Gente,
Repasso esta mensagem para ilustrar como a agricultura natural pode ser
realidade. Vejam, não é orgânico, nem matam insetos
ou dizimam outras espécies de forma "natural" através de
controle biológico estruturado em tecnologia genética, é
simplesmente natural. Além
da alta produtividade econômica, também sustenta enorme cadeia
biológica animal que passam a depender destas frutas. http://luizmeira.com
+19 9612 6029
----- Original Message -----
To: veg-brasil@yahoogrupos.com.br Sent:
Sunday, October 31, 2004 4:26 PM
Subject: [veg-brasil] Café
adubado por pés de frutas
http://www.ibd.com.br/arquivos/destaquesibd/destaques.htm
Café natural adubado por uma floresta de frutas
"Mata com café embaixo". É assim que João Pereira
Lima Neto, dono da
Fazenda Santo Antônio de Mococa (SP), com área total
de 400 hectares,
cultiva parte dos 200 hectares de cafezais. "Não é
café orgânico, é
café natural", diz o fazendeiro, explicando que nem adubo
orgânico é
usado na lavoura. Adubos e defensivos químicos, nem pensar.
Pés de
abacate, manga, amora, ameixa, jabuticaba, jequitibá, cedro,
amoreira, pereira e guapuruvu convivem harmoniosamente com o café.
"É
preciso que as árvores e o café tenham alelopatia
positiva, ou seja,
que tenham simbiose, de maneira que a associação
das plantas
beneficie a mata e o cafezal ao mesmo tempo". O café gosta
de sombra
no verão e de calor no inverno. Assim, a maioria das árvores
plantadas na mata são caducifólias, ou seja, perdem
parte das folhas
no inverno, permitindo que a luminosidade aumente sobre os cafezais.
Nas partes baixas, onde o risco de geada é maior, árvores
com folhas
perenes são a maioria, para proteger os pés de café
do frio. "Se
matas selvagens vivem durante milhões de anos sem adubação
feita pelo
homem, posso fazer algo parecido na fazenda", rebate o produtor
que
cerca sua propriedade com corredores de capim para evitar a
contaminação com agrotóxicos de agricultores
vizinhos. Desde 1996, o
fazendeiro substituiu o investimento em adubo e defensivo por
aplicação em mudas e plantio de árvores. Segundo
ele, até a
incidência de doenças e pragas diminuiu. No Japão,
esta maneira de
cultivar a terra é conhecida como Daí Shizen, ou
"agricultura da
grande natureza". E é para distribuidoras de café
japonesas que Lima
Neto vende parte da produção. O preço da saca
(R$ 600,00) passa seis
vezes ou mais a cotação do café convencional.
Fonte: Gazeta Mercantil, 27/06/02.