Gente,
Aproveito esta matéria enviada pelo Cláudio Lima para situar
a questão dos híbridos.
O aspecto principal é se utilizam espécies diferentes ou
misturam variedades dentro de uma mesma espécie.
Os feijões e os milhos utilizados entre nós são híbridos
em sua maioria, no entanto sempre dentro da mesma espécie, com exceção
da soja que é composta por inseto, vírus e feijão
(através de transgenia).
A Laranja-pera é um híbrido que normalmente não consideramos,
no entanto, se plantarmos uma semente de Laranja-pera, nasce Limão-cravo.
A enxertia entre espécies diferentes também constrói
produtos anômalos, com possível indução imunológica;
por isso que a Laranja-lima (íntegra geneticamente) não induz
inflamações, sendo tradicionalmente indicada para crianças
pequenas.
O híbrido que talvez exerça o maior efeito deletério
entre nós é o triticale, devido a sua ampla distribuição.
Mesmo sem conhecermos a genealogia dos produtos que pretendemos utilizar
como alimentos, podemos considerar que os produzidos em larga escala tendem
a estar modificados geneticamente ou com grande quantidade de agrotóxicos.
Os produzidos regionalmente por pequenos produtores tendem a conter somente
agrotóxicos.
Abraçoshttp://luizmeira.com
19
9612 6029
----- Original Message -----
Sent: Friday, February 23, 2007 9:01 AM
Cadê
as sementes Frutas sem caroço, sem
fiapos e com apresentação diferente ganham espaço
em feiras livres, mas levantam dúvidas sobre transgenia e composição
nutricional
[...] Segundo o IAC, quase todas as frutas que se compram
hoje são melhoradas
|
TATIANA DINIZ
DA REPORTAGEM LOCAL Melancia,
uva e tangerina sem sementes. Manga sem fiapo. Banana de casca vermelha.
Abacaxi que se come em gomos. Um monte de frutas que há alguns anos
ninguém nunca havia visto está invadindo feiras e mercados.
São sedutoras, mas, além da novidade, também trazem
dúvidas do tipo "de onde vêm?" e "será que são
transgênicas?".
Transgênicas, não, mas melhoradas geneticamente,
sim, explicam produtores e pesquisadores da fruticultura brasileira. Para
agregar às frutas características que sempre foram sonhadas
pelo consumidor, cientistas trabalham observando as variações
genéticas existentes em cada espécie e em gêneros similares
e promovem exaustivos cruzamentos.
As técnicas de melhoramento genético se
encarregam de dar uma "mãozinha" para que as fruteiras cresçam
produzindo frutos que sempre apresentem os melhores traços observados
na natureza, sem perder as propriedades nutricionais.
Entre as mangas, por exemplo, há algumas que têm
fibras curtas e macias em vez daquelas longas e ásperas (os incômodos
"fiapos"), outras que têm caroço menor e mais polpa e outras
que apresentam sabor mais adocicado.
Esses traços são perseguidos pelos pesquisadores,
que combinam técnicas de melhoramento genético convencional
-como a transferência de pólens de uma planta para outra seguida
de coleta e plantio das sementes dessa "planta-mãe"- a modernos
recursos de biotecnologia -como a clonagem em laboratório de embriões
que não nasceriam em larga escala.
"Praticamente todas as frutas que se compram hoje são
melhoradas", diz o engenheiro agrônomo e diretor do centro de fruticultura
do IAC (instituto agronômico da Secretaria de Agricultura e Abastecimento
do Estado de São Paulo).
Além da manga sem fiapo, tangerinas e uvas sem
semente e um abacaxi que contém gomos similares aos de uma jaca
e que pode ser descascado com as mãos estão entre as frutas
melhoradas que pesquisas do IAC já trouxeram ao mercado.
Waldelice Paiva, doutora em melhoramento de plantas pela
Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de
São Paulo), esclarece por que as novas frutas não são
transgênicas.
"Na transgenia, pega-se uma parte do DNA de qualquer
espécie para inserir em outra espécie. É possível
trazer uma característica de resistência a pragas que exista
num sapo para uma planta. Aqui, não ultrapassamos os limites do
que já existe na natureza de alguma forma", explica a especialista.
O melhoramento contorna barreiras que, na natureza, desfavorecem
certos cruzamentos, fazendo com que alguns tipos de fruta se tornem mais
raros que outros. É o caso da melancia sem semente (apelidada nos
mercados de "melancia baby"), ou triplóide, produzida a partir do
cruzamento de uma diplóide com uma tetraplóide -sendo que
esses dois tipos são mais freqüentes.
[...] O boom das frutas melhoradas vem com o aumento
na exportação para a Europa
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Clonagem
Também é muito utilizada a técnica
de resgate de embriões, que permite retirar o embrião de
uma planta no tempo de uma a seis semanas após a polinização
e transferi-lo para cultivo in vitro, a fim de garantir a sua sobrevivência.
Nesse sistema, a semente e o embrião acabam de
se formar. A partir da multiplicação (clonagem) de pequenas
partes desse embrião, novas plantas podem ser formadas. É
o que acontece na produção das uvas sem semente -se fosse
deixado na uva, o embrião desse tipo de fruteira seria abortado
ao final das seis semanas.
Na Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza,
Waldelice Paiva pesquisa um tipo de melão que possa ser cultivado
com sucesso no clima semi-árido. "Além de focar na demanda
do consumidor, promovendo alterações de aspecto, o melhoramento
genético também atende a produtores e atacadistas, aumentando
a capacidade de conservação das frutas. Pode ainda aumentar
os teores de vitamina delas, fazendo com que seu consumo signifique mais
proteção", diz.
O boom das frutas melhoradas vem na esteira do crescimento
na exportação, principalmente para os países da Europa.
Lá fora, esses tipos "menos trabalhosos" de comer são os
que fazem mais sucesso nas prateleiras dos supermercados.
Transgênico
Por enquanto, frutas transgênicas não são
uma realidade no país, mas já há pesquisas em andamento.
No Cenagen (Centro Nacional de Pesquisa de Recursos Genéticos e
Biotecnologia), da Embrapa, em Brasília, um grupo de pesquisadores
se dedica há cerca de cinco anos a analisar a biossegurança
de diversos alimentos transgênicos em desenvolvimento, entre eles
uma variedade de mamão.
"No caso do mamão, a transgenia entrou para somar
à fruta a resistência a uma virose que devasta as plantações",
conta Francisco Ricardo Ferreira, pesquisador do centro. O mamão
transgênico, no entanto, ainda está bem longe de chegar às
prateleiras.
"Ainda serão feitos muitos testes para checar
qualquer possibilidade de risco de segurança à saúde
e ao ambiente", afirma Ferreira. E, se isso ocorrer, o produto deverá
ir com um selo que o classifica como organismo geneticamente modificado.
É só conferir. fonte: Folha
de S.Paulo, 22/2/2007 ==== Um
grande abraço, Cláudio
Lima - Naturoterapeutahttp://www.biooriginal.com.br
MSN: joshua_lima@hotmail.com
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Dom, 25 de Fev de 2007 5:02 am
"Luiz Meira" <falecom@luizmeira.com>
luizmeira
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