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Prezados participantes,
Coloco a descrição deste experimento,
assim como suas referências, pois é frequentemente citado
nos informes sobre transgênicos.
Produtos agrícolas geneticamente modificados poderiam de fato
causar danos à saúde humana, de acordo com os resultados
de uma pesquisa feita pelo dr. Arpad Pusztai num laboratório da
Escócia. Por isso, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair,
declarou uma moratória na entrada desses produtos no mercado.
Repetidamente, o chefe de Gabinete de Blair, Jack Cunningham, afirmava
que os alimentos modificados geneticamente eram seguros. Mas ontem o jornal
londrino The Guardian publicou pela primeira vez que a insistência
do ministro era prematura. Fotografias da parede do estômago dilatado
de um rato alimentado com batatas modificadas foram publicadas.
Quando Pusztai, um húngaro naturalizado britânico, fez
este anúncio, em agosto do ano passado, ele não apenas agitou
a comunidade científica, como também foi afastado do Instituto
de Pesquisa Rowett, de Aberdeen.
Seus superiores o consideraram afoito, por expor riscos que muitos produtores
e a indústria de alimentos sempre negaram existir. Na quinta-feira,
porém, vinte renomados cientistas de 13 países endossaram
as conclusões de Pusztai, exigindo que ele seja imediatamente reabilitado
e de novo aceito pelo instituto.
O cientista, que deixou o seu país natal em 1956, depois que
tropas soviéticas esmagaram um levante popular, contou, no ano passado,
num programa de televisão, como foi que percebeu as conseqüências
de alimentos transgênicos.
Durante 100 dias ele alimentou ratos com batatas modificadas com genes
que produzem proteínas chamadas lectins, destinadas a proteger uma
planta de pestes. O problema é que as lectins danificam as células
do sistema imunológico. Os ratos alimentados com a batata transgênica
cresceram menos e se tornaram menos resistentes a infecções
do que os alimentos com batatas que não tiveram a sua constituição
alterada.
Mas o próprio cientista não considera a sua experiência
uma prova final. Ele declarou, na época do rebuliço causado
pelas constatações do seu trabalho, que não comerá
alimentos agrícolas geneticamente modificados até que novos
testes sejam feitos.
Se começarmos com a idéia de que um gene não é
tóxico e que passa pelo sistema de corpo, nada se descobrirá.
Mas isto não é bom. É preciso demonstrar que não
existem efeitos prejudiciais. A batata transgênica não será
liberada para consumo, afirmou na época.
Apenas alguns dias depois o dr. Arpad Pusztai foi afastado porque, segundo
os seus acusadores, confundiu o público. Ele figurou durante dias
no noticiário como o esponsável por declarações
que, segundo o Monsanto, uma companhia trabalhando em plantações
transgênicas, foram um completo desastre. A empresa afirmou tratar-se
de um exemplo de como um trabalho deste tipo pode causar reações
exageradas e medo ao público.
A reabilitação de Pusztai parecia neste fim de semana
absoluta e o fato de um respeitável grupo de cientistas ter reconhecido
a validade do seu trabalho levou supermercados a reexaminarem rapidamente
a sua estratégia de venda de produtos que contenham ingredientes
de estrutura genética modificada.
Entidades que fazem campanha a favor da pureza dos alimentos aconselharam
os donos dos supermercados a se cobrirem com grandes apólices de
seguro para a hipótese de alguém reclamar, na Justiça,
indenização por perdas e danos.
Na sexta-feira, o governo britânico foi pressionado a suspender
por certo tempo a exploração comercial de transgênicos.
Apesar das renovadas advertências dos meios científicos, nenhuma
decisão foi tomada. Muitos países europeus já adotaram
esta medida.
Mas, como disse Vyvyan Howard, um dos cientistas que pediram a reintegração
do dr. Arpad Pusztai ao instituto de pesquisas de Aberdeen, evitar alimentos
geneticamente modificados, popularmente conhecidos como alimentos Frankestein,
está ficando cada vez mais difícil.
Um exemplo sempre lembrado é a versão humana da doença
da vaca louca. Embora não tenha sido causada por modificações
genéticas, e sim por um tipo de ração usada para apressar
o desenvolvimento dos animais, ela prova como uma doença pode chegar
ao consumidor de produtos que fugiram do convencional.
A variedade de alimentos modificados existente nos mercados da Grã-Bretanha
é muito pequena, são apenas quatro produtos. Mas há
centenas sendo desenvolvidas por universidades e indústrias da Europa,
Ásia e América do Norte.
A descrição do experimento de Pusztai encontra-se disponível
em:
http://www.rri.sari.ac.uk/gmo/index.html
><> Luiz Roberto Salvatori Meira ><> Equilíbrio
Alimentar
<>< http://www.aleph.com.br/~luizmeira/me.htm
eGroup home: http://www.eGroups.com/list/gen-ocidio
Free Web-based e-mail groups by www.eGroups.com
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