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De:  Luiz Meira <luizmeira@yahoo.com>
Data:  Ter Fev 22, 2000  1:01 am
Assunto:  [gen-ocidio] Milho


>
> 2. Milho suspeito devolvido - II
> Greenpeace denuncia que carga de milho pode ser transgênico
> O Greenpeace detectou a chegada do navio procedente dos Estados Unidos
trazendo as 27,5 mil toneladas de milho suspeito de ser transgênico. O navio,
chamado Bulk Star, deveria chegar até o dia 11/02 no Porto de São Francisco, em
Santa Catarina. Sua carga destinava-se à Perdigão Agroindustrial. A empresa foi
alertada pela entidade ambientalista sobre a ilegalidade da importação, uma vez
que não foi concedido nenhum tipo de autorização dos órgãos competentes para a
compra e comercialização, no Brasil, de organismos geneticamente modificados.
> A Perdigão confirmou junto aos seus fornecedores que o milho importado dos
Estados Unidos não é certificado e que pode conter sementes transgênicas. A
empresa comprometeu-se com o Greenpeace a reexportar todo o carregamento.
> “A importação deste milho é extremamente preocupante porque um terço da
produção de milho norte americana já é geneticamente modificada”, diz Mariana
Paoli, da Campanha de Engenharia Genética do Greenpeace. “Naquele país não há
normas de segregação e rotulagem que permitam diferenciar as sementes
transgênicas das convencionais”.
> O Greenpeace acredita que este navio não será o único. Como houve uma quebra
na safra de milho brasileiro, a previsão é de que cerca de1,5 milhão de
toneladas do produto precisem ser importadas este ano. “O problema é que os
principais exportadores mundiais de milho são os EUA e a Argentina, países que
plantam largamente sementes transgênicas”, diz Mariana Paoli. “As autoridades
brasileiras necessitam urgentemente tomar as medidas cabíveis para alertar os
importadores brasileiros sobre a legislação, comprando apenas grãos não
transgênicos”.
> O Greenpeace já enviou ao Ministro Pratini de Morais duas comunicações, mas
até agora ignora se as providências já foram tomadas.
> A ambientalista lembra que o Protocolo de Biossegurança, recém aprovado no
Canadá, permite que um país não aceite a importação de transgênicos baseado no
princípio da precaução, em razão dos riscos que podem representar para o meio
ambiente e a saúde humana. O documento aprovado por 180 países também instituiu
a rotulagem para qualquer alimento transgênico. No Brasil, as normas sobre
rotulagem de transgênicos estarão sob apreciação pública até o fim deste mês.
> http://www.greenpeace.org.br
>
> 3. Milho suspeito - III
> Em Guaiaquil, a Ação Ecologista e a Coordenação Nacional de Camponeses,
informados através de uma ONG americana, bloquearam um navio americano contendo
30 mil toneladas de soja transgênica. Os militantes exigiram, e tiveram
sucesso, que as autoridades portuárias se recusassem a dar autorização para que
o navio atracasse, pois as importações de OGMs é proibida no Equador.
> InterPress Third World News Agency, 12/01/00
> O texto completo do artigo é encontrado no seguinte endereço:
> http://www.infogm/bull5/equateur.htm
>
> 4. Boas notícias de Portugal
> Em 27 de dezembro de 1999 o Ministro da Agricultura de Portugal assinou uma
lei que definitivamente proíbe o cultivo do milho geneticamente modificado no
país no próximo plantio. Já havia duas aprovações (Novartis e Monsanto) e mais
15 eram esperadas. Houve somente um único ano (1999) onde foi produzido milho
geneticamente modificado, numa área total de cerca de 1.300 hectares
(aproximadamente 5% de todo milho cultivado). Esta mudança resulta da forte
pressão exercida pelas ONGs e da crescente conscientização dos consumidores nas
últimas semanas. As razões desta decisão incluem o princípio da precaução e da
incapacidade de monitorar adequada e independentemente os impactos. Produtores
de milho já haviam externado preocupações com o decréscimo do valor do produto
geneticamente modificado ou mesmo da produção mesclada.
> Margarida Silva, Portugal
>
> 5. O Bt, a biopirataria e a ameaça aos cultivos orgânicos
> O gene Bt é um bom exemplo de biopirataria. O gene foi isolado de uma
bactéria, a Bacillus Thuringiensis que ocorre naturalmente no solo e que produz
uma proteína que destrói os intestinos de vários insetos. Por causa dessas
propriedades, o Bt tem sido usado como pesticida biológico por produtores
orgânicos desde os anos 60.
> Em virtude de restrições legais e da oposição dos consumidores aos pesticidas
convencionais, a não-agressividade ao meio ambiente tem chamado a atenção e os
investimentos de grandes companhias agroquímicas de biotecnologia, que isolaram
o gene do Bt e o inseriram em várias culturas, incluindo o milho, a soja, o
algodão, canola, a batata, o tabaco, o arroz e o tomate.
> Seedling, março 1997
>
> 6. Idec testa alimentos em busca de ingredientes transgênicos
> A organização não-governamental Instituto Brasileiro de Defesa do
Consumidor-Idec, que questiona na justiça a liberação de alimentos
transgênicos, pretende provar que eles já são consumidos por brasileiros. Para
tanto, anuncia hoje (15/02) o teste de cerca de 30 produtos cujos resultados
dverão sair dentro de 3 meses.
> Alimentos produzidos no país podem conter soja geneticamente modificada,
cultivada de modo ilegal por exemplo no Rio Grande do Sul com sementes
contrabandeadas da Argentina.
> Produtos importados dos EUA que tenham como ingredientes milho, soja ou
batata quase certamente contêm transgênicos, uma vez que não há lá segregação
desses produtos.
> O Idec fez o anúncio durante o debate “Alimentos transgênicos: o Consumidor
Europeu e a Realidade Brasileira” realizado em São Paulo nesta quarta-feira. A
principal convidada foi Sheila McKechnie, da Consumers Association (Reino
Unido). A ONG não dá detalhes sobre os testes. Não se trata de procedimento
trivial, pois implica detectar trechos específicos de DNA (genes)
artificialmente transferidos para as plantas. Para tanto, o Idec estabelecerá
parcerias no exterior.
> Marilena Lazzarini, coordenadora-executiva do Idec, justifica a medida com “a
demora do governo brasileiro em instituir um regulamento de rotulagem
obrigatória para os produtos transgênicos e a notória falta de interesse em
fiscalizar estes alimentos”.
> A escolha de uma convidada do Reino Unido é sintomática, pois ali se originou
a oposição mais forte aos transgênicos. Entidades de consumidores
norte-americanos também reagem, mas com muito menos repercussão. Uma das razões
para a apatia do público dos EUA é a defesa da biotecnologia feita pelas
próprias autoridades encarregadas de regulá-la, como a agência de remédios e
alimentos (FDA). Esse ponto de vista pode ser verificado numa entrevista da
comissária da FDA, Jane Henney, à revista da agência
http://www.fda.gov/fdac/features/2000/100-bio.html
> Folha de São Paulo,15/02/00
>
> 7. Opinião
> No seminário organizado pelo Idec, Sheila McKechnie, coordenadora da
Associação de Consumidores da Inglaterra maior organização de consumidores da
Europa com 700 mil associados disse que cresce a rejeição aos trangênicos. Ela
considera o mercado da soja transgênica “morto” na Europa.
> O Governo brasileiro seria imprudente se embarcasse soja transgênica para a
Europa. A carga seria testada e não seria paga. Os consumidores europeus não
querem comer carne bovina, suína ou de galinha contaminada com milho ou soja
transgênicos, disse McKechnie.
> Ela criticou a FDA, órgão do governo americano, pela rapidez em liberar os
transgênicos. Segundo ela, a credibilidade da FDA será prejudicada quando se
tornar público que foram burlados os procedimentos técnicos e científicos
necessários à liberação.
> O Globo,16/02/00
>
> 8. Soja apreendida no RS será testada em Brasília
> As 271 amostras de soja supostamente transgênicas deixarão as câmaras frias
da Embrapa de Passo Fundo e serão transportadas para o Centro de Recursos
Genéticos, na sede em Brasília. O material apreendido no Estado pela Secretaria
e pelo Ministério da Agricultura, ainda em1999, passará por testes de DNA. Os
resultados serão divulgados no próximo dia 25.
> Se os testes confirmarem a alteração genética, os proprietários das sementes
serão ouvidos pela Polícia Federal e poderão ser indiciados com base na Lei
Federal 8.974. Conforme o inciso 5º do artigo 13, é crime a liberação ou o
descarte no ambiente de organismos geneticamente modificados.
> Zero Hora, 12/02/00
>
> 9. AstraZeneca abandona o tomate transgênico
> A AstraZeneca Plc, fabricante de medicamentos e companhia de biotecnologia do
Reino Unido, vai cancelar a produção de tomates transgênicos, segundo informou
o boletim do setor alimentício holandês Distrifood, sem citar fontes.
> A aversão cada vez mais crescente da população em relação aos transgênicos
teria sido o principal motivo da medida. Segundo o boletim, a AstraZeneca vai
parar de vender tomates geneticamente modificados, introduzidos como “produto
promissor” com longo prazo de validade, devido à “repulsa dos consumidores e
supermercados”.
> Os tomates da companhia britânica eram principalmente empregados na
preparação de ketchup e purê, segundo o Distrifood. A Novartis AG e a
AstraZeneca anunciaram em dezembro a fusão de suas divisões de produtos
agrícolas em uma nova companhia a ser denominada Syngenta, permitindo se
concentrarem em produtos farmacêuticos.
> Gazeta Mercantil,14/02/00
>
> 10. Francês recusa OGMs
> A Cooperativa Agrícola de Cereais impõe a rastreabilidade dos cereais desde o
campo até o consumidor. “O tempo gasto com o caso dos OGMs representa um custo
extra de cerca de 1 milhão de francos” afirmou o diretor geral, Bernard
Stenuit. A cooperativa assumiu o compromisso de anotar a origem da semente, o
número de sua parcela, etc., e efetuará controles sobre as entregas. A
Cooperativa do Haut Rhin “continuará a se recusar a produzir variedades OGM e
tomará todos os cuidados para permitir aos seus sócios dispor de sementes
isentas de OGM”, disse Eugène Lammert, seu presidente.
> L’Alsace, 18/12/99
>
> A empresa Weetabix Ltda decidiu eliminar totalmente os ingredientes,
derivados e enzimas geneticamente modificados dos seus cereais e explica como
realizou esta mudança num texto que pode ser encontrado no seguinte endereço:
> http://www.altern.org/infogm/bull5/weetabix.htm
>
> O Parlamento Europeu decidiu banir os OGMs de seus próprios restaurantes e
lanchonetes. Esta decisão deve se concretizar através de um acordo informal com
as empresas do ramo que o abastecem, a ser incluída no próximo contrato.
> Actualité Nature,17a21/12/99
> ***********************************************************
>
> => Acesse a Cartilha "POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS" via Internet
>
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