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Estudo alerta sobre risco no uso de droga contra diabete
Por Maggie Fox
WASHINGTON (Reuters) - Médicos estão prescrevendo erroneamente
um remédio contra diabete para pacientes com insuficiência
cardíaca e renal, colocando-os sob o risco de complicações
fatais, alertaram pesquisadores norte-americanos na quarta-feira.
O metformin, vendido pela Bristol-Myers Squibb Co, com o nome comercial
Glucophage, é o remédio mais amplamente prescrito para tratar
a diabete do tipo 2 e a de início na vida adulta. O medicamento
não deveria ser usado por pacientes que tomam outras drogas para
insuficiência cardíaca e renal.
Uma equipe da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, EUA,
entretanto, descobriu que 22 a cada 100 pacientes que tomavam metformin
tinham uma ou ambas as condições.
"Estamos preocupados que esses pacientes possam correr o risco de ter
uma condição médica grave conhecida como acidose láctica,
uma ameaça à vida", disse a médica Cheryl Horlen,
chefe da pesquisa. A acidose láctica é uma condição
metabólica rara que mata a metade dos pacientes que a desenvolvem.
A enfermidade é tão séria que as embalagens de
metformin tem a tarja preta e a bula descreve os perigos para pacientes
com insuficiência renal ou do coração. Mas os médicos
não estão prestando muita atenção a esse fato,
disse Hourlan em um artigo do Journal of the American Medical Association.
"Encontramos 241 pacientes que tinham duas ou mais prescrições
de metformin em um período de nove meses e então selecionamos
aleatoriamente 100 deles para revisões", afirmou ela.
Os pesquisadores observaram que 14 pacientes tinham insuficiência
cardíaca, cinco apresentavam disfunção renal e três,
as duas condições.
A Food and Drug Administration (FDA), agência norte-americana
que regula alimentos e remédios, afirmou que recebeu registros de
47 casos confirmados de acidose láctica associada ao uso do metformin
nos primeiros 14 meses após o lançamento do remédio
no país. Quarenta e dois por cento dos pacientes morreram.
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