o Senhor muito zangado com Amazias e Ele mandou um profeta perguntar: "Por que você adorou a deuses que nem mesmo puderam salvar seu próprio povo do ataque que você lhes fez?" 16 - "Desde quando pedi o seu conselho?" interrompeu o rei. "Pare com isso, antes que eu mande matar você." O profeta saiu, mas antes de partir deixou este aviso: "Sei que Deus determinou destruir você, porque tem adorado a essas imagens, e não aceitou o meu conselho". 17 - Então Amazias, rei de Judá, ouviu o conselho de seus conselheiros e declarou guerra contra Jeoás (filho de Jeoacaz, neto de Jeú), rei de Israel. 18 - O rei Jeoás respondeu com esta história: "Lá nas montanhas do Líbano o espinheiro mandou dizer ao cedro: 'Dê a sua filha em casamento ao meu filho.' Nesse momento veio um animal selvagem e pisou no espinheiro, e o esmagou! 19 – “Você está muito orgulhoso por causa de sua vitória sobre os edomitas, mas o meu conselho é que você fique em casa e não se intrometa comigo, para que você e todo o povo de Judá não sejam derrotados”. 20 - Mas Amazias não quis saber de ouvi-lo, porque Deus estava planejando destruir Amazias pelo fato dele adorar os deuses de Edom. 21 - Os exércitos se encontraram em Bete-Semes, que fica em Judá, 22 - e Judá foi derrotado por Israel, e seu exército fugiu para casa. 23 - Jeoás, rei de Israel, prendeu e derrotou a Amazias, rei de Judá, e o levou como prisioneiro a Jerusalém. Depois o rei Jeoás deu ordens para derrubarem cento e oitenta metros dos muros de Jerusalém, desde a Porta de Efraim até à Porta da Esquina. 24 - Ele levou embora todos os tesouros e os vasos de ouro do templo guardados por Obede-Edom, bem como os tesouros do palácio; pegou prisioneiros como reféns, e voltou para Samaria. 25 - Contudo; Amazias, rei de Judá, viveu quinze anos depois da morte de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel. 26 - A história completa da vida do rei Amazias está escrita no Livro dos Reis de Judá e de Israel. 27 - Esta história inclui um relatório mostrando como Amazias afastou-se de Deus, e como seu povo virou-se contra ele em Jerusalém. Tendo ele fugido para Laquis. Eles foram atrás dele e o mataram ali. 28 - Trouxeram o corpo para Jerusalém, sobre cavalos, e o sepultaram no cemitério real. CAPITULO 26 1 - ENTÃO O POVO de Judá escolheu como seu novo rei a Uzias, que estava com dezesseis anos de idade. 2 - Depois da morte de seu pai, ele reconstruiu a cidade de Elote e a devolveu a Judá. 3 - No total, ele reinou cinqüenta e dois anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Jecolias, de Jerusalém. 4 - Ele seguiu os passos de seu pai Amazias, e em geral foi um bom rei, aos olhos do Senhor. 5 - Enquanto Zacarias viveu, Uzias sempre esteve ansioso por agradar a Deus. Zacarias era um homem que tinha revelações especiais da parte de Deus. E enquanto o rei seguiu os cominhos de Deus, ele teve sucesso, porque Deus o abençoou. 6 - Ele declarou guerra aos filisteus e tomou a cidade de Gate e destruiu os muros desta cidade e também os muros de Jabne e de Asdode. Depois construiu novas cidades na região de Asdode, e em outras partes da Filístia. 7 - Deus o ajudou não somente nas guerras dele contra os filisteus, mas também nas suas batalhas com os árabes de Gur-Baal, em suas guerras com os meunitas. 8 - Os amonitas lhe pagavam um imposto anual, e a sua fama se espalhou até ao Egito, pois ele era muito poderoso. 9 - Construiu torres fortificadas em Jerusalém, à Porta da Esquina, à Porta do Vale e no canto do muro. 10 - Também construiu torres no deserto do Neguebe, e fez muitos reservatórios de água, porque tinha muitos rebanhos de gado nos vales e nas campinas. Era um homem que amava a terra e tinha muitas fazendas e plantações de uvas, tanto nos montes como nos vales de terras produtivas. 11 - Uzias organizou o seu exército formado de regimentos. Os homens eram mandados para esses regimentos de acordo com as listas feitas por Jeiel, o secretário do exército; e por seu ajudante, Maaséias. O comandante chefe era o general Hananias. 12 - Dois mil e seiscentos valentes chefes de famílias comandavam esses regimentos. 13 - O exército era formado por trezentos e sete mil e quinhentos homens, todos eles soldados de grande coragem. 14 - Uzias entregou a eles escudos, lanças, capacetes, couraças, arcos e fundas para atirar pedras. 15 - E fabricou em Jerusalém máquinas de guerra para atirar flechas e pedras enormes das torres e das muralhas. Essas máquinas foram inventadas por homens de grande inteligência. Dessa maneira ele se tornou muito famoso, porque o Senhor o ajudou maravilhosamente, até que ele ficou muito poderoso. 16 - Foi assim que ficou orgulhoso, e também se corrompeu. Pecou contra o Senhor seu Deus, entrando no santuário proibido do templo, e queimando ele mesmo incenso sobre o altar. 17 e 18 - O sumo sacerdote Azarias entrou após ele, com oitenta sacerdotes, todos homens de grande valor, e exigiram que o rei saísse. "Não cabe a você, Uzias, queimar incenso," declararam eles. "Isso é trabalho dos sacerdotes somente, os filhos de Arão que são consagrados para esse fim. Saia daí, pois você transgrediu, e o senhor Deus não vai honrar a você por isso!" 19 - Uzias ficou furioso, e se recusou a deixar o queimador de incenso que estava segurando. Mas veja! De repente - a lepra apareceu na testa dele! 20 - Quando Azarias e os outros viram a lepra, puseram Uzias para fora depressa! Na verdade, ele mesmo estava com pressa por sair dali porque o Senhor o havia ferido. 21 - Assim o rei Uzias ficou leproso até ao dia de sua morte, e viveu sozinho, separado de sua gente e do templo. Seu filho Jotão ficou como vice-dirigente, encarregado dos negócios do rei, e de julgar o povo da terra. 22 - Quanto aos demais atos do reinado de Uzias, desde os primeiros até aos últimos, estão registrados pelo profeta Isaías, filho de Amós. 23 - Quando Uzias morreu, foi sepultado no cemitério real, muito embora fosse leproso, e seu filho Jotão se tornou o novo rei. CAPITULO 27 1 - JOTÃO ESTAVA COM vinte e cinco anos de idade quando se tornou rei, e reinou dezesseis anos em Jerusalém. Sua mãe era Jerusa, filha de Zadoque. 2 - Ele seguiu o exemplo de seu pai Uzias, que foi bom de um modo geral - mas havia pecado, no entanto, invadindo o templo - ainda assim porém o povo se tornou muito corrompido. 3 - Jotão construiu a Porta Superior do templo, e também fez grandes reconstruções dos muros sobre o monte Ofel, onde estava situado o templo. 4 - Ele construiu cidades na região montanhosa de Judá, e edificou fortalezas e torres nas montanhas onde havia florestas. 5 - A guerra que fez contra os amonitas foi bem sucedida, de maneira que durante os três anos seguintes ele recebeu deles um imposto anual de seis mil quilos de prata, dez mil sacos de trigo e dez mil de cevada. 6 - O rei Jotão se tornou poderoso porque seguiu cuidadosamente o cominho do Senhor seu Deus. 7 - O restante de sua história, incluindo suas guerras e outras atividades, está escrito no Livro dos Reis de Israel e de Judá. 8 - Em resumo, portanto, ele estava com vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar, e reinou dezesseis anos em Jerusalém. 9 - Quando morreu, foi enterrado em Jerusalém, e seu filho Acaz se tornou o novo rei. CAPITULO 28 1 - ACAZ ESTAVA COM vinte anos de idade quando se tornou rei e reinou dezesseis anos em Jerusalém. Mas ele foi um rei mau, diferente de seu pai Davi. 2 - Pois seguiu o exemplo dos reis de Israel, e adorava as imagens de Baal. 3 - Foi até ao vale de Hinom, e não foi lá apenas para queimar incenso às imagens. Chegou a sacrificar seus próprios filhos no fogo, do mesmo modo como faziam as nações que adoravam outros deuses, e que foram expulsas da terra pelo Senhor, para que Israel morasse ali. 4 - Sim, ele sacrificou e queimou incenso nas capelinhas das imagens que havia nas montanhas, e debaixo de cada árvore verde. 5 - Foi por isso que o Senhor Deus permitiu que o rei da Síria o derrotasse e levasse para Damasco uma grande parte de seu povo. Os exércitos de Israel também mataram um grande número dos soldados de Acaz. 6 - Em um só dia, Peca, filho de Remalias, matou cento e vinte mil dos mais valentes soldados de Judá porque eles haviam abandonado o Senhor, Deus de seus pais. 7 - Então Zicri, um grande guerreiro de Efraim, matou a Maaséias, filho do rei, e a Azricão, administrador do rei, e a Elcana, o segundo depois do rei. 8 - Os exércitos de Israel também prenderam duzentas mil mulheres e crianças de Judá, e tomaram enormes quantidades de coisas que levaram para Samaria. 9 - Mas Obede, um profeta do Senhor, estava ali em Samaria, e ele saiu para encontrar o exército que voltava. "Olhem!" exclamou. “O Senhor, Deus de seus pais estava zangado com Judá e deixou que vocês os prendessem, mas vocês os mataram sem dó nem piedade, e todo o céu está perturbado”. 10 – “E agora vocês pretendem fazer escravos dessa gente de Judá e de Jerusalém? O que vocês têm a dizer a respeito de suas próprias culpas contra o Senhor seu Deus?” 11 – “Ouçam o que digo, e façam voltar aos seus lares esses seus parentes, porque agora a grande ira do Senhor está sobre vocês.” 12 - Alguns dos principais chefes de Efraim também estavam contra os que voltavam da batalha. Esses homens eram Azarias, filho de Joanã; Berequias, filho de Mesilemote; Jeizquias, filho de Salum, e Amasa, filho de Hadlai. 13 - "Vocês não devem trazer os presos para cá," declararam. "Se fizerem isso, o Senhor ficará zangado, e esta culpa será somada aos muitos outros pecados que já temos. Como a coisa está, já nos encontramos muito culpados para com Deus.” 14 - Assim os oficiais do exército deixaram que os chefes políticos decidissem o que fazer com os presos e com as coisas que foram tomadas. 15 - Então os homens já mencionados distribuíram aos presos, roupas para as mulheres e crianças que não tinham o que vestir; e deram calçados, alimento e vinho. E os que estavam doentes e eram velhos foram postos sobre jumentos, e levados de volta para suas famílias em Jericó, a cidade das palmeiras. Depois as companhias de soldados voltaram para Samaria. 16 - Naquele tempo Acaz, rei de Judá, pediu ao rei da Assíria que o ajudasse em sua guerra contra os exércitos de Edom, pois Edom estava invadindo Judá e prendendo muitas pessoas para servir como escravos. 17 e 18 - Nesse meio tempo os filisteus tinham invadido as cidades das planícies e do deserto do Neguebe, e já haviam tomado Bete-Semes, Aijalom, Gederote, Socó, Timna e Ginzo com as aldeias que ficavam ao redor, e estavam morando ali. 19 - Pois o Senhor humilhou a Judá por causa dos maus atos de Acaz, rei de Israel, porque ele havia destruído o caráter espiritual de Judá, e tinha sido infiel ao Senhor. 20 - Mas quando Tiglate-Pilneser, rei da Assíria, chegou, causou dificuldades ao rei Acaz em vez de ajudá-lo. 21 - Assim, muito embora Acaz tivesse dado a ele o ouro do templo e os tesouros do palácio, de nada adiantou! 22 - Nesse tempo de grande aperto, o rei Acaz cometeu ainda maiores pecados. 23 - Ele ofereceu sacrifícios aos deuses do povo de Damasco que havia derrotado. Porque ele achava que se esses deuses haviam ajudado os reis da Síria, também o ajudariam se oferecesse sacrifícios a eles. Mas em vez disso, eles se tornaram a ruína dele e a desgraça de todo o seu povo. 24 - O rei pegou os vasos de ouro do templo e quebrou todos eles em pedaços. Trancou a porta do templo, de modo que ninguém podia adorar ali, e fez altares para os deuses falsos em cada canto de Jerusalém. 25 - Acaz fez a mesma coisa em cada cidade de Judá, provocando desse modo a ira do Senhor, Deus de seus pais. 26 - Os outros atos de sua vida e suas atividades, desde os primeiros até aos últimos, estão registrados no Livro dos Reis de Judá e de Israel. 27 - Quando o rei Acaz morreu, foi sepultado em Jerusalém, mas não nos túmulos dos reis, e seu filho Ezequias se tornou o novo rei. CAPITULO 29 1 - EZEQUIAS ESTAVA COM vinte e cinco anos de idade quando se tornou rei de Judá, e reinou vinte e nove anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Abia, e era filha de Zacarias. 2 - O reinado dele foi bom na opinião do Senhor, assim como tinha sido bom o reinado de seu pai Davi. 3 - Logo no primeiro mês do primeiro ano de seu reinado; Ezequias abriu de novo as portas do templo e as consertou. 4 e 5 - Mandou chamar os sacerdotes e levitas para se encontrarem com ele na praça do lado leste do templo, e disse a eles o seguinte: "Ouçam-me, vocês levitas! Santifiquem a si mesmos e santifiquem o templo do Senhor, Deus de seus pais - limpem muito bem o lugar santo. 6 - Porque nossos pais cometeram um grande pecado perante o Senhor nosso Deus; eles abandonaram o Senhor e Seu templo, e lhe voltaram as costas. 7 - As portas de entrada ficaram fechadas, a chama que nunca devia apagar-se se apagou, e nem foram oferecidos incenso e sacrifícios queimados. 8 - Portanto a ira do Senhor veio sobre Judá e Jerusalém. Ele fez que nos tornássemos objeto de horror, de espanto e de desprezo, como vocês nos vêem hoje. 9 - Nossos pais foram mortos na guerra, e nossos filhos, filhas, e esposas estão vivendo como escravos por causa disto. 10 - "Mas agora quero fazer um trato com o Senhor, Deus de Israel, de modo que se desvie de nós a grande ira divina”. 11 – “Meus filhos, não se esqueçam mais de seus deveres, porque o Senhor escolheu vocês para servirem a Ele e queimarem incenso." 12 a 14 - Então os levitas entraram em ação: Da família de Coate, Maate (filho de Amasai) e Joel (filho de Azarias); Da família de Merari, Quis (filho de Abadi) e Azarias (filho de Jealelel); Da família de Gérson, Joá (filho de Zima) e Éden (filho de Joá); Da família de Elisafã, Sinri e Jeuel; Da família de Asafe, Zacarias e Matanias; Da família de Hemã, Jeuel e Simei; Da família de Jedutum, Semaías e Uziel. 15 - Eles, por sua vez, reuniram seus companheiros levitas e santificaram a si mesmos, e começaram a purificar o templo, conforme lhes havia mandado o rei, que falava em nome do Senhor. 16 - Os sacerdotes limparam a sala interior do templo, e trouxeram para fora, ao pátio, toda a sujeira que encontraram lá dentro. Os levitas carregaram todo o lixo para o córrego Cedrom. 17 - Esta santificação começou no primeiro dia de abril, e no oitavo dia eles haviam chegado ao pátio exterior. Demoraram oito dias para limpar completamente esse pátio, de modo que todo o trabalho ficou pronto em dezesseis dias. 18 - Então voltaram ao palácio e disseram ao rei Ezequias: "Já terminamos a purificação do templo, do altar de ofertas queimadas e de tudo o que faz parte dele, e também da mesa do Pão da Presença, com todos os seus objetos”. 19 - Mais ainda: “recuperamos e santificamos todos os objetos que o rei Acaz jogou fora, quando ele fechou o templo. Eles estão ao lado do altar do Senhor". 20 - Bem cedo, na manhã seguinte, o rei Ezequias foi ao templo na companhia das autoridades da cidade. 21 - Levou sete novilhos, sete carneiros, sete cordeiros e sete bodes, como oferta pelo pecado, oferta feita em favor da nação e em favor do templo. Deu ordens aos sacerdotes, os filhos de Arão, para sacrificarem os animais sobre o altar do Senhor. 22 - Mataram depois os novilhos, e os sacerdotes, pegaram o sangue e espalharam sobre o altar. Mataram os carneiros e espalharam o sangue sobre o altar, e fizeram a mesma coisa com os cordeiros. 23 - Os bodes para oferta pelo pecado foram então trazidos perante o rei e a assembléia, que colocaram as mãos sobre eles. 24 - Depois os sacerdotes mataram os bodes e fizeram oferta pelo pecado com o sangue dos animais sobre o altar, para expiação de todo o Israel; conforme o rei havia mandado - pois o rei havia dito que a oferta queimada e a oferta pelo pecado deviam ser feitas em favor de toda a nação; 25 e 26 - Com os levitas do templo ele formou um conjunto de orquestra com címbalos, harpas e liras. Isto estava de acordo com as instruções de Davi e dos profetas Gade e Natã - que haviam recebido essas instruções do Senhor. Os sacerdotes formavam um conjunto de trombetas. 27 - Então Ezequias deu ordens para que o sacrifício queimado fosse oferecido sobre o altar, e quando começou o sacrifício, os instrumentos de música começaram a tocar os hinos do Senhor, acompanhados, pelas trombetas. 28 - Durante toda a cerimônia dos sacrifícios queimados, todos adoravam ao Senhor, quando os cantores cantavam e as trombetas tocavam. 29 - Depois disso o rei e seus principais ajudantes se curvaram perante o Senhor, em atitude de adoração. 30 - Então o rei Ezequias deu ordens aos levitas para cantarem perante o Senhor alguns dos hinos de Davi e do profeta Asafe. Eles cantaram com alegria; abaixaram as cabeças e adoraram. 31 - "A cerimônia de consagração já terminou", disse Ezequias. "Agora tragam seus sacrifícios e ofertas de ações de graça". Então o povo de todas as partes do país trouxe seus sacrifícios e ofertas de ações de graça, e os que quisessem, traziam ofertas queimadas também, 32 e 33 - No total, havia setenta novilhos para ofertas queimadas, cem carneiros e duzentos cordeiros. Além disso, foram trazidos seiscentos bois e três mil ovelhas como ofertas sagradas. 34 - Visto como eram muito poucos os sacerdotes para preparar as ofertas queimadas, então os seus irmãos levitas os ajudaram até que o trabalho estivesse terminado - e até que houvesse mais sacerdotes que se santificassem para o trabalho, porque os levitas estavam muito mais dispostos a santificar-se do que os sacerdotes. 35 - Havia grande quantidade de ofertas queimadas, a oferta comum de bebida com cada oferta queimada, e a gordura das ofertas pacíficas. Desse modo se restaurou o templo para o culto e os sacrifícios foram oferecidos novamente. 36 - Ezequias e todo o povo estavam muito felizes por causa daquilo que Deus tinha feito tão depressa para eles. CAPITULO 30 1 - DEPOIS DISTO Ezequias mandou cartas por todo o Israel e Judá, incluindo as tribos de Efraim e Manassés, convidando a todos para virem ao templo em Jerusalém para a festa anual da Páscoa dedicada ao Senhor Deus de Israel. 2 e 3 - O rei, seus principais ajudantes e toda a assembléia de Jerusalém tinham decidido festejar a Páscoa no mês de maio, desta vez, não na ocasião normal em abril, porque não havia sacerdotes santificados em número suficiente na primeira data, e não havia tempo suficiente para mandar o povo vir a Jerusalém. 4 - O rei e a assembléia inteira estavam de pleno acordo nesta questão. 5 – Por isso eles resolveram mandar um aviso a respeito da Páscoa, para todo o Israel, desde Dã até Berseba, convidando toda agente. Eles já não festejavam a Páscoa com grande número de pessoas, conforme estava ordenado". 6 – “Voltem-se para o Senhor; Deus de Abraão, de Isaque e de Israel”, dizia a carta do rei, “a fim de que Ele se volte para nós, que escapamos do poder dos reis da Assíria”. 7 – “Não sejam como seus pais e irmãos que foram infiéis ao Senhor, Deus de seus pais, e sofreram os horrores que vocês estão vendo”. 8 – “Não sejam teimosos, como eles foram. Entreguem-se ao Senhor e venham ao templo que Ele santificou para sempre, e adorem ao Senhor seu Deus, para que se aparte de vocês a grande ira de Deus”. 9 – “Pois se vocês se voltarem de novo para o Senhor, seus irmãos e seus filhos serão tratados com bondade por aqueles que os prenderam, e eles poderão voltar a esta terra. Porque o Senhor seu Deus é cheio de graça e misericórdia e não continuará a desviar de vocês o Seu rosto, se vocês se voltarem para Ele”. 10 - Assim os mensageiros foram de cidade em cidade, passando pelas terras de Efraim e de Manassés, e chegaram até Zebulom. Mas a maioria das pessoas recebeu esses mensageiros com risadas e zombaria! 11 - Todavia, alguns das tribos de Aser, de Manassés e de Zebulom se humilharam diante de Deus e vieram a Jerusalém. 12 - Mas em Judá, toda a nação sentiu um forte desejo, vindo da parte de Deus, de obedecer às instruções do Senhor, conforme foram ordenadas pelo rei e seus oficiais. 13 - E foi assim que uma multidão muito grande se reuniu em Jerusalém no mês de maio, para festejar a Páscoa. 14 - Eles se puseram a trabalhar e destruíram os altares dos deuses falsos em Jerusalém. Derrubaram todos os altares de incenso e jogaram no córrego de Cedrom. 15 - No primeiro dia de maio o povo matou os cordeiros para a Páscoa. Então os sacerdotes e levitas ficaram com vergonha por não estarem tomando parte nas cerimônias como deviam tomar. Por isso eles se santificaram e trouxeram ofertas queimadas ao templo. 16 - Eles ficaram nos seus postos, conforme mandava a lei de Moisés, o homem de Deus. E os sacerdotes espalhavam o sangue recebido dos levitas. 17 a 19 - Visto como muitas das pessoas que chegaram de Efraim, de Manassés, de Issacar e de Zebulom, não estavam limpas de acordo com a lei das cerimônias, na assembléia - porque elas não haviam passado pelos ritos de purificação - os levitas mataram seus cordeiros da Páscoa para elas, a fim de santificar essas pessoas. Depois o rei Ezequias orou em favor delas, e então tiveram licença para comer a Páscoa, muito embora isto fosse contrário às regras de Deus. Porém Ezequias disse: "Que o bom Senhor perdoe a todo aquele que decide seguir ao Senhor, Deus de seus pais, ainda que tal pessoa não esteja devidamente santificada para a cerimônia." 20 - O Senhor atendeu a oração de Ezequias, e não castigou aquelas pessoas. 21 - Assim o povo de Israel festejou a Páscoa em Jerusalém durante sete dias, com grande alegria. Enquanto isso, os levitas e os sacerdotes louvaram ao Senhor com música e címbalos, dia após dia. 22 - O rei Ezequias elogiou muito os levitas pela dedicação espiritual ao serviço de Deus. Assim, durante sete dias continuaram as comemorações. Foram sacrificadas ofertas pacíficas e o povo dava graças e louvores ao Senhor, Deus de seus pais. 23 - O entusiasmo continuou. Por isso todos concordaram em continuar as comemorações por mais sete dias. 24 - O rei Ezequias deu ao povo mil novilhos para as ofertas, e sete mil ovelhas. Os príncipes deram mil novilhos e dez mil ovelhas. E desta vez, um outro grande grupo de sacerdotes se apresentou e se santificou. 25 - Então o povo de Judá, junto com os sacerdotes, os levitas, os estrangeiros que moravam no país e os visitantes vindos de Israel, encheram-se de grande alegria, 26 - pois Jerusalém não tinha visto uma comemoração como esta, desde os dias de Salomão, filho do rei Davi. 27 - Depois os sacerdotes e os levitas se levantaram e abençoaram o povo, e do seu santo templo no céu, o Senhor ouviu as orações deles. CAPITULO 31 1 - DEPOIS DISSO começou uma grande campanha contra a adoração de imagens. Todos aqueles que estiveram em Jerusalém para a festa da Páscoa saíram pelas cidades de Judá, de Benjamim, de Efraim e de Manassés e derrubaram os altares de imagens, as colunas, as imagens de Aserá, e outros lugares de adoração de deuses falsos. Então as pessoas que tinham vindo das tribos do norte para a festa da Páscoa voltaram de novo aos seus próprios lares. 2 - Agora Ezequias organizou os sacerdotes e os levitas em grupos de serviço para oferecer os sacrifícios queimados e as ofertas de paz, e para adorar, dar graças e louvor ao Senhor dentro do recinto do templo. 3 - Também ele fez pessoalmente uma contribuição de animais para as ofertas queimadas todos os dias pela manhã e à tarde, bem como para as festas do Dia de Descanso, que se realizavam todas as semanas; para as festas da Lua Nova que se realizavam todos os meses, e para as festas realizadas uma vez por ano, conforme mandava a Lei de Deus. 4 - Além disso, ele exigiu que o povo de Jerusalém trouxesse suas contribuições e dízimos aos sacerdotes e levitas, de maneira que eles não precisassem de outro emprego, mas pudessem entregar-se totalmente aos seus deveres, conforme era exigido na Lei de Deus. 5 e 6 - O povo respondeu sem demorar, e de mão aberta, trazendo os primeiros frutos de suas colheitas de cereais, do vinho novo, do azeite de oliveira, - mel e tudo mais - uma décima parte de tudo quanto eles possuíam para ser dada ao Senhor, seu Deus, conforme a Lei exigia. Tudo foi trazido formando grandes pilhas. O povo das tribos do norte, que se havia mudado para Judá, e o povo de Judá, que morava no interior também trouxe os dízimos de seu gado e de ovelhas, e das coisas consagradas para dar ao Senhor. Empilharam tudo em grandes montões. 7 e 8 - Os primeiros desses dízimos chegaram em junho, e as pilhas continuaram a aumentar até outubro. Quando Ezequias e seus oficiais viram essas enormes pilhas, como eles bendisseram ao Senhor e louvaram ao seu povo! 9 - "De onde veio tudo isto?" perguntou Ezequias aos sacerdotes e aos levitas. 10 - E o sumo sacerdote Azarias, da família de Zadoque, respondeu: "São as contribuições e os dízimos! Nós estamos comendo desses alimentos armazenados já faz muitas semanas, mas ainda há muita sobra, porque o Senhor abençoou ao seu povo". 11 - Ezequias mandou preparar depósitos no templo, o que foi feito. 12 e 13 - Todas as ofertas e dízimos consagrados foram trazidos à casa do Senhor. Conanias, o levita, ficou encarregado de tudo, e abaixo dele estava seu irmão Simei, mais os seguintes ajudantes: Jeiel, Azazias, Naate, Asael, Jerimote, Jozabade, Eliel, Ismaquias, Maate e Benaia. Essas nomeações foram feitas pelo rei Ezequias e pelo sumo sacerdote Azarias. 14 e 15 - Coré (filho de lmna, o levita), que era o guarda da Porta Oriental, ficou encarregado de distribuir as ofertas aos sacerdotes. Seus fiéis auxiliares eram Éden, Miniamim, Jesua, Semaías, Amarias e Secanias. Eles distribuíam as ofertas às famílias dos sacerdotes em suas próprias cidades, fazendo a distribuição por igual, tanto aos moços como aos velhos. 16 - Contudo, os sacerdotes que estavam de serviço no templo, bem como suas famílias, recebiam diretamente do depósito; por isso eles não eram incluídos nesta distribuição. 17 e 18 - Os sacerdotes estavam inscritos nos registros por famílias, e os levitas de vinte anos de idade para cima estavam registrados sob os nomes de seus grupos de trabalho. Uma porção regular de alimento era dada a todas as famílias dos sacerdotes devidamente registrados, pois eles não tinham outra fonte de onde obter sustento, porque seu tempo e suas forças eram consagrados ao serviço do templo. 19 - Um dos sacerdotes era indicado em cada uma das cidades dos sacerdotes para distribuir alimento e outras ofertas a todos os sacerdotes daquela região, e a todos os levitas que estavam registrados. 20 - Deste modo Ezequias controlou a distribuição em todo o Judá, fazendo o que era justo e direito perante o Senhor seu Deus. 21 - Ele se esforçou de todo o coração para que houvesse respeito pelo templo, pela Lei, e pela vida religiosa. E teve bom êxito. CAPITULO 32 1 - PASSADO ALGUM tempo, depois deste bom trabalho do rei Ezequias, Senaqueribe, rei da Assíria, invadiu Judá e cercou as cidades fortificadas, querendo tomá-las. 2 - Quando ficou claro que Senaqueribe tinha intenções de atacar Jerusalém, 3 - Ezequias reuniu seus príncipes e oficiais para um conselho de guerra, e foi decidido tapar as fontes de águas que havia fora da cidade. 4 - Eles organizaram uma enorme equipe de trabalho para tapar as fontes de águas, e interromper o riacho que corre através dos campos. "Por que deveria o rei da Assíria vir e encontrar água?" perguntaram. 5 - Então Ezequias deixou ainda mais fortes as suas defesas, consertando o muro onde ele estava quebrado, e acrescentando posições de grande resistência e construindo um muro por fora do que existia. Também reforçou o Forte de Milo, na cidade de Davi, e fabricou muitas armas e escudos. 6 - Formou um exército e nomeou oficiais, e os reuniu na planície diante da cidade, e lhes deu coragem com estas palavras: 7 - "Sejam fortes, sejam valentes, e não tenham medo nem terror do rei da Assíria ou do seu poderoso exército, pois há Alguém que está conosco e que é muito mais poderoso do que ele! 8 - O rei da Assíria tem um grande exército, porém eles são simples homens, enquanto nós temos o Senhor nosso Deus para lutar nossas batalhas por nós!" Isto deu a eles grande coragem. 9 - Então Senaqueribe, rei da Assíria, enquanto cercava a cidade de Laquis, mandou representantes com esta mensagem ao rei Ezequias, e aos moradores de Jerusalém: 10 - Senaqueribe, rei da Assíria, pergunta: 'Pensam vocês que podem resistir ao meu cerco de Jerusalém? 11 - O rei Ezequias está tentando convencer vocês a cometerem suicídio ficando aí - para morrerem de fome e sede - enquanto ele promete que "o Senhor nosso Deus nos livrará do rei da Assíria"! 12 - Vocês não reconhecem que foi o próprio Ezequias quem destruiu todas as imagens, e ordenou a Judá e a Jerusalém para usarem somente um altar no templo, e queimar incenso somente nesse altar? 13 - Vocês não reconhecem que eu e os outros reis da Assíria antes de mim sempre vencemos qualquer nação que atacamos? Os deuses daquelas nações não puderam fazer nada para salvar suas terras! 14 - Mostrem pelo menos uma vez quando alguém, em qualquer parte, pôde resistir com sucesso ao nosso ataque? Que é que faz vocês pensarem que seu Deus pode ajudá-los? 15 - Não deixem Ezequias enganar vocês! Não acreditem nele, e não se deixem convencer. E digo de novo nenhum deus de nenhuma nação foi capaz de salvar seu povo de mim, ou dos reis antes de mim. E muito menos o Deus de vocês! 16 - Dessa maneira o representante zombou do Senhor Deus e de Ezequias, servo de Deus. 17 - O rei Senaqueribe também mandou cartas zombando do Senhor Deus de Israel. "Os deuses de todas as outras nações não conseguiram salvar os seus povos da minha mão, e o Deus de Ezequias vai fracassar da mesma maneira", escreveu. 18 - Os mensageiros que trouxeram as cartas gritavam ameaças, na língua dos judeus, ao povo que estava sobre os muros da cidade, tentando pôr medo neles e deixá-los desanimados para defenderem a cidade. 19 - Esses mensageiros falaram a respeito do Deus de Jerusalém, como se Ele fosse um dos deuses falsos - uma imagem feita à mão! 20 - Então o rei Ezequias e o profeta Isaías (filho de Amós) clamaram em oração ao Deus do céu, 21 - e o Senhor mandou um anjo que destruiu o exército assírio com todos os seus soldados, oficiais e generais! Dessa maneira, Senaqueribe voltou muito envergonhado para a sua própria terra. E quando ele chegou ao templo do seu deus, alguns de seus próprios filhos o mataram ali. 22 - Foi assim que o Senhor salvou a Ezequias e ao povo de Jerusalém das mãos de Senaqueribe, rei da Assíria, e de todos os demais inimigos. E agora, afinal, havia paz em todo o seu reino. 23 - Dai para frente o rei Ezequias se tornou muito respeitado entre as nações vizinhas, e chegavam a Jerusalém muitos presentes para o Senhor, com muitos presentes valiosos para o rei Ezequias também. 24 - Mas naquele tempo Ezequias, ficou tão doente que ia morrer, e orou ao Senhor, e o Senhor respondeu com um milagre. 25 - Contudo, Ezequias não correspondeu com verdadeira ação de graças e louvor, pois ele ficou orgulhoso, e então a ira de Deus veio sobre ele e sobre Judá e Jerusalém. 26 - Mas, por fim, Ezequias e os moradores de Jerusalém se humilharam, e dessa maneira a ira do Senhor não caiu sobre eles durante a vida de Ezequias. 27 - Assim Ezequias se tornou muito rico e era muitíssimo honrado. Teve de construir edifícios especiais para guardar sua prata, seu ouro, as pedras preciosas, e os perfumes; e também para seus escudos e vasos de ouro. 28 e 29 - Também construiu muitos armazéns para os cereais, para o vinho novo e azeite de oliveira, com muitas cocheiras para os animais e currais para os grandes rebanhos de ovelhas e cabras que ele comprou. Ezequias teve muitas cidades, porque Deus concedeu a ele grande riqueza. 30 - Ele fez uma represa das águas da Fonte Superior de Giom, e, por meio de um canal trouxe as águas para o lado oeste da cidade de Davi, que é um setor de Jerusalém. Alcançou bom resultado em tudo quanto fez. 31 - Contudo, quando os representantes da Babilônia chegaram para ver o milagre da sua cura, Deus o deixou à sua própria sorte a fim de prová-lo e ver como era realmente o seu coração. 32 - O restante da história de Ezequias e de todas as boas coisas que ele fez está escritos no Livro de Isaías (o profeta, filho de Amós), e no Livro dos Reis de Judá e de Israel. 33 - Quando Ezequias morreu, foi sepultado no cemitério real da colina entre os outros reis, e toda a Judá e os moradores de Jerusalém o honraram na sua morte. E seu filho Manassés se tornou o novo rei. CAPITULO 33 1 - ESTAVA MANASSÉS com apenas doze anos de idade quando se tornou rei, e reinou cinqüenta e cinco anos em Jerusalém. 2 - Mas foi um mau reinado, porque ele estimulou o povo a adorar as imagens dos povos que o Senhor havia destruído, quando o povo de Israel entrou na terra. 3 - Ele reconstruiu os altares dos deuses falsos que seu pai Ezequias tinha destruído - os altares de Baal e das imagens de Aserá, e adorava e prestava culto ao sol, à lua e às estrelas. 4 e 5 - Até construiu altares para os deuses falsos nos dois pátios do templo do Senhor em Jerusalém, para adoração do sol, da lua e das estrelas - no mesmo lugar onde o Senhor tinha dito que Ele seria honrado para sempre, Manassés sacrificou também seus próprios filhos como ofertas queimadas no Vale de Hinom. Além disso, consultava médiuns espíritas, adivinhadores e feiticeiros, e encorajou toda espécie de mal diante do Senhor, deixando o Senhor muito zangado. 7 - Pense nisto! Ele colocou uma imagem no próprio templo de Deus, onde o Senhor tinha dito a Davi e a seu filho Salomão: "Eu serei honrado aqui neste templo, e em Jerusalém - a cidade que escolhi a fim de ser honrado para sempre acima de todas as outras cidades de Israel”. 8 – “E se vocês obedecerem aos meus mandamentos - todas as leis e instruções dadas a vocês por Moisés - Eu nunca mais tirarei Israel desta terra que dei a seus pais." 9 - Porém Manassés estimulou o povo de Judá e de Jerusalém a fazer males ainda maiores do que as nações que o Senhor havia destruído quando Israel entrou na terra. 10 - Tanto Manassés como seu povo não deram atenção aos avisos do Senhor. 11 - Por isso Deus mandou os exércitos assírios, e eles o prenderam com ganchos e o amarraram com correntes de bronze e o levaram para a Babilônia. 12 - Cheio de pavor e aflito, Manassés orou humildemente ao Senhor Deus, pedindo socorro. 13 - E quando fez assim, o Senhor ouviu, teve misericórdia dele, e respondeu ao seu pedido, levando-o de volta a Jerusalém e ao seu reino! Manassés reconheceu então finalmente que o Senhor era realmente Deus! 14 - Depois disto foi que ele reconstruiu o muro de fora da cidade de Davi, e o muro do lado oeste da Fonte de Giom, no vale do Cedrom, e depois até á Porta do Peixe, e ao redor da Montanha Fortaleza, onde o muro foi construído muito alto. Colocou generais do seu exército em todas as cidades fortificadas de Judá. 15 - Também retirou os deuses estranhos e a imagem que ele tinha dentro do templo, e fez em pedaços os altares que ele havia construído na montanha onde estava o templo, e os altares que estavam em Jerusalém. Jogou tudo para fora da cidade. 16 - Depois, reconstruiu o altar do Senhor e ofereceu sacrifícios sobre ele - sacrifícios de paz e ofertas de ações de graça. - Exigiu que o povo de Judá adorasse ao Senhor Deus de Israel. 17 – Contudo, o povo ainda oferecia sacrifícios nos altares dos montes, mas somente ao Senhor seu Deus. 18 - O restante dos atos de Manassés, sua oração a Deus, e a resposta do Senhor de Israel por meio dos profetas, tudo está escrito no Livro dos Reis de Israel. 19 - A oração que ele fez, a maneira como Deus respondeu, e um franco relato de seus pecados e erros, inclusive uma lista dos lugares onde construiu imagens nas montanhas, e colocou imagens de Aserá e imagens de escultura - isto, naturalmente, foi antes da grande mudança em sua vida, - tudo isso está registrado no Livro dos Profetas. 20 e 21 - Quando Manassés morreu, foi sepultado no seu próprio palácio, e seu filho Amam se tornou o novo rei. Amam estava com vinte e dois anos de idade quando começou a reinar em Jerusalém, mas seu reinado durou apenas dois anos. 22 - Foi um mau reinado, igual ao dos primeiros anos de seu pai Manassés, porque Amam sacrificou a todas as imagens como seu pai tinha feito e prestou culto a elas 23 - porém não mudou de atitude, humilhando-se como seu pai. Em vez disso, pecava cada vez mais. 24 - Por fim, seus próprios oficiais tramaram e o assassinaram no seu palácio. 25 - Mas alguns cidadãos de espírito cívico mataram todos aqueles que o assassinaram, e declararam seu filho Josias como o novo rei. CAPITULO 34 1 - JOSIAS ESTAVA com oito anos de idade quando se tornou rei. Ele reinou trinta e um anos em Jerusalém. 2 - Seu reinado foi bom, visto ter seguido com muito cuidado o bom exemplo de seu pai Davi. 3 - Porque quando ele estava com dezesseis anos de idade, no oitavo ano de seu reinado, começou a buscar o Deus de seu pai Davi. Quatro anos depois, começou a purificar Judá e Jerusalém, destruindo os altares dos deuses falsos e as imagens de Aserá sobre os montes. 4 - Foi pessoalmente ver como eram desmanchados os altares de Baal, como eram derrubadas as colunas sobre os altares, e as imagens de Aserá reduzidas a pó e espalhadas sobre os túmulos daqueles que ofereciam sacrifícios a esses deuses. 5 - Depois ele queimou sobre seus próprios altares os ossos dos sacerdotes que não adoravam a Deus, achando que esta atitude tiraria do povo de Judá e de Jerusalém a culpa do pecado de adoração de imagens. 6 - A seguir, foi às cidades de Manassés, de Efraim e de Simeão, e até à distante Naftali, e fez à mesma coisa nesses lugares. 7 - Derrubou os altares dos deuses falsos, reduziu à pó as imagens de Aserá, e derrubou as colunas. Fez isto em toda parte da terra de Israel, antes de voltar para Jerusalém. 8 – No décimo oitavo ano de seu reinado, depois que ele havia purificado a terra e posto em ordem a situação do templo, nomeou a Safã (filho de Azalias), a Maaséias, governador de Jerusalém, e a Joá (filho de Joacaz), tesoureiro da cidade, para consertarem o templo. 9 - Josias estabeleceu um sistema de recolher donativos para o templo. O dinheiro era recolhido nas portas do templo pelos levitas que estavam de serviço ali. Os donativos eram trazidos pelas pessoas que vinham de Manassés, de Efraim e de outras partes do restante de Israel, bem como do povo de Jerusalém. O dinheiro foi levado ao sumo sacerdote Hilquias para contagem, 10 e 11 – e depois usado pelos levitas para pagar os carpinteiros e pedreiros, e para comprar material de construção - blocos de pedra para construção, madeira, vigas. Ele reconstruiu então o que os reis anteriores de Judá haviam demolido. 12 - Os trabalhadores foram ativos e fiéis sob a chefia de Jaate e Obadias, levitas da família de Merari. Zacarias e Mesulão, da família de Coate, eram os dirigentes da construção. 13 - Os levitas que entendiam bem de música tocavam para louvar ao Senhor enquanto a obra progredia. Outros levitas dirigiam os trabalhadores comuns que traziam os materiais para os operários. E ainda outros ajudavam como contadores, supervisores e carregadores. 14 - Um dia, quando Hilquias, o sumo sacerdote, estava no templo registrando o dinheiro recolhido nas portas, encontrou um velho livro que se verificou ser o livro das Leis de Deus dadas a Moisés! 15 e 16 - "Olhe!" exclamou Hilquias a Safã, o secretário do rei. "Veja o que eu encontrei no templo! Essas são as Leis de Deus!" Hilquias entregou o livro a Safã, e Safã o levou ao rei, junto com seu relatório de que a reconstrução do templo estava andando bem. 17 - "Os cofres de dinheiro foram abertos e contados. O dinheiro foi entregue nas mãos dos dirigentes e dos trabalhadores", disse ele ao rei. 18 - Safã falou sobre o livro, e como Hilquias o descobriu. E ele leu o livro para o rei ouvir. 19 - Quando o rei ouviu o que essas Leis exigiam do povo de Deus, rasgou as suas roupas em desespero, 20 - e mandou chamar a Hilquias, a Aicão (filho de Safã), a Abdom (filho de Mica), a Safã, o tesoureiro e a Asaías, ajudante pessoal do rei. 21 - "Vão ao templo e orem ao Senhor por mim!" disse-lhes o rei. "Orem por todo o restante de Israel e de Judá! Porque este livro diz que o motivo pelo qual a grande ira do Senhor foi derramada sobre nós, é que nossos pais não obedeceram a essas Leis que estão escritas aqui." 22 - Então Hilquias e os demais homens foram à casa da profetisa Hulda, esposa de Salum (filho de Tocate, filho de Harás). Salum era o alfaiate do rei; ele morava na parte baixa de Jerusalém. Quando contaram a ela sobre o problema do rei, 23 - ela respondeu: "O Senhor Deus de Israel diz: Digam ao homem que enviou vocês:” 24 “‘Sim, o Senhor vai destruir esta cidade e seu povo. Todas as maldições escritas no livro lido diante do rei vão acontecer”. 25 – “Pois meu povo Me abandonou e adorou deuses falsos, e estou muito zangado com eles por causa das suas ações. Portanto, o meu furor está derramado sobre este lugar e não se retirará.” 26 – “Mas também o Senhor diz isto ao rei de Judá, que enviou vocês a me perguntarem a respeito deste assunto: Digam a ele que o Senhor, Deus de Israel, diz”: 27 – “Já que você está triste e se humilhou diante de Mim quando ouviu minhas palavras contra esta cidade e seu povo, e rasgou sua roupa em desespero e chorou perante Mim - Eu ouvi a sua oração, diz o Senhor”. 28 – “Não enviarei o mal prometido sobre esta cidade e seu povo antes da sua morte”. Assim eles levaram ao rei esta palavra do Senhor. 29 - Então o rei mandou chamar todos os homens importantes de Judá e de Jerusalém, 30 - os sacerdotes e levitas e todo o povo, tanto grandes como pequenos, para acompanhá-lo ao templo. Ali o rei leu o livro para eles - o contrato de Deus que foi achado no templo. 31 - Enquanto o rei estava diante deles, fez uma promessa ao Senhor de seguir os seus mandamentos, testemunhos e decretos com todo o seu coração e sua alma, e fazer o que estava escrito no livro. 32 - Ele exigiu que todos em Jerusalém e Benjamim prometessem cumprir este contrato com Deus, e todos eles prometeram. 33 - Assim Josias retirou todas as imagens das áreas ocupadas pelos judeus, e exigiu que todos adorassem ao Senhor seu Deus. E por todo o restante da vida do rei, eles continuaram servindo ao Senhor, o Deus de seus pais. CAPITULO 35 1 - ENTÃO Josias anunciou que a festa da Páscoa seria comemorada no primeiro dia do mês de abril, em Jerusalém. Os cordeiros da Páscoa foram mortos naquela tarde. 2 - Também ele colocou de novo os sacerdotes nos seus postos e os estimulou a começarem o seu trabalho no templo novamente. 3 - Enviou esta ordem aos levitas santificados para serem professores de religião em Israel: "Já que a arca" está agora no templo de Salomão, e vocês não precisam mais carregá-la sobre os ombros de um lugar para outro, gastem o seu tempo servindo ao Senhor e ao seu povo. 4 e 5 - Organizem grupos de serviço de acordo com as suas famílias como era costume no tempo dos seus pais, conforme foram organizados antes por Davi, rei de Israel, e por seu filho Salomão. Cada grupo vai atender a determinadas famílias do povo que trazem suas ofertas ao templo. 6 - Matem os cordeiros para a Páscoa, santifiquem-se e se preparem para atender as pessoas que vierem. Sigam todas as instruções do Senhor dadas por intermédio de Moisés. 7 - Então o rei ofereceu trinta mil cordeiros e cabritos para as ofertas de Páscoa do povo, e três mil novilhos. 8 - Os oficiais do rei fizeram ofertas de livre vontade aos sacerdotes e levitas. Hilquias, Zacarias e Jeiel, os chefes do templo, deram aos sacerdotes duas mil e seiscentas ovelhas e cabritos, e trezentos bois para as ofertas de Páscoa. 9 - Os chefes levitas - Conanias, Semaías e Natanael, e seus irmãos Hasabias, Jeiel e Jozabade - deram cinco mil ovelhas e cabritos e quinhentos bois aos levitas para suas ofertas de Páscoa. 10 - Quando tudo estava preparado, com os sacerdotes em seus lugares, e os levitas estavam formados em grupos de serviço, conforme o rei havia mandado; 11 - então os levitas mataram os cordeiros da Páscoa e apresentaram o sangue aos sacerdotes. Os sacerdotes espalhavam o sangue sobre o altar, enquanto os levitas tiravam à pele dos animais. 12 - Eles separaram os animais para cada tribo apresentar suas próprias ofertas queimadas ao Senhor, conforme está escrito na lei de Moisés. Fizeram a mesma coisa com os bois. 13 - Depois, conforme estava ordenado pelas leis de Moisés, assaram os cordeiros da Páscoa e cozinharam as ofertas sagradas em panelas, caldeirões e frigideiras, e os levavam depressa ao povo para comer. 14 - Mais tarde, os levitas prepararam uma refeição para si mesmos e para os sacerdotes, porque eles ficaram ocupados desde a manhã e até à noite, oferecendo a gordura das ofertas queimadas. 15 - Os cantores (filhos de Asafe) estavam em seus lugares, seguindo as instruções dadas alguns séculos antes pelo rei Davi, Asafe, Hemã e por Jedutum, profeta do rei. Os porteiros tomavam conta das portas, e não precisavam deixar seus postos, porque a refeição deles era trazida por seus irmãos levitas. 16 - Toda a cerimônia da Páscoa foi realizada naquele dia. Todas as ofertas queimadas foram sacrificadas sobre o altar do Senhor, conforme as ordens de Josias. 17 - Todos os que estavam presentes em Jerusalém tomaram parte na festa da Páscoa. Terminada a festa da Páscoa, começou a Festa do Pão Sem Fermento ou Pão Asmo, que durou sete dias. 18 - Nunca, desde o tempo do profeta Samuel, tinha havido uma Páscoa assim nenhum dos reis de Israel podia competir com o rei Josias com uma Páscoa igual, incluindo tantos sacerdotes, levitas e povo de Jerusalém e de todas as partes de Judá, e também de todo o Israel. 19 - Tudo isto aconteceu no décimo - oitavo ano no reinado de Josias. 20 - Depois disto, Neco, rei do Egito, levou o seu exército contra os assírios para Carquemis, junto ao rio Eufrates, e Josias declarou guerra contra ele. 21 - Porém o rei Neco enviou representantes a Josias com esta mensagem: "Não quero lutar com você, Ó rei de Judá! Vim apenas para combater o rei da Assíria! Deixe-me em paz! Deus me disse para andar depressa! Não se intrometa com Deus, ou Ele destruirá você, porque Ele está comigo." 22 - Mas Josias não quis saber de voltar. Em vez disso, levou o seu exército para a batalha no Vale de Megido. Colocou de lado suas roupas reais, de modo que o inimigo não poderia reconhece-lo. Josias não quis acreditar que a mensagem de Neco era da parte de Deus. 23 - Os inimigos atiradores de flechas feriram o rei Josias com suas flechas, e ele ficou mortalmente ferido. "Tirem-me da batalha," pediu a seus ajudantes. 24 e 25 - Então eles o tiraram do seu carro, e o colocaram no seu segundo carro. Ele foi levado para Jerusalém, onde morreu. Foi sepultado ali, no cemitério real. E todo o Judá e Jerusalém, incluindo o profeta Jeremias, choraram por ele, como também os cantores do templo. Até hoje eles ainda cantam canções tristes sobre a morte de Josias, porque essas canções de tristeza foram registradas entre as lamentações oficiais do governo. 26 - As outras atividades de Josias, suas boas ações, e como ele seguiu as Leis do Senhor, 27 - tudo isso está escrito no Livro dos Reis de Israel e de Judá. CAPITULO 36 1 - JEOCAZ, FILHO DE Josias, foi escolhido pelo povo como o novo rei subindo ao trono do pai em Jerusalém. 2 - Ele estava com vinte e três anos de idade quando começou a reinar, mas seu reinado durou somente três meses. 3 - O rei do Egito tirou Jeocaz do trono e exigiu de Judá um imposto anual de 6.000 quilos de prata e 60 quilos de ouro. 4 - O rei do Egito nomeou a Eliaquim, irmão de Jeocaz, como o novo rei de Judá, na capital, em Jerusalém. O nome Eliaquim foi mudado para Jeoaquim. Jeoacaz foi levado para o Egito como prisioneiro. 5 - Jeoaquim estava com vinte e cinco anos de idade quando se tornou rei, e reinou onze anos em Jerusalém, mas o seu reinado foi mau. 6 - Por fim, Nabucodonosor, rei da Babilônia, conquistou Jerusalém, e levou embora para a Babilônia o rei preso com correntes. 7 - Nabucodonosor também pegou alguns vasos de ouro e outros artigos do templo, e os colocou no seu próprio templo na Babilônia. 8 - O restante dos atos de Jeoaquim, e todo o mal que ele fez estão escritos no Livro dos Reis de Judá, seu filho Joaquim se tornou o novo rei. 9 - Joaquim tinha dezoito anos quando subiu ao trono. Porém ele reinou somente três meses e dez dias, e foi um reinado mau diante do Senhor. 10 - Na primavera seguinte, o rei Nabucodonosor mandou levá-lo para a Babilônia. Nessa ocasião, foram levados para a Babilônia muitos tesouros do templo, e o rei Nabucodonosor nomeou a Zedequias, irmão de Joaquim, como o novo rei de Judá e de Jerusalém. 11 - Zedequias tinha vinte e um anos de idade quando começou a reinar, e reinou onze anos em Jerusalém. 12 - Seu reinado, também, foi mau com relação ao Senhor, porque ele não quis aceitar o conselho do profeta Jeremias, que lhe dava mensagens vindas do Senhor. 13 - Ele se revoltou contra o rei Nabucodonosor, muito embora tivesse feito juramento de lealdade. Zedequias foi um homem duro e teimoso no que se refere a obedecer ao Senhor, Deus de Israel, pois não quis saber de seguir a Deus. 14 - Todas as pessoas importantes do país, incluindo os sumos sacerdotes, foram infiéis a Deus e adoravam os deuses falsos das nações vizinhas. Desse modo profanaram o templo do Senhor em Jerusalém que era santificado a Ele. 15 - O Senhor, Deus de seus pais, mandou profetas uma porção de vezes para avisá-los por que Ele tinha compaixão do seu povo e do seu templo. 16 - Mas o povo zombava desses mensageiros de Deus, e desprezava as palavras deles, caçoando dos profetas até que a ira do Senhor não pôde mais ser dominada, e não havia mais remédio. I7 - Então o Senhor trouxe o rei da Babilônia contra eles e ele matou seus moços, indo atrás deles até dentro do templo, e não teve piedade, matando até mesmo moças e velhos. O Senhor usou o rei da Babilônia para destruí-los completamente. 18 - Também ele levou consigo para casa todos os objetos, grandes e pequenos, usados no templo, e os tesouros do templo assim como os do palácio. Levou também todos os príncipes. 19 - Depois seu exército queimou o templo e derrubou os muros de Jerusalém e pôs fogo em todos os palácios e destruiu todos os objetos valiosos do templo. 20 - Os que não morreram foram levados para a Babilônia como escravos do rei e dos seus filhos, até que o reino da Pérsia conquistou a Babilônia. 21 - Dessa maneira se cumpriu à palavra do Senhor por intermédio de Jeremias, de que a terra devia descansar durante setenta anos, para compensar os anos quando o povo se recusou a guardar o Dia de Descanso. 22 e 23 - Porém, no primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, o Senhor despertou o espírito de Ciro para fazer este aviso em todo o seu reino, fazendo-o também por escrito: "O Senhor, Deus dos céus, me deu todos os reinos da terra, e Ele me mandou construir um templo para Ele em Jerusalém, na terra de Judá. Todos dentre vocês que são povo do Senhor, voltem a Israel para este trabalho, e o Senhor será com vocês." Também isto cumpriu o que o profeta Jeremias tinha falado. ESDRAS CAPITULO 01 1 - NO PRIMEIRO ANO do reinado de Ciro, rei da Pérsia, o Senhor cumpriu a profecia de Jeremias, despertando no rei Ciro o desejo de mandar esta proclamação por todo o seu império (ele também mandou registrar esta proclamação nos registros permanentes do reino): 2 - "Ciro, rei da Pérsia, por meio desta, anuncia que o Senhor, o Deus do céu, que me deu este vasto império, agora me encarregou de construir para ele um templo em Jerusalém, na terra de Judá”. 3 - Todos os judeus residentes neste reino podem agora voltar a Jerusalém para reconstruir este templo do Senhor, que é o Deus de Israel e de Jerusalém. Faço votos de que as bênçãos de Deus estejam com vocês. 4 - Os judeus que não voltarem, devem ajudar nas despesas daqueles que voltarem, e também dar a eles roupas, transporte e recursos para a viagem, e ainda devem fazer uma oferta voluntária para o templo." 5 - Então Deus despertou um grande desejo nos chefes das tribos de Judá e Benjamim, nos sacerdotes e levitas, e em muitos outros para voltarem a Jerusalém imediatamente e reconstruírem o templo. 6 - Todos os judeus exilados que preferiram ficar na Pérsia deram a eles a assistência que puderam, e também fizeram donativos para o templo. 7 - O próprio rei Ciro fez do nativo dos vasos de ouro e outros objetos valiosos que o rei Nabucodonosor tinha trazido do templo em Jerusalém e colocado no templo dos seus próprios deuses. 8 - Ciro deu instruções a Mitredate, o tesoureiro da Pérsia, para que entregasse esses donativos a Sesbazar, o chefe dos exilados que voltavam para Judá. 9 e 10 - Os objetos que Ciro ofertou incluíam: 1.000 bacias de ouro, 1.000 bacias de prata, 29 incensórios, 30 vasos de ouro maciço, 2.410 vasos de prata (de vários desenhos), 1.000 objetos de tipos diferentes. 11 - Eram ao todo 5.469 objetos de ouro e de prata entregues a Sesbazar para serem levados de volta a Jerusalém. CAPITULO 02 1 - ESTA É A RELAÇÃO dos judeus exilados que voltaram para Jerusalém e para as outras cidades de Judá, das quais os seus pais haviam sido deportados para a Babilônia pelo rei Nabucodonosor. 2 - Os chefes eram: Zorobabel, Jesua, Neemias, Seraías, Reelaías, Mordecai, Bilsã, Mispar, Bigvai, Reum, Baana. Aqui está o número dos que voltaram (registrados por famílias): 3 a 35 - Da família de Parós, 2.172; Da família de Sefatias , 372; Da família de Ara, 775; Da família de Paate-Moabe (descendentes de Jesua e Joabe), 2.812; Da família de Elão, 1.254; Da família de Zatu, 945; Da família de Zacai, 760; Da família de Bani, 642; Da família de Bebai, 623; Da família de Azgade, 1.222; Da família de Adonicão, 666; Da família de Bigvai, 2.056; Da família de Adim, 454; Da família de Ater (descendentes de Ezequias), 98; Da família de Bezai, 323; Da família de Jora, 112; Da família de Hasum, 223; Da família de Gibar, 95; Da família de Belém, 123; Da família de Notofa, 56; Da família de Anatote, 128; Da família de Azmavete, 42; Das famílias de Quiriate-Arim, Quefira e Bearote, 743; Das famílias de Ramá e Geba, 621; Da família de Micmás, 122; Das famílias de Betel e Aí, 223; Da família de Nebo, 52; Da família de Magbis, 156; Da família de Elão, 1.254; Da família de Harim, 320; Das famílias de Lode, Hadide e Ono, 725; Da família se Jericó, 345; Da família de Senaá, 3.630. 36 a 39 - Aqui estão os números referentes aos sacerdotes que voltaram: Das famílias de Jedaías, descendentes de Jesua, 973; Da família de Imer, 1.052; Da família de Pasur, 1.247; Da família de Harim, 1.017. 40 a 42 - Aqui estão os dados referentes aos levitas que voltaram: Das famílias de Jesua e Cadmiel, dos descendentes de Hodavias, 74; Os cantores, pertencentes à família de Asafe, 128; Dos descendentes dos porteiros (as famílias de Salum, Ater, Talmom, Acube, Hatita e Sobai), 139. 43 a 54 - Estavam representadas as seguintes famílias dos servidores do templo: Zia, Hasufa, Tabaote, Queros, Siaá, Padom, Lebaná, Hagaba, Acube, Hagabe, Sanlai, Hanã, Gidel, Gaar, Reaías, Rezim, Necoda, Gazão, Uzá, Paseá, Besai, Asna, Meunim, Nefusim, Bacbuque, Hacufa, Harur, Bazlute, Meída, Harsa, Barcos, Sísera, Temá, Neziá, Hatifa. 55 a 57 - Os que fizeram a viagem também incluíam os descendentes dos oficiais de Salomão: Sotai, Soferete, Peruda, Jaala, Darcom, Gidel, Sefatias, Hatil, Poquerete-Hazebaim, Ami. 58 - Os servidores do templo e os descendentes dos oficiais de Salomão eram 392. 59 - Também nesta ocasião voltou para Jerusalém outro grupo vindo das cidades persas de Tel-Melá, Tel-Harsa, Querube, Adã e Imer. Mas, pelo fato de haverem perdido seus registros de família, não puderam provar que realmente eram israelitas. 60 - Este grupo incluía as famílias de Dalaías, de Tobias e de Necoba, num total de 652. 61 - Três famílias de sacerdotes - Habaías, Hacoz e Barzilai (este Barzilai se casou com uma das filhas de Barzilai, o gileadita, e tomou o nome da família dela) - também voltaram para Jerusalém. 62 e 63 - Mas eles também haviam perdido seus registros de família; por isso os chefes não deixaram que eles continuassem como sacerdotes. Esses chefes nem mesmo queriam deixar que eles comessem da porção do sacrifício destinada ao alimento dos sacerdotes, até que pudessem consultar o Urim e Tumim, e saber de Deus se realmente eles eram ou não descendentes de sacerdotes. 64,65 - Assim, os que voltaram para Judá eram um total de 42.360 pessoas; isso sem contar 7.337 escravos e 200 cantores, tanto homens como mulheres. 66 e 67 - Eles levaram consigo 736 cavalos, 245 mulos, 435 camelos e 6.720 jumentos. 68 - Alguns dos chefes puderam contribuir generosamente para a reconstrução do templo, 69 - e cada um deu tanto quanto podia, O valor total de seus donativos somava Cr$ 2.100.000,00 de ouro, Cr$ 1.190.000,00 de prata, e 100 vestimentas para os sacerdotes. 70 - Desse modo os sacerdotes, os levitas e alguns do povo se estabeleceram em Jerusalém e nas vilas vizinhas; e os cantores, os porteiros, os servidores do templo e o restante do povo voltaram para as outras cidades de Judá, de onde haviam saído. CAPITULO 03 1 e 2 - EM MEADOS DE agosto, todos aqueles que haviam voltado para Judá, saíram de suas casas nas outras cidades e vieram juntos a Jerusalém. Então Jesua, filho de Jozadaque, com seus colegas sacerdotes, e Zorobabel (filho de Sealtiel) e sua família, reconstruíram o altar do Deus de Israel; e sobre o altar queimaram ofertas de sacrifício, conforme as instruções nas leis de Moisés, o homem de Deus. 3 - Eles reconstruíram o altar no mesmo lugar de antes, e imediatamente foi usado para queimar os sacrifícios oferecidos ao Senhor pela manhã e ao entardecer; pois o povo estava com muito medo de algum ataque inimigo. 4 - E celebraram a festa dos tabernáculos conforme instruções nas leis de Moisés, oferecendo ao Senhor os sacrifícios determinados para cada dia da festa. 5 - Também ofereceram os sacrifícios queimados diários e os sacrifícios especiais exigidos para os dias de descanso, as celebrações da lua nova e as outras festas anuais do Senhor. Também eram sacrificadas as ofertas voluntárias do povo. 6 - Foi no dia quinze de setembro que os sacerdotes começaram a oferecer ao Senhor os sacrifícios queimados. Isto antes que eles começassem a construir os alicerces do templo. 7 - Depois contrataram pedreiros e carpinteiros, compraram toras de cedro dos povos de Tiro e de Sidom, e faziam o pagamento com alimentos, vinho e azeite de oliveira. As toras eram trazidas das montanhas do Líbano e vinham flutuando ao longo da costa do mar Mediterrâneo até Jope, pois o rei Ciro da Pérsia tinha dado permissão para que se fizesse assim. 8 - A construção do templo propriamente dita começou em junho do segundo ano da chegada deles a Jerusalém. O grupo de trabalhadores era composto de todos os que tinham voltado, e estavam sob a direção de Zorobabel (filho de Sealtiel), de Jesua (filho de Jozadaque), de seus colegas sacerdotes e dos levitas. Os levitas que tinham vinte anos de idade ou mais de vinte foram escolhidos para supervisores dos operários. 9 - Jesua, Cadmiel, Henadade, seus filhos e parentes ficaram incumbidos da supervisão de todo o projeto, pois todos eles eram levitas. 10 - Quando os construtores completaram os alicerces do templo do Senhor, os sacerdotes vestiram as suas roupas sacerdotais e tocaram as trombetas. Os filhos de Asafe fizeram soar os seus címbalos para louvar ao Senhor na forma ordenada pelo rei Davi. 11 - Eles cantavam cânticos de louvor e ações de graças a Deus numa forma alternada. A letra do cântico dizia assim: "Ele é bom, e seu amor e sua misericórdia para com Israel duram para sempre". Então todo o povo soltava um grande grito, louvando a Deus porque haviam sido lançados os alicerces do templo. 12 - Porém muitos dos sacerdotes, levitas e outros chefes - os velhos que se lembravam do belo templo de Salomão choravam em alta voz, enquanto outros gritavam de alegria! 13 - Assim a gritaria e o choro se misturavam de forma tão barulhenta que de longe se podia ouvir! CAPITULO 04 1 - QUANDO OS INIMIGOS de Judá e Benjamim ouviram dizer que os exilados haviam voltado e estavam reconstruindo o templo, 2 - eles se aproximaram de Zorobabel e dos outros chefes e sugeriram: "Deixe a gente trabalhar com vocês, pois estamos tão interessados em seu Deus como vocês; temos oferecido sacrifícios a Ele desde que o rei EsarHadom da Assíria nos trouxe para cá." 3 - Mas Zorobabel, Jesua e os outros chefes judeus responderam: "Não, vocês não podem ter parte nesta obra. Os israelitas é que devem construir o templo do Deus de Israel, exatamente como ordenou o rei Ciro". 4 e 5 - Então os residentes locais tentaram desanimar e amedrontar os israelitas. Para isso enviaram agentes pagos ao rei Ciro, os quais contaram mentiras sobre o que se passava. Isto continuou assim durante todo o seu reinado, até que o rei Dario, o persa, subiu ao trono. 6 - E mais tarde, quando o rei Assuero começou a reinar, eles lhe escreveram uma carta de acusação contra o povo de Judá e Jerusalém, 7 - e fizeram a mesma coisa durante o reinado de Artaxerxes. Bislão, Mitredate, Tabeel e seus companheiros escreveram a ele uma carta em língua aramaica, e a carta foi traduzida para ele. 8 e 9 - Outros que participaram foram o governador Reum, Sinsai, um escrivão, diversos juizes e outros dirigentes locais, os persas, os babilônios, os homens de Ereque e Susa, 10 - e os homens de diversas outras nações. O grande e nobre Asnapar os havia tirado das próprias terras, e os havia colocado em Jerusalém, Samaria, e nas terras vizinhas que ficavam ao ocidente do rio Eufrates. 11 - Aqui está o texto da carta que eles mandaram ao rei Artaxerxes: “Saudações de seus súditos leais do ocidente do rio Eufrates”. 12 – “É bom ficar informado de que os judeus enviados da Babilônia para Jerusalém estão reconstruindo esta cidade historicamente rebelde e má; eles já reconstruíram os muros e consertaram os alicerces do templo”. 13 – “Porém desejamos que o rei saiba que, se esta cidade for reconstruída, será uma grande desvantagem para o rei, pois os judeus vão deixar de pagar os vários impostos devidos ao rei”. 14 – “Visto como somos agradecidos ao rei como nosso protetor, e não desejamos vê-lo em desvantagem e desonrado desta maneira, resolvemos enviar esta informação”. 15 – “Sugerimos que o rei faça uma busca nos antigos registros e descubra como esta cidade foi rebelde em tempos passados; realmente, ela foi destruída por causa de sua longa história de revolta contra os reis e países que tentaram dominá-la”. 16 – “Queremos declarar que se esta cidade for reconstruída e os muros forem terminados, o rei pode esquecer desta parte de seu império além do Eufrates, pois pode considerá-la perdida”. 17 – Então o rei deu esta resposta ao governador Reum, ao escrivão Sinsai, e aos seus companheiros que moram em Samaria e em toda a região ao ocidente do rio Eufrates: 18 – “Saudações! A carta que os senhores me enviaram foi claramente lida na minha presença”. 19 – “Ordenei que se fizesse uma busca nos registros e, na verdade, descobri que em tempos passados Jerusalém foi um foco de revolta contra muitos reis; na realidade, a rebelião e os motins são normais ali”! 20 – “Verifico, além disso, que houve alguns reis muito poderosos em Jerusalém que governaram toda a terra além do rio Eufrates e receberam enormes quantias de impostos, direitos alfandegários e taxas de pedágio”. 21 – “Portanto, ordeno que esses homens parem a construção do templo até que eu tenha investigado o assunto mais completamente”. 22 – “Não se demorem, porque não devemos permitir que a situação escape ao nosso controle”! 23 - Quando esta carta do rei Artaxerxes foi lida perante Reum e Sinsai, eles foram depressa a Jerusalém e obrigaram à força os judeus a parar a construção. 24 - Assim o trabalho ficou parado até ao segundo ano de Dario, rei da Pérsia. CAPITULO 05 1 e 2 - MAS HAVIA PROFETAS em Jerusalém e Judá naquele tempo - Ageu, e Zacarias, filho de Ido - os quais trouxeram mensagens de Deus a Zorobabel, filho de Sealtiel, e a Jesua, filho de Jozadaque, animando-os a recomeçarem a construção. Assim eles fizeram e os profetas os ajudaram. 3 - Mas Tatenai, o governador das terras ao ocidente do Eufrates, e Setar-Bozenai, e seus companheiros, logo chegaram a Jerusalém e perguntaram: "Quem deu a vocês permissão para reconstruir este templo e terminar esses muros?" 4 - Eles também pediram uma lista dos nomes de todos os homens que estavam trabalhando no templo. 5 – Como, porém, o Senhor estava controlando toda a situação, nossos inimigos não nos obrigaram a parar a construção, mas nos deixaram continuar, enquanto o rei Dario examinava o assunto e tomava sua decisão. 6 - Foi a seguinte carta que o governador Tatenai, Setar-Bozenai e os outros oficiais enviaram ao rei Dario: 7 - "Ao rei Dario: Saudações”! 8 - "Desejamos comunicar ao rei que fomos ao local da construção do templo do grande Deus de Judá. O templo está sendo construído com enormes pedras, e o madeiramento já está sendo assentado nas paredes. A obra prossegue com grande energia e sucesso”. 9 – “Perguntamos aos chefes: 'Quem deu a vocês permissão para fazer isto’”? 10 – “E perguntamos quais os seus nomes para que pudéssemos notificar ao rei”. 11 – “A resposta deles foi: 'Somos servos do Deus do céu e da terra, e estamos reconstruindo o templo que há muitos séculos foi construído aqui por um grande rei de Israel’”. 12 – “‘Mas depois os nossos antepassados provocaram a ira do Deus do céu, e Ele os abandonou e permitiu que o rei Nabucodonosor destruísse este templo e levasse o povo cativo para a Babilônia’”. 13 - "Porém eles insistem em que o rei Ciro da Babilônia, durante o primeiro ano de seu reinado, emitiu um decreto para que o templo fosse reconstruído”, 14 – “e dizem que o rei Ciro devolveu os vasos de ouro e de prata que Nabucodonosor havia tirado do templo em Jerusalém e colocado no templo da Babilônia. Dizem que esses objetos foram entregues à guarda de um homem chamado Sesbazar, a quem o rei Ciro nomeou governador de Judá”. 15 – “O rei deu a ele instruções para devolver os vasos a Jerusalém e permitir que o templo de Deus fosse reconstruído ali como antes”. 16 – “Assim Sesbazar veio e lançou os alicerces do templo em Jerusalém; e o povo vem trabalhando nele desde esse tempo, embora ainda não esteja acabado”. 17 – “Solicitamos que o rei dê uma busca na biblioteca real da Babilônia a fim de descobrir se alguma vez o rei Ciro emitiu tal decreto para construir o templo de Deus em Jerusalém. E depois nos faça saber a sua vontade nesta questão”. CAPITULO 06 1 - ASSIM O REI Dario deu ordens para que se fizesse uma busca nos arquivos da Babilônia, onde os documentos estavam guardados. 2 - Finalmente se encontrou o registro no palácio de Acmeta, na província de Média. O documento dizia: 3 - "Neste primeiro ano do reinado do rei Ciro, foi emitido um decreto referente ao templo de Deus em Jerusalém, onde os judeus oferecem sacrifícios. Ele deve ser reconstruído, e os alicerces devem ser muito firmes. A altura será de vinte e sete metros e a largura será de vinte e sete metros”. 4 – “Haverá três camadas de enormes pedras no alicerce, cobertas com uma camada de madeira. Todas as despesas serão pagas pelo rei”. 5 – “E os vasos de ouro e de prata que Nabucodonosor tirou do templo de Deus serão levados de volta para Jerusalém e colocados no templo, como estavam antes”. 6 – Assim o rei Dario enviou esta mensagem ao governador Setar-Bozenai e aos outros oficiais, que estavam ao ocidente do Eufrates: "Não interrompam a construção do templo. Deixem que ele seja reconstruído no seu antigo lugar”, 7 – “e não perturbem o governador, de Judá e os demais chefes em seu trabalho”. 8 – “Eu decreto também, que sem mais demora vocês paguem todos os custos da construção como dinheiro recebido de meus impostos no seu território”. 9 – “Dêem aos sacerdotes em Jerusalém novilhos, carneiros e cordeiros para as ofertas de sacrifício ao Deus do céu; e dêem a eles trigo, vinho, sal e azeite todos os dias, sem falta”. 10 – “Então eles estarão em condições de oferecer sacrifícios agradáveis ao Deus do céu, e orar por mim e por meus filhos”. 11 – “Qualquer pessoa que tentar mudar esta mensagem de qualquer maneira, terá arrancadas as vigas de sua casa e com elas se construirão uma forca onde será pendurada; e sua casa será transformada num monte de entulho”. 12 – “O Deus que escolheu a cidade de Jerusalém destruirá qualquer rei e qualquer nação que altere este mandamento e destrua este templo. Eu, Dario, expedi este decreto; que ele seja obedecido com toda diligência”. 13 - O governador Tatenai, Setar-Bozenai, e seus companheiros imediatamente se dispuseram a cumprir a ordem do rei Dario. 14 - Assim os chefes judeus continuaram em seu trabalho e foram grandemente estimulados pela pregação dos profetas Ageu e Zacarias, filho de Ido. Finalmente o templo foi terminado, conforme havia sido ordenado por Deus e decretado por Ciro, Dario e Artaxerxes, reis da Pérsia. 15 - A data em que se completou a obra foi 18 de fevereiro, no sexto ano do reinado do rei Dario. 16 - Então o templo foi dedicado com grande alegria pelos sacerdotes, levitas e todo o povo. 17 - Durante os festejos de dedicação foram sacrificados cem novilhos, duzentos carneiros e quatrocentos cordeiros; e doze cabritos foram apresentados como oferta pelo pecado das doze tribos de Israel. 18 - Depois os sacerdotes e levitas se dividiram em vários grupos de serviço, para fazerem a obra de Deus, conforme estava instruído nas leis de Moisés. 19 - A páscoa foi comemorada no primeiro dia de abril. 20 - Porque por esse tempo muitos dos sacerdotes e levitas se haviam consagrado. 21 e 22 - E alguns dos pagãos que se estabeleceram em Judá abandonaram seus costumes imorais e se juntaram aos israelitas na adoração ao Senhor Deus. Eles, com a nação inteira, comeram a páscoa e celebraram a festa dos pães sem fermento pelo espaço de sete dias. Houve grande alegria em toda a terra porque o Senhor fez com que o rei da Assíria fosse generoso para com Israel e prestasse auxílio na construção do templo de Deus. CAPITULO 07 1 a 5 - AQUI ESTÁ UMA relação do registro da família de Esdras, que viajou da Babilônia para Jerusalém durante o reinado de Artaxerxes, rei da Pérsia: Esdras era filho de Seraías; Seraías era filho de Azarias; Azarias era filho de Hilquias; Hilquias era filho de Salum; Salum era filho de Zadoque; Zadoque era filho de Aitube; Aitube era filho de Amarias; Amarias era filho de Meraiote; Meraiote era filho de Zeraías; Zeraías era filho de Uzi; Uzi era filho de Buqui; Buqui era filho de Abisua; Abisua era filho de Finéias; Finéias era filho de Eleazar; Eleazar era filho de Arão, o sumo sacerdote. 6 - Como chefe religioso judeu, Esdras era bom conhecedor das leis que Moisés havia dado ao povo de Israel. Ele pediu para voltar a Jerusalém, e o rei concedeu a permissão, pois o Senhor seu Deus estava abençoando Esdras. 7 a 9 - Muitos do povo e também sacerdotes, levitas, cantores, porteiros e servidores do templo viajaram com ele. Deixaram a Babilônia em meados de março, no sétimo ano do reinado de Artaxerxes e chegaram a Jerusalém no mês de agosto; pois o Senhor concedeu uma boa viagem. 10 - Foi assim porque Esdras tinha decidido estudar as Leis do Senhor, obedecer a essas Leis e tornar-se professor das Escrituras, ensinando as Leis ao povo de Israel. 11 - O rei Artaxerxes deu esta carta a Esdras, o sacerdote, o estudioso dos mandamentos de Deus. 12 – “De: Artaxerxes, rei dos reis. Para: Esdras, o sacerdote, o mestre das Leis do Deus do céu”. 13 – “Eu decreto que qualquer judeu no meu reino, incluindo os sacerdotes e levitas, pode voltar para Jerusalém com você”. 14 – “Eu e meu Conselho dos Sete, por meio deste, determinamos que você leve para Judá e Jerusalém uma cópia das Leis de Deus e nos envie um relatório do progresso religioso que se faz ali”. 15 – “Também lhe damos a incumbência de levar consigo para Jerusalém a prata e o ouro que apresentamos como oferta ao Deus de Israel, para o templo em Jerusalém”. 16 – “Além disso, você deve recolher ofertas voluntárias dos judeus e dos seus sacerdotes em todas as províncias da Babilônia. Essas ofertas de prata e de ouro se destinam ao templo”, 17 – “e devem ser usadas, antes de tudo, para a compra de bois, carneiros, cordeiros, ofertas de cereais e ofertas de bebidas, e tudo isso será oferecido sobre o altar do templo, quando você chegar a Jerusalém”. 18 – “O dinheiro que sobrar pode ser usado de qualquer outro modo que você e seus irmãos acharem que é da vontade do Deus de vocês”. 19 – “E leve consigo os vasos de ouro e os outros objetos que estamos dando para o templo do seu Deus em Jerusalém”. 20 – “Se você precisar de dinheiro para a construção do templo ou para atender a qualquer necessidade semelhante, pode requisitar fundos do tesouro real”. 21 – “Eu, o rei Artaxerxes, mando este decreto a todos os tesoureiros das províncias ao ocidente do rio Eufrates: 'Vocês devem dar a Esdras tudo quanto ele requisitar de vocês, pois ele é sacerdote e mestre das Leis do Deus do céu’”, 22 – “‘ até à quantia de 100 quilos de prata; 1.225 barris de trigo; 3.760 litros de vinho; qualquer quantia de sal; 23 e qualquer coisa mais que o Deus do céu exigir para o seu templo; pois não queremos correr o risco de ter a ira de Deus contra o rei e seus filhos’”. 24 – “Também eu decreto que nenhum sacerdote, levita, cantor, porteiro, servidor do templo ou outro trabalhador no templo seja obrigado a pagar impostos de nenhum tipo”. 25 – “E você, Esdras, deve usar a sabedoria que Deus lhe deu para escolher e nomear juízes e outros oficiais para governarem todo o povo ao ocidente do rio Eufrates. Se eles não estiverem familiarizados com as Leis do seu Deus, você deve ensinar a eles”. 26 – “Qualquer indivíduo que se recusar a obedecer à Lei do seu Deus e à lei do rei deve ser imediatamente castigado com a morte, expulsão do país, confisco dos bens, ou prisão”. 27 – Bem, louvemos ao Senhor Deus de nossos pais, que fez o rei querer embelezar o templo do Senhor em Jerusalém! 28 - E louvemos a Deus por demonstrar tal misericórdia para comigo ao honrar-me perante o rei, seu conselho dos Sete e perante todos os seus príncipes poderosos! Recebi forças para esta missão da parte do Senhor meu Deus, que estava comigo, e convenci alguns dos chefes de Israel a voltarem também para Jerusalém. CAPITULO - 08 1 - SÃO ESTES OS nomes e registros de família dos chefes que me acompanharam desde a Babilônia, durante o reinado de Artaxerxes: 2 a 14 - Da família de Finéias - Gérson; Da família de Itamar - Daniel; Dos descendentes de Davi pertencentes à família de Secanias - Hatus; Da família de Parós - Zacarias, e outros 150 homens; Da família de Paate-Moabe - Elioenai (filho de Zeraías), e outros 200 homens; Da família de Secanías - o filho de Jeaziel, e outros 300 homens; Da família de Adim - Ebede (filho de Jônatas), e outros 50 homens; Da família de Elão - Jesaías (filho de Atalías), e outros 70 homens; Da família de Sefatias – Zebadias (filho de Micael), e outros 80 homens; Da família de Joabe - Obadias (filho de Jeiel), e outros 218 homens; Da família de Bani - Selomíte (filho de Josifias), e outros 160 homens; Da família de Bebai - Zacarias (filho de Bebai), e outros 28 homens; Da família de Azgade - Joanã (filho de Catã), e outros 110 homens; Da família de Adonicão - Elifelete, Jeiel, Semaías e outros 60 homens (eles chegaram algum tempo mais tarde); Da família de Bigvai - Utai, Zabude, e outros 70 homens. 15 - Todos nos ajuntamos perto do rio Aava e ali ficamos acampados três dias enquanto eu examinava cuidadosamente as listas das pessoas e dos sacerdotes que haviam chegado. Verifiquei que nenhum levita veio conosco! 16 - Por isso mandei chamar Eliezer, Ariel, Semaías, Elnatã, Jaribe, Elnatã, Natã, Zacarias e Mesulão, os chefes levitas; e também mandei chamar Joiaribe e Elnatã, que eram homens muito sábios. 17 - Enviei todos a Ido, o chefe dos judeus em Casifia, para pedirem a ele, a seus irmãos e aos servidores do templo que nos enviassem sacerdotes para o templo de Deus em Jerusalém. 18 - E Deus foi bom! Ele nos mandou um homem extraordinário por nome Serebias, juntamente com dezoito de seus filhos e irmãos. Era descendente de Mali, filho de Levi e neto de Israel. 19 - Deus também enviou Hasabias; e Jesaías, filho de Merari, com vinte de seus filhos e irmãos; 20 – e duzentos e vinte servidores do templo. Os servidores do templo eram assistentes dos levitas - uma classificação de cargo dos empregados do templo instituída pela primeira vez por Davi. Esses duzentos e vinte homens estavam todos registrados por nome. 21 – “Então determinei um jejum enquanto estávamos junto ao rio Aava, de maneira que humildemente pedíssemos ao nosso Deus para que Ele nos desse uma boa viagem e nos protegesse, como também a nossos filhos e nossos bens, enquanto viajávamos”. 22 – “Porque fiquei com vergonha de pedir ao rei que nos desse soldados e cavalaria para nos acompanhar e proteger dos inimigos ao longo do caminho. Acima de tudo, havíamos falado ao rei que a graça do nosso Deus protegeria a todos os que adoravam ao Senhor e só os que haviam abandonado a Deus poderiam sofrer desastre!” 23 – “Assim jejuamos e pedimos a Deus para cuidar de nós. E Ele cuidou”. 24 – “Nomeei doze chefes dos sacerdotes - Serebias, Hasabias, e outros dez sacerdotes” – 25 – “incumbidos de transportar a prata, o ouro, os vasos de ouro e os outros objetos que o rei e seu conselho, os magistrados e o povo de Israel haviam oferecido como presentes para o templo de Deus”. 26 e 27 – “Pesei o dinheiro quando entreguei a eles e verifiquei que dava um total de 650 quilos de prata; 100 quilos em utensílios de prata; 100 quilos de ouro; e vinte vasos de ouro. Também havia duas lindas peças de bronze que eram tão preciosas como ouro”. 28 - Eu mesmo consagrei esses homens a Deus, e depois consagrei os tesouros - o equipamento, o dinheiro e os vasos que foram dados como ofertas voluntárias ao Senhor Deus de nossos pais. 29 - "Guardem bem esses tesouros!" eu disse a eles; "sem perder um centavo; vocês devem apresentá-los aos sacerdotes, aos chefes levitas e aos anciãos de Israel em Jerusalém,..onde eles devem ser colocados no tesouro do templo." 30 - Então os sacerdotes e os levitas, aceitaram a responsabilidade de levar tudo ao templo de Deus em Jerusalém. 31 - Levantamos acampamento perto do rio Aava no fim de março, e partimos para Jerusalém; e Deus nos protegeu, e nos salvou dos inimigos e dos bandidos pelo caminho. 32 - Desse modo, finalmente chegamos a salvo em Jerusalém. 33 - No quarto dia depois de nossa chegada, pesamos a prata, o ouro e os demais objetos valiosos; A pesagem foi feita no templo por Meremote, filho do sacerdote Urias, Eleazar, filho de Finéias, Jozabade, filho de Jesua, e Noadias, filho de Binui - todos eles eram levitas. 34 - Para cada artigo foi passado um recibo onde estava anotado o peso do ouro e da prata. 35 - Então todos do nosso grupo oferecemos ao Deus de Israel sacrifícios queimados - doze bois pela nação de Israel; noventa e seis carneiros; setenta e sete cordeiros; e doze bodes como oferta pelo pecado. 36 - Os decretos do rei foram entregues aos representantes dele e aos governadores de todas as províncias situadas a oeste do rio Eufrates, e assim eles ajudaram na reconstrução do templo de Deus. CAPITULO 09 1 - MAS DEPOISOS chefes judeus vieram dizer-me que muitos do povo judeu e até mesmo alguns dos sacerdotes e levitas haviam praticado os horríveis costumes dos pagãos que viviam na terra dos cananeus, os heteus, os fereseus, os jebuseus, os amonitas, os moabitas, os egípcios e os amorreus. 2 - Os homens de Israel casaram-se com moças dessas nações pagãs, e as tomaram para esposas de seus filhos. Dessa maneira, o povo santo de Deus estava ficando corrompido por esses casamentos mistos, e os juizes e magistrados eram alguns dos que menos seguiam a Lei de Deus. 3 - Quando ouvi isto, fiquei tão horrorizado que rasguei minha roupa, arranquei os cabelos da cabeça e da barba e me assentei completamente desorientado. 4 - Então muitos dos que temiam que o Deus de Israel faria por causa deste pecado do povo vieram e se assentaram comigo até à hora do sacrifício da tarde. 5 - Finalmente me levantei da minha humilhação perante o Senhor. Então me ajoelhei e levantei as mãos para o Senhor, 6 - clamando: “Ó meu Deus, estou envergonhado; fico vermelho de vergonha ao levantar meu rosto para o Senhor, pois nossos pecados formam uma pilha mais alta do que nossas cabeças, e nossa culpa é tão ilimitada como os céus”. 7 - Toda a nossa história tem sido uma história de pecado; é por isso que nós, nossos reis e nossos sacerdotes fomos assassinados pelos reis pagãos - fomos capturados, roubados e desgraçados, exatamente como somos hoje. 8 - Mas agora nos foi concedido um momento de paz, pois o Senhor permitiu que uns poucos de nós voltássemos de nosso exílio para Jerusalém. O Senhor nos deu um momento de alegria e nova vida em nossa escravidão. 9 - Porque fomos escravos, mas em teu amor e misericórdia o Senhor não nos abandonou à escravidão; ao contrário, Ele fez que os reis da Pérsia fossem favoráveis a nós. Eles chegaram mesmo a ajudar-nos a reconstruir o templo de nosso Deus e nos deram Jerusalém como uma cidade rodeada de muros em Judá, dando-nos nova vida. 10 - "E agora, ó Deus, o que podemos dizer depois de tudo isto? Porque uma vez mais nós abandonamos o Senhor e quebramos suas Leis! 11 - O Senhor nos avisou pelos seus fiéis profetas que a terra que íamos possuir estava completamente profanada pelas práticas terríveis do povo que nela vivia. Desde uma extremidade até à outra ela está cheia de pecado. 12 - O Senhor nos disse para não deixar que nossas filhas se casassem com os filhos daquela gente, e não deixar que nossos filhos se casassem com as filhas deles, e que não devíamos ajudar aquelas nações de nenhuma maneira. O Senhor avisou de que somente se cumpríssemos esta ordem poderíamos ser uma nação próspera e transferir essa prosperidade para nossos filhos como uma herança para todo o sempre. 13 - Agora, mesmo depois de nosso castigo no exílio por causa de nossa maldade - (e fomos castigados muito menos do que merecíamos) - e ainda que o Senhor tenha permitido a alguns de nós voltarmos, 14 - quebramos os seus mandamentos outra vez e nos casamos com pessoas desses povos que praticam esses atos horríveis. Certamente a sua ira nos destruirá agora e nem mesmo este pequeno resto irá escapar. 15 – “Ó Senhor, Deus de Israel, o Senhor é um Deus justo! Que esperança podemos ter se nos fizer justiça enquanto estamos em nossa maldade?” CAPITULO 10 1 - ENQUANTO EU ESDRAS estava curvado no chão em frente do templo, chorando, orando e fazendo esta confissão, uma grande multidão de homens, mulheres e crianças ajuntaram-se ao redor de mim e choraram comigo. 2 - Então Secanias, filho de Jeiel da família de Elão, me disse: Reconhecemos nosso pecado contra nosso Deus, pois casamos com essas mulheres estrangeiras. Porém há esperança para Israel, apesar disso, 3 - pois concordamos diante de nosso Deus em separar-nos de nossas esposas e mandá-las embora com nossos filhos. Seguiremos as ordens que você nos der, e as ordens dos outros que temem a nosso Deus. Obedeceremos às Leis de Deus. 4 - Tenha coragem e diga-nos como devemos proceder para endireitar as coisas, e cooperaremos em tudo. 5 - Então eu, Esdras me levantei e exigi que os chefes dos sacerdotes, os levitas e todo o povo de Israel jurassem que eles fariam conforme Secanias havia dito. E todos eles juraram. 6 - Depois entrei na sala de Joanã no templo e recusei todo alimento e toda bebida, pois eu chorava por causa do pecado dos que voltaram do cativeiro. 7 a 8 - Depois disso foi feita uma proclamação por toda Judá e Jerusalém para que todos comparecessem em Jerusalém dentro de três dias e que os chefes e os anciãos tinham decidido que qualquer pessoa que se recusasse a vir perderia seus bens e seria expulsa do povo de Israel. 9 - Dentro de três dias, no dia cinco de dezembro, todos os homens de Judá e Benjamim chegaram e se assentaram no espaço aberto que há diante do templo. Eles estavam tremendo porque o assunto era muito sério, e por causa da chuva pesada que caia. 10 - Então eu, Esdras, o sacerdote, me levantei e lhes disse: Vocês pecaram, porque se casaram com mulheres estrangeiras. Agora estamos muito mais sob a condenação de Deus do que estávamos antes. 11 - Confessem os seus pecados ao Senhor Deus de seus pais e façam o que Ele ordenar: separem-se dos povos pagãos ao redor de vocês e dessas mulheres. 12 - Então todos os homens disseram em voz alta; Faremos o que você disse. 13 - Mas isto não é coisa que se possa fazer em um dia ou dois, pois há muitos de nós envolvidos nessa questão pecaminosa. E está chovendo tão forte que não podemos ficar aqui fora por mais tempo. 14 - Deixe que nossos chefes organizem os julgamentos para nós. Todo aquele que tiver mulher estrangeira virá num dia combinado com os anciãos e os juizes de sua cidade; então cada caso será decidido, a situação será resolvida e a ardente ira de Deus será desviada de nós. 15 - Somente Jônatas, filho de Asael, Jaseias, filho de Ticva, Mesulão, e Sabetai, o levita, se opuseram a este processo. 16 a 19 - De modo que este foi o plano adotado; Alguns dos chefes de famílias e eu fomos escolhidos como juizes. Começamos nosso trabalho no dia 15 de dezembro e terminamos a 15 de março. Vem em seguida a lista dos sacerdotes casados com mulheres estrangeiras. Eles fizeram voto de separar-se de suas mulheres e reconheceram sua culpa, oferecendo carneiros como sacrifícios: Maaséias, Eliezer, Jaribe, Gedalias. 20 - Os filhos de lmer: Hanani, Zebadias. 21 - Os filhos de Harim: Maaséias, Elias, Semaias, Jeiel, Uzias. 22 - Os filhos de Pasur: Elioenai, Maaséias, lsmael, Netanel, Jozabade, Elasa. 23 - Os levitas que eram culpados: Jozabade, Simei, Quelaias, também chamado Quelita, Petaias, Judá, Eliezer. 24 - Dos cantores, havia Eliasibe. Dos porteiros, Salum, Telém e Uri. 25 - Esta é a lista dos cidadãos comuns que foram declarados culpados: Da família de Parós: Ramias, Jezias, Malquias, Maiamim, Eleazar, Hasabias, Benaías. 26 - Da família de Elão: Matanias, Zacarias, Jeiel, Abdi, Jeremote, Elias. 27 - Da família de Zatu: Elioenai, Eliasibe, Matanias, Jeremote, Zabade, Aziza. 28 - Da família de Bebai: Jeoanã, Hananias, Zabai, Atlai. 29 - Da família de Bani: Mesulão, Maluque, Adaías, Jasube, Seal, Jeremote. 30 - Da família de Paate-Moabe: Adna, Quelal, Benaia, Maaséias, Matanias, Bezaleel, Binui, Manassés. 31 e 32 - Da família de Harim: Eliezer, Josias, Malquias, Semaías, Simeão, Benjamim, Maluque, Semarias. 33 - Da família de Hasum: Matanai, Matatá, Zabade, Elifelete, Jeremai, Manassés, Simei. 34 a 42 - Da família de Bani: Maadai, Anrão, Uel, Benaías, Bedias, Queluí, Vanias, Meremote, Eliasibe, Matanias, Matnai, Jaasai, Bani, Binui, Simei, Selemias, Natã, Adaías, Macnadbai, Sasai, Sarai, Azareel, Selemias, Semarias, Salum, Amarias, José. 43 - Da família de Nebo: Jeiel, Matitias, Zabade, Zebina, Jadai, Joel, Benaia. 44 - Cada um desses homens tinha mulheres estrangeiras, e muitos tinham filhos dessas mulheres. NEEMIAS CAPITULO 01 1 - HISTÓRIA DA VIDA de Neemias, filho de Hacalias, escrita por ele mesmo: Fazia vinte anos que Artaxerxes era rei da Pérsia. Era o mês de dezembro e eu estava no palácio em Susã, 2 - quando um de meus patrícios judeus, chamado Hanani, veio me fazer uma visita em companhia de alguns homens que haviam chegado de Judá. Na conversa que tive com eles procurei saber como iam as coisas em Jerusalém. "Como é que estão se arranjando por lá os judeus que voltaram daqui do cativeiro para Jerusalém?" perguntei a eles. 3 - "Bem," responderam, "as coisas por lá não andam muito boas; os muros de Jerusalém ainda estão derrubados, e as portas estão queimadas." 4 - Quando escutei o que eles disseram, me sentei e chorei. Na verdade, durante alguns dias eu não quis saber de comer, pois passava o tempo fazendo oração ao Deus do céu. 5 - Clamei: “Ó Senhor Deus, grande e temível Deus que cumpre as promessas que faz e é tão amável e bondoso para aqueles que O amam e obedecem”! 6,7 - Escute com toda a atenção o que eu digo! Olhe cá para baixo e veja que estou orando noite e dia a favor do seu povo Israel. Confesso que temos pecado contra ti; é verdade, eu e meu povo temos cometido o horrível pecado de não obedecer aos mandamentos que o Senhor nos deu por intermédio de seu servo Moisés. 8 - Por favor, lembre-se do que disse a Moisés! Foi isto que o Senhor disse: “Se vocês pecarem, Eu espalharei vocês entre as nações”; 9 – “mas se voltarem para Mim e obedecerem às minhas leis, ainda que estejam como escravos nos mais distantes lugares do mundo, trarei vocês de volta a Jerusalém. Porque Jerusalém é a cidade que escolhi para morar”. 10 – “Nós somos seus servos; nós somos o povo que o Senhor salvou por seu grande poder”. 11 – “Ó Senhor, por favor, escute a minha oração! Escute as orações daquelas pessoas que têm prazer em honrar o seu nome. Por favor, ajude-me agora quando vou entrar no palácio e pedir ao rei um grande favor, faça com que o coração do rei seja bondoso para mim”. Nesse tempo eu trabalhava como copeiro do rei. CAPITULO 02 1 - CERTO DIA DO mês de abril, quatro meses mais tarde, enquanto eu servia o vinho ao rei, ele me perguntou: "Por que você está com uma cara tão triste? Por acaso está doente? Você me parece um homem que está passando por grandes dificuldades." Pois até esse momento eu sempre procurava parecer contente quando estava na presença do rei. Fiquei muito assustado com a pergunta, 3 - mas respondi: "Senhor, por que não deveria eu estar triste? Pois a cidade onde estão enterrados os meus avós e os meus pais está em ruínas, e as portas foram queimadas completamente!" 4 - "Bem, e o que se pode fazer?" perguntou o rei. Fiz depressa uma oração ao Deus do céu pedindo orientação, e respondi: "Se for do agrado de Vossa Majestade e se Vossa Majestade me tratar com seu real favor, peço que me mande a Judá para reconstruir a cidade de meus pais!" 5 e 6 - A rainha estava sentada ao lado do rei, e então ele me perguntou: "Quanto tempo você ficará ausente? Quando pretende voltar?" E assim fizemos um acordo. Eu marquei um prazo para a minha partida! 7 - Então acrescentei mais isto ao meu pedido: “Se for do agrado do rei, peço que me dê cartas de apresentação para os governadores que estão a oeste do rio Eufrates, com instruções para que eles me deixem passar pelas suas terras em minha viagem para Judá”; 8 – “também uma carta para Asafe, o administrador das florestas do rei, com instruções para que ele me forneça a madeira para as vigas e para as portas da fortaleza que fica perto do templo, e para os muros da cidade e para a minha própria casa". E o rei concordou com esses pedidos, pois Deus estava sendo bondoso para mim. 9 - Quando cheguei às terras que ficam a oeste do rio Eufrates, entreguei as cartas do rei aos governadores ali. Devo acrescentar que o rei mandou comigo oficiais do exército e tropas para minha proteção! 10 - Aconteceu que Sambalá, o horonita, e Tobias, um amonita que fazia parte do governo, ouviram falar de minha chegada, e ficaram com muita raiva pelo fato de alguém estar interessado em ajudar a Israel. 11 e 12 - Três dias depois da minha chegada a Jerusalém, saí durante a noite, sem que ninguém visse, e levei comigo apenas alguns homens, pois eu não havia falado com ninguém a respeito dos planos para Jerusalém, que Deus tinha colocado em meu coração. Eu ia montado no meu burro e os outros iam a pé; 13 - saímos pela Porta do Vale em direção à Fonte do Dragão e fomos até à Porta do Monturo para ver os muros derrubados e as portas queimadas. 14 e 15 - Depois fomos até à Porta da Fonte e ao Açude do Rei, mas o meu animal não podia passar porque havia muita pedra no caminho. Assim, demos uma volta ao redor da cidade e segui pelo ribeiro, examinando o muro, e entrei de novo pela Porta do Vale. 16 - As autoridades da cidade não sabiam aonde eu tinha ido, nem o que fui fazer lá, pois até esse momento não tinha dito nada a ninguém a respeito dos meus planos nem aos chefes políticos ou religiosos, nem mesmo àqueles que deviam estar fazendo o trabalho. 17 - Mas agora disse a eles: "Vocês conhecem muito bem a tragédia de nossa cidade; ela está em ruínas e as portas estão queimadas. Vamos reconstruir os muros de Jerusalém e vamos ficar livres desta desgraça!" 18 - Então disse a eles sobre o desejo que Deus havia colocado em meu coração, e falei da minha conversa com o rei; e do plano com o qual o Rei estava de acordo. Eles responderam imediatamente: "Ótimo! Vamos reconstruir os muros!" E assim a obra teve início. 19 - Quando Sambalá, Tobias e Gesém, o árabe, ouviram falar de nosso plano, eles zombaram e disseram: "O que estão fazendo? Vocês não percebem que desta maneira estão se revoltando contra o rei? " 20 - Mas eu respondi: "O Deus do céu nos ajudará, e nós, os servos dEle, reconstruiremos estes muros; porém vocês não podem ajudar neste trabalho." CAPITULO 03 1 - ENTÃO ELIASIBE, o sumo sacerdote, e os outros sacerdotes reconstruíram o muro que ia até à Torre dos Cem e até à Torre de Hananel; depois reconstruíram a Porta das Ovelhas, e ela foi consagrada. 2 - Os homens que vieram da cidade de Jericó trabalharam perto deles, e logo mais adiante estava a turma de trabalho dirigida por Zacur, filho de Inri. 3 - Os filhos de Hassenaá construíram a Porta do Peixe; eles fizeram o trabalho completo - cortaram as vigas, colocaram as portas, e fizeram os ferrolhos e as trancas. 4 - Meremote, filho de Urias; o Urias que era filho de Coz, consertou a parte seguinte do muro, e logo mais adiante dele estavam Mesulão, filho de Berequias; o Berequias que era filho de Mesezabeel, e Zadoque, filho de Baaná. 5 - Logo em seguida estavam os homens que vieram de Tecoa, mas os chefes deles eram preguiçosos e não ajudaram. 6 - Joiada, filho de Paséia, e Mesulão filho de Besodias, consertaram a Porta Velha. Eles colocaram as vigas, montaram as portas e puseram os ferrolhos e as trancas. 7 - Perto deles estavam Melatias, de Gibeom; Jadom, de Meronote; e os homens de Gibeom e de Mispa, que eram cidadãos da província. 8 - Uziel, filho de Haraías, tinha a profissão de ourives, mas ele também trabalhou no muro. Junto dele estava Hananias, um fabricante de perfume. Deste ponto até ao Muro Largo os consertos não eram necessários. 9 - Refaías, filho de Hur, prefeito da metade de Jerusalém, vinha logo depois deles. 10 - Jedaías, filho de Harumafe; consertou o muro ao lado da sua própria casa, e perto dele estava Hatus, filho de Hasabnéias. 11 - Em seguida vinham Malquias, filho de Harim, e Hasube filho de Paate-Moabe, que consertaram a Torre dos Fornos e também uma parte do muro. 12 - Salum, filho de Laés, e as filhas dele consertaram a parte seguinte. Salum era o prefeito da outra metade de Jerusalém. 13 - O povo de Zanoa, dirigido por Hanum, construiu a Porta do Vale, colocou as portas, os ferrolhos e as trancas. Depois eles consertaram os quatrocentos e cinqüenta metros do muro até à Porta do Monturo. 14 - Malquias, filho de Recabe, prefeito do distrito de Bete-Hac-Cherem, consertou a Porta do Monturo; e depois de construir essa porta, colocou as portas, os ferrolhos e as trancas. 15 - Salum, filho de Col-Hosé, prefeito do distrito de Mispa, consertou a Porta da Fonte. Ele reconstruiu essa porta, colocou o telhado, assentou as portas, e colocou os ferrolhos e as trancas. Depois consertou o muro desde o Açude de Hasselá até ao jardim do rei e até às escadas que descem da Cidade de Davi, uma parte de Jerusalém. 16 - Perto dele estava Neemias, filho de Azbuque, prefeito da metade do distrito de Bete-Zur; ele construiu até ao cemitério real, o reservatório de água, e o velho edifício dos homens importantes. 17 - Em seguida vinha o grupo de levitas que trabalhavam sob a direção de Reum, filho de Bani. Depois vinha Hasabias, prefeito da metade do distrito de Queila, que dirigia a construção do muro em seu próprio distrito. 18 - Logo abaixo estavam os seus irmãos chefiados por Bavai, filho de Henadade, prefeito da outra metade do distrito de Queila. 19 - Junto deles os trabalhadores eram dirigidos por Ezer, filho de Jesua, prefeito da outra metade de Mispa. Também eles trabalharam na parte do muro do outro lado da casa de armas, onde há uma curva. 20 - Perto dele estava Baruque, filho de Zabai, que construiu desde a curva do muro até à casa de Eliasibe, o sumo sacerdote. 21 - Meremote, filho de Urias; o Urias filho de Cós construiu a parte do muro que vai desde um ponto em frente à porta da casa de Eliasibe até ao lado da casa. 22 - Em seguida estavam os sacerdotes que tinham vindo das campinas fora da cidade. 23 - Benjamim, Hassube, e Azarias, filho de Maaséias; o Maaséias filho de Ananias, consertaram as partes próximas de suas próprias casas. 24 - Em seguida vinha Binui filho de Henadade, que construiu a parte do muro desde a casa de Azarias até à esquina. 25 - Palal, filho de Uzai, dirigiu o trabalho desde a esquina até aos alicerces da torre alta do castelo do rei, ao lado do pátio da cadeia. Depois dele vinha Pedaías, filho de Parós. 26 - Os servidores do templo que moravam em Ofel consertaram o muro até à Porta das Águas, que dá para o Oriente, e até à Torre de Projeção. 27 - Em seguida vinham os tecoítas que consertaram a parte que dá frente para a Torre do Castelo, até ao muro de Ofel. 28 - Os sacerdotes consertaram o muro além da Porta dos Cavalos, cada um deles consertando a parte que ficava bem em frente de sua própria casa. 29 - Zadoque, filho de Imer, também reconstruiu o muro próximo de sua própria casa, e logo depois dele estava Semaías, filho de Secanias, porteiro da Porta Oriental. 30 - Em seguida vinham Hananias, filho de Selemias; Hanum, o sexto filho de Zalafe; e Mesulão, filho de Berequias, que consertou o muro próximo de sua própria casa. 31- Malquias, um dos ourives, consertou até à Sede dos servidores do templo e dos negociantes, defronte da Porta da Guarda; e até ao terraço da esquina. 32 - Os outros ourives e negociantes completaram o muro desde essa esquina até à Porta das Ovelhas. CAPITULO 04 1 e 2 - SAMBALÁ FICOU MUITO zangado quando soube que nós estávamos reconstruindo o muro. Ficou indignado e disse uma porção de insultos contra nós, caçoou de nós, e a mesma coisa fizeram os seus amigos e os oficiais do exército samaritano. "O que esse punhado de judeus pobres e fracos pensa que está fazendo?" caçoava ele. "Será que eles pensam que podem reconstruir o muro em um dia, se eles oferecerem muitos sacrifícios ao Deus deles? E olhem para essas pedras queimadas que eles estão arrastando dos montes de entulho e usando novamente!" 3 - Tobias, que estava de pé ao lado dele, disse caçoando: "Se mesmo uma simples raposa andasse em cima do muro deles, o muro cairia!" 4 - Então fiz esta oração: "Ó Senhor Deus, escute o que dizemos, porque estão fazendo caçoada de nós. Que tudo isso caia sobre as cabeças deles mesmos, e que eles se tornem escravos numa terra estrangeira! 5 - Não deixe sem castigo o pecado deles. Não apague esse pecado, pois é ao Senhor que eles desprezam quando desprezam a nós, que estamos edificando o seu muro." 6 - Por fim o muro foi acabado até à metade da altura que ele tinha antes, ao redor da cidade toda - pois os homens trabalharam duramente. 7 - Mas quando Sambalá, Tobias e os árabes, os amonitas e os asdoditas ouviram dizer que a obra continuava e que os buracos no muro estavam sendo tapados, ficaram furiosos. 8 - Tramaram levar um exército contra Jerusalém para provocar revoltas e confusão. 9 - Mas nós oramos ao nosso Deus e guardamos a cidade dia e noite, para nossa própria proteção. 10 - Então alguns dos chefes começaram a fazer queixa de que os trabalhadores estavam ficando cansados; e que havia tanto entulho para ser retirado que nunca conseguiríamos retirar tudo. 11 - Nesse meio tempo, nossos inimigos planejavam um ataque de surpresa para matar todos nós, e dessa maneira acabar com a nossa obra. 12 - Sempre que os trabalhadores que moravam nas cidades vizinhas iam visitar suas famílias, nossos inimigos tentavam convencê-los a não voltarem para Jerusalém. 13 - Por isso coloquei guardas armados de cada família, nos espaços livres atrás dos muros. 14 - Então, quando examinei a situação, reuni os chefes e o povo e disse: "Não tenham medo! Lembrem-se do Senhor, que é grande e glorioso; lutem a favor dos seus amigos, de suas famílias e de seus lares!" 15 - Nossos inimigos descobriram que nós sabíamos do plano deles, e que Deus tinha revelado e estragado esse plano. Então voltamos ao nosso trabalho no muro. 16 - Porém, desse dia em diante, somente a metade trabalhava, enquanto a outra metade permanecia em guarda, por trás dos homens. 17 - E os pedreiros e os operários trabalhavam com armas ao lado deles, as quais podiam ser alcançadas com facilidade, 18 - ou com espadas na cintura. O tocador de trombeta ficava comigo para dar o sinal de alarme. 19 - "A obra é tão grande," expliquei, "e nós estamos tão separados uns dos outros, que quando vocês ouvirem tocar a trombeta, devem correr depressa para onde eu estou; e Deus lutará por nós." 20 e 21 - Trabalhávamos o dia inteiro, desde quando o sol nascia, até que ele desaparecia no horizonte; metade dos homens estava sempre em guarda. 22 - Eu disse a todos os que moravam fora dos muros que se mudassem para dentro de Jerusalém, de maneira que seus criados pudessem prestar serviço de guarda e também trabalhar durante o dia. 23 - Durante esse tempo nenhum de nós - nem eu, nem meus irmãos, nem os criados, nem os guardas que estavam comigo - nenhum de nós tirou a roupa do corpo. E não largávamos as nossas armas para nada. CAPITULO 05 1 - POR ESSE TEMPO houve um grande grito de protesto dos pais contra alguns dos judeus ricos que estavam explorando o povo. 2 a 4 - O que estava acontecendo era que as famílias que ficavam sem dinheiro para comprar alimento tinham de vender seus filhos ou penhorar seus campos, suas vinhas e suas casas a esses ricos; e algumas famílias nem mesmo podiam fazer isso, pois já tinham feito empréstimos até onde podiam para pagar os impostos. 5 - "Somos irmãos deles, e nossos filhos são iguais aos filhos deles," protestava o povo. "No entanto, somos obrigados a vender nossos filhos como escravos, a fim de conseguirmos dinheiro suficiente para viver. Já vendemos algumas de nossas filhas, e não temos recursos para comprá-las de volta, pois também nossos campos estão penhorados a esses homens." 6 - Fiquei muito revoltado quando ouvi isto. 7 - Assim, depois de pensar sobre o assunto, falei com toda a franqueza contra esses ricos membros do governo. "O que vocês estão fazendo?" perguntei. "Como têm a coragem de exigir um penhor como condição para ajudar outro israelita?" Então convoquei um julgamento público para tratar com eles. 8 - No julgamento disse a eles: "Nós, os que restamos, fazemos tudo o que podemos para ajudar nossos irmãos judeus que voltaram do cativeiro como escravos em terras distantes, mas vocês estão forçando essa gente a uma nova escravidão. Quantas vezes temos de pagar para que nossos irmãos fiquem livres?" E eles nada tinham para dizer em sua própria defesa. 9 - Então eu continuei: "O que vocês estão fazendo é muito mau; vocês deveriam andar no temor de nosso Deus. Já temos inimigos de sobra entre as nações ao nosso redor; eles estão tentando a nossa destruição. 10 - Nós, os restantes, estamos emprestando dinheiro e cereais a nossos irmãos judeus, sem cobrar nenhum juro. Peço que vocês, senhores, parem de cobrar juros. 11 - Devolvam a eles os campos, as vinhas, as plantações de oliveira e as casas hoje mesmo, e não reclamem os direitos que vocês têm contra eles. 12 - Então concordaram em fazer isso e disseram que ajudariam seus irmãos, sem exigir que eles penhorassem suas terras e vendessem seus filhos. Depois convoquei os sacerdotes e fiz com que aqueles homens jurassem, diante de testemunhas, que cumpririam as promessas. 13 - E pedi a maldição de Deus sobre quem se recusasse a fazer isso. "Que Deus destrua seus lares e seu sustento, se vocês deixarem de cumprir esta promessa," declarei. E todo o povo gritou: "Amém", louvando ao Senhor. E os ricos fizeram como haviam prometido. 14 - Eu gostaria de mencionar que durante os doze anos em que fui governador de Judá - desde o ano vinte até ao ano trinta e dois do reinado do rei Artaxerxes, meus ajudantes e eu não aceitamos salários nem outra assistência do povo de Israel. 15 - Isto era muito diferente dos antigos governadores, que exigiam alimento, vinho e quarenta siclos de prata por dia em dinheiro, deixando que seus ajudantes tratassem a população como bem entendessem. Esses ajudantes oprimiam o povo. Mas eu obedeci a Deus e não agi dessa maneira. 16 - Permaneci trabalhando no muro e não quis saber de negociar com terras. Também exigi que meus oficiais passassem o tempo trabalhando no muro. 17 - Tudo isto eu fiz, além de alimentar 150 dirigentes judeus que comiam da minha mesa, além dos visitantes de outros paises! 18 - A alimentação necessária para cada dia era um boi, seis ovelhas gordas, e um grande número de aves domésticas. E precisávamos de um enorme abastecimento de todos os tipos de vinho, cada dez dias. No entanto eu fui contrário a cobrar um imposto especial do povo, pois todos já estavam passando por tempos difíceis. 19 - Ó meu Deus, por favor, lembre-Se de tudo o que eu tenho feito por essas pessoas, e abençoe-me por isso. CAPITULO 06 1 - QUANDO SAMBALÁ, Tobias, Gesém, o árabe, e os outros nossos inimigos descobriram que já havíamos quase completado a reconstrução do muro - se bem que ainda não tivéssemos colocado todas as portas dos portões 2 - eles me mandaram um recado pedindo para eu me encontrar com eles em uma das vilas na campina de Ono. Mas compreendi que planejavam acabar com a minha vida; 3 - por isso respondi, mandando este recado: "Estou fazendo um trabalho muito importante! Não vejo motivo para suspender o trabalho e ir conversar com vocês." 4 - Quatro vezes eles mandaram o mesmo recado, e sempre dei a mesma resposta. 5 e 6 - Da quinta vez, o ajudante de Sambalá veio com uma carta aberta na mão, que dizia assim: "Gesém me diz que por toda parte aonde ele vai, ouve dizer que os judeus planejam uma revolta, e é por isso que vocês estão construindo o muro. Ele afirma que você planeja ser o rei deles - isso é o que andam dizendo por ai. 7 - Também ele conta que você nomeou profetas que fazem campanha a seu favor em Jerusalém, dizendo: 'Olhem! Neemias é exatamente o homem de que precisamos!' "Você pode ficar certo de que vou levar essas notícias ao conhecimento do rei Artaxerxes! Minha sugestão é que você venha e me explique tudo bem direito pois esse é o único meio de salvar a sua pele!" 8 - Minha resposta foi esta: "Você sabe que está mentindo. Não há qualquer verdade em toda essa história”. 9 – “Você está apenas tentando pôr medo na gente para que paremos a nossa obra." (Ó Senhor Deus, por favor, dê-me forças!) 10 - Alguns dias mais tarde fui visitar Semaías, filho de Delaías, que era filho de Meetabel, pois ele me disse que tinha recebido uma mensagem de Deus. "Vamos esconder-nos no templo e trancar bem a porta," exclamou, "pois esta noite eles Vêm para matar você." 11 - Porém respondi: "Eu, o governador, deveria fugir do perigo? E também não sou sacerdote; por isso, se entrar no templo, estou sujeito a perder a vida. Não, eu não vou fazer isso!" 12 e 13 - Então vi que Deus não tinha falado com ele, porém Tobias e Sambalá contrataram Semaías para me assustar e fazer com que eu pecasse, fugindo para dentro do templo; então eles poderiam fazer acusação contra mim. 14 - Eu orei: "ó meu Deus, não Se esqueça de todo o mal feito por Tobias, Sambalá, e a profetisa Noadia, e de todos os outros profetas que tentaram me desanimar." 15 - Finalmente o muro foi terminado no começo de setembro - exatamente cinqüenta e dois dias depois que começamos! 16 - Quando nossos inimigos e as nações vizinhas ouviram essa notícia, ficaram com medo e humilhados, e reconheceram que a obra tinha sido feita com o auxílio de nosso Deus. 17 - Durante aqueles cinqüenta e dois dias muitas cartas iam e vinham entre Tobias e os ricos políticos de Judá, 18 - pois muitos em Judá haviam jurado lealdade a ele porque o sogro dele era Secanias, filho de Ará; e porque o filho dele, Joanã, era casado com a filha de Mesulão, filho de Berequias. 19 - Todos eles me disseram que Tobias era um homem excelente, contando também a Tobias tudo quanto eu disse; e Tobias me mandou muitas cartas com ameaças, a fim de me deixar com medo. CAPITULO 07 1 - DEPOIS QUE O muro estava terminado, e havíamos colocado as portas nos batentes e nomeado os porteiros, os cantores e os levitas, 2 - passei a responsabilidade de governar Jerusalém a meu irmão Hanani e a Hananias, o comandante da fortaleza - um homem muito fiel que respeitava a Deus mais do que a maioria das pessoas. 3 - Dei instruções a eles para abrirem as portas de Jerusalém somente bem depois do nascer do sol, e que fechassem e trancassem as portas enquanto os guardas estavam de vigia. Também resolvi que os guardas fossem moradores de Jerusalém, e que deveriam estar de serviço em horários certos, sendo que cada proprietário que morava perto do muro guardaria a parte do muro perto de sua casa, 4 - pois a cidade era grande, mas a população era pequena; e somente algumas casas estavam espalhadas por toda a cidade. 5 - Então o Senhor me disse para convocar todos os chefes da cidade, juntamente com os cidadãos comuns, para fazer o registro. Porque eu havia encontrado o registro das famílias daqueles que antes tinham voltado para Judá, e nesse registro estava escrito isto: 6 - "Eis a relação dos nomes dos judeus que voltaram para Judá depois de serem escravizados pelo rei Nabucodonosor da Babilônia”. 7 "Os chefes deles eram: Zorobabel, Jesua, Neemias; Azarias, Raamias, Naamani; Mordecai, Bislã, Misperete; Bigvai, Neum, Baaná. "Os outros que voltaram naquela ocasião foram: 8 a 38 - Da família de Parós, 2.172; Da família de Sefatias, 372; Da família de Ará, 652; Das famílias de Jesua e Joabe, pertencentes à família de Paate-Moabe, 2.818; Da família de Elão, 1.254; Da família de Zatu, 845; Da família de Zacai, 760; Da família de Binui, 648; Da família de Bebai, 628; Da família de Azgade, 2.322; Da família de Adonicão, 667; Da família de Bigvai, 2.067; Da família de Adim, 655; Da família de Ezequias, que é da família de Ater, 98; Da família de Hassum, 328; Da familia de Bezai, 324; Da família de Harife, 112; Da família de Gibeom, 95; Das famílias de Belém e de Netofa, 188; Da família de Anatote, 128; Da família de Bete-Azmavete, 42; Das famílias de Quiriate-Jearim, Quefira e Beerote, 743; Das famílias de Ramá e Gaba, 621; Da família de Micmás, 122; Das famílias de Betel e Ai, 123; Da família de Nebo, 52; Da família de Elão, 1.254; Da família de Harim, 320; Da família de Jericó, 345; Das famílias de Lode, Hadide e Ono, 721; Da família de Senaá, 3.930. 39 a 42 - "Aqui estão os números referentes aos sacerdotes que voltaram: Da família de Jesua, que é da família de Jedaías, 973; Da família de Imer, 1.052; Da família de Pasur, 1.247; Da família de Harim, 1.017”. 43 a 45 - "Estes são os números referentes aos levitas: Da família de Cadmiel, da casa de Hodeva, que é da família de Jesua, 74; Os cantores da família de Asafe, 148; Das famílias de Salum (todos eles eram porteiros), 138”. 46 a 56 - "Estavam representadas as seguintes famílias de servidores do templo: Zia, Hasufa, Tabaote, Queros, Sia, Padom, Lebana, Hagaba" Salmai, Hanã, Gidel, Gaar, Reaías, Rezim, Necoda, Gazã, Uza, Paseá, Besai, Asná, Meunim, Nefussim, Bacbuque, Hacufa, Harur, Bazlite, Meída, Harsa, Barcos, Sísera, Tamá, Nezia, Hatifa. 57 a 59 - "Eis a lista dos descendentes dos oficiais de Salomão que voltaram para Judá: Sotai, Soferete, Perida, Jaalá, Darcom, Gidel, Sefatias, Hatil, Poquerete-Hazebaim, Amom”. 60 - "No total, os servidores do templo e os descendentes dos oficiais de Salomão somavam 392." 61 - Outro grupo voltou para Jerusalém naquela ocasião. Esse grupo vinha das cidades persas de Tel-Melá, Tel-Harsa, Querube, Adom e Imer. Porém eles haviam perdido todos os registros de familia e não puderam provar que eram descendentes dos judeus; 62 - esse grupo era das famílias de Delaías, Tobias e Necoda um total de 642. 63 - Havia também diversas famílias de sacerdotes por nome Habaías, Hacoz e Barzilai. Este Barzilai se casou com uma das filhas de Barzilai, o gileadita, e adotou o nome da família dela. 64 e 65 - Mas também eles perderam todos os registros de familia. Por isso não tiveram permissão de continuar como sacerdotes, nem mesmo podiam receber como alimento a porção dos sacrifícios que era dada aos sacerdotes, até que se consultasse o Urim e Tumim para saber de Deus se eles eram, na verdade, descendentes de sacerdotes. 66 - Havia um total de 42.360 cidadãos que voltaram para Judá naquela ocasião; 67 - também, 7.337 empregados e empregadas, e 245 cantores e cantoras. 68 e 69 - Eles levaram consigo 736 cavalos, 245 mulos, 435 camelos e 6.720 jumentos. 70 - Alguns dos chefes deles fizeram ofertas para a obra. O governador deu 600 gramas em ouro, 50 vasos de ouro, e 530 conjuntos de vestimentas para os sacerdotes. 71 - Os outros chefes deram um total de 12 quilos em ouro e 300 quilos em prata; 72 - e o povo em geral deu 12 quilos em ouro, 272 quilos em prata, e sessenta e sete conjuntos de roupas especiais para os sacerdotes. 73 - Os sacerdotes, os levitas, os porteiros, os cantores, os servidores do templo e o restante do povo agora voltaram para suas casas, em suas próprias cidades e vilas por toda a terra de Judá. Porém no mês de setembro eles voltaram a Jerusalém. CAPITULO 08 1 a 5 - POIS BEM, EM meados de setembro, todo o povo se reuniu na praça que fica em frente da Porta das Águas e pediu a Esdras, o guia religioso do povo, que lesse para eles a Lei que Deus tinha dado a Moisés. Assim Esdras, o sacerdote, trouxe para eles os livros das Leis de Moisés. Ele ficou em pé, num estrado de madeira feito especialmente para a ocasião, de modo que todos podiam vê-lo enquanto lia. Ele ficou de frente para a praça que está defronte da Porta das Águas, e leu desde manhã bem cedinho até ao meio-dia. Todos ficaram em pé quando ele abriu o livro. E todos os que tinham idade para entender, prestaram muita atenção. Ao lado direito de Esdras estavam Matitias, Sema, Anaías, Urias, Hilquias e Maaséias. Ao lado esquerdo dele estavam Pedaias, Misael, Melquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulão. 6 - Então Esdras louvou ao Senhor, o grande Deus, e todo o povo disse "Amém", e levantou as mãos para o céu. Depois eles se inclinaram e adoraram ao Senhor com os seus rostos voltados para o chão. 7 e 8 - Esdras lia as palavras do livro; enquanto ele lia, Jesua, Bani, Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias, Maaséias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã, Pelaías e os levitas iam por entre o povo e explicavam o que a passagem que estava sendo lida queria dizer. 9 - Todas as pessoas começaram a chorar quando ouviram os mandamentos da Lei. Então Esdras, o sacerdote, e eu como governador, e os levitas que estavam me ajudando, dissemos a eles: "Não chorem num dia como este! Pois hoje é um dia sagrado diante do Senhor, o nosso Deus - 10 - hoje é um dia para ser comemorado com uma refeição gostosa, e para mandar presentes às pessoas que passam necessidade, porque a alegria do Senhor é a força de vocês. Vocês não devem ficar desanimados e tristes!" 11 - E os levitas também acalmaram o povo, dizendo: "É isso mesmo! Não chorem! Pois hoje é um dia de alegria santa, e não de tristeza". 12 - Assim todo o povo foi embora para comer uma refeição de dia de festa e mandar presentes. Foi um tempo de grande e alegre comemoração, porque todos podiam ouvir e entender as palavras de Deus. 13 - No dia seguinte os chefes mais importantes, os sacerdotes, e os levitas se encontraram com Esdras para examinar a Lei com muita atenção, mesmo nas mínimas coisas que ela dizia. 14 - Enquanto estudavam a Lei, eles viram que o Senhor Deus tinha dito a Moisés que o povo de Israel devia morar em tendas durante a festa dos Tabernáculos, que seria comemorada naquele mês. 15 - Também Deus tinha dito que era preciso fazer um aviso geral por todas as cidades daquela terra, especialmente em Jerusalém, dizendo ao povo que fosse para as colinas apanhar ramos de oliveira, ramos de murta, folhas de palmeiras e ramos de figueira para fazer cabanas, onde deviam morar enquanto durasse a festa. 16 - Por isso o povo saiu e foi cortar ramos e usou esses ramos para construir cabanas nos terraços das casas, nos quintais, no pátio do templo, na praça que fica ao lado da Porta das Águas, ou na praça da Porta de Efraim. 17 - Eles moraram nessas cabanas durante os sete dias da festa, e todos estavam cheios de alegria! Este costume não tinha sido praticado desde os dias de Josué. 18 - Em cada um dos sete dias da festa Esdras pegava o livro e lia; no oitavo dia houve um culto grandioso de encerramento, conforme estava determinado pelas Leis de Moisés. CAPITULO 09 1 a 2 - NO DIA 10 de outubro o povo voltou para outra comemoração; desta vez eles jejuaram, vestiram roupas feitas de pano de saco e jogaram pó de terra nos cabelos. E os israelitas se separaram de todos os estrangeiros. 3 - As Leis de Deus foram lidas em voz alta durante duas ou três horas, e depois eles passavam algumas horas confessando seus próprios pecados e os pecados de seus pais. E todos adoraram ao Senhor, o seu Deus. 4 - Alguns dos levitas estavam na plataforma louvando ao Senhor com canções de grande alegria. Esses homens eram Jesua, Cadmiel, Bani, Sebanias, Buni, Serebias, Bani e Quenani. 5 - Então os chefes levitas disseram ao povo: "Levantem-se e louvem ao Senhor Deus, pois Ele vive para sempre. Louvem o glorioso nome de Deus! Esse nome é muito maior do que podemos pensar ou dizer". Os dirigentes nesta parte do culto eram Jesua, Cadmiel, Bani, Hasabnéias, Serebias, Hodias, Sebanias e Petaías. 6 - Então Esdras fez esta oração: "Só o Senhor é Deus. O Senhor fez os céus e a morada celeste, a terra e os mares, e tudo quanto há neles. Ele toma conta de tudo; e todos os anjos do céu O adoram. 7 - "O Senhor é o Deus que escolheu Abrão; trouxe esse homem da terra de Ur dos caldeus e deu a ele o nome de Abraão”. 8 - Quando ele era fiel, o Senhor fez um acordo com ele, dando por meio desse acordo, para sempre, a ele e aos descendentes dele, a terra dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos ferezeus, dos jebuseus e dos girgaseus; e agora o Senhor cumpriu a sua promessa, pois Ele não deixa de cumprir aquilo que promete. 9 - "O Senhor viu as dificuldades e tristezas de nossos pais no Egito e escutou o choro deles nas margens do mar Vermelho”. 10 – “O Senhor fez grandes milagres contra Faraó e o povo dele, pois sabia como os egípcios trataram com brutalidade os nossos pais; o Senhor tem uma fama muito gloriosa por causa desses atos que nunca serão esquecidos”. 11 – “O Senhor separou as águas do mar para que o seu povo pudesse atravessar em terra seca! E depois destruiu os inimigos do seu povo nas profundezas do mar; e eles afundaram como pedras debaixo das águas imensas”. 12 – “O Senhor guiou nossos pais por meio de uma coluna de nuvem durante o dia e uma coluna de fogo durante a noite, de maneira que eles podiam ver onde pisavam”. 13 "O Senhor desceu sobre o monte Sinai e falou com eles desde o céu, dando a eles boas Leis e verdadeiros mandamentos”, 14 – “inclusive as Leis sobre o descanso santo; também deu ordem a eles, por intermédio do seu servo Moisés, para que obedecessem a todos os mandamentos”. 15 - "O Senhor deu a eles pão do céu, quando estavam com fome e água da rocha quando estavam com sede. O Senhor deu ordem a eles para que entrassem e conquistassem a terra que tinha jurado dar a eles”; 16 – “porém nossos pais eram muito orgulhosos e teimosos, e não quiseram saber de dar atenção aos seus mandamentos”. 17 – “Eles não quiseram obedecer e não prestaram nenhuma atenção aos milagres que o Senhor fez para eles; em vez disso, se revoltaram e nomearam um chefe para levá-los de volta à escravidão no Egito! Mas o Senhor é um Deus de perdão, sempre pronto a perdoar, cheio de graça e misericórdia; o Senhor não abandonou nossos pais”, 18 – “muito embora eles fizessem um ídolo em forma de bezerro e dissessem: 'Este é o nosso Deus! Ele nos tirou do Egito!' Eles pecaram de muitas maneiras”, 19 – “mas em sua grande misericórdia o Senhor não abandonou aquele povo para morrer no deserto! A coluna de nuvem ia na frente deles dia após dia, e a coluna de fogo mostrava o caminho durante a noite”. 20 – “O Senhor mandou o seu bom Espírito para dar instrução a eles, e não parou de dar pão do céu a eles, ou água para matarem a sede”. 21 – “Durante quarenta anos o Senhor sustentou nossos pais no deserto; e nada faltou a eles em todo esse tempo. As roupas que usavam não ficaram gastas e os pés deles não ficaram inchados de andar!” 22 - "Depois o Senhor ajudou aquele povo a conquistar grandes reinos e muitas nações, e colocou o seu povo em cada canto da terra; eles se apossaram completamente da terra de Seom, rei de Hesbom, e de Ogue, rei de Basã”. 23 – “O Senhor fez que a população crescesse muito entre os israelitas, e trouxe esse povo para a terra que havia prometido a seus pais”. 24 – “O Senhor dominou nações inteiras diante deles - mesmo os reis e os povos dos cananeus não puderam agüentar!” 25 – “O seu povo se apossou de cidades fortificadas e de terra produtiva; eles se apossaram de casas cheias de coisas boas, com poços de água, plantações de uvas e de oliveiras, e muitas árvores frutíferas; desse modo comeram o quanto puderam e se alegraram nas bênçãos que o Senhor mandou a eles”. 26 - "Apesar disso tudo, eles foram desobedientes e se revoltaram contra o Senhor. Jogaram fora a sua lei, mataram os profetas que lhes diziam que voltassem para o Senhor, e fizeram muitas outras coisas terríveis”. 27 – “Por isso o Senhor deixou que eles fossem dominados pelos inimigos. Mas nos tempos em que estavam em dificuldades, pediam o seu auxílio e do céu o Senhor escutava as orações deles, e em grande misericórdia enviava salvadores que livravam o povo dos inimigos”. 28 – “Mas quando tudo ia bem, pecavam de novo, e mais uma vez o Senhor deixava que os inimigos conquistassem o seu povo. Porém sempre que o seu povo voltava para o Senhor e pedia o seu auxílio, uma vez mais o Senhor ouvia do céu, e em sua maravilhosa misericórdia livrava aquela gente!” 29 – “O Senhor castigou nossos pais para que eles voltassem para as suas Leis; eles tinham a obrigação de obedecer a essas Leis, porém eram orgulhosos e não quiseram atender, continuando a pecar”. 30 – “O Senhor foi paciente com eles durante muitos anos. Mandou profetas para avisá-los a respeito dos pecados que cometiam, mas eles ainda não quiseram atender. Por isso mais uma vez o Senhor deixou que as nações pagãs conquistassem o seu povo. Porém em sua grande misericórdia não destruiu nossos pais completamente, nem eles ficaram abandonados para sempre. Que Deus misericordioso e cheio de graça é o Senhor!” 32 - "E agora, ó grande e temível Deus, que cumpre as suas promessas de amor e bondade - não deixe que todas as dificuldades pelas quais passamos se tornem em nada para ti. Nós, nossos reis, príncipes, sacerdotes, profetas, e nossos pais, temos enfrentado grandes problemas desde os dias em que pela primeira vez os reis da Assíria alcançaram vitória sobre nós, e essas dificuldades duram até ao dia de hoje”. 33 – “Toda vez que o Senhor nos castigou, a razão estava toda do seu lado; o Senhor foi justo sempre; temos cometido pecados tão grandes que o Senhor nos deu somente o que merecíamos”. 34 – “Nossos reis, nossos príncipes, nossos sacerdotes e nossos pais não obedeceram às suas Leis nem prestaram atenção aos seus avisos”. 35 – “Eles não adoraram o Senhor apesar das coisas maravilhosas que fez para eles e apesar da grande bondade com que foram tratados pelo Senhor. O Senhor deu a eles uma terra espaçosa e da melhor qualidade para plantar, mas eles não quiseram arrepender-se da maldade que praticavam”. 36 - "Assim, agora são escravos aqui nesta terra de tanta abundância, que o Senhor deu aos nossos pais! Escravos no meio de toda esta fartura!” 37 – “A grande produção desta terra passa para as mãos dos reis aos quais o Senhor permitiu que nos conquistassem, por causa de nossos pecados. Eles têm poder sobre nossos corpos e sobre o nosso gado, e nós servimos a eles, como eles querem, e estamos em grande miséria!” 38 – “Por causa de tudo isto, novamente prometemos servir ao Senhor! Nós, nossos príncipes, os levitas, e os sacerdotes assinamos nossos nomes neste contrato." CAPITULO 10 1 - EU, NEEMIAS, governador, assinei este contrato. Os outros que assinaram foram: Zedequias, Seraías, Azarias, Jeremias, Pasur, Amarias, Malquias, Hatus, Sebanias, Maluque, Harim, Meremote, Obadias, Daniel, Ginetom, Baruque, Mesulão, Abias, Miamim, Maazias, Bilgai, Semaías. (Todos os registrados acima eram sacerdotes.) 9 a 13 - Estes eram os levitas que assinaram: Jesua, filho de Azanias, Binui filho de Henadade, Cadmiel, Sebanias, Hodias, Quelita, Pelaías, Hanã, Mica, Reobe, Hasabias, Zacur, Serebias, Sebanias, Hodias, Bani, Beninu. 14 a 27 - Os chefes políticos que assinaram eram: Parós, Paate-Moabe, Elão, Zatu, Bani, Buni, Azgade; Bebai, Adonias, Bigvai, Adim, Ater, Ezequias, Azur, Hodias, Hasum, Bezai, Harife, Anatote, Nebai, Magpias, Mesulão, Hezir, Mesezabeel, Zadoque, Jadua, Pelatias, Hanã, Anaías, Oséias, Hananias, Hassube, Haloés, Pilha, Sobeque, Reum, Hasabná, Maaséias, Aías, Hanã, Anã, Maluque, Harim, Baaná. 28 - Esses homens assinaram em nome de toda a nação - pelo povo em geral; pelos sacerdotes; pelos levitas; pelos porteiros; pelos cantores; pelos servidores do templo; e por todo o restante dos homens que, na companhia de suas esposas, dos filhos e filhas que tinham idade suficiente para entender, se haviam separado dos povos pagãos da terra a fim de servirem a Deus. 29 - Porque todos nós, de todo o coração concordamos em fazer este juramento e estávamos prontos a aceitar a maldição de Deus se não obedecêssemos às suas Leis, conforme foram dadas por Moisés, o servo de Deus. 30 - Também concordamos em não deixar que nossas filhas se casassem com moços que não eram judeus e que nossos filhos se casassem com moças que não eram judias. 31 - E concordamos também neste ponto: que se indivíduos pagãos da terra trouxessem cereais ou outra mercadoria para vender no dia de descanso ou em qualquer outro dia santificado, nós não compraríamos nada. E concordamos em não fazer nenhum trabalho cada, sétimo ano, e ainda perdoar e cancelar as dívidas de nossos irmãos judeus. 32 - Também concordamos em contribuir anualmente com uma determinada quantia para o templo de maneira que houvesse dinheiro suficiente para as despesas da casa de nosso Deus; 33 - porque precisávamos nos abastecer de Pão da Presença, que era um pão especial, e também precisávamos de ofertas de cereais e ofertas para sacrifício nos dias de descanso, nas festas da lua nova e nas festas anuais. Também era preciso comprar os outros artigos necessários para o trabalho do templo e para fazer expiação pelo povo de Israel. 34 - Então jogamos uma moeda para cima a fim de determinar quando – em épocas regulares de cada ano - as famílias dos sacerdotes, dos levitas e dos chefes deviam fornecer a lenha para as ofertas queimadas no templo, conforme a Lei determinava. 35 - Também concordamos em sempre trazer a primeira parte de cada colheita para o templo - fosse uma colheita da terra ou de nossas árvores frutíferas e oliveiras. 36 - Concordamos em dar a nosso Deus nossos filhos mais velhos e as primeiras crias de todo nosso gado, nossas manadas e nossos rebanhos, exatamente como a Lei exige; entregávamos essas ofertas aos sacerdotes que servem no templo de nosso Deus. 37 - Eles guardavam o produto no templo de nosso Deus - o que havia de melhor de nossas colheitas, de cereais, e outras contribuições, os primeiros de nossos frutos, e o primeiro do vinho novo e azeite de oliveira. E prometemos trazer aos levitas à décima parte de tudo o que a nossa, terra produzisse, pois os levitas eram responsáveis pelo recebimento dos dízimos em todas as nossas cidades da zona rural. 38 - Um sacerdote - descendente de Arão - ia em companhia dos levitas quando eles recebiam esses dízimos, e uma décima parte de tudo quanto os levitas recebiam como dízimo era entregue ao templo e colocado nos espaços para armazenamento. 39,40 - A Lei determinava que o povo e os levitas trouxessem essas ofertas de cereais, vinho novo e azeite de oliveira ao templo, e colocassem tudo nos depósitos sagrados para serem usados pelos sacerdotes de serviço, pelos porteiros e pelos cantores. Assim todos concordamos em não sermos negligentes com as coisas do templo de nosso Deus. CAPITULO 11 1 - AS AUTORIDADES ISRAELITAS moravam em Jerusalém, a Cidade Santa, nesse tempo; mas agora foi escolhida, por sorteio, uma décima parte do povo das outras cidades e vilas de Judá e de Benjamim para viver ali também. 2 - Alguns que se mudaram para Jerusalém nesta ocasião eram voluntários, e receberam muitas honras. 3 - Em seguida está uma lista dos nomes das autoridades de províncias que vieram para Jerusalém, embora a maioria dos chefes, dos sacerdotes, dos levitas, dos servidores do templo e dos descendentes dos oficiais de Salomão continuassem a morar em suas próprias casas nas várias cidades de Judá. 4 a 6 - Chefes da tribo de Judá: Ataías, filho de Uzias; Uzias era filho de Zacarias; Zacarias era filho de Amarias; Amarias era filho de Sefatias; Sefatias era filho de Maaleleel, um descendente de Perez; Maaséias, filho de Baruque; Baruque era filho de Col-Hoze; Col-Hoze era filho de Hazaías; Hazaías era filho de Adaías; Adaías era filho de Joiaribe; Joiaribe era filho de Zacarias; Zacarias era filho de Silonite. Estes foram os 468 valentes descendentes de Perez que moraram em Jerusalém. 7 a 9 - Chefes da tribo de Benjamim: Saiu, filho de Mesulão; Mesulão era filho de Joede; Joede era filho de Pedaías; Pedaías era filho de Colaías; Colaías era filho de Maaséias; Maaséias era filho de ltiel; ltiel era filho de Jesaías. Mais os 968 descendentes de Gabai e Salai. O chefe deles era Joel, filho de Zicri, que era auxiliado por Judá, filho de Senua. 10 a 14 - Chefes no meio dos sacerdotes: Jedaías, filho de Joiaribe; Jaquim; Seraías, filho de Hilquias; Hilquias era filho de Mesulão; Mesulão era filho de Zadoque; Zadoque era filho de Meraiote; Meraiote era filho de Aitube, o principal sacerdote. Ao todo, havia 822 sacerdotes trabalhando no templo sob a direção desses homens. E havia 242 sacerdotes chefiados por Adaías, filho de Jeroão; Jeroão era filho de Pelalias; Pelalias era filho de Anzi; Anzi era filho de Zacarias; Zacarias era filho de Pasur; Pasur era filho de Malquias. Também havia 128 homens valentes chefiados pro Amassai, filho de Azareel; Azareel era filho de Azai; Azai era filho de Mesilemote; Mesilemote era filho de lmer; o ajudante de Amassai era Zabdiel, filho de Gedolim. 15 a 17 - Os chefes levitas: Semaías, filho de Hassube; Hassube era filho de Azricão; Azricão era filho de Hasabias; Hasabias era filho de Buni; Sabetai e Jozabade, que estavam encarregados do trabalho fora do templo; Matanias, filho de Mica; Mica era filho de Zabdi; Zabdi era filho de Asafe e foi quem começou o culto de ação de graças, com oração; Bacbuquias e Abda, filho de Samua; Samua era filho de Galal, Galal era filho de Jedutum, eram ajudantes dele. 18 - Ao todo, havia 284 levitas em Jerusalém. 19 - Também havia 172 porteiros, que eram chefiados por Acube, Talmom e outros da Família deles. 20 - Os outros sacerdotes, levitas e o povo moraram onde sempre ficou a herança da família. 21 - Contudo, todos os servidores do templo, que eram chefiados por Zia e Gispa, moravam em Ofel. 22 e 23 - O chefe dos levitas em Jerusalém e daqueles que prestavam serviço no templo era Uzi, filho de Bani; Bani era filho de Hasabias; Hasabias era filho de Matanias; Matanias era filho de Mica, um descendente de Asafe, e a família deste Asafe se tornou em cantores da casa de Deus. Ele foi nomeado pelo rei Davi, que também estabeleceu a forma de pagamento dos cantores. 24 - Petaías, filho de Mesezabeel, descendente de Zera, filho de Judá, ajudava em todos os assuntos de administração pública. 25 a 30 - Estas eram algumas das vilas onde o povo de Judá morou: Quiriate-Arba, Dibom, Jecabzeel (e as aldeias vizinhas dessas vilas), Jesua, Molada, Bete-Pelete, Hazar-Sual, Berseba (e as aldeias vizinhas), Ziclague, Meconá e as aldeias desta vila, En-Rimom, Zorá, Jarmute, Zanoa, Adulão (e as aldeias vizinhas desta vila), Laquis e os campos da vizinhança, Azaca e as vilas vizinhas. Assim o povo se espalhou desde Berseba até ao vale de Hinom. 31 a 35 - O povo da tribo de Benjamim morou em: Geba, Micmás, Aia, Betel (e as aldeias vizinhas), Anatote, Nobe, Ananias, Hazor, Ramá, Gitaim, Hadide, Zeboim, Nebalate, Lode, Ono (o Vale dos Artífices). 36 - Alguns dos levitas que moravam em Judá foram mandados para morar com a tribo de Benjamim. CAPITULO 12 1 a 7 - AQUI ESTÁ UMA lista dos sacerdotes que acompanharam Zorobabel, filho de Sealtiel e Jesua: Seraías, Jeremias, Esdras, Amarias, Maluque, Hatus, Secanias, Reum, Meremote, Ido, Ginetoi, Abias, Miamim, Maadias, Bilga, Semaías, Joiaribe, Jedaías, Saiu, Amoque, Hilquias, Jedaías. 8 - Os levitas que foram com eles eram: Jesua, Binui, Cadmiel, Serebias, Judá, Matanias - que era o encarregado do culto de ação de graças. 9 - Bacbuquias e Uni, membros da mesma família, ajudavam durante o culto. 10 e 11 - Jesua era o pai de Joiaquim; Joiaquim era o pai de Eliasibe; Eliasibe era o pai de Joiada; Joiada era o pai de Jônatas; Jônatas era o pai de Jadua. 12 a 21 - Os seguintes eram os chefes das famílias de sacerdotes, que prestavam serviço sob as ordens do sumo sacerdote Joiaquim: Meraías, chefe da família de Seraías; Hananias, chefe da família de Jeremias; Mesulão, chefe da família de Esdras; Joanã, chefe da família de Amarias; Jônatas, chefe da família de Maluqui; José, chefe da família de Sebanias; Adna, chefe da família de Harim; HeIcai, chefe da família de Meraiote; Zacarias, chefe da família de Ido; Mesulão, chefe da família de Ginetom; Zicri, chefe da família de Abias; Piltai, chefe das famílias de Moadias e Miniamim; Samua, chefe da família de Bilga; Jônatas, chefe da família de Semaías; Matenai, chefe da família de Joiaribe; Uzi, chefe da família de Jedaías; Calai, chefe da família de Salai; Eber, chefe da família de Amoque; Hasbias, chefe da família de Hilquias; Netanel, chefe da família de Jedaías. 22 - Durante o reinado de Dario, rei da Pérsia, foi feito um histórico dos chefes das famílias dos sacerdotes e levitas, nos dias de Eliasibe, Joiada, Joanã e Jadua - todos eles eram levitas. 23 - No Livro das Crônicas os nomes dos levitas foram registrados até aos dias de Joanã, filho de Eliasibe. 24 - Estes eram os chefes dos levitas naquele tempo: Hasbias, Serebias e Jesua, filho de Cadmiel. Os que pertenciam à família deles ajudaram durante as cerimônias de louvor e ação de graças, exatamente como Davi, o homem de Deus, tinha mandado. 25 - Os porteiros encarregados do recolhimento das ofertas nos portões eram: Matanias, Bacbuquias, Obadias, Mesulão, Talmom, Acube. 26 - Esses eram os homens ativos no tempo de Joiaquim, filho de Jesua; Jesua filho de Jozadaque, quando eu era governador, e quando Esdras era o sacerdote e professor de religião. 27 - Durante a consagração do novo muro de Jerusalém, todos os levitas de toda aquela região vieram a Jerusalém para auxiliar nas cerimônias e tomar parte na alegre festa com ações de graças, toques de címbalo, saltérios e harpas. 28 - Também das aldeias vizinhas de Jerusalém e das aldeias dos netofatitas vieram cantores a Jerusalém. 29 - Também eles vieram de Bete-Gilgal e da região de Geba e de Azmavete, pois os cantores tinham construído suas próprias aldeias como subúrbios de Jerusalém. 30 - Primeiro os sacerdotes e os levitas consagraram-se a si mesmos, depois consagraram o povo, os portões e o muro. 31 e 32 - Eu levei os chefes de Judá para cima do muro e dividi o grupo em duas fileiras compridas, que caminhavam em direções contrárias, dando graças enquanto andavam. O grupo que ia para a direita em direção à Porta do Monturo era formado da metade dos chefes de Judá, 33 - incluindo Hosaías, Azarias, Esdras, Mesulão, 34 - Judá, Benjamim, Semaías e Jeremias. 35, 36 - Os sacerdotes que tocavam as trombetas eram Zacarias, filho de Jônatas; Jônatas filho de Semaías; Semaías filho de Matanias; Matanias filho de Micaías; Micaías filho de Zacur; Zacur filho de Asafe, Semaías, Azareel, Milalai, Gilalai, Maai, Netanel, Judá e Hanani. Eles usaram os instrumentos musicais que pertenceram ao rei Davi. Esdras, o sacerdote, ia à frente de todos. 37 - Chegando à Porta da Fonte, eles foram em frente e subiram pelas escadas que ficam ao lado do castelo da velha Cidade de Davi; depois caminharam até à Porta das Águas, que fica do lado oriental. 38 - O outro grupo, do qual eu fazia parte, seguia em volta por outro caminho para encontrar os companheiros, Caminhamos desde a Torre dos Fornos até ao Muro Largo, 39 - e depois desde a Porta de Efraim até à Porta Velha, passando pela Porta do Peixe e pela Torre de Hananeel, continuamos até à porta da Torre dos Cem; depois caminhamos até à Porta das Ovelhas e paramos na Porta da Guarda. 40 a 41 - Então os dois coros caminharam em direção do templo. As seguintes pessoas juntaram-se aos que estavam comigo: os sacerdotes tocadores de trombeta - Eliaquim, Maaséias, Miniamim, Micaías, Elioenai, Zacarias, e Hananias, 42 - e os cantores - Maaséias, Semaías, Eleazar, Uzi, Joanã, Malquias, Elão e Ezer. Eles cantavam em voz alta e bem clara, sob a direção de Jezraías, o regente do coro. 43 - Naquele dia alegre foram oferecidos muitos sacrifícios, pois Deus havia dado motivo de grande alegria para nós. As mulheres e as crianças também se regozijaram, e a alegria do povo de Jerusalém podia ser ouvida de longe! 44 - Naquele mesmo dia foram nomeados os homens encarregados dos depósitos, das ofertas movidas, dos dízimos, das ofertas dos primeiros frutos das colheitas, e para recolher essas ofertas das lavouras, conforme mandava a Lei de Moisés. Essas ofertas eram destinadas aos sacerdotes e aos levitas, pois o povo de Judá gostava muito dos sacerdotes, dos levitas e do trabalho que eles faziam. 45 - Também eles gostavam do trabalho dos cantores e dos porteiros, que ajudavam na adoração a Deus e na direção das cerimônias, conforme era exigido pelas leis de Davi e de seu filho Salomão. 46 - (Foi nos dias de Davi e de Asafe que começou o costume de ter regentes de coro para dirigir os coros no cântico de hinos de louvor e de agradecimentos a Deus.) 47 - Por isso, agora, nos dias de Zorobabel e de Neemias, o povo trazia alimento todos os dias para os cantores, para os porteiros e para os levitas. Os levitas, por sua vez, davam aos sacerdotes uma parte do que eles recebiam. CAPITULO 13 1 e 2 - NAQUELE MESMO DIA, enquanto as Leis de Moisés eram lidas, o povo encontrou uma declaração que dizia que nunca se devia permitir que os amonitas e os moabitas adorassem no templo. Porque eles não tinham sido bondosos com o povo de Israel. Em vez disso, tinham contratado Balaão para amaldiçoar o povo - porém Deus mudou a maldição em bênção. 3 - Quando esta regra foi lida, imediatamente todos os estrangeiros foram mandados para fora da reunião. 4 - Antes deste acontecimento, Eliasibe, o sacerdote, que tinha sido nomeado guarda dos armazéns do templo e que também era bom amigo de Tobias, 5 - havia transformado um lugar de depósito em um bonito quarto de hóspedes para Tobias. Antes o lugar era usado para depósito das ofertas de cereais, de incenso, dos vasos, dos dízimos de trigo, de vinho novo e azeite de oliveira. Moisés tinha decretado que essas ofertas pertenciam aos levitas, aos cantores e aos porteiros. As ofertas movidas eram para os sacerdotes. 6 - Eu não estava em Jerusalém nesse tempo, pois tinha voltado para a Babilônia no ano trinta e dois do reinado do rei Artaxerxes (se bem que mais tarde recebi permissão para voltar de novo a Jerusalém). 7 - Quando cheguei de volta a Jerusalém e tomei conhecimento deste ato mau de Eliasibe - que ele tinha preparado um quarto de hóspedes no templo para Tobias – 8 - fiquei muito zangado e joguei fora tudo o que tinha dentro do quarto. 9 - Então exigi que o quarto fosse purificado completamente, e trouxe de volta os vasos do templo, as ofertas de cereais, e o incenso. 10 - Também fui informado de que os levitas não tinham recebido o que lhes era devido, de modo que eles e os cantores que deviam guiar os cultos de adoração tiveram de voltar a trabalhar nas suas Iavouras. 11 - Imediatamente enfrentei os chefes e perguntei: "Por que o templo foi abandonado?" Então chamei os levitas de volta e coloquei todos nos postos que deviam ocupar. 12 - E mais uma vez todo o povo de Judá começou a trazer os dízimos de cereais, vinho novo e azeite de oliveira para o depósito do templo. 13 - Coloquei Selemias, o sacerdote; Zadoque, o escrivão, e Pedaías, o levita como encarregados da administração dos depósitos; e nomeei a Hanã (filho de Zacur; Zacur filho de Matanias), como auxiliar deles. Esses homens eram muitos respeitados, e o trabalho deles era de fazer uma distribuição justa a seus companheiros levitas. 14 - "Ó meu Deus, lembre-se deste ato bom e não se esqueça de tudo o que eu tenho feito pelo templo." 15 - Um dia eu estava numa fazenda e vi alguns homens pisando o tanque de fazer vinho num dia de descanso. Transportavam feixes de trigo, e carregavam os jumentos com vinho, uvas, figos, e todos os tipos de mercadoria que levavam para Jerusalém, naquele dia de descanso. Chamei a atenção deles em público! 16 - Havia também alguns homens que vinham de Tiro trazendo peixe e todo tipo de mercadorias para vender esses artigos ao povo de Jerusalém, no dia de descanso. 17 - Então perguntei aos chefes de Judá: "Por que vocês estão usando de maneira errada o dia de descanso?” 18 – “Já não foi suficiente que seus pais fizessem este tipo de coisa errada e trouxessem estes dias maus sobre nós e sobre nossa cidade? Agora vocês estão trazendo mais ira sobre o povo de Israel, permitindo que o dia de descanso seja desonrado desta maneira." 19 - Por isso ordenei que, daquele dia em diante, as portas da cidade fossem fechadas nas tardes de sexta-feira, assim que começasse a escurecer, e só fossem abertas depois que o dia de descanso tivesse terminado; e mandei alguns dos meus empregados guardar as portas para que não entrasse nenhuma mercadoria no dia de descanso. 20 - Os negociantes e os vendedores ficaram acampados fora de Jerusalém uma ou duas vezes, 21 - porém falei duramente com eles: "O que vocês estão fazendo aí fora, acampando ao redor do muro? Se tornarem a repetir isso, ponho vocês na cadeia". E essa foi a última vez que eles vieram no dia de descanso. 22 - Então mandei que os levitas se purificassem e que guardassem as portas a fim de manter a santidade do dia de descanso. Lembre-se desta boa ação, ó meu Deus! Tenha compaixão de mim de acordo com a sua grande bondade." 23 - Nessa mesma ocasião vi que alguns dos judeus estavam casados com mulheres de Asdode, Amom e Moabe, 24 - e que muitos dos filhos deles falavam a língua de Asdode e não eram capazes de falar a língua de Judá. 25 - Por isso discuti com aqueles pais; amaldiçoei a eles; esmurrei e espanquei a alguns deles e arranquei seus cabelos! Eles prometeram diante de Deus que não deixariam que seus filhos se casassem com moços ou moças que não fossem judeus. 26 - "Não foi exatamente este o problema de Salomão?" perguntei. "Não havia rei igual a ele; Deus amava a Salomão e fez dele rei sobre todo o povo de Israel; mesmo assim ele foi levado por mulheres estrangeiras a praticar a idolatria”. 27 – “Vocês pensam que nós permitiremos que vocês fiquem sem castigo por este ato cheio de pecado?" 28 - Um dos filhos de Joiada, filho de Eliasibe, o sumo sacerdote era genro de Sambalá, o horonita; por isso eu o expulsei do templo. 29 - "Lembre-se deles, ó meu Deus, pois desonraram o oficio de sacerdote e as promessas e os votos dos sacerdotes e levitas." 30 - Assim expulsei os estrangeiros, dei tarefas para os sacerdotes e levitas, e quis ter certeza de que cada um sabia qual era o trabalho que tinha de fazer. 31 - Eles forneciam lenha para o altar em dias certos e cuidavam dos sacrifícios e das primeiras ofertas de toda colheita. "Lembre-se de mim, meu Deus, com a sua bondade." ESTER CAPITULO 01 1 a 3 - FOI NO TERCEIRO ano do reinado do rei Assuero, Imperador de um reino muito grande conhecido como Média-Pérsia; esse reino era formado por 127 províncias, que iam desde a Índia até à Etiópia. Foi o ano da grande comemoração no palácio de Susã. Para essa comemoração, o rei convidou todos os governadores, auxiliares e oficiais do exército, e eles vieram de todas as partes da Média-Pérsia. 4 - A comemoração durou seis meses, mostrando a grande riqueza e glória do império. 5 - Quando terminou a comemoração, o rei deu uma festa especial para os servidores e oficiais do palácio - para gente importante como os oficiais e para gente menos importante como os porteiros. Foram sete dias de festas realizadas no jardim do palácio. 6 - Os enfeites eram verdes, brancos e azuis, amarrados com fitas de um pano vermelho muito caro conhecido como púrpura, e essas fitas estavam ligadas por argolas de prata que ficavam presas em colunas de pedra mármore. Havia uns bancos feitos de ouro e de prata colocados nos pisos de pedra mármore nas cores preta, vermelha, branca e amarela. 7 - As bebidas eram servidas em copos de ouro de diversos modelos, e também havia muito vinho fabricado especialmente para o rei, porque o rei estava muito atencioso com todos. 8 - Todos tinham liberdade e ninguém era obrigado a beber mais do que desejava, porém havia bastante para os que queriam beber muito, pois o rei tinha dado ordens aos oficiais para deixar cada pessoa escolher o que desejava. 9 - Na mesma ocasião a rainha Vasti deu uma festa para as mulheres que estavam no palácio. 10 - No último dia, quando o rei já estava um pouco bêbado por causa do vinho, chamou os sete ajudantes especiais que ele tinha. Os nomes desses ajudantes eram: Meumã, Bizta, Harbona, Bigtá, Abagta, Zetar e Carcas. 11 - Deu ordens a esses ajudantes para trazerem a ele a rainha Vasti, e ela devia colocar na cabeça a coroa real, a fim de que todo o povo e os príncipes pudessem ver a beleza dela porque a rainha era uma mulher bonita. 12 - Mas quando eles falaram com a rainha sobre a ordem do rei, ela não quis vir. O rei ficou furioso, 13 a 15 - mas primeiro consultou os homens mais inteligentes, porque não fazia nada sem o conselho deles. Esses homens tinham muita sabedoria. Sabiam bem quando as coisas deviam ser feitas e conheciam as leis e a justiça da Pérsia. O rei tinha confiança no que eles diziam. Seus nomes eram: Carsena, Setar, Admata, Társis, Meres, Marsena e Memucã - sete príncipes da Média-Pérsia. Eram amigos pessoais do rei e também os oficiais mais importantes do governo. "O que vamos fazer num caso destes?" o rei perguntou a eles. "Qual o castigo que a lei determina para uma rainha que não quer obedecer às ordens do rei, quando as ordens foram mandadas por meio de seus ajudantes?" 16 - Memucã respondeu por todos os outros, e disse: "A rainha Vasti não respeitou o rei e com isso prejudicou todos os oficiais e cidadãos do reino de Vossa Majestade”. 17 – “Pois agora todas as mulheres vão começar a desobedecer aos maridos quando elas souberem o que a rainha Vasti fez”. 18 – “Hoje mesmo, antes de terminar este dia, as nossas próprias mulheres vão ficar sabendo o que a rainha fez e vão começar a falar do mesmo jeito a nós, os maridos, e vai haver muita briga e discussão em todo o reino de Vossa Majestade”. 19 – “Se o rei estiver de acordo, nós achamos que deve ser passado um decreto da parte do rei, uma lei dos medos e dos persas que não pode ser mudada. Essa lei deve dizer que a rainha Vasti nunca mais poderá se apresentar diante do rei, e que vai ser escolhida outra rainha melhor do que ela”. 20 – “Quando esta lei for anunciada em todo o grande reino de Vossa Majestade, todos os maridos, qualquer que seja a posição deles, vão ser respeitados pelas suas mulheres!" 21 - O rei e os ajudantes acharam que isto ia dar bom resultado, e por isso ele aceitou o conselho de Memucã, 22 - mandando cartas para todas as províncias do reino. As cartas eram escritas na linguagem que se falava em cada província, e determinavam que cada homem devia dirigir a sua própria casa e a autoridade dele devia ser respeitada. CAPITULO 02 1 - DEPOIS QUE PASSOU a raiva do rei Assuero, ele começou a pensar em Vasti, naquilo que ela fizera, e no decreto contra ela. 2 - Então os seus ajudantes disseram: "Vamos sair e procurar as moças mais bonitas do reino para alegrarem o rei”. 3 – “Vamos nomear pessoas em cada província para escolherem moças bem bonitas que venham morar no palácio real. Hegai, o ajudante pessoal do rei, vai cuidar de tudo para que as moças façam um tratamento de beleza”, 4 – “e depois disso, a moça que o rei achar mais bonita, será a rainha em lugar de Vasti”. O rei concordou com estas palavras, e mandou que se fizesse tudo de acordo com o plano. 5 - Ora, no palácio havia um judeu chamado Mordecai (filho de Jair; Jair era filho de Simei e Simei era filho de Quis, da tribo de Benjamim). 6 - Mordecai tinha sido preso quando o rei Nabucodonozor destruiu Jerusalém, e foi levado cativo para a Babilônia junto com Jeconias, rei de Judá e com muitos outros. 7 - Esse Mordecai tinha uma prima, jovem e muito bonita, por nome Hadassa, também chamada Ester. O pai e a mãe de Ester haviam morrido, e Mordecai trouxe a menina para sua casa e ela foi criada como se fosse filha dele. 8 - Agora, então, como resultado da ordem do rei, trouxeram Ester para o palácio real em Susã, junto com muitas outras moças. 9 - Hegai, que era responsável pelas moças, achou Ester muito bonita, e fez o possível para ela sentir-se feliz; ele deu ordens para que ela tivesse alimentação especial e recebesse tratamentos de beleza. Além disso, ele deu a ela sete moças do palácio para servirem como criadas, e também o melhor quarto da casa das mulheres do palácio. 10 - Ester não contou a ninguém que ela era judia, porque Mordecai disse para ela não contar. 11 - Todos os dias ele passava em frente da casa onde estava Ester para saber notícias e descobrir o que ia acontecer a ela. 12 a 14 - As instruções para essas moças eram que antes de serem trazidas ao rei, cada uma fizesse seis meses de tratamento de beleza com óleo de mirra, e mais seis meses com perfumes e ungüentos especiais, usados pelas mulheres. Então, quando chegava a vez de cada moça se apresentar ao rei Assuero, ela podia escolher os vestidos ou as jóias que quisesse, para ficar mais bonita. Ela era levada à casa do rei logo à noitinha e voltava na manhã seguinte para a segunda casa onde moravam as mulheres do rei. Ali ela ficava sob os cuidados de Saasgaz, outro dos homens de confiança do rei, e ali vivia o restante de sua vida, sem nunca mais ver o rei, a não ser que o rei gostasse muito dela e mandasse chamá-la pelo nome. 15 - Quando chegou à vez de Ester se apresentar ao rei, ela aceitou o conselho de Hegai, o encarregado da casa das mulheres, e se vestiu de acordo com o conselho dele. Todos ficaram gostando dela e acharam que era bonita, logo que viram Ester! 16 - Então ela foi levada ao palácio real no mês de janeiro, quando fazia sete anos que Assuero era rei. 17 - Bem, o rei gostou mais de Ester do que de qualquer outra moça. Ele ficou tão contente com ela que pôs a coroa real na cabeça dela e declarou que Ester era rainha em lugar de Vasti. 18 - Para comemorar o acontecimento, ele deu outra grande festa para todos os seus oficiais e empregados, ofereceu presentes caros e também concedeu favores às províncias. Esses favores livravam as províncias do pagamento de impostos. 19 - Mais tarde, quando o rei exigiu a presença do segundo grupo de moças bonitas, Mordecai já era oficial do governo. 20 - Ester ainda não tinha contado a ninguém que era judia, pois continuava obedecendo às ordens de Mordecai, da mesma maneira como obedecia na casa dele. 21 - Um dia, quando Mordecai estava de serviço no palácio, dois dos homens de confiança do rei, que eram guardas do portão do palácio e que se chamavam Bigtã e Teres, ficaram revoltados, e planejaram matar o rei. 22 - Mordecai ouviu falar do plano. Passou a informação para a rainha Ester, e a rainha contou ao rei, dizendo que a informação tinha vindo de Mordecai. 23 - Investigaram o caso; os dois homens foram julgados culpados, e enforcados. Tudo isto foi cuidadosamente registrado no livro da história do reinado do rei Assuero. CAPITULO 03 1 - LOGO DEPOIS DISTO o rei Assuero nomeou Hamã, filho de Hamedata, o agagita, como o homem que ocupava o lugar mais importante. Ele era o oficial mais poderoso no reino, abaixo do rei. 2 - Agora todos os oficiais do rei se curvavam diante de Hamã com muita reverência sempre que ele passava por eles, pois esta era a ordem do rei. Porém Mordecai não quis saber de se curvar. 3 e 4 - "Por que você não obedece à ordem do rei?" perguntavam os outros todos os dias; mas ele continuava desobedecendo. Por fim, eles falaram com Hamã a respeito do caso, para ver se Mordecai não ia ser castigado pelo fato de ser judeu, pois este foi o motivo que Mordecai apresentou para não obedecer à ordem do rei. 5 e 6 - Hamã ficou furioso, mas resolveu não prender somente Mordecai. Ele pretendia castigar todo o povo de Mordecai, os judeus, e destruir todos eles em todo o reino de Assuero. 7 - Para determinar qual o tempo mais apropriado para a destruição dos judeus, foi tirada sorte por meio de dados. Isto aconteceu no mês de abril, quando já fazia doze anos que Assuero era rei, e a data indicada foi fevereiro do ano seguinte, depois de jogar os dados para representar cada dia de cada mês. 8 - Então Hamã foi falar com o rei sobre o assunto. "Existe uma certa raça de gente espalhada por todas as províncias do reino de Vossa Majestade," começou ele, "e as leis dessa gente são diferentes das leis de qualquer outra nação. Eles não querem saber de obedecer às leis do rei. Portanto, não é conveniente que o rei deixe esse povo viver”. 9 – “Se for do agrado de nossa majestade, faça uma lei para que eles sejam destruídos, e eu pagarei 2.488 quilos de ouro ao tesouro real para cobrir as despesas com a execução dessa gente”. 10 - O rei aceitou a proposta, e confirmou a decisão retirando do dedo o seu anel e dando esse anel a Hamã, dizendo: 11 - "Guarde o dinheiro, mas continue com o seu plano e faça como bem quiser com essa gente - o que você achar melhor”. 12 - Duas ou três semanas mais tarde, Hamã chamou os secretários do rei e disse a eles quais eram as palavras que deviam escrever nas cartas aos oficiais, governadores e príncipes de todo o império. Para cada província as cartas eram escritas na língua que o povo da província falava; as cartas estavam assinadas em nome do rei Assuero e carimbadas com o anel do rei. 13 - Então elas foram enviadas por mensageiros a todas as províncias do império, e determinavam que os judeus moços e velhos, mulheres e crianças, deviam ser eliminados no dia 28 de fevereiro do ano seguinte, e as propriedades deles seriam dadas aos homens que cumprissem essa determinação. 14 - A carta dizia: "Uma cópia desta ordem deve ser anunciada como lei em cada província, e todo o povo da província deve conhecer esta ordem, de maneira que todos estejam prontos para cumprir o seu dever no dia marcado”. 15 – A ordem foi enviada pelos mensageiros mais rápidos do rei, tendo sido anunciada primeiro na cidade de Susã. Depois o rei e Hamã se sentaram para beber, enquanto a cidade estava numa confusão tremenda. CAPITULO 04 1 - QUANDO MORDECAI FICOU sabendo o que fizeram, rasgou as suas roupas e se vestiu com pano de saco e jogou cinzas sobre a cabeça, e saiu pela cidade gritando e chorando com muita tristeza. 2 - Então ele parou fora do portão do palácio, pois ninguém tinha licença de entrar vestido com roupa de luto. 3 - E em todas as províncias havia grande desespero entre os judeus; eles resolveram fazer jejum; choravam e estavam desesperados por causa da ordem do rei; e muitos deles se deitavam em panos de saco e cinzas. 4 - Quando as criadas e os criados de Ester vieram e contaram a ela o que tinha acontecido a Mordecai, a rainha ficou muito triste e mandou roupas para ele vestir no lugar - daquelas roupas de pano de saco; porém ele não aceitou as roupas que Ester mandou. 5 - Então Ester mandou chamar Hatá, um dos secretários do rei, que tinha sido indicado como ajudante dela, e lhe disse para ir ver Mordecai e descobrir o que estava acontecendo, e por que ele estava se comportando daquela maneira. 6 - Hatá foi à praça da cidade e encontrou Mordecai do lado de fora dos portões do palácio. 7 - Escutou toda a história de Mordecai sobre os 2.488 quilos de ouro que Hamã prometeu pagar ao tesouro do rei, em troca da destruição dos judeus. 8 - Também Mordecai deu a Hatá uma cópia da ordem do rei para destruir os judeus, e disse para ele mostrar essa cópia a Ester e contar o que estava acontecendo, e que ela devia ir pedir o favor do rei para o povo dela. 9 - Então Hatá voltou e deu a Ester o recado de Mordecai. 10 - Ester mandou Hatá voltar e dizer a Mordecai: 11 - "Todos sabem que ninguém, nem homem nem mulher, pode entrar no pátio interno do rei sem ser chamado; E quem fizer isso, o rei manda matar, a não ser que ele conceda permissão, levantando o seu cetro de ouro; e o rei não me mandou chamar nenhuma vez nestes trinta dias." 12 - Hatá levou o recado de Ester a Mordecai. 13 - Mordecai mandou esta resposta a Ester: "Você pensa que pode escapar porque mora aí no palácio, quando todos os outros judeus forem assassinados? 14 - Se ficar calada numa ocasião como esta, Deus vai livrar os judeus de algum outro modo, mas você e seus parentes vão morrer; e quem sabe se foi mesmo para uma ocasião como esta que Ele fez você ser escolhida como rainha?" 15 - Então Ester mandou responder a Mordecai: 16 - "Vá e ajunte todos os judeus de Susã; façam jejum por minha causa; não comam nem bebam nada durante três dias e três noites; eu e as minhas criadas vamos fazer à mesma coisa; e depois, embora seja proibido, vou entrar e falar com o rei; se ele mandar matar-me, paciência; eu morro e pronto." 17 - Então Mordecai saiu dali e fez conforme Ester mandou. CAPÍTULO – 05 1 - TRÊS DIAS DEPOIS Ester vestiu seus vestidos reais e entrou no pátio interior do palácio do rei, que ficava bem em frente do salão real. O rei estava sentado no trono real. 2 - Quando ele viu a rainha Ester parada ali no pátio, ficou muito contente, fez sinal com o cetro e mandou que ela se aproximasse. Ester se aproximou e com a mão tocou a ponta do cetro. 3 - Então o rei perguntou a ela: "O que você deseja rainha Ester? Qual é o seu pedido? Eu atenderei mesmo que peça a metade do meu reino!”. 4 - E Ester respondeu: "Se for do agrado de Vossa Majestade, quero que o rei e Hamã venham hoje a um jantar que preparei.”. 5 - O rei virou-se para os seus ajudantes, dizendo: "Digam a Hamã para se aprontar depressa!" O rei e Hamã foram ao jantar de Ester. 6 - Enquanto serviam o vinho, o rei disse a Ester: "Agora me diga o que é que você deseja, e eu mandarei fazer a sua vontade. Darei a você até mesmo a metade do meu reino!”. 7 e 8 - Ester respondeu: "O que quero, o meu maior desejo, é que se Vossa Majestade me ama, e quer atender o meu pedido, venha amanhã outra vez e traga Hamã ao jantar que vou oferecer. E amanhã vou explicar ao rei do que se trata." 9 - Hamã saiu do jantar, muito feliz! Mas quando viu Mordecai ali na porta, e Mordecai não se levantou nem tremeu de medo diante dele, ficou com muita raiva. 10 - Hamã procurou, porém não dar importância ao fato e foi para casa, mandando chamar seus amigos, e também sua mulher Zeres. 11 - Hamã falou com eles a respeito da riqueza que possuía, dos muitos filhos que tinha, das promoções que o rei lhe havia concedido, e como era agora o homem mais importante do reino. 12 - Finalmente anunciou com muito orgulho: "Sim, é verdade, a rainha Ester convidou somente ao rei e a mim para o jantar que ela preparou; e estamos convidados para outro jantar amanhã!" 13 - Depois ele disse mais estas palavras: "Porém tudo isto perde o valor quando vejo o judeu Mordecai sentado bem em frente do portão do rei, sem curvar-se diante de mim." 14 - Então Zeres, sua mulher, e todos os seus amigos disseram a Hamã: "Mande fazer uma forca de uns vinte metros de altura, e de manhã peça ao rei que dê a você licença para enforcar Mordecai, depois disso você pode ir sossegado com o rei ao jantar". Hamã gostou muito desta idéia e mandou fazer a forca. CAPITULO 06 1 e 2 - NAQUELA NOITE O rei não conseguia dormir. Então mandou trazer o livro que contava a história dos acontecimentos importantes do reino, e um secretário leu o livro diante do rei. Um desses acontecimentos importantes contava que Mordecai descobriu o plano de Bigtã e Teres, dois dos ajudantes de confiança do rei, guardas do portão do palácio, e o plano deles para matar o rei Assuero. 3 - "Qual o prêmio que Mordecai recebeu por isso?" perguntou o rei. E os seus oficiais disseram: "Ele não recebeu nada!" 4 - "Quem está de serviço no pátio de fora?" perguntou o rei. Assim que o rei acabou de fazer a pergunta, aconteceu que Hamã tinha chegado naquele instante ao pátio de fora do palácio a fim de pedir ao rei que mandasse enforcar Mordecai na forca que ele mandou fazer. 5 - Por isso os oficiais disseram ao rei: "Hamã está lá fora". "Digam a ele para entrar," foi a ordem do rei. 6 - Então Hamã entrou e o rei disse a ele: "O que devo fazer para honrar um homem que verdadeiramente me agrada?" Hamã pensou: "Acho que eu sou o único homem a quem o rei deseja honrar." 7 e 8 - Por isso ele respondeu: "Se o rei quer honrar a alguém, mande trazer algumas roupas reais que o próprio rei costuma usar, e o cavalo em que o rei costuma andar montado, e a coroa real, 9 - e mande um dos príncipes mais importantes do reino vestir o homem com aquelas roupas; e depois ele deve levar o homem pelas ruas da cidade montado no próprio cavalo do rei, e dizer em voz alta diante dele: 'É assim que o rei honra as pessoas que verdadeiramente ele deseja honrar!' 10 - "Ótimo!" disse o rei a Hamã. "Ande depressa, pegue essas roupas, o meu cavalo, e assim como você disse que se devia fazer, faça ao judeu Mordecai, que está sentado no portão do palácio do rei. Faça tudo direitinho como você disse; não se esqueça de nada." 11 - Então Hamã pegou as roupas, vestiu a Mordecai, trouxe o cavalo, Mordecai montou nele, e Hamã levou a Mordecai pelas ruas da cidade, falando em voz alta diante dele: "É assim que o rei honra as pessoas que verdadeiramente ele deseja honrar." 12 - Depois disto Mordecai voltou para o seu trabalho, mas Hamã voltou correndo para casa completamente humilhado. 13 - Quando Hamã contou a Zeres, sua mulher, e aos seus amigos o que tinha acontecido, eles disseram: "Se Mordecai é judeu, você não vai lucrar nada em fazer planos contra ele. Você é que vai ficar prejudicado." 14 - Enquanto ainda estavam discutindo o assunto, chegaram os ajudantes do rei para levar Hamã, com toda pressa, ao jantar que Ester tinha preparado. CAPITULO 07 1 - ENTÃO O REI e Hamã vieram ao jantar de Ester. 2 - Outra vez, enquanto serviam o vinho, o rei perguntou a ela: "Qual é o seu pedido, rainha Ester? Que é que você quer? Seja o que for eu darei a você, mesmo que seja a metade do meu reino!" 3 - Por fim a rainha Ester respondeu: "Se eu posso contar com o favor do rei, e se for do agrado de Vossa Majestade, salve a minha vida e a vida do meu povo”. 4 – “Pois eu e o meu povo fomos vendidos aos homens que querem acabar com a nossa vida. Vamos ser destruídos e assassinados. Se apenas nos tivessem vendido como escravos, eu não ia dizer nada, ficava quieta, mas mesmo assim o rei seria muito prejudicado, não havendo dinheiro que cobrisse o seu prejuízo." 5 - "Que conversa é essa?" perguntou o rei Assuero? "Quem teria coragem de tocar em você?" 6 - Ester respondeu: "Este inimigo mau é Hamã." Então Hamã começou a ficar branco de medo, diante do rei e da rainha. 7 - O rei ficou zangado e saiu para o jardim do palácio, enquanto Hamã se levantou para pedir que a rainha Ester tivesse pena dele e não deixasse que fosse morto, pois sentia que estava perdido! 8 - Desesperado, ele atirou-se sobre o sofá onde a rainha Ester estava sentada, e nesse momento o rei voltava do jardim do palácio. "Será que ele quer abusar da rainha aqui no palácio, diante dos meus próprios olhos?" gritou o rei. Sem demorar nem um minuto, os criados cobriram o rosto de Hamã com um pano! 9 - Então Harbona, um dos homens de confiança do rei, disse: "Majestade, Hamã deu ordens para construir uma forca de mais de vinte metros de altura, para enforcar Mordecai, o homem que salvou o rei de ser assassinado! A forca está no quintal de Hamã." Então o rei deu esta ordem: "Enforquem Hamã nela". 10 - Fizeram como o rei mandou, e com isso passou a raiva do rei. CAPITULO 08 1 - NAQUELE MESMO DIA o rei Assuero deu à rainha Ester a casa que tinha sido de Hamã, o inimigo dos judeus. Mordecai foi trazido diante do rei, porque Ester contou que Mordecai era primo dela e pai de criação. 2 - O rei tirou o seu anel, que ele tinha tomado de Hamã, e deu a Mordecai. E Ester deu a Mordecai a responsabilidade de tomar conta da casa de Hamã. 3 - Agora, mais uma vez, Ester veio perante o rei, e se ajoelhou aos pés dele, pedindo com lágrimas nos olhos que mandasse suspender o plano de Hamã contra os judeus. 4 - De novo o rei fez sinal para Ester com o cetro de ouro. Então ela se levantou e ficou de pé diante dele, 5 - e disse: "Se for do agrado de Vossa Majestade, e se Vossa Majestade me ama, por favor, mande uma ordem para que não seja obedecido o plano de Hamã, filho de Hamedata, de destruir os judeus em todas as províncias do rei. 6 - Pois como é que eu posso suportar ver o meu povo assassinado e destruído?" 7 - Então o Rei Assuero disse à rainha Ester e ao judeu Mordecai: “Já dei a Ester o palácio de Hamã e ele foi enforcado porque tentou matar vocês”. 8 – “Agora, escrevam aos judeus, dizendo a eles o que vocês quiserem dizer em nome do rei, e coloquem no escrito o sinal do selo do rei, de modo que nunca perca o valor”. 9 a 10 - Imediatamente foram chamados os secretários do rei, no dia 23 do mês de julho, e eles escreviam conforme Mordecai ia falando. Era uma lei para os judeus e para os oficiais, os governadores e os príncipes de todas as províncias, desde a Índia até à Etiópia, num total de 127 províncias. A lei foi escrita na linguagem que o povo de cada província podia entender. Mordecai escreveu o nome do rei Assuero; marcou a lei com o anel de Assuero e mandou as cartas por meio de mensageiros montados em camelos, mulas, e outros animais usados no serviço do rei. 11 - Esta lei dava licença aos judeus em toda parte para se unirem em defesa de suas vidas e suas famílias, para destruírem todos os que viessem com armas contra eles, e para tomarem as propriedades desses inimigos. 12 - O dia escolhido para fazer isto em todas as províncias do rei Assuero foi 28 de fevereiro. 13 - A carta ainda dizia que se devia mandar uma cópia dessa lei a todos os povos, a fim de que os judeus se preparassem para vencer os inimigos. 14 - Então os portadores das cartas saíram com toda pressa, montados em animais que se usavam no serviço do rei, levando a ordem do rei. A mesma lei também foi publicada na capital, em Susã. 15 - Então Mordecai vestiu as roupas reais de cores azul e branco, trazendo a grande coroa de ouro, com uma vestimenta especial feita de linho da melhor qualidade e púrpura, e saiu da presença do rei pelas ruas da cidade, que estavam cheias de gente, gritando de alegria. 16 - Os judeus sentiram muita felicidade, muita alegria, e eram honrados em toda parte. 17 - Também em cada cidade e província, quando chegava à ordem do rei, os judeus se enchiam de alegria, faziam uma grande festa e declaravam feriado aquele dia. E muitos dos povos da terra fingiam ser judeus, porque tinham medo do que os judeus pudessem fazer a eles. CAPITULO 09 1 a 2 - ASSIM, NO DIA 28 de fevereiro, o dia em que as duas ordens do rei deviam ser cumpridas - o dia em que os inimigos dos judeus esperavam matá-los - aconteceu exatamente o contrário. Os judeus se reuniram em suas cidades por todas as províncias do rei para se de fenderem contra qualquer pessoa que procurasse fazer mal a eles. Mas ninguém apareceu para fazer mal, pois todos estavam com muito medo! 3 - Todas as autoridades das províncias - os governadores, os oficiais e os ajudantes - defenderam os judeus por causa do medo que tinham de Mordecai! 4 - Porque Mordecai era um nome muito importante no palácio do rei e a fama dele era conhecida em todas as províncias! E ele ia ficando cada vez mais importante! 5 - Mas os judeus continuaram com o seu plano naquele dia marcado e mataram os seus inimigos. 6 - Em Susã eles mataram 500 homens. 7 a 10 - Também mataram os dez filhos de Hamã (filho de Hamedata), o inimigo dos judeus: Parsandata, Dalfom, Aspata, Porata, Adalia, Aridata, Farmasta, Arisai, Aridai e Vaisata. Porém eles não procuraram tomar a propriedade de Hamã. 11 - Naquela noite, quando contaram ao rei qual era o número dos que foram mortos em Susã, a capital, 12 - ele chamou a rainha Ester e disse a ela: "Os judeus mataram 500 homens só em Susã, e também os dez filhos de Hamã. Se eles fizeram isso aqui, o que será que eles fizeram no resto das províncias? E agora, que mais você deseja? O que você quiser, será dado. Diga o que é, e eu faço o que você quiser." 13 - E Ester disse: "Se for do agrado de Vossa Majestade, deixe os judeus que estão aqui em Susã fazerem de novo amanhã o que eles fizeram hoje, e dê licença para que os dez filhos de Hamã sejam pendurados na forca." 14 - O rei concordou, foi anunciada em Susã a ordem real, e os corpos dos dez filhos de Hamã foram pendurados. 15 - Depois os judeus de Susã se ajuntaram no dia seguinte e mataram mais 300 homens. Mas também dessa vez não tomaram nenhuma propriedade. 16 - Nesse meio tempo, os outros judeus que moravam em todas as províncias do rei Assuero se ajuntaram para defender suas vidas e destruíram todos os inimigos, matando setenta e cinco mil dos que odiavam os judeus. Porém eles não tomaram as propriedades dos inimigos. 17 - Isto foi feito em todas as províncias no dia 28 de fevereiro, e no dia seguinte descansaram, comemorando a vitória com festas e alegria. 18 - Porém os judeus de Susã continuaram matando os inimigos também no segundo dia, e descansaram no dia seguinte, com festas e alegria. 19 - É por isso que os judeus das vilas que não eram cercadas de muros, em todo o país de Israel, até hoje fazem uma festa todos os anos no segundo dia, quando se alegram e mandam presentes uns aos outros. 20 - Mordecai escreveu uma história de todos esses acontecimentos, e mandou cartas para os judeus que moravam perto e para os que moravam longe, em todas as províncias do rei Assuero, 21 - dando ordens a eles para declararem um feriado anual nos últimos dias do mês, 22 - e comemorar com festas, alegria e presentes para os pobres este dia importante da história dos judeus. Pois eles foram salvos dos inimigos, e suas tristezas se transformaram em alegria e o luto em felicidade. 23 - Então os judeus aceitaram as ordens de Mordecai e começaram este costume que se repete todos os anos, 24 e 25 - como uma lembrança do tempo em que Hamã (filho de Hamedata, o agagita), o inimigo dos judeus, tinha planejado destruir o povo judeu, escolhendo o dia da destruição por meio de jogo de dados. Para lembrar aos judeus que o plano de Hamã virou contra ele mesmo, e ele e os seus filhos foram pendurados numa forca. 26 - É por isso que essa festa tem o nome de "Purim", porque "pur" é a palavra que se usa na língua dos persas para significar "jogo de dados". 27 - Todos os judeus em todo o reino concordaram em começar este costume e passar para os seus filhos e para todos os que se tornarem judeus. Eles prometeram que nunca deixariam de festejar esses dois dias numa data escolhida todos os anos. 28 - Seria um acontecimento anual que passaria de uma geração para outra, comemorado por todas as famílias que moravam nos campos e nas cidades do império. Deste modo a lembrança do que havia acontecido nunca ia desaparecer da raça dos judeus. 29 a 31 - Nesse meio tempo, a rainha Ester - filha de Abiail e mais tarde filha de criação do judeu Mordecai - escreveu uma carta dando todo o seu apoio de rainha à carta de Mordecai, que recomendava comemorar todos os anos a festa de Purim. Além disso, foram enviadas cartas a todos os judeus das cento e vinte e sete províncias do rei Assuero com palavras de boa vontade, e encorajando os judeus a confirmarem esses dois dias todos os anos como a festa de Purim, ordenada pelo judeu Mordecai e pela rainha Ester. Na verdade, os próprios judeus já tinham estabelecido este costume como lembrança do tempo em que ficaram sem comer e fizeram oração para resolver o problema deles. 32 - Assim a ordem de Ester confirmava essas datas e foi registrada como lei. CAPITULO 10 1 - O REI ASSUERO não só ordenou a cobrança de impostos sobre as terras, mas também sobre as ilhas do mar. 2 - As grandes ações do rei e também a história completa da grandeza de Mordecai e das honras que o rei concedeu a ele estão escritas no Livro das Histórias dos Reis da Média e da Pérsia. 3 - O judeu Mordecai era o homem mais importante, com autoridade quase igual à do rei Assuero. Ele era, sem dúvida, muito importante entre os judeus, e todos o respeitavam porque ele fez o melhor que pôde a favor do seu povo, e no palácio ele era um amigo para todos eles. JÓ CAPITULO 1 1 - TERRA DE UZ viveu um homem chamado Jó. Ele era justo, pois obedecia a Deus e se esforçava para nunca praticar o mal. 2 - Jó tinha uma família bem grande, sete filhos e três filhas. 3 - Além disso, era muito rico! Era o homem mais rico e poderoso daquela terra, pois tinha sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois, quinhentas mulas e um grande número de empregados e escravos. 4 - Quando um dos filhos de Jó fazia aniversário, todos os irmãos e irmãs se reuniam para uma grande festa, com bastante comida e bebida. 5 - Às vezes essas festas duravam vários dias. Quando terminavam, Jó reunia todos os seus filhos e oferecia sacrifícios para cada um, cedo de manhã, pedindo o perdão de Deus para eles. A razão que Jó tinha para fazer isso era a seguinte: "É possível que meus filhos tenham pecado e ofendido a Deus em seus pensamentos". Por isso, Jó repetia esses sacrifícios depois de cada festa. 6 - Numa certa ocasião, quando os anjos se reuniram na presença do Senhor, Satanás, o Acusador, estava entre eles. 7 - E o Senhor perguntou a ele: "De onde você vem?” Satanás respondeu: "Estive rodeando a terra, observando os homens”. 8 - "Você observou bem a meu servo Jó?” Perguntou o Senhor. "Não há homem igual a ele em toda a terra, tão sincero e justo, obediente a Deus e cuidadoso para não cometer pecado!" 9 - "Jó tem razão para isso”, respondeu Satanás. 10 - Ó Senhor deu a ele do bom e do melhor, protegendo Jó e sua família de todos os males e tristezas e fazendo dele um homem riquíssimo! Não é sem razão que Jó obedece! 11 - Experimente, porém, tirar todas as riquezas e os bens que o Senhor deu a Jó; ele vai se revoltar e dizer coisas horríveis contra o Senhor!" 12 - E o Senhor respondeu a Satanás: "Você pode destruir tudo o que Eu dei a Jó, mas não toque no corpo e na saúde dele”. Assim, Satanás partiu e entrou em ação. 13 - Pouco tempo depois, quando os irmãos e irmãs estavam todos reunidos, comemorando na casa do filho mais velho, começou a desgraça de Jó. 14 e 15 - Um empregado chegou correndo à casa de Jó e disse: "Estávamos na fazenda, arando a terra com os bois, enquanto as mulas pastavam no campo. De repente, um bando de ladrões sabeus atacou e matou os empregados e roubou o seu gado. Só eu escapei e vim correndo trazer a notícia." 16 - O primeiro empregado ainda não tinha terminado de falar quando chegou outro, trazendo más notícias. "Estávamos tomando conta das ovelhas e, de repente, um fogo, vindo do céu, caiu em cima de nós e das ovelhas! Todos morreram! Sô eu consegui escapar e vim correndo trazer a notícia." 17 - Enquanto o segundo ainda estava falando, chegou correndo um terceiro empregado e anunciou: "Três grupos de bandidos caldeus atacaram os empregados que tomavam conta dos camelos! Roubaram os animais e mataram todos, menos eu, que consegui escapar para trazer as notícias!" 18 - Mal esse homem tinha terminado de falar, chegou outro e disse: "Seus filhos e filhas estavam festejando na casa do irmão mais velho. 19 - De repente, surgiu uma terrível ventania vinda do deserto; a ventania derrubou o telhado e assim todos morreram: só eu escapei com vida e vim correndo para dar a notícia!" 20 - Então Jó se levantou, cheio de tristeza, rasgou suas roupas e raspou a cabeça, em sinal de profundo sofrimento. Depois, ajoelhou-se, colocou o rosto junto ao chão e adorou a Deus, dizendo: 21 - "Quando cheguei a este mundo estava nu e nada possuía. É assim que vou partir. O Senhor me deu tudo quanto eu tinha e agora tomou de volta. Glória ao Senhor! Bendito seja Ele!" 22 - Mesmo no meio de tanta desgraça, Jó não pecou nem disse que Deus era culpado do seu sofrimento. CAPITULO 2 1 - NUMA CERTA OCASIÃO, quando os anjos reuniram na presença do Senhor, Satanás estava entre eles, mais uma vez. 2 - De onde você vem?" perguntou o Senhor a Satanás. "Estive rodeando a terra e observando os homens" , foi a resposta. 3 - "Então você deve ter observado o meu servo Jó," disse o Senhor. "Deve ter percebido que ele é mesmo o homem mais justo de toda a terra, sincero e obediente a Mim, cuidadoso para não cometer pecado algum. Jó ainda Me ama de coração, apesar de Eu ter permitido que você tirasse tudo que ele possuía, inclusive os filhos." 4 - Satanás respondeu ao Senhor: "Cada um cuida de sua própria pele! Qualquer um ficaria satisfeito de perder tudo o que tem se em troca puder conservar sua vida. 5 - Mas se o Senhor estender a mão e tirar a saúde de Jó, ele acabará negando e amaldiçoando a Deus abertamente!" 6 - E o Senhor disse a Satanás: "Está bem! Faça o que quiser com ele mas não tire a sua vida!" 7 - Então Satanás partiu da presença do Senhor e lançou uma terrível doença sobre Jó. O corpo de Jó ficou inteiramente coberto de feridas abertas e cheias de pus, dos pés à cabeça. 8 - Sofrendo muito, Jó se sentou sobre um monte de cinzas e, com um caco de barro, começou a coçar suas feridas. 9 - A esposa de Jó, revoltada, exclamou: "Você ainda vai tentar ser muito religioso, mesmo depois de tudo o que Deus nos fez? O melhor que você tem a fazer é amaldiçoar a Deus e morrer!" 10 - Mas Jó respondeu: "O que você está falando é loucura completa. Já recebemos tantas coisas boas de Deus, porque não receber também o sofrimento e a dor?" E mesmo diante de mais este sofrimento terrível Jó não disse uma palavra má contra Deus. 11 - Três amigos de Jó ouviram sobre o que tinha acontecido a ele e planejaram fazer-lhe uma visita, para dar um pouco de consolo e ânimo. Os nomes desses três amigos eram Elifaz, da cidade de Temã, Bildade, da cidade de Suá e Zofar, da cidade de Naama. 12 - Quando os três viram Jó, de longe, não reconheceram seu amigo, de tão mudado que estava. Cheios de tristeza, rasgaram suas roupas e, chorando bem alto, jogaram poeira para cima. 13 - Durante os sete dias seguintes, os três se sentaram junto com Jó, sobre a cinza, sem dizer uma única palavra, porque viram que a dor de Já era grande demais e falar não ajudaria em nada. CAPITULO 3 1 - FINALMENTE, JÓ COMEÇOU a falar e amaldiçoou o dia em que tinha nascido. 2 e 3 - "Maldito seja o dia em que eu nasci! Maldita seja a noite em que eu vim ao mundo!" disse ele. 4 - "Espero que esse dia seja transformado em trevas profundas e até Deus, lá no céu, se esqueça dele e não deixe o sol brilhar”. 5 - “Espero que ele fique para sempre encoberto por nuvens escuras, preso para sempre em profunda escuridão”. 6 - “Que aquela noite, seja escura e fria! Tomara que ela não seja contada entre os dias do ano!” 7 - “Mas seja para sempre fria e triste! Tomara que ninguém mais nasça naquela noite!” 8 - “Roguem pragas e maldições sobre ela às pessoas que conhecem palavras secretas e misteriosas para amaldiçoar. 9 - Que todas as estrelas se apaguem nessa noite! Tomara que ela espere a luz da manhã, mas o sol não apareça no horizonte! 10 - “Maldita seja essa noite que não me impediu de nascer e me obrigou a passar por todo este sofrimento!” 11 e 12 - "Quem me dera morrer antes de ter nascido! Seria tão bom se eu tivesse morrido pelo menos na hora em que nasci! Por que minha mãe me colocou em seu colo? Por que ela me deu de mamar? 13 - Se eu tivesse morrido assim que nasci estaria feliz agora, descansando em paz, 14 - junto com os reis e ministros que prepararam grandes e ricas sepulturas para si. 15 - Quem sabe estaria lado a lado com ricos príncipes que viviam em belos palácios cheios de prata e ouro! 16 - Ah, se eu tivesse morrido enquanto ainda estava no ventre de minha mãe, sem nunca ter visto a luz do sol! 17 - Porque depois da morte os perversos já não podem mais praticar suas maldades; quando morrem, os que viveram sofrendo podem descansar. 18 - Depois da morte, os presos já não escutam as ameaças dos guardas da prisão e ficam em plena liberdade. 19 - Depois da morte, todos são iguais, ricos e pobres. O escravo finalmente fica livre de seu dono. 20 - Ah, por que deixar os infelizes saberem o que é a vida? Por que deixar os sofredores viverem, 21 - quando eles desejam tanto a morte? Por que ela não vem? Para os desesperados a morte vale mais que um tesouro! 22 - Que alegria para eles encontrar alívio e descanso numa sepultura! 23 - Por que deixar viver um homem que só terá sofrimento, uma vida que Deus cercou de tristeza por todos os lados? 24 - De tanto chorar e gemer, nem consigo comer! Minhas lágrimas correm como uma fonte! 25 - A desgraça que eu tanto temia acabou caindo sobre mim! 26 - Não tenho paz, nem alívio de meus sofrimentos; só dor e tristeza. CAPITULO 4 1 - QUANDO JÓ ACABOU de falar, Elifaz, natural de Temã, respondeu: 2 - "Será muito difícil para você escutar algumas palavras? Há algumas coisas que eu não posso deixar de lhe dizer. 3 - No passado, você ensinou pessoas que estavam sofrendo a confiar em Deus. 4 - Você ajudou os fracos, caídos e desesperados a tentar mais uma vez, a começar de novo. 5 - No entanto, agora que chegou a sua vez de passar pelos mesmos sofrimentos, você se desespera e perde a vontade de viver! 6 - "Onde está a sua confiança em Deus? Você que vivia uma vida tão santa e justa, onde foi parar sua esperança? 7 - Pense um pouco, homem! Por acaso Deus já destruiu um justo? Ou castigou sem motivo o inocente? 8 - Não! Na minha opinião, os pecadores rebeldes que plantam sementes de maldade por onde passam, esses é que colhem de volta, como castigo de Deus, a maldade que fizeram. 9 - Sim, Deus destrói esses homens na sua ira, da mesma maneira que o calor do sol faz murchar a erva. 10 - Mesmo que eles sejam fortes como leões ferozes, serão destruídos; perderão sua voz poderosa e sua força. 11 - Morrerão de fome, como um leão velho que não pode mais conseguir alimento! Os filhos desses homens serão espalhados, viverão perdidos no mundo. 12 - Uma grande verdade foi revelada a mim, um grande segredo que eu mal consegui ouvir quando me foi contado. 13 - Certa noite, quando todos dormiam, eu tive uma visão que me encheu de pavor. 14 e 15 - De repente, comecei a tremer e senti muito medo; meu corpo inteiro se agitou' quando um espírito apareceu diante de mim. Fiquei arrepiado de medo! 16 – Eu percebi que o espírito estava à minha frente, mas não era possível ver sua forma; parecia uma sombra; um vulto. Então, houve um profundo silêncio e depois uma voz falou: 17 - "Por acaso o homem é justo aos olhos de Deus? Por acaso o homem é inocente aos olhos do seu Criador?" 18 - "Deus não pode confiar nem em seus mensageiros, pois até alguns anjos pecaram! 19 - Que dizer então do homem feito do pó da terra, que Deus pode destruir com a mesma facilidade com que o homem esmaga um inseto? 20 - A vida humana é tão curta! O homem nasce pela manhã e morre ao pôr-do-sol! Morre para sempre e ninguém se importa com isso! 21 - A vida do homem é como uma vela; com um sopro ela se apaga e ele morre sem ao menos ter descoberto a verdadeira razão da vida! CAPITULO 5 1 - "GRITE POR SOCORRO! Ninguém responderá seu pedido de ajuda. Peça ajuda aos anjos, mas será tudo em vão. 2 - Isso porque o pecador é destruído pela sua própria ira, pela ansiedade em resolver seus problemas. 3 - Eu observei a vida do homem que se revolta contra Deus; a princípio tudo vai bem, mas logo vem a desgraça e o sofrimento. 4 - Os filhos do homem rebelde sofrem por causa do pecado do pai; são desprezados pela sociedade e não recebem ajuda de ninguém. 5 - O homem rebelde fica sem o que plantou, porque os ladrões roubam tudo; tudo que ele ajuntar acabará no bolso de gente desonesta. 6 - Todo esse sofrimento não acontece por acaso; é o resultado das ações do homem revoltado contra Deus. 7 - E esse é o fim da vida humana, tristeza e frustração; isso é tão natural quanto às faíscas de uma fogueira voarem para cima. 8 - Vou lhe dar um conselho: procure a Deus e confesse a Ele os seus pecados, 9 - pois Ele, faz maravilhas, milagres que nem se pode explicar. 10 - Ele manda a chuva cair sobre a terra e regar os campos, 11 - para dar alimento e alegria aos pobres e necessitados. 12 - Ele acaba com os planos de homens perversos e não deixa que eles façam as maldades que planejam. 13 - Os perversos acabam sendo destruídos pela sua própria maldade; seus planos violentos são cortados por Deus. 14 - Em pleno dia eles andarão aos tropeções, com os cegos; a luz do dia será tão escura quanto à meia-noite! 15 - Deus salva os órfãos e necessitados dos maus e poderosos. 16 - Sim, há esperança para o pobre porque os perversos serão destruídos pela sua própria maldade. 17 - "Feliz é o homem a quem Deus corrige! Por isso, Jó, não fique reclamando porque o Grande Deus lhe deu esse castigo. 18 - Ele mesmo vai curar a ferida que fez em você. 19 - Ele estará sempre ao seu lado, para o livrar de todos os problemas que surgirem. 20 - "Se houver fome na terra, Ele lhe dará comida. Ele lhe dará proteção contra os perigos da guerra. 21 - Ele cuidará para que você não seja destruído por palavras mentirosas. Assim, mesmo em meio a grandes sofrimentos, você viverá tranqüilo. 22 - "Sim, você rirá da guerra e da fome e não terá medo dos animais. ferozes. 23 - Deus fará com que as pedras do campo, sejam úteis para você e os animais do campo serão seus amigos. 24 - Você pode ter certeza de que a paz guardará sua casa e você não terá prejuízo em nenhum de seus negócios. 25 - Sua família se tornará muito grande e poderosa na terra, com tanta gente que será impossível contar. 26 - A morte chegará na hora certa, quando você já tiver vivido uma vida longa e feliz, como o trigo que se colhe quando está maduro. 27 - Eu venho observando a vida por muito tempo e sei que o que lhe disse é a pura verdade. Para seu próprio bem, ouça e aproveite o meu conselho. CAPITULO 6 1 - E JÓ RESPONDEU assim a seu amigo Elifaz: 2 e 3 - Ah, se alguém pudesse pesar numa balança o meu lamento e o meu sofrimento, você veriam que a minha dor é mais pesada que toda a areia das praias deste mundo. Por isso é que falei depressa demais, reclamando. 4 - Sim, pois o Grande Deus me castigou com as suas flechas e a minha alma está envenenada por causa delas. Sim, Deus me castigou com toda espécie de sofrimento e dor. 5 - Não estou reclamando à toa: pense bem, por acaso o jumento ou o boi reclama quando tem bastante capim para comer? Claro que não! 6 - Por acaso se comem sem sal as comidas que não tem gosto, a clara do ovo por exemplo? 7 - É isso que aconteceu comigo; o que antes eu desprezava, agora sou obrigado a comer, por mais desagradável que seja. 8 - Quem dera que Deus ouvisse meus pedidos e atendesse o meu desejo! 9 - Quem dera que Ele me esmagasse com sua mão em vez de me deixar sofrendo tanto! 10 - Assim, mesmo sofrendo e morrendo, eu ainda teria um consolo; estou inocente diante do Santo Deus pois não desobedeci a sua palavra. 11 - Por que Ele demora tanto em me tirar a vida? Eu já não tenho mais forças para continuar vivendo! Por que demorar tanto se o meu fim é certo? 12 - Será que Deus pensa que sou feito de pedra, ou de bronze, que não sinto dor e não tenho emoções? 13 - Não, eu morrerei sem receber ajuda e não tenho mais nada que possa me valer neste sofrimento! 14 - O amigo deve mostrar compreensão e ajuda na hora da dificuldade mas vocês estão me tratando como eu tivesse negado a Deus e me revoltado contra Ele. 15 - Sim, vocês que são como irmãos para mim, acabaram me tratando falsamente. Vocês foram como os riachos que correm montanha abaixo, até o fundo dos vales. 16 a 18 - Quando a neve e o gelo do inverno derretem, eles correm cheios e rápidos mas quando vem o calor do verão eles desaparecem. As caravanas saem de seu rumo para procurar água, mas nada encontram, e os comerciantes acabam morrendo de sede. 19 a 21 - As caravanas de comerciantes vindos de Temã e Sabá procuram esses riachos mas acabam sendo enganadas pois não encontram água para beber. Vocês foram como esses riachos para mim; eu esperava encontrar ajuda mas vocês se afastaram, espantados com a minha desgraça. 22 - Por que? Por acaso eu pedi alguma coisa, algum consolo ou alguma ajuda? 23 - Por acaso pedi que vocês me livrassem desse sofrimento que Deus me deu? 24 - Tudo que eu quero é uma explicação para todo esse sofrimento; eu me calarei se alguém me explicar onde foi que desobedeci a Deus! 25 e 26 - Suas palavras são muito bonitas e poderiam me convencer se eu estivesse errado; mas, quanto a mim, suas palavras não valeram nada! De que adianta vocês me condenarem por um lamento que eu soltei numa hora de profundo desespero? 27 - Isso é tão feio quanto vender um órfão como escravo ou trair o melhor amigo por um punhado de dinheiro. 28 - Olhem para mim, por favor! Eu não seria capaz de mentir para vocês, meus amigos! 29 - Não me considerem culpado tão depressa! Julguem o meu caso mais uma vez e sejam bem sinceros; vocês verão que não mereço este sofrimento. 30 - Ou vocês pensam que já não sei mais ver o que é certo e o que é errado? Eu seria o primeiro a admitir o meu erro se tivesse cometido algum pecado! CAPITULO 7 1 - AH, ESSA NOSSA VIDA é longa e cheia de canseira, como a vida de um escravo! 2 - Como o lavrador espera ansioso por um descanso, à sombra de uma árvore; como o empregado espera ansioso o dia do pagamento, 3 - eu esperava ter uma velhice calma e tranqüila mas recebi meses e meses de sofrimento, e longas noites cheias de dor e aflição. 4 - Quando vou me deitar, penso: 'Quem dera que já fosse de manhã!' mas a noite é comprida e eu me viro de um lado para outro na cama, sem poder dormir. 5 - "Minha pele está coberta de vermes e de uma casca escura. Feridas antigas voltam a se abrir e ficam cheias de pus. 6 - Minha vida se acaba rapidamente, veloz como o vento. Meus dias são vazios e sem esperança. 7 - Minha vida é breve como um sopro e eu nunca mais voltarei a ser feliz. 8 - Em breve, meus amigos não me verão mais. O Senhor Deus não me verá mais no reino dos vivos. 9 - Como a neblina que desaparece com o calor, os que vão para o reino dos mortos não voltam mais a este mundo; 10 - deixam para trás sua família e a casa onde viviam, para nunca mais voltar. 11 - Por tudo isso tenho de lamentar, falar da tristeza do meu coração e da aflição da minha alma. 12 - Ó Deus, por acaso sou eu um monstro, furioso como o mar, para que me persiga e vigie assim sem parar? 13 e 14 - Quando vou dormir penso que o sono me fará esquecer a dor e o sofrimento, mas, o Senhor me assusta com pesadelos horríveis. 15 - Ah, eu prefiro morrer estrangulado a viver sofrendo desse jeito! 16 – Já estou cansado da minha vida; é melhor morrer de uma vez. Deixe-me ficar só, ao menos nestes últimos dias de vida. 17 - Afinal de contas, o que é o homem para que se interesse tanto por ele e vigie cada um de seus passos? 18 - Por que o Senhor coloca o homem à prova a cada novo dia, como um juiz severo? 19 - Até quando vai me vigiar? Quando me dará tempo para fazer as coisas simples da vida sem ser vigiado? 20 - "Será que o meu pecado incomoda tanto, ó Deus-Vigia, Observador da humanidade? Por que me escolheu para alvo das suas flechas? Por que fez da minha vida um fardo tão pesado? 21 - Por que não perdoa o meu pecado e não tira das minhas costas o peso da minha desobediência? Em breve eu me deitarei para dormir o sono eterno; o Senhor procurará entre os vivos mas não me encontrará. CAPITULO 8 1 - ENTÃO, BILDADE, o suíta respondeu a Jó: 2 - Até quando você vai continuar falando desse jeito, Jó? Soprando palavras furiosas como um vento forte? 3 - Você acha que Deus, o Grande Deus, seria capaz de cometer uma injustiça e torcer o que é certo? 4 - Se os seus filhos sofreram tudo isso, foi porque desobedeceram a Deus e sofreram as conseqüências de seu pecado. 5 - Mas agora, se você procurar a Deus e pedir ao Senhor misericórdia, 6 - se você for sincero e justo, Ele não demorará em lhe dar ajuda e devolver um lar justo e feliz. 7 - E você verá que o que tinha antes era pouco, comparado com o que Deus lhe dará. 8 - Lembre-se do que aconteceu no passado, a outras gerações, a seus antigos parentes! 9 - A nossa vida é muito curta, como uma sombra e a nossa experiência muito pequena. 10 - Por isso, aprenda com os homens do passado; eles lhe ensinarão com sabedoria estas grandes verdades: 11 a 13 - Os homens que se esquecem de Deus são como as varas que crescem à beira dos rios e lagos. Quando acaba a água, e a lama onde vivem endurece, elas murcham e morrem depressa, antes mesmo de serem colhidas pelo homem. Os planos de quem se esquece de Deus falharão todos! 14 - O homem sem Deus não tem segurança; sua vida se sustenta numa teia de aranha, muito frágil. 15 - Ele procura se apoiar em suas riquezas e na proteção de sua casa, mas, tudo isso virá abaixo e será destruí do junto com ele. 16 - No começo de sua vida ele cresce depressa como uma planta nova e se espalha pelo jardim; 17 - suas raízes se espalham por toda parte, entre os montões de pedras e os muros altos. 18 - Mas, quando Deus castiga esse homem, ele desaparece como uma planta que foi arrancada e ninguém sente falta dele. 19 - Esse é o triste resultado da vida de quem se esquece de Deus! E quando um deles desaparece, surgem outros para tomar seu lugar. 20 - Mas veja bem! Deus não abandonará o homem justo e sincero da mesma maneira que nunca ajudará o pecador rebelde. 21 - Ele encherá ainda a sua vida de risos e exclamações alegres. 22 - Quem tem ódio de você será envergonhado e os perversos serão destruídos! CAPITULO 9 1 - E JÓ RESPONDEU a Bildade dizendo: 2 - "Eu sei disso muito bem, não é novidade. Eu sei que é impossível para o homem ser considerado inocente perante Deus. 3 - Se Deus quisesse pedir contas ao homem, seria possível responder sequer uma das mil perguntas que Ele fizesse? 4 - Deus é muito sábio e poderoso; ninguém é capaz de desobedecer a Ele e ser feliz nesta vida. 5 - "Na sua ira, Ele é capaz de mover e destruir montanhas tão depressa que nem se pode ver. 6 - Ele pode sacudir os alicerces da terra e tirar, este mundo de seu lugar. 7 - Se Ele mandar, o sol não nasce e as estrelas não brilham. 8 - Sozinho, Ele formou os céus! Ele anda sobre as grandes ondas do oceano. 9 - Ele criou as grandes estrelas e os grupos de estrelas como a Ursa Maior, o Órion e o Sete-Estrelo, além dos astros que brilham nos céus do Sul. 10 - "Ele realiza grandes milagres, tantos que é impossível contar e ver! 11 - Ele está sempre perto de mim mas, não o consigo ver; vai sempre adiante em meu caminho mas não o posso ver. 12 – Quando Ele decide tirar a vida de alguém, quem é capaz de impedir, quem pode dizer 'Não"!? 13 - "Deus não deixa de cumprir o castigo que sua ira exige. Ele esmaga os príncipes de nações poderosas, como o Egito. 14 - Quem SOU eu, pois, para pedir satisfações ao Grande Deus? 15 - Mesmo que eu fosse perfeito não discutiria com Ele; pelo contrário, pediria misericórdia pois, Ele é o meu Juiz. 16 - E mesmo se minhas, orações fossem respondidas, custaria a crer que Ele tivesse dado ouvidos à minha voz. 17 - Porque Ele está me destruindo como uma tempestade violenta e, sem motivo, me castigando com uma doença que piora a cada dia. 18 - Ele nem me deixa respirar, mas enche a minha; vida de amargura. 19 - A verdade, porém, é que somente Ele é Todo-poderoso e justo. 20 - "E eu? Por acaso sou justo? Eu mesmo reconheço que não! E ainda que aos olhos dos homens eu fosse considerado justo. Deus me condenaria. 21 - Eu tenho certeza de estar inocente diante de Deus, mas nem tenho coragem de pensar nisso. Para mim, minha vida não vale nada. 22 - Já não faz diferença, pois Deus castiga do mesmo modo o justo e o pecador. 23 - Ele acha graça quando a desgraça cai sobre o inocente, sem aviso. 24 - Este mundo é dominado por homens perversos e Deus ainda permite que as autoridades fechem os olhos à justiça. Se não é Ele quem causa todo esse mal, quem é, afinal? 25 - Minha vida passou depressa como o vento, meus dias foram cheios de sofrimento e dor. 26 - Minha vida passou de pressa e desapareceu como um barco veloz, como a águia que se lança sobre sua vítima. 27 - Eu posso dizer a mim mesmo: "Esse meu sofrimento não existe; não vou mais reclamar contra Deus, vou esquecer minha tristeza e ficar alegre”. 28 - Nada disso adianta porque as minhas dores não me deixam em paz e porque eu sei que Deus não me considerará inocente, 29 - mas me condenará. Para que então, continuar sofrendo? 30 - Mesmo que eu me lave com a água-mais pura e limpe minhas mãos com soda; cáustica, 31 - eu sei que me afundará na lama e no lodo, ó Deus; e perto de mim, as minhas roupas sujas pareceriam limpas. 32 e 33 - Infelizmente, Deus não é homem, como eu. Se fosse, poderíamos ir ao tribunal e discutir nosso caso, perante um juiz. Mas, não há um juiz capaz de decidir nossas questões com Deus e nos deixar em paz com Ele. 34 - Ah, quem dera que Ele parasse de me castigar! Assim eu não viveria dominado pelo medo, como agora. 35 - Então, poderia falar diretamente com ele sem medo, e dizer: que não sou culpado. CAPITULO 10 1 - JÁ ESTOU CANSADO de viver. Vou abrir meu,coração e contar a todos os meus sofrimentos e a tristeza que enche a minha alma. 2 – Direi a Deus: "Não me condene sem ao menos me dizer por que razão o Senhor me castiga. 3 - O Senhor acha justo que eu receba um castigo tão pesado enquanto os perversos sobem na vida e vivem felizes? Afinal, eu também sou sua criatura. 4 a 7 - Por acaso o Senhor julga como o homem julga? Será que a sua vida é tão curta que tem de me condenar às pressas, por pecados que não cometi? O Senhor sabe muito bem que não sou culpado, mas assim mesmo me castiga porque sabe que ninguém pode me livrar da sua mão. 8 - Com as suas próprias mãos o Senhor me formou, com todo o cuidado, e agora tenta me destruir. 9 - Lembre-se de que sou feito de barro. Por que, agora, quer me reduzir a pó? 10 - O Senhor já me derramou como se eu fosse leite e já me coalhou como queijo. 11 - O Senhor me deu uma estrutura de ossos e cobriu a minha carne de pele. 12 - Na sua bondade, me deu vida e cuidou de mim com carinho. 13 - "Em todo esse tempo, havia um propósito secreto em seu coração; mas agora, eu sei bem qual é esse propósito. 14 - O Senhor me observa de perto para me castigar, sem perdão, ao menor pecado. 15 - Sendo pecador, não tenho esperança de escapar; e se eu fosse justo, isso não me ajudaria em nada. Estou coberto de vergonha e frustração. 16 - Se eu tento afirmar minha inocência o Senhor me persegue como se eu fosse um leão feroz e me castiga com um poder que não posso explicar. 17 - O Senhor me acusa sem parar, vez após vez, e lança sobre mim a sua grande ira; sofro grandes males e dores. 18 - Por que me deixou então nascer? Quem me dera ter morrido antes de nascer! 19 - Eu nunca teria conhecido os sofrimentos desta vida; teria ido direto do ventre de minha mãe para a sepultura. 20 e 21 - Veja como são poucos os dias de vida que eu ainda tenho! Pare de me castigar e deixe-me em paz, ao menos para eu poder descansar um pouco antes de partir para o lugar de onde não voltarei, o reino da escuridão e da morte, 22 - uma região escura, de trevas profundas, o país da sombra e da desordem, onde a própria luz é escura como a meia-noite. CAPÍTULO – 11 1 - ZOFAR, O NAAMATITA, respondeu a Jó: 2 - "Será que toda essa falação vai ficar sem resposta? Será que você vai tentar se justificar com essa conversa? 3 - Você pensa que elogiando a si mesmo será capaz de calar outras pessoas? Pensa que pode zombar e desafiar a Deus sem ser repreendido por alguém? 4 - Você afirma que sua vida e seus pensamentos são perfeitos aos olhos de Deus. 5 - Ah, quem dera que Deus falasse e dissesse o que Ele pensa a respeito de você! 6 - Quem dera que Ele lhe mostrasse tudo que sabe a seu respeito, Jó! Então você conheceria a sabedoria de Deus, tão grande e variada. E fique sabendo disso, Jó: Deus ainda está deixando de lado boa parte de seus pecados sem castigo! 7 - Por acaso você conhece os planos de Deus? É capaz de compreender como Ele é puro e perfeito? 8 - A sabedoria divina é mais alta que os céus; como é que você pretende discutir com Ele? A sabedoria divina é mais profunda que o mar; como é que você pensa em ser mais sábio do que Ele? 9 - Deus é maior do que a terra e que o mar. 10 - Se Ele considera um homem culpado, julga esse homem e lhe dá o castigo merecido, quem poderá impedir? 11 - Deus conhece muito bem os homens vazios, e sem esforço Ele conhece o pecado de cada um. 12 - E você se julga sábio! O homem só será sábio no dia em que a cria de um burro bravo nascer homem! 13 a 15 - Este é o segredo de uma vida tranqüila e sem temor diante de Deus: faça um propósito em seu coração de obedecer a Deus, ore sinceramente a Ele e deixe de lado todos os seus pecados e injustiças. Então você poderá aparecer diante de Deus de cabeça erguida! 16 - Os seus sofrimentos ficarão para trás, como águas passadas, e você nunca mais se lembrará deles. 17 - Sua vida será clara como o meio-dia; as horas que antes eram escuras como a noite se tornarão claras como um dia sem nuvens. 18 - Você viverá tranqüilo e a vida será cheia de esperança. Você dormirá em paz e segurança. 19 - Não haverá inimigos para perturbar o seu sono pois todos vão querer a sua amizade. 20 - Os pecadores rebeldes, por outro lado, se cansarão à procura de uma solução para seus problemas; para eles, a única esperança, o único consolo, é a morte. CAPITULO 12 1 - ESTA FOI A resposta de Jó: 2 - Ao que me parece vocês são os donos da sabedoria, são a voz do povo. 3 - Pois bem, eu também possuo alguma sabedoria; não fico atrás de vocês! Além disso, qualquer um sabe o que vocês estão me dizendo! 4 - Veja o que me aconteceu! Eu era um homem justo e bom; quando eu orava, Deus respondia as minhas orações. Agora, porém, os meus próprios amigos zombam e fazem pouco caso de mim! 5 - Vocês se sentem muito seguros e por isso zombam de quem está sofrendo, empurram quem já está tropeçando! 6 - Além disso, os malvados vivem em paz e os que zombam de Deus vivem em paz e segurança, fazendo da sua própria força um deus. 7-9 - "E quem neste mundo não sabe que Deus determinou e realizou todas essas coisas? Pergunte aos animais do campo, às aves dos céus, aos peixes do mar, à própria terra, e eles todos responderão que foi o Senhor quem quis assim. 10 – Nas mãos de Deus estão as almas de todas as criaturas vivas, a vida de todos os homens. 11 - Assim como eu posso perceber se uma comida é gostosa ou não com a minha boca, meus ouvidos me dizem se suas palavras são verdadeiras ou falsas. 12 - Idade não é garantia de sabedoria; nem todos os velhos conhecem a vida de verdade. 13 - Deus é que possui a sabedoria e o poder! Ele conhece a História de cor e sabe muito bem o que fazer conosco. 14 - O que Deus destrói, ninguém consegue reconstruir! Quando Ele prende um homem em suas mãos, ninguém é capaz de libertar. 15 - Ele segura a chuva e seca as nuvens carregadas de água; se Ele deixa a chuva cair, há enchentes e inundações. 16 - Sim, a Deus pertencem a sabedoria e o poder. A Ele pertencem tanto quem engana como quem é enganado. 17 - Ele mostra para quem quiser ver como são tolos e loucos os conselheiros e juízes da terra. 18 - Ele acaba com a autoridade dos reis e eles são presos como escravos. 19 - Os sacerdotes também são levados como escravos. Deus acaba com o poder das famílias antigas e ricas. 20 - Ele tira dos oradores a capacidade de fazer belos discursos; tira dos idosos a capacidade de dar bons conselhos. 21 - Ele faz os príncipes serem desprezados e enfraquece os poderosos. 22 - Ele mostra bem claramente os planos e pensamentos escondidos, lançando a sua luz sobre as trevas profundas. 23 - Ele torna uma nação poderosa e depois a destrói. Espalha os moradores de um país e depois forma novamente esse mesmo povo. 24 - Ele tira das autoridades a capacidade de entender os problemas de seu país. Os líderes das nações caminham sem destino e sem rumo, como num deserto. 25 - Andam às escuras, tentando achar seu caminho como cegos, tropeçando e caindo como bêbados. CAPITULO 13 1 - "EU SEI MUITO bem do que vocês estão falando. Já vi muitos casos semelhantes e conheço de sobra este problema. 2 - Conheço a vida tão bem quanto vocês; não sou um ignorante. 3 - Por isso é que eu reclamo da minha sorte perante o Grande Deus e tento me defender, provando que sou inocente, 4 - porque vocês torcem o sentido das minhas palavras. Vocês são médicos que não sabem descobrir doenças! 5 - Se vocês calassem a boca mostrariam mais sabedoria do que me dando esses conselhos tolos! 6 - Ouçam bem as minhas razões, escutem com atenção a minha defesa! 7 - De que adianta vocês falarem essas mentiras tolas e pensarem que são 'mensageiros de Deus'? 8 - Será que Deus ficaria satisfeito em ver que vocês torcem a verdade para provar que Ele está certo? 9 - Pobres de vocês se Ele lhes mostrasse o que há em seus corações! Sabem o que estão fazendo? Estão zombando de Deus 10 – e por isso Ele lhes dará um castigo severo, pois vocês estão usando mentiras para "ajudar" o Senhor. 11 - Será que vocês não sentem medo diante da grandeza de Deus? Será que não se sentem pequenos diante do poder de Deus? 12 - Suas belas palavras valem tanto quanto um punhado de cinza. As bases de sua filosofia são fracas como colunas feitas de barro. 13 - Fiquem quietos por algum tempo e deixem-me falar; estou pronto a sofrer as conseqüências. 14 - Sim, vou arriscar tudo que tenho, minha própria vida, para defender minha inocência. 15 - Deus pode me matar por isto, e penso que vai fazê-lo; mas mesmo assim, vou mostrar que sempre agi com justiça. 16 - Uma esperança pelos menos tenho: não sou um pecador rebelde e desobediente e assim posso ao menos chegar perante Ele sem ser destruído. 17 - Escutem bem o que vou dizer; prestem atenção aos meus argumentos. 18 - Já tenho preparada a minha defesa. Eu sou inocente e afinal Deus vai me considerar inocente também. 19 - Não existe uma pessoa sequer capaz de provar que eu seja culpado de algum pecado. Se existisse ao menos uma pessoa, pararia de me defender e morreria. 20 - Oh Deus, eu peço apenas duas coisas para poder chegar sem medo à sua presença. 21 - E não me abandone! E não me assuste coma grandeza terrível do seu poder! 22 - Então, peça contas de minha vida e eu responderei; ouça a minha defesa e falarei. 23 - Mostre-me bem claramente quais são as minhas culpas e os meus pecados. 24 - Por que o Senhor se esconde de mim e me considera seu inimigo? 25 - Eu sou frágil, e sem valor como uma folha levada pelo vento, como um pedaço de palha seca; por que, então, se incomoda comigo e me persegue tão duramente? 26 - O Senhor preparou para mim um castigo terrível e me condenou pelos pecados que cometi quando ainda era um jovem sem juízo. 27 - O Senhor observa cada um dos meus passos e me obriga a andar pelo caminho que escolheu. 28 - O Senhor faz tudo isso, apesar de eu ser apenas como um tronco de árvore, caído e podre; como um trapo velho, comido pelas traças. CAPITULO 14 1 - COMO É CURTA a vida do homem, cheia de medo e sofrimento! 2 - Ele nasce e cresce como uma bela flor, mas logo murcha e morre. Ele some depressa, como a sombra de uma nuvem que passa no céu. 3 - Como pode o Senhor, ó Deus, pedir contas a uma criatura tão fraca e sem valor como o homem? 4 - Como pode exigir que o homem, impuro por natureza, aja com justiça? Isso é impossível! 5 - O Senhor mesmo determinou a duração da vida humana; e como ela é curta! 6 - Por isso, pare de vigiar o homem tão de perto! Dê um pouco de descanso ao homem, para que ele ache um pouco de prazer na vida. 7 - Até uma árvore cortada tem esperança, pois pode voltar a produzir ramos e folhas. 8 - Mesmo quando as raízes envelhecem e o tronco seca, ela voltará a crescer. 9 - Regada pela chuva, ela crescerá como se fosse uma planta nova. 10 - Mas o homem, quando morre, não volta a viver. Morre e ninguém sabe para onde vai sua alma. 11 - As águas dos rios e lagos secam e desaparecem quando há uma seca; 12 - do mesmo modo, o homem dorme o seu último sono e não acorda até que os céus deixem de existir. 13 - Quem dera que o Senhor me escondesse entre os mortos até a sua ira passar, e então se lembrasse de mim na hora certa! 14 - Quando o homem morre, por acaso volta a viver? Essa esperança é que me faz agüentar os sofrimentos desta vida até chegar o dia de passar para aquela vida melhor. 15 - O Senhor me chamaria e eu responderia; então o Senhor me mostraria o seu amor. 16 - Mas agora, o Senhor vigia de perto os meus passos. Não é verdade que toma nota de cada um de meus pecados? 17 - Minhas desobediências são ajuntadas e cada vez que faço algo de errado, o Senhor coloca um pecado a mais na minha conta. 18 - Como o tempo e o vento destroem grandes montes e tiram pedras de seu lugar, 19 - como a água corrente vai desgastando as pedras e as margens dos rios, assim o Senhor destrói, uma após outra, as esperanças do homem. 20 - A todo instante, luta contra ele, até a morte. Faz o seu rosto mudar, ficar velho e enrugado e finalmente manda o homem para o reino dos mortos. 21 - Seus filhos crescem e se tornam famosos e respeitados mas ele nada sabe disso. Por outro lado, eles podem ser um completo fracasso na vida e não fará a menor importância para ele. 22 - Para ele só existe sofrimento e dor. CAPITULO 15 1 - ESTA FOI A resposta de Elifaz, o temanita: 2 - Como você pode se considerar um sábio, dando respostas vazias como essa? Isso é pura conversa, sem o menor sentido. 3 - Para que falar tanto sem propósito, e apresentar razões completamente sem lógica? 4 - Você só está demonstrando que não respeita a Deus e não dá a Ele o devido valor. 5 - Suas palavras são resultado de seu pecado e você fala com segundas intenções, para nos enganar. 6 - Saiba que nós não precisamos acusar você; as suas próprias palavras farão isso! 7 e 8 - Por acaso você é o primeiro homem que nasceu sobre a terra, mais velho que os montes e morros? Por acaso você é o dono da verdade e da sabedoria? Por acaso você conhece os planos secretos de Deus? 9 - O que você pensa saber mais do que nós? Não existe nada que você conheça melhor do que nós! 10 - Homens sábios e idosos, mais velhos do que seu próprio pai, têm a mesma opinião que nós temos. 11 - Por que você despreza a ajuda e o consolo que Deus lhe oferece através das nossas palavras amigas? 12 - Por que você se deixou levar pela ira? Até pelo seu olhar podemos perceber que você está fervendo de raiva, 13 - está furioso com Deus e por isso fala coisas tão horríveis contra Ele. 14 - Como é que você, um simples homem, se considera puro e sem pecado? Como você pode pensar que é justo perante Deus? 15 - Fique sabendo que Deus não considera nem os próprios anjos inocentes e puros! Perto da santidade de Deus até o céu é impuro! 16 - Que dizer então de nós, homens, perversos por natureza e cheios de pecado como uma esponja que cai na água? 17 a 19 - Escute com atenção e eu lhe mostrarei o que descobri observando a vida. Isso é o que descobriram os sábios do passado, que por sua vez já tinham ouvido as mesmas verdades de antigos parentes; sim, estas verdades já eram conhecidas pelos primeiros habitantes desta terra. 20 - O pecador rebelde sofre durante toda a sua curta vida nesta terra. 21 - Ele vive cercado pelo medo e quando afinal consegue ajuntar riquezas e fama, perde tudo de repente. 22 - Ele tem medo de sair na escuridão, porque pensa que vai ser assassinado. 23 - Seu destino é andar pedindo esmolas para conseguir comida. Ele bem sabe que o dia escuro do castigo chegará bem depressa. 24 - Ele vive dominado pelo medo, pelas angústias e tribulações, porque é incapaz de resistir a essas coisas. 25 - Tudo isso acontece porque ele se revoltou contra Deus, desafiou o Todo-Poderoso. 26 - Pensando que suas riquezas são um escudo forte, ele ataca a Deus e faz ameaças. 27 e 28 - "Ele usou suas riquezas para satisfazer seus apetites e acabou ficando gordo como um boi. Além disso, usou violência para roubar as casas e propriedades de outras pessoas, matando os verdadeiros donos. 29 - Por causa disso, suas riquezas não ficarão com ele por muito tempo e ele não conseguirá novas riquezas. 30 - Ele não escapará do castigo e das trevas; o fogo destruirá tudo que possui; com um sopro de Deus ele se vai. 31 - Por isso, ele não deve confiar nas suas riquezas, porque quem confia nelas acabará decepcionado. 32 - Algum dia, as riquezas acabarão e ele se verá num beco sem saída, sem solução para seus problemas. 33 - Suas esperanças cairão por terra, uma por uma, como uvas secas, como as flores da oliveira que murcham e caem. Todos os seus sonhos darão em nada! 34 - A vida dos homens rebeldes contra Deus não tem sentido nem utilidade. Deus destruirá com fogo as riquezas do perverso. 35 - Deles só brota a maldade; eles só podem viver desobedecendo a Deus, porque têm coração enganoso e mau. CAPITULO 16 1 - JÓ RESPONDEU assim a seu amigo Elifaz: 2 - Já estou cansado de ouvir o que vocês estão me dizendo. Afinal, que espécie de amigos são vocês? Querem me consolar ou me acusar? 3 - Suas palavras é que são vazias e sem sentido. O que eu fiz para vocês me encherem os ouvidos com essas respostas tolas? 4 - Se eu estivesse em seu lugar e você, Elifaz, em meu lugar, é bem provável que eu lhe dissesse as mesmas tolices, esse montão de palavras que vocês me disseram. Sim, talvez fizesse as mesmas acusações contra você. 5 - Não! Eu não faria uma coisa dessas! Eu falaria com interesse e sinceridade palavras cheias de amor, para diminuir o seu sofrimento. 6 - Mas agora, a minha dor não passa mesmo que eu abra o meu coração e diga tudo o que sinto e penso. 7 - Já não tenho mais forças sequer para chorar pelas minha família que o Senhor destruiu completamente. 8 - Meu sofrimento acabou com a minha saúde e ainda por cima, meus amigos vem me dizer que cheguei a este ponto por causa de meus pecados contra Deus! 9 - Sim, Deus está furioso comigo e me castigou na sua ira, como se eu fosse seu inimigo. Como castigo, Ele praticamente destruiu a minha vida! 10 – OS homens também vêm me acusar com suas palavras e mostram desprezo pela minha triste condição. Deus, homens, amigos, todos estão contra mim! 11 - Deus mesmo me entregou na mão dos pecadores perversos para me castigar. 12 - Eu vivia em paz até o dia em que Ele me arrasou com seu castigo. Sim, Ele me destruiu; fez minha vida em pedaços e me escolheu como alvo de suas flechas. 13 - Elas se cravam em mim "sem piedade, furando e ferindo o meu corpo, molhando o chão à minha volta com o meu sangue. 14 - Sem parar, fazendo ferida sobre ferida, Deus me ataca como um soldado ao seu inimigo. 15 - Como sinal da minha tristeza, eu me esfreguei na cinza ao ponto dela fazer parte da minha pele: Deus derrubou o meu orgulho e esmagou a minha honra no pó da terra. 16 -Já não tenho mais lágrimas; os meus olhos já estão vermelhos de tanto chorar e tenho profundas olheiras, como um homem prestes a morrer. 17 - Tudo isso me acontece embora eu seja inocente, não tenha pecado contra Deus e seja sempre sincero nas minhas orações. 18 - Ó terra, não esconda o meu sangue antes da minha inocência ser provada! Não deixe sem resposta a minha defesa! 19 - E vocês, 'amigos', fiquem sabendo que Deus, lá no céu, é testemunha da minha inocência. O meu Advogado está lá em cima, no céu. 20 - Vocês zombam de mim enquanto eu derramo lágrimas sinceras diante de Deus, 21 - pedindo que Ele me ouça como faria um homem com seu amigo. 22 - Porque eu sei que em breve seguirei por aquela estrada que não tem volta. CAPITULO 17 1 - MINHA VIDA VAI sumindo aos poucos, como uma vela que se apaga. Bem sei que meu destino é a sepultura. 2 - Estou cercado de gente que zomba e faz pouco caso de mim; 3 - Ó Deus, por favor, fique do meu lado! Dê-me alguém que confirme a minha inocência, 4 - porque todos estão cegos. Não permita que esse falso julgamento destrua a verdade! 5 - Se aceitam gorjeias desonestas para acusar seus amigos, que fiquem cegos os seus filhos. 6 - Deus me transformou em motivo de riso e zombaria para o povo; eu me tornei um pobre coitado, desprezado por toda a sociedade. 7 - Por isso, chorei tanto que mal consigo enxergar. Já não sou nem sombra do que era antes, minha vida se acaba a cada dia que passa. 8 - Os justos ficam espantados ao ver o meu estado e sentem raiva por ver o justo sofrendo e o perverso em perfeita paz e tranqüilidade. 9 - Mas, apesar disso, o justo seguirá seu caminho e será cada vez mais feliz e poderoso nesta vida. 10 - Por isso, vocês podem continuar me acusando; eu sei que não existe um sábio entre vocês, capaz de falar e entender a verdade. 11 - A minha vida ficou para trás, meus planos não se realizaram e meus desejos não se cumpriram. 12 - Os que me acusam torcem à verdade, dizendo que a luz é treva e a treva é luz. 13 e 14 - Já estou esperando o dia em que minha casa será uma sepultura, e, então viverei em trevas para sempre. O túmulo será meu pai e os vermes da terra meus irmãos. 15 - Sendo assim, de que serve ter esperança? 16 - Não! Minhas esperanças serão sepultadas junto comigo e juntos descansaremos debaixo da terra. CAPITULO 18 1 - PELA SEGUNDA VEZ, Bildade, o suíta, respondeu a Jó: 2 - Por que você insiste em dar respostas longas e sem sentido? Fale alguma coisa inteligente se você quer que respondamos. 3 - Será que você pensa que somos animais, estúpidos e sem inteligência? 4 - Você está furioso com a vida e tenta se destruir; pensa que por causa disso o mundo vai acabar? 5 - A verdade nua e crua é a seguinte: você cometeu algum pecado sério e por isso aconteceu todo este sofrimento, pois o pecador rebelde não escapa sem castigo. 6 - A vida do pecador é uma escuridão constante, sem luz e sem direção. 7 - O andar confiante do perverso dará lugar a passos pequenos e medrosos; ele será destruído pelos seus próprios planos malvados. 8 - Ele caminhará direto para a desgraça e a destruição. 9 - Cairá em armadilhas e será atacado à traição. 10 - Em todos os caminhos do perverso há uma cova funda na qual ele cairá. 11 - Ele vive cheio de medo, porque os inimigos cercam sua vida por todos os lados. 12 - Os sofrimentos e misérias cairão sobre ele como um homem faminto sobre um prato de comida, e nunca o deixarão em paz. 13 - A doença acabará com a saúde do perverso e seu corpo será comido pela peste, até à morte. 14 - Ele pode se proteger numa casa grande e segura mas será arrancado de lá, pelas garras da morte, o maior inimigo do homem. 15 - Seu lar será destruído e sua família será espalhada pela terra. 16 - O perverso morrerá como uma árvore cujas raízes foram arrancadas e cujos ramos foram cortados. 17 - Ele será esquecido por todos e seu nome será desprezado por todos que viverem depois dele. 18 - Será expulso do mundo dos vivos e lançado no reino das trevas, expulso da civilização. 19 - Seus filhos morrerão sem ter filhos e sua família acabará junto com ele. 20 - Em todo a terra, de leste a oeste, todos ficarão assustados vendo o triste destino desse homem. 21 - Tal como aconteceu com você, Jó, acontece a todos que se revoltam contra Deus. CAPITULO 19 1 - JÓ RESPONDEU: 2 - Até quando vocês vão me castigar com essas acusações falsas? Até quando encherão meu coração de tristeza? 3 - Já perdi a conta de quantas vezes vocês me ofenderam e me acusaram de ser um pecador rebelde. Para vocês, isso parece ser algo sem a menor importância. 4 - Eu reconheço que não sou perfeito mas nenhum de vocês pode provar que cometi um pecado digno de tão terrível sofrimento. 5 - Vocês estão querendo usar a minha desgraça para provar a si mesmos que são muito justos e sinceros. Provem então que eu estou errado! 6 - Fiquem sabendo que meu sofrimento veio de Deus e Ele é o único responsável pelo que está me acontecendo. Ele me prendeu como um peixe em sua rede! 7 - Eu grito pedindo socorro mas ninguém é capaz de me ajudar, ninguém ouve meus pedidos de ajuda. 8 - Deus transformou os meus caminhos em becos sem saída; encheu a estrada da minha vida de escuridão. 9 - Ele acabou com a minha honra e tirou a coroa da minha cabeça. 10 - Ele destruiu a minha vida de todas as maneiras possíveis, e por isso, nada me resta senão morrer. Minha esperança se foi, como uma árvore arrancada da terra. 11 - Ele me considerou um inimigo e a sua ira ardeu como um fogo contra mim. 12 - Mandou seus exércitos me atacarem e cercarem a minha casa. 13 - Ele fez meus parentes se afastarem de mim e meus amigos me considerarem um desconhecido. 14 - Meus parentes não me dão ajuda e meus amigos nem se lembram de mim. 15 - Meus próprios empregados, que vivem em minha casa, me desprezam e dizem que eu sou um estranho. 16 - Eles já não me obedecem e eu preciso pedir humildemente, se quero que meus servos façam algo para mim. 17 - Minha própria esposa não chega perto de mim por causa do mau cheiro que sai de minha boca quando falo; por causa do mau cheiro dessas feridas abertas, meus próprios irmãos não se aproximam de mim. 18 - Até as crianças zombam de mim e riem às minhas custas quando tento me levantar. 19 - Meus amigos mais chegados, aqueles a quem eu mais amava, também me condenam e me desprezam. 20 - Estou que é só pele e osso e escapei da morte por um fio. 21 - Tenham pena de mim, meus amigos! Tenham pena de mim, porque a mão de Deus me derrubou. 22 - Já não chega o castigo que recebo de Deus? Será que vocês também vão se voltar contra mim? 23 - Ah, como eu gostaria de ver minhas palavras escritas e gravadas em um livro! 24 - Quem dera que elas fossem gravadas para sempre numa rocha, a ferro e fogo! 25 - Mas apesar disso tudo, eu sei que o meu Redentor vive e finalmente aparecerá na terra. 26 - Eu sei que mais tarde, 'vestido' com um novo corpo, estarei na presença de Deus. 27 - Sim, eu verei Deus face a face! Ninguém vai precisar me contar coisas sobre Ele! Como desejo que esse dia chegue logo! 28 - Por isso, se vocês insistem em me acusar e em dizer que estou sofrendo por causa de meus muitos pecados, 29 - tomem cuidado! Deus sabe que essas acusações são falsas e dará um castigo severo a vocês" CAPITULO 20 1 - ENTÃO ZOFAR, o naamatita, respondeu a Jó pela segunda vez: 2 - Eu preciso dizer o que estou pensando imediatamente, porque as suas palavras, Jó, exigem uma resposta. 3 - Ouvi com atenção sua resposta e suas acusações contra mim e por isso tenho de responder de acordo com a minha consciência. 4 - Você não compreende que desde que o mundo é mundo, desde que existe gente na terra, 5 - a alegria dos pecadores rebeldes dura apenas um momento? 6 - Mesmo que ele seja cheio de si e orgulhoso de tudo que tem, a ponto de se considerar um deus, 7 - o perverso perecerá para sempre, como esterco. Seus conhecidos todos vão querer saber onde ele foi parar. 8 - Ele passará depressa como um sonho, desaparecerá como um pesadelo que acaba de repente. 9 - Os que eram mais chegados a ele, seus filhos e sua família, nunca mais o verão. 10 - Os filhos do perverso ficarão em completa pobreza e terão de trabalhar muito para pagar as dívidas do pai. 11 - Mesmo que ainda seja jovem e cheio de saúde, o perverso será castigado com a morte. 12 e 13 - Para o perverso, a maldade tem um gosto doce e ele gosta de saborear as maldades que faz, como se fossem uma comida deliciosa. 14 - No entanto, essa comida deliciosa deixará um gosto amargo e se transformará em veneno dentro dele. 15 - Deus não deixará as riquezas que o perverso roubou ficarem com ele; serão vomitadas como comida estragada. 16 - Ele encheu seu coração de maldade, um veneno terrível que acabará tirando a sua vida. 17 - Ele não aproveitará as coisas belas da vida – rios correndo pelos campos, cobertos de flores que dão o mel, e de gado que dão leite. 18 - O perverso não aproveitará o fruto de seu trabalho; seus lucros desonestos não trarão a menor alegria. 19 - Tudo isso porque explorou os pobres e tomou à força as propriedades de outras pessoas. 20 - Por causa da sua ambição sem limites, o perverso perderá tudo que tanto desejou e sonhou conseguir. 21 - Ele nunca perdeu uma oportunidade de roubar para conseguir riquezas e por isso perderá toda a sua fortuna. 22 - Quando atingir o máximo da riqueza, o castigo de Deus cairá sobre ele violentamente; os perversos vão acabar com ele. 23 - Para alimento, Deus fará chover a sua ira sobre o perverso, até ele dizer: 'Não agüento mais!' 24 - Ele pode escapar de seus inimigos uma vez, mas por fim será destruído. 25 - Ferido à traição, ele arranca a flecha cravada em suas costas e ela vem brilhando com sangue. O ferimento é mortal e o perverso é dominado pelo medo da morte! 26 - Desastre após desastre acabará com as riquezas do perverso; um incêndio que ninguém saberá explicar destruirá todos os tesouros que ele ajuntou em sua casa. 27 - O céu revelará o pecado do perverso e a terra acusará o pecador rebelde. 28 - As riquezas do perverso desaparecerão como água escorrendo por entre seus dedos no dia do castigo de Deus. 29 - Veja bem, Jó, pois isto é o que acontece ao homem que se revolta contra Deus. Esse é o terrível castigo que Deus manda contra ele. CAPITULO 21 1 - QUANDO ZOFAR TERMINOU, Jó respondeu: 2 - Ouçam o que eu digo! Se ao menos vocês ouvirem, isso já será um alívio para o meu coração. 3 - Tenham um pouco mais de paciência comigo e depois que eu falar vocês podem zombar o quanto quiserem. 4 - Vocês pensam que estou reclamando de vocês? De jeito algum! Estou reclamando de Deus e tenho boas razões para isso! 5 - Olhem só para mim! O meu estado não lhes dá um calafrio na espinha? 6 - Vou dizer algo que me dá arrepios só de pensar, que me deixa apavorado. 7 - Apesar de tudo o que vocês dizem, é o perverso que vive mais tempo e tem uma velhice cheia de riquezas e alegrias. 8 - Ele vê seus filhos formarem família e conhece seus netos. 9 - A família do perverso vive em paz e Deus não se importa em lhes mandar o castigo merecido. 10 - Se o perverso tem gado, há sempre muitas crias, fortes e saudáveis. 11 - O perverso tem muitos filhos, que vivem felizes como ovelhas num pasto. 12 - O perverso tem vida mansa, cantando e dançando alegremente. 13 - Ele não passa qualquer dificuldade, sempre tem tudo que deseja e morre tranqüilamente. 14 - Ele é a criatura mais feliz da terra, apesar de ter rejeitado a Deus, desobedecido às suas leis e ter dito ao Senhor: 'Não preciso de Ti'. 15 - Ele zomba de Deus dizendo: Quem é esse Deus Todo-poderoso? Para Que fazer orações a ele? Isso não adianta nada! 16 - E vocês sabem muito bem Que é Deus quem dá aos perversos todas as riquezas que eles possuem. Eu tinha muitas riquezas também mas era grato a Deus por causa delas. 17 - Mas compare a minha vida com a do perverso! Ele nunca é castigado, nunca fica nas trevas do desespero, do medo e da dor! 18 - Por acaso eles se tornam como uma palha carregada pelo vento, como uma folha levada pela tempestade? Nunca! 19 - Mas vocês dirão: Ao menos Deus manda o castigo contra os filhos do perverso! Grande vantagem! Deus devia mesmo é castigar o perverso, para que ele sinta dor por causa de seus pecados. 20 - O perverso deveria ver com seus próprios olhos a sua destruição completa. Ele mesmo deveria beber o vinho amargo da ira de Deus! 21 - Depois de morto, não vai fazer a menor diferença para ele, se sua família está sofrendo ou não! 22 - No entanto, quem sou eu para dar lições a Deus, o Supremo Juiz? 23 - O homem rico morre feliz e despreocupado, 24 - bem alimentado e com boa saúde. 25 - O pobre morre triste e sofrido, sem nunca ter experimentado as alegrias da vida. 26 - No entanto, ambos são enterrados e cobertos com a mesma terra, e depois comidos pelos mesmos vermes. 27 - Eu sei bem o que vocês estão pensando e o mau juízo que estão fazendo a meu respeito. 28 - Vocês estão pensando: Sua casa, Jó, onde está? Onde estão suas riquezas, onde estão seus filhos? Foram destruídos logos, você é um desses perversos de que estamos falando. 29 e 30 - Mas experimentem perguntar a alguém que viajou e conhece o mundo! Sem dúvida, eles dirão que os perversos sempre escapam do sofrimento e do castigo, que eles sempre recebem ajuda no dia da ira de Deus. 31 - Nunca aparece alguém para mostrar abertamente ao perverso os crimes que ele cometeu, nem para dar a ele o castigo mais do que merecido. 32 - O resultado é que ele acaba morrendo como um herói, como um benfeitor da humanidade, e todos lutam para carregar o seu caixão e ficar um pouco ao lado do túmulo. 33 - Uma grande multidão acompanha o enterro do perverso e presta homenagens quando a terra cai mansamente sobre o seu corpo. 34 - Como, pois, vocês pensam em me ajudar dizendo que meu sofrimento é merecido por causa do meu pecado? A própria base do seu raciocínio está errada e a vida prova que ela é falsa! CAPITULO 22 1 - PELA TERCEIRA vez, Elifaz respondeu a Jó: 2 - Você pensa que pode ajudar a Deus com sua sabedoria? Por mais sábio que você possa ser, só será capaz de ajudar a si mesmo. 3 - Você pensa que Deus tira alguma vantagem se você for um homem justo? Pensa que ele ficará mais feliz se você for honesto e obediente? 4 Ou será que você pensa que Deus lhe dá esse castigo justamente porque você respeita e obedece a Ele? 5 - De jeito nenhum! Você está sendo castigado porque é um pecador rebelde! Seus pecados, Jó, são muitos e muito grandes! 6 - Por certo você exigiu que seus amigos deixassem até as roupas como garantia antes de lhes emprestar um pouco de dinheiro; imagine, fazer isso com gente pobre que quase já não tem com que se vestir! 7 - Ou então você negou um pouco de água a um viajante cansado! Ou quem sabe você não quis dar um pedaço de pão a uma pessoa faminta? 8 - Você deu sem dúvida aos importantes tudo o que eles queriam, e deixou os ricos morarem onde escolhessem. 9 - Sim, você deve ter negado ajuda a alguma viúva pobre e mandado espancar crianças sem família que vinham pedir auxílio à porta de sua casa. 10 e 11 - É por isso que você está cercado de sofrimento, de dor, dominado pelo medo. É por isso que seu caminho é escuro e você se sente afogado em grandes ondas. 12 - Deus vive lá no alto céu e de lá Ele observa bem a sua vida. Ele é Grande e Poderoso, maior do que os céus e conhece a sua vida. 13 - Sim, eu sei o que você pensa: É por isso que Deus me castigou assim! Ele está tão longe, encoberto por grossas nuvens, que não pode julgar minha vida corretamente. 14 - Ele não é capaz de ver o que acontece comigo porque está longe demais, passeando pelo céu afora. 15 - Você acha que seria melhor fazer o que os perversos fazem? Eu lhe mostrarei a vida dos perversos e o seu triste fim. 16 - Os perversos sempre morrem cedo demais; sua vida é arrastada pela morte como uma casa é levada na inundação. 17 - Isso porque disseram a Deus: Não se intrometa na nossa vida! Não há nada que você possa fazer por nós; não precisamos de sua ajuda! 18 - Eu é que nunca diria uma coisa dessas! E no entanto, eles se esqueceram de que Deus encheu seus cofres de riquezas. 19 - Quando os justos vêem o castigo dos perversos, zombam deles e se alegram porque Deus cumpriu a sua justiça. 20 - Vejam, nossos inimigos foram destruídos! Todo o poder deles foi destruído pelo fogo! Dizem os justos com muita alegria. 21 - Por isso, Jó, pare de discutir com Deus! Faça as pazes com Ele e ficará em paz consigo mesmo, terá tranqüilidade e alegria novamente. 22 - Aprenda a lição que Deus está lhe dando; guarde bem em seu coração as palavras que Ele diz. 23 - Se você se arrepender e voltar para Deus, Ele devolverá tudo que você perdeu. Se você limpar todo o pecado que havia em sua família, 24 - se deixar de lado seu amor pelo dinheiro e jogar fora seu ouro fino ganho desonestamente, 25 - então o próprio Deus, o Todo-poderoso, será a sua riqueza, o seu ouro e a sua prata. 26 - Então, você se alegrará em conhecer a Deus e terá prazer em orar e falar com o Deus Todo-Poderoso. 27 - Suas orações serão respondidas e você cumprira com alegria as promessas que fez a Ele. 28 - Todos os seus planos darão certo e os seus caminhos serão cheios de luz. 29 - Quando os seus caminhos tiverem de passar por um vale, você dirá, Para cima!, e Deus transformará o vale em caminho plano, porque Ele salva o homem humilde. 30 - Sim, até mesmo um homem culpado será salvo porque você, um homem de coração puro e mãos inocentes lhe deu ajuda. CAPITULO 23 1 - ESTA FOI A resposta de Jó: 2 - Ainda desta vez a minha queixa é de um homem magoado com Deus, pois o castigo que Ele me deu é muito mais do que eu mereço. 3 - Ah, se eu soubesse onde encontrar a Deus! Então poderia ir ao seu trono e falar de meus sofrimentos. 4 e 5 - Mostraria a Ele o meu lado da história, daria todas as explicações necessárias e entenderia as razões que Deus tem para me castigar assim. 6 - Vocês acham que Deus usaria o seu grande poder para me destruir? Não! Ele me ouviria com atenção. 7 - Sendo justo e sincero eu poderia discutir o meu caso em Ele e ser perdoado de uma vez por todas pelo meu Juiz. 8 - Mas onde encontrar Deus? Procuro aqui, ali mais adiante, um pouco mais para trás e nada encontro. 9 - Procuro a Deus de Norte a Sul mas Ele se esconde e eu nada encontro. 10 - Ele, no entanto, sabe de tudo que me acontece e quando me examinar verá que sou inocente - puro como ouro que passou pelo fogo! 11 - Andei cuidadosamente pelo caminho de Deus, sem me desviar dos seus passos. 12 - Nunca me afastei dos mandamentos de Deus e guardei as ordens que Ele deu bem gravadas na memória. 13 - Isso que me aconteceu é parte do plano de Deus e ninguém pode fazer Deus mudar de idéia. Tudo que quer, Ele faz. 14 - Não há remédio! Deus vai fazer comigo tudo que planejou, inclusive coisas que ainda estão por vir. 15 - Não é à toa que eu me assusto tanto quando penso nEle e no que Ele é capaz de fazer. 16 - Esse coração medroso que tenho, foi Deus quem me deu! Foi Ele quem encheu minha vida de temor. 17 - Não pensem que estou com medo desses dias escuros e da morte, que está tão perto. CAPITULO 24 1 - POR QUE DEUS não faz julgamentos com data marcada? Nós, os justos, gostaríamos de ver Deus usar a sua justiça mas esperamos em vão. 2 - Há crime por toda a parte! Roubo de terras, roubo de gado, 3 - até mesmo o jumento do órfão e o boi da viúva são roubados! 4 - Os pobres e necessitados são jogados de um lado para outro e não têm um lugar onde se proteger. 5 - Os pobres têm de lutar para conseguir um pouquinho de comida para eles e seus filhos não morrerem de fome; parecem burros bravos que vivem no deserto, meio mortos de fome. 6 - São obrigados a comer raízes que crescem nos pastos e têm de catar os restos das plantações dos ricos. 7 - Sem dinheiro, são obrigados a passar frio e tomar chuva, porque não podem comprar roupa ou pagar uma casa. 8 - Ficam molhados até os ossos com as tempestades pois são obrigados a viver em cavernas, como animais. 9 - Os ricos tomam os filhos dos pobres, crianças de colo, como garantia antes de lhes emprestar um pouco de dinheiro! 10 - Por isso, os pobres andam nus, carregando os feixes de trigo que irão alimentar os ricos. 11 - Nas belas casas dos ricos, os pobres são obrigados a espremer as azeitonas para conseguir azeite e as uvas para fazer vinho e, no entanto, morrem de fome e sede. 12 - Nas cidades, os homens sofrem e morrem, pedindo justiça; mas para Deus, esse estado de coisas parece perfeitamente normal! 13 - Os pecadores rejeitam a luz de Deus, não obedecem a lei de Deus e não andam nos caminhos de Deus. 14 - Os bandidos agem durante todo o dia: durante o dia matam os pobres e necessitados e à noite praticam assaltos e roubos. 15 - Quando chega a noite, os adúlteros se disfarçam com máscaras e atacam moças e senhoras, sem medo de serem castigados. 16 - Os bandidos invadem casas durante a noite e de dia se escondem para não serem reconhecidos. 17 - Eles detestam a luz do dia; para eles a luz do sol é tão horrível como a morte mas a escuridão da noite lhes dá segurança e prazer. 18 - Os perversos serão castigados e desaparecerão da terra de um momento para o outro. Eles serão amaldiçoados e perderão as propriedades que roubaram. 19 - A morte destruirá os pecadores como a terra seca chupa a água da chuva; 20 - Até as próprias mães se esquecerão deles; os vermes terão prazer em devorar a carne dos desonestos, eles serão derrubados como árvores e ninguém se lembrará deles, 21 - porque roubaram os velhos que não tinham família para os ajudar e maltrataram as viúvas necessitadas. 22 e 23 - Mas, ao que parece, Deus protege às vezes os perversos com seu poder e os tira de situações difíceis, onde poderiam morrer. Eles se acham em segurança e por isso continuam em sua carreira de crimes. Parece que Deus vigia a vida dos perversos para eles não serem atrapalhados em seus planos malvados. 24 - Pode ser que os perversos cresçam e se tornem poderosos, mas eu tenho esperança que isso não vai durar muito. Eles serão arrancados desta vida como todos os homens, como se fossem espigas no dia da colheita. 25 - Vejam se não é exatamente isso que acontece! Vocês não são capazes de me desmentir e provar que estou errado! CAPITULO 25 1 - PELA SEGUNDA VEZ, Bildade, o suíta, respondeu a Jó: 2 - Fique sabendo que a vida e tudo mais pertence a Deus. Ele é poderoso e controla a paz na terra e nos céus. 3 - Ele criou estrelas e planetas sem fim, tantos que ninguém pode contar! Ele faz a sua luz brilhar sobre todos os homens. 4 - Como é que você pensa que pode ser mais justo que Deus? Como é que você, um simples mortal, se considera inocente diante dEle? 5 - Para Deus, a lua não tem brilho e até a luz das estrelas não é pura! 6 - Quanto menos puro será o homem aos olhos de Deus? Para Ele, o homem não passa de um pequeno e sujo verme! CAPITULO 26 1 - MAS JÓ RESPONDEU com muita ironia: 2 - Mas que grande ajuda você me dá, quando estou fraco e desanimado da vida! 3 - Que fabuloso conselheiro você é, mostrando verdadeira sabedoria a mim, que não passo de um ignorante! 4 - Como foi que chegou a conclusões tão brilhantes? Quem o ajudou a descobrir essas grandes verdades? 5 e 6 - No reino dos mortos, homens e anjos tremem de medo por causa de Deus. Ele conhece perfeitamente o Além e tudo que acontece no reino dos mortos. 7 - Deus estende o céu sobre o espaço vazio e faz a terra flutuar sobre o nada. 8 - Conserva a chuva em grossas nuvens, que não se rompem com o peso da água. 9 - Com as suas nuvens Ele esconde o seu trono. 10 - Ele colocou um limite para os oceanos, uma divisão entre a luz e as trevas, para o dia e a noite. 11 - Quando Deus fica irado até as colunas do céu estremecem. 12 - Com seu poder Ele acalma o mar; com sua sabedoria Ele derrota os seus inimigos. 13 - Com um simples sopro Ele transforma uma tempestade em céu azul; com sua mão Ele escurece o sol e a lua e faz voltar à claridade. 14 - Isso é apenas uma amostra do poder de Deus, um simples sinal; quando Ele mostrar todo a sua gloriosa força, quem será capaz de sobreviver?" CAPITULO 27 1 - ESTA É A ÚLTIMA defesa de Jó perante seus amigos: 2 a 5 - De uma coisa vocês podem ter certeza: tão certo como o fato de existir um Deus, o mesmo Deus que me castigou sem julgamento e encheu de tristezas a minha alma, os meus lábios não terão lugar para a injustiça, nem para a mentira. Isso nunca, enquanto eu for vivo, enquanto tiver o fôlego de Deus em mim. Além disso, nunca lhes darei razão e continuarei afirmando que sou inocente. 6 - Nunca abrirei mão da minha justiça; a minha consciência está perfeitamente limpa e sempre esteve, por toda a minha vida. 7 - E se vocês insistirem em me acusar, fiquem sabendo que isso não passa de pura maldade; quem me acusa de ser um rebelde não passa de um perverso pecador. 8 - Que esperança tem o pecador rebelde quando chega a hora da morte, a hora em que Deus tira a sua vida? 9 - Por acaso Deus atenderá os pedidos de ajuda que o perverso fizer na hora do sofrimento? 10 - Não, porque o perverso não ama ao Deus Todo-poderoso e quando tudo vai bem não há lugar para Deus em sua vida. 11 - Eu vou lhes ensinar quais são os planos de Deus, quais são as realidades sobre o Deus Todo-poderoso. 12 - Vocês já conhecem essas realidades mas apesar disso continuam falando tolices, idéias completamente erradas. 13 - Eis o que Deus preparou como castigo para o perverso e para aqueles que maltrataram o seu semelhante: 14 - Se eles tiverem grandes famílias, seus filhos morrerão na guerra ou de fome. 15 - Quem escapar da guerra e da fome morrerá de peste, e ninguém chorará a morte dos filhos do perverso, nem mesmo suas esposas. 16 - O perverso pode ajuntar dinheiro como pó e encher vários armários com as melhores roupas, 17 - mas quem vai gastar o dinheiro e usar as roupas são os justos! 18 - A casa que o perverso construir será fraca como uma teia de aranha; será fácil de destruir, como uma palhoça qualquer construída às pressas pelos lavradores no campo. 19 - Quando vai dormir ele é rico e poderoso; quando acorda, descobre que toda a sua fortuna desapareceu. 20 - Como uma inundação, o medo toma conta de sua alma; à noite, ele é levado embora pela tempestade. 21 - O vento forte, vindo do leste, leva o perverso embora para sempre, para a eternidade. 22 - Deus manda esse castigo sobre os perversos e nenhum deles pode escapar, mesmo que tente fugir a qualquer preço. 23 - Quando o perverso cai morto, todos batem palmas; quando ele parte para a eternidade, recebe uma grande vaia dos justos. CAPITULO 28 1 - O HOMEM DESCOBRIU as valiosas minas de prata e de ouro, que depois são purificadas com fogo. 2 - Também descobriu como tirar do fundo da terra o ferro; descobriu que poderia conseguir cobre jogando certas pedras no fogo. 3 - Aprendeu a iluminar as minas e a cavar bem fundo para descobrir pedras preciosas escondidas na terra. 4 - Longe das cidades, os homens cavam grandes buracos e descem às profundezas da terra, escondidos e esquecidos de todas as outras pessoas. 5 - Enquanto na superfície uns conseguem pão plantando sementes, outros ficam ricos cavando o subsolo, à luz das tochas. 6 - Entre pedras sem valor o homem encontra safiras e ouro em pó, misturado com a poeira comum. 7 - Esses tesouros nunca foram vistos pela águia, nem pelo olhar agudo do falcão. 8 - Nas minas profundas nenhum leão ou fera selvagem jamais pisou! 9 - O homem, porém, ataca montes enormes com pás e picaretas e acaba virando as montanhas pelo avesso, da base ao pico. 10 - Em plena rocha ele abre valas e descobre preciosos tesouros. 11 - Impede que a água da chuva entre nas minas e de lá trazem tesouros escondidos há muito tempo. 12 - Apesar de tudo isso, o homem não sabe onde encontrar a sabedoria e a verdadeira compreensão da vida. 13 - O homem não conhece o valor da sabedoria; por isso é impossível encontrar um homem verdadeiramente sábio. 14 - As profundezas dos oceanos dizem: A sabedoria não está aqui; as ondas do mar dizem: Conosco ela também não está. 15 - Ninguém pode comprar a sabedoria com prata ou ouro, mesmo o ouro mais fino. 16 - O famoso ouro de Ofir não chega para comprar a sabedoria; ela é mais preciosa que pedras de ônix e safira. 17 - Nem o ouro, e nem o cristal, nem as mais belas jóias podem ser comparados à sabedoria. 18 - Quem tem sabedoria não dá importância ao coral, ao cristal ou mesmo às pérolas. 19 - O topázio da Etiópia, pedra tão preciosa, não chega para comprar a sabedoria; o ouro mais puro também não se compara a ela. 20 - Onde está a sabedoria, afinal? Como poderemos consegui-la? Como conseguir uma boa compreensão da vida? 21 - Essas coisas não podem ser descobertas pelos homens; mesmo os olhos agudos das águias não conseguiriam descobrir onde está a sabedoria. 22 - A Morte e o reino dos mortos, no entanto, dizem: Já ouvimos falar da sabedoria e do grande valor que ela tem. 23 - Deus é que conhece a sabedoria! Ele sabe onde encontrar a verdadeira compreensão da vida, 24 - pois seus olhos vêem tudo que acontece nos céus e na terra. 25 - Quando Ele calculou a força dos ventos e marcou limites para os mares, 26 - quando fez leis para controlar a chuva e traçou o caminho dos relâmpagos, 27 - Deus possuía a sabedoria e nos deixou boas provas disso. Ele estabeleceu a sabedoria e sabe tudo sobre ela. 28 – E este é o conselho que Ele dá a todos os homens: Amar e obedecer a Deus é a verdadeira sabedoria; o homem que se afasta do pecado tem boa compreensão do sentido da vida. CAPITULO 29 1 - E JÓ CONTINUOU sua defesa: 2 - Ah, que saudade do meu passado, do tempo em que Deus me protegia! 3 - Que saudade do tempo em que Deus, com a sua luz, iluminava o meu caminho e eu andava em segurança em meio às trevas! 4 - Que saudade do tempo em que eu era forte e cheio de saúde, quando Deus era meu amigo e abençoava minha família! 5 - Quem me dera voltar ao tempo em que Deus estava do meu lado e eu tinha a companhia alegre de meus filhos, 6 - o tempo em que meu caminho era feito só de sucesso, o tempo em que eu era capaz de conseguir azeite de uma pedreira! 7 - Naquele tempo eu tinha um lugar reservado entre os cidadãos influentes e dignos de respeito. 8 - Quando os jovens me viam chegando, levantavam-se e abriam caminho; os velhos ficavam em pé, em sinal de respeito. 9 - Até as autoridades deixavam de lado os assuntos importantes e se calavam quando eu chegava. 10 - Homens ricos e importantes paravam de falar sobre negócios para me escutar. 11 - Minhas palavras eram a alegria da cidade e todos me conheciam como um homem honesto e justo. 12 - Eu ajudava os pobres que estavam sendo explorados e os órfãos que não tinham ninguém para lhes dar abrigo. 13 - Ajudava os que estavam às portas da morte e eles me abençoavam; eu ajudei muitas viúvas a ficarem alegres novamente. 14 - Em todas as minhas ações eu procurava ser justo; fiz da justiça a minha roupa de todo dia. 15 - Eu servi de vista para os cegos e de perna para os aleijados. 16 - Fui um pai para pobres e necessitados e até aos estranhos eu protegi e julguei com justiça. 17 - Eu quebrei os dentes afiados dos perversos e tirei as pobres vítimas da boca dos exploradores desonestos. 18 - Então, eu pensava: 'Minha morte chegará tranqüilamente, em casa, depois de uma vida longa e bem vivida. 19 - Serei como uma árvore de raízes longas, que chegam até o rio; o orvalho cairá sobre mim e meus ramos serão sempre verdes. 20 - Receberei muitas honras e a minha força será sempre renovada. 21 - Quem me conhecia procurava sempre ouvir meus conselhos e todos se calavam para me escutar. 22 - Quando havia alguma dúvida ou discussão, eu sempre tinha a última palavra pois todos aceitavam minhas opiniões. 23 - Todos esperavam pelos meus conselhos como, a terra seca espera pela chuva da primavera. 24 - Quando alguém estava triste e desanimado, o meu sorriso lhe devolvia a alegria e a disposição de viver. 25 - Para o meu povo eu era um guia para mostrar o caminho, um rei que comandava os exércitos, um chefe que organizava e um amigo para consolar os tristes. CAPITULO 30 1 - MAS AGORA, OS jovens riem de mim! Jovens cujos pais não mereceriam ficar ao lado dos cachorros que tomavam conta das minhas ovelhas! 2 - Eles são fortes, sem dúvida, mas incapazes de trabalhar decentemente. 3 - São tão tolos que acabaram ficando meio mortos de fome e foram expulsos da cidade para morar no deserto. 4 - Hoje eles se alimentam de raízes e ervas que crescem entre as ruínas de antigas cidades 5 - porque foram jogados fora pela sociedade, foram expulsos aos gritos, como ladrões. 6 - Hoje moram em cavernas escuras e nos vales estreitos entre as montanhas. 7 - Arrastando-se entre as moitas de capim bravo, no meio dos espinheiros, parecem animais. 8 - E agora, os filhos deles também mostram que são tolos, pois zombam de mim! São iguais aos pais, sem valor para o mundo! 9 - Agora eu me tornei motivo de zombaria e brincadeiras maldosas para esse tipo de gente. 10 - Eles me desprezam, fogem de mim e não perdem uma chance de me cuspir no rosto. 11 - Tudo isso porque Deus me tirou o poder e as riquezas; sim, é por isso que eles querem me mostrar como são livres e independentes. 12 - Esse bando de maus elementos me ataca e procura me destruir à traição. 13 - Eles enchem de buracos o meu caminho e procuram apressar minha destruição sabendo que não tenho ninguém para me ajudar: 14 - Eles me atacam como um bando de soldados entrando por um buraco na muralha de uma cidade já meio destruída. 15 - Vivo dominado pelo medo; minha honra foi levada embora, como uma folha ao vento e a minha felicidade como a nuvem que a ventania levou para longe. 16 - Meu coração está quebrado em pedaços; meus dias estão-cheios de dor e sofrimento. 17 - Minhas noites são cheias de dor e parece que os meus ossos estão sendo furados e quebrados sem parar. 18 - Minha doença é tão terrível que meu corpo ficou todo deformado, minhas roupas ficaram cheirando a pus e colaram à minha pele. 19 - Oh Deus, o Senhor me jogou na lama. Já não sou mais do que pó e cinza. 20 - Eu grito pedindo ajuda, mas o Senhor não me responde. Eu me levanto para falar, mas o Senhor não dá atenção. 21 - Como o Senhor foi cruel comigo! Lutando contra mim com todo o seu poder. 22 - O Senhor me lançou para longe com o vento e me dissolveu com as tempestades da vida. 23 - Eu bem sei que o seu plano para mim é a morte, e depois o reino dos mortos, como todos os homens. 24 - Minha vida virou um monte de ruínas; por que então deveria eu ficar calado, sem estender a mão para pedir ajuda, sem gritar pedindo socorro? 25 - Quando outros passaram por dificuldades, o meu coração não ficou pesado com eles? Quando outros tiveram necessidades o meu coração não ficou pesado por causa deles? 26 - Quando eu esperava a recompensa de Deus pela minha vida, Ele me castigou; quando eu esperava ver a luz divina, a escuridão caiu sobre mim. 27 - Meu coração está agitado e cheio de medo; minha vida é pura aflição e desespero. 28 e 29 - Meu rosto está escuro, não de tomar sol, mas de chorar de tristeza. Peço ajuda aos antigos amigos da cidade mas agora meus únicos amigos são os animais selvagens, os chacais e os avestruzes; não adianta pedir ajuda aos homens. 30 - Minha pele, dura e negra, se quebra e cai; dentro de mim, os ossos queimam como fogo. 31 - Minhas canções alegres se transformaram em música de enterro, minha música feliz em canto de dor e sofrimento. CAPITULO 31 1 - QUANDO ERA JOVEM, fiz um trato com Deus. Nunca olharia para uma mulher com intenções impuras em meu coração. 2 - Eu sabia que fazendo isso traria sobre mim a ira de Deus e perderia a sua bênção. 3 - Sabia também que Deus tem um castigo reservado para os que vivem em pecado, profunda tristeza para quem insiste em desobedecer a Ele. 4 - Afinal, Deus conhece perfeitamente a minha vida e sabe tudo que eu faço. 5 - Se por acaso eu menti ou enganei alguém, 6 - Deus sabe que não, que sou inocente, 7 - se andei fora do caminho de Deus, se meu coração desejou com intenções impuras o que meus olhos viram, se eu for culpado de algum pecado qualquer, 8 - desejo que outros fiquem ricos às minhas custas, comendo o que eu plantei e arrancando para si as minhas plantações. 9 - Se eu desejei em meu coração roubar a mulher de algum outro homem, 10 - minha esposa há de se tornar amante de outro homem e dar a ele o seu amor. 11 - Isso seria um castigo justo para um crime terrível, digno de ser julgado num tribunal. 12 - Sim, esse forte desejo sexual é um fogo que arde dentro do homem e pode até destruir sua vida, acabar com suas riquezas e bens. 13 - Se eu fui desonesto com meus empregados quando eles me faziam algum pedido, 14 - que esperança teria eu quando Deus me chamasse para prestar contas? O que eu Lhe diria se Ele me perguntasse a respeito de meus empregados? 15 - Afinal, o mesmo Deus que me criou também criou meus empregados. 16 - "Se explorei os pobres, guardando o alimento para vender mais caro na época do preço alto, se fiz viúvas chorarem, 17 - se comi até não poder mais enquanto os órfãos morriam de fome, 18 - (a verdade é que desde a minha mocidade eu cuidei de órfãos em minha própria casa e sempre ajudei as viúvas), 19 - se deixei alguém morrer de frio por falta de agasalho, se não dei coberta a quem não tinha dinheiro para comprar um cobertor, 20 - se os pobres não me abençoaram ao sentir o calor da lã das minhas ovelhas, 21 - e se eu ganhei riquezas às custas dos órfãos por ser amigo das autoridades, 22 - então quero que meu ombro se desloque, meu braço saia do lugar e assim eu fique aleijado para sempre. 23 – Isso ainda seria melhor do que enfrentar o julgamento divino, pois eu não seria capaz de enfrentar a grandeza e o poder de Deus. 24 - Se eu coloquei minha esperança nas riquezas, 25 - se me considerei seguro por ter muito dinheiro e por ter ficado muito rico, 26 - se olhei para o sol brilhante ou para a lua bem clara num céu sem nuvens 27 - e me deixei enganar, adorando um ou outro, e jogando beijos com a mão para o céu, 28 - isso também deveria ser julgado como crime, num tribunal, porque eu estaria negando a existência de Deus. 29 - Se eu me alegrei ao ver meu inimigo sofrendo e passando por dificuldades, 30 - (coisa que eu absolutamente nunca fiz, e nunca prometi vingança ou orei a Deus pedindo castigo a quem me odiava), 31 - se algum de meus muitos empregados ficou ao menos um dia passando fome, 32 - se as portas da minha casa não se abriram para hospedar até mesmo os estrangeiros e desconhecidos, 33 - se eu fiz como Adão, tentando esconder de Deus os meus pecados, 34 - por ter medo de ser descoberto pelos vizinhos e ser desprezado pela sociedade, e assim não reconheci meu pecado, e não me desviei do caminho para ajudar outro, 35 - Ah, quem dera que alguém se importasse em me ouvir e acreditar em mim! Eu disse que sou inocente e assino tudo o que disse! Que o Grande Deus venha provar que estou errado! Ele que escreva as razões porque me condenou a todo esse sofrimento! 36 - Se Ele me desse uma declaração assim, ela teria um lugar de honra em minha vida. 37 - Então eu diria a Deus tudo o que fiz, com a dignidade que eu tinha antes e perdi. 38 e 39 - Se a minha terra me acusar e chorar porque eu matei os donos para me tornar um rico proprietário, porque colhi toda a plantação sem deixar fruto nas árvores, 40 - quero que ela passe a produzir espinhos e ervas bravas em vez de trigo e cevada. Assim, Jó terminou a sua defesa. CAPITULO 32 1 - OS TRÊS AMIGOS de Já pararam de lhe responder ao verem que apesar de todas as explicações que haviam dado, Jó insistia em dizer que era inocente diante de Deus. 2 - Então Eliú, filho de Baraquel, o buzita, da família de Rão, ficou zangado com Jó, porque ele dizia que era inocente e que Deus não tinha motivos para lhe dar todo aquele sofrimento. 3 - Eliú também ficou furioso com os três amigos de Jó porque acusavam Jó de ser pecador sem poderem provar esse fato. 4 - Ele tinha ficado em silêncio durante a longa discussão porque era jovem e respeitou o direito dos mais velhos. 5 - Quando Eliú percebeu que os três amigos de Jó não tinham mais o que dizer, ficou aborrecido e começou a comentar a situação de Jó. 6 - Estas foram as declarações de Eliú, filho de Baraquel, o buzita: "Eu ainda sou jovem e vocês já são velhos; por isso esperei, com receio de dizer o que pensava. 7 - Pensei comigo mesmo: É melhor deixar que os mais velhos usem a sua sabedoria para ensinar a verdade. 8 e 9 - Mas a verdade é que idade não dá sabedoria; a sabedoria vem quando o espírito do homem é inspirado pelo Deus Todo-poderoso. 10 - Por isso, ouçam-me e lhes direi o que penso a respeito desse caso. 11 e 12 - Esperei para ver se vocês encontravam palavras capazes de convencer Jó de seu pecado. Mas, observando com cuidado, percebi que nada do que vocês disseram podia provar que Jó estava errado, que ele estava sem razão. 13 - E não me venham com desculpas, dizendo que Jó tem razão em parte e somente Deus pode mostrar a ele qual foi o seu pecado. 14 - Jó não me disse uma palavra ainda mas se tivesse dito eu nunca teria respondido como vocês responderam. 15 - Agora vocês estão aí sentados, de boca aberta, sem se explicar, sem saber o que dizer. 16 - Será que também devo ficar em silêncio, esperando algum de vocês encontrar uma resposta? 17 - Não! Eu também darei a Jó a minha resposta e direi qual é a minha opinião. 18 - Tenho muito para dizer e a minha consciência me obriga a falar. 19 - Minhas palavras são como vinho guardado numa bolsa de couro nova e bem fechada; estão prestes a estourar! 20 - Preciso falar para desabafar o meu coração, preciso repartir com vocês a minha solução para este problema. 21 - Para mim não há diferenças entre vocês; são todos iguais e por isso não farei elogios desnecessários, 22 - mesmo porque não sei fazer elogios mentirosos. Serei sincero, para Deus não me castigar com a morte. CAPITULO 33 1 - JÓ, ESCUTE BEM as minhas palavras! Ouça com atenção o que vou dizer. 2 - Agora que comecei, não me interrompa. 3 - Escute os meus argumentos e verá que estou sendo sincero e quero lhe ajudar; falarei palavras sábias. 4 - O Espírito de Deus me criou e o Grande Deus é quem me conserva com vida. 5 - Ouça o que vou falar e depois me responda, se for capaz. 6 - Você disse que queria um intermediário entre você e Deus; bem, aqui estou eu, um homem como você. 7 - Não é preciso ter medo de mim; não tentarei destruir você. 8 - Escutei bem o que você disse, várias e várias vezes: 9 - Estou inocente! Sou um homem puro e não cometi pecado. 10 - Deus passou a minha vida numa peneira fina até encontrar algum pequeno erro e me acusar, como seu inimigo. 11 - Ele prendeu os meus pés com correntes e examinou cuidadosamente todos os meus atos. 12 - A começar daí, você já estava pecando, porque não quis admitir que Deus é maior do que o homem e mostrou falta de respeito a Ele. 13 - E você também estava errado ao dizer que Deus não lhe dá conta das coisas que Ele faz! Deus não é obrigado a fazer isso. 14 - Além do mais, Deus Se revela ao homem, mesmo que você não tenha percebido isso. 15 - Ele Se revela através de sonhos e visões, quando os homens estão dormindo profundamente. 16 - Nessas horas Deus faz o homem ouvir seus ensinos e lhe dá sabedoria e instruções, 17 e 18 - para mudar as idéias erradas do homem, para livrar o homem do orgulho e evitar o castigo terrível que Ele tem para o pecado. 19 - Além disso, Deus manda uma doença grave ou uma dor muito forte que chega a agitar os ossos, 20 - a ponto do homem perder completamente a vontade de comer, por mais gostosa que seja a comida. 21 - Ele vai emagrecendo até acabar quase que só pele e osso. 22 - Pouco a pouco, a morte se aproxima dele! 23 - Mas, se houver um anjo do céu para cuidar dele e pedir em favor dele e lhe ensinar o que é certo, 24 - Deus terá misericórdia desse homem e dirá ao anjo: Salve esse homem, porque o pecado dele já foi pago. 25 - Então, o corpo desse homem se tornará saudável como o de um bebê e ele ficará forte como um jovem. 26 - Ele fará orações sinceras a, Deus e receberá respostas; viverá feliz na presença de Deus e será considerado justo. 27 - Depois, ele dirá a seus amigos: Eu pequei, desobedecendo a lei de Deus mas Ele me perdoou. 28 - Deus me livrou do castigo merecido, a morte, e me fez andar pelos caminhos da luz. 29 - Sim, Deus faz essas coisas acontecerem na vida do homem, em alguns casos duas ou três vezes, 30 - para livrar esse homem da morte eterna e fazer brilhar sobre ele a luz da vida. 31 - Ouça com atenção, Jó! Não diga nada por enquanto; deixe-me continuar. 32 - Fale apenas se tiver uma resposta séria ao que eu disse. Isso eu quero ouvir porque a minha vontade é mostrar onde você está certo. 33 - Jó não disse nada e Eliú continuou: Já que você não tem nada a dizer, vou continuar a lhe mostrar o que é a verdadeira sabedoria. CAPÍTULO 34 1 - E FOI ASSIM que Eliú continuou o seu discurso: 2 - Vocês, sábios, ouçam os meus argumentos! 3 - Nós, homens, somos capazes de escolher aquilo que queremos ouvir, tal como escolhemos as comidas que achamos gostosas. 4 - Por isso, devemos descobrir o que é bom e seguir aquilo que é justo. 5 - Jó afirmou: Eu sou justo e Deus me tratou com injustiça. 6 - Sou inocente mas todos me consideram um mentiroso. Fui castigado horrivelmente apesar de não ter a menor culpa. 7 e 8 - Quem poderia ser tão atrevido como Jó, a ponto de desprezar a Deus como os perversos fazem e se tornar como um deles, dizendo: 9 - Não vale a pena tentar agradar a Deus! 10 - Vocês que tem bom senso, ouçam! Para Deus, pecar é algo impossível! O Grande Deus não pode cometer injustiças! 11 - Ele dará a cada homem o que seus atos merecem; cada um será castigado ou recompensado- conforme as suas ações. 12 - Não, Deus nunca faz injustiças nem julga os homens com más intenções. 13 - Além disso, Ele sozinho domina a terra e governa o universo. 14 - Que seria de nós se Deus pensasse só em Si mesmo e retirasse o seu Espírito do mundo? 15 - Todos os seres vivos morreriam! O homem não passaria de um monte de pó! 16 - Se você tem um pouco te juízo, ouça bem o que vou lhe dizer. 17 – Como Deus poderia governar o universo se Ele fosse um Deus perverso? Impossível! Então, por que você acusa o Deus justo e poderoso de ser injusto com você? 18 - Aqui na terra você não teria coragem de chegar diante de um rei e dizer, 'Injusto!'; nem mesmo seria capaz de chamar um príncipe de ladrão e desonesto. 19 - Como, então, tem coragem de Chamar de injusto o Deus perante quem todos os homens são iguais, ricos ou pobres, pois foram todos criados por Ele? 20 - O homem morre de repente, sem poder resistir às forças da morte, seja ele pobre ou poderoso. 21 - Deus observa de perto todas as ações dos homens, passo a passo. 22 - Ninguém consegue se esconder dEle, nem os perversos que se escondem nas trevas para fazer o mal. 23 - Deus não precisaria observar a vida do homem por muito tempo até achar pecados suficientes para condenar qualquer um de nós. 24 - Sem fazer alarde, Deus destrói os poderosos e coloca outros em seu lugar, 25 - porque já conhece as ações desses homens e assim manda um castigo pesado que os esmaga durante a noite. 26 - Deus castiga os poderosos como se fossem bandidos comuns, diante de todo o povo, 27 - porque se afastaram dEle e se recusaram a obedecer as leis divinas. 28 - Foi por isso que maltrataram os pobres, e fizeram os necessitados gritar diante de Deus, pedindo ajuda, até que Ele ouviu e atendeu. 29 - No entanto, se Deus resolve deixar os problemas continuarem por mais algum tempo, que irá discutir com Ele e dizer que está errado, 30 - que Ele precisa agir para que o perverso não domine a nação e não engane o povo? 31 - Se alguém diz a Deus: Estou cansado de ser castigado; não vou mais pecar. 32 - Se ainda há algum pecado escondido em minha vida, mostra-me e eu nunca mais voltarei a fazer isso! 33 - Não deve pensar que por isso pode escolher sua recompensa e fazer as decisões em lugar de Deus. É você, Jó, que deve dizer se está pensando assim. 34 e 35 - Qualquer pessoa de bom senso chegará à conclusão de que Jó agiu sem sabedoria quando disse que Deus era injusto ao lhe dar esse castigo. 36 - Você merecia um castigo muito mais severo, porque falou contra Deus da mesma maneira que falam os pecadores rebeldes. 37 - Aos pecados que você tinha antes, ainda ajuntou a rebeldia! Você desprezou e ofendeu a Deus com suas palavras. CAPITULO 35 1 - E ELIÚ CONTINUOU: 2 e 3 – Você acha certo dizer: 'Não pequei, mas diante de Deus é como se tivesse pecado!'? 4 - Vou lhe dar uma resposta, a você e a seus amigos. 5 - Olhe para cima, para o céu imenso! 6 - Você acha que o seu pecado seria capaz de incomodar ao Grande Deus? Por mais que você peque, isso não prejudicaria a Deus nem um pouco. 7 - Se você for justo, que benefício fará a Deus? Nenhum! 8 - Os seus pecados só podem prejudicar a outras pessoas, homens como você. As suas boas ações só ajudam o homem, a Deus não. 9 - Os pobres gritam por socorro debaixo do peso de seus pecados e da exploração dos ricos. 10 - No entanto, ninguém procura a ajuda de Deus, dizendo: onde está Deus, o meu Criador, aquele que inspira canções durante a noite, 11 - e nos fez mais sábios do que todos os animais da terra e de todas as aves no céu? 12 - E quando pedem ajuda a Deus, Ele não responde, porque os pecadores em vez de pedir humildemente, exigem com o coração cheio de orgulho. 13 - Não! Deus não ouvirá os pedidos de um coração orgulhoso, não responderá as orações do homem vazio, que só pensa em si. 14 - E você, Jó, mesmo dizendo que não vê Deus em ação, fique sabendo que seu problema ,está sendo tratado por Ele. Por isso, confie em Deus e seja paciente! 15 - Não se desespere porque Deus ainda não castigou, os culpados e está esperando para punir as muitas maldades dos homens. 16 - Suas palavras contra Deus, Jó, foram frases vazias. Você falou como um tolo e ignorante. CAPITULO 36 1 - CONTINUANDO SEU discurso, Eliú disse a Jó: 2 - Tenha um pouco mais de paciência e eu lhe mostrarei outras razões que provam que Deus está certo. 3 - Mostrarei fatos que você ignora e demonstrarei que meu Criador é justo. 4 - O que vou lhe falar é a pura verdade pois tenho perfeito conhecimento desse assunto. 5 - Mesmo sendo tão grande e poderoso, Deus não despreza a ninguém! Ele compreende perfeitamente a natureza humana. 6 - Ele castiga duramente os perversos e faz justiça aos justos e sinceros. 7 - Ele observa a vida dos justos e finalmente lhes dá a recompensa, um lugar eterno entre os reis. 8 - Se os justos são presos e amarrados com cordas e correntes, como escravos, 9 - Deus usa essa aflição para mostrar a eles onde foi que pecaram, sendo orgulhosos. 10 - Além disso, através do sofrimento Deus ensina os justos a deixarem de lado à desobediência. 11 - Se eles obedecerem e voltarem a servir a Deus, terão uma vida feliz e tranqüila até morrer. 12 - Mas, se não derem importância aos conselhos de Deus serão mortos violentamente, porque preferiram continuar cegos. 13 - Os perversos ajuntam contra si a ira de Deus, porque quando Ele lhes manda o castigo eles se recusam a pedir ajuda ao Criador. 14 - Eles morrem ainda jovens, destruindo sua vida com imoralidades. 15 - É assim que Deus age, livrando o sofredor pelo próprio sofrimento; fazendo o pecador acordar para a realidade através do castigo! 16 - É isso que Deus quer fazer com você! Quer acabar com o seu sofrimento e devolver a você uma vida de prazer e felicidade, com todas as delícias que havia antes. 17 - Mas sua cabeça está cheia de amargura contra Deus e contra os homens; não é de admirar que seus sofrimentos continuem. 18 - Tome cuidado, Jó! Essa amargura pode fazer você zombar, de Deus. Não use seu grande sofrimento como desculpa para abandonar a Deus! 19 - Você pensa que chorando muito e lamentando sua sorte seria capaz de fazer Deus acabar com seus sofrimentos? 20 - Não fique desejando morrer de repente, no meio da noite. Isso não resolverá seu problema. 21 - Cuidado também com essa idéia de que é melhor ser perverso porque os perversos não sofrem o que você está sofrendo. 22 - Lembre-se de que Deus é grande e muito poderoso; ninguém sabe ensinar como Ele! 23 - Ninguém pode dizer a Ele o que fazer, ou condenar suas ações dizendo: o Senhor foi injusto comigo! 24 - Você deve, isso sim, dar glória Deus pelas coisas que Ele fez, admiradas por todos os homens. 25 - Sim, todos que percebem as obras de Deus ficam admirados! 26 - Deus é tão grande e maravilhoso que não somos capazes de compreender; Ele é eterno, e ninguém pode entender a eternidade. 27 - Deus faz a água subir da terra em forma de vapor que se transforma em chuva, 28 - que as nuvens deixam cair em quantidade sobre o homem e a terra. 29 - Quem é capaz de entender como as nuvens se formam e se espalham pelo céu? Quem pode explicar a formação dos raios e trovões? 30 - Deus forma os relâmpagos junto com as nuvens; com o vapor que sobe do oceano Ele forma as nuvens e Se esconde atrás delas. 31 - Com esses elementos da natureza Ele castiga ou abençoa os povos da terra. 32 - Usa os relâmpagos como lanças, para castigar seus inimigos. 33 - O tremendo barulho da tempestade nos faz sentir a realidade de Deus, de como Ele detesta a injustiça e castiga o pecado. CAPITULO 37 1 - MEU CORAÇÃO BATE mais depressa quando penso na ira de Deus. 2 - Ouça o trovão, escute a poderosa voz de Deus! 3 - O barulho do trovão se estende por todo o céu e o relâmpago ilumina toda a terra. 4 - Depois do relâmpago se ouve o trovão, a poderosa voz de Deus, e logo em seguida outro relâmpago e novo trovão. 5 - Deus mostra o seu maravilhoso poder no trovão; Ele faz coisas que nunca poderemos compreender! 6 - Ele ordena à neve que caia e despeja sobre a terra as fortes chuvas e tempestades. 7 - Quando isso acontece, os homens precisam parar de trabalhar; é uma oportunidade que Deus dá aos homens de reconhecer o seu poder. 8 - Quando isso acontece, os animais procuram as cavernas e buracos para se esconderem. 9 - Deus faz os ventos quentes soprarem do sul e traz do norte os ventos frios. 10 - Deus sopra e a geada cai, os rios e lagos ficam congelados. 11 - Ele carrega as nuvens de vapor d'água e elas lançam os relâmpagos. 12 - Segundo o seu plano, Deus espalha as nuvens pelo céu para fazerem o que Ele quer por toda a terra. 13 - Deus usa as tempestades como castigo, quando é preciso, ou então para mostrar a sua bondade. 14 - Ouça com atenção esses fatos, Jó! Pense bem e procure entender os milagres de Deus. 15 - Por acaso você pode compreender como Deus controla a natureza, como Ele faz o relâmpago partir das nuvens, por exemplo? 16 - Você pode entender como Deus mantém as nuvens suspensas no ar, só para citar uma das maravilhas que Ele faz em sua perfeita sabedoria? 17 - Você é capaz de entender porque sua roupa fica quente quando sopra o vento sul e durante a calmaria que vem depois? 18 - Por acaso você ajudou Deus a estender o céu, brilhante como um espelho? 19 - Se você se considera tão sábio, mostre-nos como podemos nos comunicar com Deus, porque nós estamos cercados pelas trevas e não podemos falar com Ele. 20 - Você disse que gostaria de falar com Deus pessoalmente; eu não me atreveria a fazer isso. Qual é o homem que deseja ser destruído vivo? 21 - Se nós não podemos olhar diretamente para o sol, quando brilha num dia bem claro, 22 - muito menos podemos ver a Deus em sua glória maravilhosa, mais brilhante que o ouro puro. 23 - Não, não podemos compreender o Deus Todo-poderoso! Ele é muito poderoso mas nem por isso deixa de ser justo e tratar os homens com justiça perfeita. 24 - Não é sem motivo que os homens obedecem e respeitam a Ele! Além disso, nem o mais sábio dos homens pode impressionar a Deus. CAPITULO 38 1 - QUANDO ELIÚ ACABOU de falar, o Senhor respondeu a Jó, falando de dentro de um redemoinho: 2 - Quem é você para negar a sabedoria dos meus planos com a sua completa ignorância? 3 - Prepare-se para a luta, pois Eu vou lhe fazer algumas perguntas e exijo respostas. 4 - Se você é sábio, diga-me onde estava quando Eu lancei os alicerces do mundo? 5 - Quem foi que mediu os continentes, como um construtor usando trena e fio de prumo? Diga-me, se você sabe! 6 e 7 - Sobre o que se apóiam os alicerces do mundo, e quem colocou a primeira pedra dessa construção, quando as primeiras estrelas cantavam e os anjos vibravam de alegria? 8 - Quem foi que estabeleceu limites para o mar, quando as águas surgiram do abismo? 9 - Quem foi que cobriu o oceano de nuvens e escuridão, tal como a mãe veste um filho pequeno? 10 - Onde você estava quando Eu tracei limites ao mar, de onde as ondas não podem passar, 11 - e disse: Até aqui você pode vir mas daqui para frente as suas ondas altas e orgulhosas não podem passar!? 12 - Por acaso, algum dia, uma única vez, você deu ordem ao sol para aparecer e indicou o lugar onde ele deveria surgir? 13 - Você já deu ordem à luz do dia para brilhar por toda a terra e acabar com os crimes cometidos à noite? 14 - Você já vestiu a terra de beleza com a luz do dia, 15 - acabando, ao mesmo tempo, com os planos dos perversos e a violência dos maus? 16 - Por acaso você conhece as fontes que produzem os mares e oceanos? Já andou pelo fundo escuro dos mares? 17 – Você sabe onde ficam as portas do reino dos mortos, um lugar de profunda escuridão? 18 - Você tem uma idéia do tamanho da terra? Responda-Me, se é que você sabe! 19 - De onde surge a luz, de onde ela vem? E onde é que se escondem as trevas? 20 - Você é capaz de dizer onde elas ficam guardadas ou como fazer para chegar lá? 21 - Vamos, você é tão sábio, tem tanta experiência da vida, você deve saber isso de sobra! 22 e 23 - Você já entrou no meu depósito de tesouros, onde Eu guardo a neve e a geada, para usar como arma contra os meus inimigos? 24 - Diga-me onde fica o caminho pelo qual a luz chega ao mundo! Diga-me por onde o vento leste vem e se espalha por toda a terra! 25 a 27 - Foi você quem abriu os canais para a água das grandes chuvas e os caminhos para os relâmpagos que vêm com as tempestades que caem sobre o deserto seco e vazio, transformando terra inútil em terra boa e produtiva, onde as plantas voltam a crescer? 28 - Por acaso a chuva tem pai? Quem produz o orvalho da noite? 29 - Quem é a mãe do gelo e de onde nasce a geada? 30 - Pois de uma hora para outra a água se transforma em gelo; rios e lagos ficam duros como pedra. 31 - Por acaso você pode aproximar as estrelas do Sete-estrelo uma das outras? Ou então separar as estrelas do Órion? 32 - Você é capaz de fazer os vários grupos de estrelas aparecerem no céu na época determinada? Pode guiar a Ursa Maior pelo céu, com todas as suas estrelas e planetas? 33 - Você conhece as leis que governam o universo? Sabe até onde essas leis influenciam a terra? 34 - Você é capaz de dar ordens às nuvens, para que elas deixem cair a chuva? 35 - Você é capaz de fazer os relâmpagos riscarem o céu com uma simples ordem? 36 - Quem fez as nuvens aparecerem na hora certa, como se tivessem sabedoria? Quem ensinou às estrelas cadentes o caminho a seguir, como se elas tivessem inteligência? 37 - Quem conhece exatamente o número das nuvens? Quem pode despejar a chuva guardada nos depósitos do céu, 38 - transformando poeira em lama e pó em barro? 39 - Por acaso você vai caçar para dar de comer aos leões e leoas, 40 - enquanto eles descansam em suas covas ou cercam suas vítimas na floresta? 41 - Quem é que dá alimento aos corvos quando os filhotes gritam e se agitam dentro do ninho por não terem o que comer? CAPITULO 39 1 - É VOCÊ QUE controla o tempo das cabras selvagens darem cria? E você que cuida das corças quando elas têm seus filhos? 2 - Você sabe quantos meses elas esperam antes de chegar à época das crias nascerem? 3 - Naturalmente, elas se encurvam e dão à luz os seus filhotes. 4 - Eles crescem no campo aberto, ficam fortes e partem, abandonando as mães para sempre. 5 - Quem deu liberdade aos burros bravos, que correm velozes pelos campos! 6 - Quem lhes deu as planícies salgadas como lugar de habitação? 7 - Eles detestam o barulho das cidades e não querem saber de carregar gente e ouvir gritos o dia inteiro. 8 - Eles preferem a liberdade dos montes, onde procuram o capim para se alimentarem. 9 - Por acaso o boi selvagem trabalha para você como um boi manso? Por acaso ele vem passar a noite no curral de sua fazenda? 10 - Você pode usar um boi selvagem para puxar o arado e preparar a terra? 11 - Você confiaria num boi selvagem, só porque ele tem tanta força? Deixaria seu serviço por conta dele? 12 - Você teria coragem de colocar sobre um boi selvagem a colheita de seus campos, para levar ao celeiro? 13 - A avestruz bate as asas, contente da vida, mas não tem amor pelos seus filhos. 14 - Ela põe seus ovos na areia e nem se dá ao trabalho de chocar; deixa o calor do sol chocar os ovos, 15 - sem pensar que eles podem ser esmagados ou comidos pelos animais selvagens. 16 - Ela não cuida de seus filhos com amor; parece até que os filhotes não são seus! Se eles morrem ela não dá a menor importância, 17 - porque Deus não deu sabedoria e inteligência às avestruzes. 18 - No entanto, quando se trata de correr, as avestruzes deixam longe o cavalo mais rápido e o melhor cavaleiro! 19 - Por acaso foi você quem deu forças aos cavalos? Foi você quem colocou no pescoço dos cavalos aquela crina tão bonita? 20 - Foi você que deu ao cavalo a capacidade de saltar como um gafanhoto? E quando ele respira fortemente, depois de um galope, como é bonito de se ver! 21 - Antes da batalha ele bate na terra com os cascos, alegre e pronto para o combate. 22 - Ele não se espanta nem sente medo; não recua quando as espadas brilham à sua volta, 23 - quando as flechas e lanças passam assobiando sobre a sua cabeça. 24 - Com gana ele galopa furiosamente em direção ao barulho da batalha. 25 - Ouvindo as trombetas de guerra ele se entusiasma e avança com maior vontade. De longe ele sente o cheiro da batalha e ouve o barulho dos homens em luta. 26 - Por acaso foi a sua inteligência que ensinou o falcão a voar em direção ao sul? 27 - Por acaso foi você quem ordenou à águia voar bem alto e fazer seu ninho no alto dos rochedos? 28 - Ela vive no alto dos rochedos; constrói o ninho num lugar bem seguro. 29 - Lá de cima ela avista suas vítimas, por mais longe que estejam. 30 - Ela alimenta seus filhotes com carne e sangue, que ela tira de animais mortos. CAPITULO 40 1- E O SENHOR continuou falando com Jó: 2 - Por acaso você ainda quer Me criticar? Ainda quer dizer que o Deus Todo-Poderoso está errado? 3 - Então Jó respondeu ao Senhor: 4 - Eu não sou nada! Não mereço falar com o Senhor, ó Deus. Além do mais, nunca poderia responder aos seus argumentos. 5 - Já falei demais contra o Senhor; duas vezes até agora chega, vou ficar calado. 6 - De dentro do redemoinho, o Senhor respondeu a Jó: 7 - Prepare-se para enfrentar a luta pois Eu ainda tenho outras perguntas a fazer e quero que você Me responda. 8 - Você ainda vai querer negar a minha justiça para demonstrar que é justo? 9 - Você ainda se considera tão poderoso quanto Deus a ponto de levantar a voz contra Mim? 10 - Então, vista-se como um rei poderoso, com roupas belas e ricas. 11 - Use a sua grande ira para descobrir os pecadores orgulhosos e dar a eles o castigo merecido. 12 - Sim, humilhe os orgulhosos e destrua os perversos onde eles estiverem. 13 - Destrua e enterre juntos o orgulhoso e o perverso. 14 - Então Eu mesmo reconhecerei que você tem poder e justiça para se salvar sozinho! 15 - Observe bem o hipopótamo! Eu criei esse animal, tal como criei o homem. Ele come ervas, como o boi. 16 - A força do hipopótamo está nos seus lombos, nos músculos da sua barriga. 17 - A cauda do hipopótamo é dura como madeira de cedro; os tendões de suas pernas são duplamente trançados. 18 - Os ossos do hipopótamo são duros como bronze, o seu esqueleto firme como se fosse feito de ferro. 19 - Ele é minha obra prima; Eu dei ao hipopótamo dentes afiados como espadas. 20 - Ele come o capim que nasce nos montes onde pastam felizes os animais selvagens. 21 - Ele se deita debaixo das plantas que nascem nos rios e lagos e se esparrama no lodo e na lama. 22 - Os lotos e juncos lhe dão sombra quando ele se deita, 23 - e ele não fica em dificuldade quando os rios transbordam, nem mesmo quando há terríveis enchentes no Rio Jordão. 24 - Ninguém é capaz de prender um hipopótamo quando ele está olhando, nem mesmo furar seu nariz com um anel de ferro e puxá-lo com uma corda. CAPITULO 41 1 - VOCÊ É CAPAZ de prender um crocodilo com linha e anzol? Pode travar a língua do crocodilo com uma corda? 2 - Pode impedir o crocodilo de abrir a boca, furando e prendendo suas bochechas com um gancho ou uma vara? 3 - Será que ele vai lhe convencer gentilmente a não o prender? Será que fará humildes pedidos? 4 - Será que ele vai fazer um trato com você, ou se oferecer para ser seu empregado? 5 - Será que você pode criar um crocodilo como animal de estimação, para seus filhos brincarem com ele? 6 - Por acaso os pescadores pescam crocodilos para vender no mercado? 7 - Por acaso é possível furar a pele do crocodilo com flechas ou cravar um arpão na sua cabeça? 8 - Experimente agarrar um crocodilo à unha! Verá a confusão terrível que acontece e nunca mais tentará fazer isso! 9 - Quem pensa ser capaz de conseguir isso está apenas enganando a si mesmo. O homem normal perde a coragem só em ver um crocodilo à sua frente! 10 - Ninguém tem coragem suficiente para chegar perto de um crocodilo e acordar o animal de seu sono, quanto mais tentar pegar um deles à unha! E se você não é capaz de prender um simples animal, como se julga capaz de provar que Eu estou errado em castigar você? 11 - Eu não devo satisfações a ninguém, porque ninguém me ajudou a ser o que sou! Tudo que existe no mundo Me pertence! 12 - Devo ainda falar da força tremenda que o crocodilo tem, das formas perfeitas do seu corpo. 13 - Quem é capaz de furar o couro duro, a pele dupla do crocodilo? 14 - Quem teria coragem de abrir a boca do crocodilo com as mãos, enfrentando aqueles dentes terríveis? 15 - Ele se orgulha das escamas da pele, tão juntas umas às outras que não podem ser separadas. 16 - As escamas são presas uma à outra de tal maneira que nem o ar passa entre elas. 17 - É absolutamente impossível separar essas escamas! 18 - Quando ele espirra, a luz do sol brilha nas gotas de água que respingam; seus olhos brilham com os primeiros raios de sol. 19 - Com a boca, o crocodilo solta faíscas e fumaça. 20 - Suas narinas soltam fumaça como uma panela ao fogo, como uma fogueira. 21 - Quando sopra, o crocodilo solta um ar quente, capaz de fazer carvão pegar fogo! 22 - Com sua tremenda força, concentrada no seu pescoço, o crocodilo espalha o medo por onde passa. 23 - Ele tem urna carne dura e sem gordura. 24 - O coração do crocodilo é duro como uma pedra. 25 - Quando ele surge de repente, os homens mais valentes tremem de medo e fogem apavorados. 26 - Para matar um crocodilo, espadas, flechas e lanças não valem nada. 27 - Para ele, ferro é a mesma coisa que palha e o cobre é fraco como pau podre. 28 - Mesmo quando atacado a flechadas e pedradas o crocodilo não foge. 29 - Pode levar cacetadas e ser atacado com lanças mas nem se incomoda com isso. 30 - A barriga do crocodilo é coberta de escamas duras e pontudas; quando se arrasta sobre a lama parece uma cavadeira. 31 - Assim, ele levanta a lama do fundo dos rios com seus movimentos. Faz os lagos ferverem como uma panela ao fogo. 32 - Deixa atrás de si um rastro branco; parece que as águas tem uma longa barba branca. 33 - Não há na terra um animal semelhante ao crocodilo, que não sabe o que é o medo. 34 - Ele despreza outros animais ferozes; é como que um rei entre os animais selvagens. CAPITULO 42 1 - ENTÃO JÓ RESPONDEU ao Senhor: 2 - Agora eu compreendo que o Senhor pode fazer tudo que quiser e que ninguém pode impedir o Senhor de realizar seus planos. 3 - O Senhor perguntou quem foi o ignorante que tentou negar a sua sabedoria e justiça; fui eu, Senhor. Falei de coisas que eu não entendia, coisas que eu não conhecia pois eram maravilhosas demais para mim. 4 - O Senhor me disse: Escute-me e eu lhe farei algumas perguntas que você deve responder. 5 - Agora eu respondo: Somente agora eu conheço o Senhor de verdade! Antes eu só O conhecia de ouvir falar. 6 - Por isso, eu me arrependo de meu orgulho e me cubro de terra e de cinza para mostrar minha tristeza. 7 - Depois de ter acabado de falar com Jó, o Senhor disse a Elifaz, o temanita: Estou muito zangado com você e seus dois amigos, Bildade e Zofar. O que vocês disseram a meu respeito não estava certo; Jó estava com a razão, vocês não! 3 - Por isso, levem sete touros e sete carneiros ao meu servo Jó e peçam a ele para sacrificar ofertas queimadas em favor de vocês três. Depois Jó fará oração por vocês e só assim não lhes darei o castigo que seu pecado merece, pois vocês não me apresentaram a Jó tal como Eu sou. 9 - Então Elifaz, o temanita, e Bildade, o suíta, e Zofar, o naamatita fizeram o que o Senhor tinha mandado. Jó orou por eles e o Senhor ouviu e atendeu à oração de Jó. 10 - Assim que Jó orou por seus amigos, o Senhor começou a devolver a ele sua antiga riqueza. Na verdade, Deus deu a Jó duas vezes mais do que ele tinha antes! 11 - Todos os irmãos e irmãs, parentes e conhecidos de Jó vieram lhe fazer visitas e oferecer festas, para consolar Jó por todo o sofrimento pelo qual ele havia passado. Todos eles trouxeram um presente em dinheiro e um anel de ouro. 12 - Assim, o Senhor abençoou a Jó muito mais do que antes. Ele passou a ter quatorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas. 13 e 14 - Deus também deu a Jó mais sete filhos e três filhas. Os nomes das três filhas eram Jemina, Quezia e Quéren-Hapuque. 15 - Elas se tornaram as mulheres mais bonitas de toda aquela terra e receberam parte da herança, junto com seus irmãos. 16 - Depois de seu sofrimento e vitória, Jó ainda viveu cento e quarenta anos. Ele ainda chegou a conhecer seus netos e bisnetos, 17 - e morreu, velho e feliz, depois de uma vida longa e abençoada. SALMOS SALMO - 1 1 - COMO É FELIZ o homem que não vai atrás da opinião das pessoas desligadas de Deus, que não fica à toa na companhia dos pecadores, nem participa de rodinhas onde fazem pouco caso de Deus. 2 - Mas ele faz da Lei do Senhor a fonte da sua alegria. A todo instante, de dia e de noite, ele pensa nessa Lei; fica imaginando como pode obedecer ao Senhor mais de perto. 3 - Ele é como uma árvore plantada junto à margem de um rio. Nunca deixa de dar fruto na estação própria. As suas folhas nunca murcham e ele sempre terá sucesso em todas as suas atividades. 4 - Mas os homens que vivem desligados de Deus, que grande diferença! Eles vivem sem direção e sem segurança, como um pedaço de palha soprado pelo vento. 5 - Por isso, no dia do julgamento preparado por Deus, eles serão condenados. Os pecadores não terão lugar entre os que obedecem a Deus. 6 - O Senhor conhece e aprova a vida de quem obedece suas leis, mas a vida dos homens que desprezam a Deus acabará em castigo e sofrimento. SALMO - 2 1 - POR QUE OS POVOS, cheios de ódio, se reuniram? Por que estão fazendo planos tolos, tentando enganar a Deus? 2 - Os líderes das nações se reuniram e traçaram planos para derrotar o Senhor e seu Escolhido. 3 - Esta foi a decisão que tomaram: "Vamos quebrar essas correntes e acabar com essa escravidão a Deus!" 4 - Em seu trono, no céu, o Senhor ri e faz pouco caso dos tolos planos dos homens. 5 - Quando chegar a hora certa, Ele vai mostrar ao mundo a sua ira. Os homens ficarão desorientados, com medo da ira de Deus! 6 - O Senhor anuncia a todo o mundo: "Escolhi o meu Rei! Coloquei o seu trono na minha santa cidade, Jerusalém!" 7 - E o Escolhido de Deus responde: "Vou anunciar ao mundo os planos eternos do Senhor, porque Ele me disse: Você é meu Filho! Hoje é o dia da sua coroação. Hoje dou a Você toda a sua glória! 8 - Basta Você me pedir e lhe darei todos os povos da terra como herança e o mundo inteiro como presente. 9 - Governe as nações com justiça e firmeza, com uma vara de ferro. Esmague os povos rebeldes como se fossem vasilhas de barro! 10 - Vocês, reis da terra, sejam sensatos! Líderes do mundo, escutem as palavras de Deus enquanto há tempo! 11 - Sirvam obedientemente ao Senhor; respeitem a Deus e façam dEle a sua fonte de alegria. 12 - Ajoelhem-se diante do Filho e beijem os seus pés, antes que chegue o dia da ira do Senhor e vocês sejam todos destruídos. Cuidado, isso vai acontecer muito mais depressa do que pensam! Porém as pessoas que confiam nEle serão felizes, muito felizes! SALMO - 3 1 - Ó SENHOR, COMO cresceu o número dos meus inimigos! Há muita gente contra mim, querendo me destruir. 2 - Tantos estão dizendo que Deus nem vai se interessar em me salvar. 3 - Mas Tu, Senhor, és o escudo que me protege; Tu és o meu orgulho. Tu me fazes andar de cabeça erguida, apesar da minha vergonha e do meu sofrimento. 4 - Contei ao Senhor os meus problemas e Ele me respondeu, do santo lugar onde vive. 5 - Por isso posso me deitar tranqüilo e dormir em paz. Quando acordo, me sinto seguro, porque o Senhor cuida de mim. 6 - Agora mesmo, cercado de todos os lados por um exército de dez mil inimigos, não tenho medo! 7 - Pedirei a Ele: "Levanta-Te Senhor! Salva-me, meu Deus!" Então, Ele ataca os meus inimigos, fere os seus queixos e quebra os seus dentes. 8 - Isso acontece porque a salvação pertence ao Senhor. Ele dá grandes bênçãos ao seu povo! SALMO - 4 1 - Ó MEU DEUS, aos teus olhos fui considerado justo. Por isso, escuta e responde o meu pedido de ajuda. No passado, quando estive em dificuldades, Tu me livraste. Dá-me mais uma vez a tua ajuda bondosa, escuta a minha oração! 2 - E vocês, meus inimigos, até quando vão zombar da autoridade real que recebi de Deus? Até quando vão correr atrás de sonhos vazios? Até quanto vão se deixar enganar pelas mentiras? 3 - Prestem atenção a este fato: o Senhor separa o homem obediente para viver ao seu lado. É por isso que Ele me ouve quando oro e peço ajuda. 4 - Fiquem zangados mas não levem sua revolta contra o Senhor até o fim. Quando forem se deitar, escutem suas consciências, admitam seu erro e acalmem o seu ódio contra mim. 5 - Ponham sua confiança no Senhor, e limpem seus corações para oferecer sacrifícios agradáveis a Ele. 6 - Muita gente anda dizendo: "Deus não é capaz de nos salvar!" Ó Senhor, mostra que eles estão enganados. Coloca sobre nós a luz do teu rosto! 7 - Assim, a minha alegria é muito maior que a dos meus inimigos, apesar deles terem comida de sobra no tempo da colheita. 8 - Quando vou dormir, meu coração está em perfeita paz e tenho um sono bem tranqüilo porque Tu, ó Senhor, me dás a mais perfeita segurança. SALMO - 5 1 - SENHOR, OUVE AS minhas palavras! Escuta a oração que eu faço em silencio, no fundo da alma! 2 - Somente ao Senhor faço meus pedidos; por isso, meu Deus e meu Rei, escuta o meu pedido de socorro! 3 - Bem cedinho, de manhã, faço a minha oração. Tu, Senhor ouves a minha voz. Faço a minha oração e fico esperando, vigiando com atenção para descobrir a tua resposta. 4 - Tu és o Deus que não tem prazer na maldade; Tu não toleras o pecado, por menor que seja. 5 - Por isso, quem pensa muito de si mesmo não terá lugar na tua presença. Tu odeias os que vivem torcendo e quebrando as tuas leis. 6 - Tu destruirás os mentirosos! Sim, o Senhor sente nojo dos assassinos e enganadores. 7 - Quanto a mim, ó Senhor, por causa do teu imenso amor, poderei entrar no teu templo. Com muito respeito em meu coração, me ajoelharei para te adorar na tua casa. 8 - Ó Senhor, ajuda-me a andar pelos teus justos caminhos. Tenho muitos inimigos que desejam me afastar de Ti. A cada passo, mostra-me por onde devo ir, aonde devo pisar! 9 - Meus inimigos são incapazes de falar a verdade; em suas mentes só há lugar para a maldade. Quando falam é possível sentir o mau cheiro do pecado e da morte. Fazem elogios mentirosos para conseguirem realizar seus planos maus. 10 - Ó Deus, condena essa espécie de gente! Apanha os meus inimigos em suas próprias armadilhas. Expulsa todos eles da tua presença, por causa de seus pecados, porque eles se revoltaram contra Ti. 11 - Por outro lado, Senhor, dá eterna alegria a todos os que confiam em Ti. Que eles sempre cantem de alegria porque Tu mesmo lhes dás proteção e segurança! Dê a tua alegria às pessoas que Te amam de coração 12 - porque Tu, Senhor, abençoas o homem que Te obedece. Tu cercas o homem justo com o escudo da tua bondade. SALMO - 6 1 - SENHOR, NÃO ME castigues quando estiveres muito zangado! Não me castigues quando o calor da tua ira estiver muito forte! 2 - Mostra o teu amor por mim, Senhor, porque estou me sentindo muito fraco. Ó Senhor, cura o meu corpo porque todo ele está doente. 3 - A minha alma também está fraca, a minha mente está agitada e confusa; ó Senhor, vem ajudar-me, depressa! 4 - Vem, Senhor, e salva a minha vida. Salva-me pelo teu grande amor! 5 - Se eu morrer, quem vai lembrar os homens da tua existência? Morto, não poderei louvar o teu nome diante dos homens! 6 - O meu corpo está perdendo as forças por causa da dor; à noite o meu travesseiro fica molhado de lágrimas. 7 – Já estou ficando fraco da vista, chorando por causa da tristeza provocada pelos muitos inimigos que tenho. 8 - Vamos, saiam de perto de mim, todos vocês que vivem desobedecendo a Deus! Saiam de perto de mim porque o Senhor já ouviu minha oração cheia de tristeza. 9 - O Senhor ouve todos os meus humildes pedidos e responde às minhas orações. 10 - Todos os meus inimigos vão fugir de mim, de repente, cheios de vergonha e de medo! SALMO - 7 1 - SENHOR, DEUS MEU, Tu és a minha proteção; salva-me de todos esses inimigos que me perseguem. 2 - Não deixe que saltem sobre minha alma como um leão faminto e rasguem o meu corpo em pedaços, sem que ninguém apareça para me salvar. 3 - Senhor, meu Deus, estou inocente! Se fiz o mal de que me acusam e sujei minhas mãos com o pecado, 4 - se ataquei com violência quem vivia em paz comigo, se paguei o bem com o mal (e foi justamente o contrário que aconteceu), 5 - então meus inimigos podem acabar com a minha vida, podem jogar o meu nome na lama, podem fazer de mim o que bem quiserem! 6 - Ó Senhor, levanta-Te na tua ira e mostra o teu grande poder aos meus adversários furiosos! Acorda, ó Deus, e põe em ação o teu julgamento justo, me vindo ajudar. 7 e 8 - Os povos do mundo se reúnem à tua volta. Ó Senhor, sobe ao teu trono de julgamento e julga as nações. Ó Deus, julga-me conforme a vida correta que levei, conforme a minha honestidade. 9 - Senhor, dá um fim à maldade dos pecadores; confirma a vida dos que Te obedecem, porque Tu és um Deus justo, que conhece a fundo os pensamentos e sentimentos dos homens. 10 - Deus é o meu escudo, Ele me protege. Ele salva as pessoas que têm corações puros e sinceros diante dEle. 11 - Deus é justo juiz. Ele sente ódio pelo pecado constantemente 12 - e se o pecador não se arrepende, Deus afia sua espada e destrói aquele homem. No seu arco já foi colocada uma flecha e Ele já fez a pontaria; 13 - já estão preparadas armas mortais para castigar o pecador; já estão prontas as flechas de fogo. 14 - O pecador cria e vai desenvolvendo um plano mau; toma o máximo cuidado para preparar todos os detalhes e, afinal, acaba fazendo nascer a traição e a mentira. 15 - Apesar de todo o seu cuidado, é ele mesmo quem vai cair na armadilha. 16 – A desgraça que ele planejou para outros, acaba caindo sobre sua própria cabeça; ele mesmo acaba sofrendo a violência que desejava cometer contra outra pessoa. 17 - Eu, por outro lado, darei graças e louvarei ao Senhor, o Grande Deus, por causa da sua justiça perfeita. SALMO - 8 1 - Ó SENHOR, NOSSO Senhor, a majestade é a glória do teu nome enchem completamente a terra e todo o universo. 2 - Tu usaste criancinhas e nenês para demonstrar aos teus inimigos como é grande o teu poder. Assim, Tu calaste os que procuram lutar contra Ti. 3 - Quando, admirado, olho o céu à noite, o céu que Tu criaste com as tuas mãos; quando vejo a lua e as estrelas que lançaste no espaço, fico pensando. 4 - Afinal, por que Deus foi dar tanta atenção a essa coisa tão pequena que é o homem? Por que Ele procura se aproximar de nós? 5 - No entanto, o homem é apenas um pouco menor do que Deus. Tu, Senhor, deste ao homem grande glória e grande honra! 6 - Deste ao homem o domínio de toda a criação, autoridade sobre todas as criaturas; 7 - o gado e as ovelhas, os animais do campo e da floresta, 8 - as aves no céu e os peixes do mar, sim tudo que vive nos mares. 9 - Ó Senhor, nosso Senhor, a majestade e a glória do teu nome enchem completamente a terra! SALMO - 9 1 - SENHOR, EU TE louvarei de todo o meu coração! Anunciarei ao mundo as tuas obras maravilhosas. 2 - Tu serás a minha alegria e o meu grande prazer. Cantarei louvores ao teu nome, ó Grande Deus! 3 - Porque diante da tua presença os meus inimigos voltam às costas e fogem aos tropeções. 4 - Tu defendes minha justa causa e os meus direitos. Como juiz, Tu Te assentas no trono e me fazes justiça. 5 - Tu corriges os erros das nações e castigas com a morte o pecador desobediente, riscando seu nome da memória da humanidade. 6 - Meus inimigos, fiquem sabendo que já estão derrotados, destruídos por completo, esquecidos pelo resto das nações! Suas cidades ficarão em ruínas para sempre! 7 - Mas o Senhor, Ele viverá para sempre. Ele está assentado em seu trono eterno, o trono que preparou para o julgamento. 8 - Julga o mundo com justiça e dirige a vida das nações com perfeição. 9 - No Senhor podem encontrar alívio todos os que passam por perseguições e sofrimentos. Ele é um abrigo seguro nas horas de dificuldade! 10 - Por isso, Senhor, quem Te conhece confia em Ti porque não abandonas quem Te procura sinceramente. 11 - Cantem, cantem todos os povos para louvar ao Senhor que vive em Sião, na cidade de Jerusalém. Anunciem aos outros povos tudo que Ele fez! 12 - Aquele que cobra o preço dos pecados cometidos, ouve com atenção os pedidos dos humildes e dos aflitos. 13 - Agora, Senhor, tem misericórdia de mim! Vê os grandes sofrimentos pelos quais estou passando, por causa dos que me odeiam. Por favor, Senhor, livra-me das garras da morte. 14 - Salva-me e assim Te louvarei publicamente, nos portões de Jerusalém; assim sentirei profunda alegria porque Tu me livraste. 15 - Os povos acabam caindo nas armadilhas que preparam uns para os outros. Acabam sendo presos no laço que esconderam para outros serem presos. 16 - O Senhor Se revela ao mundo pela maneira com que castiga o homem perverso, através de suas próprias maldades. 17 - Os perversos serão lançados para dentro do reino dos mortos; para lá também irão. todas as nações que deixam Deus de lado. 18 - Deus não deixará o pobre passar necessidade para sempre. Quem está passando por dificuldades mas confia no Senhor, não esperará em vão. 19 - Ó Senhor! Levanta-Te e julga as nações! Não deixe que elas o vençam! Faze os povos sentirem medo e respeito por Ti; dá às nações o castigo que elas merecem, até aprenderem que não passam de simples mortais! SALMO - 10 1 - POR QUE, SENHOR, Tu permaneces afastado na hora do sofrimento? Por que Te escondes de mim? 2 - Olha bem o que está acontecendo! Os perversos exploram e maltratam o homem pobre e ainda se orgulham disso! Tomara que acabem sendo presos nas suas próprias armadilhas! 3 - Os homens desligados de Deus contam vantagens sobre os maus desejos de seus corações. Quem só pensa em ganhar e ajuntar riquezas ofende e desrespeita o seu Senhor. 4 - O homem pecador, cheio de orgulho, não procura a Deus, nem se interessa por Ele. Todos os seus pensamentos se limitam ao seguinte: "Não existe Deus!" 5 - Apesar disso, esse tipo de gente consegue sucesso em todas as suas atividades. Para eles, os castigos de Deus são uma coisa distante e impossível de acontecer. Além disso, eles desprezam e fazem pouco de seus inimigos. 6 - No fundo de seus corações eles pensam: "Ninguém será capaz de me destruir. Sempre conseguirei escapar dos perigos!" 7 - O homem pecador tem a boca cheia de ofensas, mentira e maldade. Suas palavras são puro engano e falsidade. 8 - Esconde-se em lugares afastados e escuros e mata sem piedade quem passa por ali. Procura sempre os fracos e pobres para atacar e roubar. 9 - Ele é como o leão; esconde-se para atacar o pobre de surpresa. Joga a sua rede e prende completamente o fraco. 10 - Ele se abaixa, se arrasta pelo chão e assim consegue dominar os pobres e necessitados. 11 - No fundo do coração ele pensa: "Deus não Se importa com isso. Ele nunca vai olhar para cá para ver o que estou fazendo." 12 - Ó Senhor, levanta-Te! Ergue a tua mão e castiga esses homens! Não desprezes os aflitos. 13 - Por que os homens perversos não dão valor a Deus? Por que pensam consigo mesmos que Deus não se importa com a vida dos homens? 14 - A verdade é que Tu vês muito bem quem sofre desgraça e tristeza e é explorado; Tu cuidas deles com muito carinho. Por isso, Senhor, o homem pobre e sem recursos confia absolutamente em Ti. Tu és conhecido como a esperança dos que perderam toda a esperança! 15 - Ó Senhor, quebra o braço desses homens desligados de Deus, maus e perversos. Descobre todos os seus pecados e castiga um por um! 16 - O Senhor é rei eterno. As pessoas que adoram outros deuses ficarão fora do seu reino. 17 - Senhor, Tu conheces o desejo das pessoas humildes. Socorre essa gente; dá lhes o que necessitam! 18 - Cuida do bem estar dos órfãos e explorados! Mostra o teu grande amor pelos humildes, para que o homem pecador não possa mais espalhar o medo entre eles. SALMO - 11 1 - O SENHOR É o meu lugar seguro, onde me escondo. Por que então vocês vêm me dizer, Fuja para as montanhas, como um pássaro! Lá você ficará em segurança? 2 - Por toda parte os homens que não temem a Deus preparam suas armas; preparam os arcos e flechas, fazem pontaria e procuram destruir as pessoas honestas e justas. 3 - Ora, quando a lei e a justiça, que são os alicerces da sociedade, são destruídos assim, parece que o justo só tem uma saída - fugir! 4 - Mas o Senhor continua presente no seu santo templo. Ele é o grande Rei e o seu trono fica no Céu. Ele observa a vida dos homens com muita atenção; seus olhos vêem o interior de cada pessoa. 5 - O Senhor põe à prova quem obedece a Ele e quem não Lhe dá importância; Ele tem ódio de quem vive à base de violência. 6 - Castigará os pecadores desobedientes com uma chuva de fogo e enxofre; a recompensa das maldades dessa gente será o vento quente da ira do Senhor. 7 - O Senhor ama a justiça, porque Ele é justo. Quem obedece de coração sua Lei, viverá na sua presença. SALMO - 12 1 - SENHOR, SOCORRO! Os homens retos estão desaparecendo depressa; é impossível achar um homem sincero entre o povo! 2 - Todos mentem a todo mundo, com a boca traiçoeira e com o coração fingido. 3 - O Senhor há de acabar com os que dizem mentiras buscando lucros desonestos e vantagens pessoais. Destruirá os homens orgulhosos que dizem: 4 - "Com a nossa boa conversa conseguiremos realizar todos os nossos planos. Além do mais, quem manda em nossa boca somos nós mesmos; ninguém pode controlar nossas palavras! " 5 - O Senhor dá a resposta: "Eu entrarei em ação para acabar com a exploração dos pobres e com o sofrimento dos necessitados. Libertarei todos que desejam fortemente a minha salvação." 6 - As promessas do Senhor são dignas de confiança. Suas palavras são puras como a prata refinada sete vezes. 7 - Sim, Senhor, temos certeza de que Tu nos salvarás dos perversos. Tu nos protegerás, 8 - embora os maus estejam em toda parte, porque a falta de caráter é considerada uma virtude pela sociedade. SALMO - 13 1 - SENHOR, ATÉ quando vais Te esquecer de mim? Para sempre? Até quando me voltarás as costas no tempo da dificuldade? 2 - Até quando as dúvidas tomarão conta da minha alma? Até quando o meu coração ficará cheio de tristeza? Até quando serei cercado pelo meu inimigo? 3 - Ó Senhor, dá-me um pouco de atenção, responde os meus pedidos! Dá-me um pouco de luz, senão eu me perco nesta escuridão e acabo morrendo. 4 - Não deixe meus inimigos dizerem com alegria: "Vencemos! Vencemos!" Não deixe meus adversários se alegrarem com a minha queda. 5 - Porque confio inteiramente no teu amor cuidadoso. Cantarei com grande alegria quando Tu me salvares. 6 - Sim, cantarei louvando ao Senhor porque Ele mostrou sua grande bondade para comigo. SALMO - 14 1 - O HOMEM QUE DIZ: "Deus não existe!", é completamente louco. O resultado dessa idéia errada é a perda da moral. Quem acha que Deus não se importa com nossa vida é incapaz de fazer coisas boas e certas. 2 - Lá do Céu o Senhor olha para a humanidade, procurando alguém que compreenda seus planos, procurando alguém que deseje comunhão com Ele. 3 - Mas, de que adianta? A humanidade inteira se desviou do caminho certo e se perdeu. Todos os homens foram estragados pelo pecado. Não há um homem sequer que procure fazer o bem; não há nem um homem bom por natureza! 4 - Será que essa gente, vivendo em completo pecado, destruindo o meu povo como quem come um pedaço de pão, não percebe a existência do Senhor, nem procura falar com Ele em oração? 5 - Eles serão dominados pelo medo porque Deus está ao lado de quem obedece à sua vontade. 6 - O Senhor é a proteção dos pobres e humildes quando os perversos exploram e maltratam os justos. 7 - Ah, quem me dera que o Senhor surgisse em Jerusalém e viesse salvar o seu povo! Quando isso acontecer e o Senhor libertar seu povo da opressão, então Israel cantará de alegria! SALMO - 15 1 - SENHOR, QUEM poderá viver na tua presença? Quem terá livre acesso ao Lugar Santo onde Tu vives? 2 - Quem é honesto e sincero em tudo quanto faz, quem pratica a justiça e fala sempre a verdade, do fundo do coração. 3 - Quem não usa suas palavras para destruir outras pessoas, não prejudica de propósito o seu semelhante e não repete boatos e mexericos. 4 - Quem despreza o pecador rebelde e condena abertamente o pecado, quem respeita e elogia os adoradores do Senhor; quem sofre prejuízo mas não deixa de cumprir a palavra dada. 5 - Quem empresta seu dinheiro aos necessitados sem cobrar juros; quem se recusa a mentir por dinheiro para condenar uma pessoa inocente. Um homem assim permanecerá firme para sempre na presença de Deus. SALMO - 16 1 - PROTEGE-ME Ó DEUS, porque em Ti eu venho procurar abrigo! 2 - Eu disse ao Senhor: "Tu és o meu Senhor. Tu és a minha única riqueza." 3 - Eu sinto prazer na companhia das pessoas que obedecem a Deus; eles sim, são gente nobre e digna de respeito. 4 - As pessoas que preferem adorar deuses falsos acabarão sofrendo duros castigos. Não desejo sequer mencionar os nomes desses deuses falsos, e muito menos oferecer sacrifícios a eles. 5 - A minha riqueza, a minha herança nesta vida, é o Senhor. Ele é o alicerce que sustenta a minha vida. 6 - Ele providenciou para que o meu pedaço de chão fosse uma terra bonita, com riachos e campos. 7 - Em voz alta louvarei ao Senhor porque Ele me dá bons conselhos. No meio da noite Ele me dá os pensamentos sábios e certos de que eu preciso. 8 - Fiz do Senhor a minha companhia constante. Enquanto Ele estiver do meu lado, não tropeçarei. 9 - Por isso a minha alma, o meu espírito e o meu corpo ficam tranqüilos e cheios de alegria. 10 - Tu não deixarás o meu corpo ficar preso pelos laços da morte; não permitirás que o teu Amado seja roído pelos vermes debaixo da terra. 11 - Tu me mostrarás os caminhos da vida. Junto a Ti há sempre a mais profunda alegria; ao teu lado, os prazeres mais deliciosos da tua eterna presença. SALMO - 17 1 - Ó SENHOR, OUVE os meus justos pedidos de ajuda! Atende a minha oração porque os meus lábios sempre falaram a verdade, sem enganar ninguém. 2 - Revela o teu julgamento sobre mim. O teu julgamento sempre é justo e imparcial. 3 - Tu já me puseste à prova. Durante a noite examinas o fundo da minha alma e me purificas até não encontrar culpa; também resolvi não usar os meus lábios para dizer coisas erradas. 4 - Usei os teus mandamentos para escapar da companhia e das ações dos homens violentos. 5 - Sinto prazer em andar pelos teus caminhos. Andando neles, meus pés não tropeçam. 6 - Estou fazendo esta oração, ó Deus, porque sei que Tu me respondes. Ouve com atenção os meus pedidos e dá-me a tua resposta. 7 - Mostra-me as maravilhas do teu amor cuidadoso porque Tu és o Salvador de quem Te procura com fé, para escapar dos inimigos. 8 - Toma conta de mim com o mesmo cuidado com o qual se protege a menina dos olhos. Protege-me com a sombra das tuas asas. 9 - Os meus inimigos me cercam e me atacam, pensando em me destruir. 10 - Eles não tem coração, não sentem pena de mim. Todas as suas palavras são cheias de orgulho. 11 - Eles me cercam de tal modo que mal posso andar; olham para mim com toda atenção, prontos para me derrubar. 12 - Parecem leões, famintos e ansiosos para matarem sua vítima; são como leões novos, escondidos para atacar de surpresa. 13 - Levanta-Te Senhor! Enfrenta os meus inimigos cara a cara; destrói essa gente por completo. Com a tua espada, salva a minha alma das mãos do homem mau. 14 - Com a tua mão poderosa, liberta-me dos homens que só se preocupam com este mundo. Tudo que eles esperam ganhar de bom são as riquezas deste mundo. Eles têm comida de sobra, muitos filhos e tesouros para deixar como herança para seus filhos e netos. 15 - Mas, para mim, o que realmente tem valor é chegar diante de Ti com a certeza de uma vida justa e correta. Assim, quando eu despertar para a outra vida, ficarei feliz ao ver que me tornaste semelhante a Ti mesmo! SALMO - 18 1 - SENHOR, EU TE AMO! Tu és a minha fonte de poder! 2 - O Senhor é a fortaleza onde me escondo e fico em segurança. Ele é o meu Libertador. Ele é aquela grande pedra sobre a qual me apóio; ali nenhum dos meus inimigos pode me alcançar. O meu Deus é o meu escudo, Ele é uma torre alta e bem firme para me proteger; o seu poder é a garantia,da minha salvação. 3 - Sempre que peço ajuda ao Senhor, Ele me livra dos, meus inimigos. Por isso o Senhor merece todo o louvor! 4 - A morte me cercou por todos os lados com as suas garras. Quase fui afogado numa corrente de gente incrédula; fiquei com muito medo. 5 - Fui agarrado pelos laços do reino dos mortos, fui apanhado de surpresa pelos planos mortais dos meus inimigos. 6 - No meio do meu aperto pedi a ajuda do Senhor. Gritando pedi socorro ao meu Deus. Lá no céu Ele ouviu a minha voz, escutou meu pedido de socorro. 7 - Então a terra tremeu e balançou; os montes foram sacudidos desde suas bases, por causa da ira do Senhor. 8 - Grandes chamas saíram de sua boca, queimando a terra; das suas narinas saiu fumaça, sinal da sua ira. 9 - Os céus ficaram mais baixos com nuvens escuras de tempestade, e sobre elas o Senhor vinha descendo em direção à terra. 10 - Levado por um querubim, Ele se aproximou rapidamente, voando nas asas do vento. 11 - Escondeu a sua chegada com um manto de trevas, com uma cortina de nuvens escuras e carregadas de água. 12 - De repente, a glória da sua presença explodiu em brilhantes relâmpagos saindo de dentro das nuvens, e em uma violenta chuva de pedras. 13 - O Senhor, o Deus dos deuses, falou nos céus, com sua voz de trovão. Logo começaram a cair pedras e fogo! 14 - Ele lançou sobre meus inimigos suas terríveis lanças, os relâmpagos, e eles fugiram, apavorados. 15 - Quando Ele falou, os mares recuaram. Com a violência da sua ira, com o sopro do seu furor, foi possível ver o fundo do oceano. 16 - Lá do alto Ele estendeu sua mão e me tirou das águas agitadas. 17 - Ele me livrou das mãos do meu forte inimigo; salvou-me de quem me odiava, gente mais forte e poderosa do que eu. 18 - Meus inimigos tinham me atacado de surpresa no dia em que eu estava mais fraco e triste. Apesar disso, o Senhor foi o meu apoio; Ele me sustentou. 19 – Livrou-me de um terrível aperto e me levou para um lugar bem espaçoso. Ele me salvou porque tem prazer em mim. 20 - O Senhor me deu o prêmio certo pela minha justiça, pela sinceridade das minhas ações, 21 - pois, eu venho seguindo fielmente os mandamentos de Deus. Não fui rebelde, não me afastei do meu Deus. 22 - Procuro sempre lembrar os seus mandamentos, todos eles! Não deixei de lado nenhuma ordem do Senhor. 23 - Sempre fui sincero diante dEle; sempre procurei fugir do pecado e da desobediência. 24 - Por isso o Senhor me tratou segundo a minha justiça; Ele me deu a recompensa merecida pela minha vida limpa e sincera diante dEle. 25 - Tu mostras a tua bondade para quem é bondoso. Cumpres as, tuas promessas para quem obedece as tuas leis sinceramente. 26 - Tu revelas a tua pureza ao homem puro de coração. Mas, para o homem que torce os teus mandamentos, Tu, mostras a tua justa ira. 27 - Tu salvas os humildes mas condenas os orgulhosos. 28 - Tu fazes a minha lâmpada brilhar; o Senhor meu Deus transforma a minha noite em dia claro. 29 - Com Ele ao meu lado sou capaz de derrotar qualquer exército e de saltar os muros mais altos. 30 - O caminho de Deus é perfeito; as suas promessas sempre se cumprem. O Senhor é como um escudo; protege perfeitamente quem se esconde nEle. 31 - Quem mais é Deus, além do Senhor? Quem é firme e seguro como uma rocha, como o nosso Deus? 32 - Ele me dá força e prepara o caminho por onde eu ando. 33 - Ele fez os meus pés correrem tão rápidos e firmes como os pés das cabras dos montes. Deus me deu firmeza quando eu andava no alto dos rochedos. 34 - Ele me preparou para a guerra e me deu força suficiente para vergar um arco feito de bronze. 35 - Tu me deste a tua salvação para servir de escudo; tua mão direita-me manteve de pé; tua paciência e compreensão me tornaram grande e famoso. 36 - Preparaste um caminho largo para mim, e assim os meus pés não tropeçaram. 37 - Persegui e alcancei os meus inimigos; só voltei depois de ter destruído todos eles. 38 - Castiguei meus inimigos de tal maneira que nem tiveram forças para se levantar. Foram pisados pelos meus pés! 39 - Porque Tu me deste uma força tremenda para a luta; Tu, Senhor, derrotaste quem lutava contra mim. 40 - Puseste os meus inimigos para correr; destruí completamente os que me odiavam. 41 - Bem que eles gritaram pedindo socorro, mas ninguém respondeu. Pediram ajuda ao Senhor, mas Ele não deu atenção. 42 - Esmaguei meus inimigos até virarem pó; depois espalhei ao vento o que havia sobrado. Lancei fora os que sobraram para serem como a lama das ruas. 43 - Tu me livraste das revoltas do povo e me colocaste como rei de muitas nações. Povos que eu nem conheço estão me servindo. 44 - Eles ouviram as minhas ordens e obedeceram sem discutir; os estrangeiros mostram boa vontade de se sujeitar ao meu governo. 45 - Cheios de medo eles abandonam suas fortalezas e se entregam aos meus soldados. 46 - Deus está vivo! Louvado seja o Senhor, a minha rocha! Louvado seja Deus, o meu Salvador! 47 - Ele vingou os meus sofrimentos e me deu o controle de muitos povos. 48 - Ele me salvou de meus inimigos e me manteve fora do alcance dos meus adversários poderosos e violentos. 49 - Por isso, Senhor, eu Te louvarei entre as nações e cantarei glórias ao teu nome! 50 - O Senhor dá grandes vitórias ao seu rei escolhido; Ele me mostra a sua bondade e continuará mostrando essa mesma bondade aos meus filhos e netos que ocuparem o meu trono, para todo sempre. SALMO - 19 1 - OS CÉUS ANUNCIAM ao mundo a glória de Deus. Eles são uma prova fantástica da capacidade de criação de Deus. 2 - Cada dia que passa conta ao dia seguinte mais um pouco dessa glória; cada noite mostra à noite seguinte como se pode conhecer o Criador. 3 e 4 - Esses discursos são silenciosos; não se ouve uma palavra, mas sua mensagem de louvor é ouvida em todas as partes da terra. 5 - O sol mora nos céus, onde Deus traçou um caminho para ele. Dia após dia o sol percorre esse caminho, brilhante e belo como um noivo indo para seu casamento; forte e alegre como um atleta participando de uma corrida! 6 - Atravessa os céus de lado a lado e nada na terra escapa ao seu calor. 7 - A Lei do Senhor é perfeita; ela devolve à nossa alma as forças perdidas. A revelação da vontade de Deus é digna de confiança; ela dá sabedoria a quem estiver disposto a aprender. 8 - As ordens que Deus dá aos homens são sempre certas; quem obedece, sente uma profunda alegria no coração. As regras de conduta do Senhor são bem claras e iluminam os nossos olhos. 9 - A obediência a Deus nos conserva puros; é a garantia de vida eterna. As opiniões do Senhor sobre a vida são verdadeiras e justas, todas elas. 10 - Valem mais do que ouro, mesmo o ouro mais fino. São mais doces que o mel pingando do favo. 11 - Além de tudo isso, servem para nos corrigir quando estamos errados. Quem segue as instruções de Deus terá sucesso em tudo. 12 - Apesar disso, quem sou eu para saber os pecados que se escondem em meu interior? Por favor, Senhor, perdoa estes meus pecados ocultos! 13 - Não deixes que eu seja dominado pelo orgulho. Assim ficarei livre da culpa, e escaparei de cometer grandes pecados. 14 - Desejo que as minhas palavras e os meus pensamentos íntimos sejam sempre agradáveis a Ti, Senhor, minha Rocha e meu Libertador! SALMO - 20 1 - NO DIA EM que você passar por sofrimentos, espero que o Senhor esteja ao seu lado! Assim, o Deus de Jacó elevará você acima dos problemas, em perfeita segurança. 2 - Desejo que Ele lhe mande socorro, do santo lugar onde vive, no monte Sião. 3 - Desejo que Ele Se lembre das suas ofertas de gratidão e dos sacrifícios queimados. 4 - Tomara que Ele dê a você os desejos do seu coração e cumpra todos os seus planos. 5 - Assim, quando soubermos que você venceu os problemas, cantaremos de alegria e agitaremos bandeiras nos ares. Tomara que o Senhor lhe dê tudo quanto você pediu a Ele. 6 - Tenho plena certeza de que o Senhor salva o seu escolhido; lá do Céu, o santo lugar onde vive, Ele manda ajuda. Ele me socorre com sua mão poderosa! 7 - Outras nações se orgulham de seus exércitos e armas, mas o nosso orgulho e nossa confiança é o Senhor, o nosso Deus. 8 – Elas perdem as forças e são destruídas; nós, porém, ficamos em pé, firmes para sempre. 9 - Ó Senhor, ouve as nossas orações! Dá vitórias ao nosso rei! SALMO - 21 1 - O REI SE ALEGRA com a tua força, ó Senhor! Ele vibra de alegria com a tua salvação. 2 - Tu cumpriste os desejos que ele tinha no coração; respondeste todas as suas orações. 3 - Tu lhe deste prontamente as bênçãos da tua bondade; colocaste sobre a cabeça do rei uma coroa de ouro puro. 4 - Ele Te pediu vida longa e feliz e Tu lhe deste; sim, uma vida que não tem fim. 5 - Ele ficou famoso e respeitado por causa da tua salvação; Tu lhe deste glória e majestade para servirem como roupas reais. 6 - Ele foi escolhido por Ti para ser uma fonte de bênçãos. A tua presença deixou o coração do rei cheio de júbilo e alegria. 7 - Ele confia totalmente no Senhor. Ele é protegido pelo amor cuidadoso do Grande Deus, e por isso não tropeçará. 8 - Ó Senhor, a tua mão atingirá todos os teus inimigos. Tua mão direita atingirá todos os que Te odeiam. 9 e 10 - Quando apareceres, destruirás com fogo os teus inimigos. Na tua ira, farás deles uma enorme fogueira. Não deixarás ficar sobre a terra nem um parente desse povo rebelde! 11 - Por mais que eles façam planos e projetos contra ti, não terão sucesso. 12 - Darão meia-volta e fugirão, vendo as tuas flechas apontadas diretamente contra eles. 13 - Ó Senhor, mostra ao teu povo o teu poder maravilhoso! Nós faremos canções para louvar o teu nome famoso. SALMO - 22 1 - MEU DEUS, MEU DEUS, por que me deixaste assim tão sozinho? Por que eu vivo pedindo socorro, gritando pela tua ajuda, e Tu não me respondes? 2 - De dia e de noite eu choro sem parar, suplicando a tua salvação, mas não recebo resposta. 3 - Apesar disso, eu sei que Tu és santo! Os louvores dos israelitas cercam o teu trono. 4 - No passado o meu povo confiou em ti e foi libertado. 5 - Pediram a tua ajuda e Tu livraste a Israel. Confiaram em Ti e não ficaram decepcionados. 6 - Mas eu valho menos que um homem! Não passo de um verme; todos zombam de mim e sou desprezado pelo meu povo. 7 - Quem me vê, ri, faz caretas e sacode a cabeça, dizendo: 8 - "Não é esse o tal que jogou sua carga nas costas do Senhor? Não é esse que vivia dizendo ser ele à alegria do Senhor? Pois bem, vamos ver se Deus vem salvar sua vida!" 9 - Senhor, Tu vens cuidando de mim desde o meu nascimento. Cuidaste de mim durante a minha infância. 10 - Sou teu desde o instante em que nasci. Ainda estava no ventre de minha mãe e Tu já eras o meu Deus. 11 - Não fiques longe de mim, porque a hora da minha aflição está bem perto, e não tenho ninguém para me ajudar. 12 - Estou cercado por inimigos poderosos, fortes como os grandes touros da terra de Basã. 13 - Eles me atacam com as bocas bem abertas, como leão que ruge e rasga sua vítima em pedaços. 14 - Minha força escorreu como água entre os dedos; o meu corpo está todo desconjuntado. O meu coração se derreteu como um pedaço de cera! Perdi a coragem de lutar! 15 - As minhas forças sumiram, secaram como um pedaço de barro ao sol. A minha sede é tanta que a língua fica presa no céu da boca. Assim Tu me colocaste deitado no pó da morte. 16 - Meus inimigos, um bando de cães, um bando de criminosos, estão me cercando; furaram minhas mãos e meus pés. 17 - Ainda posso contar todos os meus ossos; meus inimigos olham para mim com grande atenção. 18 - Repartem entre si as minhas roupas e fazem um sorteio para ver quem fica com a minha capa. 19 - Ó Senhor, por favor, não fique longe de mim! Tu és a minha força; vem ajudar-me! 20 - Salva-me da morte certa! Não me deixes ser devorado por esses cães, os meus inimigos. 21 - Salva-me dos dentes afiados do leão! Livra-me dos chifres desses touros bravos. Eu tenho absoluta certeza de que Tu vais me salvar! 22 - Eu Te louvarei diante de todos os meus irmãos. Cantarei louvores a Ti quando o povo se reunir para Te adorar. 23 - Direi: Louvem ao Senhor, todos vocês, que adoram a Ele! Todos vocês, israelitas, dêem glória a Ele! Obedeçam e respeitem a Deus; todos vocês povo de Israel! 24 – Pois Ele não me desprezou nem me abandonou na hora da aflição; não virou as costas, mas ouviu e atendeu meus pedidos de socorro! 25 - Sim, por causa do teu amor eu Te louvarei quando o povo se reunir para Te adorar. Cumprirei as promessas que fiz a Ti, todas elas, diante daqueles que Te obedecem e respeitam. 26 - Os sofredores terão bastante comida; comerão até ficarem satisfeitos. Quem busca o Senhor há de achar, e dará a Ele o louvor. Assim eles viverão para sempre! 27 - Os povos da terra, até os mais distantes, saberão que o Senhor é Deus e obedecerão a Ele. Gente de todas as nações se curvará diante dEle, dando louvor. 28 - Porque o Senhor é o Rei de toda a terra. Ele governa as nações do mundo. 29 - Os ricos também comerão à mesa do Senhor e adorarão a Ele. Todos os homens, os mortais, se curvarão diante dEle e colocarão seus rostos junto ao chão. Ninguém vive sem Ele. 30 - Nossos filhos e netos também adorarão ao Senhor, porque nós lhe contaremos os seus grandes feitos. 31 - A sua justiça perfeita será revelada; sua bondade para conosco será contada a um povo que está para nascer. SALMO - 23 1 - O SENHOR É O meu pastor. Ele me dá tudo de que eu preciso! 2 e 3 - Ele me leva aos pastos de grama bem verde e macia para descansar. Quando sinto sede, Ele me leva para os riachos de águas mansas. Ele me devolve a paz de espírito quando me sinto aflito. Ele me faz andar pelo caminho certo para mostrar a todos quão grande Ele é. 4 - Eu posso andar pelo vale escuro, onde a morte está bem perto; mas continuo tranqüilo e não sinto medo. Tu, Senhor, me guias e proteges constantemente! 5 - Preparas uma refeição deliciosa para mim, na presença dos meus inimigos. Tu me recebes como um convidado de honra; e a minha vida fica cheia das tuas bênçãos! 6 - Eu tenho absoluta certeza de que a tua bondade e o teu amor cuidadoso me acompanharão todos os dias da minha vida, sim; eu viverei na presença do Senhor para sempre! SALMO - 24 1 - A TERRA PERTENCE ao Senhor! Tudo que há no mundo, gente, animais, plantas, tudo enfim, pertence a Ele. 2 - Foi Ele Quem colocou a terra firme no meio dos oceanos e dos rios. 3 - Quem será capaz de subir ao monte do Senhor? Quem será capaz de viver diante do Senhor, no seu santo lugar? 4 - Somente quem tem as mãos e o coração limpos de maldade; quem é sempre sincero, verdadeiro e honesto. 5 - Quem fizer isso, receberá a bênção do Senhor e será considerado justo por Deus, o seu Salvador. 6 - Assim vivem as pessoas que procuram agradar ao Senhor e viver na presença do Deus de Jacó. Eles são um povo especial! 7 - Abram-se, portas eternas! Abram-se para o Rei da Glória entrar! 8 - Quem é o Rei da Glória? O Senhor, forte e poderoso, invencível na batalha. 9 - Sim, abram bem os portões e deixem entrar o Rei da Glória. 10 - Quem é o Rei da Glória? O Rei da Glória é o Senhor, o Chefe dos exércitos do céu! SALMO - 25 1 - SENHOR, NESTA oração levo a minha alma à tua presença. 2 - Meu Deus, confio em Ti, não me deixes esperar em vão. Não deixes que os meus inimigos se alegrem com a minha derrota. 3 - Sei que quem confia em Ti nunca será derrotado. Mas quem procura destruir o inocente, esse sim será destruído! 4 - Senhor, mostra-me quais são os teus caminhos; ensina-me por onde devo andar. 5 - Ajuda-me a andar na tua verdade; ensina-me o que é certo, pois Tu és o meu Deus, o meu Salvador. Confiarei em Ti por toda a minha vida. 6 e 7 - Ó Senhor, por favor, esquece os pecados que cometi quando ainda era jovem. Olhe para mim com olhos de bondade e amor, tua bondade e teu amor eternos. 8 - O Senhor é bom e justo; Ele tem prazer em ensinar o caminho certo aos pecadores. 9 - Ele ensina aos humildes o caminho da justiça, o seu caminho. 10 - Quando obedecemos os mandamentos do Senhor, Ele nos faz andar pelos seus caminhos de verdade e amor. 11 - Mas Senhor, o meu pecado é tão grande! Por favor, perdoa-me, para honrar o teu nome. 12 - O Senhor ensinará pessoalmente o caminho certo ao homem que obedece a Ele. 13 - Tal homem viverá cercado pelas bênçãos do Senhor, e sua família possuirá a terra. 14 - O Senhor é amigo chegado de quem O respeita e obedece. A essas pessoas Ele revela os segredos de seus planos. 15 - Sempre levanto os olhos para o Senhor, porque somente Ele pode me livrar das armadilhas desta vida. 16 - Ó Senhor, olha para mim! Tem pena de mim porque eu estou sozinho, sou pobre e fraco. 17 - O peso que há no meu coração fica maior a cada dia; por favor, livra-me dele. Tira-me das situações difíceis em que me encontro. 18 - Olha e vê as minhas dores e o meu sofrimento. Perdoa todos os meus pecados! 19 - Conta os meus inimigos, vê quantos eles são! Eles me odeiam, têm vontade de me destruir. 20 - Protege a minha vida e livra-me deles. Não me deixes ser derrotado, porque confio em Ti! 21 - Um coração sincero e inteiramente dedicado a Ti será a minha proteção. Eu dependo completamente de Ti. 22 - Ó Deus, liberta Israel de todos os seus sofrimentos e problemas! SALMO - 26 1 - SENHOR, DECLARA-ME inocente porque tenho andado nos teus caminhos, de todo o meu coração e confiado em Ti sem nunca duvidar. 2 - Faze um exame completo da minha vida, ó Senhor; examina cuidadosamente os meus desejos e pensamentos e purifica-me. 3 - Fiz da tua verdade e do teu amor constante o caminho para atingir meu ideal. 4 - Não ando em companhia de gente fingida e mentirosa. 5 - Tenho ódio dos que se ajuntam para fazer o mal, e não participo de seus planos maldosos. 6 - Estou inocente e lavo as minhas mãos. Posso adorar no teu altar com a consciência limpa, 7 - cantando hinos de louvor para anunciar a todos os teus grandes milagres. 8 - Senhor, eu amo a tua casa, o lugar onde se manifesta a tua presença gloriosa. 9 e 10 - Não me castigues juntamente com os pecadores! Não me condenes com os homens violentos que têm as mãos sujas de sangue e recebem dinheiro para fazer o mal. 11 - Eu sou diferente! Senhor, eu tenho andado no teu caminho de todo o meu coração. Livra-me, pelo amor que Tu tens por mim! 12 - Louvarei ao Senhor diante do meu povo porque Ele firmou os meus passos e não me deixou cair! SALMO - 27 1 - O SENHOR É A minha luz e a minha salvação. Quem será capaz de me assustar? O Senhor é à força da minha vida; de quem eu poderia ter medo? 2 - Quando os homens perversos vêm me atacar, eles é que tropeçam e caem! 3 - Sim, mesmo que eu seja atacado por um grande exército, não ficarei com medo. Mesmo que eu esteja no meio de uma batalha, confiarei no Senhor e ficarei em paz. 4 - Há uma coisa que realmente desejo do Senhor; o privilégio de viver durante toda a minha vida na sua presença, para descobrir a cada dia um pouco mais da sua perfeição e do seu amor. 5 - Quando eu estiver em dificuldades, Ele será a minha proteção. Ele me esconderá em sua casa; Ele me colocará acima dos problemas, numa rocha firme. 6 - Ficarei fora do alcance de meus inimigos. Então oferecerei sacrifícios de gratidão no seu templo, louvando ao Senhor com canções e salmos. 7 - Ó Senhor, ouve os meus pedidos de ajuda! Mostra o teu amor por mim, responde-me! 8 - Meu coração ouviu a tua voz, dizendo: "Procure a minha ajuda!" Sim! É isso que eu vou fazer; procurar a ajuda do Senhor. 9 - Ó Senhor, por favor, não me voltes as costas. Não fiques zangado comigo! Não me mandes embora! Tu és a minha única ajuda; não me abandones, não me afastes de Ti, Ó Deus, meu Salvador. 10 - Tenho certeza de que se meu pai e minha mãe me abandonarem, o Senhor me receberá de braços abertos. 11 - Senhor, ensina-me o teu caminho. Orienta os meus passos na direção certa por causa dos inimigos que me olham. 12 - Não deixes meus inimigos fazerem de mim o que bem entenderem; eles têm ódio mortal de mim, e fazem acusações falsas a meu respeito. 13 - Mas eu tenho certeza de que ainda verei a bondade do Senhor triunfar nesta terra dos vivos. 14 - Seja paciente espere pela ação do Senhor. Seja valente e encha o seu coração de coragem. Espere com confiança no Senhor! . SALMO - 28 1 - Ó SENHOR, OUVE os meus pedidos de ajuda! Não tapes os teus ouvidos à minha oração. Tu és a minha Rocha; se Tu não me responderes, eu perderei a vontade de viver e morrerei. 2 - Ouve as minhas palavras, quando eu levantar para Ti as minhas mãos, quando fizer os meus humildes pedidos no teu santo lugar. 3 - Não me castigues junto com os homens perversos, com os pecadores que desobedecem as tuas Leis. Eles são fingidos e falsos; falam de paz quando seu coração está cheio de ódio. 4 - Dá a essa gente o castigo que merece! Paga as maldades, que eles vivem fazendo, com um terrível sofrimento; devolve uma por uma as coisas más que eles fizeram. 5 - Eles não fazem caso de Deus, nem dão valor às coisas que Ele criou. Por isso o Senhor castigará e destruirá essas pessoas; nunca mais voltarão a ser ricas e poderosas como antes. 6 - Glória, glória ao Senhor porque Ele ouviu meus pedidos de ajuda! 7 - O Senhor é a minha força, o escudo que me protege de qualquer perigo. Confiei nEle de todo o meu coração e Ele me livrou. Por isso, estou cheio de alegria e louvarei ao Senhor com as minhas canções. 8 - O Senhor é a força do seu povo; Ele protege e salva o seu rei escolhido. 9 - Ó Senhor, continua a salvar o teu povo! Cobre de bênçãos o povo que pertence a Ti. Cuida deles como um pastor cuida de suas ovelhas; dá ao teu povo força e poder para sempre. SALMO - 29 1 - LOUVEM AO SENHOR, anjos do céu! Louvem ao Senhor pela sua glória e pelo seu poder. 2 - Louvem ao Senhor pela grande glória que Ele tem! Adorem ao Senhor na sua perfeita santidade. 3 - A voz do Senhor ecoa desde as nuvens carregadas de água. A voz do Senhor é forte como o trovão. 4 - A voz do Senhor é poderosa, é grandiosa, como a voz de um rei! 5 - A voz do Senhor racha os cedros; sim, quebra em pedaços as grandes árvores do Líbano! 6 - A voz do Senhor sacode o Monte Líbano e o Monte Siriom. Diante do Senhor eles saltam como bezerros e bois bravos. 7 - Quando o Senhor fala, raios de fogo riscam o céu. 8 - A voz do Senhor sacode o deserto; Ele faz tremer o deserto de Cades. 9 - Assustadas com os trovões, as corças na floresta dão suas crias antes do tempo; a voz do Senhor arranca a casca das árvores do bosque. Também no templo do Senhor, tudo anuncia a sua glória. 10 - O Senhor comandou o Dilúvio e mostrou que é o Rei da Criação; sim, o Senhor é o Rei eterno. 11 - Ele dá força ao seu povo. Ele abençoa ô seu povo com a paz! SALMO - 30 1 - SENHOR, EU TE DAREI glória porque Tu me livraste dos meus inimigos. Eles não puderam se alegrar com uma vitória sobre mim. 2 - Senhor, meu Deus, fiz insistentes pedidos a Ti e Tu me devolveste a saúde. 3 - Já estava com um pé na cova e Tu me salvaste. Tu guardaste a minha vida, para eu não morrer. 4 - Todos vocês, pessoas separadas pelo Senhor, cantem salmos de louvor e gratidão a Ele. 5 - Porque quando Ele se zanga conosco, isso passa num instante. Mas o seu interesse e cuidado por nós duram a vida inteira. Podemos passar por momentos difíceis, de grande tristeza, mas Ele logo nos devolve a alegria. 6 e 7 - Quando tudo corria bem para o meu lado, eu pensava comigo mesmo: "Estou numa boa situação; nada de mau pode me acontecer. O Senhor me sustenta e me deixa firme como uma montanha." Bastou o Senhor se afastar por um pouco e fiquei apavorado, completamente perdido. 8 - Então, clamei a Ti, Senhor; quantas orações eu fiz! 9 - Que vantagem Tu vais ter se eu morrer e for enterrado? Transformado em pó, debaixo da terra, não poderei provar ao mundo como Tu és bom; morto eu não poderei Te louvar diante dos homens! 10 - Ouve a minha oração, Senhor! Mostra o teu amor por mim; ajuda-me Senhor!" 11 - Tu transformaste as minhas lágrimas em sorrisos. Tiraste as minhas roupas de luto e me vestiste com roupas de festa 12 - para que eu Te cante louvores sem parar. Sim, Senhor, meu Deus, sempre Te darei graças, por toda a minha vida. SALMO - 31 1 - SENHOR, TU ÉS a minha proteção; não me deixes ficar sem esperança. Mostra a tua justiça e livra-me. 2 - Atende os meus pedidos de ajuda e livra-me depressa; sê para mim uma fortaleza poderosa onde eu possa ficar a salvo dos meus perseguidores. 3 - Sim, Tu és a minha rocha firme, a minha fortaleza segura. Tu provarás a todos o teu poder, protegendo e dirigindo a minha vida. 4 - Tu me livrarás da armadilha que, em segredo, os meus inimigos prepararam contra mim, pois Tu és a minha força. 5 e 6 - Nas tuas mãos deixo a minha vida. Tu me libertaste porque és o Deus que sempre cumpre suas promessas. Eu sei que Tu odeias quem adora os ídolos, deuses de mentira; por isso confio somente em Ti, Senhor. 7 Viverei feliz porque senti o teu amor cuidadoso em ação na minha vida. Tu viste os meus problemas, o meu coração apertado, 8 - e não permitiste que os meus inimigos me dominassem. Pelo contrário, Tu me deste um caminho largo e passos bem firmes. 9 e 10 - Sê bondoso comigo, Senhor, porque estou confuso e cheio de problemas. Já estou cansado de tanto chorar, já estou fraco de tanta tristeza. Minha vida se perde no meu sofrimento; fica mais curta com os meus gemidos. Os meus pecados vão pouco a pouco destruindo as minhas forças, todo o meu corpo vai se consumindo. 11 - Sou motivo de riso e zombaria para os meus inimigos, e o que é pior, mais ainda para os meus amigos e vizinhos. Quando eles passam por mim, viram o rosto para o outro lado. 12 - Para eles, sou como uma pessoa morta; não passo de um jarro quebrado, sem qualquer valor, 13 - Ouvi gente falando baixinho, dizendo mentiras sobre mim e fazendo planos para me destruir. Por isso vivo com medo. 14 e 15 - Mas, no meio disso tudo, continuei confiando em Ti, Senhor. Eu disse: Tu és o meu Deus. Todos os dias da minha vida são controlados por Ti. Por isso, livra-me dos meus inimigos e de quem quer me destruir. 16 - Faze brilhar sobre o teu servo a luz do teu rosto. Salva-me, pelo teu imenso amor! 17 - Não me deixes cair em desgraça, Senhor! Não deixes de responder meus insistentes pedidos de ajuda. Dá o Teu castigo, isso sim, aos pecadores desobedientes; fecha a boca dos perversos, tirando-lhes a vida. 18 - Torna mudas as pessoas que falam mentiras e ameaçam os justos, com orgulho e desprezo. 19 - Ah, como é grande a tua bondade para quem Te respeita e obedece! Tu mostras essa bondade a todos que procuram proteção em Ti! 20 - Tu protegerás quem Te obedece dos planos malvados e das palavras mentirosas dos homens. A tua presença será o nosso abrigo perfeito! 21 - Bendito seja o Senhor! Ele mostrou amor de sobra por mim, quando eu estava cercado pelos meus inimigos. 22 - Sempre impaciente, eu pensei: "O Senhor se esqueceu de mim!" Mas isso não era verdade; Tu me ouviste quando orei, pedindo a tua ajuda. 23 - Ame ao Senhor, ó povo de Deus, separado para ser dEle. O Senhor protege com amor quem é fiel a Ele, mas castiga duramente aos orgulhosos que não Lhe dão importância. 24 - Animem-se! Criem coragem, pois vocês estão confiando no Senhor! SALMO - 32 1 - COMO É FELIZ o homem que tem suas desobediências perdoadas e seus pecados cobertos! 2 - Como é feliz o homem cujos pecados Deus apagou e está livre de más intenções em seu coração! 3 - Eu tentei, por algum tempo, esconder de mim mesmo o meu pecado. O resultado foi que fiquei muito fraco, gemendo de dor e aflição o dia inteiro. 4 - De dia e de noite sentia a mão de Deus pesando sobre mim, fazendo com as minhas forças o que a seca faz com um pequeno riacho. 5 - O sofrimento continuou até que admiti minha culpa e confessei a Ti o meu pecado. Pensei comigo mesmo: "Confessarei ao Senhor como desobedeci às suas Leis." Quando confessei, Tu perdoaste meu terrível pecado. 6 - Por causa desta experiência eu digo: "Quem confia no Senhor sempre confessa seus pecados a Ele, enquanto há tempo de receber o perdão. Quando Deus mandar seus castigos, quem confia nEle não será atingido." 7 - Senhor, Tu és o lugar onde me escondo em segurança; Tu não me deixas cair em problemas e enches a minha vida de gritos de alegria, por causa das vitórias que Tu me dás. 8 - "Eu o ensinarei" – diz o Senhor - e mostrarei a você o caminho por onde deve andar. Eu mesmo lhe darei conselhos e o vigiarei. 9 - Não seja estúpido e teimoso como um cavalo ou uma mula; eles precisam de rédeas e freio para andarem pelo caminho certo. 10 - As pessoas desligadas de Deus terão de passar por muitos sofrimentos, mas quem confia no Senhor será acompanhado de perto pelo seu amor cuidadoso. 11 - Alegrem-se por causa do Senhor! Cantem de prazer e felicidade, todos vocês, justos. Sim, vibrem de alegria todos os que procuram sinceramente agradar ao Senhor! . SALMO - 33 1 - CANTEM DE ALEGRIA por causa do Senhor, todos os que têm amor por Ele! Louvar ao Senhor é o que há de melhor para os justos. 2 - Cantem melodias de gratidão ao Senhor, acompanhadas pela harpa! Usem instrumentos de corda para cantar salmos em louvor a Ele! 3 - Cantem ao Senhor canções novas! Toquem bem seus instrumentos com gritos de alegria! 4 - Façam isso porque a Palavra de Deus é perfeita; Ele é sempre fiel em tudo quanto faz. 5 - Ele tem prazer na prática da justiça e da verdade; o mundo inteiro está cheio de provas da bondade do Senhor. 6 - Bastou uma palavra sua e os céus foram criados; Ele falou e todas as estrelas e planetas apareceram. 7 - Ele formou os grandes oceanos; Ele criou uma grande represa para as águas do mar e as grandes ondas. 8 - Por isso, todos os homens, em todas as partes do mundo, devem respeitar e obedecer ao Senhor 9 - porque com uma só palavra Ele criou todas as coisas. Ele ordenou e o universo inteiro apareceu! 10 - O Senhor desfaz os planos e projetos das nações que não O obedecem, 11 - mas o seu próprio plano é eterno, não pode ser modificado. As suas decisões serão mantidas para sempre. 12 - Feliz é o povo que tem o Senhor como seu Deus, o povo que Ele escolheu para ser exclusivamente seu. 13 e 14 - Lá do céu, do santo lugar onde vive, o Senhor olha para a terra, e observa a vida de todos os homens. 15 - Ele fez cada um de nós e conhece cada coração, e tudo quanto fazemos. 16 e 17 - O melhor exército do mundo não basta para proteger a vida de um rei; ser forte e corajoso não chega para salvar o homem. Um belo cavalo, treinado para a batalha, não é garantia de vitória, apesar da sua grande força. 18 a 20 - Mas os olhos do Senhor vigiam e protegem os que obedecem a Ele e dependem completamente do seu grande amor. Quando estiverem correndo perigo de vida, quando houver fome na terra, eles serão salvos pelo Senhor! Nós dependemos do Senhor para nos salvar! Ele nos ajuda e nos protege. 21 - Ele dá alegria ao nosso coração, porque nós confiamos no seu poder. 22 - Senhor, cobre-nos sempre com o teu amor constante e cuidadoso, porque esta é a nossa esperança em Ti! SALMO - 34 1 - LOUVAREI AO SENHOR toda a minha vida. Em qualquer lugar, a qualquer hora, haverá em minha boca palavras de louvor. 2 - Meu coração se orgulha por causa do Senhor; os desanimados ouvirão o que Ele me fez e ficarão alegres. 3 - Venham todos e dêem glória ao Senhor junto comigo; levantemos bem alto o seu nome. 4 - Procurei o Senhor. Ele veio ao meu encontro e me recebeu. Tirou todo o medo que havia em meu coração. 5 - Os fracos e pobres olham para o Senhor e recebem luz para o seu caminho; nunca ficam envergonhados. 6 - Eu estava desesperado mas pedi ajuda ao Senhor e Ele me ouviu. Livrou-me de todos os meus problemas. 7 - O Anjo do Senhor cerca com sua proteção e livra quem ama a Deus. 8 - Vamos, ponham o Senhor à prova e vocês hão de experimentar a sua bondade. Feliz é o homem que confia totalmente no Senhor! 9 - Se você pertence ao Senhor, ame e obedeça a Ele; para quem faz isso, nada falta. 10 - Até os leões novos e ativos passam fome, mas quem procura o Senhor nunca passa necessidade. 11 - Filhos e filhas, venham me escutar! Eu lhes direi o que significa amar e obedecer ao Senhor. 12 - Você deseja ter uma vida longa e que vale a pena viver? 13 – Cuidado então com o que fala! Evite dizer mentiras e falar mal dos outros. 14 – Afaste-se do pecado e esforce-se para fazer o bem. Procure viver em paz com todos; esforce-se ao máximo para conseguir isso. 15 - Pois os olhos do Senhor vigiam bem de perto os justos e Ele ouve com atenção todos os pedidos que eles fazem. 16 - Mas, para os perversos, o olhar do Senhor é de ira. Ele fará sumir da terra a lembrança dos maus. 17 - Sim, os justos pedem ajuda ao Senhor e Ele os livra de todas as suas dificuldades. 18 - O Senhor está sempre perto de quem tem o coração partido e o espírito humilde. 19 - O justo passa por muitos sofrimentos, mas o Senhor o livra de todos eles. 20 - O Senhor cuida do bem-estar físico do justo; não permite que um único osso seja quebrado. 21 - O mal acabará destruindo o malvado; quem odeia o justo será condenado. 22 - Mas o Senhor livra da destruição a vida dos seus servos. Ninguém que confia nEle será condenado. SALMO - 35 1 - SENHOR, LUTA CONTRA os meus inimigos. Combate os que estão me atacando. 2 - Veste as roupas de guerra, toma o teu escudo, levanta e vem me ajudar! 3 - Levanta a tua lança! Não deixes os meus inimigos se aproximarem de mim. Fala à minha alma: "Eu te salvarei!" 4 - Desmoraliza essa gente que procura me matar! Obriga meus inimigos a voltarem atrás em seus planos, a sofrerem vergonha diante de todos. 5 - Que eles sejam como a palha soprada para longe pelo vento - soprados pelo Anjo do Senhor. 6 - Torna o caminho escuro e perigoso para eles; sejam eles perseguidos pelo Anjo do Senhor. 7 - Porque sem razão alguma fizeram planos maus para me destruir, cavaram uma armadilha no caminho por onde eu ia passar. 8 - Traze sobre eles, de repente, a destruição. Que eles caiam na própria armadilha que fizeram para mim e sejam destruídos. 9 - Então a minha alma ficará cheia de alegria, por causa do Senhor. Ficarei muito feliz porque Ele me salvou! 10 - Do intimo do meu ser, louvarei a Deus dizendo: Senhor, não há ninguém semelhante a Ti! Tu livras o fraco dos inimigos fortes demais para ele! Livras o pobre e o necessitado dos seus exploradores! 11 - Meus inimigos estão usando falsas testemunhas, para me acusar de coisas que nem conheço! 12 - Estão pagando com o mal o bem que lhes fiz, e isso me deixa sem vontade de viver. 13 - E pensar que quando eles estavam fracos e doentes, eu vesti roupas de luto, deixei de comer de tanta tristeza e orei, curvado, por eles. 14 - Para mim, era como se minha mãe ou meu irmão ou um grande amigo estivessem às portas da morte; andei curvado de tristeza, vestido de roupas de luto. 15 - No entanto, quando chegou a minha vez de passar por dificuldades, eles ficaram contentes e se reuniram para planejar a minha destruição. Gente da pior espécie, que eu nem conhecia, se reuniu para falar mentiras a meu respeito. 16 - Para agradar meus inimigos, essas pessoas fizerem ameaças e zombaram de mim. Que maldade! 17 - Senhor, até quando Tu vais assistir a tudo isso sem tomar providência alguma? Eu só tenho uma vida; por favor, salve-me da violência dessa gente! 18 - Assim eu Te louvarei com gratidão diante de todo o povo, da grande multidão reunida perante Ti. 19 - Não me deixes ser destruído por essa gente traiçoeira; não deixes que quem me odeia sem motivo se alegre com isso. 20 - Eles não sabem falar de paz; toda a sua conversa se resume em fazer planos de traição contra quem vive em paz. 21 - Gritando, eles me acusam de ter feito o mal. Dizem: "Ah! Pegamos! Vimos com nossos próprios olhos quando ele fazia o mal! 22 - Mas Tu, Senhor, viste tudo e conheces as mentiras deles. Não fiques calado, não me deixes sozinho! 23 - Levanta-Te, meu Senhor e meu Deus, defende-me e faz-me justiça. 24 – Declara-me inocente, conforme a tua justiça. Não deixes que meus inimigos me condenem e se alegrem com a minha destruição. 25 - Que eles não tenham o prazer de dizer: "Finalmente nosso desejo de destruir esse homem vai se cumprir! Agora vamos acabar com ele!" 26 - Destrói a fama dessa gente; faze com que eles fiquem envergonhados diante de todo o povo, pois eles se alegraram com o meu sofrimento e procuraram me destruir quando eu estava fraco. 27 - Enche de grande alegria quem deseja o meu bem. Que eles possam sempre dizer: "Glória ao Senhor, porque Ele tem prazer em ajudar o seu servo!" 28 - Então eu cantarei o dia inteiro, louvando a tua justiça, e meditando sobre ela. SALMO - 36 1 - NO CORAÇÃO DOS MAUS o pecado sempre tem a última palavra. Eles não têm o menor respeito por Deus. 2 - O pecado encobre a visão dos homens maus. Eles ficam tão contentes consigo mesmos, que pensam que suas maldades nunca serão descobertas e castigadas. 3 - Todas as suas palavras são carregadas de mentira e falsidade, já não são sábios nem bons. 4 - À noite, ficam acordados, fazendo planos perversos, em vez de pensar em como fugir do mal. 5 - O teu firme amor, Senhor, é mais alto que os céus. A tua fidelidade vai além das nuvens. 6 - A tua justiça é grande e firme como as montanhas criadas por Deus. Tuas decisões são sábias e profundas como o mar. No teu cuidado, proteges a vida dos homens e dos animais. 7 - Como é grande o valor do teu amor cuidadoso, ó Deus! Por isso os homens procuram proteção debaixo das tuas asas. 8 - Eles comem até não poder mais, comem do bom e do melhor dado por Ti. Bebem à vontade dos teus rios de alegria e prazer. 9 - Pois Tu és a Fonte da vida; quando somos iluminados com a tua Luz, então podemos ver de verdade. 10 - Continua sempre a demonstrar teu amor constante a quem Te obedece! Não deixes de dar a tua justiça a quem deseja seguir teus retos caminhos. 11 - Não deixes que os homens orgulhosos me maltratem. Não permitas que os perversos me destruam. 12 - Caíram! Caíram os malvados, estão destruídos e nunca mais se levantarão! SALMO - 37 1 - NÃO SE PREOCUPE demais por causa dos perversos! Não fique com inveja dos maus e pecadores. 2 - Logo eles murcharão e secarão como a erva. 3 - Em vez disso, confie no Senhor e procure fazer o bem; viva tranqüilamente em seu lugar e ponha a verdade em prática. 4 - Faça do Senhor a sua grande alegria e Ele dará a você os desejos do seu coração. 5 - Deixe nas mãos do Senhor tudo o que você for fazer. Confie nEle de todo o coração e Ele fará o que for necessário. 6 - Ele fará a sua justiça brilhar como a luz. Mostrará claramente a todos que você está com a razão. 7 - Descanse no Senhor, espere pacientemente pela sua ação. Não fique preocupado com os homens maus que conseguem sucesso em seus planos perversos. 8 - Deixe de lado essa raiva, abandone essa ira! Não perca a cabeça; isso só traz prejuízo! 9 - Esses homens maus serão destruídos, mas quem confia no Senhor receberá grandes bênçãos já nesta vida. 10 - Dentro em breve os maus vão desaparecer. Mesmo procurando, você não encontrará um sequer. 11 - Mas quem se humilha perante o Senhor receberá bênção sobre bênção e viverá na mais perfeita paz. 12 e 13 - O homem mau faz planos para destruir o justo, cheio de ódio. O Senhor zomba dele porque sabe que o dia do castigo está se aproximando. 14 - Os maus preparam suas espadas, seus arcos e flechas para destruir os humildes e pobres, para matar os que andam pelo caminho de Deus. 15 - No entanto, serão destruídos pelas próprias armas. Suas espadas atravessarão seus corações, e seus arcos serão quebrados. 16 - É melhor ter pouco e obedecer ao Senhor do que possuir as grandes riquezas dos homens maus, 17 - porque a força dos maus será quebrada, mas o Senhor sustentará os justos com a sua força. 18 - O Senhor observa passo a passo a vida de quem obedece a Ele de coração. Preparou para eles uma recompensa eterna. 19 - Na época das dificuldades, eles não ficarão sem ajuda; quando houver fome, eles terão comida à vontade 20 - mas os maus desaparecerão. Os inimigos do Senhor murcharão como a erva; serão destruídos e sumirão como fumaça. 21 - Os maus pedem emprestado e depois dizem: "Não tenho como pagar!". Os justos têm o bastante para si e ainda podem ajudar os outros. 22 - As pessoas que recebem a bênção do Senhor herdarão a vida. Mas quem for amaldiçoado por Ele será destruído. 23 - O Senhor dá passo firme e certo ao homem bom. Tem prazer na vida de quem é justo. 24 - O homem bom pode cair, mas não cairá para sempre. O Senhor segura a sua mão e o ajuda a levantar-se. 25 - Já fui moço; agora sou um velho, mas nunca vi o justo ser abandonado pelo Senhor. Nunca vi a família do homem que ama ao Senhor passar fome e necessidade. 26 - Pelo contrário; ele é bondoso, ajuda os outros, e a sua família é uma bênção. 27 - Assim, se você deseja um lar eterno e feliz, deixe a maldade de lado e comece a praticar o bem. 28 - Pois o Senhor tem prazer na justiça e não abandona quem pertence a Ele; eles serão protegidos para sempre, mas quem ama a injustiça será destruído. 29 - As pessoas que amam a Deus receberão a vida eterna como herança e viverão para sempre. 30 e 31 - O justo sempre fala o que é certo e sempre dá bons conselhos, porque obedece de coração à Lei do seu Deus. Por isso, seus passos são firmes e certos. 32 - O homem mau vive espiando o justo, fazendo planos para tirar-lhe a vida. 33 - Mas o Senhor não permitirá que o justo caia nas mãos do perverso; se um homem bom for julgado, Deus não deixará que ele seja condenado. 34 - Espere com paciência o Senhor agir! Siga o seu caminho e Ele dará as honras e as bênçãos que você deseja. Você há de ver os maus serem destruídos. 35 e 36 - Eu mesmo já vi algo semelhante: um homem orgulhoso e mau, crescendo em força e poder como um cedro do Líbano. Mas, pouco tempo depois, procurei por ele e descobri que tinha desaparecido. 37 - Mas, se você prestar atenção no homem justo, verá que a coisa é bem diferente! Quem obedece ao Senhor e vive em paz terá um fim abençoado. 38 - Quem vive desobedecendo a Lei de Deus, quem tem prazer em fazer o mal, será destruído para sempre. 39 - O Senhor salva os justos; no dia da dificuldade Ele é a proteção de quem O ama! 40 - Ele ajuda e livra os justos dos planos perversos dos homens maus, porque confiaram nEle. SALMO - 38 1 - Ó SENHOR, NÃO me castigues enquanto estás irado! 2 - As tuas flechas se cravaram profundamente no meu corpo; todo o peso da tua mão caiu sobre mim. 3 - Por causa da tua ira, todo o meu corpo está doente; o meu pecado destruiu minha saúde. 4 - Estou quase me afogando no mar de meus pecados; eles são tão pesados que já não posso suportar. 5 e 6 - As minhas feridas ficam inflamadas e cheias de pus, por causa do meu louco pecado. Já estou andando curvado e abatido o dia inteiro, como se estivesse de luto. 7 - As minhas costelas ardem como fogo, meu corpo inteiro está doente. 8 - Estou muito cansado, estou desesperado; vivo gemendo porque meu coração está cheio de medo. 9 - Senhor, Tu conheces muito bem o meu desejo; sabes como estou ansioso para recuperar a saúde. 10 - Meu coração bate depressa demais, minha força é pequena; além de tudo isso, estou ficando cego. 11 - Meus amigos, parentes e conhecidos se afastam de mim, com medo da minha doença. 12 - Enquanto isso, meus inimigos fazem planos para me matar. Andam espalhando mentiras a meu respeito e passam dias inteiros imaginando meios de me destruir. 13 e 14 - De minha parte, eu me faço de surdo a essas ameaças. Também não respondo uma palavra; fico como mudo, 15 – pois confio em Ti, Senhor. Tu me protegerás, Senhor meu Deus! 16 - Tu me protegerás para que meus inimigos não se alegrem quando eu cair, nem me ataquem,quando eu estiver fraco. 17 - Estou quase caindo e isso acontece a toda hora. Carrego essa tristeza comigo dia e noite. 18 - Confesso meus pecados, fico muito triste por causa deles, 19 - mas os meus inimigos são fortes; é grande o número de Pessoas que me odeiam sem razão. 20 - Eles me pagam o bem com o mal, porque eu tomo o partido dos justos e bons. 21 - Ó Senhor, não me abandones! Não fiques longe de mim, meu Deus! 22 - Meu Salvador, vem depressa me socorrer! SALMO - 39 1 - PENSEI COMIGO MESMO tenho de tomar cuidado com o que falo, para não cair no pecado de reclamar contra Deus. Ficarei bem calado, especialmente quando estiver na presença de pessoas que não obedecem ao Senhor. 2 - Então fiquei quieto como um mudo; nada falei, nem sequer coisas boas, e o resultado foi que a minha dor aumentou. 3 - O meu coração pegou fogo dentro do peito enquanto pensava no problema. 4 - Então finalmente pedi a Deus: Senhor, mostra-me o pouco tempo que me resta aqui na terra. Mostra-me como a vida é curta e eu sou frágil. 5 e 6 - Que é a minha vida aos teus olhos? Nada! Tem apenas alguns momentos de duração. É verdade... Por mais rico e poderoso que seja o homem, a sua vida não passa de um breve vazio. Ele é uma simples sombra, que passa num instante. O homem se preocupa em vão com a vida; ele se esforça, ajunta riquezas que ficarão para pessoas estranhas! 7 - Por isso, Senhor, Tu és a minha única esperança! 8 - Liberta-me de todas as minhas maldades e pecados, para que não zombem de mim. 9 - Senhor, fico calado diante de Ti, pois sei que este castigo veio de Ti. 10 - Tira, Senhor, este castigo! Já não agüento mais receber os golpes da tua mão. 11 - Quando castigas alguém por causa de seus pecados, tiras o que ele tem de mais precioso. Sim, a vida humana não passa de um sopro. 12 - Ó Senhor, ouve a minha oração! Escuta os meus gritos pedindo socorro! Não fiques calado, vendo as minhas lágrimas rolarem. Nesta terra eu sou apenas um viajante, como foram os meus pais; no entanto, sou teu convidado! Cuida de mim! 13 - Desvia de mim esse teu olhar irado; deixa-me tomar fôlego para continuar vivendo, senão morrerei e desaparecerei para sempre. SALMO - 40 1 - ESPEREI COM CONFIANÇA pela ajuda do Senhor. Ele Se voltou para mim e ouviu meus pedidos de socorro. 2 - Ele me tirou do fundo de um poço de desespero e medo, de um atoleiro de lama. Ele me fez andar sobre a rocha e me deu passos firmes e certos. 3 - Colocou em minha boca uma nova canção, um hino de louvor ao nosso Deus. Muita gente verá o que Ele fez por mim e, passará a respeitar o Senhor e confiar nEle. 4 - Há muitas bênçãos para quem confia no Senhor, para quem não depende de homens orgulhosos, nem se apega aos mentirosos. 5 - Meu Senhor, são muitos e formidáveis os milagres que tens feito para nós. Os teus planos são perfeitos. Ninguém pode ser comparado a Ti. Gostaria de anunciar ao mundo as tuas grandes obras, mas elas são tantas que não haveria tempo! 6 - O que desejas do teu povo não são os sacrifícios e as ofertas; o teu prazer não são sacrifícios queimados, mas ouvidos prontos a obedecer a tua voz. 7 - Por isso, eu disse: Aqui estou eu, conforme foi escrito no livro. 8 - Minha maior alegria é fazer a tua vontade, ó meu Deus. A tua Lei está gravada no meu coração. 9 - Anunciei a todo o povo as boas notícias. Deus dá sua justiça aos homens! Não fiquei calado, e Tu sabes disso muito bem, ó Senhor. 10 - Não guardei só para mim essas boas notícias. Anunciei em bom e alto som a tua fidelidade e a tua salvação. Não escondi do meu povo o teu perdão e a tua verdade. 11 - Senhor, não me deixes sem o teu amor constante; permite que eu seja protegido com tua bondade e tua verdade, 12 - porque os problemas que enfrento são grandes demais. Meus pecados me atrapalham a visão; são muitos, mais que os fios de cabelo em minha cabeça. Por causa deles, me sinto fraco e desanimado. 13 - Por favor, Senhor, vem libertar-me! Depressa, socorre-me! 14 - Cobre de vergonha e desonra os inimigos que tentam acabar comigo. Faze seus planos falharem, porque eles se alegram com o meu sofrimento. 15 - Quando sofro, eles dizem: "Bem-feito! Bem-feito!" Por isso, ó Senhor, lança sobre eles a vergonha e o desprezo por causa dessa maldade. 16 - Mas para quem Te ama, Senhor, e confia na tua salvação, eu desejo muita alegria e felicidade. Que eles possam sempre dizer: "Glória ao Senhor!" 17 - Eu sou pobre e necessitado, porém o Senhor Se importa comigo e cuida de mim. Senhor, Tu és o meu apoio, Tu és o meu Salvador! Vem salvar-me, vem depressa, ó meu Deus. SALMO - 41 1 - DEUS ABENÇOA QUEM ajuda o necessitado. Deus salva essas pessoas no dia da dificuldade. 2 - O Senhor protege e guarda suas vidas. Faz com que elas sejam felizes e não permite que caiam nas mãos de seus inimigos. 3 - Quando estiverem doentes, o Senhor estará ao seu lado, cuidando delas com muito carinho. 4 - Eu orei: "Ó Senhor, sê bondoso para mim! Cura minha alma, porque pequei contra Ti." 5 - Meus inimigos rogam pragas contra mim e perguntam: "Quando será que ele vai morrer? Quando será esquecido pelos homens?" 6 - Quando vêm me visitar, fingem ser amigos e ter interesse no meu bem-estar, mas no fundo do coração sei que eles me odeiam e vivem espalhando esse ódio. 7 - Meus inimigos cochicham contra mim em grupinhos. Fazem planos contra mim e espalham mentiras. 8 - "Ele está com uma doença mortal e desconhecida!" dizem. "Ele há de morrer em cima daquela cama!" 9 - Até meu melhor amigo, em quem eu confiava cegamente, me traiu! Quantas e quantas vezes nós comemos juntos! 10 - Senhor, por favor, sê bondoso comigo! Devolve-me a saúde para que eu possa dar a essa gente o castigo que merece. 11 - Tenho certeza de que Tu me amas porque não deixaste meus inimigos me destruírem. 12 - Tu me protegeste porque sempre fiz o que é certo; por isso, viverei para sempre na tua presença. 13 - Bendito seja, para sempre e sempre o Senhor, o Deus de Israel. Sim! Amém! SALMO - 42 1 - COMO A CORÇA procura ansiosamente um riacho, assim eu Te procuro e desejo, Ó Deus. 2 - Sinto sede de Deus, do Deus vivo; quando será que poderei estar de novo na sua presença? 3 - Dia e noite choro de saudade enquanto meus inimigos, para zombar de mim, perguntam: "Então, onde anda esse seu Deus?" 4 - Quando me lembro de como costumava ir à frente do povo que subia ao templo para adorar, cantando de alegria e louvando a Deus, numa grande festa, minha alma fica cheia de tristeza. 5 - Por quê? Por que ficar triste e desanimado? Tenha confiança em Deus! Ainda voltarei a louvar o Senhor, meu Deus e minha ajuda. 6 - Sinto a minha alma abatida e por isso procuro lembrar o teu poder, enquanto moro nesta terra, entre o rio Jordão, o Monte Hermom e o Monte Mizar. 7 - Todas as tuas ondas passaram sobre mim; fortes correntes de tristeza me encobrem, fazendo lembrar o barulho de grandes cachoeiras. 8 - Mas, para vencer tudo isso, a cada dia o Senhor me dá o seu amor cuidadoso e constante. Durante as noites eu canto em seu louvor e oro ao meu Deus, que me dá vida, dizendo: 9 - "Ó Deus, minha Rocha, por que Te esqueceste de mim? Por que tenho de viver sofrendo e chorando por causa dos ataques dos meus inimigos?" 10 - Cada vez que eles, zombando, perguntam, "Então, onde anda esse seu Deus?" , é como se um de meus ossos fosse quebrado. 11 - Por que ficar triste e agitado, meu coração? Não é preciso! Confie em Deus; eu ainda louvarei o Senhor, o Deus que sempre me ajuda. SALMO - 43 1 - Ó DEUS, JULGA COM justiça o meu caso! Resolve o meu problema com esses homens falsos e injustos, que não crêem em Ti. 2 - Tu és o meu Deus, minha única proteção. Por que me deixaste de lado? Por que tenho de viver sofrendo e chorando por causa dos ataques dos meus inimigos? 3 - Manda a tua luz e a tua verdade para serem meus guias, para me levarem ao monte do teu santo templo, à tua casa. 4 - Então levarei minhas ofertas ao altar de Deus. Ele é a fonte da minha alegria e júbilo; eu O louvarei ao som da harpa. Sim, meu Deus, eu Te louvarei! 5 - Por que ficar triste e agitado, meu coração? Não é preciso! Confie em Deus, pois ainda louvarei o Senhor, o Deus que sempre me ajuda. SALMO - 44 1 e 2 - Ó DEUS, OUVIMOS com nossos próprios ouvidos as histórias dos teus grandes milagres. Nossos pais nos contaram como, em seus dias, Tu arrancaste desta terra os povos pagãos que aqui viviam, dando lugar ao nosso povo. Israel se tornou o dono de toda a terra dos povos expulsos, 3 - mas não foi por sua própria força, nem com suas armas. Eles venceram os inimigos e conquistaram a terra pela tua força, com a ajuda da tua mão direita e iluminados pela tua luz. Conseguiram isso porque Tu mostraste interesse e amor por eles. 4 - Ó Deus, Tu és o meu rei! Ordena e confirma a vitória de Israel, o teu povo. 5 - Pois somente com a ajuda da tua força podemos vencer os nossos inimigos; podemos vencer quem nos ameaça, apenas porque confiamos no teu nome. 6 - Não confio no meu arco e na minha espada para me salvar. 7 - Porque foste Tu quem venceste nossos inimigos e cobriste de vergonha quem nos odiava. 8 - Deus é nosso motivo de orgulho a todo instante; nós Te louvaremos para sempre. 9 - No entanto, Senhor, Tu nos deixaste de lado e por isso passamos vergonha diante das nações. Já não vais conosco às batalhas, 10 - e por isso somos obrigados a fugir do inimigo; nossos adversários roubam as nossas riquezas. 11 - Entregaste os israelitas à morte, como ovelhas num matadouro; nosso povo foi espalhado pelo mundo inteiro. 12 - Tu nos vendeste a troco de nada. Não nos deste qualquer valor. 13 - As nações vizinhas zombam e riem de nós, por causa do que aconteceu. Somos motivo de riso, 14 - somos conhecidos por toda parte como gente ruim; todos os povos nos desprezam! 15 e 16 - Onde quer que eu vá, sofro o mesmo vexame; Sou ofendido e ameaçado pelos inimigos que desejam vingança. 17 - Senhor, por que tudo isso aconteceu? Nós não nos esquecemos de Ti, nem deixamos de cumprir nosso trato contigo. 18 - Nossos corações não Te deixaram de lado, nossos pés não se desviaram do teu caminho. 19 - Então, por que razão. Tu nos castigas nesta terra seca e sem vida? Por que mandas o teu povo para a morte? 20 - Se tivéssemos esquecido. Quem é o nosso Deus, se tivéssemos adorado imagens de deuses falsos, 21 - Deus com certeza saberia, pois Ele conhece os segredos de cada coração. 22 - Mas o fato é que justamente por sermos fiéis a Ti é que estamos sofrendo perigo de morte a todo instante somos como ovelhas prontas para o matadouro. 23 - Acorda, Senhor! Por que continuas indiferente? Não nos abandones para sempre! 24 - Por que escondes de nós o teu rosto e nem ligas para nossa miséria e desespero? 25 - Já fomos tão humilhados que andamos com o rosto pegado ao chão, arrastando o corpo no pó. 26 - Levanta-Te, Senhor, vem socorrer o teu povo! Salva-nos por causa do teu amor fiel e constante. SALMO - 45 1 - MEU CORAÇÃO ESTÁ cheio de bons pensamentos. Estou inspirado como um grande escritor, e dedicarei ao Rei minha bela canção. 2 - Tu és o mais belo dos homens, as tuas palavras demonstram o teu grande amor, e por isso Deus te abençoou eternamente. 3 - Coloca a tua espada no cinto, grande guerreiro, coberto de glória e de majestade! 4 - E cheio de majestade, marcha para a vitória, defende a humildade, a verdade e a justiça, parte para realizar grandes feitos! 5 - Tuas flechas são afiadas e atingem sempre o coração dos teus inimigos; outros povos se tornam teus servos. 6 - O teu trono, ó Deus, é eterno; a justiça e a verdade são os símbolos do teu reino. 7 - Tu amas a justiça e odeias o pecado. Por isso, Deus, o teu Deus, encheu a Tua vida de alegria, alegria que Ele não deu a mais ninguém. 8 - As tuas roupas são perfumadas com mirra, aloés e cássia. Nos teus palácios, onde as paredes são cobertas de marfim, ouvem-se os instrumentos de corda, tocando belas canções, para te alegrar. 9 - Entre as mulheres do teu palácio há filhas de reis. Ao teu lado está assentada a rainha, usando jóias finas feitas do ouro puro de Ofir. 10 e 11 - Ouça o meu conselho, princesa. Não fique remoendo lembranças de seu país e de seus pais. O rei, seu marido, está apaixonado pela sua beleza. Dê a ele atenção e respeito, porque agora ele é o seu senhor. 12 - Gente de Tiro virá lhe trazer presentes; pessoas poderosas virão lhe pedir favores. 13 - A noiva, uma princesa real, está no interior do palácio; ela é muito bonita, e suas roupas são enfeitadas com fios de ouro. 14 - Vestida de finas roupas bordadas, ela é levada à presença do rei; ao seu lado seguem várias jovens, suas damas de honra. 15 - Que grupo alegre e jubiloso elas formam ao entrar no palácio real! 16 - No futuro, haverá uma nova família real na terra; seus filhos serão príncipes e reis pelo mundo afora. 17 - Tornarei o seu nome conhecido e famoso para sempre; os povos do mundo lhe darão honra para sempre! SALMO - 46 1 - DEUS É NOSSA proteção e nossa força. Ele é aquela ajuda na qual se pode confiar no dia da angústia. 2 - Por isso, não ficaremos perturbados, mesmo que o mundo seja destruído, mesmo que as montanhas desabem dentro do mar. 3 - Ficaremos tranqüilos, mesmo se houver grandes enchentes e terremotos tão fortes que façam tremer os montes mais altos. 4 - Há um rio que corre mansamente pela cidade de Deus, um rio que enche de alegria quem vive lá, o santo lugar onde vive o Grande Deus. 5 - Deus mesmo vive ali. Por isso, apesar da confusão por toda parte, ela permanece tranqüila, guardada e protegida por Ele. 6 - As nações gritam e se agitam iradas, mas quando Deus fala, a terra se derrete submissa - os povos se encolhem, com medo e respeito. 7 - O Senhor do Universo está entre nós; Ele, o Deus de Israel é a nossa proteção. 8 - Venham, vejam as grandes obras do Senhor! Vejam como ele castigou várias nações com a destruição! 9 - Ele acaba com a guerra em todo o mundo, quebrando as armas e queimando os carros de guerra. 10 - "Fiquem quietos! Saibam, de uma vez por todas, que Eu sou Deus! Todas as nações da terra hão de honrar o meu nome!" 11 - O Senhor do Universo está entre nós; Ele, o Deus de Israel é a nossa proteção! SALMO - 47 1 - BATAM PALMAS, TODOS os povos! Louvem ao Senhor cantando e gritando de alegria, 2 - pois o Senhor, o Grande Deus, é muito poderoso. Ele é o Rei de toda a terra. 3 - Ele derrotou nossos inimigos e colocou outras nações debaixo de nossos pés. 4 - Ele preparou esta terra para ser a nossa herança, porque nós somos a família de Israel, o povo a quem Ele ama. 5 - Deus, o Senhor, subiu (ao céu) entre gritos de louvor, ao som de trombetas. 6 - Cantem salmos para louvar a Deus! Cantem salmos para louvar ao nosso Rei. 7 - Deus é o Rei de toda a terra; cantem com perfeição e beleza os seus louvores! 8 - Assentado em seu santo trono, Deus reina sobre todas as nações. 9 - Os líderes dos povos se juntam ao nosso povo para honrar o Deus de Abraão. Eles entregarão ao Senhor toda a autoridade que têm, e Ele será honrado grandemente em toda a terra. SALMO - 48 1 - O SENHOR É GRANDE! Ele merece ser louvado na sua cidade santa. 2 - Vejam como é belo o seu santo monte Sião, ao norte de Jerusalém, a morada do grande Rei! Ele é a alegria do nosso povo! 3 - Ali, Deus é conhecido como Protetor! 4 - Os reis de outras nações se reuniram para atacar Jerusalém, mas acabaram fugindo, todos de uma só vez. 5 - Quando viram nossa cidade, ficaram espantados, com muito medo, e fugiram correndo. 6 - Foram derrotados pelo medo e sentiram dores como a mulher que vai dar à luz! 7 - Pois Tu, Senhor, és capaz de destruir os grandes navios de guerra com uma ventania. 8 - Agora nós vimos com nossos próprios olhos, aqui mesmo, na cidade do Senhor do Universo, a cidade do nosso Deus, um grande milagre, como aqueles que nossos pais nos contaram. Jerusalém permanecerá firme para sempre, porque Deus a sustenta! 9 - Senhor, aqui em teu templo ficamos pensando e meditando no teu amor constante e fiel. 10 - O teu nome é conhecido por todo o mundo. Por toda a terra Tu és louvado porque todas as tuas ações revelam tua perfeita justiça. 11 - O povo de Jerusalém, das cidades de Judá, deve cantar de alegria porque Tu julgaste seus inimigos. 12 - Percorram a cidade! Verifiquem por toda a parte, contem cada uma das torres! 13 - Examinem com cuidado os muros e torres de guerra; olhem bem para os palácios de Jerusalém. Assim vocês poderão contar a seus filhos e netos 14 - quem é Deus, e como Ele salvou a cidade. Ele é o nosso Deus para sempre; Ele é o nosso Guia eterno. SALMO - 49 1 - ATENÇÃO, TODOS OS POVOS! Ouçam bem o que digo! Escutem com cuidado todos os moradores da terra! 2 - Ouçam, pessoas importantes e humildes, ricos e pobres, ouçam as minhas palavras! 3 - Falarei sabedoria; minhas palavras revelarão pensamentos profundos e sábios. 4 - Cantarei ao som da harpa a resposta a um dos mais complicados problemas da vida: 5 - Não é necessário ter medo dos dias difíceis e do sofrimento! Quando sou perseguido pela maldade dos meus inimigos, 6 - que confiam em seu dinheiro e se orgulham de suas riquezas, fico tranqüilo. 7 - Sei que, nenhum deles, por mais rico que seja, pode salvar seu irmão da morte e pagar a Deus o preço da salvação. 8 e 9 - O preço de uma alma é tão grande, que nem se pode pensar em pagar para continuar vivendo eternamente, sem enfrentar a morte. 10 - Sábios, tolos e ignorantes, todos eles morrerão! As suas riquezas ficarão nas mãos de outros. 11 - No fundo do coração pensam que a morte nunca vai chegar; pensam que viverão para sempre em suas terras e casas. Chegam a dar seus próprios nomes a suas propriedades! 12 - Mas o homem que gosta de exibir com orgulho as suas riquezas vai acabar morrendo, como qualquer animal. 13 - O que eles fazem é a mais completa loucura e, no entanto, ainda há pessoas que aplaudem quem age assim! 14 - Os homens são ovelhas, a sepultura é o curral e a morte é o pastor. Quando chegam à cova, desaparece a glória dos homens e o reino dos mortos passa a ser o seu lar. 15 - Mas Deus livrará a minha alma do poder da morte porque quando eu morrer, Ele me receberá. 16 - Por isso, não fiquem tristes e desanimados vendo outros enriquecerem e se tornarem poderosos. 17 - Quando eles morrerem, não poderão levar coisa alguma consigo. Sua glória e seu sucesso não irão com eles! 18 - O homem pode passar toda a vida fazendo elogios a si mesmo, pode se tornar famoso pelas coisas boas que conseguiu para si, 19 - porém, mais cedo ou mais tarde, morrerá como todo mundo e irá para a escuridão eterna. 20 - O homem pode ter muita fama e riqueza, mas se não olhar a vida como Deus a vê, morre como um animal qualquer. SALMO - 50 1 - Ó PODEROSO DEUS, o Senhor, convoca toda a humanidade, de um lado ao outro da terra. 2 - A gloriosa luz de Deus brilha no alto do Monte Sião, o mais belo lugar do mundo. 3 - Nosso Deus Se aproxima e fala com voz poderosa; à sua frente há um grande fogo que devora; à sua volta há uma forte tempestade. 4 - Ele veio para julgar seu povo; chamou os céus e a terra para serem testemunhas e disse: 5 - Reúnam o meu povo, aqueles que tomaram o compromisso de Me obedecer, oferecendo um sacrifício no meu altar. 6 - Deus julgará o seu povo com a mais perfeita justiça; os céus anunciam que Ele é justo. 7 - Ó meu povo, escute bem o que vou falar! Estas são as minhas acusações contra você Israel; ouça bem porque Eu sou o seu Deus! 8 - Não estou zangado por causa dos sacrifícios e das ofertas queimadas que vocês trazem diariamente ao meu altar. 9 - Mas bois e bodes não é o que realmente desejo receber de vocês. 10 - Porque todos os animais nas florestas, todo o gado que pasta sobre os montes, são meus! 11 - As aves dos montes e os animais do campo, todos eles Me pertencem. 12 - Se Eu tivesse fome, não precisaria lhes pedir coisa alguma, pois tudo que há no mundo é meu. 13 - Não pensem que preciso da carne dos bois e do sangue dos cabritos que vocês oferecem no altar. 14 e 15 - O que realmente desejo de vocês é o seguinte: tenham sempre um coração. cheio de gratidão, e cumpram as promessas de obediência que Me fizeram; confiem em Mim quando estiverem em dificuldade. Assim Eu os salvarei, e vocês Me darão glória. 16 - Mas, ao pecador teimoso e desobediente, Deus diz: De que adianta ficar repetindo as minhas ordens escritas e as minhas promessas, 17 – se no fundo do coração você despreza minha disciplina e desobedece minha palavra? 18 - Você sente prazer em ver o ladrão roubar, e procura a companhia de quem rouba a mulher do próximo. 19 - Sua boca está sempre pronta a falar coisas ruins e espalhar mentiras. 20 - Com suas palavras de calúnia você procura destruir seu próprio irmão. 21 – Até agora estive calado, e por isso você pensou que Eu não me importava; mas agora, chegou a hora do seu julgamento. Eu lhe mostrarei todos os seus pecados. 22 - Pensem nisso e arrependam-se, todos vocês que deixaram Deus de lado. Se recusarem, Ele destruirá cada um de vocês, e ninguém poderá lhes dar a menor ajuda para escapar. 23 - Sabem quem é que Me louva de verdade? É a pessoa que me dá a oferta de um coração agradecido! Quem se esforça para andar nos meus caminhos receberá a salvação de Deus. SALMO - 51 1 - SALMO DE DAVI, para ser cantado pelo cantor principal do Templo. Este salmo foi escrito quando o profeta Natã acusou Davi de ter cometido adultério com Bete-Seba. Ó DEUS DÁ-ME o perdão por causa do teu grande e fiel amor. Apaga a terrível mancha dos meus pecados pela tua misericórdia. 2 - Limpa-me completamente da minha culpa. Deixa-me limpo de pecados! 3 - Reconheço que pequei vergonhosamente, o meu pecado me persegue dia e noite. 4 - Pequei contra Ti, somente contra Ti. Eu sei que condenas o mal que cometi. Tu tens toda a razão em me castigar; o teu julgamento é perfeitamente justo. 5 - O fato é que já nasci pecador; sim, desde o momento que minha mãe me deu à luz. 6 - A tua vontade é ver a verdade no coração do homem; por favor ajuda-me a conseguir tua sabedoria no meu coração; ensina-me em particular. 7 - Limpa-me com o sangue purificador e ficarei puro de verdade. Lava-me e ficarei mais branco do que a neve. 8 - Agora que já me castigaste, fazendo todo o meu corpo sofrer, devolve-me a alegria que eu tinha antes. 9 - Não fiques olhando os meus pecados; apaga as minhas falhas todas. 10 - Cria em mim ó Deus, um coração puro. Coloca dentro de mim pensamentos e desejos limpos e sinceros. 11 - Não me abandones, não tires de mim o teu Espírito Santo. 12 - Dá-me de volta a alegria da tua salvação; dá-me o desejo sincero de Te servir. 13 - Assim poderei ensinar teus caminhos a outros pecadores e eles voltarão a Ti arrependidos. 14 e 15 - Ó Deus, meu Salvador, livra-me da culpa desse crime! Então cantarei louvores a Ti! Abre, Senhor, os meus lábios, e contarei ao mundo a tua justiça e o teu perdão. 16 - O que desejas de mim não são belos atos religiosos, trazer ofertas queimadas e sacrifícios! Se fosse esse o teu padrão de justiça, eu já teria trazido muitas ofertas. 17 - O que realmente exiges do pecador é um espírito humilhado. Tu não desprezarás a pessoa que tem o coração arrependido e muito triste por causa do pecado, ó Deus! 18 - Senhor, continua a mostrar amor para com o povo de Israel! Protege e defende Jerusalém! Não castigues o teu povo por causa dos meus pecados. 19 - Então, quando o meu coração estiver humilde e arrependido, Tu ficarás satisfeito com minhas ofertas de dedicação e com as ofertas queimadas, com os bois que eu trouxer como sacrifício ao teu altar. SALMO - 52 1 - SALMO DE DAVI, para protestar contra seu inimigo Doegue, o edomita, que mais tarde matou a sangue frio 85 sacerdotes e suas famílias (1 Samuel 22). VOCÊ SE JULGA um grande herói, não? Cheio de força e poder, você se alegra com o terrível crime que cometeu. Mas o amor cuidadoso de Deus pelo seu povo é eterno, e por isso você será castigado! 2 - A sua língua é afiada como uma navalha! Assim você planeja suas maldades e pratica suas mentiras. 3 - Para você o mal vale mais que o bem, o errado vale mais que o certo. Você prefere mentir a falar a verdade! 4 - Homem mau e mentiroso, você gosta de destruir os outros com suas palavras. 5 - Por isso, Deus mesmo vai destruir você para sempre! Ele vai arrancar você de dentro de sua casa e riscará o seu nome da lembrança dos vivos. 6 - As pessoas obedientes a Deus verão o seu fim. Isso aumentará ó respeito que elas têm por Deus e lhes dará grande alegria, por verem a justiça divina em ação. Então, elas dirão: 7 - "Vejam só o que acontece a quem confia em suas riquezas em vez de confiar em Deus, fazendo maldades piores a cada dia que passa!" 8 - Mas eu viverei por muito tempo ainda, protegido pelo Senhor, verde e firme como uma oliveira. Confio no amor constante e eterno de Deus! 9 - Ó Senhor, serei eternamente agradecido a Ti, porque Tu deste ao perverso o castigo merecido. Louvarei o teu nome diante dos que confiam em Ti e porei minha esperança em ti, porque Tu és bom! SALMO - 53 1 - O HOMEM QUE DIZ: "Deus não existe!", é completamente tolo. O resultado dessa idéia errada é a perda da moral, seguida de uma longa série de atos vergonhosos. Quem acha que Deus não Se importa com nossa vida é incapaz de fazer coisas boas e certas. 2 - Lá do céu Deus olha para a humanidade, procurando alguém que compreenda seus planos, procurando alguém que deseje obedecer a Ele. 3 - Mas, que adianta? A humanidade inteira se desviou do caminho certo e se perdeu. Todos os homens foram estragados pelo pecado. Não há um homem sequer que procure fazer o bem; não há nem um homem bom por natureza! 4 - Será que essa gente, vivendo em completo pecado, destruindo o meu povo como quem come um pedaço de pão, não percebe a existência de Deus, nem tenta falar com Ele em oração? 5 - Mas em breve eles ficarão apavorados, sem saber por que, nem como. É que Deus espalha os ossos de quem maltrata seu povo! Serão humilhados porque foram rejeitados por Deus. 6 - Quem dera que Deus surgisse agora de Sião para libertar Israel! Quando Deus libertar o seu povo da opressão, os israelitas voltarão a ser felizes de verdade. SALMO - 54 1 - SALMO DE DAVI. Foi escrito quando os moradores de Zife, a traição, foram contar a Saul que Davi estava escondido em sua terra. Ó Deus, salva-me com a força do teu nome! Mostra com o teu poder a minha inocência. 2 - Escuta com atenção as palavras da minha oração! 3 - Homens violentos procuram destruir minha vida; eles são cruéis, e na sua vida não existe lugar para Deus. 4 - Mas comigo é diferente! Deus é quem me ajuda; o Senhor sustenta a minha alma. 5 - Ele devolverá o mal que os meus inimigos procuram me fazer. Ó Senhor, mostra a tua fidelidade e acaba com esses homens perversos! 6 - Então, eu Te oferecerei meus sacrifícios com alegria e gratidão. Louvarei o teu nome, porque Tu és bom. 7 - Deus me ajudou a vencer todos os meus problemas. Com alegria vi a destruição de meus inimigos. SALMO - 55 1 - ESCUTA A MINHA oração, ó Deus! - Não Te escondas quando eu peço a tua ajuda. 2 - Ouve-me com atenção e responde-me! Eu não consigo entender meus problemas e estou muito perturbado. 3 - Meus inimigos gritam ameaças contra mim; os homens maus me rodeiam. Lançam males sobre mim, com ódio e furor. 4 - Dentro do peito, meu coração dispara dolorido, com medo da morte. 5 - Sou dominado pelo medo e pelo pavor, o horror me oprime. 6 - Eu disse: "Quem dera que tivesse asas como uma pomba! Voaria para longe e viveria em paz. 7 - Voaria rápido até os desertos distantes e viveria por lá mesmo. 8 - Assim poderia achar um abrigo para escapar da tempestade. 9 - Senhor; provoca confusão e desentendimento entre os meus inimigos, faz com que sejam destruídos pela sua própria violência. 10 - De dia e de noite, giram pela cidade, andando sobre os muros. Espalharam a maldade e a miséria dentro de Jerusalém. 11 - Dentro dela existe morte e destruição; nas ruas acontecem assaltos e exploração. 12 - Quem me ofende não é um inimigo. Se fosse, eu ainda poderia agüentar; poderia fugir e me esconder. 13 - Quem está me traindo é você, meu companheiro, meu amigo do peito! 14 - Costumávamos andar juntos, conversando alegremente enquanto íamos para o templo de Deus com o seu povo. 15 - Que a morte apanhe essa gente de surpresa, porque seus corações e seus lares estão imundos de pecado. 16 - Mas eu pedirei ajuda a Deus e o Senhor me salvará. 17 - Farei orações pela manhã, ao meio-dia e à noitinha; contarei a Deus os meus problemas e Ele me ouvirá. 18 - Muita gente me persegue e tenta me destruir, mas Ele me salva e dá paz à minha alma. 19 - Deus - o Rei Eterno - dará aos meus inimigos o que eles merecem, porque não respeitam a Deus, porque não se arrependem. 20 - Este falso amigo atacou quem vivia em paz com ele; não cumpriu os compromissos que tinha feito. 21 - Ele falava macio, mas no coração planejava a morte. Suas palavras pareciam ser doces como mel, mas na verdade eram facas afiadas. 22 - Entregue todas as suas preocupações ao Senhor. Ele levará o peso dos seus problemas. Deus nunca deixa o justo tropeçar e cair. 23 - Senhor, Tu lançarás meus inimigos no mais profundo abismo da destruição. Eles são assassinos e traidores; por isso vão morrer muito cedo; viverão apenas meia vida. Quanto a mim, confio em Ti para sempre! SALMO - 56 1 e 2 - Ó DEUS, SALVA-ME com a tua graça! Os meus inimigos atacam dia e noite, procurando me destruir. Eles vigiam todos os meus passos para me matar a traição; meus inimigos são muitos e muito orgulhosos. 3 - Mas, quando eu sentir medo, confiarei em Ti. 4 - Sim, colocarei em Deus a minha confiança e ficarei tranqüilo. A minha vida provará que as promessas de Deus são verdadeiras! Eu confio em Deus; simples homens não serão capazes de me destruir! 5 - Eles torcem o sentido de tudo que eu falo; só pensam em como me fazer mal. 6 - Fazem reuniões secretas; vigiam os meus passos, esperando a hora certa de acabarem com a minha vida. 7 - Ó Deus, castiga meus inimigos conforme o tamanho de seus pecados. Na tua ira, derruba essas nações! 8 - Tu conheces bem as perseguições que eu sofri. Contaste e recolheste num jarro todas as minhas lágrimas. Anotaste cada lágrima no teu livro. 9 - No dia em que pedir a tua ajuda, meus inimigos fugirão! Estou bem certo de que Deus está do meu lado. 10 e 11 - Eu confio totalmente em Deus! Glória ao Senhor pelas suas promessas! Não terei medo de coisa alguma porque confio em Deus; simples homens não serão capazes de me destruir! 12 - Por isso, ó Deus, cumprirei as promessas que Te fiz. Por toda a minha vida eu Te darei graças! 13 - Tu me salvaste da morte e não me deixaste tropeçar e cair. Assim, eu poderei andar na luz de Deus durante toda a minha vida. SALMO - 57 1 - Ó DEUS, SALVA-ME com a tua graça! Tu és o abrigo da minha alma; eu me escondo debaixo das tuas asas até passar este grande perigo. 2 - Pedirei ajuda ao Grande Deus; Ele é quem resolve todos os meus problemas. 3 - Lá do céu Ele me manda ajuda e me salva. Ele deixa envergonhados os meus inimigos. Faz tudo isso porque é fiel e tem um grande amor por mim. 4 - Estou cercado de leões ferozes - homens violentos, prontos para matar, prontos para destruir com suas mentiras a vida de outras pessoas. 5 - Ó Deus, mostra o teu grande poder nos mais altos céus; faze a tua glória brilhar por toda a terra! 6 - Meus inimigos prepararam uma armadilha para mim. Sinto um medo terrível! Abriram uma cova em meu caminho, mas qual será o resultado? Eles mesmos vão cair nela! 7 - Meu coração está tranqüilo e confiante, ó Deus! Cantarei louvores e hinos a Ti! 8 - Acorda, minha alma! Acordem, liras e harpas! Vou acordar bem cedo, cantando! 9 - Entre as nações, em alta voz, cantarei hinos de gratidão e louvor a Ti, 10 - porque o teu grande amor é maior que os céus. Tu sempre és fiel e verdadeiro! Sempre! 11 - Sim, mostra o teu grande poder nos mais altos céus, ó Deus! Faze a tua glória brilhar por toda a terra! SALMO - 58 1 - ONDE ESTÁ A verdadeira justiça, senhores juizes? Autoridades, vocês estão sendo honestos quando julgam os homens? 2 - Não! De maneira alguma! Em vez disso, vocês fazem planos malvados e enchem a terra de violência. 3 - Gente pecadora, que desde o nascimento se afasta de Deus! Desde o berço vocês vêm seguindo um caminho errado, o caminho da mentira. 4 e 5 - Eles são venenosos como cobras! São cobras surdas, que nem o mágico. mais experiente é capaz de encantar. 6 - Ó Deus, quebra os dentes deles, porque são ferozes como leões fortes. 7 - Faze essa gente desaparecer como água que cai na areia do deserto. Torna inúteis as armas que eles usam. 8 - Que eles sejam como a lesma que se desmancha no lodo; que sejam como quem nasce morto e nunca vê o sol! 9 - Deus na sua ira os levará vivos numa tempestade. Sumirão mais depressa do que o tempo que o fogo leva para esquentar uma panela. 10 - O justo ficará feliz quando o castigo de Deus cair sobre os maus. Ele andará em segurança pelos lugares onde o sangue deles regou a terra. 11 - Então todos vão entender que ser justo e obedecer a Deus traz uma grande recompensa, porque há um Deus que controla a terra e julga os homens. SALMO - 59 1 - HINO DE DAVI. Foi escrito quando o rei Saul mandou soldados cercarem a casa de Davi, para matá-lo. DEUS MEU, salva-me dos meus inimigos! Não deixes que eles me alcancem. 2 - Salva-me de quem vive fazendo o mal, salva-me dos homens violentos e assassinos. 3 - Eles fazem planos cuidadosos para me matar à traição. Nada fiz de errado contra eles, mas os poderosos se ajuntam para me destruir, ó Senhor! 4 - Eu sou inocente, mas assim mesmo eles vêm me atacar. Senhor, levanta, vê o que está acontecendo e vem me ajudar. 5 - Tu, Senhor do Universo és o Deus de Israel. Levanta e vem enfrentar as nações inimigas! Não tenhas pena de ninguém que faz da maldade o seu modo de vida! 6 - Quando anoitece, eles vêm rondar a cidade e tentar descobrir onde estou, uivando como cachorros bravos. 7 - Gritam ofensas e ameaças horríveis, pensando: "Ninguém vai nos ouvir!" 8 - Mas Tu, Senhor, rirás dessa gente. Também vais zombar das nações inimigas de Israel. 9 - Ó Deus, minha Força, tu és a minha esperança! Tu me proteges e eu fico em perfeita segurança. 10 - Meu Deus virá ao meu encontra para me ajudar com seu amor cuidadoso e fiel. Ele realizará a minha vontade quanto aos meus inimigos. 11 - Não acabes com eles de uma vez - para o povo não esquecer depressa a lição. Espalha meus inimigos pela terra, fracos e humilhados, ó Senhor, nossa proteção! 12 e 13 - Que eles sejam as vítimas de suas próprias mentiras e de seu orgulho! Que eles sejam castigados por Ti, com toda a tua ira. Acaba com eles! Assim todos saberão que Deus reina em Israel e reinará em todo o mundo! 14 e 15 - Quando anoitece, os meus inimigos vêm rondar a cidade, uivando como cachorros bravos. Andam para lá e para cá, procurando comida. Nunca acham o suficiente, e por isso ficam latindo e rosnando. 16 - Quanto a mim, cantarei louvores a Deus todos .os dias, e me alegrarei pela sua força e pelo seu grande amor. Sim, Tu tens sido a proteção onde eu fico em segurança no dia do sofrimento. 17 - Ó Deus, Força minha, sempre Te louvarei porque Tu és o refúgio onde fico em segurança. Eu Te louvarei porque Tu sempre mostras grande amor por mim. SALMO - 60 1 - HINO DE DAVI. Foi escrito quando Davi estava em guerra contra os sírios e Joabe garantiu a vitória de Israel, derrotando completamente um exército de edomitas no Vale do Sal, onde os israelitas mataram 12.000 inimigos. Ó DEUS, TU nos deixaste de lado e espalhaste nossas tropas! Tu estás zangado, furioso conosco; por favor, volta a nos proteger! 2 e 3 - Nosso povo ficou abalado pelo medo. Parece uma parede rachada, prestes a cair. Por favor, ajuda nosso país a se recuperar. Tu fizeste o teu povo ser derrotado; teus golpes deixaram o povo desorientado e confuso, como quem bebeu vinho forte. 4 e 5 - Tu nos deste uma bandeira para ser levada, a bandeira da tua verdade. Ficaremos todos juntos dela! Assim, os teus amados serão salvos; Tu usarás teu braço poderoso para nos livrar. Responde-nos depressa! 6 e 7 - Cantarei de alegria porque Deus, na sua santidade, prometeu nos ajudar. Ele disse: Eu ainda sou dono de Siquém, do vale de Sucote, de Gileade e de Manassés. Efraim continuará possuindo guerreiros valentes e Judá a produzir os meus reis escolhidos. 8 - Moabe será o escravo humilde que há de lavar meus pés; Edom apanhará as minhas sandálias empoeiradas. Gritando, anunciarei minha vitória sobre a Filistia! 9 e 10 - Quem me levará, como grande vencedor, às fortalezas de Edom? Somente Tu, ó Deus, és capaz disso, mas Tu nos deixaste de lado e não acompanhas nossos soldados na batalha! 11 - Ó Senhor, volta! Vem ajudar-nos nesta situação difícil, porque a ajuda do homem não vale nada! 12 - Com a ajuda de Deus realizaremos grandes feitos. Ele mesmo pisará os nossos inimigos! SALMO - 61 1 - ESCUTA-ME Ó DEUS! Ouve os meus pedidos, a minha oração! 2 - Mesmo estando tão longe, nos fins do mundo, pedirei a tua ajuda; quando o meu coração estiver abatido e fraco, leva-me para o lugar seguro e protegido que não posso alcançar sozinho. 3 - Tu és a minha fortaleza segura, onde encontro proteção contra o inimigo. 4 - Viverei para sempre na tua presença e sempre procurarei abrigo debaixo da tua proteção. 5 - Tu ouviste as promessas que eu Te fiz e me deste as bênçãos guardadas para quem Te ama e respeita. 6 - Tu me darás muitos anos a mais de vida; minha vida valerá por muitas gerações, por muitas vidas! 7 - Viverei bem perto do Senhor para sempre. Serei guardado pelo amor e pela fidelidade de Deus. 8 - Então cantarei hinos ao Senhor durante toda a minha vida, dia após dia, para cumprir as promessas que fiz a Ele. SALMO - 62 1 - DEUS É MINHA única esperança; confio nEle e fico tranqüilo, porque Ele é o meu Salvador. 2 - Ele, somente Ele, é a minha Rocha, o meu Salvador, a minha Proteção segura. Os problemas da vida nunca conseguirão me derrotar completamente! 3 - Mas, o que é isto? Até quando vocês vão se jogar contra mim, procurando me derrubar como se eu fosse uma parede oca, um muro prestes a cair? 4 - Vocês só pensam em me derrubar do trono; para isso usam a mentira e o fingimento, tendo o coração cheio de ódio. 5 - Mas Deus é minha única esperança; confio nEle e minha alma fica tranqüila. Ele é a fonte da minha esperança! 6 - Ele, somente Ele, é a minha Rocha, o meu Salvador, a minha Proteção segura. Os problemas da vida não conseguirão me derrubar! 7 - Minha salvação e minha boa fama dependem somente de Deus. Em Deus estão a minha firmeza e a minha proteção. 8 - Ó meu povo, confie no Senhor a cada momento. Leve a Ele todo o peso de seu coração pois Deus é a nossa proteção. 9 - Os homens nada valem; são falsos; sejam eles de famílias importantes ou de origem humilde; juntos pesam menos que o ar numa balança. 10 - Não confiem nas riquezas obtidas com roubo nem se orgulhem do que ganharam com a exploração. Se vocês ficarem ricos, não entreguem seus corações à riqueza. 11 - Eu ouvi e acredito no que Deus já falou: "O poder pertence a Deus!" 12 - Sim, Senhor! E Tu também és a fonte do amor fiel porque Tu dás a cada um o que merece, conforme as suas ações. SALMO – 63 1 - SALMO DE DAVI, escrito enquanto ele estava escondido no sertão da Judéia. Ó DEUS, MEU Deus poderoso, toda manhã cedinho já vou Te procurar! Preso nesta terra seca, meu corpo e minha alma têm sede de Ti. 2 - Quem me dera estar na tua casa para ver teu poder e tua glória. 3 - Eu Te louvo, porque sentir o teu amor fiel e constante vale mais que a própria vida. 4 - Certamente vou Te louvar durante toda a minha vida. Levanto as minhas mãos e oro a Ti, confiado em teu poder. 5 - Tu darás à minha alma muito mais do que ela precisa, e eu Te louvarei com as minhas palavras. 6 - Acordado, de noite, fico pensando em Ti. Atravesso a madrugada lembrando a tua bondade. 7 - Tu me ajudas constantemente; debaixo dos teus cuidados eu canto alegre, bem protegido. 8 - A minha vida depende totalmente de Ti, porque a tua mão direita me sustenta. 9 - Por outro lado, quem procura me destruir será levado para o fundo do reino dos mortos. 10 - Morrerão de modo violento; não serão enterrados, e servirão de comida para os cachorros selvagens. 11 - Mas Eu me alegrarei em Deus. Quem confia no Senhor vive feliz porque Ele tapará a boca dos mentirosos. SALMO - 64 1 - ESCUTA-ME Ó DEUS, quando eu Te contar os meus problemas! Protege a minha vida dos planos maus de meus inimigos. 2 - Esconde-me desses malfeitores e criminosos. 3 - Suas línguas são afiadas como espadas. Eles atiram contra mim palavras agudas como flechas. 4 - Querem me destruir à traição; atacam o justo de repente, e não têm medo de ser castigados. 5 - Eles se animam para fazer coisas erradas. Fazem reuniões: secretas para traçar seus planos malvados, pensando: "Aqui ninguém nos achará!" 6 - Procuram oportunidades e maneiras de fazer o mal. Passam longas horas planejando e descobrindo maldades no fundo de seus corações. 7 - Mas Deus mesmo derrubará essa gente com suas flechas. De repente eles cairão por terra, mortalmente feridos. 8 - Tropeçarão e cairão; seus planos virarão contra eles. Todos se afastarão deles, vendo o seu fim. 9 - Quando isso acontecer, todos respeitarão a Deus e reconhecerão como Ele é grande e poderoso; entenderão e contarão uns aos outros os seus milagres. 10 - Os justos se alegrarão por causa do Senhor, e confiarão ainda mais nEle. Quem anda pelos retos caminhos de Deus vibrará de alegria. SALMO - 65 1 - Ó DEUS, AQUI em Sião nós esperamos em Ti, com plena confiança. Nós Te cantaremos glória e cumpriremos as nossas promessas. 2 - Tu respondes às orações, e por isso todos os homens Te procurarão, 3 - querendo receber o perdão. Mesmo que os nossos pecados de injustiça e desobediência sejam muitos, Tu nos perdoas. 4 - Ah, como são felizes as pessoas que Tu escolhes para se aproximarem de Ti e viverem na tua presença. Viver junto de Ti nos deixará muito alegres, por causa da tua bondade. 5 - Com grandes milagres, ó Deus, nosso Salvador, Tu nos respondes. Mostras a tua justiça, livrando-nos dos inimigos. Tu és a única esperança do homem, em toda a terra, e também sobre os mares e oceanos, a qualquer distância. 6 - Tu formaste e firmaste os montes com o teu grande poder em ação. 7 - Tu acalmas a fúria dos mares, o barulho forte das ondas e a gritaria violenta das nações. 8 - Nos pontos mais distantes do mundo os teus milagres causam admiração ao homem. O nascer e o pôr-do-sol cantam hinos de alegria por tua causa. 9 - Tu mandas a chuva para regar a terra; assim o solo fica rico e produz muito. Os rios de Deus nunca secam. Tu preparas a terra, e ela produz ricas colheitas de cereais. 10 - A chuva rega as plantações, amolece a terra, dissolve os torrões e faz as sementes brotarem por toda parte. 11 - Mostras toda a tua bondade dando ótimas colheitas. Por onde Tu passas as árvores se enchem de frutos, 12 - os pastos secos do sertão ficam verdes e os montes se cobrem de flores coloridas. 13 - Os campos ficam cheios de rebanhos, nos vales brotam as espigas de trigo e cevada. Toda a terra vibra e canta de alegria. SALMO - 66 1 - GRITE LOUVORES A Deus, toda a terra! 2 - Anunciem com salmos a sua glória! Venham todos, cantar louvores a Ele! 3 - Digam ao Senhor: "Como despertam admiração as tuas obras! Por causa do teu grande poder, teus inimigos se rendem e Te obedecem. 4 - Toda a terra há de Te adorar, cantando salmos e hinos para louvar o teu nome. 5 - Venham todos, venham ver os grandes feitos de Deus! Vejam os grandes milagres que Ele fez em favor do seu povo! 6 - Abriu um caminho seco pelo meio do Mar Vermelho! Israel atravessou o Rio Jordão sem sequer molhar os pés! Que dia feliz para o nosso povo! 7 - Ele reina para sempre sobre toda a terra, por causa de seu grande poder. Cuidado rebeldes, não tentem se revoltar porque Deus observa de perto as nações. 8 - Povos do mundo, louvem o nosso Deus, cantando glórias em bom e alto som! 9 - É Ele quem protege nossa vida e não nos deixa tropeçar. 10 - Tu, ó Deus, nos puseste à prova. Tu nos colocaste no fogo para nos purificar, como se faz com a prata. 11 - Tu nos prendeste na tua prisão e colocaste grandes pesos sobre nossas costas. 12 - Depois fomos esmagados pelos exércitos inimigos. Passamos pelo fogo e pela água mas depois de tudo isso Tu nos deste um lar bom e espaçoso. 13 - Agora eu quero trazer ao teu templo os meus sacrifícios queimados, para cumprir minhas promessas, 14 - as promessas que fiz quando estava passando por dificuldades. 15 - Aqui estão os meus sacrifícios: carneiros, cabritos e bezerros gordos e sem defeito. A fumaça dos sacrifícios subirá perante Ti. 16 - Venham, ouçam todos vocês, que amam e obedecem ao Senhor! Vou lhes contar tudo que Ele fez por mim. 17 - Orei a Ele pedindo ajuda e dando louvor. 18 - Se eu tivesse guardado lugar para o pecado no meu coração, Deus nunca teria me ouvido! 19 - Mas Ele me ouviu! Ele atendeu à minha oração! 20 - Louvado seja Deus porque Ele não rejeitou a minha oração, e não deixou de me dar seu amor constante e fiel. SALMO - 67 1 - QUE DEUS NOS salve com a sua graça e nos abençoe! Que a luz de seu rosto brilhe sobre nós. 2 - Assim saberemos por onde Ele quer que nós andemos. Assim todas as nações conhecerão a sua salvação! 3 - Todos os povos da terra vão Te agradecer, ó Deus. 4 - Os homens ficarão muito alegres e cantarão hinos porque Tu julgas os povos com justiça e guias a vida das nações. 5 - Todos os povos da terra hão de Te louvar, ó Deus, todos os povos! 6 e 7 - A terra produziu grandes colheitas porque Deus, o nosso Deus nos abençoou. Por isso, todos os povos da terra respeitarão ao Senhor; até nos lugares mais distantes Ele será louvado. SALMO - 68 1 - DEUS SE LEVANTOU! De repente todos os seus inimigos fugiram da sua presença! Somem os que odeiam a Deus! 2 - Tu espalhas teus inimigos como o vento espalha a fumaça. Os pecadores desaparecem na presença de Deus, como a cera se derrete no fogo. 3 - Os justos, ao contrário, sentem prazer e cantam de alegria na presença do Senhor. Exultam e ficam contentes. 4 - Cantem a Deus, louvem o seu nome com salmos! Dêem honra a quem anda rapidamente sobre as nuvens; é o Senhor, o motivo para sua alegria. 5 - Pois Ele é o Pai dos órfãos; Ele faz justiça às viúvas. Deus cuida deles desde o Santo Lugar onde vive. 6 - Deus dá uma grande família às pessoas solitárias, liberta os presos e lhes dá riqueza e felicidade. Para os rebeldes, porém, Ele dará fome e terra seca. 7 - Ó Deus, quando Tu guiaste o teu povo através do deserto naquela grande marcha, 8 - a terra tremeu e os céus deixaram cair à chuva, na tua presença. Até o Monte Sinai tremeu diante da tua presença, ó Deus de Israel. 9 e 10 - Sim, deste chuva ao teu povo quando a terra já estava seca e não produzia mais. Então Israel viveu tranqüilo em sua terra porque Tu, com grande bondade, deste casa e alimento a quem precisava. 11 a 13 - O Senhor falou e os inimigos fugiram, reis e seus exércitos. As donas de casa, em grande número, levaram as boas notícias e repartiram as riquezas conquistadas. Mulheres humildes, que viviam junto aos currais de ovelhas ficaram cobertas de prata e ouro, belas como pombas. 14 - Quando Deus espalhou os exércitos inimigos, foi como o calor da primavera derretendo a neve no Monte Salmom. 15 e 16 – OS Montes de Basã, altos e belos, foram criados por Deus, mas Ele escolheu o Monte Sião para ser a sua morada. Por que, montes de Basã, vocês estão com inveja? Saibam que Sião será a eterna morada de Deus. 17 - Cercado por milhares de carros, o Senhor deixa o Monte Sinai e vem para sua morada, no Monte Sião. 18 - Ele subiu às alturas, vencendo o próprio cativeiro. Recebeu dons para os homens, até para os rebeldes, e assim o Senhor Deus se faz presente no meio deles. 19 - Louvado seja o Senhor Ele leva nossos problemas e nos dá a sua salvação. 20 - O nosso Deus tem o poder para nos livrar. Ele, o Senhor, é quem nos pode livrar da morte. 21 - Mas Ele destrói violentamente os seus inimigos, rebeldes e pecadores. 22 - O Senhor prometeu: Mostrarei aos israelitas onde se esconderam seus inimigos, seja nos montes de Basã, seja no fundo dos mares, 23 - para Israel se vingar completamente deles. Os cachorros de Israel comerão a carne dos inimigos de meu povo. 24 - Aos poucos, o cortejo de Deus, o meu Rei, se aproxima do templo. 25 - À frente vão os cantores, atrás vêm os músicos tocando instrumentos de corda. Entre eles vêm as moças tocando pandeiros. 26 - Todos a congregação deve louvar a Deus! É do Senhor que Israel recebe a bênção. 27 - À frente do povo marcha a tribo de Benjamim, filho mais novo de Jacó. Logo atrás vêm os príncipes de Judá e seus acompanhantes, seguidos dos príncipes de Naftali e Zebulom. 28 - Ó Deus, ajunta toda a tua força, o teu poder que usaste para nos ajudar. 29 - Por causa do amor ao teu templo, os reis da terra trarão presentes a Ti, em Jerusalém. 30 - Repreende nossos inimigos, ó Deus; o Egito e as outras nações poderosas à nossa volta. Humilha as nações que exigem impostos aos povos mais fracos; castiga as nações que amam a guerra. 31 - O Egito manda seus presentes por meio de homens muito importantes; a Etiópia traz as mãos cheias de tesouros para oferecer a Deus. 32 - Reinos da terra, cantem salmos de louvor ao Senhor Deus, 33 - a Ele que vive acima de todos os céus eternos. Ouçam a sua voz poderosa como o trovão. 34 - A Deus pertence o poder! Ele é rei sobre Israel e mostra toda a sua grandeza ao seu povo. Os céus revelam aos homens o grande poder de Deus. 35 - Ó Deus, Tu revelas tua grandeza no teu templo! Tu, ó Deus de Israel, dás força e poder ao teu povo. Louvado seja Deus! SALMO - 69 1 - SALVA-ME Ó DEUS! As águas subiram muito e estou quase me afogando. 2 - Meus pés afundam cada vez mais na lama; não consigo me firmar em pé; rios profundos ameaçam me cobrir completamente. 3 - Já estou cansado de gritar pedindo ajuda, minha garganta está seca; meus olhos já estão fracos de tanto chorar, esperando o meu Deus entrar em ação. 4 - Muita gente me odeia sem qualquer motivo; tenho tantos inimigos que é impossível contar, gente poderosa que tenta me matar à traição. Eles me obrigam a pagar por crimes que não cometi. 5 - Ó Deus, Tu conheces muito bem as minhas culpas; sabes que sou um perfeito tolo. 6 - Ó Senhor, Deus do Universo, não permitas que outras pessoas que confiam em Ti percam a esperança e a fé por minha causa. Não deixes que elas sejam envergonhadas, ó Deus de Israel! 7 - Pois venho passando por todos esses sofrimentos, sofrendo as maiores vergonhas por amor a Ti. 8 - Até meus irmãos se afastam de mim e fingem não me conhecer! 9 - O grande interesse que tenho por Ti e pela tua casa arde como uma fogueira dentro de mim. Por isso, teus inimigos me atacam como fazem contigo, com ofensas e mentiras. 10 - Enquanto eu jejuava e chorava diante de Ti, eles zombavam e riam de mim! 11 - Quando me vesti de pano grosso de saco, mostrando tristeza e humilhação todos começaram a rir e zombar de mim. 12 - Nas rodinhas de amigos, por toda a cidade sou o assunto do dia; até os bêbados fazem cantigas zombando de mim! 13 - Mas, apesar de tudo isso, continuarei orando a Ti, Senhor. Eu sei que a hora feliz da tua resposta se aproxima. Ó Deus, responde a minha oração, pelo teu grande amor e pela tua fidelidade como Salvador! 14 - Tira-me desse atoleiro; não me deixes afundar na lama. Salva-me dos meus inimigos e das águas profundas! 15 - Não deixes que este rio profundo me carregue, não me deixes afundar! Não deixes que se feche a boca do poço onde fui jogado! 16 - Ó Senhor, responde-me! O teu amor cuidadoso e fiel é bom demais para mim. Olha para os meus problemas e ajuda-me, conforme a tua rica misericórdia. 17 - Não Te escondas deste teu servo! Vê como estou cercado de problemas e responde-me depressa. 18 - Ó Senhor, chega bem perto de mim e seja meu Salvador! Salva a minha vida dos meus inimigos! 19 - Tu bem sabes como eles me ofendem, sabes a vergonha que passo por causa deles. Tu conheces todos os meus inimigos! 20 - O desprezo dessa gente cortou o meu coração e eu perdi a vontade de viver; Esperei que algum deles tivesse pena de mim, mas foi em vão. Ninguém, ninguém veio me consolar! 21 - Quando eu estava com fome, eles me deram veneno para comer; quando eu estava morto de sede, eles me deram vinagre. 22 - Suas alegrias hão de se transformar em desgraça; a sua tranqüilidade acabará em sofrimento. 23 - A luz de seus olhos se transformará em trevas; viverão fracos para sempre. 24 - Lança sobre eles a tua ira; queima essa gente com o fogo do teu furor! 25 - Faze com que as suas casas fiquem abandonadas e desertas! 26 - Eles procuram destruir as pessoas castigadas por Ti e aumentam os sofrimentos de quem Tu feriste. 27 - Ajunta um a um os pecados deles, e não lhes dês o teu perdão! 28 - Risca essas pessoas do livro dos vivos; não deixes que elas permaneçam para sempre ao lado dos justos. 29 - Senhor, vê como estou desesperado e triste! Vem socorrer-me e colocar-me em lugar seguro. 30 - Então cantarei louvores a Ti, ó Deus. Darei glórias a Deus com cânticos de gratidão! 31 - Isso vale mais para o Senhor do que o sacrifício de um touro ou de um boi. 32 - Os fracos e humildes verão isso e ficarão muito alegres. Quem procura viver junto ao Senhor tem sempre uma esperança nova no coração. 33 - O Senhor sempre responde a quem precisa dele e nunca despreza quem está dominado pela dor; 34 - Dêem glória a Deus, céus e terra! Louvem a Deus os mares e tudo que vive neles. 35 - Pois Deus salvará Jerusalém e reconstruirá as cidades de Judá. Lá os israelitas viverão em paz e serão donos de sua terra para sempre. 36 - As famílias dos servos de Deus ganharão as cidades de Judá como herança; nela viverão os que amam o Senhor. SALMO - 70 1 - UMA SÚPLICA DE Davi, para ser cantado pelo cantor principal do templo. Ó DEUS, VEM me livrar! Ó Senhor, vem socorrer-me depressa! 2 - Cobre de vergonha os que procuram acabar com a minha vida. Impede a ação dessa gente! Acaba com a reputação dos meus inimigos! 3 - Sejam castigados por causa de sua maldade essas pessoas que riem da minha desgraça. 4 - Enche com a tua alegria e felicidade os que Te procuram. Os homens que amam a tua salvação Te louvarão dizendo: "Deus é grande e poderoso!" 5 - Eu sou fraco e estou passando por terríveis necessidades. Por isso, ó Deus, vem socorrer-me depressa! Tu és o meu apoio, Tu és o meu Salvador! Ó Senhor, não demores! SALMO - 71 1 - SENHOR, TU ÉS o meu abrigo. Não me deixes ser envergonhado! 2 - Por causa da tua justiça, devolve-me a liberdade perdida. Presta atenção à minha oração e salva-me. 3 - Sê para mim uma Rocha firme, onde eu sempre encontre proteção. Eu sei que Tu já ordenaste a minha salvação, pois Tu és a minha proteção, a minha fortaleza. 4 - Meu Deus, livra-me do homem perverso, das maldades do homem injusto e cruel. 5 - Tu, Senhor Deus, és a minha esperança. Eu confio em Ti desde a infância! 6 - Sim, desde o meu nascimento, Tu tens sido o meu apoio; Tu me deste vida, e por isso eu canto glórias a Ti a todo instante. 7 - Muita gente acha que o que me aconteceu foi milagre; mas tudo aconteceu porque Tu és o meu forte auxílio. 8 - Por isso, eu Te louvo com minhas palavras de dia e de noite. Eu dou glória a Ti a todo instante. 9 - E agora que estou velho e fraco, por favor, não me rejeites nem me deixes de lado! 10 - Meus inimigos já se reuniram para fazer planos contra a minha vida, dizendo: 11 - Deus o abandonou! Vamos atrás dele; desta vez ele não escapará de nós! Ninguém o salvará! 12 - Ó Deus, não Te afastes de Mim! Meu Deus, vem depressa me socorrer! 13 - Destrói os meus inimigos! Joga por terra o nome que eles têm, para ficarem envergonhados diante de todos os homens. 14 - Eu continuarei a confiar em Ti e louvarei o teu nome cada vez mais. 15 - Contarei ao mundo a tua bondade e justiça; direi de todas as coisas que fizeste para me salvar. Foram tantas que eu nem posso imaginar seu número! 16 - Vivo sustentado pela força do Senhor, e por isso vivo contando aos outros que somente Ele é justo e bom. 17 - Ó Deus, Tu tens sido o meu mestre, desde a minha infância; hoje sou velho, mas nunca deixei de contar a outros os teus grandes milagres. 18 - Não me abandones, ó Deus, agora que estou velho e de cabelos brancos. Ainda quero contar aos jovens de hoje (e aos filhos deles) os teus grandes feitos e o teu poder. 19 - A tua justiça, ó Deus, é mais alta que os céus. Tu tens feito grandes milagres; quem pode ser comparado a Ti? Ninguém! 20 - Tu me deixaste passar por terríveis problemas e tristezas, mas ainda me devolverás a alegria de viver, tirando-me da cova funda em que eu cair. 21 - Tu me darás muito mais honra do que eu tinha antes; Tu voltarás a me consolar das tristezas. 22 - Por isso, eu Te louvarei com a música dos instrumentos de corda, a lira e a harpa. Cantarei salmos para mostrar ao mundo que Tu és fiel, ó Santo de Israel. 23 - Cantarei bem alto, de tanta alegria, quando eu Te louvar. Todo o meu ser vibrará de alegria porque Tu me salvaste. 24 - Além disso, falarei a todo instante da tua justiça e bondade, porque Tu castigaste os que procuravam me destruir. Todos eles estão derrotados e envergonhados! SALMO - 72 1 - Ó DEUS, AJUDA o rei a governar com a tua justiça. Ajuda o filho do rei a andar em santidade. 2 - Ajuda o rei a governar o teu povo com justiça, tratando ricos e pobres da mesma maneira. 3 - As montanhas e morros darão muitos frutos e o povo viverá em paz, por causa do governo justo do rei. 4 - Ele fará justiça aos aflitos e ajudará as famílias pobres; mas castigará o ladrão e explorador dos fracos. 5 - Assim, os pobres e humildes amarão e respeitarão a Deus através dos anos, enquanto existirem sol e lua no céu. 6 - Faze com que o reinado de meu filho seja tão bom para o povo como a chuva forte da primavera - a chuva que rega a terra antes da colheita! 7 - Que durante o seu reinado haja muitos homens justos e a paz seja eterna! 8 - Estende o seu reino de um oceano a outro; que meu filho possa reinar desde o rio Eufrates até os confins da terra! 9 - Os habitantes do deserto se curvarão diante dele; os seus inimigos, humilhados, se arrastarão a seus pés. 10 - Os reis das terras junto ao Mar Mediterrâneo, até a terra de Társis, lhe pagarão impostos. Os reis de Sabá e Sebá lhe trarão presentes. 11 - Sim! Reis de todo o mundo virão se curvar perante ele, e todos os povos da terra serão seus servos. 12 - Isso acontecerá porque ele ajudará quem precisar de ajuda, ao pobre, ao fraco e a quem não tiver recursos. 13 - Com amor, ele se interessa pelos fracos e necessitados; ele salva os que não têm mais esperança de salvação. 14 - Ele dá grande valor à vida humana e salva os pobres e humildes da exploração e da violência. 15 - Que o rei tenha longa vida e receba grandes riquezas em ouro puro de Sabá! Todo o povo fará orações constantes em favor dele, e o Louvará todo dia. 16 - Durante seu reinado a terra produzirá cereais com fartura; até no alto dos montes haverá belas plantações. A terra produzirá tanto quanto o Líbano, e as cidades ficarão tão cheias de gente quanto os campos estão cobertos de capim. 17 - O nome do rei será famoso e respeitado para sempre; sua memória ficará para sempre, como o sol. Ele será uma bênção para todos os homens, e todos os povos lhe darão louvor. 18 - Bendito seja o Senhor Deus, o Deus de Israel! Ele é o único que faz grandes milagres. 19 - Bendito seja o seu nome glorioso, para sempre! Que a terra inteira fique cheia da sua glória! Amém! Amém! 20 - Aqui terminam os salmos de Davi, filho de Jessé. SALMO - 73 1 - É VERDADE! COMO Deus é bom para Israel, para as pessoas que têm corações puros. 2 - Mas eu quase tropecei e caí. Por pouco abandonei o caminho certo. 3 - Meu problema é que eu tinha inveja dos orgulhosos, vendo o sucesso e a felicidade dos maus. 4 - Para eles a vida é tranqüila e sem preocupações. Eles têm boa saúde, estão sempre gordos e fortes. 5 - Eles não precisam se cansar; nem passam pelos problemas e dificuldades dos outros homens. 6 - Por isso exibem seu orgulho como se fosse uma jóia; por isso a violência cerca suas vidas como uma roupa cobre o corpo. 7 - Por causa de sua riqueza, seus olhos desejam tudo que seus corações imaginam. 8 - São perversos por natureza; conversam com muito orgulho sobre as suas maldades e mentiras. 9 - Fazem ameaças contra o próprio Deus e suas calúnias se espalham por toda a terra. 10 - Por isso o povo confuso, procura orientação com esses homens e aceita tudo o que eles dizem, como se fosse água pura da fonte. 11 - E ainda pergunta: "Será que Deus sabe o que está acontecendo? Será que o Grande Deus entende o que se passa na terra? 12 - Vejam bem o que acontece com os orgulhosos! Eles não precisam se esforçar; vivem tranqüilos e suas riquezas aumentam a cada dia." 13 - Será que foi à toa que eu me esforcei para não pecar e permanecer puro? 14 - Vejam qual foi o resultado: sofrimento e problemas durante toda a vida! 15 - Se eu tivesse realmente dito essas coisas, seria um traidor do povo de Deus. 16 - Mas realmente é muito difícil entender esse fato – o sucesso de pessoas que desprezam a Deus! 17 - Até que um dia, quando estava no templo de Deus, entendi o triste destino reservado para essa gente. 18 - Deus os colocou num caminho bastante liso, onde eles vão escorregando até caírem na mais completa destruição. 19 - Eles serão destruídos de repente, destruídos completamente por aquilo que mais temem. 20 - Quanto Tu entrares em, ação, ó Senhor, removerás esta gente da tua presença, como nós apagamos o sonho da noite, quando acordamos. 21 - Quando meu coração ficou revoltado contra Deus, as minhas emoções entraram em guerra dentro de mim; 22 - agi como um irresponsável, como um louco ignorante diante de Ti. 23 - E apesar de tudo isso, Tu estavas sempre a meu lado, segurando bem firme a minha mão direita. 24 - Tu me guiarás com a tua sabedoria durante esta vida e depois me receberás ao teu lado, na glória. 25 - Quem mais, além de Ti, eu posso considerar como Deus? Ninguém! Aqui na terra, o que eu mais desejo é a tua presença. 26 - Minha saúde pode acabar, meu coração ficar doente, mas Deus é a fortaleza do meu coração. Ele é a minha eterna riqueza! 27 - Quem desprezar a Deus será destruído; quem se afastar de Ti será castigado com a morte eterna. 28 - Quanto a mim, eu acho maravilhoso viver bem perto de Deus. O Senhor Deus é a minha proteção, e por isso eu conto ao mundo as grandes coisas que Ele fez por mim. SALMO - 74 1 - Ó DEUS, POR QUE Tu nos abandonaste de uma vez por todas? Qual a razão dessa tua ira contra nós, as tuas ovelhas? 2 - Lembra-Te de que somos o teu povo escolhido, o povo que Tu compraste há muito tempo e libertaste da escravidão para ser tua propriedade. Lembra-Te de Jerusalém, o teu lar aqui na terra! 3 - Anda entre as ruínas da cidade e do templo! Vê que terrível destruição os inimigos fizeram. 4 - Lá onde o povo se reunia para Te adorar, os inimigos deram seus gritos de guerra e colocaram os seus deuses para comemorar a vitória. 5 e 6 - Quando entraram no templo e destruíram o forro das paredes, as placas de madeira trabalhada, eles eram como lenhadores derrubando uma floresta com seus machados. 7 - Incendiaram o templo; arrasaram completamente a tua casa; não deixaram pedra sobre pedra! 8 - Eles decidiram acabar de vez com a adoração a Deus, e por isso destruíram todos os lugares onde nosso povo se reunia para Te adorar. 9 e 10 - Os símbolos de nossa religião, a prova de que somos o teu povo, foram destruídos. Nossos profetas foram mortos e não existe quem possa nos dizer quando esta nossa miséria vai terminar. Até quanto, ó Deus, o inimigo vai continuar ofendendo o teu nome? Será que eles falarão coisas horríveis contra Ti para sempre? 11 - Por que demoras tanto a entrar em ação? Por que não estendes a tua mão direita para acabar com eles? 12 - Deus, o meu Rei, desde o começo da história realiza grandes milagres, salvando o seu povo em toda a terra. 13 - Com o teu poder abriste ao meio as águas do Mar Vermelho e nas ondas do mar destruíste o poder do Egito. 14 - Destruíste os exércitos egípcios, que acabaram servindo de alimento aos animais do deserto. 15 - Da rocha Tu fizeste correr fontes de água, e mais tarde secaste o rio Jordão para nosso povo passar. 16 - O dia e a noite pertencem a Ti, pois Tu criaste a lua e o sol. 17 - Tu criaste o mundo inteiro! Formaste as estações, o inverno e o verão. 18 - Agora, Senhor, vê como este povo inimigo Te ofende e despreza. Essa nação sem Deus e cheia de orgulho está dizendo coisas horríveis do teu nome! 19 - Não deixes Israel, a tua pomba predileta, ser destruído por esses inimigos, maus e ferozes como gaviões. Não Te esqueças do teu povo, pobre e fraco; protege a nossa vida! 20 - Lembra-Te do teu trato e das promessas que nos fizeste, porque a violência se espalhou por toda a terra, em cada canto e lugar escuro. 21 - Não permitas que os fracos e humildes sejam destruídos! Muda essa situação, para que os pobres e necessitados louvem o teu nome. 22 - Ó Deus, levanta-Te e decide de uma vez este caso com os teus inimigos. Dia e noite, sem parar, eles Te ofendem e desprezam. 23 - Não fiques surdo aos gritos dos teus inimigos, às pragas que eles lançam contra Ti, gritando cada vez mais alto. SALMO - 75 1 - MUITO OBRIGADO! Muito obrigado, ó Deus! Nós oramos a Ti e damos graças; contaremos ao mundo os teus grandes milagres. 2 - Tu prometeste: Na ocasião oportuna vou julgar com justiça os perversos. 3 - Mesmo que a terra trema e seus moradores vivam em tumulto, Eu manterei firmes as bases que sustentam o mundo! 4 - Muitas vezes avisei aos orgulhosos: Não fiquem cheios de si! Também disse aos que desprezaram a Deus: Não pensem que vocês são mais fortes que Deus! 5 - Não fiquem orgulhosos de seu poder, fazendo pouco caso do Senhor, a Rocha de Israel. 6 - A força e a ajuda de que o homem precisa não vêm desta terra, seja de onde for. 7 - Deus é quem julga os homens, dando força e poder a uns, e destruindo outros. 8 - Na mão do Senhor há uma taça, cheia de um vinho forte e cheia de espuma. É a taça de seu julgamento, na qual os perversos beberão até a última gota. 9 - Mas eu viverei feliz para sempre, cantando alegres louvores ao Deus de Israel. 10 O Senhor promete: Destruirei o poder dos perversos mas aumentarei a força dos homens que Me obedecem. SALMO - 76 1 - DEUS É FAMOSO em Judá; seu nome é conhecido e respeitado pelo povo de Israel. 2 - Sua casa está em Jerusalém, o seu templo no Monte Sião. 3 - Ali Ele destruiu as flechas rápidas como raios, os escudos, as espadas e os batalhões do inimigo. 4 - Tu és maior e mais glorioso do que as altas montanhas, tão antigas. 5 - Os nossos inimigos mais ferozes foram derrotados; dormem o sono da morte e nem os soldados mais valentes puderam evitar a derrota. 6 - Quanto Tu deste ordem, ó Deus de Israel, carros de guerra, cavalos e cavaleiros ficaram paralisados, fora de ação. 7 - Tu és tremendo; não é sem razão que todos têm medo de Ti! Não há quem possa suportar a tua ira. 8 e 9 - Lá no Céu Tu decretaste a condenação dos nossos inimigos. Quanto Tu Te levantaste para cumprir a sentença e salvar o teu povo, fraco e humilde, a terra tremeu e os povos ficaram quietos de medo. 10 - E quando o homem, cheio de ira, se revolta contra Ti, a tua vitória ainda é maior e aumenta a tua glória. Os restos da batalha servem como enfeite para Ti! 11 - Cumpram todas as promessas que fizeram ao Senhor, o seu Deus. Todos devem trazer ofertas de gratidão a Ele por que Deus é digno de respeito e honra. 12 - Ele acaba com o orgulho dos príncipes, e todos os reis da terra têm medo dele por causa de seus grandes feitos! SALMO - 77 1 - EU CLAMO AO Senhor; em alta voz falo com Deus, procurando a sua ajuda. 2 - Estou cercado de problemas, e por isso peço ajuda ao Senhor. Oro a Ele noite adentro sem parar! Para mim não haverá alegria, até que Deus me tire desta situação difícil. 3 - Lembro-me de Deus, penso nEle e começo a gemer, com o coração pesado, esperando ansiosamente a sua ajuda. 4 - Por sua causa não consigo dormir, esperando sua ajuda. Estou tão confuso e perturbado, que nem consigo falar! 5 - Fico lembrando os velhos tempos, coisas gostosas que aconteceram no passado. 6 - Lembro as canções alegres que eu cantava à noite. Penso muito, examinando o meu espírito. 7 - Será que o Senhor me abandonou para sempre? Será que nunca mais vai se agradar de mim? 8 - Teria acabado completamente o seu amor fiel e cuidadoso? Será que as suas promessas eternas perderam o valor? 9 - Será que Deus se esqueceu de mostrar compaixão? Será que Ele ficou tão zangado que não quer mais dar sua misericórdia a mim? 10 - Então pensei comigo mesmo: "Este deve ser o meu problema: pensar que o Grande Deus mudou e deixou de amar seu povo." 11 - Comecei, então, a lembrar as obras do Senhor, os grandes milagres que Ele realizou no passado. 12 - Penso em tudo que Ele fez por nós. Que grandes maravilhas! Concentro meus pensamentos naqueles milagres e digo: 13 - Teus caminhos, ó Deus, são santos e perfeitos! Não existe outro deus igual a Ti! 14 - Tu és o Deus que faz maravilhas; mostras a todos os povos da terra o teu grande poder. 15 - Tu libertaste o teu povo, as famílias de Jacó e José, com teu poder. 16 - Quando o Mar Vermelho Te viu, tremeu de medo e abriu ao meio as suas águas. Até o fundo do mar tremeu! 17 - Nuvens negras deixaram cair a chuva, os trovões estouraram e os raios cortaram o céu de uma ponta à outra. 18 - No meio do vento que ia e vinha, ouvia-se o barulho do trovão; os relâmpagos iluminaram o mundo, enquanto a terra tremia e se sacudia violentamente. 19 - A estrada que Tu fizeste para o teu povo foi um caminho por dentro das águas do mar; uma estrada que ninguém conhecia! 20 - Tu guiaste o teu povo como um rebanho de ovelhas, e os pastores foram Moisés e Arão. SALMO - 78 1 - Ó MEU POVO, escute com atenção a minha lei. Abra seus ouvidos para as coisas que eu vou ensinar. 2 - Como ilustração eu contarei fatos da história do nosso povo, história muito antiga, 3 - que nossos pais e avós nos contaram e conhecemos muito bem. 4 - Vou lhes contar essas coisas para vocês poderem passar adiante a história dos milagres maravilhosos que o Senhor realizou e do seu grande poder, contando tudo isso a seus filhos e netos. 5 - Ele deu suas Leis a Israel para mostrar sua vontade ao povo, e ordenou aos antigos israelitas que ensinassem essas Leis a seus filhos. 6 - Assim, cada nova geração saberia a vontade do Senhor e ensinaria a geração seguinte, 7 - para que sempre confiassem em Deus e nunca esquecessem seus grandes milagres, obedecendo fielmente os mandamentos do Senhor. 8 - Assim, eles não seriam como os primeiros israelitas, rebeldes e teimosos, infiéis a Deus por causa de seu coração sem fé! 9 - Os soldados de Efraim, embora estivessem bem armados, bateram em retirada no dia da batalha. 10 - Eles não cumpriram o trato que tinham feito com Deus, e desobedeceram à sua Lei. 11 - Esqueceram os grandes feitos de Deus e os maravilhosos milagres que Ele fez diante do povo de Israel. 12 - No começo da nação israelita, Ele fez coisas incríveis na terra do Egito, no palácio de Faraó. 13 - Depois, abriu ao meio as águas do Mar Vermelho para os israelitas passarem. As águas ficaram paradas, como numa represa. 14 - Durante o dia Ele guiava o povo com uma nuvem; durante a noite com uma coluna de fogo. 15 - No deserto, abriu as rochas e deu ao povo muita água para beber, como se a água brotasse de uma fonte. 16 - Das rochas quentes do deserto Ele fez correrem verdadeiros rios de água. 17 - E apesar de tudo isso, continuaram a desobedecer lá no deserto sendo rebeldes contra o Grande Deus. 18 - Em seus corações eles abusaram da paciência de Deus, reclamando do maná e pedindo comida de que gostavam. 19 - Reclamaram contra Deus, resmungando: Será que Deus é capaz de nos dar uma comida gostosa aqui no meio do deserto? 20 - Ele já nos deu água, fontes que brotaram em grandes quantidades das pedras; agora queremos ver se Ele pode nos dar pão e carne também. 21 - Quando o Senhor ouviu isso, se aborreceu. Castigou os rebeldes mandando fogo do céu, e mostrou a sua ira contra Israel 22 - porque os israelitas não confiaram nEle, nem creram em Deus como seu Salvador na hora da dificuldade. 23 - Apesar de tudo isso Ele deu ordens e abriu as janelas do céu, 24 - fazendo chover maná sobre os israelitas! Assim, Deus lhes deu pão do céu para comer! 25 - Os israelitas comeram comidas de anjos, até não agüentarem mais. 26 - Com seu grande poder Deus dirigiu o vento leste e o vento sul, 27 - fez cair milhões de aves sobre o povo, tantas que não se podia contar! 28 - As aves caíram junto às tendas do povo, por todos os lados! 29 - Então todos comeram à vontade toda a carne que queriam, porque Deus lhe tinha atendido os pedidos. 30 - Mas o povo pecou, comendo muito mais do que era necessário; enquanto ainda estavam comendo, 31 - Deus mandou seu castigo, e alguns dos homens mais fortes de Israel morreram. 32 - Ainda assim o povo continuou pecando, não crendo em Deus, apesar de todos os milagres maravilhosos. 33 - Como castigo Ele encurtou a vida daquela geração e deu aos israelitas muitos sofrimentos. 34 - Quando Deus castigava o povo com pragas e morte eles se aproximavam dEle arrependidos. 35 - Lembravam que Deus era a sua Rocha, o Grande Deus, o Salvador. 36 - Mas essa adoração era da boca para fora procurando enganar a Deus 37 - porque seus corações não pertenciam completamente a Deus, e eles não cumpriam o trato feito com o Senhor. 38 - No entanto, Deus tinha muita compaixão e perdoava os pecados de povo em vez de destruí-lo. Várias vezes Ele desviou a sua ira e conteve o seu furor, 39 - pois sabia que eram homens, simples homens, cuja vida some num instante como o vento que passa. 40 - Quantas e quantas vezes eles se revoltaram contra Deus no deserto, abusando da sua paciência naquela terra seca e vazia! 41 - Volta e meia eles provocavam a ira de Deus e pela sua falta de fé impediram que o Santo de Israel mostrasse toda a sua grandeza. 42 - Eles se esqueceram do grande poder de Deus, da maneira maravilhosa pela qual Ele livrou o seu povo do inimigo. 43 - Esqueceram-se dos milagres que Ele fez no Egito para ensinar; grandes maravilhas realizadas no palácio de Faraó. 44 - Ele transformou em sangue as águas dos rios do Egito, e não havia água para os egípcios beberem; 45 - cobriu a terra do Egito de moscas e depois mandou rãs, que invadiram todo o país e destruíram muita coisa. 46 - Entregou as colheitas do Egito às lagartas. As plantações onde os egípcios tanto trabalharam foram devoradas pelos gafanhotos. 47 - As plantações de uvas e de figos foram destruídas pela chuva de pedras com geadas mandadas por Deus. 48 - Durante as tempestades, as pedras e os raios mataram muitos animais dos rebanhos egípcios. 49 - Deus lançou contra os egípcios todo o furor da sua ira, com seu castigo, a violência e grandes desgraças. Soltou contra o Egito anjos que provocavam sofrimento e destruição. 50 - Não segurou a sua ira, não procurou evitar a morte dos egípcios e mandou pragas e pestes contra aquela terra. 51 - Finalmente, matou o filho mais velho de todas as famílias do Egito, rapazes que eram a força e a alegria dos lares egípcios. 52 - Levou seu povo para fora do Egito, como um pastor guiando suas ovelhas; conduziu Israel através do deserto. 53 - Guiou o povo em paz e segurança e assim Israel não teve medo; seus inimigos, porém, foram afogados no Mar Vermelho. 54 - Deus levou o povo até sua terra santa, a terra que Ele criou com seu poder. 55 - De lá, Ele expulsou outras nações, bem diante dos olhos deles. Deu a cada tribo de Israel um bom pedaço de terra, onde eles armaram suas tendas. 56 - Mas apesar de todas essas bênçãos, continuaram a ser rebeldes e desobedientes a Deus; abusaram da paciência de Deus, deixando de cumprir a sua vontade. 57 - Cometeram os mesmos pecados da geração anterior; desviaram-se do caminho certo como um arco torto, cujas flechas nunca acertam o alvo. 58 - Provocaram Deus, construindo altares pagãos e adorando imagens de falsos deuses, no alto dos morros. 59 - Deus viu e ouviu todos esses pecados, ficou zangado com o povo de Israel, cansado de tanta desobediência e não quis mais saber dele. 60 - Por isso, Ele abandonou o pequeno templo de Silo, o lugar que era a sua casa entre os homens. 61 - Por isso, deixou que a Arca, símbolo da glória e do poder de Deus, fosse conquistada pelos inimigos de Israel. 62 - Deixou os israelitas morrerem aos montes nas batalhas, porque estava muito zangado com o seu povo escolhido. 63 - Rapazes israelitas morreram queimados, e as moças não tinham com quem se casar. 64 - Os sacerdotes morriam na guerra e as esposas nem podiam fazer cerimônias próprias, com música triste e choro. 65 - Foi então que o Senhor Se levantou, como alguém que acorda do sono, como um homem forte e valente estimulado pelo vinho. 66 - Com golpes poderosos obrigou os inimigos a recuarem, envergonhados para sempre. 67 - Tirou da família de José, da tribo de Efraim, a liderança em Israel. 68 - Em seu lugar escolheu a tribo de Judá, o Monte Sião que Ele tanto amava. 69 - Ali Ele construiu o seu templo, alto e firme como a terra, eterno como os céus. 70 - Escolheu como rei o seu servo Davi, que antes era pastor de ovelhas. 71 - Deus tirou Davi do meio das ovelhas e dos cordeirinhos para ser o pastor de Israel, o seu povo escolhido. 72 - Davi guiou o povo com um coração sincero e atos inteligentes. SALMO - 79 1 - Ó DEUS, TUA terra santa foi invadida por povos que não Te conhecem. Eles mancharam a santidade do teu templo e fizeram de Jerusalém um montão de ruínas. 2 - Mataram muitos israelitas, teus servos, e deixaram os corpos dos teus fiéis espalhados pelo chão, para servirem de comida às aves e animais ferozes. 3 - O sangue do teu povo escolhido correu como água nas ruas de Jerusalém, e não houve ninguém que enterrasse os mortos. 4 - Agora somos motivo de riso e zombaria para as nações mais próximas. 5 - Ó Senhor, até quando ficarás zangado conosco? Até quando o teu zelo por nós vai queimar como um fogo? 6 - Lança a tua ira contra os povos que não Te conhecem, contra as nações que não Te adoram como Deus! 7 - Porque eles destruíram Israel, casa por casa, como animais ferozes devorando sua vítima. 8 - Não nos castigues por causa dos pecados dos nossos antigos parentes. Vem depressa socorrer-nos com a tua misericórdia, pois estamos muito fracos e humilhados. 9 - Ó Deus, nosso Salvador, pela tua própria glória, ajuda-nos! Mostra ao mundo quem és Tu, salvando-nos e perdoando os nossos pecados. 10 - Faze isso, senão as outras nações vão zombar de nós e perguntar: "Como é, onde está o seu Deus?" Vinga pessoalmente a morte dos teus servos e permite que nós vejamos a tua vingança. 11 - Ouve os gemidos e lamentos dos israelitas prisioneiros; pelo teu grande poder, salva os que estão condenados à morte. 12 - Ó Senhor, castiga com destruição sete vezes maior as nações vizinhas que zombam de Ti. 13 - Então nós, as tuas ovelhas, Te ofereceremos a nossa gratidão para sempre, e anunciaremos ao mundo a tua glória, através das gerações. SALMO - 80 1 - OUVE A MINHA oração, ó Deus cujo trono fica acima dos anjos, Tu que és o Pastor de Israel e guias o teu povo como a um rebanho. Mostra ao mundo a tua glória. 2 - Mostra a Efraim, Benjamim e Manassés o teu poder. Levanta-Te e vem nos salvar! 3 - Ó Deus, leva-nos de volta a Ti! Ilumina nossa vida com a luz do teu rosto, e assim seremos salvos. 4 - Ó Senhor, Deus de todo o universo, até quando ficarás zangado e deixarás de ouvir as nossas orações? 5 - Tu nos deste lágrimas em lugar de comida, e sofrimento em lugar de bebida. 6 - Tu nos transformaste no alvo da violência de todas as nações próximas, e os nossos inimigos zombam de nós. 7 - Ó Deus do universo, leva-nos de volta a Ti! Ilumina nossa vida com a luz do teu rosto e seremos salvos. 8 - Israel era uma pequena videira quando Tu nos trouxeste do Egito; expulsaste as nações pagãs que viviam nesta terra e plantaste aqui o nosso povo. 9 - Preparaste para Israel uma terra onde ele se firmou, com raízes profundas, e onde espalhou seus ramos. 10 - Os montes de Canaã foram cobertos com a sombra da videira. Os ramos cresceram e a videira ficou tão grande como os cedros criados por Deus. 11 - Os ramos se estenderam desde o Mar Mediterrâneo até o rio Jordão 12 - mas agora, por que deixaste os nossos muros serem derrubados e as nossas uvas serem arrancadas por todos que passassem pela terra? 13 - Os porcos selvagens arrancam as nossas raízes, e os animais do campo se alimentam de nossas uvas. 14 - Ó Deus do Universo, olha de novo para nós! Olha desde o céu e vem cuidar novamente da tua vinha. 15 - Protege o que Tu mesmo plantaste com a tua mão direita, o povo de Israel, teu filho que criaste para viver a teu lado. 16 - A tua vinha está queimada, os seus ramos foram cortados. Eles murcham e secam por causa da tua ira. 17 - Abençoa com a tua mão direita o teu povo escolhido; abençoa e dá a tua força ao teu filho, 18 - e assim nós nunca mais Te deixaremos. Devolve-nos a vida e nós Te adoraremos. 19 - Ó Senhor Deus do Universo, leva-nos de volta a Ti! Ilumina nossa vida com a luz do teu rosto, e assim seremos salvos. SALMO - 81 1 - CANTEM COM ALEGRIA louvores a Deus, o Deus de Israel, pois Ele é quem nos dá força! 2 - Cantem salmos, com acompanhamento de pandeiros, harpas e liras. 3 - Toquem as trombetas no dia da lua nova! Participem das alegres festas da lua cheia e da Festa das Tendas! 4 - O Deus de Israel mesmo deu ao seu povo esses dias especiais de fe