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De:
Luiz Meira <luizmeira@yahoo.com>
Data: Sáb Mar 4, 2000 7:07
pm
Assunto: [gen-ocidio] BOLETIM 11
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De:
AS-PTA <asptatransg@ax.apc.org>
Data: Sex Mar 3, 2000 6:02
pm
Assunto: BOLETIM 11 - POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
Para: <asptatransg@ax.apc.org>
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POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
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Car@s Amig@s.
No dia 15 de março será comemorado o Dia Internacional do
Consumidor e o tema dos transgênicos foi o escolhido para as
comemorações deste ano. Em todo Brasil estarão ocorrendo manifestações
organizadas pelo IDEC-Instituto de Defesa do Consumidor e as demais
entidades da campanha "Por um Brasil Livre de
Transgênicos".
No Rio de Janeiro, está sendo organizado pela Comissão de Meio Ambiente
da ALERJ, a ONG Defensores da Terra, a AS-PTA, entre outras instituições,
uma manifestação contra os transgênicos, às 9:30 na Cobal do Leblon.
Lembramos que o prazo para a coleta de assinaturas a "Carta Aberta
ao Congresso Nacional e ao Governo Federal" pedindo a moratória para
o plantio comercial de produtos transgênicos foi adiado também para 15 de
março. A carta aberta foi divulgada na íntegra no boletim número 02.
Quanto ao prazo para o envio de sugestões para a Consulta Pública
sobre Rotulagem a data limite foi adiada para o dia 10 de março. Uma
carta padrão com sugestões ao governo pode ser encontrada no site do IDEC
http://www.idec.org.br.
Quem desejar consultar o documento da Consulta Pública e contribuir com
suas próprias sugestões é só acessar a página do Ministério da Justiça
http://www.mj.gov.br
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Nesta edição:
1. Aumenta a resistência aos OGMs do setor avícola
2. Mais protestos contra o uso de transgênicos na produção de
avícola
3. A União Européia e o Princípio da Precaução
4. " Os falsos alimentos da sociedade de consumo: seus efeitos na
saúde"
5. Carrefour compra soja convencional do Brasil
6. Embrapa faz testes no Rio Grande do Sul
7. Suiça ainda em cima do muro
8. Militantes impedem desembarque
9. Primeiro-Ministro da Inglaterra admite perigo dos transgênicos
10. Encontro discute transgênicos
11. Testes rápidos e baratos identificam OGMs Grita das
multis
12. EUA devem plantar menos transgênicos
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1. Aumenta a resistência aos OGMs do setor avícola
No oeste da França, o número de
industriais que demanda produtos sem OGMs não para de crescer. O grupo
Doux, instalado no Brasil, recebeu 20.000 toneladas de soja não
transgênica. Destas, 500 toneladas alimentaram as aves de marca de Jazé e
o resto será distribuído a outras da região.
O “Groupe Glon Sanders” anunciou que seus primeiros ovos de aves criadas
somente com a “soja de Pays” (não transgênicas) estão a venda a partir de
fevereiro sob a marca Matines. Para ser considerada “soja du Pays” esta
deve passar por 59 análises.
A empresa Triballat que produz as sobremesas e as bebidas Soja Sun não
utiliza soja geneticamente modificada e impos a seus transportadores
severas normas de transporte a fim de evitar qualquer tipo de poluição
transgênica.
Ouest France, 22/01/00
2. Mais protestos
contra o uso de transgênicos na produção de aves
Militantes do Greenpeace fizeram uma
manifestação diante da sede da Migros em Zurich para protestar contra a
utilização de cereais transgênicos na alimentação das aves portanto a
marca Migros-Sano. O fato é que a empresa garante uma produção integrada
e muitos consumidores a vêem como produto bio. A empresa agora estuda a
maneira de eliminar os OGMs na sua fabricação.
Le Temps, 2/02/00
3. A União Européia e o
Princípio da Precaução
A Comissão européia adotou uma comunicação
sobre o recurso ao princípio da precaução. As comunicações são textos ,
sem efeitos jurídicos, nas quais a Comissão indica as opções que ela
assumirá nos futuros regulamentos e diretivas.
A Comissão afirma que o princípio da precaução é parte integrante de uma
abordagem estruturada para a análise e gestão do risco. O princípio cobre
os casos onde os dados científicos são insuficiente, poucos conclusivos e
onde uma avaliação científica mostre que deve-se temer que os efeitos
potencialmente perigosos sejam incompatíveis com o nível de proteção
desejado por uma nação.
http://www.infom/legis/EU-comm-pdp.pdf
Http://www.infom/legis/bull6/EU-pdp.html
4. " Os falsos
alimentos da sociedade de consumo: seus efeitos na saúde"
Segundo a Organização Mundial de Saúde
(OMS), 70% das enfermidades modernas devem-se aos padrões alimentares da
sociedade atual. A publicação trata de forma clara a realidade dos
alimentos que a maioria das pessoas consome. Enfocando tanto
suas causas e conseqüências, exige ações concretas sobre o que se pode
fazer para solucionar o problema, destacando a importância da prática da
educação em todos os níveis, assim como a promoção da prática da
agricultura orgânica, com a finalidade de aumentar a oferta destes
produtos.
solumvita@softhome
5. Carrefour compra
soja convencional do Brasil
A rede de supermercados francesa Carrefour
assinou um acordo para importar soja não-transgênica do Brasil para ração
de porcos e frangos, segundo o jornal francês La Tribune. A rede quer
vender ovos e produtos com carne de frango e porco livres de elementos
geneticamente modificados e que posam levar o selo de qualidade
Carrefour. Até o ano 2002, o Carrefour pretende estender este tipo de
acordo para seus produtos derivados de carne bovina e de cordeiro.
http://www.cosmo.com.br/informaçao/ultimas/notas
6. Embrapa faz testes
no Rio Grande do Sul
A Embrapa Recursos Genéticos e
Biotecnologia, anunciou que foi negativo o resultado do teste de DNA
realizado em 291 das 312 amostras de folhas de soja supostamente
transgênicas, coletadas pelo Ministério da Agricultura em lavouras do
Estado. O órgão divulgou que “não foi identificada nenhuma amostra de DNA
contendo o gene transgênico CP4EPSPS, o que indica que aquelas plantações
não possuem plantas tolerantes ao glifosato”.
Para o secretário da Agricultura, José Hermeto Hoffmann, não há porque
contestar a análise da Embrapa. “É apenas um trabalho inicial”, afirmou.
Ele destacou três pontos fundamentais para demonstrar transparência e
seriedade da pesquisa: a divulgação de onde foram feitas as
coletas, a realização de análises em amostras que não foram enviadas à
Embrapa e a garantia de que as 31 denúncias, enviadas em novembro pela
secretaria ao Ministério da Agricultura, sejam verificadas in loco, “Até
agora não houve retorno para as denúncias”, assinalou Hofmann. Entre as
irregularidades apontadas, três eram de lavouras interditadas e 28
envolviam agricultores que armazenavam sementes transgênicas. “Se o
Ministério da Agricultura der como concluídas as análises, colocaremos
sob suspeita o trabalho feito”, disse.
Correio do Povo,26/02/00
7. Suiça ainda em cima
do muro
Apesar do pedido feito por um painel de 28
cidadãos no segundo PubliForum em junho de 1999
(http://www.admin.ch/swr/f/swr.html),
a nova lei sobre a engenharia genética não adotará moratória de 10
anos sobre as disseminações de OGMs. Entretanto, esta nova lei apoiada no
artigo 120 da nova constituição federal estipula que “o ser humano e seu
meio ambiente devem ser protegidos contra os abusos em matéria de
engenharia genética”. A Suiça está engajada em promover um sistema de
autorização caso a caso segundo a legislação européia. Os pedidos serão
estudados por uma comissão de ética, composta por12 cientistas, do
Conselho Federal do meio ambiente reservando uma possibilidade de veto.
Este Office bloqueou, em 1999, dois novos testes (milho e batata). Para
que um OGM seja autorizado, é preciso levar em conta o meio ambiente, a
saúde e também a preservação da biodiversidade e a “dignidade da
criatura”.
Outra novidade: a responsabilidade civil das empresas em caso de danos
causados pelos OGMs ou de perdas financeiras sofridas por um produtor
devido à polinização de suas plantas por OGMs se estende por 30 anos. No
entanto, os produtores de OGMs “dispõem de umdireito de recurso contra
aqueles que trataram estes organismos de forma inadequada”. Por fim, o
Conselho Federal exige desde já uma rotulagem se o produto contém mais de
1% de OGM e tem a competência para fixar os limites de tolerância mais
severos onde produtos não geneticamente modificados são contaminados por
OGMs quando da sua transformação ou transporte.
Le Temps e Le Courrier, 20/01/00
8. Militantes impedem
desembarque
Na Dinamarca, maior exportador mundial de
carne de porco, 49 militantes do Greenpeace, vindo de vários países
europeus impediram o barco Legionário de atracar no porto de Aarhus e
desembarcar sua carga composta de 45 toneladas de tortas de soja
transgênica destinada à alimentação animal. Em dezembro de 1999, o
Greenpeace levou para a Dinamarca análises sobre a composição dos
alimentos destinados aos animais. Em duas amostras o percentual de soja
transgênicas era de 50%. Nenhuma segregação foi realizada.
Comunicado de imprensa do Greenpeace, 23/01/00
9. Primeiro-Ministro da
Inglaterra admite perigo dos transgênicos
O primeiro ministro, Tony Blair, afirmou
ao jornal Independent on Sunday que os alimentos transgênicos são
potencialmente perigosos para o homem e o meio ambiente.
Organizações ambientalistas reagiram, pedindo que ele “passe das palavras
à prática”. Documentos de 1998, divulgados recentemente, revelam pressão
do presidente Bill Clinton sobre Blair para abrir a Inglaterra e a Europa
aos transgênicos americanos.
O Estado de são Paulo,28/02/00
10. Encontro discute
transgênicos
Cientistas e consumidores estarão
discutindo a questão de alimentos geneticamente modificados em um
encontro a ser realizado a partir de 6 de março no reino Unido.
O evento, que deve durar três dias e é patrocinado pela Organização para
a Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OECD), vai focalizar na
biotecnologia usada em transgênicos, como o alimento é regulado, e se
eles provocam danos à saúde.
A OECD pretende obter no encontro novos parâmetros para avaliar o avanço
dessa tecnologia. “Queremos identificar as áreas de maior e menor
convergência”, disse John Krebs, da OECD
11. Testes rápidos e
baratos identificam OGMs Grita das multis
Até o ano passado, a maioria dos testes
relativos a grãos geneticamente modificados levava 48 horas para serem
realizados e custava US$ 250 e eram mais eficientes quando melhores sendo
realizados em condições laboratoriais. Mas no ápice da crise dos grãos
geneticamente modificados, algumas companhias estão desenvolvendo testes
rápidos e baratos para avaliarem se são ou não os produtos OGM. Estes são
qualitativos, indicando resultado positivo ou negativo; eles detectam
somente a presença de germoplasma geneticamente modificado.
Jim Tobin, diretor de desenvolvimento de biotecnologia da Monsanto,
afirmou: “Para verificar se uma safra geneticamente modificada é aprovada
para venda no Japão ou Europa são necessários 11 testes diferentes.
Ninguém tem o dinheiro necessário para repetir esta operação a cada etapa
do manuseio e transporte. Wayne Pederson, patologista botânico da
Universidade de Illinois, disse que os testes certamente funcionam “desde
que você aceite as limitações da amostra. Ele refletirá a amostra que
você escolher”.
A Strategic Diagnostics Inc. (SDI) de Newark, Del., vende O Trait Check,
que é capaz de identificar características de mudanças genéticas na soja
em apenas 5 minutos usando uma fita para testes e um misturador. A
empresa do Mine EnviroLogix, produz um teste rápido para o milho Bt por
US$ 3,50. A SDI diz que vai liberar dentro de pouco tempo um teste rápido
com 1% de tolerância, que é o nível considerado aceitável pelos
compradores de grãos da União Européia. Mas o milho tem alguns desafios
que não são enfrentados pela soja, dizem cientistas da área. A migração
do pólen pode provocar um resultado positivo , mesmo que os produtores
acreditem que suas variedades estão livres de mudanças genéticas.
mritchie@iaatp.org
12. EUA devem plantar menos
transgênicos
Os produtores norte-americanos vão plantar
menos transgênicos. Uma pesquisa efetuada em quatro estados do Meio-Oeste
concluiu que os agricultores pretendem plantar 27% menos de área de
milho modificado geneticamente e 12% menos de área de soja alterada.
Os dirigentes de empresas de sementes, incluindo a Monsanto Co., de St.
Louis, afirmam que depois de anos de acelerada expansão, eles esperam
vendas estáveis de sementes geneticamente alteradas em comparação com o
ano passado.
Entretanto, um consultor que trabalhou na pesquisa declarou que o
relatório indicou algumas tendências claras, especialmente uma redução
significativa das intenções dos agricultores de plantar milho transgênico
para conter um pesticida natural. O que vemos é um aumento muito vigoroso
do plantio de milho convencional, disse Marc Vancht, consultor da empresa
de consultoria Ag. Education & Consulting.
Gazeta Mercantil,02/03/00
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http://www.syntonia.com/textos/textosnatural/textosagricultura/apostilatransgenicos
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