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Prezado José Luiz,
Agora está sendo a primeira vez que escrevo sobre o assunto, foi uma mensagem para solidarizar-me contigo. A sugestão de elaborar um artigo sobre o assunto é interessante, e sem dúvida apresentá-lo em inglês amplia sobremaneira sua abrangência, especialmente se veiculado em sites simpáticos ao tema.
Pretendo coletar os dados laboratoriais e clínicos observados durante este experimento, e dar um formato didaticamente coerente. Eu ficaria muito satisfeito em poder colaborar para a compreensão de um tema tão significativo para o nosso momento, apresentando uma alternativa antagônica ao hegemonismo dos laticínios e promovendo a possibilidade de lavradores sérios distribuírem seus produtos íntegros;
Agradeço o estímulo e a solidariedade com a versão em inglês.
Luiz Meira
Prezado Dr Meira,
Agradeço o oferecimento para unirmos forças pelo Leite Cru de vacas livres Herbívoras. Tenho interesse em conhecer o seu amigo e sugerir medidas nutricionais para o solo no sentido de melhorar ainda mais o produto dele. Esse sempre foi o meu sonho: A produção de alimentos com alta densidade nutricional oriundos de um solo realmente rico em minerais, humus e vida biológica. Nós ainda são sabemos de que esse tipo de alimento é capaz pois existem pouquissimos solos com essas caracteristicas. Eu creio que essa será a certificação do futuro. Ausencia de contaminates é apenas o primeiro passo, mas para o médico o que interessa realmente é um alimento funcional, isto é, que possa ser recomendado com o intuito de resolver os problemas das pessoas. Para o agricultor nada mais gratificante que produzir esse tipo de alimento.
Intuitivamente o Sr procedeu exatamente como o seu colega o Dr Pottenger há várias decadas atrás que trabalhou com gatos. Eu tambem estou atrás do livro dele > Pottenger Cat's - http://www.price-pottenger.org/Articles/PottsCats.html a única diferença foi que ele trabalhou com gatos que iriam ser submetidos a adrenalectomia mas observou que o leite comercial dava o pior prognóstico no pós operatório em comparação com leite cru.
O ditado diz : "Santo de casa não faz milagres". Portanto, sugiro a redação em inglês de suas observações e desde já pode contar comigo para tanto, caso haja necessidade. Caso não tenha tempo eu me proponho a escrever o artigo "a duas mãos" em inglês.
Tenho certeza que tanto a Fundação Weston-Pottenger quanto a Fundação Weston A. Price teriam muito interesse em conhecer as suas observações e disponibiliza-las nos sites deles. Existiria alguma chance de um artigo em inglês sobre a sua experiencia com os cães parturientes? Estamos em um momento onde é preciso somar informações visando quem sabe um dia ter o direito de ver mais e mais pessoas serem beneficiadas por esse alimento extraordinário.
Eu soube de uma pessoa que passou 35 anos tomando somente leite cru e mais nada. O que os naturalistas tem a dizer sobre esse fato ? Gostaria de saber quantos meses ou anos duraria uma pessoa tomando o famoso Leite de Caixinha ultra moderno e ultra esterilizado.
Vou propor uma associação de consumidores de produtos orgânicos para que as nossas observações possam ser atendidas pois também estamos à mercê desses Organocratas.
Atenciosamente
Jose Luiz
Prezado José Luiz,
Fico muito satisfeito em constatar que não sou o "único" que valoriza o leite saudável, pois até o momento era assim que me sentia porque mesmo entre os naturalistas o "leite" é um produto proscrito. (eles não distinguem o longa vida do pasteurizado e muito menos o cru)
Até concretizar esta postura realizei diversas observações, vendo o precioso leite saudável apodrecer coerentemente, fornecendo a cães parturientes, e constatando que praticamente zerou a perda de crias. Enquanto que ao fornecer o caldo branco que vinha nas caixas longa vida durante as gestações, a perda de crias na primeira semana de vida era de 20%. Depois de muitos anos seguindo estas observações passei a utilizar com humanos alérgicos de baixo risco e observei a evolução clínica associada à dosagem periódica de auto-anticorpos. Os resultados foram absolutos, ou seja; nenhum alérgico apresentou qualquer sinal clínico ou sorológico que indicasse reação ao leite.
Depois de mais alguns anos seguindo estas observações passei a utilizar com alérgicos de alto risco (nefropata em diálise peritonial e asmáticos que freqüentemente tinham que ser socorridos com terapêutica intensiva), e até hoje, nunca, nenhum apresentou qualquer indício de reação ao leite ou queijo saudável.
Por outro lado, ao testar leite e queijo certificados, os alérgicos graves apresentaram reações clínicas que determinaram a interrupção dos produtos e a utilização de terapêutica intensiva para controlar as reações.
Até agora utilizo somente o leite e o queijo de um produtor (um amigo que planta milho e não trabalha com leite, ele fornece o excedente de sua produção doméstica para os doentes que indico). Antes de começar a utilizar o leite dele para os cães levei um ano investigando seus métodos de produção.
Por coincidência acompanho clinicamente os dirigentes e funcionários de uma empresa de laticínios da Amazônia, onde importar rações com proteína animal (daqui do sul) é contra-producente. Eles padronizaram a fermentação para o processamento do queijo sem OGM, suínos ou fungos. Tenho testado estes queijos em alérgicos graves e outras situações clínicas delicadas, incluindo hepatite C, desde 1995 e até o momento não observei nenhum indício de reações indesejáveis.
Imagino que dados clínicos coletados com esta perspectiva poderiam auxiliar seu movimento no plano legal.
"Para os orgânicos o " Selo é o limite". Para nós não existe limite quando se trata de uma boa nutrição."
hehehe... isto me soa poético... ciência e arte é uma boa conjunção, que nosso ministro da cultura canta há tempos.
Seguindo este tom, deixarei a análise dos aspectos lipêmicos para quando a inspiração chegar, no entanto agradeço desde já as indicações e espero poder caminhar com a bagagem que você nos trouxer.
Grande abraço Luiz Meira
De Nada. A sua informação sobre o leite crú de vacas livres herbívoras é extremamente importante e deve ser a mais antiga de que eu tenho notícia aqui no Brasil, isto é, por Médicos prescrevendo esse alimento "ilegal". A proposito, eu estou procurando o Dr Alexandre Feldman (www.enxaqueca.com.br) para juntos fazermos um lobby para que o leite crú de vacas livres herbívoras saia da ilegalidade. Vamos estar analisando os aspectos jurídicos, etc.. para que mais pessoas possam se beneficiar desse valioso alimento. Ele também prescreve o leite cru de vacas livres herbívoras. Aproveito a oportunidade para informar aos senhores que o nosso maior obstaculo está sendo exatamente a certificadora orgânica. Ou seja esse tipo de produto é o que eu chamo de "além do orgânico". Eles ainda não chegaram lá. Para os orgânicos o "Sêlo é o limite". Para nós não existe limite quando se trata de uma boa nutrição. Com relação a soja, nem com selo orgânico ela é admissível e o seu depoimento reforça ainda mais as informações que eu estou recolhendo até o momento. Ou seja, ela não é alergênica pelo método de cultivo. Ela é intrínsicamente alergênica. No caso da soja os fitoestrógenos são compostos sintetizados com o objetivo de proteger a planta contra insetos e são, portanto, inseticidas naturais. Eu não gostaria de tomar nenhum tipo de inseticida ainda que natural. Fique a vontade para veicular toda e qualquer informação da lista com ou sem alteração. Mesmo sabendo da sua opinião sobre a gordura animal eu gostaria que o Sr desse uma olhada no site da Sally Fallon. Lá existem outras informações importantes e creio que ela tem razão com relação a alimentação tradicional principalmente no tocante a alimentos fermentados. É o www.westonaprice.org Eu estou no momento comprando o livro do Weston A Price "Nutrition and Physical Degeneration" e o da Sally " Nourishing Traditions". Estou em estado de choque devido as informações contidas no livro do médico e PhD Finlandes Uffe Ravnskov, "The Cholesterol Myths". Abraços Jose Luiz -------------------------------------------------------------------- Gostei de ver José Luiz!!! Desde há muitos anos eu gostaria de fazer esta revisão, no entanto, por ser um tema polêmico e ser continuamente atropelado por necessidades prementes, fui deixando para depois. Para acrescentar um detalhezinho: Aboli a soja de minha dieta há mais de uma década, porém ao ganhar um pacote certificado pelo IBD resolvi experimentar, e qual não foi minha surpresa ao deparar-me com as reações que observei... semelhantes as que são causadas pelos feijões envenenados por agrotóxicos vendidos no comércio corriqueiro. Imagino que você terá uma decepção com este tema, pois talvez espere estarrecimento ou antagonismo, e o que imagino é que receba concordância e incentivo. Interfiro discretamente em sua mensagem para facilitar a consulta por aqueles que estou redirecionando. Ratifico meu efusivo agradecimento Luiz Meira http://luizmeira.cjb.net// +19 9612 6029
De: Jose Luiz M Garcia Para: ALT_HEP_C@yahoogrupos.com.br Enviada em: quarta-feira, 7 de janeiro de 2004 18:16 Assunto: [ALT_HEP_C] Soja - Aspectos Negativos Para quem ainda acredita que soja é um bom negócio, por favor consulte as seguintes páginas: ------------------------------------------------- http://www.totalityofbeing.com/id58_july_27_h___e.htm http://www.westonaprice.org/soy/index.html Apenas essa página acima já dá entrada para diversos outros artigos enfocando os aspectos negativos da soja. Mas precisamente a 22 outros artigos. http://www.westonaprice.org/myths_truths/myths_truths_soy.html http://www.geocities.com/heb219/ Esse é em espanhol e você não tem desculpa para não ler, portanto,leia. Do site do Mercola coloco apenas alguns para não ficar muito entediante. Enfim, existe mais do que informação suficiente demonstrando que a soja é um péssimo negócio. http://www.mercola.com/article/soy/ http://www.mercola.com/article/soy/avoid_soy.htmhttp://www.mercola.com/2001/jun/13/soy_formula.htmhttp://www.mercola.com/2002/jun/8/soy.htmhttp://www.mercola.com/2003/nov/26/soy_formula.htmhttp://www.mercola.com/2000/feb/13/more_on_soy.htmhttp://www.mercola.com/2000/sept/17/soy_brain.htmhttp://www.mercola.com/2000/feb/13/soy_thyroid_disease.htmhttp://www.mercola.com/2000/apr/9/soy_research_update.htmhttp://www.mercola.com/2001/nov/24/soy.htm Além do mais eu tenho experiência clínica suficiente para demonstrar que pacientes que insistem em comer soja durante a terapia anti-câncer tem um péssimo prognóstico. Tenho uma sobrinha que mora em Volta Redonda cuja filha tinha alergia a leite de vaca. Na verdade é "alergia a leite de vaca que não come capim, que é pasteurizado, de vacas que tomam regularmente hormônio de lactação, antibióticos, que ficam confinadas, etc...". Não é ao verdadeiro leite de vacas que caminham livremente comendo exclusivamente capim e cru, isto é, não pasteurizado. Essa criança teve que tomar leite de soja como "substituto". A criança estava simplesmente ficando anã, tal e qual a todos aqueles orientais que nós conhecemos japoneses, coreanos, chineses, etc... Quando parou o leite de soja voltou a crescer normalmente. -------------------------------------------------------------------- inserção de Luiz Meira
Acrescento que tenho utilizado leite de vaca que come exclusivamente grama (sem aquecer acima de 40 graus) em clientes altamente alérgicos há vários anos, e estes nunca apresentaram qualquer reação ao leite, nem clínica nem sorológica. Por outro lado tenho observado também há vários anos com dezenas de pessoas que: quando as mães que estão amamentando excluem soja de sua dieta (incluindo lecitina dos produtos industrializados, óleo, gordura hidrogenada, leite, tofu, missô, shoyo, etc) as crianças que se alimentam exclusivamente de leite materno param de ter qualquer reação alérgica, inclusive desaparecendo totalmente as cólicas e outros sinais indiretos.
final da inserção de Luiz Meira --------------------------------------------------------------------
Outra perola oriental para vocês - Sabem porque no Japão morre muito pouca gente de doença coronariana? Simplesmente porque na cultura japonesa é vergonhoso morrer do coração e a maioria dos médicos tasca "acidente vascular cerebral" no atestado de óbito a pedido das famílias. Isso explica porque todos os estudos populacionais feitos no Japão serem furados.
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