Pesquisa investiga concentração de iodo entre mais
de 800 estudantes
de escolas públicas do Estado de São Paulo
O iodo é um elemento essencial para o funcionamento da glândula
tireóide, sendo necessário para o crescimento normal
e
desenvolvimento adequado tanto do sistema nervoso central quanto
do
corpo em geral. A falta de iodo no organismo pode provocar bócio,
problemas na tireóide, diminuição da fertilidade,
entre outros. Por
isso, para compensar a carência do elemento, tornou-se obrigatória
a
adição de iodo ao sal. No entanto, notou-se que a
quantidade de iodo
trazida pelo sal, somada a outras possíveis fontes, contribuiu
em
alguns locais para o excesso do elemento no organismo. É
o que
mostram pesquisadores da Universidade de São Paulo e do
Instituto
Adolfo Lutz, em estudo realizado com 844 estudantes de seis a 14
anos
de escolas públicas de seis regiões do estado.
De acordo com artigo publicado na edição de dezembro
de 2004 dos
Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, o trabalho
teve
como objetivo verificar o consumo atual de iodo, bem como a
concentração do elemento no sal consumido pela população
do estado e
suas eventuais conseqüências para a glândula tireóide.
Todos os
alunos tiveram o peso e a altura medidos e realizaram ultra-som
de
tireóide e exames de urina. Amostras de sal doméstico
também foram
submetidas a análises laboratoriais.
Os pesquisadores observaram que os estudantes apresentaram níveis
muito elevados de excreção urinária de iodo.
Eles notaram que 53% dos
escolares apresentavam valores de iodo urinário acima do
valor
ideal. "Os valores extremamente elevados de excreção
urinária de
iodo, sem dúvida, refletem a ingestão exagerada de
iodo por via
nutricional. Tais dados extrapolados para a população
em geral nos
fazem crer que as complicações do excesso nutricional
de iodo podem
ter incremento significativo em anos vindouros ou, eventualmente,
possam contribuir, no presente, para elevar-se o número
de indivíduos
idosos com doença nodular da tiróide a desenvolverem
hipertiroidismo
clínico ou subclínico, com eventuais alterações
cardiológicas
(arritmias) que podem colocar a vida do paciente em risco", afirmam
no artigo.
A equipe constatou também que em 15% das amostras de sal
doméstico, o
valor da concentração de iodo ultrapassou o máximo
preconizado em
lei. Já em relação ao volume da tireóide,
os pesquisadores
verificaram parcela muito pequena de aumento de volume glandular,
mas
algumas anormalidades raras, como nódulos e cistos, foram
detectadas
nos estudantes.
Dessa forma, eles alertam para a necessidade de a Agência
Nacional de
Vigilância Sanitária, reduzir novamente — a última
redução foi em
maio de 2003 — os níveis de concentração de
iodo no sal para consumo
humano, no sentido de serem diminuídos os riscos apontados
relativos
a excessivo consumo de iodo pela população brasileira.
Agência Notisa (jornalismo científico - science journalism)
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Um grande abraço,
Cláudio Lima - Terapeuta Naturalista
MSN: joshua_lima@hotmail.com
Shalom!!!
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"Aprender é descobrir o que já se sabe.
Praticar é demonstrar o que se sabe.
Ensinar é lembrar aos outros que
eles sabem tanto quanto você.
Todos são alunos, praticantes e professores".
(Richard Bach)
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