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luizmeira · Clínica Doméstica

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Transcrevo alguns aspectos sobre Alzheimer para lembrar que os venenos utilizados na agricultura atuam preferencialmente no sistema nervoso.
Para aqueles que estão pensando no assunto, lembrem-se da alergia cerebral.
 
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Sent: Friday, June 22, 2007 9:39 AM

Que tal o que segue?
Bom final de semana...Comentem se possível!
Edson
 
 
Olá Edson,
 
    Quando vejo estas situações, fico pensando... "prá que adiantou a correria cotidiana? o canto do passarinho que não deu tempo de escutar, a lua que não deu tempo de ver, etc, etc, etc?"  Agora está aí concretizando o quanto é vazio correr atrás de matéria, de poeira ao vento.
 
    Outro aspecto é o sentimento que temos ao ver um empresário de 60 anos que interferia na vida de muitos estar dependente e inconsiente. Esta mesma emoção tenho ao ver uma pessoa brilhante ficar disfuncional antes dos 120 anos. Estamos tão acostumados com a degeneração da vida que vamos nos surpreender somente quando o limite chegou na metade da expectativa.
 
    Quanto às "dicas", considero muito boas, utilizo várias desde a infância. Quando o motivo é mais preemente, tal como ajudar alguém a resolver algo inédito (para ambos), o desenvolvimento cerebral é maior. Assim, em vez de palavras cruzadas, sugiro que visitem os parentes e amigos doentes, e se estiverem sadios, então que vá ajudar um tetraplégico a beber água ou se coçar. Sempre existe incontáveis acamados se degradando por não contarem com suporte social.....  ou seja, se formos mais caridosos tenderemos a ser mais inteligentes e longevos.
 
Abraços a todos
Luiz Meira

 Seguem dois textos sobre o tema Alzheimer:

 "Meu pai está com Alzheimer" e  "Dicas para escapar do Alzheimer" 
 
Meu pai está com Alzheimer - Por Roberto Goldkorn 
 
Meu pai está com Alzheimer. Logo ele, que durante toda vida se
dizia "o Infalível". Logo ele, que um dia, ao tentar me ensinar matemática,
disse que as minhas orelhas eram tão grandes que batiam no teto. Logo ele
que repetiu, ao longo desses 54 anos de convivência, o nome do músculo do
pescoço que aprendeu quando tinha treze anos e que nunca mais esqueceu:
externocleidomastóideo. 
 
O diagnóstico médico ainda não é conclusivo, mas, para mim,
basta saber que ele esquece o meu nome, mal anda, toma líquidos de
canudinho, não consegue terminar uma frase, nem controla mais suas funções
fisiológicas, e tem os famosos delírios paranóicos comuns nas demências
tipo Alzheimer. 
 
Aliás, fico até mais tranqüilo diante do "eu não sei ao certo"
dos médicos; prefiro isso ao "estou absolutamente certo de que...", frase
que me dá arrepios. 
 
Há trinta anos, não ouvia sequer uma menção a essa doença
maldita. Hoje, precisaria ter o triplo de dedos nas mãos para contar os
casos relatados por amigos e clientes em suas famílias. 
 
O que está acontecendo? Estamos diante de um surto de
Alzheimer? Finalmente nossos hábitos de vida "moderna" estão enviando a
conta? O que os pesquisadores sabem de verdade sobre a doença? Qual é o
lado oculto dessa manifestação tão dolorosa? Lendo o material disponível,
chega-se a uma conclusão: essa é uma doença extremamente complexa,
camaleônica, de muitas faces e ainda carregada de mistérios. 
 
Sabe-se, por exemplo, que há um componente genético. Por outro
lado, o Dr. William Grant fez uma pesquisa que complicou um pouco as
coisas. Ele comparou a incidência da doença em descendentes de japoneses e
de africanos que vivem nos EUA, e com japoneses e nigerianos que ainda
vivem em seus respectivos países. Ele encontrou uma incidência da doença da
ordem de 4,1 para os descendentes de japoneses que vivem na América, contra
apenas 1,8 de japoneses do Japão. 
 
Os afro-americanos vão mais longe: 6,2 desenvolvem a doença,
enquanto apenas 1,4 dos nigerianos são atingidos por ela. Hábitos
alimentares? Stress das pressões do Primeiro Mundo? Mas o Japão não é
Primeiro Mundo? Não tem stress? A alimentação parece ser sem dúvida um elo
nessa corrente, e mais ainda o alumínio. Segundo algumas pesquisas, a
incidência de alumínio encontrada nos cérebros de portadores da doença é
assustadoramente alta. 
 
Pesquisas feitas na Austrália e em alguns países da Europa
mostraram que, em atos alimentados com uma dieta rica, o sulfato de
alumínio (comumente colocado na água potável para matar bactérias)
danificou os cérebros dos roedores de forma muito similar à causada nos
humanos pelo Alzheimer. 
 
Pesquisas do Dr. Joseph Sobel, da Universidade da Califórnia
do Sul, mostraram que a incidência da doença é três vezes maior em pessoas
expostas à radiação elétrica (trabalhadores que ficavam próximos a redes de
alta tensão ou a máquinas elétricas). 
 
Mas não param por aí as pesquisas, que apontam a arma em todas
as direções. 
 
Porém, a que mais me chocou e me motivou a fazer minhas
próprias elucubrações foi o estudo das freiras. Esse estudo, citado no
livro A Saúde do Cérebro, do Dr. Robert Goldman, Ed. Campus, foi feito pelo
Dr. Snowdon, da Universidade de Kentucky. 
 
Eles estudaram 700 freiras do convento de Notre Dame. Na
verdade, eles leram e analisaram as redações autobiográficas que cada
freira era obrigada a escrever logo ao entrar na ordem. Isso ocorria quando
elas tinham em média 20 anos. 
 
Essas freiras (um dos grupos mais homogêneos possíveis, o que
reduz muito as variáveis que deveriam ser controladas) foram examinadas
regularmente e seus cérebros investigados após suas mortes. 
 
O que se constatou foi surpreendente. As que melhor se saíram
nos testes cognitivos e nas redações - em termos de clareza de raciocínio,
objetividade, vocabulário, capacidade de expressar suas idéias, mesmo
apresentando os acidentes neurológicos típicos do Alzheimer (placas e
massas fibrosas de tecido morto) - não desenvolveram a demência
característica da doença. Ou seja, elas tinham as mesmas seqüelas que as
outras freiras com Alzheimer diagnosticado (e que tiveram baixos escores em
testes cognitivos e na redação), mas não os sintomas clássicos, como os do
meu pai. 
 
A minha interpretação de tudo isso: não temos muito como
controlar todos os fatores de risco apontados como vilões - alimentação,
pressão alta, contaminação ambiental, stress, e a genética (por enquanto). 
 
Mas podemos colocar o nosso cérebro para trabalhar. Como?
Lendo muito, escrevendo, buscando a clareza das idéias, criando novos
circuitos neurais que venham a substituir os afetados pela idade e pela
vida "bandida". 
 
Meu conselho: não sejam infalíveis como o meu pobre pai, não
cheguem ao topo nunca, pois dali, só há um caminho: descer. Inventem novos
desafios, façam palavras cruzadas,
forcem a memória, não só com drogas (não
nego a sua eficácia, principalmente as nootrópicas), mas correndo atrás dos
vazios e lapsos. Eu não sossego enquanto não lembro do nome de algum velho
conhecido, ou de uma localidade onde estive há trinta anos. Leiam e se
empenhem em entender o que está escrito, e aprendam outra língua, mesmo aos
sessenta anos. 
 
Não existem estudos provando que o Alzheimer é a moléstia
preferida dos arrogantes, autoritários e auto-suficientes, mas a minha
experiência mostra que pode haver alguma coisa nesse mato. 
 
Coloquem a palavra FELICIDADE no topo da sua lista de
prioridades: 7 de cada 10 doentes nunca ligaram para essas "bobagens" e
viveram vidas medíocres e infelizes
- muitos nem mesmo tinham consciência
disso. 
 
Mantenha-se interessado no mundo, nas pessoas, no futuro.
Invente novas receitas, experimente (não gosta de ir para a cozinha? Hum...
preocupante.). 
 
Lute, lute sempre, por uma causa, por um ideal, pela
felicidade. 
 
Parodiando Maiakovski, que disse "melhor morrer de vodca do
que de tédio", eu digo: melhor morrer lutando o bom combate do que ter a
personalidade roubada pelo Alzheimer. E inté, amigos, que eu vou me cuidar. 
 
Roberto Goldkorn é psicólogo e escritor. 
Extraído da Internet. 
 
 
Dicas para escapar do Alzheimer 
 
Uma descoberta dentro da Neurociência vem revelar que o
cérebro mantém a capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão de
suas conexões. 
 
Os autores desta descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin
(2000), revelam que NEURÓBICA, a "aeróbica dos neurônios", é uma nova forma
de exercício cerebral projetada para manter o cérebro ágil e saudável,
criando novos e diferentes padrões de atividades dos neurônios em seu
cérebro. 
 
Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que,
apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um
efeito perverso: limitam o cérebro. 
 
Para contrariar essa tendência, é necessário praticar
exercícios "cerebrais" que fazem as pessoas pensarem somente no que estão
fazendo, concentrando-se na tarefa. 
 
O desafio da NEURÓBICA é fazer tudo aquilo que contraria as
rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional. 
 
Tente fazer um teste: 
 
- use o relógio de pulso no braço direito; 
 
- escove os dentes com a mão contrária da de costume; 

- ande pela casa de trás para frente; (vi na China o pessoal
treinando isso num parque); 
 
- vista-se de olhos fechados; 
 
- estimule o paladar, coma coisas diferentes; 
 
- veja fotos de cabeça para baixo; 
 
- veja as horas num espelho; 
 
- faça um novo caminho para ir ao trabalho; 
 
A proposta é mudar o comportamento rotineiro. 
 
Tente, faça alguma coisa diferente com seu outro lado e
estimule o seu cérebro. 
 
Vale a pena tentar! 
 
Que tal começar a praticar agora, trocando o mouse de lado? 
 
Que tal começar agora enviando esta mensagem, usando o mouse
com a mão esquerda?

 

Ribeiro, Edson P


Qui, 9 de Ago de 2007 6:08 am

"Luiz Meira" <falecom@luizmeira.com>
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9 de Ago de 2007
6:25 am
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