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De: "Luiz Meira" <luizmeira@terra.com.br> 
Data: Seg Nov 1, 2004  3:25 am 
Assunto: Café adubado por pés de frutas 
luizmeira 
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 Gente,     Repasso esta mensagem para ilustrar como a agricultura natural pode ser realidade. Vejam, não é orgânico, nem matam insetos ou dizimam outras espécies de forma "natural" através de controle biológico estruturado em tecnologia genética, é simplesmente natural.     Além da alta produtividade econômica, também sustenta enorme cadeia biológica animal que passam a depender destas frutas. http://luizmeira.com
 +19    9612 6029
 
----- Original Message -----  To: veg-brasil@yahoogrupos.com.br Sent: Sunday, October 31, 2004 4:26 PMSubject: [veg-brasil] Café adubado por pés de frutas
 

http://www.ibd.com.br/arquivos/destaquesibd/destaques.htm

Café natural adubado por uma floresta de frutas

"Mata com café embaixo". É assim que João Pereira Lima Neto, dono da 
Fazenda Santo Antônio de Mococa (SP), com área total de 400 hectares, 
cultiva parte dos 200 hectares de cafezais. "Não é café orgânico, é 
café natural", diz o fazendeiro, explicando que nem adubo orgânico é 
usado na lavoura. Adubos e defensivos químicos, nem pensar. Pés de 
abacate, manga, amora, ameixa, jabuticaba, jequitibá, cedro, 
amoreira, pereira e guapuruvu convivem harmoniosamente com o café. "É 
preciso que as árvores e o café tenham alelopatia positiva, ou seja, 
que tenham simbiose, de maneira que a associação das plantas 
beneficie a mata e o cafezal ao mesmo tempo". O café gosta de sombra 
no verão e de calor no inverno. Assim, a maioria das árvores 
plantadas na mata são caducifólias, ou seja, perdem parte das folhas 
no inverno, permitindo que a luminosidade aumente sobre os cafezais. 
Nas partes baixas, onde o risco de geada é maior, árvores com folhas 
perenes são a maioria, para proteger os pés de café do frio. "Se 
matas selvagens vivem durante milhões de anos sem adubação feita pelo 
homem, posso fazer algo parecido na fazenda", rebate o produtor que 
cerca sua propriedade com corredores de capim para evitar a 
contaminação com agrotóxicos de agricultores vizinhos. Desde 1996, o 
fazendeiro substituiu o investimento em adubo e defensivo por 
aplicação em mudas e plantio de árvores. Segundo ele, até a 
incidência de doenças e pragas diminuiu. No Japão, esta maneira de 
cultivar a terra é conhecida como Daí Shizen, ou "agricultura da 
grande natureza". E é para distribuidoras de café japonesas que Lima 
Neto vende parte da produção. O preço da saca (R$ 600,00) passa seis 
vezes ou mais a cotação do café convencional. 

Fonte: Gazeta Mercantil, 27/06/02. 

 
 
 
 
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