Olá pessoal, Evito falar de coisas
ruins na tentativa de acostumar a pensar de forma construtiva. Faço
mais uma exceção com o intuito de ilustrar a tecnologia alimentar
utilizada entre nós. Aproveito a contribuição do Cláudio
Lima na digitação. Abraços
----- Original Message -----
Sent: Friday, May 04, 2007 11:35
AM
Subject: Dentro da embalagem - Revista
Superinteressante
Olá amigos,
Adquiri a última edição 239 maio/2007
da revista
Superinteressante, e nela vem uma interessante matéria sobre
o que se encontra por trás de alguns produtos industrializados que
usamos e consumimos.(Nenhuma novidade) rs...
Entre eles estavam creme de barbear, xampu, ketchup, mas
me interessei mais pelo produto que é o nome deste tópico,
a salsicha.
Vou transcrevê-las partes da Revista, págs.
68-73:
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SALSICHA - Tem besouros em pó, fumaça
em pó e até carne.
Composição: carne mecanicamente
separada de ave, pele e miúdos suínos (fígado, rins,
coração), carne suína, gordura de ave, água
proteína texturizada de soja, amido (máx 2%), sal, açucar,
alho. Estabilizante tripolifosfato de sódio, aroma de fumaça,
glutamato monossódico, conservante nitrito de sódio, antidioxidante
eritorbato de sódio, corantes urucum e carmim de cochonilha.
CARNE MECANICAMENTE SEPARADA: No ínicio,
é o frango. Depois que a desossa manual tira o peito, a coxa, e
a sobrecoxa, o que sobrou vai para a prensagem mecânica. Ali é
extraída a carne dentre os ossos, que sai da peneira em forma de
pasta. Sem esse processo, boa parte da carne iria para o lixo. É
nojento - e mais barato.
PELE E MIÚDOS SUÍNOS: Se só
tivesse carne, a salsicha seria dura e cara. A pele de porco cozida é
fonte de proteína de gordura e de colágeno (uma gelatina
que deixa a mistura macia). O coração dá cor à
massa, já que é rico em mioglobina (o pigmento vermelho da
carne). Já os outros componentes (fígados e rins) não
tem função certa: servem mesmo para encher lingüiça,
ou melhor, salsicha.
ÁGUA, PROTEÍNA DE SOJA E AMIDO: Uma
invenção brasileira. Para substituir parte da gordura, as
indústrias nacionais usam água. Para reter a água,
é preciso adicionar proteína de soja e amido (fécula
de mandioca). Essa soma reduz a quantidade de gordura - enquanto as salsichas
estrangeiras têm até 30% de gordura, as nacionais levam de
20% a 22%.
TRIPOLIFOSFATO DE SÓDIO: Coadjuvante do
sal, ajuda a manter a gordura misturada à massa. A salsicha poderia
passar sem o tripolifosfato: ele é prescindível do ponto
de vista tecnológico e tem muito sódio - um problema para
hipertensos. Por isso, é evitado na Alemanha e na Suíça.
AROMA DE FUMAÇA: É como comer fumaça
em pó. A fábrica destila fumaça na água, filtra
as impurezas e seca a solução. O pó restante é
acrescentado à massa, dando aquele sabor de defumado à lingüiça.
CORANTE DE URUCUM: Usado como maquiagem por índios
brasileiros, o urucum dá a cor da capa da salsicha. O Brasil usa
urucum na salsicha porque, aqui, ela só vende se for colorida. Mas
a lei proíbe urucum na parte interna - que poderia mascarar uma
possível falta de carne.
CARMIM DE COCHONILHA (INS 120): Parece piada, mas
esse corante é extraído da fêmea do Dactylopius coccus,
um besouro que não mede mais que 5 milímetros. Secado ao
sol e depois triturado, o besouro vira um corante vermelho usado em iogurtes,
sorvetes, recheios de bolachas. O problema é juntar tantos insetos:
ára cada quilo do pigmento, vão 150.000 besouros!