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Prezados Amigos,
Envio esta matéria, com intuído de chamar a atenção principalmente para os complexos vitamínicos, que geralmente contém ferro.
Vale a pena considerar que estes produtos contém diversos sais, vitaminas e e freqüentemente alguns estimulantes. Todos estes itens são isolados a partir de diversas matérias primas, minerais, vegetais e algumas vezes, animais. Desde a matéria prima até o produto final existe uma cascata de reações químicas geralmente catalizadas por enzimas transgênicas. Mesmo que a pureza farmacológica seja alta, é inevitável a existência de resíduos químicos neste processo, assim a possibilidade de sensibilização imune é um fato para levarmos em consideração.
Alergia a enzimas é um assunto pouco considerado, mas seguramente de grande prevalência, e que deve ser priorizado no manejo dos desequilíbrios imunes. Mais detalhes sobre isso podem ser vistos em: http://luizmeira.cjb.net//enzimas.htm
Abraços
São Paulo, domingo, 28 de outubro de 2001 Periscópio
Ferro e câncer
José Reis especial para a Folha Dois artigos, um norte-americano e outro finlandês, publicados no "International Journal of Cancer" (56, 364 e 379) podem sugerir que o excesso de ferro na dieta seja possível causa de câncer. Os artigos são de Richard Stevens e Paul Krekt. O primeiro determinou o número de cânceres em centenas de homens e mulheres e a quantidade de ferro presente em seus organismos, concluindo que o número de cânceres é quase o dobro nas pessoas com excesso de ferro em relação ao das pessoas com valores normais desse metal. O segundo examinou milhares de indivíduos e observou que os que tinham excesso de ferro eram três vezes mais propensos a contrair a doença. Historicamente, os norte-americanos apresentavam deficiência de ferro, o que levou o governo a decretar a adição de determinado teor desse elemento aos cereais (farinha, pão etc.), tendo em vista particularmente crianças e mulheres em idade reprodutiva, assim como pessoas de baixa renda. De um modo geral, pode-se afirmar que hoje as populações ocidentais, salvo exceções, recebem quantidade adequada de ferro, excetuados determinados casos patológicos. O organismo precisa de ferro para produzir a hemoglobina, complexo protéico que transporta o oxigênio no sangue. Ele contribui para a formação de enzimas como os citocromos, que agem como catalisadores na produção de energia pelas células. Para regular o teor normal de ferro o organismo dispõe de vários recursos, um dos quais é a formação de reservas no fígado, na medula óssea e no baço. Além disso, ele se defende contra a penetração de excesso de ferro com uma barreira constituída pelas células intestinais, que deixa de absorver o metal quando as reservas do corpo estão satisfeitas. Os artigos referidos, aliás muito contestados, provocaram alguma inquietação, que parece infundada, entre os que usam suplementos alimentares de vitaminas e minerais em doses pequenas e incapazes, ao que parece, de constituir sobrecarga de ferro. Esse excesso de ferro facilitaria, de acordo com certas teorias não bem comprovadas, a formação do câncer a partir da ação de radicais livres, que o ferro, aliás, não incentiva. Muito debate tem havido entre os que defendem o papel do ferro na produção do câncer e os que o negam. Alguns afirmam que, se houvesse relação entre ferro e câncer, este poderia ser a causa e não o efeito do excesso do elemento. Salientam certos pesquisadores que o ferro orgânico, como o da carne, seria muito mais facilmente absorvido que o ferro inorgânico encontrado nos vegetais, nos suplementos alimentares e nos alimentos ditos "fortificados". De um modo geral se deve dizer que uma dieta comum, balanceada, já contém ferro suficiente e dispensa aditivos. Mas o assunto é importante e os médicos costumam avaliar os sinais de possível anemia ou deficiência de ferro. A eles deve caber a última palavra, como em relação ao excesso de consumo de ferro. Não foram ainda rigorosamente documentadas relações do ferro com o câncer no organismo humano, porém em alguns animais já se ligou a produção do câncer à administração de excesso de ferro. Não obstante, alguns especialistas acham oportuno alertar a esse respeito, evitando, por exemplo, o aditivo que encerre ferro. Mas os serviços de saúde norte-americanos insistem na aplicação da política oficial da "fortificação" dos alimentos por mínimas quantidades de ferro. E lembram que essa atitude fez baixar, de um modo geral, a anemia grave na população dos Estados Unidos.
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