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De:
Luiz Meira <luizmeira@aleph.com.br>
Data: Qua Out 13, 1999 4:20
am
Assunto: [gen-ocidio] Regulamentacao de transgenicos considerada pseudo-cientifica
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<>< Luiz Roberto Salvatori Meira
><> Equilíbrio Alimentar
http://www.geocities.com/luizmeira
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De:
"Luciana Gomes de Almeida" <flordocerrado@uol.com.br>
Data: Sáb Out 12, 1996 12:44
pm
Assunto: En: Regulamentacao de transgenicos considerada pseudo-cientifica
Para: "Luiz Meira" <luizmeira@aleph.com.br>
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-----Mensagem original-----
De: Marijane Lisboa <mlisboa@dialb.greenpeace.org>
Para: gzleo@zaz.com.br <gzleo@zaz.com.br>
Data: Quinta-feira, 7 de Outubro de 1999 18:01
Assunto: Regulamentacao de transgenicos considerada pseudo-cientifica
>From: "Marijane Lisboa" <Marijane.GREENPEACE>
>Organization: Greenpeace
>To: Marijane
>Date sent: Thu, 7 Oct 1999 18:27:29 -0300
>Subject: Regulamentacao de transgenicos considerada
>pseudo-cientifica
>
>Caros todos,
>
>Mais novidades sobre transgênicos...
>
>
>Artigo da Revista Nature chama regulamentação
>de alimentos transgênicos de “pseudo ciência’’
>
>(São Paulo, 7/10/99) Um artigo publicado hoje na prestigiosa
>revista científica inglesa Nature, desmistifica o pressuposto
>conceitual em que se baseia toda a regulamentação
>internacional sobre segurança de alimentos transgênicos. [1] O
>artigo caracteriza como “pseudo-científico” o conceito de
>“equivalência substancial” sobre o qual se baseia a maioria das
>legislações nacionais sobre segurança dos alimentos
>transgênicos, inclusive a brasileira. [2]
>
>conceito de “equivalência substancial” supõe não haver nenhuma
> diferença básica entre os alimentos transgênicos e não
>transgênicos do ponto de vista da sua segurança para o
>consumo humano. No Brasil, este conceito foi o argumento
>decisivo utilizado pela Comissão Técnica Nacional de
>Biossegurança (CTN-Bio) [3] para aprovar a soja transgênica
>da Monsanto para o consumo humano.
>
>“O artigo da Nature vem confirmar o que já dizíamos há algum
>tempo: a propalada segurança dos alimentos transgênicos ainda
>não foi provada cientificamente, diz Karen Suassuna, da
>Campanha de Engenharia Genética do Greenpeace. “Nossas
>autoridades na área de saúde e direito do consumidor deveriam
>levar a sério esse problema e impedir a entrada de alimentos
>transgênicos no país, vindos dos EUA e da Argentina. Embora
>continue proibido no Brasil o plantio da soja transgênica, os
>brasileiros estão comendo derivados de soja e milho transgênicos
>importados, em as autoridades fingem que não estão sabendo”.
>
>As críticas ao conceito de “equivalência substancial” não são
>novas mas têm sido deliberadamente ignoradas tanto pela CTN-
> Bio quanto pelos órgãos reguladores de alimentos transgênicos
>em outros países. O Professor Arpad Pusztai, que foi duramente
> criticado por revelar os danos à saúde em ratos alimentados
>com batatas transgênicas, vai publicar brevemente na revista
>científica Lancet os resultados de sua pesquisa. “Isso mostra
>que a literatura científica a respeito da segurança dos alimentos
>transgênicos em revistas renomadas está longe de apresentar
>uma visão consensual e favorável a esses alimentos”, diz Karen
>Suassuna.
>
>Mais Informações
>Karen Suassuna, Campanha de Engenharia Genética do
>Greenpeace, tel: (11) 3066-1175
>Renato Guimarães, Gerente de Comunicação do Greenpeace,
>tel: (11) 3066-1178 ou 9900-7796
>Internet: http://www.greenpeace.org.br
>www.greenpeace.org.br (português)
>http://www.greenpeace.org.br }www.greenpeace.org.br (inglês)
>
>Notas do editor
>
>[1] Os três cientistas que publicaram o artigo na Nature são Erik
> Millstone, Eric Brunner e Sue Mayer
>
>[2]O conceito de “equivalência substancial”, como aponta o
>artigo da revista Nature, carece de uma definição aplicável. O
>conceito mais claro é o formulado pela OCDE (Organização
>para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) que diz: “O
> conceito de equivalência substancial parte da idéia de que
>organismos já existentes que são usados como alimentos, ou
>fontes de alimentos, podem ser usados como base de
>comparação para avaliar a segurança para consumo humano de
>um alimento ou componente de alimento que tenha sido
>modificado ou que seja novo.”
>
>Na prática, isso é possível supondo-se que se um número
>limitado de testes não mostraram diferenças na composição
>entre o cultivo geneticamente modificado e as variedades de
>cultivos tradicionais, ele pode ser considerado seguro do ponto
>de vista de sua segurança como alimento. Por uma série de
>razões técnicas, no entanto, esta avaliação pode não detectar os
> efeitos imprevisíveis da engenharia genética, incluindo-se aí
>alterações inesperadas. Os testes compreendidos no conceito
>de “equivalência substancial” muitas vezes lidam apenas com
>toxinas já conhecidas. Os genes estrangeiros introduzidos no
>organismo tornando-o transgênicos podem não ser
>adequadamente testados em relação ao seu potencial alérgico,
>entre outros aspectos.
>
>[3] Na sua nota à imprensa de 24/09/99, a CTN-Bio declarou:
>“A equivalência da composição química da soja transgênica
>com a soja convencional foi comprovada por avaliações que
>empregam metodologias científicas aceitas e publicadas em
>revistas científicas indexadas, e por conseguinte, submetidas a
>análise do corpo editorial dessas revistas de circulação
>internacional”
>==================================
>
>
>
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